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Como inovar

transformando
velhos dilemas em
novas práticas.
Letícia Andrade
Assistente Social HC-FMUSP:
Ambulatório de Cuidados Paliativos e
Núcleo de Assistência Domiciliar
Interdisciplinar
Cuidados Paliativos:
a contribuição do
profissional de
Serviço Social.
Cuidados Paliativos
“Abordagem que aprimora a
qualidade de vida, dos pacientes
e famílias que enfrentam
problemas associados com
doenças ameaçadoras da vida,
através da prevenção e alívio do
sofrimento, por meio de
identificação precoce, avaliação
correta e tratamento da dor e
outros problemas de ordem
física, psicossocial e espiritual.”
OMS, 2002.
Cicely Saunders (22/06/18 – 14/07/05)

– Enfermeira, assistente social


e médica.
– DOR TOTAL-1964
– (DOR FÍSICA+ EMOCIONAL+
SOCIAL+ ESPIRITUAL)
§ DOR FINANCEIRA,
INTERPESSOAL E DOR
DA FAMÍLIA.
§ DOR MENTAL E DOR DA
EQUIPE MÉDICO-
HOSPITALAR.

(Nascimento-Schulze, 1997)
“Você é importante porque você
é único. Você será importante
para nós até o último dia de sua
vida, e nós faremos tudo o que
pudermos, não apenas para que
você morra em paz, mas para
que você ‘viva’ até o momento
da sua morte”.
Cicely Saunders
Cuidados Paliativos: princípios

n Afirmam a vida e consideram a


morte como um processo natural.
n Buscam proporcionar alívio da dor e
outros sintomas que causem
sofrimento.
n Não pretendem acelerar ou adiar a
morte.
n No cuidado direto ao paciente
englobam aspectos psicossociais e
espirituais.
Cuidados Paliativos: princípios
n Oferecem um sistema de apoio para ajudar o
paciente a viver tão ativamente quanto possível
até a morte.
n Buscam oferecer um sistema de apoio para
ajudar a família a enfrentar a situação
vivenciada, durante a doença do paciente e em
seu próprio luto.
n Usam uma abordagem em equipe para orientar
as necessidades do paciente e de seus
familiares, incluindo orientação de luto.
n São aplicáveis inicialmente no curso da doença,
em conjunção com outras terapias.
Velhos dilemas – Novas práticas
n Família como centro
n O cuidado como foco
central.
n Os limites da medicina.
n Os limites da vida.
n Trabalho em equipe.
n Fatores sociais
interferentes no
tratamento e no cuidado
no final da vida.
Conhecer:
n Família (ideal x real)
– Organização familiar
– Paciente inserido
– Vínculos familiares
– Condições sociais e
econômicas de vida
– Formas de comunicação.
n Rede de suporte social
“Qualquer análise acerca da família tem
que se ater também às condições em
que essas família vivem.
Não existe a Mãe, assim como não existe
a Mulher ou a Família.
A construção desses papéis é rasgada a
todo instante pelo tecido social em que
vivemos. Pensar em família sem se
atentar às diferenças de classe implica
conhecer bem pouco desse objeto de
estudo.”

Rita de Cássia Santos Freitas, 2002.


“A família se define por uma história que
se conta aos indivíduos, ao longo do
tempo, desde que nascem, por palavras,
gestos, atitudes ou silêncios, e que será
por eles reproduzida e resignificada, à sua
maneira, dado os seus distintos lugares e
momentos na família.
Dentro dos referenciais sociais e culturais
de nossa época e de nossa sociedade,
cada família terá uma versão de sua
história, a qual dá significado à experiência
vivida.”

Cynthia Sarti
FAMÍLIA

• Diferentes conceitos
• Família pensada X família vivida

• Diversos perfis.

• Diferentes propostas de atuação.


Família Vivida – Reconhecer:
n Família nuclear n Rede famíliar;
n Hierarquia estabelecida n Cristalização de papéis;

n Relações construídas que


independem de grau de
parentesco;

n Acordos tácitos n Acordos formais;


n “Estar só” n Ser abandonado
n Proximidade física n Vínculo afetivo
Dor da família

n Perda do paciente;
n Enfrentamento da situação de doença;
n Reorganização familiar necessária;
n Manutenção financeira da família;
n MEDO.

n DOR PELO VIVIDO E PELO NÃO VIVIDO.


Rede de Suporte Social

n Conhecer
n Precariedade na oferta X
aumento da demanda
n Desresponsabilização do
Estado.
n Voluntariado/filantropia.
Cuidados Paliativos
n MORTE DIGNA
DO PACIENTE

n MANUTENÇÃO DA
VIDA FAMILIAR APÓS O FALECIMENTO
ATUAR:
n Manutenção: n Auxiliar:

– Organização – na reorganização familiar;


– Paciente inserido, – Propiciar a reinserção do
– Vínculos familiares, paciente;
– Divisão de – Restabelecimento de
responsabilidades e vínculos;
tarefas.
– Redivisão de
– Rede de suporte Social
responsabilidades e tarefas
– Construção de redes.
Fatores que interferem
no tratamento

n Religião
n Delírios do
paciente
n “falta de sono”
n “Desorganização”
familiar
n “Desinformação”.
INTERVENÇÃO SOCIAL
n Entrevistas
n Contatos individuais (em domicílio,
telefônicos)
n Mobilização da família
possibilidades de “reorganização”,
valorização do cuidado
n Recursos Sociais
n Orientações e Esclarecimentos
n Reunião de Família
n Visita de Luto
ORIENTAÇÕES sempre necessárias.
n Óbito em domicílio X óbito no hospital
– Atestado de óbito
– “Riscos” em decorrência do diagnóstico
– Quem estará com o paciente?
– Mobilização da rede de suporte social.

n Cartilha sobre providências por ocasião do óbito


!!!
Letícia Andrade:

laetitia.andrade@terra.com.br
laetitiaandrade@ig.com.br