Desenvolvimento, Gestão Ambiental e Sustentabilidade: Compreendendo o Novo Paradigma

Resumo
A utilização racional dos recursos naturais, a partir da consciência comprometida com a responsabilidade ambiental é um dos maiores desafios da humanidade na atualidade. Neste contexto, um novo paradigma está posto, o de buscar alternativas de produção que minimizem os danos ao ambiente e permitam a renovação de seus recursos. Surge nova tendência que ajuda a criar um panorama que vem tendo efeito dominó, a partir da concepção de instrumentos técnicos, políticos e legais. A gestão ambiental surge como ferramenta que pode contribuir com a transformação de cenário. Isto implica na mudança comportamental com tomada de decisão e o desenvolvimento de mecanismos, a fim de garantir a sustentabilidade nos processos produtivos e, sobretudo, reservar às gerações futuras um ambiente planetário que lhes propicie qualidade de vida e perspectiva de futuro. A consciência individual é o ponto de partida às transformações que garantirão um ambiente mais equilibrado e harmonioso a todos. Palavras-chave: Meio ambiente, responsabilidade ambiental, gestão ambiental e sustentabilidade.

1 Introdução Ainda é muito cedo para ambientalistas e cidadãos comuns, preocupadas com os problemas ambientais em nível global, terem a convicção de que definitivamente a humanidade está começando um período de maior consciência no tocante ao uso dos recursos naturais. A idéia de que o homem é o senhor da natureza e para com ela tudo pode, calçado no antropocentrismo, está levando o planeta ao caos. Nossa casa, como afirma Boff (1999), é um sistema de sistemas e superorganismo de complexo equilíbrio, constituído ao longo de milhões e milhões de anos. Por conta de um processo industrialista predador, em desenvolvimento a partir dos dois últimos séculos, tal equilíbrio está sendo colocado em xeque, de modo que a complexa cadeia está prestes a romper-se. Desde o início do processo de industrialização, no século XVIII, a população mundial cresceu oito vezes, ampliando de forma significativa o consumo dos recursos naturais. Somente o processo produtivo, com base na exploração da natureza, cresceu mais de cem vezes, num salto que fez agravar a situação de ameaça planetária, trazendo à tona a emergência da necessidade de uma forma alternativa de relação do homem com a sua casa, a terra. Nas palavras de Boff: “Parca é a consciência coletiva que pesa sobre o nosso belo planeta. Os que poderiam conscientizar a humanidade desfrutam gaiamente a viagem em seu Titanic de ilusões. Mal sabem que podemos ir ao encontro de um iceberg ecológico que nos fará afundar celeremente.” A falta de um uma política global efetiva que aponte para um novo caminho é um fato trágico. A ONU (Organização das Nações Unidas) poderia ser o órgão a estabelecer ou criar instâncias de gerenciamento para os problemas ambientais do planeta, mas não vem exercendo esse papel. E ela, a ONU, detentora de 40 projetos voltados aos grandes problemas globais como os climas, o desflorestamento, a contaminação do ar, dos solos e das águas, as epidemias, os problemas dos jovens, dos idosos, as migrações, entre outros. Mas, regida pelo velho paradigma das nações que se fortaleceram sob a égide do imperialismo, não avança no sentido de buscar solução concreta às contradições que assolam a terra. O exemplo mais flagrante desta situação é o desrespeito demonstrado por algumas nações com o descumprimento das resoluções de Kyoto, como os Estados Unidos da América, que não pretendem mudar suas sistemáticas de desenvolvimento econômico, em detrimento de uma política econômica sustentável. Os problemas ambientais, talvez os mais sérios vividos pela humanidade – porque neles também estão embutidos a fome e situação de miserabilidade de milhões de indivíduos do mundo -,

entretanto, parecem estar suscitando fortes sinais de resistência aos velhos paradigmas, com o surgimento de um corrente como indicadora de uma nova consciência. Há maior preocupação com as questões ambientais, sobretudo a partir de focos significativos de cidadania, tendo como importantes atores as ONGs (Organizações Não Governamentais) ligadas ao ambientalismo e demais segmentos sociais, que fazem pressão pela criação de mecanismos legais com o objetivo de promover efetivamente a proteção ambiental. Já é de conhecimento de muitas pessoas que, à medida que se reduz a capacidade de renovação dos recursos naturais, em que se polui o ar, em que se contamina a água dos rios, em que se destrói florestas e a biodiversidade, caminha-se para a exaustão da vida. Nas palavras de Bueno (1998:31): “Se os cidadãos, individualmente, forem confrontados com a necessidade da manutenção da biodiversidade para a manutenção da qualidade de vida de seus descendentes, sem pensar exclusivamente em seus benefícios pessoais imediatos, os benefícios de longo prazo começarão a ser visualizadas, percebidos enfim, pelos humanos, e a conservação deixará de ser uma luta real de uma minoria e retórica da maioria para ser integrada às atividades sociais de todos como um fato normal e necessário à vida”. 2 Meio Ambiente e realidade global A preocupação efetiva com o meio ambiente, no âmbito global, até a década de 1970, restringia-se ao mero cumprimento das normas de poluição determinadas pelos órgãos reguladores. Os complexos industriais limitavam-se ao cumprimento destas e à precaução quanto aos acidentes locais, numa postura reativa. Durante tempos, a incompatibilidade das atividades econômicas com políticas de proteção ambiental foi um aspecto destacado. Isto, segundo Maimon (apud Petroni, Aguiar, 2001:3), tinha como resultante certo o aumento dos custos e o conseqüente repasse ao preço dos produtos. Partindo desta visão tradicional de empresa como instituição apenas econômica, a responsabilidade ficava restrita à maximização dos lucros, utilizando-se a estratégia da minimização dos cursos. Quase nada além disso. A cultura reinante no mundo empresarial não contemplava valores sociais e políticos na tomada de decisões dos administradores, da mesma forma que se buscava nas leis e regulamentações originadas pelo poder público apenas dar suporte para que as empresas garantissem suas metas econômicas ou, então, que os dispositivos legais não se constituíssem em barreiras para que estas fossem alcançadas. DONAIRE (apud PETRONI, AGUIAR, 2001, p.4) afirma que com a consolidação da bioética global, no final da década de 1980, surge uma nova realidade socioambiental, redundando na mudança comportamental de postura do mundo empresarial. Fica para trás a velha forma de perceber o ambiente e de reação aos seus problemas. Gradativamente, começa-se a encarar a nova postura de responsabilidade ambiental como algo imprescindível à sobrevivência, em que a instituição empresarial passa a assumir um comprometimento sócio-político. Neste contexto, muitos conceitos utilizados nas décadas passadas, de 60 e 70, foram reformulados, originando novas regulamentações e legislações emanadas do poder público. Com isso, nos dias atuais, muitas das decisões de âmbito empresarial precisam levar em conta os aspectos socioambientais. Concomitantemente, outros setores sociais constituíram-se em novos agentes dentro deste processo, defendendo preocupações relacionadas à ecologia, à defesa do consumidor, de grupos minoritários, de qualidade dos produtos, entre outros aspectos. Essa articulação cidadã acaba sendo a força estimuladora para que também as organizações incorporem em seus procedimentos administrativos e operacionais os mesmo valores que apontam para os caminhos de sustentabilidade. MAIMON (apud PETRONI, AGUIAR, 2001, p.3) afirma que a responsabilidade ambiental é desigual por setor de atividade e por tamanho da organização. Segundo ele, os fatores que determinam a qualidade ambiental são a pressão dos órgãos de controle e da comunidade local, a origem do capital (nacional/privado, multinacional ou público) e o grau de inserção da empresa no mercado internacional. 3 Comércio internacional, controle ambiental e controvérsias De alguma maneira, a mudança de comportamento do empresariado de alguns setores no tocante à preocupação com processos produtivos ecologicamente corretos possui relação com as políticas

mas também na contabilização de possíveis impactos dos produtos ao ambiente – da concepção ao descarte. as empresas começam a aderir a um novo comportamento. a partir da consolidação da legislação da área. p. por pressão de investidores e consumidores nos países de origem. maior e desfavorável à competitividade. Nas palavras de ALMEIDA (1998): A eficácia ecológica das restrições comerciais é questionável pelo simples fato de que nada garante que o parceiro comercial. seu esforço exportador em direção a mercados alternativos. que as empresas brasileiras de maior inserção internacional são as que apresentam maior responsabilidade ambiental. Processo desencadeado pela atuação dos órgãos ambientais controladores e pressões locais e internacionais. principalmente naqueles com melhor renda per capita. a incorporação desta variável ambiental alcança o setor empresarial a partir da década passada. não vá redirecionar. os custos ambientais de sua produção. está posta uma nova ordem. dentro de certos limites. entretanto. A ação de resíduos sobre o meio ambiente. pode apresentar resultado contrário. em que o problema não está apenas nos processos de produção. As empresas exportadoras sofrem grandes discriminações por meio de barreiras não-tarifárias e ecológicas. Esta realidade já oferece visibilidade em vários países. atingido por tal medida. Os preços dos produtos passam a refletir. A causa ambiental. num curto prazo. sendo obrigadas a estabelecer melhor relação com o meio ambiente. na ausência de ações preventivas. Os problemas ambientais possuem sua peculiaridade em cada país – seus custos de controle. essa mesma política.3) revela. Estes limites trazem à tona a necessidade de as empresas reavaliarem seus sistemas produtivos. parece ceder espaço. o setor empresarial nacional se restringe a atender à legislação ambiental de controle da poluição da água. uma empresa já pensa em seu passivo ambiental e na forma de como resolvê-lo. Cumprir as exigências normativas ambientais implica em investimento maior e preço final. A eficácia ecológica e econômica das restrições comerciais também pode ser considerada como um ponto controvertido. por tratar-se de um produto elaborado a partir de processo “mais limpo”. (Cavalcanti. seu problema econômico e postergando a adoção de regulamentações ambientais mais rigorosas. agrega-se ao mesmo um valor de marketing positivo. 4 Normas ambientais e ISO-14000 . conforme argumenta ela. por conta da questão ambiental. p. No Brasil. reciclagem e disposição. segundo Almeida sob outro aspecto. como também a capacidade de absorção do dano pelo meio em questão pode variar. são alvo de questionamento por ALMEIDA (1998). Por outro lado. quando da análise dos custos de produção do processo industrial. Este quadro atual sinaliza para uma demanda considerável pela busca de novas alternativas tecnológicas ecologicamente mais ajustadas na produção. de marketing ecológico. uso. como componente de custos ambiental. Com isso. Atualmente. As restrições comerciais em nome da causa ecológica. Ao invés de perder competitividade. Desta forma. et al. CAVALCANTI et al (2002) destaca que o ambiente da globalização econômica está impondo limites à sobrevivência das empresas. resolvendo. MAIMON (PETRONI. não há como se estabelecer políticas homogêneas para distintos parceiros. dessa forma. Paradoxalmente. e considerando todo o ciclo de vida de seus produtos ou serviços. A autora sustenta que as reais razões para a adoção de restrições comerciais invariavelmente são postas ambiguamente. na prática. AGUIAR. 2001. indo além destes. 2002. conseqüentemente. o argumento principal utilizado.internacionais de comércio. do ar e dos resíduos sólidos. em si. é um tema em pauta nas discussões de organismos internacionais. ou pela influência ou pressão da corrente global.19) Por força das leis de controle ambiental. em sua pesquisa. fator que pode comprometer seu patrimônio e ser determinante na inviabilidade de sua permanência no mercado na ausência de uma política. À exceção das empresas brasileiras de maior inserção internacional ou mesmo a multinacionais instaladas em solo brasileiro. independentemente de suas dimensões. à preocupação econômica.

Outro quesito passível de ser considerado como defeito da norma. a ISO-14000 tem dado mostras de ser um bom instrumento para o marketing. que é usado pela indústria cimenteira na produção de cimento. (Lima-e-Silva. conforme LIMA-E-SILVA (1999). apenas 88 empresas brasileiras constavam desta relação de certificação. as empresas têm procurado demonstrar comprometimento. Buscando maior credibilidade. criou-se um grupo designado de Technical Commitee no. com a comunidade do entorno de suas atividades. há muito mais aspectos positivos. O número de empresas certificadas pela norma ISO-14000 cresce de forma rápida na atualidade. a preocupação com a natureza e. Ou seja. disseminando as idéias do novo paradigma e sensibilizando mentes.A exigência da sociedade em relação à qualidade ambiental dos produtos oferecidos no mercado tem estimulado uma gama cada vez maior de empresas a aderir voluntariamente a normas ambientais. 2002:18) Até este momento. conseqüentemente. pertencente ao grupo belga Suez. dentre eles o fato de que na norma está embutido um programa de treinamento que permite aos funcionários de uma empresa a compreensão e o enfrentamento dos problemas ambientais. Tratando-se de uma tendência já quase consolidada nos países desenvolvidos. Um exemplo desta situação é o aproveitamento da cinza fina no Complexo Termelétrico Jorge Lacerda. 1996) Com a ISO-14000 as organizações empresariais têm parâmetros para criar sua sistemática de gestão voltada aos aspectos ambientais. ser responsável com seus clientes. 207 do International Organization for Stardardization. que dispõe de diretrizes para a gestão ambiental. A partir daquela conferência mundial do meio ambiente. deveriam fazer sem precisar de norma alguma. a adoção de sistemas “limpos” ou menos poluentes são elementos que ajudam a dar uma nova configuração no meio industrial brasileiro. como para seus trabalhadores e. designado para elaborar uma série de normas relativas à gestão ambiental que receberam o código 14000. à redução de poluição gerada e a difusão de informações sobre preservação ambiental junto ao corpo funcional e comunidade local. que ela pode transcender este aspecto. numa demonstração que esta ferramenta de controle ambiental está tendo boa aceitação. Lima-e-Silva destaca. A série ISO14000. Até o final dos anos 90. sul de Santa Catarina. A adesão a um sistema de normas como a ISO-14000 por uma empresa pode ter um efeito positivo importante sobre diversos aspectos para esta. capaz de padronizar os procedimentos em nível mundial. Este vazio pode significar a possibilidade ou o espaço aberto às más intenções. Não só o aumento de eficiência. num âmbito mais amplo. acaba tornando-se um ponto positivo. realizada no Rio de Janeiro. Este fenômeno não é diferente no Brasil. o de fazer com que todas as ações no âmbito da prevenção ambiental sejam realizadas a partir motivações mercadológicas. com redução de desperdícios. embora o número de empresas certificadas ainda seja muito pequeno. Sobretudo. aderindo à série ISO 14000. em todo o seu entorno. obedecer às leis e se preocupar com o bem estar da sociedade na qual funciona e da qual obrem seus benefícios. como a percepção ambiental que esses trabalhadores passam a ter. que é trabalhar de forma organizada. mas também a partir da análise dos rejeitos ambientais de determinada atividade podem surgir perspectivas de fontes de receita. da empresa Tractebel. surge com o advento da Eco-92. Em resumo. principalmente as empresas de propriedade privada. para atender a uma demanda por uma norma internacional. promover um processo de produção de forma sustentável pode render dividendos a quem o fizer. Entretanto. Este potencial educador intrínseco à ISO-14000 não deve ser desconsiderado. Uma das principais diretrizes aponta à alta direção de cada empresa para que estabeleça uma política de compromisso com objetivos e metas ambientais – da otimização de aproveitamento de matérias. com o intuito de serem reconhecidas como a série ISO-14000 (ISO. a norma ISO-1400 tenta fazer aquilo que toda organização. em que pese considerar seu texto freqüentemente vago e genérico por conta do grande contingente de sujeitos envolvidos em sua elaboração num consenso internacional. Isto desde que sua direção tenha esta política concretamente. entre outras. em Capivari de Baixo. segundo Peglau apud Lima-e-Silva (1999:19) 5 Caminhos para a sustentabilidade . neste sentido.

não é. p. conseqüência negativa que recairá sobre as próprias pessoas. Johannesburg. voltado puramente à satisfação de consumo. E. mesmo que este comprometimento só possa ser avaliado com o passar dos anos. mais recentemente. Neste bojo. Rio-92 e. com alguns avanços e também retrocessos. interdependem. Já em meio a uma série de conseqüências originadas desta prática – aquecimento global. portanto. Ele diz (embora não com essas palavras) que não é consistente afirmar que as inovações tragam melhoras. no meu entendimento. Não seria para estar satisfeitos se um dia contemplássemos um mundo onde não restasse nada da vida natural. – buscamos reduzir a margem de contradições que compõem nosso quadro planetário. como também nossa capacidade de continuar criando máquinas transformadoras desse mesmo planeta. Isso pressupõe uma reflexão sobre a valoração da modernidade e seu real benefício. em breve estará . a abundância de bens e sim o seu benefício o que define um bom desenvolvimento humano. influenciam e são influenciados. na medida em que se degrada o ambiente. A quem e de que forma servem os avanços tecnológicos? Leis recorre ao pensador inglês Burke. 1999:151) Importa compreender a sustentabilidade social do desenvolvimento como um processo ligado à qualidade de vida das populações. estando esta caminhada longe de chegar ao seu final. pode-se dizer que um crescimento econômico descontrolado. várias possibilidades têm sido discutidas. que fez uma crítica à Revolução Francesa como uma inversão da própria natureza das coisas. Desde as conferências mundiais sobre o meio ambiente de Estocolmo-72. etc. no qual. como defende Leis. Portanto. Este é o sentido traduzido de maneira implícita no conceito de desenvolvimento sustentável como “aquele que atende às necessidades do presente sem comprometer a possibilidade de as gerações futuras atenderem a suas próprias necessidades”. Para exemplificar esta importante dimensão. (Burke apud Leis.151). a partir da qual é possível compreender-se melhor a complexa relação do ambientalismo com a modernidade. concepção que pode ser associada ao conceito de desenvolvimento humano difundido pela ONU (Organização das Nações Unidas) e constante dos vários relatórios do organismo nos últimos anos. de forma explicita. passa pela tomada de consciência e de responsabilidade entre gerações para com a natureza. mas é verídica e apropriada como subsídio às reflexões aqui propostas. ela poderia ser melhor ou pior. 1999:164) 6 A história do seu Paulino A história do seu Paulino não consta em nenhuma bibliografia deste trabalho. (... et al apud LEIS. onde. 1999. este processo ainda não apresenta indicadores prontos.Não obstante ao fato de que a humanidade já esteja sinalizando sua busca por caminhos que a levem à sustentabilidade.) Se a terra tem que perder essa grande porção de beleza por causa do crescimento ilimitado da riqueza e da população.. que resistem em não mudar seus conceitos. se nada garante o resultado do progresso. substituindo-o pela relação deste com a natureza.H. muito antes que a própria realidade os obrigue a isso pela força. consumindo indiscriminadamente recursos naturais e devolvendo ao meio rejeitos. chuvas ácidas. segundo LEIS (1999). A sustentabilidade. neste ano de 2002. os fundamentos éticos em torno deste processo. então sinceramente espero que os partidários do estado progressivo se conformem com ser estacionários. Não é verdade dizer que se a sociedade não fosse como é. (Mill apud Leis. tentando entender o conceito de desenvolvimento sustentável. destruição da camada de ozônio. compromete a qualidade de vida das pessoas. para suportar uma população mais ampla e também menos feliz. no município de Siderópolis. é igualmente importante trazer à tona. Sua família pertence à comunidade de 40 famílias da extinta localidade de São Pedro. (G. Conforme o autor. preferindo manter sistemas Persiste a falta de compreensão de que nosso planeta funciona como um sistema onde todos os elementos estão entrelaçados. deixa-se de assumir o ser humano como medida de todas as coisas.. o conservadorismo de Burke rejeita as inovações em nome da continuidade constitucional e tradição social. por conta de alguns países desenvolvidos. os riscos não compensam e o princípio de prudência deveria reger o comportamento político.

eis o seu grande desafio. felizmente. for superado pelo coletivo. para promover guerras. Dolce è capire che non son più solo. incompreensão dos ouvintes? Situações do gênero são o grande desafio da sociedade. onde cultivava milho e outras culturas e trabalhava com o comércio de pedras. Che generosa. que terá abastecimento garantido durante 20 anos. quando o sentimento individualista. ou o que dela resta? Há muitos sinais de que a humanidade caminha para um melhor momento. O homem possui estas duas dimensões: nos pés. Não há formas de garantir processos sustentáveis. Ganha toda a região. E depois? Qual será a outra comunidade a sofrer o mesmo pesadelo da de São Pedro? Continuaremos fazendo sempre da mesma forma? Os rios continuarão recebendo metais pesados. Assumir-se como apenas um grão de areia na imensidão do oceano. Como promover o desenvolvimento sem destruir a natureza. e na cabeça aberta para o infinito. mais ético. o global. a partir da poluição dos recursos hídricos pela mineração de carvão. Somente a partir desta redescoberta é que estaremos prontos para fazer da terra. Para isso.funcionando a barragem do Rio São Bento. solidário e cidadão. a filha menor sofre de depressão desde que os vizinhos saíram todos. como peças de um grande sistema que funciona com a interrelação e inter-dependência destas: “Dolce è sentire. criar normas de controle. com a voz embargada. Os desapropriados são indenizados. A tecnologia. já são o tema central das discussões em vários foros pelo mundo a fora. o cuidado com o próprio nicho ecológico o local. Concluo este trabalho evocando as palavras de São Francisco de Assis (Itália. come nel mio cuore. o cuidado com a Terra representa o global. nas proximidades da encosta da Serra Geral. Il fuoco il vento. deve servir ao homem nas suas necessidades essenciais e não para alimentar apenas a sociedade do consumo. A transformação do mundo passa pela mudança de paradigma no âmbito econômico. Paulino resolveu permanecer nas imediações da barragem. que está sofrendo as agruras provocadas pelo homem inconsciente. Fruto do manuseio equivocado dos recursos naturais.1181– 1226). eleito nos Estados Unidos como o personagem do milênio passado. inerente ao ser humano. um lar onde a qualidade de vida é reconquistada pelo poder da consciência global. Fratello sole e sorella luna. Ora umilmente. em que conviverá com o meio ambiente de forma mais equilibrada. se os agentes destes não representarem seus papéis nesta engrenagem. ao jornalista Ricardo Fabris: “Já gastei uma fortuna e a minha menina não se cura da depressão. Dezenas de pessoas viviam sua realidade pacata. capaz de reconhecer na natureza a sua casa. cada um de nós precisa ressurgir. no qual a cooperação e a solidariedade se fazem necessárias como instrumentos para a mudança de cenário. provenientes da mineração de carvão? Continuarão mortos? Quantos outros paulinos continuarão apelando às emissoras de rádio. risplende intorno a me Dono di Lui del Suo immenso amore. o seu chão. grande arma da modernidade. colocando-se apenas como parte dele e não como seu senhor supremo. Como Boff (1999) propõe. o problema das desapropriações é apenas detalhe. ma che son parte di una immensa vita. nossa casa. Construir um equilíbrio a partir da lógica do coração. até que se decidiu pela construção de uma barragem para suprir a falta de água em Criciúma e região. Promover gestão ambiental. desigualdades sociais e desrespeito às soberanias dos países. dizia em entrevista à Rádio Eldorado de Criciúma (na manhã de 4 de dezembro de 2002). do qual ecoam até hoje valores que nos remetem à nossa essência. talvez. nada disso dará resultado se não houver uma mudança de comportamento a partir de cada indivíduo. a sustentabilidade tem início na subjetividade do ser. Como vai ficar a nossa vida?”. Observando-se à distância. no silêncio e. implantar selo verde. No meu entendimento. 7 Considerações finais Os problemas ambientais. para a construção de uma obra em nome da coletividade. Ci há dato il cielo e le chiare stelle. Ele está ilhado. Um novo homem precisa renascer. o chão. neste início de terceiro milênio. é difícil de dimensionar. La madre terra com frutti prati e fiori. Quem vai restituir a paz de espírito tolhida daquela gente? Seu Paulino. l’aria e . O sofrimento daquela gente humilde. em busca da sustentabilidade. sta nascendo amore. cultural e espiritual. reconhecer-se como parte do ecossistema local e da comunidade biótica.

Universidade Candido Mendes. Campinas. M. CAVALCANTI. UNESA. 261p. Disponível em: http://www. Acesso em 2 de nov.eng. Um novo parâmetro surgia naquele momento: o impacto ambiental. algumas metas (ex. implantação. 25p. Não adianta querer construir uma nave intergaláctica se não possuímos tecnologia suficiente ao passo que também não se deve construir um empreendimento o qual não possa gerar riquezas. docente do departamento de engenharia química da Escola Politécnica. * . LEIS. No passado. 153p. A. Devemos tratar esta mudança como uma oportunidade de se ganhar dinheiro. Yara. 259p. De lá pra cá algumas medidas (ex. Política Ambiental: Uma análise econômica. 2001.: Agenda 21) foram feitas para tentar frear um problema real e que parece ser nosso futuro inevitável.Apresentado no VI Encontro Nacional de Gestão Empresarial e Meio Ambiente. Rio de Janeiro: Thex Editora. Hector Ricardo. P. SP: Papirus. Câmaras Ambientais: parcerias entre empresas e a CETESB? . Com a criação da legislação ambiental no Brasil. algumas conferências (ex. PETRONI. "Os professores desta universidade foram formados sem nunca terem ouvido falar na palavra meio-ambiente" . lucro para quem o executou. Josimar Ribeiro. AGUIAR..br . BOFF. A preocupação sobre o tema se originou nos 70 e deu seu primeiro passo após a Conferência de Estocolmo (1972). 2002. Dono di Lui del Suo immenso amore." . Dissertação de Mestrado em Gestão Ambiental. RJ. "Até os anos 70. Gestão Ambiental: Planejamento.aguiar.”.ucam. 2002. o que certamente aumenta os ganhos da empresa.: Rio 92). MELLO. L. Luciana Togeiro de. Rio de Janeiro. Claudia dos S.Mônica Porto. São Paulo: nov.dnec. Nos dias de hoje.asp . lucro e impacto ambiental são as diretrizes a serem seguidas num projeto de engenharia. Saber cuidar: Ética do humano – compaixão pela terra. uma empresa jogava seus dejectos diretamente na atmosfera sem qualquer tipo de tratamento. Petrópolis: Vozes. 1998. operação e verificação. Petrópolis: Vozes. A modernidade insustentável: as críticas do ambientalismo à sociedade contemporânea. 1998. Ultimamente muito foi e será feito para mudar este panorama com o reaproveitamento desses elementos descartados colocando-os novamente na linha de produção das indústrias. Fonte di vita per le sue creature. Cecília. 1999. São Paulo: Editora Unesp.: Protocolo de Kyoto). Disponível em http:// www. Dono di Lui del Suo immenso amore. cada um com o mesmo poder de veto sobre a execução do mesmo. No. tecnolgia. Conservação de Biodiversidade nos Parques Urbanos: O Caso do Parque Nacional da Tijuca. 2000. * 8 Referências ALMEIDA. Acesso em 28 de out. 1999. 25.. Fev. 2000. LIMA-E-SILVA. avaliação.edu. docente do departamento de engenharia hidráulica da Escola Politécnica.br/-html/ambiente. Percebam que estes dois elementos têm capacidade de veto sobre um projeto. Leonardo.199p.l’acqua pura. este passou a ter o mesmo poder de veto da tecnologia e do lucro. BUENO. Revista Arché. P. 192p. Uma luz no fim do túnel.. um projeto de engenharia poderia ser executado a partir de 2 parcelas: tecnologia e lucro.Patrícia Matai. Florianópolis: UFSC. ALMEIDA.

os trabalhadores de todas as áreas da empresa deverão entender esse conceito e ter consciência do impacto ambiental de sua função. não serão apenas os engenheiros. a seleção de fornecedores e. ecologistas. Então. a inovação de produtos. só tem como objetivo frear o desenvolvimento em favor da natureza. Low-Carbon Word” (Empregos Verdes: rumo ao trabalho decente em um mundo sustentável e com baixas emissões de carbono). No início da década de 90. tenho certeza de que até mesmo aqueles ativistas do green peace implorariam para que voltassem a explorá-lo Conhecimentos em Sustentabilidade: Uma tendência para todas as áreas Conhecimentos em sustentabilidade: uma tendência para todas as áreas Segundo o relatório “Green Jobs: Towards Decent Wonk in a Sustainable. também. O Brasil já possui mais de 1 milhão de empregos ligados ao desenvolvimento sustentável. gestores e advogados ambientais. qualquer mudança altera a homeostase terrestre. Em outras palavras. É um problema interdisciplinar”. Isso envolve. No futuro. o conceito de sustentabilidade ganhou força nas empresas. percebe-se que essa questão é pra ser olhada por diversas perspectivas e usando diversos tipos conhecimentos.Vale lembrar que não existe impacto ambiental nulo. que terão que trabalhar com sustentabilidade. explica Valter Faria. muito mais como uma discussão do que como prática. “A questão de sustentabilidade permeia a gestão do negócio. Atualmente. o engenheiro ambiental tem como função dar suporte ao desenvolvimento de novas tecnologias para que a tal da sustentabilidade seja alcançada. a questão processual. seja hoje. do ponto de vista de governança corporativa. a operação em si. professor de sustentabilidade e negócios. entre outros profissionais verdes. a maneira que a embalagem ou até mesmo a composição do produto podem interferir mesmo depois de consumido. e elas começaram a se preocupar com a questão. seja no longo prazo. de modo geral. No entanto. a situação mudou. ele pode ser positivo ou negativo. fazendo uma leitura sistêmica dos negócios. matérias-primas e embalagens. Sejamos realistas. do alinhamento dos proprietários ou da gestão do negócio em si. isso não combina com o nosso sistema de produção atual! Como gerar riqueza sem usar matérias-primas? Sem agredir a natureza? Se parassem de extrair petróleo neste momento. Esta é uma grande diferença entre o engenheiro ambiental e o ambientalista. Eu vejo o ambientalista como um ser passional e ecologista. da Brazilian Business School (BBS). . agrônomos. da Organização Internacional do Trabalho (OIT). engenheiros florestais.

Além de engenharia ambiental. como explica Valter. É o conceito da sustentabilidade ganhando força. “A preocupação estará mais próxima do profissional e da empresa.Essa preocupação aumentou ainda mais com a pressão que existe hoje da sociedade. rentável e fantástico se ele vai gerar um problema ambiental no futuro. Não adianta ser apenas um produto econômico. ficando à frente de outras atividades como relações internacionais. de uma forma mais estruturada dentro da empresa e até mesmo como uma área. Se antes apenas os ambientalistas pressionavam as empresas. realizada pelo Programa de Estudos do Futuro. dentro do próprio . já que até 2020 o conceito de sustentabilidade estará mais presente e mais na prática do indivíduo do que hoje. Isso explica os dados da pesquisa Carreiras do Futuro. capacidade de maximizar os negócios da empresa. Entretanto. computação. Além disso. depende do nível de reciclagem de sua embalagem. e do ponto de vista regulatório. conhecimento de leis e direitos nas áreas ligadas à ecologia. “Num rol de 30 profissões emergentes. empregos relacionados à sustentabilidade e programas ecológicos estarão muito consolidados. apareceram na pesquisa. existe um gerente de sustentabilidade. sustentabilidade. “Uma empresa de refrigerante. “hoje. isso pode estar mais informal dentro da organização ou realmente pode estar formalizado como uma carreira. do Programa de Estudos do Futuro da FIA (Fundação Instituto de Adminstração). a que apareceu em primeiro lugar foi a de gerente de eco-relações. até 2020. coleta seletiva. como um todo. também. Essa pessoa deve se comunicar e trabalhar com consumidores. além de saber fazer o meio de campo entre a ela e a sociedade”. só tende a aumentar. por exemplo. desenvolvendo programas ecológicos de organizações”. atividades como comunicação. no entanto. que apontou que. Hoje. entre outras práticas sustentáveis. Essa profissão deve evoluir de tal forma que esse profissional irá adquirir habilidade e uma visão mais ampla. para agregar. a sustentabilidade se tornará uma atividade formal”. engenharia de alimentos. cuja atuação é muito mais técnica e ligada realmente àquela atividade ambiental. farmácia e administração de empresas. como conta Renata Spers. grupos ambientais e agências governamentais. outra vertente aponta que dentro de grandes organizações. lazer e turismo. A organização tem que se preocupar com a ida do produto e com a volta de sua embalagem”. atividades relacionadas a Engenharia de Alimentos e engenharia agronômica . também. aponta Renata. à redução de problemas com descartes e. entre outubro de 2008 e fevereiro de 2009. seja qual for sua atuação.ligadas à necessidade de um ambiente mais sustentável. A pressão. a pesquisa apontou. atualmente o consumidor começou a exigir selo de qualidade nos produtos. que a tradicional profissão de engenheiro ambiental deve evoluir 81% até 2020.

ela também está sendo mais econômica. por exemplo. Apesar do crescimento dessas profissões ligadas à questão da sustentabilidade. minimizando risco de operação. além de uma vantagem em número de profissionais e suas experiências. no futuro. A gente não pode se acomodar por causa disso e achar que está tudo resolvido”. partindo de uma premissa de interdependência e sustentabilidade ao longo prazo. mas respeitando e conhecendo os reflexos tanto dos processos antes de sua atividade. o professor Valter Faria. a produção de novos combustíveis.desenvolvimento do produto. O financeiro. e assim por diante. O professor da BBS explica. Renata afirma que o Brasil já possui uma experiência muito grande e um ambiente propício para ter essas atividades muito desenvolvidas. gera capital e menos gastos no futuro. . farão a diferença no futuro. o nosso país perde oportunidades porque não preparou as pessoas adequadamente. no processo. existe sim a oportunidade hoje. como depois. Então. O que é um desafio hoje. tem que conversar com a engenharia. como pode ficar defasado se não tiver um programa de treinamento. que as empresas perceberam que investir em sustentabilidade e. Eles serão os profissionais do futuro”. quando reutiliza subprodutos dentro da indústria. além de não ter divulgado os programas e desenvolvido tecnologias. Isso tudo para procurar a melhor solução. “As organizações querem os seus engenheiros pensando em inovação e produto. com uma compreensão melhor das relações entre as diversas atividades. cada vez mais. que tem que conversar o recursos humanos e assim por diante. defende que. “Temos resultados que mostram que o Brasil apresenta de fato uma vantagem competitiva com relação. porque quando fazem uma embalagem usando mais material biodegradável ou diminuindo a quantidade de material colocado para preservar o produto. também está tendo que comprar menos matéria-prima. todos os profissionais deverão compreender o conceito de sustentabilidade como uma relação interdependente que veio pra ficar. Os profissionais que tiverem essa capacidade de ver o todo e de achar a melhor solução de sua parte. “As atividades vão ser desenvolvidas com uma visão de interdependência diferente e vão trabalhar. Tanto ele pode evoluir e se tornar referência para outros países por causa das competências. inclusive. principalmente. As organizações têm uma falta de capacidade de diálogo entre os seus funcionários e de compreender as funções que não são as suas. ainda. Tudo isso. de atuação e. consequentemente. Muitas vezes. preparar o funcionário para isso. à redução de gases e outros poluentes. Por meio de outras pesquisas realizadas pelo Programa de Estudos do Futuro. uma atualização. de ineficiência”.

em meados do ano 2000 passou de 6. projetando sistemas de gestão e tratamento de lixo e avaliando riscos e compensações ambientais.A Importância da Engenharia Ambiental no Mundo Atual As necessidades da sociedade humana de moradia. aumentando os desafios da engenharia ambiental: • • • Houve uma explosão populacional: em 1900 a população humana da terra que era de 1. aumentando também a poluição Por fim.000 de pessoas.650.000 O desenvolvimento de novas formas de transporte tais como aviões e automóveis exigiram um aumento gigantesco na demanda de energia do planeta ( principalmente petróleo ). Hoje em dia já começamos a sentir na pele as consequências dos últimos 100 anos de progresso acelerado e mal-planejado: os desastres naturais estão aumentando cada vez mais. a poluição das grandes cidades está deixando a população cada vez mais doente e a temperatura da terra está subindo. O profissional de engenharia ambiental atuando no gerenciamento a emissão de poluição. planejando redes de saneamento. buscando sempre prevenir e evitar que o planeta seja ainda mais degradado e poluído. claro que temos jeito !! E grande parte da solução está relacionada a gestão e engenharia ambiental.000. pode contribuir ativamente para construirmos um planeta cada vez mais sustentável. fez com que o consumo mundial ( principalmente nos países ricos ) aumentasse muito. três fatores contruibuiram para acelearar ainda mais este impacto.000. alimentos e energia desde tempos remotos vem transformando o nosso planeta. Nos últimos 100 anos em especial.000. Muita gente deve estar se perguntando: e será que ainda tem jeito ? Sim. gerando uma quantidade de lixo nunca vista ! É neste cenário que o profissional de engenharia ambiental surge como um profissional cada vez mais importante. . o aumento médio da qualidade de vida geral.

no entanto. Além de contribuir para o aquecimento global. A Engenharia Ambiental e o Controle da Poluição do Ar Após a revolução industrial. nesta década. menos sujeira é jogada em rios e curso dágua. 98% dos municípios Brasileiros já contam com serviços de abastecimento de água potável nas torneiras e 99% já contam com coleta de lixo ( somente coleta. diminuindo a poluição. apenas 52% tem uma rede de tratamento de esgoto instalada. não envolvendo reciclagem ). o surgimento e uso do plástico em nível global e também devido a popularização dos automóveis a poluição no ar nunca foi tão intensa. a poluição do ar também trás doenças para as pessoas e deteriora a qualidade ambiental de um modo geral prejudicando plantas e animais adaptados a condições climáticas melhores. .Contribuições que a Engenharia Ambiental pode dar para um Planeta mais Sustentável: A Engenharia Ambiental e o Controle da Poluição da Água Segundo o IBGE. Isso indica que os profissionais de engenharia ambiental e os governos tem um grande projeto pela frente: projetar e financiar redes de saneamento básico e gestão de recursos hidricos para mais de 2500 cidades e 90 milhões de habitantes. Quanto mais o esgoto for recolhido e tratado.

Para ajudar a conter e acabar com a poluição do ar os profissionais de engenharia ambiental podem atuar estudando novas tecnologias para controle da qualidade do ar. A engenharia ambiental tem no aspecto da poluição do solo outro grande desafio: ajudar no planejamento das cidades para que áreas verdes sejam preservadas e também ajudar a recuperar áreas já destruidas. podemos reduzir . principalmente em grandes metrópoles. cada vez mais o solo foi sendo ocupado por asfalto. cenário que aumentou muito a quantidade de enchentes. Outra questão séria de poluição do solo a ser tratada pela engenharia ambiental no futuro é o lixo: tem se produzido cada vez mais lixo e temos cada vez menos lugares para joga-lo. podem atuar junto a indústria projetando fábricas e automóveis mais ecológicos e também ajudando no projeto de usinas de energia limpa que vão substituir tecnologias ancestrais tais como usinas de carvão e petróleo. A Engenharia Ambiental e o Controle da Poluição do Solo Com o crescimento descontrolado que as cidades tiveram nas últimas décadas. neste caso só existe uma solução: reciclar !! Através de um sistema eficiente de reciclagem e através de produtos e embalagens produzidos com materiais mais ecológicos. concreto e os rios foram sendo circulados por ruas.

a finitude dos recursos naturais começa a ser mais percebida e vigiada. e a preservação do meio ambiente era vista como custo adicional ao processo produtivo. As multinacionais que apresentam rigor ambiental nos processos produtivos em seus países de origem. resíduos líquidos ou sólidos . líquidos e gasosos gerados no processo de produção. Gestão Ambiental e sustentabilidade Edson Gabriel Ferreira Engenheiro em mecânica e de segurança do trabalho. em igual velocidade. O SISTEMA DE GESTÃO AMBIENTAL E A SUSTENTABILIDADE Não há mais como exportar poluição. Dessa forma. embora ainda dirigida mercadologicamente. quando se instalam no Brasil estão buscando trazer condutas ambientalmente corretas no que concerne a emissão de gases tóxicos. automobilístico e autopeças. celulose. sofrem inspeções de sua infraestrutura ou de utilização do solo. pósgraduado em Engenharia Ambiental Integrada pelo IETEC INTRODUÇÃO No último século o modo de produção no Brasil sofreu uma transição bastante rápida. Desta forma. tornando o solo cada vez melhor novamente. a uma nação com um parque industrial muito forte. além do uso racional de recursos naturais. via transferência de tecnologia poluidora. sendo que estes eram os únicos problemas ambientais que empresas consideravam ter. as empresas passaram a adotar diversas medidas de tratamento de resíduos sólidos. Paralelamente surgiram os problemas ambientais. químico. deve se firmar nos padrões de qualidade na cesta do consumidor. ou via produtos ecologicamente agressivos. O país passou de um exportador de produtos predominantemente agrícolas. Os diversos ramos industriais como petroquímicos. e com tal percepção. que as .drasticamente a quantidade de lixo produzido pelas cidades. porém menos marcados. procurando controlar os níveis de poluição emitidos. É nesse sentido. As novas tendências de consumo em direção a produtos de menor impacto ambiental.

na disponibilidade de recursos e no alinhamento com a Política Ambiental da empresa e com os requisitos legais pertinentes. insumos. o gerenciamento ambiental está ligado aos sistemas organizacionais e programas que visam a questão práticas tais como: -Controlar e reduzir os impactos do meio ambiente. que o gerenciamento ambiental é uma das atividades mais importantes relacionadas com qualquer operação industrial. energia. Aspectos e impactos ambientais significativos associados a produtos. ou de produção. na pessoa do seu Gerente. O sistema de gestão ambiental é um instrumento com procedimentos semelhantes a qualquer nível gerencial de uma empresa moderna. mediante a redução de sucatas.empresas inauguram os anos noventa e adentram o século dois mil. gerindo o meio ambiente. serviços e atividades. que tem responsabilidades e poderes definidos em uma Matriz de Responsabilidades. Objetivos e metas ambientais são estabelecidos com base na significância dos aspectos e impactos ambientais. -Melhorar o relacionamento com a comunidade e com o Governo. -Eliminar ou reduzir os riscos ao meio ambiente e ao homem. Verificamos então. -Cumprir as leis e normas ambientais. Programas Ambientais são estabelecidos para que sejam atingidos os objetivos e metas ambientais definidos e para cumprir integralmente a . -Antecipar as questões ambientais que podem causar ao meio ambiente e/ou a saúde humana. ou recursos humanos. procedimentos documentados. marketing. gestão financeira. lixo e degradação ambiental em geral. -Desenvolver tecnologia apropriadas para eliminar resíduos ambientais. constituído como Representante da Alta Administração para Assuntos Ambientais. ar e também se preocupa com processos produtivos que cause menores danos à natureza. resíduos sólidos e líquidos. -Utilizar tecnologia limpa com objetivo de reduzir gastos de energia e materiais. água. Sobre estes estão estabelecidos. Sua particularidade é a importância conferida às questões ambientais da empresa. como por exemplo. daí a denominação específica para a gestão que controla: uso racional de matérias-primas. são definidos e constituem-se na base do Sistema de Gestão Ambiental. e os controles pertinentes. De modo geral. O Sistema de Gestão Ambiental pode ser gerido pelos diversos Departamentos de uma Empresa.

serviços e atividades são estudados. intimamente. . assegurando. "A competitividade ambiental" implica certamente em modernização de todo o processo produtivo. de acordo com procedimentos específicos. mundialmente. manutenção do padrão de desempenho ambiental. Planos de Ação de Emergência são estabelecidos para mitigar ou minimizar os impactos ambientais provocados por eventuais acidentes. definindo. A postura pragmática conduz a empresa a gerir seu sistema ambiental através de desenvolvimento de tecnologias limpas. identificando e influenciando fornecedores com potencial poluidor. pode-se dizer que os processos de modernização da produção incorporam. -A melhoria da qualidade de vida no trabalho. Monitoramentos e inspeções de equipamentos e instalações são efetuados. ações apropriadas à melhoria do desempenho ambiental da Organização. Periodicamente a Alta Administração da Empresa deverá reunir-se e efetuar Análise Crítica do Sistema de Gestão Ambiental. demonstrando aos mesmos oportunidades de melhorias as grandes Empresas atingem resultados excelentes no seu sistema de gestão ambiental. um novo alvo além da busca da produtividade e da otimização dos custos. -A redução no consumo de insumos. sempre que necessário. CONCLUSÃO Com tudo isso. com atividades de natureza estratégica. os conceitos de redução de impactos ambientais. De certa forma. Com o estabelecimento de objetivos e metas de qualidade ambiental. que vem ganhando. Em intervalos de tempo. portanto. os investimentos e o comprometimento de todos os colaboradores e da alta administração pode ser traduzida em: -A redução de custo por meio de reciclagem de subprodutos do processo industrial. para permitir o controle e a avaliação contínua destes. devidamente especificados. conhecidos e registrados. Os riscos e perigos ambientais relacionados aos produtos. concluímos que o Sistema Gestão Ambiental faz parte de um esforço integrado e contínuo de toda cadeia produtiva de uma empresa na busca da excelência ambiental. são realizadas Auditorias do Sistema de Gestão Ambiental para avaliar o nível de conformidade das práticas empregadas com os requisitos do Sistema de Gestão Ambiental e da Política Ambiental. assim.Política Ambiental.

Em três anos.A A + Iracy Paulina Revista Claudia . Renata é uma profissional supervalorizada: trabalhou numa ONG de turismo sustentável. ela coordena 300 pessoas e pilota uma carteira de clientes que inclui fabricantes de papel. a viabilidade do Sistema de Gestão Ambiental.-Fortalecimento da imagem da empresa entre clientes e comunidade local. Topei porque era uma área inexplorada". Passados 15 anos. Suas tarefas iam desde ensinar o funcionário a lidar com o copo descartável até supervisionar a adoção de métodos de produção que respeitassem as leis ambientais. . procurou estágio numa fábrica de fertilizantes em Araxá (MG). em que ficaria incumbida de colher amostras de uma lagoa de tratamento da água usada na produção de adubo. Ela pegou o barco certo. Mesmo diante dos elevados custo de tratamento de efluentes e disposição adequada dos resíduos. -Melhoria na qualidade das relações com os órgãos governamentais. A primeira parecia mais promissora para uma estudante de química industrial como ela. onde se viu diante de um novo filão: a gestão ambiental. Hoje. foi contratada por uma grande indústria eletrônica de São José dos Campos (SP). hoje com 37 anos. os salários e as recompensas de um ramo de trabalho que não pára de crescer. Tinha também que selecionar fornecedores que partilhassem a mesma preocupação com o planeta. Veja quais são as competências necessárias. as principais oportunidades. Renata Gregolini. pouca gente se interessava por isso. mas Renata optou pela segunda. Havia duas vagas: uma no laboratório de química e outra na área de meio ambiente. gerente técnica e operacional da Ambitec. . Seu salário triplicou. Em 2000. descartando adequadamente os resíduos tóxicos. siderúrgicas e mineradoras do país. é claramente verificada. diz. Também participaria da coleta seletiva de lixo. Quem sai na frente é disputado a peso de ouro por empresas públicas e privadas e pelo terceiro setor. foi disputada por três empregadores.10/2007 Share Ainda na faculdade. Fique de olho nesse nicho: há poucos profissionais especializados em cuidar do meio ambiente. "No começo dos anos 90. empresa especializada em gestão de resíduos e serviços industriais. foi consultora de prefeituras mineiras em tratamento de esgotos e implantou um parque em Goiás. área que engloba tudo o que ela havia aprendido. nas empresas em que o mesmo é implementado O futuro é verde nas empresas As carreiras que defendem o planeta estão em alta.

afirma Rodrigo Soares. consultor de recrutamento do Grupo Catho. as empresas cada vez mais . Renata Gregolini conta que. porque elas são obrigadas a cumprir as novas e rigorosas leis ambientais. racionalização no consumo de energia e recursos naturais. E. oferecendo de 2 mil a 7 mil reais. diz que a caça começa na universidade. "A demanda por profissionais qualificados é grande em parques industriais de todo o país. variando de 1. outros profissionais ligados à sustentabilidade têm encontrado grandes oportunidades. vem a necessidade de obter a certificação ISO 14000. Participam de estudos que visam a fazer o levantamento das características do meio ambiente para analisar suas reações às possíveis mudanças. em terceiro. no Rio de Janeiro. Preparam relatórios sobre os impactos de certas atividades sobre o meio e ainda propõem. "a concorrência vem e pega. Já o rendimento mensal dos coordenadores de projetos chega a 7 mil reais.8 mil a 5. os valores caem. matérias-primas renováveis. Para exercer a profissão de engenheiro ambiental é necessário o diploma de graduação do curso de engenharia ambiental.5 mil reais. Por meio de projetos que aliam desenvolvimento econômico e preservação da natureza. metalúrgico. implementam e acompanham medidas ou ações de preservação do meio ambiente nas áreas urbana e rural. As ONGs ficam no meio do caminho. quando um funcionário treinado por ela está no ponto. Engenheiros ambientais são profissionais responsáveis por avaliar a dimensão das alterações benéficas ou prejudiciais ao meio ambiente causadas pelas atividades do homem. entre outros. A diretora do curso de gestão ambiental da Universidade de São Paulo (USP-Leste). as empresas estão aprendendo que agredir o planeta ameaça a própria sobrevivência. mas que permite o crescimento da economia. regional ou global. "Mas são poucos os profissionais com experiência de mais de quatro anos. os engenheiros ambientais promovem a chamada manutenção dos recursos naturais." Poucos e muito disputados. O cuidado com o meio ambiente entrou de vez na pauta das empresas. estão correndo atrás de mão-de-obra especializada. de mineração e cimenteiro". Neste contexto surge a imporância cada vez maior dos profissionais em meio ambiente. especialmente nos setores petroquímico.Como Renata. em caráter especial. Adotam procedimentos capazes de minimizar os impactos indesejáveis em escala local. Primeiro. do Engenheiro Ambiental. O total domínio do inglês e de computação são exigências muito comuns. químico. o que inflaciona os salários". No setor público. através dos sistemas de gestão ambiental. Além da formação técnica de qualidade. Os que atingem níveis de gerência e supervisão podem receber de 10 mil a 15 mil reais. concedida a empresas que implantam um sistema de gestão ambiental. Por tudo isso. Esse selo de produção limpa agrega pontos à imagem da corporação e agrada ao consumidor. O contracheque de um analista técnico iniciante está na faixa dos 3. redução e destinação adequada dos resíduos. Neli Aparecida de Mello. A crescente preocupação com a qualidade ambiental e as exigências impostas pelas legislações vigentes têm levado indústrias e empresas do mundo todo a buscarem alternativas de produção mais limpa.5 mil reais. que rendem pesadas multas a quem desacatá-las. Em segundo lugar.

Hoje. buscando como principal beneficiário o meio ambiente e o homem . A crescente conscientização da população em relação à necessidade de preservação do meio ambiente e a demanda internacional para que empresas se enquadrem às normas internacionais de qualidade (certificados ISO 9000 e ISO 14000) abrirão muitas oportunidades para a categoria. Porém. já há grandes fundos de investimento que só aplicam seus recursos em empresas que cumpram essas normas e se preocupem com a preservação ambiental. Engenheiros devem estar sempre bem informados sobre novas tecnologias. ser Engenheiro Ambiental é pensar como Engenheiro sem deixar de agir e propor alternativas como ambientalista. Na minha opinião. na verdade. muito mais uma atitude de vida. Mercado de Trabalho: As perspectivas de trabalho para os engenheiros ambientais são bastante promissoras. visando a aproveitar os estudantes logo que se formarem e oferecendo vagas para estágio. capacidade de trabalho em equipe e facilidade de relacionamento. que avançam muito rapidamente. Nos próximos cinco anos deverão formar-se centenas de especialistas na área e a expectativa é de que esses profissionais sejam rapidamente absorvidos pelo mercado. Ser ou não um ambientalista é. visto que na formação acadêmica a grade multidisciplinar dá o enfoque para ambos os casos. o ambientalista é descrito como especialista em assuntos ou problemas relacionados ao meio ambiente. O setor público também deverá oferecer cada vez mais vagas nas secretarias de meio ambiente e órgãos ligados à terra e ao planejamento urbano nos níveis federal. Algumas grandes indústrias do setor privado mantêm contatos com as escolas que oferecem o curso. No Aurélio. do que uma profissão. Sem dúvida que existem por aí muitos ecólogos que não são ambientalistas e muitos especialistas em direito ambiental que só usam esse conhecimento para defender os infratores ambientais. É buscar novas formas de tecnologias. Engenheiro ou Ambientalista? (opinião) Na verdade os dois conceitos podem ser aplicados aos Engenheiros Ambientais. através de constante leitura de revistas e livros especializados. flexibilidade.demandam conhecimentos na área gerencial e valorizam conhecimentos gerais. não existem universidades que formem “ambientalistas”. estadual e municipal. uma filosofia pessoal.

Sustentabilidade ambiental deve ser meta para pequenas indústrias .

Rosely conta que começou fazendo a coleta de filtros usados em condomínios. e sim como uma oportunidade de transformação. cola branca e produtos à base de água. em geração de renda. o encaminhamento de materiais para reciclagem e destinação adequada de materiais que não possam ser reutilizados nem reciclados. principalmente na questão dos resíduos industriais. destacou que as pequenas indústrias precisam estar antenadas. E deve ser uma prioridade na pauta dos empreendedores. Se antes uma pequena fábrica colocava seu lixo em um saco comum que ia parar num lixão ou aterro sanitário. biombos. É trabalho feito com responsabilidade social e ambiental. na região do Horto Florestal. Hoje minha produção média é de 150 peças/mês. que não agridem o meio ambiente.Sustentabilidade ambiental deve ser meta para pequenas indústrias 20/05/10 Levar aos donos e gestores de micro e pequenas empresas industriais dos quatro cantos da capital paulista uma mensagem clara: adotar critérios de sustentabilidade ambiental em seus negócios não custa caro e é um diferencial competitivo. engenheiro e especialista em questões de sustentabilidade ambiental. fez a palestra de abertura do evento. zona norte de São Paulo. Utilizo nele os filtros. e sim enxergar as possibilidades de uma boa gestão de seus recursos como diferencial competitivo. . Não pode ficar olhando para o próprio umbigo. “Nas pequenas empresas ainda há vários mitos. promovido pelo Sebrae-SP. que deu seu depoimento no fórum do Sebrae-SP. Dorli Terezinha Martins. e apostando numa produção que tem como critério básico o respeito ao meio ambiente. depois de seguidos os primeiros passos. tanto para a empresa como para o meio ambiente”. alerta a especialista. também ressaltou que os empresários precisam ter consciência de que muito pode ser feito para chegar à sustentabilidade ambiental. Dorli explicou que os passos principais para os donos de pequenas indústrias são tentar garantir redução de resíduos. Precisa ter seu olhar voltado para o que outros países estão fazendo. iam para o lixo. Às vezes podemos fazer mudanças com custo zero ou até gerando lucro para a empresa. “Com pouco se pode fazer muito. O desafio é pensar diferente. É uma situação gravíssima. ela recebe muitos filtros usados pelo correio. como para que possa aproveitar novas oportunidades de lucro e geração de riquezas.um material que para todas as pessoas à sua volta era apenas lixo -como matéria-prima para produção de luminárias. que lhe fornece gratuitamente uma média de 3 mil filtros/mês. eles são naturais. açafrão. que vai para o lixo. na cidade de São Paulo. completa Dorli. dentro do presídio militar Romão Gomes. acredito que podemos chegar a 500”. molduras e outros objetos de decoração. e devem encarar isso não como custo ou castigo. As empresas podem diminuir a geração de resíduos. tanto com as exigências e mudanças na legislação como com as possibilidades de tecnologia desenvolvidas mundo afora para redução ou reaproveitamento de resíduos. “É claro que há soluções caras. encaminhamento adequado de lixo. Com essa idéia simples. e consegui transformar isso em produtos. nem filantropia. escolas e comunidades carentes. Portugal e Argentina. Até o fim do ano. Esse foi o principal objetivo do Fórum Industrial de Sustentabilidade Ambiental. estadual e federal. Muitos acham que a redução ou o reaproveitamento de resíduos não é algo tão importante e que depende de tecnologias caras. ter como foco apenas fugir de punições. assim como a fiscalização no que se refere à destinação de resíduos. No entanto. buscar informação. redução no consumo de matéria-prima e reutilização de sobras de matéria-prima. desde que o empreendedor esteja disposto e ciente da sua responsabilidade. e também passou a ensinar sua técnica em vários programas de TV. produzidos com pó de orégano. o empresário precisa estar atento. destacando a importância de conhecer e acompanhar as novidades da legislação ambiental nos níveis municipal. às vezes apenas revendo o processo de produção. cada vez mais exigente quando se trata de garantir o futuro do ser humano e do planeta. de acordo com critérios e exigências da legislação. segundo ela. entre profissionais ligados à área de sustentabilidade e empresários de todas as regiões da cidade. “A legislação está cada vez mais pesada.” Voz das empresas Utilizar filtros de café usados -. tanto para que a empresa consiga entrar ou se manter no mercado. “Vi beleza num material que as pessoas descartam. e passar para uma situação em que causam menor pressão sobre o meio ambiente e ainda ampliam seu faturamento e competitividade”. Hoje com mais de 200 clientes em todo Brasil e algumas encomendas de outros países como EUA. afirma. variam de R$ 500 a R$ 10 mil e podem até levar ao fechamento do estabelecimento”. segurança no trabalho. Mas as empresas não devem. que reuniu perto de 200 pessoas no último dia 19/05. Mas nem todas são caras. Fez ainda uma parceria com a empresa fabricante de filtros. deixando de jogar matéria-prima no lixo. pesquisar. de pessoas que gostam do seu trabalho. O diretor-superintendente do Sebrae-SP. conta a empresária. Não é caridade. Ricardo Tortorella. orienta. é agir com consciência do meio ambiente e com responsabilidade social. 63% da matéria-prima viravam resíduo. mediante remuneração e uma cesta básica. em que as peças são montadas por internos do presídio. e certamente vai encontrar ideias que o ajudem a desenvolver novos produtos e processos”. onde eram trocados por novos. O professor doutor Alcides Lopes Leão. a artesã Rosely Ferraiol já está há 10 anos vendendo suas peças com sucesso no mercado e em 2006 abriu sua própria empresa. “Em uma pequena indústria de calçados com a qual fizemos um trabalho de orientação. consultora e coordenadora do programa de Gestão Ambiental do Sebrae-SP. Se recorro a corantes. Combinando um trabalho social. é possível encontrar soluções simples. Também são fundamentais. açaí. hoje quem fizer isso fica sujeito a multas que.

conta que com ajuda do Sebrae-SP trabalhou a gestão de qualidade em sua empresa e se prepara para implantar o certificado IS0 9000. nos próximos meses. mais adiante. Já cumprimos tudo o que a legislação exige em relação a questão de resíduos. utilizar um novo tipo de plástico. dona da Feitiços Aromáticos. Raquel buscou orientação também para implementar. mas queremos mais.Antenada com as novas demandas dos consumidores e do mercado. com ajuda do Sebrae-SP. pequenas ações voltadas para a sustentabilidade ambiental. em todas as nossas embalagens”. e estudamos a possibilidade de. com uma ação que deve envolver também a comunidade. Vamos começar a fazer coleta seletiva de lixo. . Também já busquei. a empresária Raquel da Cruz. informações sobre como coletar água da chuva para usar na parte de limpeza das nossas instalações. destaca. Em paralelo. na Zona Leste. “Estamos nos mudando para um novo galpão e vamos passar de uma área de 380 m2 para 780 m2. biodegradável. pequena indústria de cosméticos localizada em Itaquera.

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