APOSTILA DE DIREITO MATERIAL DO TRABALHO II Professora Sorean SUSPENSÃO E INTERRUPÇÃO DO CONTRATO DE TRABALHO SUSPENSÃO _ Ficam suspensas, TEMPORARIAMENTE, as obrigações

e os direitos mútuos que, para ambas as partes, resultam do contrato de trabalho. È a paralisação temporária da execução do contrato de trabalho, não produzindo seus respectivos efeitos jurídicos. Logo, nem o empregado presta serviços, nem o empregador lhe paga salários. É uma cessação provisória e total da execução dos serviços e dos efeitos do contrato de trabalho E NÃO DO CONTRATO DE TRABALHO (quando ocorre a rescisão contratual). Efeitos Jurídicos: manutenção do vínculo contratual; retorno ao serviço; vantagens atribuídas à categoria do empregado; prazo para o retorno; período de afastamento e tempo de serviço e seus consectários. A lei brasileira, além de garantir o retorno do empregado ao antigo cargo exercido anterior à suspensão contratual, garante, também, por ocasião de sua volta, todas as vantagens atribuídas em caráter geral à categoria a que pertencia na empresa (artigo 471, CLT). Porém, benefícios personalíssimos adquiridos pelo empregado na empresa, em virtude de seu esforço pessoal, não poderão ser reivindicados por aquele empregado, que teve os efeitos do seu contrato de trabalho suspensos ou interrompidos. Contagem de Tempo de Serviço: Não será contado como tempo de serviço o período do afastamento e nem será computado para efeito da aplicação das normas trabalhistas, salvo nos casos em que as partes puderem acordar e no caso do serviço militar (lei nº 4.375/64) ou do exercício de encargo público, é contado o tempo de serviço, mesmo sendo caso de suspensão (art. 472, caput e §1º da CLT). Contudo, tratando-se de exceção só pode abrangir os casos que especifica, devendo ser interpretada restritivamente. OBSERVAÇÃO: Alguns doutrinadores entendem que no caso do serviço militar e do encargo público é aplicada a interrupção e não a suspensão. Prazo: O prazo para retorno do empregado ao serviço é de 30 (trinta) dias, contados da data da cessão da condição suspensiva, ressalvadas as exceções permitidas em lei (Ex: § 2º, 472, CLT). Outras hipóteses de suspensão: em regra, licença não-remunerada (ex: mandato sindical se a função para qual foi eleito impuser seu afastamento quotidiano de emprego); suspensão disciplinar (art. 474, CLT, c/c súmula 269 do TST); greve _ art. 7º da Lei nº7.783/89 (podendo ser interrupção por convenção ou acordo coletivo, laudo arbitral ou sentença normativa); auxíliodoença previsto no INSS e auxílio-doença-acidentário (neste caso conta como tempo de serviço, artigo 4º, CLT); aposentadoria por invalidez (art. 475 da CLT); suspensão do contrato de trabalho para qualificação profissional (art. 476-A, CLT). OBSERVAÇÃO: a suspensão do empregado estável para responder a inquérito na Justiça do Trabalho não se confunde com a suspensão disciplinar. Aquela é tratada como suspensão prévia do contrato de trabalho, que se transforma retroativamente em: a) rescisão contratual (procedência do inquérito judicial); b) interrupção da prestação de serviços, com o efeito ex tunc (improcedência do inquérito judicial). INTERRUPÇÃO _ é a simples interrupção TEMPORÁRIA da prestação dos serviços, e não do contrato, pois este se executa, seja no que tange ao cômputo do tempo de serviço, seja concernente à obrigação salarial. É a inexecução provisória da prestação dos serviços, sem embargo da eficácia de outras cláusulas contratuais.

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Efeitos Jurídicos: remuneração do empregado (distinção sobre a suspensão); vantagens atribuídas à sua categoria; retorno ao trabalho; cômputo do período de interrupção como tempo de serviço. Hipóteses de interrupção: ausências legais (art. 473, CLT); licença-paternidade; comparecimento do empregado em juízo (Súmula 155 do TST); doença até 15 (quinze) dias; repousos remunerados (descanso semanal e em feriados, férias anuais e licença à gestante); convocação de militar reservista (caso o empregado não optar pelo soldo, caso em que cristalizará a suspensão); paralização da empresa: voluntária ou não (risco do negócio, força maior e factum principis). a) NO CONTRATO POR TEMPO DETERMINADO _ Suspensão e Interrupção _ em tais contratos a suspensão e a interrupção não produzem os mesmos efeitos típicos do contrato de trabalho por prazo indeterminado. Existem duas posições a respeito do tema. A primeira considera que a interrupção e a suspensão sustariam os efeitos contratuais apenas dentro prazo contratual, não tendo o condão de prorrogar o seu termo final. Assim, por exemplo, o contrato a termo finalizaria dentro do prazo ajustado, independente que o empregado esteja afastado em virtude licença previdenciária (interrupção ou suspensão). A segunda posição admite a restrição de efeitos da suspensão/interrupção no contexto do contrato a termo, porém, pondera que a causa suspensiva/interruptiva teria o condão de prorrogar o vencimento do termo final do contrato até o instante do desaparecimento do causa suspensiva/interruptiva, momento em que o contrato seria extinto automaticamente. A CLT no § 2º do seu artigo 472 adota a primeira posição doutrinária caso não haja estipulação contratual em contrário. Ou seja, só será admitida a prorrogação do termo final do contrato a prazo determinado quando existir causa suspensiva ou interruptiva, se houver cláusula favorável que exclua esse período da contagem do prazo para o término do contrato. OBSERVAÇÃO: Afastamento por Acidente de Trabalho é a única exceção à regra sobre a prorrogação do vencimento do prazo final sempre sem a prevalência de qualquer garantia de emprego (artigo 472, § 2º, da CLT); não abrangendo sequer afastamento por outras doenças não ocupacionais ou por serviço militar ou outro fator. Este entendimento é adotado pelo Jurista Maurício Godinho, pois a causa do afastamento foi provocada por malefício sofrido estritamente pelo trabalhador em decorrência de fatores situados fundamentalmente sob ônus e riscos empresariais. Porém, a jurisprudência pátria e hodierna ainda não está pacificada em torno desta situação excepcional a regra disposta na CLT; entendendo, ainda, majoritariamente, ser indeclinável, também para o caso em tela, a regra geral em relação ao contrato por prazo determinado. b) NO CONTRATO POR PRAZO INDETERMINADO_ Interrupção (Ex: afastamento previdenciário até 15 dias) e Suspensão (Afastamento previdenciário após 15 dias). Em ambos os casos, preserva-se em absoluto o contrato de trabalho, impossibilitando a dispensa do empregado até o fim da causa interruptiva ou suspensiva. OBSERVAÇÃO: As hipóteses determinantes da suspensão e da interrupção, de um modo geral, são previstas em lei, com normas de caráter imperativo. Porém, não é proibido que as partes contratantes ou seus sindicatos através de acordos ou convenções coletivas ajustem outros casos de suspensão ou interrupção, porém, tais ajustes deverão atender a os interesses do trabalhado, não podendo gerar qualquer prejuízo ao empregado. JORNADA DE TRABALHO X HORÁRIO DE TRABALHO CONCEITO DE JORNADA DE TRABALHO _ é o período durante um dia à disposição do empregador (art. 4º, da CLT).

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CONCEITO DE HORÁRIO DE TRABALHO _ é o início até o fim da jornada, incluindo intervalos. ADICIONAL _ 50% sobre a hora normal _ § 1º, artigo 59, CLT, c/c inciso XVI, 7º, CRFB REGRA GERAL _ artigo 59 e §§ da CLT, c/c Súmulas 291 e 376 do C. TST. TRABALHO EXTRAORDINÁRIO. NECESSIDADE IMPERIOSA. ARTIGO 61, CLT. NECESSIDADE IMPERIOSA _ força maior, artigo 501, CLT. Ex: Terremoto. _ recuperação do tempo perdido pela força maior ou causa acidental. _ conclusão de serviços inadiáveis ou cuja inexecução possa acarretar prejuízos manifestos ao empregador. A) Força Maior _ não está expresso na CLT limite de horas, mas pelos intervalos obrigatórios (intra e interjornada) deduz-se o limite máximo de 12 horas de trabalho incluindo o labor extraordinário. Exceção: Menor Aprendiz _ artigo 432 da CLT. B) Recuperação do tempo perdido em decorrência de força maior (art. 61, § 3º, CLT) _ As horas extras não poderão exceder a 10 horas e por período não superior a 45 dias. Adicional de 50% sobre a hora normal. C) Serviços inadiáveis ou cuja inexecução possa acarretar prejuízos manifestos. _ Essa prorrogação só se justifica pelo tempo necessário (derrogação temporária) e quando resulte a interrupção do trabalho de causas acidentais e imprevisíveis. Entretanto, há vertentes doutrinários que entendem haver derrogação permanente onde não há limite de dias para o exercício do labor extraordinário para atender a realização ou conclusão de serviços inadiáveis ou cuja inexecução possa acarretar prejuízo manifesto. SERVIÇOS INADIÁVEIS _ trabalhos que visam a preparar o ambiente para reinício do serviço (Ex: aquecimento de forno). INEXECUÇOES SOB PENA DE PREJUÍZOS _ são serviços complementares que visam terminar serviços já iniciados com matéria-prima perecível. Só poderá atingir a 04 horas, mesmo para aquele empregado que possua ornada inferior a 08 horas. (Entendimento doutrinário). OBSERVAÇÃO _ O artigo 59, caput e parágrafos da CLT tem ampla dimensão, permitindo até mesmo a habitualidade no labor extraordinário, desde que haja o pagamento do respectivo adicional. Entretanto, tal amplitude interpretativa gera uma distorção no princípio da restrição da jornada de trabalho, pois o que era circunstância excepcional passou a ser habitual, dificultando, inclusive, a contratação de novos empregados. NATUREZA JURÍDICA DAS HORAS EXTRAS_ a tese majoritária atribui às horas extras a natureza de salário. INTEGRAÇÃO _ Súmulas 24, 45, 60, 63, 132, 172 (esta c/c artigo 7º, Lei nº 605/49) e 347 do TST; aviso prévio (art. 487, § 5º, da CLT); férias e terço constitucional (art. 142, § 5º, CLT).

Outra parte da jurisprudência entende que a participação do empregado em tais cursos não lhe dá direito à horas extras dos benefícios resultantes. SOBREAVISO _ artigo 244. como.50 = 4. pager. Porém. HORAS IN ITINERE _ Artigo 4º da CLT. Caso contrário. OBSERVAÇÃO: _ Local de difícil acesso ou não servido por transporte público regular (Jurisprudência atual e sumulada) Insuficiência de transporte + Incompatibilidade de horário com a jornada de trabalho do empregado. da CLT. principalmente. incluindo adicionais habituais e divide-se por 220 horas. c/c OJ nº 49 da SDI-I do TST. porque o maior beneficiário é o empregador. pelo menos. inclusive e por analogia. entre os doutrinadores.00: 220 = 3. O coeficiente obtido equivale à hora normal que será acrescida de pelo menos 50%.Súmulas 90. Há divergência doutrinária a respeito quanto a utilização da Orientação Jurisprudencial acima. § 2º.00 (hora normal) + 1. §1º. § 2º. onde os sindicatos negociam benefícios em troca de outros. _ Convenção ou Acordo Coletivo de Trabalho _ flexibilização da lei trabalhista _ Conforme entendimento do TST as convenções coletivas podem prever a isenção de pagamento ou instituir um teto máximo para horas in itinere com base na teoria do conglobamento orgânico adotada no Brasil. MINUTOS QUE ANTECEDEM E SUCEDEM A JORNADA DE TRABALHO _ artigo 58. III e 320 do TST. da CLT é um dispositivo especial e não excepcional. uma vez que o empregado é o maior beneficiário dessa prática. por analogia.CÁLCULO _ Toma-se por base a remuneração mensal. A lei nº 7. c/c Súmula 366 do TST. Por outro lado. principalmente. lanche. embora aplique tal orientação nos casos concretos. higiene pessoal e ginástica. a legislação trabalhista (artigos 444 e 9º da CLT) tem primazia sobre a norma coletiva por tratar-se de norma de ordem pública (princípio da irrenunciabilidade de direitos). A ilustre doutrinadora alude que. para troca de uniforme. da CLT. Uma parte da doutrina e jurisprudência entende que quando comprovada a obrigatoriedade de controle de freqüência é tempo à disposição do empregador. a jurisprudência tem entendido que não seria tido como tempo à disposição do empregador. Alice Monteiro de Barros. os empregados que utilizam bipe. principalmente. alusiva às horas extras. 4 Toma-se por base o valor-hora das comissões recebidas no mês acrescido de. por exemplo. a participação do empregado em cursos de treinamento e aperfeiçoamento é polêmica no tocante a geração ou não de horas extras. Alice Monteiro de Barros entende que tal cláusula normativa só poderá ter validade se contiver outra cláusula normativa que. acreditando ser razoável a aplicação.50 (hora extra). do referido dispositivo legal. Sérgio Pinto Martins a aplica integralmente. como é de conhecimento geral. Ex: 660.418/87 não cancelou o entendimento consubstanciado na Súmula 90 do TST. apresenta sua contrariedade alegando que o artigo 244. SUPRESSÃO _ Súmula 291 do TST. celulares e similares têm sua locomoção restrita em face . OBSERVAÇÃO: Em relação ao tempo gasto com exercícios físicos. Segundo este entendimento a norma coletiva deve ser analisada sistematicamente e não particularmente. se a ginástica for facultativa. c/c art. preveja vantagem capaz de compensar a perda ou limitação do direito às horas itinere (espécie do gênero horas extras). A jurisprudência diverge a respeito do tema. o enriquecimento do seu currículo. Por sua vez. 50% (Súmula 340 do TST). II. tal entendimento não é pacífico.

da expectativa de virem a ser solicitados. 7º. 71. Intervalo intrajornada não descaracteriza a jornada de revezamento (Súmula 360 do TST). LOCAL INSALUBRE OU PERIGOSO _ Admissibilidade 349 do TST insalubre sem em matéria de 5 de hora extra. parágrafo único. Art. os empregados não poderão deslocar-se para grandes distâncias. resolve: Art. incisos I e II da Constituição. artigo 60 da CLT. 1º desta Portaria. mantendo-os psicologicamente ligados à atribuição funcional e. da CLT. § 3º Não será admitida a supressão. dada a iminência de serem chamados ao trabalho a qualquer hora. Assim. com a individualização dos estabelecimentos que atendam os requisitos indicados no caput do art. respeitado o limite mínimo de trinta minutos. § 2º Os instrumentos coletivos que estabeleçam a possibilidade de redução deverão especificar o período do intervalo intrajornada. Ferroviários submetidos a escalas variadas com alternância de turnos (OJ nº 274 da SDI do TST). § 2º. o bipe ou os outros aparelhos proporcionam ao empregador segurança no resguardo de seus interesses. INTERVALO INTRAJORNADA E INTERJORNADA_ Artigos 66 e 71. XIV. 1º A redução do intervalo intrajornada de que trata o art.Disciplina os requisitos para a redução do intervalo intrajornada. c/c Súmula (regime de compensação em atividade prévia inspeção da autoridade competente higiene do trabalho). da Consolidação das Leis do Trabalho . diluição ou indenização do intervalo intrajornada. e quando os respectivos empregados não estiverem sob regime de trabalho prorrogado a horas suplementares. Portaria do Ministro do Trabalho e Emprego nº 1.CLT poderá ser deferida por ato de autoridade do Ministério do Trabalho e Emprego quando prevista em convenção ou acordo coletivo de trabalho. Hora extra (Súmula 110 do TST). desde que os estabelecimentos abrangidos pelo seu âmbito de incidência atendam integralmente às exigências concernentes à organização dos refeitórios. § 3º. privativamente. TURNO ININTERRUPTO DE REVEZAMENTO _ horários com sucessivas modificações (alternância de turno) em atividade empresarial sucessiva (art. “O Ministro de Estado do Trabalho e Emprego. CRFB c/c OJ nº 169 e nº 275 do TST). 2º O pedido de redução do intervalo intrajornada formulado pelas empresas com fulcro em instrumento coletivo far-se-ão acompanhar de cópia deste e serão dirigidos ao Superintendente Regional do Trabalho e Emprego. no uso da competência que lhe confere o art.095. de 19 de Maio de 2010 . § 1º Fica delegada. vedado o . 87. aos Superintendentes Regionais do Trabalho e Emprego a competência para decidir sobre o pedido de redução de intervalo para repouso ou refeição. inclusive no repouso semanal remunerado e feriados. em contrapartida.

Caracteriza-se como interrupção do contrato de trabalho. dada a intermitência na digitação. § 1º Deverá também instruir o pedido. CLT. Seção I.048/49 e Lei nº 10. 3º O ato de que trata o art. bem como das outras infrações que forem constatadas. com percebimento do pagamento correspondente. 5º Revoga-se a Portaria nº 42. JORNADA REDUZIDA _ TELEFONISTA /OPERADOR DE TELEMARKETING_ Inaplicabilidade do artigo 227 da CLT c/c súmula 178 do TST. conforme modelo previsto no anexo desta Portaria.603/2007 (altera o parágrafo único do art. 20/05/2010 ACORDOS E CONVENÇÕES COLETIVAS_ Cláusula para redução dos intervalos para refeição e sono _ Cabimento _ Em regra geral. p. após verificar a regularidade das condições de trabalho nos estabelecimentos pela análise da documentação apresentada.607/2000 e Lei nº 11. inderrogáveis pela vontade das partes (OJ nº 342 SDI – I do TST). 71 da CLT. a qualquer tempo. independentemente de inspeção prévia. da Relação Anual de Informações Sociais . in loco. Parágrafo único.6 deferimento de pedido genérico. dos requisitos previstos no caput do art. Sanção administrativa ou hora extra? Entendimento disposto na OJ nº 307 do TST _ hora extra. por cada estabelecimento. 77/78. LEGISLAÇÃO _ artigos 67 a 70 da CLT e Lei nº 605/49. 1º desta Portaria. Inaplicabilidade do artigo 72 da CLT. nº 95. REPOUSO SEMANAL REMUNERADO CONCEITO _ Direito do empregado de abstenção do trabalho por 24 horas consecutivas. DESCUMPRIMENTO NA CONCESSÃO DOS INTERVALOS _ § 4º. uma vez que no caso em tela as normas que regulam as medidas de segurança medicina do trabalho são de ordem pública que se revestem de caráter imperativo. não são válidas tais cláusulas. Art. procedendo-se às autuações por descumprimento do previsto no caput do art. Art. Decreto nº 27. 6º da Lei nº 10. A única possibilidade jurídica de redução seria coma permissão do TEM. documentação que ateste o cumprimento. 4º Esta portaria entra em vigor na data de sua publicação.RAIS e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados . CARLOS ROBERTO LUPI Fonte: Diário Oficial da União. Art. pelo menos. § 2º O Superintendente Regional do Trabalho e Emprego poderá deferir o pedido formulado.101/2000 . Limita-se a manter contato com possíveis clientes realizando vendas por telefone. de 28 de março de 2007. e pela extração de dados do Sistema Federal de Inspeção do Trabalho. o cumprimento dos requisitos legais.CAGED. O descumprimento dos requisitos torna sem efeito a redução de intervalo. 1º desta Portaria terá a vigência máxima de dois anos e não afasta a competência dos agentes da Inspeção do Trabalho de verificar.

Conceito. XIII). Decreto nº 22. águas e esgotos). com ela. Fora do âmbito dos funcionários públicos. urbanos. o trabalhador se encontra mais solidamente incorporado à empresa. previsto na CLT. 619). alterada pelo Decreto nº 20. 165. desde que inexista uma objetiva a determinar sua despedida.324/2006). DESTINATÁRIOS _ empregados rurais. ESTABILIDADE NO EMPREGO 1. AUSÊNCIA DE CONCESSÃO _ Súmula 146 do TST. mesmo contra a vontade do empregador. 7 Além das categorias profissionais acima descritas. avulsos e domésticos (lei nº 11. salvo determinação de lei em sentido contrário. .109/26 (empresas de navegação marítima ou fluvial e às de exploração dos portos). portos. Decreto nº 24. Esta é "uma permanência mais energicamente assegurada. assim. pelo menos uma vez no período máximo de três semanas. telégrafo. no Brasil.872/33 (IAP dos marítimos). Concessão em dobro. tais como: Decreto nº 22. o empregado o direito ao emprego.para dispor que: “o repouso semanal remunerado deverá coincidir. atualmente. estendendo o direito à estabilidade. do dia seguinte. com a criação dos Institutos de Previdência Social foi estendida a estabilidade para os integrantes dos respectivos grupos de segurados. com o domingo.Histórico. a Constituição de 1988 aboliu o regime da estabilidade decenal. que em seu artigo 7º determina que a dispensa arbitrária ou sem justa causa será objeto de lei complementar.682/1923 _ Lei Eloy Chaves). EXCETUADOS OS TRABALHADORES RURAIS E OS DOMÉSTICOS. o instituto da estabilidade deixou de ser tratado num diploma de previdência social. Por fim. Como conceitua o doutrinador Sérgio Pinto Martins: "A estabilidade é o direito do empregado a continuar no emprego. Assim. Posteriormente." (Barassi. O direito à estabilidade no emprego ganhou hierarquia constitucional com a CF de 1937. também para os domésticos.465/30 (empresas de serviços de transportes urbanos. XIII). basta o empregador pagar as respectivas verbas rescisórias acrescidas de uma indenização na base de 40% (quarenta por cento) sobre o valor do FGTS. A estabilidade por tempo de serviço (decenal) foi derrogada pela Carta Magna de 1988. telefone. de 1943. Portanto. força. para despedir um empregado. porquanto. Decreto nº 24. atualmente o descanso semanal deve coincidir com o domingo no mínimo a cada três semanas." 2. a lei nº 5. do direito a estabilidade foi a dos ferroviários (art. luz. Decreto nº 20. Por sua vez.1. respeitadas as demais normas de proteção ao trabalho e outras a serem estipuladas em negociação coletiva”). A Constituição Federal de 1946 manteve o princípio (artigo 157.Conseqüências.273/34 (IAP dos comerciários). instituiu o FGTS e a CF de 1967 tornaram alternativa a estabilidade no emprego com indenização de Antigüidade. a primeira categoria profissional a gozar. Tem. Com o advento da Lei nº 62/35.615 (IAP dos bancários que fixou em 02 anos o tempo previsto para aquisição da estabilidade do bancário). a todos os empregados que ainda não possuíam tal garantia. de não ser despedido. A CLT.107/66. 2. ou o regime de garantia do tempo de serviço (art. após um decênio de serviço efetivo. disciplinou a estabilidade nos artigos 492 a 500 uniformizando a legislação pertinente à estabilidade no emprego. a estabilidade foi estendida a outras categorias profissionais através das leis: lei nº 5. pág.096/32 (serviços de mineração). Não se confunde efetividade com estabilidade. 42 da Lei nº 4.

3. a indenização será simples (artigos 484 e 502. têm direito à garantia de emprego. 498. saída espontânea (demissão conforme art. 3. é facultado ao empregado estável escolher entre a indenização em dobro (Súmula 148 do TST) e a transferência (art. Mesmo que o empregador tenha estabelecimentos em outra localidade. CLT). CLT).5_ Membro do Conselho Curador do FGTS _ Os representantes dos trabalhadores no Conselho Curador do FGTS. força maior ou aposentadoria por idade requerida pelo empregador. 500 da CLT) ou aposentadoria por tempo de serviço e idade requerida pelo empregado. I.Espécies de estabilidade. dissolução irregular. operada a rescisão por culpa recíproca. decretada pela Justiça do Trabalho. Trata-se da estabilidade provisória por período de 12 meses após a cessação do auxílio-acidente ou do auxíliodoença-acidentário. Por sua vez. A garantia de emprego restringe o direito potestativo do empregador de dispensar o empregado sem que haja motivo relevante ou causa justificada durante certo período de tempo. por exemplo). o empregado estável terá direito à indenização em dobro (artigos 496. a despedida do empregado estável sem justa causa comporta REINTEGRAÇÃO.I. sem ocorrência de força maior. sendo passível sua reintegração se esta se der durante o período de estabilidade. 8º da CF. 3. alegando que o dispositivo constitucional não faz tal distinção. Trata-se dos diretores do sindicato e. 498. CLT). daí chamar-se também. combinado com § 3º do art. o dirigente sindical de categoria diferenciada só obterá a estabilidade provisória se exercer na empresa atividade pertinente à categoria profissional do sindicato para o qual foi eleito (SÚMULA 369 do TST). 497 e 498. diz respeito à licença-gestante. O STF tem entendimento divergente. de estabilidade provisória. XVIII e § único da CF. No caso de extinção do contrato de trabalho por morte do empregado. possuindo. Assim.213/91 e Súmula 378.2_ Membro da CIPA _ Súmula 339. Por sua vez. Na hipótese de rescisão indireta do contrato de trabalho do estável. a resilição contratual será NULA. é também assegurado aos empregados estáveis pagamento de indenização EM DOBRO(art.3_ Gestante _ Doméstica ou não. como veremos a seguir. caso contrário. No caso de fechamento do estabelecimento. A conseqüência adotada pela legislação nacional para o descumprimento da estabilidade é a ordem de reintegrar o trabalhador estável arbitrariamente ou injustamente dispensado.1. filial ou agência (por falência. continuam em vigor as normas legais que estabelecem casos especiais de estabilidade ou de garantia contra a despedida arbitrária. I. desde a 8 . do TST . a garantia restringe-se aos salários e demais direitos consectários da estabilidade (Súmula 244 do TST). bem como. NÃO SERÁ DEVIDA QUALQUER INDENIZAÇÃO.4_ Acidentado _ Lei nº 8. sendo compulsória. 543 da CLT e Súmula 222 do C TST. Artigo 7º. efetivos e suplentes. do TST e Súmula 676 do STF. liquidação extrajudicial. NÃO EXISTINDO ESTABILIDADE PARA DIRIGENTE DE SINDICATO PATRONAL. CLT). tal direito os membros dos conselhos consultivo ou fiscal. Assim. 3. 3. por ter incorrido em um das faltas arroladas no artigo 483 da CLT. 3. combinado com artigo 165 da CLT. A estabilidade provisória se encontra no artigo 10 do Ato de Disposições Constitucionais Transitórias. OBSERVAÇÃO: A estabilidade em tela diz respeito APENAS ao dirigente do sindicato dos trabalhadores.Ocorre que. pela doutrina majoritária.Dirigente Sindical _ Inciso VIII do art.

O objetivo é evitar que o empregador dispense os empregados por terem entendimentos contrários aos do patrão. 14. diante da determinação constante nos incisos I e III do artigo 7º da Constituição Federal. admissão. 7.036/90 e Súmula 54 do TST). Se o empregador suspender o empregado estável para apuração da falta grave. regularmente comprovada por intermédio de processo judicial (§ 7º do artigo 3º da Lei nº 8. deverá ajuizar o inquérito judicial dentro de 30 dias a contar da suspensão.Empregados excluídos _ artigo 499 da CLT. Dispensa. CLT). Despedida obstativa da aquisição da estabilidade. 3. remoção.l 4. sobe pena de decadência (art. terão direito à garantia de emprego. De acordo com a Súmula 26 do TST (CANCELADA). 6. somente podendo ser dispensados por motivo de falta grave.9 _ Membros da Comissão de Conciliação Prévia _ (§ 1º do art. O empregado estável só poderá ser dispensado quando por inquérito judicial for apurado o cometimento de falta grave.213/91).nomeação até um ano após o término do mandato de representação. sob pena de nulidade. . titulares e suplentes. transferência ou exoneração nos três meses antes das eleições e até a posse dos eleitos. presumia-se que o empregado já possuía 09 anos de relação de emprego não poderia se dispensado sob pena de configurar-se a despedida obstativa da estabilidade. a indenização devida correspondente ao tempo de serviço anterior ao ingresso no FGTS será de no mínimo de 60% da indenização em dobro (§ 2º.Renúncia _ É caso de renúncia à estabilidade quando o empregado estável pedir demissão nos moldes do artigo 500 da CLT. somente podendo ser dispensados por motivo de falta grave. 3.10_ Período Eleitoral _ Proibição de contratação. como forma de represália. desde a nomeação até um ano após o término do mandato de representação. 9 3. nomeação. tal estabilidade era relativa (juris tantum). devidamente apurada por meio de processo sindical (§ 9º do artigo 3º da Lei nº 8. 853. caso em que se opera a resolução contratual sem direito a qualquer indenização.036/90. porém. Logo. ou seja.7_ Reabilitados _A empresa com mais de 100 empregados está obrigada a preencher de 2 a 5% (dois a cinco por cento) das sua vagas com beneficiários ou pessoas portadoras de deficiência física (artigo 93 da Lei nº 8. Homologação.6 _ Membro do CNPS (Conselho Nacional de Previdência Social) _ Os representantes dos trabalhadores. permitia prova em contrário por parte do empregador. O artigo 507 da CLT perdeu sua validade com o advento da CF/88. 3.8 _ Empregados Eleitos Diretores de Sociedades Cooperativas _ Lei nº 5764/71. Inquérito Judicial. da Lei 8. 3. dispensa. 543 da CLT aos "empregados de empresas que sejam eleitos diretores de sociedades cooperativas pelos mesmos criadas". que estiverem em atividade. 5. 625-B da CLT). no Conselho Nacional de Previdência Social. o empregado tinha a seu favor a presunção de que a despedida impedia a aquisição da estabilidade. o art.Falta Grave.213/91).Transação _ havendo cessação do contrato de trabalho pela transação entre os sujeitos da relação. O artigo 55 dessa lei estendeu as "garantias asseguradas" pelo art.

por sua vez. eleitos em escrutínio secreto. Essa hipótese de afastamento corresponde à interrupção do contrato de trabalho. Contudo. A CIPA deverá ser registrada na DRT até 10 dias após a eleição. Julgado improcedente o inquérito judicial. combinado com a Súmula 339 do C. d) facilitar o exercício da fiscalização pelas autoridades competentes. a dispensa com justa causa (médico e engenheiro do trabalho). admitida uma reeleição. O controle da observância das normas sobre a matéria em tela compete ao MTE (Ministério do Trabalho e Emprego). TST. por este indicados. CIPA _ é obrigatória a sua constituição nas empresas com mais de 20 empregados (artigo 163. O empregador sofrerá sanções caso venha a descumprir decisão judicial para reintegração ou readmissão do empregado estável. c) adotar as medidas que lhes sejam determinadas pelos órgãos competentes. Sobre a estabilidade provisória no emprego daquele empregado eleito para o cargo de direção da CIPA. Os empregados. a depender da gravidade da conduta. . SEGURANÇA E HIGIENE DO TRABALHO A CLT estabelece diversas normas a serem cumpridas pelas empresas quanto à segurança e à medicina do trabalho. quanto às precauções que devem tomar. Sua função é observar e relatar as condições de risco nos ambientes de trabalho. inclusive as instruções ou ordens da empresa. são obrigados a: a) cumprir as normas de segurança e medicina do trabalho. podendo tal conduta ensejar. "No caso de se converter a reintegração em indenização dobrada. A comissão é integrada de representantes (titulares e suplentes) dos empregados. o empregador deverá REINTEGRAR o empregado ao serviço. diz a jurisprudência que se a falta cometida não for tão grave que inviabilize o prosseguimento da relação de emprego. autoriza-se a READMISSÃO do empregado (o período que permaneceu fora da empresa aguardando a tramitação do inquérito não será computado como tempo de serviço para nenhum efeito legal). Todos com mandato de 01 ano. com vistas a solicitar e apontar as medidas para melhorar suas condições. o direito aos salários é assegurado até a data da primeira decisão que determinou essa conversão" (Súmula 28 do TST). e do empregador. nos quais será necessária a existência de profissionais especializados (médico e engenheiro do trabalho). As empresas estão OBRIGADAS a manter serviços especializados em segurança e medicina do trabalho. O contrato permanecerá suspenso. independente de filiação sindical.Reintegração. ate mesmo. bem como acompanhar os acidentes de trabalho ocorridos. devemos ler o artigo 165 da CLT. conforme dispõe o artigo 729 da CLT. a seguir comentadas. b) colaborar com as empresas na aplicação das normas de medicina e segurança do trabalho. bem assim deixar de usar os equipamentos de proteção que lhe são fornecidos. objetivando evitar acidentes de trabalho ou doenças ocupacionais. CLT). b) expedir instruções gerais aos seus trabalhadores.10 8. Readmissão de empregado estável. OBSERVAÇÃO: Constitui FALTA GRAVE a recusa injustificada do trabalhador em obedecer às normas gerais ou pessoais da empresa. As empresas estão obrigadas a: a) cumprir e fazer cumprir as normas de segurança e medicina do trabalho. no intuito de solicitar medidas que os previnam e orientar os trabalhadores quanto a sua prevenção.

como é o caso dos períodos de descanso. sempre que as medidas de ordem geral não ofereçam completa proteção contra riscos de acidentes e de danos à saúde dos empregados (CLT. capacetes. por sua natureza. art.369/85). ATIVIDADES PERIGOSAS _ (ARTIGO 193. isto é. tais como os artigos 374. _Os empregados que operam bomba periculosidade. os equipamentos de proteção individual adequados ao risco. 378. acima dos limites de tolerância fixados em razão da natureza e da intensidade do agente e do tempo de exposição aos seus efeitos. conforme determina a instrução normativa do MTE. XX). destinado à proteção de riscos suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde no trabalho. bem como. OBSERVAÇÃO: Não poderá o adicional de insalubridade ser acumulado com o de periculosidade. tampouco a realização de trabalho extraordinário. de uso individual. condição ou métodos de trabalho. OBSERVAÇÃO: _O trabalho dos eletricitários. exponham os empregos a agentes nocivos à saúde. 380. que garanta que no mínimo a cada 15 dias o repouso da trabalhadora recaia em um domingo (CLT. 387 e 446. Na hipótese de trabalho aos domingos para a mulher é obrigatório um escala de revezamento quinzenal que favoreça o repouso dominical. ainda existem restrições para o trabalho da mulher. que estabelece quadro incluindo aquelas assim consideradas. 7º. segundo regulamentação do MTE. 166). de gasolina têm direito ao adicional de O reconhecimento de uma atividade como perigosa depende de decisão do Ministério do Trabalho e Emprego. . impliquem o contato permanente com inflamáveis ou explosivos em condições de risco acentuado. antes do início do labor extraordinário. TST) _ são aquelas que por sua natureza ou métodos de trabalho. na demissão e periodicamente. art. Exemplos: protetores auriculares. máscaras. 379. È devido na admissão. São aquelas que. inciso I. c/c Súmula 191. CLT.EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPI) _ é todo dispositivo ou produto. em perfeito estado de conservação e funcionamento. 375. insalubres ou perigosas. 376. gratuitamente. art. não devendo o empregado desembolsar nenhum valor a esse título. mediante incentivos específicos (CF. EXAME MÉDICO _ (ARTIGO 168 E 169 da CLT). É obrigatório e corre por conta do empregador. Porém. a proteção do mercado de trabalho da mulher. pois em caso de prorrogação do trabalho da mulher (hora extra) será obrigatório um intervalo de 15 minutos. inclusive na sua admissão. 190 e 191. 386). também é considerado perigo (Lei nº 7. vestimentas. etc. CLT. Logo. TRABALHO DA MULHER A Constituição Federal prevê a igualdade jurídica entre os sexos no seu artigo 5º. 11 ATIVIDADES INSALUBRES _ (ARTIGOS 189. luvas. A empresa é obrigada a fornecer. cabendo ao empregado a opção por um dos dois. Assim. alguns dispositivos da CLT se encontram revogados. não há mais proibições ao trabalho da mulher em atividades noturnas. utilizado pelo trabalhador. c/c Súmulas 17 e 189 do TST). óculos. O direito do empregado ao adicional de periculosidade cessará com a eliminação do risco à saúde ou integridade física.

Com o advento do NCC/2002. c/c artigo 392-A da CLT). a incapacidade pelo estabelecimento civil ou comercial. Períodos de afastamento anterior e posterior ao parto.799/99). 47 do ECA). II. _Penalidades (artigo 401. devemos observar que o emancipado não deixa. ADCT). b. _ Direito das presidiárias em ter assegurado condições para permanecerem com seus filhos durante o período de amamentação (CF. desde que. XXXIII. XVIII. CLT). CLT). foi estabelecido no inciso V do § único do seu artigo 5º que "cessará. O salário-maternidade será indevido no período em que é feito o estágio de convivência. proibindo o trabalho das mulheres grávidas em estado de amamentação em locais em que haja exposição ao benzeno. em razão da emancipação. A Convenção nº 136 trata da proteção contra os riscos de intoxicação provocados por benzeno. Dessa forma. se esse trabalho for feito por impulsão ou tração de vagonetes sobre os trilhos. _ Transferência da função e consultas médicas para empregada gestante (artigo 392. A adotante não poderá apresentar o termo judicial. Ela não precisará ter transitado em julgado. Contudo. 5º. que deve ser inscrita no registro civil mediante mandado (art. para os menores. _ Deveres da empresa em relação aos métodos e locais de trabalho (artigos 389. Estabilidade Provisória (artigo 10. em função deles. sejam ou não plenamente capazes na esfera civil. que a idade mínima para o trabalho do menor é de 14 anos. pois nesse período não há sentença judicial que declara o vínculo de adoção. Por sua vez. 390-C e 390-E). 390-B. O vínculo de adoção é constituído por maio de sentença judicial. _ Acesso da mulher ao mercado de trabalho (artigo 373-A. na qualidade de aprendiz. o menor de dezesseis anos completos tenha economia própria". devem ser afastadas . Rescisão Contratual por parte da empregada gestante_ dispensa do aviso prévio _ (artigo 394. CLT). OBSERVAÇÕES: A natureza jurídica do salário-maternidade é de benefício previdenciário. haverá permissão legal (parágrafo único do art. entendemos ser indiscutível a integral aplicabilidade de todos os dispositivos constitucionais relativos ao Direito do Trabalho que se refiram ao "menor" a todos os trabalhadores com menos de dezoito anos. CLT). ou pela existência de relação de emprego. 390 da CLT). _ Intervalo para amamentação (artigo 396. _ Creche para os filhos durante a amamentação (artigos 389 e 400. de ser menor. de carros de mão ou quaisquer aparelhos mecânicos. introduzido pela Lei nº 9. CLT). da CF. TRABALHO DO MENOR LIMITE DE IDADE_ Preceitua o artigo 7º. art. L). CLT) mantidas diretamente ou indiretamente mediante convênios. pois é a previdência social que faz seu pagamento. O pagamento de reembolso-creche também supre a exigência de instalação da creche. Entretanto. terá o direito a segurada à licença adotante. ou 25 quilos para o trabalho ocasional. basta à concessão de guarda pelo juiz. _ Aborto não criminoso (artigo 395. ou parto antecipado (artigo 392 da CLT). Se o juiz declara a existência de guarda. CF. Isso depende do trânsito em julgado da sentença. § 4º. _ _ _ _ 12 Outros direitos da mulher empregada: Licença-gestante (artigo 7º. CLT. para manifestar sua vontade.Ao empregador será vedado empregar a mulher em serviço que demande o emprego de força muscular superior a 20 quilos para o trabalho contínuo. há doutrinadores que entendem que as regras que tenham como fundamento a limitada capacidade do menor de 18 anos.

O FGTS incide sobre todos os pagamentos de natureza salarial. prêmios. que o trabalhador pode utilizar nas ocasiões previstas na lei. salário em utilidades. em tese.01. bem como. 136 e 427 da CLT. permitiu a Lei que os trabalhadores optassem pelo FGTS. gratificações habituais. Nos contratos de aprendizagem.quando se trate de um menor entre 16 e 18 anos já emancipado (Ex: artigos 439 e 793 da CLT). horas extras. terço constitucional de férias. quando o regime do FGTS passou a ser único. como uma alternativa para o empregado: à época. 411. 407. etc. Não é permitido ao menor realizar horas extras em virtude de: a) acordo de prorrogação de horas. Garantias concedidas pela CLT para o menor em atividade escolar: artigos 134. que lhe garantia uma indenização em dobro na hipótese de dispensa sem justa causa. È vedado o pagamento direto ao empregado. § 2º. repouso semanal remunerado. Reclamação Trabalhista proposta por menor _ artigo 793 da CLT. aviso prévio. a alíquota do FGTS é de 2% (dois por cento). quando posterior àquela. periculosidade e noturno. funcionando. a qualquer tempo. o tempo de serviço anterior à opção poderia ser elidido desde que a empresa depositasse na conta vinculada do trabalhador os valores correspondentes ao FGTS do período. o empregado e o empregador transacionar o período anterior à opção. BENEFICIÁRIOS DO FGTS _ empregados. 413. §§. desde que a indenização paga pelo empregador não fosse inferior a 60% da verba prevista. gorjetas. adicionais de insalubridade. tampouco à indenização sobre o FGTS (40%) . com efeito retroativo a 01. FUNDO DE GARANTIA DO TEMPO DE SERVIÇO _ FGTS É uma conta bancária formada por depósitos efetuados pelo empregador. 13 OBSERVAÇÃO: CONTRA MENORES DE DEZOITO ANOS NÃO CORRE PRESCRIÇÃO (artigo 440 da CLT). Essa dualidade de regimes durou até a promulgação da CF/88. diretores não-empregados e empregados domésticos. 13º salário. DEPÓSITOS MENSAIS _ deverão ser realizados até o dia 07 de cada mês no valor de 8% da remuneração paga ou devida no mês anterior. b) conclusão de serviços inadiáveis. c) recuperação de paralisação. Se o empregado pedir demissão ou for dispensado por justa causa. Finalmente. e 414 da CLT. pois estes não tinham direito ao FGTS antes da CF/88. EFEITOS NA RESCISÃO OU EXTINÇÃO DO CONTRATO DE TRABALHO. § único. De forma facultativa. não terá direito ao levantamento dos depósitos. Ex: abonos salariais. trabalhador temporário. comissões. o empregado tinha o direito de optar pelo regime do FGTS ou pela estabilidade decenal. ou à data de sua admissão. 405. Essa opção só não foi permitida aos trabalhadores rurais. foi respeitado o direito adquirido do trabalhador. empregados rurais. Foi instituído em 1966. ainda. Proibições ao trabalho do menor (seja ou não antecipado) _ art. Porém.1967 (início da vigência do FGTS). Poderiam. trabalhadores avulsos.

reconhecida pela justiça do Trabalho. nos 30 (trinta) anos anteriores. contempla o empregado demitido (art. da CF). como o empregador (art. CLT). unificou o prazo do aviso prévio para 30 dias. por força maior. § 1º. 487. pois a Constituição Federal esclarece que o referido benefício ficará por conta da Previdência Social (artigo 201. sendo a Justiça do Trabalho competente para julgar a lide entre empregado e empregador tendo por objeto essa indenização (Súmula 389 do TST). ou extinção normal do contrato a termo. 489. Nestes casos. para reclamar em juízo o não recolhimento do FGTS. atualizados monetariamente e acrescidos dos respectivos juros. mas um benefício previdenciário. O seguro-desemprego não é um salário. • Prazo _ art. • O aviso prévio é irrenunciável (Súmula nº 276 do TST). o empregador deverá depositar na conta vinculada do empregado os valores do FGTS referentes ao mês da rescisão e aos imediatamente anteriores que ainda não houverem sido recolhidos. CLT). • Incabível noscontratos a prazo determinado. a contar do término da relação de trabalho.608/2002). 490 e 491. • Falta grave _ as partes perdem o direito (art. § 5º. determinado no curso do aviso prévio. TST. § único. • O reajuste salarial coletivo. o percentual da indenização será de 20% (vinte por cento) sobre o valor dos depósitos realizados na conta vinculada durante a vigência do contrato de trabalho. 487. • Redução de jornada no período do pré-aviso (art. CLT). Súmula 230 do TST. Entretanto. ainda que indireta. §§ 1º e 2º da CLT). 488. CLT). e ao trabalhador comprovadamente resgatado de regime de trabalho forçado ou na condição análoga à de escravo (Lei nº 10. 487. § 4º. CLT). . CLT).Nos casos de despedida sem justa causa. Generalidades: • Reciprocidade _ tanto o trabalhador faz jus. CLT). o empregado terá direito ao levantamento dos depósitos do FGTS. 14 OBSERVAÇÃO: O não fornecimento pelo empregador da guia necessária para o recebimento do seguro-desemprego dá direito ao trabalhador à indenização. tendo por finalidade impedir que a outra parte seja colhida de surpresa. 487. DO SEGURO-DESEMPREGO È um benefício que tem por finalidade prover assistência financeira temporária ao trabalhador desempregado em virtude de dispensa sem justa causa. conforme dispõe a súmula 362 do C. após ajuizada tempestivamente a reclamação trabalhista. • O tempo do aviso prévio é computado como tempo de serviço para todos os efeitos (art. 7º. desde que a outra parte aceite a reconsideração (art. inclusive a dispensa indireta. • A média de horas extras habituais integra o aviso prévio indenizado (art. possibilitando ao empregado arrumar outro emprego e ao empregador recolocar outro profissional no lugar daquele que pretende se desligar da empresa. com culpa recíproca. • É devido o aviso prévio na despedida indireta (artigo 487. XXI. PRESCRIÇÃO TRINTENÁRIA O trabalhador tem 02 (dois) anos para ingressar com a ação trabalhista. 487. ou que deixaram de ser. inclusive o do trabalhador temporário. § 6º. AVISO PRÉVIO É o ato que deve ser praticado pela parte que deseja rescindir o vínculo contratual contratual. §§ 1º e 2º da CLT). • Admite-se reconsideração do aviso prévio antes de seu término. da CF. • Sanção pelo descumprimento _ indenização (art. Se a despedida for por culpa recíproca ou força maior. o empregado poderá pleitear direitos concernentes aos valores do FGTS depositados. IV.

sendo este contabilizado em férias indenizadas. não se admitindo ao empregador recusar ao menor o direito de coincidência. que serão. Somente em casos excepcionais poderão as férias ser concedidas em dois períodos. a partir desta data é que se inicia o prazo de prescrição. OBSERVAÇÃO: A concessão das férias é ato exclusivo do empregador. DO TERÇO CONSTITUCIONAL A Constituição da República garante ao empregado o pagamento das férias acrescidas de um terço a mais do que o salário normal. 134. gozadas na mesma época. Logo. integrais ou proporcionais. Correspondem ao período do contrato de trabalho em que o empregado deixa de trabalhar. se assim o desejarem e se disso não resultar prejuízos ao empregador. o empregador estará obrigado a pagá-las em dobro. isto é. PERÍODO AQUISITIVO . § 1º). OBSERVAÇÃO: Não se admite o fracionamento das férias dos menores de 18 anos e dos maiores de 50 anos de idade. férias coletivas e no pagamento EM DOBRO. adicional noturno.para ter direito às férias o empregado deverá trabalhar os doze primeiros meses do seu contrato de trabalho. e não do período aquisitivo. após ter adquirido esse direito em decorrência da prestação de serviços durante o período de doze meses. com o fim de restaurar suas energias. art. CLT). DIREITO DE COINCIDÊNCIA Os membros de uma mesma família que trabalharem no mesmo estabelecimento ou empresa igualmente terão direito de coincidência das férias de todos. começa a correr o período aquisitivo somente após o início da vigência do contrato de trabalho.15 FÉRIAS CONCEITO_ é um direito irrenunciável do trabalhador. um dos quais não poderá ser inferior a 10 (dez) dias corridos (CLT. ainda que na época da concessão das férias não haja mais o pagamento. durante o vínculo de emprego. . independendo de pedido ou concordância do empregado. Ex: Se o período aquisitivo refere-se ao ano de 2000. PRESCRIÇÃO DAS FÉRIAS No que concerne às férias. após a atualização das importâncias pagas. no caso de concessão fora do período concessivo. 142. de atividade insalubre ou perigosa. tais como. a prescrição de 5 anos. é contada a partir do fim do período concessivo. OBSERVAÇÃO: em relação ao menor a garantia é absoluta. mediante incidência dos percentuais dos reajustamentos salariais supervenientes (art. CONCESSÃO DAS FÉRIAS FORA DO PERÍODO Sempre que as férias forem concedidas fora do prazo. § 6º. assim. integram a remuneração das férias. hipótese em que deverá ser tirada a média dos valores dos adicionais recebidos no período aquisitivo. em um único período. mas recebe remuneração do empregador. FRACIONAMENTO DAS FÉRIAS As férias devem ser concedidas de uma só vez. OBSERVAÇÃO: Os adicionais salariais. o empregador terá de conceder as férias nos doze meses subseqüentes. horas extras. após o período concessivo. e o período concessivo termina em 31/12/2001. PERÍODO CONCESSIVO _ Completado o período aquisitivo.

Na falta desses. g) seguro-desemprego. EXTINÇÃO DO CONTRATO DE TRABALHO CONCEITO_ é a terminação do vínculo de emprego. TST).16 Porém. acrescidas do terço constitucional ( Súmulas 171 e 261 do TST). DISPENSA SEM JUSTA CAUSA Na dispensa sem justa causa o empregado fará jus ao recebimento das seguintes verbas resilitórias: a) aviso prévio b) saldo de salário. art. _ morte do empregado. f ) saque do FGTS. c) 13º salário integral / proporcional. OBSERVAÇÃO: Se o empregado tiver mais de 01 (um) ano de empresa. No pedido de demissão o empregado fará jus ao recebimento das seguintes verbas resilitórias: a) 13º salário integral / proporcional.). e) indenização de 40% sobre o FGTS. a prescrição começa a correr a partir da data em que o pagamento foi feito incorretamente. § 2º. morte do empregador pessoa física ou extinção da empresa. _ término do contrato por prazo determinado. 477. d) Férias vencidas / proporcionais. a menos que o empregador concorde em liberá-lo. _ acordo entre as partes. 487. b) ferais vencidas / proporcionais. a contagem não se inicia do fim do período concessivo. enchente. caso atenda aos requisitos estabelecidos na legislação própria desse benefício. acrescidas do terço constitucional (Súmula 171. o empregado tem o DEVER de aguardar em serviço o decurso do prazo do aviso prévio. Nesse caso. etc. sob pena dês descontá-lo das verbas rescisórias a ele devidas (art. e o empregado pretender reclamar perante a Justiça do Trabalho diferenças que entenda devidas. CLT). _ força maior (incêndio. com a cessação das obrigações para os contratantes. ou se nenhuma dessas hipóteses for possível. PEDIDO DE DEMISSÃO O pedido de demissão é a comunicação do empregado ao empregador de que não pretende mais dar continuidade ao contrato de trabalho (aviso prévio. §§ 1º e 3º). FORMAS DE EXTINÇÃO DO CONTRATO DE TRABALHO _ iniciativa do empregador: dispensa sem justa causa e dispensa com justa causa. pelo Ministério Público. artigo 487. pelo Juiz de paz (CLT. _ iniciativa do empregado: pedido de demissão. rescisão indireta e aposentadoria espontânea com afastamento do serviço. Comunicado o empregador. CLT). a rescisão do contrato deverá ser assistida pelo sindicato ou pela Delegacia Regional do Trabalho. DISPENSA POR CULPA RECÍPROCA . no caso de já haver sido realizado o pagamento das férias.

REQUISITOS ESSENCIAIS DA JUSTA CAUSA A) Culpa (negligência. cabendo ao julgador estabelecer a associação entre o ato faltoso e a previsão legal. A jurisprudência apresenta duas correntes para tentar justificar a tipificação da justa causa pelo empregador: a ortodoxa e a heterodoxa. E) Estar o empregado em efetivo serviço (ex: o empregado ofender a honra do empregador durante o gozo de auxílio-doença. D) A realização de sindicância ou inquérito administrativo (o ônus da prova da existência da justa causa é do empregador _ art. F) A proporcionalidade entre a conduta do empregado e a penalidade aplicada. a corrente heterodoxa aceita os fatos narrados na defesa para justificar a dispensa por justa causa. CPC). 482 e 483 da CLT). REQUISITOS NÃO ESSENCIAIS NA JUSTA CAUSA A) A gradação na aplicação das penalidades. d) férias integrais acrescidas do terço constitucional. C) O local da conduta do empregado (dentro do estabelecimento da empresa ou fora dele. f ) saque do FGTS. C) O imediatismo na aplicação da penalidade. verificando-se na Justiça do Trabalho que houve justa causa dos dois sujeitos do contrato (arts. especificada em lei. o legislador lista taxativamente as hipóteses em que se configura a justa causa. D) O nexo de causalidade. implicando a extinção do contrato de trabalho por motivo devidamente justificado. entende-se que não se configura o motivo justificador para tal dispensa. b) metade do 13º salário. A doutrina é praticamente unânime no sentido de que o artigo 482 da CLT é taxativo e não meramente exemplificativo. por meio do exercício do comércio). deixando ao Poder Judiciário a obrigação de decidir a respeito do caso concreto) e o taxativo (utilizado no Brasil. Não haverá justa causa para condutas não tipificadas no artigo 482 da CLT). ao dispensar seu empregado. c) metade das férias proporcionais acrescidas do terço constitucional. imperícia ou imprudência) ou dolo (intenção livre de praticar o ato) do empregado. B) O registro policial da ocorrência. E) A singularidade (non bis in idem). II. concorrência desleal. B) A gravidade da conduta. se houver. g) indenização de 20% sobre o FGTS. Nesta situação. HIPÓTESES LEGAIS PARA APLICAÇÃO DA JUSTA CAUSA PELO EMPREGADOR 17 . dois sistemas que informam a dispensa por justa causa: o genérico (autoriza a dispensa do empregado sem especificar as hipóteses que configuram a justa causa. basicamente.Ocorre quando o empregador tem a iniciativa da dispensa do empregado. Existem. A primeira não permite que o empregador. DISPENSA POR JUSTA CAUSA Ocorre quando o empregado comete falta grave. apresente uma tipificação para justa causa e na sua defesa apresente outra diversa. 818. Na dispensa por culpa recíproca o empregado fará jus ao recebimento das seguintes verbas resilitórias: a) metade do aviso prévio. c/c art. e) saldo de salário. Por sua vez. 333. G) Repercussão no serviço. ou estar de férias e ser flagrado furtando objeto da empresa). por exemplo. CLT.

deve-se entender que o empregado deve se afastar do emprego e propor ação trabalhista pelos direitos violados. se houver pedido nesse sentido. 240 e 508. o fornecimento das guias do segurodesemprego. não se poderá falar em rescisão indireta. o empregado deve avisar o empregador dos motivos porque está retirando-se do serviço. e e f do artigo 483 da CLT. nem. Caso o empregado continue trabalhando. que deveria ocorrer com o trânsito em julgado ou na data em que a ação foi proposta. todos da CLT. b. . aquelas previstas nos artigos 158. férias proporcionais. Na rescisão indireta. Contudo. sob pena da empresa poder considerar a saída do empregado como abandono de emprego.Pela doutrina majoritária. 13º salário. o empregado não terá direito a aviso prévio. Fará jus apenas ao saldo de salários e às férias vencidas. c. Nas hipóteses das alíneas a. Outrossim. Na dispensa indireta. 18 OBSERVAÇÕES: _ Havendo justa causa. perdendo o empregado direito ao restante do respectivo prazo. tendo em vista a justa causa praticada pelo empregador. a sentença deverá fixar a data em que se considerará o contrato de trabalho rescindido. As condutas do empregador que ensejam sua justa causa estão enumeradas no artigo 483 da CLT. § único. bem como. saque do FGTS e indenização de 40%. _ A justa causa pode ser cometida no decorrer do aviso prévio. RESCISÃO INDIRETA (JUSTA CAUSA DO EMPREGADOR) É a cessação do contrato de trabalho por iniciativa do empregado. se encontram arroladas taxativamente no artigo 482 da CLT. sob pena de caracterizar-se a figura jurídica do perdão tácito por parte do empregado. o empregado terá os mesmos direitos a que faria jus se houvesse sido dispensado sem justa causa. se o empregado tolera pequenas infrações cometidas por seu empregador. também na rescisão indireta deve ser observado o imediatismo na aplicação da penalidade após a falta cometida pelo empregador.

......................... RT (Contrato de Trabalho) Parcial de Trato Sucessivo 05 anos (Direito c/amp aro da lei trabalhista) Prescrição Extintiva ou Bienal 02 anos ________________________________Rescisão Contratual .PRESCRIÇÃO TRABALHISTA Total único Violado) 05 anos DV (Direito Violado) _________________________ . RT (Contrato de Trabalho) (Direito Prescrição Qüinqüenal de Trato Sucessivo (Súmula 294 TST) DV (Direito Violado) ________________________ .. RT (Contrato de Trabalho) (Direito s/ampa ro da lei trabalhista) DV (Direito Violado) _________________________ ...... R T (RECLAMAÇÃO TRABALHISTA) (Duração do Contrato de Trabalho) ..........

visando a defesa de seus correspondentes interesses coletivos. Maurício Godinho Delgado construiu definição mais ampla. os obreiros. defesa e coordenação de interesses econômicos ou profissionais de todos os que. em regra geral. qual seja: “sindicatos seriam entidades associativas permanentes. “lato sensu”. princípios e institutos regulatórios das relações entre os seres coletivos trabalhistas: de um lado. defendendo seus interesses trabalhistas e conexos. empregados. Entretanto. exerçam. Maurício Godinho Delgado construiu definição mais ampla. “lato sensu”. instrumentos e métodos de produção. e empregadores. já se definem como empresários. mesmo que agindo de forma isolada. DIREITO COLETIVO CONCEITO _ É o conjunto de regras. trabalhadores. são seres com aptidão natural de produzir atos coletivos em sua dinâmica regular de existência no mercado econômico e de trabalho. defendendo seus interesses trabalhistas e conexos. representados pelas entidades sindicais. quer através de seus sindicatos. e. pois os empregadores. logo. são seres com aptidão natural de produzir atos coletivos em sua dinâmica regular de existência no mercado econômico e de trabalho. pois os empregadores. que representam. respectivamente. com objetivo de lhes alcançar melhores condições de labor e vida. Contudo. respectivamente. SUJEITOS DO DIREITO COLETIVO _ são essencialmente os sindicatos. como existem também sindicatos empresariais. atuando quer isoladamente. os obreiros. que representam. como empregadores. organizadores dos meios. visando tratar de problemas coletivos das respectivas bases representadas. visando a defesa de seus correspondentes interesses coletivos. de outro. em regra geral. atuando quer isoladamente. respectivamente. com objetivo de lhes alcançar melhores condições de labor e vida. agentes ou trabalhadores autônomos. organizadores dos meios. quer através de seus sindicatos. princípios e institutos regulatórios das relações entre os seres coletivos trabalhistas: de um lado. como existem também sindicatos empresariais. mesmo que agindo de forma isolada. visando tratar de problemas coletivos das respectivas bases representadas. os seres coletivos empresariais. qual seja: “sindicatos seriam entidades associativas permanentes. trabalhadores. Lei Trabalhista Brasileira define Sindicato como associação para fins de estudo. ou profissionais liberais. embora também os empregadores possam ocupar essa posição. de outro. SINDICATOS _ Para Maurício Godinho Delgado são entidades associativas permanentes que representam trabalhadores vinculados por laços profissionais e laborativos comuns. Entretanto. SINDICATOS _ Para Maurício Godinho Delgado são entidades associativas permanentes que representam trabalhadores vinculados por laços profissionais e laborativos comuns. instrumentos e métodos de produção. SUJEITOS DO DIREITO COLETIVO _ são essencialmente os sindicatos. logo. da CLT). 511. e. já se definem como empresários. representados pelas entidades sindicais. os seres coletivos empresariais. a mesma atividade ou profissão ou atividades ou profissões similares ou conexas (art. caput. e empregadores. embora também os empregadores possam ocupar essa posição. .DIREITO COLETIVO CONCEITO _ É o conjunto de regras.

a OIT aprovou a Convenção nº 135 (1971) e a Recomendação nº 143 (1971). Em regra geral. respectivamente. compreendendo a dispensa motivada por sua condição de representante. protege o empregado contra atos de discriminação sindical na empresa. NÃO RATIFICADA PELO BRASIL. administrar. atuar e filiarse. contém quatro garantias universais: fundar. de autonomia interna dos sindicatos para sua gestão. agentes ou trabalhadores autônomos. ou profissionais liberais. no número por eles idealizados. a liberdade sindical. a mesma atividade ou profissão ou atividades ou profissões similares ou conexas (art. e na própria constituição do sindicato através da unicidade sindical. nem uns em relação aos outros. empregados. A preservação dos meios necessários para que na empresa os representantes dos trabalhadores possam desempenhar sem embaraços as suas normais atribuições. embora tenha sido ratificada por mais de 120 países. em seu artigo 8º. visando à promoção de seus interesses ou dos grupos que irão representar. Assim. numa perspectiva de liberdade de união dos trabalhadores para organizar a profissão ou classe. Sua principal finalidade é fixar parâmetros para pautar as relações entre o Estado e o Sindicato. as normas acima mencionadas referem-se aos temas seguintes: A garantia de uma proteção eficaz aos representantes dos trabalhadores na empresa. exerçam.21 Contudo. sobre a proteção dos trabalhadores na empresa. A liberdade sindical Sá alcança seu pleno significado quando é reconhecida tanto no plano da empresa como no nível nacional ou profissional. quando há representantes sindicais e não-sindicais. LIBERDADE SINDICAL _ é o direito dos trabalhadores e empregadores se organizarem e constituírem livremente as agremiações que desejarem. rápida e eficazmente. contra todo ato que possa prejudicá-los. 511. Com o objetivo de dar cumprimento a essa idéia. A observação de que. defesa e coordenação de interesses econômicos ou profissionais de todos os que. caput. Lei Trabalhista Brasileira define Sindicato como associação para fins de estudo. ainda preserva a intervenção Estatal no custeio dos sindicatos. OBSERVAÇÃO: A nossa atual Constituição Federal também alude. Essa liberdade sindical também compreende o direito de ingressar e retirar-se dos sindicatos. sem que sofram qualquer interferência ou intervenção do Estado. A liberdade sindical é apresentada na Convenção nº 87 da OIT (1948). que impede a livre criação de mais de um sindicato para a mesma categoria. sua filiação sindical ou sua participação em atividades sindicais pautadas ela observância da lei. assegurando a autonomia dos sindicatos perante o Estado. e de respeito ao direito individual de filiação e desfiliação. mas mantém o princípio da unicidade sindical oriundo do corporativismo e do Estado Novo de Getúlio Vargas. verifica-se uma contradição na nossa Carta Magna vigente. porém. como empregadores. uma vez que veda a interferência e a intervenção na organização sindical. através da contribuição sindical. A Convenção nº 98. TIPOS DE ENTIDADES SINDICAIS As organizações sindicais são superpostas em níveis. a partir da base: . devem ser tomadas medidas para que a presença destes últimos não se exercite de forma a debilitar a situação dos sindicatos interessados ou de seus representantes e se desenvolva de modo que fomente a colaboração entre os dois tipos de representantes. Concluindo. da CLT). da OIT.

arts. CLT). de pressupostos legais e não de autorização ou reconhecimento discricionários. embora algumas atribuições sejam-lhes reconhecidas por uma ou outra lei. Excepcionalmente. de federações ou confederações. OBSERVAÇÃO: Centrais Sindicais _ No Brasil têm existência institucional. TP. Até 2003 não havia uma disciplina jurídica definida sobre as centrais sindicais e a sua organização. sem prejuízo da continuidade da representação do sindicato preexistente nas demais bases. agrupando organizações que se situam em níveis de sindicatos. O sistema sindical brasileiro é centralizado em categorias. uma espécie de cisão _ quando existe um sindicato que represente mais de uma categoria ou profissão. São entidades acima das categorias profissionais e econômicas.22  Sindicatos _ sujeito coletivo destinado a representar interesses de um grupo na esfera trabalhista. pelo Ministério do Trabalho e Emprego. com ampliação da sua base territorial e da sua categoria. FUNDAÇÃO DE ENTIDADES SINDICAIS Em tese.2000). de 4. a federação poderá ter representatividade interestadual ou nacional. destacando-se da base maior. Do lado patronal não existem Centrais Sindicais e os órgãos de cúpula são as confederações. caso em que um novo sindicato surgirá no lugar dos dois ou mais antes existentes. pelos interessados. mas na base territorial menor. Fundação por Desmembramento de Categoria. são 05 hipóteses de fundação de sindicato em nosso ordenamento jurídico: • Fundação Originária_ quando não existe sindicato na categoria e o pretendente será o primeiro a ser criado. • • No Brasil. organizado pela Secretaria das Relações de Trabalho do mesmo Ministério. As regras administrativas do procedimento de registro sindical perante o Ministério do Trabalho e Emprego são as seguintes (Portaria TEM nº 343. o pedido de registro do sindicato deve ser dirigido. decidiu que o registro sindical é ato vinculado.  Federações _ são organizações sindicais de grau superior. de âmbito e representação nacional (CLT.5. nacional. art. 534. • • Fundação por Transformação de Associação em Sindicato _ quando uma associação nãosindical pretende transformar-se em sindicato para adquirir as prerrogativas deste. ADIMC _ 1121/RS). É pessoa jurídica de natureza privada. 535). dele se destacando uma delas com o propósito de constituir um sindicato específico para aquela atividade ou profissão. ao Ministro do Trabalho e Emprego que tem um Cadastro Nacional das Entidades Sindicais. A adesão de sindicatos às Centrais é espontânea.144/SP. portanto. ação e entidades que agrupam. O STF (MI . reunindo um número não inferior a cinco sindicatos (Art. estadual ou intermunicipal e um segundo pretende situar-se com exclusividade em uma esfera geográfica de atuação menos ampla. Fundação por Fusão de Sindicatos _ não vedada pela lei. por criação espontânea. O registro autoriza o sindicato a representar a categoria (CLT. constituídas nos Estadosmembros da Nação. caso em que representará a mesma categoria. subordinado apenas à verificação.  Confederações _ é a organização sindical da categoria econômica e profissional. 511 e 513). Existem federações nacionais. o inverso do desmembramento. . Fundação por Divisão de Base Territorial _ quando na categoria existe um sindicato amplo.

Operadores de Mesas Telefônicas (telefonistas em geral). . . .Classificadores de Produtos de Origem Vegetal. . . OBSERVAÇÃO: No Brasil. . o enquadramento dos demais empregados da empresa onde trabalhem. 511 da CLT. É o agrupamento por profissão e não por setor de atividade econômica da empresa para qual os trabalhadores prestam serviços. por que a lei permite. etc. Massagistas e Empregados em Hospitais e Casas de Saúde. 511. onde se estabelece que essa categoria é aquela "que se forma dos empregados que exercem profissões ou funções diferenciadas por força do estatuto profissional especial ou em conseqüência de condições de vida singulares".Professores. Propagandistas-Vendedores e Vendedores de Produtos Farmacêuticos. Artísticos. Copistas.Condutores de Veículos Rodoviários (motoristas).Publicitários. ou seja. . . § 3º). Projetistas Técnicos e Auxiliares. para designar os trabalhadores. 513 da CLT).Carpinteiros Navais. em menor número sindicatos de trabalhadores autônomos e sindicatos de profissionais liberais.Radiotelegrafistas (dissociada). ou seja.Profissionais de Relações Públicas.Maquinistas e Foguistas (de geradores termoelétricos e congêneres. .Práticos de Farmácia. desconsiderando. Contribuição Sindical . e é nesse sentido que se fala em categoria profissional.Secretárias.Oficiais Gráficos.Recolhimento Separado A Contribuição Sindical de trabalhadores enquadrados em categoria diferenciada destina-se às entidades que os representem. inclusive corpos de corais e bailados. Numa mesma empresa podem atuar diversos sindicatos. a qual. manequins e modelos). Categoria Diferenciada _ (CLT.Cabineiros (ascensoristas). . . art.Propagandistas. . Técnicos. Industriais. Duchistas. . exclusive marítimos). detém todas as prerrogativas sindicais (art. As pessoas que exercem a mesma profissão podem criar o seu sindicato. . independente da categoria na qual a profissão é exercida.Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões (cenógrafos e cenotécnicos.).Profissionais de Enfermagem. Referida Contribuição Sindical (categoria diferenciada) é recolhida separadamente dos demais empregados. fotógrafos. O conceito de categoria profissional diferenciada encontra-se disposto no § 3º do art.CATEGORIA _ é o conjunto de pessoas que exercem a sua atividade ou seu trabalho em desses setores.Radiotelegrafistas da Marinha Mercante. repórteres. Relação das Categorias Profissionais Diferenciadas 23 . . também há sindicatos. .Agenciadores de Publicidade.Jornalistas Profissionais (redatores.Aeroviários.Aeronautas. .Empregados Desenhistas Técnicos. portanto. . atores cinematográficos e trabalhadores circenses. revisores. . . e em categoria econômica. daqueles pertencentes à categoria preponderante. . quando organizada e reconhecida como sindicato na forma da lei. . atores teatrais. para se referir aos empregadores de cada um deles.

relativamente às contribuições a que alude o dispositivo. Na inexistência dessa categoria. o Distrito Federal e os municípios poderão instituir contribuição.24 . observado o disposto nos arts. . em favor do sindicato representativo da mesma categoria ou profissão. • Contribuição Sindical _ fixada por lei. letras "a" e "b" da CLT.Os Estados. 146. § 1º.Trabalhadores na Movimentação de Mercadorias em Geral. Parágrafo único . § 6º. para o custeio. . III e 150. . . e sem prejuízo do previsto no art. 591 da CLT). O artigo 149 da Constituição Federal prevê a Contribuição Sindical. I e III. em virtude disso fazem jus a todos os direitos dispostos na convenção coletiva. ou de uma profissão liberal. no importe de um dia de salário por ano. 195. . nos seguintes termos: "Art. . inclusive o dissídio.Músicos Profissionais. para o trabalhador. de sistemas de previdência e assistência social. pelos que participem das categorias econômicas ou profissionais ou das profissões liberais representadas pelas referidas entidades.Trabalhadores em Atividades Subaquáticas e Afins. considera-se um dia de trabalho o equivalente a: .Trabalhadores em Agências de Propaganda. 582. CONTRIBUIÇÃO DOS EMPREGADOS A Contribuição Sindical dos empregados será recolhida de uma só vez e corresponderá à remuneração de um dia de trabalho.Técnicos de Segurança do Trabalho.Vendedores e Viajantes de Comércio. Algumas pessoas utilizam-se da terminologia "imposto sindical" para referir-se a esta obrigatoriedade. A Contribuição Sindical é devida por todos aqueles que participarem de uma determinada categoria econômica ou profissional. o recolhimento será feito à federação correspondente à mesma categoria econômica ou profissional (art. em benefício destes. mas todas pertencem a uma categoria. como instrumento de sua atuação nas respectivas áreas. qualquer que seja a forma de pagamento. FILIAÇÃO – OBRIGATORIEDADE Ninguém é obrigado a filiar-se a sindicato. Nos termos do art. CONTRIBUIÇÕES SINDICAIS O Sindicato conta com diversas fontes de receita para obtenção de recursos financeiros destinados à sua manutenção. arts." Os artigos 578 e 579 da CLT prevêem que as contribuições devidas aos sindicatos. 149 . e para o empregador em percentual correspondente ao seu capital (CLT. descontado compulsoriamente da folha de salário. tanto que são obrigadas a contribuir anualmente. cobrada de seus servidores. têm a denominação de "Contribuição Sindical". 578 a 610).Compete exclusivamente à União instituir contribuições sociais.Tratoristas (excetuados os rurais). de intervenção no domínio econômico e de interesse das categorias profissionais ou econômicas.

ou seja. empreitada ou comissão. se a remuneração for paga por tarefa. as horas extras não irão compor. portanto. o mesmo deverá ocorrer no próprio mês de março. uma vez que estas horas são realizadas além da jornada normal.a) uma jornada normal de trabalho. vai ser composta da remuneração que corresponda à jornada diária normal do empregado. . para recolhimento em abril. semana. Caso não tenha ocorrido qualquer desconto. dia. fica sujeito normalmente ao desconto da Contribuição Sindical. caso em que este não poderá sofrer outro desconto. Como exemplo. a Contribuição Sindical por estes devida aos respectivos sindicatos. por motivo de doença. 602 da CLT). sem percepção de salários. relativa ao mês de março de cada ano. Aposentado O aposentado que retorna à atividade como empregado e. O desconto da contribuição sindical corresponde a um dia normal de trabalho. Admissão no Mês de Março Deve-se verificar se o empregado não sofreu o desconto respectivo na empresa anterior. Assim. Admissão Após o Mês de Março Os empregados que forem admitidos depois do mês de março serão descontados no primeiro mês subseqüente ao do início do trabalho. DESCONTO Os empregadores são obrigados a descontar da folha de pagamento de seus empregados. terá o desconto da Contribuição Sindical também no mês de março. 25 b) 1/30 (um trinta avos) da quantia percebida no mês anterior. o seu desconto será efetuado em maio e o respectivo recolhimento será em junho (art. é incluído em folha de pagamento. acidente do trabalho ou licença não remunerada. Admissão Antes do Mês de Março Empregado admitido no mês de janeiro ou fevereiro. empregado admitido no mês de abril. sem que tenha havido em outra empresa o desconto da Contribuição Sindical. se o pagamento ao empregado for feito por unidade de tempo (hora. Referida hipótese deverá ser anotada na ficha de Registro de Empregados. Empregado Afastado O empregado que se encontra afastado da empresa no mês de março. quinzena ou mês). no mês destinado ao desconto. ou seja. deverá sofrer o desconto da Contribuição Sindical no primeiro mês subseqüente ao do reinício do trabalho. Neste caso.

3. 2. deverão contribuir à entidade sindical da Categoria Profissional preponderante da empresa. os técnicos em contabilidade têm direito à opção para efeito da Contribuição Sindical unicamente ao Sindicato dos Contabilistas. uma vez que a Portaria MTb nº 3. na firma ou empresa e.Lei 8. não exige as referidas anotações.024/92. ANOTAÇÕES EM FICHA OU LIVRO DE REGISTRO A empresa deverá anotar na ficha ou na folha do livro de Registro de Empregados as informações relativas à Contribuição Sindical paga. Profissional Liberal Com Vínculo Empregatício . A citada anotação deve ser feita para efeitos de controle da empresa. como tal. exerça sua atividade liberal e efetue a respectiva Contribuição Sindical.719/82. Médicos Veterinários.Não Exercício da Atividade Equivalente a Seu Título Os empregados que. no salário do contribuinte. embora liberais. 582 da CLT.OAB ficam isentos da Contribuição Sindical (Estatuto da OAB . Técnicos em Contabilidade De acordo com o Despacho do Ministro do Trabalho no processo MTb nº 325. Médicos. PROFISSIONAL LIBERAL COM VÍNCULO EMPREGATÍCIO 26 Considera-se profissional liberal aquele que exerce com independência ou autonomia profissão ligada à aplicação de seus conhecimentos técnicos e para a qual possua diploma legal que o autorize ao exercício da respectiva atividade. Os profissionais liberais poderão optar pelo pagamento da Contribuição Sindical unicamente à entidade sindical representativa da respectiva profissão.906/94). ainda que. . . fora da empresa. inciso VII da Constituição Federal determina também que o aposentado filiado tem direito de votar e ser votado nas organizações sindicais. 8º. Advogados.626/91. Neste caso. não exerçam na empresa atividade equivalente a seu título. o desconto a que se refere o art. onde o empregador deixará de efetuar.O art. alterada pela Portaria MTb nº 3. desde que a exerça. . Odontologistas. sejam nelas registradas. o profissional deverá exibir a prova da quitação da contribuição.sejam registrados na respectiva profissão. efetivamente.exibam prova de quitação da contribuição concedida pelo Sindicato dos Contabilistas.opção em poder do empregador. . Advogados Empregados Os advogados empregados que contribuem para a Ordem dos Advogados do Brasil . QUADRO DAS PROFISSÕES LIBERAIS 1.exerçam efetivamente na empresa a respectiva profissão. 4. desde que observem os seguintes requisitos: . simultaneamente. dada por sindicato de profissionais liberais.

13. 18. 7.Enfermeiros. RELAÇÃO DE EMPREGADOS As empresas deverão remeter dentro de 15 dias contados do recolhimento. 11. 14. Parteiros. Economistas. 31. 23.Fonoaudiólogos. 15. ao órgão regional do Ministério do trabalho.Biomédicos. 21. Musicais e Plásticos.Fisioterapeutas.Técnico em Biblioteconomia. 10. Farmacêuticos.5. em sua ausência. 12. 27 CONCORRÊNCIA PÚBLICA – PARTICIPAÇÃO O art. 17. 9. função. de minas. salário no mês a que corresponde a contribuição e o seu respectivo valor.Atuários. Auxiliares de Fisioterapia e Auxiliares de Terapia Ocupacional. a prova da quitação da respectiva Contribuição Sindical.Técnicos Agrícolas de nível médio (2º grau). 35. 30. 36. 8. 34. Terapeutas Ocupacionais.Corretores de Imóveis. relativamente a todos os contribuintes. químicos industriais agrícolas e engenheiros químicos). 32. ao sindicato da categoria profissional ou.Escritores.Compositores Artísticos.Técnicos Industriais de nível médio (2º grau).Tradutores.Administradores.Bibliotecários.Professores (privados). 16. Engenheiros (civis. A relação poderá ser substituída por cópia de folha de pagamento. uma relação com nome. 27. 20.Assistentes Sociais. ESTABELECIMENTOS DISTINTOS .Atores Teatrais. 33. 24. 22.Protéticos Dentários. industriais e agrônomos). 28. 26. mecânicos.Estatísticos.Jornalistas. 25. 607 da CLT estabelece que "é considerado como documento essencial ao comparecimento às concorrências públicas ou administrativas e para fornecimento às repartições paraestatais ou autárquicas. eletricistas. 29. Químicos (químicos industriais.Psicólogos. 19.Contabilistas.Arquitetos.Geólogos.Profissionais Liberais de Relações Públicas.Nutricionistas.Sociólogos. descontada dos respectivos empregados". 6.

os sindicatos trabalhistas compenetram-se de que não devem reivindicar. no entanto. com fundamento no pluralismo como sistema que não reduz a formação do direito positivo à elaboração do Estado. art.CAIXA (agências. até o dia 30 de abril. chocando-se com a contribuição confederativa. visto não ser uniforme o entendimento quanto à correta aplicação dos acréscimos legais. Bases: artigos 578 a 593 da CLT. IV. pelos integrantes da categoria que espontaneamente se inscrevem como sócios do respectivo sindicato. quando espontâneo. bem como em todos os canais da Caixa Econômica Federal . é acrescido de multa. 598 da CLT. e os patrões sabem que nenhuma nova exigência lhes será feita. Os acordos ou convenções coletivas de trabalho funcionam como uma fumaça da paz aspirada entre os interessados e. Mensalidade dos sócios _ prevista no estatuto de cada sindicato. juros e atualização monetária. ou até o último dia útil do mês subseqüente ao do desconto. RECOLHIMENTO FORA DO PRAZO O pagamento da contribuição sindical fora do prazo.565. com o que a harmonia nas relações . correspondentes bancários. Na elaboração dos cálculos. por certo prazo. seguir instruções do sindicato respectivo. em percentual fixado sobre o valor do salário reajustado por dissídios coletivos ou acordos coletivos. • • Contribuição de Assembléia chamada de Confederativa _ criada pelo artigo 8º. 217). no caso de empregados admitidos após março de cada ano e que não comprovarem o recolhimento da contribuição sindical respectiva. A sua fonte não é a lei e tem sido questionada sua validade. PRESCRIÇÃO O direito à ação para cobrança da Contribuição Sindical prescreve em 5 anos (Código Tributário Nacional. È um ato de vontade do interessado.6943 Ufir pelas infrações a dispositivos relacionados à Contribuição Sindical. a fiscalização do trabalho pode aplicar multas de 7. entendendo alguns que se trata de verdadeira "bitributação". em que não haverá guerra entre os contendores. devida apenas. não podendo fazê-lo daqueles que não concordarem. a têm admitido. unidades lotéricas. Taxa ou Desconto Assistencial _ prevista pela negociação coletiva ou dissídio coletivo.5657 a 7. Os Tribunais do Trabalho. • NEGOCIAÇÃO COLETIVA É a forma de desenvolvimento do poder normativo dos grupos sociais. da CF/88. postos de auto-atendimento). e o TST tem jurisprudência segundo a qual o empregador a descontará dos salários do empregado que concordar com o referido desconto.Nas empresas que possuam estabelecimentos localizados em base territorial sindical distinta da matriz. PENALIDADES De acordo com o art. o recolhimento da contribuição sindical urbana devida por trabalhadores e empregadores será efetuado por estabelecimento. RECOLHIMENTO 28 A contribuição sindical urbana poderá ser recolhida em qualquer agência bancária.

Mediação do Delegado Regional do Trabalho. Aprovação do acordo ou convenção coletiva pelas assembléias dos dois sujeitos da relação. DENÚNCIA _ é o ato pelo qual uma das partes comunica à outra a sua intenção de pôr fim antecipadamente à convenção ou acordo coletivo. 3. são os seguintes: 1. Não pode o sindicato negociar fora da sua base territorial. É um ajuste intersindical. podendo ser prorrogado apenas 01 vez. REVISTA _ antes do término do prazo da norma coletiva. PROCEDIMENTOS DE NEGOCIAÇÃO Por meio de diversos atos são fixadas as regras do jogo. de modo visível. Este ato é denominado como mesa-redonda na DRT (art. previstos na CLT. Depósito do acordo ou convenção coletiva na Delegacia Regional do Trabalho (DRT). para que seja possível chegar a um entendimento. isto é. As entidade superiores só têm legitimidade para negociar caso inexista sindicato organizado na respectiva categoria. com o consentimento da outra parte. CONVENÇÕES COLETIVAS DE TRABALHO _ encontram-se definidas no artigo 611 da CLT. Publicidade da convenção ou acordo coletivo com afixação. 612). Os seus efeitos alcançam todas as empresas . no prazo de 08 dias da sua assinatura (art. o que só ocorrerá bilateralmente. passa-se à redação das cláusulas normativas através dos respectivos advogados (art. 8.os respectivos instrumentos. 9. 2. que não sofrerá os inconvenientes de uma greve. Assembléia do sindicato de trabalhadores para autorizar a diretoria a iniciar as negociações (art. Pode ainda se revista ou denunciada. 4. as partes resolvem reapreciar as suas cláusulas. § 1º). nas sedes dos sindicatos ou empresas. Esses atos. A convenção coletiva é instrumento normativo em nível de categoria. dentro de 05 dias da data do depósito. que contará com a colaboração dos "parceiros sociais". Mesas de negociações sobre a pauta de reivindicações (artigo 616). 613). Início de vigência da convenção ou acordo coletivo será após 3 dias do depósito na DRT. caso as partes não conseguirem sucesso nas negociações realizadas diretamente entre si. 616. o monopólio da negociação. 7. A duração máxima do acordo ou convenção coletiva é de 2 anos. 6. 614.de trabalho se estabelece em proveito dos interessados diretos da sociedade. As entidades superiores (Federação e Confederação) só poderão negociar assinando em conjunto com os sindicatos. § 1º). Havendo o ajuste de vontades. e do Estado. 29 OBSERVAÇÃO: Os sindicatos é que detêm a exclusividade. 5.

das sentenças normativas proferidas em dissídios coletivos. A segunda entende que as cláusulas estabelecidas numa convenção ou acordo coletivo permanecem.783/89. Como se vê. porque se trata de uma obrigação assumida para o sindicato como pessoa jurídica. Deve . Essa paralisação tem fins temporários. No entanto. Assim é um direito previsto por lei. CLÁSULAS OBRIGACIONAIS E CLÁUSULAS NORMATIVAS CLÁSULAS OBRIGACIONAIS _ tratam de matérias que envolvem os sindicatos pactuantes e o conteúdo normativo abrange matéria que atinge os representados pelos sindicatos. Para esta posição só são incorporadas ao contrato de trabalho as cláusulas normativas. O direito brasileiro tem oscilado. não integrando. Assim. dispõe que "as condições de trabalho alcançadas por força de sentença normativa vigoram no prazo assinado. cessam. GREVE Preceito constitucional (art. de forma definitiva. uma vez que se inserem. mantendo. Destina-se a resolver problemas na categoria. nos contratos individuais de trabalho e estes passam a ser fonte do direito. 30 ACORDOS COLETIVOS DE TRABALHO _ encontram-se definidos no artigo 611 da CLT. 9º da CF/88) que é regulamentado pela lei ordinária nº 7. convenção ou contrato coletivo de trabalho (Lei nº 8.Ex: cláusula que assegura um aumento salarial para toda a categoria. automaticamente. a oportunidade do seu exercício e os interesses por meio dela defendidos são aqueles definidos pelos trabalhadores. CLÁUSULAS NORMATIVAS _ Não cria uma obrigação para o sindicato como pessoa jurídica. os contratos". terminado o prazo da vigência da convenção ou acordo coletivo. mas só a(s) empresa(s) estipulante(s). ou seja. ainda que não revogadas. Ex: cláusula que prevê uma multa para a parte que descumprir a convenção. o atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade. todos os efeitos das suas cláusulas. mas sim para os empregadores do setor em benefício para os empregados do mesmo setor. o adicional de horas extras. São ajustes entre sindicato dos trabalhadores e uma ou mais empresas. medidas provisórias sucessivas revogaram esse dispositivo legal. nas atividades essenciais. somente podendo ser reduzidas ou suprimidas por posterior acordo. gerando 03 posições doutrinárias diferentes com reflexos na jurisprudência. a greve é a paralisação coletiva do trabalho. que devem fazêlo de modo não abusivo. aquelas que dizem respeito às normas e condições de trabalho. Não se aplicam a toda a categoria.representadas pelo sindicato patronal. Mas há um debate doutrinário quando o tema é a incorporação das cláusulas da convenção ou acordo coletivo no contrato de trabalho. como exemplo. que não é pacífico. automaticamente. convenções ou contratos coletivos integram os contratos individuais. nos contratos individuais de trabalho. esta cláusula tem caráter obrigacional. e não mais a convenção ou o acordo coletivo. A terceira entende que há cláusulas que incorporam e outras que não. A primeira entende que. INCORPORAÇÃO DAS CLÁUSULAS NO CONTRATO DE TRABALHO A jurisprudência (Súmula 277 do TST) sobre as repercussões. Foi promulgada uma lei dispondo que as cláusulas dos acordos.542/92). A greve é uma garantia coletiva constitucional. É necessário distinguir entre cláusulas obrigacionais e cláusulas normativas.

porém. No entanto. Visa constituir regras coletivas através de sentença normativa com efeito erga omnes para toda categoria profissional ou econômica representada. Cabe ao sindicato representar os trabalhadores e assumir a negociação. em áreas de risco como posto de gasolina).783/89 (arts. Os efeitos da sentença normativa vigoram pelo prazo máximo de 04 (quatro) anos. abstratamente considerada. Como fenômeno coletivo. dependendo do entendimento doutrinário agasalhado. como parte ou como substituto processual. . 873 da CLT). O Tribunal. 616. Mandado de Segurança Coletivo. para decisão sobre pontos a respeito dos quais controvertem e que não foram consensuais na negociação coletiva. ou dificultar o atendimento de reivindicações dos trabalhadores. § 3º. o Congresso Nacional não aprovou a lei específica. Dissídios Coletivos (Econômicos ou Jurídicos) _ caracteriza-se pela prevalência do interesse de toda uma coletividade profissional. que trabalhem para seu empregador. a) Dissídio Coletivo Econômico _ destina-se a obter decisão judicial sobre interesses do grupo representado pelas respectivas entidades sindicais. Os efeitos da sentença alcançam mesmo aqueles que não foram parte do processo. NÃO INTEGRANDO OS CONTRATOS DE FORMA DEFINITIVA (Súmula 277 do TST). 7º. porque autorizada pela lei. mas o abuso desse direito sujeita os responsáveis às penas da lei nº 7. para a solução de conflitos de natureza coletiva (Ação Coletiva proposta pelo MPT. mas só as partes e de comum acordo. 31 SERVIÇO PÚBLICO A CF/88 assegurou o direito de greve aos funcionários da administração pública direita e indireta (art. que é uma abstenção e não uma ação.783/89). § 4º da CLT)l Possibilidade de litisconsórcio ativo (diversos sindicatos da mesma categoria com bases territoriais diferentes) e passivo (mais de um sindicato patronal ou mais de uma empresa). os efeitos da sentença só atingiram aos representados pelas mesmas. Havendo acordo durante o dissídio coletivo. É imprescindível à sua propositura tentativa frustrada de negociação coletiva (art. Sua competência originária é no TRT ou TST (em se tratando de base territorial sindical interestaduais ou nacional). vedado por nossa lei (artigo 17 da lei nº 7. Sendo deliberada em assembléia-geral convocada pela entidade sindical. No caso de greve em atividades essenciais que possam causar grave lesão ao interesse público será proposto pelo MPT. com a participação do sindicato dos trabalhadores. Ação Civil Pública.expressar-se como suspensão do trabalho. nas ações coletivas propostas pelas entidades sindicais. para frustrar negociação coletiva. que não é ilícita. LOCAUTE É a paralisação das atividades pelo empregador. Necessariamente. representada por organizações. Não é lícita a greve-surpresa. deve ser ele homologado. da CLT). As sentenças normativas podem ser revistas decorrido mais de 01 (um) ano de sua vigência (art. ex: Ação coletiva proposta por sindicato de classe pleiteando adicional de periculosidade para todos os empregados. 14 e 15). Ação Coletiva proposta por sindicato de classe através da substituição processual. de trabalhadores e de empregadores. VII). A lei determina que só será autorizado o início da paralisação se a negociação entre as partes tiver sido frustrada. 37. Deve ser promovido em conjunto pelas partes interessadas (EC nº 45/2004). É a abstenção pacífica da obrigação contratual. A greve é um direito. A greve é um ato sindical. e o MPT não podem promover a revisão ex officio. envolve um grupo de pessoas. 616. Aplica-se a CLT e subsidiariamente o CPC. 114 da CF e art. não pressupõe a paralisação de todos os trabalhadores. atuando originariamente. A competência para decidir os processos coletivos é dos órgãos jurisdicionais da segunda instância. Prazo para ajuizamento é de 60 (sessenta) dias anteriores ao termo final do instrumento normativo vigente (art.

resolve dúvidas a respeito de normas já existentes. Aplica-se a CLT e subsidiariamente o CPC. 32 . de instrumentos de negociação coletiva. acordos e convenções coletivas. Portanto. de disposições legais particulares de categoria profissional ou econômica e de atos normativos.b) Dissídio Coletivo Jurídico _ destina-se a dirimir controvérsias sobre a interpretação de cláusulas de sentenças normativas.

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