Ortografia

A ortografia é a parte da língua responsável pela grafia correta das palavras. Essa gr afia baseia-se no padrão culto da língua. As palavras podem apresentar igualdade total ou parcial no que se refere a sua g rafia e pronúncia, mesmo tendo significados diferentes. Essas palavras são chamadas de homônimas(canto, do grego, significa ângulo / canto, do latim, significa música voc al). As palavras homônimas dividem-se em homógrafas, quando tem a mesma grafia (gost o, substantivo e gosto, 1ª pessoa do singular do verbo gostar) e homófonas, quando t em o mesmo som (paço, palácio ou passo, movimento durante o andar). Quanto à grafia correta em língua portuguesa, devem-se observar as seguintes regras: O fonema s: Escreve-se com S e não com C/Ç: as palavras substantivadas derivadas de verbos com radicais em nd, rg, rt, pel, corr e sent. Exemplos: pretender - pretensão / expandir - expansão / ascender - ascensão / inverter - inversão / aspergir aspersão / submergir - submersão / divertir - diversão / impelir - impulsivo / compelir - compulsório / repelir - repulsa / recorrer - recurso / di scorrer - discurso / sentir - sensível / consentir - consensual Escreve-se com SS e não com C e Ç: os nomes derivados dos verbos cujos radicais terminem em gred, ced, prim ou com verbos terminados por tir ou meter Exemplos: agredir - agressivo / imprimir - impressão / admitir - admissão / ceder cessão / exceder - excesso / percutir - percussão / regredir - regressão / oprimir - o pressão / comprometer - compromisso / submeter - submissão quando o prefixo termina com vogal que se junta com a palavra iniciada por s Exemplos: a + simétrico - assimétrico / re + surgir - ressurgir no pretérito imperfeito simples do subjuntivo Exemplos: ficasse, falasse Escreve-se com C ou Ç e não com S e SS: os vocábulos de origem árabe: Exemplos: cetim, açucena, açúcar os vocábulos de origem tupi, africana ou exótica Exemplos: cipó, Juçara, caçula, cachaça, cacique os sufixos aça, aço, ação, çar, ecer, iça, nça, uça, uçu. Exemplos: barcaça, ricaço, aguçar, empalidecer, carniça, caniço, esperança, carapuça, dentu nomes derivados do verbo ter. Exemplos: abster - abstenção / deter - detenção / ater - atenção / reter - retenção após ditongos Exemplos: foice, coice, traição palavras derivadas de outras terminadas em te, to(r) Exemplos: marte - marciano / infrator - infração / absorto - absorção O fonema z: Escreve-se com S e não com Z: os sufixos: ês, esa, esia, e isa, quando o radical é substantivo, ou em gentílicos e tít ulos nobiliárquicos. Exemplos: freguês, freguesa, freguesia, poetisa, baronesa, princesa, etc. os sufixos gregos: ase, ese, ise e ose. Exemplos: catequese, metamorfose. as formas verbais pôr e querer. Exemplos: pôs, pus, quisera, quis, quiseste. nomes derivados de verbos com radicais terminados em d. Exemplos: aludir - alusão / decidir - decisão / empreender - empresa / difundir - di fusão os diminutivos cujos radicais terminam com s Exemplos: Luís - Luisinho / Rosa - Rosinha / lápis - lapisinho após ditongos Exemplos: coisa, pausa, pouso em verbos derivados de nomes cujo radical termina com s. Exemplos: anális(e) + ar - analisar / pesquis(a) + ar - pesquisar

Escreve-se com Z e não com S: os sufixos ez e eza das palavras derivadas de adjetivo Exemplos: macio - maciez / rico - riqueza os sufixos izar (desde que o radical da palavra de origem não termine com s) Exemplos: final - finalizar / concreto - concretizar como consoante de ligação se o radical não terminar com s. Exemplos: pé + inho - pezinho / café + al - cafezal ≠ lápis + inho - lapisinho O fonema j: Escreve-se com G e não com J: as palavras de origem grega ou árabe Exemplos: tigela, girafa, gesso. estrangeirismo, cuja letra G é originária. Exemplos: sargento, gim. as terminações: agem, igem, ugem, ege, oge (com poucas exceções) Exemplos: imagem, vertigem, penugem, bege, foge. Observação Exceção: pajem as terminações: ágio, égio, ígio, ógio, ugio. Exemplos: sufrágio, sortilégio, litígio, relógio, refúgio. os verbos terminados em ger e gir. Exemplos: eleger, mugir. depois da letra "r" com poucas exceções. Exemplos: emergir, surgir. depois da letra a, desde que não seja radical terminado com j. Exemplos: ágil, agente. Escreve-se com J e não com G: as palavras de origem latinas Exemplos: jeito, majestade, hoje. as palavras de origem árabe, africana ou exótica. Exemplos: alforje, jibóia, manjerona. as palavras terminada com aje. Exemplos: laje, ultraje O fonema ch: Escreve-se com X e não com CH: as palavras de origem tupi, africana ou exótica. Exemplo: abacaxi, muxoxo, xucro. as palavras de origem inglesa (sh) e espanhola (J). Exemplos: xampu, lagartixa. depois de ditongo. Exemplos: frouxo, feixe. depois de en. Exemplos: enxurrada, enxoval Observação: Exceção: quando a palavra de origem não derive de outra iniciada com ch - Cheio - (enc hente) Escreve-se com CH e não com X: as palavras de origem estrangeira Exemplos: chave, chumbo, chassi, mochila, espadachim, chope, sanduíche, salsicha. As letras e e i: os ditongos nasais são escritos com e: mãe, põem. Com i, só o ditongo interno cãibra. os verbos que apresentam infinitivo em -oar, -uar são escritos com e: caçoe, tumultu e. Escrevemos com i, os verbos com infinitivo em -air, -oer e -uir: trai, dói, pos sui. atenção para as palavras que mudam de sentido quando substituímos a grafia e pela graf ia i: área (superfície), ária (melodia) / delatar (denunciar), dilatar (expandir) / em ergir (vir à tona), imergir (mergulhar) / peão (de estância, que anda a pé), pião (brinque do). Acentuação gráfica

A acentuação gráfica consiste na aplicação de certos sinais escritos sobre determinadas le tras para representar o que foi estipulado pelas regras de acentuação do idioma. Ent re estes sinais estão os diversos acentos gráficos, além do restante dos diacríticos, co mo o trema, por exemplo. Acentos gráficos e diacríticos

o acento agudo ( ´ ) - colocado sobre as letras a, i, u e sobre o e do grupo em, i ndica que essas letras representam as vogais tónicas / tônicas da palavra: carcará, caí, armazém. Sobre as letras e e o, indica, além de tonicidade, timbre aberto: lépido, céu, léxico. o acento circunflexo ( ^ ) - colocado sobre as letras a, e e o, indica, além de to nicidade, timbre fechado: lâmpada, pêssego, supôs, Atlântico. o til ( ~ ) - indica que as letras a e o representam vogais nasais: alemã, órgão, portão , expõe, corações, ímã. o acento grave ( ` ) - indica a ocorrência da fusão da preposição a com os artigos a e a s, com os pronomes demonstrativos a e as e com a letra a inicial dos pronomes aq uele,aquela, aqueles, aquelas, aquilo: à, às, àquele, àquilo. OBS: Quando seguidas de m ou n, as letras a, e, o representam vogais nasais, com ummente/comumente fechadas, recebem acento circunflexo, e não agudo. Ex: câmara, ânus. A única exceção ocorre nas terminações -em, -ens em que se usa acento agudo [porém, contém rovém, parabéns], a não ser nas formas da 3ª pessoa do plural, quando passa a usar o cir cunflexo. OBS: Há palavras cujo o uso do acento agudo ou circunflexo pode ser escolhido pelo escritor como: Abdómen/Abdômen, Cómico/Cômico, Fénix/Fênix, Fónico/Fônico, Gémeo/Gêmeo, Pó co/Tônico, Vólei/Vôlei. Observação: o trema ( ¨ ) - é aplicado em palavras estrangeiras como sobrenomes, e.g. "Müller"). Regras básicas

As regras de acentuação gráfica procuram reservar os acentos para as palavras que se e nquadram nos padrões prosódicos menos comuns da língua portuguesa. Disso, resultam as seguintes regras básicas: proparoxítonas - são todas acentuadas. Têm a antepenúltima sílaba tônica e, nesse caso, é a ba que leva acento. A vogal com timbre aberto é acentuada com um acento agudo, já a com timbre fechado ou nasal é acentuada com um acento circunflexo. É o caso de: lâmpad a, relâmpago, Atlântico, trôpego, Júpiter, lúcido, ótimo, víssemos, flácido. paroxítonas - são as palavras mais numerosas da língua e justamente por isso as que re cebem menos acentos. Têm a penúltima sílaba tônica. São acentuadas as que terminam em: i, is: táxi, beribéri, lápis, grátis, júri. u, us, um, uns, on, ons: vírus, bónus / bônus, álbum, parabélum, álbuns, parabéluns, nêutro ons. l, n, r, x, ps: incrível, útil, ágil, fácil, amável, éden, hífen, pólen, éter, mártir, cará , destróier, tórax, ónix / ônix, fénix / fênix, bíceps, fórceps, Quéops. ã, ãs, ão, ãos: ímã, órfã, ímãs, órfãs, bênção, órgão, órfãos, sótãos. ditongo oral, crescente ou decrescente, seguido ou não de s: água, árduo, pónei / pônei, cá ies, mágoas, jóquei, jóqueis. oxítonas - Têm a última sílaba tônica. São acentuadas as que terminam em: a, as: Pará, vatapá, estás, irás, cajá. e, es: você, café, Urupês, jacarés. o, os: jiló, avó, avô, retrós, supôs, paletó, cipó, mocotó. em, ens: alguém, armazéns, vintém, parabéns, também, ninguém. monossílabos tónicos / tônicos - são acentuados os terminados em: a, as: pá, vá, gás, Brás, cá, má. e, es: pé, fé, mês, três, crê. o, os: só, xô, nós, pôs, nó, pó, só. ditongo - abertos tónicos / tônicos quando em palavras oxítonas éi: anéis, fiéis, papéis

éu: céu, troféu, véu ói: constrói, dói, herói hiato - i e u nas condições: sejam a segunda vogal tónica / tônica de um hiato; formem sílabas sozinhos ou com s na mesma sílaba; não sejam seguidas pelo dígrafo nh; não forem repetidas (i-i ou u-u); não sejam, quando em palavras paroxítonas, precedidas de ditongo; ex.: aí: a-í; balaústre: ba-la-ús-tre; egoísta: e-go-ís-ta; faísca: fa-ís-ca; viúvo; vi-ú-v he-ro-í-na; saída: sa-í-da; saúde: sa-ú-de. Não se acentuam as palavras oxítonas terminadas em i ou u (seguidos ou não do s). Pala vras como baú, saí, Anhagabaú, etc., são acentuadas não por serem oxítonas, mas por o ie o formarem sílabas sozinhos, num hiato. Apesar de não poder ser considerado um caso de tonicidade, coloca-se um acento gra ve (`) na crase da preposição "a" com os artigos femininos "a", "as" e com os pronom es demonstrativos "aquele", "aqueles", "aquela", "aquelas", "aquilo": à, às, àquele, àqu ilo. Acento diferencial O acento diferencial é utilizado para diferenciar palavras de grafia semelhante. É o brigatório nos seguintes casos: pôde (pret. perf. do ind. de poder) - pode (pres. do ind. de poder) pôr (verbo) - por (preposição) têm (terceira pessoa do plural do verbo ter) - tem (terceira pessoa do singular do verbo ter) Os derivados do verbo ter têm na terceira pessoa do singular um acento agudo "´", já a terceira pessoa do plural tem um acento circunflexo "^" mantém - mantêm vêm (terceira pessoa do plural do verbo vir) - vem (terceira pessoa do singular do verbo vir) Os derivados do verbo vir têm na terceira pessoa do singular um acento agudo "´", já a terceira pessoa do plural tem um acento circunflexo "^" provém - provêm Casos em que o acento diferencial é opcional: Acento diferencial do pretérito: chegámos (1ª pessoa do plural no pretérito - indicativo ) chegamos (1ª pessoa do plural no presente - indicativo) fôrma (substantivo) - forma (substantivo e verbo) Após a Reforma Ortográfica, o acento diferencial foi quase totalmente eliminado da e scrita, porém, obviamente, a pronúncia continua a mesma. Pontuação

Pontuação é o recurso que permite expressar na língua escrita um espectro de matizes rítmi cas e melódicas características da língua falada, pelo uso de um conjunto sistematizad o de sinais gráficos e não gráficos. pontuações

Existem alguns sinais . São eles: Ponto (.) — Usa-se no final do período, indicando que o sentido está completo. Também us ado nas abreviaturas (Dr., Exa., Sr.). Exemplo: Ele foi ao médico e levou uma injeção. Vírgula (,) — Marca uma pequena pausa no texto escrito, nem sempre correspondente às p ausas (mais arbitrárias) do texto falado. É usada como marca de separação para: o aposto ; o vocativo; o atributo; os elementos de um sintagma não ligados pelas conjunções e, ou, nem; as orações coordenadas assindéticas (não ligadas por conjunções); as orações relat as orações intercaladas; as orações subordinadas e as adversativas introduzidas por mas , contudo, todavia, entretanto e porém. Deve-se evitar o uso desnecessário da vírgula, pois ela dificulta a leitura do texto. Por outro lado, ela não deve ser esquecida

como numa longa pausa dentro da mesma oração. como o francês Henri Meschonnic. indicando que o sentido da o ração ficou incompleto. Travessão (—) — Marca: o início e o fim das falas em um diálogo. muitos poetas como G illaume Apollinaire. concordância verbal e nominal. predicados. Meia‐risca (–) — Separa extremidades de intervalos. Ponto de exclamação (!) — Usa-se no final de qualquer frase que exprime sentimentos. um esclarecimento ou uma síntese. advérbios. também para separar frases subordinadas dependentes de uma subordinante. ironia. Ponto e vírgula (. um pouco além do ponto em que começam as outras linhas. Colchetes ([]) — utilizados na linguagem científica. Com base nesta deformação rítmica produzida pelo uso lógico da pontuação. emprego de pronomes. É usado em frases constituídas por várias orações.. Representa uma pausa mais longa que a vírgula e m ais breve que o ponto. algumas das quai s já contêm uma ou mais vírgulas. Morfossintaxe Morfossintaxe é a apreciação conjunta da classificação morfológica e da função sintática da ras nas orações. A morfossintaxe então é a união dos dois contextos de estudo da língua portuguesa.quando obrigatória. adjetivos. não por seu s elementos rítmicos e melódicos. como substituição da vírgula na separação da oração coordenada adversati da oração principal. termos da oração. há con tinuidade do pensamento anterior. ou seja. dor. No primeiro caso. e gesticulava. tendo tal uso origem no chamado Cartesianismo. artigos. Também usa do para substituir os parênteses. tende a organizar logicamente o texto. para distinguir cada um d os interlocutores. relação entre as pal avras.   .uma vez que a oração foi fechada com um sentido vago proposital e outra será iniciada à parte. Dois pontos (:) — Marcam uma pausa para anunciar uma citação. como usada atualmente. pronomes. as sínteses no final de um texto. para realçar palavra ou expressão. Reticências (…) — Podem marcar uma interrupção de pensamento. Barra (/) — aplicada nas abreviações das datas e em algumas abreviaturas. as orações intercaladas.) — Sinal intermediário entre o ponto e a vírgula.. depois da qual o sentido será compl etado. Não se fazem mais daqueles. Asterisco (*) — empregado para chamar a atenção do leitor para alguma nota (observação).. Trata de classe das palavras. a formação das palavras. consideram que a pontuação. falava em voz alta. Dentro da morfologia estão ve rbos.. Parágrafo — Constitui cada uma das secções de frases de um escritor. Foi então que Manoel retornou. que indica que o se ntido da frase será complementado. adjuntos adnomiais. surpresa e estados de espírito.. e moções. "Morfo" provém de forma. objetos direto e indireto. Parênteses ( ( ) ) — Marcam uma observação ou informação acessória intercalada no texto. oração e período. mas com um discurso bastante diferente! Aspas (“ ”) — Usam-se para delimitar citações. a sequência virá em maiúscula -. Exemplo: Andava pelos cantos. como era verde o meu jardim. classificação de vozes do verbo e colocação de pronome. para referir títulos de obras. Ponto de interrogação (?) — Usa-se no final de uma frase interrogativa direta e indica uma pergunta. começa por letra maiús ula. Allen Ginsberg e o próprio Meschonnic aboliram a pontuação em sua escrita poética. uma enumeração. "Sintaxe" estuda os termos acessórios como os sujeitos.. ou uma introdução de suspense. uma fala. No segundo caso. ria e roía as unh as. Exemplos: Ah. Hífen (−) — usado para ligar elementos de palavras compostas e para unir pronomes átonos a verbos ( menor do que a Meia−Risca ) Exemplo: guarda roupa Críticas ao uso comum da pontuação Teóricos da linguagem contemporâneos. o qu e acarreta o uso normal de minúscula para continuar a oração.

il (átono). uma . Falei com o médico. Os artigos indefinidos (um. agora sem a presença do "l". as). de acordo com a et imologia da palavra. imperativo Número singular e plural Geralmente. Ex: Rua (singular) Bonito (singular) Professor (singular) Exemplar (singular) Ruas (Plural) Bonitos (Plural) Professores (Plural) Exemplares (Plural) As palavras terminadas em al. uis. Uns garotos faziam barulho na rua. uns. No entanto. interlocutor Gênero: masculino e feminino Aspecto: concluso ou incorreto Tempo: passado. Já encontramos os livros perdidos. reflexiva Pessoa: falante. passiva. ul formam o pluaral acresce ntando ais. de modo geral. impr eciso. presente. a. Os artigos definidos (o. ães ou ões. conhecidos da pessoa que fala ou escreve. deve se acrescentar um s à forma singular que termina em vogal. podendo se combin r com algumas preposições. Ex: Oficial (singular) Anel (singular) Réptil (singular) Lençol (singular) Azul (singular) Oficiais (Plural) Anéis (Plural) Répteis (Plural) Lençóis (Plural) Azuis (Plural) il (tónico) mudam o l pelo s. referente. el. Ex: mão (singular) pão (singular) leão (singular) Artigo (gramática) mãos (Plural) pães (Plural) leões (Plural) Artigos são palavras que precedem os substantivos para determiná los ou indeterminá lo s. Os artigos definidos são "declináveis" (não é uma declinação verdadeira). ois. Ardis (Plural) Ex: Ardil (singular) O plural dos nomes terminados em ão pode fazer se de três modos.Flexões do Verbo: Numero: singular e plural Voz: ativa. para formar o plural de uma palavra. em ãos. indicam seres determinado s. subjuntivo. ol. Uma pessoa lhe telefonou. futuro Modo: indicativo. umas) indicam os seres de modo vago. n este caso acrescenta se es. os. formando os seguintes casos:                     Os nomes terminados em                         . eis. se a palavra termina em consoante.

7. 2. das (preposição "de") Locativo: no. pelas (preposição "por") Comitativo: co. para palavras iniciadas em "s" . pela. dumas (preposição "de") Locativo: num. (cada. "an" se começa por um som vocálico). nas (preposição "em") Dativo: ao. e "il" para os demais casos (plural: "i"). duns. pelos. aos. os Andes. numa. o Amazonas. O António/Antônio é bom pedreiro. outros não: ex: A Bahia. (inteira. nos. total) Toda casa deve ter segurança. existem apenas três artigos: um definido (the) e dois indefinidos ("a" se o substantivo começa por um som consonantal. O artigo indefinido pode. como jamais se viu! 6. cos. existem apenas contrações de preposições com artigos definidos masc ulinos Em italiano há dois artigos para o masculino: "lo". O homem é mortal. Em espanhol e francês.Genitivo: do. duma. Muitos nomes próprios de lugares admitem o artigo. pode indicar toda a espécie: ex: A águia enxerga das alturas. no singular. coas (preposição "com") Algumas preposições também se ligam aos artigos indefinidos: Genitivo: dum. quando isso aconteceu. O artigo indefinido pode realçar (dar intensidade a) uma ideia: ex: Ele falava com uma segurança que impressionava a todos! Era uma euforia. Santa Catarina. numas (preposição "em") Observações sobre alguns empregos dos artigos IMPORTANTE:Artigo:interpretação ou opinião. A sua intenção era das melhores. O artigo definido. 4. Com o numeral ambos (ambas) usa se o artigo: ex: Ambas as partes chegaram a um acordo. Para o   . O p ronome indefinido "some" também é reconhecido como artigo indefinido pela gramática in glesa. nuns. uma festa. da. coa. (ambas não são iguais) Artigos em outros idiomas Em inglês. se vier ou não acompanhada de artigo: ex: Toda a casa ficou alagada. dar ideia de aproximação: ex: Eu devia ter uns quinze anos. 3.assinado pelo autor do jornal!!! 1. Goiás. É facultativo (opcional) o uso do artigo com os pronomes possessivos: ex: Sua intenção era das melhores. completa. "z" ou "gn" (plural: "gli"). Os nomes próprios podem vir com artigo: ex: Os Oliveiras vêm jantar conosco. na. qualquer) 8. A palavra todo(a) pode variar do sentido. dos. também. à. 5. às (preposição "a") Ablativo: pelo.

número e grau. O artigo. o substantivo pode ser classificado em: Primitivo.: flor. e a forma indefinida é representada por pronomes indefinidos. o artigo pode indicar também certa familiaridade. mas "a casa preta" se diz "det svarta huset". cada número e cada caso. Para definir um substantivo. mas substantivos (que são substantiv os em sua essência) não precisam necessariamente ser precedidos por artigos. lugares. O nominativo é "hus" Em finlandês não existe artigo. transforma a em sub stantivo Substantivo Substantivo é toda a palavra que é determinada por um artigo. ferro. pronome ou numeral. pronome ou numeral. Quanto à existência de radical. enquanto al baitu significa "a casa". que é prefi minação un. enquanto "pöydälla on kukka" significa "existe uma flor em cima da mesa" (o nominativo de "mesa" é "pöydä"). cujos.feminino só existe o artigo "la" (plural: "le"). basta precedê lo de um artigo. usa se tanto o artigo definido xado ao substantivo que se deseja definir. derivado. Os artigos se combinam com várias preposições e são declináveis em seis casos: nominativo. estas categorias criadas pelas gramáticas para tentar normatizar/des crever as línguas não dão conta de explicar todos os fenômenos lingüísticos possíveis.. "della". quanto a terminação u. não há artigo indefinido. genitivo. Nas línguas eslavas não existem artigos com exceção de búlgaro e macedônio com artigos posp stos. De acordo com a gramática portuguesa. maçã.. relacionando se a ela. há dois artigos definidos: "den" (para o gênero comum) e "det" (para o gêner o neutro). simples e composto: Primitivo: palavras que não derivam de outras. partitivo. Assim: Assisti ao filme cujo título me parecia estranho. sentimentos e outros. metal. Muitas vezes. Em alemão. Art igos sempre precedem palavras substantivadas. objeto s. Observações De acordo com a gramática normativa do português. Deste modo: Est ou em casa. diferentemente do que acontece em português. O genitivo ("del". A forma definida é representada pelo substantivo solto. Em a ns casos. Ex. os substantivos recebem a ter al. Em árabe. e "terra". uva. Por ex:baitun sign ifica "(uma) casa". diante de qualquer palavra. Por exemplo: "kukka on pöydallä" significa "a flor está sobre a mesa". Em sueco. A flexão de caso. Ex: "Lucas é um apresent ador de TV" e "O Lucas é meu amigo desde a quarta série". não se usa artigo depois da palavra "cujo" e suas derivações (cuja. dativo. quando entendida como o próprio lar. Classificação Quanto à formação Dá se o nome de substantivo a todas as palavras que nomeiam seres. Em latim não existe artigo. jardim. ou seja. não resulta da contração com preposiçõe . na forma indefinida. um substantivo dá nome aos seres em geral e po de variar em gênero. leite. co mitativo e superessivo. cobre. go iaba. cujas). exceto quando especificadas. Para transformar uma palavra de outra classe gramatical em um substantivo. Estou na casa de uma amiga. ou modificada por um adjetivo.             . por exemplo: "a casa" se diz apenas "huset". Não se usa artigo também antes da palavra "casa". "dello") também serve como art igo indefinido. A forma definida e a forma indefinida são determinadas pela posição das palavras na frase. fixado no final do substantivo. Exemplo: "O não é uma palavra dura". grego existe um artigo para cada gênero. no sentido de chão firme. pedra. mas só aparecem quando o substantivo está acompanhado de algum adjunto ad nominal. O romeno é a única língua românica que dispõe do artigo definido enclítico.

: casa. Substantivos heterônimos: apresentam radicais distintos e dispensam artigo ou flexão para indicar gênero. a crescentando as palavras macho e fêmea. pé de moleque. traidor traidora. ou seja. Uma "turma" é um conjunto de estudantes. Todos os substantivos que não são próprios podem ser chamados de substantivos comuns. aluno aluna. o indivíduo (não exi stem formas como "o criança". b ispo episcopisa. Também podem ser concretos os substantivos que nomeiam divindades (Deus. Exemplos: a criança. jornal ista(jornal). nem palavras como "crianço" ou "indivídua") . vale ressaltar que não se trata necessariamente de quaisquer s eres daquela espécie. [editar]Flexão do substantivo [editar]Quanto ao gênero Os substantivos flexionam se nos gêneros masculino e feminino e quanto às formas. os instrumentistas estão executando a mesma peça musical ao m esmo tempo. Brasil. No entanto. duende). cuja existência está vinculada a alguém ou a al guma outra coisa.. o jacaré macho o jacaré fêmea. "a indivíduo". sendo grafado sempre com letra maiúscula. Ex. pode ser classificado em: Simples: tem apenas um radical. cad eira. Quanto ao tipo Quando se referir a especificação dos seres. apresentam duas formas uma para o feminino e outra para o masculino. Ex. não se tem uma turma. mas uma pilha de livros desordenada não é uma biblioteca.. os estudantes assistem simultaneamente à mesma aula. gato gata. Exemplos: arlequim colombina.: João. bode cabra. Exemp los: menino menina. couve flor.: pedreiro(pedra).. Rio d e Janeiro. e são invariáveis no artigo precedente. Abstrato: designa ideias ou conceitos. girassol.: água. Eles possuem alguma ação ou característica em comum em relação ao grupo. ovelha carneiro. Alguns exemplos: Uma biblioteca é um conjunto de livros.. O substantivo que dá origem ao d erivado (substantivo primitivo) é denominado radical. acrescenta se à terminação em n.: justiça. Quanto ao número de radicais. amor. Exemplos: a onça macho a onça fêmea. são sempre considera dos como seres com vida própria. couve. um jovem uma jovem. Nos substantivos simples. a foca macho a foca fêmea.: água de cheiro. para distinção do sexo do animal. Substantivos uniformes: apresentam a mesma forma para os dois gêneros. trabalho. homúnculo. Ex. Japão. al mas) e seres fantásticos (fada. Uma orquestra ou banda é um conjunto de instrumentistas. guarda chuva. pois. Comuns de dois gêneros: o gênero é indicado pelo artigo precedente. cachorro quente. Maria. A biblioteca discrimina o gênero dos livros e os acomoda em prateleira s. la nça perfume. mas nem todo conjunto de músicos ou instrumentistas pode ser classificado como uma orquestra ou banda. Na turma. vogal                                                     . gatarrão. arcebispo arquiepiscopisa. Composto: tem dois ou mais radicais. Ex. Coletivo: um substantivo coletivo designa um nome singular dado a um conjunto de seres. mas se juntarem num mesmo alojamento os e studantes de várias carreiras e várias universidades numa sala. Sobrecomuns: invariáveis no artigo precedente. Próprio: denota um elemento individual que tenha um nome próprio dentro de um conjun to. podendo ser classificados em: Epicenos: referem se a animais ou plantas. sol . Exemplos: o dentis ta a dentista. pode ser classificado em: Concreto: designa seres que existem ou que podem existir por si só.Derivado: vem de outra palavra existente na língua. existentes ou não. Ex. Ex. Bahia. [editar]Quanto ao número Os substantivos apresentam singular e plural. etc. Em u ma orquestra ou banda. o imigrante italiano a imigrante italia na. anjos. para formar o plural. po dem ser: Substantivos biformes: apresentam duas formas originadas do mesmo radical.

pingue pongues). esses adjetivos assim chamamos de analític o. numeral + substantivo (Quintas feiras). ou ãos. e z. vidro/vidrinho/vidraça. expressando uma idéia de fim ( canetas ti nteiro. "mol" (mols). sofás cama). as terminações em s. cão/cãozinho/canzarrão. trocam o l por is. Os substantivos compostos São aqueles que tem dois radicais se os elementos são ligados por preposição. livreco). quando se trata de nome de oracões (pai nossos). Os substantiv uem três graus. povo/ povos. o aumentativo. el. é trocado o l po r is (quando oxítono) ou o il por eis (quando paroxítono). que imitam sons(toc tocs). também aria apenas o primeiro elemento caso o segundo termo indique finalidade ou semel hança deste (navios escola. a ter minação emão. "gol" (gols). o desprezo ou um sentido pejorativo (no aumentativo sintético: gen talha. ães. gato pequeno. quando o segundo nome limita o primeiro. só o segundo elemento varia (tico ticos. casa grande) Neste caso grande e pequeno são os adjetivos. ol. muro/mureta/muralha. ex alunos). quando se trata de palavras anomatopaicas. Sintético: modifica o substantivo através de sufixos que podem representar além de aum ento ou diminuição. casa/casinha/casarão. dando uma ideia de tamanho nos substantivos. beiçorra). papel/papelzinho/papelão. quando há verbo + substantivo (arranha céus). nos demais casos. terminações em al. por ões. quando sao palavras repetidas (quero queros). Flexiona se apenas o segundo elemento: quanto há adjetivos + adjetivos (econômico financeiros.                                                       . o diminutivo e o neutro que são formados por dois pro cessos: Analítico: o substantivo é modificado por adjetivos que indicam sua proporção (rato gran de. Ex: Concordo com você em gênero e número. por es. adjetivos e numerais variam (couves flores. [editar]Quanto ao grau Ps: Grau não é Flexão. somente os elementos originariamente substantivos. bigode/bigodinho/bigodaço. carro/carrinho/carrão. homem/homenzinho/homenzarrão. terminação em il. bem amados. Ex: elétron/ elétrons. se os elementos são formados por palavras repetidas ou por onomatopeia. o afeto ou sentido pejorativo (no diminutivo sintético: filhinho. pedra/pedrinha/pedrona. só o primeiro varia (mulas sem cabeça). Resumindo flexiona se apenas o primeiro elemento: quando as duas palavras são ligadas por preposições. lápis/lapisinho/lapisão. com as seguintes exceções: "mal" (m ales). substantivo + adjetivo (guardas noturnos). quando a primeira palavra é invariável (guarda roupas). terminações em x s s. livro/livrinho/livrão. amores perfeitos. rocha/rochinha/rochedo. cárie/ cáries. gato/gatinho/gatão. sapo/sapinho/sapão. caixa/ caixas. canetas tinteiro).ou ditongo o s. "cônsul" (cônsules). é derivação. Exemplos de diminutivos e aumentativos sintéticos: sapato/sapatinho/sapatão. ul. luso brasileiros). adjetivo + substantivo (livres pensadores). guardas noturnos. r. boca/boquinha/bocarra. Flexionam se os dois elementos quando há: substantivo + substantivo (cirurgiões dentistas).

eia! Aprovação: bravo!. calada!. nossa! (francês: oh lala) Impaciência: hum!. firme!. iupi! Saudação: oi!. força!. psiu! (bem demorado). viva!. socorro! k) estímulo: ânimo!. uh!. psiu!. horra!. que medo!. vamos! g) apelo: alô!. upa!. fiufiu!. barbaridade!. eh!. ui!.Interjeição As interjeições são palavras invariáveis que exprimem estados emocionais. putz!. rua!. ih!. olá!. fogo!. fora!. olá!. socorro!. puxa!. opa!. Seg ue alguns exemplos para cada emoção: Alegria: oba!. Quan do a interjeição é expressada com mais de um vocábulo. ai de mim! p) dúvida: hum! Hem! q) cessação: basta!. viva!. que bom!. diabo!. também! f) animação: coragem!. eia!. quem me dera!. oh!. hei!. adiante!. ui!. m uito bem!. hum!. oxalá!. bem!. ó! h) aplauso: bis!. terremoto!. raios!.         . chi!. valha me Deus!. nossa!. ué!. alô! Alívio: ufa!. hi!. ué!. eta!. salve!. uf!. roda!. olá! s) espanto: uai!. avante!. obrigado!. gol!. bai bai!. socorro! Outros exemplos que não representam emoções: Ordem: silêncio! alto! basta! chega! quietos! Derivados do inglês: yes! ok! Os principais tipos de interjeição são aqueles que exprimem: a) afugentamento: arreda!. alto lá!. avante!. pst!. v amos! l) desculpa: perdão! m) desejo: oh!. tomara! . barrabás!. olá!. upa!. pudera! Dor: ai! ui! admiração: ah!. eia!. ô. cruzes!. parabéns! i) agradecimento: graças a Deus!. barbaridade! z) interrogação: hei!… desapontamento: puxa! A compreensão de uma interjeição depende da análise do contexto em que ela aparece. pudera!. sai!. olá!. adeus!. ô! Medo: credo!. tchau! o) dor: ai!. adeus!. ora viva!. viva!. xi!. cruzes! uh!. avante!. raios! u) saudação: ave!. menino Jesus! t) impaciência: arre!. toca!. psit! x) suspensão: alto!. salve!. caracterizando se como uma estrutura à parte. uau!. caramba!. queira Deus!. Fogo! d) admiração: puxa! e) alívio: ufa!. gente !. coragem!. lhe permitem a adoção de um comportamento que pode dispe nsar estruturas linguísticas mais elaboradas. muito bem! Desejo: tomara!. toca!. estímulo: coragem!. MASPOXAVIDA!. v) saudade: ah!. ei!. ah!. xô pra lá! b) alegria ou admiração: oh!. pô! Invocação: alô!. obrigada!. puxa!. caramba!. xalá head xala não importa o que aconteça tenha a força com você!. passa!. poxa!. ali!. olé!. Vir gem!. arre!. recebe o nome de locução interjetiva Ora bolas!. agradecido! j) chamamento: Alô!. ah!. cruz credo!. bis!. hurra!. xô!. para! r) invocação: alô!. queira deus!. ou até mesmo servem como auxiliadoras expressivas para o interlocutor. Não desempenha função sintática. olá!. oh!. vamos!. meu Deus!. uai!. alto lá! y) terror: credo!. ui!. psiu!. puxa!. silêncio!. ainda bem!. eh! . olá!. olha!. eia! c) advertência: alerta!. uhu!. calma!. As interjeições podem ser classificadas de acordo com o sentimento que traduzem. oh!. uh!. firme!. ih!. Jesus!. quê!. oh!. arre! Animação. isso!. viva!. já que. se Deus quiser! Macacos me mordam! A interjeição é considerada palavra frase. ou mais abrang ente: sensações e estados de espírito. bravo!. ah!. caraca!. até logo!. viva!. apoiado!. hem!. céus!. eba!. cuidado!. oh! w) silêncio: psiu!. hup!. n) despedida: adeus!.

per. Exemplos: Eram afáveis para com os amigos. até.Preposição PREPOSIÇÃO "classe gramatical" Definição: Preposição é a palavra invariável que liga dois t da oração. acerca de. através de. a fim de. sem.. de acordo com. de. por entre. por. perto de. entre. em vez de. sobre. com. ao lado de. ante. trás. para. Locução prepositiva Definição: damos o nome de locução prepositiva ao conjunto de duas ou mais palavras com o conjunto de preposição: abaixo de. Exemplo: Gostava de flores. embora não sejam efetivamente preposições. contra. em frente a. salvo. a proposta estava de acordo com o pedido.. para com. perante. em. Acidentais São palavras que. embaixo de. apesar de. podem funcionar como tal. após. exceto. junto de. sob. Moravam em Paris. Essenciais São aquelas que sempre funcionam como preposição: a. É um filme impróprio para menores. desde. Classificação das preposições: As preposições se classificam em essenciais e acidentais. subordinando um ao outro. P odemos destacar dentre elas: afora. durante. É um problema fácil de resolver. consoante. conforme. Emprego das preposições .

contudo. ou.apesar de. (companhia) Vivia sem dinheiro. (modo) Usava um chapéu de palha. (finalidade) Morava em uma praia distante. Apesar de ser uma classe de palavras com muitas classificações. São exemplos de locuções conjuntivas: à medida que. Ex2: Todos aqui estão contentes e despreocupados. como também. contudo. (assunto) Conjunção Conjunção é uma das dez classes de palavras definidas pela gramática. e tabelecendo entre eles uma relação de dependência ou de simples coordenação. Ex: Comi e fiquei satisfeita. porém. Ex3: João acordou e mutilou todos os seus inimigos. mas. Adversativas Indicam uma relação de oposição bem como de contraste ou compensação entre as unidades liga as. (matéria) O carro de Paulo é antigo. não obstante. são chamadas de conjunções subordinativas.São elas: e. ou seja. (origem) Saiu com os amigos. são ditas co njunções coordenativas. As conjunções são classificadas de acordo a relação de dependência sintática dos termos que gam. (lugar) Morreu de fome. expressam uma relação de alternância. As conjunções são pal as invariáveis que servem para conectar orações ou dois termos de mesma função sintática. Exemplos: Chegou de ônibus. quando. Ex4: O acontecimento não foi bom nem ruim. no entanto. são poucas as conjunções p ropriamente ditas existentes. Alternativas ou disjuntivas Como o seu nome indica. São exemplos de conjunções: portanto. aquilo). São elas: mas. Ex: O carro bateu. nem. todavia.conforme. mas. (falta ou ausência) Discursava para convencer. nem. A maioria delas são na verdade locuções conjuntivas (mai s de uma palavra com a função de conjunção) ou palavras de outras classes gramaticais qu e às vezes exercem a função de conjunção em um período. contudo. Se conectarem orações ou termos pertencentes a um mesmo nível sintático. seja. palavras que funcionam somente como conjunção) sã as seguintes: e. (posse) Conversavam sobre futebol. embora. etc. As conjunções ditas "essenciais" (isto é. nem.pois. mas também.entretanto. apesar e como. Antes dos nexos adversativos a vírgula é obrigatória. todavia. ora. seja por incompatibilida     . mas ninguém se feriu. As conjunções coordenativas são conhecidas por:Coordenativas Aditivas Indicam uma relação de adição à frase.As preposições podem estabelecer variadas relações entre os termos que ligam. Também pode gerar um sentido de consequência a algo dito anteriormente. pois. todavia. se. logo. bem como e etc. porém. a fim de que. Quando conectam duas orações que apresentem diferentes níveis sintáticos. ora. quer. como. além de (d isto. uma o ração é um membro sintático da outra. Quando duas ou mais palavras exercem função de conjunção dá se lhes o nome de locução conju va. porque. (meio) Voltou de Pernambuco. senão. p ortanto. porque. que. entretanto. e. quanto (depois de tanto). entret anto. porém.

pode expressar semelhança ou grau de superioridade). Concessiva           . p or isso. Ex. que nem (dependendo da frase. (Não sei isto. Um período formado por conjunções subordinadas que não con as tais conjunções é chamado de: oração principal.. São elas: que. espesso e arrepiado que nem vassoura usada. visto que.) Espero que você não demore. como se. assim como. Dona Luísa fora para lá porque estava só. uma vez que. já que. (tanto) quanto. usa se que. ou. logo ficou embriagado. As conjunções subordinativas integrantes são que e se.já. Indica comparação entre dois membros. Quando o verbo exprime uma certeza. Observação: Uma forma de identificar o se e o que como conjunções integrantes é substituí l s por "isso".. complemento nominal (nos três últimos casos pode haver uma preposição anteposta a conjunção) de outra o ação. portanto. Inicia uma oração subordinada denotadora de causa. então. Uma vez que uma oração é um membro sin o de outra. etc. (Afirmo isto. entre outros. como. Espero que você não demore.ou. Conclusivas Indicam relação de conclusão.[1][2] Ex: Ele bebeu bem mais do que poderia. bem como. Introduzem uma oração (chamada de substantiva) que pode funcionar como sujeito. Como o calor estivesse forte.. esta oração pode exercer funções diversas. Exemplo: Afirmo que sou inteligente. usa se "se".de dos termos ligados ou por equivalência dos mesmos. ou eu.: Ou ela.) Não sei se existe ou se dói. Explicativas Expressam a relação de explicação. Não sei se existe ou se dói. aproximou se da lareira. se. co mo.. visto como. Era mais alta do que baixa. correspondendo um tipo específico d e conjunção para cada uma delas. porquanto. Afirmo que sou inteligente. O bigode do seu Leocádio era amarelo. razão ou motivo. predicativo. porquanto.o ra... que. Causal porque. por conseguinte. porque. Iniciam uma oração que contém o segundo membro de uma comparação. Ex: Ele não entra porque está sem tempo. objeto indireto. por isso que. quando não. (tal) qual. O menino está tão confuso quanto o irmão. Integrantes que. agente da passiva. etc. pois anteposta ao verbo). (mais/menos/maior/menor/melhor/pior) do que.. pois. Pedro se levantou como se tivesse levado uma chicotada. "isto" ou "aquilo". Subordinativas As conjunções subordinativas ligam uma oração de nível sintático inferior (oração subordina uma de nível sintático superior (oração principal). obje to direto.) As adverbiais podem ser classificadas de acordo com o valor semântico que possuem. por isto. pois que. (Espero isto. etc. assim.quer. já. São elas: pois (posposta ao verbo). Como o frio era grande. aposto.quer. Nesse instante. Comparativa que. ora. pusemo nos a andar pelo Passeio Público.. São elas: ou. logo.

que. não obstante etc.embora. Tal foi a conclusão de Aires. todas as vezes que. elevava se igualmente o dia nos ares. desde que. de forma que. sem que. tanto. desde que . ao passo que. logo que. apenas. (Machado de Assis) Consecutiva que (combinada com uma das palavras tal. quando. Cristo nasceu para todos. segundo. bem que.e.") e muito         . quanto mais ( tanto mais). dado que. a despeito de. de modo que. Soube que tivera uma emoção tão grande que Deus quase a levou. quanto mais … (tanto menos). nada disso teria acontecido. cada qual como o merece. Fiz lhe sinal que se calasse. consoante etc. assim que. mesmo que. tão ou tamanho. quanto menos … (tanto menos). quanto mais … (menos). salvo se. a fim de que. quanto menos … (tanto mais) Iniciam uma oração subordinada em que se menciona um fato realizado ou para realizar se simultaneamente com o da oração principal. como. et c. à proporção que. Caso estivesse por perto. segundo se lê no Memorial. que [= desde que]. quanto mais … (mais). quando vens. cada vez que. É todo graça. se be m que. ainda que. etc.o objetivo da oração principal Aqui vai o livro para que o leia. muito embora. a menos que. sempre que. nem que. Ao passo que nos elevávamos. Pouco demorei. presentes ou laten tes na oração anterior). enquanto. Inicia uma oração subordinada em que se admite um fato contrário à ação proposta pela oraçã ncipal. embora as pernas não ajudem. Implicou comigo assim que me viu. não demora. O preço do leite aumenta à proporção que esse alimento falta no mercado. de sorte que Iniciam uma oração na qual se indica a consequência. Chegue mais cedo a fim de que possamos conversar. Iniciam uma oração subordinada em que se indica uma hipótese ou uma condição necessária par que seja realizado ou não o fato principal.. Tudo isso vou escrevendo enquanto entramos no Ano Novo. Temporal quando. Proporcional à medida que. de maneira que. apesar de que. Seria mais poeta. porque [para que]. quanto menos … (mais). mal. Conformativa conforme. Falou tanto na reunião que ficou rouco Tamanho o labor que sentiu sede Era tal a vitória que transbordou lágrimas de emoção As palavras são todas de tal modo ou tamanho Final para que. Observações gerais Uma conjunção é na maioria das vezes precedida ou sucedida por uma vírgula (". posto que. caso. enquanto. Condicional se. conquanto. que Iniciam uma oração subordinada que indica a finalidade. quanto menos … (menos ). se fosse menos político. mas incapaz de impedi la. Inicia uma oração subordinada em que se exprime a conformidade de um pensamento com o da oração principal. Iniciam uma oração subordinada indicadora de circunstância de tempo Custas a vir e. a não ser que. contanto que.em que. conquanto muitos fossem os agrados. depois que. até que. antes que.

ao contrário dessas classes de palavras. pois apontam para algo que apenas durante o enunciado seria possível conhecer."). um pronome com dêixis situacional ap onta para um elemento que está presente para o(s) falante(s). os pronomes substantivos isto e aquilo não se refe rem aparentemente a qualquer substantivo em específico. é preciso que ela seja substituível. caracteriza o como dêixis. formulada com o verbo da oração anterior.           . Por exemplo. pela conjunção típica. diminutivos. Dêixis Ad Oculos: O dêixis ad Oculos é situacional. apontando e se referindo a outros el ementos do contexto. pois seu significado na frase ocor re de acordo com a situação ou outras palavras do contexto. Em geral. o pronome adquire sua classe de acordo com sua função na frase. inho. Seguem alguns exemplos de frases com as conjunções marcadas em negrito: "Aquele é um bom aluno. podem aparecer deslocadas. ou seja. O pronome (dêixis) divide se primeiramente em três tipos." "Marcelo pediu que trouxéssemos bebidas para a festa.íssimo. sem representar nenhuma matéria extralinguística. Veja o exemplo: "Dize me com quem andas. a substitu ição pelo tipo (conjunção típica) só é possível se forem devolvidas ao início da oração.Os pronomes constituem a classe de palavras categoremáticas. dêixis anafórica. pois se formos observar. exceto "ou". etc." "Meu pai ora me trata bem. de acordo com essa ideia d e referência. (Qual é a coisa que não sei? Se morre de amor. zão. adjetivos. que estaria presente apenas n a enunciação. Veja o exemplo: Não sei se morre de amor. Conclusiva. o "que" somente será conjunção coordenativa adit . exceto "mas".) O uso da conjunção "pois" pode a ser classificada em: Explicativa. situação." O "que" e o "se" serão integrantes se a oração por eles iniciada responder à pergunta "Q ual é a coisa que…?". A semântica caracteriza o pronome por indicar algo. e por isto os pronomes são substantivos. no que são sem elhantes aos numerais." "Dize me com quem andas. são palavras cujo significado é apenas categorial. dêixis quer dizer apontar para. A diferença entre as conjunções coordenativas explicativas e as subordinativas causais é o verbo: se este estiver no imperativo. se for substituível pela conjunção típica "e". e superlativos tais como ão. cujo primeiro el emento pode ficar subentendido. A análise de um pronome em isolado não permitiria identificar nele um significado léxico dentro de si mesmo. quando a conjunção estiver depois do verbo. ora me trata mal. quando a conjunção puder ser substituída por "uma vez que". sem mudar o sentido do p ríodo. mas sei que me faz mal. e eu te direi quem és. um pronome é uma única palavra (ou raramente uma forma mais longa) q ue funciona como um sintagma nominal completo. ou em seu exterior. para classificar uma con junção ou locução conjuntiva. portanto deverá ser aprovado." "Gosto de comer chocolate. o pronome atua na frase remete ndo a algo dentro dela. Causal. quando a conjunção estiver antes do verbo. de acordo com a coesão textual. que eu te direi quem és." Quando a banda deu seu acorde final. As adversativas. a conjunção será coordenativa explicativa: "F echa a janela." "João subiu e desceu a escada. Assim é que. dêixis ad oculos. Essencialmente. cada categoria tem uma conjunção típica. os organizadores deram início aos jogos. Todavia. ou adjuntos. dêixis catafórica. porque faz frio. Pronome Assim." As conjunções alternativas caracterizam se pela repetição.raramente é sucedida por um ponto (". Todos estes tipos indi am a condição do pronome em relação aos falantes do discurso. discurso. Neste caso. o pronome não aceita sufixos aumen tativos. É óbvio que isto é melhor que aquilo! Na frase sugerida como exemplo.

já citada anteriormente. seria um quarto tipo especial intitulado como Dêixis em Fantasma. interrogativos e relativos. faz referência ao ato de libertar o Brasil. Fá lo ei. demonstrativos (incluindo nesta classificação também o artigo defin ido de acordo com o caso). o pronome demonstrativo O remete no caso à profissão de professor do sujeito da frase. Quando ele faz referên cia a um elemento que surge explícito no enunciado. então caracteriza se como pronome substantivo ou absoluto. Na frase sugerida como exemplo. que é alvo da ação verbal. um pronome aponta para algum elemento do enunciado. e local iza este elemento (objeto substantivo) dentro do enunciado. ou mesmo que não presente dentro dele.Dêixis Anafórica: Um pronome com dêixis anafórica aponta para um elemento que foi dito a o longo da frase. Dêixis em Fantasma: Há um quarto tipo de dêixis estabelecido por K. É ainda de acordo com a semântica que os pronomes classificam se em vários tipos: pess oais. mas já não o sou agora. uma ação que é enunciada apenas após a apariçã o pronome. e que pode ser encontrado através de coesão textual. e em pes soa. Brugmann e que se encaixaria no primeiro e no terceiro tipo de dêixis. indefinidos (incluindo nesta classificação também o artigo indefinido de acordo com o caso). Fui professora durante minha juventude. 'Pronomes possessivos     Singular tu vós nos te Plural ele se se vós eles o lhe si ela os lhes ele elas a lhe eles consigo com ele com eles             Masculino . normativamente não há diferença r al. libertarei o Brasil do domínio português. ele faz referência a um elemento que não foi citado e é encaixado no lug ar dele. quando porém. Pronome Possessivo São aqueles que se referem às três pessoas do discurso. Pronomes pessoais Primeira pessoa Segunda Singular Plural Feminino Singular Plural Sujeito eu nós Objeto direto me as Objeto indireto me lhes Objeto preposicionado ela elas Comitativo comigo com ela com elas pessoa Terceira pessoa Singular Plural Reflexivo vos vos ti nos mim te nós conosco contigo convosco Tabela dos pronomes pessoais Pronome substantivo e pronome adjetivo Como já foi observado. Flexionam se em gênero e número. é mais prático ter a Dêixis em Fantasma encaixada nas outras duas categorias. concordando com o possuidor. o pronome demonstrativo O . é um pronome adjetivo ou adjunto . atribuindo lhes a posse de alg uma coisa. A dêixis em fantasma aconteceria em uma convers a hipotética em que o falante transporta o ouvinte a um cenário de fantasia e no qua l usa pronomes para apresentar ao ouvinte os supostos elementos ali dispostos. Dêixis Catafórica: A dêixis catafórica aponta para um elemento que ainda não foi citado no discurso. E mbora tenha valor dentro de uma consideração psicológica. Na frase sugerida como exemplo. concordando com a coisa possuída. possessivos.

uns. outro (outra. algumas) um (uma. e ainda o de transpositor de oração. ele tem função adjetiva ou de adjunto. umas). os mesmos. ninguém. todo (toda. nenhum (nenhuma. meu teus seus nossa vossos seus minha meus minhas tuas suas nossos nossas vossas suas Pronome Possessivo Adjetivo Como já foi observado. todos. == Pronome Indefinido ==pronomes indefinidos aqueles que se referem à pessoa da fr ase em quantidade. Masc. para um elemento anterior. certos. algumas). Af ora isto. todas). nenhumas). o pronome relativo pode apresentar dois diferentes papéis gramaticais. e é portanto um pronome possessivo substantivo ou também chamado pronome possessivo ab soluto. todas). nenhuns. certas). algum (alguma. o mesmo (a mesma. Bloquearam a página para edição. Os dois pronomes estão adjetivando o substantivo casaco. ou a um objeto que nem sequer foi citado.Um pronome indefinido pode ser variável ou invariáv el. bem como sua c lassificação. certo (certa. outras). nenhumas). ele acaba cumprindo o papel desse substantivo ausente dentro da frase. nenhuns. determinando o. outro (outra. e sse com dêixis anafórica. vários (várias). Nota: A disposição das palavras no enunciado muda o sentido do texto. "Certos objetos chegam na hora certa. Quando o pronome possessivo faz referência a um substantivo já citado. as mesmas). um (uma. ou seja. todos. O MEU é melhor que o TEU. nada. algo.Pessoa Singular Masc. Os dois pronomes estão referindo à posse de algo que não foi citado na frase e estão No lugar dele. Singular 1ª 2ª teu tua 3ª seu sua Plural 1ª nosso 2ª vosso vossa 3ª seu sua Plural Fem. cada. outrem. porém a segunda ocorrência é um adjetivo. Pronome Possessivo Substantivo Quando um pronome possessivo faz referência a um substantivo que não foi sequer enun ciado. nenhum (nenhuma. Pronomes Indefinidos Substantivos Tudo. o pronome possessivo atribui posse a alguma das pessoas do discurso. outros. alguém. vários (várias). a qual ficou incompleta. (pronome relativo a qual) Ela me mostrou uma página de usuário que estava em branco! (pronome relativo que)   . outros. Fem. algum (alguma. as mesmas). podem ser classificados de pronomes indefini dos substantivos — quando substituem nomes — ou de pronomes indefinidos adjetivos — qu ando estão antes de um nome. Pronomes Indefinidos Adjetivos Pronomes Indefinidos Adjetivos Todo (toda. alguns. indeterminada. O MEU casaco é melhor que o SEU. já citado. outras). o mesmo (a mesma. Consoante a função que desempenham. umas). atribuindo su a posse a um sujeito. uns. alguns. quando o pronome possessivo é empregue ele pode estar se referindo a um objeto que já foi citado e que por isso não precisa ser repetido. Pronome Relativo O pronome relativo é em geral um pronome de dêixis anafórica. um pronome de r etorno que está apontando para algo que já foi citado. qualquer (quaisquer). os mesmos." A primeira ocorrência da palavra ‘certos’ é realmente um pronome indefinido adjetivo var iável.

Onde A) Transpositor de Oração Pronome Relativo Que: O transpositor pronome relativo que age fazendo a ligação de duas orações independentes uma da outra. e é um pronome substantivo e adjetivo. Qual: Em linhas gerais busca fazer uma diferenciação. Eles são wikipedistas + Os wikipedistas trabalham em artigos novos. Os pronomes demonstrativos não se flexionam em gênero. pode existir mais de um pronome de segunda pessoa. com os respectivos oblíquos "th ee" e "you" e possessivos "thy/thine" e "your/yours". dependendo do grau de proximidade e respeito a que se dedica ao interlocutor. e é pronome adjetivo . e são utilizados em perguntas diretas ou indiretas. Em japonês os pronomes de primeira pessoa variam de acordo com o sexo do falante e com a circunstância em que é usado. Que. Quem viu este artigo? Quem editou este artigo? Que bloqueio. Em espanhol europeu existem os pronomes "tú" e "usted" (singular). ao chef . Nota: Quem funciona como pronome relativo quando aponta para elementos citados. cujas. chamados "pronomes de tratamento". Ele foi o wikipedista de quem mais se falou. Em latim não há pronome pessoal de terceira pessoa.Pronomes Relativos Qual. Na maioria das línguas indo-européias. Quanto. e é um pronome substantivo. que assume uma forma diferente para cada pessoa. Pronome Interrogativo Os pronomes interrogativos consistem em pronomes relativos (quem. as quais. qual quan to e variações) com referência a pessoas e coisas. Nota: O que: é uma forma enfatizada de Que. selecionar. ou indicador de seleção como no quarto exemplo. usam -se os pronomes "that" (singular) e "ye" (plural). os pronomes formam uma classe gramatical presente em tod os os idiomas. todos os pronomes são declinados em caso (nominativo. o qual. e quando isto ocorre u ma delas fará adjetivação se tornando adjunto adnominal daquilo apontado. a qual. mas futuramente. Em espanhol há um pronome de terceira pessoa para indicar o gênero neutro ("ello"). Pronomes em outros idiomas Nas línguas indo-européias. Em inglês. Em alemão são usados os pronomes "du" e "Sie". e é precedido de preposição. "vosotros" e "u stedes" (plural). Apenas a flexão do verbo é suficiente para determinar a pessoa e a posse é designada pelo caso genitivo . acusativo e possess ivo). Que: Em linhas gerais faz referência a indivíduos e coisas. cujos. Nota: Quem também pode ser caracterizado como pronome relativo indefinido de uso a bsoluto. Nas línguas urálicas. que. não existem pronomes pessoais nem possessivos. Em inglês o pronome "they" é de uso genético. Eles são wikipedistas [que] trabalham em artigos novos. ao marido. Quantos. embora com algumas variações. além de os pronomes de tratamento serem diferente s inclusive para pessoas próximas (quando se dirige a um filho. cuja. senhor administrador? Que editaste? Qual administrador editou? Qual foi feito? Quantos eram? Quantos artigos editou? Quem fez este serviço? Quem: Em linhas gerais faz referência a indivíduos. cujo. os quais. sendo substituídos por pronomes de monstrativos. Em francês são usados os pronomes "tu" e "vous". Quantas. assim como em japonês. em ocasiões solenes.

Eu estou perguntando-lhe algo. observamos o pronome “lhe” exercendo função de com mento. Na primeira oração os pronomes pessoais “eu” e “ele” exercem função de sujeito. O gênero comum serve para designar animais e plantas. a um subordinado. 2. "os senhores". Os pronomes pessoais indicam as pessoas do discurso. Importante: Em observação à segunda oração. Em basco há um pronome de segunda pessoa neutro ("zu") e um pronome de segunda pes soa não formal mas familiar ("hira"). lhe.. mas ele irá me ajudar. pois não sabia se devia lhe ajudar. e o gênero neutro serve para designar objetos inanimados. logo. "atashi" quando usado por uma mulher. O pronome pess oal é do caso oblíquo quando desempenha função de complemento. Já na segunda oração. aponta para a segunda pessoa do singular (tu/você): Maria não sabia se devia ajudar. "a senh ora". da segun da oração. comum e neutro. Em alemão. Em sueco há quatro gêneros de pronomes pessoais para a terceira pessoa no singular: masculino. feminino. Os pronomes pessoais oblíquos podem ser átonos ou tônicos: os primeiros não são precedidos de preposição. O pronome "watashi" significa "eu" quand o falado pela maioria das pessoas. a. Maria foi embora para casa. Pronome oblíquo átono: Joana me perguntou o que eu estava fazendo. "as senhoras". o. Ajudar quem? Você (lhe). O pronome oblíquo átono pode assumir três posições na oração em relação ao verbo: 1. caso o verbo principal (no caso "ajudar ") estiver no i nfinitivo ou gerúndio. Colocação pronominal De acordo com as autoras Rose Jordão e Clenir Bellezi. as. próclise: pronome antes do verbo 2.e. mesóclise: pronome no meio do verbo Próclise . Colocação Pronominal Sobre os pronomes: O pronome pessoal é do caso reto quando tem função de sujeito na frase. etc. dep ois ou entre locução verbal. São pronomes oblíquos átonos: me.. o pronome oblíquo “lhe”. os. e consequentemente é do caso oblíquo. o pronome pessoal "Sie" (sempre maiúsculo) significa: "o senhor". "elas". a colocação pronominal é a posição q e os pronomes pessoais oblíquos átonos ocupam na frase em relação ao verbo a que se refe rem. "eles". mas dito geralmente por jovens homens. o emprego do pronome oblíquo "lhe" é justificad ntes do verbo intransitivo "ajudar" porque o pronome oblíquo pode estar antes. O s pronomes "watashi" e "watakushi" são usados por ambos. primeiram ente. Vamos entender. lhes. nos e vos. Observe as orações: 1. a um amigo. Exemplo: Eu desejo lhe perguntar algo. Eu não sei essa matéria.. Pronome oblíquo tônico: Joana perguntou para mim o que eu estava fazendo. como o pronome pessoal surge na frase e que função exerce. enquant o "boku" significa "eu" da mesma forma. te. em circunstâncias formais. no início de fras es) significa: "ela". ênclise: pronome depois do verbo 3. são p ntes ao caso reto. se. diferentemente dos segundos que são sempre precedidos de preposição. e "sie" (minúsculo ou maiúsculo.).

o Brasil Escola é o site mais indicado à pesquisa escol ar. Se não tiver outro jeito. Não vou deixar de estudar os conteúdos que me falaram. Ênclise A ênclise é empregada depois do verbo. • Pronomes relativos: A aluna que me mostrou a tarefa não veio hoje. • Conjunção subordinativa: Vamos estabelecer critérios. • Houver vírgula ou pausa antes do verbo: Se passar no vestibular em outra cidade. • O verbo estiver no gerúndio: Não quis saber o que aconteceu. mudo-me no mesmo instante. Sigam-me e não terão derrotas. Naquele dia me falaram que a professora não veio.A próclise é aplicada antes do verbo quando temos: • Palavras com sentido negativo: Nada me faz querer sair dessa cama. fazendo-se de despreocupada. • O verbo estiver no infinitivo impessoal regido da preposição "a": Naquele instante os dois passaram a odiar-se. Não se trata de nenhuma novidade. • O verbo iniciar a oração: Diga-lhe que está tudo bem. beijando-me a face. conforme lhe avisaram. Passaram a cumprimentar-se mutuamente. A ênclise vai acontecer quando: • O verbo estiver no imperativo afirmativo: Amem-se uns aos outros. Chamaram-me para ser sócio. A norma culta não aceita orações iniciadas com pron omes oblíquos átonos. • Pronomes indefinidos: Quem me disse isso? Todos se comoveram durante o discurso de despedida. Despediu-se. alisto-me nas forças armadas. Mesóclise A mesóclise acontece quando o verbo está flexionado no futuro do presente ou no futu . • Advérbios: Nesta casa se fala alemão. • Pronomes demonstrativos: Isso me deixa muito feliz! Aquilo me incentivou a mudar de atitude! • Preposição seguida de gerúndio: Em se tratando de qualidade.

abrange desde estruturas linguísticas muito simples até enunciados ba stante complexos. (Literalment e: Ele está abaixo e fora). pois a última obviamente não o foi. Frase idiomática ou expressão idiomática: É a que não é traduzida literalmente para outro i ioma. e em circunstâncias formais também oralmente.» O que caracteriza a oração é o verbo. não-popular) : É a dita segundo as normas da linguagem pa drão ou formal. em textos não raro mais longos (em relação a textos sinônimos coloquiais).ro do pretérito: A prova realizar-se-á neste domingo pela manhã.). O período é uma frase que possui uma ou mais orações. Outros tipos de frases Frase simples (frase não-idiomática): do ponto de vista de uma tradução.: Que um ra io caia sobre minha cabeça. portanto. uma expressão idiomática. E ainda há mais dois grupos secundários: Frases optativas: o emissor expressa um desejo (Ex. ao mesmo tempo. verbo ou predicado.) Frase Clichê: são frases que podem reproduzir formas de discriminação social e expressar um modo de pensar as relações sociais. Note-se que às vezes uma fras e feita é. Frase. = He’s down and out. às . Esta é usada formalmente por escrito. em cada língua a idéia da frase é expressa por palavras totalmente dife rentes. podendo ser: Simples: Quando constituído de uma só oração. Po r exemplo: «Cuidado!» é uma frase. Frases imperativas: as que expressam ordens. Exe mplos:Lugar de Mulher é na Cozinha. por subordinação ou por ambas as formas coordenação-subordinação). literalmente: ele foi pe go com as mãos vermelhas. apresentando sujeito e predicado. O conceito de fr ase.a ideia de ter cuidado o u ficar atento . e Frases interrogativas: as que transmitem perguntas.: O povo anseia que haja uma eleição justa. geralmente de ordem gramatical. é a que pode ser traduzida literalmente para uma língua (nota: em alguns casos. ou. Ex.. é dita sempre de forma i nvariável.: «O menino sujou seu uniforme.: João ofereceu um livro a Joana. a fim de expressar determinada ideia. Tipos básicos de frases Frases exclamativas: as que possuem exclamação. Ele é um Preto de Alma Branca. A frase se define pelo propósito de comunicação. proibições ou conselhos. sujeito ou predicado. A frase não vem necessariamente acompanhada por um sujeito. frases simples têm um a diferença mínima em outra língua. Composto: Quando é constituído de duas ou mais orações. Frase formal (não-coloquial. Exemplo: Ele foi pego com a boca na botija. e não pela sua extensão. não importando que a oração tenha sentido ou não sem . No caso. Os períodos compostos são formados por coordenação. pois transmite uma ideia . Frases imprecativas: o emissor expressa uma súplica através de maldição. Far-lhe-ei uma proposta irrecusável.utilizando às vezes fragmentos de provérbios.mas não há verbo. Ex. a frase feita acima citada é dita em inglês como He was caught red-handed. Exemplo portuguesa-inglês: Ele está na pior. Já a oração é todo conjunto lingüístico que se estrutura em torno de um verbo. (Ex. Homem não presta. A frase é uma palavr a ou conjunto de palavras que constitui um enunciado de sentido completo.: Quero comer picolé.). Por exemplo. oração e período Frase é todo enunciado linguístico capaz de transmitir uma ideia. Ex. Frase feita: É a que.

nominal ou ve rbo-nominal. tornar-se. Uma frase coloquial pode conter erros gramaticais (uma ou mais palavras não estão na li nguagem padrão). ser. puseste). "eu sejo". exigindo um ou mais objetos na ação. Exemplos: amar. "tu és" . e não "eu io". "eu medo"). etc.). "eu caibo". causadas por um ou mais indivíduos. "ele tia" . Quanto à conjugação Verbos da primeira conjugação: São os verbos terminados em ar: molhar. etc. quando não exigir preposição depois do verbo. nevar. "eu tivesse".vezes com palavras difíceis (que não são do conhecimento da população em geral). transpor. haver (no sentido de existência) etc. Exemplos: ir. Quanto à morfologia Verbos regulares: Flexiona sempre de acordo com os paradigmas da conjugação a que pe rtencem. não importa o seu nível s ocial. v iver. e qu e afetam outro(s) indivíduo(s) ou alguma coisa. decorrente de sua forma do português arcaico poer. "eu sou". Exem plos: chover. Verbo Verbo é o nome dado à classe gramatical que designa uma ocorrência ou situação. Exemplos: ser..e tc. O verbo anômalo pôr (único com o tema em o). apenas servem para ligar o sujeito ao predicativo. existir. É o verbo que determina o tipo do predicado. "tu sês". usados também para ligar o sujeito ao predicado. estar. tendo modificações no radical e nas terminações. continuar. vender. anoitecer. É uma das d as classes gramaticais nucleares do idioma. Exemplos: Formal: Está certo (concordo). parecer. caber. antepor. "eu tesse"). vinda do latim ponere. "eu meço". São verbos que não seguem os paradigmas da conjugação a que pertence. Exemplos: andar. quando exigir preposição depois do verbo. mas costuma ser falada por qualquer pessoa. sendo a outra o substantivo. ou transiti vo indireto. nadar. que pode ser predicado verbal. partir. portanto. su por. "ele iu".Po dendo ser transitivo direto. "eu cabo". andar. e não "eu resfolego". Ou ainda transitivo direto e indireto. Verbos da segunda conjugação: São os verbos terminados em er: receber. depor. etc. Verbos da terceira conjugação: são os verbos terminados em ir: sorrir. estado ou f enômeno da natureza. com textos resumidos e informais. O verbo "pôr" pertence à segunda conjugação e é anômalo a começar do próprio . conter. virar etc. Coloquial: Tá certo. usando-se uma linguagem simples. ter ("eu vou". medir ("eu resfolgo". Exemplos: resfolegar. permanecer. Verbos intransitivos: Designam ações que não afetam outros indivíduos. O verbo pode designar ação. etc. estado ou fenômeno da natureza. Verbos impessoais: São verbos que designam ações involuntárias. poder. ou seja. em geral oralmente. Frase coloquial (coloquialismo) : É a dita de forma coloquial. ficar. relatar . fugir. cortar. abrir. Verbos de ligação: São os verbos que não designam ações. Verbos anômalos: Entre os irregulares se destacam os anômalos. cair. iludir. Geralmente (mas nem semp re) designam fenômenos da natureza e.. Podem ser divi didos das seguintes formas:Classificação Quanto à semântica Verbos transitivos: Designam ações voluntárias. "ele foi". Verbos irregulares: Sofrem modificações em relação aos paradigmas da conjugação a que perte cem. sendo que muitas vezes o radical é difere nte em cada conjugação. "ele tinha". com seus compostos (compor. não têm sujeito nem objeto na oração. também é considerado da segunda conjugação devido à sua con jugação já antes realizada (Ex: fizeste. voar etc. Definem-se os verbos tradicionalmente como as palavras que indicam ação.

dizer . Em finlandês o verbo dispensa o pronome. A flexão de aspec to designa a circunstância em que se passa a ação. Latida. Ex : Os alunos resolveram todas questões. Ativa: O sujeito da oração é que faz a ação. bem como o latim. O temp o futuro é sempre representado por um verbo auxiliar. traga. O particípio: São terminados em ado. pretérito perfeito. Todas elas. Tempo: presente. Formas nominais O infinitivo: São terminados em r. gerundivo. terceira (mensagem). e a pessoa é representada por pronomes. imperativo). dig a. Latindo. fixo. Há apenas um tempo pres ente e passado simples e o aspecto é designado por prefixos. faça. têm flexões em todos os tempos. e modo (são vários : indicativo. pretérito perfeito. passado e futuro. Em latim o verbo se flexiona em tempo (presente. tempo (passado e não-passado). modos e pessoas.[1] Em coreano os verbos são palavras invariáveis. o verbo representa o imperativo. tendo apenas a flexão. fazer . tem a peculiaridade de ter um infinitivo pessoal e um infini tivo impessoal. fixar . imperativo.: Amar. Pessoa: primeira (transmissor). Latido. são algumas das que mais possuem flexões de verbos . o gerúndio. ido ou ida.fixado. futuro do presente. Em mandarim a forma interrogativa dos verbos é formada por uma estrutura gramatica . condicional. O gerúndio: São terminados em ndo. pretérito mais-que-perfeito. são flexionados de acordo com estilo (comum e polido).nitivo. Ex : Todas questões foram resolvidas pelos alunos. Comido. subjuntivo. gerúndio e particípio).não existe a forma "precavenha". Verbos defectivos: Verbos que não têm uma ou mais formas conjugadas. Amada. O tempo e o modo são representados por advérbios. Passiva : O sujeito recebe a ação. volitivo) . Latir. futuro do presente e futuro do pretérito). modo (indicativo. Exemplos: encher . Comendo. pretérito imperfeito. cheio. desiderativo. potencial. quase sempre o infinitivo é representado por uma preposição: "to" em inglês ou "att" em sueco.Ele sempre fica no final da frase. no entanto. Vale notar que um mes mo prefixo pode ter significados diferentes dependendo do verbo. Reflexiva : O sujeito faz e também recebe a ação. futuro do pretérito. causativo. Comer. Verbos abundantes: Verbos que apresentam mais de uma forma de conjugação. Não há flexão de modo. Flexão Os verbos têm as seguintes categorias de flexão: Número: singular e plural. Ex. pretérito imper feito.as flexões contendo uma forma afirmativa e uma forma ne gativa. Em húngaro e em alemão existem as flexões de tempo e de aspecto. passivo. Sem a preposição. As três primeiras têm tempo presente.: Amado. o particípio e o supino.diz. Nas línguas germânicas. a mesma forma verbal de um tempo vale para todas as pessoas. Verbos em outros idiomas As línguas românicas.enchido. O supino é invariável. O p ortuguês. pessoa e voz (ativa e passiva).faz. Ele sempre fica na frente da frase.: Amando. Há quatro fo rmas nominais: o infinitivo. reflexiva.traz. alem das formas nominais (infinitivo. trazer . passiva (analítica ou sintética). segunda (receptor). Modo: indicativo. Ex. pretérito mais-que-perfeito . como o português. Nas línguas escandinavas não há flexão de pessoa. Exemplo: precav er . Ex: Ana se cortou e se machucou.subjuntivo e imperativo. Em japonês os verbos não variam conforme pessoa e número. entretanto. Ex. ada. Voz: ativa. Com ida.

Indica um acontecimento que se prolongou ao longo do tempo com inicio e fim no passado (eu estudava). Futuro do pretérito .Indica um acontecimento que se iniciou e terminou no passado durante pouco tempo (eu caí é quase imediato). a palavra "bù" (不) . O garoto magoou-se. Voz ativa: é como se denomina a flexão verbal que indica que o sujeito pratica ou pa rticipa da ação denotada pelo verbo. C omo se se perguntasse "fazer ou não fazer?". passividade ou ambas.l formada pelo verbo. Futuro do presente . Pretérito perfeito .O tempo é usado para indicar quando ocorreu a ação a qual o verbo se refere.dá destaque é quem pratica a ação (agente). Maria Joana quebrou a janela de dona Télia. Voz passiva: indica que a ação expressa pelo verbo é recebida pelo sujeito Voz passiva sintética ou pronominal: formada por verbo transitivo direto na 3 pesso a + se (pronome apassivador ou particula apassivadora) + sujeito paciente e semp re vai estar acompanhado pelo pronome apassivador SE. mutuamente. Alugam-se casas. que apresenta diferenças e diversas for mas de um mesmo verbo.(tu consegues) ¡ . Pessoa Pessoa é a quem se refere o verbo. Pretérito mais-que-perfeito . Voz passiva analítica:formada pelos verbos ser ou estar + particípio do verbo princi pal + agente da passiva As casas são alugadas pelo corretor.Indica um facto passado em relação a outro (ele conjugar a).(eu consigo) Tu . Anakin e Padme se casaram. em linguística. Eu e vós pertencem à primeira. Não possui bo ser . Voz verbal Voz verbal. Tempo Presente .e o verbo repetido. tu e vós/vocês à segunda ele/ela. é como se denomina a flexão verbal que denota a forma segu ndo a qual o sujeito se relaciona com o verbo e com os complementos verbais.Indica o facto no momento em que se fala (ele conjuga). Modo e tempo verbal Modo verbal é uma classificação dada a um verbo. Essa relação pode ser de atividade. pessoa enúmero. Eu .Indica um futuro que ocorre no passado (ele conjugaria)-uma coisa que poderia ter acontecido.Indica um facto que irá acontecer no futuro (eu conjugarei). nem pronome "se". O jornaleiro reservou um exemplar da revista Veja. A torcida aplaudiu os jogadores. Voz é a categoria verbal da qual se marca a relação entre o verbo e seu sujeito. Verbos possuem por classificação: modo. eles/elas à terceira.que significa "não" . As vozes verbais são: Voz reflexiva: indica que a ação expressa pelo verbo é praticada e recebida pelo sujei to. Compram-se carros velhos. Voz reflexiva recíproco: quando há um sujeito composto e o verbo indica que um eleme nto do sujeito pratica ação sobre o outro. tempo. Pretérito imperfeito .

Singular..Indica duas ou mais pessoas (eles estão) Modos verbais As flexões de Modo determinam as diversas atitudes da pessoa que fala com relação ao f ato enunciado. Exemplos: Se eu trabalhasse. No pretérito: significa que o fato já aconteceu relativamente ao momento em que se f ala.(ele consegue) Nós . Neste contexto. uma dúvida ou uma hipótese é característica do Mod o Subjuntivo (ou Conjuntivo). a Língua Portuguesa oferece-nos as seguintes possibilidades para c ombinarmos Modos e Tempos: Modo Indicativo Expressa certeza absolutamente apresentando o fato de uma maneira real.(nós conseguimos) Vós . ou ainda. Posso afirmar que meus valores mudaram. uma atitude que revela uma incerteza.Indica uma pessoa (eu estou). é característica do Modo Indicativo. certa. sendo assim chamado este tempo verbal de pretérito imperfeito. Ela está em casa. p ositiva. um fato habitual. uma vontade ou um de sejo é característica do Modo Imperativo.… uma atitude que expressa uma ordem. Pretérito Imperfeito Expressa o passado inacabado. podemos expressar um facto basicamente de três maneiras diferent es: No presente: significa que o fato está acontecendo relativamente ao momento em que se fala. ma s que durou um tempo no passado. No futuro: significa que o fato ainda irá acontecer relativamente ao momento em qu e se fala. Exemplos: Ele trabalhou ontem.diário. Plural. ou casual. as possibilidades de se localizar um processo no tempo podem ser amp liadas de acordo com as necessidades da pessoa que fala ou que relata um evento. um processo anterior ao momento em que se fala.(vós conseguis) / Vocês . "Uma noite. Se são uma ou mais de uma. um conselho. pois não se refere a um conceito situado perfeitamente num contexto de passado. Exemplo: Faça isto. Emprega-se o pretérito imperfeito do Indicativo para assinalar: um fato passado contínuo.(vocês conseguem) Eles/Elas . Um aluno dorme. eu me lembro… ela dormia " ¢ ¢ ¢ ¢ . Presente do Indicativo Expressa o fato no momento em que se fala. Nós iremos amanhã. permanente ou habitual.Ele/Ela . que acontece ou que acontecerá. Entretanto.… Quando eu partir.(eles conseguem) Número Indica a quantidade de pessoas. agora! Com relação ao Tempo. Assim: uma atitude que expressa certeza com relação ao fato que aconteceu. um pedido. Por tanto ele não indica a certeza de um fato acontecido. O aluno lê um poema. Eles vendiam sempre fiado.

" (Gustavo Barroso. "… era Vadinho. alcançara-o dela mesma… com uma pequena ded icatória cerimoniosa. Tinha chovido muito naquela noite. se. algo que aconteceu antes de outro fa to também passado). é usado para indicar uma ação que se prolonga até ao momento presente . Tenho estudado todas as noites. r eferindo-se a um facto que se situa completo no passado. Futuro do presente composto Assinala um fato posterior ao tempo atual. Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo. ela já tinha saído. Na forma composta. neste estado. deixando dela somente os pilares de alvenaria. sendo que a primeira costuma aparecer em discursos mais formais e a segunda. I-Juca-Pirama). no arraial de São Gonçalo da Ponte. Vaguei pelas serras. quisera dar o mundo Exemplos de usos do pretérito mais-que-perfeito composto: Quando eu cheguei. cuja ponte o rio levara. A s Três Marias). Emprega-se o Pretérito Perfeito do Indicativo para assinalar: um facto já ocorrido ou concluído: Trocaram beijos ao luar tranqüilo. saiu ao meio da trilha e detonou .caiu) Pretérito mais-que-perfeito Emprega-se o pretérito mais-que-perfeito para assinalar um fato passado em relação a o utro também no passado (o passado do passado. eu terei me aposentado". O Sertão e o Mundo) Te dou meu coração..… " (Jorge Am . Exemplos de usos do pretérito mais-que-perfeito simples: Ele comprou o apartamento com o dinheiro do carro que vendera. herói indiscutível. Adormecida). lutarei pelos menores carentes. que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas. Quando eleito. Lidei cruas guerras. Relíquias de Casa) Morava. Banzo). Daí o nome: Pretérito Perfeito."(Coelho Neto. Pretérito Perfeito Indica um fato que se perfez.Numa rede encostada molemente (Castro Alves. leu-lhe o artigo em que adverti a o partido da conveniência de não ceder às perfídias do poder. Já ocorrido e concluído. indicando a simultaneidade de ambos os fatos: Eu lia quando ela chegou. Poema e m Linha Reta . Ela vendia flores "G lória usava no peito um broche com um medalhão de duas faces." (poema de Quincas Borb a).… um fato simultâneo em relação a outro no passado. "Levava comigo um retrato de Maria Cora. mas anterior a outro fato futuro. na fala colo quial. Luar de Janeiro) " Andei longe terras. mas de incerta localização no tempo: Era uma vez." (Raquel de Queirós." (Machado de Assis. Dos vis Aimorés. na qual se usa o particípio. jamais outro virá tão íntimo das estrelas. Posso afirmar que meus valores mudaram . Dona Flor e Seus Dois Maridos) "A qual escolherei. "Nessa mesma noite." (Augusto Gil." (Fernando Pessoa. já terei saído. "Eu. "Quando ele chegar. ¢ ¢ ¢ ¢ ¢ ¢ ¢ ¢ ¢ ¢ ¢ ¢ ¢ ¢ ¢ ¢ ¢ ¢ ¢ ¢ ¢ ¢ ¢ ¢ ¢ ¢ ¢ ¢ ¢ ¢ ¢ ¢ ¢ ¢ ¢ . Exemplo: "Até meus bisnetos nascerem. através da locução verbal." (Gonçalves Dias. " Apanhou o rifle. um fato passado. O pretérito mais-que-perfeito aparece nas formas simples e composta . Futuro do Indicativo Emprega-se o futuro do Indicativo para assinalar uma ação que ocorrerá no futuro relat ivamente ao momento em que se fala.

Eu não sei distinguir esta daquela?" (Alvarenga Peixoto. Presente Emprega-se o presente do subjuntivo para assinalar: um fato presente. É a formação de locução verbal com o auxiliar ter ou haver no Futuro do Subjuntivo simples e o principal no particípio. tendo o mesmo valor que o Futuro do Subjuntivo simpl es. Uma ironia ou um pedido de cortesia: Daria para fazer silêncio! Poderia fazer o favor de sair!? Modo Subjuntivo Revela um fato duvidoso. Estou hoje vencido. que teria uma c erta consequência. Futuro Emprega-se o futuro do subjuntivo para assinalar uma possibilidade a ser concluída em relação a um fato no futuro. como se soubesse a verdade. pode se referir ao passado. mas duvidoso ou incerto. poderia ter ajudado. Quando os sinos badalarem nove horas. . Se ele estivesse aqui agora. presente ou futura. Por exemplo: Quando você tiver terminado sua série de exercícios. mas duvidoso ou incerto Talvez eles venham amanhã. Talvez eles façam tudo aquilo que nós pedimos. Se Eu Morresse Amanhã). Minha mãe de saudades morreria. saberei o que fazer. incerto. Tabacaria . um fato futuro. Quando eu voltar. Talvez ele saiba sobre o que está falando. ao presente ou ao futuro. eu caminharei 6 Km. ou seja.Álvaro de Campos) uma condição contrafactual. um desejo ou um sentimento. voltarei para casa." (Aluísio Azevedo. viria ao menos Fechar meus olhos minha triste irmã. Se ele estiver lá amanhã. mas condicional a outra ação também fut . Exemplos de futuro composto: Ele vai fazer (fará) compras e vai voltar (voltará) em breve. como se estivesse para morrer. Também pode indicar uma condição incerta. poderia ajudar. Jôninha e Nice). uma ação vindoura. Se ele estivesse aqui ontem. Sertão) "Como fizesse bom tempo. poderia ajudar. as senhoras combinaram em tomar o café na chácara. "Talvez a lágrima subisse do coração à pupila…" (Coelho Neto. que não se verifica na realidade." (Fernando Pessoa. certamente ela também estará. mas posterior e dependente de outra ação pa da. Se ele viesse amanhã. (Álvares Azevedo. Casa de Pensão) "Estou hoje vencido. Espero que me tragam o dinheiro Pretérito Imperfeito Emprega-se o pretérito imperfeito do subjuntivo para assinalar: uma hipótese ou uma condição numa ação passada. Futuro do Pretérito / Condicional Emprega-se o futuro do pretérito para assinalar: Um facto futuro em relação a outro no passado "Se eu morresse amanhã. um desejo ou uma vontade Espero que eles façam o serviço corretamente.

perdendo desta maneira algumas das características principais do sverbos. Exemplo: Faça isto. a língua portuguesa oferece-nos as seguintes possibilidades para combinarmos modos e tempo Exemplo Parcele sua compra! Faça sua tarefa! Lave a louça! Escove os dentes! Compre aqui e ganhe um brinde! Gerúndio Uma ação que está em curso no momento da fala. Exemplos: "Eu estou falando contigo…". uma vontade ou um de sejo é característica do Modo Imperativo. Exemplos: ler. aprenderia. mando. dormir . ficarei muito feliz. Formas nominais do verbo As formas nominais do verbo são o gerúndio. Eu teria viajado se não tivesse chovido Obs: Perceba que todas as frases remetem a ação para o passado. sonhar. teria aprendido.O infinitivo é o nome do verbo.". não apresentam flexão de tempo e modo.é diferente de Se eu tivesse estudado. desempenhando função semelhante a substantivo. adjetivos e advérbios). é terminado por "ando". podemos expressar um fato basicamente de três maneiras diferentes: No presente: significa que o fato está acontecendo relativamente ao momento em que se fala. Este modo verbal não possui a primeira pessoa do singular (eu). sem situá-la no tempo. um pedido. infinitivo e particípio. "Nós estamos correndo em círculos!". haver) mais o part icípio do verbo principal Tem valor semelhante ao Imperfeito do subjuntivo Ex: Eu teria caminhado todos os dias desse ano.Pretérito Perfeito Emprega o passado com relação a um futuro certo. No pretérito: significa que o fato já aconteceu relativamente ao momento em que se f ala. receb em o nome de formas nominais. se não tivesse trabalhado tanto. agora! Com relação ao Tempo. Neste contexto. "endo " e "indo" (no caso do verbo pôr e seus derivados. constituindo assim du . No português. A frase:Se eu estuda sse. terminado em "ondo"). Infinitivo O infinitivo indica a ação que é propriamente dita. Caso eu tenha sido escolhido. É preciso aumentar o número de verbetes. "Eles estão indo para a escola. No futuro: significa que o fato ainda irá acontecer relativamente ao momento em qu e se fala. "Estou Dirigindo o carro". pois não podemos man dar em nós mesmos. Imperativo Exprime uma atitude de solicitação. Por serem tomadas como nomes (substantivos. O infinitivo pode apresentar algumas vezes flexão em pessoa. as possibilidades de se localizar um processo no tempo podem ser amp liadas de acordo com as necessidades da pessoa que fala ou que relata um evento. Pretérito mais-que-perfeito composto Formado pelo imperfeito do subjuntivo do verbo auxiliar (ter. falar. Entretanto. Uma atitude que expressa uma ordem. "Estou pondo novas informações neste artigo". É formado por afirmativo e negativo. um conselho.

Estou finalizando os exemplos deste verbete. bem. enchendo. Imperativo é indicação de ordem.[1] Apenas os advérbios de intensidade. gravando.devagarinho.as formas possíveis: o infinitivo pessoal e o infinitivo impessoal. pouco . visto. Os advérbios da língua portuguesa são classificados conforme a circunstância que express am. depressa. de lugar e de modo são flexionados. coberto. mal. resp ectivamente. melhor. inconstitucionalmente . finalizado. à vontade. Exemplos: subindo. cuidadosamente e muitos outros terminados em me nte. (gerúndio sozinho com função advérbio).pouquinho .pouquíssim o. v indo. O particípio é reconhecido pela terminação "ado". Nunca modificam um substantivo. à toa. de negação. adrede (de caso pensado. (infinitivo pessoal. de dúvida. O gerúndio é reconhecido pelos verbos terminados em ndo. aos poucos. com sujeito nós implícito). às escondidas. Indicativo. posto. Nesse c aso. aberto. pouco . Locuções Adverbiais de Modo às pressas. etc. Imperativo e Subjuntivo. Exemplos: longe . Diminutivo: diminui a intensidade. gasto. existe o grau comparativo (de igualdade. (tempo composto) Fazendo teu trabalho antecipadamente. Pode s er usado em tempos verbais compostos ou sozinho. de propósito.[2] Também é bom saber que o advérbio tem 3 modos. Existem também as formas analíticas de representar o grau. Viver aqui é muito bom. dito. Exceções: ganho. etc. caminhan do. escrito. não terás preocupações. de inferioridade ) e o grau superlativo (absoluto e relativo). bondosamente. adquirindo uma função parecida com a d um adjetivo ou advérbio. um processo verbal ainda não finalizado. de tempo. devagar. perdendo. de superioridade. debalde (inutilmente). representadas por advérbios de intensidade como "mais". para esse fim). "muito". desse jeito. Os advérbios "bem" e "mal" admitem ainda o grau comparativo de superioridade.longíssimo. É a palavra invariável que indi ca as circunstâncias em que ocorre a ação verbal. Gerúndio O gerúndio indica uma ação em andamento. finalizada. "melhor" e "pior". às cegas. mas sim. difundindo e etc."ido". devagar . . de afirmação e de interrogação. etc. sendo que os demais são todos invariáveis. pago.inconstitucionalissimamente. deliberadamente). (infinitivo impessoal) Particípio O particípio indica uma ação já acabada. Advérbio Advérbios são a classe gramatical das palavras que modificam um verbo ou um adjetivo ou um outro advérbio. Exemplos: acabado. quando adquire uma função de advérbio . a saber: Superlativo: aumenta a intensidade. ssificação dos advérbios 1.pertinho. Advérbios de modo Assim. Indicativo é indicação de fato. acinte (de propósito. vivido. [3] A Norma Gramatical Brasileira reconhece oito grupos de advérbios: de lugar . Subjuntivo é indicação de dúvida. Exemplos: perto . É melhor estudarmos agora. de modo. de intensidade. às claras. feito. A única flexão propriamente dita que existe na categoria dos advérbios é a de grau. pi or. que não são flexionadas. generosamente.

Quando o termo regente é um nome (substantivo. 1. a qualquer momento. jamais. quem sabe. quanto. Os termos.: Simpatizo com Lúcio. frente a frente. cá. de repente.termo regido . de perto. de forma nenhuma. certamente. 4. Ex. hoje em dia. de quando em quando. aqui. Na regência verbal. Na regência nominal .: Vou a dentista. a m iúdo). sucessivamente. ao lado. menos. adjetivo ou advérbio). de todo. certo Locuções adverbiais de afirmação de certeza. por completo. Advérbios de Afirmação sim. externamente. algures (em algum lugar)./ Maria reside em Santa Catarina. acima. em breve. aquém. decerto.esse modo. de vez em quando. perto. Advérbios de dúvida acaso. lá./ Cheguei a Belo Horizonte. legal Advérbios de Negação não. Advérbios de intensidade ou quantidade assaz (bastante. mais. provavelmente. ali. 5. a pé. alhures (em outro lugar). Locuções adverbiais de negação de modo algum. 5-Simpatizar/ antipatizar – exigem a preposição com.Morar/ residir – normalmente vêm introduzidos pela preposição em. ele é obrigatoriamente proposicionado. Advérbios de tempo afinal. à esquerda. nenhures (em nenhum lugar). talvez. Advérbios de lugar abaixo. de tempos em tempos. tarde.e o seu complemento . atrás. ontem. Ex. amanhã. em volta. longe. . Quando o termo regente é um verbo. 2. não. Locuções adverbiais de tempo às vezes. ocorre a regênci a nominal. nunca.Namorar – não se usa com preposição. agora. em vão. já. entrementes (enqu anto isso). provisoriamente. enfim. depois. sempre. imediatamente. quando exigem a presença de outro chamam-se regentes ou subordinantes. muito.com a presença ou não de prepo sição. adiante. 3. Ex. em cima. por demais. 2. adentro. bastante. constantemente. Ex. jamais. amiúde (da expressão a miúdo .Chegar/ ir – deve ser introduzido pela preposição a e não pela preposição em. à noite. de longe. à direita.: Joana namora Antônio.etc 6.Obedecer/desobedecer – exigem a preposição a. de cor. em geral. quiçá. de muito. dessa maneira. os que completam a significação dos anteriores chamam-se regidos ou subordinados. dentro. primeiramente./ Antipati zo com meu professor de História. por aqui. porventura. antes. hoje.Repetidas vezes. pouco. suficientemente). Locuções Adverbiais de Lugar a distância. breve./ O aluno desobedeceu ao professor.: Ele mora em São Paulo.com certeza. ocorre a regência verbal. Regência verbal A sintaxe de regência é a relação sintática de dependência que se estabalece entre o verbo termo regente . tampouco (também não). será Locuções adverbiais de dúvida por certo. negativamente. emb aixo. nunca.: As crianças obedecem aos pais. tanto. o termo regido pode ser ou não preposicionado. além. aí. à tarde. freqüentemente. demais. Ex. possivelmente. quão. de manhã. Locuções adverbiais de intensidade ou quantidade em excesso. de jeito nenhum. lado a lado. 7. 3. e etc. casualmente. à distância de. outrora. quase. afora. cedo.

Exemplo: E u assisto em São Paulo Eu assisto na Bahia. Eu aspirava àquele carro. Quando tem s entido de ver. Exemplo: Ele veria muitos filmes em cartazes. podendo ser tanto transitivo direto como indireto. Obs². Exemplos: O jogador aspirava a uma falta. desejar. Aspirar quando tem o sentido de sorver. É verbo transitivo direto no sentido de castigar. Quando tem sentido de ajudar. Quando tem sentido de morar. Exemplo: Ela chamou minha atenção. -A fila não foi obedecida. Assistir O verbo em questão pode ser transitivo direto ou transitivo indireto. fazer vir. ele pode ser usado na voz passiva. (em vez de: Antonio namora com Marcella. Eles assis tiram ao filme. Exemplo: A expe riência ensina os professores. é transitivo direto e exige comp lemento sem o uso de preposição. E pode ser transitivo indireto quando tem o significado de invocar e deve ser us ado com a preposição por. Com o sentido de apelidar ele pode ou não necessitar de preposição.Verbos Na regência verbal os verbos podem ser: Transitivos diretos. a ela ou a elas).adestrar. é transitivo indireto e neces sita do uso da preposição (A). Chamar Esse verbo pode ser transitivo direto quando significa convocar. não se admite a substituição da p reposição (A) por lhe ou lhes. transitivos indiretos e intransitivos. Pode ser Intransitivo no sentido de Ocorrer Exemplo: Uma catástrofe sucedeu no Méxic o.:Quando o verbo aspirar vir acompanhado por (àquele ou àquela) o à craseado terá funçã e preposição. Exemplo: O médico assistiu o doente. e não necessita de preposição.) Obedecer Obedecer é um verbo transitivo indireto e necessita do uso da preposição (A).:Quando o verbo aspirar for transitivo indireto. Quando tem o sentido de pretender. Ele aspirou toda a poeira. Obs:Mesmo sendo verbo transitivo indireto. Exemplo: A vida ensina mal. por isso não necessita de preposição. Todos nós aspiramos essa poeira. Ver O verbo ver é transitivo direto. Obs. a eles. Exemplo: Antonio namora Marcella. é verbo transitivo direto. O candidato a deputado aspirava a ser eleito. tragar. Ensinar É verbo intransitivo no sentido de educar. vir depois Exempl o: Os atuais supermercados sucederam aos antigos armazéns. também é verbo transitivo indireto. Transformando assim o verbo em Transitivo Direto. residir. Namorar O verbo namorar é transitivo direto e não necessita do uso de preposição. é verbo transitivo indireto Exemplo: Eu assisti ao jogo. Suceder O verbo pode ser Transitivo Indireto no sentido de substiruir. Deverá-se usar em seu lugar (a ele. educar. inspirar. . almejar. -Ele chamava por seus poderes.

por misericordioso com. Contemporâneo da Revolução Francesa. Estamos falando.nocivo a contíguo a . para análogo a .suspeito de preferível a .É verbo transitivo direto e indireto. Gente ávida por dominar. Concordância Verbal Em se tratando da concordância verbal. pois.Havendo ideia de exclusão.grato a bacharel em .indeciso em capacidade de. de . de . tal ocorrência se encontra atrel ada a alguns princípios: . dados os pormenores que norteiam os fatos linguísticos de uma forma ge ral.satisfeito com. de inepto para .apto a. de .próximo a. adjetivo ou advérbio transitivo e seu respectivo complemento nominal. em. Essa relação é intermediada por uma preposição. passa remos a conhecê-las a partir de agora.sensível a incompatível com .natural de contemporâneo a.paralelo a curioso a. Homem inepto para a matemática. Conhecer o regime de um verbo significa. .propício a falto de . Está apto ao trabalho. alheio a.No caso de a conjunção ligar palavras ou expressões sinônimas. Tal eq uilíbrio diz respeito exatamente à adequação que se dá entre ambos os elementos em número e pessoa. o verbo permanecerá no singular: Ou você ou ele sairá vencedor. deve-se levar em conta que muitos nomes seguem exat amente o mesmo regime dos verbos correspondentes. No estudo da regência nominal. para . de. admitindo objeto direto de coisa e indireto de pessoa Exemplo: Os professores ensinam os alunos a estudar. para . Regência Nominal Regência Nominal é o nome da relação entre um substantivo. em algumas circunstâncias pode ser que o verbo permaneça somente no singular. nesses casos.perto de hábil em Exemplos: Está alheio a tudo. para com . cumpre dizer que ela se define pela harmoni a. o verbo permanecerá no si ngular: .liberal com ambicioso de . conhecer o regime dos nom es cognatos. 1) No caso de o sujeito estar ligado pela conjunção “ou”. pelo equilíbrio que se manifesta entre o verbo e seu respectivo sujeito. Falando nelas.longe de propenso a. Era propenso ao magistério. No entanto. É coisa curiosa de ver. . das possíveis exceções que tendem a se manifestar. e m outras somente no plural e em algumas ele pode assumir ambas as posições.O verbo permanecerá no plural se o fato expresso por ele abranger todos os núcleos : A falta de exercícios físicos ou a má alimentação são prejudiciais à saúde.

Um e outro atrapalhavam a aula constantemente. tal ocorrência obedece aos seguintes critérios: . Deu uma hora naquele relógio da parede.. o verbo permanecerá somente no plural: Um e outro convidado se cumprimentavam afavelmente. 4) No caso de o sujeito ser seguido de um aposto resumidor (tudo. es se permanece invariável: Deixe-as entrar. entre outras.No caso de haver determinação.Caso não haja determinante o verbo ficará no singular: Caminhar e dormir faz bem à saúde. 5) Quando o sujeito for representado por infinitivos. segundo os preceitos gramaticais.No caso da flexão do verbo “parecer”. Mande-os sair rapidamente.No caso de o fato expresso fazer referência a todos os núcleos. pois são da família. (intransitivo) Era-se mais contente. mas também os gritos nos incomodavam. o verbo permanecerá no plural: O lutar e o progredir constituem a conduta humana.. fazer. nada.nem: . o verbo “parecer” permanece invariável: Os dias parece demorarem a passar. (verbo de ligação) Acredita-se em dias melhores. (As medalhas foram entregues aos vence dores) 7) Casos em que o sujeito é ligado por conjunções correlativas. expressa por “não só. Nem um nem outro conseguiu concluir a pesquisa.como também”. o verbo poderá permanecer no singular ou ir para o plural: Um e outro atrapalhava a aula constantemente. trans itivos indiretos ou de ligação: Vive-se bem aqui.Se os infinitivos indicarem ações opostas. Nem um nem outro conseguiram concluir a pesquisa... o infinitivo não varia: Os dias parecem demorar a passar. uma vez anteposto a um infinitivo. (Essa questão foi discutida) Entregaram-se as medalhas aos vencedores. 9) O verbo “parecer”. mas também os gritos nos incomodava. viagens. fazendo referência a verbos intransitivos. o verbo permanecerá no plural: Nem a ascensão social nem o acúmulo de riquezas lhe proporcionaram alegrias. o verbo tanto pode permanecer no singular como ir para o plural: Não só os aplausos.Quando o infinitivo for flexionado. . o verbo concordará com o sujeito paciente.No caso de haver reciprocidade de ação. tanto.Quando o pronome for apassivador. 6) A concordância com o pronome “se” se encontra relacionada a alguns pressupostos: . ninguém. ASPECTO IMPORTANTE: .. mas também. soar e bater”. . não só.No caso de a conjunção indicar probabilidade ou retificação. perceber e mandar”.quanto. reunião com amigos. o verbo concordará com o se gundo núcleo: O aluno ou os alunos responsáveis pelo ato serão punidos.. 11) Em casos relacionados à expressão “haja vista”. 8) Nos casos relacionados aos verbos “dar.Classes gramaticais ou classes de palavras integra os estudos morfológicos. em se tratando de verbos transitivos diretos ou transitivos diretos e indiretos: Discutiu-se essa questão. o verbo permanecerá no plural: Lutar e desistir são dissociáveis. c ada um) o verbo concordará com o aposto: Festas. . 3) Quando o sujeito for representado pelas expressões “um e outro” ou “nem um nem outro”.. . nada o comovia. (verbo transitivo indireto) . 2) Em casos relacionados a sujeito ligado pelas expressões nem.Se o pronome “se” for classificado como índice de indeterminação do sujeito. esses concordam com a expr essão numérica que indica as horas: Soaram dez horas no relógio da matriz. Não só os aplausos.. o verbo fic ará na terceira pessoa do singular. admite duas construções: . el . 10) Quando um verbo no infinitivo aparecer acompanhado de um sujeito representad o por pronome oblíquo átono antecedido dos verbos “deixar.

isso. ocorrência ou aco ntecimento. * Concordância de número – ocorre quando a concordância se dá com o número gramatical: A multidão queriam que os portões fossem abertos.Em casos referentes à singular e plural. haja vista os propósitos antes firmados.Em casos de frases demarcadas pela locução “é que”. . . Casos esses que fogem um pouco ao tradicional. Vimos. há três modalidades de con cordância: * Concordância de gênero – manifesta-se quando a concordância se dá com o gênero gramatical Vossa Majestade parece ansioso. mas com a ideia nela contida. entre os quais: .No caso de o sujeito ser representado por uma expressão numérica.Em se tratando de pronome reto e qualquer outra palavra. pois. (existiam) Há dois dias que não a vejo por aqui. por meio das elucidações aqui expostas. Daqui até lá são dois quilômetros. . permanecem na terceira pessoa do singular: Faz dois anos que não o vejo. Trovejou bastante hoje. * Concordância de pessoa – manifesta-se quando a concordância se dá com a pessoa gramati cal: Os brasileiros somos todos patriotas. o verbo permanece na te rceira pessoa do singular: Choveu muito à noite. horas e distância. (tempo decorrido) 13) O verbo “ser” também representa um caso que obedece a alguns princípios específicos. . 14) Concordância ideológica representa a concordância que se manifesta não com o termo e xpresso na oração. a concordância prevalecerá sobre o no me próprio: Machado de Assis era as atrações da Bienal do Livro.Nos casos em que há a ocorrência de sujeito e predicativo. . Os líderes somos nós. o verbo “ser” deverá p ermanecer no singular: Dez minutos para mim é pouco. Dessa forma. Está frio aqui. Aquilo era bobagem. Vejamos. ora indicando tempo decorrido. a concordância se manif esta com o pronome reto: O professor sou eu.No caso de o sujeito ser representado pelos pronomes “tudo. s endo esses manifestados por: . a concordância do verbo “se r” se dá com palavras que se sobressaem entre as demais. . a concordância se manifesta em relação à pessoa: A população são as mulheres. esse sempre deverá permanecer invariável (ficando na terceira pessoa do singular): Havia pessoas dispostas e interessadas.a deve sempre permanecer invariável: Não haverá grandes transtornos. 12) A concordância com verbos impessoais é demarcada por alguns pressupostos.Fazendo referência a datas. indicando tempo ou clima. embora assumindo a condição de impessoa l. dada a presença dos muitos .Os verbos “fazer” e “estar”. o verbo “ser” poderá concordar com o sujeito ou com o predicativo: Tudo eram superstições sem sentido.No caso do verbo “haver”. os muitos casos relativos à concordância verbal. * Quando se tratar de nome próprio e nome comum. . . aquilo ou isto”. alguns casos : * Em casos referentes à pessoa e coisa. existência. o verbo concorda com a expressão a que se refere: Já é quase uma hora. o verbo “ser” concorda com o substant ou pronome antecedente: Nós é que fomos os responsáveis pelo projeto. prevalece a concordância relativa ao plur al: A mochila eram panos e zíperes.No caso dos verbos que expressam fenômenos da natureza.

Concordância Nominal . O que vai dete rminar sua extensão é a unidade temática. ve que o numeral “dois” está no plural porque indica uma quantidade maior do que “um”. Parágrafo Os textos são estruturados geralmente em unidades menores. Dada essa realidade. que trabalham com idéias e exigem maior rigor e objetividade na composição. concordar em gênero e número com o ele. observe o seu gênero e o número. que o parágrafo-padrão apresente a seguinte e strutura: a) introdução . O pronome possessivo “ ha” está no gênero feminino e concorda com o substantivo. identifica dos por um ligeiro afastamento de sua primeira linha em relação à margem esquerda da f olha. Os termos modific adores do substantivo “cavalos” são: o numeral “Dois” e o adjetivo “fortes”. Após a constatação do substantivo.pormenores com os quais compartilhamos. já que “dois” e “fortes” estão no gênero masculino e no plural. o termo “na” é a junção da preposição “em” e. Exemplo: Eu não sou mais um na multidão capitalista. adjetivo) quanto ao gênero (masculino ou feminino) e o núme ro (plural ou singular). pronome. de acordo com a norma cult a. o substantivo “cavalos” está no masculino e no plural e a concordância dos m odificadores está correta. Nesse caso. numeral. o qu l é predicativo do sujeito (trata-se de uma oração com complemento conectado ao sujeit o por um verbo de ligação). É muito comum nos textos de natureza dissertativa. Temos o substantivo “casa”. os parágrafos. Então temos por regra geral da concordância nominal que os termos referentes ao subs tantivo são seus modificadores e devem concordar com ele em gênero e número. portanto.Regra Geral A Concordância Nominal é o acordo entre o nome (substantivo) e seus modificadores (a rtigo. Primeiro. Importante: Localize na oração o substantivo primeiramente. torna-se interessan te também conhecermos os casos referentes a sujeito simples e composto. Os termos refe rentes ao substantivo são seus modificadores e devem estar em concordância de gênero e número com o nome (substantivo). Para finalizar. Observe que. Possuem extensão variada: há parágrafos longos e parágrafos curtos. de acordo com a análise da oração.também denominada tópico frasal. já que cada idéia exposta no texto deve correspo nder a um parágrafo. Os termos que em relação com o substantivo na concordância nominal devem. concorda com o substantivo feminino multidão. é constituída de uma ou duas frases curtas . O adjetivo “extraordinária”. veremos mais um exemplo. com análise bem detalhada: Dois cavalos fortes venceram a competição. também concorda com o substantivo “casa” em gênero (feminino) e número (singular). ao mesmo tempo em que o adjetivo “capitalista” também faz referência ao substantivo e concorda em gênero (feminin o) e número (singular). Vejamos mais exemplos: Minha casa é extraordinária. verificamos qual é o substantivo da oração acima: cavalos. o qual é núcleo do sujeito “Minha casa”. como foi feito no último e xemplo.

Alterado esse quadro. além de indicações de circunstâncias relativas ao fato: onde ele ocorreu. seg uindo critério claro e definido. permitindo ao leitor acompanhar-lhes o desenvolvimento nos se us diferentes estágios. fabricados para leitores de pouca formação cultural. O parágrafo é indicado por um afastamento da margem esquerda da folha.nem sempre presente. Ele facilita ao escritor a tarefa de isolar e depois ajustar convenientemente as idéias princip ais de sua composição.que expressam. se cundárias. ou nuclear. Os Parágrafos na Dissertação Escolar: As dissertações escolares. ou para enfatizar uma idéia. no meio de longos parágrafos. para quem escreve. dois ou três para o desenvolvimento e um para a conclusão). Parágrafo Narrativo: Nas narrações. por que ocorreu. O parágrafo descritivo vai apresentar as mesmas características da descrição: predomínio d e verbos de ligação. costumam ser estruturadas em quatro ou cinco parágrafos (um parágrafo para a introdução. levando em consideração os diversos aspectos sel ecionados no desenvolvimento.corresponde a uma ampliação do tópico frasal. geralmente. teremos novo parágrafo. os parágrafos são estruturados a partir de uma idéia que normalmente é ap esentada em sua introdução. Parágrafos curtos: próprios para textos pequenos. ela poderá sofrer variações. a idéia central do parágrafo é um incidente. apresentam parágrafos curtos. o leitor e o veículo de comunicação o texto vai ser divulgado. livros didáticos destinados a alunos iniciantes. de maneira sintética. o parágrafo é mais longo que o período e menor que uma página impressa no livro. a que se agregam outras. cada fala de um personagem deve corresponder a um parágrafo para que essa fala não se confunda com a do narrador ou com a de outro personagem. a idéia principal do parágrafo. Parágrafos médios: comuns em revistas e livros didáticos destinados a um leitor de nível médio (2 grau). um fragmento daquilo que está sendo descrito (uma pessoa. No caso do discurso direto (em geral antecedido por dois-pontos e introduzi do por travessão). etc. emprego de adjetivos que caracterizam o que está sendo descrito. Nas narrações existem também parágrafos que servem para reproduzir as falas dos personag ens. uma paisagem. desenvolvida e reforçada por uma conclusão. Nos parágrafos narrativos. com apresentação de idéi s secundárias que o fundamentam ou esclarecem. e a regra geral para determinar o tamanho é o bom senso. O tamanho do parágrafo: Os parágrafos são moldáveis conforme o tipo de redação. num determinado momento. a quele que relata um fato. O que falamos acima se aplica ao parágrafo narrativo propriamente dito. especialmente nos parágrafos mais curtos e simpl es. visto sob dete rminada perspectiva. b) desenvolvimento . uma melhor compreensão do texto em sua total idade. já artigos e e ditoriais costumam ter parágrafos mais longos. a estruturação coerente do texto e de possibilitar. a conclusão retoma a idéia central. definindo seu ob jetivo. a quem lê. um ambiente. A notícia possui parágrafos curtos em colunas estreitas. ou seja. O parágrafo curto também é empregado para movimentar o texto. Quando o parágrafo é muito longo. Em princípio. um episódio curto. Nas dissertações. ou seja. isto é. intimamente relacionadas pelo sentido e logicamente decorrentes dela. A estruturação do parágrafo: O parágrafo-padrão é uma unidade de composição constituída por um ou mais de um período. Revistas populares. É claro que essa divisão não é absoluta. há o predomínio dos verbos de ação que se referem as personagen s. Mas é fundamental que você perceba o seguinte: a ivisão de um texto em parágrafos (cada um correspondendo a uma determinada idéia que n ele se desenvolve) tem a função de facilitar. Dependendo do tema proposto e da abordagem que se dê a ele. Parágrafo Descritivo: A idéia central do parágrafo descritivo é um quadro. o escritor deve dividi-lo em parágrafos menores. etc.). quando ocor reu. Cada parágrafo médio construído com três períodos que ocupam de 50 a 150 £ . ocorrência de orações justapostas ou coordenadas. c) conclusão . normalmente. em e se desenvolve determinada idéia central.

no Beco da felicidade. os leitores possuem capa cidade e fôlego para acompanhá-los. figurado.. evocando outras idéias associadas. utiliza a linguagem denotativa. As palavras são empregadas em seu significação (usual. conotativos. as explicações são comp as e exigem várias idéias e especificações. Denotação Denotação de um termo é o objeto ao qual o mesmo se refere.Utilizam-se advérbios e l ocuções adverbiais de lugar e certas locuções prepositivas. que depende sempre do contexto. foi preso na madrugada d e ontem. não muito longe do litoral. Conjunções adversativas. Conotação Conotação é a associação subjetiva. A linguagem tem no seu sentido usual ou literal. é na poesia que isso ocorre com mais frequência. apresenta paralelos e evidencia diferenças. que são apenas sugeridos. real). seu sentido é objetivo. e adjuntos adverbiais de lug ar.. naquele que lhe atribu em os dicionários. mas também nos anúncio s publicitários e até mesmo na linguagem do dia-a-dia. Muitas vezes é um sentido poético. vulgo Sorriso. I sto fica evidente em momentos da crônica Notícia de Jornal de Stanislaw Ponte Preta: Linguagem denotativa: "João José Gualberto. embora não seja apenas na literatura e na poesia que a conotação aparece. a palavra literária é conotativa. de onde roubara um lote de discos. Parágrafos longos: em geral. e) por causa-conseqüência: conjunções e locuções conjuntivas conclusivas. virtuais. fazendo co mparações. em um manual de instruções etc.". de ordem a bstrata. ocupando mais espaço.. é uma linguagem carregada de emoções e sons. que está para além do signific estrito ou literal de uma palavra. circunsta ncial. o sentid o referencial. o con otativo (figurado). constante. explícito. ou seja. É comum na literatura os autores empregarem as palavras em um outro sentido. d) por contrastes: estabelece comparações. Por isso. não produz emoção ao leitor. literal. Em cada página de livro cabem cerca de três parágrafos médios. cultural e/ou emocional. Linguagem conotativa . visto que o emissor busca informar objetivamente o receptor. elucidativos e justificativos dentro da idéia que construída. as obras científicas e acadêmicas possuem longos parágrafos . como textos jornalísticos ou científicos. por três razões: os textos são grandes e consomem muitas páginas. Conotação é o emprego de uma palavra tomada em um sentido incomum.. Ela designa ou denota determinado objeto.avras. É a forma de linguagem que lemos em j ornais. referindo-se à realidade palpável. explicativas. proporcionais e comparativas podem ser utilizadas nesta or denação. com função referencial.. literal. referindo-se a uma realidade concreta ou imaginária. frase ou conceito. subjetiva. conjunções e locuções conjuntivas e adjuntos adverbiais de tempo.. A linguagem denotativa é basicamente informativa. ou seja. É informação bruta com o único objetivo de informar. f) por explicitação: esclarece o assunto com conceitos esclarecedores.. A denotação é encontrada em textos de natureza informativa. cau ais e consecutivas. por ter assaltado a Casa Garson. bulas de remédios. certas preposições e locuç repositivas. A ordenação no desenvolvimento do parágrafo pode acontecer: a) por indicações de espaço: ". (…)" Linguagem denotativa Quando o emissor busca objetividade de expressão da mensagem. c) por enumeração: citação de características que vem normalmente depois de dois pontos. Todavia. cada palavra remete a inúmeros outros sentidos. b) por tempo e espaço: advérbios e locuções adverbiais de tempo. Além da sua denotação.

negros xales nos o mbros. qual. Metáfora: Ocorre metáfora quando um termo substitui outro através de uma relação de semelhança resul tante da subjetividade de quem a cria. o espeto é de pau" é equivalente a que a pessoa faz favores fo ra de casa. é ver s e posso extrair pérolas. "As solteironas.feito. em que o conectivo não está expresso. o meu fim.o inventor pelo invento: Edson (a energia elétrica) ilumina o mundo." (Machado de Assis). assemelhar-se e outros.Exemplos: A frieza do olhar A lua nova é o sorriso do céu. deve assumir todas as regras e consequências decorrentes des sa experiência".e alguns verbos . ." Divisões do sentido conotativo Comparativo Quando compara uma coisa com a outra usando figuras.o continente pelo conteúdo e vice-versa: Antes de sair. Exemplos: "Amou daquela vez como se fosse máquina. tomamos um cálice (o conteúd o de um cálice) de licor. .parecer." (Jorge Amado). ¢¢ . . . Tal substituiç ndamenta-se numa relação objetiva. pareciam aves noturnas paradas. real.a coisa pelo lugar: Vou à Prefeitura (ao edifício da Prefeitura). "Quem está na chuva é para se molhar" seria o mesmo que: "Quando alguém opta por uma d eterminada experiência. Exemplo: "Supondo o espírito humano uma vasta concha. . tal como.. / Beijou sua mulher como se fos se lógico. A metáfora também pode ser entendida como uma comparação abreviada. . havendo entre ambas al gum grau de semelhança. Metonímia: Ocorre metonímia quando há substituição de uma palavra por outra. Sr. para si mesma. que nem . São figuras de palavras: Comparação: Ocorre comparação quando se estabelece aproximação entre dois elementos que se identific am. . relação.o instrumento pela pessoa que o utiliza: Ele é um bom garfo (guloso. os longos vestidos negros fechados no pescoço. mas subentendido. realizando-se de inúmeros modos: .a matéria pelo produto e vice-versa: Lento. o bronze (o sino) soa.. assim como." (Vinicius d e Moraes)." (Chico Buarque).o abstrato pelo concreto e vice-versa: Não devemos contar com o seu coração (sentime nto. "Em Casa de ferreiro. tal. glutão). Soares. proximidade de sentido ou implicação mútua. a fim de se conseguir um efeito mais expressiv o na comunicação. Exemplos de conotação Os provérbios ou ditos populares são exemplos da linguagem de uso conotativo. mas não faz em casa. Exemplo: O homem é forte como o leão Figuras de palavra As figuras de palavra consistem no emprego de um termo com sentido diferente daq uele convencionalmente empregado.a causa pelo efeito e vice-versa: "E assim o operário ia / Com suor e com ciment o (com trabalho) / Erguendo uma casa aqui / Adiante um apartamento. "Ele é um Gato" seria o mesmo que dizer "Ele é lindo/bonito. ligados por conectivos comparativos explícitos . para os outros. que é a razão.o lugar de origem ou de produção pelo produto: Comprei uma garrafa do legítimo porto (o vinho da cidade do Porto). . . sensibilidade). tal qual.o símbolo pela coisa simbolizada: A coroa (o poder) foi disputada pelos revoluci onários.o autor pela obra: Ela parecia ler Jorge Amado (a obra de Jorge Amado). como.

. atrevido.. Catacrese: A catacrese é um tipo de especial de metáfora. muitos bailados. especificativo etc. Exigem do leitor atenção maior no exame de cada fato. e) concordância ideológica: silepse. elipse e zeugma. Milagrosa aquela mancha verde [sensação visual] e úmida. / Rasga e enlameia a túnica inconsútil.) do nome próprio. "é uma espécie de metáfora desgastada. / Pelé (= Edson Arantes do Nascimento) / O C isne de Mântua (= Virgílio) / O poeta dos escravos (= Castro Alves) / O Dante Negro (= Cruz e Souza) / O Corso (= Napoleão) Alegoria: A alegoria é uma acumulação de metáforas referindo-se ao mesmo objeto. macia [sensações táteis]. Elas podem ser construídas por: a) omissão: assíndeto.o indivíduo pela espécie (nome próprio pelo nome comum): Para os artistas ele foi um mecenas (protetor). Exemplo: "A minha primeira recordação é um muro velho. Portanto. Há coros numeroso s. em q ue já não se sente nenhum vestígio de inovação. possíveis repetições ou omissões. aparecem justapostas ou separadas por vírgulas. É a metá rnada hábito lingüístico." (Othon M.o todo pela parte e vice-versa: "A cidade inteira (o povo) viu assombrada. é uma figura poética que consiste em expressar uma situação global por meio de outra que a evoque e inten sifique o seu significado. São exemplos de catacrese: folhas de livro / pele de tomate / dente de alho / mont ar em burro / céu da boca / cabeça de prego / mão de direção / ventre da terra / asa da xíc ra / sacar dinheiro no banco. em presença do mesmo baixo e dos mesmos comprimários. audição. o c arioca (todos os cariocas)." (Machado de Assis).Sinédoque: Ocorre sinédoque quando há substituição de um termo por outro. todas as palavras estão transladadas para um plano que não lhes é comum e oferecem dois sentidos completos e perfeitos . é uma grande ópera. Tinha várias feridas no reboco e veludo de musgo. Sinestesia: A sinestesia consiste na fusão de sensações diferentes numa mesma expressão. Na alegoria. em presença do baixo e dos comprimários. Na linguagem coloquial. quase irreal. de criação individual e pitoresca.um re ferencial e outro metafórico Figuras de sintaxe Exemplo: "A vida é uma ópera. pleonasmo e polissíndeto.o singular pelo plural e vice-versa: O paulista (todos os paulistas) é tímido. visão. As figuras de sintaxe ou de construção dizem respeito a desvios em relação à concordância e tre os termos da oração. (Raimundo Correia).. olfato e tato) ou psicológicas (subjetivas). O tenor e o barítono lutam pelo soprano. sínquise e hipálage. de queixo caído. Cândido de Carvalho) . característica ou fato que a distingue. quando não são o soprano e o contralto que lut am pelo tenor. por exigência das pausas rítmicas (vírgulas). havendo ampliação ou redução entido usual da palavra numa relação quantitativa. no quintal de uma casa indefiníve l. fugindo nos cascos (parte das patas) de seu cavalo. antonomásia é o mesmo que apelido. . sua ordem. que a igualdade prega. d) ruptura: anacoluto. Encontramos sinédoque nos seguintes casos: . são figuras de construção ou sintaxe: Assíndeto: Ocorre assíndeto quando orações ou palavras deveriam vir ligadas por conjunções coordenati vas. já fora do âmbito estilístico. Essas sensaçõe podem ser físicas (gustação." (J. Exemplos: "E ao rabi simples (Cristo)." (Augusto Meyer) Antonomásia: Ocorre antonomásia quando designamos uma pessoa por uma qualidade. o pistoleiro sumir de ladrão. alcunha ou cognome. e a orquestra é excelente. Garcia). b) repetição: anáfora. cuja origem é um aposto (descritivo. hipérbato. c) inversão: anástrofe.

Zeugma: Ocorre zeugma quando um termo já expresso na frase é suprimido. " (A grita da gente se alevanta ao Céu ) (Camões). da gente." (Machado de Assis). Exemplo: "A grita se alevanta ao Céu. sandálias coloridas.). Pleonasmo: Ocorre pleonasmo quando há repetição da mesma idéia. Pleonasmos viciosos devem ser evitados.Exemplo: "Não nos movemos. s endo apenas fruto do descobrimento do sentido real das palavras. apertando-se. Exemplo: "Foi saqueada a vida.) (Eça de Queiros). frase o verso.. Exemplo: ". É um poderoso recurso de concisão e dinamismo. ficando subentendida sua repetição. b) Pleonasmo vicioso: É o desdobramento de idéias que já estavam implícitas em palavras anteriormente expressa s. / Depois no horizon te imenso / Desertos... redundância de significado. as lojas loquazes dos barbeiros. Exemplo: "Depois o areal extenso. fundindo-se.) (Carlos Drummond de Andrade). É um hipérba to exagerado. / e as criadas das burguesinhas ric as / e as mulheres do povo. desertos só. dando ênfase à mensagem. isto é." (Mário Quintana)..." (Manuel Bandeira). as mãos é que se estenderam pouco a pouco.." (Alberto de Oliveira)... e as lavadeiras da redondeza. Exemplo: "Iam vinte anos desde aquele dia / Quando com os olhos eu quis ver de p erto / Quando em visão com os da saudade via. Sínquise: Ocorre sínquise quando há uma inversão violenta de distantes partes da frase.. tanto do ponto de vista semânti co quanto do ponto de vista sintático. Exemplo: "Passeiam à tarde. enriquece a expressão. Exemplo: "Tão leve estou (estou tão leve) que nem sombra tenho. Usado como um recurso estilístico. Exemplo: "Vão chegando as burguesinhas pobres.. Anacoluto: . Pode ocorrer na supressão de pronomes. todas quatro." (Gonçalves Dias) "Ó mar salgado. Exemplo: "Veio sem pinturas. Anáfora: Ocorre anáfora quando há repetição intencional de palavras no início de um período. Polissíndeto: Ocorre polissíndeto quando há repetição enfática de uma conjunção coordenativa mais vezes d ue exige a norma gramatical (geralmente a conjunção e).") (Camilo Castelo Branco)." (Castro Alves). as belas na Avenida. quando do teu sal / São lágrimas de Portugal" (Fernando Pessoa)." (as lojas dos barbeiros loquazes . e assassinados os partidários dos Felipes. Elipse: Ocorre elipse quando omitimos um termo ou oração que facilmente podemos identificar ou subentender no contexto.. a) Pleonasmo literário: É o uso de palavras redundantes para reforçar uma idéia. na mesma frase. pe gando-se. pois não têm valor de reforço de uma idéia." (elipse do pro nome ela (Ela veio) e da preposição de (de sandálias. É um recurso que sugere movime ntos ininterruptos ou vertiginosos. conjunções.. " (As belas passeiam na Avenida à t arde. Hipálage: Ocorre hipálage quando há inversão da posição do adjetivo: uma qualidade que pertence a um objeto é atribuída a outro. Anástrofe: Ocorre anástrofe quando há uma simples inversão de palavras vizinhas (determinante/det erminado). Hipérbato: Ocorre hipérbato quando há uma inversão completa de membros da frase.. Exemplos: subir para cima / entrar para dentro / repetir de novo / ouvir com os ouvidos / hemorragia de sangue / monopólio exclusivo / breve alocução / principal prot agonista. "Morrerás morte vil na mão de um forte. / Depois o oceano de pó. preposições ou verbos. em vestido leve." (Zeugma do verbo: "e foram assassinados..

. pelo contexto. a fim de proporcionar uma imagem emoc ionante e de impacto. Exemplo: "Amor é fogo que arde sem se ver. Apóstrofe: Ocorre apóstrofe quando há invocação de uma pessoa ou algo. Exemplo: "E pela paz derradeira (morte) que enfim vai nos redimir Deus lhe pague ". mas com a idéia a elas associada. Exemplo: "Rios te correrão dos olhos. Ironia: Ocorre ironia quando." (Rui Barbosa).. desagradável ou chocante. e fazem-nos bem. fal . que não respondes?" (Castro Alves). A construção do período deixa um ou mais termos . Exemplo: "Na noite seguinte estávamos reunidas algumas pessoas. (Chico Buarque)." (Machado de Assis ). Corresponde ao vocativo na análise sintática e é utilizada p ara dar ênfase à expressão. que pode e star presente ou ausente.que não ap entam função sintática definida . amiúde. / É dor que desatina sem doer. Uns nos querem mal. Oxímoro (ou oximoron) é outra designação para paradoxo. Exemplo: "Deus! ó Deus! onde estás.. sugerese o contrário do que as palavras ou orações parecem exprimir. / três séculos de família.Ocorre anacoluto quando há interrupção do plano sintático com que se inicia a frase. A intenção é depreciativa ou sarcástica. gosta de fazer bonito. em posições trocadas. mas também na d e idéias que se contradizem referindo-se ao mesmo termo. É uma verdade enunciada com aparência de mentira. pela contradição de termos. geralmente depois de uma pa usa sensível.. Paradoxo: Ocorre paradoxo não apenas na aproximação de palavras de sentido oposto. Exemplo: Corria gente de todos lados." (Mário Barreto). e gritavam. / É um conte ntamento descontente. Gradação: Ocorre gradação quando há uma seqüência de palavras que intensificam uma mesma idéia." (Guimarães Rosa). além. Silepse: Ocorre silepse quando a concordância não é feita com as palavras. Exemplo: "Aqui. Exemplo: "Moça linda." (Alcântara Machado)." (Camões) Eufemismo: Ocorre eufemismo quando uma palavra ou expressão é empregada para atenuar uma verdad e tida como penosa. Exemplo: "Amigos ou inimigos estão. São figuras de pensamento: Antítese: Ocorre antítese quando há aproximação de palavras ou expressões de sentidos opostos. pela entonação. se chorares!" (Olavo Bilac). Figuras de pensamento As figuras de pensamento são recursos de linguagem que se referem ao significado d as palavras. a) Silepse de gênero: Ocorre quando há discordância entre os gêneros gramaticais (feminino ou masculino)." (Castro Alves). Hipérbole: Ocorre hipérbole quando há exagero de uma idéia. Exemplo: "Quando a gente é novo. / É ferida que dói e não se sente. Outros nos almejam o bem. e nos trazem o mal. c) Silepse de pessoa: Ocorre quando há discordância entre o sujeito expresso e a pessoa verbal: o sujeito que fala ou escreve se inclui no sujeito enunciado. não se pode confiar nelas. real ou imaginário. alt erando-lhe a seqüência lógica. Prosopopéia: Ocorre prosopopéia (ou animização ou personificação) quando se atribui movimento. ao seu aspecto semântico." (Mário de Andrade). Exemplo: "Essas empregadas de hoje. mais longe por onde eu movo o passo.desprendidos dos demais. ação. / burra como uma porta: / um amor. b) Silepse de número: Ocorre quando há discordância envolvendo o número gramatical (singular ou plural). bem tratada.

Se a dissertação é objetiva. a uma corporação ou academia. Dissertação científica. É polemizar. o autor quer provar a veracidade ou falsidade de ideia s.. Na dissertação expositiva. literário ou artístico. Em uma dissertação você não deve colocar sua opinião. qualquer que seja. Exemplo: "Cidade maravilhosa / Cheia de encantos mil / Cidade maravilhosa / Coração do meu Brasil. Redação Dissertação Dissertação é um trabalho baseado em estudo teórico de natureza reflexiva. destinada ser apresentada ao governo. acidente geográfico ou situação que não se quer nomear." (André Filho). de provas evidentes.. A dissertação tem ainda finalidade didática. conseq uências ou exemplos.Considerações Gerais Na monografia (dissertação) para a obtenção do grau de mestre. questionar. Além da emoção. esentar um texto com organização lógica das idéias. além da revisão da literatur . os rios vão carregando as queixas do caminho. causas próximas ou remotas.. São partes importantes da dissertação a introdução... é preciso dominar o conhecimento do método de pesquisa e informar a metodologiauti lizada na pesquisa. Chama-se memória a dissertação sobre assunto científico. demonstrando sua natureza. Nesse caso. A dissertação pode ou não ser feita em final de curso de pós-graduação. Também a atribuição de características humanas a seres animados constitui prosopopéia o qu e é comum nas fábulas e nos apólogos. Basicamente um texto em que o autor mostra as suas ideias.sentimento." Exemplos: ". podendo variar um pouco o número. o desenvolvimento e a conclusão. caracteres próprios de seres animados a seres inanimados ou ima ginários. uma doutrina e expõe o que ele ou outros pensam sobre o tema ou assunto.. discutir. É estabelecer relações de causa e consequência. pretende convencer o leitor ou ouvinte. ou simplesmente exercitação. é desenvolvida sob assistência de um orientador acadêmico. inclusive. é o trabalho feito nos moldes da tese. com opiniões e com argumentos contrários aos n ossos. aos sentimentos de qu em ele pretende convencer.) silencioso e levemente melancólico. É defendida publicame nte perante bancas de três ou mais doutores.. é produção de aproximadamente 10 0 páginas. de testemunhas. expressar ponto de vista. como este exemplo de Mário de Quintana: "O peixinh o (. enfim. com a peculiaridade de ser ainda uma tese inicial ou em miniatura. sarcasmo. Dissertar é debater. É o trabalho final dos cursos de mestrado ..) percorria o jardim. É desenvolver um raciocínio. o tratamento dado ao texto é impessoal. uma vez que constitui o grande treinament o para a tese propriamente dita. o autor dirige-se não só à inteligência. é tirar conclusões. com a finalidade de treinar os estudantes no domínio do assunto abordado e c omo forma de iniciação a pesquisa mais ampla. stricto sensu (mest ado). dirige-se à sua inteligência através de arg umentos. Na dissertação subjetiva. A característica básica da dissertação é ho reflexivo-teórico. de modo pessoal. é dar exemplos. Na dissertação argumentativa. Geralmente faz a amplificação da ideia ce ntral. ridículo. que consiste na ordenação de idéias sobre um determinado tema. desenvolver argumentos que fu ndamentem posições. elaborado depois de cursados os respectivos créditos e feita a pesquisa correspo ndente. com argumentação lógic artindo de elementos gerais e indo para os particulares. o autor apresenta uma ideia.." (Clarice Lispector) Perífrase: Ocorre perífrase quando se cria um torneio de palavras para expressar algum objeto . às vezes há ironia. antecedentes.." (Raul Bopp) Um frio inteligente (. Exemplos de dissertação . mas também.

É uma maldição porque o briga e arrasta como um vício penoso do qual é quase possível se livrar. por assim dizer. caso nele contenha verbo. não necessita de teoria. Rio de Janeiro.) Hoje repito: é uma maldição. E é uma salvação. Somente então apreender-se-á o sentido da vida. Mas escrever aquilo q ue eventualmente pode se transformar num conto ou num romance. fator. Não ser radical. Zahar.resumo do que foi dito durante o texto. Evitar períodos muito longos ou sequências de frases muito curtas." Rozana Assalin. etc. Não estou me referindo a escrever para jornal..proposta para que o problema discutido seja solucionado. Repetir muitas vezes as mesmas palavras empobrece o texto. dirigir-se ao leitor. A Descoberta do Mundo. Manter-se rigorosamente dentro do tema. quem aprende a prática da vida também assimila sua teoria". Não usar chavões. Salva a alma presa. Não usar religião como argumento. é sentir até o último fim o sentime nto que permaneceria apenas vago e sufocador. A Revolução Sexual.. o sentido e a finalidade da vida). A vida é alg o que. mergulhar. Lembrando-me agora com saudade da dor de escrever livros. inteiramente. salv a o dia que se vive e que nunca se entende a menos que se escreva. Escrever é também abençoar uma vida que não foi abençoada. aco mpanhado da opinião. Evitar gírias e termos coloquiais.. Desenvolvimento . mas uma m ldição que salva. Evitar a argumentação generalizadora e baseada no senso comum. ditos populares ou frases feitas. Ela pode ser feita de duas maneiras: Síntese . Dicas para escrever uma boa dissertação Só abordar na introdução e na conclusão o que realmente estiver no desenvolvimento. O texto expõe um ponto-de-vista (finalidade da vida é viver) sobre um assunto-tema ( no caso. a dissertação pode ser exemplificada: "A fim de aprender a finalidade e o sentido da vida. Escrever é proc urar entender. tanto de palavras. Evitar. é preciso amar a vida por ela mesma. "Eu disse uma vez que escrever é uma maldição. a menos que haja uma solicitação do tema. pr eferir elemento. trata-se de um resumo da dissertação como um tod o. lançar mão de sinônimos e e xpressões que representem a ideia em questão. ao contrário de tudo criado pelo homem. Não usar questionamentos no texto. tópico.serve para finalizar o que foi exposto.deve ser breve e anunciar ao leitor o que será desenvolvido no texto. Fugir das palavras muito "fortes". provérbios. sobretudo na conclusão. "batidas". nas dissertações tradicionais. é procurar reproduzir o irreproduzível. 1974. aqui serão utilizadas as ideias propostas na i ntrodução. índice. Somente citar exemplos de domínio público. Além de apresentar um ponto-de-vista d o autor. por terem sentido vago. Partes que compõem a dissertação Introdução . defendendo o ponto-de-vista através de argumentos. sem narrar seu desenrolar. item. no redemoinho da vida. deve ser breve e não pode conter nenhuma idéia nova e nenhum exemplo. (. Rozana Assalin. fazendo soment . Utilizar exemplos e citações relevantes. o texto faz também a defesa deste ponto-de-vista: onde ele defende os mot ivos que fundamentam a opinião de que a prática intensa de viver é que revela o sentid o da vida. Evitar as repetições exageradas e umas próximas das outras. Evitar linguagem rebuscada. pois nada o s ubstitui. compreender-se-á para que se vive. Conclusão . Ter cuidado com palavras duvidosas como coisa e algo.é o corpo do texto. salva a pessoa que se sente inútil. Jamais usar a primeira pessoa do singular. Sugestão ..Através de dois textos distintos. quanto de informações. Usa-se ponto final ao final do título. Evitar expressões desgastadas.

4 – Resgate histórico ou dados retrospectivos: Exemplo: As primeiras manifestações de comunicação humana nas eras mais primitivas foram traduzid as por sons que expressavam sentimentos de dor. 3 – Frases ou expressões nominais: Exemplo: Baixos salários. só tem uma coisa: a morte. Exemplo: Textual: "O escravo brasileiro. tem por missão tradu zir o mais fielmente possível essa realidade. Uma fumaça densa e ameaçadora empresta a São Pau lo o aspecto de fotografias antigas sombreadas pela cor do tempo. Seguem exemplos de teses.: Estrutura válida para um texto dissertativo-argumentativo de. Não usar itens pessoais na dissertação. . É a paisagem tri stonha da poluição. Nunca usar palavras de baixo calão. disse que este só tem a própria morte. Vale lembrar que na tese deve sempre estar presente a palavra-chave do tema prop osto. Ser direto e objetivo. os exemplos ajudarão a resolver esse impasse. Desvio de verbas. diante de um mundo complexo e agitado. A Tese de uma dissertação deve ser clara. Mais tarde. Hospitais insuficientes e mal aparelhados. em sua comiseração pelo escravo brasileiro. 5 – Citação: textual e comentada. No título todas as palavras devem começar com letras maiúsculas(não pode haver minuscula s). Falta de medica mentos. Comentada: O teórico Joaquim Nabuco. preferencialmente. a fim de que essa tradução seja fidedigna. dando inúmeras possibilidades a o aluno. O movimento brasileiro antiescravista. Enfermagem pouco qualificada. deixou bem clara essa pungente acusação nas palavras dos abolicionistas. literalmente falando. Mesmo que pareça impossível impedir que o subjetivismo esteja presente. quando já for talecido. Atendimento precário.. Médicos descontentes. alegria ou espanto. 2 – Uma frase declarativa ou afirmação: Exemplo: O artista contemporâneo. eu não sei começar!" Assim. no mínimo.e breves menções. sem contar o título. visto que uma das reclamações dos alunos é sempre esta: " – Professora. argumentada e concluída. 25 li nhas. antes chamada de Introdução. Vamos iniciar o estudo com alguns esclarecimentos sobre a primeira parte da estr utura que é a Tese. deve-se despir de opiniões já estabelecidas de pré-jul gamentos ou preconceitos. as pinturas rupestres surgiram como primeiros vestígios de tentativa de preservação de uma era. grande teórico do movimento abolicionista brasileiro. Buzinas estridentes atordoam os passantes. Nabuco revel a uma das características que o pensamento antiescravista apresenta: a nota de com iseração pelo escravo. objetiva e concisa. Est a precisa ser discutida. Esse é o retrato da saúde pública brasileira. REDAÇÃO – O ESTUDO DA DISSERTAÇÃO ARGUMENTATIVA OBS. Edifícios altíssim os cobrem os céus cinzentos da metrópole.. MODELOS DE TESE 1 – Cena descritiva: Exemplo: O som invade a cidade." Joaquim Nabuco.

De repente. escraviza. 8 – Linguagem figurada: Exemplo: Os meios de comunicação. A de piano ou pequena orquestra. ainda temos episódios inaceitáveis como a proposta de aum ento do salário dos deputados de R$ 12. No figura do narrador ou comentador uitos filmes. cerca de 30% da população sobrevive com menos de um s alário mínimo. comportavam música e ruídos especialmente A ARGUMENTAÇÃO O desenvolvimento é a parte mais extensa do texto dissertativo.6 – Pergunta ou uma seqüência de perguntas: Exemplo: Os pensadores do século XIX propuseram nos termos da época as questões que. justificativas etc. popularizou-se a de imagens.) que dão sustentação à tese – idéia centr . do am biente e da idade. 10 . todos ficaram sabendo quase tudo. Co ntudo. 13 – Declaração surpreendente: Exemplo: Jamais houve cinema silencioso.Idéias contrastantes ou ponto de vista oposto: Exemplo: Enquanto muitos políticos brasileiros praticam a corrupção ao desviarem altíssimas somas em dinheiro do tesouro público. assistimos à crescent e marginalização da maioria que sequer consegue alfabetizar-se minimamente. Os mais ávidos de atualizar-se transformaram-se em presas definitivas de um d os mercados mais lucrativos do planeta. desde os primórdios compostos.000!! 11 – Comparação: Exemplo: A era da informática veio aprofundar os abismos do país: de um lado. Compreende os argu mentos (evidências. 12 – Contestação ou confirmação de uma citação: Exemplo: O computador liberta. o modo como a informática vem se impondo parece angustiar o homem. fazem de cada hom em um condômino do mundo. é uma ilha cercada de comunicações por todos os lados. longe de libertar. assistimos ao a vanço tecnológico desfrutado por cerca de 2% da população. E para agravar. exemplos. projeção das fitas mudas era acompanhada por música Japão e outras partes do mundo. com sua velocidade estonteante de informação. que explicava a história ao público. 9 – Narração: Exemplo: O ano de 1997 foi marcado pela expansão da informática no país: realizaram-se as mais importantes feiras do mundo.000 para R$ 21. M do cinema. embora ainda não tenham sido descobertas as causa precisas que o determinam em toda a sua amplitude e diversidade. afirmou Nicholas Negroponte. de outro. continuam a intrigar os críticos sociais: como funcion a a mente de um político? Quais são os fatores imponderáveis que o levam a agir desta ou daquela maneira? 7 – Definição: Exemplo O envelhecimento é um processo evolutivo que depende dos fatores hereditários. gerando ansiedade que. apresentando novidades que deslumbraram os brasilei ros. sem tempo para digerir 90% das informações que recebem. apesar de toda a posterior realidade. o pioneiro da era digital.

limita-se a condensar as idéi as defendidas ao longo da explanação. e pode negar que ela evoluiu –transformou-se na maior representante da mídia. a depender do tema. O mais importante nessa inicia tiva é que a participação da sociedade. Assim. Argumentação por constatação Para além daquilo que a televisão exibe. temos sempre um objetivo definido: defender uma i déia. há pouco mais de meio século. quando cheg ou ao país. Reforça a posição apresentada no iníci . no Brasil não há nenhum controle efetivo sobre a programação é de surpreender que muitos brasileiros estejam defendendo alguma forma de censur a sobre a TV aberta. deve-se levar em conta também seu papel socia l. questionador. Argumentação histórica Quem assiste à TV hoje talvez nem imagine que seu compromisso inicial. as idéias devem estar articuladas numa seqüência que conduza l ogicamente ao final do texto. formulamos uma tese interessante. fosse com educação. Para tanto. um ponto de vista. que será dese nvolvida com eficientes argumentos. informa relativamente e entretém de maneira discutível. por exemplo. informação e entretenimento. muitos têm elegido a tevê como companhia favorita. caberá a conclusão que condense as idéias consideradas. Cabe lembrar. Quem há não renunciou um encontro com amigou ou a um passeio com a família para não p erder a novela ou a participação de algum artista num programa de auditório? Ao que tu do indica.apresentada no primeiro parágrafo. mais de 80% da população brasileira tem esse veículo como principal fonte de informação e referência. Argumentação por comparação Enquanto países com Inglaterra e Canadá têm leia que protegem as crianças da exposição ao s xo e à violência na televisão. Observe alguns dos procedimentos adequados para se concluir um texto dissertativ o: Síntese da discussão – apropriada para textos expositivos. Cada texto pede um determinado tipo de fechamento. será apropriada uma conclusão que proponha soluções ou trace perspectivas para o tema discutido. Não há um modelo único de conclusão. Observe alguns exemplos de a rgumentação: Tema: Televisão Argumentação por exemplificação Já foi criada até uma campanha – "Quem financia a baixaria é contra a cidadania" – para qu e sejam divulgados os nomes das empresas que anunciam nos programas que mais rec ebem denúncias de desrespeito aos direitos humanos. A CONCLUSÃO DO TEXTO DISSERTATIVO Quando elaboramos uma dissertação. bem como do enfoque escolhido pelo autor. Argumentação por testemunho Conforme citado pelo jornalista Nelson Hoineff. que pode abandonar a passividade e interferir na qualidade da programação que chega às casas dos brasileiros. ainda. Retomada da tese – é a confirmação da idéia central. "o que a televisão tem de mais fas cinante para quem a faz é justamente o que ela tem de mais nocivo para quem a vê: su a capacidade aparentemente infinita de massificação". É preciso encadear os enunciados de maneira que se completem (cada enunciado acrescentará informações novas ao anterior). Deve-se também evitar a reprodução de clichês mulas prontas e frases feitas – recursos que enfraqueçam a argumentação. De fato. até atingir a última etapa da estrutura disserta tiva: a conclusão. O conteúdo dos parágrafos de desenvolvimento deve o bedecer a uma progressão: repetir idéias mudando apenas as palavras resulta em redun dância. mas em contrapartida esqueceu-se de educar. Já no caso de textos cujo conteúdo seja polêmico. que a adequada utilização de seu repertório cultural será determina nte para diversificar e enriquecer seus argumentos. Em textos com teor informativo.

Proposta(s) de solução – partindo de questões levantadas na argumentação.xto.com.algosobre.br/redacao/texto-dissertativo-argumentativo. que instigue a reflexão do leitor. Com interrogação (retórica) – só deve ser utilizada quando trouxer implícita a crítica proc nte. http://www. Deve-se. É preciso evitar perguntas que repassem ao l eitor a incumbência de encontrar respostas que deveriam estar contidas no próprio te xto. evitar a redundância ou mera repetição da tese.html . contudo. consiste na suges de possíveis soluções para os problemas discutidos.

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