Você está na página 1de 3

movimento sem terra

o movimento dos trabalhadores rurais sem terra (mst) é um movimento


social brasileiro que busca a reforma agrária . teve origem na oposição ao modelo de
reforma agrária imposto pelo regime militar, principalmente nos anos 1970, que
priorizava a colonização de terras devolutas em regiões remotas, com objetivo de
exportação de excedentes populacionais e integração estratégica. contrariamente a este
modelo, o mst busca fundamentalmente a redistribuição das terras improdutivas.
a reforma agrária é um conjunto de medidas que visam promover a melhor
distribuição das terras mediante modificação no regime de sua posse e uso, a fim de
atender aos princípios da justiça social e ao aumento de produtividade, conforme o
estatuto da terra. É também uma reorganização do espaço rural que tem como objetivo a
distribuição mais igualitária das terras e que, ao mesmo tempo, promova a tecnificação
das pequenas e médias propriedades, tornando-as mais produtivas.
a luta pela terra é um fato histórico que remonta às primeiras civilizações,
desde a antiguidade clássica: romanos, gregos, macedônios tiveram que reestruturar sua
estrutura fundiária para que as populações rurais tivessem acesso à terra, ampliassem a
produção de alimentos e melhorassem a qualidade de vida da sua população.
a lei de terras de 1850, ao estabelecer a compra e venda como forma padrão
de aquisição da propriedade fundiária, limitando fortemente o usucapião, perpetuou a
estrutura agrária desigual herdada dos tempos coloniais. É deste marco legislativo que se
valem os historiadores para dividir a história dos conflitos agrários no brasil
independente, a partir de 1850, em duas fases distintas:
a primeira fase, que iria de 1850 até 1940, é classificada como "messiânica",
pois estas lutas estavam associadas à presença de líderes religiosos de origem popular,
que pregavam ideologias de cunho milenarista (inclusive com elementos sebastianistas,
isto é, associados à mitologia relativa ao retorno de sebastião de portugal), ligados ao
catolicismo popular. neste período um dos mais importantes movimentos foi o que se
chamou de canudos, na bahia, de 1870 até 1897, e que teve como líder antônio
conselheiro.outro movimento desta fase é o contestado, que se desenvolve de 1912 até
1916 em santa catarina, liderado pelo monge josé maria.
finalmente, não podemos deixar de lembrar o movimento liderado por lampião no
nordeste brasileiro, no período de 1917 até 1938, na medida em que este possa ser tido como uma
forma de banditismo "social", cujas causas encontrariam-se na exclusão dos pequenos
agricultores - como lampião, por origem familiar, o era - das estruturas de poder político regional
dominadas pelo latifúndio. esta colocação, no entanto, muito favorecida pela historiografia
marxista brasileira dos anos 1960 - muito especialmente pelo historiador rui facó, e recuperada
mais tarde pelo historiador inglês eric hobsbawn - tem sido severamente contestada recentemente,
na medida em que o banditismo do cangaço tem chegado a ser visto muito mais como vivendo
numa relação de comensalidade com o latifúndio do que opondo-se a ele,como o messianismo.

a segunda fase da luta pela terra no brasil é definida como "lutas radicais
localizadas" e que se desenvolvem de 1940 até 1955. nesta fase ocorreram diversos
conflitos violentos por terras e revoltas populares, em diversos lugares do brasil, em lutas
não mais de cunho messiânico, mas agora com demandas sociais e políticas claramente
definidas como tais.estas lutas, embora localizadas, tiveram a adesão de milhares de
pessoas, e em alguns lugares, como no maranhão e no paraná adquiriram tal magnitude
que os camponeses tomaram cidades e organizaram governos paralelos.
com o a luta pela terra foi violentamente reprimida, sob pretexto da ameaça
comunista. com isto, o movimento pela reforma agrária não pode atuar e a maioria de
seus líderes foram ou presos ou mortos.
a colonização inglesa na américa do norte
a inglaterra iniciou seu processo de expansão marítima no final do século xv,
após a guerra das duas rosas, com a ascensão da dinastia tudor, que deu início a formação
do absolutismo e desenvolveu uma política mercantilista. no entanto, as expedições que a
princípio pretendiam encontrar uma passagem para o oriente, não tiveram resultados
efetivos, seja pelos conflitos com a espanha, ou com os povos indígenas na américa do
norte.
a inglaterra

no século xvii a inglaterra vivia uma conjuntura favorável à colonização. o


comércio havia dado origem a uma burguesia enriquecida e dotado o país de uma grande
frota, pois no século anterior, principalmente do reinado de elizabeth i, o mercantilismo
havia se imposto, utilizando-se inclusive das atividades dos corsários; a espanha, em
decadência, não tinha condições de manter os territórios que julgava seus pelo tratado de
tordesilhas. do ponto de vista social, havia nas cidades inglesas uma grande massa de
homens pobres, resultado do êxodo rural, provocado pelos "cercamentos" e outra camada
de origem burguesa, porém que sofria com as perseguições religiosas. parte desses dois
grupos migraram para as colônias da américa do norte.

a empresa colonizadora

o início da colonização da américa do norte pelos ingleses deu-se a partir da


concessão real a duas empresas privadas: a companhia de londres, que passou a
monopolizar a colonização das regiões mais ao norte, e a companhia de plymonth, que
recebeu o monopólio dos territórios mais ao sul. dessa maneira dizemos que a
colonização foi realizada a partir da atuação da "iniciativa privada". porém subordinadas
as leis do estado.
a primeira colônia inglesa foi a virgínia, que nasceu a partir da fundação da cidade de
jamestown, mas a efetiva ocupação e desenvolvimento da região levaria algumas
décadas, ao longo das quais foram estabelecidas outras colônias na região sul: maryland
(colônia católica, em 1632) carolina do norte e carolina do sul (1663) e geórgia (1733).
nessas colônias desenvolveu-se a estrutura tradicional de produção, caracterizada pelo
latifúndio monocultor, voltado para a exportação segundo os interesses da metrópole,
utilizando o trabalho escravo africano.
as colônias do norte têm sua origem na fundação da cidade de new plymonth (
massachussets) em 1620, pelos "peregrinos do mayflower", puritanos que fugiam da
inglaterra devido as perseguições religiosas e que estabeleceram um pacto, segundo o
qual o governo e as leis seguiriam a vontade da maioria. a partir de newplymonth novos
núcleos foram surgindo, vinculados a atividade pesqueira, ao cultivo em pequenas
propriedades e ao comércio. no entanto a intoler6ancia religiosa determinou a migração
para outras regiões e assim novas colônias foram fundadas: rhode island e connecticut
(1636) e new hampshire (1638). nessa região, denominada genericamente de "nova
inglaterra" as colônias prosperaram principalmente devido ao comércio. do ponto de vista
da produção, a economia caracterizou-se pelo predomínio da pequena propriedade
policultora, voltada aos interesses dos próprios colonos, utilizando-se o trabalho livre,
assalariado ou a servidão temporária.
as colônias do centro foram as últimas a surgirem, após a restauração da
monarquia inglesa em 1660. a ocupação daregião ocorreu principalmente por refugiados
religiosos e foi onde opensamento liberal rapidamente enraizou-se, tanto do ponto de
vista político como religioso. nova iorque, pensilvânia, nova jérsei e delaware
desenvolveram tanto a agricultura em pequenas propriedades como a criação de animais,
com uma produção diversificada e estrutura semelhante à da nova inglaterra.

a organização política

as 13 colônias eram completamente independentes entre si, estando cada uma


delas subordinada diretamente à metrópole. porém como a colonização ocorreu a partir
da iniciativa privada, desenvolveu-se um elevado grau de autonomia político-
administrativa, caracterizada principalmente pela idéia do auto-governo.
cada colônia possuía um governador, nomeado, e que representava os interesses da
metrópole, porém existia ainda um conselho, formado pelos homens mais ricos que
assessorava o governador e uma assembléia legislativa eleita, variando o critério de
participação em cada colônia, responsável pela elaboração das leis locais e pela definição
dos impostos.
apesar dos governadores representarem os interesses da metrópole, a
organização colonial tendeu a aumentar constantemente sua influência, reforçando a idéia
de "direitos próprios".