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Este dispositivo assegura toda e qualquer propriedade, desde a imobiliária até a intelectual e de marcas. É um dispositivo pelo qual se reconhece à pessoa, no Brasil, o direito de ser proprietário de algo, em contraponto com exclusividade da propriedade estatal de outros regimes.

Função social da propriedade é um conceito que dá a este um atributo coletivo, não
Função social da propriedade é um conceito que dá a este um atributo coletivo, não
Função social da propriedade é um conceito que dá a este um atributo coletivo, não

Função social da propriedade é um conceito que dá a este um atributo coletivo, não apenas individual. Significa dizer que a propriedade não é um direito que se exerce apenas pelo dono de alguma coisa, mas também que esse dono exerce em relação a terceiros. Ou seja, a propriedade, além de direito da pessoa, é também um encargo contra essa, que fica constitucionalmente obrigada a retribuir, de alguma forma, ao grupo social, um benefício pela manutenção e uso da propriedade. A Constituição define o conceito de função social da propriedade em relação a dois dos seus tipos. Quanto à propriedade urbana, função social é aquela estabelecida no art. 182, § 2º. Quanto à propriedade rural, o conceito está no art. 186.

Desapropriação é uma forma de aquisição de bens pelo Poder Público. Em outras palavras, é
Desapropriação é uma forma de aquisição de bens pelo Poder Público. Em outras palavras, é
Desapropriação é uma forma de aquisição de bens pelo Poder Público. Em outras palavras, é

Desapropriação é uma forma de aquisição de bens pelo Poder Público. Em outras palavras, é um instrumento de que se vale o Estado para retirar a propriedade de um particular e incorporar ao patrimônio público, indenizando o ex-proprietário. A Constituição estabelece três tipos de desapropriação:

• por necessidade pública, quando é indispensável que determinado bem particular seja usado para uma finalidade pública.

• Por utilidade pública, quando não é indispensável, mas é conveniente que determinado bem seja usado de atividade pública.

• Por interesse social, que é um argumento vasto, mas dentro do qual cabem argumentos que sustentem que a propriedade, por qualquer motivo, será mais bem aproveitada se transferida ao patrimônio público do que se mantida sob o poder do particular.

• A indenização há de ser justa, o que implica dizer que o preço a ser recebido pelo particular desapropriado deverá corresponder o mais possível ao que ele receberia se vendesse a propriedade pela qual sua vontade.

• Além de justa, há que ser prévia, ou seja, antes de o Estado passar para o seu patrimônio a propriedade do particular, este já deve Ter sido indenizado. As indenizações devem ser pagas em dinheiro. Há duas exceções a essa regra geral. A primeira é que algumas desapropriações são feitas mediante indenização justa e prévia, mas em títulos, não em dinheiro. Esses títulos são devidos pela desapropriação de imóvel rural (títulos da dívida pública), nos termos do art. 182, §4º, III, geralmente,

quando não cumpre a sua função social, ou, sob o mesmo argumento, pela desapropriação de imóveis rurais (títulos da dívida agrária), conforme previsto no art. 184, caput. A Segunda exceção é uma desapropriação com efeito de confisco, feita, portanto, sem indenização do proprietário particular, na forma do art. 243, sobre terras onde exista cultivo de plantas psicotrópicas (cannabis sativa, eritroxilon coca, epadu, papoula).

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Este inciso abre uma exceção à regra da penhorabilidade dos bens dados em garantia de
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Este inciso abre uma exceção à regra da penhorabilidade dos bens dados em garantia de financiamentos. Como o pequeno proprietário subsiste do que colhe e produz, em sua terra, tolerar a penhora desta para o pagamento de dívidas seria o mesmo que condenar o pequeno colono à fonte ou à marginalização das favelas nas cidades. Para isso, o constituinte fixou a pequena propriedade rural não é penhorável, pedindo, para isso, quatro requisitos:

a) A propriedade deve ser classificada como pequena nos termos da lei;

b) Deve ser produtiva;

c) Deve produzir a partir do trabalho familiar, exclusivamente;

d) Finalmente, a origem da dívida deve ter sido

financiamento da atividade produtiva da propriedade. Como, nessas condições, dificilmente um pequeno colono obteria crédito agrícola em bancos, manda o inciso que a lei disponha sobre a forma como será viabilizado o financiamento da produção nessas propriedades.

O direito autoral é uma das formas de propriedade garantida pela Constituição. O resultado material
O direito autoral é uma das formas de propriedade garantida pela Constituição. O resultado material
O direito autoral é uma das formas de propriedade garantida pela Constituição. O resultado material

O direito autoral é uma das formas de propriedade garantida pela Constituição. O resultado material da exploração da obra do autor é auferido por ele vitaliciamente. Com a sua morte, esses direitos passam aos herdeiros (cônjuge, pais ou filhos), caso em que serão desfrutados também de forma vitalícia. Se, contudo, tais herdeiros forem distantes, a sucessão nesses direitos se dará por prazo determinado, que a lei informa ser, hoje, de 60 anos, a contar de primeiro de janeiro do ano seguinte à morte do autor.

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Obras coletivas quer dizer uma peça de teatro, um filme, uma novela, uma atividade desportiva
Obras coletivas quer dizer uma peça de teatro, um filme, uma novela, uma atividade desportiva
Obras coletivas quer dizer uma peça de teatro, um filme, uma novela, uma atividade desportiva

Obras coletivas quer dizer uma peça de teatro, um filme, uma novela, uma atividade desportiva coletiva. As pessoas que participam da realização dessas obras têm direito constitucional de receber remuneração por essa participação, na medida dela. E extensão desse direito à reprodução da imagem e voz humanas reconhece a importância dos trabalhos de certas pessoas na mídia, como os narradores e locutores esportivos, cuja presença em um ou em outro canal significa em aumento de qualidade e de arrecadação pelas emissoras. A Segunda alínea estabelece o direito de tais participantes de fiscalizar o resultado econômico das obras de que participarem, de forma a não haver burla no cálculo do direito autoral a que fazem jus.

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A definição do que seja invento industrial ou criação industrial é matéria do Código Nacional
A definição do que seja invento industrial ou criação industrial é matéria do Código Nacional
A definição do que seja invento industrial ou criação industrial é matéria do Código Nacional

A definição do que seja invento industrial ou criação industrial é matéria do Código Nacional de Propriedade Industrial, em fase final de tramitação no Congresso Nacional, pelo que não vamos tratar aqui desses conceitos. Apenas importa, para os objetivos dessa obra, fixar que o que for invento industrial terá uma proteção temporária, não vitalícia. Isso se justifica. Como o progresso tecnológico e sua importância para a humanidade dependem, em grande média, de se conhecer determinados inventos e, partindo deles, obter-se inventos melhores, o constituinte resolveu impor uma proteção apenas temporária, para que o inventor, através do recebimento de royalties, seja remunerado pelo seu talento e atividade intelectual empregados na invenção. Depois desse prazo, contudo, o invento cai no domínio comum, para acesso de qualquer pessoa.

O m esmo não acontece com as criações industriais, as marcas, os nomes de

empresas e seus símbolos, que são propriedade perene dos seus detentores. É razoável a disciplina, já que o maior ou menor valor da marca ou do nome de uma empresa tem relação direta com a qualidade de seus produtos, o que justifica o interesse da empresa em aprimorá-los e o interesse do Estado em proteger essa propriedade.

A ressalva final, quanto ao interesse social e ao desenvolvimento tecnológico e econômico do País são perigosas e podem levar à negativa do reconhecimento de patentes e progressos tecnológicos estrangeiros utilizados no Brasil.

A proteção ao invento vem de longa data no Brasil. Foi introduzida entre nós pelo Alvará do Príncipe Regente de 28 de janeiro de 1809, o que nos tornou o quarto país do mundo a tratar do assunto.

• Continua em Constituição federal comentada parte IV
• Continua em Constituição federal
comentada parte IV
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