Princípio da SUPREMACIA DO INTERESSE PÚBLICO Sobreposição do interesse público em face do interesse particular.

Essa supremacia é do interesse público e não do interesse do administrador O Cespe, muitas vezes fala em ³supremacia do interesse do administrador´. O interesse do Estado enquanto máquina administrativa também está errado. A supremacia é do interesse público. ³Interesse público é o somatório dos interesses individuais desde que represente o interesse majoritário, a vontade da maioria na sociedade.´ Repetindo essa idéia, muito atual, que está na doutrina moderna e tem caído em concurso: Supremacia do interesse público é a sobreposição do interesse público em face do individual prevalece sobre os individuais. A doutrina hoje separa interesse público primário de secundário. O primário é a vontade do povo. E o secundário é a vontade do Estado, o que quer ele enquanto pessoa jurídica. Interesse primário e secundário devem ser coincidentes, mas se existir divergência o que prevalece é o interesse público primário. A supremacia é um princípio implícito no nosso ordenamento jurídico. Nenhum artigo fala dele, mas está em praticamente todos os institutos de direito administrativo. Exemplos: desapropriação (art.5º) o Poder Público toma a propriedade em nome da supremacia . ± requisição de bem particular, em nome da supremacia. Contratos administrativos: cláusulas exorbitantes permitem que a Administração rescinda ou altere de forma unilateral o contrato. Poder de polícia. Essa superioridade também significa obrigação. O administrador não pode abrir mão do interesse publico, uma vez verificado esse interesse. Não pode dispor. Em nome da supremacia o administrador pode quase tudo, mas não pode dispor desse interesse. E quando falamos que ele não pode dispor, estamos pensando em princípio da indisponibilidade desse interesse. Atrelado ao princípio da supremacia está o princípio da indisponibilidade do interesse público. Princípio da INDISPONIBILIDADE DO INTERESSE PÚBLICO Estudamos a função pública e vimos que é exercer atividade em nome e no interesse do povo. Nosso administrador exerce função pública no nosso interesse. Se é assim, ele não pode dispor desse interesse, não pode jogar esse interesse fora. Se é função pública, o direito não é do administrador. Só podemos dispor, abrir mão daquilo que nos pertence. Esse princípio também está implícito no ordenamento. Não está escrito em lugar nenhum, mas está presente em todos os institutos. Dica: aprender a pensar na utilização dos princípios e sua aplicação. Contratação direta quando a licitação era obrigatória. Qual princípio foi desrespeitado?

dos Estados. chamados princípios mínimos expressos na Constituição (LIMPE). ao seguinte:´ Todos os entes se sujeitam a esses princípios. ³Art. Distrito Federal e seus respectivos órgãos públicos). moralidade. Podemos citar como exemplo a Lei 9. IMPESSOALIDADE. como acontece no artigo 3° da Lei de licitações. O princípio da indisponibilidade aparece sempre que está em jogo o interesse público. como constatamos no caput do artigo 37 da Constituição Federal.784/99. publicidade. Esse dispositivo estabelece a obrigatoriedade de a Administração respeitar os princípios da LEGALIDADE. não cobrou tributo. que regula o processo administrativo no âmbito federal. MORALIDADE. motivação. PUBLICIDADE e EFICIÊNCIA. Em seu artigo 2°. Em alguns casos. Se a Administração não celebrou o contrato. . é importante destacar ainda que os princípios administrativos se dividem em expressos e implícitos. Princípio da LEGALIDADE Princípios expressos e implícitos Além de tudo que já foi exposto. sem licitação. proporcionalidade. obrigatória para todas as entidades políticas (União. do interesse público e do contraditório. é possível que tenhamos princípios expressos previstos em nível constitucional. 37. do Distrito Federal e dos Municípios. finalidade. Princípios expressos são aqueles taxativamente previstos em uma norma jurídica (constitucional ou infraconstitucional) de caráter geral. fundações públicas. razoabilidade. publicidade. julgamento objetivo. Da mesma forma. mas somente para determinado ente político. a lei 9. Estados. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União. contratou sem concurso. também encontraremos princípios expressos na legislação infraconstitucional. eficiência e. Municípios. que determina a obrigatoriedade de respeito aos princípios da legalidade. Sendo assim. está jogando fora o interesse público. impessoalidade. também. vinculação ao instrumento convocatório. bem como para as entidades administrativas (autarquias. ampla defesa. dentre outros. O princípio da eficiência ganha roupagem de princípio expresso a partir da EC/19.Indisponibilidade (porque está jogando fora o interesse público) e também legalidade. aos princípios da legalidade.784/99 declara que a Administração Pública obedecerá. moralidade. moralidade. segurança jurídica. moralidade. empresas públicas e sociedades de economia mista). eficiência. entre outros. obedecerá aos princípios da legalidade. eficiência. encontraremos princípios expressos em leis que não são de observância obrigatória para toda a Administração Pública brasileira.

784/99 Contraditório Ampla defesa Segurança jurídica Interesse Público Finalidade Razoabilidade Proporcionalidade Motivação São Expressos apenas para a Adm. Para a ponderação de princípios. conforme as circunstâncias. Somente ao analisar o caso em concreto é que o judiciário terá condições de afirmar qual princípio deve prevalecer. Publica Federal: São os da lei de Processo Administrativo 9. Particular pode tudo. pois estão previstos em uma norma jurídica que é de observância obrigatória apenas para a Administração Pública Federal. tais princípios são considerados expressos somente para a Administração Pública Federal (União. desde que não esteja proibido por lei. principalmente o da proporcionalidade.Veja Princípios expressos no Art. Para todos os entes políticos da Administração Pública: União.   O particular pode tudo. o juiz poderá valer-se de outros princípios. O que é legalidade para o direito público e para o particular. Estados. qual princípio deve prevalecer.Pública Federal (União e seus órgãos + as Entidades da Adm. 1. Tudo desde que a lei não vede. em relação aos particulares. Esse é o chamado critério de não contradição à lei. Federal.2. em cada caso. Federal e Municípios. Dist. também é conhecido como princípio da autonomia da vontade. só não pode contrariar a lei. Não é correto afirmar que o princípio "x" sempre deverá prevalecer em face do princípio "y". 37 da CF: Legalidade Impessoalidade Moralidade Publicidade Eficiencia Veja Principios Expressos apenas para a Adm. pois é assegurada a liberdade para os indivíduos agirem da maneira que entenderem mais conveniente. exceto se existir proibição legal . Entretanto. Conflito entre princípios Caso ocorra uma colisão entre princípios. o juiz deverá ponderar. Pois estão previstos em norma jurídica de observância obrigatória apenas para A Adm. O princípio da legalidade. Indireta). ou vice-versa. seus respectivos órgãos e entidades da administração indireta).

Na prática. apesar de não serem lei em sentido formal. Criação de cargo público por meio de decreto. a vontade da Administração é a que decorre da lei e. e cita como exemplo a edição de medidas provisórias. a decretação de estado de sítio pelo Presidente da República. em regra. especialmente dos princípios constitucionais. origina-se no Poder Legislativo. Ele só pode fazer o que está expresso. Sendo assim. Ele só pode fazer o que a lei determinar /autoriza. A legalidade não afasta a liberdade do administrador. O administrador resolve celebrar um novo procedimento licitatório. criação de cargo por decreto: inconstitucional. autorizado pela lei. Fazer o que está previsto em lei não significa ser boneco. portanto. ainda. é válido destacar que tal obrigação somente ocorre em caráter excepcional e em virtude de tais instrumentos possuírem força de lei. mencionadas expressamente no texto constitucional. para o administrador o critério é outro. Porém. não interessa o processo ou o órgão de criação. O princípio da legalidade deve ser interpretado em sentido amplo: significando a aplicação da lei e também a aplicação da Constituição. segundo o referido professor. Nesse caso. os agentes públicos somente poderão fazer o que a lei permitir. professor. Para tanto é preciso lei. Esse é o critério de subordinação à lei. Para o direito público. o que seria então a lei em sentido material? Lei em sentido material é aquela cujo conteúdo possui caráter genérico (aplicável a um número indefinido e indeterminável de pessoas) e abstrato (aplicável a um número indefinido e indeterminável de situações futuras). independentemente do órgão ou entidade que a tenha criado. com a participação do Poder Executivo e em conformidade com o processo legislativo previsto no texto constitucional. Em relação à Administração. Para que seja caracterizada como formal é irrelevante o conteúdo da lei. basta que tenha surgido do Poder Legislativo. Isso é possível? Não. os particulares podem ser obrigados a fazer ou deixar de fazer alguma coisa também em virtude de medida provisória ou decretos que instituem "estado de defesa ou de sítio". está previsto expressamente no caput do artigo 37 da Constituição Federal de 1988 e significa que a Administração Pública somente pode agir se existir uma norma legal autorizando. Aumento de salário. Pergunta: Aproveitando a oportunidade. decretação de estado de defesa e. mas o seu conteúdo. não significa não ter liberdade.O princípio da legalidade para o direito administrativo é diferente do . A professor Celso Antônio Bandeira de Mello afirma que o princípio da legalidade pode sofrer constrições em função de circunstâncias excepcionais. Nesse caso. É legalidade com liberdade. o princípio da legalidade assume um enfoque diferente. A própria lei traz a a liberdade do administrador. trazendo as condutas discricionárias que ele pode adotar. que deve ser normativo. Pergunta: Mas o que é lei em sentido formal? É aquela que.

princípio da reserva de lei. Representou um marco para o direito administrativo. 2º da Lei nº 9. Tem que buscar o espírito da lei. Para a matéria X. 2º trata o princípio da finalidade como princípio autônomo. Esse princípio aparece quando o constituinte separa uma matéria e estabelece para ela uma espécie normativa. No seu art. Nesse sentido. será que é possível aplicar o princípio da legalidade sem aplicar o espírito da lei? Ou melhor. O objetivo é escolher o melhor. a lei complementar. Resolve muitas divergências e tem muitos pontos importantes (será estudada em Administrativo II). Impessoalidade é ausência de subjetividade. mas à legalidade. que é aquele que tem as leis e que obedece às próprias leis. seja lei ordinária. Reserva de lei é a escolha da espécie normativa. Ele está na base de um estado de direito. Art 37. O que significa impessoalidade? O administrador não pode buscar interesses pessoais ou dos parentes e amigos Licitação Concursos Impessoalidade Grandes exemplos da Impessoalidade Tem que haver ausência de subjetividade. que não se misturam. Significa escolha da espécie normativa. Assim. Se finalidade significa buscar o espírito da lei. Contra os atos adm. Reserva de lei é diferente de legalidade. cabendo a discricionariedade do administrador desde que peritida e esteja nos termos da lei. São os dois grandes exemplos de impessoalidade na Constituição. . o princípio da impessoalidade impõe à Administração Pública a obrigação de conceder tratamento isonômico a todos os administrados que se encontrarem em idêntica situação jurídica. o princípio da legalidade é fundamental para o Estado de direito. Não são sinônimos. Primeiramente. o tratamento privilegiado a um ou alguns indivíduos em função de amizade. assim. De promoção pessoal dos agentes públicos. vedando. É uma lei simples. seja lei complementar. 1. será que alguém pode aplicar o espírito da lei sem aplicar a própria lei? Não dá para separar. é reservar uma matéria á determinada espécie normativa. É fundamental pra a existência de um estado de direito. Importante: Corrente moderna (CABM) ± impessoalidade e finalidade são princípios ultrapassados. 1º Pode ser estudado com uma aplicação do principio da finalidade: Nesse caso o alvo a ser alcançado é o interesse público em lugar do privado. Ele reserva à matéria X. Finalidade significa o administrador ter que buscar a vontade maior da lei. O conceito de legalidade é mais amplo do que o conceito de reserva de lei. a finalidade está incutido na legalidade e não na impessoalidade. 2. Princípio da IMPESSOALIDADE Licitação e concurso. lei complementar.784/99 (Processo Administrativo) ± que é de leitura obrigatória. acolhendo a corrente de CABM. Se a Constituição reserva à matéria X. há texto de lei: art. está fazendo reserva de lei. Isso pa Hely. Para a doutrina moderna. Esta ligado com principio da Igualdade e Isonomia Constitucional. é preciso lei complementar. de forma impessoal. Reserva de lei é só a escolha da espece normativa. CABM diz: finalidade não está ligada à impessoalidade. A atividade administrativa não pode ser contra a lei. Então. O que significa o Estado de direito? É aquele politicamente organizado e que obedece às suas leis. não pode ser além da lei ela tem que ser segundo a lei.

Corrente tradicional (Hely) ± Hely dizia que o princípio da impessoalidade." . eficiência e isonomia. moralidade. Para ele o princípio da . 1º § 1º ± A publicidade dos atos. dela não podendo constar nomes. o princípio também veda aos administradores que pratiquem atos prejudiciais ao particular em razão de inimizade ou perseguição política. O agente é simples condutor. Como os atos praticados pelos agentes púbicos devem ser imputados à entidade política ou administrativa às quais se encontram vinculados. também denominado da imparcialidade ou da finalidade significa que o administrador não pode buscar interesses pessoais. Art 37. do Distrito Federal e dos municípios.´ Esse enunciado está certo ou errado? Certo. investido em cargo de direção. É da pessoa jurídica. mas da pessoa jurídica. para o exercício de cargo em comissão ou de confiança. companheiro ou parente em linha reta. Ele tem que agir com ausência de subjetividade. Os atos praticados pela administração pública não podem ser utilizados para a promoção pessoal dos agentes públicos. por exemplo. Exemplo: empresa participa de licitação. em qualquer dos Poderes da União. enquanto que o princípio da moralidade relaciona-se com os princípios da lealdade e da boa-fé. não podem esses se valer da propaganda institucional para se promover. O princípio da impessoalidade diz que os atos administrativos não são do agente. ainda.parentesco ou troca de favores. inclusive. dos Estados. Da mesma forma. Nesse caso o alvo a ser alcançado pela administração é sempre o interesse público em detrimento do Privado. até o terceiro grau. O licitante deve apresentar certidão negativa de débito com a fazenda municipal. 4 princípios constitucionais: impessoalidade. compreendido o ajuste mediante designações recíprocas. colateral ou por afinidade. ou. "A nomeação de cônjuge. de forma impessoal. não deixa de ser também princípio da isonomia. obras. O ato praticado pelo agente não é dele. serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter caráter educativo. viola a Constituição Federal. O principio da impessoalidade também pode ser estudado com uma aplicação do principio da finalidade. MP/MG: o princípio da impessoalidade está ligado ao princípio da igualdade ou isonomia constitucional. programas. Princípio da FINALIDADE 3. símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos. de função gratificada na Administração Pública direta e indireta. da autoridade nomeante ou de servidor da mesma pessoa jurídica. chefia ou assessoramento. informativo ou de orientação social. O STF disse que isso representa a aplicação de.

Para Hely finalidade = administrador não pode buscar interesses pessoais.impessoalidade é sinônimo de princípio da finalidade. à boa-fé. acolhendo a corrente de CABM. O princípio da moralidade tem que ser observado em duas situações distintas: lembrar o que é moralidade para a vida comum e o que é isso para a administração. Em um processo licitatório. mas que a partir da Constituição de 1988. É uma lei simples. 2º trata o princípio da finalidade como princípio autônomo. a finalidade está incutido na legalidade e não na impessoalidade. Também está ligado à idéia de lealdade.784/99 (Processo Administrativo) ± que é de leitura obrigatória. Tem que buscar o espírito da lei. será que é possível aplicar o princípio da legalidade sem aplicar o espírito da lei? Ou melhor. o mesmo conceito que colocamos para o princípio da impessoalidade. do que a moralidade comum. Finalidade significa o administrador ter que buscar a vontade maior da lei. boa-fé e lealdade. será que alguém pode aplicar o espírito da lei sem aplicar a própria lei? Não dá para separar. Então. Impessoalidade é ausência de subjetividade. Fala-se em correição de atitude. Mas não é só isso. observe-se que o princípio deve ser respeitado não apenas pelo administrador. . CABM diz: finalidade não está ligada à impessoalidade. há texto de lei: art. O que significa que o administrador não pode buscar interesses pessoais. Em razão de tal princípio. Representou um marco para o direito administrativo. Nesse sentido. respeitando a isonomia e demais preceitos éticos. os agentes públicos devem agir com honestidade. à lealdade. que não se misturam. O administrador está sujeito à honestidade. Moral administrativa é imposta ao agente público para sua conduta interna. que é a satisfação do interesse público. a que serve e a finalidade de sua ação. é muito comum o conluio entre licitantes com o objetivo de violar o referido princípio. mais exigente. Para a doutrina moderna. esse princípio passa a ser denominado princípio da impessoalidade. conforme informa a professora Di Pietro. No seu art. mas à legalidade. Tem como base a idéia de honestidade. Resolve muitas divergências e tem muitos pontos importantes (será estudada em Administrativo II). Corrente moderna (CABM) ± impessoalidade e finalidade são princípios ultrapassados. hoje: impessoalidade. A mesma afirmação. Hely colocava que antigamente o princípio era chamado finalidade ou imparcialidade. de boa-fé. veda-se à Administração Pública qualquer comportamento que contrarie os princípios da lealdade e da boa-fé. Antigamente: finalidade ou imparcialidade. 4. Não são sinônimos. Princípio da MORALIDADE Como consequência do princípio da moralidade. Se finalidade significa buscar o espírito da lei. Moral comum é imposta ao homem para a sua conduta externa. mas também pelos particulares que se relacionam com a Administração Pública. Além disso. Moralidade administrativa é mais rigorosa. 2º da Lei nº 9. Cuidado: moralidade = correição de atitude. por exemplo.

. na prova. obras e serviços dos órgãos públicos deverão ter caráter educativo. por isso. a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário. Em razão desse conceito vago. indefinido. sendo assim. Se ele cumpre a moralidade corretamente. ela vem atrelada a outros princípios. O ideal. é agregar a moralidade a outros princípios. a publicidade de atos. Princípio da PUBLICIDADE O princípio da publicidade impõe à Administração Pública a obrigatoriedade de conceder aos seus atos a mais ampla divulgação possível entre os administrados. aos Estados e ao Distrito Federal. a divulgação poderá ocorrer mediante afixação na sede do órgão ou entidade que os tenha produzido. Então. isso em relação à União. ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado. Conforme é possível constatar da leitura do citado inciso. informativo ou de orientação social. ele cumpre a eficiência. o juiz não se sente confortável em retirar um ato por simples violação à moralidade. na forma e gradação previstas em lei. sem prejuízo da ação penal cabível. a perda da função pública. não só de agir de forma correta. ou de interesse coletivo ou geral. em razão dessa dificuldade. pois foram ressalvadas aquelas que coloquem em risco a segurança da sociedade e do Estado. Moralidade administrativa = correição + boa administração. O princípio da moralidade tem um conceito aberto.§ 4° Os atos de improbidade administrativa importarão a suspensão dos direitos políticos. pois só assim estes poderão fiscalizar e controlar a legitimidade das condutas praticadas pelos agentes públicos. É raro encontrar uma decisão em que o Judiciário retira o ato porque é imoral. o referido princípio encontra amparo no caput do artigo 37 da Constituição Federal de 1988. Em relação aos Municípios. O administrador tem a obrigação de boa administração.Todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular. A divulgação oficial dos atos praticados pela Administração ocorre mediante publicação no Diário Oficial. bem como no inciso XXXIII do artigo 5°. Ademais. pode ser que algum não possua órgão oficial de publicação de seus atos (Diário Oficial) e. mas ser o melhor administrador possível. que declara expressamente: XXXIII . nem toda informação de interesse particular ou de interesse coletivo ou geral serão disponibilizadas aos interessados. O que significa que o Judiciário tem dificuldade de aplicar. programas. Ele tem que tomar as melhores Todos os princípios estão ligados. vago. Muito difícil cair moralidade isolada. sob pena de responsabilidade. Nossos tribunais não reconhecem a moralidade isoladamente por conta desse conceito vago. Na moralidade administrativa não se fala só de certo e errado. impessoalidade). Daí a moralidade ser vinculada a outros princípios (legalidade. que serão prestadas no prazo da lei.

é necessário que analisemos as diversas situações: 1 a) Se as informações requeridas são referentes à pessoa do requerente (informações particulares) e foram negadas pela Administração. Destaca-se ainda que a Lei 9. poderá ser afixado no saguão da Câmara de Vereadores. é importante destacar ainda que a publicação do ato administrativo em órgão oficial de imprensa não é condição de sua validade. a ação constitucional cabível não mais será o habeas data. Prazos são contados da publicação. Publicidade é dar conhecimento ao povo. relativa à pessoa do requerente. Nesse caso. . Caso o ato tenha sido editado pelo Poder Legislativo. mas sim condição de eficácia. Esgotado esse prazo. O que é princípio da publicidade? O que é importante saber sobre ele? Prazos são contados a partir do conhecimento (publicidade). Significa conhecimento. somente aguardando a publicação. começa o prazo para a defesa. por exemplo. Publicidade significa também início de contagem de prazo. será possível impetrar um mandado de segurança perante o Poder Judiciário para se ter acesso obrigatório a tais informações.051/95 determina que a Administração tem o prazo de 15 dias para emitir a certidão. Pergunta: O que pode ser feito quando um indivíduo solicita informações perante órgãos ou entidades públicas e essas informações são negadas ou sequer o pedido é respondido? Bem. nesse caso. violou-se o direito líquido e certo à certidão e não o direito à informação. Publicidade decorre da função pública . já é possível impetrar o mandado de segurança para ter acesso à certidão. em um quadro de avisos. por exemplo) e forem negadas pela Administração. dar ciência dos atos praticados. 3a) Caso tiver sido requerida a expedição de uma certidão de contagem de tempo de serviço perante o INSS. O administrador exerce função pública e se é assim. . a fim de que todos os interessados possam ter acesso e consultá-los quando necessário.Exemplo: caso o ato seja de titularidade do Poder Executivo. Somente a partir da publicação é que o ato começará a produzir os seus efeitos jurídicos. A partir desse momento. e a entidade administrativa se recusar a fornecê-Ia. é importante divulgar a informação. Um contrato administrativo só produz efeitos quando for publicado. mesmo que há muito tempo já esteja editado. poderá ser afixado no quadro de avisos localizado no saguão da Prefeitura. Para as questões de concursos públicos. mas relativas a terceiros (um amigo. por exemplo. o interesse é geral. 2a) Se as informações requeridas são de interesse pessoal do requerente. É um princípio muito grande. será possível impetrar um habeas data (inciso LXXII do artigo 5° da CF/88) perante o Poder Judiciário para se ter acesso obrigatório a tais informações. assim. Do conhecimento de uma multa. começa a produção de efeitos. Publicidade é condição de eficácia. mas sim o mandado de segurança. que é o dono do direito.

a honra e a imagem das pessoas e quem viola. No convite há publicidade. Do conhecimento de uma multa. publicidade também é mecanismo de controle. Habeas data é sobre a sua pessoa. ele pode correr em sigilo. É exceção pacífica. garantia de informação pessoal (art.´ certo ou errado? Falso. salvo quando colocar em risco a segurança da sociedade e do Estado´ (art. 5º. terá que indenizar. Os atos processuais serão sigilosos na forma da lei. 5. Se não informar. Só. é mandado de segurança. Alguns autores questionam essa aplicação aos atos administrativos Processo ético corre em sigilo até a sua conclusão. A publicação é uma das formas de publicidade.º XXXVI. XXXIII. 5º. mas não há publicação. por exemplo. diário oficial. isso é publicidade também? Nossa CF garante do direito à certidão (art. em algumas situações. É exceção pacífica. que é encaminhada aos convidados. realização de portas abertas. y ³Todos têm direito à informação. Publicar é probidade. o constituinte diz: neste caso. também é garantia de publicidade. Se a informação é do seu interesse. de fiscalização. começa o prazo para a defesa. mas há publicidade através da própria carta-convite e divulgação no átrio.429/92 ± também de leitura obrigatória. : ³A licitação na modalidade convite não tem publicidade. não publicar. 5. X. Não publicar atos administrativos é improbidade administrativa (art.º XXXIV) e isso é direito à publicidade (conhecimento). Cuidado com a diferença publicidade X publicação. 5. Esta hipótese excepcional toda doutrina reconhece. mas não é a única. Esta hipótese excepcional toda doutrina reconhece. Do conhecimento de uma multa. por exemplo. LXII). é habeas data. o remédio é mandado de segurança. y Diz a Constituição que são invioláveis a intimidade. Por que é falso? Publicidade é diferente de publicação. . Garantia de informação geral: 5º. Mais do que isso: eu quero uma certidão da empresa. y ³Todos têm direito à informação. São só 25 artigos ± esse tema é do Intensivo II ± ler de uma vez). Publicidade pode ocorrer de mutias formas: pessoalmente. Mas nunca ficam à disposição na prática. qual o remédio cabível? Habeas data ou mandado de segurança? Se as informações são sobre a sua pessoa. Contudo. y . 11 da Lei nº 8. não é preciso publicar. a CF traz algumas situações: o órgão público é obrigado a fornecer as informações sobre a empresa a pedido do comprador.º XXXVI. começa o prazo para a defesa. Se não é sobre a sua pessoa. parte final). Se existir publicidade antes do o Processo disciplinar. A Lei nº 8. Publicidade significa também início de contagem de prazo. Em quais situações precisa publicar e quais as situações que não precisa publicar? Pensando no dever de publicar. O objetivo é: não viole. imprensa. Exceções ao princípio da publicidade ± a regra é a obrigação de publicar.112 diz que se for importante para a instrução do processo. mas sobre terceiro. salvo quando colocar em risco a segurança da sociedade e do Estado´ (art. vida privada. Art. parte final). No convite não precisa de publicação do instrumento convocatório porque no convite a convocação é feita por carta.Publicidade significa também início de contagem de prazo. Se a publicidade violar isso. não se publica em diário oficial.

Candidato aprovado tem direito à nomeação? NÃO. processo judicial transitado em julgado e avaliação periódica. o que mais é preciso lembrar a respeito de eficiência? Produtividade também é eficiência. 3) Quando a CF incluiu a eficiência no caput do art. o servidor perderá a estabilidade através da avaliação periódica. Tem que ser eficiente. o servidor pode perder o cargo. ele pode correr em sigilo. Os atos processuais serão sigilosos na forma da lei. para adquirir estabilidade precisa de 3 anos de exercício e avaliação de desempenho e passar em concurso. O objetivo é: não viole. Alguns autores questionam essa aplicação aos atos administrativos Processo ético corre em sigilo até a sua conclusão. poderá perder a estabilidade através dessa avaliação periódica. basta estar na lista? Não precisa ser nomeado. 2) E o que é eficiência? É ausência de desperdício. A emenda 19 traz a eficiência no caput e alguns desdobramentos disso. Entrando em exercício. para ter estabilidade. não publicar. Muito importante fazer essa conexão: em nome da eficiência. Hoje. 6º. vida privada. Se a publicidade violar isso. Essa lei já dizia expressamente que o serviço público tem que ser eficiente. Ou seja. isso não existia até a EC 19. Feito isso. entre os quais a estabilidade dos servidores. A avaliação periódica que existia antes da EC 19 não tinha a força de retirar a estabilidade. 5º. a eficiência já existia como princípio expresso da lei. perderá sua estabilidade. A lei 8. Além disso. Se existir publicidade antes do o Processo disciplinar. inclusive por avaliação periódica. Então. a eficiência era um dever da Administração Pública muito antes da previsão constitucional. A economia também significa ser eficiente. Hoje. algumas regras surgem. O que acontece com a estabilidade com a EC 19 (isso será aprofundado adiante). terá que indenizar. Servidor para adquirir estabilidade precisa de nomeação para cargo efetivo e. Não é tão tranqüilo assim. no seu art. a honra e a imagem das pessoas e quem viola. E como perde a estabilidade? Processo administrativo com contraditório e ampla defesa. tem que ser aprovado na avaliação de desempenho.y Diz a Constituição que são invioláveis a intimidade. mas hoje já há posição forte de que candidato aprovado dentro do número de vagas tem direito à nomeação. Mas antes da EC-19 a Administração tinha a obrigação de ser eficiente? Sim. do serviço público adequado. Se o servidor não for eficiente. Art.112 diz que se for importante para a instrução do processo. precisa de prévia aprovação no concurso. assim como agilidade e presteza. Um servidor. É só expectativa. y Princípio da EFICIÊNCIA 1) O princípio da eficiência ganhou roupagem de princípio constitucional expresso com a EC-19/98. .987/95 que dispõe sobre a transferência e a delegação de serviço público fala. X. Se ele se acomodar. é não jogar dinheiro fora. Até 98 se discutia que servidor só era leniente por causa da estabilidade. A Lei nº 8. 37. para tanto. tem que passar na avaliação de desempenho depois de 3 anos.

169. racionalização da máquina administrativa está prevista no art. 169 fala em limite previsto em lei complementar. a administração não será eficiente porque não sobrará para investir em pesquisa. da Constituição Federal. 19. . Essa lei complementar é a LC 101/00. Que limite é esse? O art. que é a Lei de Responsabilidade Fiscal que fala sobre isso no seu art.4) Racionalização da máquina administrativa ± se o gasto com a folha de pagamento é muito grande. Se a administração gasta com folha de pagamento acima do limite permitido. etc. produção. vai ter que demitir.

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