XXVII Congresso Interamericano de Engenharia Sanitári a e Ambient al

IX-020 - LEGISLAÇÃO AMBIENTAL DE EFLUENTES LÍQUIDOS - UMA ANÁLISE COMPARATIVA DAS METODOLOGIAS ADOTADAS NOS ESTADOS UNIDOS, BRASIL E FRANÇA
Eduardo Souto Ferreira(1) Engenheiro Químico, pós graduado em Controle Ambiental. Especialista em remoção de nitrogênio de efluentes líquidos, separação água-óleo, clarificação, tratamento biológico e tratamento d’água. Coordenou a implantação de todo tratamento de efluentes líquidos da Refinaria Ipiranga, onde atualmente exerce as funções de Chefe de Projetos. José Luiz dos Santos Tavares Engenheiro Químico, trabalhou na Refinaria Ipiranga de 1980 até 1983 e na Silinor – Pólo Petroquímico do Nordeste de 1983 até 1992. Como Gerente de Produção, tendo acompanhado as atividades de desenvolvimento do projeto, nos Estados Unidos, e sua implantação, comissionamento e operação. Trabalha na Refinaria Ipiranga, onde atuou na Engenharia de Processos, e atualmente desempenha suas funções na área de Controle de Qualidade e Meio Ambiente. Endereço(1): Refinaria Ipiranga S/A - Rua Heitor A. Barcellos - Rio Grande - RS - CEP: 96202-900 - Brasil Tel: (53) 233-8131 - Fax: (53) 231-1009 - e-mail: esf@ipiranga.com.br ou esf@vetorialnet.com.br RESUMO As emissões de efluentes líquidos e seus padrões de qualidade são estabelecidas de uma forma característica, que varia de país para país. Um grande número de literaturas disponíveis mostram como os órgãos ambientais atuam em função da legislação de cada país e dos limites aí estabelecidos. Os critérios adotados variam muito mais em função de premissas escolhidas por cada organização que cuida do assunto, em seu país, do que propriamente como função das características hidrográficas, embora estas sejam consideradas em estudos de sensitividde a poluentes. A comparação das diversa metodologias adotadas, pelos órgãos responsáveis pelo meio ambiente, em países como França , Estados Unidos PALAVRAS-CHAVE: Legislação, Efluentes Líquidos, Padrões de Qualidade, Águas, Poluentes, Substâncias Tóxicas, Padrões de Emissão de Efluentes Líquidos.

INTRODUÇÃO Quando se estuda a legislação de efluentes líquidos de diferentes países, como Brasil, Estados Unidos, Espanha e França, encontram-se alguns pontos em comum e muitas diferenças peculiares, principalmente nas estratégias e maneiras de atuação e operação dos órgãos ambientais de cada país. Este trabalho não pretende esgotar o assunto nem tratar todos os aspectos da legislação ambiental, mas sim mostrar os pontos de rigor, de flexibilidade, de abrangência da autoridade, os limites adotados para lançamentos de efluentes hídricos e seu respectivo gerenciamento, dos órgão ambientais nestes países. Nos Estados Unidos o programa NPDES - National Pollution Discharge Elimination System (NPDES) é um programa federal para eliminação de descargas de fontes pontuais e de águas de chuvas nos corpos receptores americanos. Este programa é estabelecido pelo Clean Water Act – lei federal que é administrada pela U.S. EPA, a qual tem autoridade de delegar o programa a estados individuais. Atualmente o estado da Florida, por exemplo, tem a autorização de gerenciar e descargas de fontes pontuais, devendo receber a autorização para o controle das águas pluviais durante o ano de 2000. As instalações lançadoras de efluentes requerem a permissão do NPDES são licenciadas através de um Distrito Regulador, aonde a mesma instalação está ligada devido a sua localização. No licenciamento são estabelecidos limites para águas pluviais e efluentes a serem lançados, constando ainda na licença exigências adicionais relativas a padrões de qualidade das águas receptoras.

ABES - Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental

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Como indicado anteriormente nas leis de alguns países não aparece uma definição direta de poluição devido a este conceito ser de difícil formulação. pela mão do homem. Países como a Grã-Bretanha limitam-se a proibir poluição em termos vagos concedendo às autoridades administrativas e judiciais o conteúdo efetivo do termo poluição através do seu “Water Resources Act” de 1963. a possibilidade de utilizar os mananciais e águas subterrâneas para a bebida . químicas. A lei prevê a preparação de um inventário de todas as águas superficiais .ou seja . Na lei Suíça de 1955 diz em seu artigo segundo : “Se tomarão todas as medidas necessárias para controlar a poluição. as que recorrem a definições indiretas e as que optam por definições diretas. Já a maioria das legislações consideram os efeitos nocivos para a utilização das águas citando como exemplo o artigo 82 do código de águas polonês que diz : “A poluição prejudicial consiste na transformações físicas. No entanto parece que atualmente tende-se a considerar como poluição as variações na qualidade das águas produzidas de modo artificial . pesqueiros e outros . para alcançar a proteção sanitária de homens e animais . Uma definição típica do grupo que se atém à mudança nociva é a definição francesa de 1964 que diz: Ä poluição da água consiste no derramamento de resíduos sólidos ou líquidos.até inabilitar estas águas para sua utilização normal com fins domésticos . o tratamento das águas superficiais para o consumo industrial e doméstico . líquidas ou gasosas. modificando suas características físicas. industriais. energia. aliados a um aumento regular dos níveis de nitrogênio após várias décadas. cujos níveis de poluição terão de ser especificados de acordo com suas características físicas. materiais radioativos ou quaisquer outras substâncias ou materiais . tanto desenvolvidos como em desenvolvimento. Já países como Bélgica e Suíça apesar de não definirem diretamente a poluição se reportam aos dados necessários para que não haja dúvida quanto ao significado do termo.a proteção das construções fluviais e impedir a desfiguração da paisagem”. LEGISLAÇÃO NA EUROPA Na origem das legislações européias que regem a descarga de águas residuais estão relacionados três aspectos que são: ♦ ♦ ♦ Como se define a poluição Qual é a política geral estabelecida Que medidas concretas têm sido tomadas As legislações podem dividir-se entre aquelas que definem poluição. a deposição de materiais ou qualquer outra ação capaz de deteriorar ou intensificar a deterioração da qualidade das águas. agrícolas. se preocupassem e desenvolvessem suas “polícias” de controle desta forma de poluição.XXVII Congresso Interamericano de Engenharia Sanitári a e Ambient al LEGISLAÇÃO INTERNACIONAL Como resultado de uma variedade de problemas derivados da presença de nitrogênio e fósforo em habitats aquáticos. O objetivo deste capítulo é mostrar de forma geral como foram formadas e elaboradas as diversas legislações. os critérios desenvolvidos e adotados para compor um conjunto de definições que se transformem em normas ou na legislação como um todo. quando possível. De acordo com este conceito geral as definições diretas que existem podem se agrupar em aquelas que fazem menção à mudanças nocivas e aquelas outras que vão mais além e se referem à um efeito que é nocivo para a utilização da água. biológicas e bacteriológicas. fizeram com que os principais países. A Franca ao promulgar sua legislação de 16 de dezembro de 1964 parcialmente orientada ao controle da poluição das águas considerava a necessidade de incluir certas disposições que não se limitassem a reconhecer uma situação de fato no que diz respeito à qualidade das águas mas sim que contribuíssem para a melhoria desta qualidade. a pesca . químicas e biológicas da água como conseqüência da introdução de quantidades excessivas de matérias sólidas.Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental 2 . ABES . ou qualquer outra deterioração das águas superficiais ou subterrâneas . tentando apresentar.tanto públicas quanto privadas. as atividades recreativas .

biológicas e bacteriológicas. e por outro. tendo em vista satisfazer as exigências dos usuários de todos os setores : alimentação. transporte. Para efluentes industriais. as linhas mestras estão sendo modificadas e a escalada do tratamento intensificada. O objetivo desta é muito amplo e afeta tanto o regime de águas e sua distribuição como a luta contra as contaminações. Na França estes dois estágios tem sido finalizados e os planos de ação estão em vias de serem finalizados. as zonas “problema” do Atlântico como concebido no corpo das convenções de Oslo e Paris. a elaboração de um código de boas práticas em agricultura. Todos os aspectos até agora considerados sobre a legislação em águas residuais têm um aspecto repressivo e preventivo. que serão tributados de acordo com a sua contribuição à poluição. tem se empenhado para reduzir 50 % o nível de nitrogênio nutriente na base dos níveis de 1. o controle de nitrogênio é incluído como uma ordem integrada com respeito àquelas instalações em falha com a classificação de proteção ambiental.com medidas punitivas do tipo econômica quando se burla a lei. fixando linhas mestras de acordo com o tamanho de cada municipalidade envolvida. e em outro. para se ter elemento de comparação. os termos e condições não são os mesmos e em regra geral se limitam à concessão de créditos. o tratamento terciário para controle de nitrogênio tem que ser implantado. conforme tabela abaixo: ABES . A lei contempla tanto as águas superficiais e subterrâneas quanto as costeiras jurisdicionais . A Franca contava com uma legislação heterogênea e antiquada. valendo-se de incentivos econômicos para intensificar a luta contra a poluição. conhecida como diretiva do nitrato. O país se divide em seis áreas principais de drenagem.(de fato isto está ocorrendo) . Então. química.985 que alcançam as águas marítimas que vieram com a reunião da Conferência do Mar do Norte por um lado. ajudas na investigação e outras. Acima destas medidas. notavelmente em relação à eutrofização. totalmente inadequada para combater a crescente poluição de suas águas. Apenas como exemplo citaremos alguns parâmetros da legislação da Espanha. ao controle da poluição urbana. tem procurado. Cada uma sob a jurisdição de um Comitê de Área no qual participam os usuários das águas. e em vista do incremento nos problemas de eutrofização encontrados no Mar do Norte. agricultura. em áreas sensíveis. A diretiva de efluentes urbanos também é aplicável para zoneamento de áreas sensíveis. transporte e tratamento sejam compulsórias em municipalidades de população equivalente de mais de 2. levando a cabo planos de ação. Nestas áreas sensíveis.XXVII Congresso Interamericano de Engenharia Sanitári a e Ambient al químicas . recreio etc. Estes impostos se baseiam tanto em critérios de oxidação (DBO e DQO) como na quantidade de matéria em suspensão. pesqueiras.Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental 3 . indústria. até que se criou a lei de 16 de dezembro de 1964 . conhecida com diretiva dos efluentes urbanos.Porém neste último caso. o Canal e mais geral. No que diz respeito ao descarte de efluentes industriais exige-se uma autorização prévia ainda que com algumas limitações . a respeito do tratamento de efluentes urbanos. Este esquema legislativo tem por objeto elevar o nível de qualidade das águas. Em duas destas áreas também leva-se em conta a matéria dissolvida. Em contra partida se concedem subsídios e empréstimos para a construção de plantas de tratamento de águas residuais ajudas que podem chegar até a 50% do imobilizado. Em áreas expostas à eutrofização. biológica e bacteriológica que deverão ser alcançados em um determinado prazo com o fim de satisfazer ou reconciliar os diversos interesses enumerados no artigo 1 da lei . adotadas em determinados intervalos próximos de tempo. sua redução se ajusta em uma larga estrutura para controle de poluição de origem doméstica e urbana. No entanto em alguns países a legislação tem um sentido mais construtivo . Duas diretivas européias. em um caso. ao controle da poluição agrícola a respeito da contaminação de águas pela poluição do nitrato. créditos em condições muito favoráveis para a construção de plantas de tratamento. Ao concluir o inventário prevê-se a promulgação de decretos que para cada curso de água sejam estabelecidas as qualidades física. Assim como para o nitrogênio de origem doméstica. Também podem outorgar-se assistência financeira para introduzir modificações técnicas nos processos de fabricação quando estas modificações se orientam no sentido de reduzir a poluição . Estes incentivos podem consistir de redução de impostos . do nordeste do Atlântico. a diretiva dos efluentes domésticos faz com que a coleta. a França juntamente com outras partes igualmente preocupadas.000 pessoas. A diretiva dos nitratos envolve a identificação de áreas sensíveis à poluição por nitrato. e podem reforçar-se ainda mais .

5 mg/l < 0.7 1º Sílica < 30 mg/l < 10 mg/l > 5 mg/l < 0.2 mg/l < 0.3 – 9 1.1 mg/l < 10 mg/l < 0.4 mg/l < 3 mg/l < 0.5 g/l (c) Óleos e Graxas Negativo Indícios (a) Em rios salobros menos de 20 ºC (b) Conforme seu destino (c) Deve querer dizer 0.2 mg/l < 0.001 mg/l Grupo 2º Cursos Vigiados 25 °C (a) 5.5 .4º Sílica < 60 mg/l < 15 mg/l > 3 mg/l < 1 mg/l < 200 mg/l < 400 mg/l < 4 mg/l < 0.1 mg/l < 0.05 mg/l < 0.XXVII Congresso Interamericano de Engenharia Sanitári a e Ambient al Tabela 1: Legislação na Espanha.5 mg/l < 0.1 mg/l < 5 mg/l < 0.5 mg/l < 100 mg/l < 250 mg/l < 0.05 mg/l < 0. Grupo 1º Cursos Protegidos Temperatura PH Turbidez Matéria em suspensão DBO Oxigênio dissolvido Nitrogênio (NH3) Nitrogênio (nitratos) Cloretos Arsênio Cromo Cianetos livres Fluoretos Chumbo Selênio Cobre Manganês Ferro Zinco Fenóis 25 ºC 5.05 mg/l < 0. se está bem seriam 500 ppm ABES .05 mg/l < 0.6 – 8.5 ppm).5 mg/l (0.4 mg/l < 5 mg/l < 15 mg/l < 0.01 mg/l < 1.Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental 4 .002 mg/l Grupo 3º Cursos Normais 30 °C 5 – 10 6º Sílica < 100 mg/l < 30 mg/l > 1 mg/l (b) “ “ “ “ “ “ “ “ “ “ “ “ “ < 0.

Elas tem sido revisadas a cada quatro anos.000 habitantes. Em áreas sujeitas à eutrofização.5 mg/l 1. compostos ou indicadores de poluição Sólidos totais dissolvidos Ferro Manganês Cobre Zinco Magnésio + sulfato sódico Sulfonato de alquilbenzeno (SAB:detergentes) Nitratos Fluoretos Compostos fenólicos Arsênio Cádmio Cromo Cianetos Chumbo Selênio Radionuclídeos (atividade beta total) DQO DBO Nitrogênio total (excluídos os nitratos) Amoníaco Contaminantes orgânicos Graxas Para despejo de águas residuárias industriais segundo a legislação espanhola vigente (*) 0. Levando em conta o parâmetro do nitrogênio ou o do fósforo.XXVII Congresso Interamericano de Engenharia Sanitári a e Ambient al Tabela 2: Parâmetros de águas segundo a Organização Mundial de Saúde .5 mg/l 0.05 mg/l 0. Responsabilidade por levantar uma proposição de área sensível lies com a comissão de área responsável.000 habitantes. A demarcação é efetuada através de ordem ministerial.5 mg/l 0.5 mg/l 15 mg/l 1000 mg/l 0.2 mg/l 0. com zoneamento largamente baseado na exposição à eutrofização. Consultas ao Conselho Governamental são obrigatórias.1 mg/l 0.05 mg/l 0. ou ambos.01 mg/l 1000 pCi/l 10 mg/l 6 mg/l 1 mg/l 0. e 10 mg/L em nitrogênio total para aquelas de população equivalente maiores de 100.1 mg/l 0.5 mg/l 0.05 mg/l 0. para locais com população equivalente maior o limite de nitrogênio total é de 1.05 mg/l 10 mg/l Para águas potáveis segundo a OMS 1500 mg/l 1 mg/l 0. PROCEDIMENTO COM NITROGÊNIO DENTRO DA ESTRUTURA DA LEGISLAÇÃO As áreas sensíveis na França tem sido definidas pela ordem de 23 de novembro de 1994.000 habitantes.5 mg/l 1. o processo de tratamento terciário para nitrogênio é requerido para zonas crescimento de população equivalente de mais do que 10.OMS Elementos.05 mg/l 0.01 mg/l 0. sendo que todos os valores de nitrogênio são médias anuais. Os prefeitos das respectivas localidades poderão fazer as exigências mais restritas se a proteção do meio ambiente necessitar tal medida.5 mg/l 1 mg/l (*) Quando não aparece nenhum valor. Para nitrogênio. ABES .0 mg/L.000 a 100. isto se deve a que a legislação espanhola não contempla o elemento. concentração máxima para despejo de efluentes é 15 mg/L de nitrogênio total para locais que possuam população equivalente de 10. depende de qual deles é o fator determinante no controle da eutrofização.002 mg/l 0.2 mg/l 0.5 mg/l 0.Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental 5 .5 mg/l 45 mg/l 1. composto ou indicador de que se trata.01 mg/l 0.001 mg/l 0.

levam a níveis de tratamento menores do que aqueles fixados pela ordem de 22 de dezembro de 1994. ou seja nitrificação. ABES . com uma possível compensação se a purificação do nitrogênio conseguida é melhor do que 80 % em instalações novas ou 70 % em plantas já existentes. o qual detalha os requerimentos técnicos para coleta.000 habitantes. Por outro lado. em áreas onde a proteção da fauna aquática justifica. para diligenciamento das estipulações. em algumas circunstâncias. Para o decréscimo global do nitrogênio em áreas onde a proteção dos habitats justificam isto. Para o nitrogênio o conteúdo da ordem é o seguinte: Média mensal global de 30 mg/L quando a máxima vazão diária permitida é maior ou igual a 50 Kg/dia. da emenda “Clean Water Act” ( Ato da Água Limpa ). o qual estabelece e determina uma série de critérios no âmbito do tratamento de efluentes líquidos. se necessidades do ambiente ou do habitat justificam.XXVII Congresso Interamericano de Engenharia Sanitári a e Ambient al Fora das áreas sensíveis acima descritas. o prefeito determina para cada conglomerado urbano as metas de redução nos despejos de substâncias poluentes. transporte e desempenho de tratamento e plantas projetadas para acordar com efluentes de conglomerados de população equivalente de mais de 2. a circular de 12 de maio de 1995 fornece dois níveis de nitrificação dependendo do habitat: nitrificação clássica com TKN ≤ 15 mg/L e nitrificação intensificada com TKN ≤ 5 mg/L.S. em 1977. Em áreas sensíveis. inclusive em áreas não sensíveis. Nos dias atuais.”. etc.. CONTROLE DE EFLUENTES INDUSTRIAIS A ordem de 2 de Fevereiro de 1999. especialmente em habitats aquáticos. Isto significa que o prefeito pode.Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental 6 . O programa NPDES – National Pollutant Discharge Elimination System foi primeiramente introduzido pelo “Federal Water Pollution Control Act Amendments” em 1972. Além disso. como uma função da expectativa de qualidade do ambiente circunvizinho.. emenda ao “Federal Water Pollution Control Act” de 1972. EPA – Environmental Protection Agency a autoridade para fixar padrões de efluentes industriais e domésticos e dar continuidade na fixação de padrões de qualidade de água para todos contaminantes de águas superficiais. como seus padrões de qualidade.. método de descarga. se a qualidade do habitat receptor necessita. que diz respeito ao uso e consumo de água assim como os tipos de disposição de despejos por instalações que requerem autorização e classificadas sob proteção dos regulamentos ambientais. os objetivos podem requerer que os níveis de tratamento sejam reforçados. aplicar maiores restrições do que aquelas fornecidas pela ordem ministerial. O “CWA” transforma em transgressor da lei qualquer pessoa que descarregue qualquer poluente de uma fonte pontual em qualquer água navegável. que fixou a estrutura básica de regulamentação de descargas de poluentes nas águas dos Estados Unidos. toxidez do efluente tratado. Os objetivos do prefeito. programas de redução de poluentes. LEGISLAÇÃO NOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA Dentro da Legislação Americana “a divisora de águas” foi exatamente a promulgação. Esta lei deu à U. a menos que tenha uma permissão ( “permit” ) obtida dentro dos critérios do ato. especifica para cada industria relevante os níveis a serem obedecidos para disposição dos despejos em consideração a vários parâmetros. Assim. os requerimentos estipulados ajusta-se com aqueles exigidos em plantas urbanas de tratamento: Média mensal global de 15 mg/L quando a máxima vazão diária permitida é maior ou igual a 150 Kg/dia e 10 mg/L se a máxima vazão diária for maior ou igual a 300 Kg/dia. com uma possível compensação se a purificação do nitrogênio é melhor do que 80 %. a ordem de 2 de fevereiro de 1998 especifica: “Os limites superiores para os níveis de despejos em águas são compatíveis com os objetivos de qualidade e usos da pescaria para o habitat receptor . este ato e suas emendas em 1977 e 1987 tornaram-se conhecidos como “Clean Water Act” – CWA. outras condições podem ser aplicadas: ♦ ♦ Para tratamento de amônia. processos de pré-tratamento e tratamento final.

O CWA exige do estados americanos a divisão dos corpos de águas em segmentos e a definição dos objetivos de qualidade da águas e seus usos ( recreação.S. e pântanos. Se os padrões desenvolvidos pela U. etc. EPA para categorias industriais especiais. de uma determinada instalação. chave para determinar quais instalações estão cobertas pelo programa NPDES. materiais biológicos. SST. provisão de recursos para cidadãos e para implantação de plantas de tratamento de esgotos. O estado pode então estabelecer critérios necessários para manter ou atingir metas de qualidade das águas e proteger os usos designados. 126 poluentes tóxicos listados. pH. indiferente da localização da instalação ou da qualidade das águas receptoras. Em adição aos padrões desenvolvidos pela U. munições. como industrias. materiais radioativos e despejos industriais.S. Os padrões de qualidade de toxidez aguda e crônica foram ABES .XXVII Congresso Interamericano de Engenharia Sanitári a e Ambient al A emenda de 1977 focava os poluentes tóxicos. Mesmo nos estados que tenham autoridade para implantar os programas do CWA. resíduo de incinerador. Estes padrões nacionais fazem com que cada lançador direto em uma categoria particular de indústria aplique um nível mínimo designado de tecnologia de controle da poluição da água. passam por processo de licenciamento legal no que diz respeito ao prétratamento requerido e a descarga dos efluentes. de uma instalação industrial. que descarregam efluentes tratados nas águas americanas. municipais e agrícolas lançados na água. EPA. lodo de esgoto.S. podemos afirmar que a U. Esta definição geral inclui qualquer material descarregado. As licenças ( “permits” ) do NPDES podem sujeitar as instalações lançadoras a uma variedade de termos e condições. definidos como poluentes não listados como tóxicos ou convencionais. embasadas tanto tecnologicamente como pela qualidade das águas receptoras. incluindo galvanoplastia e acabamento de metais. De uma maneira simplificada. Em adição as instalações industriais. Environmental Protection Agency – EPA estipula Limites de Descarga. ou concentração dos poluentes presentes nos diversos efluentes líquidos. O CWA focaliza três categorias gerais de poluentes: ♦ ♦ ♦ Cinco poluentes convencionais – DBO. EPA contidos numa licença. As instalações licenciadas pelo NPDES tem que monitorar e relatar os níveis de poluentes em suas descargas para determinar se os limites estipulados estão sendo cumpridos. baseadas na qualidade das águas. despejos químicos.. primariamente em efluentes líquidos. esgotos públicos e etc. A definição de “As águas dos Estados Unidos”.U. lixo. resíduo sólido. Cada descarga de efluentes autorizada por uma licença do NPDES é obrigada a obedecer a todas limitações contidas nesta licença. O CWA define o termo poluente como incluindo resíduos de dragagem. córregos. EPA mantém ainda a responsabilidade supervisória. que pode ser lançada por estas instalações na águas dos E.S. Em 1987 os “CWA” foi reautorizado. hospitais.A. Instalações que descarregam poluentes de suas fontes nestes corpos receptores são conhecidos como lançadores “diretos” e são obrigados a obter licença do NPDES. a U. Coliformes fecais e Óleos e Graxas. Uma categoria ampla de poluentes não convencionais. os oceanos. designadas como POTW – “public owned treatment works”. ) para cada segmento. as estações públicas. mananciais de areia e lodo. serão incluídas à licença. limitações adicionais.Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental 7 . Todas licenças do NPDES contêm limitação de efluentes que incorpora tecnologia embasada nos padrões desenvolvidos pela U. antes de efetuar qualquer tipo de descarga ou lançamento. As indústrias que escolherem descarregar seus efluentes diretamente para as estações públicas de tratamento (POTW’s). pântanos interestaduais. As limitações aos efluentes restringe concentrações de poluentes específicos e sua quantidade total mássica. sob um programa chamado “Construction Grants Program” ou Programa de Concessão de Construções. de regular a qualidades das águas dos POTW – “public owned treatment works”.S. As instalações industriais que descarregam seus efluentes para as POTWs são consideradas como lançadoras “indiretas”. onde podem ser tratados efluentes da municipalidade. não são suficientes para protegerem as águas receptoras. são regulamentados como lançadores diretos. EPA. seu foco mantido nas substâncias tóxicas. e a maior parte lagos. rios. esgoto. suprimento público. uma instalação licenciada pelo NPDES pode estar também sujeita a limites mais restritos desenvolvidos pelos estados. incluindo limitações aos efluentes e seu monitoramento e requisitos de relatos.S. sendo que os estados que tenham sido autorizados pela U. tem sido interpretada para incluir todas águas interestaduais.

Em 1990 U. Apesar das diretrizes estarem fundamentadas em tecnologias particulares.974. . e com a sua promulgação. sofrerão limites locais mais restritivos. DIRETRIZES GERAIS E REGULAMENTAÇÃO DOS LIMITES DE EFLUENTES A U. Em adição a estes programas. EPA administra o programa de licenciamento do NPDES. resultando em limites mais rígidos e estreitos quanto ao pré-tratamento. revogados e reeditados. Assim tanto instituições como empresas privadas. Gerenciamento. e desta forma.000 habitantes. passam por licenciamento ambiental. Desde que as diretrizes de efluentes foram primeiramente editadas em 1. sendo que o pedido de renovação deve ser submetido no mínimo a cento e oitenta dias antes da data de expiração da licença. mas também exigindo das indústrias a prevenção da contaminação destas águas. que poderia despejar.Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental .S. obter a renovação da licença. pois estão sob pressão para reduzir concentrações ou a massa total lançada de poluentes. A Agencia desenvolverá regras propostas para estas categorias. A U. os lançadores estarão sujeitos a novas limitações de efluentes. pode ser citado que. uma seção do “Clean Water Act” ampliou o procedimento de licenciamento do NPDES para incluir etapas de prevenção da poluição. transferido a um novo proprietário ou operador. Assim muitas companhias encontram dificuldades ao tentarem renovar suas licenças no NPDES. Assessoria de minimização de despejos. Quando novos padrões de qualidade são estipulados ou novas exigências ou regulamentos são requeridos. a estação de tratamento tem que executar as modificações necessárias em seu processo. no mínimo. uma indústria que descarregava seus efluentes para estações públicas ou municipais – POTW. para tratamento pagava uma taxa ou sobretaxa à municipalidade que operava o POTW e recebia o “permit” que definia a quantidade total de efluentes e a concentração de poluentes. Fundamentos Diretrizes de efluentes líquidos são regulações nacionais que especificam limites numéricos para poluentes específicos em efluentes líquidos das diversas categorias de lançadores. de modo a atender as novas exigências. Sob certas condições.S. Este ato exigiu das companhias o estabelecimento de planos de prevenção da poluição. no âmbito das seguintes áreas: Caracterização dos despejos. O efeito resultante é que indústrias que descarregam para POTW’s podem estar agora sujeitas à limites que são tão estritos como aqueles que regulam as indústrias de lançamento direto a corpos receptores. chamada de “permit” tem validade de no máximo cinco anos. Alocação de custos e Transferência de tecnologia. com sistema próprio de tratamento de efluentes líquidos. incluindo estas regulamentações no sistema de “permits” do NPDES. EPA exigiu das companhias o controle e monitoramento das descargas de águas de chuva. Os Estados podem ter delegada esta responsabilidade se seus programas de licenciamento forem. EPA foi direcionada para desenvolver um policiamento nacional a fim de reduzir as quantidades de poluentes descarregados nos corpos receptores americanos. os “permits” podem ser modificados. Em geral os permits ou licenças requerem monitoramento da qualidade das águas pluviais.S. a 8 ABES . os lançadores de efluentes podem satisfazer suas exigências escolhendo e combinando tecnologias de tratamento com alterações que escolherem.S. Em 1989 a U. Os limites são baseados na aplicação de processos específicos ou tecnologias de tratamento para o controle efetivo dos poluentes contidos em correntes de despejos industriais que são descarregadas em águas superficiais ou estações públicas de tratamento (POTWs). tão ou mais restritivos do que os da U. em concordância com os requisitos da certificação. EPA tem selecionado quatro categorias industriais para as quais diretrizes para limitação de efluentes e para padrões serão desenvolvidos. Indústrias que descarregam águas pluviais através de sistemas municipais de cidades com população maior que 100. Desta forma a U. EPA editou o “Waste Minimization Act”.S. tendo permissão para descarga direta. uma lista de diretrizes para assistir geradores de despejos perigosos.S. A licença obtida.XXVII Congresso Interamericano de Engenharia Sanitári a e Ambient al estabelecidos pela U. no passado. nos parâmetros de descarga licenciados. Como exemplo. EPA para 105 substâncias químicas e suportados pelas estações públicas de tratamento e por estações privadas de tratamento. elaborado segundo normas do NPDES – National Pollutant Discharge Elimination System. EPA. Mudanças nos Padrões de Qualidade das Águas podem diminuir as concentrações permissíveis de orgânicos e metais nas descargas industriais. S. ou liquidado.

Os despejos de derramamentos e vazamentos de lagoas de estocagem. que requerem as maiores operações confinadas de alimentação de animais para alcançar descarga zero de despejos para águas de superfície. os quais tem sido identificados como substanciais contribuidores de nutrientes em águas de superfície que apresentam anoxia severa ( baixos níveis de oxigênio dissolvido ) e problemas de aparecimento de algas. (FWPCA) ou “ As Emendas ao Ato Federal de Controle da Poluição”. O primeiro nível é definido como “melhor tecnologia de controle prático disponível” ("best practical control technology currently available" – BPT). como redigida. (a) Seção 301 da Lei Pública 92-500 – “Federal Water Pollution Control Act Amendments” de 1972. Até 01de Julho.S. (1) – Limitações de Efluentes baseada na Disponibilidade de Tecnologia. 1989. 1. Também até 31 de Março. As operações com alimentação animais estão cobertas por diretrizes de efluentes existente em 40 CFR Parte 412.XXVII Congresso Interamericano de Engenharia Sanitári a e Ambient al U. Este projeto regulatório tem foco nas operações com aves e porcos. escoamento de despejos de aplicação em terra. como definido pelas limitações de efluentes editada pelo Administrador de acordo com a Seção 304(b)(2) da FWPCA. como um mínimo. e o efeito combinado das descargas permitidas de unidades menores tem levado a uma amplitude de problemas ambientais e de saúde. desde morte de peixes e eutrofização acelerada de águas de superfície até contaminação de águas potáveis. exceto em situações extremas de tempestades. As atividades de mineração de carvão estão cobertas por diretrizes existente no “Federal Register 40 CFR Part 434”.Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental 9 . EPA pretende editar uma regra proposta para as Subcategorias de Aves e Porcos até Dezembro de 1999 e tomar ação final em Dezembro de 2001. 2. Mineração de Carvão. Estas regulações. foram obrigados a aplicar a BAT. como definido na Seção 303(a)(4) da FWPCA. A Agência pretende desenvolver diretrizes de uma maneira expedita através da implementação das recomendações da Força Tarefa de Diretrizes de Efluentes Líquidos. Até 31 de Março. exige que todas as descargas de fontes pontuais existentes alcancem as limitações embasadas em tecnologia uniforme. ABES .S. lançadores de poluentes convencionais. 1977. foram obrigados a aplicar a BCT como definido pelas limitações dos efluentes editada pelo Administrador de acordo com a Seção 304(b)(4) da FWPCA. Essas regulamentações vão ser revisadas para contemplar duas necessidades específicas: remining and mining in the arid west. especialmente em águas estuarinas. A U. em certas operações de perfuração de alta performance. os quais são usados em vez de fluidos base óleo. Limitações dos Efluentes. os lançadores de poluentes tóxicos. Extração de Óleo e Gás Este projeto regulatório estabelecerá limitações para o uso de fluidos de perfuração de base sintética. a qual considera o estado corrente do controle de efluentes e a oportunidade de ganhos ambientais significativos. Isto se deve ao fato de que estes fluidos sintéticos não são adequadamente enquadrados pelas limitações legais destes efluentes quanto ao óleo livre e toxidez. EPA tem promulgado limitações e padrões para 51 categorias de indústrias. As limites para efluentes apresentados a seguir aplicam-se à plantas e instalações que descarregam seus despejos em águas do estado. como definido pelas especificações de limitações dos efluentes editada pelo Administrador da United States Environmental Protection Agency (EPA) de acordo com a Seção 304(b)(1). as empresas foram obrigadas a aplicar a BPT. agricultura e outras instalações. conforme definido na Section 307 do FWPCA. Estão estabelecidos dois níveis de limitações de efluentes. Alimentação Animal – Subcategorias de Aves e Porcos. 1989. Categorias Selecionadas Estas categorias foram selecionadas com base nos estudos conduzidos pela EPA. não tendo sido suficiente para resolver a qualidade da água prejudicada das operações de alimentação de animais. O segundo nível é definido tanto como "melhor tecnologia disponível e economicamente viável” (“best available technology economically achievable – BAT”) como "melhor tecnologia convencional de controle da poluição” (“best conventional pollutant control technology – BCT”).

conforme a Seção 510 do FWPCA. os quais tem o poder de incluir a proibição da descarga de tais poluentes ou a combinação dos mesmos. A BAT permanecerá válida para todos poluentes não-convencionais e tóxicos. Total Phosphorus pH Acrylonitrile (c) Aluminum. A BCT não é uma limitação adicional de efluentes para indústrias e instalações. Em nenhum caso a BCT terá limitações menos restritivas do que a BPT. Total (pH 6. A FWPCA Seção 306 requer do Administrador que estabeleça limitações de efluentes contendo padrões de performance para fontes novas. as seguintes Diretrizes e Padrões da U.0 – 9.13 mg/L 3 mg/L 0. Após a data efetiva do estabelecimento dos padrões de efluentes.0 mg/L FONTE 4 5 7 8 7 6 4 2 1 1 9 9 10 2 3 9 1 9 11 10 ABES . Com respeito a cada classe ou categoria particular de fontes. que a descarga de poluentes em águas navegáveis está eliminada em 1985. EPA. 6.16854 mg/L 0. Tabela 3: Valores dos Parâmetros de Referência. Total (c) Butylbenzyl Phthalate Cadmium.0 mg/L 6. “fontes novas" são definidas como quaisquer fontes que tenham suas construções começadas após a publicação das regulamentações propostas. (e) O Departamento tem revisto e avaliado as diretrizes e padrões da EPA que tem sido publicadas como regulações finais no Código Americano de Regulamentações ( United States Code of Federal Regulations ). conforme Seção 101(a) do FWPCA. mas melhor do que isto substitui a BAT para o controle de poluentes convencionais. EPA tem promulgado e prescrito diretrizes e padrões ( limitações ) de efluentes para fontes pontuais novas e existentes que descarregam poluentes. será considerada violação ao FWPCA ( Ato Federal de Controle da poluição da Água ) operar qualquer fonte nova violando estes padrões. Total (H) Chloride Copper. Total (H) Dimethyl Phthalate LIMITE DE REFERÊNCIA 30 mg/L 120 mg/L 100 mg/L 15 mg/L 0. Após a data efetiva da padronização das novas fontes. As limitações dos efluentes representadas pela BCT podem não ser mais restritivas do que a BAT.Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental .0159 mg/L 860 mg/L 0. (c) O FWPCA reserva a cada estado o poder de adotar ou reforçar qualquer padrão ou limitação de efluentes com relação à descarga de poluição ou controle ou abatimento da poluição a qual seja tão ou mais restritiva do que o padrão ou limitação federal de efluentes.XXVII Congresso Interamericano de Engenharia Sanitári a e Ambient al 3.68 mg/L 2.S. Total (c) Benzene Beryllium. é uma violação do FWPCA to operar qualquer fonte em violação a tais padrões ou proibição.01 mg/L 0.5-9) Ammonia Antimony. a U. e está com valendo plenamente na data de adoção desta seção. (d) De acordo com as seções do FWPCA. conforme constam no “United States Code of Federal Regulations”. A Seção 307(a) do FWPCA exige e autoriza o Administrador a estabelecer e promulgar as limitações de efluentes para poluentes tóxicos. (b) O objetivo do FWPCA é restaurar e manter a integridade física. como meta nacional.55 mg/L 0. O emissores são obrigados a aceitar estas regulamentações e as licenças ( permits ) do NPDES editados de acordo com a Seção 402 do Ato tendo que ser condicionado aos requerimentos da Seção 301 e 306.S. prescrevendo padrões para estas fontes. química e biológica das águas da nação.0 7. assim como certos outros requerimentos.0636 mg/L 1.636 mg/L 0. 5. as quais não são suscetíveis ao tratamento por tais estações ou ainda que poderiam interferir com a operação de tratamento nestas estações. Total Arsenic. e o Ato estabeleceu.75 mg/L 19 mg/L 0. 4. Para este propósito. A Seção 307(b) do FWPCA exige e autoriza o Administrador a estabelecer e promulgar padrões de pré-tratamento para introdução de poluentes em estações de tratamento públicas ( POTW ). PARÂMETRO Biochemical Oxygen Demand(5) Chemical Oxygen Demand Total Suspended Solids Oil and Grease Nitrate + Nitrite Nitrogen.

'' Chronic Aquatic Life Freshwater 13. acima listado.XXVII Congresso Interamericano de Engenharia Sanitári a e Ambient al PARÂMETRO Ethylbenzene Fluoranthene Fluoride Iron. Minimum Level (ML) based upon highest Method Detection Limit (MDL) times a factor of 3.0 mg/L 0. National Urban Runoff Program (NURP) median concentration 8.117 mg/L FONTE 3 3 6 12 1 13 1 1 9 10 9 10 9 10 9 11 10 9 9 3 3 1 1. Secondary Treatment Regulations (40 CFR 133) 5.0 mg/L 0.18 10. Total (H) PCB-1016 (c) PCB-1221 (c) PCB-1232 (c) PCB-1242 (c) PCB-1248 (c) PCB-1254 (c) PCB-1260 (c) Phenols.0 mg/L 0. Discharge limitations and compliance data 12.8 mg/L 1. Total Pyrene (PAH.0318 mg/L 10. Total (H) Manganese Mercury.2385 mg/L 0.0027 mg/L 0.002544 mg/L 0. Colorado--Chronic Aquatic Life Freshwater--Water Quality Criteria Notas (*) Limite estabelecido somente para exploração de Óleo e Gas e Unidades de Produção.Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental 11 .042 mg/L 1.0024 mg/L.000127 mg/L 0. EPA Recommended Ambient Water Quality Criteria.' Acute Aquatic Life Freshwater 2. North Carolina storm water benchmark derived from NC Water Quality Standards 7.' LOEL Acute Freshwater 3.000318 mg/L 0.0024 mg/L 1.417 mg/L 0. (c) carcinogenico (H) dependente de dureza (PAH) Polynuclear Aromatic Hydrocarbon Bases Estabelecidas Temperatura da Água receptora--20 C pH da água receptora--7.1 mg/L 0. Total (*) Silver. Trichloroethylene (c) Zinc. Total Nickel.10 mg/L 0. O valor padrão para Mercúrio total na publicação original do MSGP (60 FR 50826) foi incorretamente listado como ABES . EPA Recommended Ambient Water Quality Criteria.00020 mg/L 0. Total Lead.8 Dureza da água receptora CaCO3 100 mg/L Salinidade água receptora -20 g/kg Taxa toxidez aguda para crônica (ACR)--10 Note-se que o que o valor padrão para Mercúrio total.' Human Health Criteria for Consumption of Water and Organisms 4.0816 mg/L 1. EPA Recommended Ambient Water Quality Criteria. está correto como 0. Laboratory derived Minimum Level (ML) 11.c) Selenium. Total (H) Toluene.000477 mg/L 1.10 mg/L 0. Median concentration of Storm Water Effluent Limitation Guideline (40 CFR Part 419) 9.0 mg/L 0.01 mg/L 0. Total (H) Fontes LIMITE DE REFERÊNCIA 3. Factor of 4 times BOD5 concentration--North Carolina benchmark 6. ``EPA Recommended Ambient Water Quality Criteria.

S. Exigências de Relatórios A linha de base do “permit” requer relatórios anuais com resultados do monitoramento das análises para estas instalações sujeitas ao monitoramento semi-anual. Em adição a isenção não será aplicável. Para instalações que são transferidas do MSGP da linha básica do “permit” industrial. o monitoramento não é requerido no quarto ano para poluentes em particular se a média dos dois mais recentes resultados do monitoramento forem menores que o valor padrão do permit. f) ausência de materiais flutuantes. sendo que a elevação da temperatura do corpo receptor não deverá exceder a 3oC. A isenção também proporciona um incentivo para instalações implementarem um efetivo SWPPP que reduza a descarga de poluentes. LEGISLAÇÃO NOS BRASIL De acordo com a resolução CONAMA no 20 de 18 de junho de 1986. cuja velocidade de circulação seja praticamente nula. Os resultados trimestrais de exames visuais não necessitam ser submetidos. mas devem ser arquivados no local no SWPPP. de 9 de fevereiro de 1996 (61 FR 5248). EPA acredita que o monitoramento dos resultados abaixo destes valores padrões indica que um efetivo SWPPP está sendo implementado nas instalações e que um monitoramento posterior não seja mais requerido. g) valores máximos admissíveis das seguintes substâncias: ABES .óleos vegetais e gorduras até 50 mg/l. EPA. Em adição. d) regime de lançamento com vazão máxima de até 1. os valores padrão para zinco estão corretamente listados acima como 0. U.117 mg/l ao invés de 0.0 ml/l em teste de 1 hora em cone de Imhoff. os materiais sedimentáveis deverão estar virtualmente ausentes. A linha de base dos “permits” requerem monitoramento analítico contínuo para certas categorias de instalações através dos termos do “permit” indiferentemente dos resultados da amostras. Esta isenção está disponível já cobertas pela MSGP e aquelas a serem transferidas da MSGP para linha de base do “permit”. A U.S. EPA acredita que a isenção proporciona um incentivo para as instalações eliminarem a exposição de materiais e atividades à água de chuva e desta maneira diminuindo a descarga de poluentes. e) óleos e graxas: . em uma instalação industrial se as atividades nessas instalações tiverem sido mudadas numa medida que os resultados mais recentes do monitoramento não reflitam as descargas das atividades atuais. em seu artigo 21. . Para o lançamentos em lagos e lagoas.óleos minerais até 20 mg/l.5 vezes a vazão média do período de atividade diária do agente poluidor. c) materiais sedimentáveis: até 1.XXVII Congresso Interamericano de Engenharia Sanitári a e Ambient al 10. Entretanto. direta ou indiretamente.065 mg/l que foi um erro no MSGP original. nos corpos de água desde que obedeçam às seguintes condições: a) pH entre 5 e 9.0024 mg/L. os efluentes de qualquer fonte poluidora somente poderão ser lançados. O MSGP requer que os resultados do monitoramento sejam submetidos à autoridade licenciadoras ao final de cada ano em que a amostragem é exigida. Instalações que estão sujeitas ao monitoramento anual foram requeridas a reter os resultados no local. Deve ser apontado também que as isenções de monitoramento discutidas acima baseado na ausência de exposição de uma instalação está disponível no quarto ano do MSGP independente dos resultados de monitoramento anteriores.S.Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental 12 . como discutido posteriormente em notas de correção técnica da U. se o monitoramento não for conduzido para os poluentes apropriados então a isenção não será aplicável. b) temperatura: inferior a 40oC.

0 mg / l Fe Fluoretos 10. a fim de que a comparação.0 mg / l B Cádmio 0.5 mg / l C6H5OH Ferro Solúvel 15. se provierem de hospitais e outros estabelecimentos nos quais haja despejos infectados com microorganismos patogênicos.5 mg / l Cr +6 Estanho 4. unificar-se.2 mg / l CN Cobre 1.0 mg / l F Manganês solúvel 1.0 mg / l Ba Boro 5.2 mg / l Cd Chumbo 0. solventes.0 mg / l Mn Mercúrio 0.0 mg / l Sn Índice de Fenóis 0. 2. para preservação de mananciais de águas.5 mg / l As Bário 5. implementar programa de monitoramento local.0 mg / l Ni Prata 0.) h) outras substâncias em concentrações que poderiam ser prejudiciais: de acordo com limites a serem fixados pelo CONAMA. é preciso destacar que as legislações sobre o meio ambiente deverão atualizar-se e. Esta tem sido a solução adotada em muitos países através da criação de ministérios de Meio Ambiente e de Agências Governamentais com amplo espectro de atuação.01 mg / l Hg Níquel 2. como referência e como sugestão para estudos no Brasil. Amônia 5.Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental .1 mg / l Ag Selênio 0. Ao largo dos comentários realizados ao longo de todo este trabalho.0 mg / l Cu Cromo trivalente 2. se necessário.0 mg / l NH3 Arsênio total 0. porém inoperante devido à multiplicidade de órgão com capacidade de interferir e também da ineficiência da fiscalização Citaremos. em diferentes países. Identificar segmentos de limitação na qualidade da água e fixar prioridades de controle. a contaminação é bastante exigente. No entanto pode deduzir-se também que a Legislação(XX) vigente. das exigências legais e dos critérios adotados para se fiscalizar as instalações emissoras de efluentes líquidos. i) Tratamento especial.5 mg / l Pb Cianetos 0.0 mg / l SO3 Zinco 5. Rever e revisar ou reafirmar os padrões de qualidade da água. etc.0 mg / l Dicloroeteno 1.05 mg / l Se Sulfetos 1. seja feita e sirva como base para avaliação de desvios.0 mg / l Cr +3 Cromo hexavalente 0.0 mg / l em Paration Sulfeto de carbono 1. CONCLUSÕES É importante que se divulguem as diversas legislações aplicáveis a efluentes líquidos.05 mg / l (pesticidas. necessária para que se investigue e analise as principais diferenças.0 mg / l Compostos organo clorados não listrados acima 0. a seqüência de consolidação de padrões de qualidade para efluentes líquidos: 1. quando possível.0 mg / l S-2 Sulfitos 1.0 mg / l Zn Compostos organo fosforados e carbamatos totais 1.0 mg / l Tricloroeteno 1. 13 ABES .0 mg / l Clorofórmio 1.XXVII Congresso Interamericano de Engenharia Sanitári a e Ambient al Tabela 4: Limites de lançamentos de efluentes líquidos.

DC. Washington. revisar reafirmar padrões. U. CECIL. prioridades. 1984. Editar as licenças de lançamento de efluentes. 4. EPA. 4.Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental 14 .S. baseados na qualidade das águas. Nitrogenous compounds in the environment.. L. J. EPA. DC. 1973. 1983. Ambient Water Quality criteria for ammonia. Washington. ABES . REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. K. 1969. DE LORA. 1992. Tecncias de Defensa del Medio Ambiente. U. Manual of Practice Nº 8. 7. 6.S. Chemical Engineering. implementar controle de fontes não pontuais. EPA. 5. U. WATER ENVIRONMENT FEDERATION. Desenvolver requisitos de controle baseados na qualidade da água. F. 1978. 5. METCALF & EDDY: Wastewater Engineering. 3. MIRO. DC. Monitorar fontes municipais e industriais para . Incorporar segmentos identificados de limites de qualidade de água. 6. . Water Quality Standards Handbook. 2.S. Design of Municipal Wastewater Treatment Plants. Washington. New York.. limites de efluentes e de vazão e controle de fontes não pontuais nos planos de gerenciamento das águas.Editores. realizar monitoramento ambiental para proteger as águas em seus usos designados. 1993.XXVII Congresso Interamericano de Engenharia Sanitári a e Ambient al 3.

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