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Introdução
Atualmente, a lei do bem é o principal instrumento de estímulo
às atividades de pesquisa e desenvolvimento de inovação nas
empresas brasileiras. Os incentivos fiscais oferecidos pela
lei do bem atendem a todos os setores da economia, e são
fundamentais para apoiar o aprimoramento tecnológico no
país. Através desse instrumento, são alcançadas empresas
estabelecidas no Brasil, sem distinção de origem do capital,
área de atuação ou localização, desde que sejam tributadas
pelo lucro real.
Veremos ao longo deste guia os principais passos para fazer
melhor proveito dos incentivos fiscais oferecidos pela lei do
bem.
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Os principais objetivos desses incentivos são:
O QUE É A
01. ESTIMULAR O INVESTIMENTO DE EMPRESAS
PRIVADAS EM PESQUISA E DESENVOLVIMENTO
TECNOLÓGICO NO BRASIL
LEI DO BEM?
A lei do bem é uma grande aliada das empresas inovadoras
no Brasil.
02. ESTIMULAR A COMPETITIVIDADE DAS
EMPRESAS DIANTE DA CONCORRÊNCIA,
A Lei nº 11.196/05, conhecida popularmente como lei do bem,
ATRAVÉS DA PESQUISA E DESENVOLVIMENTO
foi concebida, entre outras disposições, com o intuito de dispor
DE TECNOLOGIA
sobre incentivos fiscais para as empresas instaladas no Brasil,
que investem em atividades de pesquisa, desenvolvimento
e inovação tecnológica (PD&I). Esses incentivos são
concedidos independentemente dos resultados da pesquisa,
desenvolvimento e inovação tecnológica, ou seja, o incentivo
é destinado ao processo de PD&I, e não a funcionalidades da
03. INCENTIVAR A FASE DE MAIOR
tecnologia alcançada com a pesquisa.
INCERTEZA NOS PROJETOS DE PESQUISA,
DESENVOLVIMENTO E INOVAÇÃO
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03
HISTÓRICO
E CONTEXTO
A lei do bem foi publicada em 2005, e foi regulamentada somente
em 2006, através do Decreto nº 5.798/06. Promulgado em junho de
2006, o decreto dispõe sobre as regras para a utilização dos incentivos
fiscais às atividades de pesquisa tecnológica e desenvolvimento de
inovação tecnológica, tratados nos artigos 17 a 26 da lei do bem.
Ainda, em 2011, a Receita Federal do Brasil publicou a Instrução
Normativa nº 1.187, visando orientar na avaliação dos projetos
submetidos aos incentivos fiscais.
A lei do bem surge como forma de incentivar o processo de
pesquisa e desenvolvimento tecnológico brasileiro, a partir do
estímulo ao investimento de empresas privadas em PD&I, e, neste
contexto, compartilhar do risco inerente ao processo de inovação,
especialmente nas fases de maior incerteza.
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A LEI DO
BEM EM
NÚMEROS
Ao longo de 18 anos, a lei do bem já beneficiou
mais de 8.000 empresas no Brasil todo. Os
dados estatísticos do último ano-calendário
publicado (2022) indicam um crescimento no
número de empresas que estão investindo
em pesquisa, desenvolvimento e inovação
tecnológica.
Evolução Histórica das Empresas Participantes da Lei do Bem
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Podemos notar também, que as empresas
inovadoras estão espalhadas pelo território
nacional. No gráfico a seguir podemos
perceber o índice de renúncia fiscal, volume de
projetos e número de empresas inovadoras,
por região do Brasil.
Distribuição Geral das Empresas Participantes - ANO DE 2022
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Da mesma forma, podemos perceber a disposição dos projetos em diferentes categorias, e também
o número e qualificação dos pesquisadores contratados com o objetivo de realizar pesquisa e
desenvolvimento de inovação nas empresas brasileiras que se aproveitam da lei do bem. Ainda
podemos notar que o número de pesquisadores dedicados tende a aumentar, já que o incremento
de profissionais dedicados representa um importante acréscimo no incentivo fiscal.
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Cada vez mais, para mais empresas, a lei
do bem se torna um recurso fundamental
para aumentar o investimento em PD&I e
agregar competitividade para seu negócio e
mercado, e de maneira geral, contribuir com
o desenvolvimento tecnológico e econômico
brasileiro.
Contratação de Profissionais com Dedicação Exclusiva
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CONCEITOS A inovação tecnológica dentro desse conceito
engloba 3 níveis de alcance:
O conceito de Inovação tecnológica adotado para fins de lei
do bem é o regulamentado no inciso I, do art. 2º do decreto
nº 5.798/2006:
Inovação tecnológica: a concepção de novo produto ou
processo de fabricação, bem como a agregação de novas
funcionalidades ou características ao produto ou processo
que implique melhorias incrementais e efetivo ganho de
qualidade ou produtividade, resultando maior competitividade
no mercado.
01. A inovação pode 02. Pode ser uma 03. Ou, pode ser
A Lei nº 13.243 de 2016, revisou o conceito e alterou o artigo 2º da ser desenvolvida inovação voltada também uma
Lei 10.973 de 2004 (Lei de Inovação) e, no inciso IV, determinou como algo inédito para um mercado inovação tecnológica
que inovação é a introdução de novidade ou aperfeiçoamento no país onde está específico, mesmo para a empresa,
no ambiente produtivo e social que resulte em novos produtos, em pesquisa e que exista em outros desde que seja
serviços ou processos ou que, compreenda a agregação de desenvolvimento; mercados; desenvolvida pela
novas funcionalidades ou características a produto, serviço empresa.
ou processo já existente que possa resultar em melhorias e
em efetivo ganho de qualidade ou desempenho.
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Vale dizer que para se enquadrar nos termos de inovação tecnológica aqui tratados, é
necessário que essa inovação, produto ou processo, seja desenvolvida pela iniciativa da
empresa. Portanto, compra de sistemas ou processos prontos, não pode ser considerada
como inovação.
Outro ponto de grande importância é que para a finalidade de obter os incentivos fiscais
oferecidos, o projeto de PD&I deve estar ligado à inovação tecnológica. Ou seja, não serão
considerados os projetos visando melhoria de processo administrativos ou de suporte,
como marketing ou gestão de pessoas.
Além de conceituar o que é inovação para fins da lei do bem, o Decreto também apresenta
algumas classificações para as atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação
tecnológica.
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HÁ TRÊS MODOS PARA QUE AS ATIVIDADES DE PD&I
SEJAM CONSIDERADAS PARA A LEI DO BEM:
01. PESQUISA BÁSICA 02. PESQUISA BÁSICA 03. DESENVOLVIMENTO
DIRIGIDA APLICADA EXPERIMENTAL
Pesquisa Básica Dirigida refere-se Pesquisa Aplicada refere-se a O Desenvolvimento Experimental
a um tipo de pesquisa em que os trabalhos originais conduzidos com o envolve a realização de trabalhos
cientistas realizam experimentos intuito de gerar novos conhecimentos, sistemáticos, fundamentados em
ou desenvolvem teorias com mas com foco principal em atingir conhecimentos prévios adquiridos
o principal objetivo de adquirir um objetivo específico ou propósito por meio de pesquisa ou experiência
novos conhecimentos sobre os prático. Ela visa explorar as aplicações prática. Seu objetivo principal é a
fundamentos de fenômenos e fatos dos resultados da pesquisa básica e produção de novos materiais, produtos
observáveis. Nesse contexto, não é desenvolver métodos ou abordagens ou dispositivos; a implementação
priorizada uma aplicação específica inovadoras para alcançar objetivos de processos, sistemas ou serviços
ou utilidade prática imediata para os determinados. Em suma, a pesquisa inovadores; ou o aprimoramento
resultados obtidos. Os pesquisadores aplicada utiliza os conhecimentos significativo dos já existentes. Esse
têm liberdade para definir seus existentes como base para resolver processo é conduzido com organização
próprios objetivos de investigação, problemas específicos e encontrar e método, visando alcançar avanços
permitindo assim uma exploração soluções práticas. concretos e mensuráveis em diferentes
mais ampla e flexível das questões áreas de aplicação.
científicas.
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Com frequência, essas diferentes atividades de PD&I ocorrem
simultaneamente, de maneira a alimentar um processo de
desenvolvimento tecnológico.
Além dos conceitos tratados até aqui, é importante conhecermos
os seguintes conceitos, que, apesar de não serem considerados
como PD&I, são serviços, produtos ou tecnologias fundamentais
para o desenvolvimento das atividades de inovação:
Tecnologia industrial básica: aquelas tais como a aferição e
calibração de máquinas e equipamentos, o projeto e a confecção de
instrumentos de medida específicos, a certificação de conformidade,
inclusive os ensaios correspondentes, a normalização ou a
documentação técnica gerada e o patenteamento do produto ou
processo desenvolvido;
Serviços de apoio técnico: aqueles que sejam indispensáveis à
implantação e à manutenção das instalações ou dos equipamentos
destinados, exclusivamente, à execução de projetos de pesquisa,
desenvolvimento ou inovação tecnológica, bem como à capacitação
dos recursos humanos a eles dedicados.
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ETAPAS
DO PROCESSO
DE INOVAÇÃO
O ciclo de vida do processo de inovação
compreende as etapas de desenvolvimento
da tecnologia, em relação ao investimento
e nível de maturidade da tecnologia (TRL –
Technology Readiness Level – sigla em inglês)
em desenvolvimento.
Assim, conseguimos segmentar as diferentes
etapas, de acordo com o nível de incerteza
envolvido em cada etapa do processo,
investimentos e maturidade da tecnologia.
TRL e o ciclo de vida do projeto
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Com base no gráfico do ciclo
de vida do projeto, podemos
entender em quais etapas do
desenvolvimento é possível
receber os incentivos fiscais
oferecidos pela lei do bem de
acordo com o investimento e
escala TRL. Dessa forma:
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Como pudemos ver, alguns passos do ciclo de vida do processo de inovação
tecnológica não podem ser enquadrados para receber os incentivos fiscais
ofertados pela lei do bem: Trata-se dos casos em que a incerteza sobre o
sucesso do projeto é baixa, bem como existe uma importante redução do
investimento no processo de desenvolvimento.
Além disso, há outros processos que não podem ser considerados para os
fins de Lei do bem:
Serviços de engenharia básica, como adequação de
tamanhos, montagem de equipamentos etc.;
Ajuste ou correções de bugs em sistemas;
Compra de tecnologia pronta, seja ela nacional ou
internacional;
Réplica de produtos já existentes no mercado.
Até o momento entendemos quais tipos de atividades podem ser enquadradas
como PD&I, quais são os requisitos técnicos para que os projetos sejam
elegíveis ao incentivo fiscal da lei do bem.
A partir de agora falaremos sobre os benefícios que podem ser alcançados
pelas empresas que investem na pesquisa, desenvolvimento e inovação
tecnológica.
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BENEFÍCIOS
Os benefícios oferecidos pela lei do bem, e suas
subsequentes atualizações representam, atualmente, o maior
e mais importante instrumento de incentivo à pesquisa,
desenvolvimento e inovação tecnológica do Brasil.
Isso porque os incentivos oferecidos são amplos e
abrangentes, desde que as empresas atendam a alguns
critérios:
01 Ser tributado pelo regime do de Lucro Real;
02
Possuir regularidade fiscal, que pode ser 16
comprovada pela certidão negativa de
débitos;
03 Obter lucro fiscal no ano de apuração;
04 Estar estabelecida no território brasileiro;
05 Investir em pesquisa, desenvolvimento e
inovação.
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BENEFÍCIOS As empresas que atendem a esses requisitos,
tem direito aos seguintes benefícios:
01. DEDUÇÃO DO VALOR INVESTIDO NO IPRJ E CSLL
O valor investido em PD&I pode gerar uma significativa
economia, segundo os seguintes critérios: Aqui temos um exemplo de como pode se caracterizar esse benefício:
• Acréscimo de 60% do valor investido em PD&I, via • Gastos com salários + verbas (INSS, férias) do setor de pesquisa: R$ 100.000,00.
exclusão da base de cálculo do IRPJ e CSLL; • Gastos com testes laboratoriais de instituição de pesquisa: R$ 10.000,00.
• Mais 10% na contratação de pesquisadores para PD&I, • Gastos com prestador de serviço relacionado a pesquisa: R$ 5.000,00.
quando o incremento de profissionais for inferior a 5% • Total de gastos: R$ 115.000,00.
da equipe;
• Mais 20% na contratação de pesquisadores para PD&I, Total de exclusão da base de cálculo utilizando a lei do bem:
quando o incremento for superior a 5% da equipe;
• Mais 20%, em caso de patente concedida ou registro Mínimo (+ 60%): 115.000,00 + 69.000,00 = R$ 184.000,00.
de cultivar. Máximo (+ 100%): 115.000,00 + 115.000,00 = R$ 230.000,00.
Isso representa uma economia entre 20,4% e 34% do valor
que foi investido como redução no IRPF e CSLL.
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BENEFÍCIOS
02. REDUÇÃO DE 50% DO IPI NA AQUISIÇÃO DE BENS 03. DEPRECIAÇÃO INTEGRAL NO MESMO EXERCÍCIO
PARA PD&I DE AQUISIÇÃO DO BEM
O imposto será reduzido no ato da compra de máquinas e A depreciação funciona como um redutor da base de cálculo
equipamentos dedicados exclusivamente para PD&I, bem como do IRPJ e CSLL, já que os bens do imobilizado perdem valor
ferramentas e peças que as acompanhem, apenas informando ao longo do tempo.
o vendedor do incentivo concedido para desenvolvimento de
tecnologia. Com a lei do bem, o valor integral da depreciação do bem
pode ser utilizado para redução da base de cálculo no mesmo
exercício da aquisição do bem.
Exemplo:
Compra de um equipamento sujeito a
incidência do IPI (15%): R$ 54.411,76. Exemplo: Compra de um equipamento depreciável em
Custo sem a lei do bem: R$ 54.411,76. 5 anos: R$ 54.411,76.
Custo com a lei do bem: R$ 50.000,00.
*Redução 50% do IPI
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BENEFÍCIOS
04. AMORTIZAÇÃO ACELERADA
Amortização acelerada no próprio período de aquisição de
bens intangíveis utilizados para PD&I.
05. REDUÇÃO DE IRRF
Em casos em que a empresa realizar remessas ao exterior,
destinadas ao registro ou manutenção de marcas, patentes
e cultivares, e houver incidência de Imposto de Renda Retido
na Fonte, essa alíquota será reduzida a zero.
*Redução 50% do IPI
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Um caso bastante singular de benefício concedido para a lei do
bem, é no caso da contratação de ICTs para condução do projeto
de PD&I:
ICTs são Instituições Científicas e Tecnológicas, conforme definido
na Lei nº 10.973 de 2004. São órgãos ou entidades da administração
pública direta ou indireta ou pessoa jurídica de direito privado sem
fins lucrativos legalmente constituída sob as leis brasileiras, com
sede e foro no País, que inclua em sua missão institucional ou em
seu objetivo social ou estatutário a pesquisa básica ou aplicada de
caráter científico ou tecnológico ou o desenvolvimento de novos
produtos, serviços ou processos;
Nos casos em que a empresa transfira a execução do projeto, em
qualquer um de seus níveis, a uma ICT, poderá excluir da base de
cálculo do IRPJ entre 50% e 250% do investimento, a depender da
participação da pessoa jurídica na titularidade dos direitos sobre a
criação e a propriedade industrial e intelectual, na seguinte forma:
“Verificar se as condições, em especial com relação à titularidade dos
direitos de propriedade intelectual: se optar pela exclusão de 50%, a
empresa terá 50% da titularidade dos direitos da propriedade intelectual
advinda do projeto; se optar por excluir de 100% a 250%, ela não terá
direito a participar da titularidade”
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BENEFÍCIOS
EFETIVOS
Todos esses benefícios podem ser utilizados
ao mesmo tempo e independentemente do
êxito ou não da pesquisa. Abaixo vemos uma
simulação de benefício com a redução da
base de cálculo em 3 diferentes situações:
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REQUISITOS
Como pudemos perceber até o momento, os benefícios e
vantagens oferecidos pela lei do bem são abrangentes e de “As empresas precisam ser tributadas
alta relevância para empresas de todos os setores e regiões pelo lucro real, para obter os benefícios
do Brasil. ofertados pela lei do bem.
Aqui vemos quais são os requisitos para que uma empresa No entanto a legislação prevê
possa receber os incentivos fiscais propostos na lei do bem: que empresas como startups,
reconhecidas por ideias inovadoras,
01 A empresa precisa ser tributada pelo ou microempresas e EPPs, possam
lucro real atuar como executores do projeto
de inovação tecnológica recebendo
02
aporte financeiro de pessoas jurídicas
Precisa ter regularidade fiscal tributadas pelo lucro real. Essas
comprovada empresas, por sua vez, podem usufruir
da dedução do valor investido do
03 Auferir lucro fiscal no período de IRPJ e CSLL, como custo ou despesa
apuração operacional.”
04 Investir em pesquisa, desenvolvimento
e inovação
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22
Os benefícios da lei do bem são auto declaratórios, ou seja, a
empresa não necessita de uma aprovação prévia para usufruir
do benefício. No entanto, deverá entregar as informações, em
formulário específico, sobre os programas de PD&I em que
foram beneficiados. Essas informações devem ser enviadas
por meio eletrônico até o dia 31 de julho do ano subsequente
ao ano de usufruto dos incentivos fiscais.
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Os projetos devem ser informados e descritos por meio do
FORMP&D, fornecido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia
e Inovação (MCTI). Neste formulário são informados quais
são os gastos com os projetos de pesquisa que usufruíram
do benefício, deste modo, deve constar gastos com pessoal,
custos e despesas com materiais e insumos para a pesquisa.
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Conforme o que vimos até aqui, a lei do bem é um incentivo
COMO importante no impulsionamento da inovação tecnológica no
Brasil. E mesmo que o benefício seja auto declaratório, ou
EXECUTAR
seja, a empresa usufrui dos incentivos por iniciativa própria,
sem a necessidade de uma aprovação prévia, o controle dos
projetos é bastante detalhado e deve ser declarado ao MCTI.
UM PROJETO Nestes termos, o MCTI fará a revisão de todos os projetos
submetidos, em um prazo de até 5 anos. Caso encontre alguma
ELEGÍVEL PARA
discrepância nas informações, o MCTI poderá solicitar revisão
da documentação.
A LEI DO BEM Aqui na Dome, nós seguimos uma linha clara e bastante
detalhista de análise e registro das despesas e custos com o
projeto de PD&I.
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24
01. MAPEAMENTO E AVALIAÇÃO DAS ATIVIDADES DE PD&I
É imprescindível entender se uma atividade pode ser enquadrada no conceito
de pesquisa, desenvolvimento e inovação tecnológica aceito para fins de lei
PASSO
do bem.
Dessa maneira, a revisão detalhada do projeto pode garantir que ele seja
A
adequado e que atenda aos princípios básicos de pesquisa básica dirigida,
pesquisa aplicada ou desenvolvimento experimental.
PASSO
Ainda nesse momento é importante revisar as linhas de pesquisa desenvolvidas
pela empresa. Isso porque é possível que sua empresa esteja realizando
atividades que podem ser enquadradas como PD&I, mas não tem registros
detalhados ou não estava incluindo essas atividades como PD&I.
Um especialista em incentivos fiscais pode ajudar, oferecendo o entendimento
contábil e fiscal necessários para incluir ou excluir atividades do detalhamento
do projeto.
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02. CLASSIFICAÇÃO DOS DISPÊNDIOS
REALIZADOS
PASSO Conforme os investimentos, custos e despesas forem
sendo realizados, é de suma importância saber
A
classificar quais deles podem ser incluídos como PD&I,
nos termos da lei do bem.
PASSO
Nessa etapa é fundamental manter o controle das
linhas de pesquisa desenvolvidas, segregar e registrar
da forma adequada todos os lançamentos e notas
fiscais de cada linha de pesquisa, bem como o controle
de horas dedicadas por cada pesquisador, e serviços
de apoio.
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03. VALIDAÇÃO DAS INFORMAÇÕES
PASSO O controle das informações que foi executado até o momento
precisa ser declarado e enviado ao MCTI, através do FormP&D,
A
um formulário específico para o detalhamento dos projetos que
usufruem da lei do bem.
PASSO
Da mesma maneira, é necessário adequar a Escrituração Contábil
Fiscal, utilizando os benefícios tomados para fins de apuração
do Lucro Real. Nessa fase também é necessário saber como
documentar e executar tratamento apropriado das informações
do âmbito fiscal e contábil, tendo em conta os diferentes tipos de
benefício tomados.
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PASSO 04. CRUZAMENTO DE DADOS E VALIDAÇÕES
A Depois de tudo documentado, é fundamental executar uma
validação das informações a serem declaradas ao MCTI e a Receita
PASSO
Federal. É de grande importância que não existam diferenças entre
os documentos transmitidos.
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28
Cada um desses passos exige conhecimento específico e
expertise para que tudo ocorra de maneira adequada, para evitar
05. ACOMPANHAMENTO DA VALIDAÇÃO
problemas futuros.
E ACEITE DO MCTI
PASSO Depois da entrega do relatório técnico, e o pedido protocolado junto
ao MCTI, é necessário acompanhar o processo, e eventualmente,
Ainda se tratando desse passo a passo, é importante termos
em conta o cronograma e os prazos para a lei do bem:
A
responder a dúvidas técnicas que possam surgir por parte do
Início da contabilização do projeto: janeiro do ano vigente;
ministério da ciência, tecnologia e inovação.
Término da contabilização do projeto: dezembro do ano vigente;
PASSO
Ainda, caso exista um pedido de reconsideração de projeto, é
preciso diagnosticar e elaborar a resposta ao MCTI.
Submissão do projeto ao MCTI: até julho do ano subsequente; e
Esse acompanhamento pode levar até 5 anos, prazo que o MCTI
Fiscalização: Até 5 anos após o vencimento da guia de
tem pra revisar os projetos submetidos..
recolhimento de IRPJ e CSLL de dezembro do ano vigente (prazo
prescricional).
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SOBRE A
DOME
A Dome conta com mais de 26 anos de
mercado e com a experiência de profissionais
especializados nas áreas societária, tributária
e contábil para maximizar o resultado
econômico de nossos parceiros, atuando
dentro de diversos setores, aumentando o
padrão de excelência das empresas.
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CASE DE SUCESSO
LEI DO BEM
Empresa nacional do agronegócio
A lei do bem como incentivo ao desenvolvimento tecnológico
A empresa iniciou a utilização dos incentivos fiscais da lei do bem
em 2022, pela necessidade do desenvolvimento tecnológico para
aumentar a competitividade de seus produtos no mercado.
Em 2022 a empresa teve um benefício final de 27% de redução
no IRPJ e CSLL, utilizando o benefício mínimo de exclusão dos
investimentos da base de cálculo do IRPJ e CSLL com um adicional
de 60%.
Com o ganho do ano de 2022, a empresa se sentiu estimulada a
investir mais, aumentando o valor investido em quase 4 vezes, em
torno de 4% de seu faturamento. No ano de 2023, a empresa também
incorreu no benefício mínimo de exclusão com 60% de adicional da
base de cálculo do IRPJ e CSLL, e também se beneficiou com a
depreciação acelerada. Neste ano, o benefício final foi a redução de
42% no valor final do IRPJ e CSLL que ela recolhe caso não utilizasse
a lei do bem.
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Conte com a Dome para dar
suporte ao usufruir dos benefícios
oferecidos pela lei do bem.
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