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E-Book Lei Do Bem

A Lei do Bem é um importante incentivo fiscal para empresas brasileiras que investem em pesquisa, desenvolvimento e inovação tecnológica, visando estimular a competitividade e o investimento privado em PD&I. Desde sua implementação em 2005, a lei beneficiou mais de 8.000 empresas, oferecendo deduções fiscais significativas e outros benefícios, desde que as empresas atendam a certos critérios. O documento detalha os objetivos, benefícios e requisitos da Lei do Bem, além de classificar as atividades de PD&I que podem ser elegíveis para os incentivos fiscais.
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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Tópicos abordados

  • pesquisa básica,
  • inovação tecnológica,
  • histórico da lei,
  • case de sucesso,
  • propriedade intelectual,
  • apoio à pesquisa,
  • futuro da inovação,
  • exclusão da base de cálculo,
  • empresas brasileiras,
  • regulamentação
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E-Book Lei Do Bem

A Lei do Bem é um importante incentivo fiscal para empresas brasileiras que investem em pesquisa, desenvolvimento e inovação tecnológica, visando estimular a competitividade e o investimento privado em PD&I. Desde sua implementação em 2005, a lei beneficiou mais de 8.000 empresas, oferecendo deduções fiscais significativas e outros benefícios, desde que as empresas atendam a certos critérios. O documento detalha os objetivos, benefícios e requisitos da Lei do Bem, além de classificar as atividades de PD&I que podem ser elegíveis para os incentivos fiscais.
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Tópicos abordados

  • pesquisa básica,
  • inovação tecnológica,
  • histórico da lei,
  • case de sucesso,
  • propriedade intelectual,
  • apoio à pesquisa,
  • futuro da inovação,
  • exclusão da base de cálculo,
  • empresas brasileiras,
  • regulamentação

1

Introdução
Atualmente, a lei do bem é o principal instrumento de estímulo
às atividades de pesquisa e desenvolvimento de inovação nas
empresas brasileiras. Os incentivos fiscais oferecidos pela
lei do bem atendem a todos os setores da economia, e são
fundamentais para apoiar o aprimoramento tecnológico no
país. Através desse instrumento, são alcançadas empresas
estabelecidas no Brasil, sem distinção de origem do capital,
área de atuação ou localização, desde que sejam tributadas
pelo lucro real.

Veremos ao longo deste guia os principais passos para fazer


melhor proveito dos incentivos fiscais oferecidos pela lei do
bem.

2
Os principais objetivos desses incentivos são:

O QUE É A
01. ESTIMULAR O INVESTIMENTO DE EMPRESAS
PRIVADAS EM PESQUISA E DESENVOLVIMENTO
TECNOLÓGICO NO BRASIL

LEI DO BEM?
A lei do bem é uma grande aliada das empresas inovadoras
no Brasil.
02. ESTIMULAR A COMPETITIVIDADE DAS
EMPRESAS DIANTE DA CONCORRÊNCIA,
A Lei nº 11.196/05, conhecida popularmente como lei do bem,
ATRAVÉS DA PESQUISA E DESENVOLVIMENTO
foi concebida, entre outras disposições, com o intuito de dispor
DE TECNOLOGIA
sobre incentivos fiscais para as empresas instaladas no Brasil,
que investem em atividades de pesquisa, desenvolvimento
e inovação tecnológica (PD&I). Esses incentivos são
concedidos independentemente dos resultados da pesquisa,
desenvolvimento e inovação tecnológica, ou seja, o incentivo
é destinado ao processo de PD&I, e não a funcionalidades da
03. INCENTIVAR A FASE DE MAIOR
tecnologia alcançada com a pesquisa.
INCERTEZA NOS PROJETOS DE PESQUISA,
DESENVOLVIMENTO E INOVAÇÃO

3
03
HISTÓRICO
E CONTEXTO
A lei do bem foi publicada em 2005, e foi regulamentada somente
em 2006, através do Decreto nº 5.798/06. Promulgado em junho de
2006, o decreto dispõe sobre as regras para a utilização dos incentivos
fiscais às atividades de pesquisa tecnológica e desenvolvimento de
inovação tecnológica, tratados nos artigos 17 a 26 da lei do bem.

Ainda, em 2011, a Receita Federal do Brasil publicou a Instrução


Normativa nº 1.187, visando orientar na avaliação dos projetos
submetidos aos incentivos fiscais.

A lei do bem surge como forma de incentivar o processo de


pesquisa e desenvolvimento tecnológico brasileiro, a partir do
estímulo ao investimento de empresas privadas em PD&I, e, neste
contexto, compartilhar do risco inerente ao processo de inovação,
especialmente nas fases de maior incerteza.

4
04
A LEI DO
BEM EM
NÚMEROS
Ao longo de 18 anos, a lei do bem já beneficiou
mais de 8.000 empresas no Brasil todo. Os
dados estatísticos do último ano-calendário
publicado (2022) indicam um crescimento no
número de empresas que estão investindo
em pesquisa, desenvolvimento e inovação
tecnológica.

Evolução Histórica das Empresas Participantes da Lei do Bem

5
05
Podemos notar também, que as empresas
inovadoras estão espalhadas pelo território
nacional. No gráfico a seguir podemos
perceber o índice de renúncia fiscal, volume de
projetos e número de empresas inovadoras,
por região do Brasil.

Distribuição Geral das Empresas Participantes - ANO DE 2022

6
06
Da mesma forma, podemos perceber a disposição dos projetos em diferentes categorias, e também
o número e qualificação dos pesquisadores contratados com o objetivo de realizar pesquisa e
desenvolvimento de inovação nas empresas brasileiras que se aproveitam da lei do bem. Ainda
podemos notar que o número de pesquisadores dedicados tende a aumentar, já que o incremento
de profissionais dedicados representa um importante acréscimo no incentivo fiscal.

7
07
Cada vez mais, para mais empresas, a lei
do bem se torna um recurso fundamental
para aumentar o investimento em PD&I e
agregar competitividade para seu negócio e
mercado, e de maneira geral, contribuir com
o desenvolvimento tecnológico e econômico
brasileiro.

Contratação de Profissionais com Dedicação Exclusiva

8
08
CONCEITOS A inovação tecnológica dentro desse conceito
engloba 3 níveis de alcance:
O conceito de Inovação tecnológica adotado para fins de lei
do bem é o regulamentado no inciso I, do art. 2º do decreto
nº 5.798/2006:

Inovação tecnológica: a concepção de novo produto ou


processo de fabricação, bem como a agregação de novas
funcionalidades ou características ao produto ou processo
que implique melhorias incrementais e efetivo ganho de
qualidade ou produtividade, resultando maior competitividade
no mercado.
01. A inovação pode 02. Pode ser uma 03. Ou, pode ser
A Lei nº 13.243 de 2016, revisou o conceito e alterou o artigo 2º da ser desenvolvida inovação voltada também uma
Lei 10.973 de 2004 (Lei de Inovação) e, no inciso IV, determinou como algo inédito para um mercado inovação tecnológica
que inovação é a introdução de novidade ou aperfeiçoamento no país onde está específico, mesmo para a empresa,
no ambiente produtivo e social que resulte em novos produtos, em pesquisa e que exista em outros desde que seja
serviços ou processos ou que, compreenda a agregação de desenvolvimento; mercados; desenvolvida pela
novas funcionalidades ou características a produto, serviço empresa.
ou processo já existente que possa resultar em melhorias e
em efetivo ganho de qualidade ou desempenho.

9
09
Vale dizer que para se enquadrar nos termos de inovação tecnológica aqui tratados, é
necessário que essa inovação, produto ou processo, seja desenvolvida pela iniciativa da
empresa. Portanto, compra de sistemas ou processos prontos, não pode ser considerada
como inovação.

Outro ponto de grande importância é que para a finalidade de obter os incentivos fiscais
oferecidos, o projeto de PD&I deve estar ligado à inovação tecnológica. Ou seja, não serão
considerados os projetos visando melhoria de processo administrativos ou de suporte,
como marketing ou gestão de pessoas.

Além de conceituar o que é inovação para fins da lei do bem, o Decreto também apresenta
algumas classificações para as atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação
tecnológica.

10
10
HÁ TRÊS MODOS PARA QUE AS ATIVIDADES DE PD&I
SEJAM CONSIDERADAS PARA A LEI DO BEM:

01. PESQUISA BÁSICA 02. PESQUISA BÁSICA 03. DESENVOLVIMENTO


DIRIGIDA APLICADA EXPERIMENTAL

Pesquisa Básica Dirigida refere-se Pesquisa Aplicada refere-se a O Desenvolvimento Experimental


a um tipo de pesquisa em que os trabalhos originais conduzidos com o envolve a realização de trabalhos
cientistas realizam experimentos intuito de gerar novos conhecimentos, sistemáticos, fundamentados em
ou desenvolvem teorias com mas com foco principal em atingir conhecimentos prévios adquiridos
o principal objetivo de adquirir um objetivo específico ou propósito por meio de pesquisa ou experiência
novos conhecimentos sobre os prático. Ela visa explorar as aplicações prática. Seu objetivo principal é a
fundamentos de fenômenos e fatos dos resultados da pesquisa básica e produção de novos materiais, produtos
observáveis. Nesse contexto, não é desenvolver métodos ou abordagens ou dispositivos; a implementação
priorizada uma aplicação específica inovadoras para alcançar objetivos de processos, sistemas ou serviços
ou utilidade prática imediata para os determinados. Em suma, a pesquisa inovadores; ou o aprimoramento
resultados obtidos. Os pesquisadores aplicada utiliza os conhecimentos significativo dos já existentes. Esse
têm liberdade para definir seus existentes como base para resolver processo é conduzido com organização
próprios objetivos de investigação, problemas específicos e encontrar e método, visando alcançar avanços
permitindo assim uma exploração soluções práticas. concretos e mensuráveis em diferentes
mais ampla e flexível das questões áreas de aplicação.
científicas.

11
11
Com frequência, essas diferentes atividades de PD&I ocorrem
simultaneamente, de maneira a alimentar um processo de
desenvolvimento tecnológico.

Além dos conceitos tratados até aqui, é importante conhecermos


os seguintes conceitos, que, apesar de não serem considerados
como PD&I, são serviços, produtos ou tecnologias fundamentais
para o desenvolvimento das atividades de inovação:

Tecnologia industrial básica: aquelas tais como a aferição e


calibração de máquinas e equipamentos, o projeto e a confecção de
instrumentos de medida específicos, a certificação de conformidade,
inclusive os ensaios correspondentes, a normalização ou a
documentação técnica gerada e o patenteamento do produto ou
processo desenvolvido;

Serviços de apoio técnico: aqueles que sejam indispensáveis à


implantação e à manutenção das instalações ou dos equipamentos
destinados, exclusivamente, à execução de projetos de pesquisa,
desenvolvimento ou inovação tecnológica, bem como à capacitação
dos recursos humanos a eles dedicados.

12
12
ETAPAS
DO PROCESSO
DE INOVAÇÃO
O ciclo de vida do processo de inovação
compreende as etapas de desenvolvimento
da tecnologia, em relação ao investimento
e nível de maturidade da tecnologia (TRL –
Technology Readiness Level – sigla em inglês)
em desenvolvimento.

Assim, conseguimos segmentar as diferentes


etapas, de acordo com o nível de incerteza
envolvido em cada etapa do processo,
investimentos e maturidade da tecnologia.

TRL e o ciclo de vida do projeto

13
13
Com base no gráfico do ciclo
de vida do projeto, podemos
entender em quais etapas do
desenvolvimento é possível
receber os incentivos fiscais
oferecidos pela lei do bem de
acordo com o investimento e
escala TRL. Dessa forma:

14
14
Como pudemos ver, alguns passos do ciclo de vida do processo de inovação
tecnológica não podem ser enquadrados para receber os incentivos fiscais
ofertados pela lei do bem: Trata-se dos casos em que a incerteza sobre o
sucesso do projeto é baixa, bem como existe uma importante redução do
investimento no processo de desenvolvimento.

Além disso, há outros processos que não podem ser considerados para os
fins de Lei do bem:

Serviços de engenharia básica, como adequação de


tamanhos, montagem de equipamentos etc.;

Ajuste ou correções de bugs em sistemas;

Compra de tecnologia pronta, seja ela nacional ou


internacional;

Réplica de produtos já existentes no mercado.

Até o momento entendemos quais tipos de atividades podem ser enquadradas


como PD&I, quais são os requisitos técnicos para que os projetos sejam
elegíveis ao incentivo fiscal da lei do bem.

A partir de agora falaremos sobre os benefícios que podem ser alcançados


pelas empresas que investem na pesquisa, desenvolvimento e inovação
tecnológica.

15
BENEFÍCIOS
Os benefícios oferecidos pela lei do bem, e suas
subsequentes atualizações representam, atualmente, o maior
e mais importante instrumento de incentivo à pesquisa,
desenvolvimento e inovação tecnológica do Brasil.

Isso porque os incentivos oferecidos são amplos e


abrangentes, desde que as empresas atendam a alguns
critérios:

01 Ser tributado pelo regime do de Lucro Real;

02
Possuir regularidade fiscal, que pode ser 16
comprovada pela certidão negativa de
débitos;

03 Obter lucro fiscal no ano de apuração;

04 Estar estabelecida no território brasileiro;

05 Investir em pesquisa, desenvolvimento e


inovação.

16
BENEFÍCIOS As empresas que atendem a esses requisitos,
tem direito aos seguintes benefícios:

01. DEDUÇÃO DO VALOR INVESTIDO NO IPRJ E CSLL

O valor investido em PD&I pode gerar uma significativa


economia, segundo os seguintes critérios: Aqui temos um exemplo de como pode se caracterizar esse benefício:

• Acréscimo de 60% do valor investido em PD&I, via • Gastos com salários + verbas (INSS, férias) do setor de pesquisa: R$ 100.000,00.
exclusão da base de cálculo do IRPJ e CSLL; • Gastos com testes laboratoriais de instituição de pesquisa: R$ 10.000,00.
• Mais 10% na contratação de pesquisadores para PD&I, • Gastos com prestador de serviço relacionado a pesquisa: R$ 5.000,00.
quando o incremento de profissionais for inferior a 5% • Total de gastos: R$ 115.000,00.
da equipe;
• Mais 20% na contratação de pesquisadores para PD&I, Total de exclusão da base de cálculo utilizando a lei do bem:
quando o incremento for superior a 5% da equipe;
• Mais 20%, em caso de patente concedida ou registro Mínimo (+ 60%): 115.000,00 + 69.000,00 = R$ 184.000,00.
de cultivar. Máximo (+ 100%): 115.000,00 + 115.000,00 = R$ 230.000,00.

Isso representa uma economia entre 20,4% e 34% do valor


que foi investido como redução no IRPF e CSLL.

17
17
BENEFÍCIOS
02. REDUÇÃO DE 50% DO IPI NA AQUISIÇÃO DE BENS 03. DEPRECIAÇÃO INTEGRAL NO MESMO EXERCÍCIO
PARA PD&I DE AQUISIÇÃO DO BEM

O imposto será reduzido no ato da compra de máquinas e A depreciação funciona como um redutor da base de cálculo
equipamentos dedicados exclusivamente para PD&I, bem como do IRPJ e CSLL, já que os bens do imobilizado perdem valor
ferramentas e peças que as acompanhem, apenas informando ao longo do tempo.
o vendedor do incentivo concedido para desenvolvimento de
tecnologia. Com a lei do bem, o valor integral da depreciação do bem
pode ser utilizado para redução da base de cálculo no mesmo
exercício da aquisição do bem.
Exemplo:
Compra de um equipamento sujeito a
incidência do IPI (15%): R$ 54.411,76. Exemplo: Compra de um equipamento depreciável em
Custo sem a lei do bem: R$ 54.411,76. 5 anos: R$ 54.411,76.
Custo com a lei do bem: R$ 50.000,00.

*Redução 50% do IPI

18
18
BENEFÍCIOS
04. AMORTIZAÇÃO ACELERADA

Amortização acelerada no próprio período de aquisição de


bens intangíveis utilizados para PD&I.

05. REDUÇÃO DE IRRF

Em casos em que a empresa realizar remessas ao exterior,


destinadas ao registro ou manutenção de marcas, patentes
e cultivares, e houver incidência de Imposto de Renda Retido
na Fonte, essa alíquota será reduzida a zero.

*Redução 50% do IPI

19
19
Um caso bastante singular de benefício concedido para a lei do
bem, é no caso da contratação de ICTs para condução do projeto
de PD&I:

ICTs são Instituições Científicas e Tecnológicas, conforme definido


na Lei nº 10.973 de 2004. São órgãos ou entidades da administração
pública direta ou indireta ou pessoa jurídica de direito privado sem
fins lucrativos legalmente constituída sob as leis brasileiras, com
sede e foro no País, que inclua em sua missão institucional ou em
seu objetivo social ou estatutário a pesquisa básica ou aplicada de
caráter científico ou tecnológico ou o desenvolvimento de novos
produtos, serviços ou processos;

Nos casos em que a empresa transfira a execução do projeto, em


qualquer um de seus níveis, a uma ICT, poderá excluir da base de
cálculo do IRPJ entre 50% e 250% do investimento, a depender da
participação da pessoa jurídica na titularidade dos direitos sobre a
criação e a propriedade industrial e intelectual, na seguinte forma:

“Verificar se as condições, em especial com relação à titularidade dos


direitos de propriedade intelectual: se optar pela exclusão de 50%, a
empresa terá 50% da titularidade dos direitos da propriedade intelectual
advinda do projeto; se optar por excluir de 100% a 250%, ela não terá
direito a participar da titularidade”

20
20
BENEFÍCIOS
EFETIVOS
Todos esses benefícios podem ser utilizados
ao mesmo tempo e independentemente do
êxito ou não da pesquisa. Abaixo vemos uma
simulação de benefício com a redução da
base de cálculo em 3 diferentes situações:

21
21
REQUISITOS
Como pudemos perceber até o momento, os benefícios e
vantagens oferecidos pela lei do bem são abrangentes e de “As empresas precisam ser tributadas
alta relevância para empresas de todos os setores e regiões pelo lucro real, para obter os benefícios
do Brasil. ofertados pela lei do bem.

Aqui vemos quais são os requisitos para que uma empresa No entanto a legislação prevê
possa receber os incentivos fiscais propostos na lei do bem: que empresas como startups,
reconhecidas por ideias inovadoras,

01 A empresa precisa ser tributada pelo ou microempresas e EPPs, possam


lucro real atuar como executores do projeto
de inovação tecnológica recebendo

02
aporte financeiro de pessoas jurídicas
Precisa ter regularidade fiscal tributadas pelo lucro real. Essas
comprovada empresas, por sua vez, podem usufruir
da dedução do valor investido do

03 Auferir lucro fiscal no período de IRPJ e CSLL, como custo ou despesa


apuração operacional.”

04 Investir em pesquisa, desenvolvimento


e inovação

22
22
Os benefícios da lei do bem são auto declaratórios, ou seja, a
empresa não necessita de uma aprovação prévia para usufruir
do benefício. No entanto, deverá entregar as informações, em
formulário específico, sobre os programas de PD&I em que
foram beneficiados. Essas informações devem ser enviadas
por meio eletrônico até o dia 31 de julho do ano subsequente
ao ano de usufruto dos incentivos fiscais.
23
Os projetos devem ser informados e descritos por meio do
FORMP&D, fornecido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia
e Inovação (MCTI). Neste formulário são informados quais
são os gastos com os projetos de pesquisa que usufruíram
do benefício, deste modo, deve constar gastos com pessoal,
custos e despesas com materiais e insumos para a pesquisa.

23
Conforme o que vimos até aqui, a lei do bem é um incentivo

COMO importante no impulsionamento da inovação tecnológica no


Brasil. E mesmo que o benefício seja auto declaratório, ou

EXECUTAR
seja, a empresa usufrui dos incentivos por iniciativa própria,
sem a necessidade de uma aprovação prévia, o controle dos
projetos é bastante detalhado e deve ser declarado ao MCTI.

UM PROJETO Nestes termos, o MCTI fará a revisão de todos os projetos


submetidos, em um prazo de até 5 anos. Caso encontre alguma

ELEGÍVEL PARA
discrepância nas informações, o MCTI poderá solicitar revisão
da documentação.

A LEI DO BEM Aqui na Dome, nós seguimos uma linha clara e bastante
detalhista de análise e registro das despesas e custos com o
projeto de PD&I.

24
24
01. MAPEAMENTO E AVALIAÇÃO DAS ATIVIDADES DE PD&I

É imprescindível entender se uma atividade pode ser enquadrada no conceito


de pesquisa, desenvolvimento e inovação tecnológica aceito para fins de lei

PASSO
do bem.

Dessa maneira, a revisão detalhada do projeto pode garantir que ele seja

A
adequado e que atenda aos princípios básicos de pesquisa básica dirigida,
pesquisa aplicada ou desenvolvimento experimental.

PASSO
Ainda nesse momento é importante revisar as linhas de pesquisa desenvolvidas
pela empresa. Isso porque é possível que sua empresa esteja realizando
atividades que podem ser enquadradas como PD&I, mas não tem registros
detalhados ou não estava incluindo essas atividades como PD&I.

Um especialista em incentivos fiscais pode ajudar, oferecendo o entendimento


contábil e fiscal necessários para incluir ou excluir atividades do detalhamento
do projeto.

25
25
02. CLASSIFICAÇÃO DOS DISPÊNDIOS
REALIZADOS

PASSO Conforme os investimentos, custos e despesas forem


sendo realizados, é de suma importância saber

A
classificar quais deles podem ser incluídos como PD&I,
nos termos da lei do bem.

PASSO
Nessa etapa é fundamental manter o controle das
linhas de pesquisa desenvolvidas, segregar e registrar
da forma adequada todos os lançamentos e notas
fiscais de cada linha de pesquisa, bem como o controle
de horas dedicadas por cada pesquisador, e serviços
de apoio.

26
26
03. VALIDAÇÃO DAS INFORMAÇÕES

PASSO O controle das informações que foi executado até o momento


precisa ser declarado e enviado ao MCTI, através do FormP&D,

A
um formulário específico para o detalhamento dos projetos que
usufruem da lei do bem.

PASSO
Da mesma maneira, é necessário adequar a Escrituração Contábil
Fiscal, utilizando os benefícios tomados para fins de apuração
do Lucro Real. Nessa fase também é necessário saber como
documentar e executar tratamento apropriado das informações
do âmbito fiscal e contábil, tendo em conta os diferentes tipos de
benefício tomados.

27
27
PASSO 04. CRUZAMENTO DE DADOS E VALIDAÇÕES

A Depois de tudo documentado, é fundamental executar uma


validação das informações a serem declaradas ao MCTI e a Receita

PASSO
Federal. É de grande importância que não existam diferenças entre
os documentos transmitidos.

28
28
Cada um desses passos exige conhecimento específico e
expertise para que tudo ocorra de maneira adequada, para evitar
05. ACOMPANHAMENTO DA VALIDAÇÃO
problemas futuros.
E ACEITE DO MCTI

PASSO Depois da entrega do relatório técnico, e o pedido protocolado junto


ao MCTI, é necessário acompanhar o processo, e eventualmente,
Ainda se tratando desse passo a passo, é importante termos
em conta o cronograma e os prazos para a lei do bem:

A
responder a dúvidas técnicas que possam surgir por parte do
Início da contabilização do projeto: janeiro do ano vigente;
ministério da ciência, tecnologia e inovação.

Término da contabilização do projeto: dezembro do ano vigente;

PASSO
Ainda, caso exista um pedido de reconsideração de projeto, é
preciso diagnosticar e elaborar a resposta ao MCTI.
Submissão do projeto ao MCTI: até julho do ano subsequente; e

Esse acompanhamento pode levar até 5 anos, prazo que o MCTI


Fiscalização: Até 5 anos após o vencimento da guia de
tem pra revisar os projetos submetidos..
recolhimento de IRPJ e CSLL de dezembro do ano vigente (prazo
prescricional).

29
29
SOBRE A
DOME
A Dome conta com mais de 26 anos de
mercado e com a experiência de profissionais
especializados nas áreas societária, tributária
e contábil para maximizar o resultado
econômico de nossos parceiros, atuando
dentro de diversos setores, aumentando o
padrão de excelência das empresas.

30
CASE DE SUCESSO
LEI DO BEM
Empresa nacional do agronegócio
A lei do bem como incentivo ao desenvolvimento tecnológico

A empresa iniciou a utilização dos incentivos fiscais da lei do bem


em 2022, pela necessidade do desenvolvimento tecnológico para
aumentar a competitividade de seus produtos no mercado.
Em 2022 a empresa teve um benefício final de 27% de redução
no IRPJ e CSLL, utilizando o benefício mínimo de exclusão dos
investimentos da base de cálculo do IRPJ e CSLL com um adicional
de 60%.

Com o ganho do ano de 2022, a empresa se sentiu estimulada a


investir mais, aumentando o valor investido em quase 4 vezes, em
torno de 4% de seu faturamento. No ano de 2023, a empresa também
incorreu no benefício mínimo de exclusão com 60% de adicional da
base de cálculo do IRPJ e CSLL, e também se beneficiou com a
depreciação acelerada. Neste ano, o benefício final foi a redução de
42% no valor final do IRPJ e CSLL que ela recolhe caso não utilizasse
a lei do bem.

31
31
Conte com a Dome para dar
suporte ao usufruir dos benefícios
oferecidos pela lei do bem.

32

Common questions

Com tecnologia de IA

The primary goals of the "lei do bem" are to stimulate private investment in technological research and development in Brazil, enhance the competitiveness of companies through technological research and development, and support phases of greater uncertainty in research, development, and innovation projects. This support is crucial as it encourages companies to invest in R&D even when results are uncertain, thereby fostering an innovation-friendly environment in Brazil .

Technology Readiness Levels (TRL) help assess the maturity and risk associated with a technology development project for eligibility under the 'lei do bem'. Incentives are provided for projects in stages of higher uncertainty and risk, where the project could fail or needs significant investment. Projects in later TRL stages, which present lower uncertainty and reduced investment needs, may not be eligible because the incentives are aimed at overcoming financial and innovation risks in earlier development phases .

Under the 'lei do bem', 'technological innovation' is defined as the introduction of new products or manufacturing processes, or the addition of new functionalities or characteristics to existing products or processes that result in incremental improvements and effective gains in quality or productivity. This must be developed by the company and should not include the purchase of ready-made systems or processes. It fundamentally differs from mere process improvements like administrative or marketing processes, which do not qualify for incentives as they don't leverage new technological capabilities .

The "lei do bem" has shown a visible impact across various regions in Brazil as indicated by fiscal incentives data from 2022. Although specific regions are not detailed in the sources, the dispersion of companies taking advantage of these incentives suggests that the policy has a nationwide reach. Such regional impacts are significant as they help in reducing technological disparity between regions, promoting balanced economic development, and creating innovation hubs in less developed areas .

The "lei do bem" incentivizes hiring by providing additional tax benefits based on the increase in the number of researchers involved in PD&I activities. If there is an increase of less than 5% in the research team, an additional deduction of 10% of the investments can be excluded from the IRPJ and CSLL. If the increase is over 5%, the additional deduction rises to 20%. This encourages companies to expand their research teams, ultimately enhancing the skill set and capacity for innovation within the workforce .

The auto-declared benefits process in the "lei do bem" allows companies to utilize fiscal incentives without needing prior approval, simplifying administration and enabling immediate investment. This approach encourages more companies to participate by reducing bureaucratic hurdles. However, it places the onus on companies to accurately report PD&I activities to avoid penalties post-review by the MCTI, which implies a need for rigorous internal controls and transparency .

Companies can benefit from the "lei do bem" through several fiscal incentives: deductions on investments in PD&I from the IRPJ and CSLL, a reduction of 50% in IPI for acquiring PD&I-dedicated goods, full depreciation in the acquisition year, accelerated amortization of intangibles, and a reduction of IRRF for international remittances related to technology patents and trademarks. To be eligible, companies must be taxed under the real profit regime, have fiscal regularity, generate fiscal profit in the assessment period, be established in Brazil, and invest in research, development, and innovation .

Collaboration with ICTs under the "lei do bem" amplifies benefits by allowing companies to exclude between 50% to 250% of investment from IRPJ calculations, depending on the company's participation in Intellectual Property rights. A company can increase its exclusion percentage significantly by transferring IP rights to ICTs, promoting partnership while ensuring the development is cutting-edge and leveraging expertise from these institutions. This scheme can enhance innovation output while optimizing fiscal benefits .

Activities and expenditures not eligible under the "lei do bem" include basic engineering services, bug fixes in software, purchase of ready-made technology, replication of existing products, and administrative process improvements. These are excluded because they do not involve the development of new technology or processes, nor do they significantly advance the state of the art or contribute to technological innovation, which is the primary focus of the "lei do bem" .

In the context of the "lei do bem", 'basic oriented research' involves conducting experiments or developing theories to gain new knowledge without immediate practical applications. 'Applied research' focuses on generating new knowledge aiming at specific, practical objectives, often building on basic research findings to address real-world problems. 'Experimental development' is the systematic work based on existing knowledge to create new or improved materials, products, or processes. These distinctions reflect different stages and purposes of research in innovation projects under the "lei do bem" .

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