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5. Características estáticas e dinâmicas de instrumentos Na especificação ou no projeto de instrumentos para
5. Características estáticas e dinâmicas de
instrumentos
Na especificação ou no projeto de instrumentos para específicas
tarefas de medida os critérios de desempenho são importantes.
CARACTERÍSTICAS ESTÁTICAS
Importante para medidas de quantidades constantes
ou que variam lentamente
CARACTERÍSTICAS DINÂMICAS
Problemas que envolvem variação rápida das grandezas,
e necessitam de estudo das relações dinâmicas entre entrada e saída.
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Características estáticas MotivaMotivaççãoão definição do procedimento mensurando de medição resultado da
Características estáticas
MotivaMotivaççãoão
definição do
procedimento
mensurando
de medição
resultado da
medição
condições
operador
sistema de
ambientais
medição
Posso confiar no que
o sistema de medição
indica?
CALIBRAÇÃO
22
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Características estáticas 33 Prof. Alexandre Eduardo
Características estáticas
33
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Características estáticas 44 Prof. Alexandre Eduardo
Características estáticas
44
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Características estáticas OO queque éé calibracalibraçção?ão? EE parapara queque serve?serve? 55 Prof.
Características estáticas
OO queque éé calibracalibraçção?ão?
EE parapara queque serve?serve?
55
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Características estáticas Calibração padrão sistema de medição indicação X valor verdadeiro condições
Características estáticas
Calibração
padrão
sistema de
medição
indicação
X
valor
verdadeiro
condições estabelecidas
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Características estáticas Calibração ÉÉ oo conjuntoconjunto dede operaoperaççõesões queque
Características estáticas
Calibração
ÉÉ oo conjuntoconjunto dede operaoperaççõesões queque estabelece,estabelece, sobsob condicondiççõesões
especificadas,especificadas,
aa relarelaççãoão entreentre osos valoresvalores indicadosindicados porpor umum instrumentoinstrumento dede medimediççãoão
ouou sistemasistema dede medimediççãoão
ouou valoresvalores representadosrepresentados porpor umauma medidamedida materializamaterializadada ouou umum
materialmaterial dede referência,referência,
ee osos valoresvalores correspondentescorrespondentes dasdas grandezasgrandezas estabelecidosestabelecidos porpor
padrões.padrões.
77
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Características estáticas PadrãoPadrão ÉÉ uma medida materializada, instrumento de medição, material de
Características estáticas
PadrãoPadrão
ÉÉ uma medida materializada,
instrumento de medição,
material de referência
ou sistema de medição destinado a definir,
realizar, conservar ou reproduzir uma unidade
ou um ou mais valores de uma grandeza para servir como referência.
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Características estáticas ResultadosResultados dada calibracalibraççãoão podempodem determinar:determinar:
Características estáticas
ResultadosResultados dada calibracalibraççãoão
podempodem determinar:determinar:
ValorValor dodo mensurando.mensurando.
CorreCorreççõesões aa seremserem aplicadasaplicadas nono SM.SM.
EfeitosEfeitos dasdas grandezasgrandezas dede influência.influência.
ComportamentoComportamento emem condicondiççõesões especiaisespeciais ouou adversas.adversas.
SãoSão sempresempre apresentadosapresentados nana formaforma dede umum relatrelatóóriorio e/oue/ou umum
certificado.certificado.
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Características estáticas VerificaVerificaççãoão DefiniDefiniçção:ão: ÉÉ umauma calibracalibraççãoão
Características estáticas
VerificaVerificaççãoão
DefiniDefiniçção:ão:
ÉÉ umauma calibracalibraççãoão simplificadasimplificada queque visavisa testartestar sese umum sistemasistema dede
medimediçção,ão,
ouou medidamedida materializada,materializada, estestáá emem conformidadeconformidade comcom umauma dadadada
especificaespecificaçção.ão.
Exemplos:Exemplos:
TaxTaxíímetro,metro, bombabomba dede combustcombustíível,vel, balanbalanççaa dede supermercado.supermercado.
1010
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Características estáticas AjusteAjuste Definição: Operação corretiva destinada a fazer com que um instrumento
Características estáticas
AjusteAjuste
Definição:
Operação corretiva destinada a fazer com que um instrumento
de medição tenha desempenho compatível com o seu uso.
O ajuste pode ser automático, semi-automático ou manual.
É normalmente efetuado por técnico especializado.
Exemplos:
Ajuste do zero de um manômetro
Ajuste do fator de amplificação de um medidor de forças
elétrico.
1111
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Características estáticas RegulagemRegulagem Definição: A regulagem é um ajuste, empregando somente os recursos
Características estáticas
RegulagemRegulagem
Definição:
A regulagem é um ajuste, empregando somente os recursos
disponíveis no sistema de medição para o usuário.
É normalmente efetuados pelo usuário comum.
Exemplo:
A tara (zeragem) de uma balança eletrônica usando um botão
apropriado para tal.
1212
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Características estáticas CalibraCalibraççãoão dede umauma balanbalanççaa massa-padrão 100,00 100,000 ±
Características estáticas
CalibraCalibraççãoão dede umauma balanbalanççaa
massa-padrão
100,00
100,000
± 0,002 g
comparação
102,40 g
102,40
sistema de medição a calibrar
1313
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CALIBRAÇÃO
DIRETA
Características estáticas CalibraCalibraççãoão dede umum blocobloco padrãopadrão Comparação Zerando BP a BP
Características estáticas
CalibraCalibraççãoão dede umum blocobloco padrãopadrão
Comparação
Zerando
BP a
BP de
calibrar
referência
-
-0,00025
1,237600,00000
CALIBRAÇÃO
DIRETA
1414
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Características estáticas CalibraCalibraççãoão diretadireta padrão VVC VVC comparação sistema de medição
Características estáticas
CalibraCalibraççãoão diretadireta
padrão
VVC VVC
comparação
sistema de
medição a
calibrar
I
I
SMC SMC
1515
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Características estáticas CalibraCalibraççãoão indiretaindireta A grandeza que se deseja medir é gerador
Características estáticas
CalibraCalibraççãoão indiretaindireta
A
grandeza
que
se
deseja
medir
é
gerador da grandeza
fornecida por um meio
externo
(Gerador
da
Grandeza),
que
atua
sistema de
medição a
calibrar
sistema de
medição
padrão
simultaneamente no
Sistema
de
Medição
em Calibração
e
no
Sistema
de
I
comparação
I
I
I
Medição Padrão.
SMC SMC
SMP SMP
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Características estáticas ComoComo calibrarcalibrar oo velocvelocíímetrometro dede umum automautomóóvel?vel?
Características estáticas
ComoComo calibrarcalibrar oo velocvelocíímetrometro dede umum automautomóóvel?vel?
AlguAlguéémm temtem aaíí umum ““padrãopadrão dede velocidadevelocidade””??
80,0 km/h
78,50
km/h
comparação
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CALIBRAÇÃO
INDIRETA
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Características estáticas RoteiroRoteiro dede calibracalibraççãoão 1 - Definição dos objetivos da calibração;
Características estáticas
RoteiroRoteiro dede calibracalibraççãoão
1 - Definição dos objetivos da calibração;
2 - Caracterização do sistema de medição a calibrar;
3 - Seleção do padrão;
4 - Planejamento e preparação do experimento;
5 - Execução da calibração;
6 - Processamento e documentação;
7 - Análise dos resultados;
8 - Certificado de calibração.
1818
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Características estáticas O que deve constar no certificado de calibração? descrição e identificação individual
Características estáticas
O que deve constar no certificado de calibração?
descrição e identificação individual do SM a calibrar;
data da calibração;
os resultados da calibração obtidos;
identificação do(s) procedimento(s) de calibração;
identificação do padrão utilizado, com data e entidade executora da
sua calibração, bem como sua incerteza;
condições ambientais relevantes;
declaração das incertezas envolvidas na calibração;
descrição sobre quaisquer manutenções, ajustes, regulagens, reparos
e modificações realizadas;
qualquer limitação de uso (ex: faixa de medição restrita);
identificação e assinaturas da(s) pessoa(s) responsável(eis);
número de série ou equivalente do certificado.
1919
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Características estáticas REDE BRASILEIRA DE CALIBRAÇÃO LABORATÓRIO CORRETA CREDENCIADO PELO INMETRO SOB NÚMERO
Características estáticas
REDE BRASILEIRA DE CALIBRAÇÃO
LABORATÓRIO CORRETA
CREDENCIADO PELO INMETRO SOB NÚMERO 0976
REDE BRASILEIRA DE CALIBRAÇÃO
LABORATÓRIO CORRETA
CREDENCIADO PELO INMETRO SOB NÚMERO 0976
CERTIFICADO DE CALIBRAÇÃO Nº 45673/01
CERTIFICADO DE CALIBRAÇÃO Nº 45673/01
8. Resultados
1. Contratante:
Photonita Ltda
Av. do Surf s/Nº - Florianópolis, SC
TABELA DE RESULTADOS
Comprimento
Média das
Correção
Incerteza da
Repetitividade
nominal do
indicações do
correção
padrão
paquímetro
2. Contratado:
[mm]
[mm]
[mm]
± [mm]
± [mm]
Laboratório CORRETA
Rua da Praia s/Nº - Florianópolis, SC
0,000
0,157
-0,157
0,016
0,034
2,500
2,661
-0,161
0,020
0,041
5,000
5,169
-0,169
0,018
0,037
10,000
10,182
-0,182
0,019
0,039
3. Sistema de medição calibrado:
30,000
30,192
-0,192
0,020
0,041
50,000
50,196
-0,196
0,019
0,039
Paquímetro para dimensões externas
70,000
70,190
-0,190
0,021
0,043
Fabricante:
CorreTech
90,000
90,185
-0,185
0,021
0,043
Modelo:
PQ-A2
110,000
110,183
-0,183
0,023
0,045
Nº Série:
7075242
130,000
130,178
-0,178
0,022
0,044
Faixa de medição:
0 a 150 mm
0,02 mm
150,000
150,174
-0,174
0,023
0,045
Resolução:
Observações: o valor da correção deve sempre ser somado à indicação.
(a) Síntese desta calibração:
Erro máximo do paquímetro nas condições de calibração:
Conforme procedimento interno de calibração Correta-PQ-DE, o erro máximo encontrado pelo paquímetro foi
de ± 0,26 mm. Ao ser aplicada a respectiva correção, o erro máximo é reduzido para ± 0,07 mm.
(a)
aplicando a correção:
± 0,07 mm
(0,047% do VFE)
(b)
não aplicando a correção:
± 0,26 mm
(0,18% do VFE)
5. Padrão utilizado:
Conjunto de blocos padrão classe 0
Nº Registro (Correta): RC 0673
Incerteza: ± (0,07 + L/2000) µm, L em mm
Rastreabilidade: Certificado de calibração Correta 23201, de 02/10/2002, válido até 01/05/2003.
6. Procedimento interno de calibração (Correta PQ-DE)
Os blocos padrão foram medidos em três posições diferentes (interna, central e externa) ao longo do
comprimento dos bicos para medições externas, simulando condições reais de medição. Cinco ciclos de
medição foram efetuados.
Regina C. Correta
Gerente Técnico
Paulo A. Padrão
Técnico Metrologista
7. Condições ambientais durante a calibração:
Temperatura: (20,0 ± 0,5) °C
Umidade relativa do ar: (50 ± 10) %
Data de calibração: 14/03/2003
Data de emissão: 14/03/2003
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Data de calibração: 14/03/2003
Data de emissão: 14/03/2003
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Características estáticas REDE BRASILEIRA DE CALIBRAÇÃO LABORATÓRIO CORRETA CREDENCIADO PELO INMETRO SOB NÚMERO
Características estáticas
REDE BRASILEIRA DE CALIBRAÇÃO
LABORATÓRIO CORRETA
CREDENCIADO PELO INMETRO SOB NÚMERO 0976
CERTIFICADO DE CALIBRAÇÃO Nº 45673/01
1. Contratante:
Photonita Ltda
Av. do Surf s/Nº - Florianópolis, SC
2. Contratado:
Laboratório CORRETA
Rua da Praia s/Nº - Florianópolis, SC
3. Sistema de medição calibrado:
Paquímetro para dimensões externas
Fabricante:
CorreTech
Modelo:
PQ-A2
Nº Série:
7075242
Faixa de medição:
Resolução:
0 a 150 mm
0,02 mm
(a) Síntese desta calibração:
Conforme procedimento interno de calibração Correta-PQ-DE, o erro máximo encontrado pelo paquímetro foi
de ± 0,26 mm. Ao ser aplicada a respectiva correção, o erro máximo é reduzido para ± 0,07 mm.
5. Padrão utilizado:
Conjunto de blocos padrão classe 0
Nº Registro (Correta): RC 0673
Incerteza: ± (0,07 + L/2000) µm, L em mm
Rastreabilidade: Certificado de calibração Correta 23201, de 02/10/2002, válido até 01/05/2003.
6. Procedimento interno de calibração (Correta PQ-DE)
Os blocos padrão foram medidos em três posições diferentes (interna, central e externa) ao longo do
comprimento dos bicos para medições externas, simulando condições reais de medição. Cinco ciclos de
medição foram efetuados.
7. Condições ambientais durante a calibração:
Temperatura: (20,0 ± 0,5) °C
Umidade relativa do ar: (50 ± 10) %
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Data de calibração: 14/03/2003
Data de emissão: 14/03/2003
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REDE BRASILEIRA DE CALIBRAÇÃO LABORATÓRIO CORRETA CREDENCIADO PELO INMETRO SOB NÚMERO 0976 CERTIFICADO DE
REDE BRASILEIRA DE CALIBRAÇÃO
LABORATÓRIO CORRETA
CREDENCIADO PELO INMETRO SOB NÚMERO 0976
CERTIFICADO DE CALIBRAÇÃO Nº 45673/01
8. Resultados
TABELA DE RESULTADOS
Comprimento
Média das
Correção
Incerteza da
Repetitividade
nominal do
indicações do
correção
padrão
paquímetro
[mm]
[mm]
[mm]
± [mm]
± [mm]
0,000
0,157
-0,157
0,016
0,034
2,500
2,661
-0,161
0,020
0,041
5,000
5,169
-0,169
0,018
0,037
10,000
10,182
-0,182
0,019
0,039
30,000
30,192
-0,192
0,020
0,041
50,000
50,196
-0,196
0,019
0,039
70,000
70,190
-0,190
0,021
0,043
90,000
90,185
-0,185
0,021
0,043
110,000
110,183
-0,183
0,023
0,045
130,000
130,178
-0,178
0,022
0,044
150,000
150,174
-0,174
0,023
0,045
Exemplo de calibração de um manômetro Medida de 1 ponto na calibração de um manômetro.
Exemplo de calibração de um manômetro
Medida de 1 ponto na calibração de um manômetro.
14
12
10
8
manhã
tarde
6
Temperatura controlada
4
2
0
0
5
10
15
20
25
Influência da temperatura
2323
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Exemplo de calibração de um manômetro A calibração do manômetro constitui no levantamento de diversos
Exemplo de calibração de um manômetro
A calibração do manômetro constitui no levantamento de diversos
pontos de calibração (semelhantes ao ponto visto).
O “valor verdadeiro” é variado na entrada e são tomados os dados de
saída.
Um cuidado importante: tomar medidas aumentando o valor da
grandeza e diminuindo-o.
Considerando o manômetro tem-se as seguintes medidas:
2424
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Dados de calibração do manômetro CalibraCalibraççãoão dodo manômetromanômetro ValorValor verdadeiroverdadeiro
Dados de calibração do manômetro
CalibraCalibraççãoão dodo manômetromanômetro
ValorValor verdadeiroverdadeiro
PressãoPressão IndicadaIndicada
kPakPa
AumentandoAumentando
DiminuindoDiminuindo
0,0000,000
--1,121,12
--0,690,69
1,0001,000
0,210,21
0,420,42
2,0002,000
1,181,18
1,651,65
3,0003,000
2,092,09
2,482,48
4,0004,000
3,333,33
3,623,62
5,0005,000
4,504,50
4,714,71
6,0006,000
5,265,26
5,875,87
7,0007,000
6,596,59
6,896,89
8,0008,000
7,737,73
7,927,92
9,0009,000
8,688,68
9,19,1
10,00010,000
9,89,8
10,210,2
2525
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GrGrááficofico dede calibracalibraççãoão dodo manômetromanômetro 2626 Prof. Alexandre Eduardo
GrGrááficofico dede calibracalibraççãoão dodo manômetromanômetro
2626
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CCáálculolculo dada retareta dede interpolainterpolaççãoão (m(míínimosnimos quadrados)quadrados) q m q . + b
CCáálculolculo dada retareta dede interpolainterpolaççãoão (m(míínimosnimos quadrados)quadrados)
q
m q
.
+
b
o =
1
N
q q
− (
q
)(
q
)
1
0
1
0
m =
2
2
N
.
q
(
q
)
1
1
(
q
)(
q
2 )
1
(
q q
)(
q
)
0
1
0
1
b =
2 (
1
2
N
.
q
q
)
1
2727
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CCáálculolculo dodo desviodesvio padrãopadrão 2 N s . 2 qo s = m 2 N
CCáálculolculo dodo desviodesvio padrãopadrão
2
N s
.
2
qo
s
=
m
2
N
.
q
2 (
1
q
)
1
2
2
s
.
q
qo
b =
1
N
.
q
2 (
1
2
q
)
1
em que :
1
2
s
=
(
m q
.
+
b
q
)
qo
1
0
N
2828
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Características dinâmicas Características dinâmicas nos diz sobre o quão bem um sensor responde a alterações
Características dinâmicas
Características dinâmicas nos diz sobre o quão bem um sensor
responde a alterações na sua entrada.
Para sinais dinâmicos, o sensor ou o sistema de medição deve ser
capaz de responder com rapidez suficiente para acompanhar os sinais
de entrada.
Sinal de
Sensor
entrada
ou
Sinal de saída
y(t)
x(t)
sistema
Em muitas situações, é preciso utilizar y (t) para inferir x (t), portanto,
uma compreensão qualitativa da operação de que o sensor de
medição ou sistema executa, é importante para a compreensão do sinal de
2929
entrada corretamente.
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Características dinâmicas FUNÇÃO DE TRANSFERÊNCIA O estudo de características de instrumentos é uma das
Características dinâmicas
FUNÇÃO DE TRANSFERÊNCIA
O estudo de características de instrumentos é uma das aplicações de
uma área do conhecimento mais geral,
denominada, dinâmica de sistemas.
O modelo matemático mais simples e aplicado à este estudo é o que
faz uso equações diferenciais lineares ordinárias,
cuja solução é obtida através de transformadas de Laplace.
3030
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Características dinâmicas FUNÇÃO DE TRANSFERÊNCIA Estabelece as relações que existem entre as entradas e saídas
Características dinâmicas
FUNÇÃO DE TRANSFERÊNCIA
Estabelece as relações que existem entre as entradas e saídas de um
sistema de medição.
Caracteriza cada dispositivo de um sistema de medição.
Depende dos princípios físicos que regem o comportamento do
dispositivo.
Em geral, os dispositivos de um sistema de medição são construídos
visando uma função de transferência linear
3131
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Características dinâmicas FUNÇÃO DE TRANSFERÊNCIA Teórica Aproximada: obtida com base em modelos teóricos
Características dinâmicas
FUNÇÃO DE TRANSFERÊNCIA
Teórica
Aproximada: obtida com base em modelos teóricos
Expressa na forma de equação matemática
Ajudam no entendimento dos mecanismos de transdução e na
estimativa do erro nas medidas efetuadas
Indispensável para o projeto do sistema de medição
3232
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Características dinâmicas FUNÇÃO DE TRANSFERÊNCIA Real (Curva de Aferição ou Calibração) Levantamento
Características dinâmicas
FUNÇÃO DE TRANSFERÊNCIA
Real (Curva de Aferição ou Calibração)
Levantamento experimental da função de transferência (gráfico ou
tabela) - Procedimento de Calibração
Necessária para a utilização do instrumento
Empregam-se unidades padronizadas como estímulo
3333
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Características dinâmicas FUNÇÃO DE TRANSFERÊNCIA Experimental Equação matemática que melhor descreve a curva
Características dinâmicas
FUNÇÃO DE TRANSFERÊNCIA
Experimental
Equação matemática que melhor descreve a curva de aferição na faixa
de valores de utilização do instrumento
Utilizada para avaliar a função de transferência teórica
3434
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Características dinâmicas FUNÇÃO DE TRANSFERÊNCIA Os sistemas de medição são compostos por diversas partes (
Características dinâmicas
FUNÇÃO DE TRANSFERÊNCIA
Os sistemas de medição são compostos por diversas partes
(
)
y
=
f
x
, x
, x
, x
,
,
x
m
e
e
e
ek
1
2
3
Os sistemas de medição são construídos com a intenção de medirem
(serem mais sensíveis à) algumas variáveis de entrada desejadas.
3535
Prof. Alexandre Eduardo
Características dinâmicas As variáveis indesejadas são ditas espúrias. O desempenho do sistema de medição é
Características dinâmicas
As variáveis indesejadas são ditas espúrias.
O desempenho do sistema de medição é determinado por sua
sensibilidade às variáveis desejadas e rejeição às variáveis indesejadas.
3636
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Características dinâmicas FUNÇÃO DE TRANSFERÊNCIA Considere um sistema linear, invariante no tempo, a parâmetros
Características dinâmicas
FUNÇÃO DE TRANSFERÊNCIA
Considere um sistema linear, invariante no tempo, a parâmetros
concentrados descrito pela seguinte equação diferencial:
(n) +
(n
1)
(n
1)
(n
2)
y
a
y
+
+
a
y &
+
a
y
=
b
u
+
b
u
+
+
b
u &
+
b u
1
n
1
n
1
2
n
1
n
Aplicando a transformada de Laplace em ambos os lados da
equação acima, com condições iniciais nulas:
(s
n
1
n
1
n
2
n +
a s
+
+
a
s
+
a
)Y(s)
=
(b s
+
b
s
+
+
b
s
+
b )U(s)
1
n
1
n
1
2
n
1
n
(
n
1
n
2
)
Y(s)
b s
+
b s
+
+
b
s
+
b
1
2
n
1
n
=
= G(s)
(
n
n
1
)
U(s)
s
+
a s
+
+
a
s
+
a
1
n
1
n
3737
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Características dinâmicas FUNÇÃO DE TRANSFERÊNCIA SENOIDAL Na análise dinâmica de sistemas de medição
Características dinâmicas
FUNÇÃO DE TRANSFERÊNCIA SENOIDAL
Na análise dinâmica de sistemas de medição utiliza-se entradas
padrões (equivalentes a variação da grandeza a ser medida),
sendo que a entrada senoidal é uma de grande importância.
Este tipo de entrada permite a avaliação da resposta dos instrumentos
quanto a ruídos, perturbações oscilatórias, e quanto ao desempenho na
medição de grandezas variáveis no tempo, em altas e baixas frequências.
O método apresentado é também utilizado para análise de
condicionadores de sinais.
3838
Prof. Alexandre Eduardo
Características dinâmicas A função de transferência senoidal de um sistema de medição é obtida substituindo
Características dinâmicas
A função de transferência senoidal de um sistema de medição é
obtida substituindo a variável complexa s da função de transferência
do sistema por jω :
m
+
1
m
+
1
C(j
ω
)
(b
.j
ω
+
b
.j
ω
+
+
b .j
ω+
b
)
m
m
1
1
0
=
n
n
1
E(j
ω
)
(a .j
ω
+
a
.j
ω
+
+
a .j
ω +
a
)
n
n
1
1
0
Para qualquer ω - frequência de entrada, equação acima fornecerá um
número complexo, que poderá ser expresso na forma polar M∠φ .
Pode-se demonstrar que o módulo M do número complexo é relação
entre amplitudes da saída e da entrada, C 0 / E 0 , enquanto que o ângulo φ é
o ângulo de atraso (ou avanço) entre saída e entrada, em regime
3939
estacionário.
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Características dinâmicas FUNÇÃO DE TRANSFERÊNCIA SENOIDAL Im E E.senφ e φ Re e E.cosφ e
Características dinâmicas
FUNÇÃO DE TRANSFERÊNCIA SENOIDAL
Im
E
E.senφ e
φ
Re
e
E.cosφ e
Im
C
φ
E
Re
4040
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Características dinâmicas Um sistema genérico pode ser descrito em termos de uma variável geral como:
Características dinâmicas
Um sistema genérico pode ser descrito em termos de uma variável geral
como:
n
n − 1
d
x
d
x
dx
a
+
a
+
+
a
+
a x
=
f (t)
n
n
n −
1
n − 1
1
o
dt
dt
dt
f(t) é uma função estímulo.
A ordem do sistema é definida pela ordem da equação diferencial.
Em um sistema ordem zero apenas o coeficiente a 0 é diferente de zero.
a x =
f (t)
o
4141
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Características dinâmicas Análise de Sistemas de ordem zero f ( ) t x = a
Características dinâmicas
Análise de Sistemas de ordem zero
f
( )
t
x =
a
o
Uma régua potenciométrica é um tipo de transdutor de deslocamento
utilizado largamente em ranges da ordem de milímetros a centenas de
milímetros.
Este tipo de transdutor pode a princípio ser modelado como um
sistema de ordem zero
(a rigor existem restrições para sistemas com velocidades altas).
4242
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Características dinâmicas régua potenciométrica (sensor de posição linear) 4343 Prof. Alexandre Eduardo
Características dinâmicas
régua potenciométrica (sensor de posição linear)
4343
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Características dinâmicas Análise de Sistemas de primeira ordem Em um sistema de primeira ordem apenas
Características dinâmicas
Análise de Sistemas de primeira ordem
Em um sistema de primeira ordem apenas os coeficientes a 1 e a 0 são
diferentes de zero.
dx
a
+
a x
=
f (t)
1
o
dt
4444
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Características dinâmicas dx Análise de Sistemas de primeira ordem a + a x = f
Características dinâmicas
dx
Análise de Sistemas de primeira ordem
a
+
a x
=
f (t)
1
o
dt
Uma medição de temperatura com um sensor do tipo PT100 pode ser
modelado (simplificadamente) por um sistema de primeira ordem.
a t
0
1
( )
a
x t
=
1
− e
1
a
0
4545
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DIAGRAMAS DIAGRAMAS DE DE BODE BODE - - SISTEMAS SISTEMAS DE DE 1ª 1ª ORDEM
DIAGRAMAS DIAGRAMAS DE DE BODE BODE - - SISTEMAS SISTEMAS DE DE 1ª 1ª ORDEM ORDEM
4646
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Características dinâmicas Análise de Sistemas de segunda ordem Em um sistema de segunda ordem apenas
Características dinâmicas
Análise de Sistemas de segunda ordem
Em um sistema de segunda ordem apenas os coeficientes , a 0 , a 1 e a 2
e são diferentes de zero.
2
d
x
dx
a
+
a
+
a x
=
f (t)
2
2
1
o
dt
dt
4747
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Características dinâmicas Análise de Sistemas de segunda ordem É importante salientar que esta resposta é
Características dinâmicas
Análise de Sistemas de segunda ordem
É importante salientar que esta resposta é definida apenas para t>0
(domínio da TL).
A resposta do problema evidencia que existe uma freqüência
amortecida ω d , cujas funções sinusoidais oscilarão.
Além disso ainda existe um fator de amortecimento ξ responsável pelo
overshoot, assim como pelo tempo de estabilização da resposta do
sistema.
4848
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Características dinâmicas Análise de Sistemas de segunda ordem Um exemplo de aplicação de um sistema
Características dinâmicas
Análise de Sistemas de segunda ordem
Um exemplo de aplicação de um sistema de segunda ordem é o
dinamômetro.
O mesmo pode ser modelado simplificadamente por um sistema
massa mola, que por sua vez tem um equivalente elétrico RLC
4949
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Características dinâmicas Análise de Sistemas de segunda ordem 5050 Prof. Alexandre Eduardo
Características dinâmicas
Análise de Sistemas de segunda ordem
5050
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Características dinâmicas Análise de Sistemas de segunda ordem 5151 Prof. Alexandre Eduardo
Características dinâmicas
Análise de Sistemas de segunda ordem
5151
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