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UNIVERSIDADE FEDERAL DO TOCANTINS

REDE VIÁRIA

Profa. Dra. Valdirene Maria Silva Capuzzo

CONSIDERAÇÕES – SISTEMA VIÁRIO

O sistema viário tem sido utilizado como importante elemento para a racionalidade e eficiência da estrutura urbana, através dele fluem as relações de troca e os serviços que mantêm a própria vida urbana.

Por maiores que sejam as variações, basicamente todos os sistemas viários se enquadram em dois tipos: grelha e radial ou nas combinações de ambos.

CONSIDERAÇÕES – SISTEMA VIÁRIO

GRELHA

CONSIDERAÇÕES – SISTEMA VIÁRIO GRELHA VANTAGENS - desenho e locação das vias e redes; - divisão

VANTAGENS

- desenho e locação das vias e redes;

- divisão das quadras em lotes;

-descrição

nomenclatura e numeração das ruas.

das

propriedades,

DESVANTAGENS

- conflita com topografia irregular;

- aumenta os percursos;

- dificulta a diferenciação entre as ruas;

- cria uma paisagem monótona.

CONSIDERAÇÕES – SISTEMA VIÁRIO

RADIAL

CONSIDERAÇÕES – SISTEMA VIÁRIO RADIAL VANTAGENS - adapta-se à topografia irregular; - possibilita percursos mais

VANTAGENS

- adapta-se à topografia irregular;

- possibilita percursos mais diretos entre

dois pontos

DESVANTAGENS

- desenho e locação das vias e redes;

- divisão das quadras em lotes;

- descrição das propriedades.

DESCRIÇÃO DAS VIAS URBANAS CONVENCIONAIS

As vias urbanas atuais constituem-se, basicamente, de duas partes diferenciadas pelas funções que desempenham:

a) o leito carroçável, destinado ao trânsito de veículos e ao escoamento das águas pluviais através do conjunto meio- fio / sarjeta até a boca-de-lobo, e desta para a galeria de água pluvial;

b) os passeios, adjacentes ou não ao leito carroçável, destinados ao trânsito de pedestres e limitados fisicamente pelo conjunto meio-fio / sarjeta.

DESCRIÇÃO DAS VIAS URBANAS CONVENCIONAIS

DESCRIÇÃO DAS VIAS URBANAS CONVENCIONAIS

DESCRIÇÃO DAS VIAS URBANAS CONVENCIONAIS

REVESTIMENTO

É a camada superficial cuja função é receber e suportar o tráfego. Sobre o revestimento atuam os esforços verticais (pressão e impacto), os esforços horizontais (rolamento, frenagem, força centrífuga) e os esforços de sucção (ar).

Os aspectos mais importantes que podem influir na escolha do tipo de revestimento são de duas ordens: econômica e técnica.

DESCRIÇÃO DAS VIAS URBANAS CONVENCIONAIS

Nas pavimentações urbanas devem se considerar aspectos como as características físicas, cor, aparência geral no que se refere à rugosidade, facilidade de limpeza e segurança.

O coeficiente de atrito para o caso de vias urbanas pode ser inferior ao adotado em estradas (revestimento mais áspero).

No caso de vias urbanas, a aparência do revestimento é mais importante. O revestimento mais liso não causa grande decréscimo de segurança (menor coeficiente de atrito), pois a velocidade dos veículos na cidade é menor do que nas estradas.

DESCRIÇÃO DAS VIAS URBANAS CONVENCIONAIS

A possibilidade de adquirir os materiais necessários no comércio local pode influenciar na escolha do tipo de revestimento.

A adoção de um só tipo de material é vantajosa quanto à padronização e resulta em melhor aparência do pavimento.

Adotam-se, em certos casos, dois ou mais materiais, para evitar o excessivo encarecimento que pode ocorrer quando se procura um único material.

DESCRIÇÃO DAS VIAS URBANAS CONVENCIONAIS

DESCRIÇÃO DAS VIAS URBANAS CONVENCIONAIS

DESCRIÇÃO DAS VIAS URBANAS CONVENCIONAIS

CAMADAS INFERIORES

As camadas inferiores visam, além de distribuir as cargas, proteger o revestimento de possíveis falhas do subleito.

são

geralmente divididas em duas partes: base e sub-base.

Em solos de baixa capacidade de suporte, agrega-se uma terceira camada, conhecida como reforço de subleito.

Cada uma dessas camadas terá, normalmente, uma resistência maior, à medida que se aproxima do revestimento. Seus custos estão diretamente ligados a essas resistências.

Tais

camadas,

por

razões

técnico-econômicas,

DESCRIÇÃO DAS VIAS URBANAS CONVENCIONAIS Camada de Acostamento Rolamento Camada de Ligação Base Sub-Base
DESCRIÇÃO DAS VIAS
URBANAS CONVENCIONAIS
Camada de
Acostamento
Rolamento
Camada de Ligação
Base
Sub-Base
REVESTIMENTO
BASE
Reforço do Subleito
SUB-BASE
Subleito
REFORÇO DO SUBLEITO
SUBLEITO

DESCRIÇÃO DAS VIAS URBANAS CONVENCIONAIS

CONJUNTO MEIO-FIO / SARJETA

As partes laterais ou conjunto meio-fio / sarjeta são construídas geralmente em concreto. Não precisam ter grande resistência a cargas verticais, já que apenas eventualmente estão sujeitas ao trânsito de veículos.

pela

passagem das águas pluviais e a esforços mecânicos

provocados por eventuais impactos de veículos.

Sua execução varia, sendo comum no Brasil construí-las no local ou com pré-moldados de concreto não armado. Tanto os meios-fios como as sarjetas apresentam seções transversais aproximadamente retangulares.

Devem, porém, resistir

a

desgastes

provocados

DESCRIÇÃO DAS VIAS URBANAS CONVENCIONAIS

DESCRIÇÃO DAS VIAS URBANAS CONVENCIONAIS

PASSEIOS E VIAS EXCLUSIVAS PARA PEDESTRES

As vias para pedestres incluem os passeios laterais às ruas e/ou aquelas exclusivas para pedestres, tais como pistas de atletismo, caminhos em parques etc.

Os percursos a pé para locais turísticos, sendo destinados a uma grande massa de população, devem ser sempre coordenados com estradas, sistemas de ciclovias, trechos de ferrovias secundárias.

Todos estes sistemas de transporte formam um complexo único.

As vias exclusivas para pedestres mais comumente encontradas são as localizadas em parques públicos, conjuntos habitacionais etc.

PASSEIOS E VIAS EXCLUSIVAS PARA PEDESTRES

Essas vias se apresentam em dois tipos básicos:

a) com o leito construído em depressão em relação às partes laterais, representadas geralmente por canteiros e gramados. Esse sistema é usado em parques e jardins públicos.

O leito da via deve apresentar um abaulamento transversal para facilitar o escoamento das águas pluviais para os sistemas laterais de drenagem (valetas).

O inconveniente desse tipo de perfil é que, quando a quantidade de chuva excede a capacidade de escoamento das valetas, o leito da via fica inundado.

PASSEIOS E VIAS EXCLUSIVAS PARA PEDESTRES

b) com o leito construído com uma superelevação em relação às partes laterais.

Nesse caso, o leito também deverá apresentar um certo abaulamento para escoamento das águas pluviais.

para núcleos

habitacionais.

Não apresenta o inconveniente do alagamento, pois as águas pluviais, se não puderem escoar pelas valetas laterais, se infiltrarão no solo adjacente à via, não voltando ao leito por ser ele elevado e permitindo o tráfego ininterrupto de pedestres.

Esse

tipo

de

perfil

é

recomendado

PASSEIOS E VIAS EXCLUSIVAS PARA PEDESTRES

PASSEIOS E VIAS EXCLUSIVAS PARA PEDESTRES

PASSEIOS E VIAS EXCLUSIVAS PARA PEDESTRES

DECLIVIDADES DAS VIAS PARA PEDESTRES

As vias para pedestres, além de considerar as condições topográficas do terreno onde são implantadas, têm de permitir um tráfego confortável e seguro, inclusive em dias de chuva, para o que são necessárias adequadas declividades transversais e longitudinais.

As declividades verticais geram rampas até o limite máximo de 20% (querendo-se conforto não convém atingir esse valor). A partir dessa declividade até 40% aparecem misturas de escadas com patamares ou escadas com rampas e patamares, a partir de 40% até 60% só escadas podem ser feitas.

PASSEIOS E VIAS EXCLUSIVAS PARA PEDESTRES

CUSTO DE PAVIMENTAÇÃO PARA VIAS DE PEDESTRES

Pistas para atletismo ao ar livre geralmente são pavimentadas com pedrisco, pois nesse caso é necessária certa flexibilidade. Seu custo por metro quadrado é baixo e o único inconveniente é necessitar de manutenção permanente, pois, devido ao movimento contínuo de atletas, esse tipo de pavimento tende a se espalhar.

Os ladrilhos cerâmicos, devido ao seu médio custo, são particularmente indicados para passeios internos aos lotes, onde as extensões a serem pavimentadas são pequenas. Apresentam o inconveniente de, em alguns casos, terem baixo coeficiente de atrito quando molhados, tornando-se assim escorregadios para as pessoas que o utilizam nessas condições.

PASSEIOS E VIAS EXCLUSIVAS PARA PEDESTRES

Para pavimentação de passeios públicos laterais às ruas, núcleos habitacionais ou até mesmo parques, os ladrilhos hidráulicos de cimento (mosaico) são os mais indicados, por serem de baixo custo em relação aos demais tipos.

Em tais casos, as extensões a serem pavimentadas são grandes, necessitando de muita quantidade de material para pavimentação e rápida execução, condições estas que podem ser atingidas com a utilização de ladrilhos hidráulicos de cimento.

Pavimentações dos tipos articulados são as menos econômicas para vias públicas para pedestres, aconselhando-se seu uso apenas para pequenos trechos que devem sobressair no ambiente.

PASSEIOS E VIAS EXCLUSIVAS PARA PEDESTRES

Esse tipo de pavimentação apresenta excelente aparência quando adequadamente construída, ou quando se precisa de resistência às cargas para tráfego eventual de veículos.

Um exemplo que mostra o tipo de utilização adequada desse tipo de pavimento é nos cruzamentos de vias para veículos onde há tráfego de pedestres, as conhecidas faixas normalmente pintadas de branco.

Em lugar de pintar o pavimento de asfalto, se troca por um pavimento de blocos articulados de uma cor que o coloque em evidência.

PASSEIOS E VIAS EXCLUSIVAS PARA PEDESTRES

PASSEIOS E VIAS EXCLUSIVAS PARA PEDESTRES

CARACTERÍSTICAS DOS PAVIMENTOS PARA TRÁFEGO DE AUTOMOTORES

O pavimento urbano deve atender às seguintes exigências:

- alta resistência às cargas verticais e horizontais, ao desgaste e à impermeabilidade para evitar deterioração da base;

- baixa resistência à circulação dos veículos para diminuir o consumo de combustível;

- facilidade de conservação;

- alto coeficiente de atrito para permitir boa frenagem, inclusive sob chuva ou geada;

- baixa sonoridade para não aumentar excessivamente o ruído urbano;

- cor adequada para que motoristas e pedestres tenham uma boa visibilidade, mesmo à noite ou com nevoeiro.

CARACTERÍSTICAS DOS PAVIMENTOS PARA TRÁFEGO DE AUTOMOTORES

-Resistência às cargas: os pavimentos sofrem esforços muito complexos, mas podem agrupar-se em duas categorias:

a) esforços produzidos pelo tráfego de veículos (compressão, tração, flexão e corte), em ação estática (nos estacionamentos) ou em ação dinâmica (nas faixas de rolamento);

b) esforços produzidos por variações de umidade e temperatura: a ação devido à umidade em alguns pavimentos é notável, outros perdem grande parte de sua resistência com o calor, outros se contraem acentuadamente com as grandes variações de temperatura.

CARACTERÍSTICAS DOS PAVIMENTOS PARA TRÁFEGO DE AUTOMOTORES

A repetição e combinação desses esforços, que se verificam continuamente, produzem fadiga nos materiais.

As cargas estáticas chegam a valores importantes: um caminhão que tenha uma carga de 5.000 kg por eixo, com 4 rodas por eixo, produz uma carga de 1.250 kg/roda.

Admite-se uma faixa de apoio de 3 cm pela largura do pneumático (aproximadamente 15 cm), ou seja, que os 1.250 kg se repartirão em 45 cm 2 , o que dá uma pressão de quase 30 kg/cm 2 .

Uma carga dessa magnitude (da ordem de 10 vezes a tensão de trabalho dos solos de fundação da maioria dos edifícios), o pavimento sofre deformações e desaparece.

CARACTERÍSTICAS DOS PAVIMENTOS PARA TRÁFEGO DE AUTOMOTORES

Os pavimentos asfálticos tendem a entrar em fluência lenta, particularmente quando combinados com as cargas, pois o sol incide neles e eleva sua temperatura até níveis próximos aos

90°C.

Se o pavimento fosse absolutamente liso, não haveria razão para se temer a ação dinâmica, mas sempre existem irregularidades que produzem efeitos de choques.

Se um caminhão a 50 km/h encontrar um buraco de 2,5 cm de profundidade, produzirá no fundo uma carga de impacto equivalente a uma carga estática 4 a 5 vezes superior, ou seja, da ordem de 120 a 180 kg/cm 2 (próximo da resistência à compressão de muitos concretos).

CARACTERÍSTICAS DOS PAVIMENTOS PARA TRÁFEGO DE AUTOMOTORES

As variações de velocidade ou direção dos veículos dão lugar a esforços de deslizamento das capas superiores, motivo pelo qual os elementos pétreos devem ter uma excelente resistência ao desgaste.

Os asfaltos oferecem uma razoável coesão, mas, com o tempo, a evaporação dos componentes voláteis os tornam quebradiços; de outro lado, o excesso de componentes leves os fazem demasiadamente plásticos e tendem a provocar ondulações perto dos cruzamentos ou nas mudanças de direção, razão por que esses tipos de pavimentação não são recomendáveis onde o trânsito urbano é intenso, pesado e com muitos cruzamentos.

CARACTERÍSTICAS DOS PAVIMENTOS PARA TRÁFEGO DE AUTOMOTORES

Além disso, os pavimentos asfálticos são muito sensíveis à umidade na sua base, a cor escura faz com que as variações de temperatura sejam muito grandes neste tipo de pavimento.

Isso faz com que a penetração da umidade na sua massa seja evaporada rapidamente, criando grandes variações de volume e, com elas, tensões que facilitarão sua quebra e posterior destruição.

Os pavimentos feitos com lajes de concreto moldadas "in loco" têm uma primeira contração forte por efeito da hidratação do cimento que se produz, sobretudo, nos primeiros dias depois da moldagem, mas esse é um processo que continua por anos sem nunca chegar a desaparecer totalmente.

CARACTERÍSTICAS DOS PAVIMENTOS PARA TRÁFEGO DE AUTOMOTORES

As juntas de contração e as de dilatação constituem o maior problema desse tipo de pavimento.

Quando não estão bem seladas, deixam passar a água que, pela ação do trânsito vai destruindo a base até formar um buraco suficientemente grande que cause a quebra da laje, perante uma solicitação mais ou menos importante (o que acontece, geralmente, num encontro de duas juntas).

A partir dessa situação, a destruição total do pavimento ocorre rapidamente

CARACTERÍSTICAS DOS PAVIMENTOS PARA TRÁFEGO DE AUTOMOTORES

- Baixa resistência à circulação: qualidade esta que não é levada em consideração com freqüência, mas que é da maior importância, particularmente naquelas vias de tráfego intenso de veículos pesado, próprios das áreas industriais.

Um pavimento liso e contínuo, de concreto bem acabado ou de asfalto bem conservado oferece uma resistência à tração da ordem dos 12 kg/t transportada.

No outro extremo, um pavimento de pedra colocada à mão, com irregularidades contínuas, produz uma resistência à tração da ordem de 50 kg/t (quatro vezes superior à anterior).

CARACTERÍSTICAS DOS PAVIMENTOS PARA TRÁFEGO DE AUTOMOTORES

O consumo de combustível de um veículo se origina de três fatores: a

resistência ao ar, a resistência à tração e a resistência ao movimento interno do motor (rendimento do equipamento).

Nos pavimentos de paralelepípedos, a resistência à tração depende muito do acabamento dos blocos e das juntas e pode variar entre 20

e 30 kg/t quando este está bem nivelado. Os pavimentos de blocos

articulados de concreto, com as mesmas características do anterior,

podem ter uma resistência à tração de 15 a 25 kg/t transportada.

O apontado mostra que a baixa resistência à tração é uma qualidade

importante dos pavimentos, particularmente daqueles de áreas industriais onde circulam veículos pesados, pois quanto mais pesados são os veículos maior é a participação da resistência à tração no consumo de combustível. Conseqüentemente, maior será a economia que um pavimento adequado proporcionará.

CARACTERÍSTICAS DOS PAVIMENTOS PARA TRÁFEGO DE AUTOMOTORES

- Facilidade de conservação: alguns pavimentos têm uma conservação mais complicada que outros, sendo necessária, em alguns casos, interromper o tráfego para realizá-la.

O pavimento de concreto moldado "in loco", por exemplo,

precisa apenas periodicamente que se selem suas juntas com

asfalto.

Isto pode ser feito sem interrupção do tráfego, durante a noite por exemplo. Essa qualidade torna adequado esse tipo de pavimento para vias de tráfego intenso e permanente (avenidas principais).

CARACTERÍSTICAS DOS PAVIMENTOS PARA TRÁFEGO DE AUTOMOTORES

Outro aspecto da conservação é a reparação de quebras no pavimento.

Os pavimentos de asfalto, pela sua plasticidade, são os mais fáceis de reparar e, uma vez feita a reparação, o tráfego pode ser liberado em poucas horas.

No outro extremo, o pavimento de concreto, quando quebrado,

apresenta grande dificuldade para sua correta reparação.

Sua liberação ao tráfego demora o tempo necessário para que

se realize a hidratação do novo concreto (30 dias, se não se

usar acelerador). Sob esse aspecto, esse tipo de pavimento é o menos recomendável para executar vias urbanas.

CARACTERÍSTICAS DOS PAVIMENTOS PARA TRÁFEGO DE AUTOMOTORES

Os pavimentos de paralelepípedos e blocos articulados de concreto estão em situação intermediária.

- Alto coeficiente de atrito: os pavimentos urbanos são permanentemente solicitados tangencialmente por esforços de aceleração, frenagem e mudança de direção dos veículos que por eles trafegam. Permitir uma boa aderência dos pneus, quando secos ou molhados, é uma condição fundamental para evitar acidentes.

O pavimento de concreto asfáltico, brita e areia misturada com asfalto normalmente tem um bom coeficiente de atrito, mas, quando o asfalto cobre totalmente as pedras que formam o concreto, torna-se liso e escorregadio, particularmente em dias de chuva. Por isso a dosagem de asfalto e areia deve ser especialmente controlada para evitar esse inconveniente.

CARACTERÍSTICAS DOS PAVIMENTOS PARA TRÁFEGO DE AUTOMOTORES

O pavimento de concreto de cimento Portland tende a ser muito liso, se não for passada uma espécie de "vassoura" que deixa traços na superfície quando está começando a hidratação do cimento.

Os pavimentos de pedra colocada à mão ou de paralelepípedos são altamente escorregadios em dias de chuva.

- Baixa sonoridade: a ressonância dos pavimentos está intimamente ligada à sua lisura e elasticidade. O pavimento mais silencioso é o de asfalto, seguindo-se o de concreto moldado "in loco", o de blocos articulados, o de paralelepípedos e, finalmente, o mais barulhento é o de pedra colocada a mão.

CARACTERÍSTICAS DOS PAVIMENTOS PARA TRÁFEGO DE AUTOMOTORES

- Cor adequada: a importância da cor se manifesta em dois aspectos: o primeiro deles é a visibilidade, sendo de considerar que as cores muito escuras dificultam a visibilidade, sobretudo à noite, obrigando a aumentar as sinalizações, o que se traduz normalmente numa elevação da poluição visual na cidade.

O outro aspecto são as temperaturas que os pavimentos adquirem com a radiação solar. Os pavimentos asfálticos, quase pretos, chegam a atingir 90 °C, o que os tornam desagradáveis aos pedestres que por eles trafegam.

Os pavimentos claros, como os de concreto, refletem uma boa parte dos raios solares e atingem, no chão, temperaturas que não ultrapassam 60 °C. A diferença é, portanto, significativa.

DIFERENTES TIPOS DE PAVIMENTOS

GERALMENTE

COMO ASFÁLTICOS

Os pavimentos flexíveis são constituídos por um revestimento asfáltico. Amoldam-se a deformações do subleito, sem necessariamente sofrerem ruptura.

A base pode ser de brita graduada ou macadame. A sub-base, geralmente de solo estabilizado granulometricamente, apresenta uma combinação de materiais estáveis e duráveis, necessários para resistir ás cargas e aos agentes climáticos se adequadamente compactados.

Esses materiais poderão ser solos naturais, rochas alteradas, areia e pedregulho.

PAVIMENTOS

FLEXÍVEIS,

CONHECIDOS

DIFERENTES TIPOS DE PAVIMENTOS

Outra alternativa como sub-base é o solo melhorado com cimento, que tem a vantagem de permitir a diminuição da espessura do pavimento.

A mistura pode ser feita em usina no local, sendo esta última

alternativa a mais econômica.

É um pavimento muito econômico, mas não pode ser usado onde as cargas se concentram nos mesmos lugares.

Nesse caso, sofre deformações incompatíveis, é o caso, por exemplo, de corredores de ônibus.

DIFERENTES TIPOS DE PAVIMENTOS

DIFERENTES TIPOS DE PAVIMENTOS

DIFERENTES TIPOS DE PAVIMENTOS

DIFERENTES TIPOS DE PAVIMENTOS

DIFERENTES TIPOS DE PAVIMENTOS

PAVIMENTOS SEMI-RÍGIDO

Os pavimentos semi-rígidos geralmente são formados por blocos de concreto (travados ou não) ou paralelepípedos de pedra (granito ou outras rochas de alta resistência).

O custo relativamente baixo do solo-cimento, sua durabilidade e facilidade de execução têm contribuído para sua utilização cada vez mais freqüente como base.

Na sub-base pode-se utilizar tanto solo misturado com cimento, como solo estabilizado granulometricamente.

DIFERENTES TIPOS DE PAVIMENTOS

Os pavimentos semi-rígidos do primeiro tipo são comuns em vias urbanas.

São adequados em vias ainda não servidas por melhoramentos públicos, como redes de água, esgotos, energia etc. Nesses casos, permitem maiores facilidades de remoção e reaproveitamento sem prejuízos financeiros acentuados para a colocação das canalizações necessárias.

Os pavimentos executados com blocos de concreto costumam ser divididos em dois grupos, conforme o seu comportamento perante a ação das cargas:

a) blocos sem articulação - são aqueles cujas faces laterais são paralelas e que possuem comportamento idêntico ao dos paralelepípedos;

DIFERENTES TIPOS DE PAVIMENTOS

b) blocos com articulação - são aqueles cujas faces laterais têm

uma disposição tal que as cargas recebidas por um determinado bloco são parcialmente transferidas para outros blocos adjacentes.

O pavimento de blocos de concreto pré-moldado usado em cidades apresenta as seguintes vantagens:

a) facilidade de remoção do pavimento para serviços no subsolo

(blocos sem articulação). Para blocos articulados, desaparece parcialmente essa vantagem, devido à dificuldade de remoção e reassentamento causado pelas faces desalinhadas.

b) possibilidade de construção em etapas, permitindo a liberação

das verbas de forma parcelada.

DIFERENTES TIPOS DE PAVIMENTOS

DIFERENTES TIPOS DE PAVIMENTOS
DIFERENTES TIPOS DE PAVIMENTOS

DIFERENTES TIPOS DE PAVIMENTOS

PAVIMENTOS RÍGIDOS

Conhecidos vulgarmente como de concreto, os pavimentos rígidos são normalmente constituídos de uma laje de concreto de cimento Portland, sem armação de ferragem, que tem as funções de revestimento e base.

A laje necessita, assim, de apenas uma camada de acomodação no terreno natural (sub-base) ou, nos casos em que o subleito tiver baixa capacidade de suporte, de uma camada adicional de reforço.

DIFERENTES TIPOS DE PAVIMENTOS

O emprego do concreto em pavimentação constitui-se hoje numa das soluções para os problemas de trânsito em vias urbanas.

Embora algumas obras tenham empregado pequenas lajes de concreto pré-moldadas, o método mais comum de construção consiste em moldar a placa de superfície grande no local.

Em cidades, usa-se muito o tipo de placa para pavimentação de ruas com o meio-fio solidário.

DIFERENTES TIPOS DE PAVIMENTOS

Quando da construção desse tipo de pavimentação, devem ser previstas descontinuidades - juntas de dilatação e de contração. As juntas de dilatação são aberturas dispostas transversalmente na rua pavimentada, com cerca de 2 cm de espessura.

Antes da concretagem, coloca-se no local delas um enchimento pré-moldado que deve ser preso firmemente. Esse enchimento deve ser feito com certas substancias plásticas que possam ser expelidas da junta quando as extremidades das placas se aproximarem sob a influência da expansão devido ao calor.

Os materiais para juntas de dilatação mais comuns são formados por uma fita de material plástico betuminoso colocada no local antes do lançamento do concreto e aparada junto à superfície da pavimentação depois de acabada a concretagem.

DIFERENTES TIPOS DE PAVIMENTOS

0 espaçamento das juntas transversais de dilatação varia muito na prática, sendo usuais intervalos de 50 a 100 m.

Geralmente, para as larguras usuais dos pavimentos de ruas, não são necessárias juntas de dilatação longitudinais.

Deve-se colocá-las onde há mudanças de declividade do perfil longitudinal do pavimento, para evitar que, com o calor, uma placa tenda a levantar a outra, provocando a ruptura do pavimento. Isso deve ser feito também nos entroncamentos.

É um excelente pavimento onde houver cargas concentradas sempre nos mesmos pontos, como, por exemplo, corredores de ônibus.

DIFERENTES TIPOS DE PAVIMENTOS

DIFERENTES TIPOS DE PAVIMENTOS
DIFERENTES TIPOS DE PAVIMENTOS