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A Fé Cristã

é a chave de leitura de
toda a existência
e missão de Jesus, assim
também
a fé na Ressurreição é a
chave de leitura da fé
que Cristo Jesus exige de
Fé é dinamismo,
exige decisão, situa-se
no mais profundo da
existência -
–ser ou não ser:
aí se joga a existência.
os tempos, a fé dos
apóstolos tornou-se
fundamental pelo seu
testemunho.
Por isso, a fé dos cristãos
tem uma dupla
- comunitária
ou eclesial,
enquanto
insere numa
comunidade
de crentes;
enquanto, através
de fórmulas de fé,
o crente dá o seu
assentimento
pessoal à própria
realidade da
Ressurreição,
entrando assim
numa relação
pessoal e imediata
com Jesus de
Nazaré, o Cristo,
e Deus, Seu e
O coração da fé não é
uma fórmula, objecto
ou doutrina, mas uma
Pessoa viva que
provoca e inquieta - é
uma oferta de
E nós conhecemos
e cremos no amor
que Deus nos tem.
Deus é Amor:
quem permanece
no Amor
permanece em
Deus
satisfeito, prescindindo dos
outros, porque tem fé, nega a
fé: é auto-satisfação
supersticiosa.
Crer é entrar na intimidade de Deus que é
Comunhão e, como tal, fonte de todo o amor.
Ver com os olhos da fé é ver com os olhos de Deus
todos os momentos e sectores da vida.
Engavetar a fé nos altares e nas devoções, é negá-la.

A fé cristã é inseparável
da esperança e da caridade fraterna.
O acto de fé pressupõe uma conversão,
um alargar horizontes.
Conversão é um dom e atitude que vai
purificando continuamente as nossas
convicções puramente humanas de julgar
apenas pela aparência.
A fé é uma aventura, o início de
uma caminhada: é o firme fundamento
das coisas que se esperam e uma
demonstração das que não se vêem (Heb
11, 1).
Não se tem fé porque se recebeu o baptismo.
Há que passar de uma fé tradicionalista a uma fé
pessoal: numa cultura como a nossa,
é necessária uma fé não passivamente recebida como herança,
mas conscientemente abraçada
e alimentada pela Palavra de Deus.
A fé é como uma

que orienta o navegador. Não lhe tira as ondas


pelas quais navega na noite,
mas dá-lhe uma direcção firme e segura.
O caminho da fé nunca é
fácil: a questão é sempre
deixar algo atrás de si
e ir ao encontro do
desconhecido;
renunciar à lógica das
seguranças humanas,
para confiar,
entregar-se totalmente
ao Deus de Cristo Jesus.
A Fé é uma
loucura:
Jesus partiu com os
discípulos para as
aldeias de Cesareia
de Filipe.
No caminho fez-
lhes esta pergunta:
“Quem dizem
os homens que
Eu sou?”
Disseram-lhe:
“uns dizem que és João
Baptista;
outros Elias;
outros que és um dos
profetas”.
Perguntou-lhes

“E
então:

vós,
quem
dizeis
Tomando a
palavra
Pedro
respondeu:
(Mc 8, 27ss; Mt 16, 13-23; Lc 9, 18-22).
A fé é o escândalo
de Deus
Transcendente que se
fez carne. Loucura do
Evangelho e da
“estranha” felicidade
que propõe (cf Mt
5─7).
Mas a fé não é um
absurdo! Não é um
jogo de azar! Antes,
é experimentar
Daí que a fé
esteja ligada
ao presente
e ao futuro.
É uma vitória
sobre a
desconfiança
da cultura que
nos rodeia.
O(a) cristão(ã) olha para a cultura com
esperança, precisamente porque se deixa
perturbar, porque sai das certezas
“tranquilas”, das certezas mornas,
dos equilíbrios alienantes
e não empenhativos.
Cristão(ã)
que se queixa
da dureza dos
tempos,
Jesus, o
Cristo,
pergunta
“E tu,
quem
dizes