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Métodos de Cálculo I

Aula – Extra
Números Complexos
Métodos de Cálculo I

 Teoria dos conjuntos


 Conjuntos numéricos: Estudaremos, neste curso, as relações que
envolvem os conjuntos numéricos. Entre eles, temos:

 N = {0,1,2,3,...} = conjunto dos números naturais;


  = {...,-2,-1,0, 1,2,3,...} = conjunto dos números inteiros;
 Q = {...,-5/4, ...,-1,...0,...3/4,...2, ...}= conjunto dos números
racionais;  5
 R = { ..., ,..., -1/2, ...0,..., , ..., 8/2,...} = conjunto dos
números reais.
Métodos de Cálculo I

 Teoria dos conjuntos


 Solução de algumas equações de acordo com o conjunto a qual
pertencem:
 x  4  0 não tem solução em N, mas tem em Z;
 3x 1  0 não tem solução em Z, mas tem em Q;
 x 2  2  0 não tem solução em Q , mas tem em R;
 x 2  1  0 não tem solução em R, pois x2 + 1 > 0, para qualquer x  R.

 Isto significa que o conjunto dos números reais são insuficientes para
resolver as diversas equações que surgem através dos nossos problemas.
Isto sugere a criação de novos elementos e a formação de um novo
conjunto.
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 Conjunto dos números complexos


 Conjuntos numéricos: O conjunto C dos números complexos é
aquele cujos números podem ser escritos na forma a + bi, onde a
e b são números reais e i é a unidade imaginária. Essa forma é
chamada forma algébrica de um número complexo.
 Unidade Imaginária: Trata-se do elemento denotado por i e que
satisfaz a condição i 2 = -1.
 Exemplos:
2
   i , onde a =  e b = 2/3 ;
3
 (1  2 )  3 i , onde a = (1  2 ) e b= 3 ;

 6i , onde a = 0 e b = 6.
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 Nomenclatura
 Costumamos indicar um número complexo por z. Sendo z = a + bi,
com a  R e b  R .
 Chamamos a de parte real de z e a denotamos por R(z) e
 b de parte imaginária de z e a denotamos por Im(z).

2
   i , neste exemplo, z é imaginário;
3

 6i , neste outro, dizemos que z é um imaginário puro.


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 Nomenclatura
 z é imaginário  b  0 ;

 z é imaginário puro  a=0 e b  0 ;

 z é real  b = 0.

 Propriedades
 Igualdade: a + bi = c + di  a = c e b = d ;

 Adição: (a + bi) + (c + di) = (a + c) + (b + d)i ;

 Multiplicação: (a + bi) . (c + di) = (ac – bd) + (ad + bc)i .

 Exemplos:
 Seja x  R e y  R, temos:

 A) x + y.i = 5 – 3i  x = 5 e y = -3;
 B) (3 + 7i) + (5 – 4i) = (3 + 5) + (7 – 4) i = 8 + 3i;

 C) (8 + 2i) (3 – 4i) = 8.3 – 8 . 4i + 2i . 3 – 2 . 4i = 24 – 32i + 6i – 8(-1) =


2

32 – 26i.
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 OPOSTO DE UM NÚMERO COMPLEXO


 O oposto de um número complexo z = a + bi, é o número:

-z = -a – bi.
 Exemplo:
 O oposto de z = -3 + 7i é –z = 3 – 7i.

 POTÊNCIA DA UNIDADE IMAGINÁRIA


 Os expoentes naturais de i, com n  R são os seguintes:
 i0 = 1 i5 = i4.i = i
 i1 = i i6 = i4. i2 = -1
 i2 = -1 i7 = i4. i3 = -i
 i3 = i2 . I = -i i8 = i4. i4 = 1
 i4 = i2 .i2 = 1 i9 = i8. i = i
...
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 Os valores de in se repetem de 4 em 4, de 8 em 8, de 12 em 12,


etc. Ou seja, são periódicos. Logo, para calcular in, indicando por q
e r, respectivamente, o quociente e o resto da divisão de n por 4,
temos:
n = 4q + r

 Portanto, in = i4q + r = i4q.ir = (i4)q.ir = 1q.ir = ir


 Exemplo
 1.324  4 = 0, portanto, i1324 = i0 =1;
 10.001  4 = 1, portanto, i10.001 = i;
 19.354  4 = 2, portanto, i19.354 = -1;
 20.355  4 = 3, portanto, i20.355 = -i.
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 INVERSO DE UM NÚMERO COMPLEXO


 Qualquer que seja z  C, z  0, o inverso de z, que denotamos por
1
ou z-1, é o número complexo que satisfaz a condição z. 1 = 1. z
z
 EXEMPLOS
1 1 1
 O inverso de z = 1 + i é   i;
z 2 2

1 1
 O inverso de z = -3 é  ;
z 3

1 1 1
 O inverso de z = i é  i , pois se z.  1 , então z.  i(i )  i 2  1
z z z
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 CONJUGADO DE UM NÚMERO COMPLEXO


 Qualquer que seja z  C, z  0, o conjugado de z, que denotamos por z ,
É o número a – bi.

 EXEMPLOS
 z = 5 + 3i , portanto o conjugado de z é z  5  3i ;

 z = -6 –2i , portanto o conjugado de z é z  6  2i ;

 z = 10i , portanto o conjugado de z é z  10i .


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 REPRESENTAÇÃO GEOMÉTRICA
 O conjunto C dos números complexos pode ser representado num plano:
 A cada número complexo z está associado um único par ordenado

(R(z); I(z));
 Então, a cada número complexo z corresponde um único ponto P, de

abscissa R(z) e de ordenada I(z), do plano.

 Os número reais são representados por pontos do eixo das


abscissas, que chamamos de eixo real.
 Os imaginários puros, por pontos do eixo das ordenadas, que
chamamos de eixo imaginário.
 Esse plano recebe o nome de plano complexo ou de Argand-Gauss
e o número complexo z é chamado de afixo de z.
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 Plano Complexo

eixo imaginário

P(a;b)  afixo de z = a + b.i

O eixo real
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 MÓDULO DE UM NÚMERO COMPLEXO


 O módulo de um número complexo z = a + b.i, a  R e b  R, que

denotamos por |z|, é o número real não-negativo a 2  b 2 .

 PROPRIEDADES
 1) | z || z | ;

 2) | z.u || z | . | u | ;
z z
 3)  , u  0;
u u
 4) | z  u || z |  | u | .
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 EXEMPLOS
 A) | (3  4i).(1  i) || 3  4i | . | 1  i | 32  42 . 12  12  5 2 ;

B) 5  2i 5  2i 5 2
 2 2

  1 ;
5  2i 5  2i 52  (2) 2

 C) Se z = 2+ 3i e u = 4 +i, então z + u = 6 + 4i.

eixo imaginário

|z+u|

|z|

|u|
O eixo real
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 FORMA TRIGONOMÉTRICA
 Sempre que temos dois números reais m e n, tais que –1  m  1,

–1  n  1 e m2 + n2 =1, podemos associar a um deles a função


cosseno e ao outro a função seno.
 ARGUMENTO
 Argumento de um número complexo z = a + bi, a  R* ou b  R*,

é um número  que satisfaz as condições:

a b
 cos   e sen  
|z| |z|

 Logo z | z | cos  i.sen  


Métodos de Cálculo I

Im

a+bi

r
b

0 a R

Qualquer número complexo z = a + bi pode ser considerado como um


ponto (a,b) e esse ponto pode ser representado em coordenadas polares
(r, ):
a = r.cos  e b = r.sen 
Assim, podemos escrever qualquer número complexo z na seguinte forma:
z = r.cos  + (r.sen  )i
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Im

a+bi

r
b

0 a R

Que podemos simplificar ainda mais para a expressão:


z = r(cos  + i.sen  )
Onde:
r = |z| e tg  =b/a
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Im

a+bi

r
b

0 a R

Que podemos simplificar ainda mais para a expressão:


z = r(cos  + i.sen  )
Onde:
r = |z| e tg  =b/a
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 Exemplo
 Escreva os números abaixo na forma polar:
 a) z = 1 + i;

 b) w  3  i.
 Solução
 a) r = |z| = 12  12 2 e tg  1 ; assim, podemos tomar
 , logo a forma polar de z é: z  2  cos   i sen   .
  
4  4 4
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 Solução
1
 b) r | w | 3  1 e tg  ; como w está no quarto quadrante,
tomamos     , logo a forma polar de z é:
3
6
      
w  2cos   i sen  
  6   6 
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 Referências bibliográficas:
 Abdounur, O. J. & Hariki, S. Matemática Aplicada. Saraiva. São Paulo, 2006.

 Enderton, H. B. Elements of Set Theory. Academic Press, New York, 1977.

 Eves, H. Foundations and Fundamental Concepts of Mathematics. Dover,


1990.

 Flemming, D. M. & Gonçalves, M. B. Cálculo A. Person Education. São Paulo,


1992.

 Priestley, W. M. Calculus: An Historical Approach. Springer-Verlag. New


York, 1979.

 Stewart, J. Cálculo. Volume I. Thomson. São Paulo, 2006.