Você está na página 1de 22

Chaves Seccionadoras

Chave é um dispositivo mecânico de manobra que na


posição aberta assegura uma distância de isolamento, e na
posição fechada mantém a continuidade do circuito elétrico
nas condições especificadas.

Introdução
A mesma norma define o seccionador como sendo um
dispositivo mecânico de manobra capaz de abrir e fechar um
circuito, quando uma corrente de intensidade desprezível é
interrompida, ou restabelecida, quando não ocorre variação
de tensão significativa através dos seus terminais. É também
capaz de conduzir correntes sob condições normais do
circuito e, durante um tempo especificado, correntes sob
condições anormais, tais como curtos-circuitos
Os seccionadores são utilizados em subestações para
permitir manobras de circuitos elétricos, sem carga, iso
lando disjuntores, transformadores de medida, de
proteção e barramentos. Também são utilizados em
redes aéreas de distribuição urbana e rural com a
finalidade de seccionar os alimentadores durante os
trabalhos de manutenção ou realizar manobras diversas
previstas pela operação. Os seccionadores podem ser
fabricados tanto em unidades monopolares como em
unidades tripolares.
Os seccionadores podem ainda desempenhar várias e importantes funções dentro de uma
instalação, ou seja:
• Manobrar circuitos,permitindo a transferência de carga entre barramentos de uma
subestação;
• isolar um equipamento qualquer da subestação, tais como transformadores, disjuntores, etc.
para execução de serviços de manutenção ou outra utilidade;
• propiciar o by-pass de equipamentos, notadamente dos disjuntores e religadores da
subestação.
Seccionadoras para uso interno

São constituídos por uma lâmina condutora


(seccionadores unipolares) ou por três
lâminas condutoras (seccio nadores
tripolares) de abertura simultânea, acionadas
através de mecanismo articulado. Esse tipo
Seccionadores simples
de seccionador tripolar é utilizado com muita
freqüência em subestações de alvenaria. A
Fig. 8.1 mostra um tipo de chave seccio-
nadora tripolar de larga utilização em
subestações da classe 15 kV.
Seccionadores com buchas passantes
Seccionadores fusíveis
Seccionadores fusíveis são as chaves
seccionadoras dotadas de três hastes isolantes,
normalmente de resina epóxi ou de fenolite,
montadas em paralelo a três cartuchos fusíveis
também fabricados em epóxi ou fenolite. Como as
demais o acionamento da chave é tripolar e de
comando simultâneo através do mesmo
mecanismo articulado.
Seccionadores reversíveis
Seccionadores reversíveis são chaves que permitem normalmente a transferência de carga de
um circuito para outro circuito. São muito utilizados em subestações de consumidor, quando se
tem uma geração de emergência.
Seccionadores para Uso Externo
Este tipo de seccionador é destinado à operação em redes de distribuição urbanas e rurais ou
ainda em subes tações de instalação externa de pequeno, médio e grande portes.
Seccionadores para Subestações de
Potência
Seccionadores de abertura lateral singela (ALS)
Esse tipo de seccionador se caracteriza por apresentar as
hastes condutoras se abrindo lateralmente, conforme mostra
a Fig. 8.11. O comando é feito numa das colunas isolantes
que gira em torno do seu próprio eixo até atin gir um ângulo
de aproximadamente 60°.
Seccionadores de
abertura central (AC)
O comando é realizado
simultaneamente nas duas
colunas isolantes que giram em
torno do seu próprio eixo até
atingir um ângulo de
aproximadamente 60°.
Seccionadores de dupla
abertura lateral (DAL)
Estes seccionadores são constituídos de uma
lâmina condutora fixada no ponto central da
chave, que gira juntamente com o mecanismo
de manobra, conforme pode ser observado na
Fig. 8.16.
Seccionadores de
abertura vertical (AV)
São seccionadores constituídos,
em geral, de três colunas isolantes
cujas lâminas condutoras
principais são articuladas a partir
de uma coluna intermediária
abrindo verticalmente, conforme
se pode observar na Fig. 8.20.
Operação
Dentre os tipos construtivos de chaves vistos anteriormente, os seccionadores podem ser
operados basicamente de três diferentes formas:
a) Operação manual
b) Operação motorizada
É aquela decorrente da energia de uma fonte não manual que é aplicada ao mecanismo de
operação de uma chave, tais como motores, solenóides, sistemas pneumáticos, etc., sendo, no
entanto, mais utilizada a operação motorizada.
Operação
CARACTERÍSTICAS ELÉTRICAS
Tensão Nominal
É aquela para a qual o seccionador foi projetado para funcionar em regime contínuo, e deve ser
igual à tensão máxima de operação prevista para o sistema em que será instalado.
Corrente Nominal
Corrente nominal é aquela que o seccionador deve conduzir continuamente sem que sejam
excedidos os limites de temperatura previstos em norma.
Os valores de corrente nominal padronizados pela ANBT são 200 - 400 - 600 - 800 - 1.200 - 1.600
- 2.000 - 2.500 - 3.000 - 4.000 - 5.000 - 6.000 A.
Em subestações de consumidor industrial de 15 kV, o mais comum é a utilização de
seccionadores de 200 - 400 e 600 A. Já em tensão de 69 kV, o mais freqüente é a utilização de
seccionador de 1.200 e 1.600 A.
CARACTERÍSTICAS ELÉTRICAS
a) Sobrecarga contínua
CARACTERÍSTICAS ELÉTRICAS
b) Sobrecarga de curta duração
Caracteriza-se pela corrente que o seccionador pode conduzir acima da sua capacidade nominal,
durante um período de tempo especificado, sem que sejam excedidos os limites de temperatura
dados por norma.
Nível de Isolamento
Caracteriza-se pela tensão suportável do dielétrico às solicitações de impulso atmosférico e de
manobra.
As isolações dos seccionadores são todas elas do tipo regenerativo, isto é, rompido o dielétrico
pela aplicação de determinado impulso de tensão, suas condições retornam aos valores iniciais
logo que cesse o fenômeno que provocou a disrupção.
CARACTERÍSTICAS ELÉTRICAS
Nível de Isolamento
Caracteriza-se pela tensão
suportável do dielétrico às
solicitações de impulso
atmosférico e de manobra.
As isolações dos seccionadores
são todas elas do tipo
regenerativo, isto é, rompido o
dielétrico pela aplicação de
determinado impulso de
tensão, suas condições
retornam aos valores iniciais
logo que cesse o fenômeno que
provocou a disrupção.
Corrente dinâmica de curto-circuito
Corrente dinâmica de curto-circuito