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MINICURSO

VARIAÇÃO LINGUÍSTICA

Andréia dos Santos Santana


Maria Rita Lima Cavalcanti
Renata Faneca dos Santos
Disciplina PPP-V / Letras 5º Semestre / PA-9
Conceito de norma padrão e língua culta
É a maneira de falar e escrever que é considerada
correta por uma comunidade, sendo mais
prestigiada porque atua como modelo, como
ideal linguístico de uma comunidade.
É o modelo de linguagem utilizado pelas
autoridades, órgãos oficiais, pessoas cultas,
jornalistas, escritores e também o modelo ensinado
nas escolas, seguindo as normas e regras da
gramática normativa.
Uma questão de adequação
Variação Linguística Geográfica
Refere-se a diferentes formas de pronúncia, às
diferenças de vocabulário e de estrutura sintática entre
regiões.
Nesse tipo de variação, as diferenças mais comuns são
as que encontramos no plano fonético (pronúncia,
entonação) e no plano lexical (uso de palavras distintas
para designar o mesmo referente, palavras com
sentidos que variam de uma região para outra).
Variedades diacrônicas ou históricas
Acontece ao longo de um determinado período de
tempo e pode ser identificada ao serem comparados
dois estados de uma língua. O processo de mudança é
gradual: uma variante inicialmente utilizada por um
grupo restrito de falantes passa a ser adotada por
indivíduos socioeconomicamente mais expressivos.
A forma antiga permanece ainda entre as gerações
mais velhas, período em que as duas variantes
convivem; porém com o tempo a nova variante torna-se
normal na fala. As mudanças podem ser de grafia ou de
significado.
Variedades sociais ou diastráticas
Compreendem todas as modificações da linguagem
produzidas pelo ambiente em que se desenvolve o
falante, os quais se devem a fatores como classe social,
educação, profissão, idade, procedência étnica, etc.
A variação social não compromete a compreensão
entre indivíduos, como poderia acontecer na variação
regional. O uso de certas variantes pode indicar qual o
nível socioeconômico de uma pessoa, e há a
possibilidade de que alguém, oriundo de um grupo
menos favorecido, venha a atingir o padrão de maior
prestígio. Como exemplo, cito as gírias e os jargões.
Jargões Profissionais
Variedades situacionais ou diafásicas
Incluem as modificações na linguagem
decorrentes do grau de formalidade da
situação ou das circunstâncias em que se
encontra o falante, o ambiente em que se
encontra (familiar ou profissional, por exemplo)
o tipo de assunto tratado e quem são os
receptores.
Esse grau de formalidade afeta o grau de
observância das regras, normas e costumes na
comunicação linguística.
Variação etária
Diferenças que correspondem ao uso da
língua por pessoas de diferentes faixas etárias,
fazendo com que, por exemplo, uma criança
apresente uma linguagem diferente da de um
jovem, ou de um adulto.
Ao longo da vida, as pessoas vão alternando
diferentes modos de falar conforme passam de
uma faixa etária a outra.
Variação de gênero

São as diferenças linguísticas entre os


gêneros masculinos e femininos. As
mulheres usam mais o diminutivo e evitam
palavras grosseiras, como por exemplo:

Fazer xixi = Mijar


Sala de aula livre de preconceitos?
Alguns professores, partidários da Pedagogia
Tradicional, têm resistência em reconhecer que as
variações linguísticas, em especial as ocasionadas
pelas diferenças sociais, não se constituem em erro
puramente. Cada aluno chega à sala de aula
carregando as peculiaridades culturais do meio em
que vive e, portanto, classificar sua fala como
errada, além de inibir o pleno exercício de sua
liberdade de expressão, contribui para a não
assimilação dos conteúdos e retração no convívio
escolar.
Variação Linguística x Norma Culta
Como ensinar a norma culta, socialmente aceita, sem
apontar os erros gramaticais dos alunos ?
Inadequação é diferente de erro!
É fácil dizer que algo está errado, mas mostrar que não há,
de fato, erro mas sim diferentes situações de comunicação
e que devemos estar atentos a elas, além de dominar a
norma culta, imprescindível para o pleno exercício de
nossa cidadania, é ir além de exigir que os alunos decorem
regras, é educar !
Estimular e incrementar a autoestima dos alunos são
importantes ferramentas para propiciar um estudo
prazeroso e eficiente de nossa língua.
Referências
 BAGNO, Marcos. A Língua de Eulália: novela sociolinguística. 9ed. São Paulo: Contexto,
2001. p. 17-41.
 POSSENTI, Sírio. Por que (não) ensinar gramática na escola? Campinas: Mercado das Letras,
1996. p.59 -72.
 POSSENTI, Blog Do Sirio. Disponível em:
<http://terramagazine.terra.com.br/blogdosirio/blog>
 GUIMARÃES, Eduardo. Os estudos sobre linguagens: uma história das ideias. Disponível em:
<http://www.comciencia.br/reportagens/linguagem/ling14.htm>.
 BAGNO, Marcos. Preconceito linguístico: o que é, como se faz. 49ªed. São Paulo. Editora
Edições Loyola, 1999.
 REVISTA NOVA ESCOLA, Planos de ensino, Disponível em:
<http://revistaescola.abril.com.br/planos-de-aula/> Acesso em 16 ago.2013.
 BRASIL ESCOLA, Variações Linguísticas, disponível em
<http://www.brasilescola.com/gramatica/variacoes-linguisticas.htm> acesso em 19 ago.
2013
 CHARGES ON LINE. Disponível em: <http://www.chargeonline.com.br/>. Acesso em 19
ago.2013.