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“HIPERTEXTO”

NOVA MANEIRA DE LER E ESCREVER


Novas perspectivas acerca da leitura e da
produção textual. NTE - Três Lagoas/MS.

Secretária de Estado de Educação de Mato Grosso do Sul


Maria Nilene Badeca da Costa
Superintendente de Planejamento e Apoio à Educação –
SUPAE
Angela Maria da Silva
Coordenadoria de Tecnologias Educacionais – COTEC
Aparecida Campos Feitosa
Núcleo de Tecnologia Educacional de Três Lagoas
Marlucia Salim Pelisão

Santa Nunes Cariaga (NTE)


Profa. Drª. Marlene Durigan (UFMS)
Este relato de experiência traz resultado de
elaboração de textos escritos em hipertexto
(material didático) produzido por professores em
oficina realizada no Núcleo de Tecnologia
Educacional – NTE de Três Lagoas2007/2008. O
objetivo desta oficina foi o de capacitar professores
para o uso das novas tecnologias de comunicação
e informação no fazer pedagógico e analisar a
construção de sentidos em escrita hipertextual.
Utilizamos como aportes teóricos Marcuschi, Koch,
Xavier, da Lingüística Textual, e outros autores.
De onde veio tal idéia?
Vivenciando as problemáticas oriundas das
atividades (fragmentadas e dispersas) realizadas
na “tela” do computador, com professores e alunos
das escolas públicas e privadas de Dourados/MS,
desde 2000, surgiu-me a necessidade de buscar
informações mais científicas para as minha dúvidas
e incertezas: Como construir conhecimentos com
leitura de forma labiríntica e fragmentada? Seria
possível construir sentido nas leituras realizadas
naquele ambiente permeado de imagens, textos e
sons?
Percebia-se aí, tantas dispersões, tantas
informações, tantas alucinações, pois, infinitos
pareciam-me os aportes lingüísticos, literários e
artísticos; tudo em cascatas. Era uma página se
abrindo após a outra, rompendo-se, assim, o tempo
e o espaço de leitura e escrita.
Então, elaborei projetos e realizei várias oficinas
com acadêmicos e professores das redes públicas
de Dourados e, agora, em Três Lagoas.
Processo metodológico
No processo foram utilizados os aplicativos Paint, o
Editor de textos Word, o programa de apresentação
PowerPoint (suporte de escrita), a Internet e alguns
jogos educativos. Discutimos possibilidades de uso de
cada ferramenta no fazer pedagógico e elaboramos
metodologias diferenciadas em projetos de
aprendizagem para o ensino nas diferentes áreas.
Como a maioria dos professores ainda não tinha
conhecimento em informática e nem utilizava a web
para interação e comunicação, as atividades foram
realizadas detalhadamente, respeitando-se o tempo
para aprendizagem de cada um.
Iniciamos as atividades na Internet, com
navegação livre, criando-se e-mails para serem
utilizados no decorrer da oficina especialmente
para interações entre o grupo. O epicentro do
processo foi o diálogo e a cooperação entre os
cursistas. O site de busca GOOGLE serviu de
suporte para toda a pesquisa na rede, foram
criados bancos de dados para armazenar todos
os sites analisados e os programas utilizados
no processo de elaboração do material didático
pedagógico em Hipertexto.
No que concerne à coerência das leituras e
construção de sentidos/conhecimentos em
ambiente informatizados, nessa oficina, constatou-
se que a ação de buscar os caminhos “clicar e
avançar” dependeu do “ponto de vista” (MARCUSCHI,
2007, P.166) e do conhecimento prévio de cada
leitor/navegador/professor. Este, então, na
construção do seu hipertexto (material didático),
previu uma seqüência/sugestão de leitura ao
leitor/aluno/navegador por meio dos links. Pode-se
dizer que a construção de conhecimentos na WEB
depende (mais que no texto impresso) de um
processo de organização do fragmentário. É isso
que os professores projetaram nessa oficina.
Pôde-se observar que, o leitor que antes era
passivo, mediado pela interação em tempo real
na Web, tornou-se ativo e pode intervir no texto
de um autor de forma presente, no “aqui” e no
“agora” (BARTHES, 1988). Na era digital mudou-se o
conceito de leitor. Este tornou-se mais ativo e
criativo; transformou-se um autor/editor em
tempo real. Evidenciou-se que nos processos
de interação e comunicação mediado pelos
novos gêneros textuais digitais em hipertexto, o
sujeito/leitor/navegador passou a adquirir
identidades fragmentadas e híbridas.
(Tema/ALED/27-29/10/08/Brasília).
Observem estes slides! São alguns dos
trabalhos realizados nas oficinas. Hoje, já
estamos desenvolvendo os materiais em
páginas da Internet: sites livre e blogs.

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