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Rayssa R e Christian L

Trabalho de Literatura
MÓDULO 8 – FRENTE 2
PRIMEIRA GERAÇÃO MODERNISTA: MÁRIO DE
ANDRADE
MODERNISMO

• Movimento literário e artístico do • Independência cultural do país,


início do século XX. valorização da cultura cotidiana
• Objetivo de romper com a estética brasileira, em específico, a
tradicionalista, libertando-se dos linguagem popular.
paradigmas, formalismos e regras • As obras modernistas são de suma
que até então imperavam. importância e extremamente
enriquecedoras da literatura
brasileira.
CONTEXTO HISTÓRICO
• Últimos anos da República Velha no Brasil.
• Economia mundial em crise por causa da queda da Bolsa de Valores de Nova
Iorque.
• Imigrantes vindo ao Brasil para substituir a mão-de-obra dos ex-escravos e
também para ocupar os postos de trabalho nas indústrias.
• Instabilidade na economia mundial devido à Primeira Guerra Mundial.
• Brasil em clima de revoltas e mobilizações radicais.
• Um grupo de artistas, em São Paulo, promove um evento que foi um marco no
começo da primeira fase do Modernismo: a Semana da Arte Moderna, que
contradizia, através das obras artísticas expostas, o refinamento e padronização do
então academicismo europeu literário.
ABAPORU
• Obra de Tarsila do Amaral.
• Óleo sobre tela.
• Pintada em janeiro de 1928.
• É uma das principais obras do período
modernista no Brasil.
• Valor estimado de US$ 40 milhões no
mercado mundial das artes.
• Atualmente, a obra encontra-se
exposta no Museu de arte latino-
americana de Buenos Aires.
MÚSICA MODERNA

https://www.youtube.com/watch?v=55zylYDPBSE (minuto 3:20)


PRIMEIRA GERAÇÃO
MODERNISTA
1922 a 1930
Principais autores
• Também chamada de fase Heroica.
• Redescoberta e valorização do
cotidiano brasileiro.
• Destaque da linguagem coloquial e
espontânea (com gírias, erros, e
suas capacidades expressivas). Mário de Andrade Oswald de Andrade
• Negação brusca do passado.
• Desvalorização das regras de rima e
métrica da poesia.
• Uso de versos livres e brancos.
Manuel Bandeira Alcântara Machado
Mário Raul de Morais Andrade
1° Geração Modernista

Escritor brasileiro que exerceu importante papel


na consolidação do movimento Modernista no
Brasil.
BIOGRAFIA

Nasceu em São Paulo, Capital no dia 9 de outubro de 1893. Concluiu o


ginásio e entrou para a Escola de Comércio Alves Penteado.
 Em 1911 ingressou no Conservatório de Música de São Paulo,
formando-se em piano. Ministrou aulas de piano para seu sustento.
Passou a ter maior convivência com os artistas da época, publicou seu
primeiro livro "Há Uma Gota de Sangue em Cada Poema"
 1921 na Sociedade de Cultura Artística marcou presença no banquete do
Trianon, lançamento do Modernismo.
Na semana da arte moderna, Mário foi nomeado professor catedrático do
Conservatório de Música, publicou "Pauliceia Desvairada“.
No auge desse Movimento, a intenção era se desvincular dos modismos
europeus e alcançar uma linguagem nacional própria. Visitou cidades
históricas de Minas
Com todas suas pesquisas sobre lendas, festas, ritmos
e canções, escreveu o livro "Macunaíma“
1934 e 1938 foi Diretor do Departamento de Cultura
da Prefeitura de São Paulo.
1938 lecionou Filosofia e História da Arte na
Universidade.
Em 1940 retornou para São Paulo. No dia 25 de
fevereiro de 1945 morre vitima de ataque cardíaco
CARACTERÍSTICAS E
PRINCIPAIS OBRAS
CARACTERÍSTICAS

• Críticas ao parnasianismo.
• Inovações na linguagem em algumas de suas obras.
• Obras mais calmas e intimistas, enquanto outras trazem
a política e as críticas para o debate.
• Uso do coloquialismo na linguagem.
Principais Obras
Há uma Gota de sangue em
cada poema, 1917 Macunaíma, 1928
Pauliceia Desvairada, 1922 Ensaio sobre a Música Brasileira,
1928
A escrava que não é Isaura. Compêndio da História da
1925 Música,1929
Losango Caquí, 1926 Modinhas e Lundus Imperiais,
1930
Primeiro Andar, 1926 Remate de Males, 1930
Clã do Jabuti, 1927 Música, Doce Música, 1933
Amar, Verbo Intransitivo,
1927 Belazarte, 1934
Principais Obras
O Aleijadinho, 1935
O Carro da Miséria, 1946
Álvares de Azevedo, 1935
Namoros com a Medicina, 1939 Contos Novos, 1946
Músicas do Brasil, 1941 Padre Jesuíno de Monte Carmelo,
1946
Poesias, 1941
Poesias Completas, 1955
O Baile das Quatro Artes, 1943
Aspectos da Literarura Brasileira, Danças Dramáticas do Brasil,1959
1943
Os Filhos da Candinha, 1943 Música de Feitiçaria, 1963
O Empalhador dos Passarinhos, 1944
Lira Paulistana, 1946 O Banquete, ensaio, 1978
QUESTÕES
Texto para as questões de 1 a 3
Belo da arte: arbitrário, convencional, (Rafael das Madonas, Rodin do Balzac,
transitório - questão de moda. Belo da Beethoven da Pastoral, Machado de Assis
natureza: imutável, objetivo, natural- tem do Brás Cubas), ora inconscientemente (a
a eternidade que a natureza tiver. Arte grande maioria) foram deformadores da
não consegue reproduzir natureza, nem natureza. Donde infiro que o belo
este é seu fim. Todos os grandes artistas, artístico será tanto mais artístico, tanto
ora consciente mais subjetivo quanto mais se afastar do
belo natural. Outros infiram o que
quiserem. Pouco me importa.
1) (UNESP) – No fragmento transcrito do "Prefácio Interessantíssimo", Mário de
Andrade aborda, como Eça de Queirós, a questão da composição literária pelo escritor.
Depois de reler o texto, explique o caráter "convencional, transitório" atribuído por
Mário de Andrade no início de seu texto ao "belo da arte".

• Para o autor, o belo artístico é histórico. Por isso, seria uma "questão de
moda". A beleza artística é definida por ele como transitória, por mudar com
o tempo, e arbitrária, por não obedecer a princípios necessários, já que estes
seriam diferentes em cada época.
2) (UNESP) - O uso da terceira pessoa do singular é recomendável para o discurso dissertativo,
pelo fato de garantir a objetividade da exposição e da argumentação. Baseado neste comentário,
releia o texto de Mário de Andrade e, a seguir, aponte aspectos de forma gramatical e de
conteúdo que provocam perda de objetividade na seguinte passagem do "Prefácio
Interessantíssimo": "Outros infiram o que quiserem. Pouco me importa";

• Na forma gramatical, a "perda de objetividade" ocorre no emprego de


pronome da primeira pessoa do singular (me). Quanto ao conteúdo, a
subjetividade aparece na última oração, "Pouco me importa", numa clara
demonstração de desinteresse pela opinião alheia.
3) (UNESP) - Reescreva a primeira frase da passagem analisada na
questão anterior, trocando o sujeito "Outros" por "Cada um" e fazendo
as alterações necessárias de acordo com o contexto.

• Cada um infira o que quiser.


Texto para a questão 4
Esta gramática, pois que gramática implica no seu conceito o conjunto de normas com
que torna consciente a organização de uma ou mais falas, esta gramática parece estar em
contradição com o meu sentimento. É certo que não tive jamais a pretensão de criar a
Fala Brasileira. Não tem contradição. Só quis mostrar que o meu trabalho não foi leviano,
foi sério. Se cada um fizer também das observações e estudos pessoais a sua
gramatiquinha, muito que isso facilitará pra daqui a uns cinquenta anos se salientar
normas gerais, não só da fala oral transitória e vaga, porém da expressão literária
impressa, isto é, da estilização erudita da linguagem oral. Essa estilização é que determina
a cultura civilizada sob o ponto de vista expressivo. Linguístico.
4) O fragmento é baseado nos originais de Mário de Andrade destinados à
elaboração da sua Gramatiquinha. Muitos rascunhos do autor foram compilados,
com base nos quais depreende-se do pensamento de Mário de Andrade que ele

A) demonstra estar de acordo com os ideais da gramática normativa e os utiliza na composição de seus
poemas.
B) é destituído da pretensão de representar uma linguagem próxima do falar.

C) dá preferência à linguagem poética ao caracterizá-la como estilização erudita da linguagem oral.


D) reconhece a importância do registro do português do Brasil ao buscar sistematizar a língua na sua
expressão oral e literária.

E) reflete a respeito dos métodos de elaboração das gramáticas, sugerindo que cada um se dedique a estudos
pessoais, tornando o processo menos sério.

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Texto para as questões 5 e 6
O nosso primeiro Natal de família, depois da morte de meu pai acontecida cinco meses
antes, foi de consequências decisivas para a felicidade familiar. Nós sempre fôramos
familiarmente felizes, nesse sentido muito abstrato da felicidade: gente honesta, sem
crimes, lar sem brigas internas nem graves dificuldades econômicas. Mas, devido
principalmente à natureza cinzenta de meu pai, ser desprovido de qualquer lirismo,
duma exemplaridade incapaz, acolchoado no medíocre, sempre nos faltara aquele
aproveitamento da vida, aquele gosto pelas felicidades materiais, um vinho bom, uma
estação de águas, aquisição de geladeira, coisas assim. Meu pai fora de um bom errado,
quase dramático, o puro-sangue dos desmancha-prazeres.
Morreu meu pai, sentimos muito, etc...
5) No fragmento do conto de Mário de Andrade, o tom confessional do
narrador em primeira pessoa revela uma concepção das relações humanas
marcada por

A) distanciamento de estados de espírito acentuado pelo papel das gerações.

B) relevância dos festejos religiosos em família na sociedade moderna.

C) preocupação econômica em uma sociedade urbana em crise

D) consumo de bens materiais por parte de jovens, adultos e idosos.

E) pesar e reação de luto diante da morte de um familiar querido.


6) Para o narrador,
A) Há duas felicidades: a familiar e a material, que se opõem.

B) Prazeres materiais também fazem a felicidade.

C) A verdadeira felicidade é abstrata .

D)A felicidade familiar é mais profunda do que o material .

E) A felicidade só se encontra no meio familiar.