O AGENTE NOCIVO

Dr Sidney Antonio Mazzi Perito Medico Previdenciario GEX Araraquara ± APS Araraquara

AGENTE NOCIVO
Roteiro

‡ Conceitos
± Aposentadoria Especial ± Agentes nocivos ± Nocividade ± Permanencia ± Tecnologia de proteçao

AGENTE NOCIVO
Roteiro

‡ Conceitos sequencia
± O agente propriamente dito ± Aspectos:
‡ ‡ ‡ ‡ Qualitativo Quantitativo Datas de corte anexos

APOSENTADORIA ESPECIAL
Conceito

‡ Aposentadoria especial pode ser conceituada como o beneficio decorrente do trabalho realizado em condições prejudiciais à saúde ou à integridade física do segurado. Pressupõe agressão a saúde do trabalhador por meio de exposição a agentes nocivos

AGENTES NOCIVOS
Conceito

‡ agentes nocivos são os elementos/situaçóes que podem causar riscos a saúde e a integridade física do ser humano.

NOCIVIDADE Conceito ‡ Nocividade. que no ambiente de trabalho é entendida como situação combinada ou não de substancias. capaz de trazer ou ocasionar danos à saúde ou à integridade física do trabalhador . energias e demais fatores de riscos reconhecidos.

assim entendida como trabalho não ocasional nem intermitente. no qual exposição do empregado. em decorrência da subordinação jurídica a qual se submete .PERMANENCIA Conceito ‡ Permanência. do trabalhador avulso ou do cooperado ao agente nocivo seja indissociável da produção do bem ou da prestação do serviço.

luvas.são os equipamentos de proteção individual (protetor auricular. barreiraas de proteçao e outros) ‡ EPI.TECNOLOGIAS DE PROTEÇAO Conceito ‡ EPC e EPI ‡ EPC ± são os equipamentos de proteção coletiva (confinamento de maquinas. mascaras e outros) . capacetes.

ou de tecnologia de proteção individual que elimine. respeitado o estabelcido na legislação trabalhista.732 (conversão da MP de 02/12/98) do laudo técnico deverão constar informações de existência de tecnologia de proteçao coletiva. de medidas de caráter administrativo ou organizações do trabalho. . minimize ou controle a exposição à agentes nocivos aos limites de tolerância.TECNOLOGIAS DE PROTEÇAO LEGISLAÇAO ‡ Lei 9.

o benzeno. constatada pela simples presença do agente no ambiente de trabalho. hidrocarbonetos. ‡ Exemplos.AGENTES NOCIVOS ASPECTOS ‡ Os agentes nocivos podem ser qualitativo ou quantitativo ‡ Qualitativo ± sendo a nocividade presumida e independente de mensuração. o fosforo. cromo .

ruído. 5. por meio de mensuração da intensidade ou da concentração. 2. dispostos nos anexos 1. poeiras (asbestos. 8. 11. 12 da NR-15 do MTE. manganês) . ‡ Exemplo.AGENTES NOCIVOS ASPECTOS ‡ Quantitativo ± sendo a nocividade considerada pela ultrapassagem dos limites de tolerância ou doses. 3. sílica. 4 .

NR-15 . serão consideradas insalubres em decorrência de laudo de inspeção realizada no local de trabalho. que exponham os trabalhadores ao frio. (115.ANEXO Nº 9 FRIO ‡ 1. ou em locais que apresentem condições similares. sem a proteção adequada. As atividades ou operações executadas no interior de câmaras frigoríficas.013-8 / I2) .

da CLT e Portaria Ministerial 262. 165 e 187.831. DE 25 DE MARÇO DE 1964 ANEXO III ±1. de 6-8-62.FRIO ‡ Jornada normal em locais com temperatura inferior a 12º centígrados.1.DECRETO Nº 53. . Art.2 .

DECRETO 2.172/97 ± 06/03/97 ANEXO IV.172 .FRIO ‡ Frio permite enquadramento até 05/03/97. A partir de 06/03/97 não permite o enquadramento por não constar do anexo IV do Decreto 2.

às vibrações localizadas ou de corpo inteiro. sem a proteção adequada.012-0 / I3) ‡ 1. serão caracterizadas como insalubres. . As atividades e operações que exponham os trabalhadores. através de perícia realizada no local de trabalho.NR ± 15 ANEXO Nº 8 VIBRAÇÕES (115.

ISO. deve tomar por base os limites de tolerância definidos pela Organização Internacional para a Normalização . . em suas normas ISO 2631 e ISO/DIS 5349 ou suas substitutas.012-0 / I3) ‡ 2.NR ± 15 ANEXO Nº 8 VIBRAÇÕES (115. visando à comprovação ou não da exposição. A perícia.

831. de 6-8-62. e outros . ‡ Trepidações e vibrações industriais Operadores de perfuratrizes e marteletes pneumáticos. DE 25 DE MARÇO DE 1964 ANEXO III ± 1.5 VIBRAÇÃO ‡ Jornada normal com máquinas acionadas por ar comprimido e velocidade acima de 120 golpes por minutos.1.DECRETO Nº 53. Portaria Ministerial 262. 187 CLT. Art.

2 VIBRAÇÃO ‡ a) trabalhos com perfuratrizes e marteletes pneumáticos.DECRETO 2.172/97 ± 06/03/97 ANEXO IV ± 2. .0.

5/ I4) .IBUTG definido pelas equações que se seguem: (115.006.ANEXO Nº 3 CALOR ‡ LIMITES DE TOLERÂNCIA PARA EXPOSIÇÃO AO CALOR ‡ A exposição ao calor deve ser avaliada através do "Índice de Bulbo Úmido Termômetro de Globo" .NR 15 .

termômetro de globo e termômetro de mercúrio comum.007-3/ I4) ‡ 3.ANEXO Nº 3 CALOR ‡ 2.NR 15 .(115. à altura da região do corpo mais atingida. (115. As medições devem ser efetuadas no local onde permanece o trabalhador.0081/I4) . Os aparelhos que devem ser usados nesta avaliação são: termômetro de bulbo úmido natural.

006-5/ I4) .ANEXO Nº 3 CALOR ‡ QUADRO Nº 1 (115.NR 15 .

5 a 31.0 a 27.0 .2 45 minutos descanso Não é permitido o trabalho sem a adoção de medidas adequadas de controle acima de 32.9 29.0 MODERADA até 26.Regime de Trabalho Intermitente com Descanso no Próprio Local de Trabalho (por hora) Trabalho contínuo LEVE até 30.7 minutos descanso ‡ 15até 25.8 a 28.2 28.1 28.1 a minutos descanso ‡ 15até 30.9 ‡ 45Trabalho contínuo 30.6 minutos trabalho 30.0 30 minutos trabalho 30.0 a 30.1 a 29.1 acima de 30.7 26.0 acima de 31.7 a 31.5 a 32.1 a 25.0 minutos trabalho 31.4 26.4 ‡ 30até 26.0 25.0 PESADA até 25.

5 30.0 28.0 28.5 25.0 .M Kcal/h Maximo IBUTG 175 200 250 300 350 400 250 450 500 30.5 27.5 26.5 25.5 26.

ANEXO Nº 3 CALOR ‡ Onde: M é a taxa de metabolismo média ponderada para uma hora. determinada pela seguinte fórmula: ‡ ‡ M = Mt x Tt + Md x Td ‡ 60 .NR 15 .

De pé. movimentos moderados com braços e tronco (ex. em máquina ou bancada.: remoção com pá). trabalho leve em máquina ou bancada. empurrar ou arrastar pesos (ex.: dirigir). TRABALHO PESADO Trabalho intermitente de levantar. trabalho leve. movimentos vigorosos com braços e pernas.TIPO DE ATIVIDADE SENTADO EM REPOUSO TRABALHO LEVE Sentado. movimentos moderados com braços e pernas (ex. com alguma movimentação. TRABALHO MODERADO Sentado. trabalho moderado de levantar ou empurrar. Em movimento. Sentado. trabalho moderado em máquina ou bancada. principalmente com os braços. De pé. De pé. com alguma movimentação.: datilografia). Trabalho fatigante Kcal/h 100 125 150 150 180 175 220 300 440 550 .

DECRETO Nº 53. de 6-8-62.831. Portaria Ministerial 30 de 7-2-58 e 262. Artigos 165.1. .1 CALOR ‡ Operações em locais com temperatura excessivamente alta. da CLT. DE 25 DE MARÇO DE 1964 ANEXO III ± 1. capaz de ser nociva à saúde e proveniente de fontes artificiais ‡ Jornada normal em locais com TE acima de 28º. 187 e 234.

214/78.0.4 CALOR ‡ a) trabalhos com exposição ao calor acima dos limites de tolerância estabelecidos na NR-15.172/97 ± 06/03/97 ANEXO IV2.DECRETO 2. . da Portaria no 3.

com umidade excessiva.014-6 / I2) . capazes de produzir danos à saúde dos trabalhadores. serão consideradas insalubres em decorrência de laudo de inspeção realizada no local de trabalho.NR 15 ± ANEXO Nº10 UMIDADE ‡ As atividades ou operações executadas em locais alagados ou encharcados. (115.

‡ Trabalhos em contato direto e permanente com água lavadores. 187 da CLT e Portaria Ministerial 262. Art. capaz de ser nociva à saúde e proveniente de fontes artificiais. DE 25 DE MARÇO DE 1964 ANEXO III ± 1. ‡ Jornada normal em locais com umidade excessiva.831. de 6-8-62 .3 UMIDADE ‡ Operações em locais com umidade excessiva.DECRETO Nº 53. operários nas salinas e outros. tintureiros.1.

172/97 ± 06/03/97 ANEXO IVUMIDADE ‡ NÃO CONTEMPLADO NESSE ANEXO .DECRETO 2.

NR 15 ANEXO Nº 1 RUIDO ‡ 1-Entende-se por Ruído Contínuo ou Intermitente. ‡ 2. Os níveis de ruído contínuo ou intermitente devem ser medidos em decibéis (dB) com instrumento de nível de pressão sonora operando no circuito de compensação "A" e circuito de resposta lenta (SLOW). As leituras devem ser feitas próximas ao ouvido do trabalhador. o ruído que não seja ruído de impacto. . para os fins de aplicação de Limites de Tolerância.

Para os valores encontrados de nível de ruído intermediário será considerada a máxima exposição diária permissível relativa ao nível imediatamente mais elevado.003-0/ I4) ‡ 4. ‡ 5.NR 15 ANEXO Nº 1 RUIDO ‡ 3. (115. Não é permitida exposição a níveis de ruído acima de 115 dB(A) para indivíduos que não estejam adequadamente protegidos. Os tempos de exposição aos níveis de ruído não devem exceder os limites de tolerância fixados no Quadro deste anexo. .

devem ser considerados os seus efeitos combinados. a exposição estará acima do limite de tolerância.NR 15 ANEXO Nº 1 RUIDO ‡ 6. Se durante a jornada de trabalho ocorrerem dois ou mais períodos de exposição a ruído de diferentes níveis. de forma que. se a soma das seguintes frações: ‡ C1 + C2 + C3 ____________________ + Cn ‡ T1 T2 T3 Tn ‡ exceder a unidade. .

As atividades ou operações que exponham os trabalhadores a níveis de ruído. contínuo ou intermitente. . segundo o Quadro deste Anexo. superiores a 115 dB(A). oferecerão risco grave e iminente.NR 15 ANEXO Nº 1 RUIDO ‡ Na equação acima. e Tn indica a máxima exposição diária permissível a este nível. Cn indica o tempo total que o trabalhador fica exposto a um nível de ruído específico. ‡ 7. sem proteção adequada.

Entende-se por ruído de impacto aquele que apresenta picos de energia acústica de duração inferior a 1 (um) segundo. a intervalos superiores a 1 (um) segundo.NR 15 ANEXO Nº 2 RUIDO IMPACTO ‡ LIMITES DE TOLERÂNCIA PARA RUÍDOS DE IMPACTO ‡ 1. .

004-9 / I4) . O limite de tolerância para ruído de impacto será de 130 Db (linear). (115.NR 15 ANEXO Nº 2 RUIDO IMPACTO ‡ 2. Nos intervalos entre os picos. Os níveis de impacto deverão ser avaliados em decibéis (dB). As leituras devem ser feitas próximas ao ouvido do trabalhador. o ruído existente deverá ser avaliado como ruído contínuo. com medidor de nível de pressão sonora operando no circuito linear e circuito de resposta para impacto.

NR 15 ANEXO Nº 2 RUIDO IMPACTO ‡ 3. o limite de tolerância será de 120 dB(C). será válida a leitura feita no circuito de resposta rápida (FAST) e circuito de compensação "C".005-7 / I4) . Em caso de não se dispor de medidor de nível de pressão sonora com circuito de resposta para impacto. (115. Neste caso.

As atividades ou operações que exponham os trabalhadores. a níveis de ruído de impacto superiores a 140 dB(LINEAR). medidos no circuito de resposta para impacto. ou superiores a 130 dB(C). . medidos no circuito de resposta rápida (FAST).NR 15 ANEXO Nº 2 RUIDO IMPACTO ‡ 4. sem proteção adequada. oferecerão risco grave e iminente.

DE 25 DE MARÇO DE 1964 ANEXO III ± 1.1.DECRETO Nº 53.6 RUIDO Operações em locais com ruído excessivo capas de ser nocivo à saúde. .831.

de 6-8-62 e Art. 187 da CLT. Decreto número 1.232. DE 25 DE MARÇO DE 1964 ANEXO III ± 1.1. . de 22 de junho de 1962. Portaria Ministerial 262.6 RUIDO ‡ Jornada normal ou especial fixada em lei em locais com ruídos acima de 80 decibéis.DECRETO Nº 53.831.

DECRETO 2.1 .172/97 ± 06/03/97 ANEXO IV2.RUIDO exposição permanente a níveis de ruído acima de 90 decibéis. .0.

DECRETO 2.0.1 .172/97 ± 06/03/97 ANEXO IV2.RUIDO A PARTIR DE 18/11/03 MUDA O LIMITE DE PRESSÃO SONORA (DECRETO 4882/03) exposição permanente a níveis de ruído acima de 85 decibéis .

± x dB(A) (fator de troca de 3/3 dB) .AGENTE RUIDO Resultados possiveis em ruido Leq.(nivel equivalente) é o nível sonoro equivalente durante uma faixa de tempo especificada.

AGENTE RUIDO Lavg (nivel medio /Average Level) É o nível sonoro médio para 8 horas de exposição.x dB(A) (fator de troca de 5/5 dB) .

AGENTE RUIDO ‡ Medição Pontual ± x dB(A) ‡ Dosimetria .dose . (NHO 01) .<1> ‡ NEM (nivel de exposiçao normalizada) ± Corresponde ao nivel de exposição (NE) convertido para a jornada padrao de 8 horas diarias.

MEMORIA DE CALCULO. normalmente um gráfico de barras verticais.AGENTE RUIDO ‡ HISTOGRAMA± Um histograma é uma representação gráfica da distribuição de frequencias de uma massa de medições.formula da NR ‡ C1 + C2 + C3 ____________________ + Cn ‡ T1 T2 T3 Tn .

NR 15 ANEXO 6 TRABALHO COM PRESSÕES ANORMAIS ‡ TRABALHOS SOB AR COMPRIMIDO ‡ TRABALHOS SUBMERSOS .

1.831.DECRETO Nº 53.7 PRESSÃO Operações em locais com pressão atmosférica anormal capaz de ser nociva à saúde . DE 25 DE MARÇO DE 1964 ANEXO III ± 1.

mergulhadores. . operadores em caixões ou tubulações pneumáticos e outros.1.DECRETO Nº 53.7 PRESSÃO ‡ Trabalhos em ambientes com alta ou baixa pressão . DE 25 DE MARÇO DE 1964 ANEXO III ± 1.831.escafandristas.

172/97 ± 06/03/97 ANEXO IV2.5PRESSÃO ATMOSFÉRICA ANORMAL ‡ a) trabalhos em caixões ou câmaras hiperbáricas.DECRETO 2. ‡ b) trabalhos em tubulões ou túneis sob ar comprimido. ‡ c) operações de mergulho com o uso de escafandros ou outros equipamentos .0.

O AGENTE NOCIVO ‡ FIM OBRIGADO .

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