Você está na página 1de 178

Materiais Ecológicos e Tecnologias

Sustentáveis para Arquitetura e


Construção Civil – Praticas e
Aplicações

www.idhea.com.br
29/05/09 idhea@idhea.com.br 1
29/05/09 2
29/05/09 3
29/05/09 4
29/05/09 5
Ecológico ou Sustentável?

O termo ecologia, cunhado pelo biólogo alemão Ernst Haeckel, em


1866, significa: “Relação dos seres vivos com o habitat ou meio
ambiente natural”. Num ambiente urbano, criado e modificado pelo
ser humano com o uso de maquinários e alta tecnologia, não se pode
falar em relação direta com a Natureza, mas com um habitat formado
pela mão humana. É inadequado, em se tratando de obras neste
ambiente, falar-se de construção ecológica ou reforma
ecológica.

A expressão/palavra que melhor se adequa à condição do homem


moderno é sustentável, conceito apresentado pela primeira vez em
1987, através do Informe Bruntland, da ONU – Organização das
Nações Unidas, que definiu Desenvolvimento Sustentável como
“aquele que permite fazer uso dos recursos naturais sem esgotá-los,
preservando-os para as gerações futuras”. Aplicando o mesmo
conceito, a definição mais correta para a construção com perfil
moderno, urbano e industrial é Construção Sustentável.

29/05/09 6
Sustentatibilidade (definição genérica) significa:

• exercer atividade econômica sem esgotar os recursos planetários, de


forma a atender as necessidades das sociedades humanas
contemporâneas (85% população mundial será urbana até 2027/ONU);
• desenvolver métodos ambientalmente corretos de produção e consumo,
que garantam integridade dos ecossistemas e qualidade de vida dos seres
vivos;
• estabelecer novos parâmetros de cidadania e convivência, que reduzam a
pobreza, doenças e a fome e criem caminhos para uma sociedade mais
harmoniosa e justa

Sustentabilidade não significa:

• Imobilidade ou visão ecológica purista, na qual a natureza deve


permanecer intocada (visão impraticável no mundo moderno);

• rejeitar as boas conquistas do mundo moderno (indústrias, automóveis,


tecnologias);

• retorno ao campo ou à vida mais natural, mas a compreensão de que é


possível somar valores tradicionais à modernidade, de forma a usufruir
dos seus benefícios em conjunto
29/05/09 7
Conceito e teoria dos ecoprodutos

 O que são ecoprodutos?

 Produto ecológico é todo artigo de origem artesanal ou


industrializada, de uso pessoal, alimentar, residencial,
comercial, agrícola e industrial, que seja não-poluente,
não-tóxico, benéfico ao meio ambiente e à saúde dos
seres vivos, contribuindo para o desenvolvimento de
um modelo econômico e social sustentável.

 Termo usado pela primeira vez na Alemanha, no final


dos anos 70, oriundo da agricultura orgânica.

29/05/09 8
Paradigma atual
 Produto convencional
 Preço
 Modo de produção visa lucro e competitividade.
Qualidade, durabilidade, vida útil
 Apresentação
 Especificações técnicas, Normas: NBRs, IS0 9001, IS0
14001, legislação corrente e ambiental
 Cliente visto como alguém que é o “produto” do
produto (deve ser ‘convencido’ e comprado)

29/05/09 9
Ecoprodutos – Novo paradigma
 Todos os benefícios do produto convencional + Desempenho
sustentável
 Definição correta: Produto Sustentável. Mais abrangente.
 Permite o uso sustentado dos recursos naturais (sem
esgotamento)
 Produto ético: ser humano e meio ambiente
 Saudável: não PVC, amianto, alumínio, solventes, COVs, outros
 Matérias-primas: fontes renováveis (orgânicos) ou reaproveitáveis
(terra), resíduos (agrícolas ou industriais), reciclagem e insumos
de baixo impacto ambiental
 ACV (Análise de Ciclo de Vida)
 Uso racional de energia e água
 Nenhuma, baixa emissão ou controle de geração e emissão de
poluentes ( gases, efluentes, resíduos sólidos, etc.)

29/05/09 10
 Uso de tecnologia agrega valor
 Ecoproduto é educativo
 Contribui para a consolidação do econegócio e do mercado verde
 Fabricados em escala industrial, atendem a demandas
crescentes
 Têm custo competitivo
 Retiram do meio ambiente resíduos que comprometem o uso do
solo, lençol freático, atmosfera e condições de saúde das
comunidades
 Atingem a população dos grandes centros urbanos, sem
necessidade de ser usados apenas em áreas rurais ou com área
verde disponível
 Contam com normas (Brasil ainda não), especificação técnica,
ensaios, testes e laudos
 Valorizam o patrimônio do proprietário, investidores, outros
 Estimulam o uso de matérias-primas e soluções localizadas e
regionalizadas
29/05/09 11
Tipos de Ecoprodutos
Perecíveis - produtos orgânicos não-transgênicos e alimentícios em geral,
tais como hortifrutigranjeiros, laticínios, café, cereais e carne ‘verde’. A
legislação européia de Selos Verdes não contempla estes produtos, que têm
selos à parte;

Genéricos não-perecíveis – Manufaturados, prontos para uso, não-


alimentícios ou farmacêuticos. Exs.: Telha solar, roupa de algodão orgânico,
tijolo de solo-cimento, mini-estação de tratamento de água e esgoto,
cosméticos não testados em animais, tintas naturais e ecológicas (à base de
caseína, silicato de potássio), vernizes, móveis;

Tecnologias ambientais - Sistemas ou equipamentos que propiciam à


indústria uma produção mais limpa. Ex.: Ozonizadores em substituição ao
gás cloro para branqueamento de papel; plantas de tratamento de efluentes
industriais.

29/05/09 12
 Tecnologias sustentáveis – Sistemas ou equipamentos de uso individual,
unifamiliar ou para ambientes comerciais. Basicamente: uso, reuso e
economia de água; sistemas para gestão de resíduos e poluentes; fontes
de energia renovável para geração de energia (solar, eólica, biomassa,
biodigestores, etc.)

 Eco-smart tecnologies – Tecnologias eco-inteligentes: pequenos


dispositivos utilizados para gestão e redução no consumo de energia
elétrica e água (sistemas de fluxo duplo para descarga de vasos
sanitários; controladores de vazão de água);

 Exemplos de ecoprodutos para Arquitetura e Construção Civil: Mini-


estações de tratamento de água e esgoto; Produtos base d’água
em geral (tintas, colas, vernizes e outros), isentos de COVs
(compostos orgânicos voláteis); Tubulações plásticas sem PVC
(PP, PEAD, PEX)

29/05/09 13
MATÉRIAS-PRIMAS

Ecoprodutos podem ser compostos por:

 Matérias-primas naturais renováveis: de origem orgânica (vegetal ou animal).


Exs.: Fibras naturais, tintas à base de caseína (proteína do leite de vaca),
madeira, bambú, polímeros vegetais biodegradáveis (cana de açucar, amido
de milho, caseína polimerizada).

 Matérias-primas naturais não-renováveis: embora abundantes, não se


renovam. Exs.: Terra, areia, pedra, rocha, argilas. Permitem
reaproveitamento.

 Materiais reciclados (vidro, plástico, metais, papel): são aqueles que não se
decompõem ou se decompõem muito lentamente no meio ambiente, exigindo
sua recolocação na cadeia (daí re-ciclagem) produtiva. Requerem processo
industrial para sua transformação. Exs.: Telhas recicladas; plásticos
reciclados; vidro e metais reciclados. Não confundir reciclável com
reciclado. Não são considerados ecoprodutos materiais que, mesmo
reciclados, resultam em graves problemas ambientais (alumínio e PVC).

 Compósitos: materiais formados pela união de materiais de origem vegetal a


produtos de origem sintética (plásticos). Exs.: chapas de polipropileno
mecladas com sisal ou curauá.
29/05/09 14
29/05/09 15
29/05/09 16
29/05/09 17
Identificação de Ecoprodutos

Informe-se sobre:

 Matérias-primas (origem e natureza)


 Insumos (entram para composição final do produto). Agentes químicos
voláteis, resinas etc.
 Utilidade/finalidade
 Processo de fabricação/beneficiamento
 Ciclo de vida (do “berço ao túmulo”)
 Legislação – Não no Brasil. Só Anvisa (Associação Nacional de Vigilância
Sanitária) não permite uso de expressões como “ecologicamente
correto” em produtos farmacêuticos/cosméticos
 Prática ilegal corrente no país
 Rotulagem ambiental (quando existe)
 Nome/nomenclatura (nem sempre o produto é identificado por seus
benefícios ambientais)

29/05/09 18
Conceitos gerais
 Reciclagem: processo de transformação INDUSTRIAL de matérias-primas
de difícil degradação no meio ambiente. Exs: vidro, plásticos, metais.
Reciclar significa Recolocar no mesmo ciclo. Não confundir com reuso ou
reutilização.

 Reciclável: material que pode retornar ao ciclo produtivo após o fim de


sua vida útil, com as mesmas aplicações ou não de seu uso original.
Exemplos: plásticos (PET, PVC, PEBD, PS, ABS), vidros, metais e papéis
reciclados. Importante: a reciclagem requer o uso de equipamento
industrial específico. Ex.: PE de sacolas plásticas ou embalagens que são
coletados e transformados em resina reciclada pelo processo de extrusão.

 Reuso ou Reutilização: processo de reaproveitamento de material ou


objeto que, finda a vida útil, pode ser empregado com outra finalidade,
sem a necessidade de modificação por processos industriais (energia).
Ex.: Materiais de demolição utilizados em uma nova obra; raspa de pneu
ou areia de fundição usadas como sub-base de pavimentação.

29/05/09 19
Tipos de reciclagem

• Reciclagem pós-consumo: resulta da reciclagem de produtos que foram


consumidos e utilizados pelos indivíduos. Ë a de maior valor sócio-
ambiental, uma vez que contribui para a retirada de lixo do meio
ambiente, liberação de espaços em aterros sanitários, além de gerar
emprego e renda à população carente, que coleta este material e o
destina para sua remanufatura industrial.

• Reciclagem pós-industrial ou pré-consumo: resulta da coleta de material


descartado dentro de processos industriais. Não chega a ser usado pelo
consumidor.

Tipos de plásticos

 Termoldáveis ou termoformáveis – Com uso de calor (prensagem,


extrusão, injeção, outros), podem ser transformados nos mesmos ou em
novos materiais. Há sete tipos de plásticos básicos que permitem
reciclagem, identificados por numeração de 1 a 7. São eles: PET (1),
PEAD (2), PVC (3), PEBD (4), PP (5), PS (6), Outros (7).

• Termo-rígidos - são aqueles que não se fundem e, depois de moldados e


endurecidos, não podem ser reciclados. Exs.: Poliester, poliuretano,
29/05/09 20
epóxis.
29/05/09 21
Ferramentas para identificação
• Permitem identificar, escolher e especificar ecoprodutos e tecnologias
sustentáveis

• Contribuem para minimizar os impactos ambientais da obra em todo


seu ciclo de vida e para gerar construções sustentáveis, autônomas e
responsáveis

• Devem ser empregadas de preferência antes da elaboração do projeto

Ferramentas

 ACV
 SGAs
 ISO 14000/14001
 Selo Verde/rotulagem ambiental
 Critérios e Parâmetros de Sustentabilidade (ver em Construção
Sustentável)
29/05/09 22
ACV - Análise de Ciclo de Vida
Método para análise de sistemas de produtos e serviços,
considerando os aspectos ambientais do berço ao túmulo,
estabelecendo vínculos entre esses aspectos e categorias de
impacto potencial ligadas a consumo de recursos naturais,
saúde humana e ecologia.

Ciclo de Vida: expressão usada para referir-se a todas as


etapas e processos de um sistema de produção de produtos ou
serviços, englobando toda a cadeia de produção e consumo,
considerando aquisição de energia, matérias-primas e produtos
auxiliares; aspectos dos sistemas de transportes e logística;
características da utilização, manuseio, embalagem, marketing e
consumo; sobras e resíduos e sua respectiva reciclagem ou
destino final.

29/05/09 23
História
 Crise do Petróleo (Opep) – 1973/74.

 1974 - Coca-cola encomenda ao MRI (Instituto de Pesquisa do Meio


Oeste) pesquisa sobre embalagens de vidro e de plástico (PET).
Energia.

 1985 – Ecobalance – Ferramenta européia para produção de alimentos,


monitoramento do consumo de matérias-primas, energia e geração de
resíduos na fabricação de seus produtos.

 1991 - Ministério de Meio Ambiente da Suíça contrata estudo sobre


materiais para embalagens, gerando um Banco de Dados referencial
para outros estudos, inclusive a versão do primeiro software para ACV,
o Ökobase I.

 Norma ISO 14040: ACV é "compilação e avaliação de entradas e saídas


(de matérias-primas e recursos energéticos) e impactos ambientais
potenciais de um produto através de seu ciclo de vida".
29/05/09 24
ACV - Etapas
 Definição de objetivos: finalidade, dados a serem levantados.

 Inventário – formação de um banco de dados com informações


quantitativas de energia, matérias-primas usadas/necessárias, emissões e
poluentes gerados, lançamentos no ambiente durante o ciclo de vida do
produto, processo ou atividade.

 Análise de impacto – Avalia os efeitos das cargas ambientais identificadas


no inventário. Considera os efeitos sobre a saúde humana e meio
ambiente.

 Análise de melhoria – Avalia as necessidades e oportunidades para reduzir


a carga ambiental associada à energia e matéria-prima utilizadas e às
emissões de resíduos em todo ciclo de vida de um produto ou serviço.

 Interpretação de resultados e tomada de decisões – Os resultados são


avaliados e medidas corretivas são propostas, de forma a melhorar o
desempenho sustentável de todo o processo.

29/05/09 25
 ACV encara meio ambiente como consumidor final ou 'cliente' que irá receber o
produto.
 Impactos ambientais são defeitos do produto ou de seu controle de qualidade e
devem ser reduzidos.
 Problemas ambientais resultam em desperdício por parte da empresa, ela se
torna geradora de resíduos e perde em competitividade.

Aspectos considerados

 Matérias-primas
 Processo produtivo
 Energia1 (energia incorporada/embodied energy)
 Energia2 (Análise do dispêndio de energia necessária para elaboração,
transformação e beneficiamento do produto)
 Água
 Poluentes (ar, água, terra, som)
 Resíduos
 Reciclagem ou potenciais de reuso
 Logística
 Embalagens

29/05/09 26
Sistemas de Gestão Ambiental (SGAs)
 Pós Rio-92 (Conferência Mundial para o Desenvolvimento Sustentável e
Meio Ambiente). Primeiras normas para Sistemas de Gestão Ambiental
(também conhecidas como SGAs). 1a - BBS 7750, criada pelo BSI (British
Standart Institution), na Inglaterra.

 SGAs começam a ser implementados nas empresas, como indispensáveis


ao processo produtivo (P+L).

ISO 14000

 Em 93, ISO 14000, elaboradas pela ISO - International Standart


Organization (Organização Internacional de Normatização), ONG sediada
em Genebra, Suíça, com representação em 130 países. Representada no
Brasil pela ABNT.

 Em 94, a UE criou a EMAS - Esquematização de Gestão e Auditoria


Ambiental, para todos os países membros (similar às Normas ISO).

29/05/09 27
 ISO 14001: É a descrição dos esforços empreendidos pelas empresas
para resolverem ou administrarem problemas ambientais por elas
mesmas gerados. A série das Normas que confere rótulos ambientais
ainda não está vigente.

 ISO 14001: Também documenta o destino que as empresas dão a


seus resíduos (envio a aterros sanitários legalizados, área para
separação e coleta de lixo reciclável etc.).

 CUIDADO: Empresas que associam as Normas ISO à imagem de


produtos “ecológicos”. É obrigatória para exportação para a Europa.
Há empresas que utilizam insumos condenados com ISO 14001 no
Brasil.

RESUMO

 SGAs e ISO 14001 são ferramentas para a qualidade ambiental dentro


das empresas, mas não representam um compromisso direto com a
fabricação de produtos sustentáveis. São uma base importante, mas
não servem de referência para identificar ecoprodutos. Na ausência
de ecoprodutos, fabricantes com ISO 14001 são a opção possível
de mercado.
29/05/09 28
Comitê Técnico 207 – Gestão Ambiental
O que está implementado no Brasil, hoje:

 Sistema de Gestão Ambiental (Sim)


 Auditoria Ambiental (Não)
 Rotulagem Ambiental (Não)
 Avaliação de Performance Ambiental (Não)
 Avaliação de Ciclo de Vida (Não)
 Termos e Definições (Não)
 Aspectos ambientais em Normas de Produtos (Não)

29/05/09 29
Selos Verdes e Rotulagem Ambiental
 Surgem na Europa, em 1978 - Anjo Azul, ex-Alemanha Ocidental.
 São de caráter voluntário e servem para identificar produtos inofensivos
ao meio ambiente para o consumidor
 Adotam critérios de avaliação bem definidos
 São técnicos e não de advertência (como “cigarro faz mal à saúde” ou
“produto reciclável”). Exigem acompanhamento, ensaios em laboratório e
laudos
 Garantem diferencial ao fabricante
 Na UE, servem de estímulo aos fabricantes
 Ferramenta de marketing às empresas
 IS0 14020 já contempla: princípios gerais de rotulagem e declarações
ambientais
 Objetivam criar uma cultura do ecoproduto. Ex.: Na Alemanha, 85% da
população conhecem o Anjo Azul e dão preferência a produtos com este
selo.

29/05/09 30
Principais Selos Verdes

 Anjo Azul – Alemanha, 1977.


 Environmental Choice – Canadá, 1988
 Cisne Branco – Países Escandinavos – 1988
 Eco-Mark – Japão – 1989
 Green Seal – EUA – 1990
 NF Environnement - França – 1991
 Eco-Mark – Índia – 1991
 European Ecolabelling – 1992
 AENOR Medio Ambiente – Espanha – 1993
 ABNT – Qualidade ambiental – Brasil – (1995)

29/05/09 31
Selos verdes: Brasil
 Madeira – FSC (Forest Stewardship Council) – Imaflora – Amigos da
Terra; Produtos orgânicos alimentícios (IBD/AAO); Chuveiros anti-
incêndio (ABNT)

 Resumo: Objetivo dos Selos Verdes é identificar produtos


ambientalmente corretos para o consumidor e estimular seu uso e
produção. Na ausência desses selos, busque informações junto a
entidades com capacitação na área.

 Não há rótulos ambientais no Brasil para ecoprodutos. Empresas


costumam se autocertificar ou usar emblemas com símbolos e títulos
como: Ecologicamente correto, Amigo do meio ambiente, etc.

 DESCONFIE: Rótulos de auto-certificação como “Empresa amiga do meio


ambiente”. Estes rótulos são conferidos pelas próprias empresas a si
mesmas, as quais aplicam critérios baseados na defesa dos próprios
interesses. Ex.: PVC, alumínio.

29/05/09 32
Construção Sustentável e Construção Ecológica
Construção ecológica

Uso de materiais e recursos naturais regionais com baixo dispêndio de


energia para extração e transformação (terra crua, adobes, bambú, madeira
lavrada)

Integração do material e projeto com as características geográficas,


regionais, locais realizada pelo(s) próprio(s) morador(es)

Comunidade usuária que não exceda a capacidade do próprio ecossistema de


processar resíduos gerados (fossas, rios, solo, etc.)

Construção em área campestre, semi-urbana ou rural

Ausência de resíduos de origem sintética

Uso de resíduos locais (palhas) ou agrícolas


29/05/09 33
 Pequeno aporte de recursos tecnológicos para beneficiamento e
transformação de matérias-primas (artesanal). Auto-tecnologia

 Exs: Iglús, habitação indígena, casas de terra na Argélia e


Marrocos

 Habitações com excelente conforto térmico e acústico, sem


poluentes internos ou circundantes

 Necessidades econômicas resolvidas

 Modelo planejado que mais se aproxima: Permacultura

29/05/09 34
29/05/09 35
29/05/09 36
29/05/09 37
29/05/09 38
29/05/09 39
29/05/09 40
29/05/09 41
29/05/09 42
29/05/09 43
29/05/09 44
29/05/09 45
29/05/09 46
Casa “Mano
29/05/09 47
Alzada”
Proyecto “Ciudad
Alegoría”

29/05/09 48
Proyecto “Ciudad
Alegoría”

29/05/09 49
29/05/09
Materno Infantil 50
29/05/09 51
29/05/09 52
29/05/09 53
29/05/09 54
29/05/09 55
29/05/09 56
Construção Sustentável

 Design sustentável e projeto por profissionais da área

 Aproveitamento passivo dos recursos bioclimáticos

 Uso de materiais naturais ou não-naturais nos elementos construtivos, a


depender da disponibilidade de material próximo à obra

 Construção que resulte em baixo impacto ambiental para extração e


processamento de matérias-primas (aço, cimento, cal, gesso, outros)

 Uso de ecoprodutos em todas as instâncias da obra

 Aplicação de sistemas e técnicas de gestão ambiental antes, durante e


implantadas na obra final

 Uso de materiais reciclados de origem urbana, industrial ou agrícola

 Uso de resíduos incorporados na obra como produtos ou insumos (entulho


de construção na forma de agregados, argamassa e blocos leves)
29/05/09 57
Criação de área para coleta seletiva de lixo e compostagem de
resíduos orgânicos

Uso de materiais naturais ou não-naturais para conforto térmico e


acústico

Uso de materiais saudáveis para acabamentos e revestimentos


(argamassas naturais, tintas ecológicas, vernizes isentos de COVs)

Controle dos poluentes voláteis (compostos orgânicos voláteis),


presentes em tintas, thinners, vernizes, resinas e colas, e das MPs
(matérias particuladas), como pós, fibras em suspensão etc.

Não-uso ou minimização de materiais como PVC, alumínio, chumbo,


espumas à base de poliuretano, isopores etc.

29/05/09 58
Uso de tecnologias sustentáveis para gestão e tratamento de água e
esgoto (efluentes domésticos)

Uso de sistemas para aproveitamento de água de chuva

Uso de fontes renováveis para geração de energia elétrica (eólica,


solar, biomassa, biodigestores, microhidrelétricas) ou
racionalização no uso das energias existentes (hidrelétrica, outras)

Estudo de emissões e contaminações eletromagnéticas

Gestão dos resíduos gerados antes e durante a obra.

29/05/09 59
29/05/09 60
29/05/09 61
29/05/09 62
29/05/09 63
29/05/09 64
29/05/09 65
29/05/09 66
29/05/09 67
29/05/09 68
29/05/09 69
29/05/09 70
29/05/09 71
29/05/09 72
29/05/09 73
29/05/09 74
29/05/09 75
SÍNTESE:

 A Construção Ecológica permite a integração entre homem e


meio ambiente, com um mínimo de alteração e impactos sobre a
Natureza.

 A Construção Sustentável promove intervenções sobre o meio


ambiente, adaptando-o para as necessidades de uso, produção e
consumo humano, com uso de modernas tecnologias e sem
esgotar os recursos naturais.

 Denominadores comuns: habitações que preservam o meio


ambiente e buscam soluções locais para os problemas gerados.

29/05/09 76
Critérios ou Parâmetros de Sustentabilidade
 Critérios para avaliação da sustentabilidade de produto. São
aplicados em países desenvolvidos, na área da construção.
 Formam a base da Agenda da Construção Sustentável (Espanha) e

também são aplicados na Austrália.


 Avaliam: Matérias-primas; Processo produtivo; Energia (balanço);

Água; Poluentes; Resíduos gerados; Ciclo de vida

Agenda da Construção Sustentável de Barcelona

* Produtos Aceitáveis (Baixo ou médio impacto ambiental)


** Produtos Corretos (Reciclados ou que mesclem matérias-primas
ecológicas com outras de baixo impacto ambiental)
*** Produtos Recomendados (Ecologicamente mais adequados ou
corretos)

29/05/09 77
 1) Instalações hidráulicas: Mecanismo de descarga para vaso sanitário

Características e Aplicações
Caixa acoplada para vaso sanitário. Descarga de 6 l. Conta com regulador
de descarga, permitindo quantificar o fluxo de água. Dimensões: 348 mm
X 355mm X 140mm (profundidade).
 Parâmetros de Sustentabilidade
 Água: Permite economia de água
Certificações Verdes
Anjo Azul - Umweltzeichen weil...
Avaliação da Agenda da Construção Sustentável
*** Recomendado

 2) Protetor de madeiras: Preservante à base de sais de boro.


Características e aplicações
Protege de fungos e insetos. Solúvel em água. Para revestimentos e vigas
em ambientes úmidos. Para ambientes não expostos a intempéries.
 Parâmetros de Sustentabilidade
Emissões: Não contém Compostos Orgânicos Voláteis
Resíduos: Não contém residuos tóxicos ou perigosos
Avaliação Agenda da Construção Sustentável
29/05/09 78
 *** Recomendado
 3) Pinturas: Pintura acrílica
Características e aplicações
Pintura acrílica
 Parâmetros de Sustentabilidade
Emissões: Baixa emissão de Compostos Orgânicos Voláteis
(C.O.V.)
Resíduos: Nível de resíduos tóxicos ou perigosos inferior ao
mínimo normativo
Certificacões Verdes
Etiqueta ecológica da União Européia - EU-Ecolabel
Avaliação Agenda da Construção Sustentável
* Aceitável

 Parâmetros de Sustentabilidade reúnem ACV e avaliações


dos rótulos ambientais e os disponibilizam para o mercado
da construção.

29/05/09 79
Implantação de uma Obra
Sustentável

IDHEA – Instituto para o


Desenvolvimento da Habitação
Ecológica

www.idhea.com.br
idhea@idhea.com.br

29/05/09 80
Construção e meio ambiente
CERF (Civil Engineering Foundation), ligada ao American Society of Civil
Engineers (ASCE) dos Estados Unidos, estima que:

 Construção Civil (CC) responde por 15 e 50 % do consumo dos recursos


naturais extraidos;

 CC Consome cerca de 2/3 da madeira natural extraída e a maioria das


florestas não têm manejo adequado;

 1 tonelada de clinquer = 600 kg de CO2 emitidos;

 CC maior gerador de resíduos. Valores internacionais oscilam entre 0,7 a


1 ton/habitante/ano

29/05/09 81
Construção sustentável
Informe Bruntland/ONU – 1987

Construção sustentável é:

 Aquela que, com especial respeito e compromisso com o Meio


Ambiente, implica no uso uso sustentável da energía. [Casado,
1996];

Aquela que reduz os impactos ambientais causados pelos


processos construtivos, uso e demolição dos edificios e pelo
ambiente urbanizado [Lanting, 1996].

 Um sistema que promove alterações conscientes em seu entorno,


de forma a atender as necessidades de habitação humana,
preservando o meio ambiente e qualidade de vida para usuários e
gerações futuras. [IDHEA, 2003].
29/05/09
Ferramentas para avaliação da obra sustentável

A maior parte dos países desenvolvidos conta hoje com ferramentas de


avaliação e pontuação de obras consideradas sustentáveis. Entre as
mais conhecidas estão:

• Agenda de la Construcción Sostenible (ES)


• Athena – Sustainable Materials Institute
• BEES – Building for Environmental and Economic Sustainability
• BRE – Environmental Profiles
• BREEAM UK – Building Research Establishment Environmental
Assessment Method (Método de Avaliação Ambiental do Organismo de
Investigação da Construção), desenvolvido pela BRE/Building
Research Establishment. Trata-se primeira ferramenta de avaliação e
pontuação do mundo (LEED americano baseou-se no BREEM)
• BREEAM Canada
• Bequest – Building Environmental Quality for Sustainability Through
Time
29/05/09
• Crisp – Construction and City Related Sustainability Indicators 83
Ecohome UK
Eco-effect (Suécia)
Eco-Pro (Finlândia)
Eco-Quantum (Holanda)
Escale (França)
Envest – Environmental Impact Estimating Design Software (Inglat.)
Environmental Support Solutions
Equer (França)
Gbtool
Green Building Assessment Tool – GBTool 1.3
Green Building Rating System (Korea)
Interactive Tools Survey (University of Weimar, Germany)
International Association for Impact Assessments (IAIA)
LCAid (Austrália)
LEED – Leadership in Energy and Environmental Design (EUA)
Nature Plus (Alemanha)

29/05/09 84
29/05/09 85
Linhas-mestras da Construção Sustentável:

 Gestão da obra: Estudo de impacto ambiental; Análise de Ciclo de Vida


da obra e materiais; Planejamento Sustentável e Aplicação de Critérios de
Sustentabilidade; Gestão dos resíduos na obra; Estudos de consumo de
materiais e energia para manutenção e reforma; Logística dos materiais;

 Aproveitamento passivo dos recursos naturais: iluminação natural,


conforto térmico e acústico, formação e interferências no clima e
microclima;

 Eficiência energética: racionalização no uso de energia pública fornecida


e, quando possível, aproveitamento de fontes de energia renováveis,
como eólica (vento) e solar; uso de dispositivos para conservação de
energia

 Gestão e economia da água: uso de sistemas e tecnologias que permitam


redução no consumo da água; uso de tecnologias que permitam o reuso e
recirculação da água utilizada na habitação (fins não potáveis);
aproveitamento de parte da água de chuva para fins não-potáveis e até
potáveis (dependendo da região e do tratamento aplicado);

29/05/09 86
 Gestão dos resíduos gerados pelos usuários: criação de área(s)
para coleta seletiva do lixo, destinação e reciclagem;

 Qualidade do ar e do ambiente interior: criação de um ambiente


saudável, respirante, não-selado/plastificado, isento de poluentes
(tais como partículas em suspensão, COVs/ compostos orgânicos
voláteis), com uso de materiais biocompatíveis, naturais e/ou que
não liberem substâncias voláteis;

 Conforto termo-acústico: uso, se preciso for, de tecnologias eco-


inteligentes para regular a temperatura e som compatíveis com o
ser humano; umidade relativa do ar adequada

 Uso de ecoprodutos e tecnologias sustentáveis para todas as


instâncias da obra

 Não-uso ou redução no uso de materiais condenados na


Construção Sustentável, como PVC, amianto, chumbo e alumínio,
dentre outros.
29/05/09 87
Características
Edifícios sustentáveis:

 Consumir mínima quantidade de energia e água na implantação da obra


ao longo de sua vida útil;

 Uso de matérias-primas ecoeficientes (cuja obtenção não cause/causou


agressão ao meio ambiente, que sejam renováveis, recicláveis e, quando
possível, desmontáveis);

 gerar mínimo de resíduos e contaminação ao longo de sua vida


(durabilidade e reciclabilidade);

 utilizar mínimo de terreno e integrar-se ao ambiente natural;

 adaptar-se às necessidades atuais e futuras dos usuários;

 criar um ambiente interior saudável (free VOCs/COVs) [Lanting, 1996].

29/05/09 88
Implantação do edifício sustentável
 1. Escolha do local
 Análise de Ciclo de Vida

 2. Planejamento
 Design sustentável

 3. Construção
 4. Uso
 5. Manutenção e adequação
 7. Reforma
 8 Demolição

29/05/09 89
1. Escolha do local – Aplicação de ACV

 ACV: avaliação de produtos e serviços do ponto de vista do meio


ambiente com relação a extração, beneficiamento e uso de matérias-
primas; energia e água; emissão de poluentes, geração de resíduos e
tratamentos; transporte e distribuição; manutenção, reutilização,
reciclagem e disposição final

 ACV nas Normas ISO 14000: ISO 14040; ISO 14041; ISO 14042; ISO
14043 – Gestão Ambiental, Interpretação de Ciclo de Vida (2000)

 ACV - Escolha do local (coleta das informações para planejamento)

29/05/09 90
Fatores observados para aplicação de ACV na obra sustentável

 Clima: macroclima e mcroclima: índice pluviométrico; fotoperíodo;


trajetória do sol; direção do vento e velocidade média;

 Topografia: uso das superfícies e movimentação de terra; configuração


da paisagem e forma da edificação;

 Orientação: localização da edificação dentro de um ecossistema


natural ou urbano

 Oferta ambiental: caracterização dos recursos locais e que poderão ser


incorporados à obra: matérias-primas, formas orgânicas do próprio
local

 Integração ao local e à paisagem: geografia local; identificação dos


ecossistemas que serão afetados, naturais ou urbanos;
reconhecimento e adequação à história local; especificação dos
materiais a serem utilizados na construção

29/05/09 91
2. Planejamento e Design Sustentável
 Design sustentável: uso das informações coletadas via ACV, de forma a
causar o menor impacto em todas as fases da obra. É a etapa onde se
definirá o Ciclo de Vida da Edificação e todos os impactos que poderá
causar ao longo de sua existência

 Estudos de solo, anteprojeto, projeto, cálculo estrutural

 Escolha de ecoprodutos consoante à situação avaliada e à necessidade de


gerar um ambiente interno e externo não-invasivo e não-poluente (não
uso de PVC, alumínio, chumbo, COVs). OBS: além da ACV da implantação
da obra, é importante que seja haja ou seja realizada ACV dos produtos a
serem utilizados (documentação junto a fornecedores; conhecimento ou
documentação com esclarecimento dos processos industriais utilizados)

 Especificação das tecnologias sustentáveis a serem aplicadas (uso racional


de água e energia)
29/05/09 92
Planejamento (continua)
 Projeto de hidráulica prevendo pontos para reuso de água e
aproveitamento de águas pluviais

 Projeto sanitário prevendo reuso das águas servidas

 Projeto de elétrica com estudo de emissões eletromagnéticas

 Gestão dos trâmites legais (licenças junto a órgãos públicos, ambientais)

 Estudos de impacto ambiental, cultural, sócio-econômico

 Manual do usuário

29/05/09 93
3. Construção

 Coordenação da obra: programação, compras, quantidades, logística e


transporte, integração e sinergia com fornecedores (redução de
embalagens nos materiais entregues, racionalização nas viagens,
cumprimento de prazo e pontualidade), evitar perdas;

 Segurança e saúde: obediência às regras de segurança e trabalho nas


obras; informar colaboradores sobre as medidas adotadas;

 Gestão dos:
 recursos humanos - informar e educar os colaboradores sobre a

natureza da obra sustentável;


 financeiros – prever gastos e adotar procedimentos menos onerosos;

 resíduos - oriundos do processo construtivo; redução e

responsabilização pelos resíduos gerados (CONAMA);


 poluentes - emissões de gases, efluentes e poluição acústica

29/05/09 94
4. Uso

 Informação: deve permitir aos usuários o conhecimento das


características da edificação e seus objetivos quanto à eco-eficiência

 Energético: energia consumida pela construção e para seu funcionamento

 Normas de segurança: planos de contingência para casos de emergência;


localização dos aparelhos (extintores); saídas (escadas, portas corta-fogo)

 Higiene: ventilação e iluminação saudável (raios UV-A); emissões nocivas


(controle de COVs); controle de enfermidades relacionadas à SEE/
Síndrome do Edifício Enfermo

 Gestão dos resíduos gerados pelos usuários: destinação e uso sustentável


dos resíduos (elaboração de composto orgânico, venda de recicláveis a
aparistas)

29/05/09 95
5. Manutenção e adequação

 Incorporação de novas tecnologias e recursos que permitam melhorar a


eco-eficiência da edificação ao longo de sua vida útil

 Manutenção preventiva para evitar a deterioração da edificação,


instalações e aparelhos em função do tempo, fatores climáticos, poluição,
etc.

29/05/09 96
7. Reforma ecológica

Reestruturação da edificação ou de seus interiores com vistas a:

 melhorar os espaços existentes, incorporar ou redestinar áreas


existentes (lazer)
 aumentar sua eco-eficiência e autonomia
 valorizar o patrimônio do ponto de vista econômico-cultural
 Incorporar novos conceitos tecnológicos, sócio-culturais de
ordem regional ou mundial (salas de ginástica, shoppings,
cinemas, salas de jogos)

29/05/09 97
8. Demolição

Finda a vida útil da edificação, a mesma deverá ser substituída por outra
de tecnologia mais avançada. Sendo que 85% a 90% dos resíduos de
demolição são de natureza pétrea, deve-se:

 Utilizar técnicas de demolição e desmontagem. Implementar, sempre


que possível, técnicas e materiais que permitam seu reuso futuro,
mesmo que com funções diferentes das originais

 Separar resíduos. Implementar princípios da coleta seletiva também


aos resíduos de demolição

 Utilizar na construção materiais que sejam recicláveis (evitar amianto,


gesso), reutilizáveis, renováveis

 Impacto ambiental da demolição: controlar emissões de resíduos


descartados, ruídos, poeiras, efluentes
29/05/09 98
Dificuldades para implantação da obra
sustentável

 Desconhecimento do mercado, dos profissionais, dos consumidores,


governos sobre o tema
 Inexistência de Normas ou Certificações específicas de materiais,
tecnologias e novos sistemas construtivos
 Marketing falacioso e propagação sistemática de equívocos
 Uso de metodologias ultrapassadas para um sistema construtivo que
exige visão multidisciplinar (integração de arquitetura, engenharia,
química, psicologia, antropologia, filosofia, espiritualidade);
 Desconhecimento dos materiais e tecnologias sustentáveis pelos
profissionais do setor
 Ausência de mercado verde organizado (dificuldade de localização de
materiais, compra e venda, precificação)
 Falta de profissionais habilitados para aplicação de ecoprodutos e novas
tecnologias

29/05/09 99
 Resistência cultural do meio e do mercado
 Qualidade insuficiente dos fabricantes e fornecedores (produtos com baixa
padronização, falta de matéria-prima, não cumprimento de prazos de
entrega, produtos não normatizados, produtos que frequentemente
apresentam problemas)
 Excesso de experimentalismo

29/05/09 100
29/05/09 101
29/05/09 102
29/05/09 103
29/05/09 104
29/05/09 105
29/05/09 106
Case: implantação de uma obra sustentável

Cliente: Fundação Jardim Botânico de Poços de Caldas – MG

Objetivo: Execução de edificação para Laboratório de Pesquisas em área


verde, com viveiro de plantas e animais silvestres

Área: 650m2 construídos

Projeto: arq. João Neves Toledo

Assessoria para ACV e recomendação de ecoprodutos e tecnologias


Sustentáveis: IDHEA

Descrição: Implantar um edifício sustentável no Jardim Botânico de Poços de


Caldas, de forma a causar o menor impacto possível sobre o meio
ambiente, servir de modelo para quatro outras edificações e de objeto de
estudo para universidades e instituições de pesquisa
29/05/09 107
Gestão da obra

 Nomear um profissional com especialização em Meio Ambiente como


“dono do processo” dentro da obra

 Treinamento da mão-de-obra e profissionais envolvidos em técnicas de


aplicação de novos materiais e tecnologias. Exs.: Tubos de PP, sistemas
de saneamento e captação de água de chuva

 Envolvimento dos fornecedores e controle de qualidade dos produtos


fornecidos (redução de substituição e reposição de materiais)

 Controle de entrada de materiais: evitar embalagens desnecessárias;


adquirir produtos com o mínimo de embalagem possível

 Atender Resolução do Conama e lesgislação vigente

29/05/09 108
 Selecionar entulho da construção

 Atender às Normas de Segurança do trabalho

 Realizar inventário dos poluentes gerados e introduzidos na obra, tais


como: partículas em suspensão (cimento, cal, resíduos em geral);
produtos que possam conter COVs (vernizes, colas, resinas, tintas,
outros); controlar a qualidade de produtos de limpeza no pré e pós-obra
(cloro, ácido muriático, outros)

 A partir do inventário, criar programa de redução e controle de


poluentes internos (COVs, MPs) e externos

 Inventariar todos os resíduos gerados, bem como documentar seu


destino para locais devidamente legalizados –fornecedores, aterros
sanitários, usinas de coleta seletiva e reciclagem

 Obrigatoriedade de emissão de relatórios confirmando envio de resíduos

29/05/09 109
ACV – Análise de Ciclo de Vida
Aplicou-se a ACV no local de implantação da obra, avaliando os seguintes fatores:
topografia, geografia, história, disponibilidade, caracterização e uso de materiais,
consumo de energia e água, minimização no uso de materiais descartáveis, uso de
ecoprodutos e tecnologias sustentáveis

Privilegiaram-se os materiais naturais, optando por produtos extraídos/obtidos na


região: terra, pedra, madeira, areia; uso e sistemas de iluminação natural;
tratamento de efluentes; aproveitamento de águas pluviais

Instalação do canteiro de obra

 Tapumes e barracos feitos de chapas recicladas/recicláveis.


Material de maior resistência que madeirite
Uso de material retornável ao fabricante para reciclagem

 Gabaritos em madeira plástica


Não consumo de madeira comum
Uso de material reciclado e reciclável, que retornará ao fabricante

29/05/09 110
29/05/09 111
Fundação e estrutura

Estaqueamento – composição da estaca


Uso de concreto usinado CPIII

Uso de ferragem (vegalhões, armaduras) de empresas com ISO

14001
Uso de formas de plástico reciclado

Estrutura em madeira de eucalipto (tratado) e reaproveitado

Contenção do pé da coluna em cálice de concreto, grauteado

Selagem posterior da madeira com resina

Estrutura de cobertura em muiracatiara-rajada certificada

Impermeabilização das fundações

Impermeabilizante base vegetal


29/05/09 112
Cobertura

Telha cerâmica não-esmaltada


Impermeabilização com produto à base de silicone
Forro-fibra

Alvenaria

Uso de pedra local


Tijolos de solo-cimento (resistência mínima 4Mpa)

Revestimento

Massa única pozolânica (respirante, vapor dágua)


Azulejo – empresa com ISO 14001

29/05/09 113
Pisos

 Porcelanato, granito (local)


 Tacão de madeira (muiracatiara) para áreas quentes

Esquadrias

 Portas de madeira certificada


 Janelas em vidro temperado
 Portões e telas em metal não tratados com produtos à base de
óxidos de chumbo
 Divisórias de banheiro em fibrocimento sem amianto
 Colagem de fórmicas com adesivo não fenólico
 Divisórias de escritório com placas de fibra de madeira

29/05/09 114
Pintura

Proteção para madeira, tijolos e pedras aparentes com óleos


impregnantes
Pintura base cal
Metais: esmalte sintético base dágua

Deck

 Madeira plástica

Hidráulica, abastecimento, saneamento, águas pluviais,


combate a incêndio

Esgoto – PP e PET (educativo)


Pluvial - PP

29/05/09 115
Calhas – alumínio pintado
Louças sanitárias – Empresa com ISO 14001, caixa acoplada com fluxo duplo
Metais sanitários – torneiras com sensores infra-vermelho
Reservatório de 30.000 litros para armazenamento de água de chuva, em
polietileno ou aço carbono
Uso de Mini-ETE e sistema de captação de água de chuva, sem mistura das
águas, com ozonização para pós-tratamento

Aquecedor solar

Sem cobre (tubos de PP para condução da água quente)

Energia

Fotovoltaica para computador, iluminação de emergência, lâmpadas PL para


os ambientes

Iluminação natural

Solatube (corredor) e vidro aramado (área externa)


29/05/09 116
Instalação elétrica

 Cabos ecopower ou borracha de silicone


 Conduite corrugado reciclado (a partir de embalagens de agrotóxico
recicladas ou de PE reciclado)
 Espelhos – madeira natural ou MDF

Área para coleta seletiva e destinação de lixo

 Seco – embalagens plásticas, vidro, metais


 Úmido – composteira, triturador
 Incinerável – papel higiênico, resíduos de medicamentos, outros

29/05/09 117
POLUENTES DO AMBIENTE
CONSTRUIDO
Tipos de poluição:

 Do ar (NO2, SO2, CO2, CO); Matérias Particuladas (MPs) em


suspensão, microrganismos; bactérias hospedadas em espumas
ou veiculadas pela umidade permanente da habitação; gases
eliminados por substâncias voláteis no interior da habitação
(tintas, resinas, vernizes, colas, outros), fumaças de cigarro,
queimas em geral
 Poluição da água (detergentes, orgânicos, antibióticos, hormônios,
outros)
 Poluição da terra (incluem-se emanações telúricas/contaminação
eletromagnética) e do solo
 Poluição sonora (eletro-eletrônicos, operações comerciais/
industriais, outras)
29/05/09 118
Poluentes interiores
Poluicao atmosférica - fumaças de cigarro, escapamento de automóveis, uso
de ar refrigerado, vernizes, tintas, colas e resinas, partículas em
suspensão (poeiras, COVs não degradados).

Contaminação da água - despejo de substancias químicas diversas, carga


orgânica, resíduos de hormônios e antibióticos, resíduos de tubulações de
chumbo

Solo - contaminação pela emissão de radiações (radon), através de pisos

Poluicao sonora - movimentação e usos dos próprios ocupantes, acústica


inadequada dos edifícios com entrada dos sons externos, uso de eletro-
eletronicos cujo funcionamento supera os limites estabelecidos de
emissão de decibéis.

Poluentes biológicos - fungos e bactérias hospedados em equipamentos de ar


condicionado e carpetes, paredes que não transpiram, tintas de baixa
qualidade

29/05/09 119
Síndrome do Edifício Enfermo (SEE)
 Termo surge na Europa e EUA nos anos 70, à época da Crise do Petróleo.
Habitações foram reduzidas em altura, bem como foram diminuídas as
aberturas, com a finalidade de conservar calor e energia. Como
consequência, criou-se ambiente adequado para menor dispersão de
poluentes internos e hospedagem e propagação de microorganismos
(bactérias como Legionella, hospedadas em sistemas de ar condicionado).

 Descreve problemas de saúde comuns aos ocupantes de edifícios.


Classificada como enfermidade pela OMS desde a década dos 80.

 Quando mais de 20% dos moradores ou ocupantes apresentam sintomas


em comum como irritação ocular, dores de cabeça, náuseas e tonturas,
dermatites, secura na garganta, congestão nasal, considera-se indicativo
da Síndrome do Edifico Enfermo.

 Há dois tipos de edifícios enfermos: os temporários, nos quais os


sintomas desaparecem com o tempo. Os cronicamente doentes, nos quais
as patologias permanecem mesmo depois de adotadas medidas
29/05/09 120
corretivas.
Causas da SEE
- Ventilação inadequada – 52%
- Contaminação do ar interno (cigarros, uso de produtos que
contêm formaldeído, etc.) – 12%
- Contaminação externa – 9%
- Contaminação gerada na fabricação – 2%
- Contaminação biológica – 1%
- Causas desconhecidas – 24%
- 5% dos poluentes interiores resulta de fontes no próprio
edifício, como uso de colas, pinturas, compensados, carpetes,
mobiliário, maquinas de xerox, produtos de limpezas. Todos são
emissores de Compostos Orgânicos Voláteis (COV´s).

29/05/09 121
COVs (Compostos Orgânicos Voláteis)
 Também conhecidos pela sigla VOCs (volatile organic compounds)

 Substâncias derivadas de petróleo (hidrocarbonetos aromáticos),


altamente voláteis. Oxidam em presença do ar e reagem com o calor.
Encontram-se em tintas, solventes, espumas em geral, adesivos de
contato (“de sapateiro”) e produtos fenólicos em geral (até mesmo em
esmaltes para unhas);

 Tíneres, aguarrazes e produtos similares contêm COVs, que, em


ambientes fechados, podem demorar até 1 ano para serem
completamente eliminados

 Agressivos à saúde dos seres vivos e à camada de ozônio que protege o


planeta dos efeitos nocivos dos raios ultra-violeta

 Degradação 100 vezes mais lenta em ambientes fechados;

 Tintas sintéticas incluem COVs em sua formulação, mesmo aquelas à base


de água (2% de COVs);
29/05/09 122
 COVs agridem ozônio (O3), que se encontra na forma de gás no alto da
atmosfera (entre 20km e 50km acima da superfície).

 O uso de produtos com COVs contribui para a quebra das moléculas de


ozônio, resultando na redução da camada que protege o planeta dos raios
UV-B. Quando isso ocorre, a incidência de enfermidades -como o câncer
de pele- aumenta nas regiões onde a camada foi fragilizada (caso do
Chile).

 Outro efeito perverso: o ozônio ´desce´ e concentra-se nas regiões


inferiores da atmosfera formando o ozônio troposférico (“mau ozônio”),
causando dores de cabeça, irritação nasal e ocular, dentre outros
sintomas.

 Para reduzir os níveis de ozônio troposférico é preciso controlar as


emissões dos seus precursores, que são o dióxido de nitrogênio e os
compostos orgânicos voláteis (COVs).

 Alguns COVs: Formaldeído (HCHO), xilol, benzeno, toluol

29/05/09 123
 Formaldeído – composto tóxico presente em muitas instâncias da vida
moderna, em materiais como:

 Reagente de adesivos fenólicos para produção de mobiliário e derivados


de madeira prensada e compensada (compensados, OSBs, MDFs);

 Pinturas e vernizes para madeira;

 Tapetes e carpetes de fibras sintéticas; produtos de papel com maior


resistência à umidade, tais como guardanapos e papel higiênico;

 Solvente para limpeza a seco em tinturaria;

 Irritante das mucosas e narinas e letal acima de 100ppm (partes por


milhão)

 Classificado como cancerígeno de Classe 3 –potencial agente


carginogênico- mesmo em baixas concentrações quando em exposição
continuada, o que ocorre em ambientes fechados;
29/05/09 124
Xilol, benzeno, toluol

Encontrados em tíneres (mistura de solventes), tintas, espumas de


poliuretanos.

Preferir produtos à base de água ou 100% sólidos (isentos de solventes);

Evite epóxis e esmaltes sintéticos à base de solventes;

Recusar solventes que contenham benzeno;

29/05/09 125
PVC – Policloreto de Vinil

 PVC – Policloreto de Vinil. Único dos termoplásticos existentes que


requer cloro para sua produção.

 É gerada cerca de um milhão de toneladas/ano de resíduos clorados


perigosos na síntese do etileno dicloreto (ethylene dichloride-EDC) e
no cloreto de monovinil (vinyl chloride monomer-VCM), precursores
do PVC.

 Monômero de cloreto de vinil (molécula básica do PVC) é um


conhecido agente cancerígeno.

 Combustão do cloro gera dioxinas e furanos –riscos na queima do


material em incêndios ou processo de fabricação não controlado
adequadamente.

 Dioxina – uma das substâncias mais letais já geradas pelo ser


humano. Segundo relatório da EPA (Agência de Proteção Ambiental
norte-americana) de 1994, não há nível de exposição seguro às
dioxinas.
29/05/09 126
 Dioxinas são lipossolúveis, isto é, dissolvem-se nas gorduras e
acumulam-se nos tecidos (tecido adiposo). Tais substâncias podem
ser encontradas no leite materno de seres humanos e de outros
mamíferos.

 Queima do PVC gera ácido clorídrico.

 Requer organo-estânicos para sua estabilização frente aos raios UV do


sol. Causam problema de esterilidade no homem.

 Contém ftalatos como elementos plastificantes (conferem para a


flexibilidade do plástico).

 http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u13366.shtml
(clique no link para acessar matéria sobre proibição na União
Européia de produtos infantis que contenham ftalatos, uma das
matérias-primas do PVC)

 Clique http://www.pangea.org/~vmitjans/pvc/acto2.html para ler


PVC – Biografia de um Veneno do Meio Ambiente (em espanhol)
29/05/09 127
Saúde e bem-estar do ambiente interno
Recomendações:

 Contar com uma lista de materiais cujos componentes tóxicos possam ser
levados ao interior da obra;

 Controlar a qualidade ambiental dos materiais de acabamento interno das


paredes, pisos e mobiliários.

 Montar banco de dados das fontes de contaminação do ambiente interior,


tais como pessoas, gases, poeria e pó, materiais de construção,
mobiliário, carpintaria, pinturas e componentes voláteis, têxteis,
instalações, ambiente externo, produtos de limpeza etc.

 Separar areas com ambientes mais contaminados, como area de


fumantes, banheiros, salas de maquinas, etc.

 Promover a renovação do ar interior, para manter sua qualidade,


estabelecendo os corretos índices de troca de ar.
29/05/09 128
Materiais Saudáveis

 Biologia da Construção - Novo campo de abordagem da Construção, que


estuda a relação do homem com sua habitação, do ponto de vista da
qualidade do ambiente construído, dos fatores climáticos, geológicos e
materiais utilizados.

 Materiais saudáveis: são os que apresentam compatibilidade com o ser


humano, sem resultar em enfermidades, preservando a saúde do indivíduo.

Características

 Não tóxicos. Mantêm elevada qualidade do ar interno (Indoor quality air) -


sem contaminantes internos, ambientes arejados;

 Não emitem poluentes após sua aplicação ou instalação na obra. Exs.: telha
e tijolos de barro cozido, madeira não tratada com derivados de petróleo ou
substâncias poluentes (arsênico, cromo)

29/05/09 129
 Isentos de COVs;

 Não causam contaminação eletromagnética ou emissão de


radiação;

 Contribuem para preservar o ambiente interno livre da presença


de fungos e patógenos (ex.: pintura a cal);

 Permitem a respiração do ambiente, transpiração do vapor d´água


e proporcionam boas condições térmicas ou termo-acústicas
(inércia térmica). Exs.: Paredes de terra, paredes de madeira,
paredes de pedra em ambientes frios ou na face sul).

29/05/09 130
Recomendações

 Definir, durante a fase de projeto, materiais levando-se em conta


formação de um ambiente saudável;

 Preferir materiais naturais para áreas com maior tempo de


permanência de pessoas (quartos e salas de estar);

 Preferir pisos quentes e naturais para dormitórios, escritórios e


salas de estar;

 Optar por pinturas naturais para dormitórios, salas e escritórios ou


usar aquelas isentas de COVs (compostos orgânicos voláteis);

 Evitar o uso de aglomerados, MDFs, compensados e OSBs em


áreas úmidas ou expostas diretamente ao sol -isso provoca reação
das resinas empregadas para sua colagem, como fenólica ou
uréia-formaldeído.
29/05/09 131
Materiais naturais
 são sempre mais saudáveis que os sintéticos, embora possam
apresentar vida útil menor em alguns casos e exigir mais
manutenção;

 Pedras naturais - utilizar de preferência as de extração local,


reconhecidamente abundantes e que possuam boa inércia térmica;

 Terra/argila - cozida a uma temperatura máxima de 900oC, dá


origem a produtos de excelente qualidade biológica, caso de
telhas, tijolos e pisos. Preferir produtos não-esmaltados, sem
adição de pigmentos

29/05/09 132
 Madeira - Um dos materiais mais tradicionais e de melhor compatibilidade
com o ser humano. Ideal para estruturas de telhado, pisos, móveis e
assoalhos, esquadrias, etc. Normas recomendavam uso da madeira para
dormitórios, salas de estar, escritórios

 Isola 5 a 10 vezes mais do que o concreto e 1.500 vezes mais que o


alumínio (esquadrias de alumínio resultam em perda de calor);

 Deve-se observar: escolha da madeira mais adequada para cada situação


(madeiras de alta densidade/ C60 para estruturas, por exemplo); vida
útil; manutenção; tratamentos dispensados e por dispensar;

 Evitar carpetes de madeira. Vida útil curta, prensados com resina fenólica,
revestidos com fórmica, são apenas imitação da madeira

 Deve-se evitar tratamentos à base de químicos como pentaclorofenol,


creosoto e elementos de proteção como vernizes nitrocelulósicos. Usar
óleo de linhaça refinado, goma laca, outros

29/05/09 133
 Fibras e outros materiais vegetais - Bambú (estruturas, mobiliário,
adornos, utilitários, pisos), sisal (carpete), juta (base para carpete), fibra
de coco (isolante termo-acústico), cortiça (piso, linóleo, isolante termo-
acústico), rami (persianas)

 Cal - Um dos melhores e mais saudáveis produtos já elaborados pelo


homem. Usada para argamassas de assentamento, revestimento e
pintura.

 Fungicida natural, permite respiração da parede. Ideal para quartos de


criança e de pessoas com problemas respiratórios; banheiros e áreas
úmidas -não acumula umidade ou fungos, não “estoura” como as pinturas
plastificantes;

 Não deve ser aplicada sobre massa corrida ou acrílica. Usar massa fina ou
aplicar sobre cimento desempenado

29/05/09 134
Roteiro para escolha dos Ecoprodutos e Tecnologias
Sustentáveis

 Faça a ACV do processo e do local de implantação da obra antes de


especificar materiais e tecnologias sustentáveis

 Já existem centenas de materiais fabricados no Brasil, que incorporam


resíduos ou com preocupação ambiental. Procure identificá-los próximos
ao local da obra

 Caso resolva adquirir ecoprodutos oriundos de outros Estados ou regiões,


faça antes seu balanço energético (emissões de poluentes, transporte,
distância, despesas). Aplique este critério primeiramente para produtos de
alvenaria convencional (blocos, tijolos, pedra, areia, cimentos)

29/05/09 135
Gabarito de obra

Madeira Plástica

29/05/09 136
29/05/09 137
 Areia e brita recicladas
 Atendem Resolução 307 do
Conama

29/05/09 138
Fôrmas para concreto

 Plástico reciclado (policarbonato)


 Aço
 Madeirite certificado
 Isopor revestido de isopor

Cimentos

 CP III RS 32
 CP IV (Pozolânico)

Cal Pozolânica
 SiO2 Al2 O3 K2O + CaCO3 (CaCO2(OH))
 O que são pozolanas?
 Cal hidráulico (não existe no Brasil)
29/05/09 139
29/05/09 140
Fechamento de parede

 Tijolos de solo-cimento – tijolos de demolição

29/05/09 141
29/05/09 142
Blocos cerâmicos reforçados com fibra celulósica

29/05/09 143
Recibloco

29/05/09 144
29/05/09 145
Alvenaria leve (dry-wall)
 Chapas fibrocimento sem amianto

29/05/09 146
29/05/09 147
Cobertura
 Telhas cerâmicas não-esmaltadas
 Telhas de madeira
 Telhas de taubilha
 Telhado verde (Telhado vivo)
 Telhas de fibrocimento sem amianto (PVA)
 Telhas fibroasfálticas

29/05/09 148
29/05/09 149
29/05/09 150
29/05/09 151
29/05/09 152
Telhas recicladas
(Ecotelhas)

29/05/09 153
Hidráulica
 Por que não PVC?
(Já visto)

Alternativas

 PP (Polipropileno)
 PEBD, PEAD (polietileno de alta e baixa densidade)
 PEX (polietileno reticulado)
 Tubos de PET (politereftalato de etileno) reciclado

29/05/09 154
29/05/09 155
29/05/09 156
29/05/09 157
29/05/09 158
Saneamento - Mini-estações de tratamento

29/05/09 159
29/05/09 160
- C o rte lo n g itu d in a l -
(F iltro d e a re ia c o m s e p to D if u s o r

C a ix a d e p a s s a g e m
c o le to ra c / ta m p a
Tu b o P V C Ø 1 0 0 m m p e r f u ra d a p /
P e rf u ra d o Te rra V e g e ta l v e n tila ç ã o

R e s e r v a tó rio p a ra
Á g u a tra ta d a

F o s s a S é p t ic a Tu b o D re n o
A re ia g ro s s a S e p to D if u s o r

29/05/09 161
E s q u e m a d e In s ta la ç ã o d o s is te m a d e s a n e a m e n to c o m
f iltra g e m d a s á g u a s s e rv id a s .
C x. D e P a ssa g e m R e s e r v a tó rio p a ra á g u a t ra ta d a c o m
C / ta m p a - (6 F ) b o m b a p a ra re u tiliz a ç ã o
F iltro d e A re ia (p re v e r c lo ra ç ã o s e n e c e s s á rio )
Fo ssa C o m p rim e n to
S é p tic a

C x. D e C x. D e
Tu b o D re n o
G o rd u ra Pa ssa g e m C x . D e P a s s a g e m - (3 F )
Ø 100m m
(F u n d o ) C / ta m p a C / t a m p a p e rf u ra d a
Tu b o P V C 3F P / a e ra ç ã o d o s is te m a
Ø 100m m
P e rfu ra d o
(P a r te s u p e rio r) F iltro B io lo g ic o
S e p to D if u s o r

29/05/09 162
C o rte Tra n s v e rs a l
(F iltro d e a re ia c o m s e p to D if u s o r)

Tu b o P V C Ø 1 0 0 m m Te rra V e g e t a l
P e r f u ra d o

0 .2 0
0 .3 0
S e p to D if u s o r

1 .1 0 m
A re ia G ro s s a

0 .5 0
(1 a 4 m m )

B id im O P - 1 5

0 .1 0
N ív e l m á x im o d o
le n ç o l f re á t ic o

0 .5 0 m
1 .0 0 m
Tu b o D re n o Ø 1 0 0 m m

29/05/09 M ín im o
163
29/05/09 164
29/05/09 165
SISTEMA DE CAPTAÇÃO E
APROVEITAMENTO DE ÁGUAS PLUVIAIS
(CHUVA)

 Aproveita recurso disponível e não utilizado


 Solo impermeabilizado nas grandes cidades não percola
 Contribui para reduzir a necessidade de água para fins não-
potáveis (centros urbanos) e potáveis (locais distantes de grandes
cidades, indústrias e aplicação de agrotóxicos)
 Contribui para reduzir enchentes
 Sistema simples. O mais oneroso é o reservatório para
armazenamento da água de chuva.

29/05/09 166
29/05/09 167
29/05/09 168
29/05/09 169
29/05/09 170
29/05/09 171
29/05/09 172
29/05/09 173
29/05/09 174
29/05/09 175
Madeira, madeiramento e tratamentos naturais

 Madeira Alternativa da Amazônia


 Madeira Reflorestada (com e sem selo FSC)
 Madeira de demolição
 Madeira certificada com Manejo Florestal Sustentável (Selo FSC)
 Tipos de madeira
 Aplicações
 Resistências
 Tratamentos naturais – produtos filmogêneos e não filmogêneos

29/05/09 176
29/05/09 177
Tintas, vernizes, resinas, solventes e colas

 Tintas sintéticas convencionais


 Tintas sem VOCs
 Vernizes sem VOCs (base dágua)
 Vernizes PU à base óleos vegetais
 Colas base dágua
 Pinturas naturais
 Óleo de linhaça
 Goma laca

29/05/09 178