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1 SERIE — N.° 297 — 26-12-1984 ‘Quadro de pessoal do Centro de Saude Distrital de Viseu M1 —Pesoat eaicoprofssional | © adainitrativo 4) Pessoa técico profissional: j “‘sanitério ‘coordensdor |G i principal (12 | Téenieo auxitiar sanitério de 1. (2) Se das reras de tani constant do artigo 5. do Decreto- tel’ns 28h de 17, se Agesto, relat « neceaiase se Intarer iesas "categories om ‘mero rupetor de funclonrion, serio saltadoe s lugres por conta av vagur ennenes tar ceepoia superiors, ¢ MINISTERIOS DA AGRICULTURA E DO COMERCIO E TURISMO Despacho Normative n° 177/84 ‘Ao abrigo do disposto nos n.* 1 ¢ 3 do Decreto-Lei ne 303/77, de 29 de Julho, e em aditamento & tabela n° 2—Produtos Fitofarmactuticos, aprovada pelo Despacho Normativo n.* 346/80, publicado no Didrio da Repiblica, 1% série, n? 250, de 28 de Outubro de 1984, € autorizado 0 langamento no mercado das embalagens com o contetido Iiquido (peso) de 200g, Skg e 25kg para os produtos fitofarmactutioos com peso em manebe, formulados em pé, com o teor de 50 % (p/p) de substincia activa. Ministérios da Agricultura e do Comércio e Turismo, 3 de Dezembro de 1984, —O Ministro da Agricultura, Alvaro Roque de Pinho Bissaia Barreto. —O Ministro do Comércio e Turismo, Joaquim Martins Ferreira do Amaral. MINISTERIOS DA INDUSTRIA E ENERGIA E 00 EQUIPAMENTO SOCIAL Decreto Regulamentar n.* 90/84 e 26 de Dezembro A regulamentagdo de seguranga das instalagdes eléc- tricas carece de constante actualizagao decorrente da evolucdo da técnica e do aparecimento de novos ma- teriais e equipamentos. © Regulamento de Seguranca das Redes de Distr buigdo de Energia Eléctrica em Baixa Tensdo, publi cado em Janciro de 1966, néo podia fugir a regra. O trabalho da sua revisio foi iniciado hd 7 anos pe- la CORIEL (Comissao para 0 Estudo ¢ Revisio dos 3871 Regulamentos de Seguranga das Instalagdes Eléctricas), mas s6 agora foi concluido. © Regulamento que agora se publica destina-se, na- turalmente, a substituir o que se encontra em vigor € contempla a utilizagdo, nas redes aéreas, de condu- tores dotados de isolamento especial, Fesistente a intempérie, agrupados em feixe (torcada). Aproveitou-se a oportunidade para elevar o limite dda baixa tensdo para 1000 V (entre fases), em corrente alternada, ¢ para 1500 V, em corrente continua, ten- do assim’ em conta as prescrigdes internacionais, Para assegurar a protec¢do das pessoas contra con- tactos indirectos nas redes de distribuicdo, & semelhan- ga da prética usada em muitos paises de técnica evo- Iuida, prescreve-se a ligaglo das massas ao neutro € deste’ a terra, associada ao emprego de um aparelho de corte automético. ‘Ao capitulo da proteccdo das instalagdes foi dado um desenvolvimento compativel com a seguranca ¢ fiabilidade das instalagdes, matéria insuficientemente tratada no anterior Regulamento. Finalmente, € de referir que foram tornadas obri- gatérias as i i 80, com vista a garantir, ao longo do tempo, a sua seguranga e a qualidade de servico. ‘Nestes termos: © Governo decreta, nos termos da alinea ¢) do ar- tigo 202.° da Constituigao, 0 seguinte: ‘Artigo 1.° — 1 — O estabelecimento ¢ a exploracdo das redes de distribuicao de energia eléctrica em baixa tensdo deverdo obedecer as disposi¢des do Regulamen- to anexo a este decreto regulamentar, que dele faz parte integrante. 2 — Nas redes de distribuigdo existentes, © cumpri- mento das disposigdes inovadoras do novo Regula- mento s6 serd obrigat6rio relativamente as obras de ampliagao, modificagdo ou tenovacao. 3 — Nas redes de distribuicdo existentes, a fiscali- zasio do Governo poderd impor, de acordo com os preceitos do novo Regulamento, a execugdo das mo- dificagdes ou adaptagdes que se tornarem necessarias para a seguranca das pessoas ou da exploragdo. Art. 2.° Os projectos-tipo, as recomendacdes, os guias, as especificacdes ou as instrugdes técnicas ela- borados € aprovados pela Direc¢ao-Geral de Energia, depois de obtido o parecer da Comissio para o Es: tudo © Revisio dos Regulamentos de Seguranca de Instalagdes. Eléctricas (CORIEL), seréo_divulgados através da publicagao de um aviso'no Diario da Repi- blica, 0 qual indicaré 0 grau de obrigatoriedade ¢ 0 Ambito da sua aplicacao. Art. 3.° Os artigos 3.° € 4.° do Regulamento de Seguranga de Instalagdes Colectivas de Edificios ¢ En- tradas, aprovado pelo Decreto-Lei n.° 740/74, de 26 de Dezembro, passam a ter, respectivamente, @ redac- cio constante dos n.% 25 ¢ 24 do artigo 3.° do Re- gulamento de Seguranga de Redes de Distribuigao de Energia Eléctrica em Baixa Tensio, anexo, Art, 4.° Enquanto nao forem revistos os restantes regulamentos de seguranca das instalacdes eléctricas ‘em vigor, considerar-se-d que uma instalagéo ou par- te de instalacao sera de alta ou baixa tensao confor- me 0 valor eficaz ou constante da sua maior tensio nominal excede ou nao: a) Em corrente alternada: 1000 V; 6) Em corrente continua: 1500 V. 3872 Art, 5.° Ficam revogados 0 Regulamento de Segu- ranca de Redes de Distribuicdo de Energia Eléctrica em Baixa Tensio, aprovado pelo Decreto n.° 46 847 de 27 de Janeiro’ de 1966, ¢ 0 artigo 5.° do Regu mento de Seguranca de Instalapdes Colectivas de Edi ficios ¢ Entradas, aprovado pelo Decreto-Lei 1n.° 740/74, de 26 de Dezembro, com base no dispos- to no n.° 3 do artigo 1.° deste decreto-lei. Art, 6.° — 1 — O presente decreto regulamentar se- +4 aplicdvel no territério do continente e entraré em vigor 60 dias apds a data da sua publicagio, sem pre- julzo do disposto nos méimeros.seguintes. 2 — Para as redes de distribuicdo existentes & data da entrada em vigor deste decreto regulamentar, o dis- Posto no artigo 162.° do Regulamento anexo serd apli- chvel decorrido um prazo variével com o nimero ¢ extensdo das redes de cada distribuidor pablico com © maximo de 3 anos. 3-— Para as redes referidas no mimero anterior, as inspecgdes serdo escalonadas no tempo por forma a abranger anualmente um quinto das redes atreas tum décimo das redes subterréneas; para esse efeito serd elaborado um plano de inspecg0es, no qual se tera em conta, na medida do possivel, a sua data de en- trada em’ exploracio. Art. 7.° A aplicagdo do presente diploma as regides auténomas dependeré de decreto regulamentar regional. Mério Soares — Carlos Alberto da Mota Pinto — José Veiga Simao — Jodo Rosado Correia, Promulgado em 25 de Maio de 1984. Publique-se. © Presidente da Republica, ANTONIO RAMALHO EANES. Referendado em 31 de Maio de 1984. © Primeiro-Ministro, Mario Soares, ANEXO Roguamento de Segurnga de Redes de Distrbuicho de Energia Eéctice om Baixa Tenslo CAPITULO 1 Generalidades Artigo 1.° Objective 1 —O presente Regulamento destina-se a fixar as condigdes técnicas a que devem obedecer o estabele- cimento ¢ a explora¢do das instalagdes eléctricas in- ficadas no artigo seguinte, com vista & protecgio de pessoas ¢ coisas © & salvaguarda dos interesses colectives. 2—A fiscalizagao do Governo poderd autorizar va- riantes as disposigdes do presente Regulamento nos c: 80s, devidamente justificados, em que dificuldades de execugdo, despesas inerentes ‘ou evolugdo da técnica ‘ou das especificacdes internacionais as _aconselhem, desde que dessas variantes ndo resulte diminuicdo de seguranga 1 SERIE — N.° 297 — 26-12-1984 3. = 05 comentarios — que no constituem obriga- 40 legal — tém por fim esclarecer as condicOes impostas nos artigos, indicar como devem ser verifi- cadas ou recomendar 0 sentido em que convém melhoré-las. Artigo 2.° Campo de aplicac 1 —O presente Regulamento aplica-se as redes de- distribuigdo puiblica de energia eléctrica em baixa tei so, as quais deverdo ainda obedecer, na parte apli- cdvel € a que ndo se oponha este Regulamento, as de- mais prescrigdes de seguranca em vigor ¢, bem assim, as regras da técnica 2—O presente Regulamento aplica-se, sem prejui- 20 da especificidade dessas instalacdes, &s instalacdes de utilizagdo de energia eléctrica, de corrente alterna- da ou de corrente continua, com estrutura semelhan- te & das redes de distribuicio, incluindo as instalagdes eléctricas de sinalizacio ¢ ou de telecomando. 3—Para efeito da aplicagdo deste Regulamento considera-se que: 4) Nas instalagdes de corrente alternada ou de cor- rente continua, © condutor médio ou de equilibrio ou qualquer outro condutor acti- vo ligado a terra € equivalente ao condutor neutro das instalagdes de corrente alternada; b) Nas instalagdes de corrente continua, os con- dutores positivo € negativo nao ligados a ter- ra slo equivalentes aos condutores de fase das instalagdes de corrente alternada; ©) Nas instalagdes de corrente alternada, 0s valo- res das tensdes ¢ das intensidades de corren- te so valores eficazes, salvo especificagao em contrario. 4 —O presente Regulamento nao se aplica as re- des de tracco eléctrica, 5 — Para efeitos de aplicagao do presente Regula- mento adoptam-se as definigdes constantes do artigo seguinte, Comemtdras. — 1 — Em Portugal a tensto redes de disribuigdo de energa electrica em b Ede 220/80 V, akernada, $0 Hie 2° "De ‘entre ae insalagdes (que se refere © ne 2 citamse as instalagdes de tuminasdo publica e de sina tagdo de trinsito ¢ de cirulagto rodoviria, as instalarbes de telecomunicasao, com exclusio das radioeéct elecica eas instal: ddr serigos publicos de abastecimento de Aguas, saneamento e incEndios Artigo 3.° Dotinigéos 1— Cabo isolado ou simplesmente cabo. — Condutor isolado dotado de bainha ou conjunto de condutores isolados devidamente agrupados, provido de bainha, tranga ou envolvente comum. 2 — Canalizagéo eléctrica. — Conjunto constituido por um ou mais condutores ¢ pelos elementos que as- seguram 0 seu isolamento eléctrico, as suas protecydes ‘mecnica, quimica ¢ eléctrica, ¢ a sua fixacdo, devi- damente agrupados e com’ aparelhos de ligacdo comuns. 1 SERIE — N.° 297 — 26-12-1984 3 — Candeeiro de iluminagao publica. — Aparelho de utilizagao de energia eléctrica alimentado a partir de uma rede de distribuigdo e constituido, em regra, pelos seguintes elementos: 4) Lanterna — elemento onde se encontram aloja- das as limpadas e por vezes os seus acessérios; b) Braco — elemento de suporte da lanterr ) Fuste ou coluna — elemento destinado a supor- tar o brago e ou a lanterna a uma distfncia conveniente do solo; @) Macigo de fundacdo — elemento destinado a fi- xaF convenientemente 0 fuste ou coluna ao solo. 4 — Classes. — As instalagdes séo agrupadas nas 3 classes. seguintes a) 1.* classe — instalagdes_cuja tenséo nominal ‘ndo ultrapassa 1000 V em corrente alterna- da ou 1500 V em corrente continua; b) 2.* classe — instalagdes cuja tensfio nominal € superior aos valores indicados na alinea an- terior, mas inferior a 40 000 V; 6) 3.* classe — instalagdes cuja tensdo nominal & igual ou superior a 40 000 V. $ — Circuito de terra. — Conjunto de condutores de terra, eléctrodos de terra € suas ligagdes. ‘6 — Condutor. — Elemento destinado & condugéo eléctrica, podendo ser constituido por um fio, por um conjunto de fios devidamente reunidos ou por perfis adequados. Comentdrio. — As expressdes acondutor» «conduto- resn so por vezes empregadas em sentido lato, abrangen- do, poranto, os condutores nus, of condutores isolados 0-08 eabos islados 7 — Condutor de terra. — Condutor destinado a as- segurar a ligagdo entre um ponto de uma instalagao € 0 eléctrodo ‘de terra. 8 — Condutor isolado. — Condutor revestido de uma ou mais camadas de material isolante que asse- guram o seu isolamento eléctrico, Comentdrio. — Sto expressamenteincuidos nesta desige soo condutorestsolados em feixe, vulgarmente de Sianadot por wloreadas» 9 —Condutor multifilar. — Condutor constituido por varios fios sem isolamento entre si. 10 — Condutor nu. —Condutor que néo possui qualquer isolamento exterior. ‘Comentirio. — Os condutores nus sio condutores pr6- para linhas aéreas, podendo ser unifilares ou mult: Flares cableados, pelo que sto normalmente designados por “ioe nus» ot) wabos. nus», respectivamente 11 — Condutor unifilar ou fio. — Condutor cons- tituido por um tinico fio. 12 — Cruzamento. — Intersec¢ao, em projecgao ho- rizontal, do tracado de uma linha com o tragado de outra, de energia ou de telecomunicacao. 13 — Eléctrodo de terra. — Dispositivo destinado a assegurar bom contacto eléctrico com a terra, consti- tuido por um conjunto de materiais condutores en- terrados, ligados num tinico ponto ao condutor de terra, _ ___ 3873 14 — Instalagao de baixa rensdo. — Instalagio em que o valor eficaz ou constante da sua tensio nomi- nal ndo excede os seguintes valores: a) Em corrente alternada: 1000 4) Em corrente continua: 1500 V. Comentérios. — 1 —O limite de baixa tensto foi el vado de 250 V entre fase e neutro (Ugado & tera) pat 1000 V entre fazee, em corrente alernads, e de 650 V para 1$00 V, em corrente continua, a fim de pecificagdesinternacionals. As tensBes alternadas situadas entre $00 V ¢ 1000 V ndo slo geralmente ulizadas na dis- Iribuigho de energia electri 2— De acordo com 0 1. pondem a1." clase 4, estas instalagbes corres 15 — Instalagdo de telecomunicagao. — Instalacao eléctrica destinada exclusivamente & transmissio de si nais ou informagdes de natureza semelhante. ‘Comentario. — As instalagBes de telecomunicagdo com csrutura semelhante 4 uma rede de distribuiglo’ sto de Signadar, no. presente ‘Regulamento, por slinhas de telecomunicasaow 16 — Instalagdo provisdria. — Instalagao, ou parte de uma instalagio, destinada a ser utilizada por tem- po limitado, no fim do qual € desmontada, removi da ou substituida por outra definitiva. Comentério. — So exemplos tipicos de instalagdes pro- visbrias, quando total ou parcialmente tenham estrutura femelhante a tedes de distibuigdo: 1) InstalagBes de artalais ov semelhantes; 1) Instalagdes que se destinam a servir estaleiros de ‘obras, (0 Instalagbes modifcadas temporariamente por mo: tivo de obra : 4) Instalagies estabelecidas com eatécter transitério ela conveniénca ou necesidade de iniiar numa ‘Sada oportunidade a exploraczo de uma activi ‘dade ou de manter a continuidade do forneci- mento de enersia 17 — Ligador. — Dispositivo destinado a ligar, eléc- trica e mecanicamente, dois ou mais condutores, um. condutor a um aparelho, um condutor a uma massa metélica ou um condutor a um eléctrodo de terra. Comentério. — Sob a designasio gentrica de ligadores so incluidos 0s ligadores de extremidade (lerminais) dos Aaparelhos, os ligadores de compressdo, as unibes, etc 18 —Linha de alta tenséo. — Linha eléctrica em que 0 valor eficaz ou constante da sua tensio nomi- nal excede os valores seguintes: 1) Em corrente alternada: 1000 V; 5) Em corrente continua: 1500 V. Comentério. — De acordo com 0 n.* 4, estas linhas en slobam as da 2+ € 3." classes 19 — Linhas de baixa tensdo. — Linha eléctrica em que 0 valor eficaz ou constante da tensio nominal do excede os valores seguintes: a) Em corrente alternada: 1000 V; }) Em corrente continua: 1500 V. 20 — Linha eléctrica. — Conjumo de condutores, de isolantes, de suportes ¢ acessérios destinados a0 transporte ou distribuigio de energia eléctrica. 21 — Massa. — Qualquer elemento condutor suscep- tivel de ser tocado directamente, em regra isolado das 3874 partes activas de um material ow aparelho eléctricos, mas podendo ficar acidentalmente sob tensio. 22 — Portinhola. — Quadro onde finda 0 ramal, de que tv parte, © que, em regra, contém os aparelhos de proiecgao ‘geral contra sobreintensidades das. ins- talagdes colectivas de edificios ou entradas ligadas a jusante, Comenidrio, — No caso de insalagdes de wtilizacdo uni familiares, a portinhola pode conter apenas ligadores com 2 Tungio de seccionamento. da snstlaglo 23 — Quadro, — Conjunto de aparelhos, convenien- temente agrupados, incluindo as suas ligagdes, estru- turas de suporte ou invélucro, destinado a proteger, comandar ou controlar instalagdes eléctricas.. Comentsrio. ~ Nas redes de distibucto sto abrangi imo. gentrico de quadro as portinholas ¢ nas de distribuigao) 24 — Ramal. — Canalizacao eléctrica, sem qualquer derivagao, que parte do quadro de um posto de trans- formagao, do quadro de uma central geradora ou de uma canaliza¢ao principal e termina numa portinhola, quadro de colunas ou aparelho de corte de entrada de uma instalacao de utilizagao. Comentarios. — 1 — & oxigem de um ramal, quando derivado de uma canalizagao principal, € 1) Em redes areas esiabelecidas em apotos, 0 apoio ‘mais proximo da instalagdo’ de uulizagdo. a alimentar, 1) Em redes aéreas isladas estabeecidas em facha- 122s de edificios, o aparelho de ligasdo (ligador fou caina) onde’é feta a dervacao: ) Em redes subterraneas, © quadro (armirio) ou 0 ‘aparelho de ligagdo’ onde & feita a derivagdo. 20 ramal aéreo é também designado por bain 3 — As defingoes de equadro de colunas» ¢ de wape telho de sorte de entrada S40. as_que constam dos ar tigos 8° e 13.° do Regulamento de Seguranga de Insta lagbes Colectivas de Eeificiy « Entradas, 25 — Rede de distribuigao de energia eléctrica em baixa tensdo ou, simplesmente, rede de distribui- ¢do. — Instalagdo eléctrica de baixa tenséo destinada 4 transmissao de energia eléctrica a partir de um posto de transformagio ou de uma central geradora, cons- tituida por canalizagées principais ¢ ramais 26 — Rede de distribuigdo com «terra pelo neu- tro». — Rede de distribuigdo em que a ligagao a ter- ra das massas metilicas das instalagdes de utilizagao, a ela ligadas ¢ feita por intermédio do neutro dessa rede. 27. — Resisténcia de terra. — Valor da resistencia eléctrica medida entre um eléctrodo de terra © um, eléctrodo de terra auxiliar, suficientemente afastados, entre si, de forma que ao escoar-se uma corrente pelo elécirodo de terra nao seja sensivelmente modificado © potencial do eléctrodo de terra auxiliar Camentiris. — 1 — A cesisténcia de serra de um eléc- tuodo de terra X, que & consttuldo, praticamente, pela Sislencia de contacto e das eamadas de terreno que ficam ha prosimdade do clectrodo nas quai @ cxntencia de lima denvdade de corrente elevada provoca quedas de ten So sensiveis, pode medir-se (ig. 1) fazendo circular en- lie Ae um electrodo de terra auxiar A (eléctrodo aux liar de corrente) uma corrente Ja ¢ medindo a. tensio Cayentie X ¢-outto clectrodo auiiar B (eletvodo au 1 SERIE ~ N.° 297 ~ 26-12-1984 Quando os electradon eviserom suficietemente ahi dow ate dan outtony o uunoieme Uy Py Tons un Tor limite que ea teistencis de tea do cleo 2 2 Se for ro taio de uma esfera com centro & super ficie do terreno ¢ que envolva completamente 0 cléctrodo 2%. basta, em getaly afastar entre si os eectrodos de 10 41'30°7; como Valor pritico, no caso de um eldctrodo X ‘onstituido por uma vara ou chapa, podem tomate, como Ininimo, 40 m para afastamento dos eéctrodos Ae Xe 20-m para afastamento entre B e qualquer dos outros dos ‘Se 0 electrodo X for constituido por mas de um elemes to, hd que aumenta convenientemente aquelas dstincas ‘3 A tensdo do gerador G deve se allernada, podendo rio ser-snusoidal, A resistencia interna do voltimetro. deve ser superior a 10.000 0, convindo, de preferénca, utlizar-se um voltimetro eleirosatico.. 4A medigho € geralmente feta por intermédio de aparchos de letura directa baseados no principio exposto, 28 —Tensdo nominal de uma rede de distri- buigdo. — Tensio pela qual a rede de distribuigao é designada ¢ em relagdo 4 qual sao referidas as suas caracteristicas. Comentérios. — 1 — As tenses nominais das insalagdes de basa tensdo, em corrente alternada, segundo a publi faglo n.° 38 da Comissdo. Elecrotécnica Intemational (CED, ‘do as indicadas no quadro seguinte 230/400 277/480 400/690 1000 2 — Como se disse no comentario #.° 1 do artigo 2°, fem Portugal a tensso nominal das redes de distrbuicao Diblica €'de 220/380 V, a qual € utilizada nos pases da Europa ‘continental (apenas a Inglaterra usa tensio 24o/4Ts V). Com vista'a permit a utlizagdo dos apare ‘hos eléricos em qualquer rede de distibuisto da Europa, a referida publicagdo n° 38 aponta paras adopcto da fensio. nominal de 230/400 V, no mais curto espago de tempo, que no deverd exceder 20 anos. Ainda segundo 44 mevina publicagio, durante este periodo, como primeira apa, 0% disiibuidores publicos de energa electrica’ dos Pate: cuja tensdo das redes € de 220/380 V deve adap. {ar 0 valor de 230/400 V com as tolerincias de 16% € "10 %. Apes este periodo transitério deve ser adoptado © valor de 230/400 Vt 10%, prevendo-se no futuro’s re ocho desta tolerincia 29 — Tensor de cabo auto-suportado ou suspenso de fiador. — Elemento resistente destinado a susten- tar cabos ¢ constituido, em regra, por cabos de aco, ‘Comentiri. — 0 tensor pode ser englobado oa bainha exterior dos cabos (por exemplo, no cabo VWS ou LYVS, Wolgarmente eonhecido por wcabo Ho) Ou ser exterior 20s 1 SERIE — N.* 297 ~ 26-12-1984 estes ser suportados por meio de “se material Rolante ou convenien 30 — Terra. — Massa condutora da terra 31 — Terras distintas. — Circuitos de terra suficien- lente afastados para que o potencial de um deles sofra uma variagao superior a $ % da que expe- Fimenta 0 do outro, quando este iiltimo for percor- Fido por uma corrente eléctrica. Comeniérios. — 1 — 0 método para verifiar se dois et- cuitos de terra Xe ¥ slo dstintos resulta directamente 4 detinicdo: recorrendo 1 dois electrodos auxiliaes, um ‘A, de cortente, e outro B, de tensio, convenientemente Aafastados (ver comentarios da definigho:° 27), fazendo passar uma cortente entre X © Ae medindo as tenses Une entre Be Xe Ure, entte Bre Y, os cteultos de terra serio distintos se for Uye<0.05 Uxe 2— Em tersenos cua sistvidade no seja_elevada (100 @.m) considera'se que uma distincia de 13 m ¢ suff ‘iente para asegurar a distingdo das terras. Para terrenos Imaus condutores esta distancia deve ser_aumentada 32 — Travessia. — Intersecgio, em_projecsa0 hori- zontal, do tragado de uma canalizagdo eléctrica com uma via piblica ou particular, com 0 caminho de ferro nao electrificado, com teleféricos ou com rios. 33 — Vizinhanca. — Proximidade, sem cruzamento nem travessia, de uma canalizagdo eléctrica com outra, canalizagdo, eléctrica ou ndo, ou com uma via piblica ou particular, verificada em condigdes tais que, por acidente, os elementos de uma delas possam atingir os elementos da outra ou de qualquer outro modo afectar a sua seguranga 34— Zona do caminho de ferro. — Zona do ter- reno limitada pela interseceao do terreno natural com 0s planos dos taludes, ou, nos langos de nivel, pela aresta exterior dos fossos ou valetas, ou, na falta des- tas referéncias, pela linha tragada a 1,50 m da aresta, exterior dos carris externos da via férrea. Comentério. ~ & definigto da zona do caminho de feo ‘ext de_acordo com 0 preserito no Decreto-Lei n.” 39 780, Ge 21 de Agosto de 1954 35 — Zona da estrada. — Constitui zona da estrada: 4@) 0 terreno por ela ocupado, abrangendo a pla- taforma (faixa de rodagem € as bermas) e¢, quando existam, as valetas, 08 passeios, a banquetas ou tahudes; by As pontes e viadutos nela incorporados € os terrenos adquirides por expropriagéo ou a qualquer titulo para alargamento da estrada ‘ou acessérios, tais como parques de estacio- namento e miradouros Comentrio. — defini de ron da enada € 2 que coma do Decioust ne I8/M, de 29 6e ban, pare fona ds estate acon 36 — Zona de influéncia de uma terra. — Area dentro da qual o potencial do solo sofre uma varia- ‘¢d0 superior a 5% da que experimenta 0 eléctrodo de terra respectivo, quando percorrido por uma cor- rente eléctrica, Comentario, — Num solo homogéneo pode admiti-se {que 0 potencial varia sensivelmente na razao inversa. da distancia ao elécirodo de terrae na fazdo ditecta das di menses lineares deste; no cas0 eoncreto de um el Ihemisterico, como X da figura vavoxt 7 Os cléctrodos extensosoriginam, portanto, grandes zonas de influgnca, CAPITULO II Caracteristicas gerais dos materisis SECCAO 1 Disposides gorais Artigo 4.° Materials das redes do distribuicéo 1 — Os condutores, os isoladores, 0s dispositivos de fixagio, os apoios, as portinholas ¢ os outros elemen- tos das redes de distribuigdo, assim como os mate- riais que 0s constituem, deverdo obedecer as dispo- sigdes deste Regulamento e ainda as normas € especi- ficagdes nacionais ou, na_sua falta, as do Comité Europeu de Normalizacdo Electrotécnica (CENELEC), as da Comisséo Electrotéenica Internacional (CE!) ou outras aceites pela fiscalizacao do” Governo. 2— Os materiais constituintes de uma rede de dis- tribuigdo deverdo ser coerentes entre si. 3 — Mediante autorizacao prévia da fiscalizagao do Governo, poderao empregar-se materiais que no sa- tisfagam ao disposto no n.° 1. '4—A fiscalizagao do Governo poderd exigir a rca lizaglo de ensaios ou a apresentagao de certificados passados ou confirmados por entidades idéneas. Comentéri. — De entce 0s aspectos de falta de coeré cia dos materiais releridos non.” 2, destacase: 1) Usiizagto de condutores ¢ acessorios de metals dis: tintor que, pela sua posigdo relativa e por pos ‘uirem potencils eletroguimicos diferentes, pos fam originar corrosdes electaliticas: by Utlzagio no mesmo vio de uma canalizasio de condutores muse de condutores isolados, Ou bos. Artigo 5.° Caracteristicas dos materiais 1 — Os materiais a empregar nas redes de distribui- ‘glo deverdo ter ¢ conservar, de forma duravel, carac- teristicas eléctricas, mecdnicas, fisicas ¢ quimicas ade- ‘quadas as condigdes a que podem estar submetidos em funcionamento normal ou anormal previsivel. 2—Os materiais ndo deverdo, ainda, pelas suas ca- racteristicas fisicas ou quimicas, provocar nas insta- lagdes danos de natureza mecdnica, fisica, quimica ou electrolitica nem causar perturbacdes nas instalagées vizinhas. SECGAO Condutores. Artigo 6.° Condutores nus 1 —0s condutores nus serio de cobre, de alumi- io, ou suas ligas, ou de outros materiais que pos- 3876 swam caracteristicas eléctricas € mecdnicas adequadas € resistencia as acgdes dos agentes atmosféricos. 2 — Os fins ou cabos de aco sé serao utilizados na constituigao da alma dos condutores mistos, no po- dendo ser utilizados como condutores de corrente, sal- vo em casos especiais e com autorizagéo prévia da fiscalizagao_ do Governo. 3 — Os fios de ago que entram na constituigdo de condutores eléctricos deverdo ser protegides contra a corrosdo pelos agentes. atmosféricos. Comentério. — No quadso 21, em anexo, indicamse as ‘aractristicas mecinicas e eléctricas dos condutores usual mente uillzados nas redes de distribuicto. Artigo Condutores Isolados © cabos 1 — Os condutores isolados ¢ cabos terio alma de cobre, de aluminio, ou suas ligas, ou de outros ma- teriais com a necesséria condutibilidade eléctrica ¢, res- pectivamente, isolamento e bainha exterior com resis- téncia & corrosdo pelos agentes atmosféricos. 2 — Quando tal se justificar, o isolamento dos con- dutores isolados ou a bainha exterior dos cabos de- vera ser resistente A corrosdo por agentes quimicos especificos. Comentrios. — 1 — A resistincia & corrosto por agen- tes atmosfercos « quimicos especificos corresponde, res pectivamente, as classes C2 e C3 da NP-BE9. A sua veri- Ficagho feta de acordo com a norma NP-1073. 2 No cato de condutoresIsolados, a preendida resis tncia & corrosto pode ser obtida pelo emprego de mate- tials adequados. (por exemplo, © palicioreto de vinilo ‘special, © etlene-propileno e 0 polietileno recticulado, pres). So Enire os casos a que se refere 0 cdtamse 06 casos de redes de distibuilo situadas na pri Nimidade de locais com ambientes corrosvos (fabricas de cides, Ineiras, etc). SECGAO IH Aparehos. de corte, comando ou proteogio Artigo 8.° 108 de corte, comando ou proteccéo Ape 1 — Os aparelhos de corte, comando ou protecgao deverdo ser dotados de um invélucro constituinte ‘do préprio aparelho ou ser dotados de um invélucro su- plementar que Ihes confira um indice de protecgdo adequado ao local de estabelecimento. 2 — Os invélucros referidos no numero anterior nao deverdo ter caracteristicas inferiores as corresponden- tes aos indices de proteccao seguintes: 4) Quando acessiveis: no interior IP 427 € no ex- terior IP 459; +b) Quando inacessiveis: no interior IP 227 © no exterior IP 237. No caso de os invélucros serem acessiveis sem meios especiais, apenas deverdo poder ser abertos por meio de chaves ou de ferramentas adequadas. Comentério, — A norma NP-999 fsa as classes de pro recede assepuradas pelos invélucos. _L SERIE — N.° 297 CAPITULO IIL Condigdes gerais de estabelecimento Artigo 9.° Concepséo das redes de dietribulcso 1 — As redes de distribui¢ao deverao ser concet das de forma a permitir desempenhar com efiiéncia € em boas condigées de seguranca os fins a que se destinam. 2 — As redes de distribuigao deverao ser convenien- temente subdivididas, por forma a limitar os efeitos de eventuais perturbacdes e a facilitar a pesquisa ¢ a reparagio de. avarias. 3 — No dimensionamento das redes de distribuicao deverdo ter-se em conta as necessidades © caracteris- ticas das zonas a servir, bem como as condigdes fi- xadas nos projectortipo elaborados ou aprovados pela fiscalizagéo do Governo. 4 — As variagdes de tensdo em qualquer ponto da rede de dstribuigdo nao deverdo. ser" superiores. 8% da tens’o nominal. Comentdrios. ~ 1 — Enquanto no se encontarem fxs das as poténcias coeficietes de simultaneidade a adop- tar no dimensionamento das redes de distrbuigso de cen {tos urbanos, @ potéaca a considerar no dimensionamento 40 ramal que termina numa portinbola ov num quadro 4e colunas # a que resulta do produto do nimero de ins talagBes de utlizagdo do edificio pela rexpectva poténcla, Sfeciado do cocficiente de simultneldade dado pelo Re fulamenco de Seguranca de Instalagbes Colectivas de Edi ficioe Entradas, adicionado da pottcia relativa 20s ser gos comuns. deise edifiio. "Para as redes de disibuicdo em zonas rurais a po- tencia a considerar € de 250 W 2'500 W por fog0, de aco do com 0 grau de desenvolvimento sbeio-econémico. da zona a servi, com 0 coeficiente de simultaneidade 1, acres ido das poténcias dos estabelecimentos industria, ag colas, et 3 Nas redes de distibuicdo emi centros.urbanos ecomenda-se que as variagdes de tensdo em relacdo a0 Valor nominal no excedam $ %. Artigo 10.° Condigées gerais de estabelecimento AAs redes de distribuigdo serdo estabelecidas de modo a climinar todo 0 perigo previsivel para as pessoas 4 acautelar de danos os bens materiais, nao. devendo Perturbar a livre ¢ regular circulagéo nas vias pibli- ‘cas ou particulares, nem afectar a sua seguranca, pre- judicar outras linhas de energia ou de telecomunica- ‘Go ou causar dano as canalizagdes de dgua, gs ou utras. Comentéros. — 1 — Para uma maior seguranga nfo x6 da propria rede de dsrbuledo como ainda dos varios Sr ‘tear de wslidade publica que por ela possam ser afta: Ser convem evar an molds Go posi tavesin, er TN estabeecimento das reds de disrbuigdo deve excolherse tarado mals convenient, tendo em conta at preocspagoes ambintai © patagisias eos stems Eoldgios atravewadon Artigo 11." ‘Aquecimento dos condutores 1 —Na determinagéo da secco dos condutores dever-se-4 atender as correntes maximas admissiveis, 1 SERIE — N.° 297 — 26-12-1984 ‘em regime permanente, as correntes de sobrecarga ¢ 4s correntes de curto-circuito, por forma que 0 aque- cimento dai resultante nao seja exagerado para os ma- teriais que constituem os condutores. 2— As correntes méximas admissiveis nos condu- tores constituintes de uma canalizagio serdo as fixa- das nas respectivas normas e especificagdes nacion: ou, na sua falta, as aceites pela fiscalizacdo do Governo, Comentéris. — 1 — © aquecimento exagerado dos con