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Estratégias Comunicacionais de Interfaces Gráficas de Webjornais: Estudo do Caso ZeroHora.Com, de Fabiane Volkmer Grossman
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Published by: grupojordi on Jan 30, 2010
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Fonte: http//www.archive.org/

Tomando como base a classificação anteriormente exposta, ainda que a

mesma tenha sido construída no ano de 2003, podemos compreender a evolução

das experiências realizadas ao longo da constituição do webjornalismo e que o

instituíram como um formato jornalístico, principalmente se o foco investigativo

estiver voltado para as contribuições que o meio web pode fazer para o potencial de

caracterização do referido formato de jornal.

A velocidade com que as tecnologias digitais provocam transformações na

web, no entanto, nos obriga a ficarmos atentos enquanto pesquisadores para as

conseqüências geradas por tais mudanças no processo de produção dos jornais

online, ao mesmo tempo em que nos faz sair em busca de teorias ou fundamentos

que dêem conta de explicar tais fenômenos e consecutivas mudanças. Nesse

sentido, encontramos em BARBOSA (2007) uma reflexão que procura acompanhar

as transformações ocorridas no jornal online nos últimos anos e propõe uma

classificação que vai um pouco além daquela proposta por MIELNICZUK (2003),

como forma de atualizá-la a partir das mudanças percebidas no processo de

constituição deste formato de jornal.

BARBOSA (2007) argumenta de forma esclarecedora que estamos numa fase

de transição entre o jornalismo online de terceira para uma quarta geração, e que,

no seu entender, requer que o mesmo seja definido como jornalismo digital. A

justificativa que apresenta para propor o termo digital se apóia no fato de que o atual

webjornalismo absorve diversas tecnologias digitais em suas rotinas de produção:

arquivos de áudio gerados em IPODs, fotografias tiradas com câmeras digitais,

entrevistas gravadas por telefones celulares, dentre outros. Não são, portanto,

empregados somente recursos do meio web em sua feitura, mas sim, uma

miscelânea de novas tecnologias digitais que dão conta de produzir elementos que

enriquecem cada vez mais a narrativa do webjornal.

Como empregamos o termo “webjornalismo” sugerido por MIELNICZUK

(2003), apesar da construção de conceitos de BARBOSA (2007) ser posterior, a

intenção é manter coerência com os termos empregados no decorrer do texto.

Mesmo conscientes de que a rotina do webjornal nos dias atuais envolve várias

tecnologias digitais, acreditamos que o termo webjornalismo contemple o

entendimento de que tais tecnologias conformam a rotina desses jornais.

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Dentre as características que conformam a fase de transição, Barbosa (2007),

nos apresenta as seguintes:

O relacionamento mais próximo entre proprietários e usuários, estratégias
para atrair a participação dos usuários para a criação de conteúdos,
investimentos em softwares que habilitem poderosas ferramentas de
publicação para também permitir a produção de conteúdos originais, uso de
vídeo, uso de áudio, de ilimitadas bases de dados e na especialização de
profissionais. (BARBOSA, 2007, p.148.)

A participação dos usuários é considerada pela autora supra-citada como o

ponto característico mais efetivo na conjectura atual do webjornalismo. É o que

autores como MACHADO (2002), FIDALGO (2003), e TRÄSEL (2006) vêm

chamando de jornalismo participativo. E, para BARBOSA (2007), este sim, como um

aspecto fundamental que levará o webjornalismo a uma nova fase.

Aqui nos deparamos com uma questão crucial do presente estudo. Ainda

que BARBOSA (2007) proponha as características acima como determinantes na

classificação do período de transição entre a terceira e a quarta gerações, vale

lembrar que, no capítulo anterior, evidenciou-se o interesse desta pesquisa em

investigar possíveis estratégias para a gramática de interação do jornal digital que

contribuam com elementos para uma discussão acerca de sua qualificação dentro

de uma quarta geração.

Pois bem, se o que interessa é a forma como estes elementos estão

formalizados na interface gráfica do webjornal, algumas das características

apresentadas anteriormente prestam-se mais à pesquisa que se pretende realizar

neste trabalho do que outras. Mais especificamente, aquelas que se referem: 1) às

estratégias para atrair a participação dos usuários para a criação de conteúdos, e 2)

aos investimentos em softwares que habilitem poderosas ferramentas de publicação

para também permitir a produção de conteúdos originais. São estas, duas

características que denotam, de maneira clara, sua relação direta com o estudo da

interface gráfica.

Eis um bom ponto de partida para a investigação de possíveis estratégias

para interfaces de webjornais, mas tomemos como estágio inicial as palavras de

BARBOSA (2007), que afirmam que os sites jornalísticos da quarta geração, para se

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firmarem como tal, requerem uma Base em banco de Dados para a construção de

ambientes de interação dinâmicos. Em suas próprias palavras, a autora firma que:

As bases de dados foram denominadas como uma nova forma cultural
típica do contemporâneo para conformar a produção material que tem o
computador como meio para a sua criação e disseminação. Atrelada à essa
noção foi que se percebeu o potencial daquela tecnologia de informação
para gerar web sites jornalísticos mais verdadeiramente originais, porque
estão afinados com parâmetros e características específicas de ambientes
digitais.(BARBOSA, 2007, p.277.)

Para atender ao propósito de fomentar mais adiante uma reflexão sobre a

contribuição que a interface gráfica pode fazer na pesquisa das potencialidades

oferecidas pelo meio web aos jornais digitais de quarta geração, é preciso entender

como a IG se comporta como espaço/lugar mediador diante deste ambiente

constituído de base em banco de dados para a configuração de ambientes de

interação dinâmicos. Com este intuito, nos itens a seguir, estudaremos algumas

questões relacionadas ao webjornal com base em banco de dados para, em

seguida, nos determos na pesquisa de ambientes de interação.

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