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Documentos Técnicos IPEF

Sistema de criação do
psilídeo-de-concha Glycaspis brimblecombei
e de seu parasitóide Psyllaephagus bliteus
fevereiro de 2010
volume 2, número 2

Criação do psilídeo-de-concha Glycaspis brimblecombei

1

Sumário
A. Resumo...............................................................................................................................................................2
1. Introdução..........................................................................................................................................................3
2. Objetivos............................................................................................................................................................3
3. Metodologias para Criação................................................................................................................................4
4. Acondicionamento e Envio do Parasitóide Psyllaephagus bliteus...................................................................19
5. Produção de Glycaspis brimblecombei e de Psyllaephagus bliteus no LCBPF ................................................... 21
6. Considerações Finais....................................................................................................................................... 21
7. Agradecimentos................................................................................................................................................ 21
8. Referências Bibliográficas................................................................................................................................ 21
9. Anexo - Planilha utilizada na Criação............................................................................................................23
Documentos Técnicos IPEF, v.2, n.2, p.1-23, fev. 2010

SP . SP .br Documentos Técnicos IPEF.com.Campus de Garça . Natural enemy. Daniela Cristina Firmino-Winckler¹ 2 RESUMO: Atualmente extensas áreas plantadas com eucalipto são atacadas pelo psilídeo-de-concha. Eduardo Brasil do Couto¹.FCA/UNESP . p.E-mail: mhfadpogetto@fca. The establishment of the parasitoid is made in the host. bliteus in areas with eucalypts plantations. v. Luiz Alexandre Nogueira de Sá². A principal forma de controle desta praga baseia-se na estratégia de controle biológico clássico com o parasitóide específico Psyllaephagus bliteus. The main strategy to control this pest is based on classic biological control with specific parasitoid Psyllaephagus bliteus.18603-970 – Botucatu.Campus de Botucatu . SP .unesp.Caixa postal 237 . bliteus em áreas de plantações florestais de eucalipto.FCA/UNESP .br ¹EDUARDO BRASIL DO COUTO é Engenheiro Florestal e Mestre em Proteção de Plantas . Mário Henrique Ferreira do Amaral Dal Pogetto¹. Controle biológico.Rua das Flores. Criação de insetos.E-mail: cwilcken@fca. Essas informações são necessárias para a implementação bem-sucedida de unidades de produção do parasitóide P.Caixa postal 237 . no Brasil e no mundo. da EMBRAPA Meio Ambiente.2. 2010 . through inoculative releases in areas infested by the pest. Jaguariúna. sendo necessária. O trabalho apresenta detalhes do sistema de criação da praga e de seu inimigo natural em condições controladas. com dados de produção e formas de preparo e envio de parasitóides para liberação no campo.18603-970 – Botucatu.E-mail: edbcouto@yahoo. Glycaspis brimblecombei.br ¹PEDRO JOSÉ FERREIRA FILHO é Engenheiro Florestal e doutorando no Programa de Pós-Graduação em Proteção de Plantas .E-mail: lans@cnpma.Campus de Botucatu . através de liberações inoculativas nas áreas infestadas pela praga.2. Glycaspis brimblecombei. Details of rearing system of the pest and its natural enemy is presented in this paper.18603-970 – Botucatu. This information is necessary to implement a successful production units of P. SP .unesp. FAEF . Biological control ¹CARLOS FREDERICO WILCKEN é Professor Assistente Doutor do Departamento de Produção Vegetal da FCA/UNESP Campus de Botucatu . 740 – 17400-000 – Garça. Keywords: Red gum lerp psyllid.unesp.E-mail: pedroferreira@fca.Caixa postal 237 . in Brazil and other countries.br ¹MÁRIO HENRIQUE FERREIRA DO AMARAL DAL POGETTO é Engenheiro Agrônomo e doutorando no Programa de PósGraduação em Proteção de Plantas . fev. Pedro José Ferreira Filho¹. A criação do parasitóide é realizada no próprio hospedeiro.Criação do psilídeo-de-concha Glycaspis brimblecombei Sistema de criação do psilídeo-de-concha Glycaspis brimblecombei (Hemiptera: Psyllidae) e de seu parasitóide Psyllaephagus bliteus (Hymenoptera: Encyrtidae) para programa de controle biológico em plantações de eucalipto Rearing system of red gum lerp psyllid (Glycaspis brimblecombei) (Hemiptera: Psyllidae) and its parasitoid (Psyllaephagus bliteus) (Hymenoptera: Encyrtidae) for biological control program in eucalypts plantations Carlos Frederico Wilcken¹. Proteção florestal ABSTRACT: Currently large areas planted with eucalypts are attacked by red gum lerp psyllid.E-mail: dcfirmino@fca. Eucalyptus.br ²LUIZ ALEXANDRE NOGUEIRA DE SÁ é pesquisador responsável pelo Laboratório de Quarentena “Costa Lima”. n.FCA/UNESP . também. Eucalyptus.Caixa postal 237 .embrapa.18603-970 – Botucatu. Insect rearing. SP . SP . including production data and parasitoid handling to prepare shipments to field releases. Inimigo natural.unesp.br ¹DANIELA CRISTINA FIRMINO-WINCKLER é bióloga Doutora em Proteção de Plantas. being necessary the pest rearing.1-23. Palavras-Chave: Psilídeo-de-concha. a criação da praga.

brimblecombei. com apenas machos. maiores eficiências de controle são obtidas quando são realizadas liberações periódicas do parasitóide. Por esse motivo. tornou-se necessária a criação de P. Nesses países a taxa de parasitismo no campo varia de 7% a 92 % (GARRISON. Esse tipo de criação é pratica comum e possui alguns exemplos consagrados.1-23. no Brasil. Documentos Técnicos IPEF. Dessa forma.2. Após a detecção da praga iniciou-se o Projeto Cooperativo de Controle Biológico do Psilídeo-de-Concha em Florestas de Eucalipto. a criação bem-sucedida do parasitóide em laboratório é primordial. que tem causado surtos no período mais seco do ano. e gerações partenogenéticas. torna-se necessária a realização de liberações periódicas do parasitóide conforme aumenta a população da praga no campo. Logo após o registro da entrada dessa praga no país foi detectada também a presença de seu inimigo natural. a população do parasitóide tem se mantido a níveis baixos no campo. dentre as possíveis formas de controle do psilídeo-de-concha. n. danos estes semelhantes aos verificados nos Estados Unidos e México (DAHLSTEN et al. Introdução Atualmente. visando ter estoque prontamente disponível para liberação de acordo com as necessidades de controle de cada área. EMBRAPA Meio Ambiente e IPEF (Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais). Entretanto. O controle biológico clássico é. Dentre as atividades propostas no projeto. adaptado às condições brasileiras. como menores custos e menor impacto ambiental. 2010 3 . Por sua natureza. o que reduz a eficiência do parasitóide. financiado por empresas florestais brasileiras. na ausência de machos. Campus de Botucatu.2.). brimblecombei (Hemiptera: Psyllidae) e do parasitóide P.Criação do psilídeo-de-concha Glycaspis brimblecombei 1. as fêmeas colocam ovos férteis no hospedeiro. infra-estrutura e materiais necessários. extensas áreas plantadas com eucalipto são atacadas pelo psilídeo-de-concha Glycaspis brimblecombei (Moore) (Hemiptera: Psyllidae). p. com a participação da FCA/UNESP. bliteus no Brasil. A grande variação no parasitismo pode ser devida à ocorrência de partenogênese arrenótoca facultativa. ou seja. detalhando o sistema de criação. com resultados considerados sucesso no Brasil. como o controle da broca-da-cana Diatraea saccharalis (Lepidoptera: Pyralidae). este controle oferece diversas vantagens. v. 2003).. realizado pela liberação de inimigos naturais nas lavouras de cana-de-açúcar (Cotesia flavipes e Trichogramma spp. O indicativo para a realização dessas liberações se obtém pelo monitoramento que determina a flutuação populacional dos dois insetos no campo. bliteus (Hymenoptera: Encyrtidae). em adição à população que ocorre naturalmente no campo. 2. Esse fato pode ocasionar variações na taxa de parasitismo no campo. oscilando entre gerações normais. 2005).. Objetivos Descrever a metodologia utilizada nas criações de G. devido à especificidade de seu inimigo natural. causando danos significativos às plantações. dos pulgões do trigo com várias espécies de parasitóides da família Braconidae etc. fev. baseando-se nos programas de controle biológico desenvolvido nos EUA e México. ao contrário da população de G. mas a prole resultante dá origem apenas a indivíduos machos (PLASCENCIA-GONZÁLEZ et al. está o desenvolvimento da tecnologia de criação do psilídeo-deconcha e de seu inimigo natural. a mais promissora. com machos e fêmeas. Dessa forma. o endoparasitóide da fase ninfal Psyllaephagus bliteus Riek (Hymenoptera: Encyrtidae). liberações periódicas podem melhorar a performance de controle. 2003). Entretanto. Dessa forma.

As mudas de E. Em relação à sanidade das plantas.1. camaldulensis são produzidas em viveiros comerciais de empresas florestais. A adubação é realizada com o auxilio de regador. 25.1.. As mudas de eucalipto destinadas à produção da praga e de seu parasitóide são acondicionadas em viveiro. camaldulensis (clone 3025).5 g de uréia.2. através da utilização de mudas de eucalipto. Na produção são empregadas mudas de espécies de eucalipto consideradas altamente suscetíveis à praga. adubação e eventuais controles de pragas e doenças que possam aparecer. grandis x E. tereticornis (FERREIRA FILHO et al. areia e esterco bovino. capazes de oferecer condições adequadas para o desenvolvimento do inseto. um dos problemas observados.5 g de nitrato de cálcio. Manejo das mudas de eucalipto Como o psilídeo-de-concha é um inseto de hábito sugador. os quais são facilmente controlados com a aplicação de fungicidas cúpricos. v. 4 Após o transplantio. As mudas são acondicionadas em gaiolas apropriadas para a criação. SP. fev. 3. 2005. bliteus. 7.. A irrigação é realizada duas vezes por dia no viveiro e uma vez por dia nas gaiolas. como transplantio. Jaguariúna. SP. de 10 g de cloreto de potássio. tanto na condução das mudas quanto no seu uso para a criação é a irrigação.1. que é feita de forma manual quando as plantas estão no viveiro e com pisseta de 500 mL quando estão acondicionadas nas gaiolas de criação.. Campus de Botucatu. p. PLASCENCIA-GONZÁLEZ et al.5 g de monofosfato de amônia (MAP). 2010 . com intervalo de trinta dias. A autoclavagem evita a propagação de patógenos de solo que poderiam infectar as mudas. Quando as mudas atingem o porte adequado para o plantio no campo. estas são enviadas para o laboratório. está sendo realizada atualmente no Laboratório de Controle Biológico de Pragas Florestais da Faculdade de Ciências Agronômicas – UNESP. as mudas são adubadas com mistura de fertilizantes diluídos em água. como Eucalyptus camaldulensis e E. porém sem grande comprometimento. 2005). onde são realizados os processos de manejo cultural. na proporção de 1:1:1. As mudas utilizadas na criação dos insetos são trocadas a cada ciclo. As mudas são mantidas no viveiro até atingirem altura média de 60 cm. Outro manejo indispensável.2. Documentos Técnicos IPEF. irrigação. e no Laboratório de Quarentena “Costa Lima” – Embrapa Meio Ambiente. Requisitos necessários para a criação 3. Para a retomada da condição ideal da planta. cujos ovos e larvas podem vir junto ao solo quando mal autoclavado. quando estão prontas para serem utilizadas na criação. onde são rapidamente transplantadas em tubetes jumbo (volume de 540 mL). A solução é preparada com adição. 16. P.. Metodologia para a Criação A criação do parasitóide do psilídeo-de-concha. em um litro de água. é necessária a manutenção da criação na própria planta. em condição aberta ou em casa de vegetação. n.Criação do psilídeo-de-concha Glycaspis brimblecombei 3.25 g de sulfato de magnésio. é a ocorrência de fungos da parte aérea. como oídio e Kirramyces sp. adaptadas de modelos de gaiolas produzidas nos EUA e México para a mesma finalidade (DAANE et al.1-23. O transplantio das mudas é necessário para proporcionar maior desenvolvimento e durabilidade das plantas dentro dos ciclos de criação dos insetos. podendo ser reutilizadas. 12. estas retornam ao viveiro onde são podadas à altura de 15 cm e adubadas até que as brotações atinjam a altura de 60 cm novamente. Outro problema é a infestação por moscas da família Sciaridae. 2004) e do híbrido E. utilizando-se de uma mistura autoclavada de solo argiloso.

seguindo o mesmo padrão para a fixação dos componentes necessários para o seu funcionamento como os reatores e acionadores (starter). Figure 2. A instalação das lâmpadas é feita através de furos onde são presas as abraçadeiras que levam ao seu encaixe. Documentos Técnicos IPEF. equipados com aparelhos de ar condicionado. bliteus para que não ocorram problemas na produção por uma eventual contaminação das gaiolas de criação do psilídeo-de-concha. câmaras climatizadoras tipo BOD. brimblecombei seja feita em uma sala separada à criação de P. A parte superior de cada estante deve ser equipada com lâmpadas fluorescentes de iluminação comum (luz do dia) e luz de planta (“plant light” ou “grow light”). Figure 1. v. de forma que cada estante suporte quatro gaiolas. Detalhe da parte externa e interna do viveiro de mudas. 2010 5 . Detail from outside and inside nursery. sala de criação de G. Figura 2.1-23. a-) Disposição das gaiolas nas prateleiras. Estrutura do laboratório de criação Para a produção deve-se contar com a estrutura interna do laboratório. com destaque para a luz de planta no centro.2. além das lâmpadas de iluminação apropriadas para o desenvolvimento das plantas e dos insetos. 3. É recomendável. munida de escritório. higrômetros e microscópios estereoscópicos. with emphasis on the plant light in the center. b-) detail of lamps setting with paper reflector sheet. termômetros.1. n.Criação do psilídeo-de-concha Glycaspis brimblecombei Figura 1. adota-se o uso de papel refletor aderido na parte anterior à fixação da lâmpada (Figura 2). fev. As gaiolas de criação são alocadas em estantes metálicas com duas seções. b-) detalhe da fixação das lâmpadas com o papel refletor. bliteus.2. que a criação de G. brimblecombei e sala de criação de P. p. Para melhor desempenho da iluminação. Esta estrutura se faz indispensável para que se possam atingir as condições ambientais ideais para o pleno desenvolvimento dos insetos. reguladores de fotoperíodo. c-) detalhe das lâmpadas acesas. a-) Layout of cages on the shelves. também. c-) detail of the lamps lit.2.

Documentos Técnicos IPEF. v. n. Figure 3.2. Planta baixa do laboratório de criação do psilídeo-de-concha e de seu parasitóide.Criação do psilídeo-de-concha Glycaspis brimblecombei 6 Figura 3.2. Floor of rearing facility to maintain red gum lerp psyllid and its parasitoid. p. 2010 . fev.1-23.

respectivamente. para que se eliminem espaços que eventualmente possam aparecer por imperfeições da madeira ou por empenamento. pois oferece uma textura lisa. n. dessa forma. que são providas de um rebaixo que deve ser feito especialmente para a acomodação do vidro. 2010 . o acúmulo de sujeira e facilitando a limpeza. O vidro superior é fixado pelas molduras superior maior e menor. Documentos Técnicos IPEF.2.Criação do psilídeo-de-concha Glycaspis brimblecombei 3. são colocados os vidros referentes à parte frontal (visor) (Figura 5c) e a parte superior da gaiola (local de entrada de luz) (Figura 5a).. sendo os passos descritos detalhadamente.1-23. v. a saber: 7 Figura 4 4. Todas as junções da estrutura principal são realizadas com pregos de bitola 12 x 12 e ao mesmo tempo coladas. O uso do esmalte sintético é de grande importância.2. fev. Figure 4. p. na estrutura principal da gaiola intercalada por uma arruela para diminuir o atrito e facilitar o manuseio (Figura 5c). Após a montagem. Esquema de disposição das peças para a montagem da gaiola de criação. Scheme of parts arrangement for to mount the rearing cage. As travas da tampa são peças de madeira furadas no centro e sua fixação é feita com parafusos (rosca soberba). eliminando folgas e espaços que possam facilitar a fuga dos insetos. a estrutura principal recebe uma demão de tinta branca fosca (fundo) e logo após uma pintura com esmalte sintético (aproximadamente 3 demãos). A colocação das borrachas de vedação da tampa frontal proporciona melhor acomodação da tampa. Estas gaiolas são confeccionadas em madeira laminada (compensado) com 15 mm de espessura. Em relação ao vidro superior.2. A gaiola de criação é a estrutura onde se acondicionam as mudas de eucalipto e também onde ocorrem as liberações de casais do psilideo-de-concha. Confecção das gaiolas de criação As disposições das peças para a montagem da gaiola e a identificação de cada uma delas estão representadas na Figura 4 e na Tabela 1. evitando. o seu fechamento é mais simplificado por ser fixado com massa para vidros. Posteriormente. eliminando naturalmente as frestas e a folga. de maneira precisa para que não restem frestas e nem apresentem folga no encaixe (Figura 5b). para a sua reprodução e produção do parasitóide. de preferência na cor branca.

30 cm x 0.0 cm x 1/2” 35. Figure 5.0 cm x 1.0 cm x 2. 2 2 1 1 2 6 1 1 2 2 4 1 1 2 2 1 1 1 1 4 2 1 1 15 1 1 2 2 4 Figura 5. Fixing the glass top (a). p.0 cm x 37.85 cm 32.0 cm 6.furo: 15cm 6” x 1/2” 6” x 40.0 cm x 1/2” x 1/2” 43.0 cm x 1.85 cm 43. 8 Código 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 Descrição moldura superior maior moldura superior menor vidro superior tampa superior moldura traseira horizontal moldura vertical tela traseira tampa traseira tampa lateral tela lateral moldura lateral horizontal fundo da gaiola suporte do fecho inferior apoio vertical maior apoio vertical menor suporte do vidro frontal maior suporte do vidro frontal menor vidro frontal alça metálica fecho da tampa móvel suporte da bandeja vazada lateral suporte da bandeja vazada traseiro bandeja vazada tubete jumbo de 540ml bandeja plástica tampa móvel anel de PVC fixador da manga manga pé de borracha Dimensões 40.0 cm x 2.30 cm x 0.0 cm 79.5 cm x 1/2” 37.5 cm x 2.5 cm 37. n.85 cm 32. detalhe sobre a colocação da borracha de vedação e das travas da tampa (c).0 cm x 1/2” 79.5 cm x 15. Fixação do vidro superior (a).2.85 cm 35.35 cm 45.5 cm x 1.35 cm tamanho opcional 3.5 cm x 45.5 cm x 37.5 cm x 2.0 cm x 36.0 cm x 1.5 cm 30.30 cm x 0.0 cm 40.30 cm x 0.0 cm 37. fev.0 cm x 22.5 cm x 37. 2010 .5 cm x 0.1-23.0 cm x 7. Table 1.5 cm x 2.5 cm x 41.5 cm x 2.0 cm 42.0 cm 53.5 cm x 2.2.0 cm x 57.0 cm x 1/2” .5 cm x 0.0 cm x 1/2” 37. details on the placement of rubber seals and locks for front cover (c).0 cm x 2. v.0 cm x 1.0 cm x 1/2” 57. fixação do vidro frontal (b). fixing glass front (b).5 cm p/ tubetes de 540 ml 36. Discriminação das peças constituintes da gaiola de criação.5 cm x 1.0 cm x 2.Criação do psilídeo-de-concha Glycaspis brimblecombei Tabela 1. Role of the constituent parts of rearing cage.85 cm 61.30 cm x 0.0 cm x 21.0 cm x 39.0 cm x 36. Documentos Técnicos IPEF.0 tamanho opcional Quant.

Documentos Técnicos IPEF. General view of the tray cutting (a) and its accommodation inside the cage (b). fev. é colocada uma bandeja plástica (36. os pés são fixados diagonalmente a uma distância de aproximadamente 7 cm da extremidade do fundo da gaiola. devem ser preparadas as bandejas de sustentação dos tubetes.5 cm x 41 cm x 7 cm) no fundo da gaiola para conter a água utilizada na irrigação das mudas. 2010 9 . pois diminuíram os custos de produção da gaiola. pois estes sofrerão certa tração.2. Finalmente. Figura 7. além de melhorar a circulação de ar dentro das mesmas. sem a presença da arruela. devido ao esticamento da tela. Para reduzir o aquecimento do fundo da gaiola devido ao sistema de iluminação da prateleira inferior são fixados pés de borracha (Figura 8a). Devido ao tamanho da gaiola em relação à base da prateleira. Por fim. evitando o excesso de umidade e ocorrência de fungos saprófitas ou fitopatogênicos. A tela utilizada deve ser de malha fina (“voil”) para evitar a fuga dos insetos. O acabamento da tela é feito com o uso das molduras laterais e posteriores. General view of cloth setting with staples (a) and the side frames (b). v.Criação do psilídeo-de-concha Glycaspis brimblecombei As paredes laterais da gaiola são teladas. A fixação das telas é realizada com grampeadores de pressão e os grampos devem ser distribuídos uniformemente ao longo da lateral da gaiola e próximo uns aos outros. Figura 6. distribuindo uma pressão uniforme ao longo da borda do telado. p. A fixação dos pés da gaiola é realizada da mesma forma que a fixação das travas. caso contrário o tecido pode se rasgar. diminuindo sua capacidade para 30 tubetes (Figura 7). n. Vista geral da fixação da tela com os grampos (a) e com as molduras na parte lateral (b). eliminado espaços (Figura 6). que servem para conferir maior resistência. Para que se tenha perfeito ajuste dessa bandeja na gaiola é necessário fazer um corte para a redução do seu tamanho.2. Vista geral do corte da bandeja (a) e da sua acomodação sobre os suportes na gaiola (b). porém. Figure 6. que eventualmente possa escorrer (Figura 8b).1-23. Figure 7. Os benefícios apresentados com o uso deste tecido são considerados satisfatórios.

n. 2010 E . com pernas posteriores saltatórias e antenas bem desenvolvidas (HALBERT et al.2. 7 segmentos antenais. View of the feet distribution (a) and tray placing to contain water (b). semelhantes a pequenas cigarrinhas.2. Representação da distribuição dos pés (a) e da colocação da bandeja de contenção de água (b). 5 segmentos antenais.. Documentos Técnicos IPEF.1-23. Figure 8. sendo feitas basicamente de ceras e açúcares. brimblecombei apresentam cinco ínstares e são achatadas dorsoventralmente. D: 4º instar: coloração varia amarelo ao laranja. além de abrigarem as ninfas até a fase adulta (SANCHEZ. 2005) (Figura 9). 10 As ninfas de G.. 3. amarelo ao verde. A principal característica das ninfas deste inseto é presença de pequenos cones brancos na superfície das folhas que são formados pela excreção do inseto (HALBERT et al.Criação do psilídeo-de-concha Glycaspis brimblecombei Figura 8. 9 segmentos antenais. Aspectos morfológicos e biológicos de Glycaspis brimblecombei O psilídeo-de-concha. subordem Sternorrhyncha e família Psyllidae. 2001). 2001). p. fev. 2003) (Figura 10). E: 5º instar: coloração varia do laranja. 3 segmentos antenais.. Figura 9. 3 segmentos antenais. Figure 9. Nymphs of 1° to 5° instar of Glycaspis brimblecombei. v. Glycaspis brimblecombei Moore pertence à ordem Hemiptera. C: 3º instar: coloração amarela. B: 2º instar: coloração amarela.3. A B C D A: 1º instar: coloração amarela. São insetos de corpo pequeno com aproximadamente 2 mm de comprimento. sua cor varia desde amarelo nos três primeiros ínstares a amarelo – alaranjado ao verde nos dois últimos ínstares e as tecas alares apresentam coloração escura (PLASCENCIA–GONZÁLEZ et al. Ninfas de 1° ao 5° instar de Glycaspis brimblecombei.

1-23. Fêmea e macho de Glycaspis brimblecombei. individualizados ou agrupados.Fêmea: coloração varia do verde ao vermelho. A B 11 A . Os machos possuem uma estrutura na parte superior de seu abdome chamada “fórceps” que serve para imobilizar a fêmea na hora da cópula. 2005)) (Figura 11).2. Figure 11. 2010 . n. também. 2005) (Figura 12). As antenas são filiformes com 10 segmentos e a parte terminal do abdome é arredondada e possui uma protuberância por onde são colocados os ovos. Figura 11. 2006). coloração varia do verde.2. Documentos Técnicos IPEF.Criação do psilídeo-de-concha Glycaspis brimblecombei Figura 10. fev. Sua reprodução se dá de forma sexuada. chamadas de cones genais providas de um tufo de cerdas no ápice (DAHLSTEN et al. café ao vermelho... FAVARO. sendo as fêmeas de coloração verde a vermelho e os machos com coloração variando do verde ao café. abdome reduzido e na parte terminal apresenta uma projeção chamada “fórceps”. As fêmeas ovipositam em folhas abertas e os ovos são dispostos em linha. brimblecombei se diferenciam das demais espécies de psilídeo por apresentarem projeções que saem da parte anterior da cabeça.Macho: menor que a fêmea. Os adultos de G. v. 2003. Conchas produzidas pelas ninfas de Glycaspis brimblecombei nas folhas de eucalipto. Female and male of Glycaspis brimblecombei. B . p. tonalidades vermelhas. além de apresentarem menor tamanho que as fêmeas (PLASCENCIA–GONZÁLEZ et al. Os ovos possuem coloração alaranjada e são fixados na superfície do limbo foliar por um pedúnculo (PLASCENCIA–GONZÁLEZ et al. Figure 10. podendo adquirir. Shelters produced by nymphs of Glycaspis brimblecombei in eucalyptus leaves.. parte terminal do abdome arredondada.

Duração média ± EP em dias do estágio ninfal.79 Estágio adulto 8. tereticornis e o híbrido E. brimblecombei sob diferentes temperaturas em E.69 Firmino-Winckler et al. sendo E. 2004).76 0.54 8. concluiu que a população de G.56 29. (2008). constataram que as espécies mais favoráveis ao desenvolvimento de G.0±0. Table 2. no Brasil.Criação do psilídeo-de-concha Glycaspis brimblecombei Figura 12.2.5±0. 2004).43 0.4±0. camaldulensis e constatou que as temperaturas de 22°C e 26°C oferecem condições mais favoráveis ao seu desenvolvimento e que as temperaturas de 18°C e 30°C são limitantes (Tabela 2). brimblecombei foram E.3±0.43 0. Entretanto. Figure 12. E. Posturas de Glycaspis brimblecombei. Ferreira Filho et al.9±0. estudando a flutuação populacional desta praga em função da precipitação pluviométrica e temperatura. brimblecombei em folhas de diferentes espécies de eucalipto. E.16 16.41 21. sendo sua população maior nos meses mais secos. atingindo picos maiores de infestação nos meses de inverno.. v. 2010 . fev. Temperaturas 18°C 22°C 26°C 30°C R² Estágio ninfal 26.9±0. grandis. camaldulensis. E. A época de ocorrência desta praga está associada aos índices pluviométricos. Tabela 2.56 9.39 4.1-23.5±0. p.9±0.57 22. adult stage and total cycle of Glycaspis brimblecombei under different temperatures (FIRMINO. estágio adulto e ciclo total de Glycaspis brimblecombei mantidos em folhas de Eucalyptus camaldulensis sob diferentes temperaturas (FIRMINO. Documentos Técnicos IPEF. n.7±0. camaldulensis a mais adequada.2±0. urophylla.17 Ciclo total 35. urophylla.43 20. brimblecombei possui correlação inversamente proporcional com a temperatura. Egg masses of Glycaspis brimblecombei. 12 Firmino (2004) estudou a biologia de G.4±0. (2009) criando ninfas de G. Duration average ± SE in days of nymph stage.2. com significativa redução nos meses mais chuvosos do ano (RAMIREZ et al.8±0. 2002).46 14. grandis x E.

n. air conditioner (b). Figura 14.Criação do psilídeo-de-concha Glycaspis brimblecombei 3. são colocados entre 10 a 15 tubetes por gaiola. brimblecombei. Colocação do filme de PVC na bandeja e do tubete. Figure 13. colaborando. estas passam por um processo de desinfestação. de acordo com Firmino (2004). Criação de Glycaspis brimblecombei A partir do término da confecção das gaiolas. antes da infestação com G. p. fev. A colocação dos tubetes na bandeja é feita de forma que o tubete entre forçado sobre este filme (Figura 14).4. Documentos Técnicos IPEF. condicionador de ar (b). Placing of PVC film in the tray and tubette. Segundo os padrões adotados no LCBPF. para o sucesso da produção. 2010 13 . Figura 13. de maneira forçada. A variação do número de mudas é devida à arquitetura da parte aérea das plantas. as bandejas vazadas (suporte dos tubetes) são envoltas em um filme de PVC para evitar a passagem dos insetos para a parte abaixo da linha do colo da muda de eucalipto. brimblecombei. Timer and termohygrometer (a).2. Temporizador da iluminação e termohigrômetro (a).1-23. UR de 60 ± 10% e fotoperíodo de 13:11 horas. As condições ambientais para a manutenção da criação do psilídeo-de-concha são: temperatura de 26 ± 1°C. principalmente fungos. sendo dispostos intercalados para que haja melhor espaçamento e maior aeração da parte aérea das mudas. eliminando por completo os espaços entre o tubete e o encaixe da bandeja. Paralelamente. A umidade pode ser ajustada com umidificadores ou desumidificadores de ar (figura 13). so forced. A desinfestação é feita com álcool 70%. Após esse processo. v. dessa forma. onde são acondicionadas nas prateleiras. para evitar qualquer tipo de contaminação por patógenos.2. A temperatura é mantida com o uso de condicionadores de ar e o fotoperíodo com o uso de um temporizador instalado na saída de energia das lâmpadas das gaiolas. as gaiolas seguem para o laboratório de criação de G. A gaiola suporta 15 mudas quando estas possuírem folhas estreitas (lanceoladas) e 10 mudas quando as folhas são largas. Figure 14.

facilitando a coleta com os aspiradores. os indivíduos oriundos do campo também são misturados aos exemplares obtidos na produção massal. o que permite maior visualização dos adultos do psilídeo-de-concha e do parasitóide. v. Esta gaiola possui tampa superior de vidro com leve inclinação.1. para que se possa ter controle dos acasalamentos. Documentos Técnicos IPEF. Figure 15. 14 Figura 15. através de aspiradores bucais ou pela própria coleta de ramos infestados. Visão geral da gaiola (modelo UCLA – Universidade da Califórnia). p. Figura 16. n. brimblecombei provenientes do campo. Os ramos infestados com psilídeo-de-concha provenientes do campo são colocados em gaiolas menores (modelo UCLA – Universidade da Califórnia) (Figuras 15 e 16). Cage (model UCLA – University of California) with eucalyptus branches infested by G. Figure 16. brimblecombei from field. Os insetos capturados nestas gaiolas são registrados conforme o seu local de origem.Criação do psilídeo-de-concha Glycaspis brimblecombei 3. fev.2.2. As primeiras liberações podem ser feitas com adultos capturados no campo. General view of cage (model UCLA – University of California). Gaiola (modelo UCLA – Universidade da Califórnia) com ramos de eucalipto infestados com G. Deste ponto em diante as reposições dos casais são feitas com exemplares nascidos no laboratório.4. 2010 . Infestação com Glycaspis brimblecombei Após o preparo das gaiolas ocorre a liberação dos casais de Glycaspis brimblecombei. evitando problemas de consangüinidade entre os indivíduos. Além de servirem para o estabelecimento da criação inicial.1-23.

Criação do psilídeo-de-concha Glycaspis brimblecombei Estabelecidos estes procedimentos. bliteus é uma vespa pertencente à ordem Hymenoptera e família Encyrtidae. 2000). Estes psilídeos atacam especificamente Myrtaceae. 3. são liberados entre 20 e 30 casais de G. Nestas avaliações são realizadas as contagens do número de ovos em 3 mudas.. Na sala de criação de P. 1998. como já ocorre na Califórnia. fev. 1962).. Estes resultados também são utilizados para estimar a produção das gaiolas. são feitas avaliações diárias. Aspectos morfológicos e biológicos de Psyllaephagus bliteus A espécie P.97 mm.63 a 1. bliteus medem cerca de 1. Male (a) and female (b) of Psyllaephagus bliteus. Todos os resultados da produção de ambos os insetos são registrados em fichas específicas conforme modelo constante no Anexo. 1988. visto que o desenvolvimento de algumas ninfas é superior ao tempo de parasitismo e desenvolvimento do parasitóide. México e Ilhas Britânicas. RIEK. As avaliações para o acompanhamento do desenvolvimento dos insetos são realizadas após 7 dias da liberação dos casais. Documentos Técnicos IPEF. Apresentam coloração verde metálico. pernas de cor creme. YEN. Figura 17. n. continuando a cada dois dias até a primeira emergência de adultos. brimblecombei.88 a 2. apenas visuais. além da presença do ovipositor (Figura 17). p. com a utilização de P. As fêmeas de P. 2010 15 .5. O número de ninfas no respectivo ínstar serve como indicador do ponto ideal para a transferência destas gaiolas para a sala de criação de P. A partir da primeira emergência de adultos. O restante das avaliações é feita sempre nas mesmas plantas. PAINE et al.2. 1962).. brimblecombei (CHAUZAT et al. A eficiência e especificidade dos parasitóides do gênero Psyllaephagus tornou estes insetos candidatos interessantes para o uso em programas de controle biológico clássico de psilídeos praga de Eucalyptus. 1996. asas hialinas e antenas geniculadas com 12 segmentos nas fêmeas e 10 segmentos nos machos. apresentando dimorfismo sexual (RIEK. bliteus. A grande diversidade taxonômica do gênero Psyllaephagus ocorre na Austrália e a grande maioria das espécies ataca ninfas de psilídeos (NOYES e HANSON. 2002). bliteus para controle de G.36 mm de comprimento e os machos de 1. camaldulensis. brimblecombei para cada 15 mudas de E. Macho (a) e fêmea (b) de Psyllaephagus bliteus. bliteus. DAHLSTEN et al. continua-se fazendo a coleta de adultos de G.2.1-23. Nos machos as antenas são de coloração amarela enquanto nas fêmeas a coloração das antenas é marrom. 2002. para que se inicie a coleta dos adultos para o preparo de outras gaiolas e para verificar o número de ninfas em terceiro ínstar. v. principalmente grupos e subgêneros de Eucalyptus (MOORE. Figure 17.

A pupa é exarada. 2010 . v. com o auxílio de suas mandíbulas. denominada “múmia”. cujo desenvolvimento ocorre na cavidade abdominal da ninfa do psilídeo.Criação do psilídeo-de-concha Glycaspis brimblecombei As larvas deste inseto são vermiformes. n. Figure 18. dando origem somente a indivíduos machos (PLASCENCIA– GONZÁLEZ et al. b). sendo que na fêmea o corpo termina em forma aguda e nos machos de forma arredondada. múmia (b). A sexagem pode ser realizada pela observação das antenas e pela forma do corpo. por partenogênese arrenótoca. 2005). o parasitóide adulto. Larval (a). 16 Figura 18. pupa (c) e fêmeas de Psyllaephagus bliteus em oviposição (d). brimblecombei (Figura 18 c). com cabeça diferenciada e coloração branca. mummy (b).. Larva (a). fev. encontra-se paralisada e dilatada (Figura 18 b). p.2. bliteus podem ovipositar sem copular. onde consome todos os seus órgãos internos (Figura 18 a).1-23. Fêmeas de P. de coloração negra e se desenvolve dentro da ninfa de G. Na emergência. Documentos Técnicos IPEF. A ninfa parasitada. pupae (c) and females of Psyllaephagus bliteus in oviposition (d). faz um orifício na região posterior do abdome da ninfa parasitada e na região lateral da concha (Figuras 19 a.2.

por ocasião da penetração do ovipositor do parasitóide. sendo que 88. indicando que seu ciclo biológico é ajustado ao de seu hospedeiro (PLASCENCIA–GONZÁLEZ et al. Em observações realizadas no LCBPF. constatou-se a presença de cicatrizes nas regiões torácica e abdominal das ninfas de G. sendo que as larvas começaram seu desenvolvimento apenas quando o hospedeiro atingiu o final do quarto ínstar ou inicio do quinto.6. p. Daane et al..0 e 12. inclusive. bliteus nestas mesmas regiões do corpo da ninfa encontrando. (2005) observaram que a longevidade média de adultos de P. Figure 20.2. Oviposition scar made by Psyllaephagus bliteus in the body of Glycaspis brimblecombei nymph. mais de um ovo por ninfa de psilídeo. dependendo da época do ano. O tempo de desenvolvimento desde a fase de ovo até a fase de pupa foi de 22.7. bliteus oviposita no tórax e abdome da ninfa e que a maioria das ninfas parasitadas (94. Neste mesmo estudo concluíram que a média de ovos depositados por fêmea foi de 125.1% deste total é ovipositado nos primeiros 22 dias após a emergência do adulto.1-23.2. brimblecombei.6 dias para as temperaturas de 22. 18.5%) possui apenas um ovo em seu interior. (2005) também observaram ovos depositados por P. respectivamente. n. (2005) observaram que P. O ciclo biológico de P. Daane et al.8 dias quando mantidos sob temperatura de 17°C e 14. bliteus se completa entre três e cinco semanas. Este ciclo é semelhante ao de G. Hole made by Psyllaephagus bliteus in nymph body (a) and lerp (b) of Glycaspis brimblecombei.2 dias quando mantidos sob temperatura de 32°C. 26 e 30°C. brimblecombei. notando-se. Figura 20. Essas observações. bliteus foi de 40.Criação do psilídeo-de-concha Glycaspis brimblecombei Figura 19. fev. 2010 17 . 2005). Cicatriz da oviposição feita por Psyllaephagus bliteus no corpo da ninfa de Glycaspis brimblecombei. Daane et al. indicam que o mesmo hospedeiro pode ser atacado mais de uma vez (Figura 20). Orifício feito por Psyllaephagus bliteus no corpo da ninfa (a) e na concha de Glycaspis brimblecombei Figure 19. mais de uma cicatriz. Documentos Técnicos IPEF. v. em alguns insetos. além de demonstrar o local onde é realizada a penetração pelo ovipositor do parasitóide.

Sete dias após a liberação dos parasitóides. 2010 . Neste caso. Caso os insetos produzidos sejam destinados à liberação no campo. Acondicionamento dos parasitóides em BOD (a). Os insetos. Os insetos permanecem nesta condição em BOD com condições ambientais iguais as utilizadas para criação de G. Maintenance of parasitoids in BOD chamber (a). são coletados com o auxilio do aspirador bucal e acondicionados seguindo o mesmo padrão descrito anteriormente para os insetos que permanecerão no laboratório para a continuidade da produção. servindo como ferramenta para a determinação da longevidade dos insetos no laboratório. tendo como objetivo principal eliminar os efeitos da consangüinidade no plantel de insetos do laboratório. Os insetos recém-chegados do campo são identificados sexualmente e agrupados em casais. bliteus. que pode durar até 30 dias.Criação do psilídeo-de-concha Glycaspis brimblecombei 3. 18 Figura 21. p.6. No LCBPF são acondicionados 20 casais por tubo. parasitoid collected with mouth aspirator (b). brimblecombei para a sala de criação do parasitóide ocorre quando pelo menos 50% das ninfas do psilídeo estiverem no terceiro ínstar. Os insetos recapturados podem ser liberados em outras gaiolas. deverá ser feito o acondicionamento de 25 casais por tubo (selado com “parafilm”). coleta dos mesmos com aspirador bucal (b). à medida que emergem. é realizada a liberação de dez casais de P. visando seu armazenamento. Posteriormente à transferência das gaiolas de criação do psilídeo-de-concha para a sala de criação de P. bliteus.2. Documentos Técnicos IPEF. o controle da procedência dos indivíduos é feito da mesma forma que o controle realizado para o psilídeo. Após aproximadamente 15 dias da liberação dos parasitóides começam ocorrer as primeiras emergências dos adultos de P. Figure 21. onde são acondicionados em tubos de fundo chato fechados com “parafilm” e suplementados com solução de mel natural diluído em água (50%). bliteus por gaiola. Os insetos produzidos são mantidos em BOD a 18°C e alimentados com mel.2. v. Primeiramente. brimblecombei por 24 horas (Figura 21).1-23. fev. os sobreviventes são recapturados com o auxilio de aspirador bucal e novamente mantidos no tubo de fundo chato (Figura 21b). Criação de Psyllaephagus bliteus O ponto considerado adequado para transferência das gaiolas da sala de criação de G. a introdução do parasitóide nas gaiolas se inicia com insetos advindos do campo e posteriormente com exemplares já produzidos no laboratório. n. Com este procedimento é possível obter o controle da idade das gerações dos indivíduos de cada gaiola.

Os recipientes foram armazenados em BOD nas mesmas condições ambientais citadas anteriormente. UR: 60 ± 10%.2.5 b 11. Tela 8.3 b 8. tubo de acrílico grande (7. fotofase de 12 h) (LOPES. sendo que ambas as formas de alimentação foram utilizadas somente no primeiro dia do experimento. acrylic vial and translucent plastic flask.93 a Tampa 1.88 Médias seguidas por letras iguais não diferem pelo Teste de Tukey (p<0. p. bliteus nos diferentes recipientes com duas formas de alimentação (temperatura: 26 ± 1ºC.9 ab 9. bliteus em função dos tratamentos. v. apresentou menor ressecamento. além Documentos Técnicos IPEF. 2010 19 .0 b 10.5 b 1. fev.1-23.3 cm de altura x 3 cm de diâmetro) e tubo de acrílico pequeno (5.05).1 a Tubo de Dieta Tubo de Acrílico Grande Tubo de Acrílico Pequeno Pote Opaco CV % 32. Table 3. Longevidade de P. fotoperiod of 12 h) (LOPES.Criação do psilídeo-de-concha Glycaspis brimblecombei 4. O alimento fornecido na tela. A primeira pincelando-se solução aquosa de mel (50%) no tecido “voil”. Foram utilizados 10 casais de P. 2005). Recipientes para acondicionamento do parasitóide: tubo de vidro de fundo chato. As avaliações foram realizadas diariamente através da retirada e contagem dos parasitóides mortos durante esse intervalo de tempo.3 cm de altura x 2. Tabela 3. com cinco repetições para cada recipiente (Figura 22). Acondicionamento e Envio do Parasitóide Psyllaephagus bliteus Para a definição do melhor recipiente de acondicionamento dos parasitóides produzidos no laboratório para envio aos locais de liberação. Os resultados foram expressos em longevidade média de machos e fêmeas de P.4 b 3. Os resultados foram submetidos à análise de variância e as médias comparadas pelo Teste de Tukey (p<0.8 a 32.2 a Fêmeas Tela 10.5 cm de diâmetro). bliteus por pote. Longevidade (Dias) Tipo de Recipiente Machos Tampa 1.09 4. utilizado para vedar os frascos e a segunda pincelando a solução de mel em tela de nylon colocada no interior dos frascos. pote plástico opaco (8 cm de altura x 5.9 b 2.3 cm de diâmetro).2. ao contrário de quando foi fornecido na tampa do recipiente. Longevity of P.9 cm de altura x 2. bliteus foram obtidos com os insetos acondicionados no tubo de acrílico grande e no pote plástico opaco.2 ab 9.09 DMS (5%) 3.5 b 7. bliteus in different recipients with two forms of feeding (temperature: 26 ± 1ºC. com o alimento fornecido nas telas colocadas dentro dos potes. Cada recipiente foi testado utilizando-se duas formas de alimentação.4 b 14. 2005). Recipients for parasitoid maintenance: flat bottom vial (glass). tubo de acrílico grande e pote plástico opaco Figure 22. n.5 cm de diâmetro).05). foi realizado um teste com quatro tipos de recipientes: tubo de vidro de fundo chato (8.16 b 13. Figura 22.7 b 2. UR: 60 ± 10%.64 Pela análise dos resultados foi possível observar que os maiores valores de longevidade para machos e fêmeas do parasitóide P.

Figure 22. Tubo de acrílico para acondicionamento do parasitóide e tela para alimentação no interior (a). Acrylic vial for parasitoid maintenance and nylon sheet with honey (a).2. A escolha foi motivada pela maior facilidade de transferência dos insetos para seu interior e pelo tamanho reduzido. como o “Sedex”. facilitando o armazenamento para envio. fev. p.2. Para o envio os tubos são colocados em caixas de isopor com bolsas térmicas e pequenos pedaços de isopor para evitar grandes variações de temperatura e choques mecânicos (Figura 22 b). detail of the styrofoam box with thermal packets for shipping (b). que apresenta tempo de entrega do material menor do que o tempo de vida dos insetos no interior do recipiente. n. v.1-23. 2010 . 20 Figura 22. detalhe da caixa de isopor com bolsas térmicas para envio do material (b). Documentos Técnicos IPEF. Na rotina de envio de parasitóides pelos laboratórios que o produzem foi adotado o uso do tubo de acrílico grande (Figura 22a).Criação do psilídeo-de-concha Glycaspis brimblecombei de possibilitar o fornecimento em maior quantidade. uma vez que o envio de parasitóides é feito por sistemas de remessa expressa.

M. K. DAHLSTEN.A.. bliteus. Gramado.000 11. México) e Guillermo Sanchéz (INIFAP Águas Calientes.639 694 13. colaborando. Gramado.000 7. C... Arcelor Mittal Florestas.O.800 18. R. D.. Amsterdam. E.Universidade Federal do Paraná. R.804 20.. p.. ANDREWS. D. bliteus em quatro anos (Tabela 4).F. HANSEN.457. Oakland. Ano 2004 2005 2006 2007 Total Insetos produzidos Glycaspis brimblecombei Psyllaephagus bliteus 23. Flutuação populacional do psilídeo-de-concha Glycaspis brimblecombei (HEMIPTERA: PSYLLIDAE) em diferentes espécies de eucalipto.. Biological control of the blue gum psyllid proves economically beneficial.R. MATOS.141.Criação do psilídeo-de-concha Glycaspis brimblecombei 5. 7.1. p. campus de Botucatu teve inicio no ano de 2004. Psyllaephagus pilosus.752 22. E. ZUPARKO.H. SIME. Jari Celulose.L.. p. Duratex S.A. R. n. 2004. Berkeley. 2005. Release and establishment of a biological control agent. 2003.. v. Cenibra.J. dessa forma.32. 43p. e às empresas florestais brasileiras Acesita Energética.H. The biology of Psyllaephagus bliteus Riek (Hymenoptera: Encyrtidae). Agradecimentos Os autores agradecem aos pesquisadores mexicanos Gloria Iñiguez Herrera (PRODEFO. DAHLSTEN. para a diminuição de variáveis que possam interferir ou comprometer toda a produção. S. n. v.. Considerações Finais No geral. 1998. v.. DUNNE. Satipel Florestal. Dissertação (Mestrado) .A. México).. apesar de simples requer acompanhamento detalhado de todas as etapas. 2004.M.F. p. G.1-4.B. DAHLSTEN. Annual production of red gum lerp psyllid and its parasitoid in laboratory. 2010 21 . Table 4..35–40. Curitiba.1-23..200 74. P. Klabin. COUTO. DAL POGETTO. México) pelo apoio e pronta disposição na disponibilização de informações sobre a criação e na coleta e envio do parasitóide. J. WILCKEN. Resumos.. D.2. 1964) (Hemiptera: Psyllidae) e seu controle com fungos entomopatogênicos. Annals of Applied Biology. R.B. PURVIS. International Paper do Brasil. V&M Florestal. DAANE.293–304. Pest notes: Eucalyptus red gum lerp psyllid. Documentos Técnicos IPEF. Aracruz.P. Produção de Glycaspis brimblecombei e de Psyllaephagus bliteus no LCBPF A criação dos insetos no Laboratório de Controle Biológico de Pragas Florestais da FCA – UNESP.L. ZUPARKO.52. fev.. GILL. Eucatex Florestal. FERREIRA FILHO.M.228-235.L.498 6. a criação massal de P. University of California of Agricultural Natural Resources Publications. Tabela 4. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE ENTOMOLOGIA.113 2. a parasitoid of the red gum lerp psyllid (Hemiptera: Psylloidea). Aspectos bionômicos de Glycaspis brimblecombei (Moore. 2006. Lwarcel Celulose e Papel. R. David Cibrián Tovar (Universidad Autónoma de Chapingo.J. 2002. p. R. Cia Suzano de Papel e Celulose.W. M.W. Veracel Celulose e Votorantin Celulose e Papel pelo financiamento do projeto. Referências CHAUZAT. GARRISON.2. v.7460. Ramires Reflorestamentos. 20. Plantar. Produção anual do psilídeo-de-concha e de seu parasitóide no laboratório. K. com produção continua e crescente do parasitóide P.. n. California Agriculture. Biological Control. p. DREISTADT. C.L. 2006. for eucalyptus psyllid (Cteranytaina eucalypti) in Ireland. NORGARD.P. 8. R. New York. FAVARO.

Cuautitlán Izcalli: Editorial Habana. Biologia do psilídeo-deconcha Glycaspis brimblecombei Moore (Hemiptera..1-2.1-23. DAHLSTEN.. parasites of psyllids (Homoptera).L.hawaiiag.. Biologia do psilídeo-de-concha Glycaspis brimblecombei Morre (Hemíptera: Psyllidae) em diferentes espécies de eucalipto e em Eucalyptus camaldulensis sob diferentes temperaturas.A. 2003. n. 2002.M. P. v.. C.ca.org/hdoa/npa/npa01-02_ rpsyllid. v.J. RAMIREZ. Aspectos bionómicos del psilideo del eucalipto Glycaspis brimblecombei Moore (Hem iptera:Psylloidea:Spondyliaspididae).105–164. 2005. p. PLASCENCIA–GONZÁLEZ. DAL POGETTO.pdf>. p.Universidad Autónoma Chapingo. Melbourne. v. LLANDERAL–CÁZARES..144-146..L.la.65. Glycaspis brimblecombei. criação e teste de longevidade para liberação do parasitóide Psyllaephagus bliteus (Hymenoptera: Encyrtidae) no controle biológico da praga exótica psiídeo-de-concha (Glycaspis brimblecombei) (Hemiptera: Psyllidae) em florestas de eucalipto: relatório de pesquisa.C. RIEK. Dissertação (Mestrado) .F. v. Encyrtidae). P..1. C. p. The Australian species of Psyllaephagus (Hymenoptera. fev. n.us/pdf/RedGumLerppsyllideng_pdf.F. Documentos Técnicos IPEF.. C. HANKS.631–636. 57p. A. Two Eucalyptus psyllids new to Florida (Homoptera: Psyllidae). Biología del parasitoide Psyllaephagus bliteus (Hymenoptera: Encyrtidae). 2004. 2002. v. Revista Chapingo: Serie Ciencias Forestales y del Ambiente.. WILCKEN.S. n. T.M. GILL..C.S. Berkeley. 76p. I.19–24. Encyrtidae (Hymenoptera: Chalcidoidea) of Costa Rica: the genera and species associated with jumping plant-lice (Homoptera: Psylloidea). Bulletin of Natural History Museum (Entomology). MANCERA. M. México.C. California Agriculture.8. 2009. Acesso em: 19 jun. Entomology Circular. 2008. Proceedings of the Linnean Society of New South Wales.10. 2010 .N.E.S. Tésis (Maestria) . Curitiba.M.2.A. PAINE. 2001. 1996. Invertebrate Systematics. Short-range endemism and Australian Psylloidea (Insecta: Hemiptera) in the genera Glycaspis and Acizzia (Psyllidae). LIMA.684–757.2109-2114. 5p. J. 2004. n. UC scientists apply IPM techniques to new eucalyptus pests.407.J. 2p.16. 45p. E. R.. GARRISON.11. MATOS. D.pdf>.V. A. L. D.110. J. S. LOPES. Disponível em: <http://acwm. v.G. Revista Brasileira de Entomologia. New agricultural pest for Southern Califórnia: redgum lerp psyllid. N. 2005. V.F.1.. Disponível em: <http://www. Los Angeles Country Agricultural Commissioner’s Office.54. London.. ARRIOLA–PADILLA.8-13.C. B. MILLAR.. M.G. Santa Maria..Criação do psilídeo-de-concha Glycaspis brimblecombei FERREIRA FILHO. p. 1988. OLIVEIRA. 2000. WILCKEN. GUERRA-SANTOS.D. FIRMINO. 2003. A.Faculdade de Ciências Agronômicas da Universidade estadual Paulista. Análisis del efecto de las condiciones ambientales en la fluctuación poblacional del psílido del eucalipto en el estado de México. C.38.L. HALBERT.2. D.. K. FIRMINO-WINCKLER. v. SANCHEZ. co. LÓPEZ–PÉREZ. Introdução. 2009. D. London v. n.O. 1962. HODDLE. p. v. R. G. N.H.53. CIBRIÁN–TOVAR. 22 MOORE.6. C. p. Botucatu.F..11-17. Associations of some Glycaspis species (Homoptera: Spondyliaspididae) with their Eucalyptus species hosts..W. p. Australian Journal of Zoology. J. p. Dinâmica populacional do psilídeo-de-concha Glycaspis brimblecombei (Moore. Acesso em: 09 jan. Psyllidae) em Eucalyptus spp.S. NOYES. 2003. A. p. J. Ciência Rural.C. p. 2009.. 1964) (Hemiptera: Psyllidae) e de seu parasitóide Psyllaephagus bliteus (Hymenoptera: Encyrtidae) em floresta de Eucalyptus camaldulensis... OLIVEIRA. n. Piracicaba: Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”. YEN. HANSON.J. NISSON.

fev. 2010 .Criação do psilídeo-de-concha Glycaspis brimblecombei 9. p.2. v.2. Anexo – Planilha utilizada na Criação 23 Documentos Técnicos IPEF.1-23. n.

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