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FIEAM discute logística no transporte do Vetor

Amazônico
Soluções para deficiências na infra-estrutura
do Transporte são apontadas

“A falta de investimento no setor de Transportes vai gerar um


apagão logístico. O Brasil deverá crescer de 4,9% a 5% até 2020.
No entanto, não temos estradas, ferrovias e hidrovias que
comportem esse crescimento. E antes desse apagão logístico
teremos ainda o energético”.
A avaliação foi feita ontem (2) pelo presidente da Federação
de Transportes de Cargas do Estado do Amazonas, Irani Bertolini,
em reunião na Federação das Indústrias do Estado do Amazonas
(FIEAM) sobre a Avaliação e Revisão do Plano Nacional de
Logística e Transporte e seu Portfólio de Investimentos, com a
participação da Secretaria de Política Nacional de Transportes, do
Ministério dos Transportes.
Já o 1º vice-presidente da FIEAM, Athaydes Mariano Félix,
destacou que o grande desafio para a Região é a competitividade
devida para concorrer no mercado nacional e internacional. “É de
suma importância o planejamento e a execução de um plano que
nos possibilite competir em pé de igualdade, colocando os nossos
produtos com o menor custo possível, em tempo mais curto e com o
mínimo de perdas e avarias”, sugeriu.
O secretário de Política Nacional de Transportes, Marcelo
Perrupato, o representante da Secretaria de Infraestrutura do
Estado do Amazonas, Luis Henrique Linhares, participaram da
reunião.
A iniciativa foi da Secretaria de Política Nacional de Logística
e Transportes (PNLT) e teve como objetivo discutir, avaliar e revisar
o Plano Nacional de Logística e Transporte no Vetor Amazônico 1,
composto pelos estados do Amazonas e Roraima. O plano, entre
outros objetivos, visa contribuir para construção de metas
econômicas, sociais e ecológicas para o desenvolvimento logístico
do transporte no país.
Bertolini comentou sobre a construção da BR- 316, que liga
Cuiabá (MT) a Santarém (PA) e afirma que a obra terá muita
relevância para o Amazonas, pois permitirá o transporte de
mercadorias do sul e sudeste dos país. Segundo Bertolini a
finalização da obra está prevista para o final de 2011.
Bertolini sugeriu que a BR- 319, que liga Porto Velho a
Manaus, seja destinada para cunho social e não comercial. “Devido
a questões ambientais, podemos utilizar a rodovia para
passageiros. O amazonense também tem o direito de ter acesso,
via rodovias, a outros estados do país”.
Segundo Bertolini outro fator que facilitaria o crescimento
logístico do Estado seria a informatização do sistema da Suframa.
“Com a desburocratização do sistema ganharíamos de 2 a 3 dias e
o transporte seria feito bem mais rápido”, afirmou.