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Livro Estrutura e Funcionamento

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  • 1.2 A EDUCAÇÃO BRASILEIRA NO PERÍODO REPUBLICANO
  • 1.3 A EDUCAÇÃO NO BRASIL CONTEMPORÂNEO
  • 1.4 CONCLUSÃO
  • 2.1 LEGISLAÇÃO EDUCACIONAL NO BRASIL
  • 2.4 CONCLUSÃO
  • 3.1 O ENSINO FUNDAMENTAL DE 09 ANOS
  • 3.2 O ENSINO MÉDIO E O DIREITO À PROFISSIONALIZAÇÃO
  • 3.3 A EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS
  • 3.4 CONCLUSÃO
  • E NORMATIZADAS PELAS POLÍTICAS EDUCACIONAIS VIGENTES
  • NORMATIZADAS PELAS POLÍTICAS EDUCACIONAIS VIGENTES
  • 4.3 O PNE E A VISÃO SISTÊMICA DO PDE
  • 4.4 CONCLUSÃO
  • RESUMO
  • ATIVIDADES DE APRENDIZAGEM - AA

Maria Olímpia Beatriz Santos Silvina Fonseca Corrêa

ESTRUTURA E FUNCIONAMENTO DO ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO

LETRAS/INGLÊS 4º PERÍODO

Maria Olímpia Beatriz Santos Silvina Fonseca Corrêa

ESTRUTURA E FUNCIONAMENTO DO ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO

Montes Claros - MG, 2010

Copyright ©: Universidade Estadual de Montes Claros

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROS - UNIMONTES REITOR Paulo César Gonçalves de Almeida VICE-REITOR João dos Reis Canela DIRETOR DE DOCUMENTAÇÃO E INFORMAÇÕES Giulliano Vieira Mota CONSELHO EDITORIAL Maria Cleonice Souto de Freitas Rosivaldo Antônio Gonçalves Sílvio Fernando Guimarães de Carvalho Wanderlino Arruda REVISÃO DE LÍNGUA PORTUGUESA Maria Leda Clementino Marques REVISÃO TÉCNICA Kátia Vanelli Leonardo Guedes Oliveira IMPRESSÃO, MONTAGEM E ACABAMENTO Gráfica Yago PROJETO GRÁFICO E CAPA Alcino Franco de Moura Júnior Andréia Santos Dias EDITORAÇÃO E PRODUÇÃO Alcino Franco de Moura Júnior - Coordenação Andréia Santos Dias Bárbara Cardoso Albuquerque Clésio Robert Almeida Caldeira Débora Tôrres Corrêa Lafetá de Almeida Diego Wander Pereira Nobre Gisele Lopes Soares Jéssica Luiza de Albuquerque Karina Carvalho de Almeida Rogério Santos Brant

Catalogação: Biblioteca Central Professor Antônio Jorge - Unimontes Ficha Catalográfica:

2010 Proibida a reprodução total ou parcial. Os infratores serão processados na forma da lei. EDITORA UNIMONTES Campus Universitário Professor Darcy Ribeiro s/n - Vila Mauricéia - Montes Claros (MG) Caixa Postal: 126 - CEP: 39041-089 Correio eletrônico: editora@unimontes.br - Telefone: (38) 3229-8214

Universidade Aberta do Brasil .Unimontes Paulo César Gonçalves de Almeida Vice-Reitor da Unimontes João dos Reis Canela Pró-Reitora de Ensino Maria Ivete Soares de Almeida Coordenadora da UAB/Unimontes Fábia Magali Santos Vieira Coordenadora Adjunta da UAB/Unimontes Betânia Maria Araújo Passos Diretor de Documentação e Informações Giulliano Vieira Mota Diretor do Centro de Ciências Humanas . Tecnologia e Ensino Superior Alberto Duque Portugal Reitor da Universidade Estadual de Montes Claros .UAB Ministro da Educação Fernando Haddad Secretário de Educação a Distância Carlos Eduardo Bielschowsky Coordenador Geral da Universidade Aberta do Brasil Celso José da Costa Governador do Estado de Minas Gerais Antônio Augusto Junho Anastasia Secretário de Estado de Ciência.CCH Mércio Coelho Antunes Chefe do Departamento de Comunicação e Letras Ana Cristina Santos Peixoto Coordenadora do Curso de Letras/Inglês a Distância Hejaine de Oliveira Fonseca .

Brasil. É professora universitária e diretora da empresa Instituto Pólis Montes Claros Assessoria e Consultoria na Elaboração de Planos. regido pela resolução 001/2001 – CNE/CES/MEC. ORIENTAÇÃO EDUCACIONAL E ENSINO DAS DISCIPLINAS E ATIVIDADES PRÁTICAS. Atualmente é Mestranda em Educação e Psicanálise. Silvina Fonseca Corrêa Formada em Pedagogia com Habilitação em SUPERVISÃO ESCOLAR DE 1º GRAU. publicada no D.U em 03/04/2001. Especializou-se em Supervisão Educacional pela PUC/MG.UPE. especialização em Pedagogia pela Universidade Estadual de Montes Claros. pela Fundação Norte-Mineira de Ensino Superior.O. Universidade Federal de São Carlos.CORPO – em convênio com a Cambridge Internacional University – External Degree of Campus – Commonwealth Territory of British Virgin Islands – United Kingdom – e com a Universidad de Los Pueblos da Europa . gerenciado pelo Centro de Orientação e Organização Psicanalítica .AUTORAS Maria Olímpia Beatriz Santos Mestre em Educação e Sociedade pela Universidade Presidente Antônio Carlos. São Carlos. FUNM – Montes Claros – MG. Cursou SUPERVISÃO ESCOLAR DE 1º E 2º GRAUS. Programas Projetos e Estatutos atuando em diversos municípios de Minas. graduação em Pedagogia com habilitação em Supervisão Pedagógica pela Universidade Estadual de Montes Claros. . UFSCAR. inclusive com a instalação de diversos Centros de Apoio e atendimento a EAD.

. . . . . . . . . . . . 36 2. . . . . . . . . . . .1 O Ensino Fundamental de 09 anos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 55 Unidade IV: O plano nacional de educação e as ações articuladas e normatizadas pelas políticas nacionais vigentes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 33 2. 22 Unidade II: Estrutura e Funcionamento da Educação Básica . . . . . . . . . . . . . . . . . .3 A Educação no Brasil Contemporâneo. . .5 Referências . . . . . . . . . . 54 3. . . . . . . . 15 1. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .4 Conclusão .2 O Plano Nacional de Educação e as Metas Propostas para a década da educação. . . . . . . . . . . . . . . . . . 49 3. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 24 2. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .3 A Educação de Jovens e Adultos . . . . . . . . . . 38 Unidade III: A legislação e a universalização de uma escola básica de qualidade . . . . . . . . . . . 57 4. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 39 3. . . . . . . . . . . . . .1 O Plano Nacional de Educação – Antecedentes Históricos . . . . . . . . . . . . . 11 1. . . . . . . . .5 Referências . . . . . . . . . . . . . . 79 Referências básica. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 56 4. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 77 Resumo . . . . . . 13 1. . . . . .4 Conclusão . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 75 4. .3 O PNE e a visão sistêmica do PDE. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .1 A Educação no Brasil Colônia . . . . . . . . .2 O Ensino Médio e o Direito à Profissionalização . . . . . . . . . . . . .5 Referências . . . . . . .AA . . . 11 1. . . . . . . . .4 Conclusão .2 Principios e fins da educação nacional na atualidade. . . . 91 . . . .5 Referências . . . . . . . . . . 61 4. . .2 A Educação Brasileira no Período Republicano .1 Legislação educacional no Brasil . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .3 Objetivos da educação básica à luz da legislação vigente . . . . . 87 Atividades de aprendizagem . . . . . . . . . . . . . . 64 4. . . . . . . . . . . . . . . . . . complementar e suplementar . . . . . . . .SUMÁRIO DA DISCIPLINA Apresentação . . 42 3. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 21 1. . . . 07 Unidade I: Breve Histórico da Educação na Legislação Brasileira . . . .4 Conclusão . . . . . . . . . . . .2001-2011 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 39 3. . . . . . . . . . . . . . . . 24 2. . . 32 2. . .

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executam. em pequenos grupos. mas que também sirvam de renovação de práticas educativas que possam fazer da educação. mas. significando. ético e democrático. sobretudo. A partir de enunciados. enfim da avaliação realizada. em grupos diversificados e/ou na coletividade. coordenam ou ensinam. mas sempre visando à construção de um novo conhecimento. cada vez mais. Vamos começar questionando: você sabe como funciona a Educação Básica em nosso país? Conhece a legislação que a orienta? E no passado. democrática. Ressaltamos que estes pressupostos se consolidam como principais responsáveis pela formação das identidades pessoais e sociais. cada vez mais. como também das expectativas e julgamentos de critérios/indicadores tecnicamente elaborados dos perfis encontrados. entenderemos o antes e o depois. Fazendo um breve histórico da legislação brasileira. de parâmetros de formação de 07 . por meio do planejamento participativo. formando educadores/educandos para uma sociedade que se pretende seja. que determinam e/ou norteiam a organização das diretrizes e Bases da Educação Nacional Brasileira. também. um instrumento de desenvolvimento pessoal. dirigem. principalmente. Estamos iniciando o estudo sobre a estrutura e funcionamento da Educação Básica Brasileira em seus níveis fundamental e médio. capaz de refletir na qualidade social brasileira. a determinação dos modos e intenções como foi organizada a educação antes e depois da República brasileira. decorrido de um diagnóstico real dos dados educacionais. muitas vezes já conhecidos por nós.APRESENTAÇÃO Prezado (a) cursista. Pretendemos que o nosso trabalho seja baseado em compromissos e hábitos de estudos individuais. como ela se estrutura na atualidade. já que o funcionamento está ainda sob a responsabilidade dos agentes (atores) sujeitos atuais. A participação de todos será determinante para a construção de uma educação a distância. dando ênfase especial para a intencionalidade da Lei e do Planejamento Curricular. quer sejam os que legislam. como a nossa educação foi instituída? Com base em quais pressupostos legais? Para responder a essas questões nos fundamentaremos na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional que apresenta os pressupostos e fatores. desde a organização e funcionamento dessa modalidade de ensino. dentro dos parâmetros da legislação brasileira assim. com mérito.

sínteses e construções que pretendemos seja proveitosa não só durante o curso. Prática essa que lhe proporcione vivenciar momentos de perfis profissionais diversos: coordenador ou líder de um grupo de trabalho. habilidades e capacidades. Acompanhe. o estudo dos textos apresentados. o uso das diversas linguagens textuais e as pesquisas bibliográficas de enriquecimento dos estudos constituem as diversas formas de você fazer do seu curso oportunidade de otimização de sua formação e/ou da formação de colegas. Acompanhe o seu tutor e preste a ele a ajuda necessária para que possa também ajudá-lo. no Brasil. Portanto a sua participação e a do seu colega são de extrema importância para o bom andamento das atividades e trabalhos propostos. Professora Mestra Maria Olímpia Beatriz Santos Professora Mestranda Silvina Fonseca Corrêa 08 .Letras/Inglês Caderno Didático . críticas. de concentração e respeito às regras. de interpretações e inferências devidas. Aperfeiçoe. A Educação a Distância requer de todos os envolvidos o compromisso com o hábito de estudo. todos têm direito a uma educação de qualidade. Essas oportunidades trarão para sua formação novas competências e habilidades num processo de ensinoaprendizagem e avaliação. a sistematização dos registros e atividades bem como o cumprimento de prazos. da educação como iniciativa dos acadêmicos dos polos da UAB em qualquer canto deste grande sertão veredas. mas faça delas oportunidades de crescimento nas análises. Evite limitar as suas características. o seu desempenho acadêmico. as orientações no decorrer deste estudo e faça das propostas e estratégias momentos inovadores e desafiadores que possibilitem a construção de uma nova prática educativa. exercendo sempre papéis diferenciados no grupo de educandos etc. Não podemos nos esquecer de que a verbalização nas discussões e debates. o tempo previsto no calendário do curso e se organizem para melhor aproveitar este tempo. de promoção e integração entre alunos e profissionais do curso/instituição. de seleção de leituras significativas. Crie o hábito de leitura diária. a cada dia. pois. Colabore para encontrar e promover medidas e projetos que possam ser elencados no rol de iniciativas do curso. adolescentes e jovens. mas no decorrer da carreira profissional e da vida que esperamos seja próspera e feliz.4º Período formadores de crianças. mediador ou relator. adultos e idosos. Atente-se para a carga horária da disciplina. com atenção. Priorize! Evite situações indesejadas. de abstração de raciocínio.

O Plano de Desenvolvimento da Educação. tomando como ponto principal a legislação educacional. como principais responsáveis pela formação das identidades pessoais e sociais. A Educação de Jovens e Adultos. os princípios e fins da Educação Nacional. apresentamos a Legislação Educacional no período que antecede à Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional de 1996. a partir da nova Constituição do Brasil em 1988. UNIDADE III: A Legislação e a Universalização de uma Escola Básica de Qualidade O Ensino Fundamental de 09 anos. com ênfase especial para a intencionalidade da lei e do planejamento curricular. Apresentamos como a educação estava legalizada antes e durante o período republicano até chegarmos à organização da Educação Nacional. O Ensino Médio e o Direito à Profissionalização. Princípios e fins da Educação Nacional na Atualidade. temos o histórico da educação brasileira. Educação Brasileira no Período Republicano.2001-2011. além de apresentarmos os objetivos. Na segunda unidade. Na primeira unidade. neste material que você está recebendo da Disciplina “Estrutura e Funcionamento do Ensino Fundamental e Médio” trabalharemos com a seguinte ementa: Os determinantes que norteiam a organização das diretrizes e bases da educação. UNIDADE IV: O Plano Nacional de Educação e as Ações Articuladas e Normatizadas pelas Políticas Educacionais Vigentes O Plano Nacional de Educação (PNE) e os seus Antecedentes Históricos. o conteúdo está dividido em quatro unidades. na atualidade. intitulada “Estrutura e Funcionamento da Educação Básica”.Estrutura e Funcionamento do Ensino Fundamental e Médio UAB/Unimontes ORIENTAÇÕES PARA AS UNIDADES Acadêmico (a). O Plano Nacional de Educação e as Metas Propostas para a Década da Educação. o Compromisso “Todos pela a Educação” e as Ações Articuladas dos Entes Federados. Para atendermos a esta ementa. Objetivos da Educação Básica à Luz da Legislação Vigente. A Organização Educacional no Brasil (Constituição Federal de 1988) UNIDADE II: Estrutura e Funcionamento da Educação Básica Legislação Educacional no Brasil. 09 . São elas: UNIDADE I: Breve Histórico da Educação na Legislação Brasileira A Educação antes da República. de acordo com a legislação vigente.

as considerações sobre o ensino médio atrelado à profissionalização e o direito à educação. existe a ação de homens e mulheres empenhados em um mundo melhor. ao fazê-lo. entretanto. como seres fazedores de seu “caminho” que.por meio da educação de jovens e adultos. na quarta unidade . se expõem ou se entregam ao “caminho” que estão fazendo e que assim os refaz também. Lembrando Paulo Freire Não posso entender os homens e as mulheres. é que você. acadêmico (a).4º Período Já na terceira unidade. cultural e socialmente existindo. o enfoque é a universalização da educação básica e a busca de qualidade. a não ser mais do que simplesmente vivendo. torna-se necessário refletir sobre a importância da legislação brasileira em um curso de Pedagogia e licenciaturas para que os futuros profissionais da educação observem que fazer educação no Brasil exige de nós um profundo conhecimento da trajetória da educação brasileira. contribuiremos para que em todos os dias possamos refletir e agir na busca da educação de qualidade para todos. faça a leitura do material e das sugestões propostas. chegamos até aqui e por onde se faz o caminhar da sociedade brasileira em busca de uma escola pública e eficaz para todos os brasileiros. p. O mais importante de tudo isso.garantido a todos.(1992. através da legislação brasileira.“O Plano Nacional de Educação e as Ações Articuladas e Normatizadas pelas Políticas Educacionais Vigentes” tratamos do Plano Nacional de Educação e como. E para finalizar este estudo. histórica. Apresentamos o ensino de nove anos. assim sendo.97) Assim.Letras/Inglês Caderno Didático . reflita sobre o processo legal da educação brasileira e acredite que. 10 . E. antes da legislação.

mas há outras características igualmente importantes.1 A EDUCAÇÃO NO BRASIL COLÔNIA Como podemos imaginar a educação no Brasil colônia? Vamos lá. que era interpretado em acordo com o código napoleônico. até chegarmos à organização da Educação Nacional através da Constituição do Brasil. A organização e administração da educação. Para melhor compreender os processos que envolvem a legalização e administração da educação brasileira. Corrente sociológica relacionada ao pensador francês Emile Durkheim. Sua interpretação de sociedade está diretamente relacionada ao estudo do fato social. de acordo com Sander (2007. mas fundamentalmente manifesta um enfoque jurídico. O fato social é exterior na medida em que existe antes do próprio indivíduo e coercitivo na medida em que a sociedade impõe tais postulados. desempenha um papel político e cultural específico. Brasil República e Brasil Contemporâneo. marcado pelas orientações e práticas resultantes das correntes filosóficas positivistas e funcionalistas. 2007). longe de ser um instrumento ideologicamente neutro. de alguma forma ou por algum motivo. mantém a imaginação). A F Corrente Positivista: É uma corrente sociológica cujo precursor foi o francês Auguste Comte (1798-1857). p.1 UNIDADE 1 Objetivo Geral BREVE HISTÓRICO DA EDUCAÇÃO NA LEGISLAÇÃO BRASILEIRA 1 BREVE HISTÓRICO DA EDUCAÇÃO NA LEGISLAÇÃO BRASILEIRA GLOSSÁRIO B GC E Apresentar o histórico da educação brasileira. as concepções de gestão da educação e administração pública vigentes resultam de uma construção histórica influenciada pela tradição jurídica que caracterizou o Período Colonial. 1. situado no tempo e no espaço”. em 1988. O método geral do Positivismo de Auguste Comte consiste na observação dos fenômenos. que dominavam as Ciências Sociais na segunda metade do século XIX e na primeira metade do século XX (SANDER. Introdução No Brasil. sempre foram executadas.. Em cada um deles desenvolveram-se processos e situações que possibilitam compreender a evolução da estrutura e administração da educação brasileira. fundamentado no direito romano. Ações estratégicas para a condução possível do processo educacional em território nacional. tomando como ponto principal a Legislação Educacional. 11 . para quem cada indivíduo exerce uma função específica na sociedade e sua má execução significa um desregramento da própria sociedade. pois. especificamente. avançando para uma concepção de gestão da educação. apresentam a influência das Correntes Escolástica e Positivista. percebendo. “fundamenta-se na convicção de que a gestão da educação. subordinando a imaginação à observação (ou seja. Corrente Funcionalista: É um ramo da Antropologia e das Ciências Sociais que procura explicar aspectos da sociedade em termos de funções realizadas por indivíduos ou suas conseqüências para a sociedade como um todo. antes e durante o período republicano. sem o conhecimento prévio do indivíduo. Propõe à existência humana valores completamente humanos.. Veja no glossário ao lado a explicação sobre estas correntes filosóficas. analisando os aspectos educacionais. durante o período colonial.14). é de fundamental relevância identificar aspectos e características dos três grandes momentos históricos: Brasil Colônia. o momento histórico em que deixou de ser vigente uma concepção de administração.

Máxima de São Tomás de Aquino: "Crer para poder entender e entender para crer. Este código baseou-se em leis francesas anteriores e também no Direito Romano.Letras/Inglês Caderno Didático . tendo seguido o Código Justiniano. Já o conhecimento natural viria. que integrava a caravela comandada por Pedro Álvares Cabral. entre eles. como os teoremas matemáticos. Fonte: WIKIPÉDIA. O positivismo teve grande impacto na sociedade brasileira. durante o Período Colonial. 2007). os jesuítas. à luz da razão. mar. algumas das importantes personalidades da época desenvolveram ações em prol da valorização e melhoria da educação nacional. que consta na bandeira brasileira. sacerdotes que rapidamente disseminaram seus ensinamentos por todo o território brasileiro.4º Período GLOSSÁRIO B GC E A F Corrente Escolástica: É uma corrente filosófica nascida na Europa da Idade Média. Código Napoleônico: originalmente chamado de Code Civil des Français. O Código Napoleónico. Um precioso exemplo é o lema “ordem e progresso”. 2007.25). resultando na pouca atenção aos processos relacionados à sua administração. Disponível em www. 21. 12 . Todavia. Filho e Espírito Santo. propriamente dito. p. como a aceitação da Trindade Divina. p. que dominou o pensamento cristão entre os séculos XI e XIV e teve como principal nome o teólogo italiano São Tomás de Aquino. manifestando-se no funcionamento das instituições políticas e sociais da época. Na educação. a grande interferência religiosa na educação brasileira resultou do trabalho dos padres da Companhia de Jesus. Essa influência permaneceu e até aumentou durante o Período Imperial e a Primeira República. para dirigir as escolas destinadas à educação popular. como o registro civil ou a propriedade. Naquele momento histórico. ou seja." São Tomás de Aquino dividiu o conhecimento humano em dois. o Corpus Juris Civilis. o Código Napoleônico não foi o primeiro código legal a ser estabelecido numa nação europeia.org. a lei era considerada um ideal a ser alcançado e não apenas “um parâmetro a ser aplicado em circunstâncias concretas” (SANDER. Disponível em pt. Sobre isso. a propriedade. Enciclopédia Livre. (Diário Universal. o que acabou por nortear a trajetória educacional e administrativa do Brasil. a aquisição da propriedade. apesar desse olhar desatento com a educação brasileira naquele momento.20) O enfoque jurídico que influenciava a administração da educação acabou somado aos valores do cristianismo com a chegada da Ordem Franciscana. No entanto. aborda somente questões de direito civil. especialmente a educação pública.diariouniversal. O conhecimento sobrenatural seria aquele ensinado pela fé. muito menos. Vale destacar que. era um tema de pouca importância para os colonizadores portugueses e para a população que habitava o país. Sander afirma que estudos sobre a organização do ensino daquela época não permitem identificar uma administração escolar capacitada para atender às exigências mínimas das poucas instituições educacionais para a elite governante e.wikipedia. na sua metodologia científica de natureza descritiva e empírica e nas práticas prescritivas e normativas de organização e gestão educacional” (SANDER. (2007. desenvolvendo o primeiro esboço de um sistema educacional. o grupo liderado por Rui Barbosa. Deus como Pai. Porém. 2007. o positivismo manifestou-se “no conteúdo universalista de seu currículo enciclopédico. a educação. dividindo o direito civil em: a pessoa. foi o código civil francês outorgado por Napoleão I e que entrou em vigor a 21 de março de 1804. chefiada pelo Frei Henrique de Coimbra.com A tradição do direito romano tinha como principais aspectos o caráter normativo e o pensamento dedutivo.

Anísio Teixeira. Inspirados nas ideias político-filosóficas de igualdade entre os homens e do direito de todos à educação./2008/.. a gestão da educação teve grande interferência dos princípios da administração clássica. Querino Ribeiro e Lourenço Pinto.. Denominado de Escola Nova.. p. desenvolvimentista e sociocultural. impulsionando a promulgação. são instruções de caráter geral para que todos os interessados/envolvidos procedam de padronizada. Ex: Todo homem é mortal (geral) Pedro é homem Pedro é mortal (conclusão particular) Função básica do pensamento dedutivo: explicitar. na educação. Caracterizou-se como um período de grande efervescência pol ítica e intelectual. como estava a educação brasileira? Em 1920. Apresentaremos. a produtividade e a eficiência” (SANDER. comportamental. um grupo de intelectuais brasileiros sentiu necessidade de preparar o país para acompanhar esse desenvolvimento. 2007. da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Esses movimentos foram determinantes para a gestão da educação nacional. na administração da educação brasileira. assumindo “características de um modelo-máquina preocupado com a economia. nesse contexto. após a divulgação do Manifesto da Escola Nova (1932). Vamos analisar cada uma destas fases? a) Fase organizacional: início do século XX. 2007) Nessa fase. www. chega a uma conclusão particular ou menos geral. divide-se. tendo como principais consequências a fundação da Associação Brasileira de Educação (ABE). (LYRA. desde a Primeira Guerra Mundial até a Revolução de 1930. a seguir. O pensamento vigente. Geralmente os atos de caráter normativo são editados para melhor compreensão dos procedimentos requeridos em função de um texto de Lei. Cada uma delas revelava um modelo de gestão específico. o movimento ganhou impulso na década de 30. em 1961. entre outros. 2001) Pensamento Dedutivo: quando. em quatro fases: organizacional. segundo Sander (2007). laica e gratuita. (SANDER. ao longo da demonstração. aquilo que implicitamente já se encontra no antecedente. A educação era percebida por eles como o elemento-chave para promover a remodelação requerida. a partir de enunciados mais gerais dispostos ordenadamente como premissas de um raciocínio. Nesse documento. defendia-se a universalização da escola pública. LDB 4024/61.. Decreto etc./ metodo_cientifico 13 . no Brasil. organizou-se o movimento chamado Escola Nova.esmec/wp. e o Manifesto dos Pioneiros da Escola Nova. Destacaram-se nessa época. Naquele momento histórico. no período republicano.2 A EDUCAÇÃO BRASILEIRA NO PERÍODO REPUBLICANO Agora. 30).Estrutura e Funcionamento do Ensino Fundamental e Médio UAB/Unimontes 1. no período republicano. o mundo vivia um período de crescimento industrial e de expansão urbana e. como o próprio nome está dizendo. também. esses intelectuais viam num sistema estatal de ensino público livre e aberto o único meio efetivo de combate às desigualdades sociais da nação. Esse movimento manifestou-se. Compreenda melhor o que significou o movimento denominado Escola Nova e o Manifesto dos Pioneiros no glossário ao lado. em 1924. em 1932. um elenco das principais características da LDB 4024/61 que foram determinantes para a gestão da educação brasileira: GLOSSÁRIO B GC E A F Caráter Normativo: Atos de caráter normativo.

Nos Estados Unidos John Dewey (18591952) e William Kilpatrick (1871-1965) foram seus principais advogados. Froebel (1782–1852). p. William James (1842-1910) etc. destacando-se uma perspectiva pedagógica. ano letivo ? ensino religioso facultativo (Art. em que o principal compromisso passa a ser com a “consecução eficaz dos objetivos intrínsecos do sistema educacional e de suas escolas e universidades” (SANDER. 97). a reação que já acontecia em outros países contra os princípios e práticas da escola clássica da administração. que influenciou os estudos da administração da educação. na empresa e na educação”. (Aranha. Mais a frente comentaremos sobre Paulo Freire. 30). A “educação nova” privilegia a criança como indivíduo. foi intenso o movimento para superação da utilização dos estudos da administração na área educacional. “instalou-se. ? de 12% do orçamento da União e 20% dos municípios empenho com a educação (Art. Essa fase tem como marco inicial a expansão do movimento psicossociológico das relações humanas. também no Brasil. 92). Nesse período. Este movimento foi iniciado na Europa e nos Estados Unidos na transição dos séculos XIX para o XX.paulofreire. Essa percepção se manifesta na gestão da educação. a partir daí. ? regulamentação da existência dos Conselhos Estaduais de Educação e do Conselho Federal de Educação (Art. assim. resgatando a sua dimensão humana.(2007. acessando o site: http://www. diminuindo a maior centralização do poder no MEC (Art. os quais postularam que a educação deve levar em conta a realidade psicológica do educando com todas as exigências do seu mundo subjetivo”. Os ensinamentos da sociologia da educação vieram ainda contribuir e influenciar as concepções da gestão da educação. 42-43). protagonizado por Pestalozzi e Froebel. entre outros. deflagrado com os estudos de Hawthorne. que foram desenvolvidos entre 1924 e 1927. Sander destaca que.Letras/Inglês Caderno Didático . 39) afirma que “na realidade. Na Europa.4º Período GLOSSÁRIO B GC E A F ? obrigatoriedade de matrícula nos quatro anos do ensino primário (Art. que merecem cuidados especiais.br/heb07a. Nietzsche (1844-1900).pedagogiaemfoco. o reinado dos psicólogos e psicólogos sociais no estudo do comportamento administrativo no setor público. ? do professor para o ensino primário no ensino normal formação Escola Nova: A “escola nova”. e que fundamentaram as bases teóricas da construção comportamental de administração. p. mas se você estiver interessado visite: www. A integração entre a psicologia e a sociologia deu origem à psicologia social. Essa educação surge como resultado de um novo sentimento dos adultos em relação às crianças. de 1932. DICAS Para entender o Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova. Tolstoi (1828-1910). 72). 2007. 10). a aplicação da psicologia à organização e administração do ensino remonta ao psicologismo pedagógico do início do século XIX. pro. b) Fase comportamental: a Segunda Guerra Mundial manifestou. p. “escola ativa” ou “escola progressiva” foi um movimento próprio do século XX. Pestalozzi (1746–1827). por Edouard Claparède (18731940) e Maria Montessori (1870-1952). 52 e 53). 14 . leia-o na integra. ? de 180 dias (Art. mas que se inspirou em pedagogos e filósofos do século XVIII e XIX como Rousseau (1712-1778). 8 e 9). 1996) de grau ginasial ou colegial (Art. foi defendido. ?autonomia aos órgãos estaduais. 37) Sander (2007.htm.org e pesquise mais sobre este grande educador.

de estrutura burocrática consoante com os propósitos estabelecidos para a educação escolarizada nessa nova fase de desenvolvimento do país. Essa realidade impôs a necessidade de se reavaliar o papel da educação nos aspectos econômicos. não haviam alcançado os resultados esperados na economia e no progresso tecnológico. Seu texto define. na contemporaneidade. Foi um documento elaborado e assinado pelos mais destacados expoentes do movimento de renovação do ensino e vinha. 1996) 15 . No que se refere à educação. na área da educação. 1. 85-86) afirma que “o sistema educacional deixou de ser concebido como alavanca e motor de transformação. num primeiro momento. em que se destacam as áreas de recursos humanos. numa compreensão de que a educação é fator estratégico para o desenvolvimento econômico. período de reconstrução econômica nas décadas de 1950-1960. Essa compreensão disseminou-se. GLOSSÁRIO B GC E A F Manifesto da Escola Nova: ou Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova. também participou e sofreu a interferência de inúmeros movimentos políticos e culturais. a fase sociocultural desenvolve-se a partir dos ensinamentos das ciências sociais. sociológicos e antropológicos. onde os cursos de pós-graduação em educação desenvolveram suas discussões voltadas para área de política e gestão da educação. foi um dos representantes desse período. que buscava subsídios para sua política educacional. transformou-se em pessimismo e desilusão”. a reflexão a respeito das relações de dominação e dos ideais de libertação que ainda se manifestavam nas relações econômicas e nas políticas internacionais. p. teorias do capital humano e investimentos no ser humano. que concebia a educação e o professor como fontes de progresso. seus pressupostos e se apresenta com o propósito de superar o empirismo das reformas parciais efetuadas.3 A EDUCAÇÃO NO BRASIL CONTEMPORÂNEO E agora? Chegamos à contemporaneidade. entra em crise diante da constatação de que os investimentos. responder a uma solicitação do Governo Provisório. políticos e culturais. de forma clara. d) Fase sociocultural: ao contrário da fase desenvolvimentista. Você consegue perceber como a educação é influenciada pelos acontecimentos políticos. até então vigente. disseminando. consequentemente. A eficiência da administração. o sistema de ensino. (Aranha. O otimismo pedagógico. O documento diagnostica a situação precária do ensino no país como decorrência da falta de organização das escolas e reforça a ideia da necessidade de dotar a escola e. e o otimismo pedagógico. econômicos e sociais? Vamos lá então. determinava-se fundamentalmente pela atuação de um conjunto de fatores – políticos. o enfoque desenvolvimentista também se inseriu no movimento internacional da economia da educação. no meio acadêmico. expoente da pedagogia libertadora. Tedesco (1987. Paulo Freire. por meio de seus estudos. A história da educação brasileira. também. resultante das consequências da Segunda Guerra Mundial e decorrente da necessidade de organizar e administrar os serviços de assistência e ajuda financeira no período pósguerra. anteriormente vigente.Estrutura e Funcionamento do Ensino Fundamental e Médio UAB/Unimontes c) Fase desenvolvimentista: surge com a denominada “administração para o desenvolvimento”. Divulgado em 1932 é um documento dirigido ao povo e ao governo. inclusive a educacional.

segundo Sander. A concretização da democracia implica mecanismos de tomada de decisão que. a população manifestou seu repúdio às eleições indiretas e exigiu o voto direto para presidente. restritas. pouco tempo depois. (CAVALCANTE. que a União. em 1984. em prol das eleições diretas para a presidência do Brasil. 2004. portanto. 141) Quanto à legislação educacional. pois já se manifestavam as novas exigências de uma sociedade impulsionada pela globalização econômica. engendra-se no campo educacional brasileiro o movimento eufórico que fora denominado "Otimismo Pedagógico". muitas vezes. Disponível em http://www. no Ceará.024/61 – dispõe. em 1927. Na grande maioria das cidades e em todas as capitais brasileiras. na maioria das vezes. no Distrito Federal. “numa arena de lutas em que seus diferentes atores vêm tratando de impor suas opções políticas e suas categorias de percepção e interpretação”. sendo assim. O ministério foi responsável pela reforma que ocorreu na estrutura do ensino brasileiro. Podemos destacar. reportadas.(2004. em 1946.4º Período GLOSSÁRIO B GC E A F Otimismo pedagógico: A partir de 1920. A maior manifestação realizou-se em São Paulo e reuniu aproximadamente 1 milhão e 700 mil pessoas. tendo como Ministro da Educação Francisco Campos. organizando a educação escolar. 2005. como um dos primeiros atos do Governo Provisório de Getúlio Vargas. visto que o ensino superior estava a cargo do governo federal e o secundário não passava de uma rede de cursos preparatórios. algumas décadas não serão. a terceira. a sociedade política brasileira – partidos de esquerda e progressistas – retomou as principais discussões sobre a necessidade de melhorar e democratizar a educação brasileira. A partir da década de 1970. Esse movimento desencadeou por todo o país uma série de reforma do ensino em nível estadual. por Fernando Azevedo. quatro reformas que foram fundamentais no delineamento do ensino público no Brasil: a primeira. os Estados e o Distrito Federal organizem seus sistemas de ensino (art.Letras/Inglês Caderno Didático . É com essa compreensão que Machado e Cavalcanti afirmam que “democratizar o ensino pressupõe o acesso à permanência com êxito e à qualidade”. com efeito. até meados da década de 1990. Naquele momento histórico. p. O contexto educacional brasileiro também sofreu essa interferência. em 1920. O país e muitos de nós assistimos a uma mobilização popular sem precedentes. Nossa intenção é fazer alguns recortes na História da Educação Brasileira que possibilite a você compreender o contexto atual. em 1928. com. mobilizando-se e se transformando. implantada em Minas Gerais.conteudoescola. por Francisco Campos e. fato que também interferia na organização da educação brasileira. p. determina como 16 . No entanto. a primeira LDB – a Lei nº 4. Francisco Leonardo dos Santos. 11). no Estado de São Paulo. “especialmente nos níveis secundário e universitário e na modalidade do ensino comercial. reproduzindo a Constituição vigente à época. revelam a posição da maioria. 135). por último. E. ao delimitar a abrangência destes sistemas. até 1945. em 1922.br/site/content/view/118/4 2/1/1/. p. desatendendo o ensino primário e a formação dos professores”. foi criado o Ministério da Educação e Saúde Pública (MESP). a segunda. 70-71) Um exemplo dessa mobilização (arena de luta) foi a manifestação ocorrida. a partir do entendimento das histórias construídas no passado. tendo como mentor o ilustre advogado Antônio de Sampaio Dória. A Constituição Federal de 1934 delegou ao Estado a responsabilidade de fiscalizar e regulamentar as instituições de ensino públicas e privadas. Acesso em 03 de agosto Em 1930. (2007. vigorava a ditadura de Getúlio Vargas. por nós. (LIBÂNEO. aos ensinos primário e normal. diferentes segmentos sociais brasileiros se mobilizaram em prol da democracia efetiva. realizada por Lourenço Filho.

mas com a inclusão dos militares. porém. na manutenção e desenvolvimento do ensino. antes de GLOSSÁRIO B GC E A F Constituição de 1934: Promulgada em 16 de julho pela Assembléia Nacional Constituinte. em cada ano. Disponível em http://pt. Em 1983. a distribuição de competências pela educação escolar. 05) diz que até a Constituição Federal de 1988. entretanto. a União deveria aplicar nunca menos de dez por cento e os Estados. (WIKIPÉDIA. Portanto os Municípios não tinham uma esfera de competência própria (JUSTO. vagamente expressas no texto constitucional (ROMÃO. Saviani. O cumprimento à risca de seus princípios. ou. O art. nunca ocorreu. Segundo a Constituição de 1946. de fato. 14) e como competência dos Estados e Distrito Federal autorizar o funcionamento. conforme a legislação da época. Ela foi a que menos durou em toda a História Brasileira: durante apenas três anos. 16). aí incluindo. (1997. somente a eles foi atribuída esta obrigação. foi redigida "para organizar um regime democrático. 20). pelo ensino de 1º e 2º graus. a justiça e o bemestar social e econômico". municipais e privadas. a unidade.Estrutura e Funcionamento do Ensino Fundamental e Médio UAB/Unimontes competência da União reconhecer e inspecionar as instituições de ensino superior. anualmente. p. reconhecer e inspecionar os estabelecimentos de ensino primário e médio não pertencentes à União (art. mas vigorou oficialmente apenas um ano (suspensa pela Lei de Segurança Nacional). 17 . a liberdade. (Acesso em 23 jul. que estes últimos deveriam aplicar. p. Até a Constituição de 1988 o ensino municipal era considerado um “subsistema” que se vinculava ao sistema estadual. portanto. o Distrito Federal e os Municípios. da receita resultante de impostos. 1988. ela foi importante por institucionalizar a reforma da organização político-social brasileira — não com a exclusão das oligarquias rurais. O Estado repartia com o Município a responsabilidade pelo ensino fundamental numa relação em que o Município desempenhava um papel suplementar. 5). § 3º institui. p. 15. pelo menos vinte por cento da receita tributária municipal no ensino primário. 176 da Constituição de 1969. 1997. particulares (art. em 1969.wikipedia. nunca menos de vinte por cento da renda resultante de impostos em manutenção e desenvolvimento do ensino. sempre se estendeu aos Municípios a obrigatoriedade da aplicação de percentuais mínimos da receita de impostos em educação. p. a educação nacional passou a contar com uma ordenação jurídica comum. a União deveria aplicar nunca menos de treze por cento e os Estados. no Brasil. 2009). ao dispor sobre a intervenção dos Estados nos Municípios. esta vinculação de recursos para educação foi. 169. apesar de não existir. 1997. A partir da compreensão de que a delimitação dos universos de jurisdição dos sistemas de ensino reforça muito a delimitação das áreas de competência de cada esfera de Governo. Eliminada pela Constituição de 1967. Apesar disto. praticamente excluído das decisões normativas (BEDÊ apud ARELARO. a Emenda Calmon acrescentou o § 4º ao art. Em consequência. Ainda assim. o Distrito Federal e os Municípios vinte e cinco por cento. que assegure à Naçao. no mínimo. desde a década de 1930. não só sempre se estendeu aos Municípios a vinculação de recursos para educação como. estabelecendo que. art. atribuía à União a responsabilidade pelo ensino superior e aos Estados e ao Distrito Federal a responsabilidade pelos ensinos primário e secundário. reintroduzida apenas para os Municípios pela Emenda Constitucional nº 1 de 1969. Enciclopédia Livre. na alínea “f”. conclui-se que. segundo o próprio preâmbulo.org. Como se observa. classe média urbana e industriais no jogo de poder. 26). as instituições estaduais.

intensificou-se. especialmente do 1º grau. e o debate continuou a ser defendido a partir de diferentes interpretações do disposto no § 2º do art. Muitas vezes. GLOSSÁRIO B GC E A F 1.4º Período 1988. Brasil (1983) A primeira referência legal à responsabilidade dos Municípios encontra-se na Reforma de Ensino – Lei nº 5. 4). Como resultado. especialmente em relação ao oferecimento do ensino de 1º grau.org. É a sétima a reger o Brasil desde a sua Independência. a definição clara de competências. 58) e. a atuação prioritária dos Municípios. a municipalização decorreu de iniciativas dos Estados mais com o objetivo de diminuir seus gastos do que inserida em uma política de melhoria da qualidade do ensino Haguette (s/d.692/71). 211 da Constituição Federal. no texto constitucional não há.Letras/Inglês Caderno Didático . Disponível em http://pt. 59 da Lei nº 5.2009) 18 . esses já desempenhavam papel suplementar aos Estados. com o objetivo de dar maior efetividade aos direitos fundamentais. a Constituição Federal de 1988 assegurou diversas garantias constitucionais. ao menos. A partir da década de 70. Abreu (1998) Constituição de 1988: A Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 é a lei fundamental e suprema do Brasil.024/61 e da destinação de recursos para a educação no âmbito dos Municípios (art. a municipalização do ensino constitui-se em tema polêmico. encontram-se as seguintes novidades: 1ª – a organização dos sistemas Municipais de ensino.692/71. Para os defensores da municipalização. em relação ao qual se opunham duas posições radicais: definir a responsabilidade da União pelo 3º grau.1 Constituição Federal de 1988 Considerando a legislação anterior (constituições e leis de diretrizes e bases nacionais) no art. previa a progressiva passagem para a responsabilidade municipal dos encargos e serviços da educação. uma esfera de competência própria dos Municípios. (WIKIPÉDIA. dos Estados e do Distrito Federal (caput). na oferta do ensino fundamental. Na Assembléia Nacional Constituinte. permitindo a participação do Poder Judiciário sempre que houver lesão ou ameaça de lesão a direitos. ao lado dos sistemas da União. os Municípios passavam a ser os responsáveis ou. como nas Constituições anteriores.wikipedia. Enciclopédia Livre. 211 da CF (Constituição Federal) de 1988. Ao lado dos sistemas de ensino da União. p. situando-se no topo do Ordenamento jurídico. no parágrafo único deste mesmo dispositivo. 2ª – a organização dos sistemas de ensino em regime de colaboração (caput). não implicava a supressão da responsabilidade principal dos Estados pela oferta desse nível de ensino. atingindo principalmente as regiões mais pobres do país. Apesar das controvérsias de cunho político. Para os contrários à municipalização. os principais responsáveis pelo 1º grau. dos Estados pelo 2º grau e dos Municípios pelo 1º grau ou manter a responsabilidade dos Estados pelo 1º e 2º graus. dos Estados e do Distrito Federal previstos na Lei nº 4. a municipalização do ensino. servindo de parâmetro de validade a todas as demais espécies normativas. no Brasil. Acesso em 23 jul.3. 3ª – a atuação prioritária dos Municípios no ensino pré-escolar e fundamental (§ 2º). A Reforma de 1971 previu que legislação supletiva disporia sobre a responsabilidade do Estado e dos seus Municípios no desenvolvimento dos diferentes graus de ensino (art.

gov. como na emenda constitucional o ensino fundamental é colocado em primeiro lugar na sentença: antes da educação infantil.Estrutura e Funcionamento do Ensino Fundamental e Médio UAB/Unimontes A indefinição do texto constitucional refletia. uma distribuição de competências entre Estados e Municípios. Tanto no artigo 211./Emendas/. Daí. Abreu (1998) Segundo Abreu. a impossibilidade de se definir no âmbito nacional. (ABREU.2 Emenda Constitucional nº 14/96 A Constituição de 1988 não explicita. Abreu (1998) Em segundo lugar. Estados e Municípios devem delimitar a responsabilidade concorrente a eles e atribuída pela Magna Carta em relação à oferta do ensino fundamental. Abreu (1998) 1. pelos Estados e pelos Municípios que.. a carência de recursos financeiros ou mesmo técnicos nos demais sistemas estaduais e municipais. ou seja. ou seja. (1998) o novo texto constitucional. Castro (1998) 19 .692/71. do regime de colaboração. respectivamente. no texto constitucional. para os Estados. Em consequência. ao Distrito Federal e aos Municípios” (BRASIL. no caso dos Municípios e antes do ensino médio. tendo em vista as desigualdades regionais. No art. o Governo Federal apresentar como um dos objetivos da Proposta de Emenda Constitucional enviada ao Congresso em 1996. 211 do texto constitucional. o parágrafo quarto trata de explicitar o que estava implícito: a universalização do ensino obrigatório. do ensino fundamental deve ser assegurada. Através desta função fixada à União.. à área de atuação prioritária dos Estados e à colaboração entre Estados e Municípios em relação ao ensino obrigatório. Na verdade. foi mediado pela introdução. a definição clara de responsabilidades dos diferentes níveis da população no que se refere à obrigatoriedade da educação fundamental. Através dele.. 1988). em conjunto. relativos.br/cciv il. a Emenda Constitucional nº 14 altera a redação do parágrafo primeiro. de forma coerente. acesse o site: http://www. relativo às atribuições da União e acrescenta os parágrafos terceiro e quarto. no caminho já apontado pela Lei nº 5. notadamente do ensino fundamental. em cada Unidade Federada.3.planalto. 1998) DICAS Para conhecer a Emenda Constitucional nº 14/94. “em matéria educacional. as responsabilidades e competências de cada uma das esferas do Poder Público. entre a posição favorável e a contrária à chamada municipalização do ensino de 1º grau. função redistributiva e supletiva. o conflito presente na Constituinte./emc14. a Constituição Federal procura a equalização das oportunidades educacionais. a Constituição de 1988 optou por não atribuir a responsabilidade pelo ensino fundamental exclusivamente aos Estados ou aos Municípios. define formas de colaboração entre seus sistemas de ensino. 211 da CF/88 destaca que a União tem. face à extrema diferenciação entre as regiões brasileiras quanto à capacidade de arrecadação tributária e de investimento na educação dos entes federados e quanto às suas diferentes participações historicamente construídas na oferta do ensino. de forma a garantir equalização de oportunidades educacionais e padrão mínimo de qualidade do ensino mediante assistência técnica e financeira aos Estados. utiliza-se da mesma linguagem – atuação prioritária – para a definição das responsabilidades de Estados e Municípios. na verdade. em relação à oferta da educação escolar..htm GLOSSÁRIO B GC E A F Função redistributiva e supletiva: O Art. emendado em 1996. para isso.

30. ao atribuir à União a responsabilidade de organizar e também financiar o sistema federal de ensino. com a cooperação técnica da União e do Estado. o ensino pré-escolar pela educação infantil. a Emenda Constitucional nº 14/96 promove alterações na redação do parágrafo primeiro do art. institui a educação infantil como a que atende crianças. 60 do ADCT (Ato das Disposições Constitucionais Transitórias). de forma a tornar o texto mais preciso. Abreu (1998) Daí. em creches (até três anos) e pré-escolas (de quatro a seis anos de idade) (Callegari & Callegari. 212 da Constituição Federal.” Para isso. na redação do parágrafo segundo do art. desta forma procedendo à adequação do texto da Constituição ao debate educacional desenvolvido no país. Abreu (1998) No que se refere à União. Entretanto. deixava margem a uma interpretação equivocada sobre o papel do Governo Federal em relação às instituições de ensino privadas que integram o seu sistema de ensino. 211. Abreu (1998) Em quarto lugar. Após 1988 e consubstanciado na nova LDB nº 9394/96 que. o texto constitucional emendado em 1996 explicita a função redistributiva e supletiva da União em matéria educacional e acrescenta que o objetivo da União. 16). ao constituir uma subvinculação para o ensino fundamental dos recursos vinculados à manutenção e desenvolvimento do ensino pelo art. O texto constitucional de 1988.4º Período A Emenda Constitucional nº 14/96 substitui. até seis anos de idade. Abreu (1998) Ao mesmo tempo. do texto de 1988. a Emenda Constitucional nº 14/96. da Constituição Federal de 1988. na nova redação do art. repete o texto de 1988 ao estabelecer que a função redistributiva e supletiva da União será implementada através de “assistência técnica e financeira aos Estados. 208.Letras/Inglês Caderno Didático . será o de “garantir a equalização de oportunidades educacionais e padrão mínimo de qualidade de ensino”. diferencia a atribuição da União de organizar o sistema federal de ensino e o dos Territórios da atribuição de financiar as instituições públicas federais. ao exercer esta função. Em primeiro lugar. inciso VI. por coerência com o disposto no art. Abreu (1998) Em terceiro lugar. 211. ao Distrito Federal e aos Municípios”. programas de educação pré-escolar e de ensino fundamental. Maria do Pilar Lacerda em 2008 que apresenta “A educação básica é o caminho para assegurar a todos os brasileiros a formação comum indispensável para o exercício da cidadania e fornecer-lhes os meios para progredir no trabalho e em estudos posteriores. igual adequação não foi encaminhada no art. determina igual percentual de recurso dos Estados e dos Municípios para este nível de ensino. segundo o qual cabe ao Município manter. p. inciso VI. temos dois 20 . para falar de estrutura e funcionamento do ensino fundamental e médio é necessário recorrer à fala da Secretária de Educação Básica. 1997.

em quatro fases: organizacional. tomando Sobre o como ponto principal a legislação educacional antes e durante o período republicano até chegarmos à organização da educação nacional através da nova Constituição do Brasil em 1988. em 1946. A educação. Brasil República e Brasil Contemporâneo. ? A Educação no Brasil Contemporâneo: A história da educação brasileira na contemporaneidade também participou e sofreu a interferência de inúmeros movimentos políticos e culturais. Para melhor compreender os processos que envolvem a legalização e administração da educação brasileira. vigorava a ditadura de Getúlio Vargas. ? A Educação no Brasil Colônia: A organização e administração da educação durante o período colonial apresentam a influência das correntes escolástica e positivista. Em 1930. No entanto. que era interpretado de acordo com o código napoleônico. fundamentado no direito romano. A Constituição Federal de 1934 delegou ao Estado a responsabilidade de fiscalizar e regulamentar as instituições de ensino públicas e privadas.4 CONCLUSÃO Nesta Unidade nós discutimos: ? processo histórico da educação brasileira. Cada um delas revelava um modelo específico de gestão. durante o Período Colonial era um tema de pouca importância para os colonizadores portugueses e para a população que habitava o país. marcado pelas orientações e práticas resultantes das correntes filosófica.172/2001 regidos naturalmente pela Constituição da República Federativa do Brasil. até 1945. comportamental. foi criado o Ministério da Educação e Saúde Pública (MESP). 1. fato que também interferia na organização da educação brasileira.Estrutura e Funcionamento do Ensino Fundamental e Médio UAB/Unimontes documentos norteadores da Educação Básica brasileira: A Lei de Diretrizes e Bases nº 9394/96 de 20/12/1996 e Plano Nacional de Educação Lei nº 10. resultando na pouca atenção aos processos relacionados à sua administração. mas fundamentalmente manifesta um enfoque jurídico. pública vigentes resultam de uma construção histórica. Naquele momento histórico. ? as concepções de gestão da educação e administração No Brasil. é de fundamental relevância identificar aspectos e características dos três grandes momentos históricos: Brasil Colônia. positivista e funcionalista. segundo Sander (2007). ? A Educação Brasileira no Período Republicano: O pensamento vigente na administração da educação brasileira no período republicano divide-se. a sociedade política brasileira – partidos de esquerda e progressistas – retomou os debates sobre a necessidade de melhorar e democratizar a 21 . influenciada pela tradição jurídica que caracterizou o Período Colonial. desenvolvimentista e sociocultural. pouco tempo depois.

Letras/Inglês Caderno Didático . 1998. Lisete Regina Gomes. e pelos Estados. BRASIL. Lei 9. Gráfica Central.4º Período educação brasileira. O. 1988. História da Educação. ARANHA. 1983. 1996. São Paulo: Moderna.172/2001. Emenda Constitucional Nº 24 (Estabelece a obrigatoriedade de aplicação anual. São Paulo: Editora SENAC. 2 ed. (Mimeo). de nunca menos de treze por cento. HAGUETTE. Através deles está estruturado todo o funcionamento fundamental e médio. além da educação infantil e da educação superior. a Lei de Diretrizes e Bases de 1996 e o Plano Nacional de Educação. BRASIL. Ijuí: UNIJUÍ. ? A Constituição Federal de 1988. na manutenção e desenvolvimento do ensino. Newton. Sistemas de Ensino: concepções e aplicabilidade as novas disposições constitucionais. diferentes segmentos sociais brasileiros se mobilizaram em prol da democracia efetiva. Constituição da República Federativa do Brasil (1988). Distrito Federal e Municípios.394/96. CALLEGARI. Parceria: o Desafio do Regime de Colaboração no Ensino Fundamental. 1997. Lei nº 10. L. ARELARO. César. Mariza. de. pois já se manifestavam as novas exigências de uma sociedade impulsionada pela globalização econômica. 22 . Ensino Fundamental: a Municipalização induzida.L. André. no mínimo. 1998. até meados da década de 1990. A partir da década de 1970. M. 1997. A educação na Constituição de 1988 e a LDB – Lei de Diretrizes e Bases da educação Nacional. 1988. de. Brasília: Senado Federal. Concepção de Sistema de Ensino no Brasil e competências legais do Sistema Municipal. Organização da Educação Nacional na Constituição e na LDB. REFERÊNCIAS ABREU. CALLEGARI. (Mimeo). pela União.). Brasília: Diário Oficial de 12 de dezembro de 1996. BRASIL. vinte e cinco por cento da renda resultante dos impostos. Brasília. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. JUSTO. são os documentos norteadores da Educação Básica brasileira. Brasília. Conselho Estadual de Educação do RS. M. Eloy Bernst. Brasília: André Quicé.rev. CASTRO.

2001. Demerval. OLIVEIRA. 1997 TEDESCO. A LDB e o Município: Sistema Municipal de Educação. Administração da educação no Brasil: genealogia do conhecimento. João Ferreira de. 2. São Paulo: Cortez. 17 ed. ROMÃO José Eustáquio.Estrutura e Funcionamento do Ensino Fundamental e Médio UAB/Unimontes LIBANEO José Carlos.C. Buenos Aires: Grupo Editor Latinoamericano. Roberto. RS: Editora Unijuí. Educação escolar: políticas. SANDER. Brasília: Líber Livro. A nova lei da educação. Campinas: Autores Associados. TOSCHI. Ijuí. LYRA FILHO. Mirza TOSCHI. estrutura e organização. 23 . O que é Direito. El desafio educativo: calidad y democracia. 1997. 2005. São Paulo: Brasiliense. J. B. 3ed. SAVIANI. Mirza Seabra. 2007. ed. 1987.

das terras brasileiras. ainda era um referencial para a população brasileira. por um escandaloso desajuste entre os objetivos proclamados e o encaminhamento de projetos. ensino de nível mais alto.1 LEGISLAÇÃO EDUCACIONAL NO BRASIL “Conhecer a legislação é um ato de cidadania e que não pode ficar restrito aos especialistas como juristas. também levaram com eles uma organização educacional que. Mas esse processo foi marcado. desde logo. são elaborados planos. Ensino Elementar: relativo à educação básica (ou ensino básico). havia que se construir o “edifício instrucional”. p. O que você sabe sobre a nossa legislação? A nossa educação caminha com que base e fundamento? Vamos estudar sobre isso? Devido à independência do Brasil.” (CURY. O primeiro projeto.1986. apresentado à Assembléia Constituinte. bacharéis e advogados. embora atendesse a uma minoria da população (e nós veremos que isso continuará por um bom tempo). 2. destacando os objetivos. antecede os cursos superiores. moral e intelectual para a mocidade brasileira e o segundo.) Ainda é possível verificar a incoerência dos debates realizados. a época. mais tarde. justificando os princípios liberais e democráticos. (1994. em 1759.wikipedia. quando os jesuítas foram expulsos. os princípios e fins da educação nacional ao longo da história até a atualidade.16) Como educadores precisamos conhecer a legislação do ensino brasileiro. de que a “jovem nação” carecia para tomar finalmente os “rumos da civilização”. 2000. em 16 de junho de 1823. como estágio preparatório. sobre como efetivar um sistema educacional consistente e que 24 . mesmo assim. sugeria a criação de universidades. Ensino Propedêutico: Ensino que serve de introdução e que prepara alguém para receber. De acordo com Xavier (1994). somente em 1772 houve a primeira iniciativa das autoridades públicas com a escola brasileira e. no período que antecede a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional de 1996. assim como entre as medidas legais definidas e as condições concretas de efetivação.org Ensino Secundário: O ensino secundário ou ensino médio é um nível de ensino cuja denominação corresponde a um conjunto específico de anos de escolaridade. surge então a necessidade de um Sistema Educacional Brasileiro. tendo como meta uma nova política referente à instrução popular. conforme o discurso da época. objetivava “estimular os gênios brasileiros” a elaborar um tratado completo de educação física. 61) A F Projeto de Tratado de Educação para a Mocidade Brasileira e Projeto de Criação de Universidades: dois projetos elaborados em 1823 relativos à instrução pública. Após a independência. mas. contudo.2 UNIDADE 2 GLOSSÁRIO ESTRUTURA E FUNCIONAMENTO DA EDUCAÇÃO BÁSICA B GC E Objetivo Geral Apresentar a legislação educacional. pois o país emancipou-se politicamente sem. 175 p. Sabemos que. na prática. ter uma forma de organização educacional que atendesse a esta nova realidade. restringindo-se ao ensino superior.” (DUARTE. p. isso pouco se concretiza. Segundo Xavier. “Conjunto de estudos que. É a designação dada ao nível de ensino correspondente aos primeiros anos de educação formal. Fonte: pt.

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atendesse à educação popular quando, na Assembléia Constituinte e Legislativa de 1823, são apresentados dois projetos para apreciação: o Projeto de Tratado de Educação para a Mocidade Brasileira e o Projeto de Criação de Universidades. Estes dois projetos na realidade não definiam como deveria se organizar a educação brasileira. Eles visavam a interesses particulares. O primeiro preocupava-se em excluir qualquer tentativa governamental para o ensino elementar e ao segundo só interessava a criação de duas universidades no país. Nos dois projetos, como já afirmamos, percebia-se o descaso em construir um sistema educacional popular e sim continuar garantindo um sistema de educação voltado para os interesses da elite. Veja os significados destes termos no quadro ao lado. A Constituição de 1824 garantia a instrução primária a todos os cidadãos do Império e, devido a isso, em 1826, é apresentada a proposta de criação de escolas primárias no país, através do Projeto Januário da Cunha Barbosa e legitimado no Decreto de 15 de outubro de 1827. Entretanto, o projeto propunha, em sua essência, uma educação voltada para a realidade europeia e o decreto visava a transformar a instrução pública elementar em Escolas de Primeiras Letras e não ressaltava como deveriam ser implantadas essas escolas e quais as condições reais que o país dispunha. Xavier (1997) De acordo com Xavier (1997), os documentos oficiais desta época deixam claro que, durante todo o Período Imperial, pouco se preocupou com a criação de um sistema de instrução nacional. Ainda com o Ato Adicional de 1834 houve a criação de sistemas paralelos de ensino em cada província, na busca de soluções para questões que eram centralizadas pela Coroa, anteriormente. Então começa a ter uma preocupação com o ensino básico, continuando o poder central responsável pelo ensino superior. Essa medida pouco modificou o quadro do ensino elementar, porque a verba destinada às províncias, para custeio da instrução pública, era ínfima, insuficiente para assumir tais responsabilidades. Em consequência, algumas raras escolas particulares, sediadas na Corte e nas grandes cidades, ofereciam ensino primário mais rico e consistente que o ministrado nas escolas públicas. Apesar das iniciativas de alguns teóricos e magistrados da época, a educação brasileira caminhava lentamente e, com pouca evolução enquanto política educacional; o ensino elementar era qualitativamente deficiente e quantitativamente precário. O ensino secundário beneficiava apenas diminuta parcela da população que buscava o ensino superior. Foram criadas condições de expansão da rede privada, procurando, dessa forma, suprir as graves lacunas do ensino público provincial. No entanto, o Império legou à República uma tarefa imensa a ser cumprida no setor da instrução pública, agregando-se à tal tarefa a necessidade de instalação do ensino técnico comercial, agrícola e industrial, que praticamente inexistia no Brasil. Aranha (1996).

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Constituição Republicana de 1891: A elaboração da constituição brasileira de 1891 iniciou-se em 1890. Após um ano de negociações, a sua promulgação ocorreu em 24 de fevereiro de 1891. Esta constituição vigorou durante toda a República Velha e sofreu apenas uma alteração em 1927. Fonte: pt.wikipedia.org

PARA REFLETIR
Sobre o PLANO NACIONAL DE EDUCAÇAO O primeiro Plano Nacional de Educação surgiu em 1962, durante a vigência da primeira LDB (Lei 4024 de 1961) Um Decreto proposto no Governo João Goulart, de iniciativa do MEC e aprovado pelo CNE, propunha metas qualitativas e quantitativas para a educação num prazo de oito anos. Durante o período em que os militares estiveram no poder, de 1964 a 1985, a concepção tecnicista de educação transformou a ideia de um plano nacional em instrumento de racionalidade tecnocrática. Em 1990, no inicio do Governo Collor, discutiu-se internacionalmente (UNICEF, UNESCO, PNUD, BM) sobre um plano decenal para os nove países mais populosos do mundo.

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SENAI: Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial é uma instituição privada brasileira de interesse público, sem fins lucrativos, cujo objetivo é ministrar cursos de formação profissional de aprendizagem industrial para indústria brasileira. SENAC: Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial foi criado em 10 de janeiro de 1946 em São Paulo.É uma instituição brasileira de educação profissional aberta a toda a sociedade. Através de diferentes modalidades de ensino a instituição se faz presente em mais de 1.850 municípios, capacitando para o mundo do trabalho cerca de 1,7 milhões de brasileiros, a cada ano. pt.wikipedia.org. Constituição de 1946: foi promulgada em 18 de setembro de 1946. A Constituição Brasileira de 1946, bastante avançada para a época, foi notadamente um avanço da democracia e das liberdades individuais do cidadão. Lei de Diretrizes e Bases: Lei= normas, regras; Diretrizes = direção, o que se deseja alcançar; Bases= aquilo que sustenta. Souza (1997) Paulo Freire: um grande educador brasileiro. Destacouse por seu trabalho na área da educação popular, voltada tanto para a escolarização como para a formação da consciência. É considerado um dos pensadores mais notáveis na história da pedagogia mundial, tendo influenciado o movimento chamado pedagogia crítica. Saiba mais no Instituto Paulo Freire: www.paulofreire.org

Qual é a diferença entre ensino elementar e ensino secundário? Pode-se dizer que, desde o Império, com toda a precariedade dos serviços educativos, já se percebe uma dicotomia no ensino que espelhava a realidade da sociedade, ou seja, o ensino propedêutico para as elites e o ensino profissional, que visava preparar o aluno para o mercado de trabalho, era o ensino destinado às classes pobres. E no período Republicano, quais foram as preocupações com a educação do povo? No período Republicano, começa a se formar um novo perfil educacional onde se apresentam leis, decretos e atos institucionais que propõem diretrizes e critérios para o ensino primário, secundário e superior e tentam também normatizar o ensino agrícola e o ensino industrial que eram mantidos com finalidades filantrópicas e se destinavam, primeiramente, aos órfãos e desvalidos. Ressaltamos que a Proclamação da República em 1889, apesar de o povo simpatizar com a causa e ter o respaldo dos intelectuais progressistas que já a reivindicavam desde a Independência, não trouxe uma mudança significativa para a ordem econômica nacional. Aranha (1996). A Constituição Republicana de 1891 estabeleceu uma república federativa e fez com que o Estado assumisse, de forma definitiva, as rédeas da educação, instituindo várias escolas públicas de ensino fundamental e intermediário. Em relação à educação, continuou a tradicional divisão entre escola para a elite e escola para a população menos favorecida. Com a responsabilidade pela educação primária e profissional delegada aos estados, o dever de manter as escolas secundárias e superiores fica a cargo das autoridades estaduais e federais. Isso, de acordo com Planck, traz as seguintes consequências: a) o fortalecimento do papel federal na educação superior; b) um crescimento substancial das matrículas no ensino primário em alguns estados relativamente ricos, como São Paulo e estagnação em outros; c) e uma quase total falta de coordenação das políticas educacionais dos vários órgãos envolvidos no sistema educacional. Plank (2001) Durante a década de 1920, com a urbanização e a industrialização em desenvolvimento, tem como consequência a pressão para mudanças no sistema educacional. Jovens educadores, influenciados por educadores progressistas dos Estados Unidos e da Europa, criam a Associação Brasileira de Educação onde publicam artigos e livros desejando uma nova escola em todo o país. Todas estas ideias e movimento escolanovista culminam com a públicação do Manifesto dos Pioneiros da Educação Nacional, em 1932.

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Ainda em 1930, com a Revolução, o governo nacional demonstrou grande interesse na política social e educacional. Cria-se o Ministério da Educação e da Saúde que se torna um marco da ação federal no campo educacional. A Constituição de 1934, em seu capítulo sobre a educação, exigia que todo cidadão tivesse direito ao ensino fundamental e seria obrigação do Estado ofertá-lo. Surgem, portanto, as primeiras ideias de um Plano Nacional de Educação para especificar as diretrizes curriculares e orientar as atividades dos estados e municípios.. Com o Golpe de Estado de Getúlio Vargas e o estabelecimento do Estado autoritário, muitas das iniciativas foram revertidas. Enquanto a Constituição de 1934 estabelecia o dever do Estado de prover a educação, agora a Constituição de 1937 colocava a obrigação no Estado de prover o ensino primário e profissional para os “menos favorecidos”; entretanto esta ação deveria ser realizada em acordo com os órgãos privados, como a Igreja Católica e só se esses órgãos não conseguissem atender, satisfatoriamente, é que o Estado deveria intervir. Percebemos então que, nesta Constituição, o Estado delega a outros órgãos a obrigação que deve ser primeiramente dele. Durante este período, sob o governo de Vargas, são criadas as redes de ensino depois do primário, de 5ª à 8ª séries e são favorecidos cursos profissionalizantes (formação industrial, comercial, agrícola e magistério). Cria-se o SENAI (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) e o SENAC (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial) que deviam oferecer uma profissionalização a todos os brasileiros que desejavam profissionalizar-se. Aranha (1996) Em 1945, com o fim do governo autoritário, uma nova Constituição é adotada - a de 1946. Nela, os “pioneiros da educação nova” retomam a luta pelos valores já defendidos em 1934 no qual o Estado tem como obrigação oferecer e prover a educação a todo cidadão brasileiro. A Constituição de 1946 obriga, também, os empresários a oferecerem educação para os empregados e filhos dos empregados, caso este número seja superior a cem, e restaura a determinação (ausente na Constituição de 1937) de que as autoridades públicas federal, estadual e municipal deveriam investir percentuais de suas receitas na educação. Contudo isso era a lei, mas cumprir esta determinação era a dificuldade. De 1910 até 1960 podemos afirmar que foram várias as reformas educacionais com o objetivo de resolver os problemas principais da educação brasileira: a quantidade e a qualidade educacional. Vamos constatar, entretanto, que essas reformas significaram pouco na conquista de auxiliar a construçao de uma escola de qualidade para todos. Podemos destacar as Reformas: Francisco Campos (1931-1932) e Reforma Capanema (1942-1946). Consulte http://pt.wikipedia.org onde você encontrará informações sobre estas reformas.

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Golpe militar de 1964: O Golpe Militar de 1964 designa o conjunto de eventos ocorridos em 31 de março de 1964 no Brasil e que culminaram no dia 1º de abril em um Golpe de Estado, que interrompeu o governo do presidente João Belchior Marques Goulart, também conhecido como Jango, que havia sido, democraticamente, eleito vice-presidente pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Depois de muita negociação, principalmente de seu cunhado Leonel de Moura Brizola, na época governador do Rio Grande do Sul, os apoiadores de Jango e a oposição acabaram fazendo um acordo político pelo qual se criaria o regime parlamentarista, passando então João Goulart a ser chefede-Estado. Em 1963, porém, houve um plebiscito e o povo optou pela volta do regime presidencialista. João Goulart, finalmente, assume a presidência da República com amplos poderes, o que tornou aparente vários problemas estruturais na polÍtica brasileira acumulados nas décadas que precederam o golpe e disputas de natureza internacional, desestabilizando o governo. O Golpe de 1964 submeteu o Brasil a uma ditadura militar alinhada politicamente com os interesses dos Estados Unidos da América, que durou até 1985, quando, indiretamente, foi eleito o primeiro presidente civil desde 1964, Tancredo Neves. Fonte: WIKIPÉDIA. Enciclopédia Livre. Disponível em http://pt.wikipedia.org Acesso em 23 jul.2009.

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? dispensará recursos para a construção e reforma de a União prédios escolares e equipamentos. políticos e líderes religiosos ficam insatisfeitos com os resultados e intensificam os movimentos populares em defesa de uma escola para todos. alfabetização para a população rural e urbana marginalizada. Como salienta Aranha (1996). e os intelectuais. Destacamos os pontos principais desta Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional: ? alteração na estrutura do ensino. exibição de filmes e documentários e formação de líderes locais para uma melhor participação política. Estes movimentos populares exigem do governo uma educação voltada para os interesses dos educandos. acontecem os intensos debates sobre a Lei de Diretrizes e Bases (LDB). mantém a não há desarticulação entre os ensinos primário e o médio. 1961) Após a promulgação da Lei. Baseiam suas propostas em aulas com peças teatrais (muitas vezes apresentadas nas ruas). Em 1961. muitos intelectuais. a Lei nº 4024 é promulgada após 13 anos de discussões e quando isso acontece já se encontra ultrapassada. ? Conselho Federal de Educação (CFE) e os Conselhos cria-se o Estaduais de Educação (CEE) com a função principal de exigir recursos financeiros do governo. a iniciativa privada e as obrigações do Estado. o percurso desse projeto é longo e muito tumultuado e se estende até 1961. pois. pois são considerados subversivos e seus líderes são logo penalizados através de exílios. estudantes e líderes sindicais iniciam a Campanha em Defesa da Escola Pública.4º Período Enquanto isso. apesar de ter sido gestada como uma proposta avançada. ou seja. (LDBEN. para a educação a Lei “envelhece” no decorrer dos debates e do confronto de interesses. desde 1946. Por ser ditatorial. O Golpe Militar de 1964 desarticula estes movimentos de conscientização do povo. Como já dissemos anteriormente vale a pena pesquisar sobre este educador brasileiro. o regime 28 . desaparecimentos e até assassinatos. Entretanto diminui-se a rigidez do sistema e propõe a redução do número de disciplinas no ensino secundário. ? técnico continua sem merecer uma atenção especial e o ensino continua sendo relegado a uma população “menos favorecida”. E durante este percurso há muitas discussões e debates sobre a descentralização do ensino.Letras/Inglês Caderno Didático . O que este golpe realmente representou para a educação brasileira? A ditadura militar que tomou o poder em 1964 afirmou a importância da educação e buscou adaptar o sistema educacional aos requisitos do rápido crescimento econômico. data da promulgação da lei. atividades em sindicatos e universidades. a Igreja Católica defende uma escola baseada nos princípios religiosos católicos. Destaque para o grande educador Paulo Freire.

Fonte: WIKIPÉDIA. educação física. especialmente nas escolas de grau médio e nas universidades. de forma bem significativa. Enciclopédia Livre. Juntamente com as reformas de organização do sistema educacional. atendimento. durante o regime militar. Prevê um núcleo comum para o currículo de 1º e 2º graus e uma parte diversificada em função das peculiaridades locais (art. Mas o governo ainda estabeleceu um setor de planejamento de recursos humanos e desenvolveu uma série de Planos Nacionais de Educação voltados para uma política de incentivo à melhoria da escola pública. a responsabilidade dos governos estaduais e municipais em relação à aplicação dos recursos financeiros na educação. 7) Ano letivo de 180 dias (art. ? as empresas devem cooperar com a educação. pertence ao indivíduo a manifestação de postular ou reivindicar um direito a um serviço. Direito público subjetivo: É o direito intrínseco da pessoa. o governo militar diminui. e é revogada pela Lei 9394/96. extensão ? não se separa mais o ensino secundário do técnico. 11) Ensino de 1º grau obrigatório dos sete aos 14 anos (art.wikipedia. médio e fundamental. ou seja. ? integração geral do sistema educacional: do primário ao superior. A Reforma do 1º e 2º graus (ensinos fundamental e médio) acontece no período mais crítico do governo ditatorial com a Lei 5692/71 que apresenta os pontos: ? da obrigatoriedade para o 1º grau (1ª à 8ª séries). reclamação de conduta e outros feitos negativos cometidos por representantes do Poder Público. 4) Inclusão da educação moral e cívica. 20) Educação a distância como possível modalidade do ensino supletivo (art. Entretanto lembramos que isso tudo era realizado tendo como base o terror e as ameças. 25) 29 . O governo militar ainda tentou promover uma reorganização da universidade brasileira (1968) e do ensino primário e secundário (1971). além do ensino religioso facultativo (art. Para melhor compreender a Reforma do 1º e 2º graus confira as dicas do quadro a seguir: Conheça algumas das principais características da Lei 5692 de 1971: Foi publicada em 11 de agosto de 1971. Disponível em http://pt.Estrutura e Funcionamento do Ensino Fundamental e Médio UAB/Unimontes promove uma estreita “vigilância” no setor educacional. superando o dualismo escolar. ensino médio para todos.org Acesso em 23 jul.2009. educação artística e programas de saúde como matérias obrigatórias do currículo. pelo presidente Emílio Garrastazu Médici. Como já dissemos anteriormente. ? do ensino propedêutico com a profissionalização do superação GLOSSÁRIO B GC E A F Lei 5692/71: Fixa as Diretrizes e Bases para o ensino de 1° e 2º graus. no governo militar são realizadas as reformas educacionais dos ensinos superior.

gov. 30 e 77) Formação preferencial dos especialistas da educação em curso superior de graduação ou pós-graduação (art. 30 . 63) Permite o ensino experimental (art.br/. Assim. 59) Progressiva substituição do ensino de 2º grau gratuito por sistema de bolsas com restituição (art. em habilitação específica no 2º grau (art. e)valorização dos profissionais do magistério e autonomia universitária. não prevê dotação orçamentária para a União ou os estados (art.Letras/Inglês Caderno Didático .4º Período Formação preferencial do professor para o ensino de 1º grau. embora ainda continuemos exigindo dos governantes uma responsabilidade maior em relação aos objetivos e metas para a educação dos brasileiros. a política educacional demonstra que a evolução do conhecimento e a aprendizagem do indivíduo estão sempre ancorados no que o Estado deseja e impõe. desde o início. De acordo com Aranha os pontos mais relevantes da Constituição Federal de 1988 referente à educação são: (www. da 1ª à 4ª séries. b)ensino fundamental obrigatório e gratuito e extensão do ensino médio. o poder prevalece e a educação fica relegada ao segundo plano. Chegamos à Constituição de 1988. ao longo da história da educação brasileira. Esta Constituição dará início às discussões sobre uma nova LDBEN (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional). Na verdade. deixaram suas contribuições. d)a educação como direito público subjetivo. 30 e 77) Formação preferencial do professor para o ensino de 1º e 2º grau em curso de nível superior ao nível de graduação (art.planalto. c)oferecimento de creches e pré-escolas para crianças de zero a seis anos. Muitas foram as pressões e exigências para esta Constituição onde todos queriam agora (em um período democrático) expressar a sua voz e direitos. também chamada de Constituição Cidadã. 33) Dinheiro público não exclusivo às instituições públicas de ensino (art.. 43 e 79) Os municípios devem gastar 20% de seu orçamento com educação. estas.. 64) No tocante às reformas educacionais. f)estabelece a aplicação anual de recursos obtidos com impostos para a União./constituicao/constituição) a)ensino público gratuito em estabelecimentos oficiais. estados e municípios.

ora por ser vago demais e até por privilegiar o poder Executivo.Estrutura e Funcionamento do Ensino Fundamental e Médio UAB/Unimontes g)obriga a elaboração de um plano nacional de educação que tenha como metas principais: a erradicação do analfabetismo. seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. Esses objetivos já se encontravam na Lei da Reforma do Ensino de 1971 em seu artigo 1º. cidadania e trabalho são tres conceitos que sintetizam os fins da educação e até mesmo da ordem social.pessoa. oferecendo autonomia aos estados. a preocupação com a nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. dispensando a participação ativa da sociedade. por oito anos. De acordo com a Constituição de 1988 (art. inicia-se o debate sobre a elaboração da nova LDBEN.. A nova Lei de Diretrizes e Bases da Educaçao Nacional. a democratização do país e a abertura política restava agora a elaboração de uma lei educacional que confirmasse as mudanças agora exigidas. a partir de 1988. é também considerada uma síntese contraditória de diferentes projetos politicos e pedagógicos que. melhoria da qualidade do ensino com formação para o trabalho. se confrontaram em diversas instâncias da sociedade civil e principalmente no Congresso Nacional.2 PRINCIPIOS E FINS DA EDUCAÇÃO NACIONAL NA ATUALIDADE “. (1996 p. uma vez que a anterior caracterizou-se pela centralização de decisões. 2000. Esta Lei. Esta nova LDB de nº 9394 de 20 de dezembro de 1996 é marcada pela flexibilidade. sancionada em 1996 retoma os princípios e bases da Lei 5692/71 adaptando-se ao novo contexto social. p. a educaçao tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando. A lei anterior. municípios e procurando respeitar as diferenças entre as localidades urbanas e rurais. principalmente em relação à Educação Básica.28) Depois da aprovação da Constituição de 1988.. Muito do texto foi modificado a partir do projeto inicial. 2. A atual Lei de Diretrizes e Bases acrescenta ainda que 31 . E como já afirmamos. formação humanística e tecnológica. Ora o texto foi acusado por ser muito idealista. 223) A Constituição de 1988 aborda os principais problemas enfrentados na educação brasileira: o acesso à educação e a qualidade desta educaçao. universalização do ensino. Contudo veremos que mesmo com a nova Lei ainda teremos um grande caminho a percorrer na luta por uma educação de qualidade para todos os cidadãos brasileiros. 2º). Então inicia-se. a LDBEN 5692/71 já não atendia aos desejos e necessidades explicitadas na nova Constituição. 205) e a LDB de 1996 (art. entretanto. Foram oito anos de idas e vindas do projeto até tornar-se lei.” (CURY. excesso de burocratização e autoritaritarismo visto que a referida Lei foi elaborada durante a ditadura militar.

igualdade de condições para o acesso e permanência na escola. princípios inspiradores da educação (inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana). XI . VI . Estes três assuntos ou pontos fundamentais dos princípios e fins da educação nacional referem-se ao ponto primordial que nossa educação deve alcançar: o preparo para o mercado de trabalho.coexistência de instituições públicas e privadas de ensino. dos jovens dos adultos e idosos que não tiveram acesso à educação escolar em idade correspondente. 62) Formação dos especialistas da educação em curso superior de pedagogia ou pós-graduação (art. IV . III . inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana. Gestão democrática do ensino público e progressiva autonomia pedagógica e administrativa das unidades escolares (art. II . 2º A educação. Continuando. a educação é dever da família e do Estado.vinculação entre a educação escolar. Ensino fundamental obrigatório e gratuito (art. Constituição Federal. dever da família e do Estado. IX .valorização da experiência extra-escolar. também contemplados na LDB 9394/96. A educação é uma função da família e do Estado e sendo assim todos somos responsáveis por ela quer seja das crianças.garantia de padrão de qualidade. VIII . fica evidente que a educação é dever do Estado e posteriormente da família. sendo aceito para a educação infantil e as quatro primeiras séries do fundamental formação em curso Normal do ensino médio (art. confessionais e filantrópicas (art. Art. 3 e 15). Art. 69) Dinheiro público pode financiar escolas comunitárias. o trabalho e as práticas sociais.valorização do profissional da educação escolar.liberdade de aprender. Artigo 206 da Constituição Federal de 1988: Trata dos princípios da educação brasileira. ensinar. X . o 2º artigo da LDB 9394/96 trata ainda de três assuntos: dever de educar (dever da família e do Estado). 87) De acordo com o artigo 2º da LDB. o pensamento. Vamos então falar dos Princípios e Fins da Educação Nacional segundo a Lei em vigor: a LDBEN 9394/96. e fins da educação (pleno desenvolvimento do educando. seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho). na forma desta Lei e da legislação dos sistemas de ensino. VII . 24) Prevê um núcleo comum para o currículo do ensino fundamental e médio e uma parte diversificada em função das peculiaridades locais (art. 77) Prevê a criação do Plano Nacional de Educação (art. 32 . mas também para a cidadania. 64) A União deve gastar no mínimo 18% e os estados e municípios no mínimo 25% de seus respectivos orçamentos na manutenção e desenvolvimento do ensino público (art.gestão democrática do ensino público. 3º O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios: I .Letras/Inglês Caderno Didático . a arte e o saber. pesquisar e divulgar a cultura. 4) Carga horária mínima de oitocentas horas distribuídas em duzentos dias na educação básica (art.gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais. em seu artigo 205.respeito à liberdade e apreço à tolerância. 26) Formação de docentes para atuar na educação básica em curso de nível superior. tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando. seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas. V .4º Período GLOSSÁRIO B GC E A F a educação deve ser inspirada nos principios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana. Embora no texto da Constituição de 88. 1988) PARA REFLETIR Principais características da LDB 9394/96 que diferenciam das anteriores. Podemos dizer que a sociedade é co-responsável pela educação e deve cobrar do poder público este direito assegurado a todo cidadão brasileiro. (BRASIL.

Já o artigo 3º expõe. número superior ao de crianças de 7 a 14 anos. no Brasil. é a forma mais perversa e irremediável de exclusão social. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional também ressalta em seu artigo 32 que o ensino fundamental tem que oferecer uma educação que garanta o pleno domínio da leitura e da escrita.3 OBJETIVOS DA EDUCAÇÃO BÁSICA À LUZ DA LEGISLAÇÃO VIGENTE Conforme o Plano Nacional de Educação. um amplo consenso sobre a situação e os problemas do ensino fundamental.9) tanto o ensino fundamental. escola sociedade e trabalho. proporcionando o seu autodesenvolvimento como ser humano e instrumentando-o para o trabalho (o seu meio de sobrevivência) e o exercício da cidadania (meio de sobreviver-se em uma sociedade politicamente organizada). Em 1998. O artigo 208 da Constituição Federal garante isso inclusive para todos os que a ele não tiveram acesso na idade própria e diz ainda que se o Poder Público não o oferecer implica em responsabilidade da autoridade competente. A exclusão da escola de crianças na idade própria. p. (1997. Lei nº 10.172/2001). reproduzindo o círculo da pobreza e da marginalidade e alienando milhões de brasileiros de qualquer perspectiva de futuro. Vamos nessa oportunidade conhecer algumas características que diferem a LDB vigente das anteriores. tolerância e pluralismo ideológico. Isto significa que há muitas crianças matriculadas no ensino fundamental com idade acima de 14 anos. como o médio e o superior não devem medir esforços para atender o educando. tínhamos mais de oito milhões de pessoas nesta situação. seja por descaso do Poder Público. e a definição de políticas para fortalecimento entre as relações: família. representando 116% dessa faixa etária. igualdade. O Plano Nacional de Educação apresenta a realidade do Ensino Fundamental do Brasil dizendo que “existe hoje. (BRASIL. seja por omissão da família e da sociedade. o ensino fundamental é obrigatório e gratuito e garantido na Constituição Brasileira. pois nega o direito elementar de cidadania. As matrículas do ensino fundamental brasileiro superam a casa dos 35 milhões. além de condições para o desenvolvimento da capacidade de aprender e de se relacionar no meio social e político.Estrutura e Funcionamento do Ensino Fundamental e Médio UAB/Unimontes Segundo Souza e Silva. 33 . trás os onze princípios que devem reger a organização no país e deste destacamos dois itens principais: a afirmação de valores ligados aos ideais de liberdade. 2. Isso também se repete no artigo 206 da Constituição Federal de 1988 o qual deu origem aos princípios da LDB.

portanto aproximando-se da média nacional. o ensino privado absorvia apenas 9. essa taxa de atendimento cresceu de 91. de 86% para cerca de 91% entre 1991 e 1996. Esse problema dá a exata dimensão do grau de ineficiência do sistema educacional do País: os alunos levam em média 10. Essa provoca um verdadeiro inchaço nas escolas de ensino fundamental. Lei nº 10. O Plano destaca o seguinte: “O progresso foi impressionante. além de uma parcela muito reduzida que já ingressou no ensino médio.6% para 95%. (BRASIL. pois nas regiões Norte e Nordeste a taxa de escolarização líquida passou a 90%.5% das matrículas. Segundo o PNE a distorção idade-série é consequência dos altos índices de reprovação. verificamos que. Lei nº 10. mantendo as crianças por período excessivamente longo no ensino fundamental. mantendo-se o atual número de vagas. ampliar o ensino obrigatório para nove séries. em 1998. O Plano Nacional de Educação ainda diz que. mais de 46% dos alunos do ensino fundamental têm idade superior à faixa etária correspondente a cada série. mantendo a tendência decrescente de participação relativa”. a situação de distorção idadesérie provoca custos adicionais aos sistemas de ensino. principalmente se tomarmos os dados já disponíveis de 1998: taxa bruta de escolarização de 128% e líquida. considerando-se o número de crianças de 7 a 14 anos matriculadas no ensino fundamental. o índice de atendimento dessa faixa etária (taxa de escolarização líquida) aumentou.Letras/Inglês Caderno Didático . o atendimento é ainda maior e o progresso igualmente impressionante: entre 1991 e 1998. Se considerarmos.4º Período A consciência desse fato e a mobilização social que dela decorre têm promovido esforços coordenados das diferentes instâncias do Poder Público que resultaram numa evolução muito positiva do sistema de ensino fundamental como um todo. Tomando como referência apenas as crianças de 14 anos.5 milhões de adolescentes nessa faixa etária. em termos tanto de cobertura quanto de eficiência. de 95%. o que tem sido um dos principais fatores de evasão. O PNE indica também um grave problema ocorrido no ensino fundamental: a distorção idade-série. (BRASIL. com início aos seis anos de 34 . chegando a 64% o índice de distorção. o que está muito próximo de uma universalização real do atendimento. apenas cerca de 622 mil frequentavam a 8ª série do ensino fundamental. A taxa de atendimento subiu para 96%. por outro lado. outras que frequentam classes de alfabetização. Lei nº 10. “De acordo com o censo escolar de 1996. Em 1998.172/2001). o que inclui algumas que estão na pré-escola. dos 3. No Nordeste essa situação é mais dramática. As diferenças regionais estão diminuindo. Além de indicar atraso no percurso escolar dos alunos.172/2001). (BRASIL. na faixa de 7 a 14 anos. A correção dessa distorção abre a perspectiva de.172/2001).4 anos para completar as oito séries do ensino fundamental”. o número de crianças de 7 a 14 anos efetivamente matriculadas em algum nível de ensino.

em instituições próprias.172/2001). é surpreendente e inaceitável que ainda haja crianças fora da escola. nas instituições de ensino e pesquisa. requer uma consciência clara dos objetivos educacionais e dos valores a eles ligados. Programas paralelos de assistência a famílias são fundamentais para o acesso à escola e a permanência nela da população muito pobre que depende. o ingresso no ensino fundamental é relativamente tardio no Brasil.7 milhões de crianças de 7 a 14 anos fora da escola. as regiões Norte e Nordeste continuam apresentando as piores taxas de escolarização do País em relação às regiões Sul e Sudeste do país. § 1º Esta Lei disciplina a educação escolar. para sua subsistência. De acordo com a contagem da população. realizada pelo IBGE em julho de 1996.Estrutura e Funcionamento do Ensino Fundamental e Médio UAB/Unimontes idade. inclusive nos demais países da América Latina. Na maioria das situações. nos movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nas manifestações culturais. são cerca de 2. § 2º A educação escolar deverá vincular-se ao mundo do trabalho e à prática social. A Educação 35 . DICAS A autonomia das escolas tem seu fundamento na exigência ética de que a ação educativa não se reduza ao mero cumprimento de horários e de execução de tarefas determinadas por órgãos exteriores à instituição. Lei nº 10. Tendo em vista este conjunto de dados e a extensão das matrículas no ensino fundamental. portanto. Apesar do expressivo aumento de nove pontos percentuais de crescimento entre 1991 e 1998. Onde há criança fora da escola costuma-se haver um grande número de adultos analfabetos. sendo de seis anos a idade padrão na grande maioria dos sistemas. predominantemente. o fato de ainda haver crianças fora da escola não tem como causa determinante o déficit de vagas. Corrigir essa situação constitui prioridade da política educacional. abrir vagas. Não basta. Uma parcela dessa população pode ser reincorporada à escola regular e outra precisa ser atingida pelos programas de educação de jovens e adultos. Ensino Fundamental e Ensino Médio. (BRASIL. Lei nº 10. a LDBEN 9394/96 tem o seguinte texto: Art. tanto na sua dimensão individual como coletiva. A ação educativa. no trabalho. em comparação com os demais países. do trabalho infantil. O problema da exclusão ainda é grande no Brasil. que se desenvolve. A Educação Básica é composta de Educação Infantil. A desigualdade regional é grave. Sem essa consciência não é possível definir responsabilidades num sentido ético e social. (MENESES. 2004) A estrutura do ensino brasileiro está dividida da seguinte forma: Educação Básica e Educação Superior. na convivência humana. por meio do ensino. A existência de crianças fora da escola e as taxas de analfabetismo estão estreitamente associadas. Em relação aos objetivos da Educação Básica. Esta medida é importante porque. está relacionado à precariedade do ensino e às condições de exclusão e marginalidade social em que vivem segmentos da população brasileira. tanto em termos de cobertura como de sucesso escolar. (BRASIL. 1º A educação abrange os processos formativos que se desenvolvem na vida familiar. parte das quais nela já esteve e a abandonou.172/2001).

? Ressaltamos que a Proclamação da República. A Educação Básica tem por objetivo formar o educando para o exercício da cidadania e possibilitar meios para que ele prossiga sua formação em estudos posteriores. tal fato não trouxe uma mudança significativa da ordem econômica nacional. mas na prática isso pouco se concretiza. em 1826. (BRASIL. Além disso. discutimos também os objetivos. 36 . 2. tendo como meta uma nova política referente à instrução popular. ? No período Republicano começa a se formar um novo perfil educacional onde se apresentam leis. transferência ou avaliação feita pela escola em vista de definir o grau de desenvolvimento do educando. distribuídas em 200 dias letivos no mínimo. Destacamos os seguintes pontos: ? Com a Independência do Brasil surge então a necessidade de um Sistema Educacional Brasileiro porque o país emancipou-se politicamente sem ter estrutura educacional organizada. é apresentada a proposta de criação de escolas primárias no país através do Projeto Januário da Cunha Barbosa e legitimado no Decreto de 15 de outubro de 1827. os princípios e fins da educação nacional na atualidade de acordo com a legislação atual (a LDB 9394/96). conforme os Art.Letras/Inglês Caderno Didático . decretos e atos institucionais que propõem diretrizes e critérios tanto para o ensino primário quanto secundário e superior e tentam também normatizar o ensino agrícola e o ensino industrial que eram mantidos por finalidades filantrópicas e se destinavam primeiramente aos órfãos e desvalidos. durante todo o período imperial. Lei 9394/96). bem como do PNE. a LDB prevê a carga horária mínima de 800 horas anuais. que pode ser feita: por promoção. 21 e 22 da LDB. pouco se preocupou com a criação de um sistema de instrução nacional e a educação brasileira caminhava lentamente e com pouca evolução enquanto política educacional. em 1889. além de outras possibilidades. ? Justificando os princípios liberais e democráticos. ? A Constituição de 1824 garantia a instrução primária a todos os cidadãos do Império e devido a isso. são elaborados planos. apesar de o povo simpatizar com a causa e ter o respaldo dos intelectuais progressistas que já a reivindicavam desde a Independência. para os níveis fundamental e médio.4º Período Superior é um direito assegurado a todos os cidadãos brasileiros.4 CONCLUSÃO Nesta Unidade nós discutimos sobre a legislação educacional no período que antecede a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional de 1996. Entre estas. A LDB estabelece algumas exigências comuns para a Educação Básica. Os documentos oficiais desta época deixam claro que. permite a classificação do aluno por séries.

Esta Constituição obriga também os empresários a oferecer educação para os empregados e filhos dos empregados e restaura a determinação de que as autoridades públicas federal. Em relação a educação. seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. ? é promulgada a Lei 5692/71 que fixa as Diretrizes e Em 1971. Esta Constituição aborda os principais problemas enfrentados na educação brasileira: o acesso à escola e a qualidade da educaçao oferecida. ? a Lei nº 4024 é promulgada. ? a década de 20. políticos e líderes religiosos ficam insatisfeitos com os resultados e intensificam os movimentos populares em defesa de uma escola para todos. com o fim do governo autoritário. Aqui surgem as primeiras ideias de um Plano Nacional de Educação para especificar as diretrizes curriculares e orientar as atividades dos estados e municípios. ? A Constituição de 1988 dará início às discussões sobre uma nova LDBEN (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional). Nela os “pioneiros da educação nova” retomam a luta pelos valores já defendidos em 1934 onde o Estado tem a obrigação oferecer e prover a educação a todo cidadão brasileiro. Cria-se o SENAI e o SENAC. A educaçao tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando. ? é promulgada a nova Lei de Diretrizes e Bases da Em 1996 educação brasileira e nela os principios e fins da educação nacional são estabelecidos de acordo com a Constituição de 1988. ? o movimento escolanovista culmina com a públicação Em 1932: do Manifesto dos Pioneiros da Educação Nacional em 1932.Estrutura e Funcionamento do Ensino Fundamental e Médio UAB/Unimontes ? A Constituição Republicana de 1891 estabeleceu uma república federativa e fez com que o Estado assumisse. tem como consequência a pressão para mudanças no sistema educacional. 37 . Cria-se o Ministério da Educação e da Saúde que se torna um marco da ação federal no campo educacional. as rédeas da educação.em seu capítulo sobre a educação. ? A Constituição de 1934 . uma nova Constituição é adotada. ? A Constituição de 1937 coloca no Estado a obrigação de prover o ensino primário e profissional. Esta lei é revogada pela Lei 9394/96. estadual e municipal deveriam investir percentuais de suas receitas na educação. de forma definitiva. Após a promulgação Em 1961. ? Em 1945. continuou a tradicional divisão entre entre escola para a elite e escola para a população menos favorecida. a de 1946. com a urbanização e a industrialização Durante em desenvolvimento. Bases para o ensino de 1º e 2º graus. desta Lei muitos intelectuais. exigia que todo cidadão tivesse direito ao ensino fundamental e seria obrigação do Estado ofertá-lo. instituindo várias escolas públicas de ensino fundamental e intermediário.

A legislação educacional brasileira. E. 2 ed.394/96. XAVIER. Política Educacional no Brasil: caminhos para a salvação pública. M. Carlos Roberto Jamil. CURY.. 2001. História da Educação: a escola no Brasil. REFERÊNCIAS ARANHA. Brasília: Diário Oficial de 12 de dezembro de 1996. A Educação Superior é um direito assegurado a todos os cidadãos brasileiros. 21 e 22 da LDB. RJ: DP&A Editora. 1986. Rio de Janeiro: Edições Antares: Nobel. SILVA. BRASIL.4º Período ? A estrutura do ensino brasileiro está dividida da seguinte forma: Educação Básica e Educação Superior. Sérgio Guerra. Lei nº 10. Dicionário brasileiro de educação. 1996. Brasília: Diário Oficial de 10 de janeiro de 2001. PLANK. 2000.P Pioneira.L. História da Educação.E. Legislação e Gestão – Leituras. Constituição da República Federativa do Brasil (1988). São Paulo: Pioneira Thomson Learning. Ensino Fundamental e Ensino Médio.N. 1997. MENESES. Como entender e aplicar a nova LDB? São Paulo: . 2004.rev. conforme os Art. DUARTE. M. Gráfica Central. BRASIL. 38 . Brasília: Senado Federal.172/2001. Porto Alegre: Artmed Editora. BRASIL. São Paulo: FTD. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Lei nº 9. D. A Educação Básica é composta de Educação Infantil. 1988. Educação Básica: Políticas. São Paulo: Moderna.Letras/Inglês Caderno Didático . João Gualberto (org). Plano Nacional de Educação. P . 1994. SOUZA.

Antes da implementação da referida lei. a Lei nº 11. terá por objetivo a formação básica do cidadão. de 2006) I . Vamos lá? O Ensino Fundamental visa desenvolver no aluno a capacidade de aprender o domínio da leitura.274 que amplia o Ensino Fundamental para 09 anos. PARA REFLETIR O Presidente da República.3 UNIDADE 3 A LEGISLAÇÃO E A UNIVERSALIZAÇÃO DE UMA ESCOLA BÁSICA DE QUALIDADE Objetivo Geral Apresentar o ensino fundamental de nove anos. de 06 de fevereiro de 2006./ Lei/L11274. 3. Vejamos o que diz a Lei: Art. institui o Ensino Fundamental de nove anos.htm O que você sabe sobre o Ensino Fundamental de nove anos? Nesta unidade. 39 . § 1º É facultado aos sistemas de ensino desdobrar o Ensino Fundamental em ciclos.o desenvolvimento da capacidade de aprender. todas as escolas brasileiras deverão se organizar para receber crianças a partir de seis anos de idade. III . A alteração estava prevista na Lei nº 9394/96. na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) e no Plano Nacional de Educação (PNE). da escrita e do cálculo.planalto. gratuito na escola pública.1 O ENSINO FUNDAMENTAL DE 09 ANOS PARA REFLETIR Ensino Fundamental de nove anos: A Lei nº 11. do sistema político. além de tratarmos do Ensino Médio e a educação de jovens e adultos também falaremos sobre a lei que colocou as crianças um ano antes na escola. o fortalecimento dos vínculos de família. dos laços de solidariedade humana e de tolerância recíproca em que se assenta a vida social. sancionou.gov.a compreensão do ambiente natural e social.o fortalecimento dos vínculos de família.274. permitindo complementação dos estudos por meio de ensino a distância.274.. De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases nº 9394 o Ensino Fundamental passa a ser de 09 anos para que se tenha mais tempo da criança na escola. 32. das artes e dos valores em que se fundamenta a sociedade..o desenvolvimento da capacidade de aprendizagem. IV . mediante: (Redação dada pela Lei nº 11. as considerações sobre o ensino médio atrelado à profissionalização e ao direito a uma educação de qualidade garantida a todos. com duração de 09 (nove) anos. da escrita.br/ccivil. do cálculo. de solidariedade e de tolerância recíproca na vida social. a pré-escola da Educação Infantil atendia as crianças de quatro a seis anos de idade. tendo em vista a aquisição de conhecimentos e habilidades e a formação de atitudes e valores. O Ensino Fundamental pode ser dividido em ciclos e deve ser presencial. desenvolver a capacidade de aprendizagem. A legislação determina que. até 2010. II . da tecnologia. www. iniciando-se aos 06 (seis) anos de idade. em fevereiro de 2006. O Ensino Fundamental obrigatório. inclusive na educação de jovens e adultos. Luís Inácio Lula da Silva. tendo como meios básicos o pleno domínio da leitura.

2001. Dispõe sobre o fundo de manutenção e desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério. Disponível em: http://www. § 1º São ressalvados os casos do ensino noturno e das formas alternativas de organização autorizadas nesta Lei. você pode pesquisar os seguintes documentos: BRASIL. Art. § 2º Os estabelecimentos que utilizam progressão regular por série podem adotar no Ensino Fundamental o regime de progressão continuada. § 5o O currículo do Ensino Fundamental incluirá. deve seguir as seguintes regras: a) O Ensino Fundamental regular deve ser ministrado em língua portuguesa. assegurado o respeito à diversidade cultural religiosa do Brasil. 17 maio 2005. Altera os arts.mec. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Lei nº 11114. § 3º O Ensino Fundamental regular será ministrado em língua portuguesa. Disponível em: http://www. vedadas quaisquer formas de proselitismo. 1996.Letras/Inglês Caderno Didático . § 4º O Ensino Fundamental será presencial. 6. do ato das disposições constitucionais transitórias. com o objetivo de tornar obrigatório o início do Ensino Fundamental aos seis anos de idade.1997) § 1º Os sistemas de ensino regulamentarão os procedimentos para a definição dos conteúdos do ensino religioso e estabelecerão as normas para a habilitação e admissão dos professores. que institui o Estatuto da Criança e do Adolescente. de 13 de julho de 1990. sendo o ensino a distância utilizada como complementação da aprendizagem ou em situações emergenciais. a critério dos sistemas de ensino. de 2007).069. 24 de dezembro de 1996.7.br>. 9 de janeiro de 2001. § 2º O Ensino Fundamental será ministrado progressivamente em tempo integral. (Incluído pela Lei nº 11. e dá outras providências. 20 de dezembro de 1996. 1996. 30. sem prejuízo da avaliação do processo de ensino-aprendizagem. (BRASIL. de matrícula facultativa.525. 10 jan. 23 dez. Brasília.gov. de 22. de 20 de dezembro de 1996. O ensino religioso. __________. assegurada às comunidades indígenas a utilização de suas línguas maternas e processos próprios de aprendizagem. 16 de maio de 2005. Brasília. é parte integrante da formação básica do cidadão e constitui disciplina dos horários normais das escolas públicas de Ensino Fundamental. parágrafo 7º. constituída pelas diferentes denominações religiosas. conteúdo que trate dos direitos das crianças e dos adolescentes. Lei 10172. 32 e 87 da Lei nº 9394.475.gov. Diário Oficial da União. tendo como diretriz a Lei no 8. ________. sendo progressivamente ampliado o período de permanência na escola. b) ter uma carga horária mínima de oitocentas horas com o mínimo de duzentos dias letivos excluindo o tempo 40 .senado.4º Período PARA REFLETIR Para saber mais sobre o Ensino Fundamental com duração de 09 anos. Diário Oficial da União. LDB nº 9394/96) E quais devem ser as regras para todo o Ensino Fundamental em nosso país? Para que o Ensino Fundamental. Lei nº 9394. de acordo com a Lei 9394/96 atinja seus objetivos. A jornada escolar no Ensino Fundamental incluirá pelo menos quatro horas de trabalho efetivo em sala de aula. para a definição dos conteúdos do ensino religioso. Brasília. Diário Oficial da União. 26 dez. Diário Oficial da União. Lei nº 9424. Brasília. mas deve ser assegurado às comunidades indígenas as suas línguas maternas. obrigatoriamente. na forma prevista no Art. observadas as normas do respectivo sistema de ensino. 33. 60. Aprova o Plano Nacional de Educação e dá outras providências. Art. § 2º Os sistemas de ensino ouvirão entidade civil. 34. observada a produção e distribuição de material didático adequado.br>. ___________. (Redação dada pela Lei nº 9.

Conselho Nacional de Educação. Altera a redação dos Artigos 29. ____________. de 20 de dezembro de 1996. Ensino Fundamental de nove anos: orientações para inclusão da criança de seis anos de idade. e a partir do 5ª série (ou 6º ano de escolaridade) deve-se obrigatoriamente oferecer uma língua estrangeira moderna. ___________________. a classificação do aluno poderá ser feita em qualquer série. Entretanto. Orientações para a matrícula das crianças de 6 (seis) anos de idade no Ensino Fundamental obrigatório. Secretaria de Educação Básica. A universalização e a ampliação do Ensino Fundamental para nove anos. Ministério da Educação. Conselho Nacional de Educação. c) o currículo deve ter uma base comum e ser complementado com uma base diversificada para assim contemplar as características regionais e locais. a mesma deve ser contínua e cumulativa e deve prevalecer os aspectos qualitativos sobre os quantitativos.mec.gov.senado. interligados a linguagens.mec.gov. O Ensino Fundamental de nove anos traz o desafio e a oportunidade de repensar a escola que temos na direção de um projeto de escola que tenha como centro de sua atenção reflexão e ação das crianças em suas características. d) o ensino fundamental pode ser desdobrado em ciclos. além de garantir um maior tempo de escolarização.3/2005. Disponível em http://www. 32 e 87 da Lei n. (BRASIL. 2006. dimensões e necessidades concretas.Estrutura e Funcionamento do Ensino Fundamental e Médio UAB/Unimontes reservado aos exames finais e a jornada escolar deverá ter um mínimo de quatro horas de trabalho efetivo. Diário Oficial da União. Ou seja. Ministério da Educação.394/1996. Define normas nacionais para ampliação do Ensino Fundamental para nove anos de duração. em atendimento à Lei n.274. Parecer CEB n. Brasília. g) em relação a avaliação do aluno. ainda propiciam avaliar as possibilidades e os sentidos do trabalho da alfabetização e do letramento. Disponível em http://www.114. 6. f) a matricula para o ensino religioso é facultativa. 11. Parecer CNE/CEB n. mesmo sabendo nós que esse não se viabiliza como regra geral. com matrícula obrigatória a partir dos seis anos de idade. Resolução CNE/CEB n.br ___________________. 020/1998. 9. 2006. Pense bem: Qual deve ser o objetivo maior de aumentar o Ensino Fundamental para nove anos? O objetivo maior de aumentar o número de anos no Ensino Fundamental é assegurar a todas as crianças um tempo mais longo de convívio escolar.gov. Brasília. 30. Disponível em http://www. sentimentos e relações que apresentem e coloquem em debate a realidade e a sociedade na sua contemporaneidade e historicidade. LDB nº 9394/96) PARA REFLETIR ___________. imagens. exceto a primeira série. entretanto constitui disciplina dos horários normais da escola pública. Brasília. sete fev. 2004. sendo que o ensino a distância só poderá ser utilizado como complemento da aprendizagem ou em situação emergencial.br ___________________. Ensino Fundamental de nove anos: orientações gerais.br>. 41 . Disponível em: http://www. e) o ensino fundamental só poderá ser presencial. O Ensino Fundamental de nove anos visa principalmente privilegiar as crianças oriundas de famílias menos favorecidas. independentemente da escolarização anterior. sabemos que aprendizagem não depende apenas do tempo de permanência na escola. Ministério da Educação.gov. um projeto político-pedagógico que materialize para todos os brasileiros as condições de aprendizagem voltadas para conhecimentos de diferentes áreas.br __________________.mec. visto que as famílias com maior poder aquisitivo já colocam seus filhos na escola antes dessa idade. Secretaria de Educação Básica. Conselho Nacional de Educação. dispondo sobre a duração de nove anos para o Ensino Fundamental. 18/2005. 32 e 87 da Lei nº 9394. 6 de fevereiro de 2006. com maiores oportunidades de aprendizagem. de 16 de maio de 2005. Lei n° 11. que altera os arts. mas também da qualidade destinada a este tempo. Consulta relativa ao ensino fundamental de nove anos. no âmbito do Ensino Fundamental. que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Ministério da Educação.

br/ccivil. com duração mínima de três anos. segundo esta Lei é considerada a ultima etapa da Educação Básica. das letras e das artes. de 2008) § 1º Os conteúdos. a língua portuguesa como instrumento de comunicação. como disciplina obrigatória. e uma segunda. (Incluído pela Lei nº 11.) Art. 36. incluindo a formação ética e o desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crítico. acesso ao conhecimento e exercício da cidadania. relacionando a teoria com a prática.planalto. III . 35. dentro das disponibilidades da instituição. etapa final da educação básica. III .o aprimoramento do educando como pessoa humana.684.é assim definido: (www.2 O ENSINO MÉDIO E O DIREITO À PROFISSIONALIZAÇÃO Como o Ensino Médio é definido na LDB de 1996? O Ensino Médio.a consolidação e o aprofundamento dos conhecimentos adquiridos no ensino fundamental. de modo a ser capaz de se adaptar com flexibilidade a novas condições de ocupação ou aperfeiçoamento posteriores. a compreensão do significado da ciência.gov. no ensino de cada disciplina. O currículo do Ensino Médio observará o disposto na Seção I deste Capítulo e as seguintes diretrizes: I .a preparação básica para o trabalho e a cidadania do educando para continuar aprendendo.destacará a educação tecnológica básica. Vamos lá? O Ensino Médio . IV – serão incluídas a Filosofia e a Sociologia como disciplinas obrigatórias em todas as séries do ensino médio. IV . terá como finalidades: I .4º Período 3. II . O Ensino Médio. II . Art.Letras/Inglês Caderno Didático .adotará metodologias de ensino e de avaliação que estimulem a iniciativa dos estudantes. possibilitando o prosseguimento de estudos. o processo histórico de transformação da sociedade e da cultura. Então é preciso conhecer as suas características direitinho. para incluir a Filosofia e a Sociologia como disciplinas obrigatórias nos currículos do ensino médio). em caráter optativo.conhecimento das formas contemporâneas de linguagem.a compreensão dos fundamentos científico-tecnológicos dos processos produtivos.domínio dos princípios científicos e tecnológicos que presidem a produção moderna.conforme a Lei de Diretrizes e Bases 9394/96 . de 2008 que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. II . escolhida pela comunidade escolar.domínio dos conhecimentos de Filosofia e de Sociologia necessários ao exercício da cidadania. as metodologias e as formas de avaliação serão organizados de tal forma que ao final do ensino médio o educando demonstre: I . 42 . III . (Revogado pela Lei nº 11.será incluída uma língua estrangeira moderna.684.

incluindo a formação ética e o desenvolvimento da autonomia intelectual e da consciência crítica contribuindo. sem constituir elementos de habilitação profissional. prioritariamente. que o mesmo deve propiciar a todos os cidadãos a oportunidade de consolidar e aprofundar os “conhecimentos adquiridos no Ensino Fundamental”. institucionalizar e integrar as ações da educação profissional técnica de nível médio. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional determina. “aprimorar o educando "como pessoa humana”. O Ensino Médio pode ser oferecido em estabelecimentos públicos ou privados. para a formação do cidadão e da sociedade contemporânea. incisos I a IV). Nos estabelecimentos públicos. “possibilitar o prosseguimento de estudos”. art. numa visão prospectiva da sociedade contemporânea. houve um acréscimo de mais de 50% de inscritos. A última etapa da educação básica deve ter a duração mínima de três anos. (LDB nº 9394/96) PARA REFLETIR Em 1994. Ou seja. eram mais de cinco milhões de matriculas. (Regulamento) (Revogado pela Lei nº 11. Disponível em http://www. para redimensionar. recentemente. a preparação básica para o trabalho e a cidadania do educando. poderá prepará-lo para o exercício de profissões técnicas. Na medida em que essa meta se concretiza. desenvolvendo competências cognitivas. O Ensino Médio tem como finalidade a consolidação e o aperfeiçoamento dos conhecimentos. atendida a formação geral do educando. possibilitando o prosseguimento dos estudos em nível mais avançado. 35. Além disso. Em 2003. Em 2000. que exigirá dos indivíduos a capacidade de adaptar-se a um mundo em constante mudança. a demanda pelo Ensino Médio passa a ser impulsionada. de 2008 que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. a legislação educacional determina que. tendo em vista o desenvolvimento da “compreensão dos fundamentos científico-tecnológicos dos processos produtivos” (LDB 9394/96.Estrutura e Funcionamento do Ensino Fundamental e Médio UAB/Unimontes § 2º O ensino médio. intelectuais e de convivência social que.741. “garantir a preparação básica para o trabalho e a cidadania” e dotar o educando dos instrumentos que lhe permitam “continuar aprendendo”. § 3º Os cursos do ensino médio terão equivalência legal e habilitarão ao prosseguimento de estudos. o aprimoramento do educando como pessoa humana. sendo que a legislação não estabelece idade mínima para o acesso a esta etapa.gov.br O Ensino Médio no Brasil é a etapa final da educação básica e deve oferecer uma educação que prepare o cidadão para a vida adulta. 43 . em seis anos. assim.mec. Meneses (2004). da educação de jovens e adultos e da educação profissional e tecnológica). capacitem o indivíduo para o mundo do trabalho. As políticas educacionais brasileiras têm direcionado. É nesse sentido que a própria legislação prevê progressiva extensão da obrigatoriedade e gratuidade ao Ensino Médio (artigo 4º). o Ensino Médio deve unir teoria e prática. mais de nove milhões de jovens frequentavam o Ensino Médio. especial atenção à universalização do Ensino Fundamental. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP). Fonte: Ministério da Educação (MEC). os sistemas de ensino estaduais devem oferecer gratuitamente o Ensino Médio. estavam registrados mais de oito milhões de alunos. para continuar aprendendo. nas finalidades do Ensino Médio.

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Caderno Didático - 4º Período

Sendo assim, segundo Meneses (2004) o Ensino Médio integra-se à escolaridade que tem como objetivo a formação comum indispensável ao exercício da cidadania. Entretanto, a identidade desse nível de ensino tem oscilado, nas últimas décadas, entre preparação para a educação superior, como curso propedêutico, e a qualificação para o trabalho, como curso técnico ou profissionalizante. A LDB então busca superar essa dualidade, conferindo ao Ensino Médio função de educação geral que, embora diferenciada da educação profissional, inclui preparar para o mercado de trabalho. Em relação à profissionalização a Lei nº. 9394/96 aponta-nos uma exigência. Vamos verificar qual é? A Lei nº. 9394/96 coloca-nos a seguinte exigência no tocante à profissionalização: (disponível no site www.planalto.gov.br/ccivil)
Art. 36-A. Sem prejuízo do disposto na Seção IV deste Capítulo, o Ensino Médio, atendida a formação geral do educando, poderá prepará-lo para o exercício de profissões técnicas. (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008) Parágrafo único. A preparação geral para o trabalho e, facultativamente, a habilitação profissional poderão ser desenvolvidas nos próprios estabelecimentos de Ensino Médio ou em cooperação com instituições especializadas em Educação Profissional. (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008) Art. 36-B. A Educação Profissional Técnica de nível médio será desenvolvida nas seguintes formas: (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008) I - articulada com o Ensino Médio; (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008) II - subseqüente, em cursos destinados a quem já tenha concluído o Ensino Médio. (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008) Parágrafo único. A Educação Profissional Técnica de nível médio deverá observar: (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008) I - os objetivos e definições contidos nas diretrizes curriculares nacionais estabelecidas pelo Conselho Nacional de Educação; (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008) II - as normas complementares dos respectivos sistemas de ensino; (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008) III - as exigências de cada instituição de ensino, nos termos de seu projeto pedagógico. (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008) Art. 36-C. A educação profissional técnica de nível médio articulada, prevista no inciso I do caputdo art. 36-B desta Lei, será desenvolvida de forma: (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008) I - integrada, oferecida somente a quem já tenha concluído o Ensino Fundamental, sendo o curso planejado de modo a conduzir o aluno à habilitação profissional técnica de nível

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Estrutura e Funcionamento do Ensino Fundamental e Médio

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médio, na mesma instituição de ensino, efetuando-se matrícula única para cada aluno; (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008) II - concomitante, oferecida a quem ingresse no ensino médio ou já o esteja cursando, efetuando-se matrículas distintas para cada curso, e podendo ocorrer: (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008) a) na mesma instituição de ensino, aproveitando-se as oportunidades educacionais disponíveis; (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008) b) em instituições de ensino distintas, aproveitando-se as oportunidades educacionais disponíveis; (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008) c) em instituições de ensino distintas, mediante convênios de intercomplementaridade, visando ao planejamento e ao desenvolvimento de projeto pedagógico unificado. (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008) Art. 36-D. Os diplomas de cursos de Educação Profissional Técnica de Nível Médio, quando registrados, terão validade nacional e habilitarão ao prosseguimento de estudos na educação superior. (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008) Parágrafo único. Os cursos de Educação Profissional Técnica de Nível Médio, nas formas articuladas concomitante e subsequente, quando estruturados e organizados em etapas com terminalidade, possibilitarão a obtenção de certificados de qualificação para o trabalho após a conclusão, com aproveitamento, de cada etapa que caracterize uma qualificação para o trabalho. (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008) (LDB 9394/96 e Lei nº 11.741/08)

E continuando a Lei ainda afirma:
Art. 39. A educação profissional e tecnológica, no cumprimento dos objetivos da educação nacional, integrase aos diferentes níveis e modalidades de educação e às dimensões do trabalho, da ciência e da tecnologia. (Redação dada pela Lei nº 11.741, de 2008) § 1o Os cursos de educação profissional e tecnológica poderão ser organizados por eixos tecnológicos, possibilitando a construção de diferentes itinerários formativos, observadas as normas do respectivo sistema e nível de ensino. (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008) § 2o A educação profissional e tecnológica abrangerá os seguintes cursos: (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008) I – de formação inicial e continuada ou qualificação profissional; (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008) II – de educação profissional técnica de nível médio; (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008) III – de educação profissional tecnológica de graduação e pós-graduação. (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008) § 3o Os cursos de educação profissional tecnológica de graduação e pós-graduação organizar-se-ão, no que concerne a objetivos, características e duração, de acordo com as diretrizes curriculares nacionais estabelecidas pelo

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Conselho Nacional de Educação. (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008) Art. 40. A educação profissional será desenvolvida em articulação com o ensino regular ou por diferentes estratégias de educação continuada, em instituições especializadas ou no ambiente de trabalho. (Regulamento) Art. 41. O conhecimento adquirido na educação profissional e tecnológica, inclusive no trabalho, poderá ser objeto de avaliação, reconhecimento e certificação para prosseguimento ou conclusão de estudos. (Redação dada pela Lei nº 11.741, de 2008) Art. 42. As instituições de educação profissional e tecnológica, além dos seus cursos regulares, oferecerão cursos especiais, abertos à comunidade, condicionada à matrícula à capacidade de aproveitamento e não necessariamente ao nível de escolaridade. (Redação dada pela Lei nº 11.741, de 2008). (LDB 9394/96 e Lei nº 11.741/08)

De acordo com Silva (2004 apud MENESES, 2004) falar sobre a educação profissional exige também ter maior clareza sobre o papel do trabalhador enquanto sujeito da história; o conhecimento produzido através do trabalho além da importância e interferência do trabalho na vida de cada um. Não se pode falar de exercício de cidadania sem falar de qualificação, competência e respeito conquistados através da produção individual e em grupo. Para sabermos como está a situação do Ensino Médio atualmente devemos recorrer ao Plano Nacional de Educação e é isso que iremos fazer agora. O Plano Nacional de Educação (Lei nº 10172/2001) apresenta-nos o seguinte diagnóstico sobre a situação do Ensino Médio brasileiro:
Considerando o processo de modernização em curso no País, o ensino médio tem um importante papel a desempenhar. Tanto nos países desenvolvidos quanto nos que lutam para superar o subdesenvolvimento, a expansão do ensino médio pode ser um poderoso fator de formação para a cidadania e de qualificação profissional. Justamente em virtude disso, no caso brasileiro é, particularmente, preocupante o reduzido acesso ao Ensino Médio, muito menor que nos demais países latinoamericanos em desenvolvimento, embora as estatísticas demonstrem que os concluintes do Ensino Fundamental começam a chegar à terceira etapa da educação básica, em número um pouco maior, a cada ano. Esses pequenos incrementos anuais terão efeito cumulativo. Ao final de alguns anos, resultarão em uma mudança nunca antes observada na composição social, econômica, cultural e etária do alunado do Ensino Médio. A Contagem da População realizada pelo IBGE, em 1997 acusa uma população de 16.580.383 habitantes na faixa

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Desagregados por regiões. Há.ou seja. no mesmo ano. O número reduzido de matrículas no Ensino Médio – apenas cerca de 30. pois a oferta de vagas na 1ª série do Ensino Médio tem sido consistentemente superior ao número de egressos da 8ª série do Ensino Fundamental. O mais importante deles é que esse foi o nível de 47 . especialmente quando se considera a acelerada elevação do grau de escolaridade exigida pelo mercado de trabalho. por diversas razões. o Ensino Médio comportaria bem menos que metade de jovens desta faixa etária. A 4ª série não é incluída nos cálculos. também. porque. 16 para a 2ª e 17 para a 3ª série. ao lado das taxas de distorção idade-série. porque há um grande número de adultos que volta à escola vários anos depois de concluir o Ensino Fundamental. estão associadas à baixa qualidade daquele nível de ensino.531 alunos do Ensino Médio. ainda são bastante desfavoráveis. os índices de conclusão. Na coorte 197073.933. que. ao Ensino Médio. entretanto. em virtude das elevadas taxas de repetência no Ensino Fundamental.8% . no caso do Ensino Médio. Em segundo lugar. o Ensino Médio atende majoritariamente jovens e adultos com idade acima da prevista para este nível de ensino. com alta seletividade interna. Em virtude dessas duas condições. Causas externas ao sistema educacional contribuem para que adolescentes e jovens se percam pelos caminhos da escolarização. para 43. da qual resultam elevados índices de repetência e evasão. 3. aspectos positivos nesse panorama brasileiro. sinalizam que há muito a ser feito.8%. O Ensino Médio convive. na de 1991-94. bem mais velhos. pois apresenta características diferentes das outras séries. 5.968. agravadas por dificuldades da própria organização da escola e do processo ensino-aprendizagem. em maior número a esse nível de ensino.817. esse índice caiu para 50. os cálculos das taxas de atendimento dessa faixa etária são pouco confiáveis.688 – estudavam à noite. por sua vez. os dados da repetência e abandono. Se os alunos estão chegando. em idade pedagogicamente adequada.401 estudantes. idealmente. Em primeiro lugar. se o fluxo escolar fosse regular. Para o Ensino Médio. os jovens chegam. apesar da melhoria dos últimos anos.Estrutura e Funcionamento do Ensino Fundamental e Médio UAB/Unimontes etária de 15 a 19 anos. a idade recomendada é de 15 anos para a 1ª série. permitem visualizar – na falta de políticas específicas – em que região haverá maior percentual de alunos no Ensino Médio. Estavam matriculados no Ensino Médio. A exclusão ao Ensino Médio deve-se às baixas taxas de conclusão do Ensino Fundamental. 54. De fato os 6. 74% dos que iniciavam o Ensino Médio conseguiam concluí-lo na coorte 1977-80. Isso é muito pouco. A situação agrava-se quando se considera que. Os números do abandono e da repetência. entretanto. nas últimas décadas. devendo-se supor que já estejam inseridos no mercado de trabalho.8% da população de 15 a 17 anos não se explica.8%. por desinteresse do Poder Público em atender à demanda. Significa que. em 1998.

Lei nº 10172/2001) E aí? O que você achou da situação do Ensino Médio apresentada no Plano Nacional de Educação? Apresenta algo que você desconhecia? De acordo com o Ministério da Educação (MEC). em muitos Estados.531 alunos. sobretudo nas áreas de Ciências e Matemática. a matrícula evoluiu de 3. não se trata apenas de expansão. dependerá da utilização judiciosa dos recursos vinculados à educação. Assim.230 para 6. de acordo com censo escolar. no caso do Ensino Médio. como resultado do esforço que está sendo feito para elevar as taxas de conclusão da 8ª série. ocorridas. basicamente. a demanda por Ensino Médio deverá ampliar de forma explosiva. cada vez mais público. Apenas no período de 1991 a 1998. entretanto. a maior crise em termos de ausência de definição dos rumos que deveriam ser seguidos em seus objetivos e em sua organização. 35% daquele atendido no nível fundamental. Há de se considerar. mesmo com a universalização do Ensino Médio. de apenas três. para este nível de ensino. nessa instância federativa.770. esse foi o que enfrentou. especialmente quando se considera que o Ensino Fundamental consta de oito séries e o Médio. Quanto ao financiamento do Ensino Médio. no máximo. o seu surpreendente crescimento deve-se. sem comprometer os 25% constitucionalmente vinculados à educação. especialmente porque não há.Letras/Inglês Caderno Didático . o que está claramente associado a uma recente melhoria do Ensino Fundamental e da ampliação do acesso ao Ensino Médio. prioritariamente. em todo o sistema. na rede privada. o número de alunos matriculados será. Entre os diferentes níveis de ensino. o ensino médio brasileiro será todo reformulado. porém. que. como os Estados estão obrigados a aplicar 15% da receita de impostos no Ensino Fundamental. Essa destinação deve prover fundos suficientes para a ampliação desse nível de ensino. atribui aos Estados a responsabilidade pela sua manutenção e desenvolvimento. Nesta reformulação está previsto um novo 48 . desse nível de ensino. que devem ser destinados prioritariamente à educação básica. atesta o caráter. Nos próximos anos. a Emenda Constitucional nº 14. A diminuição da matrícula. no Ensino Médio.4º Período ensino que apresentou maior taxa de crescimento nos últimos anos. Um aspecto que deverá ser superado com a implementação das Novas Diretrizes Curriculares para o Ensino Médio e com programas de formação de professores. De fato. nos últimos anos. os demais 10% vinculados à educação deverão ser aplicados. Entretanto. (BRASIL. recursos adicionais como os que existem para o Ensino Fundamental na forma do Salário Educação. isso significa que. às matrículas na rede estadual. A expansão futura. O mais razoável seria promover a expansão da educação superior estadual com recursos adicionais.968. assim como a Lei de Diretrizes e Bases. a ampliação do Ensino Médio vem competindo com a criação de universidades estaduais.

3.br) e acesse todo o estudo realizado sobre a reestruturação e expansão do Ensino Médio. por meio do Supletivo. Vejamos o que nos fala a Lei: Art. segundo os dados do MEC. seus interesses. § 2º O Poder Público viabilizará e estimulará o acesso e a permanência do trabalhador na escola. sendo que a idade mínima para o Ensino Médio. Estabelece um significado mais amplo e reconhece na integração à educação profissional técnica uma importante política pública. um grupo de trabalho composto por técnicos do Ministério da Educação e da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República apresentou um estudo sobre a reestruturação e expansão do ensino médio no Brasil. que mantém. É preciso priorizar a melhoria da escola de ensino médio da rede estadual de educação. cultura e trabalho. E você já sabe.gov. oportunidades educacionais apropriadas. § 1º Os sistemas de ensino assegurarão gratuitamente aos jovens e aos adultos. Em dezembro de 2008. mediante ações integradas e complementares entre si. para isso é preciso recorrer mais uma vez à LDB/96.3 A EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS Vamos agora refletir sobre a Educação de Jovens e Adultos. condições de vida e de trabalho.Estrutura e Funcionamento do Ensino Fundamental e Médio UAB/Unimontes currículo e modelo pedagógico. 37. mais de 85% das matrículas.mec. O Ensino Médio é visto como uma mera passagem para o ensino superior ou inserção na vida econômico-produtiva? Hoje a reformulação do Ensino Médio caminha para a formação integral do estudante estruturada na ciência. A educação de jovens e adultos será destinada àqueles que não tiveram acesso ou continuidade de estudos no Ensino Fundamental e Médio na idade própria. Nestes artigos a Lei prevê que os jovens e adultos poderão concluir os Ensinos Fundamental e Médio através de cursos e exames supletivos. A Educação de Jovens e Adultos (EJA) é contemplada na Lei de Diretrizes e Bases de 1996 em seus artigos 37 e 38. mediante cursos e exames. aliado à expansão das matrículas que permitirão a oferta de uma educação acessível e de qualidade a todos os jovens e adultos. Os cursos de exames supletivos são uma alternativa e uma modalidade de ensino para prosseguimento dos estudos e conclusão da educação básica. Se você quiser aprofundar ainda mais os seus conhecimentos sobre o Ensino Médio atualmente no Brasil visite o portal do MEC (http://portal. é ser maior de dezoito anos. consideradas as características do alunado. mas que precisa ser complementada com a mudança curricular do ensino médio “tradicional” não profissionalizante. E neste estudo o principal desafio consiste no significado da ultima etapa da Educação Básica para o cidadão brasileiro. que não puderam efetuar os estudos na idade regular. 49 .

num grande número de jovens e adultos que não tiveram acesso ou não lograram terminar o ensino fundamental obrigatório. para os maiores de dezoito anos. 38. A LDB/96 apresenta-nos a educação profissional de acordo com os artigos 39.no nível de conclusão do ensino fundamental.no nível de conclusão do ensino médio. II . Isso significa educação permanente ou educação continuada. 50 . (Incluído pela Lei nº 11. Embora tenha havido progresso com relação a essa questão. de 2008) Art. 41 e 42 já especificados neste material. O analfabetismo está intimamente associado às taxas de escolarização e ao número de crianças fora da escola. Os sistemas de ensino manterão cursos e exames supletivos.4º Período § 3o A educação de jovens e adultos deverá articular-se. Uma concepção ampliada de alfabetização. ao longo dos anos. mas um tipo de formação que deve estar presente na vida do indivíduo em idade profissional produtiva.741. na qual o indivíduo nunca encerra o seu aprendizado. abrangendo a formação equivalente às oito séries do Ensino Fundamental. LDB 9394/96 e Lei nº 11. I). com a educação profissional. § 2º Os conhecimentos e habilidades adquiridos pelos educandos por meios informais serão aferidos e reconhecidos mediante exames.Letras/Inglês Caderno Didático . 40. Cerca de 30% da população analfabeta com mais de 15 anos está localizada no Nordeste.741/08) Segundo Meneses (2004). o número de analfabetos é ainda excessivo e envergonha o País: atinge 16 milhões de brasileiros maiores de 15 anos. para os maiores de quinze anos. O Plano Nacional de Educação (Lei nº 10172/2001) apresenta-nos o diagnóstico sobre a educação de jovens e adultos: A Constituição Federal determina como um dos objetivos do Plano Nacional de Educação a integração de ações do poder público que conduzam à erradicação do analfabetismo (art. (BRASIL. que compreenderão a base nacional comum do currículo. 214. na forma do regulamento. Os déficits do atendimento no ensino fundamental resultaram. Todos os indicadores apontam para a profunda desigualdade regional na oferta de oportunidades educacionais e a concentração de população analfabeta ou insuficientemente escolarizada nos bolsões de pobreza existentes no País. a educação profissional de acordo com a LDB/96 não é apenas um nível de ensino. § 1º Os exames a que se refere este artigo realizar-se-ão: I . preferencialmente. habilitando ao prosseguimento de estudos em caráter regular. Trata-se de tarefa que exige uma ampla mobilização de recursos humanos e financeiros por parte dos governos e da sociedade. podendo assim acompanhar as mudanças tecnológicas do nosso mundo.

é de se esperar que apenas a dinâmica demográfica seja insuficiente para promover a redução em níveis razoáveis nos próximos anos. uma maior média de anos de estudo. para acelerar a redução do analfabetismo é necessário agir ativamente tanto sobre o estoque existente quanto sobre as futuras gerações. além do fenômeno da regressão. Tabela 1: Crianças e jovens matriculados na escola (BRASIL. mas. MEC/Inep. obrigando-as a voltar à escola básica. Essa realidade tem sido responsável pela criação de diversos projetos voltados para a alfabetização e educação de jovens e adultos.192. a indicar a necessidade de políticas focalizadas.6 7. pois pessoas entre quinze e trinta anos em 1997 somavam cerca de 21.948 2. há também uma redução insuficiente do analfabetismo ao longo do tempo. À medida que a sociedade se desenvolve novas possibilidades de crescimento profissional surgem.948 8.4 % do analfabetismo total. passando de 20. Por isso.6 % em 1995. exigem maior qualificação e constante atualização de conhecimentos e habilidades. é muito elevado o número de jovens e adultos que não lograram completar a escolaridade obrigatória. As gerações antigas não podem ser consideradas como as únicas responsáveis pelas taxas atuais.Estrutura e Funcionamento do Ensino Fundamental e Médio UAB/Unimontes aumenta a população a ser atingida. em todas as regiões. para 15. (BRASIL. em 1991. no entanto. Como há reposição do estoque de analfabetos.5 32. A educação de adultos é uma necessidade tanto na comunidade como nos locais de trabalho. Censo escolar e censo do ensino superior. Tomado este indicador. quando o fator verificado é a etnia.6 Fonte: BRASIL. por outro lado. Entretanto. distorções significativas em função do gênero. Embora o analfabetismo esteja concentrado nas faixas etárias mais avançadas e as taxas tenham se reduzido. assim como atestados de maior escolarização. Tomando-se o corte regional.1% da população. Analisemos a tabela de crianças e jovens matriculados no Brasil no ano 2000. O problema não se resume a uma questão demográfica. pois. as mulheres têm. 2000) Nível de ensino Fundamental Médio Superior Matriculas 35. como jovem. para aprender um pouco mais ou para conseguir um diploma. vêm exigindo mais conhecimentos e habilidades das pessoas. 51 .717. ou já depois de adultas. estando inclusive as mulheres melhor posicionadas nos grupos etários abaixo de 40 anos. 2000. Lei nº 10172/2001) As mudanças ocorridas no mercado de trabalho.694. Brasília. nota-se uma distorção.245 Faixa etária (%) 95.

A política educacional voltada para a faixa de 7 a 14 anos (Ensino Fundamental) baseia-se na ideia de que colocar todas as crianças na escola estancaria a produção de novos analfabetos ou de pessoas com baixa escolaridade.5% de todas as crianças de 7 a 14 anos estão no Ensino Fundamental. Souza analisando o analfabetismo sob o enfoque demográfico no Brasil diz.] as altas taxas observadas atualmente não estão relacionadas apenas à presença de analfabetos de gerações antigas na população. garantindo assim a tão esperada universalização do Ensino Fundamental para toda a população. apenas uma pequena parcela de jovens em idade de frequentar universidades está estudando. p.Letras/Inglês Caderno Didático . O ideal seria que uma parcela maior do contingente que ingressa nas séries iniciais permanecesse por mais tempo na escola.4º Período Observando esta tabela vemos que os jovens apresentam uma taxa de exclusão maior do que as crianças. (1999. o nível de vida vai melhorando. surge a necessidade da escolarização e a educação dos adultos favorece a educação das crianças e adolescentes porque quanto mais os pais estudam mais conscientes ficam da importância da educação e mais contribuirão para que seus filhos permaneçam na escola. Reafirmamos que. sem relacioná-la com a Educação Básica como um todo.6 milhões de alunos matriculados no nível superior. à medida que a sociedade evolui.. Souza (1999). A Educação de Jovens e Adultos no Brasil está restrita à questão do analfabetismo. as pessoas ficam 52 . a faixa de 20 a 24 anos era composta por 16. Se por um lado. nós educadores brasileiros enfrentamos imensos desafios para colaborar com o país na universalização do Ensino Fundamental. por outro. o analfabetismo atual é resultado tanto da insuficiência quanto da demora da melhoria na alfabetização ao longo da segunda metade desse século. pois à medida que as pessoas vão ficando mais escolarizadas.17) Sendo assim. a educação é a responsável pelo crescimento social.. [. Além dos aspectos essencialmente relacionados à dinâmica demográfica. Oferecer a toda a população um ensino de qualidade é dever e compromisso de governos e de todos os envolvidos com a questão educacional. Em outras palavras.1 milhões de pessoas e havia 2. Enquanto praticamente 95. Em 2000. há também os relacionados à ineficiência do sistema educacional na determinação das taxas anuais. É preciso entender que a alfabetização e Educação Básica são partes indissociáveis de um mesmo processo e isso tem sido o grande desafio para a construção de efetivas políticas públicas para a Educação de Jovens e Adultos no Brasil. a educação tem assumido novos contornos em face das mudanças ocorridas na sociedade.

à novas habilidades e tecnologias. mais de 960 milhões de adultos são analfabetos. Para saber mais sobre a Declaração Mundial sobre Educação para Todos acesse: www. de saúde. sendo que mais de um terço dos adultos do mundo não têm acesso ao conhecimento impresso. Segundo a Declaração Mundial sobre Educação para Todos. apesar de saber ler e escrever formalmente. não consegue compor e redigir corretamente um pequeno texto. com isso. No Brasil. críticas e exigentes. o analfabeto funcional é aquela pessoa que.educacaoparatodos. o analfabetismo funcional é visto como um problema significativo para todos os países industrializados ou em desenvolvimento. O analfabeto funcional não consegue compreender o significado das palavras nem colocar ideias no papel por meio do sistema de escrita. Para a UNESCO. Isso se refere a pessoas que sabem ler e escrever. por exemplo. E.Estrutura e Funcionamento do Ensino Fundamental e Médio UAB/Unimontes mais conscientes. Sabe-se que a educação é o instrumento que vai permitir às pessoas buscarem uma melhoria de vida. Na Declaração. é considerada analfabeta funcional a pessoa com mais de 20 que não completou quatro anos de estudos formais.org/documents/declaracao_educacaoparato dos_jomtien 53 . vão melhorando as condições de higiene. PENSE SOBRE ISSO: Aproximadamente um terço da população é considerada analfabeta funcional. de alimentação. de segurança e de satisfação pessoal. Meneses (2004) afirma que. mas são incapazes de interpretar o que leem e de usar a leitura e a escrita em atividades cotidianas. que poderiam melhorar a qualidade de vida e ajudá-los a perceber e a adaptar-se às mudanças sociais e culturais. Entretanto existem países como Polônia e Canadá em que é considerado analfabeto funcional o adulto com menos de oito anos de escolaridade. a educação possibilita o desenvolvimento da sociedade. Enfim. capacitando-as para competir no mercado de trabalho bem como reconhecer seus direitos.

“aprimorar o educando «como pessoa humana”. imagens. sentimentos e relações que apresentem e coloquem em debate a realidade e a sociedade na sua contemporaneidade e historicidade. inclui preparar para o mercado de trabalho. o domínio da leitura.4º Período 3. 35. Destacamos os pontos: ? Fundamental visa desenvolver no aluno a capacidade O Ensino de aprender. de solidariedade e de tolerância recíproca na vida social. um projeto político-pedagógico que materialize para as crianças condições de aprendizagem voltadas para conhecimentos de diferentes áreas. “garantir a preparação básica para o trabalho e a cidadania” e dotar o educando dos instrumentos que lhe permitam “continuar aprendendo”. conferindo ao ensino médio função de educação geral que. ? Médio conforme a Lei de Diretrizes e Bases 9394/96 é O Ensino assim definido no art. com duração mínima de três anos. do cálculo. Devido à melhoria no Ensino Fundamental os brasileiros 54 . entre preparação para a educação superior. ? Nacional de Educação (Lei nº 10172/2001) em seu O Plano diagnóstico sobre o Ensino Médio destaca que este nível de ensino no Brasil está em expansão. A LDB então busca superar essa dualidade. as considerações sobre o ensino médio vinculado à profissionalização e à garantia da educação para os jovens e adultos. “possibilitar o prosseguimento de estudos”. dimensões e necessidades concretas. embora diferenciada da educação profissional. Entretanto. como curso propedêutico. incisos I a IV). A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional determina nas finalidades do ensino médio que o mesmo deve propiciar a todos os cidadãos a oportunidade de consolidar e aprofundar os “conhecimentos adquiridos no ensino fundamental”. e a qualificação para o trabalho. nas últimas décadas. apresentamos o ensino de nove anos. visa ainda desenvolver a capacidade de aprendizagem. a identidade desse nível de ensino tem oscilado.4 CONCLUSÃO Na terceira unidade. tendo em vista o desenvolvimento da “compreensão dos fundamentos científico-tecnológicos dos processos produtivos” (art.Letras/Inglês Caderno Didático . interligados a linguagens. o fortalecimento dos vínculos de família. como curso técnico ou profissionalizante. 35: é a etapa final da educação básica. da escrita. De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases 9394. o Ensino Fundamental passa a ser de nove anos para que se tenha mais tempo da criança na escola. ? O ensino fundamental de nove anos traz o desafio e a oportunidade de repensar a escola que temos na direção de um projeto de escola que tenha como centro de sua atenção a reflexão e ação das crianças em suas características. ? O ensino médio integra-se à escolaridade que tem como objetivo a formação comum indispensável ao exercício da cidadania. Ou seja.

Nestes artigos a Lei prevê que os jovens e adultos poderão concluir os ensinos fundamental e médio através de cursos e exames supletivos. as pessoas têm a oportunidade de melhorar de vida e competir no mercado de trabalho bem como reconhecer seus direitos. (org. vêm exigindo mais conhecimentos e habilidades das pessoas.Estrutura e Funcionamento do Ensino Fundamental e Médio UAB/Unimontes têm apresentado mais interesse no Ensino Médio e a demanda para o mesmo tem evoluído a cada ano. por outro lado. SOUZA.394/96. ? A educação de adultos é uma necessidade tanto na comunidade como nos locais de trabalho. sendo que a idade mínima para o ensino médio através de supletivo é ser maior de dezoito anos. assim como atestados de maior escolarização. Educação Básica: Políticas. REFERÊNCIAS BRASIL. 2004. exigem maior qualificação e constante atualização de conhecimentos e habilidades. 1999. mas. Aqui de acordo com a LDB/96 a educação profissional não é apenas um nível de ensino. obrigando-as a voltar à escola básica.). 55 . mas uma modalidade de formação que deve estar presente na vida do indivíduo em idade profissional produtiva. Marcelo de Medeiros. Brasília: Diário Oficial de 12 de dezembro de 1996.172/2001.G. Brasília: Diário Oficial de 10 de janeiro de 2001. ou já depois de adultas. Isso significa educação permanente ou educação continuada. Através da educação. MENESES J. São Paulo: Pioneira Thomson Learning. no entanto.br.gov. Lei nº 10. Lei 9.2007. Brasília: IPEA. Disponível em: http://www. BRASIL. À medida que a sociedade se desenvolve novas possibilidades de crescimento profissional surgem. Plano Nacional de Educação.ipea. para aprender um pouco mais ou para conseguir um diploma. ? As mudanças ocorridas no mercado de trabalho. O analfabetismo no Brasil sob o enfoque demográfico. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Acesso em 25 jul. Legislação e Gestão. Os cursos de exames supletivos são uma alternativa e uma modalidade de ensino para prosseguimento dos estudos e conclusão da educação básica. ? A Educação de Jovens e Adultos (EJA) é contemplada na Lei de Diretrizes e Bases de 1996 em seus artigos 37 e 38. como jovem.

na quarta unidade “O Plano Nacional de Educação e as Ações Articuladas e Normatizadas pelas Políticas Educacionais Vigentes” trataremos do Plano Nacional de Educação e como. O mais importante de tudo isso. em favor da melhoria dos padrões de ensino. Os governantes atuais lideram o processo de elaboração do PNE e dos Planos Estaduais e Municipais. além da legislação brasileira. em defesa da dignidade dos docentes. É um plano global. chegamos até aqui. de sua formação permanente significa lutar pela educação popular.2001-2011. tanto no que se refere aos níveis de ensino e modalidades de educação. é que você. seus antecedentes históricos e as ações articuladas e normatizadas pelas políticas educacionais vigentes. reflita sobre o processo de legalização da educação brasileira e acredite que. Significa incentivar a mobilização e a organização não apenas de sua própria categoria. de bairro. E para finalizar nosso estudo da disciplina “Estrutura e Funcionamento do Ensino Fundamental e Médio”. É um plano de Estado. acadêmico (a). Plano Nacional de Educação – PNE: É um plano onde estão traçados os objetivos e metas para a educação brasileira. mas dos trabalhadores em geral como condição fundamental da luta democrática com vistas à transformação necessária e urgente da sociedade brasileira.. pela participação crescente das classes populares nos conselhos de comunidade.4 UNIDADE 4 O PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO E AS AÇÕES ARTICULADAS E NORMATIZADAS PELAS POLÍTICAS EDUCACIONAIS VIGENTES 4 O PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO E AS AÇÕES ARTICULADAS E NORMATIZADAS PELAS POLÍTICAS EDUCACIONAIS VIGENTES ‘’(. O Plano tem vigência por dez anos. isto é. antes da legislação. quanto no envolvimento dos diversos setores da administração pública e da sociedade. de escola. ? Nacional de Educação e as Metas Propostas para a O Plano década da educação. entender melhor por onde se faz o caminhar da sociedade brasileira para a consolidação de uma escola pública de qualidade e eficaz para todos a partir das experiências aqui explicitadas.) trabalhar lucidamente em favor da escola pública. faça a leitura do material e das sugestões propostas. 1987) ? Nacional de Educação (PNE) e os seus antecedentes O Plano históricos. existe a ação de homens e mulheres empenhados em um mundo melhor. o Compromisso O Plano A F “Todos pela a Educação” e as Ações Articuladas dos entes federados. (Freire.. Objetivo Geral Oportunizar ao acadêmico um estudo sistemático do Plano Nacional de Educação. abrangente de toda a educação. Saviani (2007) 56 . Resta-nos ainda. não um plano de governo. através da vontade popular e mobilização social. entretanto. ressaltando o compromisso da sociedade brasileira em busca de uma escola pública de qualidade e eficaz para todos os brasileiros. GLOSSÁRIO B GC E ? de Desenvolvimento da Educação.

mas de suma importância para que você conheça a história de criação e elaboração do Plano Nacional de Educação. À medida que o quadro social. php?script_sci_arrttextepid=s0 101 57 . lançou um manifesto ao povo e ao governo que propunham a reconstrução educacional. nos seus diversos níveis e modalidades..97) DICAS 4. em seu art. as várias reformas educacionais.MEC que muito bem descreve os autores sobre os antecedentes históricos do PNE..". político e econômico do início deste século se desenhavam. se expõem ou se entregam ao “caminho” que estão fazendo e que assim os refaz também. Reportamo-nos ao texto elaborado para apresentação do PNE.pedagogiaemfoco.. e coordenar e fiscalizar a sua execução.scielo.br/ /heb07a. como uma leitura básica imprescindível para o seu entendimento. p. Veja a História a seguir: A instalação da República no Brasil e o surgimento das primeiras ideias de um plano que tratasse da educação para todo o território nacional aconteceram simultaneamente. a educação começava a se impor como condição fundamental para o desenvolvimento do país.1 O PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO – ANTECEDENTES HISTÓRICOS O PNE que hora discutimos. organizado na forma da lei. "Manifesto dos Pioneiros da Educação” quando um grupo de educadores..br/scielo. a elaborar o plano para ser aprovado pelo Poder Legislativo.172/ 2001. comuns e especializados. Transcrevemos um trecho longo. homens e mulheres da elite intelectual brasileira. Atribuía.Estrutura e Funcionamento do Ensino Fundamental e Médio UAB/Unimontes Lembrando Paulo Freire: Não posso entender os homens e as mulheres. pode ser considerado com a Constituição Federal (CF) e com a LDB. ao fazê-lo. como seres fazedores de seu “caminho” que. (1992.p ro. nesta unidade.152. Conheça o manifesto dos pioneiros da educação: http://www. compreensivo do ensino de todos os graus e ramos.Lei nº 10. Havia grande preocupação com a instrução.htm http://www. em todo o território do País". competência precípua ao Conselho Nacional de Educação. Desde o movimento de 1932. cultural e socialmente existindo. Nas duas primeiras décadas. de grande alcance e de vastas proporções.150 declarava ser competência da União "fixar o plano nacional de educação. sugerindo ao Governo as medidas que julgasse necessárias para a melhor solução dos problemas educacionais bem como a Você sabia que são 298 metas propostas pelo PNE para todos os níveis e modalidades de ensino. importantes questões sobre a formação de professores e o financiamento da educação e a gestão da educação no Brasil que tem objetivos primordiais. a não ser mais do que simplesmente vivendo. O documento teve grande repercussão e motivou uma campanha que resultou na inclusão de um artigo específico na Constituição Brasileira de 16 de julho de 1934. O art. ajudaram no amadurecimento da percepção coletiva da educação como um problema nacional. um plano com sentido unitário e de bases científicas. uma das bases normativas em que se assenta a educação do país. histórica.

que cabe à União. respectivamente. uma nova revisão. A construção deste plano atendeu aos compromissos assumidos pelo Fórum Nacional em Defesa da Escola Pública. 58 . Em 1966. Todas as constituições posteriores. quando foram introduzidas normas descentralizadoras e estimuladoras da elaboração de planos estaduais. que a União encaminhe o Plano ao Congresso Nacional. elaborado já na vigência da primeira Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. introduziu importantes alterações na distribuição dos recursos federais. de 1998 que "aprova o Plano Nacional de Educação". Por outro lado. que "estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional". mas apenas como uma iniciativa do Ministério da Educação e Cultura. culturais. a elaboração do Plano. consolidou os trabalhos do I e do II Congresso Nacional de Educação . desde sua participação nos trabalhos da Assembléia Nacional Constituinte. Em 11 de fevereiro de 1998. Lei nº 4. com força de lei. destaca o autor a importância deste documento-referência que "contempla dimensões e problemas sociais.024. políticos e educacionais brasileiros. com diretrizes e metas para os dez anos posteriores. em colaboração com os Estados. o consenso de que o plano devia ser fixado por lei. O primeiro Plano Nacional de Educação surgiu em 1962. Estabelece ainda. a Lei nº 9. determina nos artigos 9º e 87. de 1961. o Poder Executivo enviou ao Congresso Nacional a Mensagem 180/98. um ano após a publicação da citada lei. Na justificação. Era basicamente um conjunto de metas quantitativas e qualitativas a serem alcançadas num prazo de oito anos.4º Período distribuição adequada de fundos especiais". o Deputado Ivan Valente apresentou no Plenário da Câmara dos Deputados o Projeto de Lei nº 4. iniciativa essa aprovada pelo então Conselho Federal de Educação. de 1996. relativa ao projeto de lei que "Institui o Plano Nacional de Educação". A ideia prosperou e nunca mais foi inteiramente abandonada. 214 contempla esta obrigatoriedade. Com a Constituição Federal de 1988.394. com exceção da Carta de 37.CONED e sistematizou contribuições advindas de diferentes segmentos da sociedade civil. embasado nas lutas e proposições daqueles que defendem uma sociedade mais justa e igualitária". implícita ou explicitamente. incorporaram. em sintonia com a Declaração Mundial sobre Educação para Todos. que se chamou Plano Complementar de Educação. Em 1965. cinquenta anos após a primeira tentativa oficial. O art. capaz de conferir estabilidade às iniciativas governamentais na área de educação. Em 10 de fevereiro de 1998. beneficiando a implantação de ginásios orientados para o trabalho e o atendimento de analfabetos com mais de dez anos. sofreu uma revisão.155. Ele não foi proposto na forma de um projeto de lei. Havia subjacente. o Distrito Federal e os Municípios. a ideia de um Plano Nacional de Educação. e institui a Década da Educação.Letras/Inglês Caderno Didático . ressurgiu a ideia de um plano nacional de longo prazo.

por intermédio das Comissões de Educação. que instituiu o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério. cabe aos Estados. cabendo ao Poder Legislativo. que teve como eixos norteadores. DICAS Conheça a Mensagem nº 9 do Presidente da República de 09. com base nesta Lei. pais de alunos dentre outros.br/ccivil_03/Leis/Mensagem _Veto /2001/Mv0009-01.php .Estrutura e Funcionamento do Ensino Fundamental e Médio UAB/Unimontes Iniciou sua tramitação na Câmara dos Deputados como Projeto de Lei nº 4. preparado de acordo com as recomendações da reunião organizada pela UNESCO e realizada em Jomtien. de 1995. O que se deduz é que a luta da sociedade brasileira precisa continuar articulada e participando de construções de propostas e projetos que possam transformar a realidade brasileira a favor de todos nós. apensado ao PL nº 4. elaborada a partir de 1998. como texto final.br/scielo. em 1993.planalto. do ponto de vista legal. o Distrito Federal.2001-VETOS DO PNE. Desde a proposta inicial. Dr. Além deste. em articulação com os Estados. a Constituição Federal de 1988.155/98. estudantes.htm O PNE tramitou por várias instâncias até a aprovação do texto final – aprovado em 09 de janeiro de 2001.UNDIME. de 1998. Roberto Romano.CONSED e a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação . Cultura e Desporto da Câmara dos Deputados e da Comissão de Educação do Senado Federal acompanhar a execução do referido plano. que está Disponível em http://www. elaborem seus planos decenais correspondentes. gov. profissionais da educação. Embora registra-se mais uma vez na história brasileira que apesar de toda a participação e mobilização do povo nota-se que os interesses majoritários do Congresso Brasileiro ou do Governo aprovam. ao Distrito Federal e aos Municípios. segundo as intenções do Congresso Nacional. o que lhes convém. em 13 de março de 1998. na Tailândia. Ficando ainda a União.173. e a Emenda Constitucional nº 14. a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Fernando Henrique Cardoso. de 1996. 59 .scielo.172/ 2001pelo então Presidente da República. Para saber mais sobre essa discussão leia o artigo “PNE: Plano Nacional de Educação ou Carta de Intenção?” Do Deputado Ivan Valente e do Prof. Na Exposição de Motivos destaca o Ministro da Educação a concepção do Plano. promulgado como Lei nº 10. destacando-se o Conselho Nacional de Secretários de Educação . os documentos resultantes de ampla mobilização regional e nacional que foram apresentados pelo Brasil nas conferências da UNESCO constituíram subsídios igualmente importantes para a preparação do documento. Considerou ainda realizações anteriores. Acesse o site: https://www. Várias entidades foram consultadas pelo MEC. nos congressos nacionais da educação e ainda contando com a participação de educadores. principalmente o Plano Decenal de Educação para Todos. responsáveis por proceder à avaliação periódica da implementação do referido Plano Nacional de Educação. Mesmo sendo aprovado o texto. os municípios e a sociedade civil.01. responsabilidade essa também da sociedade civil brasileira.

quando surge a norma Legislativa posta no seu artigo 214 e requerida pela LDB 9394/96. É preciso assinalar que um plano da magnitude do PNE deve ser assumido pelo Poder Público. na Câmara dos Deputados. O nosso entendimento precisa ser o de busca de fortalecimento da escola pública de qualidade para todos e a democratização da gestão educacional. entendendo que ele se submete às imposições advindas de política do capital financeiro internacional impostas pelo Banco Mundial ao MEC conforme os exemplo do que eles chamaram de “detalhismo e generalismo ambíguo”. 10. estudantes. doze anos depois de promulgada a Constituição Federal. profissionais da educação nos Congressos Nacionais de Educação I e II (CONEDS). que aprova o PNE. Daí entendermos que propor objetivos. Veja: Detalhismo. em três anos. de um projeto elaborado coletivamente por educadores. como tarefa de Estado. ao se intensificar a centralização da política educacional. dos problemas da educação brasileira além da leitura crítica das proposições advindas dos governos precisam ser entendidos. como eixo da universalização da educação básica. especialmente pelo Congresso Nacional. agora que temos a Lei nº. com a entrada em 10 de fevereiro de 1998. diagnóstico da realidade. assim como sabemos ser exigência de relevantes segmentos sociais do nosso País. antes de tudo. ROMANO. expresso na proposta da sociedade e de outro o entendimento de um plano que expressava a política vigente. pais. em proveito de seus interesses imediatos. todas as escolas tenham formulado seus projetos pedagógicos. Já é do conhecimento dos educadores e da sociedade civil organizada que é antiga a vontade popular da elaboração de um Plano Nacional de Educação para definir a intervenção plurianual do Poder Público e da sociedade. Ele não pode ser reduzido às "razões" de governos que agem para conquistar vitórias conjunturais. Os autores Valente e Romano (2002) apresentam críticas ao Plano. com o histórico apresentado acima. com observância das Diretrizes Curriculares para o ensino fundamental e dos Parâmetros Curriculares Nacionais". quanto ao seu fundamento. a ampliação de gastos públicos para a manutenção e desenvolvimento do ensino público. valorizados e viabilizados. Já registramos também que o projeto do PNE surgiu do Fórum Nacional em Defesa da Escola Pública. como na meta oito: "assegurar que. 60 . que de um lado tínhamos um projeto democrático e popular. metas e estratégias e meios ousados requer.Letras/Inglês Caderno Didático . 2002) Registramos.4º Período Movimentos sociais.172/2001. (VALENTE. daí o plano ter ficado conhecido como PNE da Sociedade Brasileira.

ocasião também que.2 O PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO E AS METAS PROPOSTAS PARA A DÉCADA DA EDUCAÇÃO. questão já resolvida com a Lei nº. 11. Tomando como base de análise o que dispõe a Constituição no seu artigo 214. na tabela a seguir. Vejam as Diretrizes Gerais no PL nº. Atividades e ações de erradicação do analfabetismo começaram a existir com o Programa Comunidade Solidária. o que se nota é um descaso dos legisladores diante de uma das dívidas sociais brasileiras com os brasileiros. de mais de dois turnos diurnos e um turno noturno. 61 . Vamos comparar com atenção aspectos do texto legal aprovado e o texto do projeto da sociedade brasileira. Observe.494/2007 que cria o FUNDEB. do Plano. no quadro comparativo dos objetivos do PNE na Constituição. PARA REFLETIR Falta ênfase no item: erradicar o analfabetismo. o plano deve visar à articulação e ao desenvolvimento do ensino em seus diversos níveis e a integração das ações do Poder Público que conduzam à sua viabilização. embora sem definir meios para concretização. como na meta 20: "eliminar a existência. versus Lei aprovada.2001-2011. simplesmente ele desaparece. à época. aliás. sem prejuízo do atendimento da demanda". Os referidos autores apresentam. o que se refere a distância entre o Plano e o que o país precisa. a Universalização do atendimento escolar chega a ser substituído por elevação global do nível de escolaridade da população. 4. quando metas que indicam a tarefa do combate ao analfabetismo são contempladas. ao retardar a sua implementação. o que parece diminuir a finalidade. como objetivo do plano. com a sanção da Lei 9424/96 que cria o FUNDEF. ficou estabelecido a elevação para 7% do PIB como meta a ser atingida na década de validade do plano. embora vale lembrar que há explicações para a contemplação do aspecto na seção que trata da EJA. também neste sentido.173/98. item 2. Quanto ao tema “financiamento da educação” no PNE. Vale a pena você ler essa duas leis. nas escolas. algumas diferenças entre objetivos da Constituição e do Plano. foram vetadas ações para a manutenção e desenvolvimento do ensino de jovens e adultos. 4. da Seção I – Introdução do PNE aprovado – Lei nº. 10172/2001 originária do Projeto de Lei nº. Analisando outros aspectos do plano.Estrutura e Funcionamento do Ensino Fundamental e Médio UAB/Unimontes Generalismo ambíguo na ausência de definição de prazo e meios. 4155/98 em comparação com os objetivos e prioridades.

4º Período 62 .Letras/Inglês Caderno Didático .

Para fazer essa análise. traduzem a compreensão de que a política educacional deve ser concebida e praticada hostilizando-se o pensamento. Artigo da Consultoria Legislativa.gov. Queremos aqui. 2. 2001). a redução das desigualdades sociais e regionais no tocante ao acesso e à permanência. com o intuito de propiciar a você as analises e as perspectivas para o seu cumprimento. Porém apesar das críticas apresentadas. leia todo o plano e. 2002) E agora. a participação das comunidades escolar e local em conselhos escolares ou equivalentes (BRASIL. as reivindicações.camara. o PNE. a melhoria da qualidade do ensino em todos os níveis. PNE. em seguida. Mais do que isso. na educação pública e a democratização da gestão do ensino público. destacar os objetivos e prioridades segundo o PNE: 1. e considerando as limitações impostas pelos recursos financeiros e pela capacidade de responder ao grande desafio de oferecer uma educação compatível. Apresentamos as críticas e ponderações sobre o PNE feitas pelos autores citados e embasadas em outros tantos atores do poder público e representantes da sociedade civil. nos estabelecimentos oficiais. essa orientação materializa no Brasil a política do Banco Mundial para os países subdesenvolvidos. É preciso que o PNE seja amplamente discutido nos cursos de formação de professores e nas redes de ensino. procure o gestor educacional do seu município e converse com ele sobre o assunto. assim como a LDB e a legislação educacional. na extensão e na qualidade. Assim.Estrutura e Funcionamento do Ensino Fundamental e Médio UAB/Unimontes Outros aspectos conclusivos apresentados pelos autores precisam ser considerados no nosso estudo: PARA REFLETIR O PNE aprovado pelo Congresso. com sucesso. obedecendo aos princípios da participação dos profissionais da educação na elaboração do projeto pedagógico da escola e. aprovadas sob a égide do pacto conservador que atualmente controla o governo brasileiro. a elevação global do nível de escolaridade da população. Ele é uma espécie de salvo-conduto para que o governo continue implementando a política que já vinha praticando. como podemos fazer uma nova leitura após mudança de governo e passado quase uma década da votação do PNE? Faça uma análise sobre em que medida os objetivos e as metas propostas pelo PNE vêm sendo alcançadas no seu município. (VALENTE e ROMANO.br /portal/arquivos/camara/interne t/pública 63 . percebemos o PNE como um avanço significativo na construção de políticas públicas para os brasileiros. já que se constitui em um dos principais pilares da política educacional brasileira. Neste sentido e até por isso. acreditamos contribuir para melhor formar a sua consciência crítica. 3. focando nossa discussão nos objetivos e metas determinados pelo próprio PNE. os anseios da comunidade escolar. 4. Disponível em http://apache.Câmara dos Deputados. como lei de conjunto não contempla as propostas e reivindicações dos setores democráticos e populares da sociedade. DICAS Fazendo cumprir o dever constitucional com base nas necessidades sociais. à dos países desenvolvidos é que este plano estabelece as seguintes prioridades: Conheça o relatório: “O PNE e a Avaliação de Políticas Públicas pelo Congresso Brasileiro”.

(BRASIL. das escolas privadas às escolas públicas. 3.4º Período 1. Valorização dos profissionais da educação. as diretrizes para a gestão e o financiamento da educação. 4. Muito já foi feito e muito mais temos que fazer. IFET. Daí objetivarmos a reflexão da importância social e política do PNE e da LDB. Além da LDB e do PNE. Garantia de ensino fundamental obrigatório de oito anos a todas as crianças de 7 a 14 anos. PNE. Para conhecer suas principais determinações e implicações legais. Desenvolvimento de sistemas de informação e de avaliação em todos os níveis e modalidades de ensino. o Plano de Desenvolvimento da Educação – PDE e o Plano de Ações Articuladas – PAR são referências nacionais que possibilitam a articulação entre os entes federados para fazer cumprir as políticas públicas brasileira na atualidade. a partir das ações articuladas entre as três esferas de governo e a sociedade. Os princípios de equidade e inclusão são elementos capazes de se tornar instrumento de redução das desigualdades e das discriminações sofridas.3 O PNE E A VISÃO SISTÊMICA DO PDE O Presidente da República.UAB. Luiz Inácio Lula da Silva (2007). 64 . as diretrizes e metas para cada nível e modalidade de ensino e. realizado pelos agentes/atores. compreendendo a organização para o funcionamento da educação nacional. Piso Salarial Nacional do Magistério. Universidade Aberta . FUNDEB.Letras/Inglês Caderno Didático . 4. PNE. 9394/96. têm reconhecido a consistência das políticas públicas voltadas para a educação: PROUNI. entre outras iniciativas. REUNI. enquanto instrumentos que norteiam a educação brasileira. (BRASIL. 3. em todas as regiões. IDEB. dos professores aos alunos. 2001) O Plano Nacional de Educação define: 1. Garantia de ensino fundamental a todos os que a ele não tiveram acesso na idade própria ou que não o concluíram. Ampliação do atendimento nos demais níveis de ensino. as diretrizes e metas para a formação e valorização do magistério e demais profissionais da educação. nos próximos dez anos. afirma que os mais diferentes setores sociais: dos trabalhadores aos empresários. 5. 2. 2001) Notamos nessas diretrizes a preocupação com a adequação às especificidades locais e definição de estratégias adequadas a cada circunstância que marcará a elaboração de planos estaduais e municipais. 2. é preciso tomar como base um diagnóstico local/real. assegurando o seu ingresso e permanência na escola e a conclusão desse ensino.

s/d) A Educação é definida constitucionalmente como direito de todos e dever do Estado e da família. um sistema nacional de educação.pdf Compreendemos o PDE como uma possibilidade de ser mais do que a tradução instrumental do PNE. enquanto norma legal. (HOLANDA. que implica uma mudança. modalidades e níveis educacionais não apenas na sua unidade. Ou seja. alfabetização x EJA. educação regular x educação especial (BRASIL. Ressaltamos que é notória a visão sistêmica da educação. b) desenvolvimento: é um processo dinâmico de melhoria. 1986) e) mobilização social: Processo dinâmico e permanente de envolvimento. portanto. a concepção vigente e de inter-relação entre os níveis e modalidades educacionais bem como o contexto do ordenamento territorial e do desenho econômico e social. entre educação básica. única forma de garantir a todos e a cada um o direito de aprender até onde o permitam suas aptidões e vontade. responsabilização e mobilização social serem evidentes nos propósitos deste Plano. educação tecnológica e alfabetização e a partir dessas conexões. PDE. Daí. Visão sistêmica implica. Ao apresentar um bom diagnóstico dos problemas educacionais. os seus sistemas de ensino. s/d) PARA REFLETIR a) territorialidade: Condição do que faz parte do território de um Estado. esse regime significa organizar a educação em âmbito nacional e. O PDE pretende na sua concepção vencer as falsas oposições que projetaram a educação brasileira tais como: educação básica x educação superior. (BRASIL. ensino fundamental e médio. Esse alinhamento exige a construção da unidade dos sistemas educacionais como sistema nacional – o que pressupõe multiplicidade e não uniformidade. potencializar as políticas de educação. Ao analisar a relação do PDE com o PNE. Em seguida. crescimento e avanço. (LINO. 2008).Estrutura e Funcionamento do Ensino Fundamental e Médio UAB/Unimontes O PDE oferece uma concepção de educação alinhada aos objetivos constitucionalmente determinados à República Federativa do Brasil./mobilizacaosocial. (HOLANDA. uma evolução. 1997) d) responsabilização: obrigação de membros de um órgão administrativo ou representativo de prestar contas a instâncias controladoras ou a seus representados. exige pensar etapas. Elencaremos os seis pilares em que se sustentam o PDE: 65 . em regime de colaboração. fica claro que o PDE pretende ser mais do que um instrumento ou plano executivo que traduz o PNE. Este plano estabelece um conjunto de programas que visam dar consequência e encaminhamento às metas quantitativas estabelecidas no PNE. MEC. MEC. reconhecer as conexões intrínsecas. ensino médio x educação profissional. Limitação da força imperativa das leis ao território do Estado que as promulga. deixa em aberto a questão das estratégias e ações a serem executadas no sentido de garantir a melhoria da qualidade da educação. PDE. Responsabilizar a classe política e mobilizar a sociedade como condições indispensáveis da existência e execução de um plano de desenvolvimento da educação é também dever de todos nós.museudapessoa. que garante uma unidade geral à Nação Brasileira. de forma a que se reforcem reciprocamente. Crescimento. 1986) c) regime de colaboração: A Constituição de 1988 no artigo 211 estabelece que a União. de construção e mudança de valores e atitudes e de engajamento de pessoas e grupos sociais. mas também a partir dos necessários enlaces da educação com a ordenação do território e com o desenvolvimento econômico e social. PDE. A Mobilização Social é um processo educativo que promove a participação (empoderamento) de muitas e diferentes pessoas (irradiação) em torno de um propósito comum (convergência). educação superior. estados e municípios organizarão. Essa se volta para uma visão sistêmica da educação. MEC. s/d) Dentre as razões e princípios do PDE vale destacar a concepção de educação que inspira este plano. portanto.net/umm ilhao/. (BRASIL. (SAVIANI. educação básica x níveis da educação infantil. propagação. Disponível em www... no âmbito do MEC.

ações significativas já estão sendo concretizadas entre os entes federativos através do PAR. do Distrito Federal e dos municípios em matéria educacional. PDE. sem disputa entre etapas. técnicas e financeiras para a execução de programas de manutenção e desenvolvimento da educação de forma a exigir a atenção dos entes federados sem ferir-lhes a autonomia.1.3. 4. no item anterior. nossas considerações acerca da visão sistêmica da educação e a concretização de preceitos legais vigentes para a nossa educação. ? desenvolvimento. nota-se que. dos Estados. de fato. inclusive financeiros através de instrumentos eficazes de avaliação e de implementação de políticas de melhoria da qualidade da educação.1 O Plano de Desenvolvimento da Educação. E aí cabe a análise.Letras/Inglês Caderno Didático . modalidades e níveis educacionais e que gera incoerência e ausência de articulação de todo sistema. Ressaltamos que. PDE. (BRASIL. 66 . segundo o qual a União deve exercer função distributiva e supletiva. regime ? responsabilização e ? mobilização social (BRASIL. s/d) Ao analisar o mandamento constitucional.4º Período ? visão sistêmica da educação. ao Distrito Federal e aos municípios. ? de colaboração. mediante assistência técnica e financeira aos estados. 4. a partir do PDE. s/d) Outro aspecto a ser considerado e de suma importância para quem espera conquistar avanços no país pelos ideais da nossa constituição brasileira é que ao organizar o nosso território sob a forma federativa. pode garantir maiores compromissos. MEC. ? territorialidade. de que os propósitos do PDE tornam o regime de colaboração um imperativo necessário. significando compartilhamento de competências políticas. na Educação Básica Pública.1 O PDE e o caminho para a construção do Sistema Nacional de Educação Descrevemos.3. o Compromisso “Todos pela Educação” e as Ações Articuladas dos entes federados. de forma a garantir equalização de oportunidades educacionais e padrão mínimo de qualidade do ensino. organizou ainda as competências da União. mais precisamente para a educação básica. MEC. Agora queremos analisar o caminho que se pode construir a partir desta visão para a consolidação da construção de um Sistema Nacional da Educação. possibilitando ainda o rompimento com a visão fragmentada da educação. objeto de estudo nessa nossa disciplina: Estrutura e Funcionamento do Ensino.

diferenciando-se apenas o caráter do apoio. o mesmo valendo para a relação entre o investimento na educação básica e o investimento na educação superior.7% do PIB. s/d) 4. Estudiosos da educação. aproxima-se da média dos países desenvolvidos. a partir do quarto ano de seu lançamento. apenas como contrapartida federal [. considerada a complementação da União ao FUNDEB. educação profissional e alfabetização. que deve ser nacional. daí os seus programas estarem organizados em termo de educação básica. acrescenta. de modo a garantir a ampliação da esfera de autonomia das escolas e das redes educacionais. o PDE. Deve-se equalizar as oportunidades educacionais pelo aumento do financiamento. os quatro eixos norteadores que compõem o PDE enquanto plano executivo – um dos elementos conceituais que determinam a formulação do PDE. Neste esforço. MEC.2 O PDE enquanto Programa de Ação: Apresentaremos. ou 0. O regime de colaboração deve prever o aumento das transferências automáticas de recursos às escolas e às redes educacionais que demonstrem capacidade de avançar com suas próprias forças e o aumento das transferências de recursos condicionado à elaboração e ao cumprimento de um plano de trabalho para as escolas e as redes educacionais que necessitem de apoio técnico e financeiro. estamos fazendo não apenas pela análise de organização em eixos norteadores como elos de aliança que se reforçam. perde de vista dois aspectos: nosso baixo PIB per capita e nossa elevada dívida educacional. PDE. em especial economistas. dentro da concepção da educação que já discorremos anteriormente.Estrutura e Funcionamento do Ensino Fundamental e Médio UAB/Unimontes Quando consideramos o caminho possível para a construção de um Sistema Nacional de Ensino.. de forma bastante didática e resumida. (BRASIL. mas também pelos pilares que se fixam e seus suportes institucionais: Sistema Nacional de avaliação.3. educação superior. Esta abordagem.]. PDE. não há como fazê-lo sem investimentos na educação da ordem de 6% a 7% do PIB. MEC. PARA REFLETIR Você concorda que um dos objetivos da educação pública é promover autonomia? Para você o que significa autonomia? 67 . MEC.. (BRASIL. R$ 19 bilhões anuais ao orçamento do Ministério da Educação. têm defendido a tese de que o Brasil não precisa ampliar os investimentos em educação como proporção do Produto Interno Bruto. contudo. (BRASIL. Alegam que o patamar atual. de 4%. PDE. s/d) Para explicar a afirmação anterior vamos recorrer a outro trecho do PDE – MEC – Brasil. Sistema Nacional de formação de professores e regime de colaboração e ainda duas considerações que se entrelaçam: financiamento e autonomia. Se quisermos acelerar o passo e superar um século de atraso no prazo de uma geração. de cerca de quatro para um. s/d).

4º Período O nosso compromisso de educador nos impõe destacar aqui aspectos relevantes de cada eixo.Educação básica.Letras/Inglês Caderno Didático . a exemplo do curso de vocês. ? Financiamento: Salário Educação e FUNDEB. ao estabelecer uma relação permanente entre educação superior e educação básica pôde representar o início de um sistema Nacional Público de formação de professores. Visite o site do MEC. s/d) 4. única categoria profissional com piso constitucionalmente assegurado. O Plano II . ? e Responsabilização: O IDEB Avaliação ? de metas: Planejamento e gestão educacional. Os polos presenciais da UAB. objeto de estudo da nossa disciplina. a partir da colaboração da União. A UAB e o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência –PIBID. dos estados e dos Municípios. Apresentaremos os quatro eixos. além do comprometimento determinante da União com a formação de professores para os sistema públicos de educação básica através da Universidade Aberta do Brasil –UAB. PDE.CAPES-assumindo uma responsabilidade que sempre foi sua.3 Formação de Professores e Piso Salarial Nacional Dentre os pontos principais do PDE está a formação de professores e a valorização dos profissionais da educação. Primeiro é preciso registrar que houve distinção em relação a estes profissionais com a criação do Piso Salarial Nacional.3. inclusive com a Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior. Educação Continuada e Diversidade.Educação Superior ? Reestruturação e Expansão das diversidades federais: REUNI e PNAES ? Democratização do Acesso: PROUNI e FIES ? como base de regularização: SINAE Avaliação III – Educação Profissional tecnológica: ? Profissional e Educação Científica: O IFET Educação ? Normatização ? EJA Profissionalizante IV – Alfabetização. observando as diretrizes e os parâmetros curriculares” e 68 . mas vamos nos ater ao primeiro eixo por se tratar da Educação Básica. MEC. Conheça a metodologia PDE Escola. I . com seus respectivos colóquios: ? Formação de professores e piso salarial nacional. acolhendo professores sem formação superior ou garantindo formação continuada aos que já estão graduados. Eis aqui também um exemplo que as diretrizes e os objetivos do PNE abrangem: “Ampliar. os programas de formação em serviço que assegurem a todos os professores a possibilidade de adquirir a qualificação mínina exigida pela LDB. (BRASIL. é resultado de acordos de cooperação entre os entes federados e as universidades públicas.

constitui um dos grandes desafios esperados da política brasileira. sobretudo no que se refere às ações de inclusão social. A Educação Básica. O que ainda se espera é que com a implantação do FUNDEB haja a redução das diversas formas de desigualdades educacionais existentes nesta grande Nação. A garantia da educação básica pública – cuja responsabilidade cabe aos Estados. de 1972/88. com base na gestão compartilhada entre a União. busca uma das respostas mais esperadas. Embora na forma de um fundo contábil. conforme prevê a Constituição Federal de 1988 .3. o Distrito Federal e os Municípios. prioritariamente. Com essa obrigatoriedade. no aspecto de Valorização dos Profissionais da Educação. Dificilmente será possível aos brasileiros e brasileiras exercerem plenamente a sua cidadania sem a garantia da elevação de seu nível cultural e de uma escolaridade básica qualificada (DELGADO. de forma a tornar possível o cumprimento da meta anterior. jovens e adultos. a educação. equidade na distribuição dos recursos disponíveis no âmbito dos Estados. liderando o Manifesto dos Pioneiros em 1932. na área da educação. de um sonho de educadores comprometidos com uma formação qualificada para nossas crianças. o FUNDEB traz no seu bojo não somente a alocação de recursos financeiros no ensino. 25% das receitas dos estados e municípios e de 18% das receitas da união. Distrito Federal e Municípios. no mínimo. foi dado no inicio da década de 80 quando. nem todas as mudanças aconteceram. PDE-Razões e Princípios. química. embora contando com um montante significativo de recursos disponíveis.Estrutura e Funcionamento do Ensino Fundamental e Médio UAB/Unimontes desenvolver programas de educação a distancia que possam ser utilizados também em cursos semipresenciais modulares. especialmente as do ponto de vista qualitativos. embora já fosse previsto por alguns legisladores.4 Financiamento da Educação Acreditamos que um grande passo na construção de uma política financeira para o país. pela Emenda Calmon. No caso do PIBID. os Estados . biologia e matemática. traz a possibilidade da concretização de uma luta histórica. laica.(BRASIL. com a participação suplementar da União. na década de 50. a Constituição Federal estabeleceu um patamar de gastos em educação mediante a vinculação de. ao lado de tantos outros educadores que fizeram a historia da educação brasileira. uma vez graduados nas áreas de física. 2006). mais que isto. s/d ) 4. há a oferta de bolsas de iniciação à docência. com a implantação do FUNDEB. gratuita e de qualidade. Esta é uma historia que remonta aos tempos de Anísio Teixeira. o Professor Florestan Fernandes na campanha a favor da escola pública. Distrito Federal e Municípios e 69 . aos licenciados de cursos presenciais que se dediquem ao estágio nas escolas públicas e que se comprometam com o exercício do magistério na rede pública.

juros e multas relativas aos Receita impostos acima relacionados.253. em substituição ao Fundef. originários dos entes estaduais e municipais. Além desses recursos.fnde.partes dos Estados. ? sobre a propriedade Territorial Rural (cota-parte dos Impostos Municípios) (ITRm) ? relativos à desoneração de exportações de que trata a Recursos LC nº 87/96 ? Arrecadação de impostos que a União eventualmente instituir no exercício de sua competência (cotas.4º Período maior participação federal no repasse de recursos financeiros.br Após ler os documentos.5 O que é o FUNDEB? O FUNDEB foi criado pela Emenda Constitucional n 53/2006 e regulamentado pela Lei n 11. recursos federais também integram a composição do FUNDEB. FUNDEB. Distrito Federal e Municípios) ? da dívida ativa tributária.de 13 de novembro de 2007. 4. procure saber qual o valor mínimo nacional por aluno/ano vigente. em que este limite mínimo não for alcançado com os recursos dos próprios governos (BRASIL. com o objetivo de assegurar o valor mínimo nacional por aluno/ano a cada Estado ou Distrito Federal. Manual de Orientação-2009).3. Disponível em www. 70 . que dispõe sobre o FUNDEB e regulamenta a Lei 11494 de 20 de junho de 2007 e dá outras providências (operacionalização dos FUNDOS). de forma a contribuir para elevar as estatísticas quantitativas e qualitativas nos diversos âmbitos da educação. Trata-se de fundo especial. com vigência prevista para o período 2007/2020. Esta nota explica como são feitos os cálculos para a distribuição dos recursos do Fundeb. a título de complementação financeira. que vigorou de 1998 a 2006. O FUNDEB é calculado sobre as seguintes fontes de impostos e de transferências constitucionais: ? Participação dos Estados (FPE) Fundo de ? participação dos Municípios (FPM) Fundo de ? sobre Circulação de Mercadorias e sobre prestação de Imposto Serviços (ICMS) ? sobre os Produtos Industrializados.253/2007.Letras/Inglês Caderno Didático . Conheça também o Decreto n 6.494/2007 e pelo Decreto n 6.. proporcional às Imposto DICAS exportações (IPIexp) ? sobre transmissão causa mortis e doações de quaisquer Imposto bens ou direitos (ITCMD) ? sobre a propriedade de Veículos Automotores (IPVA) Imposto Conheça o Anexo da Lei 11494/2007: nota explicativa.gov. tendo sua implantação iniciada em 1º de Janeiro de 2007 e concluída no terceiro ano de vigência. de natureza contábil e de âmbito estadual.

alunos da 4ª à 8ª série das escolas públicas urbanas realizaram as provas e puderam mostrar seu desempenho em Língua Portuguesa e Matemática. o que pode indicar responsabilização de todos os envolvidos: comunidade. responsabilização e mobilização social fazem da 71 . a uma amostra de alunos de cada estado. a partir da realização da primeira avaliação universal da educação básica pública. especialmente na valorização do magistério.394/96. Distrito Federal e Municípios: É do nosso conhecimento que os recursos do FUNDEB só podem ser empregados exclusivamente em ações de manutenção e de desenvolvimento da educação básica. com vínculo tanto permanente quanto temporário. devendo ser utilizado na aplicação da seguinte forma: Parcela mínima de 60% do FUNDEB destinada à remuneração dos profissionais do magistério em efetivo exercício na educação básica pública. ? despesa com MDE no âmbito dos ensinos fundamental Estados: e médio. supervisão. planejamento. observando ainda os níveis de atendimento por ente governamental: ? Municípios: despesas com MDE no âmbito da Educação Infantil e do ensino fundamental. pais. realizadas na educação básica.7 Avaliação e responsabilização: O IDEB O PDE traz nas alterações feitas na avaliação da educação brasileira um novo conceito.3. Com a Prova Brasil. acompanhado de um questionário. Em 2005 o SAEB foi reformulado. orientação educacional e coordenação pedagógica. Neste caso. conforme previsto no artigo 70 da LDB 9. Até 2005 o Sistema de Avaliação da Educação Básica (SAEB) era apenas um exame aplicado a cada dois anos.3.6 Utilização dos recursos pelos Estados. Com isso os dados do SAEB passaram a ser divulgados por rede e por escola. e com a adesão dos estados e municípios. e decorrente deste a mobilização social. ? Federal: despesas com MDE no âmbito da educação Distrito Infantil e dos ensinos fundamental e médio. dirigentes e governantes. 4. direção ou administração escolar. a responsabilização. professores.Estrutura e Funcionamento do Ensino Fundamental e Médio UAB/Unimontes 4. os recursos restantes (de até 40%do total) devem ser direcionados para despesas diversas que são consideradas como de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino (MDE). inspeção. ? até 40% do Fundo: Garantida a exigência mínima de Parcela de 60% para a remuneração do magistério. São considerados profissionais do magistério: os professores e os profissionais que exercem as atividades de suporte e assessoramento pedagógico à docência. tanto do regime celetista quanto do regime jurídico específico do ente governamental.

Se não tem. calculado por escola. o Distrito Federal e os Municípios organizarão. Brasil. o que permitiu que os dados do fluxo fossem dados individualizados sobre promoção. Uma das metas é alcançar a média dos países integrantes da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE). o MEC fez realizar nas escolas e redes de ensino. O IDEB calculado para o país. Bons resultados são associados a boas práticas e as insuficiências poderão ser enfrentadas de forma mais efetiva e específica. relativo aos anos iniciais. art.8 O Plano de Metas: Planejamento e Gestã Educacional Instrumentos jurídicos se fizeram necessários para o relacionamento entre os entes federados para cumprir o regime de cooperação. em parceria com organismos internacionais. os Estados. Bem como a ideia de combinar os resultados de desempenho escolar (PROVA BRASIL) e os resultados de rendimento escolar (fluxo apurado pelo censo escolar) num único indicador de qualidade: o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) que se constitui numa sistemática que impôs inclusive mudanças na realização de censo escolar. em regime de colaboração. com a Prova Brasil e o EDUCACENSO havia as condições para a criação do IDEB expresso numa escala de Zero a 10. § 1º). função redistributiva e supletiva. por rede e para o próprio Pais foi possível fixar metas de desenvolvimento educacional de médio prazo para cada instância. seus sistemas de ensino”. programa educacenso (2006) Interessante é que. com base em critérios objetivos. consideradas as variáveis sócio-econômicas. apresente-as aos seus colegas.Letras/Inglês Caderno Didático . com base na radiografia em 2005. PARA REFLETIR Você se lembra de ter feito ou aplicado provas do SAEB e agora a PROVA BRASIL? Você conhece o IDEB da sua escola e de seu município? Se você tem resposta para essas questões.211 da CF quando esta estabelece que “A União. permitirá o cumprimento mais justo do art. reprovação e evasão escolar de cada estudante brasileiro.0 que passa a ser a meta nacional para 2021. com metas intermediarias de curto prazo que possibilitam visualização e acompanhamento da reforma qualitativa dos sistemas educacionais. Com a criação do IDEB. faça uma pesquisa e comente com seus colegas. 4. Cabe à União exercer. A Prova Brasil confirmou a existência de desigualdades regionais. ao permitir identificar as redes e as escolas públicas com maior necessidade de assistência técnica e ou financeira.4º Período escola cada vez mais pública e não apenas estatal. após a divulgação dos resultados da Prova Brasil.3. ”em matéria educacional. de forma a garantir equalização de oportunidades educacionais e padrão mínimo de qualidade do ensino mediante assistência técnica e financeira aos Estados. Essas práticas foram traduzidas em 28 diretrizes que orientam as ações do Plano 72 .8 contra uma média estimada dos países desenvolvidos de 6. conforme descrito no PDE-BRASIL (s/d). mesmo em redes ou sistemas comuns. ao Distrito Federal e aos Municípios” (CF.Interessante é que o IDEB. um estudo das experiências e boas práticas as quais poderiam ser atribuídas ao bom desempenho dos alunos. no ano em que o BRASIL completará 200 anos de sua independência. Surgem os Planos de Ações Articuladas (PAR): em 2006. 211. foi de 3.

.094/2007) Fechando as nossas considerações. a exemplo da CONAE 2010. estadual e municipal da educação brasileira. Francisco Das Chagas Fernandes (lançamento da CONAE 2010-Brasília23. é preciso que entendamos que não se trata de um sistema único. Estados e Municípios para desenvolver a Educação Brasileira. Podemos afirmar que esta iniciativa representa um dos possíveis caminhos de busca para construção de uma escola pública eficaz para todos os brasileiros. A coordenação dessas conferências é de responsabilidade primeira do Ministério da Educação em parceira com a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – SBPC. Já que a pretensão é tratar a educação de forma articulada. programa estratégico do PDE. Francisco das Chagas Fernandes . deve considerar para a construção desse sistema” (Matéria publicada na edição 642 do ‘jornal da ciência’. a exemplo do que existe na saúde.. para esclarecer o assunto: [.. assim pronuncia: “‘Nossa pretensão é fazer uma discussão sobre o sistema educacional de educação de forma articulada. que será a próxima conferência nacional de educação.2009A CONAE será precedida por conferências municipais ou intermunicipais e conferências estaduais e do Distrito Federal.04. ao fazer a leitura do PDE e de suas possíveis articulações.. percebemos a mobilização social como espaço de poder para a elaboração e avaliação de diretrizes para a construção de um sistema nacional de educação que promova a efetiva cooperação entre os âmbitos federal. E. por ocasião do lançamento da CONAE 2010. que será elaborado pela comissão organizadora nacional. em que haja uma cooperação entre União.] Quando falamos em sistema articulado não queremos dizer um sistema único de educação. Decreto.Secretário executivo adjunto do MEC e coordenador da comissão organizadora nacional da CONAE. não só o MEC. em favor da construção de um projeto nacional de educação e de uma política de estado.2009) Ele ressalta ainda a importância da CONAE em ser uma instância que discute a educação como um todo ‘com a participação de todos’. 73 . e os debates serão orientados por um documento-referência.]. desde a préescola até a pós-graduação. As pessoas acham que estamos tratando da mesma coisa que o SUS (Sistema Único de Saúde).Estrutura e Funcionamento do Ensino Fundamental e Médio UAB/Unimontes de Metas e Compromisso.abril. vale destacar a ideia das conferências como espaço social de discussão da educação brasileira e de articulação dos diferentes agentes institucionais da sociedade civil e dos governos.SBPC-23. (BRASIL. e determinar que diretrizes a sociedade brasileira. mas não é isso [. 6. Todos pela Educação.

das demandas. diretrizes e estratégias nacionais para a efetivação do sistema nacional articulado da educação. continuará sendo o caminho mais emergente e profícuo para a continuidade da luta por uma escola pública. gratuita. gestão democrática. É preciso discutir um pacto federativo em favor da educação. Maculam (2009) Participe você também dos espaços de construção da história da educação brasileira na sua estrutura e funcionamento.Letras/Inglês Caderno Didático . “As prefeituras e governos estaduais têm que se responsabilizarem pela educação básica “.4º Período Dentre outros objetivos da conferência. como se o Governo Federal fosse o culpado de tudo. e não é verdade. o PNE. 74 . alcança pouca gente. e ainda fazendo parte de momentos democráticos de participação e definição dos rumos da educação neste século. da apresentação de expectativas globais e diversificadas de propostas e projetos. o de elaborar conceitos. englobando discussões que vão desde a creche até o pósdoutorado [. diretrizes e estratégias de ação” e as discussões serão organizadas em torno de seis eixos temáticos: ? Democratização do acesso.. A mobilização dos educadores.] o país ainda tem uma educação básica muito ruim. a partir do conhecimento da realidade. no qual seja revisto o papel dos prefeitos e governadores. Diversidade e Promoção da Igualdade Social. a CONAE pretende ainda integrar todos os níveis da educação. ? Justiça Social e Educação: Inclusão. em articulação com os movimentos sociais. Qualidade e valorização dos trabalhos em educação e financiamento da educação. Os debates previstos na CONAE terão como tema central: “Construindo o sistema nacional articulado de educação. ? Fortalecimento Institucional das Escolas e dos Sistemas de ? Formação Ensino. permanência e sucesso escolar. democrática e de qualidade para todos no Brasil. (2009) quando diz que: a conferência tem grande importância por ser inédita no formato e na amplitude.. ? e Avaliação da Educação Nacional. Aqui. e mesmo a pós-graduação. ? Estado na garantia do direito a educação: organização e Papel do regulação da Educação Nacional. Ainda sobre a conferência. Nelson Maculam. no Brasil joga-se tudo em cima de Brasília. vale registrar as considerações do representante da SBPC na CONAE. que é boa.

um membro de entidade de classe. um agente público. que apresentamos nessa disciplina. com base nesta Lei. elaborem seus planos decenais correspondentes. estudantes. 4.acadêmico. ressaltando o compromisso da sociedade brasileira em busca de uma escola pública de qualidade eficaz para todos os brasileiros. efetivar uma educação escolar de qualidade demanda que você. tanto a exemplo dos conselhos escolares quanto dos espaços das grandes conferências nacionais. na condição de acadêmico de um curso superior de licenciatura. elaborada a partir de 1998. profissionais da educação.4 CONCLUSÃO Na quarta unidade apresentamos os antecedentes históricos do Plano Nacional de Educação além de apresentarmos também as ações articuladas e normatizadas pelas políticas educacionais vigentes. compreenda que toda a discussão que fizemos sobre a estrutura e funcionamento do ensino brasileiro não cumprirá a sua missão se você não a perceber no momento atual. Fernando Henrique Cardoso. um professor ou gestor. como referencial capaz de embasar a formação de cidadãos ativos. como parte integrante de um mundo globalizado e contextualizado pelas constantes transformações e muitas delas vindas da própria exigência social. ficando ainda a União. uma das bases normativas em que se assenta a educação do país. críticos e participativos em seu meio. precisamos que você. ? proposta inicial. Concluindo. em articulação com os Estados. pais de alunos dentre outros. Embora se registre mais uma vez na história brasileira que apesar de toda a participação e mobilização do povo nota-se que os interesses majoritários do Congresso Brasileiro ou do Governo aprovam como texto final o que lhes convém. ou ainda pai ou mãe. também conheça e utilize desse referencial legal. ou responsável por aluno você poderá participar não apenas da CONAE 2010. Sendo assim. mas de todos os espaços de ações colegiadas ou de mobilização social. ou simplesmente um estudante cidadão. Destacamos os pontos: ?pode ser considerado juntamente com a Constituição O PNE Federal (CF) e com a LDB.Estrutura e Funcionamento do Ensino Fundamental e Médio UAB/Unimontes Se você é um representante da sociedade civil. os 75 . o Distrito Federal. ? O PNE tramitou por várias instâncias até a aprovação do texto final – aprovado em 09 de janeiro de 2001 e promulgado como Lei nº 10.172/ 2001 pelo então Presidente da República. ao Distrito Federal e aos Municípios. nos Desde a congressos nacionais da educação e ainda contando com a participação de educadores. ? sendo aprovado texto segundo as intenções do Mesmo Congresso Nacional cabe aos Estados.

alfabetização x EJA. Garantia de ensino fundamental obrigatório de oito anos a todas as crianças de 7 a 14 anos. Desenvolvimento de sistemas de informação e de avaliação em todos os níveis e modalidades de ensino. educação regular x educação especial. Valorização dos profissionais da educação. a melhoria da qualidade do ensino em todos os níveis. a redução das desigualdades sociais e regionais no tocante ao acesso e à permanência. 5. 3. as diretrizes e metas para cada nível e modalidade de ensino e as diretrizes e metas para a formação e valorização do magistério e demais profissionais da educação. responsáveis por proceder à avaliação periódica da implementação do referido Plano Nacional de Educação. ? e prioridades segundo o PNE: a elevação global do Objetivos nível de escolaridade da população. na sua concepção. com sucesso. Veja-as a seguir: 1. PNE (2001) ? LDB e do PNE o Plano de Desenvolvimento da Além da Educação – PDE e o Plano de Ações Articuladas – PAR são referências nacionais que possibilitam a articulação entre os entes federados para fazer cumprir as políticas públicas brasileira na atualidade. assegurando o seu ingresso e permanência na escola e a conclusão desse ensino. A Educação é definida constitucionalmente como direito de todos e dever do Estado e da família. Brasil.4º Período municípios e a sociedade civil. Brasil. à dos países desenvolvidos é que este plano estabelece prioridades. e encaminhamento às metas quantitativas estabelecidas no PNE. ? razões e princípios do PDE vale destacar a concepção Dentre as de educação que inspira este plano no âmbito do MEC. na extensão e na qualidade. nos próximos dez anos. Garantia de ensino fundamental a todos os que a ele não tiveram acesso na idade própria ou que não o concluíram. ?(Plano de Desenvolvimento da Educação) é um plano O PDE que estabelece um conjunto de programas que visam dar consequência. e considerando as limitações impostas pelos recursos financeiros e pela capacidade de responder ao grande desafio de oferecer uma educação compatível. O PDE pretende. pois essa se volta para uma visão sistêmica da educação. vencer as falsas oposições que projetaram a educação brasileira tais como: educação básica x educação superior. ? Nacional de Educação define as seguintes diretrizes: as O Plano diretrizes para a gestão e o financiamento da educação. educação básica x níveis da educação: infantil.Letras/Inglês Caderno Didático . Brasil. Ampliação do atendimento nos demais níveis de ensino. 2. 76 . 4. ensino médio x educação profissional. PNE (2001) ? cumprir o dever constitucional com base nas Fazendo necessidades sociais. na educação pública e democratização da gestão do ensino público. ensino fundamental e médio. nos estabelecimentos oficiais. obedecendo aos princípios da participação dos profissionais da educação na elaboração do projeto pedagógico da escola e a participação das comunidades escolar e local em conselhos escolares ou equivalentes. PNE (2001).

responsabilização e mobilização social serem evidentes nos propósitos deste Plano. Trata-se de fundo especial. REFERÊNCIAS BRASIL.Estrutura e Funcionamento do Ensino Fundamental e Médio UAB/Unimontes Responsabilizar a classe política e mobilizar a sociedade como condições indispensáveis da existência e execução de um Plano de desenvolvimento da educação é também dever de todos nós. desde a pré-escola até a pós. Decreto Nº 6. tendo sua implantação iniciada em 1º de Janeiro de 2007 e concluída no terceiro ano de vigência. s/d) ? Financiamento da Educação através do FUNDEB (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação Básica). que vigorou de 1998 a 2006. Lei 9.253/2007. estadual e municipal da educação brasileira.172. BRASIL. de 9 de janeiro de 2001. regime de colaboração. ? O PDE ainda traz alterações na avaliação da educação brasileira com um novo conceito: a criação do IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica). PDE. territorialidade. Brasília. em substituição ao Fundef. Daí. Podemos afirmar que esta iniciativa representa um dos possíveis caminhos de busca para construção de uma escola pública eficaz para todos os brasileiros. com vigência prevista para o período 2007/2020. DF. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. percebemos a mobilização social como espaço de poder para a elaboração e avaliação de diretrizes para a construção de um sistema nacional de educação que promova a efetiva cooperação entre os âmbitos federal. responsabilização. 2007. BRASIL. Ao fazermos a leitura do PDE e de suas possíveis articulações. de natureza contábil e de âmbito estadual. pela União Federal. 77 .494/2007 e pelo Decreto nº 6. Brasília: Diário Oficial de 12 de dezembro de 1996. em favor da construção de um projeto nacional de educação e de uma política de estado. desenvolvimento.094.graduação. vale destacar a ideia das Fechando conferências como espaço social de discussão da educação brasileira. articulado com os diferentes agentes institucionais da sociedade civil e dos governos. ? as nossas considerações. O FUNDEB foi criado pela Emenda Constitucional n 53/2006 e regulamentado pela Lei nº 11. de 24 de abril de 2007 .394/96. Brasília. Diário Oficial da União. Aprova o Plano Nacional de Educação e dá outras providencias. ? Seis pilares em que se sustenta o PDE: Visão sistêmica da educação. MEC. 2001. mobilização social (BRASIL. 10 jan.Dispõe sobre a implementação do plano de metas “Compromisso Todos pela Educação”. Lei 10.

São Paulo. Paulo. Brasília. 2002. Paulo. MENSAGEM n. Pedagogia da esperança: um reencontro com a pedagogia do oprimido. FUNDEB: Manual de Orientação. Rio de Janeiro: Paz e Terra. Para um balanço do PNE. Revista Educação e Sociedade. 9-44. 9. Diário Oficial da União.br/heb07a. 17ª ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra: 1987. 10 jan. Disponível em http://www.htm . 1187-1209. 2001. Comissão de Educação e Cultura. R. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. set. Carlos Roberto Jamil. VALENTE. de 9 de janeiro de 2001. A nova lei da educação. 1997. VALENTE. vol. Aurélio Buarque. O plano vetado em nome do ajuste fiscal. Demerval. 78 . ______________. PNE: Plano Nacional de Educação ou Carta de Intenção.cedes. DELGADO. In: CAMARA DOS DEPUTADOS.br. 23 n. Soc. Fundeb: uma possibilidade concreta de garantir educação básica de qualidade. Seminários Regionais e Setoriais de Educação e Cultura. p. FREIRE./dez. 3ed. 4 abr. Rio de Janeiro: DP&A. _______________________. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1992. vol. P 23-24. ROMANO. Acesso em setembro 2009. 29. Acesso em setembro 2009. SAVIANI. 2009 CURY. In: Plano Nacional de Educação.pedagogiaemfoco. MANIFESTO dos Pioneiros da Educação Nova (1932). Ministério da Educação.4º Período BRASIL. Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. Brasília: Centro de Documentação e Informação. Campinas: Autores Associados. Brasília. . 2008. 105. Disponível em http://www. Campinas. 2006. Folha de S. 2001. 2001. I. set. Pedagogia do oprimido. HOLANDA.pro.. I. Campinas.Letras/Inglês Caderno Didático . n. 1986.. p. Paulo.. Sistema Nacional de Educação: desafio para uma educação igualitária e federativa. DF. Educ. 3. 2ªed.unicamp. 80. p.

A Constituição Federal de 1934 delegou ao Estado a responsabilidade de fiscalizar e regulamentar as instituições de ensino públicas e privadas. vigorava a ditadura de Getúlio Vargas.RESUMO Unidade I: Breve Histórico da Educação na Legislação Brasileira Nesta primeira unidade apresentamos o histórico da educação brasileira. através dos partidos de esquerda e 79 . pouco tempo depois. durante o Período Colonial era um tema de pouca importância para os colonizadores portugueses e para a população que habitava o país. A Educação no Brasil Colônia: A organização e administração da educação durante o período colonial apresentam a influência das correntes escolástica e positivista. é de fundamental relevância identificar aspectos e características dos três grandes momentos históricos: Brasil Colônia. a sociedade política brasileira. em quatro fases: organizacional. Para melhor compreender os processos que envolvem a legalização e administração da educação brasileira. No entanto. A educação. desenvolvimentista e sociocultural. marcado pelas orientações e práticas resultantes das correntes filosóficas positivista e funcionalista. que era interpretado em acordo com o código napoleônico. A Educação no Brasil Contemporâneo: A história da educação brasileira na contemporaneidade também participou e sofreu a interferência de inúmeros movimentos políticos e culturais. segundo Sander (2007). até 1945. Brasil República e Brasil Contemporâneo. Cada um delas revelava um modelo de gestão específico. fato que também interferia na organização da educação brasileira. Em 1930. Naquele momento histórico. tomando como ponto principal a legislação educacional antes e durante o período republicano até chegarmos à organização da educação nacional através da nova Constituição do Brasil em 1988. comportamental. resultando na pouca atenção aos processos relacionados à sua administração. A Educação Brasileira no Período Republicano: O pensamento vigente na administração da educação brasileira no período republicano divide-se. foi criado o Ministério da Educação e Saúde Pública (MESP). em 1946. No Brasil. fundamentado no direito romano. mas fundamentalmente manifesta um enfoque jurídico. as concepções de gestão da educação e administração pública vigentes resultam de uma construção histórica influenciada pela tradição jurídica que caracterizou o Período Colonial.

A Constituição Federal de 1988. é apresentada a proposta de criação de escolas primárias no país através do Projeto Januário da Cunha Barbosa e legitimado pelo Decreto de 15 de outubro de 1827. até meados da década de 90. Em relação à educação. tal fato não trouxe uma mudança significativa na ordem econômica nacional. retomou os debates sobre a necessidade de melhorar e democratizar a educação brasileira. Os documentos oficiais desta época deixam claro que. durante todo o período imperial.Lei nº 10. diferentes segmentos sociais brasileiros se mobilizaram em prol da democracia efetiva. pois já se manifestavam as novas exigências de uma sociedade impulsionada pela globalização econômica. pouco se preocupou com a criação de um sistema de instrução nacional e a educação brasileira caminhava lentamente e com pouca evolução enquanto política educacional. a Lei de Diretrizes e Bases de 1996 e o Plano Nacional de Educação . decretos e atos institucionais que propõem diretrizes e critérios tanto para o ensino primário. A Constituição Republicana de 1891 estabeleceu uma república federativa e fez co que o Estado assumisse. continuou a 80 . justificando os princípios liberais e democráticos. Ressaltamos que a Proclamação da República. em 1889. destacando os objetivos. A Constituição de 1824 garantia a instrução primária a todos os cidadãos do Império e devido a isso. Com a expulsão dos jesuítas. A partir da Independência do Brasil surge então a necessidade de um Sistema Educacional Brasileiro porque o país emancipou-se politicamente sem ter sua estrutura educacional organizada. Através deles está estruturado todo o funcionamento do ensino fundamental e médio. de forma definitiva. os princípios e fins da educação nacional na atualidade de acordo com a legislação atual. quanto secundário e superior e tentam também normatizar o ensino agrícola e o ensino industrial que eram mantidos por finalidades filantrópicas e destinava.172/2001 são os documentos norteadores da Educação Básica brasileira. mas na prática isso pouco se concretiza. apresentamos a legislação educacional no período que antecede a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional de 1996.Letras/Inglês Caderno Didático . A partir da década de 70. são elaborados planos. instituindo várias escolas públicas de ensino fundamental e intermediário. as rédeas da educação. a educação brasileira ficou sem nenhum referencial. No período Republicano começa a se formar um novo perfil educacional onde se apresentam leis. primeiramente. Unidade II: Legislação educacional no Brasil Nesta segunda unidade. apesar de o povo simpatizar com a causa e ter o respaldo dos intelectuais progressistas que já a reivindicavam desde a Independência. tendo como meta uma nova política referente à instrução popular. aos órfãos e desvalidos.4º Período progressistas. além da educação infantil e da educação superior. Após a Independência. em 1759. em 1826.

Em 1961. em 1934. onde o Estado tem a obrigação de oferecer e prover a educação para todo cidadão brasileiro. influenciados por educadores progressistas dos Estados Unidos e da Europa criam a Associação Brasileira de Educação onde publicam artigos e livros desejando uma nova escola em todo o país. A Constituição de 1934 em seu capítulo sobre a educação exigia que todo cidadão tivesse direito ao ensino fundamental e seria obrigação do Estado ofertá-lo. Ainda em 1930. E a Constituição de 1937 coloca no Estado a obrigação de prover o ensino primário e profissional. Esta Constituição obriga também os empresários a oferecer educação para os empregados e filhos dos empregados e restaura a determinação de que as autoridades públicas federal. a de 1946. Após a promulgação desta Lei muitos intelectuais. Com o Golpe de Estado de Getúlio Vargas e o estabelecimento do Estado autoritário. Cria-se o Ministério da Educação e da Saúde que se torna um marco da ação federal no campo educacional. Todas estas ideias e o movimento escolanovista culminam com a publicação do Manifesto dos Pioneiros da Educação Nacional em 1932. surgem as primeiras ideias de um Plano Nacional de Educação para especificar as diretrizes curriculares e orientar as atividades dos estados e municípios. até então. 81 . da educação brasileira: a quantidade e a qualidade educacional. a Lei nº 4024 é promulgada. o governo nacional demonstrou grande interesse na política social e educacional. Nela os “pioneiros da educação nova” retomam a luta pelos valores já defendidos. Jovens educadores. Destaque para o grande educador Paulo Freire. muitas das iniciativas para melhorar a educaçao foram revertidas. com a Revolução. Aqui. estadual e municipal deveriam investir percentuais de suas receitas na educação. políticos e líderes religiosos ficam insatisfeitos com os resultados e intensificam os movimentos populares em defesa de uma escola para todos. surgem as primeiras ideias de um Plano Nacional de Educação para especificar as diretrizes curriculares e orientar as atividades dos estados e municípios. tem como consequência a pressão para mudanças no sistema educacional. Aqui. com a urbanização e a industrialização em desenvolvimento. uma nova Constituição é adotada. A Constituição de 1934 em seu capítulo sobre a educação exigia que todo cidadão tivesse direito ao ensino fundamental e seria obrigação do Estado ofertá-lo. com o fim do governo autoritário. Cria-se o SENAI e o SENAC. Dos anos 10 aos anos 60 do século XX podemos afirmar que foram várias as reformas educacionais com o objetivo de resolver os problemas principais. Em 1945.Estrutura e Funcionamento do Ensino Fundamental e Médio UAB/Unimontes tradicional divisão entre entre escola para a elite e escola para a população menos favorecida. Podemos destacar as Reformas: Francisco Campos (19311932) e Reforma Capanema (1942-1946). Durante a década de 1920.

currículo com base comum e base diversificada. A Constituição de 1988 aborda os principais problemas enfrentados. Para que o Ensino Fundamental. de acordo com a Lei 9394/96. afirmou a importância da educação e buscou adaptar o sistema educacional aos requisitos do rápido crescimento econômico. estão os onze princípios que devem reger a organização no país. da escrita. determinam que a Educação Básica tem por objetivo formar o educando para o exercício da cidadania. pois são considerados subversivos e seus líderes são logo penalizados. as considerações sobre o ensino médio vinculado à profissionalização e a garantia da educação para os jovens e adultos. até então. que tomou o poder em 1964. na educação brasileira. A estrutura do ensino brasileiro está dividida da seguinte forma: Educação Básica e Educação Superior. De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases 9394/96 o Ensino Fundamental passa a ser de 09 (nove) anos para que se tenha mais tempo da criança na escola. a educaçao tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando. Ensino Fundamental e Ensino Médio. O artigo 2º da LDB diz que a educação é dever da família e do Estado. Os princípios e fins da educação nacional são estabelecidos de acordo com a Constituição de 1988 (art. 205) e a LDB de 1996 (art. atinja seus objetivos deve seguir as seguintes regras: ser ministrado em língua portuguesa. O Ensino Fundamental visa desenvolver no aluno a capacidade de aprender. oferecer língua 82 .Letras/Inglês Caderno Didático . A ditadura militar. Visa ainda desenvolver a capacidade de aprendizagem. Já no artigo 3º. do cálculo. ter uma carga horária mínima de oitocentas horas com o mínimo de duzentos dias letivos. destacados na legislação em vigor (CF/ 88. LDB/96 e PNE). 2º). o fortalecimento dos vínculos de família. A Educação Básica é composta de Educação Infantil. seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. O governo militar promoveu ainda uma total reorganização da universidade brasileira (1968) e do ensino primário e secundário (Lei 5692 de 1971). o domínio da leitura.4º Período O golpe militar de 1964 desarticula estes movimentos de conscientização do povo. possibilitando meios para que ele prossiga sua formação em estudos posteriores. de solidariedade e de tolerância recíproca na vida social. A Constituição de 1988 dará início às discussões sobre uma nova LDBEN (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional). Unidade III: A legislação e a universalização de uma escola básica de qualidade Na terceira unidade apresentamos o ensino de nove anos. conforme os Art. 21 e 22 da LDB. A educação Superior é um direito assegurado a todos os cidadãos brasileiros. Os objetivos da educação básica.

nas finalidades do ensino médio. prevalecendo os aspectos qualitativos sobre os quantitativos. em relação à avaliação do aluno. com duração mínima de três anos. um projeto político-pedagógico que materialize para as crianças condições de aprendizagem voltadas para conhecimentos de diferentes áreas. À medida que essa meta se concretiza. a Lei prevê que os jovens e adultos poderão concluir os ensinos fundamental e médio 83 .Estrutura e Funcionamento do Ensino Fundamental e Médio UAB/Unimontes estrangeira a partir do 6º ano de escolaridade. dimensões e necessidades concretas. incisos I a IV). imagens. a mesma deve ser contínua e cumulativa. a identidade desse nível de ensino tem oscilado. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional determina. como curso técnico ou profissionalizante. 35. dentre outras regras. recentemente. embora diferenciada da educação profissional. tendo em vista o desenvolvimento da “compreensão dos fundamentos científico-tecnológicos dos processos produtivos” (art. especial atenção à universalização do ensino fundamental. O Plano Nacional de Educação (Lei nº 10172/2001) em seu diagnóstico sobre o Ensino Médio destaca que este nível de ensino no Brasil está em expansão. É nesse sentido que a própria legislação prevê progressiva extensão da obrigatoriedade e gratuidade ao ensino médio (artigo 4º). O Ensino Médio. conforme a Lei de Diretrizes e Bases 9394/96. que o mesmo deve propiciar a todos os cidadãos a oportunidade de consolidar e aprofundar os “conhecimentos adquiridos no ensino fundamental”. entre preparação para a educação superior. “aprimorar o educando «como pessoa humana”. As políticas educacionais brasileiras têm direcionado. sentimentos e relações que apresentem e coloquem em debate a realidade e a sociedade na sua contemporaneidade e historicidade. O ensino fundamental de nove anos traz o desafio e a oportunidade de repensar a escola que temos na direção de um projeto de escola que tenha como centro de sua atenção a reflexão e ação das crianças em suas características. Ou seja. a demanda pelo ensino médio passa a ser impulsionada. conferindo ao ensino médio função de educação geral que. inclui preparar para o mercado de trabalho. 35: é a etapa final da educação básica. A LDB então busca superar essa dualidade. nas últimas décadas. e a qualificação para o trabalho. “garantir a preparação básica para o trabalho e a cidadania” e dotar o educando dos instrumentos que lhe permitam “continuar aprendendo”. Sendo assim. é assim definido no art. “possibilitar o prosseguimento de estudos”. o ensino médio integra-se à escolaridade que tem como objetivo a formação comum indispensável ao exercício da cidadania. Devido à melhoria no Ensino Fundamental os brasileiros têm apresentado mais interesse no Ensino Médio e a demanda para o mesmo tem evoluído a cada ano. Entretanto. como curso propedêutico. interligados a linguagens. A Educação de Jovens e Adultos (EJA) é contemplada na Lei de Diretrizes e Bases de 1996 em seus artigos 37 e 38. Nestes artigos.

Unidade IV: O Plano Nacional de educação e as ações articuladas e normatizadas pelas políticas educacionais vigentes Na quarta unidade apresentamos os antecedentes históricos do Plano Nacional de Educação. O PNE pode ser considerado com a Constituição Federal (CF) e com a LDB. profissionais da educação. ressaltando o compromisso da sociedade brasileira em busca de uma escola pública de qualidade e eficaz para todos os brasileiros. estudantes. Através da educação. para aprender um pouco mais ou para conseguir um diploma. Ficando ainda a União. obrigando-as a voltar à escola básica.172/ 2001 pelo então Presidente da República. apesar de toda a participação e mobilização do povo.4º Período através de cursos e exames supletivos. mas. como jovem. de acordo com a LDB/96 a educação profissional não é apenas um nível de ensino. sendo que a idade mínima para o ensino médio através de supletivo é ser maior de dezoito anos. ou já depois de adultas. no entanto. vêm exigindo mais conhecimentos e habilidades das pessoas. Desde a proposta inicial. assim como atestados de maior escolarização. exigem maior qualificação e constante atualização de conhecimentos e habilidades. as pessoas têm a oportunidade de melhorar de vida e competir no mercado de trabalho bem como reconhecer seus direitos. pais de alunos dentre outros. mas uma modalidade de formação que deve estar presente na vida do indivíduo em idade profissional produtiva. o Distrito Federal. ao Distrito Federal e aos Municípios. nota-se que os interesses majoritários do Congresso Brasileiro ou do Governo aprovam como texto final o que lhes convém. com base nesta Lei. em articulação com os Estados. Os cursos de exames supletivos são uma alternativa e uma modalidade de ensino para prosseguimento dos estudos e conclusão da educação básica. nos congressos nacionais da educação e ainda contando com a participação de educadores. As mudanças ocorridas no mercado de trabalho. a educação de adultos é uma necessidade tanto na comunidade como nos locais de trabalho. Mesmo sendo aprovado texto segundo as intenções do Congresso Nacional cabe aos Estados. Isso significa educação permanente ou educação continuada. por outro lado. Embora se registre mais uma vez na história brasileira que. os municípios e a 84 . uma das bases normativas em que se assenta a educação do país. além de apresentarmos também as ações articuladas e normatizadas pelas políticas educacionais vigentes. Fernando Henrique Cardoso. Aqui. À medida que a sociedade se desenvolve novas possibilidades de crescimento profissional surgem. elaborada a partir de 1998. elaborem seus planos decenais correspondentes. Sendo assim. O PNE tramitou por várias instâncias até a aprovação do texto final – aprovado em 09 de janeiro de 2001 promulgado como Lei nº 10.Letras/Inglês Caderno Didático .

redução das desigualdades sociais e regionais no tocante ao acesso e à permanência. (BRASIL. com base nas necessidades sociais. voltada para uma visão sistêmica da educação. na extensão e na qualidade. ensino médio x educação profissional. 2. e encaminhamento às metas quantitativas estabelecidas no PNE. Valorização dos profissionais da educação. PNE. nos próximos dez anos. (BRASIL. obedecendo aos princípios da participação dos profissionais da educação na elaboração do projeto pedagógico da escola e a participação das comunidades escolar e local em conselhos escolares ou equivalentes. 2001). a seguir: 1. Veja-as. ensino fundamental e médio. as diretrizes e metas para cada nível e modalidade de ensino e as diretrizes e metas para a formação e valorização do magistério e demais profissionais da educação. nos estabelecimentos oficiais. melhoria da qualidade do ensino em todos os níveis. 2001). 3. O PDE pretende na sua concepção vencer as falsas oposições que projetaram a educação brasileira tais como: educação básica x educação superior. alfabetização x EJA.Estrutura e Funcionamento do Ensino Fundamental e Médio UAB/Unimontes sociedade civil. Fazendo cumprir o dever constitucional. (BRASIL. Objetivos e prioridades. educação básica x níveis da educação: infantil. 2001). 4. com sucesso. Ampliação do atendimento nos demais níveis de ensino. Desenvolvimento de sistemas de informação e de avaliação em todos os níveis e modalidades de ensino. na educação pública e democratização da gestão do ensino público. responsáveis por proceder à avaliação periódica da implementação do referido Plano Nacional de Educação. Garantia de ensino fundamental a todos os que a ele não tiveram acesso na idade própria ou que não o concluíram. 5. PNE. O PDE (Plano de Desenvolvimento da Educação) é um plano que estabelece um conjunto de programas que visam dar consequência. Além do LDB e do PNE o Plano de Desenvolvimento da Educação – PDE e o Plano de Ações Articuladas – PAR são referências nacionais que possibilitam a articulação entre os entes federados para fazer cumprir as políticas públicas brasileira na atualidade. O Plano Nacional de Educação define as seguintes diretrizes: as diretrizes para a gestão e o financiamento da educação. A Educação é definida constitucionalmente como direito de todos e dever do Estado e da família. assegurando o seu ingresso e permanência na escola e a conclusão desse ensino. PNE. e considerando as limitações impostas pelos recursos financeiros e pela capacidade de responder ao grande desafio de oferecer uma educação compatível. Dentre as razões e princípios do PDE vale destacar a concepção de educação que inspira este plano no âmbito do MEC. educação regular x educação especial. à dos países desenvolvidos é que este plano estabelece prioridades. responsabilizar a classe 85 . segundo o PNE: elevação global do nível de escolaridade da população. Garantia de ensino fundamental obrigatório de oito anos a todas as crianças de 7 a 14 anos.

em favor da construção de um projeto nacional de educação e de uma política de estado. MEC.4º Período política e mobilizar a sociedade. Trata-se de fundo especial. de natureza contábil e de âmbito estadual. s/d). e mobilização social (BRASIL. E ao fazer a leitura do PDE e de suas possíveis articulações percebemos a mobilização social como espaço de poder para a elaboração e avaliação de diretrizes para a construção de um sistema nacional de educação que promova a efetiva cooperação entre os âmbitos federal. vale destacar a ideia das conferências como espaço social de discussão da educação brasileira. com vigência prevista para o período 2007/2020. como condições indispensáveis pela existência e execução de um Plano de desenvolvimento da educação. Fechando as nossas considerações. Daí. em substituição ao Fundef. desenvolvimento. estadual e municipal da educação brasileira. PDE. responsabilização e mobilização social serem evidentes nos propósitos deste Plano. Podemos afirmar que esta iniciativa representa um dos possíveis caminhos de busca para construção de uma escola pública eficaz para todos os brasileiros. territorialidade. O FUNDEB foi criado pela Emenda Constitucional nº 53/2006 e regulamentado pela Lei nº 11. Financiamento da Educação através do FUNDEB (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação Básica). 86 . desde a pré-escola até a pós-graduação. responsabilização.253/2007. regime de colaboração. O PDE ainda traz alterações na avaliação da educação brasileira com um novo conceito: a criação do IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica). tendo sua implantação iniciada em 1º de Janeiro de 2007 e concluída no terceiro ano de vigência. Seis pilares em que se sustentam o PDE: visão sistêmica da educação.Letras/Inglês Caderno Didático . articulado com os diferentes agentes institucionais da sociedade civil e dos governos. que vigorou de 1998 a 2006. é também dever de todos nós.494/2007 e pelo Decreto nº 6.

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3) Dos onze princípios da LDB/96 para a educação. 91 . d) ( ) Sentia o desejo de preparar o país para acompanhar as mudanças ocorridas em todo o mundo. cite no mínimo 03 destes princípios. O movimento denominado “Escola Nova” defendia principalmente: a) ( ) Defendia uma escola pública. laica e gratuita. b) ( ) Acreditava que um sistema de educação estatal garantiria um ensino a todos. e) ( ) Defendia uma escola que combatesse as desigualdades sociais da nação.AA 1) Quais as novidades apresentadas pela Constituição Federal de 1988 em relação à legislação anterior? 2) Marque a alternativa INCORRETA. c) ( ) Dizia que a educação não era elemento-chave.ATIVIDADES DE APRENDIZAGEM .

b) ( ) Constituição Federal e Lei de Diretrizes e Bases. Lei de Diretrizes e Bases e Plano Nacional de Educação. de 1971. já não atendia as necessidades da educação nacional após o período ditatorial do país? 92 . d) ( ) Lei de Diretrizes e Bases e Plano Nacional de Educação e) ( ) Os Planos Municipais de Educação e os Planos Estaduais de Educação. c) ( ) Constituição Federal.Letras/Inglês Caderno Didático . de 1996. foi considerada uma síntese contraditória durante o seu processo de elaboração? 7) Por que a Lei 5692. 5) Como a Educação de Jovens e Adultos é contemplada na LDB/96? 6) Por que a Lei de Diretrizes e Bases.4º Período 4) Os documentos norteadores da educação brasileira são: a) ( ) Plano Nacional de Educação e Planos Municipais de Educação.

Estrutura e Funcionamento do Ensino Fundamental e Médio UAB/Unimontes 8) De acordo com os onze princípios da educação nacional comente a responsabilidade do Estado. da família e da sociedade com a educação das futuras gerações. 9) Para a LDB 9394/96 qual deve ser o objetivo principal para a educação básica brasileira? 10) Por que a LDB 9394/96 propôs um ensino fundamental de maior duração? E qual é a extensão deste desafio para a sociedade? 93 .

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