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NÚMEROS DECIMAIS

NÚMEROS DECIMAIS

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. NÚMEROS DECIMAIS Sempre que precisamos determinar a razão entre dois números é comum aparecerem os números decimais.

Qualquer divisão, frequentemente, produz números decimais e é necessário que saibamos trabalhar com eles para que o processo não se torne muito complicado e exposto a erros sem que tenhamos consciência. Os números decimais, também conhecidos como números com vírgulas, possuem uma parte inteira e uma parte fracionária ou decimal (também conhecida como casa decimal). A parte decimal pode ser exata, com uma quantidade finita de casas, ou não exata, com uma quantidade infinita de casas. O números decimais não exatos podem ser periódicos ou aperiódicos, mas esta classificação, embora muito importante no estudo da Matemática, não tem muita relevância para quem simplesmente vai utilizar esses números. O mais comum é que se trabalhe com números com poucas casas decimais normalmente duas casas. Para essa adequação do número decimal usam-se, normalmente, dois procedimentos: TRUNCAMENTO e ARREDONDAMENTO. O truncamento ocorre quando simplesmente são desprezadas algumas casas decimais. O número é “cortado” a partir de certo algarismo. Não é um procedimento recomendado. Arredondamento, como o nome indica, é a transformação de um número em outro uma unidade maior ou menor. Para o arredondamento adota-se o seguinte procedimento: a) quando o primeiro algarismo a ser abandonado for menor do que 5, deixa inalterado o que permanecer; b) quando o primeiro algarismo a ser abandonado for maior do que 5, acrescenta-se uma unidade ao que permanecer; c) quando o primeiro algarismo a ser abandonado for igual a 5, há duas soluções: 1. se o 5 estiver seguido de algarismos diferentes de zero, acrescente-se uma unidade ao que permanecer; 2. se o 5 for o último algarismo ou estiver seguido de zeros, (deixa-se inalterado o algarismo a permanecer se este for par)e (acrescenta-se uma unidade no algarismo a permanecer se este for ímpar ). d) Nunca se devem fazer arredondamentos sucessivos. Por exemplo: 2,73⇒2,7 ⇒3,0 é um procedimento errado. e) Quando é processada uma adição de números arredondados ocorre certa diferença na soma, para mais ou para menos. Normalmente para menos. Nesse caso recomenda-se que seja feita a compensação. Abaixo estão alguns exemplos do que foi exposto: Nº Trunc. p/ 1 Arred. p/ 1 Trunc. p/ 2 Arred. p/ 2 Trunc. p/ o Arred. p/ o casa decim. casa decim. casas decim. casas decim. inteiro. inteiro. 2,877... 2,8 2,9 2,87 2,88 2,0 3,0 2,843... 2,8 2,8 2,84 2,84 2,0 3,0 2,8555.. 2,8 2,9 2,85 2,86 2,0 3,0 . 2,855 2,8 2,9 2,85 2,86 2,0 3,0 2,8355 2,8 2,8 2,83 2,84 2,0 3,0 2,8455 2,8 2,8 2,84 2,84 2,0 3,0 2,266... 2,2 2,3 2,26 2,27 2,0 2,0 O simples truncamento não é um procedimento recomendado. EM NOSSOS TRABALHOS USAREMOS SEMPRE O ARREDONDAMENTO. Um exemplo de COMPENSAÇÃO: 5, 24 + 5, 36 ⇒ 5, 89 16,49 cujo arredondamento correto é16,5 5,2 5,4 5,9 16,5 ocorreu uma compensação naturalmente. Um número foi arredondado para menor e outro para maior.

+

81 16. 34 + 5.5576 i) 2. deverão sempre permanecer em representação decimal. 15. as freqüências relativas. c)O professor escreveu 10 números no quadro e pediu que os alunos calculassem a média..998..5 5. se for contínua. Deve ficar assim: 5.. 333..4355. Avalie agora as médias encontradas pelos alunos e assinale a letra (a) se achar que pode estar certa. (b) se achar que está errada e (c) se achar que não dá para opinar. A representação decimal facilita os cálculos posteriores. A transformação para um número com o símbolo % fica reservada para textos ou gráficos. se necessário. b)Consulte um livro de estatística sobre o significado das palavras: variável quantitativa discreta.7 Exercícios Efetue o arredondamento dos seguintes números para duas casas decimais: a) 16.9 16. variável quantitativa contínua e variável qualitativa. f) 1. h) 2. Identificação do (a) acadêmico(a) Sexo Mg/dl de glicose A F 9 0 B F 10 1 C F 8 7 D E F G F 11 7 H F 10 6 I F 9 7 J F 11 3 K F 8 8 L F 9 8 M N F 8 1 F 8 0 O F 8 4 P F 10 5 Q F 8 9 R F 13 4 S F 8 2 T F 7 8 U F 9 3 V F W F M M F 9 6 9 1 9 7 6 103 4 . quando necessário. desvio padrão. nesse caso. d) Nos quadros.quando necessário. c) Nos cálculos de proporcionalidade.7 5.5 ( a ) (b) (c) Aluno E: a média é 13 ( a ) (b) (c) d) Taxa de glicose sanguínea dos alunos da turma C de Enfermagem.. g) 7.. sabemos apenas que o menor deles era o 7 e o maior.6666. etc..8988. Calcule a taxa média.. d) 6.5 5.. acrescentando o valor da diferença ou “descarregando” no número maior.. em 07/11/06-8h da manhã. se a variável quantitativa for discreta estaremos arredondando para o inteiro e.6 houve a perda e. As respostas dos alunos foram: Aluno A: a média é 17 ( a ) (b) (c) Aluno B: a média é 11 ( a ) (b) (c) Aluno C: a média é 7 ( a ) (b) (c) Aluno D: a média é 7. 52 ⇒ 5. b) 23..8 16.67 cujo arredondamento correto é 16. para 1casa decimal apenas. para uma casa decimal. b) Os arredondamentos da média.. mediana. serão arredondadas para 2 ou 3 casas decimais e. ATIVIDADES: a)Consulte um dicionário sobre o significado da palavra arbitrário.. c) 39.5536 OBSERVAÇÕES: Em nossas atividades estaremos adotando as seguintes regras arbitrárias: a) As freqüências relativas. e) 6.434.777.3 + 5. quando em forma decimal. Não sabemos quais foram os números escritos.Veja este outro caso: 5.. serão todos para uma casa decimal. quando em porcentagem. recomenda-se proceder a compensação.3 + 5.

não houve predomínio de nenhum dos sexos. a leptospirose em crianças de Salvador é subestimada. irmão caso-índice e menor de 15 anos. 34(46.3%) contatos-domiciliares foram submetidos à avaliação clínicoepidemiológica e ao mesmo teste diagnóstico em soros pareados. Nos domicílios dos 25 casos-índices residiam 148 pessoas. entre os grupos A e B. nove (12. porém somente 56. a idade e a presença de cão no domicílio não apresentaram diferenças estatísticas significantes. De 148 pessoas. Entre os do Grupo A. 30 (41. contactantes-domiciliares dos pacientes internados (casos-índices) no Hospital Couto Maia. Entre os contactantesdomiciliares (n=73). .1% (n=83) atenderam os critérios de inclusão dos contactantes-domiciliares. B (não-infectados).1%) casos. principalmente. O sexo masculino predominou em 96% (24/25) dos casos e em 44% (11/25) a idade foi inferior a 15 anos (limites de 2 a 15 anos). cinco (16. RESULTADOS De 232 pacientes internados. a falta de coleta do lixo nos locais de residência. dez (12 %) foram excluídos posteriormente. Portanto.05): contato com água na natureza. porque é oligossintomática ou similar ao resfriado comum.Leptospirose-infecção e forma subclínica em crianças de Salvador. O sexo. 73 (49. Os resultados das IgM e IgG classificaram os 73 contatos-domiciliares em três grupos: A (infecção aguda ou recente).6%) crianças e C (infecção antiga). de ambos sexos. no período do estudo com suspeita de leptospirose. o estudo foi realizado com 73 (88 %) dos contactantes-domiciliares. tanto nos da faixa etária de 2 a 8 anos como na de 9 a 15 anos.7%) apresentaram manifestações de resfriado comum. Todavia. IgG e IgM) não foi coletada. com diagnóstico de leptospirose (ELISA-IgM positivo). Em conclusão. sexo feminino e maior de 9 anos de idade e. Desses contactantes-domiciliares. selecionados aleatoriamente. porque a segunda amostra de sangue para os exames sorológicos (ELISA. foram selecionados 49 indivíduos e 25 desses preencheram os critérios de seleção dos casosíndices.3%). A Tabela 1 mostra a freqüência das variáveis demográficas dos casos-índices e dos contactantes domiciliares. dos domicílios dos 25 casos-índices. o grupo racial. nas crianças do grupo A predominaram (p<0. Bahia RESUMO Os objetivos deste trabalho foram estimar a freqüência da leptospirose e os fatores de risco em crianças de 2 a 15 anos de idade.

na Tabela 2.1% (30/73) dos casos.Os resultados do (ELISA).3%) crianças. classificaram as crianças estudadas (n=73) em três grupos sorológicos: 1) grupo A com infecção aguda ou recente. nas duas amostras séricas) e 3) grupo C com nove (12.6%) crianças sem infecção anterior ou recente (IgM e IgG negativas. com diagnóstico de infecção antiga. correspondendo a 41. IgM-positiva pelo ELISA .na primeira. 2) grupo B com 34 (46. . na segunda ou em ambas as amostras séricas. antileptospira (IgM e IgG). portadoras de IgG-positiva e títulos compatíveis. em ambas as amostras séricas.

92.13) foram semelhantes. mostra que entre as IgM-positiva (grupo A).5 % foi procedente deste mesmo subúrbio. p>0.74).27.4. enquanto nas do grupo B (IgM-negativa) foram mais freqüentes as crianças . As características demográficas e epidemiológicas e a relação de parentesco com os casos-índices. como provável fonte de contágio. dos grupos A e B. As distribuições pelos grupos racias (p>0. no grupo A os irmãos (51.7 %) e no grupo B os filhos (72%). na Tabela 3. O parentesco dos 64 contactantes-domiciliares. da faixa etária de 9 a 15 anos. p > 0. sendo a diferença estatisticamente significante (χ 2 = 4.93) e por sexo (p>0.53. p = 0. a distribuição intervalar ficou no limite de significância estatística (χ 2 = 3.02).7%) dos casos do grupo A residia em um só Distrito Sanitário (Subúrbio Ferroviário) dos 12 do município de Salvador. porque predominaram como casos-índices. Esta distribuição foi desigual (χ 2=11. p<0. predominaram (χ 2 = 4. Mais de um terço (35.9 %) dos casos do grupo A e 11 (32. p = 0. dos contactos domiciliares foram apresentadas (Tabela 2) sendo que as do grupo A (leptospirose-infecção ou doença) foram comparadas com as do grupo B (não-infectadas).07) e as médias das idades foram semelhantes (t=0.005).Todos os casos-índices e contactantes-domiciliares referiram presença de ratos no seus domicílios ou peridomicílios.03) as do sexo feminino (70%). No grupo C (infecção passada) 21. (Tabela 2) foram relacionados com os respectivos casos-índices com a seguinte distribuição geral: 22 eram filhos.contudo houve tendência de predomínio do sexo feminino no grupo A e do masculino no grupo B.2%) de crianças do grupo A com 9 a 15 anos de idade.64. 26 irmãos e 16 tinham outros parentescos ou eram moradores sem ligação consangüínea. A associação das variáveis idade e sexo.50). foi referido por 18 (52. O contato recente com água na natureza. A presença de cão no domicílio teve distribuição semelhante nos dois grupos (p = 0.3%) dos do grupo B. Apesar da freqüência maior (51.

02). ao aplicar o teste exato de . a distribuição por sexo foi semelhante (p = 0. das 30 crianças do grupo A com infecção aguda ou recente. A taxa de risco de aquisição da infecção para os contatos-domiciliares de casosíndices com 15 ou menos anos de idade foi de 3.7%). Entre as crianças (n=34) do grupo B (não-infectadas). Apenas três destas crianças apresentaram febre e uma delas a queixa predominante foi dores intensas nas panturrilhas. sendo 8.9% (2/34) com sintomas gastro-intestinais (diarréia e vômitos).76 vezes maior do que os contactantes de casos-índices com mais de 15 anos de idade.14.70). Quanto às manifestações clínicas. enquanto na faixa de 2 a 8 anos. A Tabela 5 mostra a carência do serviço público de coleta de lixo nas áreas de procedência dos casos do grupo A (93. A maioria (83.do sexo masculino (66.3%) e do B (32. tosse e dores musculares. Na Tabela 4. os casos dos grupos A e B foram distribuídos conforme a idade dos seus casosíndices.7% (5/34) também referiram manifestações clínicas recentes. Os sintomas referidos eram típicos de resfriado comum: coriza.7%). Entretanto. com diferença altamente significativa (p = 0.4%). semelhantes às do grupo A e 5.8% (3/34) com síndrome gripal. sendo a diferença estatisticamente significante (p<0. todas do sexo feminino apresentaram alterações mórbidas recentes.0000006).3%) das crianças do grupo A (25/30) não relatou nenhuma manifestação clínica. apenas cinco (16. (dados não tabelados).

não se observou diferença estatística (p = 0. Entre as nove crianças do grupo C. não se identificou de história pregressa de leptospirose. .Fischer. (infecção passada).28) entre os casos do grupo A (5/30 ) com síndrome gripal e os do grupo B (3/34) com quadro clínico semelhante.

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