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A CURA PELA NATUREZA Jean Aikhenbaum

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A CURA PELA NATUREZA

Jean Aikhenbaum e Piotr Daszkiewicz A CURA PEla Natureza ENCIClOPéDIA FAMILIAR DOS REMéDIOS NATURAIS EDITORIAL ESTAmPA

Aviso: Esta obra não tem a pretensão de substituir o seu médico. Não pode substituir  uma consulta médica. A nossa abordagem não consiste numa crítica sistemática da medicina. A nossa  intenção é apresentar­lhe um guia que permita ajudá­lo a fazer face a certos  problemas através do recurso às terapias ditas “naturais”. Também lhe  apresentamos, nas próximas páginas, uma análise crítica, científica, etnológica  e histórica de certos tratamentos. É importante saber que “natural” não significa “inofensivo”. Existem toxinas  terríveis que são, muitas vezes, de origem natural, e certas plantas que podemos  encontrar correntemente nos nossos parques e jardins são, por vezes, mortais.  Devemos também ter presente que a acção de qualquer substância é sempre  múltipla, e que não existe acção sem reacção. Mesmo as plantas e as técnicas  delas derivadas devem ser utilizadas com moderação. Para terminar, lembramos que  é sempre preferível prevenir a ter de remediar. Título original: Le Pouvoir de Guérir par la Nature  Tradução: Maria João Araújo Freire  Capa: José Antunes  Composição: Byblos­Fotocomposição, Lda.  Impresso e acabado por Companhia Editora do Minho, S.A. em Maio de 1999 Depósito  legal: 136432/99  ISBN 972­33­1442­8  Copyright: C Édi­Inter B. V. Amsterdam, 1996 Representada por Cathy Miller Publishing Rights Ltd., Londres, Grã­Bretanha Editorial Estampa, Lda., Lisboa, 1999 para a língua portuguesa

A casa dos meus pais cheirava bem a sopa de couve Quando o Inverno fustigava que  bem que se estava em casa Mas empurrei a cancela quando chegou a Primavera para  deambular rio abaixo como todos os moços de vinte anos... G. Jackno À minha filha Christina, que não gosta de ir ao médico. Ao meu avô Kalman, que conhecia o poder do Verbo e sabia curar com um pouco de  azeite e de limão.

ÍNDICE GERAL INTRODUÇÃO E PREFÁCIO, pelo Dr. Jean­Pierre WILLEM  23 *  Esta obra é uma enciclopédia de medicinas naturais  .......     23 *  Uma reflexão sobre a saúde  ................................................  24 *  Uma mina de informações sobre as medicinas naturais  ...     25 *  A medicina moderna enganou­se no caminho  ...................    25 *  A medicina moderna deve dar explicações  ........................    26 *  As medicinas naturais contribuem para o progresso médico  ............................................................................... ... 28 *  Até os médicos podem tratar os seus doentes com esta enciclopédia  .......................................................................... 28 *  A abordagem das medicinas naturais  .................................   29 *  Esta enciclopédia vai ajudá­lo a defender a sua saúde  ....     30 *  Esta enciclopédia é um passaporte de boa saúde  ..............    32 A VIDA, ESSE FENóMENO TÃO MISTERIOSO  ...................    33  Será possível derinir a “vida”?  .................................................  33  ­ Algumas definições da vida  ................................................  34 Quais são as  características da vida?  .....................................  35 Quais são as consequências destas investigações e em que medida influenciaram as  nossas teorias em matéria de saúde?  .......................................................... 36 A NATUREZA QUE TRATA  ......................................................... 37

*  Em busca das origens da Natureza  ....................................   37 *  A Natureza pode tratar?  ...................................................... 37 *  As relações entre Natureza e medicina  ..............................   38 *  A Natureza que trata: a naturopatia  ...................................   39 *  A medicina pela Natureza  ................................................... 39 *  Devemos suprimir os medicamentos?  ................................   40

A naturopatia          ...................... .  ....................................................... *  E se os medicamentos nos fizessem mais mal do que bem?  .............................................................................. *  Os erros da medicina: muitos medicamentos são retirados do mercado  ............................. ..  ............................ *  A naturopatia socorre os males quotidianos  ...................  ... *  A naturopatia respeita o corpo  ........................................... Algumas teorias               ..................... ......... ... .............  ....  ................... .. . ... *  Louis Kul­me combate os excessos alimentares  ................. *  O método natural e personalizado do professor Bilz  ....... *  Os tratamentos do padre Kneipp  ........................................ *  Sheiton nega a doença  ......................................................... *  A prática do jejum e as restrições alimentares  ................. *  A opinião de alguns teóricos e médicos sobre o jejum  ... *  O jejum faz emagrecer e rejuvenescer  ............................... AS PLANTAS MEDICINAIS  ......................................................... As plantas acalmam a fome e aliviam as dores  .................... O interesse das plantas que tratam                         ...  ................................. ... e o interesse da fitoterapia  .............................................. O poder de cura das plantas está hoje cientificamente confirmado  ............................................................................ A lei das assinaturas” ou a face “mística” da fitoterapia. *  As virtudes terapêuticas das plantas 

................................... *  A “lei das assinaturas” revela as virtudes das plantas  ...... *  Quem formulou primeiro a “lei das assinaturas”?  ............ *  A “lei das assinaturas” decifra os “sinais” das plantas  .... *  Como identificar esses sinais  .............................................. *  Quais são esses sinais?  ........................................................ *  A fitoterapia decorre da “lei das assinaturas”  ................... Algumas noções sobre a química das plantas  ........................ * Não lhe vamos fazer um curso teórico  .............................. * Verifique a composição química das plantas  ..................... * A guerra química das plantas entre si  ............................... * As plantas também nos protegem  ....................................... * A acção terapêutica das plantas  ..........................................

 Algumas noções sobre a combinação dos princípios activos das plantas  ...................................................................       61 FITOTERAPIA DAS PLANTAS INFERIORES (Criptogamas)  ..............................................................................  63 *      micoterapia ou o tratado dos cogumelos medicinais  ........      63 * Os cogumelos também são medicinais: uma tradição popular antiga  ......................................................................        64 * Propriedades antibióticas e doenças de civilização  ...........      65 * Remédios que não necessitam de preparação  ....................       66 À redescoberta dos lactários  ...............................................       66 O cogumelo: um remédio universal  ...................................       68 O “agárico” utilizado na homeopatia  .................................       68  A propósito do hongo, esse remédio milagroso  ................       69 * terapia pelas algas  ..................................................................        69 * As algas são antibióticos naturais  ......................................       70 * As algas: uma solução milagrosa contra os retrovírus?  ...      70 * Algumas algas medicinais: apanhe­as durante as férias  ...      71 Alsidium helminthochostor  ..................................................       71 Ascophyllum nodosum  .........................................................        71 Corrallina  officinalis  ...........................................................        71 Cystoseira  fibrosa  ................................................................        71  Chondrus crispus  .................................................................         72  Dignea simplex  ..................................................................... 72 Fucus  vesiculosus  ................................................................        72  Gelidium sp         . 

.........................................................................  72 Hisikia fusiforme  ..................................................................        72  Laminaria digitata, Chicote­das­bruxas  .............................       72 Laminaria hyperborea, Laminária­de­ clouston                                     ..................       73  Laminaria saccharina, Boldrié­de­neptuno  ........................       73 Lithothamnium calcereum, “Maêrl”  ....................................        73 Rhodymenia palmata, Sargaço­de­ vaca                                 ..............................       74  Spirulina maxima e Spirulina platensis  .............................       74 Undária sp         .  ..........................................................................  74 Os líquenes: uma simbiose entre as algas e os cogumelos..  74 A “lei das assinaturas” impõe o tratamento  ......................       74 AS PLANTAS EXóTICAS  ............................................................. Os cinco continentes possuem plantas medicinais  ................ O aloés  ............................................................................... ........... * Os poderes mágicos e terapêuticos do aloés remontam à noite dos tempos  .............................................................. * Os poderes de cura do aloés  ............................................... * As diferentes espécies de aloés  .......................................... * As receitas produzidas à base de aloés  .............................. As cactáceas  ............................................................................... .. * O Trichocereus pachanoi: planta mágica latino­americana * O Lophophora williamsi, “peyotI”: planta sagrada e alucinogénea  ...................................................................... * Outras cactáceas com efeitos alucinogéneos  ..................... * A utilização terapêutica das cactáceas  ...............................

* As cactáceas também são comestíveis  ............................... É difícil identificar e obter as espécies de forma fiável As cactáceas são  plantas resistentes                   ...  mas conseguirão resistir à  civilização?  ........................................................... OS REMÉDIOS UNIVERSAIS DE ORIGEM VEGETAL E ANIMAL  .............................................................. Os chifres: a ciência confirma a eficácia dos remédios tradicionais dos  Siberianos                  .................................................. * Os três tipos de chifres medicinais  .................................... * Possibilidades terapêuticas da pantocrina, da rantarina e da santarina  ....................................................................... Adaptogéneos e biostímuladores ou a busca da “panaceia” moderna  ............................................................................... ... * A busca de substâncias susceptíveis de aumentarem as nossas capacidades de adaptação parece ter um futuro promissor  .............................................................................. * A acção terapêutica das plantas adaptogéneas  .................. 10 DESCRIÇÃO DOS TRATAMENTOS UTILIZADOS  ................     95 Como utilizar as plantas  ...........................................................       95 *  A infusão  ..............................................................................  95 *  A decocção  ...........................................................................  96 *  As decocções do padre Kneipp  ..........................................      96 *  “Flores de feno”  ...................................................................       96 *  As cataplasmas de argila  .....................................................       97 *  A maceração  .........................................................................  98 *  Os óleos essenciais 

..............................................................      100 *  A drageia  ..............................................................................  109 Como deve alimentar­se para salvaguardar a sua saúde  ....    110 * A alimentação  ......................................................................      110 * O que devemos beber?  ........................................................       125 * Alimentação vegetariana e dieta  .........................................     127 * O jejum para desintoxicar  ...................................................      128 Conselhos           para viver melhor e mais tempo  ...........................     130 *  Duas regras essenciais para uma boa saúde  ......................     130 *  O endurecimento: sete maneiras de vencer a doença  .......    132 *  Procure nos         exercícios físicos a descontracção e a expressão corporal  ........................................................       133 *  O repouso: indispensável para o seu bem­estar  ................     134 *  A respiração e o relaxamento  .............................................     137 Os tratamentos esquecidos  ........................................................       140 *  Os duches terapêuticos  ........................................................       140 *  Os banhos medicinais  ..........................................................      144 *  Os banhos de vapor para transpirar  ....................................     147 *  A camisa de ffiores de feno” (segundo o padre Kneipp)  148 *  O cinturão de Neptuno (compressa abdominal)  ................     148 *  Os banhos de ar livre e de sol: um tratamento natural que deve ser praticado com moderação  ............................     151 *  A fototerapia: uma ciência em marcha  ..............................     152

OS TRATAMENTOS INJUSTAMENTE ESQUECIDOS  ..........   155 As sanguessugas vão voltar aos nossos hospitais?  ..... ...  ........ 155 As ventosas na terapia moderna                        .......................  ....................... 158 * litoterapia, ou terapia pelos minerais                          .......  .......................... 164 * O múmio, ou “bálsamo das montanhas”  ............................  167 * A ozoquerite: uma cera natural  .......................................  ... 169 * O mistério da “pedra das serpentes”  ............................. ..... 171 * O âmbar: um precioso medicamento desde a Antiguidade  172 * espeleoterapia ou terapia no subsolo  .................................. 174 O REDUCIONISMO, UMA ARMADILHA A EVITAR  ...........    177 Como se chegou ao reducionismo na medicina?  ...................  177 ­ A medicina reduz os factos a uma causa única  ................   178 Lutar para que a medicina natural não constitua uma ameaça para a Natureza  ...................................................... 178 * Como foi possível chegar­se a esta situação?  ...................  179 * Qual é o papel da medicina natural neste tráfico indigno?  179 * As principais espécies de fauna ameaçadas  .......................  180 * As principais espécies da flora ameaçadas  ........................  182 * O que pode fazer a medicina natural para remediar esta situação?  ...............................................................................  183 DOENÇAS E OS SEUS TRATAMENTOS NATURAIS  ....    185 Símbolos visuais que acompanham certos tratamentos  .......   186

A Abcessos ­ furúnculos  ................................................................. 188 Acidez de  estÔmago (azia gástrica)  ............................................ 190 Ácido úrico (uremia)  .................................................................... 192 Acne  ............................................................................... ............... 194 Afrontamentos  ...............................................................................  196 12

Aftas  ............................................................................... ...............       198 Albuminúria  ...............................................................  .  ..................    200 Alcoolismo  ............................................................................... .....      201 Alergias e doenças ditas ambientais  ...........................................     207 *   Influência das alterações naturais do ambiente sobre a saúde  ............................................................................... ...      207 *   Influência das alterações artificiais do ambiente sobre a saúde     .................................... .  .............................................     212 *   A poluição electromagnética  ...............................................     215 *   óleos essenciais, legionelose e poluição microbiológica do ar  ............................................................................... .......      223 *   As alergias alimentares e as suas consequencias  ..............    226 *   Alguns tratamentos naturais recomendados em casos de alergias  ............................................................................  230 Anemia  ............................................................................... ...........      231 Anginas, Dores de garganta  .........................................................      233 Ansiedade ­  angústia, medos  ......................................................     236 Apetite ­ falta  de, perda de (anorexia)  .......................................     237 Arteriosclerose, Angina de  peito, Enfarte do miocárdio                                          ...........  242 Artrites 

............................................................................... ............       245 Artrose, Reumatismos articulares, Poliartrites  ............................     247 Asma  ............................................................................... ...............       252 Astenia nervosa  .............................................................................  258 B Blenorragias, Gonorreia ­ Esquentamento  .................................     260 Boca (Afecções bucais, Estomatite,  Piorreia, etc.)                                    ....................     261  Bronquites, Traqueítes, Catarro das vias respiratórias  ...............     264 Bursite (Higroma)  .........................................................................  267 c Cabeça (dores de)  .........................................................................  270 Cabelo (queda do), Caspa  ............................................................      270 Cãibras  ............................................................................... ............       272 Cálculos biliares (litíases)  ............................................................      274 13 Cálculos urinários  ......................................................................... 276  Cancro      ......................  .................................................................... 279 * A devastação do cancro  ....................................................... 279 * Os antibióticos: uma grande ameaça para a sua saúde  ....  283 * O ponto de vista dos naturopatas  ....................................... 284 * Dois casos de cura natural  ............................................ ...... 285 * 44 métodos de prevenção do cancro  .................................. 287

* Métodos de despistagem e tratamentos complementares e   “alternativos” do cancro         ..............  .................................... 291 *   despistagem através da fotometria  ................................. 292 *   ionoquínésia  ..................................................................... 292 *  biologia electrónica  ......................................................... 292 *   cristalização  sensível        ....................................................... 293 *  tratamento Solomidès desacreditado  .............................. 293 *   Dr. Gernez face à medicina oficial  ................................ 294 *   electroacupunctura do Dr. Võll  ...................................... 295 O   ozono e o cancro  ............................................................. 295 *   lei de  ferro do Dr. Hamer sobre o cancro e a SIDA                         ...   296 *  germânío  ........................................................................... 297  Os ácidos Le Foll  ................................................................ 297 As enzimas:  uma terapia de acção sistémica                      .................... 297 * Dr.’ Kousmine e o cancro  ............................................... 298 * medicina do Dr. Nieper  .................................................. 298 * oxigenação biocatalítica  .................................................. 299 Pierre Tubéry  ........................................................................ 300  Rudolph Steiner e a antroposofia  ....................................... 300 A imunoterapia em doses  infinitesimais                   ............................ 301 As acções  terapêuticas do selénio                ......................................  301 O 714 X  ...............................................................................  302 BeIjanski e as promessas da biologia molecular  ............... 303 As plantas imunostimulantes e o cancro  ........................... 304 Catarata  ..............................................................  ........................... 309 Celulite  ............................................................................... ........... 310 Ciática  ................................................................... 

......................... 315 Cicatrização de feridas e hemostáticos  ....................................... 317 14

Cistite  ............................................................................... .............       318 Colesterol        ................  .....................................................................     321  Colibacilose  ............................................................................... ....      328 Cólicas hepáticas  ..........................................................................  329 Cólicas intestinais  .........................................................................  331 Comichão  ............................................................................... .......       333 Conjuntivite, Inflamações oculares  ..............................................    333 Constipação (de cabeça)  ..............................................................     336  Contusões ­ Golpes  ..................................................... . ................    338  Convulsões          ...................................................  .  ................................    340 Coqueluche ­ Tosse convulsa  ......................................................     341 Coração ­  Afecções cardíacas  .....................................................     343 Coreia (dança de  São Gui)  ..........................................................     344 Corrimento  branco (leucorreia)  ...................................................     346 Costas (dores nas)  ........................................................................  349 ­ Mais vale prevenir do que remediar  ..................................    350 * mioterapia           ........................................................  . ...............    351 * osteobiótica ou o lado “psico” das dores nas costas  ....    352 * mecânica para socorrer as dores nas costas.,  ................    352 Cuperose  ............................................................................... .........       353 D

Dentes  ............................................................................... .............       356 Depressão nervosa  ........................................................................  357 Descalcificação ­ Desmineralização                            ....  .......................................     360 Diabetes e hipoglicemia  ...............................................................     361  Diarreias       ................................ .  .......................................................     366 Disenteria  ............................................................................... .......       368 Dores e nevralgias  ........................................................................  369 Eczema  ............................................................................... ...........      372 Edema  ............................................................................... .............       373 Enfarte do miocárdio  ....................................................................      374 15 Enjoo (de barco)  .................................................................... .......  374 Enjoo (de automóvel, transportes)  ....................................... .......   374 Entorpecimentos  ..................................................................... .......   375 Entorses ­ Luxações  .............................................................. .......   376 Enxaqueca (cefaleias, dores de cabeça)          ...............................

377 Epilepsia  ............................................................................... .. .......   381 Erisipela  ............................................................................... ... .......   383 Escaldão (golpe de sol)  ......................................................... .......   385 Escarlatina  .............................................................................. .......   385 Esclerose em placas  .............................................................. .......   385 EscrófÚlas ­ Adenites ­ Alporcas  ....................................... .......   386 Espasmofilia (Tetania)  ........................................................... .......   387 Esterilidade  ............................................................................... ...   389

Estomatite ­ Gengivite  .......................................................... .......   389 Fadiga ­ Convalescença ­ Esgotamento ­ Fraqueza     .......... .......   392 Febre  ............................................................................... ........ .......  394 Feridas abertas  ....................................................................... .......  396 Fibroma uterino  ..................................................................... .......  398 Fígado  ............................................................................... ...... .......  399 Fístulas anais  .......................................................................... .......   401 Flatulência ­ Gases intestinais  ............................................. .......  403 Flebite  ...............................................................................

....... ......  404 Fracturas  ............................................................................... ... ......  406 Fragilidade capilar  .................................................................. ......  408 Frieiras  ............................................................................... ...... ......  409 Frigidez  ............................................................................... .... ......  411 Furúnculos  ............................................................................... ......  412 Gaguez  ............................................................................... ...... ......   414 Gangrena  ............................................................................... .. ......   415

Gastrites  ............................................................................... .... Lombalgias (Lumbago)  .......................................................... Magreza  ............................................................................... .... Melancolia  ...............................................................................  Memória (perdas de)  .............................................................. Menopausa  ..............................................................................  Menstruaçã o dolorosa e difícil (Dismenorreia)  .................... Menstruação frequente  ....................................» ....................... Menstruação insuficiente (Amenorreia)  ................................. Menstruação demasiado abundante  (Hipermenorreia)                                   .......... Metabolismo  (perturbações do)  .............................................. Micoses  ............................................................................... ..... Mucosas (inflamação das)  ...................................................... N ­ O Náuseas  ............................................................................... ...... Nefrite ­ Pielite  .......................................................................  Nervosismo  ............................................................................... ­ Para acalmar uma crise de nervos  ................................. Neurastenia  ...............................................................................  Nevralgia  ............................................................................... ... Obesidade  ............................................................................... .. Odores  ...............................................................................

....... Olhos (inflamação) ­ Oftalmia                  .....  ........................................ Osteoporose  ..............................................................................  Otalgia  ............................................................................... ....... Otite  ............................................................................... ........... Ouvidos ­ Surdez  .................................................. .................. Palpitações  ............................................................................... . Papeira  ............................................................................... ....... Paralisias  ............................................................................... ... Parasitas  ............................................................................... ..... Parkinson (Doença de), Doenças degenerativas (Alzheimer, Esclerose em placas)  .......................................................... 18 Pele  ............................................................................... .................      504 *Pele seca  ...............................................................................  505 *Pele oleosa  ............................................................................  506 *Pele normal  ..........................................................................  507 *Rugas  ............................................................................... .....      508 *Manchas ­ Pontos negros  ....................................................     509 *Cicatrizes  .............................................................................. 

509 *Manchas de nascença  ..........................................................     509 *Sardas  ............................................................................... .....      510 *Acção benéfica das plantas na pele  ....................................    510 *Hematomas  ...........................................................................  512 Pernas pesadas  ..............................................................................  512 Pés  ............................................................................... ..................     515 * Pés frios  ............................................................................... .      515 * Pésinchados  .........................................................................  517 * Transpiração excessiva dos pés  ...........................................     517 Pesadelos ­ Sono agitado  ............................................................     517 Picadas de  insectos  .......................................................................     520 ­ Para afastar os insectos  .......................................................     520 Pneumonia  ................... .  .................................................................     520  Poliartrite  ............................................................................... ........      520 Pólipos  ............................................................................... ............      521 ­ Pólipos do nariz  ...................................................................     521  Prisão de ventre  ............................................................................  522 Próstata 

............................................................................... ...........       527 Prurido  ............................................................................... ............      530 Psoríase  ............................................................................... ..........      531 ­ R Queimaduras  ............................................................................... ..       534 Raquitismo  ............................................................................... .....      536 Reconstituição (após fadiga ou doença prolongada)  ..................    537 Resfriamentos  ............................................................................... .      537 Reumatismos  ............................................................................... ..       538 Rins  ............................................................................... .................      543 19 Rouquidão  ............................................................................... ......      544 Rugas  .................................................... ....  ..................................... 546 Salpingite  ............................................................................... ........      548 Sangue (perturbações da circulação)  ...........................................     549 * Para a hipotensão  .................................................................      553 * Para regularizar o trabalho do coraçao  ..............................    554 Sarampo  ............................................................................... .......  ...  554 Sarna  ...................................................  ........................................... 555 Seborreia  ............................................................................... ........      557 Sedativos  ............................................................................... ........      557 Sede 

............................................................................... ................ 558 Seios  ............................................................................... ............... 559 ­ Beleza dos seios  ...................................................................    559  Senescência  ............................................................................... ....      560 SIDA  ............................................................................... ............... 561 Síncopes  ............................................................................... .........     565 Sinusite  ............................................................................... ...........   567 Soluços  ............................................................................... ...........   567 Sudorífico  ............................................................................... .......       568 Sufocação  ............................................................................... .......       568 Surdez  ............................................................................... ............. 569 Tabagismo  ............................................................................... ......      572 Tendinite  ............................................................................... .........     582 Ténia  ............................................................................... ............... 582 Tensão muscular  ...........................................................................  582 Tiques  ............................................................................... ............. 583 Torcicolos  ............................................................................... .......       584 Tosse  ............................................................................... ............... 585 Transpiração excessiva  .................................................................      586  Tremores  ...............................................................................

.........     588 Tumores  ............................................................................... ..........    589 Tumores benignos  ................................................................       589 20 U ­ v ­ z ú Iceras  ............................................................................... ............     592 * úlcera do estômago                   ...................  ....................................     592 * úlceras varicosas  .................................................... . .............    594  Uremia         .................... ................................... ....  ................................ 596 Urina (incontinência)  ................................................... . ................    596  Urina (retenção de)               ...........................  .....................................    597 Urticária  ............................................................................... ..........       598 Varizes  .............................................................................  ..............    598 * Feridas decorrentes de varizes  ............................................    599 * Ulcerações            ................................ .  ...........................................    599 Velhice (Senilidade)  ......................................................................     600  Verrugas       ................................................  .................. .......................    607 Vertigens  ............................................................................... .........      608 Vómitos  ............................................................................... ..........       609 Zona  ............................................................................... ................      610 Zumbido nos ouvidos  ...................................................................     611 CONCLUSÃO 

............................................................................... ....      613 Envelhecer.. mas continuando jovem  ......................................    613 * O que é realmente ajuventude?  .........................................    613 * 22 conselhos para viver muito  tempo e com saúde                                            ..........   614 *  Prepare os seus elixires de juventude  ................................    615 * As plantas, sob todas as formas,  também o podem ajudar                                                  616  Estabeleça metas, tenha objectivos  .............................................    617 LÉXICO DOS TERMOS CIENTíFICOS UTILIZADOS  .........    619 íNDICE DAS PLANTAS UTILIZADAS  ......................................    627 BIBLIOGRAFIA  ..............................................................................  641 Jornais e documentos vários  .....................................................     649 21

INTRODUÇÃO E PREFÁCIO pelo Dr. Jean­Pierre WILLEM Vivemos num tempo apaixonante em razão das suas contradições! E a relação que a nossa sociedade mantém com a saúde é uma delas. Aliás o  sentido da palavra “saúde” não cessa de se alargar. Ela tanto designa os  cuidados intensivos numa unidade de reanimação, como o jogging das manhãs de  domingo, passando pelos medicamentos de conforto. A frase “É bom para a saúde”  constitui uma etiqueta indiscutível. Além disso, a saúde especializa­se por meio  de técnicas cada vez mais científicas e espalha­se sob a forma de crendices cada  vez mais extravagantes. Por outro lado, se hoje em dia se tratam doenças que no  passado eram mortais, surgem doenças primárias perante as quais somos ainda  impotentes. E voltam a aparecer velhas infecções, tais como as “doenças da  miséria”, de que é um dos exemplos a sarna. Esta obra é uma enciclopédia de medicinas naturais Seria uma presunção pretender  conhecer perfeitamente o conjunto de terapias às quais esta enciclopédia de  tratamentos naturais faz referência, sendo certo que Jean Aikhenbaum, jornalista  científico e fundador da revista Réussir votre Santé, e Piotr Daszkiewicz,  biólogo e historiador das ciências, elaboraram um guia muito completo. A sua competência em matéria de medicinas naturais, numa perspectiva científica  e sobretudo experiencial, conjugou­se para proveito das pessoas que, a  propósito, por exemplo, de uma angina, de uma gonalgia, de um edema na garganta  ou de uma hemorragia nasal, poderão consultar este manual, que terá um lugar  privilegiado para elas. 23 Um exame da medicina, dos cuidados de saúde e do doente. As suas considerações são, na verdade, múltiplas e variadas, mas mencionarei  apenas as três principais: ­ O facto de que existe apenas uma medicina, com múltiplas facetas. Já não se fala de “medicinas diferentes”, a não ser para explicar que muitas  formas possíveis de terapêutica sã o ignoradas, voluntariamente ou não, pelas  Faculdades de Medicina. ­A primordialidade da alimentação saudável, equilibrada  e natural. Este fenómeno é conhecido há muito: “Existem doentes que só se curam através da  alimentação”, já dizia Hipócrates, e Jean Rostand, entre outros, fez dele um 

fervoroso eco. ­ A vontade de cura. Uma reflexão sobre a saúde Esta enciclopédia aborda também os diferentes aspectos da saúde. ­A saúde  comporta uma grande parte de confiança: por se pensar tanto que o progresso  técnico resolve rapidamente os problemas, as suas lentidões ou impotências  suscitam decepções violentas ou a procura de terapias ditas naturais. A  confiança é, sem dúvida, fundamental no que toca a saúde: o sobreconsumo de  tranquilizantes prova­o. Existe por conseguinte uma forte relação entre  confiança e saúde. E um bom estado de saúde prova que o corpo se situa numa  relação de autoconfiança, de confiança no médico e de confiança na sociedade. ­ Evocando, diversas vezes, o assunto do investimento nos cuidados de saúde, os nossos autores apresentam a questão da confiança na vida, no valor da  própria vida. Será que estar de boa saúde significa não ter qualquer problema?  Assistimos actualmente a um conjunto crescente de doenças físicas bem como a uma  grande dificuldade em suportar a vida. No fundo, é o problema do sentido da vida  que se põe. ­Que utilidade tem o que faço?”, que implica a pergunta: “0 que  vale a minha vida?” ­ Por outro lado, constatamos que as ciências e as tecnologias de ponta se  especializam cada vez mais. Mas o custo destes avanços é duplo: 24 a saúde está dividida em especialidades, e o homem, na sua totalidade viva, é  talvez menos considerado. Além do mais, o abismo aumenta entre as tecnologias e  a população: esta tem dificuldade em entender todas as investigações, mas exige­ as “de direito”, imediatamente. E o acesso de toda a população aos cuidados de  saúde exige provavelmente uma orientação tornada inteligível e mais humana. Sim, a saúde precisa de humanizar­se. E não apenas no que se refere às condições  de acolhimento de um grande hospital, mas, sobretudo, de modo a permitir ao  homem manter uma relação justa com a saúde. Certas pessoas preocupam­se de tal  modo com a sua saúde que dela se tornam escravas. A saúde não é apenas o campo  do objecto (o corpo, a psique), mas também o é do sujeito. E o domínio da saúde  passa pela condução da própria existência e, por conseguinte, pela paz consigo  mesmo... E depois pode­se, recorrer, então, às terapias.  Uma mina de informações sobre as medicinas naturais Trata­se de um livro de “boa fé”: a informação do público, e até dos terapeutas,  necessitaria aliás de muitos outros livros como este. Basta sabermos que o leque 

terapêutico é enorme e que é necessário actualizá­lo constantemente. Esta obra é também uma mina de informações sobre os métodos tradicionais, os  remédios antigos e a medicina natural. A medicina dos nossos dias tem o seu tempo, enquanto os métodos tradicionais,  experimentados ao longo de séculos, senão milénios, prosseguem incansavelmente a  sua acção favorável. A medicina moderna enganou­se no caminho A medicina moderna, dita “científica­, enganou­se incontestavelmente no caminho  nestes últimos cinquenta anos. E contudo... Nunca antes na história do mundo  existiram tantas drogas, mas, em contrapartida, nunca 25 antes existiram tantas pessoas débeis, tantas pessoas verdadeiramente doentes:  UM terço dos indivíduos hospitalizados ­ um número aterrador ­ ocupam as camas  dos hospitais por motivo de doenças “causadas por medicamentos”. Muitas delas  morrem quando poderiam ter sido salvas. É assim que as purgas e as sangrias dos séculos passados são actualmente  substituídas pelos antibióticos e pelos corticóides sistemáticos, dispensados às  cegas. As consequências nocivas deste procedimento são, desde há muito,  piores  do que as purgare e saignare de Molière. Assim, durante séculos, os espíritos  “duros” que atravancam as nossas civilizações ocidentais zombaram de uma prática  muito antiga, curiosa mas eficaz: o facto de uma chave grande, aplicada na nuca,  estancar rapidamente a maioria das hemorragias nasais. Foi necessário que  surgissem os trabalhos do padre Leriche para que este método fosse despojado da  sua lenda: qualquer objecto frio (uma chave, um pedaço de metal, um cubo de  gelo), colocado ao nível das vértebras cervicais, tem por efeito excitar o  sistema nervoso simpático situado diante das vértebras, que possui entre as suas  múltiplas propriedades a de provocar a contracção dos vasos sanguíneos. Daí o  estancamento das hemorragias nasais (epistaxes). A medicina moderna deve dar explicações Por que razão, sempre desconhecida, na nossa época de viagens à Lua, uma simples  ligadura de linho ou de lã suprime certas dores: as cãibras nocturnas nas  pernas, as dores reumatismais nos pulsos, nos cotovelos e nos joelhos? E por que  razão um banal pedaço de sabão de Marselha colocado na cama evita o regresso das  cãibras? Será doravante necessário esforçarmo­nos para encontrar uma explicação para a 

eficácia de inúmeros tratamentos. ­­­As investigações modernas”, escrevia Léon Binet, antigo decano da Faculdade  de Medicina de Paris, “apenas confirmam de uma forma geral o bom fundamento dos  cuidados de saúde utilizados no passado de forma empírica.”  Mas continuamos a ignorar a razão pela qual os nossos predecessores utilizavam  há séculos a cavalinha para as afecções degenerativas e tam 26

bém como agente remineralizante. Sabemos actualmente que as propriedades desta  planta se devem aos seus múltiplos componentes, especialmente a silícia ­ cuja  importância é fundamental na consolidação do nosso esqueleto; e a cavalinha é  uma das plantas mais ricas neste componente. “A acção da silícia na  terapêutica”, escrevia aliás Louis Pasteur em 1878, “deverá ter um papel  grandioso.” As propriedades vermífugas do musgo­da­córsega foram mencionadas por Teofrasto,  há 2000 anos. Utilizadas até à Idade Média, caíram no esquecimento e foi um  médico corso, como é natural, que as reabilitou em 1775. Conhecemos actualmente  a realidade científica da sua acção. Para os cancros, no primeiro século da nossa era, Dioscórides utilizava o  cólquico (mata­cão). Foi preciso esperarmos até 1934 para isolarmos um dos seus  alcalóides: a colquicina, que, no estado actual dos nossos conhecimentos,  combate o desenvolvimento das células anárquicas dos tumores. Durante séculos, e tal como para a cavalinha, para o musgo­da­córsega e para a  maioria das outras plantas, os espíritos duros negaram­se à evidência da sua  eficácia sob o pretexto infantil de que se ignorava a razão “científica” da sua  acção. Para Henri Poincaré, “negar porque não se sabe explicar não é nada científico”,  o que também afirmava Ambroise Paré, à sua maneira, há já quatro séculos e meio:  “As coisas, em medicina, não se medem ou consideram senão pelos seus  resultados.” Felizmente que, para muitos doentes com cancro, nem Dioscórides nem os médicos  que lhe sucederam esperaram 1900 anos para tirarem provas científicas da acção  evidente das propriedades antitumorais do cólquico. É com a intenção de vulgarizar todo este património natural que os nossos  autores escreveram esta enciclopédia. ‘ Não se trata, obviamente, de um musgo mas sim de uma alga, Alsidium  helminthocorton, um remédio esquecido, conhecido dos médicos da Antiguidade e  da Idade Média. Redescoberto em 1775 por Stephanopol, este medicamento foi,  muitas vezes, utilizado por Napoleão. 27 As medicinas naturais contribuem para o progresso médico Aqueles que consideram a medicina moderna como fonte de descobertas infinitas, 

tanto no plano das preparações farmacêuticas como no plano das intervenções  cirúrgicas, avaliam frequentemente a medicina natural como um travão indesejável  ao “progresso”. Outros parecem estar de tal modo investidos na especificidade  das suas profissões que a mera menção da palavra “oligoelementos” ou  “nutriterapia” lhes é insuportável. Os cuidados médicos “sérios” não concedem  qualquer lugar às vitaminas e aos exercícios físicos autoprescritos (argumento  ao qual não nos oporemos). Mas o que é bom para o “progresso médico” ou para os  “cuidados médicos” e o que é bom para os seres humanos são duas coisas  completamente diferentes! Até os médicos podem tratar os seus doentes com esta enciclopédia Os médicos receitam rapidamente medicamentos para acalmar dores, quando em  certos casos o recurso a esta preciosa enciclopédia lhes facultaria uma solução  simplicíssima. Um exemplo: quantas dores de cabeça, perturbações da visão ou zumbidos nos  ouvidos não teriam cura se não se interviesse ao nível das vértebras cervicais,  em muitos casos deslocadas? Mais um exemplo? Quantas disfunções vagossimpáticas, que resistiram a cuidados  diversos durante vinte anos, não poderiam ser rapidamente aniquiladas através da  negativização eléctrica? ­ E em que consiste esta terapia? ­ Simplesmente em devolver às células do nosso  organismo as cargas eléctricas negativas benéficas que estas perderam: todas as  afecções degenerativas ­ artrose, neuroses e afecções similares, diabetes,  psoríase, cancro... ­ são concomitantes de um excesso de carga positiva. É uma questão de bom senso Quando terapêuticas deste tipo, ignoradas pela nomenclatura científica, são  capazes de “recuperar” situações muito comprometidas pelo abuso da  quimioterapia, por que não deveriam elas ser utilizadas antes de 28 quaisquer outras, e para as substituir, em caso de insucesso, por medicações  mais violentas? Não se tratará apenas, com o conhecimento existente dos  tratamentos eficazes e não tóxicos, de uma pura questão de bom senso? “Para  alcançar a verdade é preciso que uma vez na vida nos dispamos de todas as  opiniões recebidas e reconstruamos, de novo e a partir do seu fundamento, os  sistemas desses conhecimentos.” Estas palavras de Descartes, esse antigo oficial  do exército, matemático e filósofo, dizem respeito a todas as disciplinas. E  mais ainda à medicina. É por esta razão que a presente obra terá certamente o  grande êxito que merece, tanto em França como no resto da Europa.

Não é uma questão de negar os resultados, por vezes, incomparáveis, obtidos  graças aos medicamentos modernos. Temos o exemplo da meningite tuberculosa, que,  sem a estreptomicina, continuaria a ser uma doença mortal. É por isso que os  inúmeros e pacientes trabalhos dos fundamentalistas, indispensáveis aos  progressos do conhecimento, devem imperativamente ser prosseguidos sem que os  investigadores se tenham de interrogar se das suas descobertas serão algum dia  retiradas conclusões práticas. A abordagem das medicinas naturais A medicina natural assenta num método lento e orgânico. Ela começa por  reconhecer que o corpo humano está maravilhosamente equipado de modo a resistir  às doenças e a curar as feridas. Assim, quando a doença se instala, ou se produz  um acidente, a primeira abordagem das medicinas naturais consiste em ver o que  pode ser feito para reforçar a resistência natural e multiplicar os agentes de  cura, a fim de que estes possam agir mais eficazmente contra o processo  patológico. A eficácia da medicina natural repete­se desde os tempos mais remotos Vem­me à memória um pensamento chinês: “Não devemos acreditar ou deixar de  acreditar numa terapêutica, mas sim constatar ou não os seus resultados  benéficos.” Mas o espírito, mais ou menos cartesiano, de um 29 médico ocidental não pode, obviamente, subscrever este tipo de pensamento, que  apenas aceitará como tratando­se de uma afirmação humorística. Os “resultados benéficos” não trabalham, portanto, a favor da convicção. Aquilo  que, em contrapartida, não deveria deixar dúvidas no espírito dos mais cépticos  é a repetição da mesma eficácia em milhares de casos, por processos semelhantes  na aplicação de uma mesma técnica. Se os cépticos persistem, que se acautelem, porque o cepticismo arrisca­se a  transformar­se em má­fé. E isto parece lamentável no que diz respeito ao  progresso médico. Esta enciclopédia vai ajudá­lo a defender a sua saúde Sendo cada um responsável pelo seu próprio bem­estar, é­lhe desejável depender o  menos possível de outrem para defender a sua saúde. Cada um é o promotor, o  censor e o guardião da sua saúde. E esta obra vai ajudá­lo.

Uma síntese entre medicina tradicional e medicina de ponta Muitas são as pessoas que consideram a medicina natural uma alternativa radical  aos cuidados médicos clássicos. No entanto, quando se encontram perante um  problema grave, em que a saúde está em jogo, essas mesmas pessoas rejeitam na  totalidade todo o arsenal de plantas curativas, de cereais integrais, de  vitaminas e de exercícios físicos, que são a própria essência dessa medicina. E  isto é tanto mais absurdo que a medicina natural e os cuidados médicos modernos  não se excluem mutuamente, antes pelo contrário. Esta é a razão pela qual este livro contém não só tratamentos naturais postos à  prova através dos tempos, mas também as novas terapias derivadas das mais  recentes investigações. Houve poucos, até agora, a fazerem este tipo de síntese  entre a medicina tradicional e a medicina de ponta. Para cada doença são propostos vários tratamentos Esta obra, realizada graças à colaboração entre um jornalista que animou e  publicou a revista médica de abordagem holística Réussir votre 30 Santé e um homem de ciência recheado de diplomas, constitui um verdadeiro  balanço dos tratamentos mais bem adaptados a cada caso particular. É aliás a sua segunda faceta de originalidade o propor várias terapias para cada  doença: o leitor encontrará assim, entre os tratamentos e produtos citados,  aqueles que mais lhe convêm. Consulte esta obra em todos os casos Desta forma, tudo foi feito para que lhe seja possível consultar esta obra fácil  e rapidamente, em caso de emergência. O objectivo deste livro é, na verdade, permitir a todas as mães de família, a  cada um de nós, na presença de sintomas ou de doenças variadas (267 doenças  abordadas nesta obra): ­tomar as primeiras previdências; ­ fazer abortar a doença, se possível; ­ alertar a nossa consciência para a eventualidade de uma afecção séria ou grave  e pôr­nos em guarda contra uma despreocupação perigosa. Mas esta obra tem também outras ambições

­ Diminuir o absentismo daqueles que têm todos os motivos morais ou materiais para quererem trabalhar. ­ Evitar hospitalizações inúteis. ­ Lutar contra o abuso de uma prescrição sistemática de drogas supérfluas,  quando existem vários remédios ditos “suaves” igualmente eficazes (e, muitas  vezes, mais fiáveis preventivamente). Tratar uma afecção benigna é coisa fácil. A grande dificuldade reside justamente  na apreciação da gravidade das manifestações anormais. É obviamente perigoso manifestar um optimismo exagerado, mascarando a realidade  e contribuindo, deste modo, para a evolução de uma doença que um tratamento precoce teria conseguido deter. Em contrapartida,  parece­nos pernicioso usar e abusar de drogas medicamentosas, nenhuma delas  desprovida de riscos (fala­se do risco iatrogénico), quando a aplicação de  medicinas naturais pode, sem perigo e facilmente, levar à cura. 31

Esta enciclopédia é um passaporte de boa saúde Saúdo a publicação desta obra de Jean Aikhenbaum e Piotr DasAiewicz que a  redigiram agregando um conjunto de práticas naturais. No nosso mundo de poluição química e mental, este trabalho vai trazer­nos uma lufada de ar fresco. Esta enciclopédia constitui um passaporte de boa saúde. Destina­se a nos fazer descobrir um conjunto de chaves para melhorarmos a nossa saúde, aumentarmos o nosso bem­estar e preservarmos a nossa qualidade de vida. Contudo, ponho em guarda os leitores contra uma automedicação sistemática.  Certas patologias devem recorrer aos médicos (de abordagem holística, de  preferência). Todos aqueles que se interessam pelos métodos naturais de cura experimentarão  uma grande alegria na leitura deste tratado, que é muito mais do que um conjunto  de receitas! Desejo um franco êxito para esta obra, elaborada por dois autores sérios. Dr. Jean­Pierre Willem Presidente da FLMN (Faculdade Livre de Medicinas  Naturais) e dos MAPN (Médicos de Pés Descalços) 32

1 A VIDA, ESSE FENÓMENO TÃO MISTERIOSO “O nosso mundo materialista é maravilhoso e cruel, mas simultaneamente  ultrapassa a nossa compreensão, é maior do que a própria matéria. E impossível  reduzi­lo a essa matéria.” Karl Jaspers SERÁ POSSíVEL DEFINIR A “VIDA,),)? Todos os sistemas terapêuticos têm em comum o desejo de preservar a vida. A  saúde pode ser considerada como um estado da vida. Ora um dos paradoxos ­ e eles  são inúmeros na ciência moderna ­ é a sua incapacidade de explicar em que  reside a vida. A biologia (que pela sua etimologia não é outra coisa senão a ciência da vida) nem sequer consegue  definir o seu próprio objecto! Houve tentativas de a definir pela sua estrutura química, pela interpretação de certos fenómenos, mas até à data estas  explicações foram todas elas insuficientes. A história da biologia tem sido marcada pelo discurso dos vitalistas em busca da célebre vis vitalis, propriedade ou substância própria à vida, e pelos reducionistas (mecanicistas do século xix) que apenas viam na vida simples  fenómenos físico­químicos. Mas nenhuma destas escolas apresentou respostas  satisfatórias. Desde a experiência de WõhIer, no início do século xix, que sabemos que podemos  sintetizar substâncias orgânicas, contudo nunca consegui 33 mos descobrir um estado particular da matéria viva, nem sequer uma substância da  vida. Todavia, os reducionistas nunca conseguiram criar vida in vitro (mesmo se  as últimas investigações americanas permitiram criar sistemas polimoleculares  capazes de se reproduzirem e de utilizarem recursos nutritivos). E também não  foram capazes de explicar a sua origem. Algumas definições da vida Podemos propor várias definições para a vida, por exemplo, a do célebre biólogo  húngaro Szent­Georgyi (Prémio Nobel em 1935, pela sua descoberta da vitamina C): “A vida é uma poluição proteínica da água.” Esta definição, proposta para ridicularizar os esforços de certos mandarins e 

ideólogos da ciência oficial, tem a qualidade de fazer a demonstração da nossa ignorância e realçar a importância da água e das proteínas  nos fenómenos da vida. A maioria dos dicionários contenta­se com definições tautológicas (que definem a  vida... através do organismo vivo) do tipo: “A vida é um conjunto de fenómenos que comporta principalmente a assimilação, o  crescimento, a reprodução e a morte, que caracterizam os seres vivos.” Actualmente a biogénese (estudo da origem da vida) dedica­se, em especial, às definições e às características da vida. Esse campo da ciência  contemporânea desenvolve­se de forma dinâmica. Podemos contar uma boa centena de teorias sobre a origem da vida. Elas são, obviamente, apenas  hipóteses de escola... inverificáveis. 34

QUAIS SÃO AS CARACTERÍSTICAS DA VIDA? Qual é a fronteira que separa o vivo do não vivo? ­ Para Henry Quastler, a unidade da vida deve caracterizar­se pela capacidade de transformar a matéria, pela estabilidade de organização e pela  capacidade de adaptação e de auto­reprodução. ­ Para H. Kuhne, a qualidade mais importante da molécula viva reside na sua capacidade de procura e de armazenamento de informação sobre o seu meio,  bem como a sua capacidade de reprodução. ­ Quanto aos especialistas da biogénese, estes rejeitam as teses reducionistas e afirmam que é muito difícil (se não impossível) explicar o  fenómeno da origem da vida através da simples evolução química. Cada vez mais, as investigações tendem, tal como o sugeriram os vitalistas no passado, para uma explicação de uma “entidade” que seria a  característica da vida, como por exemplo: * a bioestrutura de Macovschie; , * a proteína viva (uma proteína morta que, graças a uma ligação com a “porfirina”, se transforma numa proteína viva) de Florowska; * ou ainda o “bioplasma”, proposto por certos bioelectrónicos. ­ Certos biólogos, como S. W. Fox, pensam que a vida é eterna e que uma espécie de informação biológica existe desde a criação do universo. A génese  da vida estaria inscrita no “ Big Bang”. ­ Outros supõem que existe uma regra universal de integração que governa todos os processos do universo e que o aparecimento da vida é a simples  consequência dessa lei (Bahadur designa­a por “regra ekhalma­manav”). ­ Para C. Porteli, é a mega informação que dirige a matéria e torna possível a biogénese. ­ P. Fong supõe que a informação é primordial para o aparecimento da vida, que é ela (e não a matéria) que deve ser primeiro estudada. As teorias e  os trabalhos de Fong permitiram uma nova interpretação das tradições místicas,  porque a ciência contemporânea interpreta 35 cada vez mais à letra o preceito segundo o qual “o universo é a regra da  organização do Tao”, ou os primeiros versículos do Génesis: “No princípio, criou  Deus os céus e a terra. E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a  face do abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas. Deus  disse: Taça­se luz.’ E a luz foi feita.” Quais são as consequências destas investigações e em que medida influenciaram as  nossas teorias em matéria de saúde?

Toda a gente concorda em reconhecer que a vida é um fenómeno de uma  extraordinária complexidade, apesar de existir há vários milhares de anos. Em  razão da sua complexidade e da incapacidade ou impotência da ciência para o  explicar, compreender ou simplesmente descrever, devemos rejeitar todas as  explicações simplistas. Uma doença não pode ser reduzida (salvo em certos casos raros e extremos) a um único factor. Ou seja, não basta, por exemplo, alterar o pH, nem  adicionar alguns elementos que aparentemente faltam (vitaminas, minerais, etc.),  para obter resultados para os quais a Natureza necessitou de condições  específicas que exigiram milhares de anos para se realizarem. Em contrapartida, somos da opinião de Hipócrates e pensamos que a Natureza,  através dos seus mecanismos de regulação, é capaz de tratar a maioria das nossas  doenças. É também importante realçar que se os estudos sobre a biogénese demonstram que a vida tem capacidades excepcionais  para se manter (as bactérias, por exemplo, vivem em condições extremas de calor,  num ambiente de substâncias tóxicas), existe contudo uma fronteira de alterações  ambientais para além da qual a vida não consegue manter­se. Ao ultrapassar um  “certo patamar” de tolerância, a vida pode tornar­se impossível nas suas formas actuais. Desta banal constatação podemos reter como conclusão que preservar a vida e a  saúde em geral passa pela protecção do nosso meio ambiente. 36

A NATUREZA QUE TRATA “Saúdo­te, ô Natureza, mãe de todas as coisas. “ Plínio ­­­Nos povos primitivos todos os indivíduos são exímios naturalistas, o que não  é de espantar já que disso depende a sua sobrevivência.” Errist Mayr (Histoire de la biologie) Em busca das origens da Natureza Há vinte e seis séculos os filósofos gregos propuseram o equivalente à palavra  Natureza e, também na mesma época, o termo Arche (início, origem). A etimologia  da palavra Natureza globalizava o facto de as substâncias serem susceptíveis de  se desenvolverem, durarem e se reproduzirem. Tales de Mileto dedicou­se, mais  especificamente, à busca das origens da Natureza. Os seus sucessores, entre os  quais Anaximandro, quiseram saber o que existia na Natureza no momento da sua  criação. A busca filosófica dos factores unificadores e das causas naturais dos  fenómenos originais estão na base da cultura europeia. A Natureza pode tratar? Os grandes pensadores gregos ‘debruçaram­se sobre o papel terapêutico da  Natureza. Para Hipócrates, considerado fundador da medicina científica, a  Natureza está na base de todas as curas. Os diversos órgãos do corpo constituem  uma entidade harmoniosa, e a Natureza tem a possibilidade de tratar as doenças.  O papel do médico consiste em observar o doente, seguir os progressos que a  Natureza efectua em direcção à cura e, eventualmente, ajudá­la. Não deve de modo  nenhum contrariá­la na sua 37 acção curativa. “Primum non nocere” significa que o dever do médico ou do  curador é o de não perturbar o desenrolar de uma acção benéfica. Os preceitos  que orientaram os terapeutas durante séculos estabeleciam que o médico deve ser  minisler naturae (estudante da Natureza) e não magisler nalurae (mestre da  Natureza). As relações entre Natureza e medicina Na tradição filosófica (e medicinal) existem duas correntes: ­Para a primeira, o homem faz parte da Natureza. É a relação

conflituosa entre o nosso corpo e a Natureza que está na origem das doenças, e  é, por conseguinte, na Natureza que podemos encontrar os meios de preservar ou  de recuperar uma boa saúde. ­ Para a segunda, o homem é o mestre da Natureza. A sua ciência e a sua técnica têm os meios de resolver todos os problemas que lhe possam surgir,  incluindo o problema da saúde. Nós estamos, pela nossa parte, próximos da primeira tradição: pensamos que a  Natureza põe à nossa disposição todos os meios para um melhor bem­estar. Felizmente, esta tradição, mesmo tendo sido, por vezes,  ocultada ao longo dos séculos, não desapareceu com a Grécia antiga. Ela  acompanhou os homens e a medicina ao longo da história. Encontramo­la na  tradição da Escola de Medicina de Montpellier, onde outrora se escrevia com orgulho “Hippocrate oolim Cous, nunc Monspelliensis”, e nos Conselhos Gerais de Saúde da célebre Escola de Salerno: “Quando sentirdes que a Natureza vos quer aliviar de alguma matéria impura, Esculai os seus conselhos, ajudai­a nos seus esforços:  Em vez de reterdes essa imundície em vós, dela libertai, rapidamente e sem  tardar, o vosso corpo. Fugi dos tratamentos nocivos, pois por eles se altera o  sangue; Evitai a cólera como um veneno funesto. O serva do estes pontos, contai que os vossos dias por meio de um regime  prudente se prolongarão.” 38

A Natureza que trata: a naturopatia Esta tradição hipocrática encontra­se igualmente na naturopatia e nas teorias ecológicas de Gaia: “Terra ­ organismo vivo de que o homem faz parte.” Esta concepção da Natureza que trata tem tido inúmeros detractores,  especialmente entre os médicos e os cientistas. É compreensível, porque, se é  suposto a Natureza tratar, para que servirão então os médicos? É evidente que a propagação desta teoria põe em jogo os interesses económicos  dos comerciantes de saúde, dos médicos e dos farmacêuticos, mas sobretudo dos  laboratórios que fabricam os medicamentos. O problema não é novo. No século xviii um grande naturalista e médico francês, Jean Emmanuel Gilibert,  publicou as obras Autocracia da Natureza ou Primeira Dissertação sobre a Energia  do Princípio Vital para a Cura das Doenças Cirúrgicas e Segunda Dissertação  sobre a Autocracia da Natureza na Qual se Prova que a Natureza Cura as Doenças  Internas, tais como Febres, Inflamações, Convulsões e Dores. A reacção do meio  médico não se fez esperar e foi muito violenta. Gilibert foi obrigado a publicar  uma rectificação: Joannis­Emmanuel Gilibert adversaria medico­praticum Lugduni, 1791, na qual explica que foi mal entendido e que, em certos casos, a  intervenção do médico pode ser necessária. Nós partilhamos o ponto de vista de Gilibert: a intervenção do médico é  necessária apenas em certos casos. Assim, segundo o princípio hipocrático,  devemos limitá­la aos casos mais sérios. A medicina pela Natureza Aliás, na grande tradição da “medicina pela Natureza”, muitos foram os  pensadores que rejeitaram todas e quaisquer intervenções médicas, salvo as mais  urgentes (como a cirurgia das fracturas). Assim, Ambroise Paré não foi o único a  descobrir que frequentemente a ausência de medicamentos (no seu caso tratava­se  de óleo a ferver que servia para tratar as feridas) pode ser mais benéfica do  que o tratamento científico”. 39 Devemos suprimir os medicamentos? Encontramos esta ideia na tradição “hasídica” (movimento ortodoxo judeu da  Europa Central, no século xviii), para a qual “a cura e a saúde não pertencem  aos médicos”, bem como nos trabalhos de Karol Rokitansky, da Escola de Viena do  século xix. Este grande médico declarou que cada escola de medicina ensina 

tratamentos terapêuticos diferentes para patologias idênticas, sem mesmo assim  obter uma cura para as doenças tratadas. Rokitansky chegou ao ponto de declarar  que toda a “matéria médica” não serve para nada e que os doentes recuperam ou  não a saúde graças à acção da Natureza; e que, nesta hipótese, é por conseguinte  impossível tratá­los. Não somos tão extremistas na nossa maneira de pensar. Partilhamos mais o ponto  de vista de Galiano, que pensava, como Hipócrates, que a Natureza trata as doenças e que nós podemos observá­la e imitá­la, sem  reservas, através dos dons que ela nos proporciona. A Natureza tem a capacidade tanto de nos tratar directamente como de nos fornecer as suas  capacidades terapêuticas. A NATUROPATIA Não é possível comparar a naturopatia com a medicina oficial, que apenas se  limita a intervir quando a doença se declara e que se esforça por fazer  desaparecer os seus sintomas o mais rapidamente possível. Ela constitui a  fotografia fiel do nosso modo de vida e da nossa técnica e sente­se assim na  obrigação de trabalhar muito depressa, de responder o mais imediatamente  possível às necessidades do público. Comporta obviamente vantagens  indiscutíveis, mas gera, muitas vezes, inconvenientes maiores, inclusive riscos  com consequências difíceis de avaliar. E se os medicamentos nos fizessem mais mal do que bem? Utilizamos um grande número de substâncias químicas de que ignoramos totalmente  os efeitos, tanto para nos tratarmos como para nos alimentarmos: quem poderá  explicar o que acontece quando estas ditas 40 substâncias penetram no nosso organismo, se combinam entre si e se acumulam nos  nossos tecidos? Podemos considerar que os seres vivos estão perante várias  centenas de milhar de compostos químicos dos quais nos é impossível avaliar as  interacções. É útil lembrar que 25% das patologias diagnosticadas são consideradas ­­­ iatrogénicas”, ou seja, resultam directamente de um acto ou de uma prescrição  médica. Os erros da medicina: muitos medicamentos são retirados do mercado Devemos, igualmente, lembrar que um grande número de produtos considerados  anódinos, que faziam parte da panóplia terapêutica de todos os médicos há alguns 

anos atrás, foram desde então retirados do mercado. Numa década, 600  medicamentos foram assim postos na lista negra. Alguns deles, ainda autorizados  em certos países, são contudo considerados perigosos e proibidos noutros!...  Como se, em função da latitude em que se encontra, o ser humano fosse diferente! Foi, aliás, o caso da demasiado célebre thalidomida',que foi autorizada na  maioria dos países ocidentais mas não na Turquia. O ministro da Saúde deste país  era médico e tinha muitas reservas relativamente às novas terapias ocidentais.  Podemos dizer que as reservas deste homem foram no mínimo felizes e que, se  prejudicaram de alguma forma as finanças do laboratório que comercializava este  produto, evitaram nascimentos monstruosos na Turquia, tais como aqueles que  ocorreram nos nossos países... mais civilizados. A naturopatia socorre os males quotidianos Não se trata de pôr em causa os conhecimentos adquiridos e os progressos da  medicina e da cirurgia oficiais. É necessário recorrer a essas técnicas em certos casos limitados, especialmente nas fases agudas de certas  patologias. Mas, em contrapartida, no que diz respeito à maioria 41 dos males correntes, essas medicações apresentam inconvenientes inúteis. Torna­ se, por conseguinte, preferível recorrer a técnicas que respeitem o meio ambiente e que estejam em harmonia com os princípios vitais do organismo. A naturopatia baseia­se em princípios filosóficos que assentam no facto de o homem ser um microcosmos no macrocosmos, um universo no universo, um corpo feito de mares, montanhas, vales, correntes de água, rios,  desertos... Ele é a imagem emblemática e representativa das forças em movimento  que o compõem. Ele sofre a influência do seu meio, do ambiente que o envolve. Se este é  perturbado, a perturbação reflecte­se no homem microcosmos, espelho da entidade  global. A naturopatia respeita o corpo A naturopatia age rearmonizando as energias que constituem a vida. Tende a estimular as defesas do nosso organismo e coloca­o num estado capaz de  responder e fazer face às agressões exteriores. O corpo tem obrigação de ser forte para poder recuperar e conservar a saúde, preservando simultaneamente o seu capital vital.

* A doença ou as perturbações orgânicas que dela decorrem não são um simples efeito do acaso, do inexplicável ou da má sorte. Do mesmo modo que  não passamos naturalmente de um estado de boa saúde para um estado de doença. 42

ALGUMAS TEORIAS (naturopáticas) Louis Kuhne combate os excessos alimentares A sua teoria As doenças manifestam­se através de sintomas variados, mas a sua causa é sempre idêntica: é a sobrealimentação que forma substâncias estranhas no  corpo. Estas perturbam­no, prejudicam o seu bom funcionamento e a circulação  sanguínea. A origem da doença reside na acumulação dessas matérias estranhas não  eliminadas. Estas são o resultado de o indivíduo ingerir mais alimentos do que  aqueles de que necessita efectivamente para compensar o desgaste do seu corpo. Louis Kul­­­me combate a ingestão de alimentos nocivos (carnes, vinho,  especiarias, álcool, chá, café, narcóticos, medicamentos, etc., que não têm, na  sua opinião, qualquer valor nutritivo) que irritam o corpo e acabam por torná­ lo doente. Os órgãos ficam prematuramente enfraquecidos e tornam­se incapazes de  assegurar as suas funções... nada escapa às suas críticas, e já em 1850 ele se insurgia contra o tabagismo e as vacinas, o ar  impuro, os vapores das cloacas, os desinfectantes e a poeira “que são nocivos  para o corpo e se transformam em princípios mórbidos”. Estes materiais armazenados e transformados não podem, em razão da  sobrealimentação, ser eliminados pelos órgãos excretores. Por conseguinte,  fermentam e apodrecem. Se surge alguma agressão interna ou externa, por exemplo  um resfriado, um sobreaquecimento ou uma emoção, os princípios mórbidos procuram  uma saída. Se encontram um obstáculo no seu caminho dilatam o espaço onde se  movem e provocam então tumores, hipertiroidismo, pólipos, enfisema,  endurecimentos, úlceras, cancro... O seu método Com esta filosofia (unidade das doenças, unidade do tratamento para curar todas  as doenças), Kulme exclui todos os medicamentos, plantas medicinais e  intervenções cirúrgicas. Ele preconiza um tratamento uniforme para todas as  doenças, traumatismos e feridas, através de: * banhos do tronco; * banhos de assento com fricções; 43 * banhos de prancha;

* banhos de vapor; * uma alimentação estritamente vegetariana. O método natural e personalizado do professor Bilz A sua teoria Bilz elaborou uma técnica a que deu o nome de O Novo Método do Professor Bilz  para Curar as Doenças. Esta teoria obteve um grande êxito e conseguiu proezas e  maravilhas onde a medicina da época esbarrava contra um impasse. Bilz utilizava apenas tratamentos naturais que ele personalizava e adaptava a  cada caso particular. Inspirava­se em Savonarola, médico do século xv, e, mais  próximos dele, em Hahn, em Pressnitz e em Frank. Era um fervoroso adepto da  hidroterapia, que conseguiu adaptar maravilhosamente a cada caso. O seu método Apesar de fornecer receitas saborosas, considera que o vegetarianismo é o regime  mais adaptado ao homem e superior a todos os outros. Não o considera, contudo,  como uma regra absoluta, salvo no tratamento de certas doenças. Com efeito,  aconselha a prática de uma alimentação variada, composta por legumes, fruta,  leguminosas (ervilhas, feijões), lacticínios, ovos, pão integral, saladas,  compotas e, eventualmente de vez em quando, um pouco de carne assada, cereais  integrais, arroz, milho, trigo sarraceno, cevada, bem como manteiga e queijo. Como bebida, recomenda a água, mas considera que se pode tomar, de vez em quando, um pouco de vinho, de chá ou de café. Para cada caso específico impõe­se um tratamento específico. É necessário  individualizar o tratamento e personalizá­lo, de modo a torná­lo o mais eficaz  possível. 44 Para o doente, ele afirma justamente que uma sobrecarga alimentar é totalmente  inútil. Observa também que a privação de alimentos provoca no organismo as mais  belas curas. Bilz insurgiu­se contra as águas químicas de SeItz, que denunciou violentamente.  O que diria ele hoje perante a profusão de águas gaseificadas, com sabores de  fruta e outras, adicionadas de corantes e de conservantes, que todos nós  consumimos? Ele admitia que o ar era indispensável para prosperarmos e nos desenvolvermos. 

Basta observar as plantas e delas retirar a nossa inspiração: as plantas  necessitam de ar e de luz. Os tratamentos do padre Kneipp Kneipp utilizava nos seus tratamentos tisanas e envolvimentos por meio de banhos  de vegetais. Utilizava a água sob a forma de compressas e aplicava cataplasmas  de argila. Também considerava a água fria como um remédio particularmente eficaz e aconselhava a prática de imersões frequentes  e de curta duração. Shelton nega a doença Para Shelton, as doenças não existem. Aquilo que observamos e a que chamamos  doenças são apenas sintomas variados. Pretender curar a doença é um contra­senso porque esta não existe. O papel da doença é o de preparar o corpo para um bom estado de saúde. É por isso que a doença deve  ser gerida e não combatida. A prática do jejum e as restrições alimentares A prática do jejum é velha como o mundo e constitui provavelmente um dos meios  conhecidos mais antigos para recuperar um bom estado de saúde. A sua história  confunde­se com a história do homem e das religiões: a Bíblia cita Moisés, e o  Novo Testamento cita Cristo. 45 A opinião de alguns teóricos e médicos sobre o jejum ­ Para o Pr. Biliz: “Em vez de alimentarmos o doente alimentamos a doença. A dieta é o meio mais seguro de recuperar uma boa saúde e de conservar a juventude e a  vitalidade. “ O jejum é um período de descanso por excelência. Logo de início o sangue e a linfa purificam­se e produz­se um novo equilíbrio que permite aos  órgãos vitais regenerarem­se. O jejum pode comparar­se a uma noite de repouso  total para um corpo extenuado. “Os jejuns são umas férias fisiológicas de todo o nosso organismo. Não são uma penitência mas sim uma medida de desintoxicação interna que merece  ser mais conhecida e desenvolvida.”

Para Upton Sinclair: “A coisa mais importante em relação ao jejum é o facto de ele proporcionar um  novo nível de saúde.” Toda a gente pode jejuar, as contra­indicações são extremamente raras e os efeitos benéficos fazem­se rapidamente sentir; as funções orgânicas são  restauradas, e o corpo elimina os excessos de peso. ­ Para a Sr.’ Geffroy: “É o fenómeno da autofagia que torna o jejum num meio maravilhoso de regeneração  e num extraordinário factor de longevidade. O organismo devora as suas células, começando por aquelas que estão fracas ou  doentes, que perderam vitalidade e que representa um perigo para o corpo na sua  totalidade.” 46 O jejum faz emagrecer e rejuvenescer É por esta razão que durante as curas de jejum se eliminam primeiro as gorduras  e a celulite. * O Dr. Bertholet, médico suíço, afirma que a autofagia se processa da seguinte maneira: 97% da gordura desaparece, depois o baço perde 63% do seu  peso, o que prova que se encontra sobrecarregado e anormalmente dilatado, e não  sofre, de modo algum, com esta perda de peso. Em seguida, o fígado perde também  56% do seu peso, sem qualquer inconveniente. Os músculos, por sua vez, podem  perder até 30% do seu volume, o sangue 17%, enquanto os nervos e o cérebro 0%.  Para este médico o que o jejum não consegue curar nenhuma outra terapêutica será  capaz de o fazer. * Carlon e Kunde mostraram que quando o jejum é praticado por um homem de 40 anos, durante um período de 2 semanas: “O jejum permite ao corpo regressar a uma condição fisiológica comparável à de  um jovem.” Estes dois médicos realçam que, se o homem praticasse regularmente jejuns  rejuvenescedores, poderia manter­se jovem ano após ano. 47

AS PLANTAS MEDICINAIS AS PLANTAS ACALMAM A FOME E ALIVIAM AS DORES Não existe vida animal sem vida vegetal, nem mundo vegetal sem mundo mineral. O  que demonstra, caso seja necessário, que tudo o que constitui o nosso planeta se encontra estritamente interdependente. O essencial da nossa alimentação provém directa ou indirectamente do mundo  vegetal. Os homens sempre procuraram nas plantas, nas flores, nas raízes e nos tubérculos  um meio de saciarem a fome. Depois procuraram as que eram mais aptas a ajudá­los  a suportar a sua miséria, a sua inquietação, a sua angústia e, também, a aliviar as suas feridas e vencer a doença e a dor. O interesse das plantas que tratam... Qual é o interesse da utilização das plantas medicinais na época em que as manipulações genéticas e a síntese química são moeda corrente? A resposta põe em evidência as grandes tradições religiosas e todas as  civilizações que utilizaram a fitoterapia ­ do Egipto antigo à Grécia antiga,  passando pela China. Contudo, estas mostram­se incapazes de fornecer uma  resposta que satisfaça as nossas expectativas. Podemos, evidentemente, falar da superioridade das substâncias obtidas nos  laboratórios, em condições ideais de esterilização e de controlo de qualidade.  Não basta citar o exemplo dos animais que procuram re 49 médios no seu biótopo natural, apesar de sabermos, graças aos estudos  pormenorizados dos zoólogos, que os grandes primatas, por exemplo, escolhem  espécies vegetais antiparasitárias. Até sabem compor o seu regime alimentar de  modo a preservarem a sua saúde, tal como o fazem os babuínos, que escolhem as  folhas e os frutos do Balanites aegyptiaca para evitar a bilharziose. Para convencer os Ocidentais cartesianos da utilidade das plantas medicinais, é  difícil recorrer a concepções místicas, à Lei das assinaturas” (plantas cuja  forma e cor se assemelham aos sintomas de uma determinada doença e que é suposto  tratá­las), à herança dos livros sagrados ou, para finalizar, à convicção de que  o homem deve encontrar remédios para todos os males na Natureza, pois é no  desequilíbrio da Natureza que se encontra a causa da doença. e o interesse da fitoterapia

A fitoterapia não precisa de recorrer a todas estas explicações para se justificar. Os resultados obtidos com as substâncias de origem vegetal são  suficientemente convincentes. Devemos lembrar que o potencial e a enorme riqueza  bioquímica dos vegetais são factos indiscutíveis. Eles contêm várias centenas de  milhares (ou de milhões) de componentes químicos que a síntese artificial é  incapaz (na maioria das vezes) de reproduzir e até, por vezes, de determinar. No que diz respeito às substâncias que o homem aprendeu a reproduzir em  laboratório e que são portanto quimicamente idênticas às isoladas nas plantas, existem também diferenças essenciais relativamente aos produtos  naturais. Quando se utilizam plantas, os seus princípios activos nunca agem sozinhos mas, sim, em sinergia com os outros componentes. São estas  substâncias “complementares” que têm frequentemente um papel activador,  completando e reforçando a acção dos princípios activos. Melhor ainda, quando  verificamos que certos componentes isolados são tóxicos, outras substâncias que  contêm essa toxicidade diminuem ou neutralizam completamente a sua acção  nefasta. E, finalmente, não devemos esquecer o aspecto económico da fitoterapia, que se  torna muito importante nas nossas sociedades hipermedicalizadas, nas quais o  custo da segurança social é cada vez mais elevado. Podemos 50 frequentemente encontrar plantas muito eficazes entre as espécies banais, as  especiarias, os legumes, as plantas ubíquas (que se encontram em todo o lado). A  utilização de certas plantas exóticas, que se podem cultivar em casa, é agora também possível. O poder de cura das plantas está hoje cientificamente confirmado Inúmeros investigadores, médicos, cientistas ou simples curiosos, redescobriram  desde a última guerra a medicina dos simples. Analisaram e testaram centenas de  variedades de plantas. Conhecemos agora os principais componentes de inúmeras  espécies, que os antigos ignoravam. Estes estudos confirmaram, igualmente, o seu  conhecimento empírico e apercebemo­nos de que as tisanas, as decocções e outras preparações nas quais  as plantas possuem uma virtude terapêutica eram sempre prescritas adequadamente. Podemos então afirmar que as plantas têm todos os poderes? Que as ervas, as  flores, as raízes têm todas as virtudes, que constituem o remédio ideal, a  panaceia universal? Decerto que não, mas elas têm, em muitos casos, a faculdade  de ajudar o corpo a vencer a doença e a recuperar a saúde, em situações nas 

quais até as medicinas mais sofisticadas falham. As plantas têm, meramente, a  pretensão de poder constituir uma ajuda complementar interessante de um  tratamento médico. A “LEI DAS ASSINATURAS” OU A FACE “MíSTICA” DA FITOTERAPIA As virtudes terapêuticas das plantas ­ Em África, as raparigas utilizam uma “planta mágica” Kigelia africana, para  aumentar o tamanho e o volume dos seios e tratar a esterilidade. ­No Norte da  Europa, os Escandinavos desde tempos pré­históricos que tratam as doenças respiratórias com a Lobariapulmonaria. 51 ­ O salgueiro Salix sp., cura os reumatismos, e o castanheiro­da­Índia é suposto curar as hemorróidas. Estas quatro plantas medicinais foram utilizadas por diferentes civilizações, em  épocas diferentes, para tratar diversas doenças. A descoberta das suas virtudes  foi feita sem qualquer correlação. Contudo, possuem inegavelmente factores  comuns. Estas quatro plantas foram descobertas graças à Lei das assinaturas”. A “lei das assinaturas” revela as virtudes das plantas *Os frutos da Kígelia africana têm aspecto fálico. *A Lobariapulmonaria é um líquen foliáceo que se assemelha a um lóbulo pulmonar. *O salgueiro cresce, frequentemente, em terrenos inundados e pantanosos e, como  é facto conhecido, os reumatismos estão associados à humidade. *As raízes do castanheiro­da­índia assemelham­se a veias hipertrofiadas. Nestes quatro exemplos a ciência moderna confirma as virtudes terapêuticas  evocadas pelas “assinaturas”. Até foi possível identificar e isolar os  componentes químicos que traduzem a acção terapêutica da linguagem da doutrina  das assinaturas para a linguagem da química dos medicamentos do século xx*A  Kigelia africana contém esteróides cuja assinatura química é idêntica às das hormonas sexuais. *O salgueiro contém derivados salicílicos (como a aspirina). *Um ácido, próximo do ácido cetrátrico, conhecido pelo seu forte poder antibiótico, foi isolado a partir da Lobaria pulmonaria. *Os saponídeos anti­ inflamatórios justificam as virtudes do castanheiro­da­ índia.

Qual é a “fórmula mágica” que permitiu descobrir as virtudes das diversas  plantas? Como é que as civilizações “primitivas” chegaram às mesmas conclusões e  aos mesmos resultados que os Ocidentais do século xx? Os nossos antepassados não  dispunham nem de laboratórios, nem de aparelhos sofisticados, nem de  cromatografia. 52 Quem formulou primeiro a “lei das assinaturas? Nunca descobriremos o inventor desta doutrina; ela surgiu provavelmente com os  primeiros homens. Nem sequer conseguimos determinar que civilização ou que  continente foi precursor em matéria de decifração dos sinais divinos da cura. Para os Europeus esta doutrina está ligada à medicina e à filosofia de  Paracelso, que transformou a antiga regra na lei simula similitibus curantor (o  semelhante cura­se pelo semelhante). Esta lei pretende que cada planta contém um  sinal que indica a sua prescrição. Por exemplo, uma folha em forma de coração  trata perturbações cardíacas, outra em forma de fígado e as flores de cor  amarela são indicadas contra a icterícia. Por outro lado, Giambattista della Poria associou a botânica à astrologia e  dedicou a sua obra Phytognomococa ao estudo e à descrição das assinaturas em  relação com o cosmos. A base teórica desta lei pertence à concepção hipocrática e já era conhecida na Grécia antiga. Mas foi provavelmente no século xvi que a doutrina das “assinaturas” entrou no cânone do conhecimento médico e na  filosofia ocidental. Foi também nessa época que os viajantes e conquistadores  espanhóis descobriram que esta lei não pertencia apenas aos Europeus. No tempo  de Paracelso a doutrina das “assinaturas” tornou­se no verdadeiro paradigma do  conhecimento humano. A “lei das assinaturas” decifra os “sinais” das plantas É evidente que a época de Paracelso favorecia a redescoberta, a divulgação e a  predisposição para a doutrina dos sinais. Em primeiro lugar porque o homem (e  também o cientista) vivia com a consciência da omnipresença divina e o medo da  morte. Virava­se para Deus e pedia­Lhe que levasse em conta os seus infortúnios.  A certeza de que não estamos sós com as nossas doenças predominava nas  mentalidades. Segundo a teoria dos alquimistas, e de Paracelso em particular, é a visão das relações entre micro­ e macrocosmos que constitui a base importante da  doutrina das “assinaturas”, porque:

53 “Existe uma correspondência entre o que acontece nos astros e o que acontece na  terra, uma influência do céu sobre os objectos que constituem a Natureza.” Esta ideia teve um papel importante na filosofia do século xvi. A teoria das  “assinaturas” está em sintonia com a visão que os alquimistas tinham da matéria,  ou seja, com a concepção da transformação. É, com efeito, a Natureza que impõe um sinal na “matéria­prima” (amorfa) e a transforma em “matéria última”, que possui a forma característica associada às  virtudes medicinais. Os alquimistas, e em particular Della Porta e Paracelso, desenvolveram toda uma  teoria da cosmogonia dos sinais. Devemos lembrar que os princípios desta teoria são idênticos ou, pelo menos, quase idênticos, em todas as civilizações. Como identificar esses sinais Os sinais podem ser assimilados aos sintomas, às causas das doenças ou aos órgãos (sinais organolépticos e, eventualmente, aos processos  fisiológicos) do corpo humano. A ficária (Ficaria sp.) é um bom exemplo de sinal “sintomático”: as suas raízes são inchadas, têm a forma de hemorróidas, e daí o seu nome corrente,  erva­das­hemorróidas. As plantas cuja aparência se assemelha à de uma serpente ou de um escorpião  foram, durante muito tempo, utilizadas para neutralizar a acção dos venenos.  Elas pertencem ao grupo dos sinais “causais” (ligados às causas das doenças). Em certas culturas, a utilização destes sinais ia ao ponto de tratar feridas  feitas por flechas com plantas que serviam para o fabrico das flechas. Contudo, os sinais organolépticos eram provavelmente os mais frequentes. As  plantas em forma de fígado (como a Repatica nobilis) ou de pulmão (como a  Lobaria pulmonaria) estão presentes em todas as farmacopeias. 54 Para terminar, não podemos esquecer os sinais ligados aos processos  fisiológicos. As plantas com suco branco era suposto estimularem a lactação, Nos  índios, a pedra­vermelha eztetl tinha a capacidade de estancar as hemorragias. Quais são esses sinais?

­ É frequentemente a morfologia de uma planta (ou parte dela) que constitui o sinal: ­ As folhas da Hepatica nobilis (anémona­hepática) são recortadas em três lóbulos profundos com a forma de fígado. O talo da Lobaria pulmonaria lembra os alvéolos pulmonares. ­ As cores constituem a segunda grande classe de sinais: As plantas amarelas são, com frequência, utilizadas no tratamento da icterícia  ou das afecções da vesícula biliar. ­ Estes dois sinais (a morfologia e a cor) estão, muitas vezes, presentes em  simultâneo: * As folhas da pulmonária têm a aparência de alvéolos não só por causa da sua forma, mas também das suas manchas brancas. * A cor vermelha da parte inferior de uma folha de anémona­hepática reforça a  semelhança com o fígado. ­ Mas o sabor e o aroma constituem, igualmente, sinais utilizados pelo homem. ­Todas as partes de uma planta podem constituir sinais: a raiz (ficária,  orquídeas), os talos (lianas), a flor (Sarothamnus), o fruto (Kigleya) e também  o látex (Chelidonium majus). ­Na tradição chinesa utilizou­se também a repartição anatómica dos sinais: os botões e as flores representavam as partes superiores do corpo, e as  raízes as partes inferiores. ­Os sinais podem estar ligados não apenas à planta, mas também à sua ecologia. O salgueiro e a rainha­dos­prados, utilizados como antipiréticos e  para tratar o reumatismo, pertencem à classe de sinais 55 definidos pelo seu habitat, já que ambos crescem em terrenos habitualmente  inundados. ­O homem estudou frequentemente as capacidades específicas dos organismos a fim de os decifrar: *Assim, na América do Sul utilizava­se a pele de nandu contra os males do ouvido, por causa da grande dimensão das orelhas deste animal. *Considerando a coragem e a força do tigre, os Chineses utilizam o pó dos ossos deste animal como panaceia necessária para recuperar as forças do  organismo, enfraquecido pela doença.

*As flores da erva­de­são­joão (hipericão) são amarelas, mas se as desfizermos entre os dedos tornam­se vermelhas, o que lembra a reacção da pele às queimaduras do sol (as flores desta planta são utilizadas em  inúmeros cremes cosméticos). Não devemos contudo esquecer que certos sinais nunca foram confirmados (por  exemplo, a utilização da noz, que pela sua forma se assemelha ao cérebro, nunca  demonstrou qualquer eficácia contra as dores de cabeça). ­ Para descobrir certos sinais o homem observou os animais, como é o caso da quelidónia, que, segundo uma tradição popular, é utilizada pelas  andorinhas. ­ Os sinais ligados ao sistema reprodutor do homem (fálico, testicular ou vaginal) constituem uma grande parte dos afrodisíacos e também das plantas  anti­sifilíticas. ­Não devemos esquecer a categoria dos sinais linguísticos, em  que o nome da planta nos indica as suas propriedades. Mas desde há muito que  esta categoria parece secundária, já que o homem descobriu primeiro as  características dos vegetais e só depois lhes atribuiu um nome. A aceitação da  existência de sinais linguísticos exige obrigatoriamente a aceitação da  existência de “nomes primários” (supostamente existentes antes do conhecimento).  Por outro lado, devemos realçar que determinadas concepções psicolinguísticas  (sobre as relações entre o cérebro, o espaço, o tempo e a língua) tentam  explicar este fenómeno. 56 A fitoterapia decorre da “lei das assinaturas” O homem sempre procurou uma panaceia para curar os seus males. Para este efeito,  a lógica da teoria das semelhanças assenta sobre a busca de uma planta que possua o maior número possível de sinais. É daí que derivam  todos os estudos sobre as plantas que possuem a forma do corpo humano, como, por  exemplo, a mandrágora e o ginseng. Iniciámos estas reflexões com o exemplo das “assinaturas” que foram confirmadas  pela biologia molecular. Podemos também demonstrar que inúmeras “assinaturas”  utilizadas no passado não têm qualquer poder terapêutico (ou talvez não tenham  ainda pura e simplesmente revelado os seus segredos aos nossos laboratórios?). Quererá isto dizer que a doutrina das “assinaturas” não é credível? Que todas as  plantas descobertas através desta lei são o resultado de um mero acaso? Ou  tratar­se­ia talvez de “falsos sinais” (mal escolhidos ou mal interpretados) que  não constituem o reflexo de uma teoria exacta? É certo que a doutrina das “assinaturas” foi uma hipótese para um

trabalho de investigação que deu resultados muito interessantes. Ela permitiu a  descoberta de inúmeras plantas medicinais, e não esqueçamos que Paracelso,  grande partidário desta doutrina, está na origem das bases da química e da  farmacologia modernas. Até os que ridicularizaram as “assinaturas” não podem ocultar a importância do contributo que esta teoria pode  ter no campo da fitoterapia. ALGUMAS NOÇÕES SOBRE A QUÍMICA DAS PLANTAS Não lhe vamos fazer um curso teórico A utilização de fórmulas químicas num livro faz baixar a sua venda em 20%, e  até o simples facto de se utilizarem palavras como “fenol” ou “flavonóide” pode  desencorajar o leitor. Não pensamos, por isso, como o fazem muitos responsáveis do marketing dos  laboratórios farmacêuticos, que uma fórmula ou um nome químico complicado (por  exemplo, para­hidroxi­meta­nitro­hidroxibenzoato de metilo) possa aumentar,  graças ao seu efeito psicológico (placebo), a eficácia dos medicamentos. 57 Os leitores interessados no aspecto e na composição química dos remédios  naturais podem consultar, se o desejarem, livros de fitoquímica ou de bioquímica, de que damos referências no fim desta obra. Limitar­nos­emos, nas  linhas que se seguem, ao estritamente necessário e não lhe apresentaremos  qualquer fórmula química rebarbativa. Verifique a composição química das plantas Os princípios activos das plantas podem ter um carácter químico muito variado e  serem compostos por fenóis, flavonóides, antocianos, glícidos, lípidos,  aminoácidos e proteínas, chiquímatos, poliacetatos, terpenos, esteróides,  alcalóides, etc. Alguns deles são venenos terríveis. É o caso, por exemplo, da estricnina, da  ergotamina, do curare, da cocaína... Parece­nos indispensável lembrar este  facto, já que certos médicos e terapeutas têm uma deplorável tendê ncia para  banalizar e subestimar o poder da fitoterapia. A composição química das  substâncias de origem vegetal confirma não só a sua eficácia sobre o organismo  humano, mas também o perigo que a sua má aplicação poderia representar. A guerra química das plantas entre si Perguntamo­nos frequentemente qual poderá ser o papel destas substâncias para os 

vegetais? Por que razão as plantas sintetizam estes princípios activos? Em  inúmeros casos a ciência não tem capacidade para fornecer uma resposta a esta  pergunta. Mas sabemos que algumas dessas substâncias activas têm um papel na  “guerra química que as plantas travam entre si”. Por exemplo, a Cafluna vulgaris inibe, graças à síntese dos seus mediadores  químicos, o desenvolvimento da Avenafatua e deste modo livra­se de um  concorrente. O Eucalyptus globulus intoxica os seus concorrentes por meio de  fenóis e terpenos, “utilizando” um pequeno coleóptero, o Paropsis atomaria, que  come as suas folhas e ingurgita as substâncias 58 activas para mais tarde as libertar na proximidade de plantas das quais pretende  livrar­se. A intensidade das “armas químicas” das plantas é tal que uma substância isolada  a partir do látex, o Panthenium argentatum, inibe a acção das outras espécies  numa concentração de O,000 1 %! Para se obter 20 g desta substância seria  necessário utilizar 20 kg das suas raízes. Compreendemos, deste modo, a terrível eficácia de que dispõem as plantas para se defenderem das doenças causadas por bactérias ou fungos, e  também dos seus diversos predadores: das lagartas aos mamíferos. A título de curiosidade, podemos acrescentar que esta acção constitui uma das  hipóteses apresentadas para tentar explicar o desaparecimento dos dinossauros.  Esta tese dá a entender que, no decurso da sua evolução, as plantas se foram  aperfeiçoando quimicamente cada vez mais. Tornaram­se então tóxicas para os seus  predadores e conseguiram sair vitoriosas dos dinossauros, que não conseguiram  desenvolver mecanismos de desintoxicação. Esta teoria desenvolveu­se, mas desde os trabalhos de Alvarez que se admite geralmente a teoria da ocorrência de uma catástrofe cósmica como  explicação para a sua extinção. Contudo, não se considera, actualmente, uma  atitude séria pôr em dúvida o poder da acção biológica dos princípios activos  inerentes à fitoterapia. As plantas também nos protegem As substâncias contidas nas plantas podem ter ainda outras funções biológicas.  Explica­se que a grande quantidade de bioflavonóides contidos nas folhas de  certas espécies funcionam como filtros contra as radiações ultravioletas e  desempenharam um papel primordial durante a colonização da terra no período  siluriano. É possível que estas substâncias venham ainda a ter um papel 

importante, no futuro, no que diz respeito à protecção do homem contra as  radiações resultantes da destruição da camada de ozono. Segundo as últimas investigações americanas, a presença de fenóis garante uma  protecção imunitária e também uma possibilidade de adap 59 tação. No caso das plantas que vivem em ecossistemas pobres em azoto, certas  espécies utilizam componentes orgânicos para substituir este elemento. Os  fenóis, segundo esta teoria, formam com as proteínas complexos acessíveis  (contrariamente às proteínas que, só por si, são incapazes de fazê­lo) às  plantas como fonte de azoto. Um dos autores desta obra trabalhou durante vários anos na investigação dos  mecanismos de resistência das plantas às poluições atmosféricas e às doenças  fúngicas. Pôde constatar que o aparecimento ou o desenvolvimento desta  resistência são sempre acompanhados de um aumento importante dos teores em  componentes fenólicos. Parece então que os princípios activos constituem um  elemento­chave do sistema de defesa dos vegetais contra o stress ambiental e as  suas diversas patologias. Os estudos farmacológicos sobre os flavonóides realçam a complexidade da sua  acção sobre o organismo: a capacidade de libertar histaminas, a facilidade de  amalgamação às plaquetas sanguíneas e a capacidade de bloquear os efeitos  inflamatórios das toxinas do fígado, o efeito sobre o sistema enzimático (os  flavonóides depositados nas folhas agem no sistema enzimático e inibem a acção  dos parasitas). A descoberta da presença destas substâncias na superfície dos tecidos vegetais  permite compreender melhor o sistema imunitário das plantas. São, por conseguinte, os vegetais que, em razão das substâncias activas de que  dispõem, têm fortes possibilidades de substituírem, com eficácia, os  antibióticos. Além disso, certos flavonóides têm, independentemente do seu poder  antimicrobiano, um poder antiarteriosclerótico. A acção terapêutica das plantas O mistério da Natureza é tal que torna impossível substituir o poder terapêutico  da planta por um dos seus princípios activos, isolado quimicamente. A razão  deste fenómeno é simples: a sua acção terapêutica baseia­se, em geral, no efeito  combinado de vários princípios activos. É o caso, em particular, da salva, que  age através dos seus muitos componentes antibióticos e anti­sépticos, bem como  dos seus taninos (acção adstringente).

60 Algumas noções sobre a combinação dos princípios activos das plantas É importante saber que uma planta possui sempre vários princípios activos. As  espécies (mas também os diversos especimenes da mesma espécie) diferenciam­se  pela estrutura química de alguns dos seus componentes e pela sua quantidade  (que depende sobretudo de factores ecológicos). Contudo certos autores tentaram  simplificar a classificação fitoterapêutica das plantas escolhendo os princípios  que caracterizam as suas utilizações terapêuticas. A título indicativo,  apresentamos alguns “tipos quimioterapêuticos”, com as suas espécies: Plantas com alcalóides Aconitum napeflus (acónito), Bryonia alba (briónia), Conium maculatum (cicuta),  Cordyalis cava (cordiala tuberosa). Como podemos verificar, são plantas com uma  forte acção, tóxicas, mas encontram­se neste grupo espécies mais utilizadas na terapia, como o Leonurus cardíaca (agripalma cardíaca). Plantas com vitaminas Petroselinum crispum (salsa cultivada), Ribes nigrum (groselha). Plantas com acção antibiótica Hieracium pilosella (pilosela), Plumbago europeaea (dentelária­da­europa). Plantas com heteróssidos sulfúricos Allium porrum (alho­porro). 61 Plantas com heteróssidos fenólicos Arctostaphyllos uva ursi (uva­de­urso). Plantas com flavonóides psella hursa pastoris (bolsa­de­pastor). Plantas com heteróssidos cumaríuicos Melilotus officinalis (trevo coroa­de­rei) Plantas com renunculóssidos

Anemone nemorosa (anémona­dos­bosques) Plantas com antracenóssidos Rhamnus cathartica (escambroeiro). Plantas com taninos Fagiis sylvatica (faia). Plantas com princípios amargos Artenúsia absinlhum (absinto). Plantas com cardenólidos Digitalis lanata (digitália). Plantas com saponíssidos Beta vulgaris (beterraba). Plantas com essências e resinas Ocinium basilicum (manjericão). Plantas com glícidos Borago officinalis (borragem). Plantas com componentes inorgânicos Pulmonaria officinalis (pulmonária). 62

FITOTERAPIA DAS PLANTAS INFERIORES (Criptogamas) A maioria dos manuais de fitoterapia, bem como as obras sobre saúde relacionadas  com plantas, preocupam­se apenas com as plantas superiores (pteridófitas,  gimnospermas e angiospermas). Contudo, a imensa variedade de cogumelos, de  algas e de líquenes ultrapassa o número de plantas correntemente utilizadas  pelos terapeutas. Esta riqueza manifesta­se pelo número impressionante de espécies e pela sua  profusão em substâncias bioquímicas. Estes organismos são pioneiros na  preparação do terreno para outros organismos que lhes sucedem. Encontram­se  frequentemente em estado de concorrência e travam uma “verdadeira guerra  química” entre si. São dotados de extraordinárias capacidades. Houve tempos em que o homem procurou os seus remédios no mundo estranho dos  cogumelos e das algas. É por esta razão que decidimos apresentar alguns deles,  com as respectivas utilizações terapêuticas tradicionais. A MICOTERAPIA OU O TRATADO DOS COGUMELOs MEDICINAIS O Outono é o período por excelência dos cogumelos. Mas é evidente que os  verdadeiros apreciadores de cogumelos não ligam muito a este pequeno pormenor,  já que é possível cultivá­los praticamente todo o ano. 1 Segundo os novos sistemas taxinómicos, os cogumelos já não são considerados  plantas. Contudo, por razões práticas, inserimo­los neste capítulo. 63 De facto, existem espécies que aparecem nos primeiros dias da Primavera e outras  que até existem no Inverno. Mas o Outono é a estação por excelência dos  cogumelos. Quando os colhemos e provamos, negligenciamos quase sempre as suas propriedades  medicinais. Contudo, no que diz respeito à sua composição bioquímica, os  cogumelos são provavelmente os mais ricos e variados de todos os organismos  vivos. Os cogumelos também são medicinais: uma tradição popular antiga As capacidades metabólicas dos cogumelos são ainda pouco conhecidas. Mas para  dar uma ideia da sua força vital, basta lembrarmos que o Bovista gigantea pode  atingir, apenas numa noite, o tamanho de uma abóbora grande e pesar 7 kg  (conhece­se mesmo um exemplar com 15 kg). Acrescentemos que o pó (composto em  grande parte pelos esporos deste soberbo cogumelo) é utilizado na farmacopeia 

chinesa como expectorante. Lindley, biólogo americano, calculou que alguns cogumelos produzem 60 milhões de células por minuto. A sua grande actividade e riqueza enzimática  predestinava­os a todos os tipos de enzimoterapia. Aliás, desde há muito que se  utilizam os fermentos oxidados dos cogumelos, especialmente no tratamento da  hipertensão. Desde a descoberta da penicilina que os investigadores se interrogam sobre o  facto de os cogumelos superiores serem também dotados dos mesmos princípios  activos. O estudo e a observação da sua vida confirmam esta hipótese. Constatou­ se com frequência a não germinação dos grãos na proximidade imediata dos  célebres círculos das bruxas. Estes locais eram assim chamados porque os  cogumelos surgiam aí em grande quantidade, formando um círculo, que era  considerado mágico por muitos povos. A morte das plantas vizinhas é o resultado  provável da acção de uma substância comparável à dos antibióticos. As medicinas populares sempre lhes atribuíram propriedades anti­infecciosas.  Sabemos empiricamente que os esporos do Colybia radiata e os do Amonita  inaurata, bem como dos cogumelos de tabuleiro, tomados em quantidade suficiente,  curam as tosses rebeldes. As observações 64 populares sobre a acção desinfectante do pó do Polyporus sulfureus, do Polyporus  umbellatus, do Polyporus frondosus e até do vulgar Boletus luteus foram  confirmadas. Nas receitas antigas preconizava­se uma mistura composta do lactário apimentado  para tratar a tuberculose pulmonar. Sabia­se também que o pó do  Lycoperdônpirifórine curava os resfriados e as dores de garganta e o do  BolletusfeIlus e do Russula delica reduzia as secreções excessivas em casos de  bronquite. Já no século xix médicos não convencionais constatavam a existência de  propriedades antibacterianas nos cogumelos. Assim, o Dr. Curtis propõe uma  tintura de “agárico falóide” ou de “agárico bulbex” contra a cólera e contra a doença de Bright. As experiências confirmam o seu forte poder  antibiótico contra bactérias tais como os estafilococos dourados e os bacilos de  Koch. A clitocibina, extraída dos cogumelos Clilocybe candida e Clitocybe  gigantea, foi a primeira substância isolada nos cogumelos superiores que  confirmou as suas propriedades antibióticas. Depois da descoberta da estreptomicina, as investigações sobre as propriedades dos clitócibos e sobre as várias espécies de cogumelos caíram em 

desuso. Mas é provável que a crise que atravessam os antibióticos, bem como o  regresso da tuberculose e das doenças infecciosas, façam renascer as investigações sobre as suas propriedades. Além disso, sabe­se que  certas espécies, como o “tricólomo de São Jorge” (Tricholoma georgi), têm uma  acção antibiótica comparável à dos mais potentes antibióticos sintéticos  actuais. Propriedades antibióticas e doenças de civilização As propriedades antibióticas dos cogumelos não são as únicas virtudes destas  espécies que podem ser utilizadas pela nossa sociedade. Muitos deles podem ter  um papel importante no tratamento das doenças de civilização. Infelizmente  abandonámos muito rapidamente as investigações sobre os cogumelos de tabuleiro  (cultura) Agaricus campester, cujos resultados eram promissores no tratamento  das alergias. Também é possível que certos cogumelos possam substituir vantajosamente as  pílulas anti­stress e os meios químicos inibidores do cansaço. 65 O célebre micólogo George Becker descreveu o caso de uma pessoa “que depois de  mastigar e ingerir a cera branca espessa e amarga que recobre o políporo  Ganodemia appIanatum viu desaparecer em poucos minutos o cansaço que a  acometia”. Observou também que depois de comer dois silercas crus, Marasmius  oreades, experimentou durante alguns minutos um sentimento de alegria e de  leveza muito agradáveis. A medicina popular, por outro lado, utiliza o pó esporal (a porção de 1 colher) de certos licoperdos (bexiga­de­lobo) para combater a sonolência e  aumentar a pressão arterial. Remédios que não necessitam de preparação A incomparável vantagem da micoterapia reside no facto de a maioria dos remédios  à base de cogumelos não exigir praticamente qualquer tipo de preparação. ­ o pó do Mucidula radicata, tomado tal qual, cura rapidamente todas as inflamações de garganta, incluindo as anginas! ­ O lactário apimentado é um notável antiblenorrágico (antibiótico e antigonocócico). As suas propriedades foram descobertas em 1930 por um micólogo  amador de nome Bataille e foram posteriormente confirmadas por G. Becker.  Antigamente os lenhadores do condado franco curavam­se destas doenças consumindo  2 a 3 destes cogumelos assados na grelha.

­Os cogumelos do grupo lactário foram também utilizados como diuréticos para a gravela e para os cálculos urinários. O seu suco foi  aproveitado com grande eficácia para eliminar as verrugas. À redescoberta dos lactários... As descobertas em etnobotânica eram divulgadas como notícias de sensação na  imprensa especializada. A nota publicada por S. Berthoud em Les petites chroniques de la Science, em 1860, sobre a acção de um 66 cogumelo, provavelmente o Phallus impudico, é a este respeito muito evocadora: “ Trata­se de um cogumelo que possuiria uma propriedade que não possuem, infelizmente!, nem as nossas gentes simples nem a nossa farmacopeia,  nem sequer as nossas águas, de curar essas doenças implacáveis que são a gota e  o reumatismo. O cogumelo dos pobres... e dos ricos Este cogumelo, que existe em abundância no Norte da Ásia, no Cáucaso e até nas  florestas da Europa (as que ainda merecem este nome), nasce sob camadas de  folhas e detritos de ramos que a humidade, a fermentação e a acção do tempo  transformam em humo, nas proximidades de aveleiras, de fusanos e de alfeneiros. De Junho a Agosto o criptogama ­ que na Rússia é chamado zemlianóe maslo (ou  manteiga­da­terra) ­ aparece primeiro sob a forma de uma bola subterrânea  oblonga, de cor esbranquiçada e aveludada. Quinze dias depois esta bola rompe­se  e dela nasce um cogumelo grande e sólido que não tarda em secar e em espalhar à  sua volta, à medida que se vai reduzindo em pó, um cheiro acre que irrita a  garganta. Os habitantes da Ucrânia colhem o zemlianóe maslo quando este se encontra ainda na sua forma ovóide, abrem­no e recolhem o seu muco em vasilhas e  deitam manteiga ou gordura derretida, para o preservar do contacto com o ar.  Utilizam­no com eficácia em fricções para curar os reumatismos de que muito frequentemente sofrem, devido à insalubridade das suas  cabanas construídas na floresta e na proximidade de pântanos. E assim é no que diz respeito aos pobres! Para os ricos, secam­se em estufa os  pés e os chapéus dos cogumelos manteiga­da­terra reduzidos a pó. Este pó é depois macerado em álcool e enviado para toda a Rússia, onde,  segundo o Dr. Kalenitchenko, professor de Fisiologia da Universidade de Khárkov,  é muito utilizado para curar radicalmente a gota e a hidropisia.

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O cogumelo: um remédio universal Os nomes vulgares de certos cogumelos revelam a sua utilização terapêutica  tradicional. Como podemos constatar lendo os manuais do século XIX: O políporo dos farmacêuticos’ (ou agárico) era utilizado, ainda há pouco tempo, contra a diarreia, em aplicação externa nas doenças dos olhos, nas manchas e nas erupções cutâneas, nas feridas e nas  úlceras e também contra as hemorróidas.” Actualmente os camponeses suíços utilizam­no para purgar o gado. Em certas  regiões da Europa ainda é utilizado contra os suores nocturnos dos tuberculosos.  O agárico (Pol>porusfomentarius, assim chamado pelos cirurgiões) foi utilizado  contra as hemorragias externas. Para a sua preparação: “... escolhem­se os mais jovens, separam­se dos tubos e da casca, depois de  amolecidos durante algum tempo numa cave (ou noutro local fresco). Em seguida  cortam­se em fatias que se batem com força com um maço de madeira, afim de as  espalmar e esticar; molham­se de vez em quando, batem­se de novo e depois  esfregam­se entre as mãos até adquirirem um certo grau de moleza e de doçura. “ O 6(lagárico” utilizado na homeopatia A homeopatia sempre o utilizou. Já Hal­­­mernann propunha a utilização da falsa­ oronia. Devemos realçar que os médicos homeopatas empregam o nome Agaricus  muscarius há muito tempo e erradamente, já que este cogumelo não é um agárico!  Este remédio é utilizado para os espasmos musculares, os abalos, os tremores e a  epilepsia. 68 A tintura obtida a partir destes cogumelos, depois de devidamente limpos,  descascados e cortados em pequenos pedaços macerados em álcool, é um meio eficaz  contra a tinha, o impetigo e as impigens. A propósito do hongo, esse remédio milagroso Quando se fala em micoterapia, deve mencionar­se o célebre hongo ou cogumelo­do­chá. A primeira informação sobre este misterioso organismo foi  publicada em 1913 pelo Dr. Lindau. Este médico alemão descobriu que os  habitantes de Mitau, um porto no mar Báltico, consideravam como um remédio milagroso um “cogumelo”, trazido pelos marinheiros do Extremo 

Oriente, onde era acompanhado de um verdadeiro ritual durante a sua preparação e  consumo. A origem deste cogumelo permanece obscura. Será ele originário dos campos de  arroz da China, do Peru ou da Europa? A sua cultura espalhou­se por muitas  regiões. As investigações demonstraram que o hongo não é um simples cogumelo mas  sim uma associação de microrganismos, de bactérias e de cogumelos. Infelizmente,  os componentes do hongo são muito variáveis, e as suas propriedades estão em  estrita relação com a forma como é cultivado. Nos anos 60, a Europa Ocidental apaixonou­se pelo hongo. Mas esta moda, bem como  as investigações feitas em diversos laboratórios, foram rapidamente abandonadas.  É contudo indiscutível que este cogumelo merece que nos interessemos de novo por  ele. A TERAPIA PELAS ALGAS O mar parece ser uma fonte terapêutica ainda muito mal conhecida e pouco utilizada. Contudo muitos são os especialistas que pensam que a riqueza bioquímica dos organismos marítimos é mais importante do que os da  terra. Devemos realçar que a utilização terapêutica das algas, salvo algumas excepções,  é recente e que os nossos antepassados desenvolveram mais (excepto no Extremo  Oriente) uma fitoterapia baseada nas plantas terres 69 tres. Além disso, relativamente aos organismos marítimos, os antigos interessaram­se mais por certas toxinas ou tinturas de origem animal, do que  pelas algas. As algas são antibióticos naturais Há algumas décadas que certas substâncias são objecto de estudos aprofundados.  Neles utiliza­se o fenómeno do antagonismo bioquímico (os organismos libertam  substâncias biologicamente activas para inibir o desenvolvimento de outros organismos) de certas espécies de algas, de modo a  descobrir os princípios antibacterianos e antifúngicos. Descobriu­se que estes “antibióticos naturais” não só inibem a proliferação de  certos organismos patogénicos mas também tornam as bactérias “menos agressivas”.  A penetração das bactérias na célula hospedeira torna­se difícil e até  impossível.

Certos terapeutas invocam como argumento a origem marítima da vida para  justificar a sua utilização na terapia. Esta estranha coincidência está  associada à descoberta dos evolucionistas do século xix, que sublinhavam a  grande semelhança entre a composição química da água do mar e a dos líquidos  fisiológicos dos organismos, incluindo o do homem. Os bioquímicos, para grande espanto seu, redescobriram a unidade do mundo vivo.  Constatou­se, assim, que os ácidos biliares de inúmeros peixes são idênticos aos  do homem. As algas: uma solução milagrosa contra os retrovírus? Nos tempos da SIDA, a ausência de um remédio antiviral constitui um dos maiores  falhanços da medicina contemporânea. Deste ponto de vista, o mar e os seus produtos parecem propor­nos uma alternativa. As investigações  mostraram que certas substâncias (derivados sulfÓnicos dos polissacáridos)  provenientes das algas têm uma acção sobre os vírus da poliomielite e do herpes  e podem ser utilizadas no tratamento destas doenças. Os extractos de um rodófito do Pacífico, o Schizymenia pacífiqua, têm uma acção  inibidora sobre a transcriptase inversa (enzima­chave no fun 70 cionamento dos retrovírus) dos pássaros e dos mamíferos. Além disso, podem  utilizar­se estes extractos de maneiras e em doses não nocivas para as outras  enzimas. Serão as algas uma “solução milagrosa"contra as doenças causadas por retrovírus?  É uma hipótese a investigar. Devemos acrescentar que a riqueza marítima das  substâncias antivírus não se limita às algas e às plantas. Também existem outros  organismos que nos oferecem meios de luta contra os vírus, nomeadamente as  esponjas, como, por exemplo, uma espécie originária do mar das Caraíbias, a Tethyda crypta. Algumas algas medicinais: apanhe­as durante as férias É possível encontrar um equivalente para a fitoterapia clássica graças às algas.  Apresentamos em seguida algumas “algas medicinais”. Devemos acrescentar que a  sua maioria é acessível sob diversas formas de preparação. Algumas podem mesmo  ser recolhidas durantes as férias à beira­mar. E a sua preparação é idêntica à  das plantas superiores (decocções, tinturas­mãe, banhos, etc.) Alsidium helniinthochostor

Musgo­da­córsega ­ Vermífugo ­ Estimula a glândula tiróide ­ Faz parte dos  regimes de emagrecimento ­ Uso externo: sob a forma de cataplasmas, para tratar  as papeiras. Ascophy11um nodosum Sargaço­negro ­ Espécie muito rica em iodo ­ Utiliza­se como o Fucus  vesiculosus. Corraffina officinalis %Vermífugo ­ Hipoglicemiante ­ Diminui a taxa de  colesterol ­ Anticoagulante. Cystoseira fibrosa Espécie aconselhada aos diabéticos, tem uma acção hipoglicemiante. Também faz  baixar o colesterol. 71

Chondrus crispus Musgo­da­irlanda. Utiliza­se para tratar: o a arteriosclerose ­ as doenças  respiratórias ­ as patologias gástricas (hiperacidez, inflamações intestinais,  prisão de ventre) ­ o raquitismo (banhos). Dignea simplex No Japão é utilizada como vermífugo sob o nome de “kaninso”. Fucus vesiculosus Carvalho­marinho (também o Fucus platycarpus e o Fucus serratus) é uma espécie  muito abundante em França, especialmente na Bretanha. Os seus princípios  activos, a sua acção e a sua posologia são semelhantes aos da Laminaria  digitata, mas o seu teor em iodo é muito mais elevado ­ Além disso tem  propriedades hemostáticas e por isso é indicado contra as hemorragias externas. Gelidium sp. (Também Pterociadia sp.) Espécies utilizadas por via interna para perturbações gástricas (estados inflamatórios, prisão de ventre crónica). Hisikia fusiforme Faz parte de um prato japonês. Faz baixar a taxa de colesterol. Laminaria digitata, Chicote­das­bruxas (As suas propriedades são idênticas às da Alaria esculenta.) Esta alga é comum nas costas bretãs e normandas. Tem inúmeras virtudes curativas (é  amplamente utilizada). É ­ remineralizante * reconstituinte estimulante da  circulação sanguínea ­ Influencia favoravelmente a glândula tiróide. ­ É laxante  e diurética (presença de manitol). ­ É também um estimulante geral do  metabolismo celular. ­ É interessante em regimes de emagrecimento e ­ faz baixar o colesterol. ­ Em banhos é uma aliada  eficaz contra os reumatismos e as perturbações circulatórias. 72 ­ Absorvida por via interna é descrita como uma “verdadeira panaceia”, e muitos  autores aconselham­na para: ­ a arteriosclerose ­ as doenças dos olhos ­ a menopausa ­ a prisão de ventre ­ as neuroses o  envelhecimento prematuro ­ a queda de cabelo ­ a astenia ­ o cansaço e ­ a 

convalescença. ­ Prepara­se por decocção: 50 g do talo seco para 1 litro de água fria. Deixar  macerar durante 6 horas, em seguida ferver durante um quarto de hora e deixar em  infusão durante 15 minutos. Filtrar. Tomar 1 a 2 chávenas por dia. ­ Ou em tintura­mãe: 50 g da planta seca para meio litro de álcool a 50’ . Deixar  macerar durante ]0 dias. Tornar 20 a 40 gotas num pouco de água, 2 vezes por  dia. ­ Para banhos: utilizar a planta seca. Existem no comércio preparações prontas a  utilizar. As algas que pertencem ao género Laminaria (a que pertence esta espécie) fazem  parte do prato japonês Kombu. Mas atenção: as espécies do género Laminaria contêm uma proporção importante de  iodo, agem sobre as glândulas hormonais, e a sua acção anticoagulante exige que  sejam utilizadas com prudência. É por isso preferível utilizá­las sob a  prescrição de um especialista! Laminaria hyperborea, Laminária­de­clouston Idêntica à espécie anterior. Laminaria saccharina, Boldrié­de­neptuno Idem. Lithothaninium calcereum, “Maêrl” Recomendada para as acidoses gástricas (incluindo as úlceras), em decocção: 50 g do talo para 1 litro de água. Tomar 1 a 2 chávenas por dia. 73

Rhodymenia palmata, Sargaço­de­vaca A decocção provoca uma transpiração abundante. Spirulina maxíma e Spirulina platensis A primeira espécie, misturada com milho, constitui o célebre “tecuitlatl”, prato  tradicional dos Astecas. A outra espécie é ainda consumida lia África negra. Estas duas espirulinas têm propriedades ­ antl­inflamatórias e ­  de emagrecimento, Constituem uma fonte importante de amlnoácidos. Encontram­se,  frequentemente, na cozinha vegetariana, como tempero aromatizante dos pratos e  saladas. Undaria sp. As espécies deste género fazem parte da cozinha oriental (”Wakame” no Japão,  “Miyok” na Coreia, “Quindai­cai” na China). Demonstrou­se que o consumo desta  espécie facilita a assimilação do cálcio (tem uma acção antialérgica notória). A  Undariapinnatifida é ­ cardiotónica ­ certos autores aconselham­na nas curas  antitabaco. Em tintura­mãe: tomar 30 a 50 gotas por dia. OS LÍQUENES: UMA SIMBIOSE ENTRE AS ALGAS E OS COGUMELOS É a Lei das assinaturas” que faz surgir em grande plano a importância medicinal  dos líquenes nas doenças dermatológicas (ainda agora, em várias línguas, a  expressão “líquen” serve para designar sintomas) e também no que diz respeito a  outras patologias. A “lei das assinaturas” impõe o tratamento ­0 Lobaria pulmonaria, semelhante a um lóbulo pulmonar (o líquen­pulmonar, erva­ dos­pulmões), é utilizado no tratamento das afecções 74 das vias respiratórias. É interessante realçar que este líquen contém um ácido  próximo do ácido cetrárico, dotado de um poder antibiótico. ­ O Parmelia sulcala é um líquen que se assemelha a um cérebro. Foi portanto utilizado contra as dores de cabeça. ­O Pelligra canina, misturado com pirrienta, previne contra a raiva (daí o seu  nome).

­O líquen dos muros, o Xantharia parietina, foi utilizado como sucedâneo do  quinino porque contém crisopicrina. ­ O Pertusaria amara é um excelente antipirético. Graças à lei das assinaturas” o homem descobriu um verdadeiro tesouro  bioquímico. Actualmente conseguimos isolar cerca de 200 substâncias (princípios  activos) liquénicas, e a lista está longe de ter acabado. E, para finalizar, os estudos dos Japoneses mostram que algumas destas  substâncias têm propriedades antitumorais e que outras possuem factores  inibidores das replicações virais. 75

AS PLANTAS EXÓTICAS OS CINCO CONTINENTES POSSUEM PLANTAS MEDICINAIS A maioria das plantas medicinais que apresentamos pertencem à flora da Europa. É  certo que os outros continentes possuem também uma grande riqueza vegetal. Os nossos leitores podem encontrar informações sobre a  flora africana, asiática, americana e australiana, se o desejarem. Infelizmente,  é frequente as espécies apresentadas não estarem disponíveis em França. Além  disso a utilização de algumas dessas plantas, presentes nas colecções botânicas  francesas, está interdita. A flora tropical e a sua utilização terapêutica são, frequentemente, pouco  conhecidas e até ignoradas. Segundo J. M. Watt (Plants potentially useful in  mental health, Lloydia 1/1967), conhecem­se actualmente 200 espécies africanas  que estão potencialmente disponíveis (fazem parte das farmacopeias locais) para  o tratamento de doenças mentais. 55 espécies africanas são antiepilépticas e 3 espécies têm uma acção  antiamnésica (descoberta sem precedentes, que consideramos como quase  excepcional). Trata­se das seguintes plantas: ­ Adenia lobata; ­ Adenia cissampeloides; ­ Gardenia neuberias. Para realçar a riqueza da flora exótica, apresentamos as plantas da família das  cactáceas e dos aloés, cuja grande maioria pode ser comprada em França. São bem  conhecidas e possuem um vasto leque de possibilidades terapêuticas. 77

O ALOÉS Aloe sp. A aparência desta planta engana os não especialistas que pensam que o  aloés é um cacto. Na realidade é uma Liliaceae (actualmente classificada na  família das Asphodelaceae). O gênero aloés está representado por cerca de 250 espécies. O maior (Aloe arborescens) pode atingir 5 metros de altura. O Aloe succotrina é um dos remédios mais antigos da humanidade. O seu suco, “aloana”, é conhecido desde há 3000 anos na Somália e no Egipto. Os poderes mágicos e terapêuticos do aloés remontam à noite dos tempos O aloés vem mencionado na Bíblia e faz parte dos remédios citados no papiro de  Edwin Smith. No Egipto tem a reputação de preservar a vitalidade e a beleza. Estava presente durante as cerimónias funerárias e era  considerado como um sinal divino da renovação da vida. As lendas atribuem­lhe um  papel na preparação da mumificação dos corpos. Faz também parte das plantas  secretas do Atharvaveda (um dos quatro Vedas). O aloés era conhecido dos Gregos, que o traziam da ilha de Socotra. Dioscórides  menciona as suas virtudes relativamente à cicatrização de feridas, de arranhões  e de chagas. Plínio, o Antigo, descreve, na sua História Natural a cura de Alexandre, o Grande, ferido por uma flecha.  Hipócrates aprecia as suas capacidades para curar tumores. Esta “planta  panaceia” foi redescoberta por Alberto, o Grande, que a introduziu na  farmacopeia medieval. Era então largamente utilizada como remédio hepático. O aloés está presente no Codex de Meletios da medicina bizantina. Também está  presente na farmacologia chinesa: Li Shih­Shen cita­o como tónico para as doenças do estômago e do aparelho digestivo. Os grandes viajantes  portugueses, espanhóis e ingleses trouxeram novas espécies de aloés dos seus  países de origem, bem como informações sobre as doenças para as quais eram  prescritas. Foi assim que se descobriu o aloés do Cabo e o aloés do Natal. 78 Esta planta tem, nas culturas “primitivas”, um papel mágico. Em África, ela  neutraliza a influência dos mortos que voltam à terra para perturbar o espírito  dos vivos. Nos Camarões, ela protege as mulheres contra os acidentes que podem  ocorrer ao cultivarem os seus jardins. No Mali, pendurado no tecto, afasta os  espíritos e atrai a boa sorte. Os Mexicanos fabricam grinaldas de aloés para dar  sorte. As jovens Maias besuntam o rosto com suco de aloés para atrair os rapazes. “A capacidade feronómica” (de 

atracção) foi observada e utilizada na África do Sul, onde os Afrikaaners e os  Zulus afirmam que o “perfume do aloés é um potente perfume sexual”. Os poderes de cura do aloés As virtudes dos aloés são múltiplas: ­São cicatrizantes em uso externo, colagogos, laxantes e purgativos em uso interno. ­ Têm uma sólida reputação no tratamento de queimaduras, até mesmo nas queimaduras causadas por irradiações. ­ Certas tribos da África do Sul utilizam­no no tratamento anti­sifilítico e  antibiótico. ­ O Dr. Jefi`rey Bland, que estudou a influência do aloés no sistema digestivo, verificou que esta planta melhora o pH gástrico e permite uma melhor  assimilação das proteínas. ­ A tradição africana e as investigações americanas atribuem ao aloés uma acção benéfica nas doenças dos olhos; o aloés foi utilizado em oftalmologia  pelo Dr. Vladimir Filátov, autor da teoria sobre os bioestimuladores. ­ Finalmente, certos investigadores fazem prova da sua capacidade de diminuir os riscos das doenças coronárias. ­ É também prescrito na cirurgia bucal. É natural que uma planta como esta tenha suscitado inúmeras investigações,  especialmente no que diz respeito ao estudo dos seus componentes fitoquímicos.  Parece que a maioria das virtudes do aloés está ligada aos heteróssidos  antracénicos (pelo menos uma quinzena, entre os quais a aloína) e a certas  substâncias aromáticas. Os outros elementos (vitami 79 nas, enzimas, am inoácidos) não lhe são específicos, já que estão presentes em  abundância no mundo vegetal. As diferentes espécies de aloés A grande riqueza das espécies do género aloés, bem como a existência de inúmeras  diferenças bioquímicas, obrigam a identificá­los com rigor. Certas fontes  demonstraram que os aloés de Curaçau não contêm aloína. Thomas Githeres, em Drug  Plants of Africa, afirma que os aloés medicinais se resumem apenas a algumas  espécies: o Aloe succotrina, o Aloe perryi e os aloés do Cabo (A. ferox, A.  africana, A. plicatilis). Aqueles que podemos encontrar são provavelmente misturas de origem incerta. As  plantas cultivadas são mais homogéneas e mais facilmente identificáveis, mas 

poderemos nós ter a certeza de que preservamos toda a riqueza bioquímica que se  encontra nas espécies selvagens? A experiência demonstra que as monoculturas  empobrecem os componentes genéticos das plantas, o que tem forçosamente  repercussões na sua riqueza bioquímica. Sabemos assim que certos aloés selvagens  contêm até 18% de aloína. Qual é a situação das plantas de cultura? Inúmeras espécies estão actualmente ameaçadas pelo homem, e a única forma de as  preservarmos é cultivar aquelas que podemos aclimatar. O Aloe aIbida está em vias de extinção (o baixo nível de germinação das suas  sementes é provavelmente um dos factores responsáveis desta situação). Restam  apenas algumas centenas ou menos (certas fontes afirmam que existem apenas 200),  de Aloe polyphy11a. Ora é praticamente impossível cultivá­lo fora dos seus  locais naturais. O Jardim Botânico de Kew, a mais prestigiosa instituição nesta matéria, vai  recorrer a manifestações para a sua protecção. Desconfiem do Aloe vera Existem actualmente muitos autores e (sobretudo) produtores que transpõem as  virtudes tradicionais do Aloe succotrina para o Aloe vera (planta de cultura).  Mas esta prática não é minimamente aceitável. 80 As diferenças bioquímicas entre as espécies vizinhas devem incitar o consumidor a uma certa reserva. Os produtos à base de aloés deveriam ser objecto  de estudos sérios antes de serem vendidos como “produtos naturais”. A falta de  dados e de comunicações sobre estes produtos leva­nos a aconselhar os leitores a  cultivarem em vaso, nas suas casas, os seus próprios aloés e a confeccionarem eles próprios os seus produtos. Se o aloés foi objecto de estudo dos fármaco­botânicos, não devemos esquecer que  inúmeros charlatães se serviram dele unicamente para ganhar dinheiro. O  interesse de todos não será o de evitar que uma planta tão preciosa seja  desacreditada através de simplificações rápidas, duvidosas e pouco credíveis? As receitas produzidas à base de aloés O sumo de aloés espremido Para obter 80 ml de solução aquosa de sumo de folhas frescas de aloés,  Aloeferox, são necessários 20 ml de álcool a 95%.

As folhas são conservadas em local fresco e à sombra, entre 12 e 14 dias. Em  seguida deverão ser cuidadosamente lavadas com água quente. ­ Depois devem ser esmagadas, envolvidas em gaze e comprimidas. ­ A suspensão obtida deve então ser filtrada (com gaze ou papel de filtro). ­Este produto filtrado deve ser aquecido durante 8 a ]0 minutos até atingir o ponto de ebulição e depois vertido num recipiente de decantação.  Acrescente a quantidade de álcool necessária. Deixe esta mistura em local fresco  e sem luz durante 14 dias, mexendo­a uma vez por dia. Para terminar, filtre. Creme de aloés para a protecção da pele Composição: * 6 g de cera de abelhas (branca) * 6 g de óleo de jujuba * 40 g de óleo de  amêndoas­doces 81 20 g de tintura DI, feita de folhas bioestimuladas de aloés (todos os tipos de  aloés, excepto os que não contêm aloína) ­Misturar para obter um creme. AS CACTÁCEAS Esta família conta com cerca de 2000 espécies. A grande maioria cresce em  terrenos tropicais e subtropicais das Américas, mas também se encontram algumas  espécies em África, na Ásia e na Austrália. O Peru e o México possuem uma flora  de cactáceas particularmente rica. Um grande número destas plantas possui um  tecido especializado no armazenamento de água, já que crescem e vivem em  terrenos desérticos. Têm frequentemente flores muito belas, adaptadas à polinização pelos insectos,  pelos pássaros e pelos morcegos. As maiores, como o Carnegia gigantea, podem  atingir uma altura de 20 metros. As cactáceas caracterizam­se pela sua grande riqueza bioquímica em princípios activos, bem como pelo papel importante que têm na religião e na mitologia das culturas pré­colombianas. O Trichocereus pachanoi: planta mágica latino­americana O Trichocereus pachanoi é uma das plantas mágicas mais antigas da história da  Humanidade. No Peru encontra­se nas imagens, nas pedras gravadas e nos têxteis 

da civilização chavín que existiu há mais de 3300 anos. Encontra­se também nos  objectos das culturas nasca e inca. Durante milhares de anos, o Trichocereus panachoi esteve associado a diversos  animais: ao veado, ao colibri e especialmente ao jaguar, que está intimamente  associado ao xamanismo da América Latina. A igreja católica, desde a conquista  espanhola, combateu as plantas mágicas, incluindo o Trichocereus, porque “é a  planta usada pelo diabo para enganar os índios”. Mas, nos Andes, existe uma  mistura estranha de catolicismo e de culturas indígenas, que lhe atribuiu o nome  de “San Pedro”, nome muito significativo já que São Pedro possui as chaves do  paraíso... No Peru e na Bolívia, o Trichocereus é actualmente utilizado para tratar certas  doenças, principalmente as perturbações mentais e o alcoo 82 lismo. Serve também como meio de defesa contra todo o tipo de bruxarias, bem  como para garantir o êxito e para adivinhar o futuro. Pensa­se também que esta  planta é a guardiã da casa e que ela produz um assobio lúgubre que afasta os  intrusos. Os xamãs distinguem 4 tipos de cactos Trichocereus, dependendo do número de  lados que possuem. Os mais potentes possuem 4 (representam os 4 ventos, as 4  estradas), mas infelizmente são muito raros. Os talos dos cactos, que se podem comprar nos mercados, são cortados aos pedaços  e fervidos em água durante 7 horas. Esta decocção é tomada com outras plantas, o  PedilantInís tilhymaloides (Euphorbiaceae), o Isotoma longiflora (Campanulaceae)  e o Neoromandia macrostibas (Amaranthaceae). Também se mistura, por vezes, com  duas outras plantas alucinogéneas: a Brugmansia aurea e a Brugmansia sanguínea. Estudos químicos e psiquiátricos demonstraram o papel importante destes  aditivos. No xamanismo ­ tal como os outros alucinogéneos ­ a “San Pedro” permite a separação entre a alma e o corpo, e as pessoas tratadas  voam através das regiões cósmicas. Um dos primeiros oficiais espanhóis que  assistiram a estes fenómenos descreveu­os da seguinte maneira: “Os magos índios tomam a forma que desejam e deslocam­se nos ares através de grandes distâncias num espaço de tempo muito curto. Vêem o que  se passa, falam com o Demónio, que lhes responde por meio de pedras ou de outros  objectos que eles veneram.5@ O Lophophora williamsi, “peyotl”: planta sagrada e alucinogénea

O Lophophora williamsi, o “peyotI”, é provavelmente a planta sagrada americana  mais bem conhecida. Tal como o “San Pedro”, e a despeito de vários séculos de  luta por parte da igreja e da administração, esta planta é ainda muito utilizada  pelos Mexicanos, e o comércio dos botões de mescal é ainda florescente nos  mercados da América Central e do México. Todos os anos, após a estação das  chuvas e da colheita do milho, organizam a festa do “peyoti” para comemorar esta  planta, que permitiu ao 83 grande chefe Majakugay, há vários séculos, combater os seus inúmeros inimigos e  fundar um império. Todos os objectos das tropas dispersas de Majakugay foram  destruídos, e o deus transformou­os numa planta maravilhosa, que conhecemos sob  o nome de Lophophora williamsi. O efeito psicológico do “peyotV’ é muito variável e depende das doses  absorvidas, das condições físicas e do carácter receptivo do consumidor. Os seus  efeitos alucinogéneos são muito fortes: provoca visões caleidoscópicas  coloridas. Os outros sentidos, como o tacto e o gosto, também se alteram. A acção do Lophophora willianisi efectua­se em dois níveis sucessivos: ­ Primeiro, aguça a sensibilidade. ­Numa segunda fase produz uma grande calma e  um relaxamento muscular; a atenção desliga­se dos estímulos exteriores, para se  tornar introspectiva e meditativa. O Lophophora williamsi contém cerca de 30 alcalóides (entre os quais a  mescalina), e é fácil entender a importância que esta planta poderá ter no  tratamento das doenças mentais. Outras cactáceas com efeitos alucinogéneos O Lophophora williamsi e o “San Pedro” não são as únicas cactáceas mágicas e  alucinogéneas da cultura pré­colombiana. Grande parte das plantas alucinogéneas  foi designada pelo nome de “falso peyotl”. ­ A Epithelantha micromeris, cujos frutos, os “xilitos”, são comestíveis, foi  utilizada pelos índios Tarahomara. Os feiticeiros ingerem­na para obter visões  mais claras e para comunicar com os outros feiticeiros. Os corredores utilizam­ na como estimulante e para combater o cansaço. Os índios pensam que prolonga a  vida e que faz enlouquecer as pessoas maldosas. ­ A Ariocarpus retusus, ou “falsa pedra”, foi utilizada pelos habitantes do Norte do México. ­ O maior cacto de todos, o Carnegia gigantea ou “saguaro”, apesar de não se conhecer a sua utilização pelos indígenas, contém alcalóides com 

efeitos psicotrópicos. 84 ­ O Pelcyphora asseliformis é também considerado como “falso peyotF’ . ­ O Coryphanta compacta é um pequeno cacto respeitado no Norte do México por ser uma planta eleita pelos deuses. É também consumida pelos xamãs.  ­0 Mamillaria senifis é alucinogéneo e cresce na América Central. Todas estas espécies contêm em abundância alcaloides anteriormente desconhecidos  da ciência. A utilização terapêutica das cactáceas A utilização terapêutica das cactáceas não se limita aos seus efeitos  psicotrópicos e à estimulação do sistema nervoso. ­ O Lophophora williamsi foi utilizado pelos índios norte­americanos como  remédio para estancar as hemorragias. ­ O médico homeopata italiano Rubini foi o primeiro terapeuta a preconizar a  utilização do Cereus grandiflorus. Prescreveu­o para as afecções orgânicas do  coração e dos vasos sanguíneos e, como não tem uma acção depressiva sobre o  sistema nervoso, prefere­o ao acónito, especialmente para os linfáticos e para  os nervosos. Utiliza­o também como potente antipsoríaco (uso externo). * O suco do Cereus pode também ser utilizado como depilatório e para eliminar as verrugas. Em 1890, Jones descobriu a acção antinómica deste  cacto e da digitália. A digitália foi prescrita para corações cansados, e o Cereus grandiflorus para a astenia do coração. * Sultano isolou o alcalóide que denominou “cactina”. Este alcalóide aumenta a energia do músculo cardíaco, faz subir a pressão sanguínea e activa os  centros motores da espinal medula. * Segundo o Dr. Watson Williams, a parte mais rica em princípios activos é a flor. * Ele recomenda uma tintura obtida por maceração (durante 1 mês) dos talos e das flores em 500 ci de álcool e aconselha a sua utilização em doses  de algumas gotas de 4 em 4 horas. 85

O Cereus fimbriatus e o Cereus moníliformis têm propriedades anti­reumatismais.  O Cereus geonietrizans está indicado para as úlceras. No género Pereskia existem várias espécies terapêuticas: * O Pereskiaguamacho, produzido como goma utilizada nas afecções pulmonares catarrais. As folhas têm um sabor acre e utilizam­se em inalações e  tisanas. As flores fornecem tisanas espessas, e os frutos são diuréticos. * O Pereskia bleo tem virtudes anti­sifilíticas e é também utilizado contra a febre amarela. * Os frutos do Pereskia aculeata têm uma acção anti­sifilítica e expectorante. O talo carnudo do Opuntia contém uma quantidade importante de mucilagem. É por  esta razão que é utilizado como emoliente e para fazer amadurecer os tumores  indolentes. * Segundo Faiveley aplica­se o talo do Opuntia vulgaris em todas as afecções inflamatórias e flegmónicas: herpes, erisipela, fleumatismos,  furúnculos. O talo é cortado aos pedaços e esmagado e aplica­se cru ou aquecido  em excelentes cataplasmas. * Contra a desinteria, aconselham­se as flores da Opuntia vulgaris. Os frutos da Opuntia brasiliensis são antiescorbúticos, os ramos são utilizados em cataplasmas e acalmam as dores ciáticas. O suco é utilizado  nos edemas das pálpebras. As cactáceas também são comestíveis Muitas cactáceas dão frutos comestíveis, por exemplo, o Opuntia vulgaris (figo­ da­barbárie) ou o Cereus thurberi dão frutos do tamanho de uma laranja. Também  se comem os frutos do Cereus pruinosus, do Cereus triangularis e do Cereus  giganteus. Com o Opuntia produz­se álcool. Certas espécies servem para a criação  de cochonilhas. Para terminar, as cactáceas são reservatórios naturais de água nas regiões desérticas. 86 É difícil identificar e obter as espécies de forma fiável A utilização das cactáceas, tal como a de outras espécies vegetais, apresenta  alguns inconvenientes. A primeira e maior dificuldade consiste em obter plantas  cuja actividade seja uniforme. Na verdade, as condições específicas de  vegetação, a época das colheitas, a latitude e a natureza dos solos alteram de  forma significativa os processos de nutrição da planta, bem como a sua genética. 

Todos estes factores têm uma repercussão sobre o teor em alcalóides da planta.  Assim, segundo Rouhier, os “peyotIs” do Texas, sendo mais tóxicos, dão menos  visões coloridas do que os “peyotIs” de outras proveniências. Por outro lado, as leis do mercado fazem com que os produtos sejam  frequentemente falsificados. Isto acontece especialmente com o Cereus  grandiflorus. A matéria­prima vendida no mercado e que é suposto ser proveniente desta espécie não é senão uma variedade qualquer de Opuntia, com  propriedades diferentes das que lhe são atribuídas. É por isso que é  particularmente difícil determinar as espécies utilizadas pelos indígenas. Mesmo  o “San Pedro”, que é bem conhecido, só há bem pouco tempo foi identificado com  exactidão, pois durante muito tempo foi confundido com o Opuntia cy1indrica. As cactáceas são plantas resistentes... mas conseguirão resistir à civilização? As cactáceas são, por natureza, resistentes às condições difíceis: seca,  amplitudes térmicas e poluição. A exploração indígena nunca ameaçou a sua  existência, já que os índios colhem apenas uma parte e salvaguardam a quantidade  necessária para a reconstituição da população vegetal. Contudo o entusiasmo dos coleccionadores e a moda dos medicamentos produzidos à  base destas plantas constitui uma ameaça séria para este grupo. Assim, em 1976,  a população de Pediocaclus knowIlonú não ultrapassou os 250. A polícia do  Arizona estima que o contrabando de cactáceas representa um mercado de várias  centenas de milhares de dólares. 87 Actualmente, cerca de 30% das espécies presentes nos Estados Unidos estão  ameaçadas. Seremos nós privados desses “dons terapêuticos fabulosos” que nos  legaram as civilizações pré­colombianas, antes mesmo de conhecermos todas as  suas possibilidades? 88

OS REMéDIOS UNIVERSAIS DE ORIGEM VEGETAL E ANIMAL OS CHIFRES: a ciência confirma a eficácia dos remédios tradicionais dos  Siberianos  A utilização dos chifres fez parte durante muito tempo das receitas populares da  Sibéria. É provável, aliás, que esta prática fosse proveniente da medicina  chinesa. Quanto à farmacopeia de certos povos europeus, ela contém igualmente  extractos de chifres. O Dr. Gilibert estudou a eficácia terapêutica dos chifres  de alce para tratar a epilepsia, depois de a ter observado na Lituânia. As  investigações contemporâneas confirmam os efeitos deste remédio popular. Os três tipos de chifres medicinais Os médicos russos distinguem três tipos de remédios à base de chifres, cujas  propriedades são função da sua origem. A pantocrina A pantocrina foi isolada nos chifres em 1930 pelo professor Pavlenko. Desde  então já foram publicadas várias obras sobre as propriedades desta 89 substância. A dita substância encontra­se em dois tipos de veado: o “sika”  (Cervus nippon) e o “wapiti” (Cervus elaphus), dos quais quatro subespécies  vivem na Sibéria. Para a sua extracção cortam­se os chifres sem magoar o animal, que vive em  semiliberdade. A operação decorre durante o período intenso da sua actividade  biológica. Depois de limpos, os chifres são secos, cozidos, pulverizados e colocados em  solução alcoólica. A sua prescrição faz­se por meio de gotas ou de injecções intramusculares. Breckman e Dobriakov determinaram as suas condições de criação de modo a  sistematizar e optimizar a pantocrina. Os investigadores russos e japoneses conseguiram identificar uma parte dos seus componentes. Estes  constituem uma mistura muito complexa de substâncias inorgânicas e orgânicas, de aminoácidos (leucina, treonina, lisina, fenilalanina, isoleucina),  de lípidos e de fosfolípidos (lecitina, lisoleticina, esfingomielina). Além disso, contêm substâncias específicas, tais como o he tacosan (C27H56), 6  colesteróides, glicóssidos, querâmidos, vestígios de magnésio, de ferro, de 

alumínio, de titânio, de cobre, de prata, de nátrio e de cálcio. A pantocrina é uma substância que parece não ter efeitos secundários. Possui  capacidades antitóxicas e caracteriza­se por uma dupla acção sobre o sistema  nervoso, simpático e central. A rantarina A rantarina é extraída dos chifres das renas (da Rangifer tarandus, que é a  principal subespécie da Sibéria, e da Rangifer tarandus phylarchus). A sua composição é semelhante à da pantocrina, contudo contém um maior número de substâncias orgânicas e um menor número de compostos minerais.  No entanto age de forma diferente, tem uma acção anti­inflamatória e possui  propriedades anti­stress. Certas investigações confirmam a sua acção  antitumoral. A santarina A santarina é extraída dos chifres do antílope saiga (Saiga tatarica). Esta  espécie é explorada pela farmacopeia chinesa. A santarina é um 90 tranquilizante e um antiespasmódico. É uma substância bastante interessante e  que tem, sem dúvida, um futuro indiscutível porque não diminui as capacidades  de trabalho dos indivíduos tratados. Possibilidades terapêuticas da pantocrina, da rantarina e da santarina Os investigadores testaram as possibilidades terapêuticas destas três  substâncias. Os resultados são extremamente promissores no tratamento de doenças cardiovasculares, de hipotensão e também como adaptogéneos e em casos  de neurastenia (incluindo a insónia). ­ A pantocrina tem um efeito antiarrítmico e pode também ser prescrita para as  gastrenterites. A sua utilidade foi confirmada em operações cirúrgicas, em  queimaduras e em fracturas. ­ A pantocrina (e sobretudo a santarina) age sobre a epilepsia e a hipertensão. ­ A rantarina e a pantocrina são estimulantes e tónicas. Melhoram as actuações físicas e mentais e agem, ainda, na coordenação, no cansaço, na  irritabilidade e no apetite. Favorecem também a convalescença. ­ A rantarina e a pantocrina são prescritas na Rússia para tratar problemas  geriátricos (hipertrofia da próstata, em períodos pré­ e pós­operatórios e como 

adjuvante de diversos tratamentos). ­ Reconhecidas as suas propriedades sobre o sistema nervoso, a santarina é utilizada como tranquilizante. ­ Finalmente, estas substâncias são também indicadas para casos de perturbações sexuais. É espantoso que, não obstante todos estes dados (publicados nos jornais  científicos), as substâncias extraídas dos chifres sejam tão pouco conhecidas,  excepto no Japão. Certos biólogos britânicos, contudo, como, por exemplo, o  célebre Thomas Huxley, interessaram­se pela pantocrina, mas as suas  investigações não ultrapassaram a fase experimental. 91

ADAPTOGÉNEOS E BIOESTIMULADORES OU A BUSCA DA"PANACEIA” MODERNA O organismo possui grandes capacidades de adaptação às condições exteriores às  quais é submetido. A homeostase é o resultado desta adaptação. Os teóricos da  medicina definem a doença como um resultado da ruptura da homeostase, ou seja,  do enfraquecimento destas capacidades de adaptação. A homeostase mantém­se por meio de reacções enzimáticas a nível molecular e de uma acção hormonal a nível do organismo. Todas as reacções bioquímicas têm um carácter de compensação (asseguram a  manutenção do equilíbrio) ou um carácter exploratório (elas procuram” novas possibilidades metabólicas). O envelhecimento é entendido como uma perda das nossas faculdades de adaptação,  já que para lutar contra os factores ambientais nocivos o organismo se desgasta  imoderadamente. A busca de substâncias susceptíveis de aumentarem as nossas capacidades de adaptação parece ter um futuro promissor Esta busca não é uma novidade. As plantas “adaptogéneas” pertenciam à “classe  imperial” da farmacopeia chinesa. A sua importância para a medicina moderna está ligada à independência da sua acção sobre os factores externos. Elas aumentam a resistência do nosso corpo contra a poluição química e  electromagnética, contra as infecções, contra o abaixamento do teor de oxigénio  na atmosfera e contra as condições extremas de pressão atmosférica e de  temperatura. Parecem proteger­nos contra as depredações autodestrutivas a que o nosso  organismo é submetido: os radicais livres, a oxigenação natural, os desgastes hidrolíticos, etc. Devemos realçar a diferença entre adaptogéneos e bioestimuladores. Estes últimos  estimulam o sistema imunitário, que é apenas um dos nossos mecanismos de  adaptação. 92

Esta busca é difícil A acção adaptogénea é o resultado de uma actividade complexa dos diferentes  componentes orgânicos. Por este motivo é muito difícil estudá­los, sistematizá­ los e garantir a repetitividade dos seus resultados. Pelo mesmo motivo é  praticamente impossível obter adaptogéneos sintéticos. Acrescentemos que nas  plantas “panaceia” uma classe de substâncias adaptogéneas está, por vezes,  presente nas raízes e outra nas folhas (é o caso do Rhaponticum carthamoides). A acção terapêutica das plantas adaptogéneas A maioria dos adaptogéneos tem uma forte acção anabólica (comparável à dos  esteróides). Eles favorecem as reacções enzimáticas, participando na síntese dos  componentes macromoleculares, tais como as proteínas, os lípidos e os ácidos  nucleicos. Não obstante a medicina asiática possuir o maior número de adaptogéneos  (Schisandra chinensis, Panax ginseng, Centella asiatica, Angelica sinensis),  conhecem­se e estudam­se cada vez mais plantas provenientes de outros  continentes, por exemplo, a raiz de Cimicifuga racemosa (black cohosh root) da  América do Norte, o Harpagophytum procumbens (raiz­do­diabo) de África, as  folhas de Turnera aphrodisiaca do deserto do México ou a casca da árvore  Tabebuia impetiginosa. Vários adaptogéneos parecem ter também uma acção anticancerígena, como por  exemplo, os cogumelos Lentinus edodes (shi­take), Ganoderma lucidum (cogumelo de  Reischi) e Pachyma hoelen (hoelen). Devemos mencionar também a Rhodiola rosea, planta adaptogénea que pertence à  farmacopeia europeia. Foi cultivada em França, em Inglaterra, em Itália e nos  Países Baixos até ao final do século xvii (actualmente encontra­se em estado  selvagem em França). A sua raiz (vendida sob o nome de Radix rhodiae) foi utilizada na Europa contra as dores de cabeça e como  substituto do ginseng, demasiado caro nessa época. No Extremo Oriente era  conhecida sob o nome de “raiz dourada” e era prescrita contra o cansaço. 93 As investigações contemporâneas confirmaram que a Rhodiola rosea age sobre o  sistema imunitário e hormonal. Tem propriedades adaptogéneas de luta contra o  stress físico e psicológico. Redescobriu­se o interesse da sua prescrição em  casos de neurose, bem como em estados patológicos do sangue: por exemplo, para a  leucocitose e para a hipo e hiperglicernias. Além disso, também se observaram  efeitos benéficos desta planta em pacientes em tratamento citostático.

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DESCRIÇÃO DOS TRATAMENTOS UTILIZADOS Neste capítulo descreveremos os tratamentos preconizados na segunda parte deste  livro: ­Como utilizar as plantas e de que forma devem ser consumidas ou aplicadas sobre  o corpo. ­ Como alimentar­se para melhorar o estado de saúde. Através de conselhos e de uma revisão das teorias existentes ­ por exemplo, o “crudivorismo” ou o vegetarianismo ­ de estudos sobre a germinação dos grãos,  sobre o açúcar, o pão, as bebidas, bem como as suas indicações e contra­ indicações. Falaremos também do jejum, recomendado em quase todas as afecções. ­ Como viver melhor graças a exercícios físicos (combinados com um bom repouso), ao relaxamento, aos exercícios respiratórios e aos inúmeros efeitos benéficos do riso. ­ Finalmente, para fechar o capítulo, examinaremos os remédios preconizados pelo  padre Kneipp e pelo Dr. Bilz, praticados durante muito tempo e actualmente  esquecidos pela medicina moderna ocidental: por exemplo, os duches terapêuticos  e os banhos de todos os tipos (vapor, ar, sol, luz ... ). COMO UTILIZAR AS PLANTAS A INFUSÃO A preparação de uma infusão pode ser feita tanto para um consumo diário como à  medida das tomadas. 95 *Aqueça água até ferver e depois junte­lhe as plantas: o equivalente para uma chávena serão 2 a 3 pitadas (cerca de 1 colher, de café). Para 1 litro,  que representa geralmente o consumo diário, uma dezena de pitadas é suficiente. *Deixe a água tremer sem ferver, durante 2 a 3 minutos. Depois deixe em infusão durante 10 a 15 minutos, filtre e beba morna. Se o sabor da sua  tisana for demasiado amargo, pode acrescentar um pouco de mel. Quando tiver de  utilizar várias plantas para fazer a sua infusão, pode fazer a sua preparação  por meio de saquinhos individuais. Neste caso a quantidade necessária deve, bem entendido, ser dividida pelo número de plantas. Se, por exemplo, utilizar 4 plantas diferentes para a sua preparação, a mistura  para 1 litro de água comportará 2 a 3 pitadas de cada planta. Se o desejar, o  seu farmacêutico­ervanário pode preparar­lhe estas misturas. A DECOCÇÃO

É preferível preparar a sua decocção para 1 dia ou 2 de utilização. *Utilize uma dezena de pitadas de plantas (cerca de 3 colheres, de sopa) para 1 litro de água. *Deixe ferver em lume brando durante cerca de 20 minutos e em seguida deixe repousar a mistura durante meia hora e, se necessário, junte­lhe  um pouco de mel. ­ A decocção pode beber­se fria ou aquecida antes de cada tomada. AS DECOCÇõES DO PADRE KNEIPP As decocções do padre Kneipp são utilizadas em banhos, cataplasmas ou  compressas. FLORES DE FENO  91) Por “flores de feno” entendem­se os talos, as folhas, as flores e os grãos do  feno. 96 Utilizam­se 1 a 2 punhados para 1 litro de água. Esta mistura deve ferver em  lume brando durante 15 a 20 minutos. ­ Kneipp realça que os fenos secos ou frescos têm o mesmo valor. ­ Esta preparação é útil em cataplasmas, compressas ou banhos. Como alternativa, pode utilizar flores dos campos, dos prados e dos bosques. Palha de aveia Prepara­se fervendo a palha de aveia cortada, à razão de 2 punhados para 1  litro, durante 15 a 20 minutos. ­ Esta mistura utiliza­se em compressas e em banhos. Decocção de cavalinha 1 punhado para 1 litro de água. Deixe ferver durante 15 minutos. ­ O padre Kneipp recomenda vivamente a cavalinha, quer em tisana quer em banhos, compressas ou cataplasmas. ­ Esta planta tem uma acção remineralizante. AS CATAPLASMAS DE ARGILA Preparam­se com argila desfeita, verde ou branca, que se pode encontrar à venda 

no comércio. Coloque­a num recipiente e cubra­a de água. Quando apresentar uma consistência pastosa, estará pronta a utilizar. A argila é conhecida desde os  tempos mais remotos. Tem os seus fervorosos defensores. As suas aplicações  terapêuticas são muitas e variam em função da sua origem. Revela­se de uma  eficácia notável em unguentos, cataplasmas, máscaras de beleza e compressas, ­ Para o padre Kneipp ela tem um papel importante no tratamento do lúpus e do cancro. É anti­inflamatória e limpa as úlceras pútridas e  malignas. 97 ­ Aconselha­a também para dores de cabeça, de costas, para as luxações, os tumores e as inflamações. A sua acção antipútrita permite a  aplicação em feridas abertas. A MACERAÇÃO Obtém­se deixando as plantas dentro de um líquido durante um período de tempo  mais ou menos longo. Maceração em água * Encha um frasco de vidro com ‘/4 de plantas e o restante com água. * Deixe macerar durante 2 a 3 dias, se possível ao sol. * Agite o frasco de vez em quando. * Filtre, de modo a obter o suco. * Uma alternativa consiste em encher o frasco tal como descrevemos, aquecê­lo em banho­maria durante cerca de 1 hora e deixá­lo a repousar durante  24 horas. ­ Estes preparados são utilizados em banhos, cataplasmas ou misturadas com  bebidas, à razão de 2 colheres, de café, por dia (em média). ­ Devemos acrescentar que este tipo de preparado tem um prazo de conservação muito curto e por conseguinte deve ser utilizado nos dias que se  seguem à sua confecção. Maceração em álcool (alcoolatura) * Pode deixar macerar a planta directamente em álcool, que absorve deste modo os princípios activos da planta. As quantidades geralmente utilizadas  são da ordem de 50 a 100 g para meio litro de álcool. * Pode também utilizar outros tipos de álcool, como o rum, o calvados ou o vodka. O tempo de “digestão” dos produtos activos é de alguns dias para as 

folhas, flores e rebentos, e de 2 a 3 semanas para as raízes e cascas. Filtre no final da operação. 98

Tintura­mãe ­ O preparado tem um protocolo semelhante ao anterior. É feito por laboratórios e destina­se à homeopatia. ­ A posologia destes preparados varia, segundo os casos, entre 20 a 50 gotas diluídas em água ou sumo de fruta, 1 a 2 vezes por dia. Maceração em vinho O vinho é um suporte interessante. É preferível escolher um de muito boa  qualidade e, de preferência, biológico. * A maceração em vinho fica pronta ao fim de um período de 5 a 6 dias, ao fim do qual deve ser filtrada. A sua conservação é excelente. * A prescrição é da ordem de meio a 1 copo, de licor, por dia. Maceração em óleo * Deve utilizar um óleo virgem de primeira pressão a frio. Os óleos de azeitona, de cártamo e de germe de trigo são bons para este tipo de operação.  Após terminar a maceração deve proceder à sua filtragem. ­ Este óleo pode ser tomado com vegetais crus e saladas, na porção de meia colher de sopa. Atenção: não utilize este óleo em cozeduras. ­ Para uso externo em massagens (especialmente dores musculares, reumatismos,  lumbagos, tratamento da pele, etc.), os óleos de amêndoas­doces e de avelã são  mais agradáveis. * Deixe macerar durante um período de 15 dias a 3 semanas, se possível ao sol. * Para acelerar o processo, pode aquecer esta mistura em banho­maria durante cerca de meia hora e deixá­la macerar durante 48 horas. Filtre no final  da operação. 99

OS óLEOS ESSENCIAIS Definição e complexidade da sua estrutura química É impossível dar uma definição exacta dos óleos essenciais. Contudo, a mais  adequada parece ser a seguinte: “Substâncias oleosas aromáticas, provenientes de fontes naturais, frequentemente vegetais, distiladas no vapor.” Não são corpos químicos simples e homogéneos. Contêm misturas de vários  componentes, podendo alguns deles ser dominantes. Além disso, pode existir  sinergia ou antagonismo entre eles. É inútil tentar reduzir a acção do óleo essencial a um dos seus componentes,  mesmo que alguns deles sejam predominantes e que as propriedades do óleo possam  ser bem definidas. A título de exemplo, o óleo essencial de cravo­de­cabecinha  tem fortes propriedades antibióticas. As experiências realizadas no século xix  por um dos fundadores da microbiologia, Robert Koch (Prémio Nobel), demonstraram  que este óleo age sobre certas bactérias após um período de apenas 12 minutos de  exposição e numa solução diluída a 1%! Tenta­se frequentemente reduzir o poder antibiótico dos óleos essenciais à  quantidade dos seus componentes fenólicos. Mas o caso do óleo de cravo­de­ cabecinha mostra bem que tal associação carece de uma justificação científica,  já que este óleo tem efeitos superiores aos do fenol. Por este motivo é difícil  determinar os inconvenientes associados à sua utilização, mesmo que, como é o  caso do Melaleuca alternifolia (que sabemos ser responsável de inúmeros eczemas  alérgicos), se tenha conseguido isolar o factor causal (d­limenona). Cinco razões pelas quais os óleos essenciais não são estáveis A riqueza bioquímica dos óleos essenciais é, sem dúvida, uma das razões da sua  eficácia, mas infelizmente é difícil e, muitas vezes, até impossível realizar  investigações comparativas, bem como repetir os resultados. 100 O problema da garantia e da estabilidade dos óleos essenciais comercializados  também se põe. A quantidade extraída depende do período de vegetação. Os estudos  sobre o manjericão mostraram que ela aumenta significativamente nas folhas, no  início, e isto até à floração, e que em seguida a quantidade baixa nas folhas e  sobe nas flores. Depois da fecundação, ela volta às folhas (mas diminui em  quantidade). É por este motivo que, ao longo do dia, a quantidade de óleo na 

planta varia, tal como a libertação do seu perfume. Foi possível constatar que  esta variação diária é regular, a tal ponto que no século xviii R. Meusee criou  um relógio vegetal aromático, composto de várias espécies de flores. As horas  eram indicadas pelos aromas libertados ao longo do dia, cada espécie libertando  o seu “perfume” em momentos bem específicos. O perfume dos óleos essenciais fornece particularidades multifacetadas. Existe  em particular um mundo fascinante no qual os aromas têm um papel preponderante:  é o que se utiliza quando nos servimos dos seus princípios voláteis para perfumar um quarto de uma casa. A composição química (quantitativa e qualitativa) está associada às condições  ambientais, tais como a qualidade do solo, a atmosfera, a utilização de  herbicidas e a presença de poluentes. Pode variar muito dentro da mesma espécie  em função da sua origem (por exemplo, a diferença de quantidade de cetonas de  Salvia officinalis pode variar de 1000%). Esta variação não se verifica apenas  no que diz respeito à sua composição química, mas também à reacção do organismo  receptor. A experiência confirma que a acção bacteriostática das várias raízes  de um mesmo germe pode ter reacções diferentes num óleo essencial aparentemente  sempre idêntico. A sua grande diversidade química torna impossível comparar o  processo de acção dos produtos naturais com o dos extractos brutos ou de óleos  purificados, e não é possível de modo algum ter uma garantia de estabilidade na  sua produção. Outra dificuldade da homogeneização está ligada ao facto de os  óleos não serem solúveis em água e ser necessária a sua utilização por meio de  um solvente especial ­ um agente emulsionante que interfere no produto inicial. 101

Um pouco de história a propósito da origem dos óleos essenciais Apareceu primeiro a aromaterapia A utilização dos aromas de flores e de plantas é muito antiga. Todos os povos e  todas as tradições utilizaram os “aromas”, com finalidades rituais ou  terapêuticas. A Bíblia cita o hissopo, planta sagrada dos Hebreus ­ que a preparavam de uma maneira específica. A aromaterapia é a arte de recuperar ou de conservar a saúde utilizando a parte  volátil ou olfactiva das plantas. Depois veio o embalsamamento O embalsamamento foi praticado por diversas culturas. Há 6000 anos os Egípcios  sabiam extrair a essência das coníferas: a madeira de cedro era aquecida num  recipiente de argila, cuja abertura era coberta por uma grade de fibras de lã. Bastava espremer a lã para libertar a essência de que  esta ficava impregnada. A seguir vieram as destilações O desenvolvimento e o entusiasmo que os óleos essenciais tiveram ao longo dos séculos só foram possíveis graças à destilação. Este procedimento foi  provavelmente descoberto por sábios árabes no início da Idade Média. A essência  de alecrim foi uma das primeiras a ser isolada e extraída por Ramóri Luil  (nascido em Maiorca em 1235). Em 1370, certos documentos relatam a existência de uma destilação obtida a  partir do cedro, do alecrim e da terebintina, chamada “água da rainha da  Hungria”. Mas só a partir do século xv se começou a praticar a destilação de  plantas e de flores. Independentemente da água­húngara, ninguém (à excepção de  alguns alquimistas cujos trabalhos são ainda mal conhecidos) se interessava  pelas partes oleosas das plantas que, ao separarem­se, boiavam à superfície das  águas destiladas. Eram consideradas como impurezas, inutilizáveis na produção de  “perfumes”. 102 E são finalmente mencionados O catálogo das especiarias de Francoforte, editado em 1450, não menciona nenhum  óleo essencial. Um pouco mais de um século depois, em

1587, existe um reportório de 59. A partir do início do século xvii a destilação é realizada em laboratórios, e a sua produção torna­se mais  substancial. No século xviii começam a melhorar os rendimentos e passam a  existir meios que irão permitir detectar e suprimir as fraudes, que se tornam frequentes. O século xix e o início do século xx trazem um melhor conhecimento dos óleos  essenciais, graças às aplicações da química analítica e da fisiologia vegetal.  Mas, apesar de ter conhecido uma fama incontestável, constata­se actualmente o  pouco interesse que a ciência oficial tem por este tipo de investigação. A mais  importante base de dados das investigações médicas, a Medline, relata apenas 57  trabalhos efectuados sobre os óleos essenciais durante os últimos três anos. As causas dos poderes dos óleos essenciais Os óleos essenciais estão entre os remédios mais potentes conhecidos. A sua  eficácia reside na diversidade dos seus componentes químicos. A sua concentração  em princípios activos confere­lhes um poder excepcional. Deste modo, para extrair quantidades ínfimas, são necessárias grandes  quantidades de matéria­prima. Para obter 500 g de essência de bergamota, por  exemplo, são necessários 100 kg de frutos; 300 kg de limões para 1 kg de  essência; 1000 kg de flores de laranjeira para 1 kg, e 200 kg de lavanda para 1  kg de essência. Certas plantas fornecem quantidades ainda mais ínfimas: para se obter 5 g de essência de violeta, são necessários 100 kg de flores de violeta! A  título de comparação, para uma decocção de violeta (20 g para 1 litro de água)  utilizam­se 1000 vezes menos de matéria vegetal do que para produzir uma só gota  (1 g) de óleo essencial. Mas este exemplo tem apenas um carácter demonstrativo,  já que a diferença é também qualitativa (os princípios da decocção são  diferentes dos princípios dos óleos essenciais). 103 Verifica­se que os óleos essenciais penetram facilmente no organismo através da  pele. Esta propriedade é um meio precioso para veicular outros tipos de  preparações medicinais. Os óleos são depois eliminados pelos rins e pelos  pulmões, onde produzem a sua acção anti­séptica. Esta facilidade de penetração  no corpo é frequentemente subestimada. O poder dos óleos essenciais sobre o organismo O seu poder, bem como a heterogeneidade da sua acção sobre o organismo, são as  razões pelas quais é imperativo utilizá­los com prudência!!! A sua utilização  deve ter em conta o óleo e o modo de administração:

­ Em uso externo, por inalação, lenço, compressas, máscara de argila, massagens, fricções, banhos curativos, gargarejos, champôs ou difusão no ar (por  evaporação ou pulverização). ­ Por via interna, é necessário o aconselhamento de um terapeuta competente e não os utilizar puros, mas, de preferência, diluídos ou em  cápsulas. A acção antibiótica dos óleos essenciais O poder anti­séptico dos óleos essenciais é conhecido desde há muito e foi  confirmado pelos resultados das investigações contemporâneas. A sua acção  antibiótica é inegável: em 133 óleos estudados, 105 demonstraram uma forte acção  bactericida, bacteriostática e antifúngica. Além disso, a lista dos “óleos  antibióticos” não terminou e enriquece­se constantemente. Entre as plantas  africanas, o Schinus inollelin, espécie originária do Zimbabwe, tem um poder  antibiótico quase excepcional sobre todos os micróbios examinados (20 espécies  de bactérias e 5 fungos). Esta acção antibiótica já foi realçada no início da microbiologia moderna. Em  1881, Robert Koch estudou a acção bactericida da essência de terebintina. Além  disso, estudos efectuados no século xix confirmaram a acção particularmente  forte das essências de canela, de orégão e de cravinho­da­índia (em emulsão ou  vaporização). Contudo, pensa­se descobrir ainda as suas propriedades terapêuticas. Em 1893, M.  G. Bertrand e Forne estudaram o poder bactericida do 104 Melaleuca viridi ra (”niauli”). Um século depois, em 1992, certos produtores  reivindicam ter “descoberto” as suas propriedades medicinais. E, para terminar, notamos que são sempre os mesmos óleos os mais utilizados: de  orégão, de tomilho, de gerânio, de canela, de cravinho, de canela­da­china, de  lavanda, de limão, de zimbro, de laranjeira e de bergamota. As vantagens dos óleos essenciais Os investigadores surpreenderam ­se (e continuam a surpreender­se) com a rapidez da sua penetração no organismo: ­Já dissemos que bastam 12 minutos para o óleo de cravinho agir sobre certas espécies bacterianas. ­Os vapores da essência de limão, em  suspensão no ar, agem em 2 horas sobre os estafilococos. ­ As afecções das vias respiratórias são atacadas pelos óleos de

eucalipto, de pinho, de mirta, de mirra ou de tomilho em menos de 1 hora. Em 1936, Risler verificou que era possível prolongar a sua acção acrescentando­  lhes elementos não voláteis, tais como resinas, o que lhes confere um tempo de  acção extremamente longo. Este autor demonstrou assim que as misturas de óleos  essenciais são muito mais activas do que quando estes são aplicados  separadamente. Mas utilizem­nos com prudência! Independentemente do poder que as essências fornecem durante a sua utilização,  deve evitar­se misturá­las (salvo sob prescrição médica autorizada) com outros  medicamentos. Verificou­se, por exemplo, que certos antibióticos diminuem o poder  antibacteriano do óleo de erva­cidreira. Em contrapartida, este aumenta a toxicidade dos antibióticos. Finalmente, observou­se por diversas vezes a resistência dos microrganismos. É a  utilização abusiva dos óleos essenciais que é responsável deste fenómeno. É  também por esta razão que é necessário utilizá­los com cautela. 105

Outras acções dos óleos essenciais sobre o organismo humano Os óleos essenciais não se limitam a ter uma acção antibiótica. A riqueza deste  grupo de remédios fitoterapêuticos é tal que não existe praticamente nenhuma  patologia que não responda à sua administração. Apresentamos a sua utilização  pormenorizada na 2.’ parte desta obra, consagrada ao tratamento de 267 afecções. Mas, de uma maneira geral, podemos afirmar que eles são notoriamente  antiespasmódicos. Os óleos essenciais geram, em doses fortes, um mal­estar que  pode ir até à paralisia dos movimentos espontâneos da musculatura lisa. Em altas  diluições são estimulantes. As múltiplas virtudes terapêuticas dos óleos essenciais *Os óleos de menta, de mentol e de cânfora são antiespasmódicos e agem sobre o intestino e a vesícula biliar. *O tomilho age mais especificamente sobre os pulmões. *A mistura de mentol, timol, cânfora e cineol, utilizada em aerosol, é antitússica. Este fenómeno foi demonstrado nas cobaias submetidas a vapores de  amoníaco e no homem submetido a vapores de ácido cítrico. *As propriedades cicatrizantes, anti­inflamatórias (as últimas investigações  relatam a grande eficácia do Bupleurum frutescens), citofilácticas, tónicas,  desintoxicantes e anti­reumatismais, a acção estimulante sobre as secreções  gástricas, biliares e intestinais, os seus efeitos sobre o sistema circulatório  são também frequentemente citados. *Também se demonstrou o seu poder anticolesterol (menta) e antiparasitário  contra vermes e protozoários (até contra certos parasitas tropicais difíceis de  combater). *As investigações realizadas em 1993 em São Paulo, no Brasil, demonstraram a  acção preventiva do sabão à base de óleo essencial de Pterodonpubescens  leguminoseae contra o Schistosomias mansoni, veiculado pelos ácaros. 106 Eles estimulam as defesas imunitárias e combatem as bactérias A outra vantagem dos óleos essenciais que não devemos negligenciar é que eles  estimulam as defesas naturais do organismo. Quando, por exemplo, actuam sobre  uma infecção, aniquilam os germes e têm um poder antibacteriano garantido. Não  sendo meramente imunoestlmulantes, reforçam também o terreno e favorecem a  reacção orgânica. Inúmeros trabalhos apontam o largo espectro da sua aplicação: podem ser  utilizados em praticamente todas as afecções bronquíticas, gripes, sinusites, 

afecções urinárias e micoses. Mas o mais importante é que, graças ao seu poder  de estimulação natural das defesas imunitárias, eles favorecem o regresso a um  bom estado de saúde. Mas, prudência!... A aromaterapia é uma medicina activa que deve, contudo, ser utilizada com alguma  precaução. Certos óleos essenciais podem apresentar inconvenientes, em  particular a salva, o hissopo e a artemísia, que podem provocar crises de  epilepsia. Devem ser manejados com prudência e ser prescritos apenas por terapeutas experimentados. O seu modo de preparação A destilação mais correntemente utilizada pratica­se em vapor de água. As  plantas, depois de seleccionadas e limpas, são colocadas num alambique. A  mistura é então aquecida, e o óleo essencial sobe à superfície, podendo ser  recolhido no final desta operação. Modo de utilização Por via interna A posologia média é de 1 a 4 gotas, duas a três vezes ao dia, dependendo das  essências. Não é necessário tomar quantidades importantes de óleos essenciais, tendo a sua  utilização demonstrado que uma posologia regular de peque 107 nas quantidades dava com frequência melhores resultados. É preferível começar  por doses fracas e aumentá­las progressivamente, sem contudo ultrapassar as  doses indicadas pelo terapeuta. Certos óleos fenolados, tais como o de tomilho, de segurelha ou de orégão, devem  ser tomados de preferência em preparações específicas, confeccionadas por um  farmacêutico­ervanário. Em supositórios O seu farrnacêutico­ervanário pode preparar­lhe supositórios à base de óleos  essenciais. Em fricções

Fricções ou massagens podem ser executadas com óleos essenciais diluídos num  óleo vegetal (de avelãs, amêndoas­doces, germe de trigo, etc.). A pele, por  capilaridade, absorve os princípios activos, que penetram deste modo no  organismo. Por vaporização A vaporização na atmosfera é uma forma interessante de sanear o ambiente e de o  purificar de forma agradável. Os óleos essenciais perfumam a atmosfera  regenerando simultaneamente o meio ambiente. Existem actualmente pequenos difusores de aromas, baratos e de fácil utilização.  Como alternativa, pode colocar algumas gotas de essência num recipiente, previamente misturadas com álcool (10 a 20%, ou seja, 1 a 2 gotas  para 10 gotas de álcool). Ao evaporar­se, esta mistura purifica a atmosfera. Esta utilização é um meio eficaz de prevenção contra os pequenos males do  Inverno (essências de eucalipto, de tomilho, de pinho e de terebintina). Onde se podem encontrar os óleos essenciais? O seu farmacêutico­ervanário pode fornecer­lhe todos os óleos essenciais e  aconselhá­lo quanto à sua administração. 108 Também existe uma gama importante à sua disposição nas lojas de dietética. É preferível utilizar óleos extraídos por vapor de água, se possível de  qualidade biológica. Precauções na utilização É importante saber que os óleos essenciais não se dissolvem em água (não são  hidrossolúveis). Terá de utilizar um diluente, por exemplo, álcool, óleo,  “carvão de Belloc” (vende­se nas farmácias), um pedaço de açúcar ou de mel ou  ainda incluí­los noutras preparações. Para os banhos, pode utilizar o álcool, numa proporção de 10 volumes de álcool  para 1 volume de óleo essencial. Para fazer esta mistura pode também utilizar um  gel de banho ou champô. N. B.: Nunca deixe os óleos essenciais ao alcance de crianças. A DRAGEIA

A drageia envolve e protege a planta sem diminuir de modo algum a sua eficácia, apesar de muitos terapeutas tradicionalistas lhe preferirem a infusão ou a decocção. Uma cápsula está doseada de 250 a 400 mg. O invólucro é dissolvido pelos sucos  gástricos, e a planta, ficando em contacto directo com as mucosas do estômago, é  rapidamente assimilada pelo organismo. Esta modalidade fornece a possibilidade de seguir um tratamento fitoterapêutico  de forma fácil e eficaz. Além disso, sendo cada drageia doseada com precisão, a  sua ingestão é sempre idêntica, fácil e agradável. Certas plantas têm um sabor particularmente acre, como, por exemplo, a erva­ moleirinha. Graças às cápsulas, podem ser facilmente ingeridas, o que nem sempre é o caso com a infusão, a decocção ou a maceração, que exigem,  frequentemente, o recurso ao açúcar ou ao mel para alterar o seu sabor inicial. 109

COMO DEVE ALIMENTAR­SE PARA SALVAGUARDAR A SUA SAúDE A ALIMENTAÇÃO As teorias alimentares são variadas e antigas Certas teorias estão associadas a práticas religiosas ou a proibições  alimentares, como é o caso, por exemplo, do catolicismo. De facto, esta religião  prescreve a quaresma em determinados períodos, bem como a proibição do consumo de carne às sextas­feiras, e aponta os pecados capitais,  entre os quais a gula tem um lugar importante. Hipócrates conhecia a importância da alimentação e preconizava: “Que a alimentação seja o teu medicamento.” E ainda: ­­­Quando alguém desejar recuperar a saúde, é necessário perguntar­lhe se está  pronto a suprimir as causas da sua doença; só então será possível ajudá­lo. “ Maimónides, médico, filósofo e rabino que viveu em Toledo no século xii enuncia  as seguintes regras: “Come apenas quando sentires vontade. O homem sábio só come para acalmar a sua fome.” Cinco séculos antes da nossa era, os médicos chineses já tinham feito a  aproximação entre a sobrealimemtação e a doença. No Neí Ching, que é um dos mais  antigos tratados de medicina, é sob a forma de diálogos que um médico ensina ao  seu imperador as regras que governam a vida: 110 ­ Nos tempos antigos ­ perguntava o imperador ­ o homem podia, ao que parece, viver até aos 100 anos; agora, gasta­se muito rapidamente e morre  jovem, qual é a razão de ser assim? ­Antigamente ­ responde o médico ­ os homens  seguiam o Princípio. Eram sóbrios e levavam unia vida ordenada e regular; actualmente os homens são  destemperados, bebem álcool e cometem abusos. Ainda neste nosso tempo, se o  homem poupar as suas energias, pode viver de boa saúde e tornar­se centenário. A sua alimentação e o seu modo de vida têm consequências sobre a sua saúde

Para os partidários de uma alimentação saudável, a cozedura e as diversas  transformações dos alimentos implicam alterações de estrutura e perdas de nutrientes difíceis de avaliar. Deste modo, as experiências feitas no início do século por dois célebres  investigadores, Simonsen e Pottenger, não deixam qualquer dúvida sobre as  consequências que as modificações nos nossos hábitos alimentares podem implicar. No âmbito desta experiência, dois grupos de gatos foram alimentados de forma  diferente: o primeiro com carne crua e leite cru; o segundo com carne cozida e leite fervido. Os gatos alimentados com carne crua permaneceram  de boa saúde, enquanto os do outro grupo, alimentados com carne cozida, sofreram  doenças, e as suas crias apresentaram taras e malformações, em particular ao  nível do maxilar e do esqueleto. Não somos gatos, como é óbvio, mas é mais do que certo que não somos  geneticamente capazes de nos adaptarmos a modificações importantes no nosso modo  de vida. A nossa alimentação já não é semelhante à dos nossos antepassados, que  era fundamentalmente crua e composta de frutos, bagas e raízes. Os alimentos desnaiurados que consumimos Actualmente, a nossa alimentação, devido à industrialização da agricultura e à  notável transformação que tem sofrido graças à conservação, ao congelamento e  aos pratos pré­preparados, tornou­se barata (as despesas neste campo representam  em média 20% a 25% do orçamento familiar). As prateleiras dos mercados e das grandes superfícies estão repletas de  alimentos variados e abundantes. Mas estes sofreram alterações muito importantes  durante as últimas décadas. Inúmeras substâncias químicas, destinadas a  preservar as culturas contra a invasão de parasitas e de ervas daninhas, são  utilizadas para aumentar o rendimento da produção. Estas substâncias concentram­ se no vegetal, e os excedentes contaminam os solos e as camadas friáticas. Calcula­se um patamar de tolerância, considerado aceitável, que vai até um certo teor de contaminação, já que se considera que abaixo desse patamar  as doses ingeridas não têm qualquer incidência sobre a saúde humana. Estas são  calculadas em função de uma quantidade ingerida ao longo de uma vida e supõe­se que não apresenta riscos apreciáveis. Uma vez  estabelecida esta quantidade limite, aplica­se­lhe um coeficiente de segurança e  define­se assim a dose máxima admitida diariamente. Este tipo de cálculo deveria ser tranquilizador e pôr­nos ao abrigo de qualquer 

intoxicação pelos componentes de síntese que entram hoje em dia correntemente na nossa alimentação. No plano teórico, estes cálculos têm uma  certa coerência. No plano prático, em contrapartida, podemos considerar que  diversos poluentes alimentares, introduzidos através de técnicas modernas e  industriais, representam uni “risco maior” para a saúde global das populações, quanto mais não seja porque somos incapazes de  avaliar as reacções específicas de cada indivíduo. Escolha a qualidade e modere a quantidade Uma boa parte dos males de que sofremos está directamente ligada ao nosso modo de vida e, especialmente, à nossa alimentação. É por esta razão que nos parece especialmente importante insistir neste ponto. Se, por um  lado, como afirmam muitos investigadores, devemos limitar a quantidade de alimentos que consumimos, devemos por outro lado estar atentos à  sua qualidade. Por esta razão é útil evitar o consumo de pratos pré­preparados,  congelados, cozinhados, etc., e que sofreram, além dos poluentes alimentares  durante a sua cultura (ou criação, quando se trata de produtos de origem  animal), manipulações para a sua transformação que recorrem a conservantes,  corantes, emulsionantes, etc. 112 O consumidor, no final desta cadeia, compra, prepara e consome alimentos  desnaturados. A nossa vitalidade e a nossa saúde sofrem as consequências, e  perdemos a capacidade de fazer face às inúmeras agressões exteriores. As doenças de civilização cardiovasculares, cancros, diabetes, reumatismos,  alergias, etc., proliferam (consequência de uma mistura judiciosa de stress, de  condições de vida trepidantes e, para cúmulo, de uma alimentação inadequada,  rica em gorduras animais e em colesterol ... ). Conselhos para melhorar a sua alimentação Escolha bem os seus produtos É preferível escolher, se possível, produtos provenientes de agricultura  biológica. Existem etiquetas que garantem a origem, por exemplo, a Ecocert, e que diminuem parcialmente os riscos. Como alternativa existem em  muitos mercados pequenos agricultores que vendem directamente a sua produção aos consumidores e que utilizam geralmente muito menos produtos químicos, ou só os utilizam em caso de necessidade. Quando? Como? O que comer?

O professor Bilz tinha este tipo de discurso: Quando deve comer? Quando sentir necessidade; o melhor é comer 3 vezes por dia e nunca comer nem de mais nem à noite. Como deve o homem comer? Deve mastigar bem e durante um período o mais longo  possível todos os alimentos. Por duas razões. A primeira, porque a saliva, tão  importante no acto da digestão, mistura­se convenientemente aos alimentos e  facilita o trabalho do estômago. Mas para conduzir até ao estômago alimentos bem  triturados e muito bem desfeitos é necessário ter bons dentes. Se quiser ter  dentes sãos, lave­os várias vezes ao dia. Não tome bebidas nem alimentos demasiado quentes ou frios pois estes  estragam os dentes e prejudicam a sua conservação. O que devemos comer? O homem deve comer alimentos fáceis de digerir, em  particular: 113 ­ Frutos e legumes que a terra produz e que o sol faz amadurecer. ­Cereais  integrais: o trigo, com o qual se fabrica um pão de farinha grossa e que é tão alimentício e saboroso. É bom para a saúde porque o seu  conteúdo tem glúten, situado no invólucro do grão. O pão também contém fósforo,  magnésio e inúmeros minerais, indispensáveis ao bom equilíbrio corporal. Pela  primeira vez, há cerca de 7000 anos, os homens colheram gramíneas selvagens e  cultivaram­nas. Todos os cereais estão inscritos nas grandes civilizações e marcaram a consciência dos povos e a história da humanidade. Eles estão na base de  tradições filosóficas e religiosas. O arroz, o trigo, a cevada, o milho painço,  o trigo sarraceno, o centeio e o mais (em função das épocas e das regiões) participam na elaboração da estrutura do corpo e das células e têm uma  influência directa nos comportamentos humanos. A sua cultura contribuiu para sedentarizar os nossos antepassados nómadas, transformando­os em  cultivadores. A classificação dos alimentos de Shelton Para Shelton, as perturbações que se verificam no nosso estado de saúde decorrem  de um desconhecimento da higiene alimentar, da sobrealimentação e de combinações  erradas de alimentos. Shelton estabeleceu regras para as combinações  alimentares. A sua observação dos animais selvagens permitiu­lhe constatar que  estes comem sobriamente e não misturam variedades diferentes de alimentos no  decurso de uma mesma refeição. Assim a sua classificação dos alimentos é a  seguinte:

* proteínas * xaropes, hidratos de carbono e outros açúcares * farináceos * frutos doces * gorduras * frutos ácidos * frutos semiácidos * legumes verdes * e, numa categoria à parte, os melões, já que estes não podem ser misturados com outros frutos nem com qualquer outro tipo de alimento. 114

Os dez mandamentos de Geffroy Geffroy, fundador da revista Vie Claire, preconizou as seguintes regras de  alimentação: 1. Evitar a sobrealimentação, devendo as restrições alimentares aplicar­se  sobretudo à carne e aos subprodutos animais e, obviamente, ao álcool e ao  tabaco. 2. Evitar o hipertiroidismo e as radiações ionizantes, as temperaturas ambientes elevadas (o sobreaquecimento dos apartamentos). 3. Exigir a não eliminação do germe e da base proteica do trigo na preparação das farinhas e a proibição do mazute para a sua cozedura. 4. A proibição de utilizar, na indústria alimentar, aromatizantes, emulsionantes e outros produtos que ele desconfiava serem cancerígenos. 5. A proibição da comercialização de óleos refinados, de gorduras hidrogenadas e de carne de animais alimentados com produtos adicionados de  antibióticos. 6. O regresso a processos razoáveis de cultura de frutos, de legumes e de cereais, de modo a não perturbar a sua composição aumentando o teor em  produtos químicos, nitratos e potássio. 7. Proibição de obrigar seres humanos a trabalharem em condições insalubres, sem luz e num ambiente viciado, de modo a que, por magia,  desapareçam muitas patologias. 8. Estimular a expressão activa da consciência e o desenvolvimento de faculdades tais como a memória e a intuição, que permitem ao homem ultrapassar a sua mediocridade. Quanto à vontade, esta desenvolve­se por  meio de exercícios físicos, tal como os músculos. É simples, basta para tal,  perante uma alternativa possível, fazer algo que tem de ser feito, ou não o  fazer porque é cansativo. Qualquer acção que necessite de esforço deve ser  privilegiada. Pretender escolher o caminho da boa saúde exige um esforço de  vontade. 9. Necessidade de optimismo e de auto­sugestão; reconhecer a influência que pode  ter o pensamento sobre o corpo e vice­versa. 10. Agir também sobre certas causas independentes da nossa vontade: as causas psicológicas, de origem psicossomática, tais como a angús­ 115 tia, os medos, o stress e os desgostos, que geram reacções próprias a cada  indivíduo e que têm por vezes origens ambientais. O crudivorismo O crudivirismo preconiza a exclusão da nossa alimentação de qualquer tipo de 

cozedura e a ingestão de alimentos no estado em que a natureza os produz. O  instinto alimentar deve ser redescoberto, já que os nossos gostos e apetências  foram pervertidos pela transformação dos alimentos e dos nossos métodos  culinários. O exemplo de um animal doméstico que sempre comeu carne crua, e a quem se dá a  provar carne cozinhada, e a come e pede mais é uma boa ilustração deste facto.  Já se observava este fenómeno em volta dos acampamentos onde os alimentos eram  cozidos e onde os animais selvagens, atraídos pelo cheiro, comiam os restos  deixados pelos homens. Um outro fenómeno relacionado com este é o facto de este  tipo de hábito criar dependências e, por conseguinte, se espalhar facilmente. É  assim que trocamos de moradas de restaurantes ou de receitas culinárias. Para os adeptos do crudivorismo, só os alimentos produzidos naturalmente no  nosso ambiente devem fazer parte das nossas ementas. Fomos geneticamente “programados” para os consumirmos assim mesmo, já que  estamos fisiologicamente próximos dos nossos primos, os macacos, tendo em comum com eles 99% do nosso material genético. Entre o  chimpanzé e o homem existem grandes semelhanças genéticas. Estas semelhanças  deveriam inspirar­nos sobre o nosso tipo de alimentação. Este método preconiza uma alimentação que terá sido a do homem na sua origem.  Alguns chamam­lhe alimentação paleolítica, pois exclui qualquer tipo de  cozedura ou de transformação, qualquer adição de sal, de pimenta ou de açúcar  (mas permanece contudo uma hipótese de escola). As alterações que decorrem da  cozedura predispõem­nos ao consumo de alimentos cada vez mais modificados, como  é o caso, por exemplo, do açúcar, do café e dos excitantes, o que contribui para  o nosso desequilíbrio orgânico. 116 Para o Dr. Devernois de Bonnefon, o carácter recente das transformações que  aplicamos aos nossos alimentos, graças à industrialização da agricultura e às  diversas mutações ligadas à conservação e à preparação da nossa alimentação, têm  por consequência o facto de o nosso organismo não conseguir adaptar­se a estas  novas formas e técnicas alimentares. Deveríamos, por isso, questionar estas  transformações, bem como as diversas misturas que fazemos no decurso de uma  mesma refeição. As fibras cruas agem de uma forma específica sobre a flora intestinal e  influenciam os microrganismos que a compõem. Elas estimulam a função das  bactérias úteis e facilitam a eliminação das bactérias patogénicas. A acção enzimática da alimentação crua é importante: ela é viva e

facilita a digestão e a boa assimilação dos princípios nutritivos. Daí a necessidade de uma alimentação em que o cru entre numa proporção importante,  para nos protegermos contra as doenças degenerativas. A cozedura destrói as  enzimas e priva o organismo destes preciosos aliados. A clorofila é um pigmento essencial, cuja função é a fotossíntese, e encontra­se em quantidades suficientes nos legumes verdes. Quando estes  alimentos são ingeridos crus, têm poderes protectores espantosos sobre o nosso  organismo. Os grãos germinados Constituem uma outra forma de consumir os cereais e as leguminosas. Muitos grãos  prestam­se admiravelmente, com efeito, a esta simples operação: basta colocar os  grãos num prato ou num recipiente e cobri­los de água. Depois devem ser  enxaguados, e deve mudar­se­lhes a água todos os dias. Ao fim de 2 a 3 dias os  grãos começam a germinar e podem ser consumidos misturados em saladas. O príncipe Sadruddin Aga Khan lembra o seguinte: 1’Para nos livrarmos dos hábitos alimentares suicidas das sociedades industriais  e para garantir aos habitantes do Terceiro Mundo uma quantidade de alimentos  suficiente, trata­se de aprender a utilizar as tecnologias primárias que livram os primeiros da doença dos da fome. “ 117

Os grãos germinados têm um poder energético extraordinário. Constituem um  alimento por si só e são ricos em vitaminas, enzimas e oligoelementos  assimiláveis. Têm uma importância fundamental em todos os casos de carência e,  além disso, não têm quaisquer contra­indicações. Todos os grãos são excelentes: o trigo, a aveia, o centeio, o arroz, a cevada, o  milho painço, bem como as leguminosas: grão­de­bico, lentilhas, feijões de todas  as espécies, soja, etc. O pão na história A evolução do consumo do pão na história é interessante já que ela marca a diminuição progressiva do número de cereais utilizados pelo homem. Como  alimento fabricado, é relativamente recente na história alimentar da humanidade  e foi colocado em lugar de honra pelos ricos. Anteriormente consumiam­se  essencialmente bolachas e papas. Rivalidade entre os cereais segundo as épocas ­ Para a Roma antiga o pão era um produto novo. Preferiam­lhe o trigo moído confeccionado em papas. ­Na Antiguidade o pão de trigo fermentado era o  mais utilizado. Não boiava à superfície da água e afundava­se, o que nos dá uma  ideia da sua densidade. ­ Os Gregos, habituados ao pão de trigo, consideravam que o pão negro de centeio dos Macedónios e dos Trácios era detestável. ­ Os Romanos consideravam o centeio uma planta daninha. Só gostavam do pão de  cevada. Durante muito tempo o pão foi considerado como um produto raro e caro, que era necessário consumir com moderação e parcimónia. Nas regiões  alpinas coziam­no raramente por falta de lenha, e era conservado com um cuidado  muito especial. Encontraram­se pães conservados durante vários anos. ­ Mais perto de nós, os Anglo­saxões e os Latinos têm uma preferência acentuada pelo pão branco. ­Os Alemães e os Eslavos preferem o pão negro. 118 Também se confeccionou pão de milho painço, aveia e bolota e até mesmo de  leguminosas (sobretudo lentilhas). E foi por causa da noção de luxo associada ao  pão de trigo que se expandiu o pão de batata. Crenças e doenças

Para certos povos o pão era considerado um alimento “extraordinário”, uma dádiva  dos céus. Basta verificar a importância que ele ocupa nos mitos, nos contos e nas crenças populares. O pão era utilizado para acalmar a  fome e, em razão dos seus poderes benéficos, para combater as más influências  graças às suas propriedades curativas. Os bolos que se confeccionam em memória  do pão milagroso de Santo Emiliano, bem como os que se oferecem a Santa Agata no dia 5 de Fevereiro, constituem um bom exemplo  deste fenómeno. Um ditado popular afirma que “aquele que deixar cair pão ao chão e por cima lhe  passar saberá um dia o que é ter fome “. O poder estatal descobriu também a importância do pão, que é mencionado no  Capitulário de Francoforte de 794, em documentos emanados de Carlos Magno: este  imperador pretendia fixar um preço máximo para os cereais, independentemente da  importância da colheita. As virtudes do pão Panificação e simbólica Segundo o historiador Henirich Edouard Jacob, a origem da primeira panificação  situa­se a cerca de 4000 anos antes da nossa era. Foi o principal alimento dos  povos da região do Nilo, e pensa­se que os primeiros trigos cultivados provinham  da Abissínia. Mas é provavelmente do Egipto antigo que aprendemos a arte da  panificação. A simbólica do pão reveste­se de um carácter muito particular. A segurança  alimentar que oferecia a cultura do trigo foi o ponto de partida da evolução das  técnicas e das ciências. Tem uma Influência importante na construção do  pensamento abstracto. As antigas tradições sempre tiveram uma atitude de  respeito para com os seus cereais. 119

Pão integral e pão branco.. Uma explicação necessária A operação de moagem pulveriza simultaneamente o farelo e o endosperma para  fazer uma farinha integral. Desde há séculos que a farinha é peneirada de modo a  fornecer farinhas cada vez mais brancas. Porque a imagem da brancura imaculada é  imposta ao público como garantia de pureza e de boa saúde! Todavia tudo milita em favor do pão integral, na condição de este ser confeccionado com farinha biológica. Porque o pão integral cuja farinha provém  de cultura industrial é mais perigoso do que benéfico, já que o farelo concentra os resíduos químicos utilizados na agricultura. O pão integral natural é mais rico em sais minerais e biocatalisadores. A  celulose é um activador hepático. Graças à sua acção laxante, é um anti­séptico  das vias biliares e intestinais. Além disso, a ingestão de farelo favorece a  eliminação do colesterol e dos sais biliares e reduz as litíases, daí a sua  importância na prevenção dos cálculos. O farelo facilita a digestão e combate a prisão de ventre De um ponto de vista alimentar é nitidamente preferível às outras fibras que se  encontram nos vegetais. Estes contêm todos celulose em várias quantidades, mas o farelo tem um poder higroscópico várias vezes superior  ao dos legumes. O professor Bernier considera que 20 g de farelo por dia são suficientes para  tratar a prisão de ventre causada por inércia do cólon (a mais vulgar). Henri Charles Geffroy, fundador da revista Vie Claire, constata que a  prisão de ventre, mesmo a mais rebelde, desaparece geralmente em alguns dias quando as pessoas que dela sofrem substituem o pão branco por pão  integral. Realça também que este tem uma acção salutar sobre as perturbações digestivas, a obesidade, a hemoglíase e os problemas  cardiovasculares decorrentes de uma má assimilação do glúten e do amido. Mas actualmente só os pães integrais confeccionados com farinhas biológicas  respeitam estes critérios de qualidade. 120

As especiarias: devem ser consumidas com moderação Estas são, geralmente, muito controversas para todos os adeptos de uma  alimentação saudável, pelo menos nas nossas regiões. Aconselham que sejam  utilizadas com moderação. É também o caso do sal, cujo consumo não deve ser exagerado. O açúcar O açúcar na história O consumo de açúcar é um fenómeno relativamente recente. Os Gregos nem sequer  tinham uma palavra para designar a caria­de­açúcar. Nearco, almirante ao serviço  de Alexandre, o Grande, chamava­lhe o mel sem abelhas. 600 anos antes da nossa era, os Persas descobriram uma técnica de refinação e de  cristalização do suco da cana­de­açúcar, que, ao solidificar, não fermentava. O exército muçulmano foi o primeiro a constatar os malefícios do açúcar. Os  oficiais do sultão falam do pouco entusiasmo para a guerra que demonstravam os  soldados consumidores de açúcar, da sua falta de combatividade, de resistência  física e de coragem. No século xvi, Léonard Rauwolf, botânico e viajante, descreve o fenómeno da dependência das guloseimas. Não se deixem tentar pela “açucarmania” A hipoglicemia (queda brusca da taxa de glicose no sangue), que se manifesta por múltiplas perturbações, é, para certos neuropsiquiatras, uma das causas principais das doenças mentais (psicose, paranóia, esquizofrenia) e  tem a sua origem nas transformações efectuadas nos nossos hábitos alimentares.  Para o Dr. Van Meer, investigador, a correlação entre o aparecimento da  poliomielite e o consumo de açúcar não deixa quaisquer dúvidas. Combater o açúcar não é, contudo, uma coisa fácil. Este simboliza efectivamente,  aos olhos do público, a doçura e a facilidade. Questionar 121 esta imagem, ou simplesmente lançar a dúvida e sugerir que o açúcar pode estar  associado ao aparecimento de doenças, é insustentável. Como negar tantas ideias  adquiridas e conseguir que as pessoas aceitem que quando dão uma guloseima ou 

açúcar às crianças estão a prepará­las para que elas se tornem no futuro  “açúcar­dependentes” e que isto constitui uma porta aberta para muitos problemas  de saúde? Como todas as dependências, a “mania do açúcar” é uma droga difícil de  abandonar. Ela predispõe e favorece outras dependências: do chocolate, do café,  do chá, do tabaco (e, para algumas pessoas, predispõe à toxicomania). Nas crianças pequenas podemos constatar por vezes uma hipoglicemia funcional que  faz com que não sejam capazes de assimilar o açúcar e o rejeitem. Para os médicos tradicionalistas orientais, o açúcar, sendo “Yin”, favorece as  doenças “Yin”, ou seja, os cancros, as doenças cardiovasculares e as doenças mentais. Inúmeros investigadores ocidentais consideram também que o  açúcar é o alimento privilegiado da célula cancerosa. Para o Dr. Tintera, existe apenas um único tipo de alergia: a alteração das  glândulas supra­renais pelo açúcar. O Dr. Tintera emite a hipótese de que o  recrudescimento (apesar da vacinação sistemática) da tuberculose está ligada ao  consumo de açúcar, que favorece o desenvolvimento das bactérias patogéneas. Finalmente, constata­se que o diabetes está em constante progressão: quanto mais  os países consomem açúcar, mais os cidadãos desses países sofrem desta doença.  Quanto à mortalidade em razão dos seus efeitos, esta aumenta nos países onde  aumenta o consumo de açúcar. Dezoito consellios para lutar contra a hipoglicemia O Relatório da “United States Dietary Goals” (Metas dietéticas dos Estados  Unidos) propõe o regime seguinte: ­aumente os hidratos de carbono naturais; diminua as gorduras saturadas; ­ suprima os açúcares rápidos (ou reduza­os acentuadamente); ­restrinja o uso do  sal; ­use e abuse de frutos e de legumes frescos, bem como de cereais integrais; 122 ­evite a carne, diminua o consumo de manteiga e de leite (e, ainda, dos subprodutos lácteos, queijos, pastelaria, etc.); ­abstenha­se de tomar café;  ­evite os excessos alimentares, não coma demais; ­ não coma quando se sentir contrariado, depois de uma emoção violenta, medos,  desgostos... ­evite comer pratos demasiado quentes ou gelados; ­evite as  cozeduras em fornos de microndas; ­evite os grelhadores e os barbecues;

­ não coma quando não tiver vontade. É preferível saltar uma ou duas refeições a forçar­se (ou forçar uma criança) a comer; ­ não coma alimentos refinados continuamente (pão branco, açúcar, congelados, batatas fritas, conservas, produtos de charcutaria, enchidos, carnes  frias, pratos cozinhados, manteigas cozinhadas, gorduras animais, pastelaria e,  de uma maneira geral, todas as preparações alimentares pré­cozinhadas); ­ suprima as bebidas açucaradas: sodas, schweppes, coca­cola; ­ consuma com bom senso vinho, cerveja, álcool, café, chá; ­ evite consumir diversos tipos de alimentos numa mesma refeição; ­ de uma maneira geral, evite os aditivos, os produtos de síntese, os adoçantes, os aromatizantes e os conservantes. A título indicativo, apresentamos uma lista de alguns produtos que ingerimos com  os nossos alimentos Os pesticidas vão parar ao seu prato O rendimento das colheitas duplicou desde a última guerra. Para que isto pudesse  acontecer foi necessário utilizar dez vezes mais pesticidas. Os insectos e as  ervas daninhas que estes produtos supostamente combatem tornam­se cada vez mais  resistentes e adaptam­se de modo a lutar contra os pesticidas utilizados para a  sua destruição. Por conseguinte é necessário utilizá­los em quantidades cada vez  maiores e descobrir novos sem cessar. Entre os produtos utilizados encontram­se, nos insecticidas, organocloretos (das  quais faz parte o célebre DDT), organofosfatos; nos herbicidas, fenoxil,  dinitrofenol, ete.; nos fungicidas, guanidina, cicio­hexano, 123 carbamatos, etc. Alguns destes produtos, como, por exemplo, o DDT, foram  proibidos na maioria dos países industrializados, mas continuam a ser vendidos  nos países subdesenvolvidos. É por isso que certos produtos alimentares  comprados nesses países e cultivados com a ajuda desses pesticidas aparecem,  graças às importações, no cabaz das compras da dona de casa do Ocidente. Inúmeros estudos demonstraram que alguns destes produtos podiam ter efeitos na  saúde dos indivíduos e ser genotóxicos, apesar de serem, em geral, rapidamente metabolizados. Trata­se, em particular, dos organocloretos  que permanecem mais tempo nos tecidos. A toxicidade destes produtos revela­se  frequentemente quando se encontram associados a outros, tais como a certas  substâncias farmacêuticas. Os pesticidas atacam o esperma

Devemos também lembrar que a utilização de pesticidas na agricultura é um dos  factores que contribuíram para fazer baixar de forma notável a taxa de  fertilidade do esperma masculino. Estudos escandinavos e belgas concluem a  existência de uma redução de 30% na espermatogénese, fenómeno que se verificou  nos últimos trinta anos. Para Ralph Doughtery, da Universidade da Florida, a  densidade do esperma passou de 90 milhões de espermatozóides para 60 milhões.  Quem é responsável: os bifenilos policloretos (BPC). Todas as amostras de  esperma examinadas continham resíduos de pesticidas. O tratamento dos animais degrada a carne que consumimos No que diz respeito aos produtos de origem animal, o processo é idêntico. O  animal é, primeiro, alimentado e engordado com ingredientes que contêm os  produtos atrás referidos, e, além disso, para o proteger contra as doenças  infecciosas, a sua alimentação é submetida a tratamentos preventivos. Todos  estes comportam doses notáveis de antibióticos incorporados nos alimentos. Para  além de combaterem as doenças infecciosas, estimulam o crescimento dos animais.  A penicilina, a tetraciclina e a estreptomicina são utilizadas com nitrofuranos  (sulfamidas). A tal ponto que existem criadores que se recusam a consumir os  seus próprios animais e produzem outros animais reservados ao seu consumo  pessoal. Não obstante a maioria destas substâncias serem eliminadas nos excrementos ou se  degradarem no organismo, algumas podem fixar­se nos 124 tecidos do animal e causar, nos humanos sensíveis problemas de intolerância ou  alergias. Além do mais suspeita­se que sejam cancerígenas. O QUE DEVEMOS BEBER? A água, esse elemento mal conhecido que nos sacia a sede desde os tempos mais  remotos ­O adulto, o adolescente e a criança devem saciar a sua sede com uma bebida: a  áGUA. “ Era assim que começava um dos discursos pronunciados pelo prof Bilz. A água representa mais de 70% da superfície terrestre. É o principal componente  do nosso corpo. A sua origem na terra remonta ao período pré­câmbrico (há 4 mil  milhões de anos). É um elemento extraordinário, presente a todos os instantes da  nossa vida e, contudo, tão mal conhecido.

A água tem a faculdade extraordinária de se regenerar e recielar. Bebemos  actualmente a mesma água que os primeiros seres vivos do nosso planeta bebiam. No nosso organismo ela está presente de duas maneiras: a água associada e  integrada nas nossas células, e a água livre que circula na linfa e no sangue e  assegura desta forma a nutrição e a eliminação dos detritos. Para o Dr. Eng. J. Giralt Gonzales, os aspectos das propriedades dinâmicas da  água são desconhecidos, e ela não constitui apenas uma simples combinação de  átomos de oxigénio e de hidrogénio, contendo outras substâncias em dissolução. A água é indispensável à vida Reduzir a água a propriedades químicas e físicas tem um significado muito  limitado. A realidade é mais complexa e ultrapassa largamente todas as hipóteses  actualmente emitidas. Ela é indispensável à vida e tem uma função de intermediário entre o meio ambiente e os seres vivos. 125 A água, no nosso organismo, participa no equilíbrio geral e é um dos factores  essenciais na optimização das nossas defesas imunitárias. Se ela contiver  elementos indesejáveis, estas ficam diminuídas e perturbadas. A água participa em todas as trocas corporais e é a base de todas as reacções  físico­químicas. Serve como veículo para transmitir os elementos necessários à  reconstituição do nosso corpo e à eliminação dos detritos. É o motor dos nossos  intercâmbios extra e intracelulares. O culto da água em todas as grandes tradições Em todas as grandes tradições, a água é certamente o símbolo regenerador, mas  também purificador, por excelência. Ela liberta o corpo e alma das suas  impurezas. É indispensável e antecede todas as cerimónias tradicionais. Na  Bíblia, este elemento está presente de forma quase permanente. No Deuteronómio  11:13­17, pode ler­se este trecho perfeitamente significativo: “Se obedecerdes às leis que hoje vos imponho amando o Senhor vosso Deus, servindo­O com todo o vosso coração e com toda a vossa alma, o  Senhor derramará sobre a vossa terra a chuva no seu tempo, chuva de primavera e  chuva de fim de outono, e farás a colheita do teu trigo, do teu vinho e do teu azeite. Fará crescer a erva no teu  campo para o teu gado, e viverás na abundância. Cuidai para que o vosso coração  não ceda à sedução e sejais infiéis a ponto de servir outros deuses e de lhes 

prestardes culto. A cólera do Senhor inflamar­se­ia contra vós e Ele fecharia os  céus: a chuva deixaria de cair, a terra recusar­vos­ia o seu fruto e vós  desapareceríeis rapidamente da boa terra que o Senhor vos destina.1 Desconfiem das águas minerais A alteração dos nossos hábitos relativamente ao consumo de água nos últimos vinte anos, derivada em parte da poluição das nossas camadas friáticas,  fez com que o consumidor se tenha virado para as águas ditas 126 “minerais”. É importante realçar que se trata de águas medicinais que têm  frequentemente virtudes específicas. Estas águas são muitas vezes fortemente mineralizadas e desaconselhamos  vivamente o seu consumo sistemático. É aliás provavelmente por este motivo que  cada vez existem mais pessoas com problemas de cálculos. Contudo, se desejarem beber uma água pouco mineralizada, existe um método: consiste em adaptar um aparelho de osmose inversa na torneira de água.  Este tipo de aparelho tem a particularidade de libertar a água dos seus  minerais, do calcário, dos pesticidas, dos microrganismos, etc. ALIMENTAÇÃO VEGETARIANA E DIETA As refeições “fortificantes” não vos curarão A digestão exige que o organismo mobilize as suas forças. Este trabalho, sendo  fácil para um corpo em bom estado de saúde, torna­se difícil para pessoas  doentes, cansadas, perturbadas ou simplesmente contrariadas. Contrariamente ao  que se pensa habitualmente, não se ajudam os doentes dando­lhes alimentos ditos “fortificantes”. Estes só fazem, na melhor das hipóteses, atrasar a cura e, na pior, acentuar as afecções e provocar recaídas. Um organismo que precisa de se defender mobiliza as suas forças contra a doença,  por conseguinte restam­lhe poucas ou nenhumas para dedicar à digestão. Um doente  que pretenda encontrar o caminho da saúde deve saber que não é através de  excessos alimentares que encontrará um remédio para os seus males. Para Bilz: “Restringirmo­nos ou privarmo­nos de alimentos produz no nosso

corpo as mais sólidas curas. “ 127

Alimentação alternativa de tendência vegetariana: redescubram o sentido de bem  comer Muitas doenças, como já vimos, têm por origem erros alimentares. Estes erros  estão entranhados em nós e foram frequentemente transmitidos de geração em  geração, a ponto de se tornarem imperceptíveis e de já não os considerarmos como  tal. Os legumes, os cereais, as leguminosas, as batatas, os frutos e as bagas devem  ter uma parte importante na nossa alimentação. Se actualmente os vegetais não chegam para alimentar completamente os homens, é provável que antes  de existir a agricultura compusessem o essencial da alimentação dos primeiros  homens. O cansaço é o resultado de a nossa alimentação ser demasiado forte, mal  mastigada, demasiado rica e abundante e não conter suficientes frutos frescos,  que deveríamos consumir diariamente. Recentemente a medicina começou a relacionar os alimentos industriais com as  doenças e perturbações que estes podem favorecer (pão branco e prisão de ventre;  gorduras animais e colesterol, doenças cardiovasculares; açúcares e obesidade,  diabetes; aditivos químicos e cancros e alergias, etc.). O JEJUM PARA DESINTOXICAR Tal como dissemos anteriormente, para fazer um jejum prolongado é preferível  consultar um médico especialista ou um terapeuta nutricionista e seguir o  tratamento sob a sua vigilância. Em contrapartida, o que toda a gente pode e deve é fazer jejuns de 24 a 36  horas. Estão ao alcance de todos, são benéficos e não têm qualquer perigo. Além  do mais, como o período de dieta é muito curto, a realimentação não levanta  qualquer problema. O hábito que é necessário vencer é a fome psicológica (que não tem nada a ver  com a fome real), esse pequeno buraco no estômago que sentimos nas horas  habituais das refeições. Tal sensação não dura muito, o que verificamos  facilmente quando temos alguma obrigação ou trabalho que nos faz esquecer esse  momento. 128 Para começar faça uma cura de frutos

As pessoas que nunca jejuaram devem, de preferência, começar por uma   cura de  fruta. * Na véspera à noite coma uma refeição leve. * No dia seguinte de manhã coma fruta fresca, toranjas, laranjas ou maçãs. * Ao almoço varie a fruta se puder: peras, melão, fruta da época, etc. Cerca das 16.00 pode voltar a comer uma ou duas peças de fruta. Esta dieta é  acompanhada de água fresca, à discrição, ou de infusões. À noite coma muito  pouco. Este género de dieta pode praticar­se um dia por semana e, até, mais vezes,  podendo ser eventualmente adaptada. É excelente e permite desintoxicar o  organismo. É, em especial, recomendada após abusos alimentares (refeição  copiosa, abuso de bebidas alcoólicas, etc.). Em seguida, jejue durante 24 a 36 horas Os benefícios do jejum são inúmeros e recomendáveis para todas as afecções. As únicas contra­indicações, para certos especialistas, são a diabetes e a tuberculose. As pessoas obesas podem jejuar, tal como as pessoas magras; e os jovens, tal  como as pessoas idosas. Proceda da seguinte maneira: * Na véspera à noite coma uma refeição ligeira. No dia seguinte beba apenas água. Se por qualquer razão o jejum se tornar desagradável (o que  significa que a desintoxicação se está a efectuar), interrompa­o com uma  refeição de fruta fresca e recomece 2 ou 3 dias depois. Na maioria dos casos,  para jejuns de 24 a 36 horas, pode continuar a ter as suas ocupações habituais. * Para um jejum de 24 horas, alimente­se ligeiramente à noite, o que na realidade consiste apenas em “saltar o pequeno­almoço e o almoço,,. 129 Pode terminar este jejum com uma infusão de tomilho, de alecrim ou de outra  planta qualquer. Depois de várias experiências o jejum torna­se tão simples, fácil e benéfico que certamente conseguirá converter muitos adeptos. * As pessoas com prisão de ventre crónica podem sentir, eventualmente, um certo  mal­estar, mas sem qualquer gravidade: dores de cabeça, náuseas, etc. Para o 

evitar basta tomar na véspera uma compota de ameixas cozidas, à qual pode  acrescentar 2 colheradas de farelo, e de manhã, fazer uma lavagem intestinal com  água morna com um pouco de sal (ver também o tratamento natural contra a prisão  de ventre). * Para jejuar durante 36 horas, proceda da mesma maneira e só volte a alimentar­se dois dias depois, à hora do almoço, mas faça apenas uma refeição  ligeira (ou de fruta fresca). * Além de 36 horas é preferível jejuar sob a vigilância de um terapeuta competente. CONSELHOS PARA VIVER MELHOR E MAIS TEMPO DUAS REGRAS ESSENCIAIS PARA UMA BOA SAúDE 1.’ regra: Vigie a sua saúde “Não se deve começar a pensar no corpo quando este está em sofrimento, mas, pelo contrário, começar a preocupar­se quando ele está  saudável. Com efeito, é sempre mais simples evitar uma doença, por grave que seja, do que curar uma simples constipação. Bilz Encontra­se este princípio, tal como outros conselhos de temperança, em todos os  grandes médicos da Antiguidade. 130 Quanto mais se vigia a saúde, tomando medidas de prevenção adequadas, menos se  terá de intervir para combater a doença. Mas, mesmo que esta apareça, o doente  terá a capacidade de a enfrentar sozinho. 2.’ regra: Procure um ambiente de qualidade e respire a plenos pulmões Já vimos, no capítulo que lhe foi dedicado, qual é o papel de uma alimentação saudável e restrita. Os problemas gerados pelo nosso mundo  industrial aumentam constantemente e são responsáveis por novas patologias. A qualidade do nosso ambiente, mesmo escapando ao nosso poder de decisão, tem, por conseguinte, uma importância capital. Por este motivo  deve­se absolutamente, tanto quanto possível, viver num ambiente saudável. Cinco conselhos para viver de uma forma saudável A respiração é a nossa necessidade primordial. A vida começa com a respiração e  acaba com ela. A cada inspiração ingerimos ar, e a sua composição intervém directamente na totalidade do nosso metabolismo e do 

funcionamento do nosso corpo. O ar é a nossa necessidade primordial e,  juntamente com a água, é totalmente indispensável. Podemos jejuar, privarmo­nos  de certos alimentos na nossa alimentação, mas é impossível vivermos mais do que  alguns minutos sem respirar, É por isso que, se seguir os conselhos que damos adiante, terá uma boa saúde. ­ Evite, se possível, viver nos grandes centros urbanos. As cidades médias ou as  aldeias são sempre, no que diz respeito à qualidade do ar, preferíveis às  megalópoles. ­ Viva num ambiente agradável. ­ Evite os materiais tóxicos. Inúmeros materiais intervêm no nosso ambiente  próximo e podem ter repercussões sobre a nossa saúde. O escândalo recente do  amianto é a prova disto. Existe actualmente a possibilidade de viver num  ambiente aceitável. Encontram­se, hoje em dia, tintas e tratamentos não tóxicos  à disposição do público, para a construção ou recuperação de casas. Para o chão  é preferível utilizar a madeira, a tijoleira ou revestimentos naturais tais como  as alcatifas de lã. 131 ­Prefira as fibras naturais. As fibras naturais são, de longe, superiores aos  tecidos artificiais que perturbam os campos magnéticos do corpo. Evite, se  possível, roupas à base de tecidos sintéticos e prefira o algodão, a lã e a  seda. ­ Evite usar constantemente sapatos isolantes (com solas de borracha, material  sintético, etc.). O ENDURECIMENTO: SETE MANEIRAS DE VENCER A DOENÇA Segundo o professor Bilz e para o padre Kneipp, é indispensável tornar o corpo  mais resistente, de modo a que este esteja apto a fazer face às variações climatéricas e seja capaz de enfrentar e de vencer a doença. Os seus  conselhos continuam válidos: ­Faça fricções diariamente com loções frias ou frescas em todo o corpo, durante um período prolongado. Se no início não suportar a água fria, habitue­se progressivamente, começando com água morna. ­Não hesite em tomar banho na banheira: estes banhos tomam­se a uma temperatura de 25 a 30’ centígrados e duram entre 5 e 10 minutos. São  imediatamente seguidos de duches frios com uma

duração de 2 a 3 minutos, terminando com uma vigorosa fricção. ­Aproveite os  banhos de Verão, de mar ou de rio. ­ Ande descalço: o andar deve ser confortável e pode durar de alguns instantes a várias horas. Deve certificar­se de que os seus pés estão quentes.  Ande no jardim ou na tijoleira. Uma das particularidades deste exercício é  permitir ao corpo libertar­se da electricidade estática. ­ _na erva húmida: esta marcha é particularmente vivificante. É recomendada depois da chuva e também quando aparece o orvalho matinal. A sua  duração é variável, pode durar de alguns instantes a 30 minutos. ­...Sobre as pedras húmidas. ­... e na água, à beira do mar e dos  rios. A água deve chegar até às  canelas (quanto mais fresca for, mais benéfica  será). Na falta de mar ou de rio, pode fazê­lo em casa, dentro da banheira. 132 PROCURE NOS EXERCíCIOS FíSICOS A DESCONTRACÇÃO E A EXPRESSÃO CORPORAL O exercício físico é indispensável ao bom funcionamento do nosso corpo. Este  deve sempre adaptar­se à idade, ao físico e à personalidade de cada um. Caminhe ao ritmo da sua respiração Caminhar é o exercício físico por definição. Não tem contra­indicações e pode  ser praticado por toda a gente. Não exige qualquer tipo de equipamento  sofisticado nem qualquer infra­estrutura dispendiosa. Além disso, andar a pé ao  ar livre favorece a oxigenação, a circulação sanguínea e a descontracção. Um exercício excelente que fornece bem­estar e descontracção é caminhar ao ritmo  da respiração: o andar é lento, com o corpo relaxado, começando por uma  expiração lenta e profunda, de modo a expulsar o ar dos pulmões. A inspiração efectua­se durante 3 ou 4 passos, conservando o ar nos pulmões durante 2 ou 3, e a expiração efectua­se, igualmente, durante 3 ou 4  passos. Este exercício deve adaptar­se ao ritmo da respiração e efectuar­se sem brusquidão. Cultive as benesses dos exercícios físicos Podem praticar­se inúmeras actividades físicas: andar de bicicleta, natação,  jogging, desportos de equipa, ete. Contrariamente, todos os desportos violentos  que buscam hipotéticas performances, ou as competições desportivas, estão  proscritos. Desenvolvem apenas a agressividade e predispõem à violência. Para  nos apercebermos disto basta constatar os danos e a violência que geram certas 

reuniões desportivas. Estas competições só existem porque geram lucros. Quanto  aos desportistas de alto nível”, estes sofrem, frequentemente, as sequelas de um  treino que os empurra para além das suas capacidades físicas. Eles são, para os promotores de espectáculos desportivos, meras ferramentas das quais 133 retiram o máximo de rentabilidade por todos os meios possíveis, incluindo o  doping. Em contrapartida, quando um desporto é praticado como forma de descontracção ou  de expressão corporal, respeitando os recursos físicos próprios de cada  indivíduo, ele é sempre benéfico. O REPOUSO: INDISPENSÁVEL PARA O SEU BEM­ESTAR Se, tal como vimos, o exercício físico bem coordenado é indispensável ao corpo,  o repouso também é muito salutar. O nosso corpo possui a faculdade de se auto­regenerar de forma natural. Possui  também um elo específico que o mantém em estreita relação com o seu meio  ambiente. Mas nós temos, por intermédio do nosso espírito, a possibilidade de  influenciar as nossas reacções e as fases que as compõem. O segredo de um bom repouso: durma... naturalmente Existem diferentes tipos de sono que foram descritos por inúmeros  investigadores. É simples consciencializarmo­nos deste facto, basta examinar os  períodos e a intensidade do sono. A sua duração é variável em função dos indivíduos e da idade. Por isso, durante a infância e a adolescência,  as necessidades são maiores. Constata­se que as perturbações do sono são cada vez mais frequentes. Contudo, o  sono ocupa ou deveria ocupar um terço da nossa vida, do qual grande parte é  feita de sonhos. Para que o nosso organismo possa recuperar o melhor possível, é necessário que o  sono seja natural. Quando se recorre, para dormir, a soníferos, antidepressivos ou ansiolíticos, estes alteram as fases iniciais do  sono. Estes medicamentos geram habituação e dependência. Ora o sono pode  aprender­se e preparar­se. Para tal, antes de se deitar, faça exercícios de  relaxamento, oiça música clássica e evite os espectáculos stressantes ou  violentos na televisão, que favorecem as insónias. 134 Aprenda a descontrair­se e a relaxar

Muitas vezes, é preciso pouca coisa para nos conseguirmos descontrair. As  técnicas são variáveis em função dos indivíduos. As decorrentes do hatha­yoga já  demonstraram a sua eficácia: treino autogéneo, sofrologia de Edgar Cayce, auto­ hipnose, relaxamento Schultz, método Vittoz, stretching postural, Rebirth, etc.  Todas elas visam o mesmo objectivo, que é o de nos predispor à descontracção. Um método muito simples Existe um método simples: deite­se de costas, em cima de um tapete no chão.  Escolha um local silencioso e com pouca luz e vista­se confortavelmente. A  posição deve ser agradável. Descontrair­se: um método para se conhecer melhor Com os olhos semicerrados comece por respirar calmamente, lentamente. Passe em  seguida em revista todas as partes do seu corpo e todos os seus músculos.  Visualizando interiormente as várias partes do seu corpo, descontraia­as mentalmente. Para tal pode utilizar frases do tipo: * “Estou calmo, calmo, calmo... descontraído, descontraído... o meu corpo está pesado, pesado... já não o sinto. Está a afundar­se no chão. Uma doce  sensação de calor invade­me...” * Depois, comece pelo rosto: “0 meu rosto está descontraído, as minhas faces estão descontraídas, os meus lábios estão descontraídos.” A língua é  importante: no início, deve atentar em deixá­la repousar tranquilamente na sua  cavidade bucal. * Desta forma, cada vez que pensar num órgão ou num músculo, visualize­o  descontraindo­o simultaneamente. Trata­se aqui apenas de um resumo de uma técnica que deu provas da sua eficácia.  O que podemos esperar e obter do relaxamento acompanhado de exercícios  respiratórios é, em primeiro lugar, um melhor autoconhecimento. Estar mais  calmo, na vida quotidiana. Aumentar a nossa resistência física, a nossa memória, a nossa atenção, o controlo das nossas  emoções e da dor. 135

Relaxamento e visualização criativa: positive­se e cure­se! */* A LER E A MARCAR A importância do querer, a forma e a intensidade com as quais o formulamos, eis o que, sem contestação possível, constitui um dos factores de  qualquer tipo de êxito. Não existe qualquer objectivo alcançado sem que  previamente tenhamos formulado o nosso desejo. O derrotismo, a autodesvalorização, as imagens parasitas e negativas devem, numa  primeira fase, ser identificados, examinados e controlados, para que possam, em  seguida, ser transformados em imagens positivas. Um dos factores do mal­estar  reside no sentimento de culpa e de falta de auto­estima que mantemos e que  perturbam as nossas relações com os outros. A descontracção criativa é um meio de evolução. Para tal, comece a analisar as suas tensões e os seus pensamentos negativos. Anote­os e classifique­os por ordem de prioridade. Examine­os sem tentar combatê­los  frontalmente; contorne­os e quando tiverem perdido alguma intensidade,  transforme­os em imagens positivas. O nosso corpo tem a possibilidade de se curar a si mesmo da maioria das doenças.  Os sintomas com que somos confrontados são sinais que o corpo nos envia de modo a alterarmos o nosso comportamento. Podemos assim encurtar o tempo de cicatrização das feridas, consolidar mais  rapidamente fracturas, aumentar a eficácia de um tratamento médico e participar  activamente na cura. A ajuda mais preciosa que podemos dar ao nosso corpo, quando este está doente, é  imaginá­lo a curar­se, pouco a pouco, pormenorizando todas as fases dessa cura,  e visualizá­lo, em seguida, de boa saúde, fazendo aquilo que gostaríamos que  ele fizesse. Em casos de infecção, ajude a cura, visualize e ajude as suas células saudáveis  a vencerem o mal. Elimine pouco a pouco o mal, erradique­o, volte  incansavelmente a essa imagem. Arrefeça ou aqueça, conforme o caso, a parte do seu corpo que de tal necessita. Ao fim de um certo tempo e com  um pouco de prática, verificará que pode perfeitamente visualizar uma parte do 

seu corpo e que o seu espírito concebe a forma como este se pode curar. Esta visualização criativa dá­lhe a possibilidade de canalizar a sua energia mental de modo a permitir ao seu corpo pôr em acção todos os mecanismos que activam a cura. 136

DESCRIÇÃO DOS TRATAMENTOS UTILIZADOS A RESPIRAÇÃO E O RELAXAMENTO O homem, tal como todos os animais, respira instintivamente. É um acto indispensável que se faz e se pratica sem a intervenção do nosso intelecto, da nossa vontade ou da nossa reflexão. Sem respiração a vida pára. Aprenda a controlar a respiração por meio de exercícios Os exercícios respiratórios começam no momento em que fixamos a nossa atenção nesta função. O simples facto de pensarmos nela modifica o seu  curso e o seu ritmo. Aperfeiçoaram­se inúmeras técnicas. Na índia, os yogues utilizam várias dezenas:  cada uma delas tem uma acção específica, por exemplo, para ajudar a suportar o  frio, o calor, a fome, a controlar os pensamentos, etc. Descreveremos apenas  algumas que estão ao alcance de todos e que são fáceis de entender e de  executar. Não comportam qualquer perigo, e os benefícios decorrentes são frequentemente imediatos. Salvo em casos bem específicos, a inspiração e a expiração fazem­se sempre pelo  nariz. Começa­se pela expiração, que se efectua expulsando o mais completamente  possível o ar dos pulmões, sem brusquidão e sem esforçar demasiado. A inspiração faz­se naturalmente, sem esforço, deixando o ar  penetrar por si. A respiração é controlada, dirigida, mas de modo suave. Como  dissemos antes, este exercício pode ser praticado em qualquer lado. Ajuda a descontracção, combate a agressividade, expulsa o stress e predispõe ao  autocontrolo. Dois exercícios simples ­ Uma variante consiste em contar mentalmente o tempo de inspiração e de expiração; por exemplo, 3 para a inspiração, 2 para a retenção, 3 para a expiração, 2 para o período em que os pulmões estão vazios. ­ Uma outra variante pode fazer­se ao caminhar. Neste caso, o ritmo

da marcha adapta­se à respiração; por exemplo, 2 passos para a inspiração, 2 passos para a retenção, 3 passos para a expiração, 2 passos para o período em que os pulmões estão vazios. 137

DESCRIÇÃO DOS TRATAMENTOS UTILIZADOS Como é evidente, estes exercícios devem fazer­se o mais naturalmente possível e  devem ser sempre agradáveis. Devem ser interrompidos se apresentarem algum desconforto. O canto ou a emissão de sons para esvaziar os pulmões Assemelha­se à oração, aos cantos litúrgicos, às melodias e canções de embalar  que escutávamos quando éramos crianças e nos adormeciam. Um método simples  consiste em emitir sons expirando profundamente e esvaziando totalmente os  pulmões. Todas as letras do alfabeto servem, mas as vogais são particularmente  indicadas. Escolha a sua música: o seu corpo está à escuta A Bíblia conta que o rei Saul, doente e deprimido na sua velhice, chamava David  (que lhe sucedeu no trono de Israel) para que este lhe tocasse harpa. A história  realça que o rei Saul melhorava. Todas as tradições falam da música e dos sons  que eram utilizados na oração, na descontracção e para aliviar os doentes. A tradição chinesa, durante a dinastia de Chu (1030 a 480 a. C.) já falava das  influências musicais, e, em 1980, foi criado um grupo de estudo das medicinas  tradicionais chinesas de Hunan (na China). Os seus autores, musicólogos e  musicoterapeutas, elaboraram uma série de cinco peças harmónicas, denominadas  Música I Ching, para a saúde. (Estas músicas estão disponíveis na Livraria  Chinesa de Paris.) Mas os Ocidentais não ficaram de mãos a abanar. Com efeito, existem muitos  cientistas, médicos e terapeutas que trabalham sobre a influência sonora: o  nosso corpo e as nossas células estão em constante vibração. Para Georges  Lakhovski, tudo são vibrações, e a desordem orgânica e a doença perturbam essas vibrações. O nosso corpo, na sua totalidade, apreende, por conseguinte, as vibrações  emitidas por esses sons. A música, quando é bem escolhida, permite­nos  desligarmo­nos do ambiente. Existe todavia o risco de se tornar nociva, é  preciso lembrá­lo, quando os sons são inadaptados, violentos, e de um ritmo que  não corresponde às nossas realidades biológicas. É o caso em particular das músicas que se ouvem nos concertos de hard rock, nas 

rave­parties ou por intermédio dos walkmans. Muitos jovens começam, de facto, a  sofrer os efeitos devastadores destas músicas. 138

DESCRIÇÃO DOS TRATAMENTOS UTILIZADOS A osteofonia: faça vibrar a sua voz Este método utiliza a voz como ferramenta para reestruturar o corpo e o espírito. Ajuda a “colocar” em fase o timbre da voz e a estrutura interna do  ouvido e a alargar a tessitura para um espectro maior. É uma boa preparação para os cantores e actores que desejam desenvolver a “sua aura” e  expressar­se com maior facilidade. A osteofonia permite reencontrar o eixo fundamental de evolução, sintonizando­ nos com as energias de base e evacuando as perturbações físicas e psíquicas.  Ela entra no processo de limpeza dos stresses vibratórios. Visualize cores Podem utilizar­se as cores como suporte do relaxamento. A visualização efectua­ se por inspiração, fixando uma cor, visualizando~a de olhos fechados e  efectuando em simultâneo exercícios respiratórios. Cada estação permite igualmente contemplar as cores presentes na natureza e  associar­lhes exercícios respiratórios e visualizações. Com um pouco de prática é possível sentir as cores e associá­las a sentimentos, cheiros  ou a certas imagens mentais. O riso: uma terapia com mil virtudes benéficas “Se pretender estudar um homem, não dê atenção ao modo como se cala, fala, chora, ou até se comove com as ideias nobres. Observe sobretudo  quando ele ri.” Dostoiévski O riso é um meio de expressão variável até ao infinito. Não nos rimos todos da  mesma maneira, nem pelas mesmas razões. As expressões sobre o riso são inúmeras:  rimo­nos até dilatar o baço, até dar murros nas coxas, à s gargalhadas,  divertimo­nos, torcemo­nos a rir... Melhor do que tudo isto, rir é bom, é saudável, é convivial e, além do mais,  trata e cura! O riso sob prescrição médica? Será preciso prescrever o riso?  Existirá em breve um ensinamento do riso nas Faculdades de Medicina e, para 

cúmulo de tudo, exigiremos nós ser tratados pela “risoterapia”? 139

DESCRIÇÃO DOS TRATAMENTOS UTILIZADOS O riso é uma terapia de direito próprio, a tal ponto que certas enfermeiras  americanas nos hospitais colocam nas batas o slogan: ­­­Atenção: rir é perigoso... para a sua doença.” Os seus benefícios fazem­se sentir tanto no plano físico como no plano psíquico.  O riso faz trabalhar os músculos do rosto e atrasa o aparecimento das rugas. Os  músculos das costas e do abdómen são estimulados. Favorece a eliminação de  detritos, activa o fígado, o coração e o baço. Liberta endorfinas e, por  conseguinte, tem uma acção sobre o stress, a angústia e a ansiedade. Todos os  deprimidos deviam dar grandes gargalhadas. Os insatisfeitos, os nervosos e os  bulímicos podem abusar do riso. O riso (quem o diria?) é nutritivo: é portanto recomendado a todos os que  pretendem perder peso. O riso acalma os agressivos e os hipertensos e controla a dor! O riso é um  verdadeiro medicamento, é o único que se aconselha a ultrapassar a dose  prescrita. Então, não hesite. Ria!!! OS TRATAMENTOS ESQUECIDOS OS DUCHES TERAPÊUTICOS Os duches e afusões prescritos pelo padre Kneipp e pelo Dr. Bilz têm uma  vantagem nos nossos dias: podem, com efeito, ser facilmente praticados. Todas as  casas de banho estão equipadas com um duche de “telefone”. Além disso existem  actualmente no mercado aparelhos de duche de pressão variável, que permitem  aumentar a intensidade do jacto e, por conseguinte, a sua eficácia. Contudo os  princípios de base enunciados pelos seus fundadores e demonstrados pela prática  e pela experiência de inúmeros praticantes permanecem os mesmos. Todavia, acautele­se, já que as práticas hidroterapêuticas devem ser sempre personalizadas e adaptadas a cada um. O que significa que se deve  interromper o tratamento em caso de reacção violenta ou de cansaço, e retomá­lo moderadamente no dia seguinte. 140

DESCRIÇÃO DOS TRATAMENTOS UTILIZADOS Testados e adaptados pelo Dr. Bilz, os duches (afusões) de Kneipp fizeram a  prova das suas virtudes. Este utilizava­os contra o esgotamento, o cansaço, o  nervosismo, a prisão de ventre, as hemorróidas, a histeria, as psicoses, os  tremores, a gota, a diabetes e a obesidade, bem como para as doenças cardíacas  (afusão das pernas) e a fraqueza sexual (afusão das costas e o meio banho). A técnica de base preconizada Trata­se do duche ou do banho frio curto, de cerca de 1 a 2 minutos, sobre  determinadas partes do corpo. A excitação assenta sobre as reacções cutâneas ao  jacto de água fria. Todavia, para indivíduos frágeis e sensíveis, deve­se graduar o efeito e  proceder por etapas, para que se habituem progressivamente. Por exemplo: no  primeiro dia, água morna, no segundo, um pouco mais fria, etc. As temperaturas  das nossas águas correntes são geralmente aceitáveis para estas práticas. Duche terapêutico do rosto * Com o corpo ligeiramente inclinado para a frente, as partes tratadas são a testa, os olhos, as faces e o queixo. * Utiliza­se um jacto suave. Passa­se de um olho para o outro várias vezes, e depois volta­se a passar na testa. O movimento é lento, circular. * Dura de 1 a 2 minutos. Duche terapêutico do peito * Pratica­se sobre o peito, em movimentos circulares e, em seguida, de baixo para cima, da direita para a esquerda e em ziguezague. * A duração deste duche é de 1 minuto (máximo 2). Duche terapêutico, da cabeça * Utiliza­se particularmente para as doenças dos olhos e dos ouvidos. * Com o corpo inclinado para a frente, vira­se o jacto para o topo da cabeça e todo o coro cabeludo, em movimentos circulares e rotativos.

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DESCRIÇÃO DOS TRATAMENTOS UTILIZADOS Duche terapêutico dos braços *Vivamente aconselhado em caso de constipações rebeldes e corrimento nasal.  Estes duches acalmam também a dor e previnem contra os reumatismos e a gota. *Começa­se pelas mãos, e sobe­se até às axilas, passando pelo interior e pelo  exterior dos braços. *Dura 1 minuto, em cada braço. Duche terapêutico das coxas *Começa­se pelo pé, subindo ao longo da perna. Em seguida começa­se pelo  calcanhar e sobe­se até aos rins. Volta­se a descer, em movimento lento. Em caso  de dificuldade, deve­se pedir ajuda. *Quando o jacto se encontra na parte dianteira da perna, pode também duchar o ventre e o baixo­ventre, o que tem uma influência notável nos  intestinos, combate a prisão de ventre e age favoravelmente nas dilatações do estômago e nos gases de origem nervosa. Duche terapêutico dos joelhos *Molham­se as pernas a partir do pé e até ao joelho. O Dr. Bilz comenta que, quanto mais extenso for, mais eficaz será. *Quando se chega ao joelho efectuam­se vários movimentos de rotação. O padre  Kneipp dizia que era um meio excelente para facilitar o trabalho de parto e  estancar as hemorragias. Repete­se a operação várias vezes em cada perna. * A duração é de 1 a 2 minutos, em cada perna. Duche terapêutico das costas ­ Parte da planta do pé e sobe até à base do crânio. O importante é a regularidade do movimento. Sobe­se ao longo de uma perna até à nádega,  continua­se subindo pela borda externa das costas até ao ombro. O jacto é depois dirigido para a omoplata e volta­se a descer 142

DESCRIÇÃO DOS TRATAMENTOS UTILIZADOS até à cintura. A projecção de água faz­se, em seguida, ao longo da coluna  vertebral, de baixo para cima, depois de cima para baixo. Depois realiza­se a  mesma operação no outro lado do corpo. Esta afusão fortalece o coração. A  insistência nas partes lombares constitui um excelente meio de combater as  hemorróidas. Deve ser evitada em caso de menstruação dolorosa ou demasiado  abundante. Duche terapêutico rectal * Como todas as outras afusões, o duche rectal pratica­se quando o corpo está quente e, de preferência, de manhã, ao sair da cama. É relaxante e é  útil em inúmeras afecções: reumatismos, insónia, doenças nervosas, abdominais,  insuficiência hepática, impotência, hemorróidas, etc. * O ideal é praticá~lo sentado no bordo da banheira, ou sobre uma prancha atravessada, com as nádegas de fora, de modo a que o ânus fique bem  acessível ao jacto do duche. A água pode ser fria (de preferência), fresca ou  morna. Duche terapêutico fulgurante ­ Pratica­se em todo o corpo. Começa­se pela face interna, partindo do pé, subindo ao longo da perna, parando ao nível do umbigo, depois prossegue­ se, da mesma maneira, sobre a outra perna. Sobe­se, em seguida, ao longo do  peito. Desce­se pelo meio do corpo c sobe­se até ao pescoço. Procede­se do mesmo modo para o outro lado do peito. Em  seguida efectua­se uma afusão completa das costas e dos braços. * 6 a 8 minutos  são necessários para efectuar correctamente esta operação. * O Dr. Bilz lembrava  que esta afusão só se devia aplicar a pessoas robustas (e bem preparadas) e  endurecidas por outras aplicações. Deve­se, portanto, actuar de forma gradual.  Recomenda­se aos obesos. O padre Kneipp recomendava­a para os casos difíceis. 143

DESCRIÇÃO DOS TRATAMENTOS UTILIZADOS NOTA: todos os duches terapêuticos podem ser seguidos de fricções, com a ajuda  de um pano grosso em linho ou de uma luva de crina. Por outro lado, as  deslocações do jacto devem sempre ser executadas lentamente. OS BANHOS MEDICINAIS O banho dos pés derivativo * Faz­se com água fria. Mas as pessoas sensíveis podem começar com água morna (1 8'C). Durante todo o banho, devem esfregar­se os pés um contra o  outro. Esfregam­se também as barrigas das pernas com a planta dos pés. A duração  é de 3 a 5 minutos. Este banho deve ser seguido de uma vigorosa fricção, até os  pés ficarem quentes. * Uma segunda maneira de proceder consiste em meter os pés em água morna durante alguns minutos e terminar mergulhando­os em água fria durante  alguns instantes. Termina­se a operação com uma vigorosa fricção. Os banhos de assento São provavelmente os mais célebres e mais úteis em casos de digestão difícil,  afrontamentos, doenças abdominais e hemorróidas. Os seus efeitos salutares  surgem, muitas vezes, rapidamente. Existem diversas formas de proceder: as  descritas pelo padre Kneipp e retomadas pelo Dr. Bilz, bem como o banho de  assento com fricções recomendado por Louis Kuhne. ­ Utilize um alguidar grande de plástico, mais prático do que o bidé tradicional porque permite um melhor contacto com a água. Para certos banhos as  nádegas devem ficar dentro de água, e também as partes genitais e o baixo­ ventre. 144

DESCRIÇÃO DOS TRATAMENTOS UTILIZADOS Os banhos de assento Kneipp Fazem­se com decocções de cavalinha, de flores de feno” ou palha de aveia. * Deite a planta escolhida na água a ferver (um pequeno punhado para 1 litro de água) e deixe­a ferver durante alguns instantes. Deite em seguida a  decocção no alguidar e acrescente água quente suficiente. Este banho deve durar  15 minutos. * Todos os cinco minutos, alterne com um banho de assento frio que deve durar de 30 segundos a 1 minuto. Estes banhos são recomendados para as seguintes afecções: ­0 banho de aveia, para a gota. ­0 banho de cavalinha, para os reumatismos,  nefrites, doenças dos rins, da bexiga e cálculos. ­0 banho de feno, para as cólicas ou prisões de  ventre difíceis. O banho de assento quente Utiliza­se para acalmar as dores, cãibras, espasmos da bexiga, dores  intestinais, estomacais, etc. * A temperatura da água deve ser quente (30’ ou mais). A duração do banho é de 20 a 25 minutos. No fim do banho aplica­se uma loção fresca (ou um  duche) nas partes tratadas. Termina­se com fricções manuais vigorosas, * Aconselha­se, durante este banho, a beber um pouco de água em pequenos goles. * Mas atenção: este banho deverá ser interrompido em caso de transpiração excessiva, palpitações, náuseas, etc. O banho de assento frio Este tem uma reputação de soberania em muitos casos. Para o Dr. Bilz, é um  regulador da circulação sanguínea: deve por conseguinte aplicar­se em caso de 

corrimentos sanguíneos, clorose, problemas ligados ao baixo­ventre, em caso de  digestão difícil e contra as sensibilidades excessivas às mudanças de  temperatura. 145

DESCRIÇÃO DOS TRATAMENTOS UTILIZADOS * Deve ser tomado, de preferência, de manhã. A única condição expressa é que o  corpo esteja quente. É excelente contra a insónia e as doenças nervosas. * Dura de 1 a 5 minutos, mas pode ser prolongado para além deste período. O banho de assento com fricções (ou banho Kuhne) Utiliza­se o banho de assento com fricções para excitar os órgãos digestivos, os  intestinos, os rins e, sobretudo, para provocar a excreção de substâncias  mórbidas (segundo o autor). O nosso sistema nervoso deixa­se influenciar num único lugar do nosso corpo: as  partes sexuais. Sempre segundo Kuhne, os banhos de assento praticados nestas  partes fortificam os nervos condutores e transmissores da nossa força vital, já  que é precisamente nestas partes que estes se encontram reunidos. Por  conseguinte, têm uma acção sobre todo o nosso sistema nervoso. Kuhne afirmava também que a entrada de materiais estranhos, acumulados no nosso  organismo, conduz à doença: uma digestão mal feita, os maus hábitos alimentares e os abusos permitem que as doenças penetrem nos nossos  órgãos. O atrito e a afluência de substâncias estranhas não evacuadas produzem no corpo  alterações de temperatura. O corpo é refrescado durante o banho, e a pele é aquecida. O doente não sente o frio mas, pelo contrário, um  calor agradável. Quanto mais fria for a água, mais eficazes serão os banhos. Quanto ao seu número e duração, são variáveis conforme o estado da  pessoa. Mas, regra geral, devem durar entre 10 e 60 minutos. O corpo não deve ficar em contacto directo corri a água. Se se utilizar um bidé,  basta colocar uma prancha atravessada e sentar­se em cima da mesma. No caso de  se utilizar um alguidar, deve colocar~se um pequeno banco, para que a água  alcance a altura do banco, sem molhar a sua parte superior e sentar­se sem que  as nádegas fiquem em contacto com a água.

O recipiente deve estar cheio de água fria. Pega­se num pano grosso e lavam­se  suavemente as partes sexuais. Não se deve esfregar, e de cada vez voltar­se a  mergulhar o pano na água. As mulheres só 146

DESCRIÇÃO DOS TRATAMENTOS UTILIZADOS devem lavar as partes exteriores dos lábios vaginais (como é óbvio, este banho  não deve ser praticado durante o período menstrual). ­ Os homens devem lavar a ponta do prepúcio, mantendo­o entre o polegar e o indicador, sempre com a ajuda de um pano grosso. OS BANHOS DE VAPOR PARA TRANSPIRAR Actualmente é possível encontrar no comércio saunas aquecidas electricamente.  Estes aparelhos, concebidos para uma ou mais pessoas, podem ser facilmente  instalados em casa. Os seus preços variam em função dos aparelhos. Na maioria  dos salões de desporto existem saunas, e alguns possuem mesmo hammams (vapor e  calor húmido). A sauna é agradável, dilata os poros da pele e acelera o ritmo sanguíneo.  Infelizmente, poucas casas estão equipadas com saunas. Comentários importantes sobre os banhos de vapor São desaconselhados, salvo indicação médica favorável: ­ em caso de temperatura alta; ­ doenças cardíacas; ­ insuficiência respiratória ou doenças dos pulmões. A sua duração oscila entre 15 e 60 minutos. Deve ser praticado enquanto for  agradável; caso contrário, pára­se e recomeça­se no dia seguinte, eventualmente. Para acelerar a transpiração Existem contudo vários meios de transpirar de uma forma pouco dispendiosa, caso  não se possua uma sauna e não exista nenhuma próximo de nós. Basta tomar um duche quente ou um banho quente de curta duração (5 minutos  bastam), não secar o corpo, tomar antes e durante o banho infusões quentes de rainha­dos­prados, tomilho ou sabugueiro, beber água  durante o banho e envolver­se, em seguida, num roupão húmido e deitar­se coberto. 147

DESCRIÇÃO DOS TRATAMENTOS UTILIZADOS A CAMISA DE 4 (FLORES DE FENO” (SEGUNDO O PADRE KNEIPP) Esta camisa deve ser feita em pano grosso e deve ser ampla e comprida. Como  alternativa pode utilizar um roupão velho. Mergulhe esta camisa numa decocção quente de flores de feno. Esprema­a e vista­a  contra a pele. Proteja a sua cama com um pedaço de nylon e coloque dois cobertores para se tapar. Conserve a camisa  durante 1 a 2 horas. N. B.: A camisa deve ser agradável de vestir, caso contrário é melhor despi­Ia. Para as pessoas em bom estado de saúde, o Dr. Bilz recomenda aplicar todos os 15  dias um camisa fria de curta duração (4 a 5 minutos), procedendo da mesma  maneira que para a camisa de flores de feno”. Apenas mudam a duração e a  temperatura do líquido. Esta camisa fortalece o baixo­ventre, o fígado e os rins. O CINTURÃO DE NEPTUNO (COMPRESSA ABDOMINAL) Comentários do Dr. Bilz: “Se existissem remédios universais, a compressa  corporal mereceria este nome. A compressa nocturna é extraordinariamente útil  nas mais variadas doenças e perturbações da saúde. Para a tosse, constipação,  afrontamentos, dores de cabeça, dores de dentes, inapetência, vertigens,  inflamação dos olhos, difteria, pneumonia... numa palavra, todas as doenças  agudas. Deve­se usar a compressa durante todo o período da doença, de alguns minutos a  várias horas, com pequenas interrupções. Quase tudo cede à compressa corporal: hemorróidas, flatulência, doenças  estomacais, gases... 148

DESCRIÇÃO DOS TRATAMENTOS UTILIZADOS A acção das compressas corporais é maravilhosa nas doenças da mulher. Inúmeras  doenças deste tipo foram curadas com compressas no corpo e banhos de assento.  Para a insónia das crianças a compressa corporal é um remédio soberano.” Material ­ Um cinto de flanela suficientemente comprido e largo para dar duas voltas à cintura. ­ Dois panos de algodão cru. Proceda da seguinte maneira: Coloque na cama um plástico e um ou dois cobertores. Pegue num ou dois panos que mergulhará numa água a cerca de 20’ . Esprema­os. Coloque­os,  em seguida, sobre o seu corpo, ao nível do ventre e do baixo­ventre, incluindo  as costas. Pegue em seguida no cinto de flanela e enrole­o em volta da cintura,  de modo a segurar os panos. É preferível que os panos molhados ultrapassem  ligeiramente, de 1 ou 2 cm, o cinto de flanela. Fixe o cinto com agrafos ou  alfinetes­de­ama, e cubra­se. Comentários importantes ­ É preferível aplicar a compressa à noite, ao deitar. ­Nunca a aplique no corpo  se este estiver frio. Neste caso, aqueça­o previamente por meio de fricções, banhos quentes ou de vapor. ­Nas pessoas  robustas, habituadas às compressas corporais, pode utilizar­se água mais fria  (15’) ou mesmo fria. O aquecimento dá­se neste caso mais depressa. Johanna  Brandt preconiza a utilização de cubos de gelo colocados dentro dos panos; este  modo de proceder deve ser efectuado com precaução. ­ Deve­se estar atento a que a compressa aqueça o corpo e que a sensação de frio desapareça rapidamente (em geral, ao fim de 1 a 2 minutos). ­Se pretender agir mais especificamente no estÔmago, coloque um pano húmido dobrado em quatro sobre este órgão. 149

DESCRIÇÃO DOS TRATAMENTOS UTILIZADOS ­Se retirar a compressa sem a renovar, faça uma fricção geral do corpo com água morna (a uma temperatura de cerca de 20’). ­ Durante o dia, as compressas devem ser mudadas de 2 em 2 ou de 3 em 3 horas. ­A acção da compressa é amplificada com uma alimentação ligeira, pobre e não excitante (veja o capítulo dedicado a este assunto). ­As lavagens  com água morna podem também favorecer a acção da compressa. ­ A compressa aplica­se o tempo que for necessário. Retire­a de tempos a tempos,  para a renovar (de 2 em 2 ou de 3 em 3 horas). Como se verifica, o Dr. Bilz considerava esta compressa corporal uma ferramenta  necessária aos seus tratamentos. É espantoso que ela tenha sido completamente  esquecida pelos adeptos da actual medicina naturopática. As suas explicações a propósito da eficácia desta compressa eram as seguintes: “  Ela age ao nível dos milhões de vasos capilares que percorrem a pele. Quando o  vaso se contrai com o frio, contém pouco sangue. A pele tem então um aspecto  pálido, o seu toque é fresco: onde falta o sangue falta o calor. Se pelo  contrário os vasos se dilatam, o que acontece com o calor, ficam cheios de  sangue. Quanto mais o sangue correr vivamente na pele e para ela, menos ele  provocará no interior acúmulos e, a partir daí, inflamações. Além disso,  arrastará consigo as impurezas para a pele sob a forma de suor. A compressa húmida está mais fria do que a pele. No momento da sua aplicação, o  sangue recua, por assim dizer, amedrontado, e os vasos capilares contraem­se.  Todavia, imediatamente a seguir, o corpo envia mais sangue, porque está  organizado para tal, aos locais cobertos pelo pano frio e húmido, de modo a  aquecê­los vivamente. Ao mesmo tempo que a pele, os panos húmidos também  aquecem. O calor é retido pela compressa. Daí resulta uma chegada contínua e  vigorosa de sangue para os vasos capilares dilatados pelo calor, bem como,  simultaneamente, um calor elevado nos locais por ela cobertos. Os órgãos  internos nobres são libertos do excesso de sangue que os perturbava e podem assim curar­se.” 150

DESCRIÇÃO DOS TRATAMENTOS UTILIZADOS OS BANHOS DE AR LIVRE E DE SOL: UM TRATAMENTO NATURAL QUE DEVE SER PRATICADO COM  MODERAÇÃO Uma moda ridícula e nefasta exige que actualmente, para se ser bonito ou bonita  e parecer saudável, o homem ou a mulher estejam bronzeados, tenham uma cor  acobreada, de modo a responder aos critérios da nossa actual concepção de  estética. Esta moda recente tem apenas cinquenta anos. Abusar do sol e querer a qualquer preço, após um curto espaço de tempo, ter uma  pele trigueira pode implicar vários perigos, entre eles os temíveis “escaldões”, que ocasionam frequentemente graves queimaduras.  Predispõem às rugas e ao envelhecimento da pele e são, além disso, responsáveis  por inúmeras doenças cutâneas. Além disso favorecem a evolução dos cancros. Todavia o ar e o sol, tomados de modo sensato, são ainda um meio que faz parte  dos tratamentos naturais possíveis. Théodore Hahn, no século passado, para grande sorte dos seus doentes, fazia­os  tomar banhos de ar e de sol, duas vezes por dia, durante o Verão no vale da  Goldach. Estes banhos eram acompanhados de loções quentes. Apresentamos abaixo  os conselhos que ele dava e que nos parecem ser ainda actuais: “0 sol é medicinal e, como tal, deve ser utilizado com uma certa cautela e sobretudo sem abusos.” O Dr. Bilz procedia da seguinte maneira: “0 doente deve estar deitado  naturalmente, nos dias quentes de Verão, num local iluminado pelo sol, pouco  exposto ao vento, sobre um saco de palha ou um colchão, envolto num pano leve e  com a cabeça protegida por um guarda­sol. Ao fim de uns instantes deve voltar­ se. Quando o doente está transpirado, deve tomar duches frescos ou frios. Se o pano  leve for insuficiente para causar transpiração, deve ser envolvido num cobertor  de lã. Como estes banhos de sol servem sobretudo para o tratamento de doenças  crónicas, devem ser utilizados com precaução e ser apropriados à doença e à  pessoa. Devem ser prescritos por um médico naturista.”

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DESCRIÇÃO DOS TRATAMENTOS UTILIZADOS A FOTOTERAPIA: UMA CIÊNCIA EM MARCHA A luz medicinal O jornal científico Nature, no final do século xix, publicou um artigo sobre os  trabalhos do Dr. NieIs Finsen, que valorizava a fototerapia no tratamento da varicela. NieIs Finsen isolou os seus pacientes num quarto onde a luz era velada por  vidros e tecidos vermelhos. Observou que sob esta influência as pústulas supuravam menos e que, quando a doença acabava, as cicatrizes eram  inexistentes ou pouco pronunciadas. A observação era importante devido aos  estigmas que esta doença frequentemente deixa. Em vários países, em França e no  Japão, existe um método que consiste em colocar no escuro os doentes com  varicela ou com outras doenças com sintomas cutâneos. Finsen pensava que a eliminação de certos raios luminosos devia assegurar uma  atenuação da inflamação. Depois das suas experiências com a varicela, procurou aplicar o seu método a outras doenças. Os microbiólogos já  conheciam, nessa época, a acção antibacteriana da luz sobre certas espécies de  bactérias. Finsen tratou as dermatoses de origem bacteriana (como o lúpus) com a luz (solar ou eléctrica). Para a concentrar e simultaneamente diminuir a sua  acção térmica, construiu um sistema óptico complexo. Graças a este aparelho, os raios solares eram projectados sobre a parte doente do corpo. A  superfície exposta era reduzida e limitada no tempo. Numa primeira fase, Finsen utilizou unicamente a luz, depois besuntou a pele com  loções para que esta ficasse mais flexível e a penetração dos raios se  efectuasse em melhores condições. Os resultados obtidos foram significativos na  maioria dos casos, tal como o testemunharam os jornais da época. Conseguiu curar  “deformidades, mutilações graves, ulcerações extensas. Mas a fototerapia tem um  campo bem mais vasto: a luz é o elemento regenerador e vivificante por  excelência. Tudo na natureza sofre a sua influência benéfica”. Nessa época  utilizaram­se também os banhos solares para ti­atar os reumatismos, a obesidade 

e a ma­nutrição. 152

DESCRIÇÃO DOS TRATAMENTOS UTILIZADOS A luz permanece um grande mistério O papel da luz em diversos processos é mal conhecido. É certo que é um dos  factores mais importantes da saúde. O médico alemão F. A. Popp dirigiu um grupo  de investigadores que trabalhou sobre os problemas da estrutura física das  substâncias cancerígenas. O 3,4­benzopireno é uma substância conhecida pela sua  forte acção cancerígena. K. Bauer, pioneiro das investigações alemãs sobre estas  patologias, descreveu esta substância como sendo a mais fatal de todas as  substâncias produzidas pelas sociedades industrializadas. Mas existe um facto muito surpreendente: o 1,2­benzopireno é uma substância muito próxima do 3,4­benzopirénio (a diferença entre as duas  substâncias reside apenas na diferença de posição dos dois anéis aromáticos) que  parece ser neutra, inofensiva e não cancerígena. Este facto é tanto mais  surpreendente que entre as substâncias cancerígenas encontram­se substâncias  muito variadas do ponto de vista químico e que não têm, do ponto de vista  físico, nenhum denominador comum. Elucidar este mistério significaria compreender os mecanismos de desencadeamento  do cancro Por que razão duas substâncias tão próximas uma da outra podem agir de uma forma  tão diferente sobre o organismo? É evidente que se conseguíssemos determinar a  razão de uma delas ser cancerígena conseguiríamos compreender, pelo menos em  parte, os mecanismos de desencadeamento do cancro. O grupo dirigido por A. Popp descobriu que estas duas substâncias se distinguiam pelo espectro de luz que absorviam. O 3,4­benzopireno, substância  cancerígena, absorve a luz ultravioleta numa faixa de cerca de 800 mm. É exactamente este tipo de luz que é necessária à fotoactivação de uma  célula, ou seja, para activar os mecanismos de auto­reparação do seu material  genético. Será possível que as substâncias cancerígenas sejam as que privam a  célula dos mecanismos necessários à sua auto­reparação? 153

DESCRIÇÃO DOS TRATAMENTOS UTILIZADOS Desde a descoberta dos médicos alemães que o mundo da ciência se começou a  interrogar seriamente sobre o papel da luz. Mesmo que este esteja longe de ter  sido claramente demonstrado, é certo que estes dados devem ser levados em conta  no que respeita à investigação das possibilidades da fototerapia, já que as  células do nosso corpo necessitam de luz para se poderem proteger contra a  destruição do seu património genético. Mas, por outro lado, está bem demonstrado  o papel preponderante dos raios ultravioletas no processo de cancerização:  devemos, por conseguinte, ser prudentes na sua utilização e proibir os  bronzeamentos artificiais! 154

OS TRATAMENTOS INJUSTAMENTE ESQUECIDOS AS SANGUESSUGAS VÃO VOLTAR AOS NOSSOS HOSPITAIS? Existem muitos estudos que permanecem desconhecidos, apesar do seu grande interesse para a história da medicina e para a terapia. É infelizmente o  caso da maioria das teses. O excelente estudo da Sr.’ Elisabeth Kind sobre A  Escola Fisiológica de Broussais e a Utilização das Sanguessugas no Século xix  está entre os trabalhos que mereciam uma publicação de grande tiragem. A autora  descreve neste livro a utilização das sanguessugas ao longo da história. O tratamento pelas sanguessugas na história As sanguessugas fazem parte dos tratamentos médicos desde os tempos mais remotos  (vêm mencionados na Bíblia sob o nome de “aluca”). A sua utilização foi  redescoberta pelos Gregos, pelos Hindus, pelos Árabes e pelos Chineses. No  século xvi, este animal foi estudado pelo grande naturista Conrad Gesner. A utilização das sanguessugas era muito vulgar na época das sangrias  terapêuticas. Voltaram a ter o seu lugar na medicina graças à escola e à  doutrina de Broussais. Foi a vitória da teoria de Pasteur que diminuiu a  presença deste anelídeo nos hospitais. Contudo as investigações demonstraram a  sua grande utilidade. Em 1884, Haycraft descobriu a hirudina e o seu poder  anticoagulante. Sete anos depois, Heidenhain observou a 155

OS TRATAMENTOS INJUSTAMENTE ESQUECIDOS acção do extracto de sanguessuga. Em 1895, Ledoux confirmou o seu poder anti~infeccioso ao constatar a imputrescibi 1 idade do sangue das  sanguessugas. As sanguessugas segregam uma proteína com poderes medicinais Sali demonstrou que a injecção intravenosa de hirudina combatia a formação de coágulos durante a penetração de um corpo estranho por via  intravascular. Demonstrou, assim, que não era à sangria local provocada pela  sucção da sanguessuga que se deviam atribuir os efeitos terapêuticos, mas sim à  penetração no organismo da proteína que ela segrega: a hirudina. Muitos autores confirmaram a sua eficácia nos tratamentos médicos e cirúrgicos.  Assini, em 1946, Durant utilizou a hirudina no tratamento de crises de asma.  Bach descobriu as suas propriedades diuréticas e utilizou­as para a eclampsia.  Mohard concluiu que: “as indicações da sanguessuga relacionam­se em primeiro lugar com as doenças do sistema venoso, em particular com as tromboses e as embolias,  as flebites, as hemorróidas, as inflamações fleumonosas e os abcessos das  amígdalas, bem como as inúmeras afecções oculares. Certas perturbações mentais  são melhoradas, bem como as ocasionadas pela menopausa.” Diversos países utilizaram várias espécies: a Hirudo officinalis (espécie  protegida) e a Hírudo trochina, na Europa; a Hírudo mysomelus no Senegal; a  Hirudo granulosa, na índia, e a Hírudo sinica, na China. Actualmente as sanguessugas continuam a ser utilizadas em certos campos da  medicina A utilização da sanguessuga pertence a uma arte terapêutica específica. O médico é, de facto, obrigado a escolher a frequência das aplicações, e também o local e o número de hirudíneas aplicadas. A hirudinoterapia 156

OS TRATAMENTOS INJUSTAMENTE ESQUECIDOS comporta certas complicações, tais como, eventualmente, hemorragias ou a transmissão de doenças contagiosas. Actualmente, a indústria farmacêutica utiliza estes anelídeos para produzir a  hirudina. As sanguessugas são ainda utilizadas actualmente num dos hospitais mais modernos de Nova Iorque, no serviço de microcirurgia pós­ operatória. Outros hospitais (por exemplo, o Hospital Pellegrin de Bordéus)  utilizam­nas em cirurgia cardiovascular e plástica. São também utilizadas nos  reimplantes de dedos seccionados, quando o cirurgião não descobre veias  pequenas. No passado as sanguessugas fascinavam, actualmente continuam a espantar­nos As sanguessugas fascinam o homem desde há séculos. Heródoto descreve a  tarambola’ do Egipto que procura a sanguessuga de origem egípcia Ozobranchus  quatrefagesi na goela dos crocodilos. Os viajantes contam que na Ásia vivem  grandes sanguessugas “vampiras” que atacam os homens. Estas sanguessugas exóticas de grande dimensão, da família dos  Haemapsidae, nidificam nas árvores ou nas ervas altas. Quando o homem passa na  sua proximidade, atiram­se a ele às dezenas ou mais e fazem­lhe múltiplas  sangrias, a tal ponto que o sangue continua a escorrer muito depois de se terem  desligado da sua vítima. Os inúmeros caracteres biológicos dos hirudíneos permanecem desconhecidos. Os  biólogos espantam­se com a sua extraordinária resistência ao jejum. Com efeito,  as sanguessugas medicinais suportam privações de alimento durante 6 meses. Foram  mesmo observados jejuns de 300 dias nas Hemiclepsis marginata. A sua capacidade de conservar o sangue é também espantosa. Durante semanas o  sangue ingerido pelo animal não apresenta qualquer alteração: é possível desta  forma observar corpos imunizantes e bactérias patogéneas assimilados pela  sanguessuga juntamente com o sangue. São necessárias várias semanas e, por  vezes, meses até começar a bemólise. ‘ Tarambola: ave pernalta que vive à beira de água. 157

OS TRATAMENTOS INJUSTAMENTE ESQUECIDOS As cinco principais indicações das sanguessugas No passado, as sanguessugas eram utilizadas em 3 ópticas diferentes (segundo o  Tratado de Zoologia de Grasset): ­ Para efectuar sangrias importantes (a colocação simultânea de uma vintena de sanguessugas pode, em poucas horas, retirar meio litro de sangue). ­ Para uma sangria local numa região inflamada, de modo a acalmar os fenómenos dolorosos e congestivos. ­ Para uma sangria em locais suspeitos da formação de um coágulo (flebites). Eram particularmente aconselhadas nas partes do corpo onde não era possível colocar ventosas. ­Graças à acção da hirudina, a sangria tem também uma  acção anti­infecciosa. Todavia o papel das bactérias simbióticas dos hirudíneos  é ainda mal conhecido. Contudo a bactéria intestinal Pseudomonas hirudinis tem  uma acção antibiótica particularmente eficaz contra o estafilococo dourado. ­ Por outro lado, existem inúmeros autores que afirmam a acção antialérgica (anti­histamínica) das hirudíneas. AS VENTOSAS NA TERAPIA MODERNA As ventosas foram abandonadas pela medicina moderna e substituídas por outros  métodos terapêuticos, em particular pelos antibióticos e pelos medicamentos  antálgicos. Podemo­nos interrogar se o abandono deste método não terá sido  prematuro. Na verdade, quais são as razões (científicas ou técnicas) que  motivaram o seu desaparecimento? Teria a medicina vivido um mito durante vários  séculos? A crise que defrontam os métodos que as substituíram justificaria o retorno a esta terapia. Desta forma, nos Estados Unidos e na Europa central  assiste­se ao seu regresso. Seria, por conseguinte, desejável lançar o debate  sobre a utilidade das ventosas. 158

OS TRATAMENTOS INJUSTAMENTE ESQUECIDOS Um inquérito médico prova a incontestável eficácia das ventosas Este debate é tanto mais necessário que se prevê que as ventosas serão  provavelmente reutilizadas nos próximos anos. No catálogo da Biblioteca Interuniversitária de Medicina encontrámos apenas um  único trabalho recente sobre esta matéria, datado de 1973. Contudo a excelente  tese de doutoramento em Medicina de Alain Sonneville e algumas investigações  históricas permitiram­nos encontrar respostas para várias perguntas sobre as  ventosas. A. Sonneville fez um inquérito a 100 pacientes hospitalizados em diversos serviços, submetidos a uma terapêutica revulsiva por ventosa seca.  Informou­se sobre os tipos de afecções para as quais estavam a ser aplicadas e  os alívios resulantes em casos de dispneia, dores ou febres, bem como a  influência dos modos terapêuticos que fizeram com que elas tivessem deixado de  ser aplicadas. O efeito positivo sobre as dificuldades respiratórias é incontestável * 92% dos doentes sentiram, com efeito, um alívio imediato nas horas que se seguiram à aplicação de ventosas secas; * 32% observaram também uma  diminuição da dor; * 26% observaram um abaixamento da temperatura. Entre as afecções tratadas com êxito, o inquérito de Sonneville enumera 55% de  bronquites, 7% de lumbagos, 25% de afecções gripais, 10% de asma, 8% de  congestões pulmonares e 7% de pleurisias. Por outro lado, o mesmo inquérito interrogou 100 médicos de clínica geral  franceses que tinham utilizado ventosas. As perguntas diziam respeito aos  efeitos no plano funcional, sobre o aparelho broncopulmonar e circulatório  (mecanismo meramente físico e mecanismo imunológico), sobre o aparelho  neurológico e também as eventuais contradições e a necessidade de um estudo patogénico completo, fisiológico e anatómico, sobre as  ventosas. Os médicos e os doentes ficam, na sua maioria, satisfeitos

82% dos médicos estão persuadidos dos seus efeitos objectivos, enquanto 78% que  utilizaram as ventosas com êxito acreditam nos seus 159

OS TRATAMENTOS INJUSTAMENTE ESQUECIDOS efeitos subjectivos. Apenas 11 % pensam que os efeitos objectivos das ventosas  são nulos. 14% dos médicos ignoram o seu mecanismo de acção     ‘ 63% adiantam diversas hipóteses, entre as quais algumas não foram verificadas ou  permanecem meras suposições. 70% consideram este método inofensivo, mas 26%  evocam as suas diversas contra­indicações, em particular nos casos de hemoptise  e de tuberculose. 6% observaram efeitos nocivos em afecções cardíacas e em  perturbações da crase sanguínea. O inquérito revelou que os doentes tratados por ventosas se mostravam  satisfeitos com os resultados dos tratamentos. Os médicos que as tinham  preconizado também tinham ficado satisfeitos com os resultados obtidos. Por conseguinte, devemos deplorar que este método terapêutico tenha sido  abandonado, sem que os mecanismos da sua acção no corpo tivessem sido  analisados. Uma terapia já apreciada na Antiguidade As ventosas já eram utilizadas na Antiguidade. A história da revulsão torácica  por meio de ventosas está ligada à da sangria e das sanguessugas. Os médicos da  escola de Alexandria criticavam a utilização demasiado frequente da sangria e  preconizavam a emissão localizada de sangue por meio de ventosas. Há   2000  anos, Asclépio da Bitínia aplicou ventosas secas e escarificadas. Segundo Próspero   Alpinus, eram utilizadas pelos Egípcios para a extirpação de sangue  viciado. Os médicos árabes reservavam­nas para tratar  crianças com menos de 14 anos. Dioscórides preconizava a sua aplicação na região epigástrica em afecções  hepatobiliares. Qual é a verdadeira acção das ventosas? Ao longo dos séculos diversas teorias propuseram uma explicação para o mecanismo  das ventosas. A teoria depurativa ou desintoxicante foi provavelmente a primeira  hipótese emitida ao longo da história. A experiência mais importante, inspirada  nessa teoria, foi realizada por Bier. Foram efectuadas sucções por ventosas em  dois grupos de cães nos quais tinha sido injectado veneno de cobra. Todos os  animais submetidos à

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OS TRATAMENTOS INJUSTAMENTE ESQUECIDOS 1 sucção sobreviveram e desenvolveram uma patologia mínima, enquanto os animais  picados e abandonados à s suas próprias defesas apresentaram perturbações  convulsivas gravíssimas. Várias respostas não convincentes *A teoria derivativa ou descongestionante passiva baseia­se no fenómeno de um afluxo de massa sanguínea no território subcutâneo, libertando os  órgãos profundos de uma estase nociva. *A teoria reflexa recorre a uma observação da diferença de reacção dos vasos sanguíneos sob a influência de uma excitação sensitiva. Segundo esta  teoria as ventosas beneficiam o tecido pulmonar por meio de um impulso arterial  acrescido e de uma estimulação periférica. *A teoria imunológica considera que a acção das ventosas implica a produção de anticorpos contra as proteínas eventualmente desnaturadas pelo  extravasamento, ou contra as substâncias produzidas por catabolismo celular.  Outros partidários desta teoria evocaram o fenómeno do choque coloidal ou peptónico. *A teoria sedativa considera em primeiro lugar a acção antálgica das ventosas. Ela recorre aos diversos fenómenos físicos, eléctricos e radioterapêuticos que podem inibir os reflexos. Deve acrescentar­se que os  efeitos sedativos das ventosas foram observados desde a Antiguidade, muito antes da utilização farmacológica de substâncias calmantes. A  sua acção antálgica não se limita às pontadas pneumónicas. Foi assinalada em  inúmeros campos. É por esta razão que os cinesioterapeutas as utilizaram para  aliviar algias, lumbagos ou torcicolos. Verificamos que foram propostas várias teorias para a acção das ventosas, todas  elas mais ou menos criticáveis ou aceitáveis. Mas nenhuma delas foi capaz de dar  uma explicação satisfatória. Três certezas científicas sobre a acção das ventosas

Alain Sonneville, pela sua parte, não limitou as investigações a estudos  estatísticos e bibliográficos. Para entender o modo como agem as ventosas fez  uma série de experiências em animais e uma série de observações 161

OS TRATAMENTOS INJUSTAMENTE ESQUECIDOS clínicas no homem. Estudou os factores hematológicos e biológicos. Examinou os  parâmetros de tensão, as medições da numeração globular vermelha e branca, os  valores espirométricos, tais como a ventilação máxima/minuto, o volume corrente,  o volume expiratório máximo/segundo, os gases do sangue, as impressões deixadas pelas ventosas e os factores de  coagulação por meio de trombociastogramas. Depois de efectuar estes estudos, propôs três processos diferentes de acção das  ventosas: ­ um sistema reflexo imediato: melhoria funcional em caso de afecção infecciosa ou inflamatória, queda tensional moderada, leucopenia inicial,  activação do sistema simpático; ­ um sistema humoral secundário: melhoria a longo prazo dos estados infecciosos e dispneicos, leucocitose tardia, libertação de substâncias humorais  e de histamina; ­ e fenómenos acessórios. Uma alternativa aos antibióticos e aos antálgicos? Passaram­se vinte anos desde os estudos de Alain Sonneville. Actualmente estamos  em plena crise dos antibióticos e dos calmantes. Por outro lado, o nosso  conhecimento dos mecanismos imunológicos progrediu muito. Dispomos de técnicas e  de investigações que há alguns anos eram inacessíveis. Talvez seja então o  momento de retomarmos os estudos sobre as ventosas? Existem muitas terapias que tenham uma tal unanimidade, com 92% dos pacientes  satisfeitos com a sua acção? Tentativa de explicação da terapia das ventosas mediante as teorias da medicina  chinesa O dorso é percorrido por quatro meridianos. Também possui outros, conhecidos e  utilizados em acupunctura e moxibustão (pontos de acupunctura aquecidos com a  ajuda de cigarros de artemísia ou de cones de 162

OS TRATAMENTOS INJUSTAMENTE ESQUECIDOS artemísia colocados sobre a pele). São estes os meridianos da “bexiga”, do  ‘triplo aquecedor” e do “intestino delgado”. Todos estes meridianos são Yang,  por oposição aos meridianos que lhes estão acoplados e que são chamados Yin  (ex.: bexiga [Yang] acoplado ao dos rins [Yin] ... ). O meridiano da bexiga parte do ângulo interno do olho, sobe até à testa, passa  por trás da cabeça e percorre as costas em duas linhas distintas, paralelas à  coluna vertebral. Em seguida desce, ao longo da face interna da coxa terminando  no dedo mindinho do pé. Este meridiano possui pontos, chamados Yu, que têm a particularidade de estarem  em ligação activa com todos os órgãos do corpo. Estes pontos são aliás  utilizados para expulsar o excesso de Yang (calor, dor, etc.). Desta forma temos  uma relação com os rins, os pulmões (daí a relação da ventosa com as doenças  causadas pelo frio), o fígado, a vesícula biliar... Entende­se melhor agora a  importância que os médicos e os doentes atribuíam a esta terapia que lhes deu  plena satisfação durante séculos. As indicações das ventosas são inúmeras Tosses, constipações, bronquites, doenças derivadas do frio, febres, lombalgias,  reumatismos articulares, traqueítes, cansaço, nervosismo, perturbações  digestivas, torcicolos... Como se colocam as ventosas? As ventosas assemelham­se a pequenos frascos de iogurte. Colocam­ ~se,  geralmente, entre 6 e 24, conforme a afecção tratada e a corpulência do doente.  Enrolado num pauzinho um pouco de al godão­em ­rama, previamente embebido em  álcool, incendeia­se no frasco já próximo da parte do corpo que vai ser tratada.  Em seguida retira­se vivamente (1 segundo basta para efectuar o vazio no  frasco), e coloca­se a ventosa sobre a pele. Recomeça­se a operação para todas  as ventosas que se pretenda aplicar. ­ Através da acção de vácuo, a pele é atraída e incha ligeiramente no interior  da ventosa. As ventosas ficam sobre a pele entre@ ]0 e 20 minutos. 163

OS TRATAMENTOS INJUSTAMENTE ESQUECIDOS A LITOTERAPIA, OU TERAPIA PELOS MINERAIS Os minerais são um elemento importante na medicina tradicional. Realmente, o  homem utilizou desde sempre as pedras para tratar certas doenças. As duas faces da litoterapia A litoterapia, tal como a fitoterapia, tem duas faces. Uma delas, “científica”,  procura nos minerais uma fonte de microelementos, cuja acção pode ser  demonstrada. A litoterapia científica demonstrou, por exemplo, a acção da  dolomite. Este mineral deve o seu nome a um naturista e viajante suíço que lho  atribuiu em honra de um geólogo francês, D. Dolomieu. A sua fórmula química é  CaC03 Mgc03’ Nos anos 30 descobriu­se, graças aos trabalhos do Prof. Delbet, que  em França as arterioscleroses e os cancros eram menos frequentes em terrenos ricos em  dolomite. Explica­se assim o papel protector do magnésio na regulação enzimática  e na permeabilidade das membranas celulares. De qualquer modo a litoterapia é pouco estudada pelos cientistas. O aspecto esotérico­místico, a sua segunda face, que procura a relação entre as  partes do corpo humano e as pedras, é provavelmente uma das razões desta  situação. É difícil encontrar um equilíbrio entre estas duas correntes de  pensamento, apesar de a biologia electrónica e de a física moderna reconhecerem  que os “amuletos de pedra”, desprezados pela medicina oficial cartesiana, podem  influenciar o estado energético do organismo e ter um papel no equilíbrio saúde­ doença. As pedras medicinais É interessante notar que a origem dos nomes de certas pedras está ligada às  práticas médicas ancestrais. Assim a “nefrite” deve o seu nome à acção curativa  do pó dessa variedade de jade nas doenças dos rins (do grego, nephros). Além  disso, na quase totalidade das grandes tradições medicinais (e religiosas)  encontram­se práticas nas quais a utilização das pedras preciosas era corrente. 164

OS TRATAMENTOS INJUSTAMENTE ESQUECIDOS Também não é um acaso o facto de as investigações dos alquimistas sobre a “pedra  filosofal” os ter levado a transmutar os metais em ouro e a tratar todas as  doenças. Acreditava­e que as pedras protegiam o seu possuidor contra as grandes  epidemias, e os amuletos orientais sobreviveram aos impérios orientais. ­ As pedras assírias serviram durante vários séculos para facilitar o parto. ­0 beosar (produto mineral proveniente do estômago dos antílopes e das cabras) era um detector e um antídoto dos venenos. Os povos nómadas da Ásia  Central utilizam­no até hoje. ­0 berilo trata a rinite e protege contra os  abortos. ­ O crisólito elimina a falta de ar e diminui os riscos das doenças respiratórias. ­ O quartzo foi apreciado porque prevenia e curava a cólera, as intoxicações  digestivas, as enxaquecas e era um antídoto contra o arsénico. ­ A ametista foi utilizada para tratar as ulcerações. ­0 jaspe permitia estancar  as hemorragias. ­0 rubi era a pedra da juventude eterna e tinha a capacidade de regenerar os tecidos. ­ A safira é ainda utilizada nas doenças dos olhos. Alguns pretendem, até, que a sua radiação é tal que pode fazer desaparecer os cancros. ­Os antigos médicos utilizavam o pó de coral misturado com azeite para curar problemas auditivos e de surdez. Quanto a Paracelso, este prescrevia  o coral branco para tratar a epilepsia e as intoxicações. ­ O pó de pérolas misturado com leite preservava e permitia manter uma bela voz. Na índia, ainda hoje, esta preparação serve para lavar os olhos  dos recém­nascidos de modo a preveni­los contra futuros problemas oculares. Inúmeros investigadores pensam que o estado de saúde se caracteriza pelo  equilíbrio energético do organismo. Avançam a hipótese de que os minerais estão em relação com as radiações cósmicas e têm um campo magnético  semelhante aos dos diversos órgãos do corpo humano. Os campos magnéticos 

emitidos pelas pedras preciosas têm, por conseguinte, a capacidade de  reequilibrar o campo magnético corporal. Esta teoria 165

OS TRATAMENTOS INJUSTAMENTE ESQUECIDOS energoterapêutica explica por que motivo certos doentes se sentem aliviados  quando estão na presença de pedras preciosas. Desta feita, os cristais de quartzo acalmam as personalidades stressadas e, além disso, teriam a  capacidade de rearmonizar as emissões energéticas. QUADRO DAS RELAÇÕES ENTRE OS PLANETAS, OS óRGÃOS E AS PEDRAS Sol, Lua ou planeta órgão do corpo humano Pedra Sol Coração, circulação sanguínea. Diamante, rubi, crisólito, calcedónia (crisópraso e heliótropo). Lua Linfa, figado, estômago, garganta, mucosas. Esmeralda, opala, berilo (variedade de água­marinha), selenite, malaquite, pedra  da Amazónia, coral branco, nefrite. Mercúrio Cérebro, sistema nervoso. Jaspe, crisólito, topázio, calcedónia (cornalina). Vénus Seios, góriadas. Esmeralda, ágata, pérola branca, coral rosa, berilo (variedade de água­marinha),  safira, topázio, quartzo, turmalina. Marte

Veias, góriadas, metabolismo geral. Rubi, diamante, granada, opala, espinela, hematite, coral vermelho. Júpiter Fígado, desenvolvimento celular, aorta. Safira, ametista, turquesa, lápis­lazúli e todas as pedras azuis. Saturno Ouvido, boca, dentes, baço, sistema ósseo. Ónix, pérola preta, calcedónia, ágata, espinela azul­marinho. úrano Sistema nervoso central. Alexandrite, âmbar, turquesa verde, zircónio, jacinto. Neptuno Olhos, cérebro, capacidades mentais. Turmalina, berilo (variedade de água­marinha), ametista, coral branco. Plutão Sistema imunitário. Granada. 166

OS TRATAMENTOS INJUSTAMENTE ESQUECIDOS Quatro substâncias minerais com poderes de cura Entre as inúmeras substâncias minerais utilizadas em terapia, seleccionámos  quatro que vos apresentaremos, a seguir, com mais pormenores. O MÚMIO, OU “BÁLSAMO DAS MONTANHAS” O múmio (múmia, mummy ou bálsamo das montanhas) é uma substância balsâmica que  se encontra nas montanhas da Sibéria, nos Himalaias, no Irão e na Mongólia. Os  cientistas confirmam que as propriedades do múmio, independentemente da sua  origem, têm as mesmas características terapêuticas. As propriedades curativas ancestrais do “bálsamo das montanhas” Desde há mais de 2000 anos que os povos asiáticos o utilizam por via interna e  externa para tratar entorses, asma, doenças gastrointestinais, diversos  problemas respiratórios e a gangrena. Para os povos siberianos o múmio tem o  mesmo papel que os antibióticos para os ocidentais. Ele fazia parte da  farmacopeia de Avicena. Engelbert Kampfer, viajante, médico e naturista (a quem devemos também a  descoberta do Gingko biloba), foi provavelmente também o primeiro europeu a descobrir e descrever os estranhos poderes do “bálsamo das  montanhas”. Em 1717, Kampfer, convidado pelo xá da Pérsia, constatou que os  habitantes do Golfo Pérsico consideravam o múmio, uma substância cara e  preciosa, como uma dádiva dos céus. A sua utilização era estritamente reservada  às pessoas próximas da família imperial. A descoberta, a verificação e a  autenticidade dos novos jazigos eram acompanhadas de grandes festejos. O soberano cedia, por vezes (mas raramente),  um pouco de múmio aos guerreiros nobres, feridos nas batalhas. Esta substância, na época de Paracelso, conheceu também uma voga excepcional.  Finalmente, os Egípcios chamavam ao múmio “ensani”, o que significa “substância  humana por excelência”. Engelbert Kampfer observou­lhe as capacidades curativas  e no seu Ameonitum exoticarum 167

OS TRATAMENTOS INJUSTAMENTE ESQUECIDOS descreveu a consolidação de fracturas em três dias, nas crianças, e num dia, nos pássaros feridos. Os Siberianos utilizam os animais para descobrir novos jazigos’    já que os  mamíferos feridos procuram o múmio para se tratar. A mitologia siberiana associa  a presença do “bálsamo das montanhas” aos mamutes, animais mágicos e  omnipresentes nas crenças do Norte da Ásia. Em 1956, o Dr. Shakirov de Tachekent descobriu um jazigo muito rico de uma substância betuminosa que ele utilizava no tratamento de fracturas e para  a regeneração tissular. Os institutos de investigação, tanto soviéticos como  americanos, demonstraram a heterogeneidade dos múmios provenientes de diversas  regiões. Actualmente só existem vinte locais de exploração. A riqueza da composição química do múmio Os químicos russos falam da existência de nove classes diferentes. Estas  diferenciam­se pelas suas propriedades físicas: a estrutura granular, resinosa  (chamada na Sibéria “manteiga de pedras”) ou líquida, a solubilidade na água e a  composição química. De qualquer forma, todas as classes são suficientemente parecidas para terem sido repertoriadas num mesmo  tipo. A análise química do múmio mostra a grande riqueza da sua composição. O  “bálsamo das montanhas” contém proteínas, nove aminoácidos, esterídios, ácido  hipúrico, ácido benzóico, resinas e compostos inorgânicos: sílica, alumínio,  magnésio, cálcio, nátrio, potássio, manganês, níquel, cobalto, crómio,  molibdeno, berílio, cobre, paládio, zinco, gálio, bário, fósforo e titânio. A  riqueza química do múmio é tal que os químicos russos dizem que contém todos os  elementos conhecidos. A controvérsia acerca da origem do múmio As teorias relativas à origem do múmio são muito controversas. A datação  isotópica fornece uma hipótese que vai dos 800 milhões aos 3 milhões de anos. Certas categorias de múmio contêm resíduos vegetais entre os  quais uma parte é composta de restos de espécies cambricas. Outras amostras não 

contêm nenhuns vestígios de plantas. Além disso, os investigadores avançam várias hipóteses: seria de origem animal, vegetal,  vulcânica ou mesmo cósmica? Quanto a certas teorias originais e, por 168

OS TRATAMENTOS INJUSTAMENTE ESQUECIDOS vezes, muito fantasistas, essas são mais que muitas e pretendem que o múmio seria proveniente de restos de mamutes ou até de dinossauros. As incríveis proprieda(les do múmio As investigações e as experiências clínicas confirmam a grande capacidade  regenerativa do múmio. Esta capacidade polivalente permitiria tratar com a mesma  eficácia tanto a consolidação de fracturas como as doenças degenerativas. A imprensa russa menciona a eficácia do múmio em inúmeros  casos reconhecidamente incuráveis. Todavia, até à data, ainda não foi  apresentada nenhuma explicação cientificamente válida sobre o mecanismo do  múmio. Os médicos ocidentais confirmaram também a sua forte acção  bacteriostática. O múmio é por conseguinte um “antibiótico natural” por  excelência. Finalizando, o múmio está, provavelmente, na origem dessa misteriosa pomada  anti­inflamatória utilizada pelos médicos do exército russo durante a guerra  contra o Afeganistão. A grande surpresa dos médicos russos foi a de constatar as  capacidades regenerativas do múmio em patologias que surgiam no seguimento de  irradiações. Mas neste campo as investigações continuam em fase experimental. Um último comentário interessante: esta substância está disponível (e a preços  acessíveis) em todos os países da Europa Central e Oriental. A 0ZOQUERITE: UMA CERA NATURAL O nome ozoquerite provém de duas palavras gregas: ozein (sentir) e keros (cera).  A substância também é chamada “cera das montanhas” ou 14 cera natural” e é comparável à cera de abelhas. Além disso é uma resina  mineral com uma origem idêntica à do petróleo. O jazigos de ozoquerite, existem em diversas regiões do mundo: na Roménia, na  Polónia, na Ucrânia (o maior jazigo do mundo encontra­se na Boristávia), na  Áustria, na Eslovénia, nos Estados Unidos, no Tajiquistão e no Usbequistão. A  ozoquerite da Escócia, de França (vale do Loire) e do País de Gales distingue­se  das de outras proveniências e por este motivo é chamada elateríte ou  “hatchetin”. A sua cor pode ir do amarelo­esverdeado ao castanho, passando pelo preto. É 

facilmente combustível, e o seu cheiro é semelhante ao da cerasina. 169

OS TRATAMENTOS INJUSTAMENTE ESQUECIDOS É utilizada na indústria de cosméticos e de têxteis e pode substituir a cera de abelhas. A ozoquerite: uma penicilina mineral Avicena prescrevia­a para o tratamento de hemorragias, fracturas e dores de cabeça. Mas a ozoquerite está muito divulgada na medicina popular  russa. Além disso, neste país esta substância é muito acessível e pouco dispendiosa. A sua grande reputação começou na ex­URSS em 1942, quando foi utilizada pelos médicos do exército para tratar feridas e  fracturas nos soldados. Descobriram­se então os seus poderes bactericidas e  antibióticos, que são comparáveis e, por vezes, até superiores aos da  penicilina. As indicações da ozoquerite A ozoquerite pode ser utilizada por via externa, oral, rectal ou vaginal. O seu  mecanismo de acção é pouco conhecido. Durante o trata~ mento observa­se uma melhoria da circulação sanguínea (daí a sua utilidade no tratamento da arteriosclerose), mas também estimula a regeneração  dos nervos periféricos e melhora as polinevrites. Na Ucrânia é prescrita na  balneoterapia e nas curas termais. No tratamento de gastrites e de doenças  intestinais os médicos russos prescrevem­na como terapia complementar. A série de experiências feitas no início dos anos 40 está na base da sua  prescrição em ginecologia. Tem efeitos ostrogénicos e, por conseguinte, é  utilizada em casos de insuficiência ovariana e em inflamações. Em pediatria é prescrita contra inflamações, broncopneumonias e poliomielite. Uma das suas vantagens, a não negligenciar, está ligada ao facto de não ter qualquer efeito secundário sobre o sistema imunitário das  crianças.

Referir, ainda, que a ozoquerite diminui as alterações dermatológicas ligadas à  radioterapia. Em razão da sua acção vascular está indicada no tratamento de certas doenças corno as úlceras e os eczemas crónicos. As experiências russas demonstraram que quando é utilizada localmente aumenta a  permeabilidade capilar e melhora a circulação. A sua 170

OS TRATAMENTOS INJUSTAMENTE ESQUECIDOS acção fortemente anti­i n fiam atória é cada vez mais reconhecida pela medicina  oficial. E, para finalizar, a ozoquerite opõe­se à decomposição da matéria viva, daí o  fenómeno de conservação de animais pré­históricos encontrados em perfeito estado de conservação. O mais célebre é provavelmente o rinoceronte de  Estarúnia, na Galícia (exposto no Museu de Zoologia de Cracóvia, na Polónia). O MISTÉRIO DA “PEDRA DAS SERPENTES” Quando se consultam os antigos jornais e publicações, encontram­se informações  enigmáticas e misteriosas. Uma história enigmática Assim, na revista mensal Nature, de 1906, o Dr. A. Gartaz fez um comunicado  sobre a pedra indiana das serpentes. Na índia os répteis são responsáveis, todos  os anos, por várias dezenas de milhares de acidentes mortais. Os indígenas  serviam­se deste talismã contra as mordeduras de serpentes e outros animais  venenosos. As pedras eram preparadas pelos brâmanes e, segundo as crenças  populares, eram dotadas de poderes sobrenaturais. Protegiam a vida dos  encantadores de serpentes, frequentemente vítimas das mordeduras dos seus  répteis. Faraday, no início do século, fez a análise química de uma delas, proveniente da  região de Hyderabad. O seu primeiro comentário foi a constatação de que a pedra não passava de um fragmento de osso calcinado cheio  de sangue e passado no lume. Por seu lado, o Dr. Watkins­Pitchford, de Pietermaritzburgo (África do Sul),  testou a pedra de acordo com a directivas indianas. Aplicou­as no local da mordedura, depois de molhar previamente a ferida com um pouco de água.  Mas os testes sul­africanos não confirmaram a sabedoria popular indiana. Seis perguntas continuam em suspenso A diferença entre as espécies de répteis sul­africanos e indianos e por  Conseguinte entre os venenos seria, talvez, a causa?

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OS TRATAMENTOS INJUSTAMENTE ESQUECIDOS A pedra agiria apenas em pequenas doses de toxina? Seria ela eficaz apenas nos  humanos (a experiência foi feita em coelhos)? A pedra, talvez, não tivesse suportado a longa viagem (nessa época eram  necessárias várias semanas para ir da índia até África)? As pedras testadas, talvez, não fossem verdadeiras “pedras das serpentes”? A pedra seria uma mera crença, a última esperança que resta às pessoas mordidas  por uma cobra? Seria, sem dúvida, interessante examinar de novo esta pedra misteriosa de modo a  ficarmos definitivamente elucidados e sabermos enfim se esta “pedra das  serpentes” tem algum poder terapêutico. O ÂMBAR: UM PRECIOSO MEDICAMENTO DESDE A ANTIGUIDADE Desde a mais recuada Antiguidade que o âmbar foi um dos medicamentos mais  preciosos da farmacopeia europeia. A sua prestigiosa história DiócIes foi o primeiro médico grego, conhecido dos historiadores, a aconselhar a sua utilização em preparações médicas. Atribuía a esta pedra  capacidades purgativas, anti­reumatismais e anti­hemorrágicas. Os naturistas gregos foram também os primeiros a tentar explicar a origem do âmbar. Para eles esta pedra provinha da urina de certos animais, em  particular do lince. Dioscórides, Teofrasto e Galiano mencionaram o valor médico desse “ouro do  norte”. Plínio, o Antigo, e Callistratus citam­no nas suas obras que descrevem  os remédios que receitavam. Acreditava­se que o âmbar ajudava contra os males da  garganta e protegia as amígdalas. Foi também prescrito como colírio associado a  óleo de rosas e mel. Era, ainda, utilizado na preparação de um vinho para tratar  a icterícia. Contudo, é difícil saber se o conhecimento antigo das virtudes do  âmbar provinha das observações dos médicos gregos, romanos ou árabes. A tradição da Idade Média coloca o âmbar entre os seis medicamentos mais 

eficazes. Segundo Santa Hildegarda, o âmbar macerado em vinho ou 172

OS TRATAMENTOS INJUSTAMENTE ESQUECIDOS cerveja trata as dores de estômago. No livro de Agrícola (1554), o âmbar em  solução tem uma acção anti­hemorrágica e, no vinho, trata as doenças do  estômago. Santa Hildegarda e Culperer aconselham­no para resolver problemas  urinários. Os médicos dessa época utilizam­no também para tratar os reumatismos,  a epilepsia e também, segundo Alberto, o Grande, para... examinar a virgindade. Durante as grandes epidemias era utilizado em fumigação para prevenir contra a  peste. Era por conseguinte um dos remédios mais caros nessa época. A sua  utilização era reservada aos privilegiados, aos reis e aos papas. A Ordem dos  Cavaleiros Teutónicos tentou monopolizar a sua exploração. A comercialização em territórios polacos e lituanos era aliás  controlada por estes cavaleiros teutónicos. Actualmente as investigações recomeçam Actualmente, entre os célebres pacientes tratados com âmbar podemos citar Martin  Luther King, que graças a este medicamento se livrou dos cálculos renais.  Compreende­se, aliás, mal que esta pedra medicinal tão rica não tenha sido  devidamente estudada. Mas ultimamente a sua grande capacidade de produção de  iões negativos, bem como alguns dos seus componentes aromáticos, é objecto de investigações aprofundadas. O âmbar continua a ser utilizado na medicina popular de certas regiões da  Polónia e dos Países Bálticos, como medicamento anti­reumatismal. Preparações  homeopáticas de âmbar são comercializadas na Alemanha e na Polónia. Na Rússia os  médicos utilizam a vitamina D3, extraída do âmbar. Como se utiliza o âmbar? Ao longo dos séculos e de acordo com os autores, foram preconizadas diversas  preparações. Seleccionámos algumas receitas, fáceis de preparar: ­ O âmbar jóia: @@)loea­se directamente em contacto com a pele, em medalhão, especialmente no Inverno durante o tempo frio. É particularmente  recomendado a pessoas sujeitas aos inconvenientes derivados das mudanças de  estação (resfriamentos, gripes, constipações, bronquites, tosse, dores de  garganta, etc.).

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OS TRATAMENTOS INJUSTAMENTE ESQUECIDOS Macerado em vinho: escolha um vinho tinto de boa qualidade. Deixe macerar o  âmbar durante 24 horas e depois ferva­o. Esta preparação era especialmente  utilizada para as dores de estómago (úlceras?), os cálculos renais e as  hemorragias. óleo de âmbar: deixe macerar um pedaço de âmbar, durante 8 dias,  num litro de azeite. Este azeite pode ser utilizado no tempero de saladas e  outros vegetais crus. Esta preparação está mais indicada para combater o stress, a angústia e as  depressões. A ESPELEOTERAPIA OU TERAPIA NO SUBSOLO A espeleoterapia é uma terapia baseada na acção curativa das caves e das formas subterrâneas. Nas grutas e nas minas de sal Desde 1949 que existe uma estação termal subterrânea na Áustria, na região de Salzburgo, perto de Badenstein. Nesta estação os médicos austríacos  obtêm excelentes resultados no tratamento de afecções reumatismais (reumatismos  degenerativos), perturbações da circulação e em certos casos de artrite. Por outro lado, na Hungria, na região de Braradala, o Dr. Dudech  criou uma cura para asmáticos, situada a 50 metros abaixo do solo. As primeiras experiências de espeleoterapia datam do século xix. O Dr. Crogham,  para tratar os seus pacientes tuberculosos, fazia­os passar cinco meses numa  gruta do estado de Kentucky. As minas de sal têm um lugar muito especial na espeleoterapia. Já em 1740, uma carta endereçada a Henry Baker, secretário da Royal Society, por John  Mouney, médico inglês do exército russo, descrevia o perfeito estado de saúde  dos mineiros que trabalhavam nas minas de sal de Wieliezka, perto de Cracóvia,  na Polónia. Nessa época um naturista francês, Jean Étienne Guettard, dedicou uma  obra completa a essa mina de sal. Actualmente a mina de Wieliczka está protegida  e faz parte do patri174

OS TRATAMENTOS INJUSTAMENTE ESQUECIDOS mónio mundial da UNESCO. Uma parte contém um museu, e a outra foi transformada  em hospital onde, a 210 metros abaixo da terra, desde há trinta anos, são  tratados com êxito casos de asma e todas as doe"cas respiratórias. A eficácia da espeleoterapia está relacionada com a especificidade do meio É difícil explicar o fenómeno curativo da espeleoterapia e, em particular, das  minas de sal. Evoca­se a especificidade do clima, a estabilidade da pressão  atmosférica, a ausência de alergénios e de microrganismos patogénicos, a  presença de pequenas quantidades de movimentos impetuosos e os efeitos da  ionização das pequenas partículas de sal. Como é evidente, todas estas condições favorecem uma boa ventilação dos pulmões,  mas as investigações feitas na Rússia demonstram também a acção da  espeleoterapia e das minas de sal no que diz respeito à estimulação directa do  sistema imunitário do homem. Finalmente, todas as investigações sobre as  diferentes formas de vida mostraram que estas beneficiam de um ecossistema bem  particular, muito distinto dos outros ambientes. 175

O REDUCIONISMO, UMA ARMADILHA A EVITAR O reducionismo é a causa principal da crise do pensamento médico ocidental da  nossa época. Se, por um lado, não nos é difícil entender que uma teoria que  reduz os fenómenos complexos a um único factor seja sedutora, sabemos também que  é a investigação científica que obriga os investigadores a tornarem­se  reducionistas. Porque é impossível estudar a vida e a saúde em toda a sua  complexidade e permanecer cientificamente credível. Este tipo de fenómeno é bem  conhecido. COMO SE CHEGOU AO REDUCIONISMO NA MEDICINA? Em primeiro lugar escolhem­se os problemas acessíveis aos estudos e aqueles que  têm a possibilidade de ser resolvidos. Não nos preocupamos com aqueles que, no  estado actual dos nossos conhecimentos, não têm qualquer hipótese de solução,  como sabemos de antemão. Considera­se que são inexistentes. Desta forma obtém­se  uma caricatura do método cartesiano, pelo facto de se rejeitar tudo o que é  duvidoso ou incerto. A ciência moderna só se preocupa com o acessível, cuja solução lhe parece  possível. Além disso, considera­se que a realidade de laboratório, totalmente  artificial, é idêntica à que se encontra na Natureza. Em seguida, pretende­se  que o conhecimento do comportamento de algumas moléculas é suficiente para  descrever todos os parâmetros dos organismos vivos. Esquece­se facilmente que,  por exemplo, a física clássica (newtoniana) é incapaz de descrever sistemas  compostos por... três bolas de bilhar e que a ciência moderna não consegue  compreender o mecanis177

O REDUCIONISMO, UMA ARMADILHA A EVITAR mo da formação... das bolhas de champanhe. Desta forma, a ciência, que deveria  ser uma ferramenta de conhecimento do mundo, transforma­se na força criadora de  um novo mundo que, infelizmente, está nos antípodas do mundo real. A medicina reduz os factos a uma causa única Podemos pensar que estas reflexões sobre a ciência moderna não têm nada em comum  com os problemas de saúde que defrontamos diariamente. Mas a medicina é  provavelmente o mais reducionista de todos os nossos conhecimentos. Além disso,  é o mais hipócrita porque, contrariamente à física ou à biologia modernas, os  médicos continuam à procura de meios milagrosos. Pretendem compreender a maioria  dos problemas, que sã o muito mais complicados do que, por exemplo, a formação  das bolhas de champanhe. A medicina é reducionista nas suas investigações sobre a causa das doenças ao  tentar quase sempre limitá­la a um único factor. É também reducionista na  investigação dos mecanismos patológicos e dos remédios, porque, se a doença é  causada@ por um factor (microrganismo, carência de um elemento, gene, etc.),  basta agir sobre esse factor único (antibiótico, suplemento alimentar, terapia  genética) para recuperar a saúde. Pensamos que esta lógica é eficaz apenas em alguns casos raros. Nos restantes,  para preservar a saúde, é indispensável agir sobre vários factores. O nosso  principal conselho é, por conseguinte, vigiar as nossas condições de vida e agir  de modo a proteger o nosso meio ambiente. LUTAR PARA QUE A MEDICINA NATURAL NÃO CONSTITUA UMA AMEAÇA PARA A NATUREZA “... a fauna e aflora selvagens constituem um elemento insubstituível dos  sistemas naturais, que deve ser protegido contra a sobreexploração pelo comércio  internacional.” O desaparecimento das espécies e o empobrecimento da riqueza natural são as  consequências mais graves da actividade humana. Ninguém pode fornecer um número  exacto das espécies animais e vegetais que 178

O REDUCIONISMO, UMA ARMADILHA A EVITAR vivem no nosso planeta, e ninguém tem a possibilidade de fornecer números sobre  a extinção total de algumas delas. Contudo, as estimativas são muito  pessimistas, já que os botânicos afirmam que todos os dias desaparecem uma ou  duas espécies de plantas superiores. Do início dos anos 80 até ao final do  século, 40 000 plantas superiores terão definitivamente desaparecido. Como foi possível chegar­se a esta situação? As principais causas desta situação foram a alteração do ambiente e a destruição  dos habitat naturais. Todavia não devemos negligenciar o papel da colheita e da comercialização incontrolada das espécies selvagens. Com  uma facturação de cerca de 30 mil milhões de francos, o tráfico relacionado com  a fauna e a flora é considerado como a terceira actividade comercial ilícita, a  seguir à das drogas e das armas. O transporte de plantas e de animais selvagens gera diversos problemas: em  primeiro lugar, favorece a extinção das espécies. Em segundo lugar, a introdução  de organismos novos na natureza do país destinatário tem consequências: podemos  citar a tartaruga da Florida que constitui uma ameaça para a cístude (tartaruga)  indígena de França, ou a rã sul­americana introduzida em Itália. Além disso, os  organismos transplantados podem ser os vectores de diversas doenças (a tortue­ salmonelose). Para finalizar, é importante realçar as condições cruéis de  transporte, responsáveis pela mortalidade de 62% dos pássaros provenientes do  Senegal e de 55 % dos provenientes do México. Qual é o papel da medicina natural neste tráfico indigno9 O carácter ilícito, bem como a determinação difícil dos destinatários de certas  orquídeas, cactáceas ou corais, tornam impossível avaliar o impacto da medicina natural na destruição das espécies ameaçadas. Todavia, desde  o desaparecimento do “sifilon” ­ planta contraceptiva da Grécia antiga, cuja  colheita intensiva ocasionou a sua completa extinção ­ sabemos com exactidão que a prática medicinal (mesmo dita natural) pode ser a  causa directa da destruição total de uma espécie. 179

O REDUCIONISMO, UMA ARMADILHA A EVITAR Os historiadores das ciências e os botânicos dedicam uma grande parte das suas  investigações à descoberta das plantas dos Antigos. Frequente­ mente, não  conseguem determiná­las nem inseri­ias no nosso sistema taxinómico. Estará esta  dificuldade exclusivamente relacionada com as dificuldades linguísticas? É muito  provável que, pelo menos em certos casos, seja o seu desaparecimento que torna a identificação impossível. As principais espécies de fauna ameaçadas Entre as espécies ameaçadas pelo mercado da medicina natural podemos até  encontrar animais de grande porte. Desta forma, na medicina chinesa utilizam­se os ossos de tigre para tratar as  úlceras, os reumatismos articulares e musculares, o paludismo, a febre tifóide e  para aliviar as dores. O grande mercado de pó de osso (aplicado debaixo das unhas dos pés para queimaduras e erupções cutâneas) e as  bebidas alcoólicas, fabricadas com ossos, são a principal causa da caça furtiva  a este animal. Estima­se que no ano de 1991 mais de 30 000 garrafas de bebida de  osso de tigre foram enviadas da China para Hong Kong, Singapura, Malásia,  Tailândia e para todos as partes do mundo onde existe uma diáspora chinesa,  particularmente na Europa Ocidental e nos Estados Unidos. O preço dos ossos varia muito: na fronteira chinesa, 1 kg pode  valer até 270 dólares (um tigre de pequeno porte tem um esqueleto de cerca de 7  kg). É por isso que em certas regiões a situação dos tigres se torna muito  crítica devido à caça furtiva supostamente “medicinal”. Desta forma, o número de  tigres no Parque Nacional de Ranthaombar, índia, é inferior a 14. Os efectivos mundiais de rinocerontes passaram de 80 000, nos anos 70, para 11 000 actualmente. A caça furtiva de rinocerontes é a razão principal  da sua progressiva extinção. Esta situação persiste apesar de mais de 100 países  perseguirem os traficantes e os indivíduos que comercializam os cornos destes  animais. A procura de cornos é muito grande porque a medicina tradicional  chinesa utiliza­os contra as febres, a epilepsia, a malária, os envenenamentos,  os abcessos e, especialmente, a impotência. Três anos de prisão e uma multa  constituem a sanção para as pessoas que comercializam ou utilizam o corno de  rinoceronte na

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O REDUCIONISMO, UMA ARMADILHA A EVITAR Formosa (centro mundial deste tráfico). Mas as inúmeras apreensões efectuadas  por diversos países, por exemplo, 21 chifres apreendidos ultimamente pela  polícia belga a um comerciante de Bruxelas, mostram que os caçadores furtivos não hesitam em arriscar a sua liberdade. Por outro lado, a utilização de “castóreo”, sedativo nervoso, antiespasmódico,  estimulante vascular e um dos seis remédios panaceia da Idade Média, foi  provavelmente uma das causas da caça e do desaparecimento do castor na Europa.  Graças à sua reimplantação podemos encontrá­lo em diversos rios da Europa Ocidental e Central. Infelizmente, existem provas de que  este animal se tornou, de novo, alvo dos caçadores furtivos. A caça ilegal ameaça também a população de arganazes nos Cárpatos. A gordura  deste animal é utilizada como remédio contra os reumatismos. Os ursos pretos asiáticos, os ursos dos coqueiros e os baribalas estão ameaçados  pela comercialização da sua vesícula biliar. A Coreia do Sul é o centro mundial  do comércio e do tratamento deste produto. As vesículas biliares são secas e  reduzidas a pó e, em seguida, utilizadas em chá ou sob a forma de infusão para  tratar as hemorróidas, as infecções intestinais, a hepatite e a icterícia. As serpentes são, frequentemente, também objecto de tráfico. Em certas culturas  africanas os amuletos de pele de serpente protegem contra as doenças dos olhos. Na América Latina utilizam­nas para tratar as fracturas. Na  Ásia são preconizadas contra os reumatismos. Na medicina grega a serpente é um  dos componentes da célebre “grande teriaga”. Este medicamento foi utilizado na  Europa durante mais de dez séculos como remédio contra as mordeduras de serpentes e contra a raiva, a peste e a varíola.  Ao longo da história existiram outras substâncias que serviram para tratar as  mordeduras de serpentes, em particular o corno do unicórnio marinho. Foi aliás  por este nome que os Antigos designaram o narval, mamífero actualmente raro e  ameaçado de extinção total. A utilização do almíscar, produzido por certos mamíferos e por um pequeno  cervídeo, pela indústria de cosméticos e pela farmacopeia tradicional é uma  ameaça para as populações. Ora a colheita do almíscar pode ser feita sem matar o  animal, e existem na China unidades de produção especializadas nisso. Mas a 

procura desta misteriosa substância (o almíscar é composto de hormonas sexuais,  de colesterol e de substâncias cerosas) é tão importante que a caça furtiva  persiste, especialmente nos Himalaias 181

O REDUCIONISMO, UMA ARMADILHA A EVITAR e na Sibéria. Ele é depois revendido na Europa e na América, e é impossível  distinguir do almíscar proveniente da caça furtiva o almíscar proveniente das  unidades legais de produção. A abertura das fronteiras na CE agrava ainda mais a situação de diversos  animais, entre os quais se encontram as víboras da Europa Central e Ocidental,  que servem para confeccionar pomadas (certas serpentes são mesmo utilizadas  vivas), os alces e os veados por causa dos seus cornos, que são utilizados  depois de pulverizados. Na Checoslováquia existem vários “estabelecimentos  turísticos” especializados em viagens a África, a Espanha, a França ou à  Alemanha. Estes “turistas” de um género muito especial importam animais  exóticos, em particular répteis, insectos e aranhas provenientes de África, e  comercial utiliizam­nos em França ou na Alemanha. As principais espécies de flora ameaçadas Certas explorações medicinais põem em perigo inúmeras espécies vegetais. A  Prunus africana é uma árvore africana cuja casca é utilizada para tratar  problemas de micção nos homens idosos, entre os quais o tumor da próstata. infelizmente, a sua sobreexploração colocou em perigo a  maioria das árvores. É desta forma que uma planta pode desaparecer antes mesmo  de todas as suas virtudes terem sido descobertas. As florestas de teixos nos Himalaias foram, praticamente, destruídas desde que  se conhecem as propriedades anticancerígenas das substâncias extraídas da casca  desta árvore. Além disso, a publicação sobre a acção antitumoral do “taxoi” foi  a causa directa da destruição de várias espécies de árvores na Europa graças a  uma colheita selvagem, apesar de ser praticamente impossível isolar esta substância sem uma aparelhagem  especializada. O Aloe polyphy11a (aloés espiralado) é uma planta originária das montanhas do  Lesoto. A descoberta das suas propriedades medicinais gerou um tráfico  internacional, e foram feitas tentativas do seu cultivo nos Estados Unidos.  Infelizmente, este aloés só cresce no seu solo natal, onde é cada vez mais raro. 182

O REDUCIONISMO, UMA ARMADILHA A EVITAR O dragoeiro (Dracaena draco) das ilhas Canárias pode atingir uma idade de 6000 anos. Os habitantes destas ilhas utilizaram­no para mumificar os  mortos e para tratar várias doenças (é fortemente imunoestimulante); a sua  madeira também serve para fabricar violinos de grande qualidade. Esta árvore  desapareceu totalmente de quatro das sete ilhas Canárias. Existem apenas cerca  de 200 exemplares desta árvore no conjunto destas ilhas. Ainda será possível  preservá­la? O que pode fazer a medicina natural para remediar esta situação? É certo que a Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies de Fauna e de  Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção (CITES), bem como a acção de organizações  como a WWF ou TRAFFIC, melhoraram a situação de certas espécies. Mas uma acção  meramente legislativa não tem capacidade para fazer face a todos estes  problemas. É, por conseguinte, indispensável que certos princípios de  deontologia profissional sejam aplicados pelos praticantes da medicina natural,  de modo a evitar uma catástrofe que precipitaria a extinção de várias espécies.  Apesar de ser difícil distinguir as plantas cultivadas das plantas selvagens, é  sempre possível verificar e exigir certificados de proveniência. Porque o  desaparecimento de espécies limita a riqueza natural e pode privar­nos, no futuro, de inúmeros novos medicamentos. Uma das forças da medicina natural é o seu paradigma holístico, ou seja, a sua  visão da doença como um estado de desequilíbrio entre o corpo humano e a  Natureza. De acordo com esta visão, é impossível tratar ou prevenir as doenças  se, paralelamente, destruímos a Natureza. A aplicação de uma ética sobre as  colheitas e a utilização das plantas medicinais deve, portanto, ser um dos  principais dogmas do código de deontologia do médico naturista. Os praticantes de medicina natural rejeitam a vivissecção como base do  conhecimento médico. Eles podem, por conseguinte, ter também um papel na acção  de protecção dos primatas que são actualmente alvo de caça furtiva com o  objectivo de investigações experimentais. 183

267, DOENÇAS E OS SEUS TRATAMENTOS* NATURAIS O asterisco que acompanha certos tratamentos assinala que estão amplamente  explicados na parte “DESCRIÇÃO DOS TRATAMENTOS LITILIZADOS”, da página 97 à  página 156. À mínima questão sobre a forma de aplicar qualquer um deles, não hesite em consultá­la! 185

SIMBOLISMOS VISUAIS QUE ACOMPANHAM CERTOS TRATAMENTOS */* para ver com o livro ­4 14 0) Alififfinffição (p. 110) ÁRO/7/los * ~ pós, de assento) (p. 144) sonhos de vapor @@=0l (p, 147) c at ,qpl 405m95 * compressás 11 (p. 97) CIliturão de Noptuno (p. 148) DOMOS (111g10170 ~ Á0r8901.95 (p. 109) Falmacopela chinesa Altoteripla Gargorejos Ágochechos 117fu.qão * Deco~o (pp. 95­96) jejum (P. 128) Ráscora óleos essenci.TIS (p. 100) ;r1J7t1118­1nãO * (p. 99) Tratamentos descritos em pormenor nas páginas mencionadas

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* Abcessos ­ furúnculos * Acidez de estômago (azia gástrica) * Ácido úrico (uremia) * Acne * Afrontamentos * Aftas * Albuminúria * Alcoolismo * Alergias e doenças ditas ambientais * Anemia * Anginas, dores de garganta * Ansiedade ­ angústia, medos * Apetite ­ falta de, perda de (anorexia) * Arteriosclerose, Angina de peito, Enfarte do miocárdio * Artrites * Artrose, Reumatismos articulares, Poliartrites * Asma * Astenia nervosa

Abcessos ­ furúnculos Abcessos ­ furünculos */* a corrigir Trata­se de vermelhidão frequentemente acompanhada de inchaço purulento e de  dor, com diminuição de mobilidade e eventualmente febre. DIV90i 475 * ZIMbro ­ Escablosa ­ Salsaparrilha 1 drageia de cada planta, 3 vezes ao dia, antes das principais refeições. @ OU IMUSÃO ZIMbrO ­ Escablosa ­” salsaparrilha 1 pitada de cada planta para 1 chávena de água. Leve a ferver durante 1 minuto e  deixe em infusão 10 minutos. ­ Beber 3 chávenas por dia, entre as refeições, durante uns 15 dias. óIOM OSSOMI.115 ESSênCI.7 o& ZIMbrO 2 ou  3 gotas, 2 vezes ao dia. ­ Cura  de 15 dias (a repetir). c offipi ,wn,95 * IM Feno­grego + Endro Em meio litro de água deite 2 pitadas de cada planta e leve a ferver. Apague o  lume e acrescente 3 boas pitadas de urtigas para fazer uma decocção. Deixe  macerar 2 horas. Aplique em compressa. Repetir frequentemente. ou Cataplasmas da decocção de: F­­no­grogo ­i­ Argíl27 Outras cataplasmas possíveis:

Foffias de Couve ou de Cebola (cort27d27 em 2) ou ArgIla * A borragem: as folhas frescas bem esmagadas e aplicadas nos abc&ssos em cataplasmas ajudam a amadurecê­los. * As virtudes desta planta foram descritas por Alberto, o Grande. Este considerava­a como “geradora de um bom  sangue”. Os médicos da Idade Média também a utilizavam para tratar fraquezas  cardíacas. * A brunela, tomada em decocção e aplicada em cataplasmas suprime os firúnculos e cura as feridas (Cefal p i  no). * O saláo aplica­se com êxito (em decocção) nos panaríclos. 8917h05 de lissento * ­ Banhos de assento frios, diários. 188

Abcessos ­ furúnculos UÇAO   ÁRRIffiOS dO 1140p0.r * ­ Banhos de vapor completos, 2 vezes por semana. cilitulio de Neptu170 Fálmacopelo C17117050 A casca de “tse king”, G&rcis chinensís, misturada com tc17ang (canforeiro)  GInnamornum camp17oia e com vinho chinês. Só se utiliza em aplicação externa,  depois de macerada em vinho, à razão de 30 g para 1 garrafa, durante 8 dias.  Aplique por meio de compressas, 1 ou 2 vezes ao dia. Ou, ainda, em infusão: 30  g para 1 litro de água. Leve a ferver durante 4 minutos e deixe em infusão durante 10  minutos. Aplique em compressas, 1 ou 2 vezes ao dia. A raiz de Ilyuen hoall  Dap17i7& 919~8. “Tse hoa” (Violeta, talos) víola patrínil O pó de 9eu lu” Ec171nops da17uricus. Estas 3 plantas preparam­se quer em  infusão quer em maceração em vinho. Em Infusão: 10 g para 1 litro de água. Leve  a ferver durante 2 minutos. Tomar 2 ou 3 chávenas por dia. Em maceração em  vinho: 20 g de planta para 1 garrafa de vinho. Deixe macerar 8 dias e depois  filtre. ­ Tomar 1 ou 2 pequenos copos, de licor, por dia. A1117701MOÇãO *  Alimentação sóbria, supressão de carnes gordas, de pratos com molho, charcutaria, caça, manteigas cozinhadas,  bebidas alcoólicas, papas de aveia. *  Alimentos privilegiados: Alho cebola, germe de trigo (consu     ma em abundância), todos os frutos, legumes  frescos e cereais integrais. ou&” ã~Mentos *  Para acelerar a maturação dos abcessos, aplicar cataplasmas de folhas de figueira Fícus carIc.7 (Moraceae). As 

virtudes desta árvore foram mencionadas na Bíblia, e o profeta Isaías utilizou­a  para curar Ezequias. *  Os figos também fazem parte da farmacopeia de Maimónides (médico, rabino e filósofo do século xii). As suas  inúmeras utilizações foram descritas no Código de Melétios, monge bizantino do  século IX. Estes frutos estão igualmente presentes na farmacopeia mediterrânica  da Idade Média. *  Dioscórides preconiza o “s.71 viperuiW como antídoto. Este não é mais do que a carne de serpente cozida com  figos, sal e mel. 189

Acidez de estômago (azia gástrica) Acidez de estômago (azia gástrica) A ia, acidez, dores de estômago, seguidas, por vezes, de vómitos. Pode @ser  provocada por inúmeras doenças digestivas, bem como por uma alimentação ou uma  mastigação insuficientes. Lembremos que todos os alimentos devem ser bem mastigados, que todas as  refeições devem ser tomadas em posição sentada, num estado calmo: devem  constituir um momento de descontracção. DIW0611 479 * Énula­c.7mpana ­ Hortelã­pímenta * 1 drageia de cada planta, 2 vezes ao dia, de manhã. PrópolIS ­ Endro * 1 drageia de cada planta, 2 vezes ao dia, de tarde. ou 11MUSJ0 * Énula­c,gmpana ­ Hortelã­pímenta , Endro 1 pitada de cada planta para 1 chávena grande de água; leve a ferver 3 minutos e deixe em infusão 10 minutos. Tomar 3 chávenas por dia. Z õleos essenciais Lavanda 2 gotas, 2 ou 3 vezes ao dia. Fazer curas de 10 dias, várias vezes ao ano. ÁS017hOS £fO OSSOIMO * Banhos de assento, com massagem do baixo­ventre, seguidos de fricção vigorosa  (diariamente). ES/7/105 £f0 mpor *

2 vezes por semana. Afusões * * Depois do duche: Afusão dos braços + coxas, alternadamente, 1 dia para cada. * Fulgurante: afusão rectal. CintUI*O de Nopt,1170 ­ Pode ser experimentado. 190

Acidez de estômago (azia gástrica) Recol~ fitomIspêuticas Betóníc.7­ofikinal Em infusão: 15 g para 1 litro de água. Leve a ferver durante 2 minutos, deixe em  infusão durante 10 minutos. Tomar 2 chávenas por dia, depois das refeições. É  uma das plantas considerada panaceia na Idade Média. Era utilizada para tratar  nada menos do que 40 doenças, das mais diversas. A sua eficácia foi demonstrada  nos casos de catarro pulmonar e estomacal e de cólicas e nas doenças de rins e  da bexiga. Camomíl27 (matrícárlá) e Camornila­romano * Em infusão: 15 g para 1 litro de água. Leve a ferver durante 1 minuto e deixe em infusão durante 10 minutos. * Tomar 2 chávenas por dia, entre as refeições. Centáurea­poquena * Em infusão: 10 g para 1 litro de água, 1 chávena antes de cada refeição. * Para suavizar o sabor particular, pode aromatizá­lo com uma mistura de endro ou de angélica. * Pode também macerar a planta em vinho. Hortélã­PIM­­17ta Em infusão: 20 g para 1 litro de água; tomar 1    chávena de manhã e outra à  noite. PIMpi17ela Em infusão: 10 g para 1 litro de água. Leve a ferver durante 3 minutos e deixe  em infusão durante 10 minutos. Tomar 2 ou 3 chávenas por dia. Nos Alpes esta  planta tem o nome comum de “bouquetine” ou “salsa­de­bode”, devido ao cheiro  característico da sua raiz.

Tanc173~ Trata­se do ‘Plai7tago major”, bem como de outras espécies de tanchagem  (Plantagínac&ao Decocção de tanchagem: 20 g de raiz ou de folhas em 1 litro de  água; tomar 4 chávenas por dia (esta preparação pode ser feita com vinho branco  puro ou cortado com água). A azia estomacal não é a única indicação para a  utilização da tanchagem. As suas propriedades mucilaginosas e acistringentes  foram aproveitadas (e podem continuar a sê­lo) nas patologias das vias  respiratórias e digestivas. No século xix, nas regiões alpinas utilizava­se esta  planta para tratar a disenteria. A tanchagem foi também utilizada em cataplasmas  para tratar feridas, mordeduras de insectos e queimaduras. 191

Ácido úrico (urernia) Finalmente, certos médicos, como o Dr. Dubois, preconizavam a decocçâo de  tanchagem, aplicada em uso externo, no tratamento de úlceras. O suco das folhas jovens misturado com mel (1 parte de mel para 5 partes de  suco) é uma excelente bebida popular na Europa Central. J@JI A1,1k7entação * ­ Regime sóbrio (se possível vegetariano). * Evitar: todos os abusos alimentares, álcool, aperitivos, cerveja, bebidas  gaseificadas, charcutaria, manteiga cozinhada, pratos com molhos, caça,  especiarias, enchidos, vinagres, etc. Vigie o sal e o tabaco. * Alimentos privilegiados: levedura de cerveja, azeite, couve e lacticínios. jejum 1 vez por semana ou, pelo menos, uma cura de fruta. CONSELHOS Ver também, na parte Descrição dos tratamentos utilizados: ­ Caminhar de pés descalços (p. 132). ­ Exercícios físicos (p. 133). ­Repouso (p. 134). ­Respiração (p. 13 7). Jw Acido Úrico (uremia) r E um aumento anormal da taxa de ureia no sangue. O ácido úrico ocasiona: cansaço,  dores de cabeça, vertigens, náuseas, cãibras, for­ migueiros e insensibilidade  nas extremidades do corpo. É indispensável um acompanhamento médico. 192

Ácido úrico (uremia) LL(@@j * 1.8 semana: 1 drageia de cada planta, 2 vezes ao dia. Zímbro ­ AmíeIro­preto * 2.8 sernana: 1 drageia de cada planta, 2 vezes ao dia. Donto­dê­l&ãO ­ Bétula * Repetir. @ OU IMU5J0 1.8 semana: Zímbro ­i­ Bétula * 2.8 semana: Dente­de­l&ão + Ami&iro­preto * 1 pitada de cada planta para 1 chávena de água. Leve a ferver durante 2  minutos e deixe em infusão 10 minutos. * Tomar 1 chávena de cada planta, 2 vezes  ao dia. óleos essenciais * 1 a 3 gotas de zimbro, 2 vezes ao dia, por períodos de 15 dias. Repetir. 8917hos de assento * Banho de assento morno, acompanhado de massagem do ventre e do baixo­ventre.  Este banho de assento deve ser seguido de fricções no corpo, vigorosas e mornas,  com a ajuda de uma luva de tela ou de crina. SoMios de vapor * 1 por semana (de curta duração, no início), de 20 a 30 minutos.

AI1M0174a~ * A alimentação vegetariana é a mais recomendada, ou uma alimentação muito sóbria. (Beber de preferência apenas  água.) * Contra­indicações: carnes vermelhas, em sangue, pratos com molhos, manteigas  cozinhadas, salmouras, charcutaria, caça e bebidas alcoólicas. * Diminuição acentuada do consumo de sal. * Alimentos privilegiados: alho, cebola, limão. JOjUM * Refeição de fruta. * Jejum de 24 horas. Repetir. 193

Acne CONSELHOS ­ Dormir com as janelas abertas, se possível. ­Andar a pé. ­Caminhar de pés  descalços. ­Evitar preocupações e enervamentos. ­Actividades desportivas devem ser praticadas com moderação. ­ Repouso. ­ Ver, eventualmente, Obesidade (página 479). Ame O corre especialmente na adolescência, deixa marcas no rosto, no pescoço, na nuca,  no peito e nas costas. Estas marcas são pequenos nódulos desagradáveis, na  extremidade dos quais se encontra um pequeno ponto escuro. A pele é geralmente  gordurosa. MiMoffias rAquIleÃâ) ­ Amor­perfeito * 1.1 semana: 1 drageia, 2 vezes ao dia. *  2.1 semana: 1 drageia de cada planta, ao acordar, e 1 drageia de cada, durante a  manhã. GêniáUroa ­ Zk7bro * 2 vezes ao dia, a seguir ao almoço e ao jantar. Repetir, Devem fazer­se, várias vezes ao ano (no início de cada estação), curas de 3  semanas, de drageias de própolí s, ou de extracto líquido, 10 a 20 gotas, 2 ou 3  vezes ao dia. ou IMUSãO * Míl­foffias + Amor­perf&Ito Centául­ea + ZImbro 1 pitada de cada planta para 1 194

Acne chávena de água, leve a ferver e deixe em infusão 15 minutos. A miMoffias  (aquileia) não deve ser utilizada durante o período menstrual. ó1005 e55e17CARIS * (P~MeIMO dO rOStOj Loção de Leptoso&imum (Méial­euca alterolfolla) ­,­ Águ.?­d­­­rosgs (20 ml) *  hamamélIs (20 ml) * 25 g o& mistura de flores o& Lavanoa, MIl­foffias e Sabugu­­ lro Outros  óleos: caioputo, Límão, Palma­rosa, Sâncalo comp/essas * Énula­camo.7na ,, Escabiosa ‘. c,9momí/,9 * 1 pitada de cada planta para 1 chávena de água. Leve a ferver e deixe em  infusão 10 minutos. * Aplicar durante alguns minutos, de manhã e à noite.  Termine com uma afusão do rosto. * Esta loção pode também servir como  desmaquilhante. MIísca/0 Énuia­CaMpa170 + ESCabIOS.7 @@ + Algíla Fazer uma infusão com 2 pitadas de cada planta para 1 chávena de água. Leve a  ferver e misture com a argila. ­ A infusão mistura­se com argila desfeita, de modo a fazer uma pasta homogénea. Esta máscara conserva­se 20  minutos, e deve repetir­se todos os dias (ou, pelo menos, 3 vezes por semana).  Terminar com uma afusão do rosto. Outra máscara de argila: Lavanda + Argila verde * 4 ou 5 gotas de óleo essencial misturadas em 1 colher, de sopa, de óleo de  amêndoas­doces, adicionadas a 1 copo de argila verde. Acrescentar água, de modo  a obter uma pasta homogénea e untuosa. * Aplicar e conservar cerca de 20  minutos, 3 vezes por semana. n@@ ESIMIOS *

* Cuidados rigorosos com a pele. * Loções totais seguidas de fricções diárias. 8,7171105 dO MSOMO * Banhos de assento frios, todas as manhãs ao acordar. LÇApi ÁRY171;os de vapor * ­ Banhos de vapor, 2 vezes­por semana. 195

Afrontamentos A fusões * Afusão fulgurante. Afusão rectal, 3 vezes por semana, depois da toMette. C117M110 dO NOPtUI1O AllInenffiÇão * Alimentação sóbria, se possível vegetariana. Contra­indicaçô«: charcutaria,  fritos, carnes gordas, gorduras animais, manteiga cozinhada, ovos (excepto ovo  escalfado), queijos fortes, vinho, álcool, cerveja, pratos com molhos,  especiarias (atenção ao sal), açúcares e pastelaria. * Alimentos aconselhados: legumes, fruta, cereais integrais (arroz integral,  trigo sarraceno, etc.), pão integral, peixe, carnes magras e bem cozinhadas,  papas de aveia (se não se retiver o regime vegetariano). * Alimentos privilegiados: alho, cebola, levedura de cerveja (a cada refeição), germe de trigo, * Atenção.*vigiar também as causas possíveis: dentição, doenças digestivas,  obesidade, etc. @u      J¥11177 Deve, pelo menos, fazer uma dieta de fruta (2 vezes por semana). CONSELHOS Evitar a maquilhagem e as exposições ao sol. Afrontamentos v  i gie especialmente a tensão arterial. Ver, eventualmente, Menopausa, p. 459. Drageias * Valeriana ­ Escabiosa ­ Nogueira (folhas) ­ Betónica Espinheiro­alvar 2 drageias de cada, 1 vez por        ­ 1 pita dia.  cháve ou Infusão * Valeriana + Escabiosa + Nogueira (folhas) + Betõnica + Espinheiro­ alvar

da de cada planta para 1 na grande de água. Fer196

Afrontamentos ver durante 3 minutos e deixar em infusão durante lOrninutos. ­ Beber 3 ou 4 chávenas por dia. óleos essenciais Bagas de Zimbro 2 gotas, 3 vezes ao dia. O u ­. Manjerona ­ 2 ou 3 gotas, 3 vezes ao dia. Banhos de assento * ­ Banhos de assento frios. Banhos de vapor vez por semana. Duches e afusões Da face e dos braços, alternando com as coxas e o peito. Alimentação * Alimentação sóbria. Mastigar bem. * Contra­indicações: bebidas alcoólicas, vinho, cerveja, café, chá, charcutaria,  doces, carnes vermelhas, salmoura, fritos, etc. * Alimentos privilegiados: legumes frescos, cereais integrais, pão integral,  fruta fresca, saladas, vegetais crus, levedura de cerveja, alho, cebola, couve,  limões, laranjas. Jejum * * 1 dia por semana. * Praticar também cura, de 1 dia, de fruta. CONSELHOS

­Caminhar'de pés descalços (ver Endurecimento, p. 132). ­Banhos de ar livre e de  sol (p. 15 1). ­ Cinturão de Neptuino (p. 148). 197

Aftas Aftas C onsultar também Boca (p. 261). Inflamação provocada por pequenos nódulos que  cobrem o interior da boca. Escovar regularmente os dentes e lavar frequentemente a boca. ~veias * Urz& ­ Cavalínha ­ SaIka 1 drageia de cada, 2 ou 3 vezes ao dia. Cura de drageias de própolis­. 4  drageias por dia, durante 1 mês, ou, em solução, 10 a 20 gotas, 2 a 4 vezes ao dia, durante 1 mês. Repetir. ou 117fusfo * Urz& ­ Cavalính.7 ­ Salva 1 pitada de cada para 1 chávena grande de água. Ferver durante 4 minutos e deixar em infusão durante um quarto de hora. Tomar 3 chávenas por  dia. óleos essenCI.Tis Gravo­d&­cabecínha * 2 gotas, 3 vezes ao dia. Outros õleos essenciais: Mal7jerICãO, C8M0M170, LImão, Fúncho, Segureffia, Gorânío 711MIMO­MãO * MIrra (15 1771) * Algumas gotas misturadas numa infusão de alecrim, 3 vezes ao dia. * Ou em  vinho quente, para lava­ gem da boca. * 2 ou 3 lavagens por dia. Mi     LOVO_~M £47 bOCO Carva117o * Buxo (foffias) * Decocção: 2 pitadas de cada planta para meio litro  de água. Ferver durante 20 minutos e deixar em infusão durante meia hora. * 3 ou  4 lavagens por dia (de preferência, depois das refeições). Hig10170 dos melmes

Faça uma pasta de argila, acrescente­lhe 5 ou 6 gotas de essência de tomilho e  obtém uma pasta dentífrica pronta a utilizar. 198

Aftas 0817h05 dO OSSOMO * Banhos de assento (Kneipp), todos os dias. Á%1/71;05 dos Banhos dos pés derivativos (3 vezes por semana). ÁRO/MIOS de vapor * 1 ou 2 vezes por semana, seguidos de uma fricção vigorosa. Afusios Afusão diária da face. ­ Afusâo fulgurante (3 vezes por semana). AlIMeIMOÇj0 * Regime sóbrio. * Evitar: carnes gordas, manteiga cozinhada, especiarias, mostarda, doces, frutos secos, álcool, charcutaria,  conservas, chocolate, fritos, etc. * Alimentos privilegiados: alho, cebola, levedura de cerveja, germe de trigo, cereais integrais, papas de aveia,  frutos frescos lavados ou descascados, lacticínios, carnes grelhadas ou bem  passadas, manteiga crua. JOJU177 Cura de fruta e jejum, muito aconselhado. A L GumA s REcEirA s ürEis ­As lavagens da boca com quintefõllo + erva­d"ão­lourenço (ou consolda­pequena)  em infusão, várias vezes ao dia, curam as

aftas: 10 g de cada planta para 1 litro de água. Ferver durante 3 minutos e deixar em infusão durante 10 minutos. CONSELHOS Ver também: ­ Endurecimento (p. 132) ­ Respiração (p. 137). ­Banhos de ar livre e de sol (p. 15 1). 199

Alburninúria Albuminúria igie as causas, que podem ser inúmeras. L&1J@I  ~geios * Zimbro ­ salva * 1 drageia de cada, 2 vezes ao dia (de manhã). BétUla ­ TOMI1170 * 1 drageia de cada, 2 vezes ao dia (de tarde). ou MAISão * Zírnbro ­ salva * Bétula + TOMi1170 * 1 pitada de cada para uma chávena de água; leve a ferver durante 5 minutos e  deixe em infusão durante 15 minutos. * Beber 4 chávenas por dia. ó10OS OSSO0CAVIS Zimbro ­ Sétilla ­ 1 ou 2 gotas de cada, alternadamente, 2 vezes ao dia. 8317h05 dO 35501M0 * Frios ou banhos de assento com fricções (Kuhne). Diários. 8a1717os de mpor * 1 vez por semana, seguidos de uma fricção vigorosa. * Afusão do rosto + braços + pernas. * Afusão fulgurante. Alternadamente, 1 dia cada. AIAMOIMOP#O

Alimentação sóbria, vegetariana se possível. Evitar: ovos, lacticínios, queijos,  álcool, vinho, charcutaria, carnes gordas, pratos com molhos, caça, enchidos,  crustáceos, moluscos, etc. Alimentos privilegiados: levedura de cerveja,  legumes, frutos, saladas, cereais, carnes magras bem cozinhadas. JejUM 1 vez por semana, mas também cura de fruta. 200

Alcoolismo outMS ã~Mentos                  secas de giesta, 8 g de barbas de milho e 10 g de bagas de Infusão ou decocçâo da seguin­       zimbro. te  mistura: rãbano silvestre,      ­ Estas plantas podem também ser 10 g para 2 litros de água, à qual   tomadas separadamente, em inse acrescentam  15 g de flores        fusão ou decocção. CONSELHOS Ver também: ­ Endurecimento (p. 132) ­ Exercícios físicos (p. 133) ­ Respiração (p. 137) Alcoolismo r E   um dos flagelos da nossa época que favorece e predispõe a um grande número de afecções, doenças vasculares, artrites, reumatismos, gota, cancro,  etc. Constitui também um factor agravante nos acidentes de viação. Tal como o tabagismo, o alcoolismo atinge todas as camadas da população. Foram feitos inúmeros estudos sobre as populações alcoólicas, frequentemente  vítimas de carências. A carência em magnésio atinge­as especificamente, já que  os alcoólicos eliminam esta substância mais facilmente do que os abstinentes. O Prof. Delbet demonstrou que a indústria agrícola e as grandes quantidades de  adubos potássicos empobrecem os solos em magnésio e carenciam as culturas. Esta situação agrava­se em razão da transformação dos  alimentos e do consumo de pão branco (que contém 5 a 6 vezes menos magnésio do  que o pão integral). Quando um organismo está deficiente, procura aliviar este  estado. Se este persiste, a ordem orgânica 201

Alcoolismo é perturbada, o instinto é enganado e a resistência enfraquecida. Podem então  manifestar­se diversas perturbações: abuso de drogas, de medicamentos, de  açúcares, acompanhadas de várias desordens indefiníveis, tais como cansaço  geral, lassidão, instabilidade emocional, dificuldade em seguir o pensamento,  etc. As curas de desintoxicação constituem um paliativo, uma ajuda momentânea e  passageira que devern, para evitar recaídas, ser seguidas de uma vigilância  séria. Existem diversas associações que provaram a sua boa prática e eficáela: os  “Alcoólicos Anónimos”, as “Cruzes de Ouro”, etc. Associaçoes como estas existem  na maioria das cidades. D189eias * Tânchagem ­ Absínto ­ M//­folhas * 1 de cada, 3 vezes ao dia, durante uma semana, alternando com: Torment11178 ­Angélica ­ Tancha~ * na outra semana; depois, recomeçar. * Própolis  ou extracto líquido: 3 vezes ao dia durante 3 semanas. Várias vezes por ano. OU IMUSãO * O padre Kneipp aconselhava: Tanchagem ­ Absinto ­ M//­f0117aS * Alternando 1 semana de cada planta com: Tormentíffia ­ Angélica ­ TanC17­9geM * Em infusão: 1 pitada de cada planta para uma chávena de água. Leve a ferver e deixe em infusão durante 15 minutos. Tomar 3 ou 4 vezes ao  dia. Estas infusões podem ser substituídas por drageias (ver acima).  Recomendações formuladas pelo Dr. Bilz: “AqU&I&S qU& plelênOeM OeSintoxicar­so  devem fazê­lo de Lima só V&Z & nunca mais tecome­Çar, poís poderíam tornar a  ficar deoendenies.”

SOMIOS dO .95501M0 * ­ Frios ou com fricções (Kuhne). BY17lios de vapor * Frequentes ou mesmo diários (constituem um excelente meio de desintoxicação); no  início 1 ou 2 por dia. Devem ser seguidos de um fricção fresca e vigorosa. 202

Alcoolismo A fusões * *  Do rosto, das coxas, dos braços, fulgurante. *  Várias vezes ao dia, se possível. *  Use e abuse dos duches, afusões frescas ou frias todos os dias. Receitas Lf AtotelaPdUticas ÁS.7r0 Esta planta tem uma forte acção vomitiva, comparável à da ipeca. Era utilizada  antes da importação desta. O seu segundo nome, 11 cabaret”, provf5m do facto de ser utilizada para fazer vomitar os bêbados.  Tomar infusões de folhas frescas ou do pó do rizoma. ATENÇA01 Esta planta é perigosa o deve ser prescrita por um especialista. Erv.7~Mate Entre as plantas utilizadas no tratamento do alcoolismo, a erva­mate parece ser  um dos remédios mais eficazes. A garantia de não produzir efeitos secundários e  a sua acção suave tornam­na num precioso aliado. Mas, paradoxalmente, continua  desconhecida como meio de luta contra a dependência etílica e os malefícios do  álcool. A história da erva­mate é espantosa. Esta planta foi descoberta no final do  século xvii pelos Jesuítas. A ciência classificou­a, graças à descrição de  Auguste Saint­Hilaire, um século depois. Tal como inúmeras plantas pertencentes  às civilizações pré­colombianas, a erva­mate está associada a uma cultura e a um  cerimonial de colheita e de consumo. Esta bebida é o equivalente do chá na Ásia.  Os colonizadores aperceberam­se rapidamente que se tratava de uma planta com  virtudes excepcionais. No século xix, a bebida preparada à base de erva­mate era  muito popular na Europa Ocidental. A colheita da erva­mate é um trabalho penoso  mas simultaneamente uma aventura rocambolesca. Uma equipa, constituída por uma  quinzena de “hervateiros” (nome dado aos colhedores de mate), dirigida por um  chefe, parte para a colheita do 11 chá do Paraguai”. Esta primeira busca consiste em encontrar u m a A rwwriá  brasillensls, u m a árvore de grande porte que vive em simbiose com a erva­mate.  Infelizmente, a sua hiperexploração é responsável pelo desaparecimento dos 

locais naturais desta planta. Mas o homem aprendeu a cultivar esta planta há um  século, e ela continua a 203

Alcoolismo ser a bebida preferida de uma grande parte dos habitantes da América Latina. No  Brasil as culturas de erva­mate cobrem uma superfície de 65 000 ha (a produção  anual é de cerca de 100 000 toneladas). As folhas de erva­mate contêm 1,8% de cafeína, 9,3% de taninos, várias vitaminas (ainda mal identificadas),  20% de resinas e O,1% de óleos essenciais. A sua acção é múltipla. Ela é em primeiro lugar um  forte estimulante cardíaco: dilata os vasos sanguíneos e combate o cansaço. O  mate é também um antialcoólico notável. Mas grande parte das suas virtudes  permanecem ainda desconhecidas. Vários autores científicos observaram que as  populações consumidoras de mate estão protegidas contra os malefícios do  alcoolismo que dizimam actualmente as populaçõ es indígenas. Esta situação  provém do facto de os bebedores de mate consumirem menos etanoi e nunca caírem  numa dependência alcoólica. Esta bebida, que tem um sabor muito agradável,  merece ser redescoberta. *  A infusão de erva­mate prepara­se tal como o chá. MeiMe17drO *  Os seus princípios activos são utilizados como sedativo nervoso contra as dores nevríticas, as doenças mentais, a melancolia, a ansiedade e também para tratar o alcoolismo. ATENÇA01 Esta planta é tõxica. Só deve ser utilizada sob receita médica. Vi17C~XíCO Utilizam­se os rizomas (nome popular: raiz­de­asclepíades). O seu nome provém do facto de ter a capacidade de libertar os intestinos de  certas substâncias. Era considerada como um antídoto de vários venenos e era até  utilizada contra a peste. Mas, apesar da sua acção real (e do facto de continuar  a fazer parte de certas preparações farmacêuticas), tais virtudes parecem  exageradas. ATENÇÃO1 Esta planta é tõxica. Só deve ser utilizada sob receita  médica. AliMeIM~O Uma alimentação saudável, de tendência vegetariana, rica em magnésio (pão  integral, cereais integrais, frutos frescos, frutos secos, legumes, etc.). A  proscrever: refeições ricas, pratos com molhos, charcutaria, carnes gordas, 

conservas, fritos, guloseimas, pastelaria. Quanto mais gorda e gastronómica for  a 204

Alcoolismo alimentação, mais ela necessita de ser acompanhada, como é lógico, de vinho e  bebidas espirituosas. Diminuiçã o do consumo de batatas. Alimentos privilegiados: papas de aveia (a aveia é utilizada devido às suas  propriedades desintoxicantes), levedura de cerveja, germe de trigo, alho,  cebola, salsa, couve. jejum É fortemente recomendado, tal como a cura à base de fruta. Aconselham­se as  curas de uvas (biológicas), da é poca. Bebid,75 * O vinho é um remédio comprovado caso não se abuse dele de modo a criar  dependência. O Cânone de Avicena dizia, a propõsIto do vinho que utilizava como remédio: Sob a designação de vinho entende­se o “verdadeiro vinho”, bebida fermentada  preparada a partir de uvas secas ou de tâmaras. (Este vinho bastante espesso  necessita de ser filtrado. O vinho da época de Avicena era semelhante aos vinhos  gregos do tipo “Retsina”.) * As principais virtudes que este lho reconhecia oram as seguintes: reforça as vísceras, preserva a saúde geral e  a digestão, conserva o corpo, regenera as fracturas e purifica os humores.  Segundo Avicena, o vinho activa o funcionamento do fígado e ajuda­o em caso de  obstrução. Influencia a formação dos ossos e ajuda, em doses moderadas, a  “clarificar” o cérebro. Além disso, fornece uma boa disposição e permite vencer  a melancolia. * O vinho branco leve é preferível, segundo Avicena, para as pessoas “excitadas”  (nervosas) pois não causa dores de cabeça. Pode ser consumido misturado com mel  (depois de macerado durante 2 horas). * O vinho branco pesado, quando é doce, é indicado para todos aqueles que  pretendem engordar e recuperar as forças. Quanto mais agradáveis forem o aroma e  o sabor do vinho, mais benéfico será para o organismo. Ajuda a digestão e a  assimilaçâ o dos alimentos. Torna os humores mais móveis e participa no  equilíbrio do corpo. * O vinho velho é como um bom

médico, mas o vinho novo é como o fel e pode provocar desordens hepáticas. Se  ficarmos doentes depois de ter bebido vinho, no dia seguinte devemos 205

Alcoolismo beber água fria, absinto e comer romãs. Para prevenir problemas desagradáveis  ocasionados pelo excesso de bebida, Avicena recomendava que se tomasse (antes de  beber vinho) um xarope de suco de couve branca, misturado em partes iguais com  suco de romã verde, aos quais se acrescentava o dobro do volume de vinagre. É  interessante assinalar a influência (e a concordância) dos conselhos de Avicena  na medicina medieval. Citamos aqui alguns aforismos e conselhos da célebre Escola de Salerno (segundo  o 1?egímon Sabítatís Saleiniatum, de Bleusen de Ia Martinière, em 1749. Editado  pela Union Latine d'Éditions): * Sobro a escolha e as marcas de bons vinhos: Quanto ao vinho,­ sobre a sua escolha, eis aqui a nossa doutrina.Bebam pouco,­  mas que s&ja bom O bom Vil7170 é UM3 boa M&díCina, O mau vonho é um veneno. EVItar OS V11717OS faISIfICadOS POIS dão CabO do pWtO * Sobre os afeitos dos bons vinhos: Sempre aos me117ores vil717os dêem a vossa preferêncla, Produzem sempre os  me117ores humores. Dêsprezem o vinho n&gro, espesso, sem transparência Est&  envia ao cérebro vapores grosseiros; Carr&9a o &stômago causa uma sensação o&  peso E torna nos suj&ltos a pr&guiça CONSELHOS ­ Cura de magnésio: 3 semanas várias vezes por ano, salvo em caso de insuficiência renal grave (em saquetas de 20 g, dissolvido em 1 litro de  água de boa qualidade): meio copo de manhã, em jejum. Ver também: ­ Endurecimento, exercícios físicos, repouso, respiração, relaxamento ­ yoga  (pp. 133 a 139). 206

Alergias e doenças ditas ambientais Alergias e doenças ditas ambientais S ão inúmeras, e as suas manifestações podem ter diversas formas. As causas são  múltiplas e, por vezes, iatrogé neas (envenenamento por medicamentos). Contudo, as alterações no modo de vida e no regime alimentar produzem sempre uma  melhoria. Veja também as diversas formas de alergias e as suas manifestações sintomáticas  (asma, asma dos fenos, etc.). INFLUÊNCIA DAS ALTERAÇõES NATURAIS DO AMBIENTE SOBRE A SAúDE A meteopatologia ou a biometeorologia As condições atmosféricas têm um papel importante na nossa saúde. Conhecemos  desde sempre o “mal do vento”, que se caracteriza por astenia, irritabilidade  ou, ainda, por dores reumatismais nos adultos e perturbaçõ es digestivas ou  respiratórias nas crianças. A meteorologia age sobre a saúde Certos ventos são mesmo responsáveis por perturbações específicas, apesar de  estas serem frequentemente difíceis de definir. * Assim a síndroma do vento suão perturba o cicio do sono e provoca insônias, pesadelos, enxaquecas e dores ao nível do tórax. * O mal do vento mistral ocasiona nevralgias e insónias. O vento sharav, em casos extremos, é responsável por anomalias hormonais, cortico­supra­ renais ou hipertiroidismo. * Também foi observada a síndroma da trovoada: antes da trovoada os bebés lactentes têm diarreias, convulsões e uma agitação anormal. 207

Alergias e doenças ditas ambientais * No século xvi, o padre jesuíta d'Acosta descreveu o mal de “Puna” que dizimava as expedições espanholas durante a travessia dos recifes  montanhosos. Os sintomas são comparáveis ao mal da montanha, com dificuldades  respiratórias e aceleração do ritmo cardíaco. Foram descritos por Saussure  durante a sua escalada ao cimo do monte Branco. Inúmeras observações feitas por  viajantes e praticantes foram retomadas e estudadas pelos naturistas. (É  provavelmente daí que decorrem as investigações feitas sobre os efeitos da electricidade do ar realizadas por Nollet, Franklin, Saussure e de  Candolle.) Por outro lado, o desenvolvimento da aviação permitiu constatar que  os pilotos estão sujeitos à mesma doença que os alpinistas, apenas muda a altitude em que surgem os sintomas (2000 metros para  os alpinistas e cerca de 6000 para os aviadores). * A guerra trouxe novas constatações: o mal causado pelo “vento da bala” é responsável por hemorragias capilares. Sabe­se perfeitamente que o tempo  pode agravar ou melhorar certas patologias. * O mistral e a tramontana provocam acessos de congestão e hemoptíses nos tuberculosos. Aliás, em certos casos, uma simples previsão meteorológica  permite fazer um prognóstico sanitário. Nesta perspectiva, os investigadores  gregos utilizam eficazmente o índice termo­higrométrico (medida da humidade e da  temperatura diárias) para prever a mortalidade em Atenas. Por que razões reagirá o organismo desta forma? Quais são as causas das patologias meteorológicas? Incriminou­se a rnodificação da pressão atmosférica, os fenômenos eléctricos, as alterações na  quantidade de oxigénio e de óxidos de carbono, bem como vários outros factores.  Estas modificações (naturais) teriam o poder de modificar o nosso meio ambiente  e a nossa homeostase. Paradoxalmente a explicação destes fenômenos biológicos é  sempre vaga. Dispomos de inúmeras constatações, mas temos falta de explicações  fisiológicas. Porque são raros os casos que se podem resumir a um fenômeno  único, como é o caso do mal do mistral em que o vento é acompanhado de uma ionização positiva. (Neste caso um simples regresso a uma ionização negativa  basta para curar o doente.) 208

Alergias e doenças ditas ambientais Quais são os mecanismos da acção do estado do tempo sobre as afecções? Devemos em primeiro lugar considerar a acção geral sobre o orgaIlisnio. ­ A acção directa das condições meteorológicas influencia as reacções fisiológicas. ­ A acção indirecta, por sua vez, modifica­as indirectamente, favorecendo a  hipersensibil idade. Foi por este motivo que os investigadores se interessaram pelos efeitos dos  climas continentais. Todavia as explicações propostas são variáveis: pensa­se  alternativamente num enfraquecimento geral do organismo que favorece o  aparecimento de infecções microbianas, o desenvolvimento de novas patologias  bacterianas, uma falha do sistema enzimático, o desregulamento dos mecanismos de termorregulação, a modificação dos parâmetros  físicos dos líquidos (a viscosidade), uma actividade anormal do sistema nervoso  autónomo, alterações na permeabilidade das membranas celulares e a interrupção  do funcionamento do metabolismo proteico. As estações agem sobre o corpo e sobre o espírito ­ Por outro lado, entre as várias meteo­sensibilídades, devemos mencionar, para  além das alergias, as bronquites e as insuficiências respiratórias, as  tuberculoses pulmonares e os enfartes. As condições atmosféricas intervêm também  de uma forma predominante nas doenças vasculares cerebrais. Quanto ao aparecimento do reumatismo, este está  relacionado com o frio, com a humidade e com a natureza dos solos. ­ Além disso, em muitos países observa­se um agravamento das doenças mentais por  ocasião da Primavera. Certos investigadores até emitiram a hipótese de a  criminalidade e o nascimento de esquizofrénicos serem sensivelmente mais  elevados nos primeiros dias de Primavera. Outros estudos demonstraram que os  acidentes no trabalho aumentam quando a temperatura ambiente é diferente da  temperatura óptima para o organismo humano (entre 11 e 24'C). Aplica­se o mesmo  comentário aos suicídios, mais frequentes no Inverno do que no Verão. 209

Alergias e doenças ditas ambientais Aliás o sol intervém de forma tão benéfica no nosso corpo que até a cárie  dentária parece (segundo certas fontes) sofrer a influência dos raios de sol. ­ As doenças infecciosas têm, também elas, um carácter sazonal. Manifestam­se  tanto sob a forma de epidemias como pela diversidade dos seus tipos. Na Europa  Central as doenças infecciosas dividem­se em três categorias: * estivais (febre tifóide, poliomielite, disenteria); * hiberno­vernais (patologias rinofaríngicas, sarampo, varicela e varíola); * hibernais (escarlatina, difteria, gripe, pneumonia). ­ As condições atmosféricas podem fazer baixar o teor de ácidos gordos (que têm  um papel protector) da pele, o que tem por efeito facilitar a penetração de  bactérias patogénicas. ­ A observação dos fenómenos naturais demonstra que o ar seco e frio estimula a mucosa nasal, enquanto o ar húmido a inibe. Isto explica a razão de  as doenças das vias respiratórias serem muito menos frequentes no Norte da  Europa. ­0 estado do tempo tem também uma influência apreciável sobre a taxa de anticorpos. Ele altera a composição hormonal (sobretudo supra­renal). O  frio caracteriza­se pela excreção urinária de esteróides e por um aumento da  resistência antibacteriana. A meteorologia: um meio de prevenir muitas doenças O conhecimento dos elementos meteorológicos permite neutralizar certos  inconvenientes e tirar proveito de certos remédios elementares bem conhecidos,  tais como a benéfica “mudança de ares”. A título indicativo, consulte o quadro que apresentamos adiante. Este mostra o  aumento do número de certas patologias em relação com as perturbações climáticas sazonais nos vários meses do ano.

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Alergias e doenças ditas ambientais MÊS Doenças de risco e fenórnenos patológicos Janeiro Aumento significativo das doenças cardíacas, de apoplexias, de úlceras pépticas,  riscos de coma diabético, raquitismo, gripe, pneumonia, meningite cérebro­ espinal, aumento da fragilidade capilar, riscos de deficiência em vitaminas A,  Li e K, hipertensão. Fevereiro Fortes crises de arteriosclerose, de doenças cardíacas diversas, apoplexias,  bronquites, úlceras pépticas, aumento de risco de comas diabéticos, doenças  mentais, raquitismo, riscos de pneumonia, meningite cérebro­espinal, deficiência  em vitaminas A, D e K, descalcificação, hipertensão, tuberculose e perda de  fosfato. Março Reumatismos, doenças mentais, risco de tuberculose, meningite cérebro­espinal,  varíola, fragilidade capilar acrescida, hipertensão, descalcificação e perda de  fósfato. Abril Doenças mentais, risco de tuberculose, meningite, agravamento da fragilidade  capilar. Maio úlcera duodenal, bócio, asma dos fenos, febre tifóide, poliomielite, risco de  deficiências em vitamina B. Junho Asma dos fenos, febre tifóide, poliomielite, disenteria, deficiência em  vitaminas B e C. Julho

Apendicite, conjuntivite, febre tifóide, poliomielite, disenteria, deficiência  em vitamina C. Agosto Propício às febres tifóides, asma, poliomielite, disenteria. Setembro Asma, cólera, disenteria, poliomielite. Outubro Reurnatisinos, escarlatina, gripe, hipertensão. Novembro úlcera do duodeno, acréscimo de casos de glaucomas, reumatismos, difteria,  gripe, crises de hipertensão. Dezembro Bronquites, úlceras pépticas, aumento do risco de coma diabético, raquitismo,  gripe, pneumonia, meningite cé rebro­espinal, possibilidade de dericiência em  vitaminas A, D e K, hipertensão, acréscimo de leucócitos. 211

Alergias e doenças ditas ambientais INFLUÊNCIA DAS ALTERAÇõES ARTIFICIAIS DO AMBIENTE SOBRE A SAúDE Qualquer tipo de actividade utiliza energia e gera poluições que têm freq  uentem ente repercussões nefastas, que só consideramos quando temos a  possibilidade de as medir e identificar. Isto é possível quando as consequências  se fazem sentir imediatamente, mas difícil quando estas só surgerri muito tempo  depois. O nosso mundo está doente de poluição Certas espécies animais e vegetais, ditas bioindicadoras, apresentam uma  sensibilidade particular e testemunham do desaparecimento de certas formas de  vida. Quando uma indústria polui com os seus detritos (o que acontece com todas) e  surge o escândalo à luz do dia, instaura­se um regateio entre os industriais aliados dos sindicatos da empresa que defendem o direito ao emprego.  A vida, as alterações nos ecossistemas, as repercussões biológicas e as  eventuais consequências sobre a saúde têm pouco peso face aos argumentos económicos. Caminhamos para uma diminuição da poluição? Os factores criadores de poluição acentuaram­se nos últimos anos,  particularmente graças à intensificação da industrialização. O crescimento e a alteração do consumo dos indivíduos são em grande parte os factores  responsáveis desta situação. E seria uma ilusão pensar que os progressos  realizados fazem ou farão inverter este processo de degradação que constatamos  na nossa vida quotidiana. O estado global de nosso meio ambiente, desde que tomámos consciência da sua  degradação, não melhorou por isso. Alguns cientistas, desde os anos 30 (a  escolha desta data, sabemo­lo, é puramente arbitrária, já que os primeiros  trabalhos sobre os efeitos nocivos dos fumos datam do século xvii) começaram a  avaliar os efeitos nefastos da industrialização sobre a Natureza. Apresentaram  as suas reservas relativamente à poluição gerada pelas actividades humanas e 

acautelaram os poderes públicos. As 212

Alergias e doenças ditas ambientais primeiras medidas significativas foram tomadas nos anos 70, mas o estado do  planeta continua todavia a degradar­se. Existem me(lidas possíveis de prevenção? As ineclídas preventivas são quase ínexístentes. Mesmo que um país tornasse a  decisão de respeitar totalmente o seu meio arribiente (o que é impossível no  nosso mundo industrializado), esta decisão teria poucas repercussões porque a  poluição não tem em conta as fronteiras e estas, numa perspectiva  proteccionista, não nos servem de nada. Quando sornos confrontados com uma poluição que nos obriga a agir de modo a  neutralizá­la, limitá­la ou substituí­la por uma técnica “com efeitos nocivos  aceitáveis”, o mal já está feito. Além disso, o que poderia à primeira vista  parecer uma boa medida demonstra ser irrealista e, grande parte do tempo, apenas  substituímos um tipo de poluição por outro, cujos efeitos ainda não se  manifestaram. Tomar consciência (lo meio ambiente significa a(laptarmo­nos ou adaptá­lo às  nossas necessida(les? O problema reside na percepção que o homem tem do seu meio ambiente. As outras  espécies vivas, sejam elas animais ou vegetais, vivem em osmose com o seu meio  ambiente. Uma espécie adapta­se e aclimata­se em função do seu meio: se não  consegue encontrar o seu lugar, desaparece; pelo contrário, se as condiçõ es lhe  são favoráveis ela persiste e prolifera. Para o homem a situação é muito diferente. Este adapta o meio ambiente à suas  necessidades’ . Enquanto estas apenas exigiram a energia fornecida pela força  dos animais, as repercussões, apesar de terem algumas consequências, perinitiram  contudo um modus vivendi. O homem explorava a natureza em função das suas  capacidades limitadas, e esta podia, mal ou bem, reconstituir­se. Com a chegada da era industrial, a relação de forças alterou­se em grande escala e a exploração dos recursos naturais acentuou­se ainda mais,  aumentando paralelamente os seus efeitos desagradáveis. O raciocínio do homem  fá­lo pensar que aquilo que não conseguiu resolver ontem 1 As alterações feitas pelos animais também existem, mas têm um carácter  limitado.

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Alergias e doenças ditas ambientais estará ao seu alcance amanhã. Mas, no estado actual da situação, nada indica que  os problemas para os quais não encontrámos uma resposta sejam resolvidos num  futuro próximo. Além disso, o nosso sistema imunitário tem a capacidade de indentificar as  substâncias patogénícas que encontramos e deveria neutralizá­las. É o que norrnalmente acontece. Mas quando somos confrontados com agentes tóxicos  novos, que enganam as nossas defesas, o nosso organismo não consegue ídentificá­ los, e estes são, assim, assimilados e armazenados. O progresso gera exclusão e inatlaptação Destas perspectivas decorrem dois sistemas de pensamento: ­ O primeiro consiste em afirmar que o homem, desde os tempos mais remotos, soube adaptar­se ao seu meio arribiente. ­ O segundo consiste em acreditar que o homem, no futuro, será capaz de encontrar a solução para os problernas que tem sido incapaz de resolver no  passado. Este tipo de raciocínio optimista, que defende o progresso “a todo o custo”, não  é sério e não resiste a uma análise profunda. Dizer que o homem vai conseguir adaptar­se é uma pura abstracção especulativa e revela mais do desejo do que da realidade observável que decorre dos factos.  Basta, para ficaririos convencidos, enumerar as espécies que desapareceram ao  longo desta última década e verificar que inúmeros rios e lagos perderam a totalidade ou uma grande parte da sua fauna aquática. Um outro aspecto que não se deve negligenciar e que é esquecido é que, longe de  resolver os problemas do homem, a industrialização marginaliza socialmente os  indivíduos mais fracos (os que não podem ou não sabem adaptar­se às condições  sociais ou económicas) e exclui­os, perante a indiferença geral da colectividade  (à excepção de algumas associações de caridade com meios limitados). Para estes  problemas, e isto independentemente do tipo de governantes no poder, não foi  ainda encontrada qualquer solução. A sociedade continua a produzir progresso e  a

acentuar o fenómeno da inadaptação e da exclusão. Quanto aos outros, aqueles que estão “provisoriamente” adaptados, têm  consciência da precariedade da sua situação. Esta é uma das razões pelas quais  os países ricos necessitam cada vez mais de drogas (legais ou ilegais) para os ajudarem a suportar o seu “mal­estar”. 214

Alergias e doenças ditas ambientais A POLUIÇÃO ELECTROMAGNÉTICA A fada boa da electricidade Uma das primeiras pessoas em França a apontar os riscos ligados a este tipo de poluição invisível, e por isso insidiosa, foi o Dr. Maschi. Como é  o caso de todos os precursores, isto não só lhe valeu um grande número de  transtornos e processos, como tarribém o ter sido, durante mais de vinte anos,  excluído da ordem dos médicos. Actualmente toda a gente parece concordar, ou  quase, e inúmeros cientistas admitem que a corrente eléctrica não é talvez tão  anódina como normalmente se pensa. Com efeito, os responsáveis e os produtores de electricidade de todos os países  fizeram crer ao público que a electricidade só tinha vantagens. Durante muito  tempo ela só teve qualidades, a tal ponto que os publicitários, ao gabarem os  seus méritos, apresentavam­na sob a imagem tranquilizadora de “fada boa do lar”.  Mas, por detrás desta fada radiosa e dispensadora de tanto conforto e  facilidade, esconde­se talvez uma terrível bruxa, pronta a fazer­nos pagar o  cêntuplo por todas as vantagens que nos fornece. As investigações finalmente reveladas As primeiras investigações dissonantes datam de 1954. Foram efectuadas nos  Estados Unidos. Na mesma época os Polacos também trabalharam sobre esta questão  polémica. A evolução da técnica teve como resultado o facto de o conjunto de radiações  electromagnéticas da atmosfera terrestre ter ficado “carregado” de forma  considerável. Trata­se de uma poluição ignorada, ocultada, mas cuja presença se torna cada vez mais evidente. Já nessa época se suspeitava que este tipo de poluição era responsável por  certas patologias degenerativas tais como as leucemias ou a doença de Parkinson. Em 1976 um estudo americano apresentava os resultados de um relatório do  Pentágono que realçavam que “os fornos de microndas poderiam produzir crises  cardíacas, alterar o comportamento dos diplomatas e influenciar as pessoas submetidas a um interrogatório”.

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Alergias e doenças ditas ambientais Milhões de dólares foram investidos neste tipo de investigação, tanto rio  Ocidente como no Oriente. Mas com que finalidade? Esta questão continua actual. Em 1979, WertheIrner e Leeper observaram um excesso de mortalidade por doenças  cancerosas em crianças que viviam em casas com campos magnéticos muito elevados.  Três anos depois Milham realça que as pessoas que têm uma actividade associada  à exposição a campos inagnéticos podem manifestar um risco acrescido de  leucemia. Nos anos 80 e 90 foram realizados estudos epiderniológicos em pessoas que  manifestavam exposiçoes não só residuais, mas tarribém profissionais. Na Suécia  confirmaram que o aumento dos riscos relativos cresce proporcionalmente à  frequência e aos níveis de exposição. Este estudo conclui “que os resultados  trazem mais argumentos em favor de uma relação entre campos magnéticos e cancro  do que contra ela”. Esta evidência é ainda mais acentuada no caso da leucemia  infantil. As doenças desencadeadas pelos campos electromagnéticos O Prof. Cyrí1 W. Smith realça o papel fundamental das radiações não ionizantes  nos processos vitais e os perigos potenciais que resultam da exposição regular  às radiações electromagnéticas, mesmo de fraca potência. Estas favorecem o  aparecimento do cancro, de leucemia, de alergias e de depressões. Estas doenças  são agravadas ou desencadeadas pela maioria dos nossos sistemas e campos  eléctricos, tais como os cabos de alta tensão, os fornos de microndas, as ondas  de rádio, os radares e certas aplicações militares. Estes exemplos edificantes mostram a enorme complexídade  dos problemas e dos fenómenos que podem resultar das consequências das  actividades industriais. Localizar e conhecer o nível e o grau de exposição aos campos electromagnéticos  do nosso meio ambiente é uma etapa indispensável para combatermos estes perigos  com conhecimento de causa e nos mantermos afastados das suas fontes. Máquinas de costura efetos As mulheres grávidas que trabalham com máquinas de costura eléctricas arriscam­ se a expor os seus fetos a radiações electromagnéticas, 216

Alergias e doenças ditas ambientais susceptíveis de provocar leticemia. Com efeito, a Dr.’ Claire Infânte­Rivard, da  Universidade McGill de Montreal, recenseou um número importante de leucernias em  crianças filhas de costureiras. Esta investigadora tinha primeiro atribuído este  fenómeno ao pó e às fibras sintéticas. Campos magnéticos e cancro do cérebro “As pessoas que trabalham em instalações eléctricas duplicam o risco de  contraírerri cancro do cérebro”, afirmam os investigadores da Universidade da  Carolina do Norte. Os resultados mais significativos estabelecem uma relação de causa e efeito entre exposiçao e cancro do cérebro. Esta doença provocou 144 mortes  entre os 140 000 indivíduos que trabalhavam numa central eléctrica (foram  escolhidos ao acaso para o estabelecimento da amostra analisada). Este risco alarga­se também a outros tipos de cancro, por exemplo, ao cancro do sangue. Com efeito, a exposição prolongada aos campos magnéticos  duplica as “possibilidades” de desenvolver um tumor deste tipo. Por outro lado, na Bélgica, certos criadores de gado constataram o aparecimento de perturbações fisiológicas no gado depois da colocação de um cabo  de alta tensão nos seus terrenos. Podemos também mencionar o teor anormal de  astrocitomias em Los Angeles e o número elevado de cancros entre o pessoal da  central telefónica Pacífic Bell; na Polónia e na Ucrânia, constata­se um aumento  de leucemias crónicas e agudas, bem como casos de cancro em instaladores e  técnicos de rádio e a multiplicação de arterioscleroses e também de problemas de  esterilidade nos condutores de carros eléctricos. É possível preservarmo­nos da poluição electromagnética? É preciso, em primeiro lugar, medir os campos magnéticos do nosso meio ambiente para identificá­los e protegermo­nos. Existem diversos meios: ­ Aparelhos de medição;

­ Detecção efectuada por especialistas. Além disso, é necessário: * que a instalação eléctrica esteja bem feita; * que as tomadas estejam ligadas à terra; 217

Alergias e doenças ditas ambientais *  que não existam perdas de corrente; *  evitar ter nos quartos despertadores eléctricos, reduzir o número de tornadas e proceder de modo a que os candeeiros de cabeceira tenham uma  iluminação mínima; *  evitar as camas metálicas; *  evitar as fibras sintéticas; *  limitar o tempo passado diante de aparelhos de televisão, ecrãs de computador, evitar também os telemóveis, os microndas, etc. (ver o capítulo dedicado ao cancro, p. 279). A  acumulação de electricidade estática  provém do facto de estarmos permanentemente isolados da terra. Com efeito as  nossas estradas são alcatroadas, os solos das nossas casas estão isolados e os  nossos sapatos com sola de borracha isolam­nos do solo. Desta forma acumulamos  electricidade sem podermos libertar­nos dela. *  O primeiro método consiste em retomar o contacto com a terra, andando a pé, sempre que possível, de pés descalços sobre a terra, na erva  húmida, etc. *  Outro meio, contudo menos eficaz, é lavar, várias vezes, ao dia as mãos com água fria e agarrar, durante alguns instantes, na torneira com as duas  mãos, o que permite fazer uma ligação à terra. Mas, como é óbvio, o melhor meio  consiste em pen­rianecermos, se possível, afastados de campos electromagnéticos. A irradiação alimentar É um outro aspecto da utilização da ionização destinada a proteger a nossa  alimentação e a prolongar o seu tempo de conservação. Se nos é possível, quando compramos um produto alimentar, ler nas etiquetas os  componentes químicos ­ conservantes, aromatizantes, adoçantes, emulsionantes e  outros ­ que são necessários ao seu fabrico, é­nos muito mais difícil saber se o  produto em questão foi tratado com raios ionizantes. Contudo, uma lei de 8 de  Maio de 1970 torna obrigatória a indicação de qualquer produto que tenha sido sujeito a irradiação. Mas esta lei  nunca é aplicada. A 15 de Novembro de 1989, o Parlamento Europeu, com a  finalidade de proibir a irradiação dos alimentos frescos na CEE a partir de 1 de 

Janeiro de 1993, adoptou uma directiva. Mas a 218

Alergias e doenças ditas ambientais França ultrapassou esta directiva e continuou a irradiar os queijos “camembert”  confeccionados com leite cru. Quanto à Alemanha, não obstante ter proibido a  irradiação dos produtos destinados ao seu mercado interno, autoriza­a para os  produtos destinados à exportação. As consequências da irratfiação ­ Em todos os casos, a permeabilidade das membranas celulares é afectada, os  raios ionizantes dissociam as moléculas e libertam radicais livres. As batatas  irradiadas, por exemplo, têm uni tempo de conservação mais longo, mas perdem a  vitalidade, estão mortas. ­ Destrói a germinação e opõe­se à vida: os cereais tratados não germinam ou  germinam muito mal. O estudo feito com raios infravermelhos mostra o  aparecimento de deformações estruturais. Os açúcares e os amidos alteram­se.  Quanto aos frutos, os processos são idênticos: a irradiação mata os micróbios,  mas altera o teor de vitaminas e acarreta uma perda enzimática importante. Inúmeros produtos agrícolas, tanto em França como noutros países, são  actualmente irradiados: frutos frescos, cebolas, alhos, frutos secos, aves,  leite, etc. É, por conseguinte, preferível consumir apenas produtos de qualidade  biológica ou comprados a pequenos produtores. Os metais são necessários, mas em doses altas são tóxicos O organismo tem necessidade de inúmeros metais para assegurar o seu funcionamento. Mesmo que só os utilizemos em quantidades infinitesimais, não  podemos viver sem eles. Em contrapartida, certos metais podem estar na origem de  graves perturbações orgânicas. Por exemplo, o cobre é um elemento necessário,  mas, ingerido em quantidades importantes, torna­se nocivo. A toxicidade dos  metais obriga­nos a utilizá­los com precaução nos complementos alimentares e nas  amálgamas dentárias. As fontes de intoxicação podem ser variadas. Na Silésia, por exemplo,  constataram­se vários casos de intoxicação em crianças que brincavam em parques infantis onde a areia de jogos continha doses anormais de chumbo. Por outro lado, devemos sempre ter em conta que não basta, em caso

de carência, tomar apenas o elemento que falta para remediar a carência, já que  vários factores podem ser responsáveis. Por exemplo, a anemia 219

Alergias e doenças ditas ambientais maligna é frequenternente o resultado, não de falta de vitamina B12 (ver  “Cobalto” no quadro adiante), mas da incapacidade que o organismo tem de a  assimilar. Ela só pode ser utilizada sob a forma de um complexo com uni factor interno (glicoproteina produzida pelas mucosas do estômago). O exemplo do zinco O caso do zinco demonstra bem a evolução dos nossos conhecimentos sobre o papel  dos microelementos metálicos no nosso organismo. Em 1869, Raulin descobriu que o zinco era necessário ao desenvolvimento do cogumelo  Aspergilliís niger. Mas foi preciso quase um século para se descobrirem as consequências das carências desse metal e as suas funções no  organismo. Em 1961 demonstrou­se que uma carência em zinco é a causa de graves  perturbações metabólicas, de anemia severa, de estagnação ponderal, do atraso no  crescimento e de hipogonadismo. Os bioquímicos descobriram que este elemento é necessário ao funcionarnento de  várias enzimas: desidrogenases, aldolases, peptidases, fosfatases, isomerases e  transfosfiralases. Sabemos que ele participa no processo de sintetização  proteica e de divisão celular. Continuam a ser estudadas as relações com os  ácidos nucleicos. As graves consequências da sua carência e a sua múltipla acção retiram a atenção dos terapeutas. Utilizou­se primeiro o zinco para tratar certas patologias. A sua toxicidade não era ainda conhecida. Todavia, certos metais vitais são, em certas formas e em determinadas doses, fortemente tóxicos. As primeiras  intoxicações causadas pelo zinco foram descritas nos mineiros e operários da  indústria metalúrgica. A “febre do zinco” tem os sintomas seguintes: arrepios,  febre, vómitos, cansaço, fraqueza, acompanhados de secura bucofaríngica. Contudo  os efeitos tóxicos do zinco a longo prazo foram durante muito tempo ignorados.  Além disso, casos de intoxicação próximos dos observados na indústria foram  considerados como efeitos secundários do tratamento terapêutico pelo zinco. Actualmente a toxicidade dos sais e compostos de zinco é mais bem conhecida. A  base de dados Medline comporta 74 publicações sobre este assunto. Inúmeras  informações falam da sua toxicidade em animais de laboratório, também observada 

no meio natural. Para estas investigações utilizam­se culturas celulares in  vitro (fibroplastas humanos) e estudam­se as zonas ecologicamente devastadas. A  acção tóxica dos compostos de zinco é muito variada. 220

Alergias e doenças ditas ambientais Os metais: doenças de carência ou de excesso METAL Efeito de carência Efeito de excesso Crómio (Ci­) Metabolismo Desconhecido. anormal da glicose. Cobalto (Co) Anemia maligna, Insuficiência das artérias porque este metal coronárias e hipergIobulia. faz parte da Nos anos 1965­1966, no vitamina B,,, Canadá, acrescentou­se necessária à síntese sulfato de cobalto à cerda hemoglobina. veja (I mg para 750 ml) A falta de cobalto

de modo a estabilizar a na alimentação dos espuma. Detectaram­se animais provoca então nos consumidores doenças que, casos de cardiomiopatia, outrora, dizimavam 20 deles mortais. O pó de os rebanhos de cobalto provoca tumores ovelhas na Austrália. malignos nos músculos. Lítio (U) Depressão maníaca. Desconhecido. Magnésio (Mg) Convulsões. Parestesia. Manganês (Mn) Deformações ósseas.

Inércia locomotora. Funcionamento A inalação de pó de óxido anormal das

Alergias e doenças ditas ambientais METAL Efeito de carência Efeito de excesso Potássio (K) Doença de Addison. Selénio (Se) Necrose do figado. Cenurose nos anirriais, efeito desconhecido no homern. Sódio (Na) Doença de Addison. Cálcio (Ca) Deformação óssea, Tetania. Catarata. Cálculos da vesícula biliar. Ferro (Fe) Anemia. Hematocromatose (acompanhada de cirrose do fígado). Sideritose. Cádmio (Cd) Inflamação renal, doença “Itai Itai” (intoxicação crónica). Várias centenas de  pessoas morreram dos efeitos desta intoxicação no Nordeste do Japão, numa região  mineira (antigas minas de metais não ferrosos). O cádmio acumula­se nos rins e  no figado. Este metal fragiliza também os ossos. Chumbo (Pb)

Anemia. Encefalomielite. Neuropatia. 222

Alergias e doenças ditas ambientais óLEOS ESSENCIAIS, LEGIONELOSE E POLUIÇÃO MICROBIOLóGICA DO AR Uma doença misteriosa... A história começa corno um policial americano. Em 1976, durante uma reunião  comemorativa do 58.O aniversário da Legião Americana, no Hotel Bellevue Stratford de Filadélfia, 182 antigos legionários, cidadãos  arnericanos, são vítimas de uma estranha doença. A “nova” pneumonia causou a  morte de 29 pessoas. A imprensa avançou a hipótese de um atentado “biológico” contra estes antigos mercenários. O FBI fez uma investigação pormenorizada, mas foi preciso um ano para se descobrir a solução deste mistério. Em Dezembro de 1977, a equipa de investigadores do Centro de Controlo de Doenças  de Atlanta conseguiu isolar e determinar o bacilo incriminado. A “nova” bactéria  recebeu o nome de Legionellapneumophila, e descobriu­se que o seu vector era o  sistema de ar condicionado. A doença dos legionários seria realmente uma nova doença? Ou teríamos nós  conseguido finalmente encontrar uma explicação para certas patologias pulmonares  inexplicadas até 1977? Isto porque a análise de amostras de soro responsáveis  por antigas pneumonias determinou a implicação da Legionellapneumophila na epidemia de febre de Pontiac em 1968, e  também: ­na morte de 14 pessoas entre as 81 contaminadas no Hospital de Santa Elizabeth, em Washington em 1965; ­em 11 pneumonias, entre as quais 2  mortais, no mesmo hotel em Filadélfia, em 1974. Além disso, as epidemias ocorridas em diversos países  mostram o carácter universal da legionelose: em hotéis de Itália, em 1980; em centros 

comerciais na Suécia, em 1979, em hotéis nos Estados Unidos, na Austrália, em  Porto Rico, em hospitais franceses em 1989. Basta lembrar que todos os anos a  legionelose atinge 400 000 pessoas nos Estados Unidos e que uma única epidemia  num pequeno clube de golfe em Inglaterra provocou a morte de 43 pessoas, para  compreendermos a importância desta doença. 223

Alergias e doenças ditas ambientais Desde 1976 descreverarri­se cerca de 30 espécies e 80 estereótipos diferentes de  legionela. Contudo, a Legionella pneuniophila, estereótipo 1, é responsável por  90% das infecções. Mas as outras espécies também podem ser patogénicas. Além  disso, o nosso conhecimento sobre este grupo de bactérias é ainda muito  limitado. A capacidade patogénica da Legionella anisa só foi descoberta na  Austrália em 1990, ou seja, catorze anos depois do início das investigações  sobre a legionelose. A responsável finalmente descoberta A legionela é uma bactéria muito cornum. A investigação mostrou a sua presença em 64% de torneiras de água fria e em 75% de torneiras de água  quente, em Paris. Os aerossóis e a transmissão de pequenas gotas contendo  bactérias favorecem a contaminação. Os sistemas de climatizaçã o e humidificação  do ar são as principais fontes de risco de legionelose. Mas não devemos contudo  esquecer os riscos ligados aos simples duches e trabalhos de construção. A legionela vive em simbiose com o Flavobacteriutn breve ou Fischerella sp.  Estes microrganismos assegurarn­lhe uma fonte de ferro. A legionela pode também  sobreviver em períodos difíceis graças à sua simbiose (parasitismo?) com as arnibas. É uma bactéria muito resistente que  consegue viver no seu meio, mesmo depois de um tratamento por meio de cloro,  ozono, raios UV e calor. A utilização dos biostáticos, que se julga limitar o  seu desenvolvimento, não forneceu resultados comprovativos. É por isso que os  meios utilizados para a esterilização dos contentores de água dos climatizadores  devem ser limitados, já que são tóxicos e serão posteriormente dispersos no meio  ambiente pelo sistema de climatização. Os sistemas de ar condicionado são os culpados A doença dos legionários deve incitar os investigadores a trabalharem sobre a  flora e a fauna dos reservatórios e dos sistemas de ar condicionado. Porque  certas condições físicas, como a temperatura e a humidade, criam um ambiente  ideal para a proliferação de bactérias. Desta forma, a análise biológica dos  sistemas de ar condicionado pode inquietar todas as pessoas que trabalham em  edifícios “modernos”, equipados com siste224

Alergias e doenças ditas ambientais mas de clirriatização do ar. A análise mostrou que, além das bactérias do tipo  legionela, cerca de 50 espécies de bolores e esporos (AspergilIus,  Cl(ido,@I)orini@i, Alternaria, Mucor, Alirebasidiui7i, etc.), mais de 20  espécies de bactérias também vivem nos ares condicionados (Baciflus cereus,  Baciffiíssubtilis, etc.), bem como amibas, do tipo Acanihamoeba e Nagleria, e  algumas algas. Alguns destes microrganismos são susceptíveis de ter uma acção patogénica. Desta  forma, 26 casos de aspergilose invasiva forarri diagriosticados em pacientes  imunodeprimidos, em tratamento no Serviço de Hematologia do Hospital Henri  Mondor. A aspergilose parece ser uma das doenças microbiológicas iatrogénicas  mais frequentes rios hospitais franceses. Por outro lado, certos organismos de  “ecossisternas de ar condicionado” têm um papel de agentes patogénicos directos,  e outros são responsáveis por patologias de origem alérgica. As arnibas poderri também ter um  papel de “reservatórios de vírus” e, como já dissernos anteriormente, podem  constituir um veículo para as legionelas. O Prof Ragnar Rylander da Universidade de Gotemburgo, na Suécia, trabalha desde  há anos sobre o papel das bactérias Gram­, diferentes da legionela, e das suas  endotoxinas, nas doenças do ar condicionado. Os resultados mostram os perigos de  diversas bactérias e das suas toxinas dispersas rio ar através dos sistemas de  climatização. Como diminuir os riscos de contaminação pelos sistemas de ar condicionadrp? A patologia do ar condicionado provém essencialmente de uma concepção errada na  instalação da climatização e está frequentemente associada ao  sistema de  hurnidificação. As soluções eficazes continuam, por conseguinte, nas mãos dos  engenheiros e técnicos mais do que nas mãos dos médicos. Em certos casos é  necessário conceber novamente e substituir totalmente o sistema de climatização.  Trabalhos dispendiosos deste tipo permitiram deste modo eliminar os riscos rios  edifícios da BBC em Londres. É certo que uma instalação e humidificação  correctas, filtros eficazes, uma temperatura da água desfavorável à proliferação  microbiana e limpezas regulares são as precauçõ es necessárias para diminuir  estes riscos. 225

Alergias e doenças ditas ambientais O que é evidente é que é preferível não criar condições artificiais patogénicas.  Mas, indiscutivelmente, a “escolha técnica” não está ao alcance de um indivíduo  obrigado a trabalhar ou a tratar­se em locais climatizados. Os óleos essenciais podem resolver uma parte dos problemas? Faltam­nos dados sobre a acção antibiótica contra a legionela, mas existem estudos, infelizmente desconhecidos, sobre a desinfecção contínua do ar  por meio de óleos essenciais. Como é óbvio, a dispersão de substâncias tão  potentes exige uma certa prudência, mas esta solução deve ser encarada e, além  disso, é facilmente aplicável. Em 1960, M. L. Joubert de Lyon estudou a  desinfecção contínua. Por este meio demonstrou a eficácia dos aparelhos  “aerolizores” (em relação aos brumizadores e pulverizadores), o que resultou na  diminuição quantitativa dos germes patogénicos quando se utilizam aerosóis com  óleos essenciais, bem como numa importante diminuição de bactérias. Observou também a atenuação da virulência destes microrganismos, mas, o que é  mais importante, que a taxa de germes “saprófitos” (encarregados da defesa)  permanecia estável. Quanto à acção broncodilatadora e apneizante, esta  melhorava. Além disso, notou também a diminuição da poluição química do ar  ambiente (como a do amoníaco, por exemplo). AS ALERGIAS ALIMENTARES E AS SUAS CONSEQUÊNCIAS Certas doenças não respondem aos tratamentos clássicos. Sintomas diversos, tais  como cansaço, dores de cabeça, dores abdominais e diarreias não parecem  corresponder a uma doença com características bem determinadas. Perante casos  deste tipo, um grande número de terapeutas classifica estas perturbações na  categoria das patologias psicossomáticas. É certo que pode ser verdade para  certos pacientes, mas outros apresentam simplesmente uma intolerância a uma  substância alimentar, a um aditivo químico ou uma reacção ao contacto com um  determinado produto. 226

Alergias e doenças ditas ambientais Quando se poderá suspeitar que as alergias têm uma origem alimentar? ­ Em casos de diarreias rias crianças: estas cólicas poderri por vezes ocorrer se a criança é alirrientada ao peito e a mãe abusa de produtos lácteos. ­ Dores de garganta repetidas, rinites (suspeitar também do tabaco e das poluições ambientais). ­ Sinusite. ­ Dores de cabeça. ­ Cansaço, ansiedade. ­ Doenças da pele tais corno eczema, psoríase (neste caso podern existir também alergias ao contacto com fibras sintéticas ou com produtos  químicos). ­ Asma. ­ Reumatismos. Artrite, artrose, artrite reurnatóide (incluindo as inflamatórias). ­ Certas doenças gastrintestinais, inchaços. ­ Doenças card lovascu lares. ­ Hiperexeitabilidade. Instabilidade, stress, irritabilidade. ­ Insónia. Quais são os produtos suspeitos de causar alergias? O leite e os seus derivados (manteiga ­ queijo) Basta, muitas vezes, eliminá­los durante algum tempo para que a alergia  desapareça, em particular em problemas nas crianças pequenas, mas também em casos de diarreias, prisão de ventre, doenças da pele, asma, rinites,  sinusites e também nas doenças card iovascu lares e intestinais. Conhecem­se actualmente 20 substâncias alergizantes além dos antibióticos, todas  elas contidas no leite. O mito de que os produtos lácteos contêm cálcio e são, por conseguinte,  saudáveis só é alimentado pela publicidade e contradiz os factos.

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Alergias e doenças ditas ambientais Os países onde existe inenos osteoporose são os que não consomem ou consomem  poucos produtos lácteos (a China, os países africanos e certos países do Extremo Oriente). O Prof. Kervran dernonstrou que não bastava  consurnir produtos lácteos para cobrir as necessidades em cálcio do organismo, e  que estes tinham, muitas vezes, um efeito oposto. Certos produtos de origem animal Os ovos, os peixes, sobretudo os fritos. Esta alergia manifesta­se  frequentemente à distância, veiculada unicamente pelo cheiro (a peixe frito). O glúten e os cereais Especialmente nas perturbações intestinais, na artrite, na artrose e rias  poliartrites reurnatismais, bem como nas diversas alergias (à excepção do  arroz). O açúcar, o café, o chá, o chocolate Estes podem, em certa medida, acentuar os fenómenos alergizantes e devem ser proscritos em todas as abordagens desintoxicantes. O que fazer para descobrir uma alergia? Para descobrir uma alergia alimentar, basta, muitas vezes, deixar de consumir o  produto suspeito até se fazer sentir uma melhoria. Esta chega normalmente ao fim  de alguns dias. Mas não se trata de uma regra absoluta: em certas alergias é  necessário esperar mais tempo, às vezes algumas semanas. Além disso, os  sintomas, no início, podem acentuar­se. Se isto acontecer, é porque existem  fortes probabilidades de que o produto em questão seja o responsável desta  situação. Se nada acontecer, volte a introduzir o elemento na sua alimentação e retire outro. Uma outra técnica consiste em jejuar alguns dias e voltar a introduzir os  alimentos suspeitos de toxicidade, uns a seguir aos outros, espaçando 228

Alergias e doenças ditas ambientais a ingestão de cada um de alguns dias, o que permite observar o reaparecimento do sintoma e identificar a substância com uma margem de erro  mínima. Existem testes de electroacupunctura (Võll, moraterapia) que permitern, na  generalidade dos casos, diagnosticar as alergias e tratá­las. Quando o excesso de sensibilidade provém da acumulação de metais pesados, os  testes de moraterapia, de Võll, do perfil proteico, e a análise do cabelo são tarribém de uma grande utilidade e podem orientar o tratarnento. A  queloterapia permite, na maioria das vezes, corrigir estas situações. Em caso de  intoxicações deste tipo, o alho tem virtudes desintoxicantes que tornam este  boibo particularmente interessante. Em casos de artrite, artrose e patologias reumatóides tais como a poliartrite, existem motivos para se suspeitar que estas possam ter unia, origem alimentar. É importante intervir pr ioritariam ente neste factor. Como realçámos anteriormente, inúmeros investigadores começam a pensar que os alimentos, a sua escolha, a sua origem e a forma como são preparados, podem ter uma incidência sobre a nossa saúde. A assimilação e a utilização dos alimentos pelos nossos organismos são variáveis em função de parâmetros pouco ou mal conhecidos. Os outros alergizantes Os ácaros É uma das alergias mais frequentes. Está ligada à presença dos ácaros no meio  ambiente. Estas alergias são cada vez mais nurnerosas e provêm das alterações no  nosso modo de vida, particularmente do sobreaquecimento dos apartamentos que  lhes permite viverem e reproduzirem­se em condições ideais.

Os produtos cosméticos, de limpeza, lixívias, sabões A alergia é causada pela presença de certos diluentes e de certas substâncias aromáticas. 229

Alergias e doenças ditas ambientais ALGUNS TRATAMENTOS NATURAIS RECOMENDADOS EM CASOS DE ALERGIAS Receitas da medicina monãsticas, arte medicinal dos lrmàos de São João de Deus  (Pato 0e17e Frateliii 117fUSiO dS MIStUrO TanCha_Q0M (f0117as), Veróníca (érva), CavalInha (erv.7), Sempt­­­­r,0íVa (erV8),  Gal­­Opse (­­rva), GraMa (ríZOIn.7), Ácoro­ Verdadelro (rizorna), TUSS11.7~  (f0117aS), Torment1117a (flZOMa), Bétula (f0117as), De17te­Oe­leãO (raIZ), ou Amor­perfeito (erv,9), Eufrasi.g~oficin.71 (erv.7) Erva­de­são~joão (erva),  cava&7ha (erva), BÓIS­7­0é_Pastor (erv29), CoenIros (frutos), Urtíga (folhas),  ArtemIsía (erva), Arnieiro­preto (casc.7), B&tó17iC.7 (erVa), Gr8Ma (riZO/77.7) Depois de misturar estas plantas em proporções iguais, deite uma colher desta  mistura num copo de água a ferver. Cubra e deixe em infusão durante 3 horas. Em seguida filtre e aqueça ligeiramente. Tomar  3 copos por dia (20 minutos antes das refeições). ó1005 055e17C1215 * Berg­7mota, B010,O, Bélula, 1­7ra17);9, AleCriM Em vaporização. ATENÇÃO: estas preparações dizem respeito apenas aos sintomas; o tratamento  propriamente dito, tal como foi dito anteriormente, consiste em eliminar a (ou  as) causa(s)! 230

Anemia Anemia E @iagnóstico médico indispensável, de modo a conhecer as causas exactas.  Manifesta­se por diversos sintomas: pele macilenta e fria, rosto pálido,  abatimento, palpitações ao mínimo esforço, vertigens, etc. ÁDroffoi ,as * CaValí17ha­Fucus VeSIGUIOSUS * 2 drageias de cada, no primeiro dia. Eleuterococo * 3 drageias, no segundo dia. Alternando com: Própolis 2 drageias, no segundo dia. ou 117fus,10 * Cava11n17a + Alecrom + seglirelha + Salva 1 pitada de cada planta para 1 chávena de água, deixar ferver 5 minutos; deixar em infusão durante 10 minutos. Tomar 4 chávenas por dia, fora  das refeições. Receitas da medicina monãstica, arte médica dos Irmãos de São  João de Deus (Fata Sono FratelIV Ilifusão dS mistura Urtíga (folh&S, 100 9), Rosa (fruto loog) cássís (f0117as, 50 camomila (50 g)  Dente­de­l&ão (raiz 50 g), Angélica ­ arGal9gélIC.7 (r.?IZ, ‘50 g), Grama (ri­­oma, so g), Gentáurea (erva,  20 g) *Misturar as plantas. Uma colher para um copo de água a ferver. Deixe em infusão durante 20 minutos e filtre. *Tomar quente, 2 ou 3 vezes ao dia, depois das refeições. ó100.9 055017CARIS (@@ 7otr~17/à 1 gota, 2 ou 3 vezes ao dia. ­ Cura de 15 dias, várias vezes

ao ano. Outros õleos essenciais: Angélica, Manjeticão, Genoura, Limão, Funcho, 1 aranja, Salsa 7117NIO­MãO Urtiga (20 g de urtIyas coffiidaS /70 MêS dO Malo) ­Introduzir as urtigas em meio litro de álcool a 450 durante 10 dias. Deite em  seguida esta mistura numa garrafa opaca, e tome um copo pequeno ao deita r. 231

Anemia * Pode misturar esta tintura com uma tintura­mãe de raiz de dente­de­leão, sumo de alperce e vinho tinto. * Para meia garrafa de vinho tinto acrescente sumo de alperce, ou, melhor ainda, alperces frescos cortados em  pequenos pedaços (cerca de 400 g). Acrescente em seguida 30 ml de tintura. * Tomar 2 ou 3 cálices, de licor, por dia. SO/7/705 dO áSSOIMO * Frios, diários, ou com fricções Kuhne. 0M71705 dO V8POr * 1 vez por semana, seguidos de fricções totais, frescas ou frias. Duches o 7fusios * ­ Alternadamente, 1 dia cada uma: ­coxas + braços, no 1.O dia; ­fulgurante, no  dia seguinte ‘seguida de uma fricção vigorosa. Alimelmação Deve ser simples e sóbria. Evitar: charcutaria, salmoura, conservas, caça,  carnes gordas, fritos e tudo o que seja difícil de digerir. Consumir de  preférència: frutos frescos, secos, legumes, legumes secos, saladas, cereais, arroz, aveia, azeite e óleos vegetais de primeira pressão a frio (milho, noz,  caroços de uva, etc.) germe de trigo, levedura de cerveja, ovos, alho, cebola,  mel, peixe, pão integral, lacticínios, queijos, etc. * Alimentos privilegiados: papas de aveia, levedura de cerveja, germe de trigo salpicado em cima dos alimentos,  cebola, alho, couves e alface­de­cordeiro. * Papas de aveia o mais frequentemente possível. JejUJ 7 7 *

1 vez por semana, no início. Cura de fruta: especialmente uvas, alperces,  pêssegos, marmelos e quivis. OU~ fistOMOIMOS * Azeda comum o azeda­pequena Utilizar as folhas colhidas no momento da  floração, secas e preparadas em decocção. As folhas também podem ser comidas em  saladas. É a “planta medicinal” dos animais: as ovelhas doentes procuram­na. * Azeda­crespa O consumo desta espécie aumenta a taxa de hemoglobina e o número de glóbulos  vermelhos. A raiz e as flores são excelentes remédios que facilitam o trabalho  do estômago. 232

Anginas, Dores de garganta . CONSELHOS ­Cura de magnésio. ­ Dormir de janela aberta. Ver também: ­ As regras para uma boa saúde (p. 130). ­ Endurecimento (p. 132). ­ Repouso (p. 134). Anginas, Dores de garganta A primeira fase começa, geralmente, com uma pequena dor de garganta, com  dificuldade de engolir a saliva. Podem sobrevir dores violentas, respiração  difícil, com pieira, espirros, zumbidos nos ouvidos, etc. A pele fica quente, o  pulso torna­se mais acelerado e a temperatura sobe. Àolwffeias * L&"J, Espil71701r0 ­ M.7/V.7 2 de  cada, de manhã. l_av.?nda ­ Verbena 2 de  cada, de tarde. OU Infu.5J0 * EspInhelro ­@­ Malva Lavand.7 “ verbena Uma   pitada de cada. Ferver durante 3 minutos e deixar em infusão durante 15.  Acrescentar o sumo de meio limão. Adoçar com mel. Tomar 5 a 6 chávenas por dia. M G8137,91vios i R&sta­bol + ESPInh&1r0 Em decocção: 3 pitadas de cada para meio  litro de água. Leve a ferver durante 20 minutos. Deixe em infusão 30 minutos. * Várias vezes ao dia. * Com uma infusão de: Sal14.7 (fOffids, 20 g), C.7177017711.7 @10 g), Hortélã­pImei71,7 ffioffias, lOg),  Cr.gvo­de­defui7to (flor&s, log) * Misturar as plantas e deitar 3 colheres numa chávena de água a ferver. Deixar  em infusão 20 minutos. Filtrar.

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Anginas, Dores de garganta Utilizar em gargarejos, várias vezes ao dia. ó/005 055017CI.815 Mauli 1 gota, 2 ou 3 vezes ao dia. 117SAlaÇãO de OSSênCia d& Sálva­Euca11p10 Deitar algumas gotas num prato ou num  difusor de aromas. Outros Meos essenciais: Carnomíla, 1_1@não, Eucaliplo, CtaVO­de­CabOCInha, ILOUrO, L a Va17da L@@J  8817hOS * Banho total a 300. Este banho total é seguido de um duche morno. * Duches e afusôes frescas da nuca. * Pode beber água fresca em goles pequenos durante os banhos. 80/7/105 £05 ~ * * A mistura seguinte permite activar a transpiração: Lavanoa + Sábuqueiro + EucalIpto * 2 pitadas de cada para meio litro de água. Ferver durante 20 minutos. * Deitar numa bacia e acrescentar água quente. * Este banho de pés dura de 20 a 30 minutos. Deve ser seguido de uma loção fresca ou morna com fricção. 8917h05 dO V0POr * Este banho deve ser seguido de uma loção fresca com fricção. CI1MUrJO dO NOPN170 *

F,11M8C0P81.7 C1,117eso * Raiz ou flores de “Yuen hoa”, “Dafne genkwa”: a planta deve ser fervida em  vinagre 10 vezes. Retira­se o vinagre e deixa­se macerar a planta em água  durante uma noite. Em seguida deve secar ao sol. * 3 pitadas para uma chávena de  água. Deixe ferver 10 minutos. Deixe em infusão durante 20 minutos. * Beber 2 ou  3 chávenas por dia. Receltas AtoterapéuMM5 oréqão­ vulgar * Infusão de 15 g de planta em 1 litro de água a ferver. Deixe em infusão 20 minutos. * Tomar, quente, 3 ou 4 chávenas por dia. * A sua acção pode ser reforçada com tomilho, camomila e salva. Salva­oricli7a1 ou Tom1117o~ ­ Vulgar * Infusão de 15 g de folhas cortadas finas em 1 litro de água fria. Leve a  ferver e deixe repousar (para gargarejos). 234

Anginas, Dores de garganta * A salva era conhecida dos Gregos antigos. Chamavam­lhe então “chá da Grécia”.  A sua infusão é ainda em certas regiões uma bebida muito popular. Linné dá­lhe o  seu nome latino salvia que é um derivado de salvare (salvar), para realçar os  seus efeitos benéficos. Tomilho erva~ursa * Infusão de 15 g de planta cortada em 1 litro de água fria. Deixe em infusão  sem ferver. * Esta planta possui inúmeras virtudes. Na Sabóia era utilizada tradicionalmente  (as extremidades floridas misturadas com amor­de­hortelão amarelo): preparava­se  uma maceração que servia para coalhar o leite. (0 nome popular do amor­de­ hortelão é “coalha­leite”). Receitas da medicina monãstica, arte médica dos Irmãos de São João de Deus @Fate  Sono ,Frotelli) IMUsão do mistura T111a (1@7170reSCê17G1è7, 20 g), camomIla (10 g), Frainboesa ffiolhas, 10 g), Anis (fruto, 10 g), PIMP11701a (raIZ, 10 g), sé7/Va  (f0117as, /o g), Hortelã­pÁrnenta (foffias, lOg) Misturar as plantas e da  mistura deitar uma colher num copo de água a ferver. Deixar em infusão 30  minutos. Filtrar. Beber quente, 2 vezes ao dia, depois das refeições. OU~ tratamentos MO1V180118c05.1 CamomIla (1n8tr1@!ár13) e CamomIla­roma17.7 10 9 de planta para 1 litro de água. Deixar em infusão sem ferver. Na Suíga  também se utiliza para aromatizar a cerveja. Alimentação A alimentação deve ser fresca, pouco abundante, composta sobretudo de sopas de  legumes, compotas, bebidas: infusões, sumos de fruta fresca. CONSELHOS Banhos de ar livre. Arejar bem os quartos. Se se é sujeito a anginas frequentes, deve­se mudar a  alimentação, praticar o endurecimento (ver p. 132) e fazer, várias vezes ao ano,  curas de drageias de própolis­elleuterococo, à razão de 4 por dia de cada,  durante períodos de 4 semanas.

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Ansiedade ­ angústia, medos Ansiedade ­ angústia, medos Pode caracterizar­se por estados de agitação geral, de excitação, entusiasmo,  seguidos de estados de prostração ou abatimento. U ‘~gei (@I           as Erva­cIdroíra ­ Alecrim * 2 de cada, de manhã. Erva­mo1eír1@717.? ­ Lúpulo * 2 de cada, de tarde. Cura de dragelas: Elouterococo 4 drageias por dia, durante 4 a 6 semanas. OU 117fUSãO Erva­cidrelra + Alecrim + Erva­moleIrínha + Lúpulo 1 pitada de cada para uma chávena de água. Leve a ferver durante 3 minutos.  Deixe em infusão durante 15 minutos. Tomar 4 chávenas por dia, repartidas ao  longo do dia, uma delas ao deitar. óleos essenc1.915 Lavanda 2 gotas por dia. Utilizar também a lavanda num difusor de essências. U@@ Sanhos * * Todos os dias: banhos dos pés alternados com banhos dos braços, com uma decocçâo de:

Erva­cíOreíra #­ 13v317da + 1 ouro * 2 pitadas de cada planta para meio litro de água. Leve a ferver durante 20  minutos e acrescente 3 ou 4 litros de água quente. * Estes banhos duram cerca de 10 a 20 minutos e terminam com uma fricção fresca. ES17hos de essento * Banhos de assento, frios ou mornos, de 1 a 3 minutos. * 1 ou 2 vezes ao dia. ÁRonhos de vapor * ­ 3 vezes por semana, seguidos de uma fricção fresca e vigorosa. Afus~ * Afusões do rosto (diárias). Afusão fulgurante (diária) seguida de uma fricção  vigorosa. Afusão rectal. 236

Apetite ­ falta de, perda de (anorexia) l@ @’ AI1M0I7M00 * * Não sobrecarregar o organismo. Escolher um regime sóbrio. Mastigar lentamente. * Evitar os excitantes: chá, café e estimulantes: álcool, vinho, cerveja, charcutaria, fritos, carnes gordas,  enchidos, etc. * Alimentos privilegiados: levedura de cerveja, limão, laranja, salsa, couve,  alface, abóbora, cebola, cereais integrais, pão integral. jejum    * * Aconselha­se 1 vez por semana. * 1 dia da fruta. * Cura de fruta fresca. CONSELHOS Evitar os ruídos fortes, as contrariedades. Ver também: ­Regras de uma boa saúde (p. 130). ­ Endurecimento (p. 132). ­ Exercícios fisicos (p. 133) ­ Respiração (p. 137). Apetite ­ falta de, perda de (anorexia) D evemos desconfiar das falsas perdas de apetite, que consistem em não comer nada  às refeições e passar o dia a encher a barriga de cornida. Devemos por  conseguinte evitar este erro que consiste em depenicar chocolate, doces,  pastelaria, etc., entre as refeições. Para as verdadeiras perdas de apetite, vigiar as causas exactas e a prisão de ventre.

As crianças não devem ser obrigadas a comer, nem ser castigadas, nem suplicar­se­lhes que corriam. 237

Apetite ­ falta de, perda de (anorexia) j@@j D~01.15       * 1.a semana: BetónIca ­ C17icoria solvagem 2 drageias de cada por dia. 2.8 semana: EndrO ­ CentáUWa Manj­­ron.7 ­2 drageias de cada por dia. ­ Alternadamente. Cura de dragelas, 2 ou 3 vezes ao dia: Géleia­real ­ 2 por dia, durante 30 dias. Alternadamente com: Eleuterococo 2 a 4 por dia, durante 30 dias. ou Infusão * Betónica , C17icorla + Endro * 1 pitada de cada planta para uma chávena de água. Ferver durante 3 minutos.  Deixar em infusão 15 minutos. * Tomar 2 vezes ao dia. COntáUrOa + ManjêrOna * 1 pitada de cada planta para 1 litro de água. Ferver durante 3 minutos. Deixar  em infusão 15 minutos. Adoçar a gosto com mel ou açúcar amarelo. Tomar 2 ou 3 chávenas por dia, entre as refeições.

ó1005 055017CATIS Orégãos 1 ou  2 gotas, 2 vezes ao dia. Outros õleos essenciais: Alho, Garnomi7a, Cenoura, Alcaravia Coentros 8217h05 0f05 ~ * Fazer uma decocção de: Salva + 1>erónIca * 2 pitadas de cada planta para meio litro de água, ferver durante 20 minutos,  apagar o lume, acrescentar 2 pitadas de urtigas. Deixar em infusão 30 minutos. *  Acrescentar a 3 ou 4 litros de água quente e tomar um banho dos pés durante 20 a  30 minutos. Terminar com uma afusão fresca dos pés e uma fricção vi­ gorosa. 00/7/705 dO .75501M0 * Banhos de assento frios ou com fricções (Kuhne), diários. Ranhos de vapor * 2 vezes por semana, seguidos de fricções frescas e vigorosas. 238

Apetite ­ falta de, perda de (anorexia) A fu~S * Duches diários de braços + coxas, alternando com afusão fulgurante. Afusão  rectal, seguida de fricçôes vigorosas. Receitas fitoteIspêutic­15 Acoro­ verdadeiro Infusão de 10 g de rizoma cortado fino para 1 litro de água a ferver. Deixe em  infusão, meia hora; beber morna. Tomar duas chávenas por dia. * Na antiguidade  esta planta era utilizada para as afecçôes pulmonares, hepáticas e  ginecológicas. Para os povos ameríndios, a raiz de ácoro é considerada “fonte de  juveritude”. Os idosos mastigavam as raízes (um pedaço equivalente a um dedo por  dia) para se manterem jovens e saudáveis. ATENÇÃO1 Esta planta fresca é tõxica. A17gá#Ca­alIC.917géAW Infusão de 15 g de planta para 1 litro de água. Ferva durante 2 minutos e deixe  em infusão 10 minutos. Tomar 3 ou 4 chávenas por dia. É uma planta medicinal de  origem nórdica, cultivada no século xvi. Espalhou­se por toda a Europa. Na época das grandes epidemias era um dos principais remédios contra a  peste. Deve o seu nome à sua acção benéfica (planta dos anjos). A maceração  alcoólica desta espécie é muito apreciada como bebida na região dos Cárpatos. Gei7clana­amarel.7 * Infusão de 15 g de raiz cortada para 1 litro de água. Ferver e deixarem infusão durante 10 minutos. * Tomar 3 ou 4 chávenas por dia. * Pode também ser preparada com vinho: 30 g de raiz macerada em 1 litro de vinho branco durante 8 dias. Filtrar. * Pode também acrescentar a esta preparação 10 g de alecrim e 10 g de salva. * Tomar 2 pequenos cálices por

dia. É uma das plantas mais potentes com poder aperitivo. As propriedades da  genciana já eram conhecidas de Teofrasto e de Dioscórides. Deve o seu nome a  Gentius, último rei da Ilíria, que foi o primeiro a reconhecer o seu valor  terapêutico. Para Dioscórides, a genciana é um antídoto contra as mordeduras de  cobras o também um remédio para as doenças de estómago o do fígado. É certo que,  independentemente da sua acção no sistema digestivo, a genciana fortalece o 239

Apetite ­ falta de, perda de (anorexia) organismo e ajuda­o a combater as infecções. Os habitantes das montanhas  utilizam­na também em decocção para limpar feridas e partes inflamadas, pois é  um bom anti­séptico. As folhas servem para o transporte de queijos. A aguardente  de genciana tem propriedades vermífugas. 0~ loceitas fitotelapêuticas As tisanas de plantas que possuem princípios amargos podem ser tomadas meia hora  antes das refeições. Absínto­o,fícinal ou Art&inísía­Mutelína 10 g para 1 litro de água. Deixar em infusão, sem ferver. Tomar 1 chávena por  dia, fora das refeições, durante 3 semanas. Repetir. Os autores antigos tinham  notado que o uso frequente de absinto podia provocar dores de cabeça e dos  olhos. Vinho de absinto.­ 30 g de folhas secas para 3 litros de vinho; filtrar  após 24 horas. Consumir um copo por dia, só por receita médica. Esta planta é a  base de um licor, o absinto, produzido desde 1570. ATENÇA0I O uso prolongado e limoderado deste licor conduz à dependència o ao  alcoolismo, descrito sob o nome de “absintismo”. Aftemísía comum *10 g de planta para 1 litro de água fria. Ferva e deixe em infusão. *Tomar 1  chávena, meia hora antes de cada refeição. C.3stan17eiro *50 g de casca para 1 litro de vinho branco; deixe macerar durante uma semana.  Beber 1 copo antes das refeições. *Tomar 1 chávena, meia hora antes de cada  refeição. Gentáurea pequena, CW71aUriUM *10 g de planta para 1 litro de água. Ferva e deixe em infusão. *Tomar 1  chávena, meia hora antes de cada refeição. *Pode utilizar­se como vinho  medicinal: 2 litros de vinho para 30 g de planta, acrescentar 10 g de camomila, o sumo de 3 laranjas, 30 g de  casca de laranja amarga. Engarrafar, tapar e deixar macerar durante 3 semanas ao 

sol. Filtrar. *Tomar um copo antes de cada refeição. Esta planta é conhecida  desde a Antiguidade pelas suas propriedades cicatrizantes. De acordo com a  mitologia, o centauro Quíron utilizou­a para curar as 240

Apetite ­ falta de, perda de (anorexia) suas feridas durante o combate contra Hércules. Híssopo * 10 g de planta para 1 litro de água fria. Ferver e deixar em infusão. * Tomar 1 chávena, meia hora antes de cada refeição. * Desde 1754, também se utiliza em óleo essencial. Os talos foram utilizados em aspersórios nas cerimônias da  igreja católica. ATENÇA01 O óleo essencial é opileptizante. Míl_folhas * Infusão de 15 g de planta para 1 litro de água. Deixe repousar. * De acordo com a mitologia, Aquiles utilizou esta planta para tratar as suas feridas. * Tomar 1 chávena, meia hora antes das refeições. Hortelã­p~17ta * Tisana de 10 g de planta para 1 litro de água fria. Deixar em infusão sem ferver. * Tomar 1 chávena meia hora antes de cada refeição. Trevo­de­água * 20 g de folhas para 1 litro de água fria. Ferva e deixe em infusão 15 minutos. * Beber uma chávena antes de cada refeição. * Pode ser tomada sob a forma de

tintura­mãe (30 gotas para um copo de água). * Para o padre Kneipp, esta planta  constitui um excelente depurativo do sangue. Foi por vezes utilizada em  substituição do lúpulo na preparação da cerveja. ZIMbro­COMUM * 20 g de bagas e de ramos preparados em tisana, em 1 litro de água a ferver. *  Tomar 1 chávena, meia hora antes de cada refeição. AI1M0I7MÇAO * * Alimentação sóbria. * Evitar: contrariamente ao que se pensa geralmente, os pratos supostamente fortificantes, tais como carnes gordas,  bebidas alcoólicas, guisados, charcutaria e miúdos (vísceras), etc, * Preferir: legumes cozidos em água (ou no vapor), frutos frescos e secos, peixes, etc. * Alimentos privilegiados: leve­ dura de cerveja, germe de trigo, nabo preto, rábano, laranjas, limôes, toranjas, quivis, uvas, alperces. * O gengibre é um estimulante do apetite. jejum Muito aconselhado (1 vez por semana), bem como a cura de fruta. 241

Arteriosclerose, Angina de peito, Enfarte do miocárdio Arteriosclerose, Angina de peito, Enfarte do miocárdio V@r Alergias (p. 207) ­ Cancro (p. 279). E indispensável um controlo médico. Verifique a sua tensão arterial, o teor de  colestrol, etc. ÁVIw90i35 A título indicativo, mas de preferéncia sob receita médica: EleuterOCOCO * 3 drageias por dia ­ 1.1 dia Erva­mo1è1@­1nha * 2 drageias por dia ­ 1.1 dia. aZIOlIdónía * 2 drageias por dia ­ 2.O dia * N.B.: o eleuterococo pode ser tomado sozinho  durante um período prolongado (cura de 6 semanas), à razão de 6 drageias por  dia. SaIV.7 ­ ESP11717&1r0 IlVar Alternadamente­. 2 drageias por dia ­ 2.1 dia OU IMUSiO * Erva­molelrin17a + Salva + EspInheiro­alvar + QuelidónIa 1 pitada de cada planta para uma chávena de água. Ferver durante 3 minutos.  Deixar em infusão 15 minutos. Tomar 2 ou 3 chávenas por dia, fora das refeições,  durante 3 semanas. Repetir. 8.71711OS* Banhos dos pés derivativos morn@s, seguidos de fricções suaves. 2 por semana, inicialmente. 80/7/105 dO OSSOIMO Banhos de assento mornos. 2 por semana, inicialmente.

Afus~ * * Afusões das coxas e dos joelhos. * 1 de cada por semana, morno, inicialmente. ;r/WtOMO/MOS COMP101M7MIOS Tanto quanto sabemos, não existem remédios fitoterapêuticos para 242

Arteriosclerose, Angina de peito, Enfarte do míocárdio tratar directamente esta doença. Todavia, certas plantas influenciam  favoravelmente a cura, fazendo baixar a tensão arterial. Alcachofra * 250 g de folhas frescas (ou 100 g de folhas secas) para 1 litro de água fria.  Ferver durante 3 minutos. * Tomar uma chávena antes de cada refeição. Affio * 25 gotas de alcoolatura antes das refeições, por períodos de 2 dias entre os  quais se faz um repouso de 2 dias. * Na antiguidade também era utilizada contra  as mordeduras de cobras. Affio­dos­ursos * Consumir as folhas cortadas em saladas. C&17trântía * Tem as mesmas propriedades que a valeriana. Em Itália consornem­se as folhas  em saladas. Graças à sua riqueza em vitamina C, é um excelente remédio contra o  escorbuto. ESPM170h`0~alVar * 20 gotas de alcoolatura para um copo de água, 3 vezes ao dia. QUOlIdól71.9 * Os seus princípios activos diminuem as contracções e a tensão arterial. Supõe­ se que poderia ser utilizada para a arteriosclerose, mas não se conhece ainda  muito bem a sua posologia. ATENÇÃO1 A quel111c16nia pode provocar graves  Intoxicações. *0 suco de quelidónia é utilizado para eliminar as verrugas. *Misturada com água serve para tratar as oftalmias.

Valeriana­ofícinal *Ferver lentamente 10 g de planta cortada em meio litro de água fria e deixar em  infusão 10 minutos. *Tomar 1 a 3 chávenas por dia. M117701M1~ * Os abusos, a má alimentação, a insuficiência de exercício físico, o stress, os ruídos, a poluição, o álcool, o  tabaco, o aumento de peso são os factores directamente ou indirectamente  responsáveis pelos acidentes cardiovasculares. * Alimentação pobre em collosterol: suprimir ovos, queijos fortes (c@?memb&1­t,  bríe, etc.), fritos, carnes gordas, chocolate, gorduras animais, manteiga  cozinhada, charcutaria, aparas e miudezas (vísceras), café, chá, pimenta  (atenção ao sal), vinho, doces (pastelaria, etc.) cerveja, álcool e, como é  óbvio, o cigarro. 243

Arteriosclerose, Angina de peito, Enfarte do miocárdio A alimentação vegetariana é o ideal. Alternativamente: carne magra, legumes  verdes, peixes (brancos): linguado, carapau, pescada, azevia, etc.; iogurtes,  lacticínios, um pouco de manteiga crua. Alimentos privilegiados: frutos e  legumes frescos, saladas, limão, cebola, alho, óleo de milho, pão integral,  cereais integrais, levedura de cerveja, germe de trigo, cenouras, papas de  aveia. JejUM Deixar o estômago repousar é proporcionar uma segunda juventude ao seu coração.  Cura da fruta. O jejum ou a cura de fruta devem ser praticados após todos os abusos  alimentares. PARA EVItAR OS ACIdENtES CARdIOVASCULARES ­Alimentação vigiada (os vegetarianos não sabem, na maioria das vezes, o que são as doenças card iovascu lares). ­ Desconfiar dos desportos violentos (sobretudo depois dos 40 anos de idade). ­ Estar especialmente atento ao excesso de peso. ­ Evitar os abusos alimentares, de bI@@bidas alcoólicas, de açúcar e pôr de parte o tabaco. ­ Evitar também os medicamentos de conforto e o abuso de todos os medicamentos. ­ O pão integral, os cereais integrais, a levedura de cerveja são excelentes alimentos preventivos dos acidentes cardiovasculares. CONSELHOS ­Desporto moderado: marcha, hatha­yoga, etc. ­Evitar preocupações,  contrariedades, enervamentos. ­ Praticar exercícios respiratórios (ver p. 137). 244

Artrites Artrites v er também Alergias (p. 209) São inflamações nas articulações. Podem sobrevir no  seguimento de inúmeras causas e devem ser vigiadas. M1171a1710(20 ml), Owei 8.9 *                           RaIz do Aryélica (20 m@, Sabugueiro ­ ZIMbro  Azeda­crespa (20 m@, 2 de cada, dia sim dia não, e:               Can&1a (15 Mg, SãlSaCarríl17.7 ­ B0IónIC.7            Alcaçuz (10 m/) * 2 de cada, dia sim dia não.           ­ Deitar as tinturas num frasco de *  Alternadamente, semana sim,            vidro opaco. Agitar com força. semana  não.                           ­Tomar algumas gotas num copo Cura de dragelias:  de água quente, 3 vezes ao dia. ­ Durante 1 mês, 4 drageias por dia.                                  ­Rebentos de cássia em maceOU IMUSãO  ração ou tintura­mãe (20 a 30 Sabugueiro + Zimbro +            gotas, 2 ou 3  vezes ao dia). Salsaparr1117.7 ­k BelónIca 1 pitada de cada planta para 1 chávena, ferver durante 3 minutos e deixar em  infusão 15 minutos. Tomar 3 a 4 chávenas por dia. ~ Zimbro 1 a 3 gotas, 2 vezes ao dia. r[@]j   rintíllw­mfe * Mistura de tinturas: Erva­de~são­joão (30 ml), Aipo (30 1771), As pessoas sujeitas ao artritismo, ao reumatismo, à gota e às contusões devem  preparar a maceração seguinte, indicada por Chornei

Ti­atado das Plantas Úsuais@. Meio litro de azeite virgem (pode ser substítuído por óleo de amêndoas­doces),  30 g de sabugueiro, um punhado de camomila (20 cabeças). Expor ao sol durante 8  a 10 dias ou, para activar a preparação, aquecê­la em banho­maria, em lume  brando durante 30 minu245

Artrites tos, e deixar repousar várias horas. Esta mistura utiliza­se tal qual, em fricção sobre as partes doentes ou  misturada com álcool canforado para aquecimento. Chomei aplicava esta preparação  para resolver inchaços, convulsões e tremores de origem nervosa. COMPIOSS.M O COM.VAM7,75 * Decocçâo de@ SabugueírO ­@­ Lav.Ind,9 2 pitadas de cada planta para meio litro de água, ferver durante 20 minutos,  deixar em infusão 30 minutos. Aplicar em compressas, várias vezes ao dia. A  cataplasma utiliza a mesma decocção, que se mistura com argila de modo a obter  uma pasta homogénea. Repetir várias vezes ao dia. 88/717OS do .75S0J7t0 * Banhos de assento frios (ou mornos). 0817h05 dre vapor * 2 vezes por semana, seguidos de fricções frescas. A fusies * Diárias.­ braços e coxas, alternadamente com fulgurante ­ afusão rectal. CI1MUIão de Neptu17o * AI1M0I7MÇãO A mais conveniente é a alimentaçâo vegetariana. Evitar: caça, carnes vermelhas, gorduras, gorduras animais, manteigas  cozinhadas, fritos, charcutaria, pratos com molhos, pimentos, pimenta (atenção  ao sal), vinho, cerveja, álcool, doces. Alimentos privilegiados.­ levedura de cerveja, alho cru, cebola, alface, uvas, 

papas de aveia, cereais integrais, pão integral, legumes e frutos frescos. L@U Jejum      * É provavelmente a terapêutica ideal e indispensável. Fazer também cura de fruta fresca. 246

Artrose, Reumatismos articulares, Poliartrites o Artrose, Reumatísmos artículares, Poliartrites Ver tarribém Alergias (p. 207), Reurnatismos (p. 538). V Estas afecções podem ser acompanhadas de febre, vermelhidão e deformação das  articulações, que se tornam dolorosas. Sabemos actualmente que este tipo de afecção tem origens plurifactoriais. A  artrose é uma patologia que afecta um grande número de indivíduos. Suspeita­se  que acima dos 55 anos de idade os indivíduos sofrem de problemas articulares  passageiros ou crónicos em proporções que atingem os 40%. Até há pouco tempo existiam poucos tratamentos fláveis, as dores eram associadas  ao envelhecimento, a problemas decorrentes de fracturas, de erros alimentares,  de factores hereditários, etc, Esta afecção caracteriza­se por uma limitação dos movimentos que surge após o  aparecimento de dores. As deformações articulares são frequentes. As crises são  geralmente agravadas pelo frio e a humidade e melhoram com o calor. Nota­se também que o envelhecimento favorece naturalmente a anquilose e a perda  da mobilidade bem como as sobrecargas ponderais. São actualmente propostos diversos tratamentos pela medicina alopática. Os anti­ infiamatórios, em particular, com os seus efeitos secundários bem conhecidos,  deveriam ser reservados apenas aos momentos de crise aguda. A poliartrite reumatóide pode surgir após um choque emocional (ou agravar­se em  resultado desse choque). Para o Dr. Polak, as dores da artrose não se devem, como geralmente se pensa, à  cartilagem, mas sim aos espasmos musculares. É por isso que este médico afirma  que as dores são sempre reversíveis tratando o músculo através da mioterapia. Quanto aos partidários da complementação alimentar, estes consideram que a  vitamina C associada à vitamina E é um tratamento que favo­ rece o  restabelecimento do metabolismo e simultaneamente impede a sua deterioração. 247

Artrose, Reumatismos articulares, Poliartrites o~eA ‘75 * 1@fl BéNIa ­ Fr&ixo ­ Ra1@7ha~oos­Pr­7dOS ­ AlqUOqU&17j& ­ Salguelro ­ HárPagó&ó 1 ou 2 drageias de cada, 1 vez ao dia, por períodos de 3 semanas. Repetir. ou Infusão Sétula ><­ Fr&lxo * Rainha­dos~pr­7dos ­,­ Alqu&quenje Salqu&Iro +  Haroagófilo * 1 pitada de cada planta para 1 chávena de água. * Tomar 3 ou 4 chávenas ao  dia. óleOS 055017CAW715 Bélu127, monta * 2 ou 3 gotas de cada, alternadamente com: N127U11 ­ PInho ­ ZíMbro * Cura de õleo de onagra : 4 a 6 cápsulas de cada por dia, durante períodos de 4  a 6 semanas. Repetir 3 vezes por ano. COffiPI.OSMOS As aplicações de cataplasmas de cebola, de folhas de couve crua e de argila são  recomendadas. ÁRMI1OS OÇO OSSOIMO * Frios ou mornos, 2 ou 3 vezes por semana. Lovagens * 3 por semana com uma infusão de camomila­. 10 a 12 cabeças de camomila para meio  litro de água. Ferver, deixar arrefecer e aplicar. Conservar se possível durante  cerca de 20 minutos. E5717hos de mpor * 2 ou 3 por semana, seguidos de loções frescas. Duches O afi~ *

O Dr. Bilz recomenda em particular aplicações frescas e de curta duração sobre a  parte doente, várias vezes ao dia. Recoffim rItotelapéuticas GáSSI19 * Demolhe a frio em meio litro de água 40 g de folhas secas de cássia. Aqueça em lume brando até ferver. Deixe em  infusão um quarto de hora. * Beber 3 chávenas por dia (entre as refeições). Mistura de: Folhas de Cássía (80 g), Folhas de Frel)(o (40 g), Floies de Rainha­dos­Pr­7dos  (150 9), Flores de urze 248

Artrose, Reumatismos articulares, Poliartrites * 1 colher, de sopa, desta mistura para uma chávena de água a fe rve r. * Tomar,  de preferência, à noite. 2)       Flores o& Sábugue11­0 (309), V&rbe17a­oÀci@7a1 @1,5 g), Ma17j0r0n3 @10 g) * Misturar as plantas e acrescentar a meio litro de água a ferver. Deixar em  infusão durante 20 minutos. * Tomar 2 ou 3 chávenas por dia. 3)       cardo­bonto po g), Anémona pulsátil @15 g), Flores de Verbasco br.917C0 @15 g) * Ferver e deixar em infusão durante 30 minutos em 1 litro de água. * Tomar 2 vezes ao dia durante 6 dias. Fazer uma pausa durante 4 dias e recomeçar (a cura dura ao todo 20 dias). * Existe também uma preparaçao à base de cãssia e de “harpagophytum” pronta a utilizar que se encontra nas  farmácias ou lojas de dietética. * Para um cientista alemão, o Dr. Hauschka, o bambu­cie­tabashir, utilizado há 2 ou 3 milénios no Extremo  Oriente, facilita a reconstrução ó ssea. As farmácias e lojas de dietética  vendem preparações ou tintura­mãe de bambu­de­tabashir. Ca Va15n17.7 Recomendada graças à sua riqueza em sílica que favorece a assimilação do cálcio. Flores de Camomil.7 romana * Em infusão: 20 cabeças de camomila para 1 litro de água. Ferver e deixar em infusão 10 minutos. * Tomar 2 ou 3 chávenas por dia, durante períodos de 15 dias a 3 semanas. Pás de Coreja ­@­ Cáss/a UrtIgas + MIrlilo + CamomIla + Orégão + TOM11170

* Em infusão, 2 ou 3 pitadas desta mistura para 1 chávena de água. Ferver e deixar em infusão 5 minutos. * Tomar 3 ou 4 chávenas ao dia. 1?ai1717a­olos­prados * 1 grande colherada num copo de água a ferver­ deixar em infusão durante 10 minutos. * Tomar 1 chávena durante 15 dias, de 2 em 2 meses. Gemotelwpla * Um tratamento de base pode ser feito com: PInus montana, Ríbes nIgrum, WIS Vi171fOra (éM f.7rMáClá) * O sumo de luzerna pode ser tomado como complemento alimentar (30 g por dia). * Fazer uma decocção com uma mistura (partes iguais) de folhas de Freixo, de H~agophytum e de luzerna. Deitar  50 g de mistura em 1 litro de água. Ferver. * Beber 5 chávenas ao dia. 249

Artrose, Reumatismos articulares, Poliartrites Unção local de óleo de camomila canforada, enriquecida com louro e essência de  manjerona. Alímonffipão * Num dossíordedicado à poliartrite, o Professor Seignalet, do laboratório de  imunologia de Montpellier, comenta que as terapias clássicas têm efeitos  limitados e que a remissão completa é rara e discutível. De facto, o tratamento  deste tipo de patologia limita­se, na maioria das vezes, a uma acção sobre as  dores. O tratamento que testou em doentes com poliartrite reumatóide dita evolutiva  consiste em seguir um regime dietético. Em 85 doentes que tentaram este  tratamento, apenas 46 conseguiram segui­lo; as directivas fundamentais eram as  seguintes: comer alimentos crus, de preferência biológicos; suprimir todos os produtos  lácteos; suprimir os cereais, à excepção de pequenas quantidades de arroz. Os resultados positivos obtidos são particularmente interessantes porque,  segundo diversos estudos, atingem­se quase 80% de resultados positivos, após um ano de alteração do regime alimentar inicial. Esta  orientação alimentar deve ser feita de forma imperativa e sem qualquer  tolerância e pode incluir peixe e carne crus. (Ver Alergias, p. 207). Alimentos  privilegiados: Todos os alimentos crus, couves, beterraba, cenoura, frutos  frescos e secos, cebola, alho, aipo, ba~ gas maduras de groselha, de cássia,  etc. jejum É um excelente regenerador. * Praticar 1 ou 2 dias por semana. * Cura de fruta, especialmente de uvas, no Outono. OU&« fl~Mentos * As massagens, a electroterapia e a acupunctura podem complementar um tratamento.

* A horneopatia, por seu lado, utiliza diversas substâncias, entre as quais  Sulphur, Kalium carb, Bryonia alba, Arnica, Nux vomica, Medorrhinum, Thuya, em  diluições que variam de 5 a 30 CH. * A autornassagem das partes situadas próximo das zonas doentes permite também aliviar as dores, com óleo de  sabugueiro do Dr. Chomel: 30 g de sabugueiro para meio litro de azeite 250

Artrose, Reumatismos articulares, Poliartrites (ou óleo de amêndoas­doces). Acrescentar 20 cabeças de camomila. Deixar macerar  8 dias ao sol ou aquecer a mistura em banho­maria durante 30 minutos para acelerar a preparação. Deixar repousar 2 dias, filtrar e misturar em partes  iguais com álcool canforado. Fazer 1 ou 2 massagens por dia. RECEI7A ANrL4R7R0SE Esta receita é citada por inúmeros autores. Teria principalmente uma acção remineraiizante. Prepara­se da seguinte maneira: ­ Uma casca de ovo, de preferência biológico. Depois de retirar as aderências no interior, reduzi­ia a pó; espremer 2 limões. Deixar a casca dentro  do sumo de limão durante toda a noite: esta dissolve­se, ­ Tomar 2 colheres, de sopa, por dia, se possível em jejum ou antes das refeições, durante 8 dias. Parar durante 4 dias e recomeçar. ­ A mesma preparação pode ser feita utilizando vinagre de cidra. O tempo de diluição e a posologia são idênticos. SOPA ­ 2 cenouras, 3 dentes de alho, salsa, 2 cebolas. Moa tudo. Acrescente 1 litro  de água, ferva cerca de 10 minutos e deixe repousar meia hora. Beba esta mistura  morna ao longo do dia. CONSELHOS As actividades devem ser adequadas a cada caso. Não devem de modo nenhum ser  constrangedoras, mas devem, contudo, ser diárias de modo a não permitir que se  instalem endurecimentos musculares prejudiciais. 251

Asma Asma P odem ser consideradas várias causas: alérgicas, respiratórias, nervosas,  alterações no modo de vida, acção de certas substâncias odoríferas, etc. (ver  também Alergias, p. 209). ‘0189ei 495 * Hor,@ ­ TassIlag&m 2 drageias de cada, dia sim dia não, com: V.71kiána ­ Salva * 2 drageias de cada. * Seguir o tratamento durante 1 semana, alternando com: atlelidónl.? ­ ~basco­branco * 2 drageias de cada, dia sim dia não, com: V,glorIána ­ AngélIc.7 * 2 drageias de cada. OU IMUSiO * Hwa 1 Tussíla_~ + V.71enana + SaIV.7 * 1 pitada de cada planta para 1 chávena grande de água. Ferver 2 minutos e deixar em infusão 15 minutos. *  Beber 4 chávenas por dia, durante 1 semana, alternando com.QU&IldónIg +  Vorbasco­branco + Valáriána + A ngélIc.7 * 1 pitada de cada, ferver durante 2 minutos e deixar em infusão 15 minutos. ­ Tomar 4 chávenas por dia. ReceIMs lf rItotelopoutica­9

Alcar.9via * Infusão de 10 g de planta para 1 litro de água. * Tomar 1 chávena depois das refeições. É utilizada para a produção do kumm&l  (álcool à base de cominhos). Angé1À@a­oo,s~bosqu&s 15 g de raiz para 1 litro de água a ferver. Deixe em infusão 10 minutos. * Tomar meia chávena por dia. Arnica­da­montanha ATENÇÃO1 Este planta é perigosa em doses elevadas, por via oral. Provoca  vertigens e vómitos. Só deve ser tomada sob aconsolhamento de um especialista. * A infusão e a decocção de flores faz­se à razão de 5 g para 1 litro de água; de folhas, 10 9 para 252

Asma 1 litro de água; de raízes, 4 g para 1 litro de água. * Tomar 1 a 3 chávenas por dia, sob receita médica. * Antigamente, os habitantes dos Alpes utilizavam­na como tabaco, fumando as folhas ou aspirando­a pelo nariz  como rapé. Aspéru127­odorífera * Infusão de 20 g de planta para 1 litro de água. Não deixar em infusão mais de 8 minutos, de modo a evitar um  gosto amargo. * Tomar 2 ou 3 chávenas por dia. * Esta planta pode também ser eficazmente utilizada para perfumar a roupa e preservá­la contra os insectos. Em  certas regiões produz­se “  vinho de Maio”, uma excelente bebida preventiva  obtida por maceração de aspérula em vinho branco. Assafétid.7 Planta originária do Irão e do Afeganistâo e cultivada em França como planta  ornamental. ATENÇA01 É uma planta abortival Tem também uma forte acção sedativa. Betóníca­oficInal Infusão de 20 g de planta para 1 litro de água. Ferver durante 2 minutos e  deixar em infusão durante 10 minutos. Tomar 2 chávenas por dia, depois das  refeições. Carnornila (matricárlá) e c.7morní127­rom.717.7 * Infusão de 10 g de planta para 1 litro de água a ferver. * Tomar 3 ou 4 chávenas por dia. Catalpa As folhas e os frutos contêm uma substância chamada catalpina, útil no 

tratamento da asma e da tosse convulsa. * 10 g de folhas para 1 litro de água. Ferver durante 2 minutos e deixarem infusão 10 minutos. * Tomar 2 chávenas por dia. Drós&ra­de­fol17as­r&dondas * Infusão de 10 g de planta seca para meio litro de água a ferver. Deixar em infusão 10 minutos. * Beber 2 chávenas por dia. * Tintura­mãe*: 1 litro de álcool a 700 para 200 g de planta. Tapar a garrafa e deixar macerar 2 semanas à  temperatura ambiente. Agitar, 2 vezes por dia. * Tomar 15 gotas misturadas a água, 2 vezes ao dia. Efedra * Em infusão ou tintura­mãe. ATENÇÃO1 Não utilizar esta planta sem consultar um especialista. * Utilizam­se diferentes espécies de efedra na medicina asiática para tratar as afecçôes pulmonares. No Iraque, em cavernas do neanderthal, encontraram­se restos de efedra,  provavelmente 253

Asma utilizada para cerimônias e oferendas funerárias. Os indios da América do Norte  bebem­na em decocção, como estimulante e como suporte para a adivinhação. É17U13­CaMpa17a *  Infusão da raiz: 30 9 de raiz para 1 litro de água fria. Deixar macerar 12 horas, aquecer sem deixar ferver. *  Beber uma chávena morna por dia que pode adoçar com mel. *  Pode também ser tomada macerada em vinho branco durante pelo menos 1 semana, *  Na Alsácia prepara­se o vinho 11 reps” misturando a parte subterrânea seca da planta com mosto de uva preta  fermentada durante o Inverno. Erv.?­cldrelra *  Infusão de 10 g de planta para 1 litro de água a ferver. *  Beber 2 chávenas por dia, quente e adoçada com mel. *  As folhas maceradas em vinho serviam antigamente para tratar as mordeduras de escorpião, de aranhas e de  cães. Estr29Mónio *  Utiliza­se sob a forma de cigarro ou em pó. ATENÇA01 Esta planta é tõxica. Não utilizar sem o conselho de um  especialista. Encontrámos um trabalho sobre os efeitos antiasmáticos dos cigarros de estramónio, de beladona e de meimendro.  Estas 3 plantas pertencem à mesma família do tabaco. Estes cigarros foram  considerados por Trousseau como “quase milagrosos”. Eles foram até há pouco  tempo muito utilizados em França. O autor deste trabalho confirma que fumar  estes cigarros tem um efeito calmante em ataques de asmas.

M917j6eron.7 * Infusão de 10 g de planta para 1 litro de água a ferver. * Tomar 3 chávenas por dia durante 1 mês. Repetir. Menta * Infusão de 10 g de planta para 1 litro de água a ferver. * Beber 2 chávenas por dia. Pímpínela * Infusão de 10 g de planta para 1 litro de água. Ferver durante 3 minutos e deixar em infusão 10 minutos. * Tomar 2 ou 3 chávenas por dia. S.7114.7­OfIC117.71 * Infusão de 10 g de planta para 1 litro de água. * Tomar 3 chávenas por dia fora das refeições durante 3 semanas. Repetir. Ta17c17.7gem * Decocção de 20 g de raizes ou de folhas para 1 litro de água 254

Asma (ou eventualmente de vinho branco). *Beber 3 chávenas por dia durante 3 semanas. Tussilagem *Infusão de flores, 10 g para 1 litro de água a ferver. Deixar em infusão durante 15 minutos. *Beber em média 4 chávenas por dia, depois de filtrar a tisana de modo a retirar os detritos que podem irritar a garganta. Dioscórides  aconselhava­a em fumigações para tratar doentes asmáticos. Plínio, o Antigo, era  partidário de utilizar as folhas frescas. Na antiguidade servia para fazer  amadurecer os abcessos dos seios. Para evitar os ataques de asma D~0A15     * *Cura de drageias de prõpolis: 2 a 4 drageias por dia durante 1 mês. *Ou em extracto líquido, 10 a 20 gotas 2 vezes ao dia. *Fazer o tratamento no Outono e na Primavera. A seguinte preparação dá bons resultados: 117fusão é QU&Ildó171a ­@­ LaVanda Valeroana + TomIlho * 1 pitada de cada planta + 5 ou 6 rodelas de nabo; ferver durante 3 minutos e deixar em infusão 15 minutos;  adoçar com mel. * Beber à noite, de preferência. Receitas da medicina monãstica, arte médica dos Irmãos de São João de Deus (Fato  Beno F~01IV

IMUSãO d.9 SOgUI1M0 Misturl?.. TussIla~ (foffias, 20 g), TIlía (flores, 20 g), Altel,9 (ralz 10 g), PíMpínela  (raíz lo g), MaIv,7 (flores, 10 g), Sabugueír0 (flores, 10 9), Marroio branco  (erva, 10 g), Alcaçuz (r.71z, 10 g), Hortelã­pím­­nta (foffias, log) * Misturar as plantas e deitar uma colher da mistura numa chávena de água a ferver. Deixar em infusão 30 minutos,  filtrar e adoçar com sumo de framboesa ou de cássis. * Beber 3 chávenas por dia, depois das refeições. ó10OS 055017CIOIS Por instilação num difusor de aromas, algumas gotas de Ilavanda ou de oucalipto. 255

Asma Outros óleos essenciais: Alho, AngélIca, Bomeol Ca/opute ESP117h01ro alvalHortelã P~17la, IríS, V.71&­  ,ríana, Verbena­aroinátíca 7ZIMUrOS­MãO Mistura de tinturas­mãe: HIssopo (25 m,9, ­­nula­campana (20 rng, Tomíl17o (20 ml), CaMOM17.7 (20 m,9,  Extracto fluído de Dróser.7 (10 m,9, Extracto flulolo de Alcaçuz (5 M/) Deitar todos estes líquidos num frasco de vidro opaco. Agitar bem. Tomar algumas gotas numa chávena de água, 3  vezes ao dia, antes das refeições. 8m7hos de vapor * Banhos de vapor curtos, de 20 a 30 minutos aproximadamente. Repetir 3 vezes por semana, seguidos de um duche  morno ou de uma fricção. 8M71705 dO V27POr dos ~ 1 ou 2 vezes por semana, seguidos de uma fricção fresca. Para parar os ataques de asma ­ Mergulhar os pés e as mãos em água quente e fazer aplicações de compressas quentes no esterno. Mergulhar, em  seguida, os pés e as mãos em água fria (5 minutos em água quente e meio minuto  em água fria). Repetir se necessário. 08/711OS de OSSeIMO Banhos de assento frios, 3 vezes por semana. Afus~ * ­ Afusâo das coxas, de manhã.

Afusão dos joelhos e do rosto, à noite. A111n01M80o Alinientação sóbria e variada. Alimentos privilegiados: levedura de cerveja,  legumes e frutos frescos, alho, cereais integrais, pão integral, etc. JOjUJ77 Fazer, de vez em quando. E também cura de fruta. 256

Asma OutMS MOMMOIMOS Todas as medicinas oferecem um grande leque de tratamentos para esta doença: * A horneopatia preconiza, entre outros: Kalium carbonicum, Arsenicum album, lpeca, Lobelia, Kalium nitricum,  Sambucus, Turbeculum. * O tratamento isoterapéutico, especialmente em casos de alergia às poeiras caseiras, pode ser prescrito, ou  uma dessensibilização por isoterapia urinária em diluições de 7­12 ou 30 CH. * Acupunctura * Osteopatia * Quiroprãtlca * Mioterapia * Curas termais * Espelleoterapia, etc. A asma segundo a mecânica biótica A “verdadeira” asma instala­se no seguimento de uma falsa asma, tratada com  cortisona e broncodilatadores. Para a mecânica biótica, a “falsa asma” provém dos stresses vibratórios tóxicos,  acumulados nos pulmões. Pode ser erradicada graças a uma limpeza destas  acumulações. A origem tóxica ocorre nas crianças, especialmente no seguimento de poluições  por vacinação (B.C.G.), climáticas e urbanas. A transmissão hereditária da  memória da água para a memória do ar, passada erradamente no nascimento ou no  seguimento de partos com epidural, bem como problemas afectivos ou de identidade  podem também ser responsáveis por alergias. A qualidade da gestação e do  nascimento tem uma grande importância na gênese desta doença. Todavia a asma é,  antes de mais, a manifestação de um problema de identidade e de  hipersensibilidade face ao meio ambiente. Repondo em fase o movimento biótico das células pulmonares, a aplicação biótica  faz desaparecer as manifestações da falsa asma e torna os pulmões aptos a  efectuarem trocas.

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Astenia nervosa CONSELHOS ­A marcha é muito aconselhada. ­ Ver Endurecimento (p. 132). ­ Vigie também o excesso de humidade, as poeiras ambientais, o ar condicionado e, obviamente, o tabaco. ­ Exercícios respiratórios (p. 137). Astenia nervosa R~IMS fitoffiMpétItica­9 Á,coro­ verd27dehro, ou 1.7 v,17nd.7 Utiliza­se em tisana ou em banhos. Para os banhos: 30 g de raiz ou 30 g de flores para 1 litro de água a ferver. Deixe ferver durante 15 minutos e  deixe em infusão 20 minutos. Filtre e mis­ ture na água do banho. ATENÇÃO1 Não tomo banho à noite o não ultrapasse os 15 minutos. Alecrim Em vinho, infusão ou em banhos. Vinho de alecrim: 100 g de planta fresca para 1  litro de vinho de boa qualidade; deixar macerar durante 15 dias. Filtrar. Tomar  1 pequeno cálice, de licor, por dia, durante 15 dias. Repetir. * Banhos de alecrim: 100 g de alecrim para 2 litros de água. Ferver durante 15 minutos e deixar em infusão 10  minutos. Acrescentar à água do banho. * 1 ou 2 banhos por semana. Ginse/79 * Ferva 20 g de raiz para 1 litro de água durante 1 minuto. Deixe em infusão durante 15 minutos. * Tomar uma chávena, de manhã e à noite. * Esta planta é considerada uma panaceia e um afrodisíaco. Foi apreciada pelos imperadores da China, que, todos  os anos, organizavam uma expedição à Manchúria para a sua colheita. Foram os 

diplomatas russos que popularizaram esta planta na Europa. 258

B ­ Blenorragias, Gonorreia ­ Esquentamento ­ Boca (Afecções bucais, Estomatites, Piorreia, etc.) ­ Bronquites, Traqueítes, Catarro das vias respiratórias ­ Bursite (Higrorna)

Bienorragias, Gonorreia ­ Esquentamento Blenorragias, Gonorreia Esquentamento E stas afecções caracterízam­se por um corrimento muco­purulento dos órgãos sexuais. Este surge alguns dias após o coito com urn(a) parceiro(a)  contamínado(a). É indispensável um tratamento médico. Note­se que, mesmo em casos de relações sexuais duvidosas, o parceiro ou a  parceira podem não ficar obrigatoriamente contaminados. É portanto indispensável  que exista um terreno predisposto à doença. A relação sexual neste caso  específico é apenas o catalisador de várias fraquezas, que poderiam ter­se  manifestado numa outra ocasião, sob uma forma diferente. Compreende­se por conseguinte o interesse de um tratamento das  causas profundas, de modo a que o corpo fique apto a defender­se em caso de  agressões exteriores. Banhos de 05501M0 * * Banhos de assento quentes * Ou banhos de assento Kneipp, 2 vezes por semana. 8817h05 de vapor * ­ 2 por semana, seguidos de duches frescos e refeições vigorosas. LL(@'j Dragelas SoIsg d­­ p,7stor ­ AgrImôniã 2 drageias de cada, alternando dia sim dia não com: 7aiw17agem ­ Zimbro ­ Bardai7a ­ 2 drageias de cada. ~ L a V.717da

­ 2 gotas, 3 vezes ao dia. ou.. S27ssafrás @citido por G170m01) * 1 ou 2 gotas, 3 vezes ao dia. ou TerebIntIna * 2 gotas, 2 vezes ao dia. Diárias: do peito e das costas fulgurante. (@@    Alimen&Ção * Vegetariana, de preferência. 260

Boca (Afecções bucais, Estomatite, Piorreia, etc.) *  Contra­indicações: carnes gordas, álcool, cerveja, vinho, especiarias, sal  (reduzir), agúcar (reduzir), conservas, aparas e miudezas (vísceras),  charcutaria, maionese, caça, etc. * Alimentos privilegiados: saladas cruas, levedura de cerveja, romãs, laranjas,  limões, cereais integrais, amêndoas, amendoins, tâmaras, frutos sécos, uvas. jejum Pode ser utilizado como terapêutica de purificação e de limpeza. Cura de frutos,  especialmente de uvas e alperces. CONSELHOS Vigie a higiene sexual e o tratamento simultâneo do(da) parceiro(a). Boca (Afecções bucais, o Estomatite, Piorreia,, etc.) V igie particularmente a dentição, o fígado, a vesícula biliar, o estômago, etc.  Faça uma higiene rigorosa da boca, escove os dentes com frequência. Consulte o  seu dentista para limpar o tártaro. Veja também “Aftas”, p. 198 ­ “Dentes”, p. 356. Cura de prõpolis: 4 drageias por dia durante 1 mês. Repetir várias vezes ao ano. OU JAIMUSiO * Salva ­ Espinheiw alvar + Erva­benta + Malva 1 pitada de cada planta para uma chávena grande de água. Fer~gei ,is Salva ­  Espin17eii­o alvar * 2 drageias de cada, durante a manhã. Erva­benta ­ Malva

* 2 drageias de cada, durante a tarde. 261

Boca (Afecções bucais, Estomatite, Piorreia, etc.) ver durante 3 minutos. Deixar em infusão 15 minutos. Tomar 3 chávenas por dia,  fora das refeições, durante 3 semanas.  Repetir. óleos essenclois Cr.7VO­de­cabecinha 1 ou 2 gotas, 3 vezes ao dia. Limão 2 gotas, 2 vezes ao dia. In      LIVOgons do bow Decocção (para fortificar as gengivas): Carvalho (lo'117as) ­k Brun&1a * Bístorta * 1 pitada de cada planta para uma chávena de água. Ferver durante 15 minutos e  deixar em infusão 20 minutos. * Fazer várias lavagens por dia, seguidas de uma  massagem das gengivas com um pedaço de pano de algodão. Terminar com uma lavagem  com água morna. O padre Kneipp aconselha: ­ Lavagens da boca com uma decocção de: S.?/V.? + Cav,911n17,9 @]1 PefiffiffiCO Confeccione este dentífrico para fortificar as suas gengivas. Ingredientes: ­ Uma pequena colher de sal marinho não refinado, cerca de 15 gotas de uma  mistura de óleos essenciais de crevinho, orágáos, monta, segurolha. Deixar  embeber, acrescentar água e argila verde, misturar tudo muito bem de modo a  obter uma pasta untuosa. 8,117/705 *

* Banhos dos pés derivativos, 2 vezes por semana. * Banhos de assento frios ou banhos de assento com fricções, dia sim dia não. ÁRiviffios de vapor * ­ 3 vezes por semana. Duches o Offisões * * Diários. * Afusão das pernas e dos braços, alternando com uma afusão do rosto e da  cabeça. * Afusão rectal. CintUI§O £0 NO.ONJ7O Recomendado. 262

Boca (Afecções bucais, Estomatite, Piorreia, etc.) Receitas fitoffimpéu~S Carvaffio­comum * Decocção da casca­. ferver 20 g durante 15 minutos em 1 litro de água. * Fazer  3 lavagens da boca por dia, GerânIo Ervg­de­são­roberto * 10 g em 1 litro de água fria. Deixar em infusão e em seguida ferver durante 10  minutos. * As folhas frescas podem ser mastigadas. * Fazer 3 lavagens por dia. SalVa 011C1M1 O 7ÕM11170 * Preparação como para as anginas (p. 233). * Fazer 3 ou 4 lavagens por dia. Tor~ntIlha * 1 g (equivalente a uma ponta de faca) de pó do rizoma (em água ou vinho  tinto), 4 vezes ao dia. * Utilizada também para o corrimento branco das mulheres  (10 9 do rizoma para 1 litro de água). Affineaffi00* Como em todas as doenças digestivas, a alimentação tem um papel preponderante. * Ver eventualmente Prisão de ventre (p. 522). * Contra­indicações: álcool, vinho, cerveja, tabaco, gorduras animais, manteiga  cozinhada, fritos, conservas, charcutaria, maionese, especiarias, açúcar, doces,  etc. * Aliniontos privilegiados: alho, cebola, levedura de cerveja, limôes, laranjas, toranjas, legumes e frutos  frescos, óleo de milho, cereais integrais, trigo, arroz, trigo sarraceno,  cevada, aveia, pão integral, etc. * Vigie a mastigação. * Não comer alimentos dema~ siado quentes nem tomar bebidas geladas. jk, /um

* Acompanha e completa judiciosamente o tratamento natural da piorreia e de  outras afecções bucais. * 1 dia por semana, a fruta. * Cura de fruta de estação;  pêssegos, peras, uvas. 263

Bronquites, Traqueítes, Catarro das vias respiratórias Bronquites, Traqueites, Catarro das vias respiratórias v er também Anginas (p. 233). O corpo deve, em qualquei­ circunstância, ter a possibilidade de resistir às  agressões exteriores. As bronquites, as traqueítes e outras afecções de Inverno  são uma expressiva ilustração da diminuição das defesas naturais. Por que razão é capaz um indivíduo de fazer face sem problemas a um Inverno rigoroso enquanto outro, nas mesmas condições, fica doente? A resposta é  simples: o organismo resistente adapta­se às condições climáticas enquanto o  fraco cede. Temos de concluir que o frio não é a causa profunda da afecção, mas  apenas o seu “detonador”. 80/7h05 * * Banhos dos antebraços e dos pés com uma decocção de: L31,ar`da ­@­ SablIgUeIrO + EUC.711p10 *  2 pitadas de cada planta para meio  litro de água. Ferver durante 15 minutos, deixar em infusão 20 minutos.  Acrescentar 4 ou 5 litros de água. Proceder aiternadamente, 5 minutos para os  braços e 5 minutos para os pés. Passar por água fresca. 01v90i OS * É17U18­CaMpana ­ ESCabIOSa 2 drageias de cada. Marro/o ­ TOMílho ­ S&1ó17À@a * 2 drageias de cada. * 1 vez por dia,  alternadamente, dia sim dia não. £!U IM/5J0 * Enula­campano Escabiosa + “arrolo Tomiffio ­@­ BêtónIca * 1 pitada de cada planta para 1 chávena grande de água. Acrescentar 3 cravos­ de­cabecinha. Ferver 3 minutos e deixar em infusão 15 minutos. * Tomar 4 ou 5  chávenas por dia. ó10OS OSSOMISIS Orégãos

2 gotas, 3 vezes ao dia. LLWi =J 8.717hOS dO V.T.00r ­ 2 vezes por semana, seguidos de uma afusão fresca e de uma fricção. 264

Bronquites, Traqueítes, Catarro das vias respiratórias Ouches e vfu~s Das coxas e do peito. Rectal, 2 vezes por semana. Receit,75 fitoterapêutic.vs A11s0íro * Comer os frutos. Amor­perfeito * Infusão de 10 g de raiz para 1 litro de água fria. Ferver 3 minutos e deixar em infusão 15 minutos, * Tomar 2 chávenas quentes por dia. EUGalIpto * Infusão de folhas secas: para 1 litro de água deitar 10 g de folhas secas e deixar em infusão 10 minutos. * Tomar 3 chávenas por dia. * Banho: 20 g de folhas secas (podem misturar­se com uma quantidade igual de folhas de tomilho). Deixar em infusão em 1 litro de água a ferver e acrescentar ao banho (duração do banho: cerca de 15  minutos). Falso­escarnbro&lro * A compota dos seus frutos é utilizada na Europa Central como antiescorbútico. Glecoma @erva­de­são­joão) * Infusão das pontas (frescas ou secas) em água a ferver. * Tomar 2 chávenas ao dia. * A tintura­mão (composta de metade de sumo e outra metade de álcool a 700, que se deixa

repousar durante 1 mês) tem as mesmas propriedades que a infusão. É também  diurética. Pínho * Infusão dos rebentos. Deixar macerar a frio e em seguida ferver 3 minutos e deixar arrefecer. * Tomar 3 chávenas por dia, durante 8 a 10 dias. PO/í ‘919/27 * Dec~o de 10 g de planta para 1 litro de água. * Tomar 3 chávenas por dia, durante 8 a 10 dias. Sanícula­europeía * Infusão de 10 9 para 1 litro de água, adoçada com mel. * Tomar 3 chávenas por dia, durante 8 a 10 dias. Saponária­ofícl@7a1 Decocção do rizoma (10 g de plantas) para 1 litro de água.  Deixar em infusão durante pelo menos 6 horas, ferver e deixar arrefecer. * O nome desta planta curiosa provém da sua capacidade de fazer espuma na água. Foi utilizada no passado para  lavar tecidos de lã e branquear rendas. TomIlho o Tom1117o­erv.7­ursa * Mesma preparação que para a asma (p. 252) TUSSil­790m * Infusão de 10 g de folhas ou flores para 1 litro de água a ferver. Deixarem infusão 10 minutos. * Toma­se à razão de 3 chávenas ao dia. 265

Bronquites, Traqueites, Catarro das vias respiratórias Verb.7SCO * Infusão das flores acabadas de abrir, secas e conservadas no escuro, 1 ou 2 pitadas para uma chávena de água.  Ferver durante 1 minuto e deixar em infusão 10 minutos. * Beber 2 ou 3 chávenas por dia. * As flores cozidas em leito utilizam­se em aplicações externas contra as dores,  as hemorróidas e as úlceras. (@@ ­411M0IMOÇãO * Alimentação quente: privilegiar  as sopas e os purés de legumes. Frutos frescos, laranjas, limões, toranjas,  quivis. Contra­indicações: alimentação gorda, difícil de digerir, fritos,  conservas, charcutaria, etc. Alimentos privilegiados: figos, uvas, maçãs  reinetas, jujuba, tâmaras, cebolas, puré de trigo, mel. MUM    * Obtêm­se melhorias notáveis por meio de jejuns curtos. 1 dia a fruta. Cura de uvas e de alperces. RECEM ­ Macerar durante a noite 1 ou 2 cebolas cortadas finas num pouco de azeite. Comê­las no dia seguinte, adoçadas com mel (segundo Chornel). rRAMMEN70 KNEIPP De manhã, lavar o corpo todo com água fresca, em seguida fazer uma fricção e  voltar para a cama. Todos os dias, fazer uma afusão superior fresca, se o corpo  estiver quente. De manhã o à noite, tomar uma tisana de casca de carvalho +  cavalinha. Casos dificeis: fazer uma loção fria no corpo ao sair da cama, depois  voltar para a cama durante 1 hora. Todos os dias, duches e afusões dos joelhos.  Todas as semanas, 2 banhos frios curtos (30 segundos). Tisana de urtigas (2 a 6  chávenas por dia): 20 9 de planta fresca para 1 litro de água. Ferver durante 2  minutos. Deixar em infusão 10 minutos. 266

Bursite (Higroma) CONSELHOS Suprimir o tabaco. Ver Endurecimento (p. 132). Arejar os quartos. Lavagens eventuais com uma  infusão de camomila: Deitar 8 a 10 cabeças em meio litro de água, ferver e  deixar em infusão 15 minutos. Fazer a lavagem, morna, 1 a 2 horas antes de  deitar. Bursite (Higroma) r E indispensável um acompanhamento médico. Trata­se de uma reacção inflamatória  específica que afecta um tendão, uma rótula, um cotovelo, etc. Os autores americanos relatam bons resultados obtidos graças à acupunctura e a  quiroprática. Todavia é, muitas vezes, necessária uma intervenção cirúrgica. Em  fitoterapia aconselham­se geralmente diversas plantas anti­inflamatórias.  Existem, contudo, poucos dados convincentes sobre o tratamento desta doença.  Certos homeopatas prescrevem Rlius toxicodendron em diluição de 30 CH, bem como  Bryona 5 CH, Calium iodatum 5 CH, etc., mas na nossa opinião trata­se apenas de  tratamentos preventivos ou para evitar recaídas. Atençãol Esta planta é perigosa. Não utilizar sem consultar um especialistalli * Em tintura­mãe em álcool a 400. * Pode também utilizar­se misturada com tintura de consolda. 267 7117tUM­MiO Em uso externo: AMICa 1n0171.717a

Cabeça (dores de) Cabelo (queda do), Caspa Cãibras Cálculos biliares (litíases)  Cálculos urinários Cancro Catarata Celulite Ciática Cicatrização de feridas e  hemostáticos Cistite Colesterol Colibacilose Cólicas hepáticas Cólicas  intestinais Comichão Conjuntivite, inflamações oculares Constipação (de cabeça)  Contusões ­ Golpes Convulsões Coqueluche ­ Tosse convulsa Coração ­ Afecções  cardíacas Coreia (Dança de São Gui) Corrimento branco Costas (dores nas)  Cuperose

Cabeça (dores de) 1 Cabelo (queda do), Caspa Cabeça (dores de) v er Enxaquecas (p. 377). Cabelo (queda do), Caspa A queda do cabelo é frequente, particularmente em certos homens depois dos 40  anos. As outras causas possíveis são: herpes, tinha, tratamentos médicos, etc. Deve observar uma higiene minuciosa e utilizar champôs à base de essências de  plantas ou de óleo de cade. F131c00 Fricções com uma decocção de: Tomíl17o + Bélula 3 pitadas de cada planta para meio litro de água. Ferver durante 20 minutos e  acrescentar 3 ou 4 pitadas de urtigas. Deixar em infusão durante 30 minutos e filtrar.  Fricção diária, depois da lavagem com champô. Afusão Da cabeça, 3 ou 4 vezes por semana. Massagem do couro cabeludo. Alin701MO­00 Consumo de legumes crus, cereais integrais (arroz), levedura de cerveja, frutos  secos, amêndoas, nozes, etc. Se tiver a pele gordurosa e caspa: vigie  obrigatoriamente a alimentação. Suprimir: gorduras, manteiga cozinhada, fritos,  charcutaria, salmoura, cerveja, vinho, etc. Apresentamos algumas receitas antigas, esquecidas por quase todos, e que poderiam, como parece, fazer milagres.

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Cabelo (queda do), Caspa Para fazer parar DOCOCÇãO V117053 C0P11,ar de MOIMPOIller Adianto + Híssopo 1 litro de vinho tinto de boa qualidade e 10 boas pitadas de cada planta.  Aquecer em banho­maria até ficar reduzido em metade. Fazer fricções diárias com  esta a queda dos cabelos mistura. Este tratamento faz parar a queda de cabelo e, ao que parece, fá­lo  voltar a nascer. Como alternativa ao adianto, utilizar: Foto + Mksopo ­ Mesmas proporções, mesma mistura, mesma utilização. Para fazer voltar a nascer o cabelo * 50 nozes verdes, esmagadas, misturadas em meio litro de azeite. Acrescentar 50 g de alume. Mexer e deixar  esta mistura repousar durante 3 meses. Moer e depois filtrar. * Friccionar o couro cabeludo todas as manhãs. Esta mistura faz nascer o cabelo. * Uma decocçâo de musgo dos prados teria as mesmas propriedades. * Estas receitas não têm qualquer perigo, ouãws fficeitas Bardana­cofnum * Em tintura­mãe: 30 g para meio litro de álcool a 700. Deixe macerar uma semana e acrescente um copo de água  destilada. Filtre. (citado por autores antigos) Deve ser utilizada como loção.

Bélula­branca Um copo (cerca de 250 mi) de seiva de bétula fresca em 250 ml de  álcool a 450. Aplicar em loção (é possível fazer esta loção utilizando as  folhas. Neste caso, deixe­as macerar durante 5 dias e depois filtre). Noguelra Utilizar uma decocção de folhas (30 g) para 1 litro de água a ferver,  para lavar o cabelo (receita grega). Urtíga Em tintura­mãe: 200 g de folhas frescas para meio litro de álcool a 700.  Deixe macerar 3 dias. Utilizar em loção depois de diluída em água. CONSELHOS Não utilizar champÔs anticaspa, são demasiado agressivos. Alimentação sóbria.  Alimentação com tendência vegetariana. 271

Cãibras Cãibras P odem manifestar­se por meio de contracções persistentes dos músculos ou  contracções corri relaxamentos variáveis. Podem também ocorrer em certas posições: corpo inclinado, mão crispada (cãibra dos escritores), etc. Á0m90i ‘75 * ArgOn&W (001e1711117a) AbSI@7tO * 3 drageias de cada no momento da crise e durante os 3 ou 4 dias seguintes. GOA91a_rW1 * 3 drageias por dia, durante 1 mês (repetir várias vezes por ano). OU IMUSãO * Arwn,117.7 (potent,717.9) + AbSI@7t0 * 3 pitadas de cada planta para 1 chávena de água. Ferver durante 3 minutos.  Deixar em infusão 15 minutos. * Tomar 3 chávenas por dia. ó10OS OSSO17C1815 CaMOM17.1 ­ 2 gotas, 3 vezes ao dia. 8.9J7h05 * ­ Banhos de assento frios e curtos, 2 vezes por semana. Ágo17hos de mpor * Tomado no momento da cãibra, o banho de vapor permite o relaxamento rápido dos  músculos. Banhos de vapor da parte ou do membro afectado, seguidos de uma loção  fresca e de uma fricçâo. OUCI1OS o ‘MUS495 * Duche quente da parte doente (mão, pé, nuca, etc.) terminando com uma afusão  curta, mais fresca. Afusão dos joelhos. Afusão das coxas e do baixo­ventre, 

afusão rectal. Affi77e17M00 * Ligeira, fácil de digerir, sem excitantes. * Contra­indicações: álcool, vinho, cerveja, tabaco, especiarias, conservas,  manteiga cozi272

Cãibras nhada, charcutaria, maionese, carnes gordas, ovos, pratos com molhos, doces e  pastelaria, tc. e’ Alimentos privilegiados: levedura de cerveja, germe de trigo, cereais  integrais, pão integral, frutos frescos: laranjas, limões, ananás, alperces,  uvas, legumes verdes: alhos­porros, salsa, couves, espargos, funcho, feijão­ verde, alcachofras, etc. w jejum * Descontrai e relaxa. Também aconselhamos: * Cura de fruta. * 1 dia, a fruta. A£ GUNS CONSELHOS DO PADRE KNEIPP *Se os estados espasmódicos afectam a cabeça ou a nuca, dar banhos de vapor a essas partes do corpo (efectuam­se com um recipiente cheio de  água a ferver, com a cabeça coberta. O vapor provoca a sudação). *No abdômen: banhos de vapor de assento + camisa molhada quente de “flores de feno”. *Espasmos no estómago: ­Camisa de flores de feno quente, 2 ou 3 vezes por semana. ­Cinturão de Neptuno. ­ Dia sim dia não, semicúpio frio (banheira) muito curto (3 segundos). *Cãibras no útero: ­Todos os dias­ de manhã, andar descalça sobre a pedra molhada (ou sobre a erva  húmida, ou sobre tijoleira fria); ao deitar aplicar uma loção fresca completa. ­ 2 banhos de assento frios por semana. *Espasmos do peito, cãibras dos pés o das mãos­ Todos os dias uma afusâo  superior e uma afusão dos joelhos, 3 vezes por semana. ­Andar descalço sobre a erva húmida 5 a 15 minutos,  dependendo da estação. * Cãibras abdominais com cólicas: ­ Banhos de assento com “flores de feno” + maillots quentes sobre o baixo­ventre + infusão de argentina. ­ Recomendam­se também: Banhos dos pés quentes seguidos de loções frias.

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Cálculos biliares (litíases) ­ Infusão recomendada: Mil­follws * Erva de­sãoyoão ­k Camomila ­@­ Funcho 1 pitada de cada planta. Deixar levantar fervura. Deixar em infusão 15 minutos.  Tomar, de preferência, à noite. * Kneipp preconiza tomar argentina em infusão em leite quente. * O cioreto de magnésio pode também dar bons resultados. CONSELHOS ­Praticar o endurecimento (ver p. 132). Cálculos biliares (litiases) C aracterizam­se frequentemente por dores na região do estômago (espasmos  estomacais), muitas vezes, seguidas de vómitos. Em caso de cólica hepática, o  doente sente dores violentas na região do fígado e do estômago, e estas dores  podem subir até ao ombro direito. As causas: abuso de alimentos gordos, de gorduras animais, vinho, temperamento  colérico, desgostos, preocupações, etc. ­ 1 pitada de cada planta para uma chávena de água. Ferver duDente­de­loão ­ saxífi­ag8          rante 3 minutos e  deixar em in­ 2 drageias de cada.                       fusão 15 minutos. Urtígas ­ P.71­1etáría           ­  Beber 3 ou 4 chávenas por dia. 2 drageias de cada. Alternadamente, dia sim dia não. 01/ IMUSãO * DoMO­de­leãO I’ S8Xffir8g.7 + Urtígas + Pgríetár127 Viir     ó100.9 Alecrín7

2 ou 3 gotas, 3 vezes ao dia. Ou: 274

Cálculos biliares (litíases) L imão 2 gotas, 3 vezes ao dia. 80/71,05 de Ossento * * Banhos de assento quentes, com massagem do baixo­ventre, 2 vezes por semana. * Banhos de assento frios. @w       00/7/705 dO V2POr 2 banhos de vapor por semana. Receitas da medIcina monástica, arte médica dos Irmãos de São João de Deus  ffiata Se/7o Frat0111) QuelIdóma rkervz?, 20 g), Camom11.7 @20 g), Erva­cIdrelra ffioffias, 20 g). * Misturar as plantas e deitar 1 pitada desta mistura em 1 chávena de água a ferver. Deixar em infusão 3 minutos  e depois filtrar. * Beber 1 chávena quente, 3 vezes ao dia. DUCI705 o ?fusões * Afusões das coxas e do baixo­ventre. Receitas fitOMIspêuticos Alcachofra Infusão de 100 g de folhas em 1 litro de água fria. Ferver e deixar em infusão 15 minutos. Beber 3 chávenas  por dia. C171córIa selvagem Infusão de 20 g de raiz em 1 litro de água fria. Ferver  durante 3 minutos. Deixar em infusão coberta. Beber 2 chávenas ao dia. A mistura  de raizes de chicória e de ruibarbo é ligeiramente purgante, aconselhada às  crianças. Fumáría 10 g de planta para meio litro de água fria. Ferver e deixar em infusão 15  minutos. Filtrar. Tomar 1 chávena antes de cada refeição. ATENÇÃO1 Esta planta é 

ligeiramente tõxlcal A medicina popular utiliza­a para tratar as afecçôes  crónicas da pele. Potasíte Infusão de 10 g de raiz em 1 litro de água a ferver. Ferver 2 minutos e deixar  em infusão 15 minutos. Beber 2 chávenas por dia. <2i1elIdónia Infusão de 15 g de raizes secas (eventualmente 30 g de planta) em 1 litro de  água fria. Ferver e deixar em infusão 10 minutos. Tomar 3 chávenas ao dia, entre  as refeições. ATENÇÃO1 É uma planta tóxica, deve ser tomada sob prescrição de um  especialistal 275

Cálculos urinários l@ M   AlimelMação * Alimentação sóbria. Vigiar a boa mastigação dos alimentos. * Contra­indicações­. manteiga cozinhada, fritos, pratos cozinhados, maionese, charcutaria, carnes gordas,  gorduras animais, pastelaria, cremes, chocolate, chá, café, especiarias, vinho,  cerveja, álcool, açúcar, etc. * Alimentos privilegiados­ alcachofras, nabos pretos, azeite, limôes, toranjas,  tomates, ceboIas, alho, morangos, alcaparras, uvas, dente­de­leão, azedas, aipo,  salsa, espargos, funcho, alhos­porros. ­ Beber muita água (limonada). w       JOjU,07 * É evidente que deixar repousar os órgãos digestivos durante algumas horas só  pode ser saiuta r. * Dias a fruta. * Cura de fruta, por exemplo, uvas ou morangos. CONSELHOS Atenção à cólera, ao nervosismo, às contrariedades. Ver também: ­ Exercícios físicos (p. 133). ­ Repouso (p. 135). ­ Respiração (p. 137). ­ Cinturão de Neptuno (p. 148). Cálculos urinários C aracterizam­se, muitas vezes, por dores frequentes e Insuportáveis na região da bexiga, acompanhadas de vontade frequente de urinar, suores frios,  febre, prisão de ventre, dificuldade em urinar, urina com sangue, etc. Ver também Âmbar (p. 172). ÁO

ÁrigeÃOS Bétula ­ samo de Tílía­selvagem ­ VIlOurea (Solídago) * 2 drageias de cada. GInómodo ­ Grama * 2 drageias de cada. * Alternadamente, dia sim dia não. 276

Cálculos urinários OU IMUSãO * Sétula ­k samo de TIlía­se/va yoM * Vir~rea + Ginórrodo + Grama * 1 pitada de cada planta para 1 chávena de água. Ferver durante 3 minutos e  deixar em infu­ são 10 minutos. * Tomar 4 ou 5 chávenas por dia. ó/005 OSSOMIZIS (@@ GerânIo 2 gotas, 3 vezes ao dia. ZImbro ­ 2 gotas, 3 vezes ao dia. COMPrOSS.65 * Chomel preconizava: * Uma compressa quente sobre o baixo­ventre com uma infusão de Coroa­de­rei + Camomilia. * Aplicar e repetir várias vezes ao dia. 8817h05* Banhos de assento quentes (de 10 a 20 minutos), seguidos de um banho de assento frio (de 2 ou 3 minutos).  Banhos de assento com fricções, seguidos de fricções no baixo­ventre. Duches o afusões * ­ Duche das coxas e do baixo­ventre, diários. ­ Fulgurante. Receitas da medicina monãs. tica, arte médica dos Irmãos de São João de Deus  (Fato 8e17e Fratelli) Camornila (20 g) sétula (fO1)@as, 10 g), ca Valinha (erva, 10 g), Gr~­PeqUeA9  (rlZOMa, /o g), Rosa (frutos, 10 g), Aspérul.7 (10 g), Sabuquelro (flores, /o 

g), Urtig­9S (f011WS, 10 g). * Misturar as plantas, 1 pitada da mistura para 1 chávena de água a ferver; deixar em infusão 5 minutos. * Tomar 3 chávenas por dia, entre as refeições. FOIMOCO~O C1M17058 Trígonella foenum­graecum Feno­grego ­ 10 g de feno­grego para meio litro de água. Tomar 2 chávenas ao dia. Recei~ fitoteMpêutícas A1quequ&i7j@9 Consumir as bagas (conhecidas sob o nome de cerejas de Inverno) cruas ou em  decocção: 30 g de frutos secos para 1 litro de água. 277

Cálculos urinários Geteraque 00h',adin17.?) *Ferver a planta e beber 1 copo desta decocção por dia. E179OS *Infusão de 15 g de raiz para 1 litro de água fria. Ferver 3 minutos e deixar em infusão 10 minutos. *Tomar 2 chávenas ao dia. M11170 *A tradição peruana preconiza beber água obtida por decocção das “barbas” de milho (jovens). *Retire as “barbas” de 3 maçarocas de milho e deite­as em meio litro de água. *Tomar 2 ou 3 chávenas por dia. S.@/S.? *Infusão de 10 g de grãos de salsa para 1 litro de água a ferver. Deixar macerar coberta durante 20 minutos. *Tomar 1 chávena à noite. ZIMbro *A infusão das bagas de zimbro esmagadas em leite de cabra a ferver, em aplicações durante vários dias sobre as partes doentes, faz  desaparecer os cálculos (receita popular). Alimentaçjo * Beber muita água. * Contra­indicações: chá, café, chocolate, carnes gordas, charcutaria, aparas e vísceras, man~ teíga cozinhada,  espinafres, azedas, sardinhas, anchovas, fritos, conservas, salmoura, açúcar,  pastelaria, etc., vigiar o consumo de sal. * Alimentos priviligoados: castanhas, grão, cebola, alho, morangos, framboesas, 

frutos maduros, pêssegos, alperces, laranjas, cereais integrais, pão integral,  sumo de mirtilos, etc. jejum * Na condição expressa de beber muita água. * Cura de morangos ou de uvas. CONSELHOS Não negligenciar: ­os exercícios respiratórios (p. 137); ­os endurecimentos (p.  132); ­andar a pé, descalço, na á gua e na erva húmida, na Primavera. 278

Cancro Cancro A DEVASTAÇÃO DO CANCRO Uma das certezas que temos sobre esta doença é que as mortes provocadas por cancro estão em progressão constante. A mortalidade tripl icou  desde os anos 30. Era então de 60 mortes por ano por 100 000 habitantes.  Actualmente os números sã o da ordem de 190 por 100 000 habitantes; certos  cancros têm um crescimento quase exponencial, como o do pulmão, por exemplo, cuja taxa de mortalidade foi multiplicada por 7. Se em matéria de tratamentos a medicina e a cirurgia podem reivindicar alguns  êxitos e se os cancerólogos consideram que 40 a 50% dos cancros são curáveis,  estes números não levam em conta as recaídas após cinco anos. Isto não altera em  nada a realidade dos factos, porque actualmente cada vez mais pessoas contraem  cancro e morrem. Em 1971 o presidente americano Richard Nixon declarou a guerra ao cancro. Cinco  anos deviam bastar, segundo ele, para vencê­lo e erradicá­ ~lo defin ítívam  ente. Apesar de todas as promessas dos cientistas da época e de vários milhares  de dólares gastos em investigaçã o, os êxitos prometidos transformaram­se num  grande fracasso. Desde então continua­se a investigar, mas sem se saber muito  bem o quê. Conseguem­se, contudo, algumas remissões em certas formas de cancro: é o caso do  cancro dos testículos nos jovens, da doença de Hodkin e dos cancros do estômago. Para Yvan Illitch, a taxa de sobrevivência durante cinco anos para o cancro da mama é de 50%. Não se demonstrou, contudo, que esta taxa diferisse da  dos cancros não tratados. Certos povos não conhecem o cancro Ainda existem actualmente povos que não conhecem nem o cancro nem as doenças cardiovascu lares (os Hunzas, os Abkhazes, os habitantes de  Vilcacamba, do Altai, de Lacutia, etc.). Também é um facto que estes povos só  foram parcialmente tocados pelas benesses da civilização ocidental. Talvez se  deva aqui observar uma relação de causa/efeito.

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Cancro 2 pessoas em 3 morrem de uma doença degenerativa No nosso mundo civilizado e hipermedicalizado, 1 pessoa em 4 é ou será vítima  de cancro. E o Dr. J. P. Willem (presidente e fundador da associação Médicos de  Pés Descalços) conclui que, se acresce ritarm os a iriortalidade por doenças  cardiovascu lares, pode­se afirmar que 2 pessoas em 3 vão morrer no seguimento  de uma doença degenerativa. Somos obrigados a reconhecer que se trata do mais  desastroso fracasso para o niundo científico médico. A única constatação que se impõe e que é irrefutável é que o fiagelo progride,  apesar de todos os esforços desenvolvidos para o erradicar. Progrediu até muito  mais rapidamente nestes últimos trinta anos, corri a generalização da utilização dos métodos intensivos de produção na agricultura,  os adubos, os pesticidas, a propagação dos efeitos nocivos da indústria civil ou  militar, da energia nuclear, etc. Todavia, já desde os anos 20 que os investigadores tinharil feito uma aproximação entre o cancro, a alimentação e certos tipos de poluição. E já falavam também do papel do siress. Estes trabalhos só agora começam a ser  considerados pelos poderes públicos: “Temos a prova de que os cancros e os vários tumores variam de país para país e de região para região. Entre os riscos de cancro, nenhum é mais  importante do que a nutrição e o tipo de alímentação” (Advances in cancer  research, 1980 ­ Academic Press, New York). A alimentação é a causa A diferença das taxas de mortalidade por cancro da mama em função dos países não  deixa qualquer dúvida sobre o papel da alimentação no mecanismo de cancerização. Com efeito, com 28,7 mortes por 100 000 habitantes, a Grã­Bretanha é o líder  incontestado da mortalidade por cancro da mama entre todos os países 

industrializados. A Espanha tem 17,1, a França está na 23.’ posição com 19,7 por  100 000 habitantes. Os países do Extremo Oriente são os que têm as taxas de mortalidade mais baixas: a China tem 4,6, e o Japão 6,3. Veja­se que estes dois países consomem poucas gorduras animais e poucos ou nenhuns produtos lácteos. 280

Cancro Há cinquenta anos Delbet, professor catedrático de medicina, coristatava que a  deficiência de magnésio dos nossos alimentos era, ria sua opinião, uma das  principais causas do cancro. Realçava tarribém que esta carência tinha corno  causa os adubos agrícolas à base de potássio. Para André Voisin, que era professor na Escola Veterinária de Maisons­Alfort, os  adubos azotados acumulados na agricultura desnaturam os solos e geram carências em cobre. Considerava também que esta carência é uma  causa provável do crescimento do mecanisi­no de cancerização. A despistagem funciona? Quanto à despistagem precoce, o Dr. André Gernez comenta que, apesar de haver  progressos reais no diagnóstico do cancro da mama, este só é descoberto tarde de  mais. Quando atinge 1 g, a sua massa comporta então 1 milhar de células (para 1  cm de diâmetro), ou seja, já está no 8.’ ano da sua evolução. Abaixo desta  dimensão é praticamente irripossível de diagnosticar e daí a dificuldade das  despistagens precoces. Além disso, o tratamento actualmente proposto só se faz  quando o tumor maligno é localizado. As nossas actuais condições de vida implicam uma multiplicação dos factores de  risco de cancerização. Contudo, André Gernez afirma que a reversibilidade da cancerogénese é possível em certos casos porque as células  mutantes são frágeis no início e basta um reforço do organismo para as  erradícar. Realça que para que um cancro seja viável são necessárias  circunstâncias excepcionais. Só então se torna irreversível. O tempo necessário  a essa irreversibil idade exige cerca de cinco anos. O que significa que todos  nós, em certos momentos das nossas vidas, produzimos cancros, mas, na maioria  das vezes, eliminamo­los. Para o Dr. Gernez, basta precipitar a erradicação  destas células antes que o cancro seja diagnosticável graças às nossas técnicas  actuais, pondo o corpo em estado de acidosel . ‘ Escolhemos certas teorias sobre a origem e o tratamento, das muitas  existentes, entre as quais algumas são muito controversas. Quanto a nó s,  estamos convencidos de que para fazer recuar este flagelo e explicar a origem  das doenças, é impossível recorrer a um único factor, porque é o conjunto de  circunstâncias ambientais e genéticas que são responsáveis pelo seu  desenvolvimento. Pensamos também que só um

retorno a um modo de vida saudável e a um estrito respeito pela Natureza pode  inverter de forma significativa esta situação. 281

Cancro A prevenção não é suficiente A prevenção preconizada pelos Poderes Públicos não é totalmente inútil, mas é  insuficiente pois Iii­nita­se a desaconselhar o álcool e o tabaco. Tal corno vimos anteriormente, inúmeros tipos de poluição podem ser causas  detonadoras, como aconteceu no caso de Tchernobil. A explosão desta central  nuclear causou, realmente, a morte de muitas pessoas e será responsável por um  aumento de cancros, particularmente o cancro da tiróide. Pode­se também pôr em causa a poluição electromagnética, a poluição do ar, da  água, dos alimentos pela industrialização da agricultura, mas também pela utilização de agentes cada vez mais eficazes utilizados para a sua  conservação, aromatização, coloração e emulsionização. Utilizamos na alimentação  do gado um número cada vez maior de antibióticos. Certas bactérias tornam­se  mutantes e acabam por se tornar resistentes a muitos destes antibióticos.  Transformam­se então, nos nossos intestinos, num reservatório potencialmente  virulento, para o qual os tratamentos clássicos não são eficazes. O intestino: um órgão­chave na luta contra o cancro As bactérias da flora intestinal formam, por si só, um ecossistema. Têm  múltiplos papéis vitais no nosso organismo. Constituem também uma verdadeira  barreira imunológica capaz de se opor à implantação de bactérias estranhas  (particularmente germes patogénicos), sejam elas de espécies microbianas  externas às da flora intestinal ou provenientes de famílias estranhas às suas  próprias espécies. Demonstrou­se também a acção antitóxica desta barreira. Certas toxinas mortais (como as citotoxinas e  as enterotoxinas de Clostridium difficile) são neutralizadas e tornam­se  inofensivas graças a esta barreira intestinal. A flora participa em vários outros processos fisiológicos, como a degradação do  colesterol ou a transformação dos sais biliares e das hormonas sexuais. São  verdadeiros “aliados internos” que sintetizam as vitaminas do grupo B (13,2) e a  vitamina K. As suas interacções com o organismo são extremamente complexas.  Existe, por conseguinte, um equilíbrio real entre o nosso sistema imunitário e  as bactérias dos nossos intestinos. Apesar das investigações e dos diversos métodos de análise desenvolvidos durante 

o último século (estudo da flora fecal, métodos de análise 282

Cancro diferencial, quantitativa, testes respiratórios, técnicas de criação de anirnais  estéreis, métodos genéticos e cromatográficos), o nosso conhecimento sobre este  assunto continua muito modesto. O que é certo é que qualquer desequilíbrio da  flora bacteriana intestinal pode ter consequências graves sobre a saúde. OS ANTIBIóTICOS: UMA GRANDE AMEAÇA PARA A SUA SAúDE O regime alimentar pode alterar a sua composição, mas este fenômeno não é  suficientemente conhecido para que nos seja possível tirar conclusões  definitivas. O que podemos dizer é que os antibióticos são uma grande ameaça  para a nossa flora intestinal. Os antibióticos alteram sempre o ecossistema intestinal *  Em primeiro lugar destroem as bactérias que asseguram as defesas imunitárias. É certo que não eliminam as espécies (e mesmo se assim acontecesse, estas recon stitu ir­se­ iam), mas são nocivos para o  equilíbrio interno porque o modificam. Novas bactérias passam a dominar, e estas são, por vezes, espécies nocivas ou, pelo menos, são incapazes  de assegurar o funcionamento da nossa imunidade. *  Os antibióticos diminuem também inúmeras funções metabólicas, por exemplo, a redução e a produção de ácidos gordos voláteis. Esta redução é  responsável pela má absorção do açúcar e do sódio, pela não degradação dos  ácidos biliares e pela retenção de água nos intestinos. *  Se ainda não conhecemos a influência dos antibióticos sobre a motricidade intestinal, as experiências demonstram, em contrapartida, uma  diminuição da resposta imunitária no seguimento da destruição da flora  intestinal. Sabemos também que o organismo permanece em equilíbrio graças à flora  bacteriana, que tem um papel em inúmeros processos metabólicos. 283

Cancro Se este equilíbrio é perturbado, a flora pode tornar­se a fonte de estados  patológicos. O desequilíbrio do pH gástrico, a imunodepressão, a desnutrição, a  quimioterapia, as anomalias anatómicas, as doenças tais como a cirrose podem favorecer a expansão dos geri­nes presentes em pequenas  quantidades, que graças à sua actividade enzii­nática transformam os nitratos em  nitritos. Estes podem então associar­se a aminas secundárias de origem alimentar  e formar nitrosaminas cancerígenas. É assim que a deturpação da acção enzimática da flora pode tornar­se responsável por certos  cancros gástricos. Os antibióticos geram aberrações no intestino A transformação bacteriana é o segundo perigo ligado à degenerescênia da flora  bacteriana. No seguimento de uma fragilização da barreira bacteriana  (antibioterapia ou SIDA), as bactérias patogénicas podem infiltrar­se nos  gânglios linfáticos e causar uma infecção geral. Uma proliferação anon­nal da flora pode também ser a causa da síndroma de má  absorção. As bactérias desviam em seu proveito, por acção enzimática, as  vitaminas e os alimentos e privam os seus hospedeiros das substâncias que lhes  são necessárias. Finalmente, o desequilíbrio entre o nosso corpo e as bactérias intestinais pode favorecer a acção dos microrganismos  patogénicos, tais como as salmonelas, as chigelas e as iersínias. O papel da flora bacteriana intestinal é por conseguinte tão importante que  certos investigadores pensam que o seu desiquilíbrio é a causa maior do  aparecimento de diversas doenças, tais como os cancros, a SIDA e as doenças  infecciosas. Mas a medicina moderna tem poucos conhecimentos sobre esta matéria. O PONTO DE VISTA DOS NATUROPATAS Todas estas teorias confiri­nam a abordagem empírica de certos naturopatas que  pensam que, ao se impedir a doença febril de se manifestar com a ajuda dos  antibióticos, evita­se ou diminui­se a febre. A evacuação da doença pelas vias  naturais tais como a transpiração não pode 284

Cancro fazer­se. A consequência é que esta peri­nanece e manifesta­se alguns anos depois sob a forma de doenças degenerativas. Foram aliás observadas rernissões e  curas de cancros no seguimento de uma hiperterinia importante. Quanto aos naturopatas do século passado, que começavam a observar certos  cancros, as suas conclusões nã o diferiam muito. * Para o padre Kneipp, um mau tratamento médico podia ser uma das causas desta doença. O que o fazia afirmar que um cancro era a fase final de  doenças abortadas. Ele dizia também que a cura só é possível se o mal for  atacado logo no seu início. Utilizava compressas de argila, de alume, de aloés,  de tormentilha, de cavalinha (tratava em particular lesões externas).  Acompanhava o seu tratamento com uma alimentação saudável, pouco salgada e sem  especiarias. * O Dr. Bilz preconizava uma alimentação estritamente vegetariana, banhos de vapor e afusões frescas. * Para Kuhne, a alimentação vegetariana estrita impoe­se, acompanhada de banhos  de assento com fricções. DOIS CASOS DE CURA NATURAL A cura de uvas de Johanna Brandit Johanna Brandt, no seu livro A Cura de Uvas, conta­nos a sua vitória sobre a sua  doença. Tendo contraído um cancro no estômago em 1921, os médicos davam­lhe seis  semanas de vida. Começou então a fazer curas de jejum umas a seguir às outras e,  se a doença regredia durante o jejum, parecia retomar o seu vigor quando  recomeçava a alimentar­se. Concluiu que o seu cancro prosperava em razão de uma  alimentação rica em proteínas animais. Johanna começou então a alimentar­se  apenas de uvas e, como por milagre, o tumor desapareceu em seis semanas. Ela  apresentou então ao mundo inteiro a sua descoberta e conseguiu convencer alguns  cépticos. O seu método foi experimentado com êxito em casos em que os especialistas tinham falhado. 285

Cancro Guy Claude Burger redescobre os instintos originais do homem Mais perto de nós, Guy Claude Burger, dotado de uma sólida fori­riação  científica, canceroso aos 26 anos, põ e em causa todas as teorias alimentares  existentes, incluindo o(s) vegetarianismo(s). Recorre à instintoterapia, segundo  a qual a cozedura e a arte culinária que dela decorre perturbaram o nosso  instinto inicial. Esta teoria preconiza uma alimentação estritamente crua e  exclui os produtos lácteos. Propõe­nos redescobrir o nosso instinto original de  modo a sermos capazes de escolher a nossa alimentação em função das nossas  necessidades organicas. O jejum parcial é preventivo No que toca a prevenção, a maioria dos autores parece estar de acordo: para o  Dr. Gernez e para o Dr. J. P. Willem, autor de Laprévention active des cancers,  a colocação do corpo em estado de acidose é a melhor maneira de o evitar. Este  método consiste em reduzir a nossa alimentação uma vez por ano, no final do  Inverno. Este jejum parcial obriga o organismo a queimar as suas reservas e  favorece a eliminação de células malignas. ­ Este regime consiste em consumir alimentos ricos em indolos: couve, brócolos,  salsa, alecrim, e dar um lugar importante aos legumes crus. Esta cura inicial  comporta a supressão dos produtos considerados alcalinos: bicarbonato de sódio,  carbonato de cálcio, magnésio. ­ Este regime é acompanhado de um complemento de selénio associado às vitaminas  A, C e E, e a um conjunto de oligoelementos: crómio, cobalto, enxofre e,  acessoriamente, vanádio e sílica. ­ Esta cura dura 30 dias e termina com a ingestão de colquicina e de hidrato de cloral. 286

Cancro 44 MÉTODOS DE PREVENÇÃO DO CANCRO 27 conselhos para uma alimentação saudável 1 .O jejum (ver o capítulo que lhe é dedicado na página 128), a efectuar particularmente em caso de stress, de contrariedades, de medos e,  evidentemente, quando tiver praticado abusos alimentares. 2. Evite o álcool e o tabaco. 3. Faça frequentemente curas de fruta, coma legumes, especialmente couves,  brócolos, beterrabas, nabos. De uma maneira geral, dê preferência a alimentos  ricos em vitamina A, B (segundo certos autores), C e E, e privilegie os  alimentos integrais: cereais, arroz, trigo, pão, biscoitos, bem como óleos de  primeira pressão a frio: azeite, óleo de girassol, de cártamo, etc. 4. Varie a sua alimentação consumindo produtos provenientes de todos os grupos alimentares. 5. Coma alho. Inúmeros estudos confirmam: o alho tem um poder antioxidante. Mostra­se eficaz na prevenção do cancro, de certas patologias  cardíacas e de patologias ligadas ao envelhecimento. Segundo o Dr. Pianto,  director de Investigação no Memorial Sloan­Kettering Cancer Center, o alho  diminui de forma significativa os riscos de cancro da mama e da próstata e impede o aparecimento de tumores. A  Universidade de Michigan realça a sua acção sobre o cancro do estômago. Em  Sidney demonstrou­se que o alho reduzia a dimensão dos tumores da pele. 6. Dê preferência aos alimentos naturais, provenientes de cultura biológica ou tradicional. Prefira os alimentos provenientes de pequenas  explorações agrícolas vendidos directamente nos mercados. 7. Evite sistematicamente os alimentos com corantes (E123), conservantes (E220), conservadores (E250), antioxidantes (E321), bem como os  produtos que contêm estabilizantes, espessantes, emulsionantes, gelificantes,  agentes de textura, agentes de sapidez, aromatizantes (particularmente os  artificiais), etc. 8. Coma alimentos frescos e crus.

9. Evite comer e beber alimentos demasiado quentes ou gelados. 287

10.    Consuma produtos tais corno o pólen de flores, a espirulina, a levedura de cerveja, as algas marinhas, os trigos e grãos gerrilinaZ­1 dos, a geleia real, a acérola, o espinheiro (estes dois frutos são ricos em  vitarnina C), etc. 11.    Consuma alimentos ricos em magnésio. (0 papel do magnésio foi demonstrado pelo Prof. Delbet.) A carência dos nossos alimentos provém da  utilização maciça de adubos potássicos na agricul­ tura. O magnésio encontra­se  nos solos férteis e nos organisi­nos vivos, na clorofila (todas as plantas com  pigmentação verde, saladas, etc.). A sobrecarga de potássio rompe a harmonia  sódio­potássio­cálcio­magnésio, e daí a impossibilidade de produzir uma alimentação adequada às necessidades reais dos homens e dos animais. O ser  humano tem necessidade de assimilar diariarnente magnésio, e a sua carência  implica sempre um processo pré­degenerativo. O magnésio intervém também na utilização dos açúcares pelo organismo. Se existir  carência de magnésio, os açú cares e a glicose (incluindo os naturais) tornam­se  inutilizáveis e podem a longo prazo tornar­se cancerígenos e favorecer o  aparecimento de doeuças ateromatosas. Eis a título indicativo o teor em certos  alimentos de magnésio (mg/kg): ­ Amêndoas          ..............................             2500 ­ Trigo integral         ................... ........          1600 ­ Amendoins          ................... ............          1800 ­ Arroz integral           ..........................            700 ­ Salada .     ........ ..............................           350 ­ Avelãs       .......................................         1400 ­ Figos, tâmaras, alperces                ..........             850 ­ Frutos frescos e legumes                 ........     60 a 250 * A quantidade de magnésio diária aconselhada é de 350 mg, o que corresponde a 3 ou 4 fatias de pão integral. * O consumo de cloreto de magnésio (ou produtos equivalentes) só deve fazer­se sob prescrição médica ou de um especialista e deve ser proscrito em casos de insuficiência renal.

Cancro 12. Evite as cozeduras prolongadas. Prefira as baixas terriperaturas e a cozedura no vapor. 13. Evite os pratos complicados, feri­nentados, envelhecidos, a charcutaria, as  carnes fumadas ou grelhadas. 14. Evite as misturas complicadas numa mesma refeição. 15. Evite toda e qualquer sobremedicação, se possível dê sempre preferência a tratamentos sem toxicidade e sem efeitos secundários. 16. Beba água de boa qualidade. 17. Só coma quando sentir fome, abstenha­se quando não tiver apetite. Nunca se  esforce para comer. 18. Coma com tempo, mastigue com cuidado. 19. Faça curas de frutos (especialmente de uvas). 20. Faça frequentemente curas com infusões desintoxicantes. 21. Evite as manteigas cozinhadas. 22. Evite os açúcares e os alimentos que os contêm. 23. Modere o consumo de sal e de especiarias. 24. Evite o café, o chá e o chocolate. 25. Evite os queijos fortes. 26. Repouse, durma bem. 27. Adopte uma alimentação vegetariana ou lacto­vegetariana que lhe pareça apropriada. Não existem, contudo, estatísticas oficiais comparativas  da taxa de cancros nos vegetarianos e nos não vegetarianos. Mas estes  apresentam, todavia, uma maior resistência às doenças cardiovascu lares, aos  reumatismos e ao eczema. 17 maneiras de viver melhor para evitar o cancro 1. Evite fazer análises de sangue e dar sangue repetidamente. Segundo Georges Beau, a perda de plasma provoca uma estimulação da divisão  celular que permite compensar as perdas e restabelecer o equilíbrio. 2. Preocupe­se em ter uni bom trânsito intestinal.

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Cancro 3.  Favoreça a oxigenação natural por meio de exercícios respiratórios,  transpiração e actividades físicas. Excreite­se: o cansaço físico é  indispensável ao bom funcionamento corporal e ao relaxamento. 4.  Habitue o seu corpo a ser mais resistente, ande a pé, descalço, pratique o endurecimento (ver o capítulo dedicado a este assunto na p. 132). 5.  Evite as exposições ao sol. 6.  Tenha hobbies, paixões, etc. 7.  Se tiver de fazer longas viagens de avião, com mudança de fusos horários ou de estação, habitue­se progressivamente. 8.  Privilegie os materiais naturais no seu meio ambiente. Evite o amianto, use vernizes naturais e tintas sem diluentes: existem actualmente no  mercado produtos garantidos não tóxicos. 9.  Prerira sempre os tecidos e lençóis naturais (lã, algodão, seda, linho) aos tecidos sintéticos, especialmente os triboeléctricos, na roupa que usar em contacto com a pele. 10. Evite as exposições frequentes à poluição electromagnética limitando: * Os exames médicos repetidos, tais como radiografias ou scanners. Estes só devem ser feitos se forem absolutamente necessários. * A exposição frequente e permanente diante de aparelhos de televisão. A ilha de  Santa Helena, famosa por ter sido a prisão de Napoleão, tem uma particularidade:  as crianç as desta ilha não têm praticamente perturbações comportamentais. Para  o fisiólogo Tony CharIton, isto deve­se a uma estabilidade da célula farniliar,  a uma ética de trabalho na escola e também à ausência total de aparelhos de  televisão. Para este investigador, a incidência entre o comportamento, o stress  e a depressão não pode ser mais evidente. A sua conclusão é a seguinte: quanto  maior for um número de televisores maior será o número de depressões. As  hiperfrequências compreendidas entre 100 kHz e 300 kHz têm um poder de  penetração nos tecidos. * Os telemóveis, os fornos microndas, os ecrãs de computador, os C. B.

* Os radares civis e militares e as antenas de satélite. * A proximidade de cabos de alta tensão.

Cancro li. Evite viver em locais onde a intensidade sonora é elevada. Na Argentina alguns médicos pediram a proibição da venda de walkinans portáteis que  ultrapassem os 80 decibéis. Segundo a Dr.’ Monica González, “a música rock  arriplifica os sons graves, o que não modifica imediatamente a capacidade de  audição, mas pode desenvolver posteriormente uma diminuição da capacidade de  percepção dos sons agudos e desenvolver por conseguinte uma surdez precoce”. 12. Evite o sobrcaquecimento dos apartamentos. 13. Evite os estrogéneos (escolha outro método contraceptivo, o método Billings,  por exemplo). 14. Se tiver de fazer uma biópsia, tirar uma verruga, um sinal ou qualquer outro  tipo de excrescência, aconselhe­se sempre antes com o seu médico naturopata. 15. Não ataque de maneira brutal a febre, em caso de doenças infecciosas, gripe,  constipação, anginas, por meio de uma antibioterapia sistemática. A febre  acelera a fagocitose e participa na destruição da célula cancerosa. 16. Utilize antioxidantes naturais tais como a vitamina C. 17. Verifique as obturações dentárias e substitua as que contêm mercúrio. MÉTODOS DE DESPISTAGEM E TRATAMENTOS COMPLEMENTARES E “ALTERNATIVOS” DO CANCRO’ Para parafrasear o Prof. Bilz, é muito mais simples evitar uma doença, mesmo  muito grave, mas é certamente muito menos espectacular do que curá~la. É por  conseguinte preferível não ter de recorrer a um tratamento médico, mesmo se este  for classificado como suave ou diferente. 2 Apresentamos apenas alguns métodos marginalizados pela medicina oficial.  Fornecemo­los, evidentemente, apenas a título informativo, e não devem opor­se a  um eventual tratamento em curso. Alguns deles apresentam (tal como os tratamentos  oficiais) alguns inconvenientes e devem ser administrados por praticantes  experientes. 291

Cancro A despistagem através da fotometria Elaborado pelo Dr. Arthur Vernes, este método consiste em fornecer ao corpo a  possibilidade de lutar contra o cancro de modo a tornar o terreno refractário  aos tumores. A evolução da doença cancerosa pode por conseguinte ser seguida corri uma grande  eficácia. São utilizados 16 solutos para fazer regredír os tumores que podem ou tornar­se facilmente operáveis ou mesmo desaparecer. A ionoquinésia Foi elaborada pelo Dr. Janet, discípulo de Arthur Vernes. A íonoquinésia  mobiliza os iões positivos e complementa o tratamento do Dr. Vernes. O campo  eléctrico fica regulado, e os valores bioelectrónicos voltam ao normal. Inúmeros cancros são influenciados pelos efeitos deste método: o cancro do  cólon, da mama, da próstata, os tumores no fígado, no colo do útero, etc. Nos  casos avançados este método tem a vantagem de exercer uma acção calmante sobre as dores. A biologia electrónica Elaborada em França pelo Prof. Vincent, não se trata de um método para curar o  cancro, mas apenas para avaliar o estado do terreno. Permite seguir a evolução  da doença e a eficácia do tratamento aplicado. Em funçã o dos dados recolhidos,  as alterações permitem agir com precisão sobre a alimentação e sobre a  medicação. Na verdade, o terreno canceroso é alcalino, e à medida que o alimento ou os  medicamentos alteram as curvas do pH e do rH2, aumentando­o e diminuindo a sua resistividade, precipitam a alcalinização e a cancerização.  Deve­se por conseguinte escolher uma alimentação e medicamentos que tenham um pH  e um rH2 fracos e uma resistividade importante de modo a tornar o terreno ácido. 292

Cancro A cristalização sensível Foi elaborada em 1930 pelo Dr. Pfelffer. Quando uma fina camada de cloreto de  cobre em dissolução se cristaliza numa placa de vidro, produz­se um ajuntamento  repartido de fori­na mais ou menos difusa. Acrescentando pequenas diluições  orgânicas, os cristais ordenam­se tomando uma configuração especial. A experiência repetida  milhares de vezes demonstra que as imagens obtidas variam em função da qualidade do produto examinado. Consegue­se assim definir o sinal específico da doença bem como o do órgão doente. É portanto possível obter, a partir de um exame extremarnente simples, o estado  de uma patologia degenerativa vários anos antes do seu aparecimento. Pode­se  então intervir eficaz e preventivamente, através de meios simples utilizando  métodos imunoestimulantes. O tratamento Solomidès desacreditado Em 1977 as Edições J. J. Pauvert publicaram um livro, LAffaire Solomidès, de  André Conord. Esta obra descreve um trabalho de investigação sobre o cancro e as  dificuldades que Solomidès teve com o corpo médico que rejeitou sistematicamente  as suas descobertas. Todavia os seus diplomas não têm conta: Licenciado em  Ciências Físicas, Ciências Naturais, doutor em Medicina e ligado ao Centre  National de Ia Recherche Scientifique do Instituto Pasteur. Poderíamos pensar  que tais qualificações o poriam ao abrigo dos detractores e que os seus  trabalhos seriam, pelo menos, examinados pelos seus pares. Nada disso. Sob a  direcção do Prof. Van Deinse, em 1945, Solornidès estuda a oleólise das culturas  tuberculosas. As suas investigações permitem­lhe elaborar um produto sem  qualquer toxicidade que inibe a proliferação bacteriana. Em 1949 injecta ao seu  próprio pai, canceroso, uma das suas preparações e, em poucas semanas, o tumor desaparece. Perante um tal êxito, o Instituto Pasteur  despede­o. Então Solornidès continua o seu trabalho sozinho e sem meios. Ninguém no  universo científico quer testar os seus produtos. Solomidès é combatido, posto  na lista negra, tratado como um vulgar charlatão. No entanto, as peroxidases de  Solornidès são melhoradas, e inúmeros médi293

Cancro cos prescreveni­nas (oficiosamente), ultrapassando a fúria dos seus mandarins.  Mas a oi­dei­n dos médicos recusa­se a receber os pacientes curados. A  recorripensa deste médico foi ter sido perseguido... por prática ilegal da  medicina, apesar das inúmeras provas de nielhorias e de curas obtidas pelo seu  método. O que nos faz concluir que é permitido morrer com a bênção da Faculdade, mas proibido viver sem a sua autorização... O Dr. Gernez face à medicina oficial Escrevíamos no ri.’ 4 da nossa revista Reussir votre Santé o seguinte: “Dr.  Gernez, lá por ter tido razão antes dos seus colegas não vale a pena dizer­lhes  isso!” Efectivamente, Gernez incomoda, é o homem que impede a cancerização. Há mais de  quarenta anos que afiri­na praticamente o contrário dos seus colegas e realça  que, apesar dos milhares de dólares investidos, os grandes laboratórios só  gastaram dinheiro e não descobriram nada. Destacou também inúmeras vezes nos seus esci,itos e nas conferências que deu a  derrota da cancerologia oficial: “A confusão é tal que nos interrogamos se se  deve manter a amputação de uma mama cancerosa e constatamos com pavor que os cancerosos do pulmão tratados vivem menos tempo  segundo as estatísticas, que aqueles que são abandonados... Prevenir para não ter de remediar: é a teoria do Dr. Gernez A célula saudável tem uma função específica e divide­se em 2 grupos: célula  somática e célula reprodutora. O cancro prolifera por uma razão simples: as suas células são reprodutoras.  Assiste­se assim a uma proliferaçã o celular. A explicação da doença, se esta  teoria for aceite, é simples: ela é apenas a tentativa desesperada do organismo  de aliviar o esgotamento das suas funções normais. O Dr. Gernez afirma que se deve tratar o cancro antes de este ser detectável,  que não serve de nada procurar detectá­lo sistematicamente, já que quando este  se torna identificável através dos meios clássicos já se encontra num estado irreversível. A detecção precoce proposta pelos

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Cancro médicos oficiais é um objectivo sem qualquer interesse, já que ela implica a  constatação de que já é dernasiado tarde para agir. A única solução consiste em  prever uma política preventiva geral. Temos duas possibilidades: *A primeira: conservar um ambiente celular desfavorável à célula cancerosa, agindo em particular sobre os factores alimentares. Já se provou  milhares de vezes que, quando a alimentação é quantitativamente reduzida e  qualitativamente melhorada nos animais cancerizados, a curva do cancro baixa de  50% em relação ao grupo testemunha. Esta demonstração é concludente se nos  referirmos aos povos que ignoram o cancro e as doenças card iovascu lares. * A segunda: acrescentar ao tratamento complementos vitamínicos e 2 antimitóticos menores. A electroacupunctura do Dr. Võll Em 1953, com a ajuda de um engenheiro, Võll concebeu um aparelho capaz de medir  a actividade celular e demonstrou que os sinais electromagnéticos são um reflexo  do metabolismo. Sabe­se, com efeito, desde 1922, graças aos trabalhos de Gutwirtsch, que as trocas são responsáveis por  descargas ao nível da membrana. Quando uma célula fica doente, esta corrente  fraca altera­se. A partir destas experiências Võll seleccionou 200 pontos repartidos pelo corpo  de modo a estabelecer um diagnóstico e determinar a presença de um foco  patológico tóxico, bacteriano, viral, químico, intoxicação por vacinas, por  metais pesados ou por medicamentos alopáticos. A intervenção efectua­se, por  conseguinte, sob a forma de um inquérito policial, detectando os agentes  culpados e neutralizando­os com a ajuda de substâncias homeopáticas. O ozono e o cancro Sabemos que a parede das células cancerosas se caracteriza por uma alteração na  permeabilidade das membranas. A ionização e os transportes activos no selo  destas paredes são específicos ao seu estado patológico e isto reflecte­se na receptividade aos agentes extracelulares, quer se trate 295

Cancro de elementos nutritivos, tais como os oligoelementos, quer de co­factores  vitamínicos, essenciais ao bom funcionamento da célula. A cancerização depende da fragilidade do material genético, da sua sensibilidade, que depende de condições exteriores, tais como os raios cósmicos ou lonizantes cujo impacte pode ser modificado em função da anoxia ou  da oxigenação. Desta foriria podemos conceber que uma boa oxigenação poderia  diminuir os riscos e a frequência dos acidentes genéticos cuja sorna comanda a  cancerização. O ozono, em doses maciças, modifica certas constantes físico­químicas, tais como  o pH do sangue e a sua resistividade. Devemos assinalar que o ozono, não obstante os seus partidários o negarem, tem uma acção ao nível dos radicais livres e é por conseguinte  genotóxico (o que pode também ser considerado como prova da sua eficácia). A lei de ferro do Dr. Hamer sobre o cancro e a SIDA Tendo contraído cancro no seguimento da morte brutal do seu filho, as suas investigações permitiram­lhe formular uma lei que tem por base a  síndroma Dirk­Hamer. Para Hamer, o cancro começa com um choque afectivo violento, de origem  psicológica e vivido num isolamento total. A partir desse momento o cérebro  sofre uma ruptura no seu campo eléctrico e emite ordens contraditórias que  perturbam o bom funcionamento dos órgãos que se encontram sob a tutela da zona cervical atingida. Constata­se então que a  evolução do conflito e a evolução do cancro estão associadas. Em função deste raciocínio, o fim do cancro não é necessariamente a morte. É  possível parar o processo de proliferação das células malignas quando o  conflito, que foi o ponto de partida da doença, cessa. O cérebro comanda então a  regeneração dos órgãos atingidos. A fase de cura tem todavia a mesma duração que  a fase conflitual. Mas o Dr. Hamer explica, através desta teoria, o aparecimento  de outras doenças tais como a diabetes, a esclerose em placas, a doença de 

Parkinson, etc. Assinale­se que existem cada vez mais investigadores interessados na relação do psiquismo com o aparecimento de certas patologias degenerativas. 296

Cancro O germânio Há vários anos que o Dr. Serge Jurasunas tenta estirnular as funções imunitárias  para ajudar o organismo a vencer o mal. O estudo da célula mutante permitiu­lhe  compreender certos mecanismos que esta utiliza para se defender ou para  desestabilizar uma célula normal. Nesta perspectiva, Serge Jurasunas utiliza o germânio. O germânio é um metal  muito quebradiço, análogo ao silício e exímio na sua acção de estimulação das  jefesas imunitárias. A sua acção situa­se ao nível da produção de iiiterferon S3  . Esta técnica foi vivarnente criticada, mas, contudo, inúmeros trabalhos  científicos sobre o germânio foram publicados na base de dados Médline. Algumas  destas comunicações, mais de 200 repertoriadas na MédIffie, afirmarri que o  germânio é anti­radicular e genotóxico. Os ácidos Le Foll O tratamento Le Foll agrupa um conjunto de preparações homeopáticas injectáveis  ou bebíveis. Estas preparações são compostas por três ácidos acéticos à base de  cloro, de flúor e de iodo, complementadas por um tratamento de acupunctura. As enzimas: uma terapia de acção sistémica Max Wolf, nascido em Viena em 1885, professor em medicina, interessa­se e  apaixona­se pela genética aplicada. Retoma os trabalhos do Prof. Errist Freund,  que tinha descoberto uma substância capaz de atacar e de destruir as células  cancerosas. Depois de vários anos de investigaçõ es, elabora dois produtos que  agem sobre as afecções inflamatórias e degencrativas. Trata celebridades do mundo artístico. Em 1976, graças ao ‘ interferon: proteína produzida pelas células infectadas por uni vírus e que  torna essas células resistentes a todas as afecções virais. 297

Cancro seu composto enzimático, Max Wolf trata o seu próprio cancro gástrico que cede  ao seu tratamento. As enzimas penetram no organismo directamente e estimulam as defesas  imunitárias. Estas enzimas têm, além disso, propriedades anti­inflamatórias e  antiedematosas e apresentam poucos ou nenhuns efeitos secundários ou contra­ indicações. Esta concepção está na base de várias outras concepções de  tratamento enziiiiático do cancro. A Dr.’ Kousmine e o cancro Jovem médica confrontada com o problema do cancro, a Dr.’ Kousmine tentou  primeiro, como boa investigadora curiosa, compreender por que se forma um tumor. O seu trabalho leva­a a concluir que o cancro é a reacção do  organismo a uma agressão. A hipótese que avança confirma a de um grande número  de médicos naturopatas. A doença não é senão a expressão de um mal­estar, um  mecanismo que visa restabelecer a saúde por esta via. Os elementos incriminados provêm, em primeiro lugar, das alterações alimentares  dos povos civilizados. Refinação, modo de preparação, alimentação carenciada em  vitaminas e oligoelementos, intoxicação da flora intestinal por aumento do  consumo de açúcares e ausência de cereais integrais. Ela pensa, e com razão, que qualquer tratamento deve começar por uma alteração  dos hábitos alimentares. A Dr.’ Kousmine aconselha também lavagens intestinais  com camomila e a instilação de óleo de girassol virgem no seguimento dessas  lavagens. O tratamento comporta também um regime desintoxicante e a utilização  de vitaminas e de ácidos gordos poli­insaturados. A medicina do Dr. Nieper Especialista em doenças auto­imunes, entre as quais o cancro e as doenças cardiovascu lares, o Dr. Nieper é membro de inúmeras sociedades  científicas. 298

Cancro Elaborou os orotatos de magnésio e de cálcio, que são transportadores de  minerais que agem rios estados carenciados. Para a protecção da membrana  celular, o Dr. Nieper utiliza a Vit. Mi, que a mantéiri estanque. A análise  espectral permite avaliar as carências e tratá­las. Os orotatos, tal corno a Vit. Mi, são nutrientes e não têm contra­indicações. O  orotato de Njeper tem a propriedade de transportar a substância activa até ao seu destino, o que reforça a sua eficácia. Esta abordagem terapêutica, bem como todas as outras, leva em conta o perfil  específico de cada indivíduo e é acompanhada de um regime alimentar  reequilibrador comparável ao que atrás descrevemos. A oxígenação bicicatallítica René Jacquier é um investigador muito particular. O seu trabalho e a sua  metodologia assentam no “método dos paradoxos”, que, segundo este investigador,  leva rapidamente à solução dos problemas através de uma lógica muito simples. Para descobrir é preciso, antes de mais, um sentido  crítico e um certo hábito. Não se deve tão­pouco ter ideias preconcebidas e  acreditar absolutamente nos livros e nos pontífices... Não se deve por  conseguinte hesitar em questionar o establishment e o conhecimento oficial. O Prof Warburgjá avançava, em 1955, a hipótese de o cancro ser uma doença que só se desenvolve quando a respiração celular se torna anormal. As células saudáveis alimentam­se de substâncias doces, e o oxigénio do sangue  serve para queimá­las; enquanto as células cancerosas fermentam os açúcares e  transformam­nos em ácido láctico. A partir desta reflexão tratava­se de descobrir um meio de reoxigenar a célula.  Renê Jacquier elaborou um processo de oxigenação biocatalítica chamado “malga de  ar Jacquier”, que consiste em respirar peróxidos de terpenos que permitem a  assimilação do oxigénio. A cura pode ser feita para tratar doenças microbianas que não 3e curam pelas  terapias habituais ­ doenças metabólicas, cansaço, doenças cardíacas, alergias ­  e como tratamento complementar de casos de cancro e de SIDA.

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Cancro Pierre Tubéry Sabernos que muitas plantas têm virtudes ii­nunoestli­niilantes. O Dr. Tubéry elaborou, a partir de plantas africanas, três produtos cujos  efeitos sobre o cancro parecem prornissores. Algumas destas substâncias agem em  particular sobre os cancros de evolução lenta, na leucernia e nos cancros da  próstata. A outra característica é que os extractos fitoterapêuticos de Tubéry minoram os  efeitos secundários da quirnioterapia. Uma destas substâncias, o DPG, é uma solução injectável corriplementar a uni  tratarnento clássico e reforça os seus efeitos. Mas este produto pode ser  utilizado em substituição da quiiiilotei­apia nos casos em que esta não pode ser  aplicada. Rudolph Steiner e a antroposofia Para os discípulos de Rudolph Steiner, os cancros têm a particularidade de ser  diferentes em função do seu hospedeiro. O homem deve portanto ser considerado na  totalidade das suas dimensões. A expressão da doença por meio de realidades  físicas é apenas um reflexo de um mal­estar geral. As substâncias que se  utilizam em terapia, sejam elas químicas, fitoterapêuticas ou outras, inscrevem­ se na célula e, por reflexo, marcam o corpo etérico e o corpo astral. Estas substâncias são portadoras de  informações que vão recondicionar o ambiente celular e inculcar uma nova  memória. Mas o cancro não é apenas o efeito de um acaso. Se ele existe fisicarnente é  porque ele tarribém está presente nas outras dimensões. Ora o eclipse do  espiritual no mundo da matéria não ocorre sem obstáculos. A matéria engendra de  certa forma o cancro que é a expressão de uma supra­i rid iv ld ual idade que se tentou dissimular. Destruir as células cancerosas não pode, nesta perspectiva, resolver o problema. Se se considerar o cancro no seu aspecto multidimensional, é  necessário, com a eventual ajuda de tratamentos clássicos, restabelecei­ o

equilíbrio entre os diversos mundos espirituais e materiais. Uma das plantas utilizadas é o visco (Visicum albuni), uma planta semiparasita.  O que demonstra uma abordagem terapêutica corri uma 300

Cancro relação óbvia corri o cancro, que é tarribém uma manifestação parasita das  nossas células. A imunoterapia em doses inímitesimais Os Drs. Jenaer e Marichal partiram da seguinte reflexão: a medicina está  impotente face a patologias pesadas, i­nas as suas investigações não são  totalmente desprovidas de interesse. A ideia destes médicos foi a de utilizar, em doses liorneopáticas, péptidos que  constituem factores de regulaçã o. Podem por conseguinte utilizar produtos que,  em doses ponderadas, apresentam efeitos secundários tais que se tornam  inutilizáveis, o que não lhes permite ser receitados por períodos prolongados. Para Jenaer e Marichal, a imunoterapia infinitesimal, apesar de ter no seu currículo resultados promissores, é um tratamento complementar que pode ser  acrescentado e reforçar a panópIla dos tratamentos actualmente existentes. As acções terapêuticas do selénio O selénio age a nível molecular o que Ilie confere efeitos anticancerígenos.  Conhecc­se a sua acção preventiva do cancro da coluna vertebral e da marna.  Observou­se também a relação directa entre um baixo nível de selénio e a  frequência do cancro da laringe. A administração de selénio tem um efeito protector contra as intoxicações do  mercúrio e, mais especificamente, para combater a acção nefasta do mercúrio a  nível renal. Por outro lado, os investigadores alemães demonstraram que a adição  de selé nio no regime alimentar dos porcos tem uma acção preventiva contra as  intoxicaçoes causadas por antibióticos. Os investigadores russos, por sua vez,  demonstraram a capacidade antídota do selénio inorgânico corno neutralizante das  perturbações ocasionadas pelos campos magnéticos rias células sanguíneas do  homem. Além disso, o selénio foi utilizado com êxito como protector contra  certos tipos de radiações. Finalmente, parece ter a capacidade de proteger os organismos contra a poluição biológica nas doenças virais, já que se 301

Cancro observou que certos vírus se tornam virulentos em condições de carencia de selénio. O selénio é provavelmente o mais potente antioxidante nutricional. É um  oligoelernento cuja poderosa acção anticancerígena e antirilutagénica foi  corriprovada e que, em doses extremamente baixas, reduz, com resultados  significativos, os riscos de doenças card lovascu lares. Além disso, é uni  agente anti­inflamatório natural. Um nutriente anticanceroso É provavelmente este o efeito antipatológico mais importante do selénio: a sua capacidade de prevenir e de tratar o cancro. O selénio previne e faz  regredir em larga medida os tumores espontâneos, induzidos quimicamente e  transplantados, o que foi demonstrado por estudos feitos sobre os animais. Estes  grandes estudos cpidemiológicos confirmaram a actividade do selénio no campo da  prevenção do cancro, e as experiências clínicas deram resultados promissores. Selmaget Selzimag Trata­se de bebidas suplementativas, elaboradas por investigadores israelitas.  Contêm duas formas de Se, selenite e selenato, vitaminas antioxidantes (E e C) e  pirodixina, que reforçam a absorção do selénio de forma directa e indirecta, bem  como do zinco e do magnésio. O 714 X Gaston Naessens, investigador francês instalado no Canadá, constatou que, em  certos sujeitos saudáveis, um cancro implantado era rejeitado, enquanto  proliferava num sujeito doente. Esta constatação levou­o a pensar que as defesas naturais do organismo podiam  ser estimuladas e opor­se à formação de células mutantes. Constatou também que  as células anormais consomem mais glicose e hidratos de carbono do que as células normais, o que lhes perrnite crescer e  parasitar o organismo. 302

Cancro A particularidade do 714 X é que este não é antimitótico nem antimetabólico; ele  ajuda a inibir o FCX e devolve ao sistema imunitário a sua função normal. Para fazer as análises, a equipa de Naessens utiliza um microscópio que lhe  permite observar com uma precisão inigualável os líquidos biológicos. No sangue  das pessoas saudáveis observou somátidos, bem como uma hormona indispensável à divisão celular. Os efeitos perturbadores diminuem  de forma significativa os seus ciclos. Os resultados obtidos por Naessens podem  já ser considerados significativos. BeIjanski e as promessas da biologia molecular Entre os vários trabalhos de biologia molecular, existem alguns que permitem  compreender melhor certos aspectos do cancro. A descoberta em 1953 da estrutura  em dupla hélice do AND por Watson, Crick e Wilkins, a decifração do código  genético, a descoberta do esquema da hereditariedade (passagem do ADN durante a  divisão celular) e o esquema da realização da informação genética (AM para ARN e  a síntese das proteí nas) fazem parte destes trabalhos. Robert Weinberg induziu tumores em animais de laboratório por transferência de  um único gene. Descobriu­se assim que esta doença está ligada a uma alteração  genética. Um gene normal “proto­oncogene” está presente na célula e é  transferido (como todos os genes) em cada divisão celular. Este gene, por razões  ainda mal definidas, transforma­se em 41oncogene”, responsável pela transformação de uma célula sã numa célula  cancerosa. Esta transformação é o início molecular da génese do cancro. Todavia  não se conhecem todas as condições desta transformação. Sabe­se que pode ser  provocada por várias substâncias químicas (substâncias cancerígenas) ou por  outros factores do mau funcionamento do sistema reprodutor das células. É evidente que a descoberta de uma substância que bloqueia um oncogene ou que é capaz de destruir selectivamente as células cancerosas ou os  seus ácidos nucleicos pode fornecer imensas possibilidades de tratamento para  esta doença. Há vários anos, aliás, que as maiores instituiçõ es de investigação  trabalham neste sentido. 303

Cancro Mas trata­se de processos muito complexos e ainda mal conhecidos. O trabalho ao nível molecular é difícil (em certos casos, impossível). Ninguém é  capaz de dizer se as substâncias em questão existem e se, além disso, são  susceptíveis de ser utilizadas num tratamento. Devemos portanto ter grandes  reservas relativarnente às prornessas feitas por laboratórios que anunciam a  “descoberta de uma substância milagrosa”, mesmo que essas certas substâncias, à prirrieira vista, pareçam prornetedoras. Em França, o tratarnento do Dr. Beljanski conhece uma certa voga. Segundo certos  cornunicados da imprensa, o produto (uma substância extraída de unia árvore  originária do Brasil, o pau­pereira, utilizada neste tratamento, inibe o ADN e  torna impossível a síntese do ARN. Parece também que só penetra nas células  doentes. O PB 100 teria também a capacidade de inibir a acção dos vírus. Até à data os conhecimentos em biologia molecular permitem afirmar que a  formação do cancro está ligada a um mau funcionamento do sistema genético,  favorecido em certos casos pela agressão de factores externos (substâncias  cancerígenas, radiações, poluição electromagnética ... ). Sabemos também que  existem antioncogenes, ou seja uma categoria específica de genes cujos produtos  têm a propriedade de bloquear a acção dos oncogenes (formação dos cancros).  Pensamos e afiriríamos e repetimos incansavelmente que só a limitação dos  factores genotóxicos e mutagéneos constitui a melhor forma de prevenção do  cancro. AS PLANTAS IMUNOSTIMULANTES E O CANCRO A unha­de­gato A unha­de~gato, também chamada ­­­ufia de gato” ou ­­­cat's claw”, é originária  da floresta tropical peruana. A sua grande fama provém do facto de ter  incontestavelmente efeitos sobre o sangue. Assinalamos que o que reteve  especialmente a atenção dos investigadores foram os resultados obtidos na  Áustria e na América Latina com o tratamento de certos tipos de cancro e de  SIDA. Esta planta, venerada pelos índios Ashninka, parece ser um imunostimulante com  poder quase excepcional. 304

Cancro A unha­de­gato activa a fagocitose (um dos mecanisi­nos de defesa celular do  corpo) do sangue. As células estimuladas tornam­se mais agressivas contra as  células estranhas, e a sua acção é reforçada. Tarribém ti­ata as colites, as  hei­norróidas e as gastrites. Esta planta também age dirrunuindo a tensão  arterial e inibindo a degradação dos vasos (daí o seu interesse nos enfartes e nas artrites). Finali­nente, esta planta minimiza os inconvenientes ligados ao tratamento com AZT (nos casos de SIDA) e corri  radioterapia. Durante as experiências clínicas, os médicos peruanos obtiveram resultados  interessantes no tratamento de catorze tipos de cancro. Razões para esperar, quando já não há esperança? A fitoterapia face ao cancro e  às doenças virais Os historiadores da medicina consideram que a quimioterapia ou riascéu em 1935  com a publicação por A. P. Dustin do relatório sobre a capacidade antimitótica da colquicina  4(alcalóide tóxico extraído das sementes  de cólquica), ou em 1938 corri o início das investigações sobre a influência das toxinas bacterianas sobre os tumores. A medicina admite dificilmente as suas origens Contudo, a grande maioria dos médicos e dos biólogos moleculares admitem  dificilmente encontrar as raízes das suas descobertas na botânica e na medicina  antiga. No entanto, Dioscórides já aconselhava às pessoas com cancro os bolbos  de Narcisus sp. E os resultados das investigações contemporâneas mostram que  esta planta contém colquicina entre os seus vários princípios activos. Uma outra planta, a Aristolochia clematis? da  farmacopeia de Dioscórides, contém ácido aristolóquico, uma substância  antitumoral “descoberta” em 1969. O Journal of lhe American Cheinical Society  fala do poder de acção anticancerosa da elactricina, que provém da Eebalium  elaterum, planta já utilizada por Dioscórides e Plínio no tratamento do cancro e  citada na Bíblia. Colquicina: alcalóide tóxico extraído das sementes de cólquico.

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Cancro A medicina redescobre as virtudes terapêuticas das plantas Entre as plantas anticancerosas de que se serviam os Gregos, os químicos do  século xx isolaram várias substâncias recuperadas pela quirmoterapia: a raiz de  Ricinus communis, que fornece a viriblastina e a vincristina, preconizadas no  tratamento de leucemias, bem como a cantaridina, que provém da Catharanlhus  roseus. Foram também descobertas substâncias citostáticas na couve, panaceia da medicina  romana. A acção antitumoral de certas substâncias de origem animal, tal como uma  substância obtida a partir do Afflabris phalerata, foi confirmada. Ora este  animal faz parte da farmacopeia tradicional chinesa. O mesmo fenômeno repete­se nas investigações virológicas. O questionamento da  medicina e da química modernas vai obrigar­nos a redescobrir as plantas da farmacopeia tradicional. Os investigadores “descobrem”  com surpresa as virtudes antivirais de plantas muito conhecidas e facilmente  acessíveis a todos. Por exemplo, os çxtractos de zimbro inibem os efeitos do  vírus do herpes. Citamos algumas espécies da flora francesa que têm uma acção  antiviral reconhecida: o goiveiro, o hissopo, a manjerona, a erva­cidreira, a  hortelã­pimenta, o morrião­vermelho, o tomilho. Mais de 3000 plantas anticancerígenas repertoriadas Jonathan L. Hartwell isolou os princípios anticancerosos da podofila. Esta  podofila Podophyllumpeltatum é uma planta utilizada pelo menos há 2000 anos pelos índios norte­americaios no tratamento dos tumores malignos. As  experiências realizadas demonstraram, por outro lado, a sua acção em diversos tipos de sarcomas. Estes resultados encorajaram HartWell a  realizar um trabalho que intitulou Plants used against cancer, que agrupa uma  lista de plantas que, ao longo da história, serviram de remédio contra o cancro.  E esta lista é composta por mais de 3000 espécies! Estas pertencem a várias famílias, provêm de todas as regiões do mundo e  pertenceram a todas as tradições medicinais: a medicina árabe com a Anisotes  trisucla, os indígenas da Austrália com o Mesembryanthemum aequa­literale, os  índios sul­americanos com a Euxolus muricatus 306

Cancro sob a forma de cataplasmas, o Uruguai onde se utilizava uma decocção de uma  espécie de bordo americano, o Acer pensylvanicuiii, e as plantas dos escravos  negros, como a Miniosa pudica. No trabalho de Hartwell encontrarnos citações de Aviceria, de Galiano e de  Dioscórides sobre inúmeras espécies, tais como a Alisina plantago­aquatica, e  plantas da farmacopela da Europa da Idade Média, como a Acanthus sl­)., citada por Nicolau de Salerno no século xiii. Constata­se que várias plantas citadas pelos autores antigos fazem sempre parte  da farmacopeia da medicina popular actual, como a Agave americana, citada por  Garcilazo de Ia Vega e ainda utilizada no México, na Venezuela e nos Estados  Unidos. Uma outra constatação etnobotânica curiosa é que, muitas vezes, culturas  muito diferentes e muito distanciadas geograficamente utilizavam plantas que  pertencem ao mesmo gênero e consideradas muito próximas. Podemos tentar explicar este fenômeno pela eficácia  destas espécies que fez com que fossem seleccionadas durante séculos pelos  curandeiros. Na lista de Hartwell encontram­se, por exemplo, as provas da  utilização anticancerosa de 17 espécies do gênero Acacia. E de facto as acácias  foram prescritas nos cinco continentes, praticamente em todo o lado onde  existem. Plantas correntes contra o cancro Podemos constatar com espanto que certas plantas preconizadas, durante séculos  em diversas tradições, para tratar o cancro são especies banais. * A cebola é citada por 42 fontes, entre elas o papiro de Eber do Egipto Antigo, os trabalhos de Dioscórides, na Europa da Idade Média  (Bartolomela Alemã), na medicina popular checa, russa e também peruana e chilena. A cebola foi utilizada sob diversas formas em  injecções, cataplasmas com sal ou mel, consumida crua ou preparada em vinagre,  sumo de limão (Malásia) ou com azeitonas e pétalas de lírio branco (índias Orientais  Holandesas). * Por outro lado, as citações de espécies banais, como o Quercus ilex

para o cancro do estômago, no Chile, e as bolotas ria Ucrânia, são inúmeras. 307

Cancro * Entre as plantas antitumorais da flora francesa, podemos citar a raiz de beterraba vermelha, as folhas de alcachofra, a casca de espinheiro, o rizoma  e a raiz de morangueiro. Os leitores interessados neste assunto podem consultar  a lista de Hartwell (ver Bibliografia, p. 641 ). * Os aloés são também muito citados (73 vezes). São utilizados no tratamento da leucemia na medicina chinesa. No Brasil aplica­se a polpa de Aloe africana sobre os turnores. O Aloe arabica, dissolvido em água, é  utilizado na Florida para os cancros do ânus e do pénis. Nesta região é, aliás,  consumido na alimentação, a título preventivo. As cataplasmas antitumorais de  aloés são preconizadas no Egipto. Nas índias Orientais é macerado em vinho. Na  América Central o Aloe arborescens é assado, descascado e colocado em óleo  vegetal. Nesta região deita~se nos banhos uma decocção para tratar os cancros do  estômago. Quanto à tintura­mãe, esta é utilizada actualmente em todos os  continentes. * O aloés também era conhecido na Europa. É citado na antiga medicina alemã  (Reichenau antidotaruni e Berlin antidotarum do século ix) e inglesa (Glasgow  antidotariitil do século x). As propriedades anticancerosas desta planta foram  redescobertas pelo padre Kneipp (sumo de aloés). É impossível citar aqui todas  as plantas anticancerosas ou descrever todas as formas de as utilizar. Todavia,  é certo que entre mais de 3000 espécies utilizadas pelo homem em todos os  continentes, ao longo da histó ria, ainda é possível encontrar plantas eficazes  que podem complementar um tratamento clássico ou substituí­lo nos casos em que a  medicina oficial não tenha soluções a propor. óleos essencisis * Certos terapeutas associam às suas prescrições óleos essenciais para o  tratamento do cancro. Utilizam entre outros.VIÓIeld ­ Gravo­de~defulmo  OrégãOS~de­eS,0a1717a ­ ÁrVoi@&­d.7­cane1a ­ Tom1117o CONSELHOS ­ Ver também o conteúdo da moldura sobre o Saw Palmetto (p. 528). 308

Catarata Catarata U m grande número de cataratas necessita de uma intervençao cirúrgica que dá excelentes resultados pois está actualmente muito bem controlada. A catarata manifesta­se por uma opacidade do cristalino. Esta perturbação afecta  mais espec i ficam ente as pessoas idosas, mas existem actualmente jovens com  estas afecções. Podemos supor, corno causa possível, o agravamento dos efeitos dos raios  ultravioletas motivados pelo consumo de certos medicamentos. Devemos lembrar  que, tanto nas crianças como nos adultos, os efeitos indesejáveis dos  medicamentos sobre a retina foram demonstrados, particularmente os efeitos dos  corticóides, dos colírios midriáticos, dos antiespasmódicos, dos psicotrópicos,  da beladona, dos medicamentos para a doença de Parkinson, dos hipotensores, etc. Os diabéticos apresentam mais riscos de contrair esta doença. Não encontrámos  nenhum tratamento credível nas medicinas complementares. Os conselhos que damos  aqui são meramente preventivos. É indispensável consultar um médico. ,L L(2J õ/005 essenciais 1 arícío ­ Gengibre ­ P5n17o~ _Sílv&Stro * Os óleos essenciais de larício, gengibre e pinho­silvestre teriam uma acção  preventiva benéfica. * 1 ou 2 gotas de larício, de gengibre ou de pinho  silvestre, 2 ou 3 vezes ao dia. C0177pre,55.85 1, I_MI MIósói;ig ffiores, 30 g) Utilizar as flores de miosótis. Ferver e deixar em infusão durante 10 minutos (30 g de flores para 100 ml de  água). Aplicar compressas mornas, de manhã e à noite.

,411177e17A100 * Recorre­se cada vez mais a uma planta injustamente esquecida: a c u rc u m a,  Curcuma longa (s e rvia també m para tingir os hábitos dos monges budistas).  Utiliza­se ainda o rizoma seco, por via oral, 309

Celulite Segundo a tradição oriental, certos pratos saborosos temperados com um molho  picante à base de curcuma e outros ingredientes têm uma acção protectora contra  as cataratas. Alimentos privillegiados: os frutos ricos e os legumes crus, o  alho pelas suas virtudes regeneradoras, a cebola, a cenoura, a couve e de uma maneira geral todos os alimentos ricos em beta­caroteno e em  vitamina E: espinafres, abóbora, óleos vegetais de primeira pressão a frio,  azeite, óleo de cártamo, de girassol, de sésamo, de grãos germinados (trigo,  luzerna, cevada, aveia, soja, lentilhas, etc.) e levedura de cerveja. Celulite E  xistem diversos tipos de celulite que podem localizar­se em diferentes partes do corpo: nas ancas, nas nádegas, em volta das coxas, no ventre e no baixo­ventre, nas barrigas das pernas, etc. A celulite afecta com mais frequência as mulheres A celulit& afecta mais especificamente as mulheres, mas os homens não são  totalmente poupados. Inúmeros trabalhos questionam a pílula anticoncepcional bem  como a prescrição de hormonas para a menopausa. Durante os períodos de gravidez,  em razão da secreção de prolactina, a mulher pode ser sujeita a este tipo de fenômeno, que se atenua e desaparece  depois do parto. As glândulas supra­renais são também importantes porque  favorecem a retenção de água. As hormonas que agem mais especi icamente sobre a  celulite são os estrogéneos, a prolactina, a insulina, a adrenalina, a  aldosterona, etc. O que diferencia a obesidade da celulite é que a celulite caracteriza­se por um  desequilíbrio endócrino e um ari­nazenamento anormal de água nas células que  estão “saturadas” e não são capazes de eliminar este excedente. 310

Celulite Podemos, por isso, considerar que se trata de uma inflamação do tecido que surge  progressivamente. A primeira fase “congestiva” passa muitas vezes despercebida.  Observa­se uma dilatação dos vasos sanguíneos e uma má circulação do sangue e da  linfa. É então que se produz a retenção de água, a pele torna­se menos flexível  e instala­se uma certa sensibilidade. Esta situação manifesta­se por um fenômeno  chamado “pele de laranja”. A primeira fase passa rapidamente e é importante agir  logo que surgem os primeiros sintomas, que indicam sempre uma disfunção. Existem diversos tipos Z celulite, a Mole, a dura e a edematosa. Esta última  distingue­se porque torna a pele mais sensível ao toque. As causas psicológicas da celulite Independentemente das causas hormonais que acabámos de descrever, a celulite  pode ter uma origem psicológica. Pode ser uma resposta ao stress, à angústia, a  uma contrariedade e surgir após um choque afectivo. Estes factores, muitas vezes  negligenciados, têm a sua Importância pois estão na origem de perturbações que  favorecem um consumo excessivo de comida, de bebida e de açúcar. É frequente as  pessoas (particularmente as mulheres) compensarem um desequilíbrio afectivo com  o consumo de guloseimas (os homens procuram mais facilmente refugiar­se no  álcool). Verificamos portanto que se trata de um fenômeno complexo, e é por esta  razão que não se devem negligenciar nenhuns aspectos deste problema. Paradoxalmente, afirmamos que todos os tratamentos dão bons resultados ou  falham. Alguns são mais eficazes que outros, é certo, mas para que o êxito seja  total necessitam de perseverança. Quanto à cirurgia estética, somos obrigados a constatar que esta obtém  resultados notáveis e até espectaculares. Mas estes resultados só duram se forem complementados por uma tomada de consciência e uma transformação dos  hábitos que desencadearam o desenvolvimento desta afecção. E se começasse imediatamente?! Este tipo de decisão é excelente. Comece de imediato mas sem brusquidão, sem  tentar mudar tudo imediata e sistematicamente. O motivo 311

celulite é simples: a motivação forja­se e só se transforma em vontade pouco a pouco. O que é importante é começar. A abordagem que propornos para a obesidade  pode ser adaptada para vencer a celulite. É indispensável fazer um balanço antes de começar, e este deve ser tão  pormenorizado quanto possível. Não hesite em olhar­se ao espelho, em tirar fotografias, em tirar regularmente as suas medidas e anotá­las para  comparar a sua evolução. Isto é muito importante e condicionará tanto o seu  êxito como a sua dei­rota. Ver também Prisão de Ventre (p. 522), Nervosismo (p. 474), Diabetes (p. 361),  Obesidade (p. 482), Alcoolisi­no (p. 201), Tabagisi­no (572), Alergias (p. 207)  e o capítulo reservado ao Relaxamento (p. 137). @ZJ ÁgIsgol­as * Rah7ha­alos­pn?aIos ­ Sabugu&íro ­ Hamainéli@­, ­ Salva 2 drageias por dia. ou 117fusgo R.71n17.7­dos­pr.?dos ­@­ Sabilguelro + H.9mamélIs + Salva 1 pequena pitada de cada planta para 1 chávena de água. Ferver durante 1 minuto e deixar em infusão 10 minutos. Tomar 3 ou 4 chávenas ao dia,  entre as refeições. óleos essenciais L imão 2 gotas, 2 ou 3 vezes ao dia. Z1@nbr0 2 gotas, 2 vezes ao dia. Alternadamente, dia sim dia não. Nos casos mais graves

IMUSãO * Fueus vesiculosus   Pes d& cereja ­@. 01­1osffion Sabuguelro 1 pitada de cada planta para 1 chávena de água. Ferver durante 1 minuto e deixar  em infusão 10 minutos. Tomar 3 chávenas por dia. 11  @@ Águciles e O&Sje.9 Dos braços, das coxas, do ventre e do baixo­ventre,  todos os dias. Efectuar movimentos rotativos curtos, insistindo particularmente  nas partes afectadas. Duraçâo 1 ou 2 minutos. 312

Celulite 8.717h05 São especialmente indicados à razão de 1 a 2 por semana, aos quais se acrescenta  uma solução pronta a utilizar à base de FuctIs vesIculosus que se encontra à  venda nas farmácias ou nas lojas de dietética, e 11.1 de copo de vinagre de  cidra. Este banho termina com um duche fresco (ou frio) seguido de uma fricção  vigorosa. 80/7/705 dê? OSSOIMO Frios, diários. LOMI_q0175 117teSMIMIS 1 de 2 em 2 dias no início, depois, 2 por semana, com uma infusão de camomília. 10 cabeças de camomila para meio litro de água. Ferver e deixar em infusão 10  minutos, filtrar e tomar morno. Banhos de v.9por * 2 ou 3 vezes por semana. Terminar com um duche fresco e uma fricção vigorosa.  @C@1  C117M100 dO NOPN170 Conservar durante a noite. Melhora de forma notável os resultados obtidos. O cinturão de Neptuno é particularmente indicado para combater a celulite  localizada em volta das ancas e ao nível do baíxo­ventre. F¥@ AffineIffi?~ * Eviltar: o açúcar e os produtos com açúcar: pastelaria, bebidas doces incluindo as ligN, o leite e os produtos  lácteos, charcutaria, os enchidos, a caça, os pratos com molhos, a maionese, os  fritos e sistematicamente todas as gorduras cozinhadas, manteiga, carnes gordas,  pratos apurados, álcool, cerveja, vinho, aperitivos, chá, café, chocolate,  queijos fortes e, obviamente, o tabaco. * Alimentos privilegiados: a preparação das refeições é preponderante bem como a  forma de as consumir. Devem ser consumidas, se possível, tranquilamente.  Lembramos também que todos os alimentos devem ser cuidadosamente mastigados para  que a ensalivação permita a sua assimilação.

* Todos os frutos e legumes frescos crus, saladas, alface, chicória, agrião,  pepino, tomate, alho e cebola (em razão das suas propriedades desintoxicantes),  cenoura, aipo, salsa, nabo, couve branca ou roxa, chucrute (sem os  acompanhamentos), ra313

Celulite banetes  ‘cogumelos, alperces, ananás, maçãs, peras, amoras, cássias, limão,  cerejas, groselhas, pêssegos, melancia, uvas. * Os cereais e as leguminosas devem ser consumidos com moderação. * Os grãos germinados ­ trigo, girassol, etc. ­ podem também ser consumidos, bem  como os óleos vegetais de primeira pressão a frio, azeite, girassol, sésamo,  cártamo, etc. * Devem introduzir­se progressivamente na alimentação os alimentos crus, de modo  a não agir de forma demasiado brusca sobre os hábitos alimentares. ­ É preferível utilizar os produtos da agricultura biológica ou provenientes de pequenas explorações. o jejum *1 dia por semana pode completar eficazmente a cura anticelulite, bebendo água  ou infusões (ver acima). *Cura de fruta. *Dia de fruta: uvas, ananás, alperce,  etc. (em função da estação). OUZIros t10Mmentos COMPIMI7MÉRIVS possiveis São propostos inúmeros métodos para fazer face a este problema. os métodos cifúlvicos Trata­se da lipossucção e da lipoaspiração que visam a obter efeitos rápidos por  intervenção corporal. Estes métodos só têm interesse se existir um desejo real  de agir sobre a causa, caso contrário o risco de reaparecimento da celulite é  quase inevitável a médio ou longo prazo. Pensamos, por isso, que antes de fazer  um tratamento deste tipo é preferível começar por transformar progressivamente  os hábitos de vida. Quando surgirem melhoras, é então possível encarar uma  intervenção para perfazer o resultado. Como é óbvio, uma intervenção deste  gênero só se justifica em casos sérios. A 171d1utempla do có/0/7 Efectua­se em consultório especializado, não tem inconvenientes e ajuda ao  reequilíbrio intestinal. Os benefícios são inúmeros: uma digestão melhor, uma  melhor assimilação e o restabelecimento do trânsito intestinal.

AS n78558g0175 Existem diferentes tipos, e certos cinesioterapeutas propõem asso314

ciar­lhes sessões de electroterapia. * A drenagem linfática VõdcIer, praticada em consultório de estética, pode ser indicada como método de  acompanhamento excelente. * A acupunctura, a auriculoterapia, a mesoterapia, a homeopatia, a Ciática vertebroterapia, particularmente quando estas afecções são acompanhadas de  dorsalgia, lombalgia, desequilíbrio postural, etc. Neste caso a osteopatia, a  quiroprática, a etiopatia, praticadas por profissionais, são tratamentos que  também não devem ser negligenciados. MATAMEN70 KNEIPP ­ Durante períodos de 4 semanas.­ semicúpios frios, curtos (30 segundos a 1 minuto). CONSELHOS ­ Exercícios respiratórios e de relaxamento, acompanhados de visualização criativa. ­ Andar de pés descalços na erva húmida. ­Andar descalço na água, com a água até às canelas. ­ Exercícios físicos, desportos, bicicleta, fioting, etc. Ciática V r também Artrose (p. 247), Nevralgias (p. 478), Costas (p. 349), eLombalgias (p.  455). A ciática manifesta­se por dores, cãibras extremamente violentas ao nível dos rins e nas faces anterior e exterior da parte dianteira e inferior da  coxa. Esta dor pode descer até à parte inferior da perna. A menor flexão resulta geralmente numa acentuação da dor, que pode durar de 

alguns minutos a algumas semanas. A título preventivo: vigiar o peso (ver eventualmente Obesidade, p. 479), evitar  os esforços violentos, os movimentos bruscos, etc. 315

Ciática IMUSãO * Durante 3 semanas, no início da Primavera e do Outono, fazer uma cura de: B&tó17iCa 3 ou 4 pitadas para 1 chávena de água. Ferver durante 2 minutos e deixar  repousar 10 minutos. Tomar 3 ou 4 chávenas ao dia. ÁLOVOg0175 * Com uma infusão de centaúrea, que também alivia as dores. 20 9 de planta para meio litro de água. Ferver e deixar repousar 20 minutos. Fazer com a ajuda de uma “pêra”, de manhã, de preferência, e  conservar durante 20 minutos. RECEIrA ANrIGA CIrADA POR DIO~RIVES E GALIANO Em aplicação externa, uma decocçâo de énula­campana em vinho tinto: 20 g de  planta para 1 garrafa de vinho. Deixar macerar 3 dias. Aplicar 2 ou 3 vezes por dia, em compressas. (Para acelerar a  preparação, pode aquecer em banho­maria durante cerca de 20 minutos e deixar  macerar 5 a 6 horas, antes de utilizar). Em seguida aplicar com um pano para  aliviar as dores. A EMBROCAÇÃO ÁOO PR. CHOMEL rEM UMA A CÇÃO SENÉFICA SOBREA3,00RES Meio litro de azeite + 30 cabeças de camomilia + 30 g de  erva­de­sào­João. Deixar macerar 8 dias ao sol ou perto de uma fonte de calor,  filtrar (para acelerar a preparação, aquecer em banho­maria durante 20 a 25  minutos, filtrar). Misturar em partes iguais com álcool canforado. Fazer  penetrar massajando a parte dolorosa, várias vezes ao dia. O ÁI7R. ÁRIIIZ RECOMENÁa41 Todos os dias­ um banho de vapor na cama, ou um banho de vapor dos pés. Escolher  o mais bem tolerado e em seguida fazer uma fricção quente completa. Banhos de  assento quentes de 20 minutos. Compressas de panos quentes bem cobertos nas  partes dolorosas (1 a 2 horas). Fique em repouso massajando a parte dolorosa, 

várias vezes ao dia.

Cicatrização de feridas e hemostáticos CONSELHOS Alimentação ligeira. Outros tratamentos possíveis: Massagens, acupunctura,  vertebroterapia, etc. Cicatrização de feridas e hemostáticos r Feridas (p. 396). Recoltos lf Atoffi~dut~ Arl71c,g­da­mo17tai717a * 1 colher, de sopa, de tintura­mãe para um copo de água, em compressas. BOIS.?­de­pastor Antigamente utilizava­se contra as hemorragias (em decocção) e para tratar  inflamaçôes. Depois esta planta foi completamente esquecida. Mas as suas  virtudes hemostáticas foram oficialmente reconhecidas durante a 11 Guerra  Mundial, e desde então é frequentemente utilizada. * Reduzida a pó, estanca  eficazmente os sangramentos do nariz. Castan17a­ale­áqu.7 * As folhas em cataplasmas são anti­inflamatórias. conso/da * As raízes frescas utilizam­se raladas, em compressas. Cr.7VO­d&­~U17t0 * Arlstolóquia­comum Galnornila­pequena ffior­es) ­@­  HainamélIs ffioffias) * Em infusão aplicada em compressas. Erva­d&­são:ffião * Utiliza­se em compressas, em óleo.

EvónImo * Uma decocçâo de 15 g para 1 litro de água. Ferver 10 minutos e deixar repousar 20 minutos. * Aplicar em compressas. * Activa a cicatrização das feridas. 317

Cistite GerânIo, Erva~de­são­robertô * Utilizam­se as folhas moídas. P~17101r0­da~aMériCd * Aplicam­se directamente as folhas sobre as feridas. Romã * Utiliza­se a casca pulverizada dos frutos. * 80 g de planta para 1 litro de azeite. Agita­se frequentemente e deixa­se macerar ao sol durante 2 semanas.  Filtrar. Sanícul.7 europela * Utilizam­se as folhas moídas. Esta planta é uma das panaceias da Idade Média. * Aplica­se em uso externo em banhos e para envolver as feridas, em casos de hemorragia, feridas, contusões,  equimoses. A sanícula acelera a cicatrização. ATENÇÃO1 A grande procura desta  planta é a razào pela qual ela é frequentemente substituída pela De17taria 017e8~110. Tomil170 ­ CaMOM//27 Oregão Vulgar Aplicação idêntica à da Asma (p. 252) ulmei;10 A decocção da casca, das folhas ou dos frutos trata as feridas de  cicatrização difícil e as dermatites. As propriedades desta árvore foram  descritas por Dioscórides. 30 g de planta para 1 litro de água. Ferver durante 10 minutos e deixar em  infusão 30 minutos. Aplicar em compressas. Repetir 2 ou 3 vezes ao dia. Pode também preparar um unguento composto por 80 g de pó de  casca de ulmeiro misturado em 1 kg de vaselina. Cistite As

suas origens e causas são diversas. Pode ou não ser acompanhada de dores. Áo~ei ‘65 * Tomíl17o ­ Lavanda ­ MaIv.7 ­ cInórrodo 2 drageias de cada, 1 vez ao dia. Alternadamente, dia sim dia não. Zimbro ­ Mirtilo ­ Énula CaMp817.9 ­ 2 drageias de cada, 1 vez ao dia. 318

Cistite ou Infusão * ZIMbrO + MIrMO ­@­ ÉMIa campana + Tomil17o lavanda + MaIV.7 1 pitada de cada planta para 1 chávena de água. Ferver e deixar repousar 15  minutos. Tomar 4 chávenas por dia. ~ 2 gotas, 2 vezes ao dia. ÁMO/7/105 dO V8POr 3 banhos de vapor de assento com uma infusão de cavalinha (5 ou 6 boas pitadas  para meio litro de água, ferver e acrescentar 4 a 5 litros de água a ferver). 3 vezes por semana. OUCI1OS o ofusios * Mornos de 5 a 10 minutos, das coxas e do baixo­ventre, insistindo no ânus e no  umbigo. Diários, seguidas de um banho quente. Recoltos Infusão de 10 g de folhas secas ou frescas em 1 litro de água a ferver. Deixar  repousar 10 minutos. Beber 3 chávenas por dia. Herníola comum *Infusão de 15 g de planta para 1 litro de água. Ferver e deixar em infusão 12 horas. Aquecer. *Beber 3 chávenas por dia. L ígástica *Infusão de 15 g de raiz para 1 litro de água. Ferver e deixar repousar 10 minutos. *Beber 3 chávenas por dia. Medronheíro ou erva­de~ui­so *Infusão de 10 g de planta para 1 litro de água a ferver. Deixar repousar 12 horas. Aquecer.

*Beber 3 chávenas por dia. Resta­bol­espin17osa *Infusão de 10 g de planta migada (ou raiz) em 1 litro de água a ferver. Deixar repousar 20 minutos. *Beber 3 chávenas por dia. Zímbro cornum *Infusão de 30 g de bagas para 1 litro de água a ferver. Deixar repousar meia hora. *Beber 2 chávenas por dia. (@@    A111n017m00 * A alimentação mais adaptada e que tem um efeito sinérgico com os tratamentos  naturais acima descritos é, sem qualquer dúvida, uma alimentação vegetariana. ­Contra­indicações: açúcar, doces, pastelaria, compotas, álcool, vinho, cerveja,  cidra, carnes gordas, charcutaria, enchidos, aparas e vísceras, caça, queijos  fortes, especiarias, pi319

Cistite menta, pimento, mostarda, maio­         rabanetes, endívias, figos, ananese.  Atenção ao sal.                    nás, bananas, morangos, etc. Alimentos  privilegiados: cereais integrais, germe de trigo,               iVO/M levedura  de cerveja, couve, cou­       Aã ve­flor, chucrute (sem as carnes       . É  aconselhado na condição de que a acompanham normalmen­              se beber  bastante água fresca. te), tapioca, beterraba, tomates,      ­ Cura de fruta. 7RA7AMEN7O KNEW * Para as pessoas robustas, meios banhos frios curtos (alguns segundos). * As pessoas fracas e delicadas começam com banhos mornos curtos para progressivamente tomarem banhos cada vez mais frios. * Em infusão preconizava uma mistura chamada “Mistura reguladora T, preparada e  composta da seguinte maneira: ­ 2 colheres de funcho moído; ­3 colheres de bagas de zirnbro­1 .­3 colheres de  raiz de engos; ­ 1 colher de feno­grego; ­ 1 colher de aloás. Fazer uma mistura homogénea. 1 pequena colherada desta mistura é suficiente para uma chávena. Ferver durante  3 minutos e deixar em infusão 15 minutos. Atenção, esta infusão toma­se na  porção de 4 a 6 colheres à noite (1 chávena dura cerca de 2 dias). * Durante o dia, as infusões de cavalinha são também recomendadas. * Cinturão de Neptuno, morno. CONSELHOS ­ Quando houver uma melhoria, praticar o endurecimento (ver p. 132). ­ Ver também a moldura sobre o Saw Palmetto (p. 528). 320

Colesterol Colesterol, V igie a tensão, a obesidade, as doengas digestivas, etc., e... a taxa de  colesterol. Será o colesterol ínjustamente acusado? Desde há alguns anos que os meios de comunicação, os laboratórios de produtos  farmacêuticos e uma parte de corpo médico acusam o colesterol de ser o inimigo  ri.’ 1 da saúde. Nesta campanha, com tonalidades histéricas, dissimulam­se  factos desconcertantes e que podem desacreditar o lobby anticolesterol. Está fora dos nossos propósitos contestar que os riscos de doenças coronárias aumentam em função de uma taxa de colesteroi  elevada. Mas será que basta mudar o regime alimentar ou tomar um medicamento supostamente  contra o colesterol para diminuir os riscos ligados a este tipo de patologia? Será este tipo de tratamento anódino, ou terá ele  inconvenientes? Será a mortalidade menos importante nos países onde, graças a um  regime alimentar apropriado, a taxa de colesterol diminuiu? Não é nossa intenção pôr em causa os tratamentos de hipercolesterolemia, que são  necessários em certos casos bem específicos mas limitados. Em contrapartida,  parece­nos importante sermos cépticos quanto ao valor de uma propaganda anticolesterol exageradarnente amplificada e a psicose dela decorrente. Um dos componentes da membrana celular Se nos fiarmos nos meios de comunicação, podemos pensar que o papel essencial do colesterol é afectar a nossa saúde e que a sua  responsabilidade na arteriosclerose está comprovada. Contudo, esquecem­se  frequentemente de dizer que o colesterol é um elemento­chave da composição da 

membrana celular, Nenhum organismo vivo pode continuar a viver se for privado deste elemento que está na base da arquitectura das nossas  células. 321

Colesterol Dois investigadores americanos, Michael Brown e Josepli Goldstein, receberam o  Prêmio Nobel em 1985 pelos seus trabalhos que demonstravam os mecanismos de  transporte do colesterol no interior da célula. Descobriram que este transporte  só é possível graças à existência, na membrana celular, de receptores de colesterol. Mas os seus trabalhos também  salientam que a h i perco lesterolem ia só é possível quando existe um defeito  genético ao nível destes receptores da merribrana celular, porque se estes  funcionam mal, ou não funcionam de todo, a célula fica sem material de base à  sua disposição para elaborar as suas membranas e sintetiza então o seu próprio  colesterol. Neste caso específico, o mecanismo de autocontrolo não existe  praticarnente (porque a taxajá não depende destes receptores), e o organismo  fica condenado a produzir colesterol. Estes trabalhos demonstram que não somos todos iguais perante a arteriosclerose e que o aparecimento desta doença não depende exclusivamente do  regime alimentar e do modo de vida. E os factores de risco? É lógico que uma célula privada de colesterol procure sintetizá­lo e que a importância da taxa de colesterol esteja ligada ao número e ao  funcionamento dos receptores e que, neste caso, um regime hipocolesterolémico só  possa ter um efeito limitado. É certo que todos sabernos que o café, o cigarro,  a diabetes e o excesso de peso são factores de risco para as doenças coronárias  e contribuem para o aumento da taxa de colesterol. Mas poderemos nós deduzir que  o colesterol é responsável por estas patologias ou que se trata apenas de um  efeito secundário e não de uma causa inicial? Por outro lado, alguns cientistas  britânicos verificaram que em muitos casos a doença das coronárias está  provavelmente programada desde os primeiros momentos das nossas vidas. A polémica em torno do colesterol pretende frequentemente que uma taxa de colesterol baixa é sinónimo de boa saúde e que diminui os riscos de  acidentes cardíacos. Contudo, sabemos actualmente que as pessoas que conseguem  reduzir a sua taxa de colesterol morrem menos de acidentes coronários, mas mais  de cancro. Esta constatação vem juntar­se à dos fisiólogos do início deste século que 

pensavam que o colesterol tinha um papel primordial na regulação da 322

Colesterol permeabilidade celular e que, além disso, era um dos elementos­chave da  autodefesa do nosso corpo contra a infestação de células cancerosas. É certo que o nosso conhecimento dos mecanismos da cancerogénese é ainda  insuficiente para podermos afirmar ou rejeitar esta hipótese, mas está bem demonstrado que a redução do colesterol aumenta o risco do cancro.  Recentemente os investigadores japoneses observaram vários milhares de  habitantes de Osaka. Esta hipótese foi, mais uma vez, confirmada: a relação  entre o cancro (especialmente nos homens) e uma taxa de colesterol baixa parece  ser evidente. Certos médicos pensam também que a queda da taxa de colesterol antecede a morte  em pacientes que sofrem de doenças prolongadas. Os investigadores do Centro  Médico de Baltimore constataram que uma taxa baixa de colesterol em pessoas  idosas implica frequentemente a morte. Terá o colesterol alguma incidência sobre a duração da vida? Em 1981 os investigadores chegaram a conclusões perturbadoras. As pessoas que  têm uma taxa de colesterol baixa não vivem estatisticamente muito mais tempo do  que o resto da população, mas, para sua enorme surpresa, os investigadores constataram que estas tinham uma taxa de suicídio  muito mais alta. Um grande nú mero de investigadores pensa actualmente que uma  taxa de colesterol demasiado baixa está na origem de depressões, suicídios e  morte precoce. Os psiquiatras finlandeses observaram que os indivíduos  particularmente agressivos se caracterizam por uma taxa de colesterol baixa. As  inúmeras experiências feitas em animais confirmam a relação entre a taxa de colesterol e a agressividade. Todas estas investigações realçam também que a moda dos medicamentos  anticolesterolémicos é duvidosa e que o abaixamento da taxa de colesterol feita  de forma inconsiderada pode ter consequências graves para a nossa saúde. Deve­se falar do colesterol com muito cuidado É um assunto escabroso e que exige uma grande prudência, já que os estudos contraditórios sucedem­se. Tal como acabámos de ver, o colesterol está 

presente em todas as células e no sangue, bem corno na bílis. Este 323

Colesterol esterol encontra­se nas gorduras animais, no tecido cerebral e no leite e é  sintetizado pelo figado. O seu papel é particulaririente importante na síntese das hormonas esteróides. O excesso de colesterol é perigoso: bloqueia as artérias e dá origem à  arteriosclerose. Se houver formação de placas no sangue, existe risco de  trombose. Mas só o excesso de colesterol que provém das gorduras saturadas que  se encontram nos produtos de origem anirrial, na carne, no toucinho, nos  produtos lácteos, no chocolate, tem inconvenientes notáveis. Em contrapartida,  as gorduras não saturadas, presentes rios óleos virgens, têm uma incidência  protectora notável. O único “senão” é que ignoramos por corripleto qual é o papel exacto do  colesterol nas doenças cardiovascu lares. É por isso que, tal como virrios, nos podemos perguntar se ele estará verdade i ram ente na sua origem e,  se esse for o caso, é normal e oportuno agir para o controlar e neutralizar,  mas, se ele for apenas a consequência, estaremos a agir apenas sobre um sintoma  e o efeito protector será apenas ilusório. No plano prático, quando se consome uma quantidade exagerada de alimentos ricos  em colesteroi e este não é eliminado, fixa­se na parede dos vasos e forma uma  placa que se torna mais espessa com o tempo e chega até a provocar a obstrução  dos vasos sanguíneos. Mas, como nada disto é simples, certos investigadores avançam a hipótese que o colesterol exerceria uma protecção contra os radicais livres e  seria até antioxidante (daí a sua influência protectora em caso de cancro). A  sua toxicidade só apareceria depois do fenômeno de oxidação, ele próprio  directamente ligado às nossas condições de vida. Estudos surpreendentes Fabricamos todos os dias cerca de 15 gramas de colesterol, mas o que é essencial  é que a sua taxa de concentração esteja num nível óptimo, tal como para a  glicemia e todos os outros elementos indispensáveis ao bom funcionamento do  nosso corpo. Em Israel certos investigadores estabeleceram taxas de comparaçao entre as 

esperanças de vida: as pessoas cuja taxa se situa entre 2 e 2,30 têm uma  esperança de vida superior às que têm uma taxa situada entre 1,5 e 1,9. Aqui também não devemos tirar conclusões demasiado rápidas, 324

Colesterol porque verificamos que o modo de vida, apesar de ter, por vezes, repercussões  (mas nem sempre) sobre a taxa de colesterol, tem uma incidência indiscutível  sobre a esperança de vida. Os ovos, por sua vez, estiveram muitas vezes, e sem razão, no banco dos réus,  mas verificou­se que o que se utilizava nos estudos era ovo em pó desidratado!  Foram também realizados outros estudos contraditórios que demonstram que os  ovos, consumidos cozidos ou escalfados, mesmo em quantidades importantes, têm  uni papel menor sobre a taxa de colesterol. É mesi­no provável que a lecitina  contida nos ovos seja um agente fortemente protector. Além disso, contêm também  proteínas, aminoácidos e nutrientes diversos que os tornam num alimento­chave. Os verdadeiros inimigos O colesterol não é um inimigo a abater a qualquer preço. Pode ser o reflexo de erros alimentares e (ou) ser geneticamente hereditário,  característico de certas famílias; mas é também provável que, nestes casos, os hábitos alimentares familiares tenham um papel predominante. A tudo isto podemos acrescentar a hipertensão, a sobrealimentação, o excesso de  peso, o cigarro, o álcool, os produtos lácteos (suspeitos para muitos  investigadores) e especialmente os cozinhados com manteiga, os fritos, o excesso  de gorduras animais, as charcutarias, os enchidos, os açúcares artificiais, bem  como todos os produtos que os contêm (bebidas doces, sodas, pastelarias,  compotas, chocolate, etc.), a diabetes, o stress, a inactividade física e certos  produtos farmacêuticos. Combater naturalmente o colesterol * Os nutrientes tais como o óleo de onagra, o óleo de caroços de cássia têm uma acção anticolesterolemiante. * A lecitina diminui a taxa de lípidos, tal corno os óleos de peixe (contêm  ácidos gordos poliinsaturados óniega 3), os óleos vegetais (de primeira pressão  a frio), tais como os óleos de linhaça, de noz, de soja, de sésamo e de girassol.

* Os cereais integrais, o arroz, o milho painço, todos os frutos frescos e os legumes verdes, as alcachofras, as saladas verdes, o limão, a 325

Colesteroi toranja, as uvas, as cenouras, as beringelas, a couve, a cebola, a cebolinha, o alho (tem uma acção específica sobre a estrutura das artérias,  demonstrada por H. Heinle, por adjunção de alho à comida) fazem baixar de forma  substancial a taxa de colesterol e têm uma acção benéfica sobre a hipertensão. * O estudo sobre o alho foi confirmado pelo Prof. A. Arekhov de Moscovo, que constatou que o consumo regular de alho impede a acumulação de colesterol e a formação de placas ateromatosas nos vasos saudáveis e também nos vasos já afectados. Curiosamente, este professor  constatou também que o alho diferencia os colesteróis, combatendo os nocivos  (LDL), mas privilegiando os bons (HDL). Por outro lado, é também um agente  antioxidante e opõe­se aos efeitos dos radicais livres. * Isto explicaria o motivo de os regimes “mediterrânicos” serem protectores  contra as doenças coronárias e o facto de as pessoas que vivem no Norte da  Europa serem mais sensíveis as estas afecções. * Assinale­se que o ácido O­linoleíco contido no azeite teria também uma acção protectora. * Devem privilegiar­se também as vitarninas uo grupo A, C e B, o selénio e o magnésio. LM ÁO~6,1 ,os * Sardd17a ­ GraMa * 2 drageias de cada. Sax,fraqa ­ Oliveira ­ Grama * 2 drageias de cada. *  Alternadamente, dia sim dia não. @ ou IMU5J0 * 8arda17a ‘/­ GiaMa + 5.9Xífraqa ­@­ 011vgIra Ferver durante 3 minutos, deixar repousar 15 minutos. ­ Tomar 4 chávenas por dia. O chá chinós “Yunnan” precipita a digestão das gorduras. Tomar 1 chávena depois de cada refeição, em infusão.

ó/005 OSSOMÁTIS 1­11não 2 ou 3 gotas, 3 vezes ao dia. ou Gerânio 2 gotas, 2 vezes ao dia. 86/7/105* Banhos de assento quentes com massagem do baixo­ventre, 2 vezes por semana.  Banhos de assento frios. 326

Colesterol Banhos de vapor * Banhos de vapor 2 ou 3 vezes por semana, seguidos de fricçôes frescas e  vigorosas. ouc/jos o afusões E`6j1* i Das coxas, alternando com fulgurante ­ Afusão rectal. Receitas AtotelaPéuticos As plantas que combatem o colesterol@ Alfafa, Denté­de­leão BéIÚIa@ Oliveíra, samo do Tffia, Bardanal Grama, SaxífrIV­ 71 Alecrim, SolIdago, casca de Freixo, Eupatóría * Todas estas plantas podem ser preparadas sob a forma de decocção à razão de 10 9 para 1 litro de água. Ferva durante 15 minutos e deixe repousar 30 minutos. * Tomar 4 ou 5 chávenas por dia, fora das refeições. A11h7017toÇão A alimentação actual, demasiado rica, demasiado abundante (gorduras animais,  pratos cozinhados preparados, etc.), favorece a colesterolemía. * Contra­indicações: todas as gorduras animais, manteiga cozinhada, queijos, charcutarias, enchidos,  salmouras, carnes gordas (borrego, porco), chocolate, açúcar, bebidas doces,  pastelaria, compotas, ovos (especialmente a gema), fritos, álcool, vinho,  cerveja, conservas, peixes gordos (sardinha, carapau, etc.). Atenção também ao  consumo de sal. * Alimentos privilegiados: alcachofras, saladas verdes, legumes crus, limões,  toranjas, uvas, maçãs, couves, cebolas, alho, cereais integrais, pão integral,  papas de aveia, óleos de milho e de girassol, etc. * Bebidas: água (com um fio de

limão). @@ JeJUIn * Praticar regularmente. 1 dia, a fruta. Cura de fruta (uvas). KI7h0 SIMICOIOSMIVI Folhas de bétula + casca de freixo em 1 litro de vinho tinto de Bordéus (se  possível biológico). Deixar macerar 1 semana, filtrar e beber um cálice por dia,  fora das refeições. 327

Colibacilose CONSELHOS Tente praticar, se possível: * o endurecimento, andar a pé descalço na erva húmida (p. 132); * os exercícios fisicos (p. 133). Atenção às tensões, contrariedades e acessos  de cólera. Colibacilose v   igiar eventualmente a prisão de ventre. gás EtIcalipto ­ Llrz& * 2 drageias de cada. Grama ­ chi@@órla­SOIV.7g&rn ­ Madr&Ssilva * 2 drageias de cada. * Alternadamente, dia sim dia não. @ ou Infusio * E11c1911p10 + Urz& + Grama + ChIcórIa + iv<9ofressIlva 1 pitada de cada planta para 1 chávena de água. Ferver durante 3 minutos e  deixar repousar 15 minutos. Tomar 4 chávenas por dia. óleos essenciais ZImbro 2 gotas, 2 ou 3 vezes ao dia. BO/7/105 de OSSOMO * Banhos de assento quentes (Kneipp) com uma infusão de cavalinha, 3 vezes por  semana, seguidos de um banho de assento frio, curto. 88/7/105 de V27por por semana. * Afusão diária dos braços e das coxas. * Afusão dos braços e da cabeça, 3 vezes por semana. P@@    MIMUIW0 de Neptuno

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Cólicas hepáticas AliMeIffi?Çj0 Alimentação sóbria, não excitante, se possível com tendência vegetariana.  Alimentos a evitar: álcool, vinho, cerveja, águas gasei      i: cadas, sodas,  enchidos, charcu taria, conservas, salmouras, manteiga cozinhada, fritos,  especiarias (pouco sal), carnes gordas. Atenção ao açúcar. Alimentos privilegiados.­ couve, beterraba, aipo, maçãs, mirtilos, cássis, uvas  e todos os frutos, legumes verdes, cereais integrais, pão integral, peixe magro,  etc. jejum Recomenda­se beber muita água fresca (ou com limão). 1 dia, a fruta. CONSELHOS Após melhoria, praticar: endurecimentos, andar a pé descalço na erva húmida (p. 132); afusões fulgurantes  (p. 140); banhos de assento frios (p. 145). Cólicas hepáticas C aracterizam­se por dores na região do fígado e do estômago. A dor pode subir até  ao ombro direito e ser acompanhada de vómitos. G171CÓr1;9 (r.?!­­) ­ AlqU&~171& 2 drageias de cada. 01/ 1/Musão * C171córId + Alqu&~nio * Amlél@­o­pr&to ­k Soldo 1 pitada de cada planta para 1 AMÁgIro­Preto ­ Soldo HarpagófIlo 2 drageias de cada. Alternadamente, dia sim dia não.

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Cólicas hepáticas chávena de água. Ferver durante 3 minutos e deixar em infusão 15 minutos. * Tomar 3 ou 4 chávenas por dia. * Neste caso, tomar 2 drageias de harpagófito. óleos 0s56.17C1,91.9 Alecrím 3 gotas, 2 vezes ao dia. ou 1imão * 2 ou 3 gotas, 2 vezes ao dia. ou Pil7170 * 3 gotas, 2 vezes ao dia. R.017h05  * ­ Banhos de assento quentes com massagem do baixo­ventre, 2 ou 3 vezes por semana, seguidos de um banho de  assento frio, curto. Ulq0   E.9171jos efe vapor * 2 banhos de vapor por semana. Afusâo das coxas seguida de uma fricção vigorosa. Afusâo rectal. MIMUI00 dO NO.Offil70 * Alimentação * Sóbria e ligeira. Contra­indicações: fritos, conservas, salmouras, carnes  gordas, caça, charcutaria e outras carnes de porco, pastelaria, doces, 

chocolates, cremes, manteiga cozinhada, álcool, vinho, cerveja. Não comer  alimentos demasiado quentes nem bebidas geladas. Alimentos privilegiados: purés  de legumes, iogurte, frutos frescos, salada, chicória, dente­de­leão, azedas,  morangos, aipo, salsa, alhos­porros, funcho, cebola, limões, azeite, papas de  aveia. Beber muita água. JOjUII7 Aconselhado. Cura de fruta da estação (morangos, uvas, etc.) CONSELHOS ­ Praticar o endurecimento, (p. 132). 330

Cólicas intestinais Cólicas intestinais anifestam­se por dores violentas na região do umbigo, seguidas de diarrelas e de  gases intestinais. A dor diminui geralmente quando se exerce pressão no local. L@J ‘010g01.m * Feno­gr&go ­ Garva117o ­ Verbasco branca ­ Trevo ­ AlcaravIa 1 ou 2 drageias de cada, 1 vez ao dia. ou Infusão Feno grego + Carva117o + Verbasco branco ­i­ Trevo + Alcaravía * 1 pitada de cada planta para 1 chávena de água. Ferver durante 3 minutos e  deixar em infusão 15 minutos. * Beber 3 chávenas por dia. ó/005 0550J7C1015 canela ­ 2 ou 3 gotas, 2 ou 3 vezes ao dia. COMP/VSSOS     * * Quentes, sobre o abdômen. * Infusão de (receita de Kneipp)­. “Flores de fei7o” + AnIs + Func17o + Hortalã­,olmenta 1 boa pitada de cada planta para meio litro de água. Ferver durante 1 minuto e  deixar em infusão 10 minutos. Molhar um pano, espremer ligeiramente e aplicar.  Manter no local com a ajuda de uma ligadura. Repetir. ÁSW/7/105 â9 OSSOIMO *

Kneipp Ç'flores de feno”). Ou banho de assento quente com massagem do baixo­ ventre, seguido de um curto banho de assento frio. Lavogem * Infusão de carnornila: 10 cabeças de camomila para meio litr,,, de água. Ferver  durante 1 nuto e deixar em infusão 15 @­nínutos. Aplicar e conservar durante 15  a 20 minutos. 331

Cólicas intestinais Quando desaparecerem as dores 8017h05 * Banhos de assento quentes com massagem do baixo­ventre. Banhos de assento frios. @@JJ  88171705 dO V.RpOr * 2 por semana, seguidos de uma afusão fresca e de uma fricção vigorosa. A fusão * Das coxas e do baixo­ventre, 3 vezes por semana. Fulgurante, 2 vezes por semana. Afusão rectal. n(­il) AlimeIMOÇãO ­ Mastigar bem. Contra­indicações: todos os alimentos pesados e indigestos, manteiga cozinhada,  creme, molhos de manteiga, fritos, conservas, salmouras, charcutarias, carnes  gordas, pastelaria, doces, caça, etc. Evitar os alimentos demasiado quentes e as  bebidas geladas. Alimentos privilegiados: amêndoas, noz­moscada, gengibre,  canela, legumes e frutos frescos, cereais integrais, azeite, levedura de  cerveja, etc. jejum Especialmente aconselhado. Repousa os órgãos digestivos. Cura de fruta. CONSELHOS Não negligenciar: ­o endurecimento, andar de pés descalços (p. 132); ­C inturão  de Neptuno (p. 148). 332

Comichão 1 Conjuntivite, InflamaÇões oculares Comichão V er sobretudo as causas: hepatisino, perturbações digestivas, prisão de ventre,  etc. Ver também Abcessos (p. 188), Impigeris (p. 438), Eczema (p. 372), Herpes  (p. 426), etc. Decocoo * @@ OuelIdónía ­i­ ÊnZ ­campana 4 ou 5 pitadas de cada planta para meio litro de água. Ferver em lume brando  durante 10 minutos. Deixar repousar 20 minutos. * Aplicar numa compressa (várias vezes ao dia). * Se a comichão é súbita e violenta e surgir após um tratamento médico  (injecção, medicamentos, etc.) consultar imediatamente o médico. Conjuntivite, Inflamações oculares V r também Olhos (p. 485). As inflamações podem ser diversas: inflamação da  pálpebra, da conjuntiva, da córnea, etc. Manifestam­se por veri­nelhidão e  incliaços. De manhã a pálpebra está colada, as lágrimas escorrem, os olhos estão vermelhos,  sente­se uma sensibilidade excessiva à luz. As causas podem ser inúmeras:  esfregar os olhos, poeiras e diversas doenças. A água chamada “quebra­õculos” CO/” [91          40ress,65 *               é  suposto que clarifica a vista e Rosa + Tancha~                 éexcelente para  as inflamações * 2 ou  3 pitadas d,­, cada planta     e vermelhidões (Tragus). ­ Receita da água “quebra­óculos”: para  1 chávena de água, ferver,  3 PItadas de 1,10res de apagar o lume e deixar em infu­              C&17taUr&a­ aZUI são 30 minutos (Dr. Chomel).                 + 1 Pe~17a P11a0'.7 dO *  Aplicar em compressas.                       Açalr5ão 333

Conjuntivite, inflamações oculares + 1 pequena pit.7da de Cânfora * Fazer uma infusão, ferver meio litro de água e deixar macerar a mistura durante 24 horas. Filtrar. Utiliza­se  em compressas. * O alecrim em infusão (aplicado em compressa) fortalece a vista (segundo Chomel). Recoffim fitoteMpêUtic­Ts Áqua­d1V1@7a Em 1 litro de bom vinho tinto deitar 50 g de folhas de tanchagem bem limpas e  ferver durante 35 minutos. Em seguida deitar um punhado de pétalas de rosa em  500 g de água (destilada) e ferver durante 5 minutos. Misturar as 2 soluções e  deitá­las em frascos bem fechados. Á5tèr~.@MO1O Loção para tratar inflamações oculares, em decocção para uso  externo (10 g de raiz ou 20 g de folhas para 1 litro de água). G­?mom11a­m.71ricári@q e Camorni7a­romana 30 cabeças para 1 litro de água, em aplicação local. EufrásIa~OfICIM71 Decocção para loções e compressas, 20 g para 1 litro de água (podem também  acrescentar­se 20 g de funcho e de absinto). ­Esta planta é conhecida e aconselhada como remédio para os olhos desde o fim da  Idade Média. No século xvi o célebre botânico suíço Jean Bauhin aconselhava­a em  compressas e em colírio para lavar e tratar as inflamações oculares. É um anti­ inflamatório e um anti­séptico utilizado com êxito nas oftalmias dos recém­ nascidos e também nas conjuntivites e fotofobias dos adultos. Mírtílo Em loção, para tratar as inflamações oculares. Fazer uma decocção de 20 g de  bagas para 1 litro de água.

Pé­de­leão­comuin Sob a forma de loção e de colírio e em decocçâo para uso externo. Esta planta  foi utilizada na Alemanha no século xvi. Está representada num quadro de Hans  MemIing (1484) onde o pintor mostra uma série de plantas medicinais aos pés de  três curandeiros, São Cristóvão, Santa Maude e Santo Egídio. QUOlIdó17k? Na medicina popular é utilizada (diluída em água) contra as doenças dos olhos;  daí um dos seus nomes vulgares de “grande alumiadora”. ATENÇÃO1 Esta planta é tóxica sob cortas formas. Consulto sempre um  especialistal 334

Conjuntivite, inflamações oculares sabugueíI_O Decocçâo de 10 g de flores secas para 1 litro de água. Contra a conjuntivite e  as oftalmias crónicas. Tanchagem 10 g de folhas em 250 ml de água (1 copo) a ferver à qual se pode acrescentar 8  g de flores de trevo (MelMolus offIcInalis) e 8 g de centãurea (Contauwa cyanus). Antigamente a decocção de tanchagem  misturada com ãguado­rosas, à qual se acrescentavam algumas gotas de sulfato de  zinco, substituía eficazmente os colírios comercializados em farmácia. Tre vo Infusão para loções ou compressas (20 g para 1 litro de água). V.71e1­1a17a­OfíCíl7.91 * As fontes antigas mencionam a utilização da valeriana para as oftalmias. O uso da valeriana está codificado na  obra La Médecino o Ia C17murgie des Pwvr&s (Paris, 1749). Nessa época era  prescrita para a “vista fraca”. Supunha­se também que o pó da raiz desta planta  ( ValerIanae s#ws1ri@q radZ@, seca ao sol e tomada todas as manhãs, restabelecia  a vista nos idosos. * A loção ou o colírio obtidos a partir desta planta é suposto curarem as manchas e as pintas dos olhos. * Também se podem fazer compressas de infusão de camomila pequena, de carvalho­ rubro e de funcho. MANCHAS NA CóRNEA Compressas * * A quelidónia em infusão, aplicada em compressas, faz desaparecer as manchas  brancas. * A quelidónia (5 9) + rosa (cerca de 15 pétalas) em infusão: ferva meio litro de água, apague o lume e deixe macerar durante 24 horas. Dissipa a  inflamação dos olhos e é també m útil nas doenças da pele e comichões. Receita da Tabena Montanus para as manchas na córnea (só com receita médica):

­ Escabilosa (3 ou 4 pitadas) + um pouco de b6rax + um pouco de cánfóra, em infusão + Maceração durante 24 horas. 335

Constipação (de cabeça) Constipação (de cabeça) M anifesta­se por inchaços e vermelhidão nas mucosas do nariz. Tern­se uma  sensação de obstrução e    de secura, dificuldades respiratórias, irritações e  inflamações das glândulas lacrimais, olhos lacrimejantes e secreções de  mucosidades aquosas. A constipação pode ser acompanhada de cefaleias, de dores  nas costas, de sede, de febre e de cansaço. Ver também Anginas (p. 234), Bronquite (p. 264), Gripe (p. 420). D189ei &vs o TOM/Mo ­ Verbasco~br.7nco ­ Marrolo ­ Sabuguelro * 1 drageia de cada por dia. * Cura de própolis em dragelas: 2 a 4 por dia. * Ou em solução: 10 a 20 gotas, 2 ou 3 vezes ao dia. 01/ Infusio * TOM11170 * V&l­basco­branco + Marrolíq + Sa&Ig£101r0 * 1 pequena pitada de cada planta para meio litro de água. Ferver durante 2  minutos e deixar em infusão 10 minutos. * Tomar 3 a 6 chávenas ao dia. Também se  aconselham infusões de: AbsInto, Azevinho, EupatórIo­can/7.7moso, QuInquina, Raính.7­dos­prados,  Roseir.7­br.7V.9, S.7bUgUOirO, Tílía. * 10 g de uma destas plantas para 1 litro de água. Ferver durante 2 minutos e deixar em infusão 10 minutos. ­ Tomar 3 ou 4 chávenas por dia. E fumigações de: Hortelã~pImenta, TomIlho­crespo, Oréqão~vulgar * 20 g de planta para 2 litros de água. Ferver durante 2 minutos. * Respirar  esta mistura num recipiente durante alguns minutos. ó1005 055017CARIS L/Mão 2 gotas, 3 vezes ao dia.

B.917hOS * Banhos quentes, 2 ou 3 vezes por semana, seguidos de envolvimentos húmidos para  estimular a transpiraçãio. 6­J] Das coxas e dos braços. Alternadamente do peito e da cabeça, todos os dias. 336

Constipação (de cabeça) ClImuljo ofe Neptu170 AI1M017MÇj0 * Em caso de constipações repetidas há todo o interesse em ter uma alimentação  saudável. Suprimir: charcutaria, maionese, manteiga cozinhada; vigiar o excesso de sal e  de açúcar, álcool, vinho, cerveja; banir o tabaco, etc. Alimentos privilegiados: cereais integrais, trigo, arroz, aveia, germe de trigo,  legumes e frutos frescos, limão, laranja, toranja, alperce, maçã, pêra, uvas,  cerejas, saladas, feijão­verde, aipo, couve, etc. jejum É uma excelente terapêutica, que deve ser praticada 1 vez por semana. 1 dia, a fruta. Cura de fruta. RECEI7AS A N7IGAS * Cobrir a cabeça com um pano embebido numa infusão de orégãos: 10 g de planta para 1 litro de água. Ferver durante 2 minutos e deixar em  infusão 10 minutos. * Para curar as constipações rebeldes, deitar uma colher de cevada (farinha) num  caldo de carne de vaca e ferver até ficar reduzido a 11, (cerca de 15 minutos).  Toma­se de manhã e à noite (segundo o Dr. Chornel). CURAS DO PADRE KNEIPP * Banhos de pés quentes ou banhos de vapor de pés. * Banhos de vapor. * Afusões da cabeça, do peito e do pescoço. CONSELHOS ~Exercícios respiratórios (ver p. 137). ­Banhos de ar livre e de sol (ver p. 15  1). ­Endurecimentos (ver p. 132).

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Contusões ­ Golpes Contusões ­ Golpes v    r Feridas (p. 396). 10 compreSSOS Aplicar a decocção de: Alecrím + Arníca + Tomílho ­k Lav.717d27 * 3 pitadas de cada planta para meio litro de água, ferver durante 20 minutos e deixar em infusão 30 minutos. * Aplicar em compressas. * Cataplasmas de argila misturada com a decocção acima descrita. * Cubos de gelo aplicados na parte lesionada. * Para acalmar as dores, aplicar loções frescas (repetir). Receios fitotOMOUticas Abóbora * As folhas frescas utilizam­se em cataplasmas. Alface * As cataplasmas de alface morna e embebida em azeite curam as contusões, os hematomas e as irritações de pele. Ancólia O suco fresco desta planta é utilizado para tratar feridas. (As sementes são  diuréticas. A planta utiliza­se em gargarejos para as dores de garganta. Era  muito apreciada na Idade Média. Está presente em certos quadros, por exemplo, a  Adoraçãodos ReIs Magos de Van der Goes.)

A17tíllda Em decocção: 20 g de planta inteira para 1 litro de água. Ferver durante 20  minutos e deixar em infusão 30 minutos. Filtrar. Aplicar em compressas. Pode  utilizar­se a planta fresca esmagada em aplicação directa, para cicatrizar  feridas e curar contusões. A utilização desta planta é antiga e remonta à Idade  Média. Armolês As cataplasmas de folhas misturadas com mel reduzem as contusôes (o mel tem  propriedades cicatrizantes). 338

Contusões ­ Golpes Arníca­da­rnonlanha * Tintura­mâe.­ 10 g de flores, raizes e folhas secas em 100 ml de álcool a 900. Pode acrescentar também 5 g de  anis verde, Pin7pInella anísum ( Uinbellif&ra&), de canela, de cravo­de­ cabecinha. Deixe macerar durante 15 dias num recipiente fechado. * Aplicar em diluição, acrescentando 9 vezes o seu volume de água. Consolda * Cataplasmas de raiz fresca. (Em certos países comem­se as folhas e as extremidades desta planta). Erva­de­sãÓ@íÓão * A maceração desta planta fresca em óleo quente pode utilizar­se em compressas. HarnamélIs * Em infusão: 20 g de folhas ou de casca para 1 litro de água fria; ferver 15 minutos e deixar em infusão meia  hora. * Utiliza­se em compressas. Hissopo * Em decocção: 20 g de folhas e de extremidades fervidas durante meia hora em 1 litro de água. Filtrar. * Aplicar em compressas. Míl_folhas * O suco fresco ou uma infusão em água ou em vinho (10 g das extremidades floridas ou das folhas para meio litro de água ou de vinho a  ferver). * Aplicar nas feridas que não sangram e nas contusões. P&rV1@7Ca

* As folhas são utilizadas sob a forma de cataplasmas devido ao seu poder cicatrizante. salão * As folhas esmagadas ou o sumo fresco, em aplicações directas. * O saião é antiespasmódico, antipirético e adstringente. Sanícula­&uropela * Banhos ou envolvimentos de decocção: 20 g para 1 litro de água, em aplicação quente. Salva­OfIcínal * Infusão de 20 g para 1 litro de vinho a ferver. Deixar repousar 1 hora e filtrar. * Aplicar em cataplasmas sobre o peito. Repetir várias vezes ao dia. Sélo­de­Salomão * A polpa deste rizoma serve para fazer cataplasmas. TâMIó * Raiz reduzida a pasta e fervida. * Ferver durante 10 minutos e deixar repousar 20 minutos. * Aplicar em cataplasmas, 1 ou 2 vezes ao dia.

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Convulsões Convulsões T rata­se de convulsões violentas e súbitas, acompanhadas, muitas vezes, de dores  de cabeça, vertigens, palpitações, movirrientos bruscos e desordenados. O rosto fica vermelho, azulado, a respiração torna­se rápida e  ofegante, os maxilares ficam crispados. * 2 drageias de cada. Valériana (raiz) ­ Erva­cidr&íra * 2 drageias de cada. * Alternadamente, dia sim dia não. OU IMUSãO * ArtêMISia ­k Lava17da + V.7/0r1.7na (r.?Iz) + Erva­cídrelra 1 pitada de cada planta para 1 chávena de água; ferver durante 3 minutos e  deixar em infusão 15 minutos. * Tomar 3 ou 4 chávenas por dia. * A valeriana, segundo Tragus, é o remédio específico para a epilepsia. * Kneipp recomendava a tisana de valeriana e camomila. ó/005 eSSelW1015 2 gotas, 3 vezes ao dia. oLI Erva­clalreIr,9 1 gota, 2 vezes ao dia. 00/7h05 * *Quentes (adicionados de “flores de feno” em infusão), seguidos de uma fricção fresca e vigorosa com massagem do 

ventre e do baixo­ventre. * Todos os dias. Senhos de OSSOMO * Banhos de assento frios ou com fricções, diários. Lavagem * A lavagem morna é também indicada. IM/7/105 £fe vapor * Banhos de vapor curtos (15 a 20 minutos), 2 vezes por semana. Logo que surjam  melhoras, podem aumentar para 3 vezes por semana e com uma duração de 40 a 45 minutos. ­ Dos pés e das coxas e fulgu340

Coqueluche ­ Tosse convulsa rante seguida de uma fricção vigorosa. Afusão rectal. Várias vezes ao dia. MIMUI00 de Neptu170 * Alime17MÊdo A alimentação tem um papel preponderante. Deve ser sóbria, ligeira e variada. ­ Contra­indicações: todos os excitantes: café, chá, tabaco, álcool, vinho, cerveja, chocolate, bem como a  sobrealimentação, manteiga cozinhada, charcutaria, fritos, especiarias, pratos  com molhos, etc. Alimentos privilegiados: frutos frescos, legumes, pepino,  couve, chucrute, alface, alhos­porros, cerejas, maçãs, peras, cereais integrais,  pão integral, sumo de fruta, levedura de cerveja, etc. JejUI77 Recomendado, água fresca. Cura de fruta. Dia de fruta. mas deve beber CONSELHOS Ver também: ­ Endurecimento (p. 132). Coqueluche ­ Tosse convulsa M anifesta­se por acessos de tosse bruscos e espasmódicos, febre mais ou menos forte, acompanhados de constipação, garganta seca, rouquidão, olhos  vermelhos e lacrimejantes, etc. ÁO MOO/85 * IZI    /­00J0 ­ Violeta ­ iwaiva ­ Erva­tirsa

* 1 drageia de cada, 1 vez por dia. ou o& Própolis * 3 drageias por dia. 01/ IMUSãO * PO&J@2 + VIol&t3 ­@­ MglVa ,, Erva­tirsa 1 pitada de cada planta para 1 chávena de água. Ferver, apagar o lume e deixar  em infusão 341

Coqueluche ­ Tosse convulsa 10 minutos. Adoçar com mel. ­ Tomar 3 ou 4 chávenas por dia (+ Drageias de Própolis). óleOS OSSO17C1015 2 gotas, 2 vezes ao dia. EM7h05 Banhos quentes de pés (”flores de feno”). Passar por água morna e esfregar  vigorosamente. 1 vez por dia. 88/7/105 dO MSOIMO Banhos de assento quentes. Terminar com um banho de assento morno. 801711OS dO MpOr * 2 ou 3 banhos por semana estimulam a transpiração e a eliminação (beber infusões  ou água fresca durante o banho). 3 Recoffivs 31@ fitotelapêuticos G9S1d17170írO Infusão de 20 9 de folhas para 1 litro de água a ferver; deixar repousar 15 minutos. Toma­se à razão de 3 chávenas por dia. Drósera­ale­folha­redonda Infusão de 15 g de planta seca para 1 litro de água a  ferver,­ deixar repousar 15 minutos. Beber 2 chávenas por dia. Hor.7 Infusão de 10 g de planta para 1 litro de água fria; ferver durante 3 minutos e deixar repousar 15 minutos. Beber 3 chávenas por dia, muito quentes. TOMil170 Infusão de 10 g de planta para 1 litro de água a ferver. Deixar  repousar 15 minutos Beber 3 chávenas por dia.

AlIMOIMOfio * Ligeira, essencialmente composta por puré de legumes, fruta e sumos de fruta.  Alimentos privilegiados: nabo (caldo), figos, uvas, funcho, cebola, sopa de  cevada, de trigo, de alho (picar 2 ou 3 dentes de alho em 1 copo de leite,  ferver e adoçar com mel), laranjas, limões, fruta fresca, frutos secos. RECEIrAS úrEIS 1 cebola, cozida no forno ou em água, esmagada e misturada com um pouco de  azeite. Adoçar com mel. Esta receita acalma a tosse e alivia a asma (Chomei). 342

Coração ­ Afecções cardiacas Coração ­ Afecções cardiracas X7, v er Arteriosclerose (p. 242). Vigilância médica indispensável. Drageias * Eleuterococo 4 drageías por dia. Espinheiro alvar ­ Erva­cidreira ­ Valeriana 2 drageias de cada, 1 vez ao dia. ou Infusão * Espinheiro­alvar + Erva­cidreira + Valeriana 1 pitada de cada planta para 1 chávena de água; ferver durante 3 minutos e  deixar em infusão durante 15 minutos (neste caso, tomar também 2 drageias de  eleuterococo). Receitas da medicina monástica, arte médica dos Irmãos de São João de Deus (Fate  Bene Fratelli) Infusão da mistura: Castanheiro (casca, 50 g), Agripalma (erva, 10 g), Mil­folhas (erva, 20 g),  Arruda (erva, 10 g), Sempre­noiva (erva, 10 9), Alcaravia (frutos, 10 g), Erva­ cidreira (10 g), Helianto (flores, 10 g). * Misturar as plantas. 1 colher da mistura para uma chávena de água a ferver. Deixar em infusão 30 minutos,  filtrar. * Beber quente 3 vezes ao dia,

entre as refeições. óleos essenciais Limão 3 gotas, 3 vezes ao dia. Zimbro ­ 2 gotas, 2 vezes ao dia. Outros óleos essenciais: Alecrim, Alho, Bétula, Cebola, Limão, Tomilho, Zimbro 343

Coreia (dança de São Gui) CONSELHOS Fortemente desaconselhados: ­abusos alimentares, álcool, vinho, cerveja, tabaco, gorduras anímais. ­tensões,  fricções, disputas, enervamentos, contrariedades, ruídos, etc. Indispensáveis: ­calma, repouso, descontracção, andar a pé, relaxamento, etc. ­Recomendações  gerais, ver Arteriosclerose (p. 242), Alimentação, Exercícios Físicos,  Respiratórios, Afusões, Banhos, Jejum. Coreia (dança de São Gui) V er também Convulsões, p. 340. Atenção aos acidentes e às feridas decorrentes,  especialmente com garfos, facas, objectos cortantes ou pontiagudos. A dança de São Guí caracteriza­se por movimentos espasmódicos e incontrolados dos músculos dos braços, das pernas e do rosto. A ímprecisão de  certos movimentos é, muitas vezes, o primeiro indício da doença. O controlo dos músculos deixa de se fazer, e o corpo acaba por ficar agitado com  movimentos contínuos. O acompanhamento médico é indispensável. Drageías * Erva cidreíra ­ Erva­de­são­joão ­ Valeriana ­ Marroio ou Infusão * Erva cidreira + Erva­de­são­joão + Valeriana + Marroio ­ 1 drageia de cada, 1 vez por dia.     1 pitada de cada planta para 344

Coreia (dança de São Gui) meio litro de água. Ferver durante 2 minutos e deixar repousar 15 minutos. Beber  3 ou 4 chávenas por dia. óleos essenciais Camomila 1 a 3 gotas, 2 ou 3 vezes ao dia. Massagem Fazer a maceração oleosa seguinte: para meio litro de azeite, 5 ou 6 boas pitadas de lavanda + 10 pitadas de erva­de­são­joão + 20 cabeças de  camomila. Expor ao sol durante 4 ou 5 dias, ou, para acelerar a preparaçâo, aquecer a mistura em banho­maria durante  cerca de meia hora e filtrar. Fazer uma fricção todos os dias. Banhos * Fricções completas, mornas, várias vezes ao dia. Banhos mornos. Banhos de assento Banhos de assento quentes, seguidos de banhos de assento frios e curtos (2 vezes  por semana). Lavagens Lavagens com meio litro de água morna ou com uma infusão de camomila: 10 cabeças de camomila para meio litro de água. Ferver durante 1  minuto e deixar repousar 10 minutos. Efectuar a lavagem com uma ,,pêra”, de  manhã em jejum. Conservar 20 minutos. Duches e afusões * Rectais e diárias. Cinturão de Neptuno * * 2 ou 3 vezes por semana. Camisa quente *

* Camisa quente húmida, durante 1 hora ou mais, cobrir­se bem e colocar nos pés uma botija de água quente  (aplicações diárias) Alimentação * * Higiene alimentar indispensável. Alimentação sóbria e variada. * Evitar: todos os excitantes, álcool, vinho, cerveja, chocolate, tabaco,  especiarias. E também açúcar, pastelaria, fritos, charcutaria, manteiga  cozinhada, etc. * Alimentos recomendados: todos os frutos frescos, legumes, pepino, couve,  chucrute, alhos­porros, cereais integrais, arroz integral, trigo sarraceno,  beter345

Corrimento branco (leucorreia) raba, rabanetes, endívias, alface, amêndoas, passas, tâmaras, figos, ameixas,  germe de trigo, levedura de cerveja. Jejum * 1 dia por semana. Tem um efeito calmante, relaxa e descontrai. Beber muita água. 1 dia, a fruta Cura de fruta. CONSELHOS Andar de pés descalços é indispensável, recomendado por Kneipp (durante a  estação fria, deve fazer dentro de casa). No Verão, andar dentro de água, à  beira­mar ou do rio. Alternativamente, ficar de pé numa banheira meia cheia de  água fria (ou fresca) durante 4 ou 5 minutos. Arejar bem os quartos. Evitar ruídos, emoções violentas, stress. Praticar os  endurecimentos, a marcha, a descontracção, os exercícios respiratórios. Corrimento branco (leucorreia) M anifesta­se por secreções de líquido claro, purulento. A doença pode ser aguda  ou crónica e manifesta­se por inflamações nos lábios vaginais, uma sensação de  crispação no útero, dores violentas no baixo­ventre, nas costas, uma  sensibilidade excessiva das partes vaginais internas e externas, inchaços, etc. Atenção: pode resultar de uma lesão interna (consulta médica indispensável). Vigiar também a prisão de ventre. 346

Corrimento branco (leucorreia) D ,wffei as * SalsaparIlha ­ Pervinw ­ UrtIga ­ M//­fo/17.7s 2 drageias de cada, 1 vez por dia. OU IMUSiO S.71saparíll?a + PervInc.7 @@ + Urliga ­@­ Mil­foffias 1 pitada de cada planta para meio litro de água. Ferver e deixar em infusão 10  minutos. Tomar 2 ou 3 chávenas por dia  . ó10OS OSSO17C1,015 * 2 gotas, 3 vezes ao dia, alternadamente, dia sim dia não com: S.ISSafrás * 1 a 3 gotas, 3 vezes ao dia. Tuía * 2 gotas, 3 vezes ao dia (unicamente sob receita médica). BOIMIOS dO OSSOIMO * Mornos, tos). diários (5 a 10 minuLOVOgOIM * V0g117RIS Com    infusões de: M// foffias ou Folh.7 do carva1170 4 ou   5 pitadas de planta para meio litro de água. Ferver durante  3 minutos e  deixar em infusão 15 minutos. ­ Fazer a lavagem com uma “pêra”, de manhã. ÁOuci>OS e Ofusões

* Das coxas (diárias) e fulgurante, 3 vezes por semana. * Higiene indispensável, loções mornas várias vezes ao dia nas partes sexuais e no baixo­ventre. ffi AI1M017h700 Contra­indicações: evitar todos os excessos, chá, café, álcool, tabaco,  especiarias (pimenta, mostarda, pimentos), sal (usar com muita moderação),  açúcar, pastelaria, pratos com molhos, conservas, charcutaria, caça, queijos  fortes, etc. Alimentos privilegiados: frutos frescos, legumes, cereais  integrais, germe de trigo, levedura de cerveja, nozes, alperces, papas de aveia,  berinjelas, cebolas, azeitonas, cenouras, aipo, ameixas, rabanetes, uvas,  laranjas, limões, maçãs, tomates, soja, cerejas, toranja, etc. ffl     jejum  * 1 dia por semana (ou durante 36 horas). 1 dia a fruta, por semana. Cura de fruta da estação: aiperces, uvas, maçãs... 347

Corrimento branco (leucorreia) O PADRE KNEIPP A CONSEL HA * Todos os dias, 1 banho de assento morno e uma irrigação (lavagem vaginal) com  uma decocção de casca de carvalho: 5 ou 6 pitadas para meio litro de água.  Ferver durante 10 minutos e deixar em infusão durante 20 minutos. Fazer de  manhã, com a ajuda de uma “pêra”. * E todos os dias, alternativamente: * abiução da parte superior do corpo,­ * afusão dos joelhos e das coxas. A £ GUMA S RECEIM S DO DR. CHOMEL Em injecção vaginal, infusões de: * água de alecrim * argentina * mil­folhas * urtiga * 4 ou 5 pitadas de cada planta para meio litro de água. Ferver durante 3 minutos e deixar em infusão 15 minutos. Fazer a lavagem ao acordar com  a ajuda de uma “pêra”. CONSELHOS Banhos de ar livre e de sol (ver p. 151). Exercícios fisicos, praticados com  moderação. Exercícios respiratórios e de relaxamento (ver p. 137). 348

Costas (dores nas) Costas (dores nas) Ou a perda de 3 milhões e 600 mil dias de trabalho! É uma das mais frequentes afecções de que se queixam os habitantes dos países  industrializados. Só em França, ao longo de apenas um ano, este mal ocasiona  cerca de 208 milhões de consultas médicas; 8 a 9 milhares de francos em despesas  de 95 000 acidentes de trabalho (fonte: Réussir votre Santé 11/1995). Se tentarmos definir as dores nas costas, apercebemo­nos que se trata de um  fenômeno muito complexo. Certamente que está sempre ligado a dores situadas na parte dorsal ou lombar do corpo ou na coluna vertebral. Mas  estas dores podem ocorrer em qualquer outra parte das costas, num ponto bem preciso ou cobrir uma grande superfície. Podem ter uma intensidade  variável: violentas ou ligeiras. São descritas pelos pacientes como sensações de  queimadura, de picadas, de contracções, de tensão. As dores nas costas podem  atingir as partes circundantes e até provocar paralisias. Finalmente, podem  surgir bruscamente ou progressivamente. As dores nas costas podem resultar em  dores intensas, sem que exista lesão, e podem também desaparecer tão depressa  como apareceram. As origens das dores nas costas são múltiplas As dores nas costas podem ser ocasionadas por diversas patologias, por vezes  trata­se de uma lesão lombar vertebral. Podemos citar também outras causas: a  artrite degenerativa da coluna vertebral, a luxação vertebral, os reumatismos, a  osteoporose, a fractura acidental, as sequelas de diversos traumatismos, etc. Os praticantes realçam a incidência de más posturas. O exemplo muito  frequentemente citado é o de pesos erguidos com as costas dobradas e as pernas  esticadas. Más condições de trabalho e ausência de actividades físicas são  também razões da progressão deste tipo de patologia nos países industrializados. Não é por acaso que empregados de escritório constituem, juntamente com os  trabalhadores de mudanças, um grupo profissional de “alto risco”. 349

Costas (dores nas) Esta constatação permite­nos pôr em evidência o papel primordial dos gestos  aparentemente anódinos que efectuamos diariamente, a fim de nos prevenirmos  contra esta doença. As dores nas costas podem também provir de uma má formação da coluna vertebral  ou de um desarranjo hormonal. Cada vez mais se demonstra a importância dos factores psíquicos na gênese dos sintomas somáticos das dores nas costas. Este papel parece estar  confirmado pelos resultados excelentes obtidos nos Estados Unidos com  tratamentos placebo. Os terapeutas californianos realçam que a diminuiçao da  ansiedade e as distracções são elementos essenciais do tratamento. Em certos casos (felizmente bastante raros), é inevitável uma intervenção  cirúrgica. Contudo, inúmeros estudos americanos demonstram que este tipo de  tratamento é, muitas vezes, praticado de forma abusiva e que nem sempre traz  algum alívio. Segundo o Prof R. Lechtenberg do Departamento de Neurologia do  Downstate Medical Center de Nova lorque, a intervenção deve ser acompanhada de  substâncias tais como os esteró ides (cortisona) cujos inconvenientes estão mais  que demonstrados. MAIS VALE PREVENIR DO QUE REMEDIAR A prevenção deve consistir no consumo de elementos nutritivos. As plantas  remineralizantes, tomadas em infusão, como a urtiga ou a cavalinha, constituem um excelente meio de prevenção. Os exercícios físicos constituem o segundo elemento. Existem diversos tipos de  exercícios possíveis. Certos terapeutas aconselham especialmente a postura  sentada ancestral (a postura utilizada antes da descoberta da cadeira, que  consiste em sentar­se sobre os calcanhares, de braços cruzados sobre os joelhos  e com a cabeça inclinada para a frente. Esta posição pode ser mantida enquanto  não causar mal­estar. Uma variante desta posição é sentar­se no chão, de pernas  cruzadas. Contudo não devemos esquecer que, em certos casos, o melhor remédio em caso de  dor é ficar deitado. Por vezes, basta isto para parar a progressão da dor.

Entre os procedimentos propostos pela medicina não convencional, três técnicas  manuais dão, de uma maneira geral, resultados excelentes. 350

Costas (dores nas) Trata­se da etiopatia, da osteopatia e da quiroprática. Estas terapias podem ser  preventivas ou curativas. Não têm contra­indicações e não usam medicamentos. As curas termais e a acupunctura são também indicadas, especialmente para as  osteoartrites. A estimulação transcutânea eléctrica dos nervos é cada vez mais utilizada nos  Estados Unidos e dá resultados significativos. O papel do tratamento por hipnose e auto­hipnose leva em conta os factores  psicossomáticos que podem estar na origem da doença e permitem obter, por vezes, remissões espectaculares. Para o Dr. Hauschka, as “dores nos rins” são funcionais. Não são os nervos da  coluna vertebral que estão em causa quando o disco está em mau estado. A dor  provém, na realidade, dos nervos ligados aos músculos e dos ligamentos que  funcionam em más condições. Estes não podem ser vistos nas radiografias clássicas. O seu tratamento assenta numa associação fito­ortomolecular à base de bambu­de­ tabashir, planta utilizada no Sul da índia há mais de 25 séculos, à qual ele  associa o harpagófito e o cássis. Excelente remineralizante, o bambú­de­tabashir  contém 97% de sílica, razão da sua utilidade em casos de fragilidade óssea. A mioterapia O procedimento aqui é sensivelmente diferente. Com efeito, para os partidários desta técnica, utilizar um medicamento, seja ele químico ou natural, apenas encobre o problema sem o resolver. O mioterapeuta vai procurar a  origem traumática esquecida que é responsável pelo espasmo que ocasionou a dor.  Verifica­se que esta se localiza quase sempre longe do ponto doloroso. A outra particularidade deste método que não se pode esquecer é que ele é  totalmente indolor. O médico “mioterapeuta” faz desaparecer a dor, qualquer que  seja a sua origem. O músculo reencontra a sua amplitude máxima e a sua função 

normal. Finalmente, a importância desta técnica é que ela tem resultados  interessantes em muitas outras patologias, por exemplo, as vertigens, a asma, a  insônia e diversos tipos de dores. 351

Costas (dores nas) A osteobiótica ou o lado “psico” das dores nas costas As niemórias de stress inscrevem­se nas células do cérebro e ocasionam sequelas  ao nível do esqueleto que estão ria origem das dores rias costas. Todas as idades podem ser afectadas, mas em particular a partir das idades  críticas que se situam entre os 40 e os 50 anos e que marcam uma reorganização hormonal. Se estes vestígios traumáticos despertam, repercutem­se no físico e no psíquico.  A técnica da osteobiótica consiste em limpar todas estas memórias a firri de  aliviar as dores nas costas. A mecânica para socorrer as dores nas costas O Affiletic training é fabricado e distribuído pelo seu inventor, J. Frelat.  Esta máquina propõe o “trabalho muscular excêntrico dos membros inferiores e  superiores”. Este tipo de movirriento assemelha­se a descer as escadas e baseia­ se na tensão máxima das fibras musculares. A eficácia deste dispositivo é que  ele permite uma reeducação funcional duas vezes mais rápida que os aparelhos  mais fláveis actualmente existentes no mercado. É recomendado a todas as vítimas  de traumatismos. O aparelho de Jean Frelat foi testado pela Unidade de Formação  e de Investigação em Ciências Técnicas das actividades físicas e desportivas de Dijon. 352

Cuperose Cuperose v   igie a digestão, a prisão de ventre, as doenças intestiriais, etc. D~el,is * 11@@JI  Amor­porfeíto ­ I­abaça Fuináría ­ H.7177.7inélis ­.2 drageias de cada, 1 vez ao dia. PróPo11@q * 4 drageias por dia. * Ou em solução­ à razão de 10 a 20 gotas, 2 ou 3 vezes ao dia (curas de 1 mês). ou Infusão Amor­perfeito ­ Labaça Fumária * 1 boa pitada de cada planta para 1 chávena de água. Ferver, apagar o lume e deixar repousar 15 minutos. * Tomar 3  chávenas por dia. ó1005 O.95017CAVIS C.717&1a 2 gotas, 2 vezes ao dia. M oCO/w00 * 200 g (ou 200 cl) alo óleo dO A~17d03S­CoC&S “ @abaÇ.7 + Énula­campana 3 ou 4 boas pitadas de cada planta, misturadas no óleo de amêndoas­doces. Deixar  repousar durante 12 horas. Aquecer em seguida esta mistura em banho­maria durante 30 minutos. Filtrar. Aplicar de  manhã e à noite nas partes doentes. Esta preparação é excelente para os cuidados  do rosto e para o cieiro (segundo o Dr. Chomel). 02/7/105* Banhos dos pés derivativos de feno, dia sim dia não. Banhos de assento frios  todos os dias. Einhos de vapor

­ Recomendados. Mé;'@4 ÁoUches óó ­ Das coxas e dos braços. Alimentação * Formalmente proibidos: todos os álcoois e bebidas alcoólicasvinho, cerveja,  cidra, aperitivos, etc, 353

Cuperose * Contra­indicações: tabaco, todos os alimentos pesados e indigestos, pratos com  molhos, charcutaria, enchidos, morcelas, carnes gordas, açúcar, manteiga  cozinhada, pastelaria. Atenção ao sal. * Alimentos privilegiados: levedura de cerveja, todos os frutos, couves,  chucrute, legumes verdes, cereais integrais, pão integral, frutos secos  (amêndoas, nozes, avelãs), salsa, alho, cebola, feijão verde, pepino, espargos,  mirtilos, melão, beterraba, etc. JejUM    * Descongestiona (é um excelente rejuvenescedor), melhora o estado da pele. Beber  água. Cura de fruta. CONSELHOS ­Atenção ao sol, ao frio e ao vento. ­ Desaconselham­se: a montanha, os banhos de sol e os banhos de mar prolongados. Ver Endurecimento (p. 132). 354

D ­ Dentes ­ Depressão nervosa ­ Descalcificaçâo ­ Desmineralização ­ Diabetes e hipoglicernia ­ Diarreias ­ Disenteria ­ Dores e nevralgias

Dentes Dentes Xp v r tarribém Afias (p. 198), Boca (p. 261), Consulta médica indispensável. ff LOVOg0175 47 bOCO ] Cr,?vo­de­cabecí17ha Em decocção e lavagens da boca: 7 ou 8 cravos­de­cabecinha para 1 chávena de  água. Ferver durante 3 minutos e deixar em infusão 15 minutos. * Lavar a boca 4 ou 5 vezes ao dia. Orégão * Em decocção: 3 ou 4 pitadas para 1 chávena de água. Lavar a boca várias vezes ao dia. Útil em casos de nevralgias dentárias. Vei^àysco~br,9= Em infusão: 5 pitadas para 1 chávena de vinho tinto de boa qualidade. Ferver  durante 3 minutos e deixar em infusão 15 minutos. Lavar a boca várias vezes ao  dia. Acalma a dor (Tragus). Dentes móveis (Piorreia) Lovogons CO bom A cocleãria em infusão para lavagens da boca, várias vezes ao dia, firma os  dentes nos alvéolos dentários (Dr. Chomel). Pode ser utilizada para lavar a boca  depois de escovar os dentes. A brunela e a bistorta têm poderes idênticos.

A1M7Onffifão Evitar: açúcares, álcool, tabaco, pastelarias, etc., bem como os alimentos  demasiado quentes ou gelados. 356

Depressão nervosa Depressão nervosa v  e r tarribém Prisão de ventre (p. 522), Insónia (p. 446), Nervosismo (p. 474),  etc. Manifesta­se de várias forinas: excitabilidade, cólera, alegria intensa  seguida de depressão, abatimento, lassidão, medos frequentes, insônia, i­nau  humor, vertigens, contracções, etc. Os choques emocionais ou afectivos repetem­se ao longo da vida. Têm sempre uma  repercussão sobre a saú de física e, como acontece frequentemente, podem  acarretar alterações de ordem fisiológica. Por conseguinte, um indivíduo “stressado”, com medo, em pânico ou colérico mobiliza as glândulas supra­renais que segregam um excesso de  adrenalina, libertam glicogénio no fígado que o descarrega no sangue sob a forma  de glicose de modo a poder fazer face a esta situação e reagir. Para satisfazer  estes gastos energéticos mobilizamos ácidos gordos e colesterol. É uma reacção  de autodefesa natural face a um eventual perigo. Este processo é acompanhado de  um aumento do caudal sanguíneo e do ritmo cardíaco. Em condições normais de vida estas sobrecargas são canalizadas e não ocorrem  danos. Volta tudo rapidamente à normalidade, e tornamos a acertar os nossos  relógios biológicos pela hora da Vida. Mas a maioria das pessoas tem uma  existência artificial e muito distante da dos nossos antepassados “primitivos”,  que sabiam gerir as situações perigosas ou “stressantes”. Não é possível evitar estas situações pois elas são quase sempre independentes  da nossa vontade. É necessário, por isso, reaprender a enfrentá­las. 357

Depressão nervosa ,olwffei des * LLL@j Eleillei­0C0C0 * Tomar 4 drageias por dia, durante 1 mês. Repetir no início da Primavera e do  Outono. Erva­cIdreIr.7 ­ Erva­moleli­ínha ­ A1&cr1@n ­ Válorlan.7 * 1 ou 2 drageias de cada, 1 ou 2 vezes ao dia. Gélela­re.71 * 3 drageias por dia durante 1 mês. (Repetir 2 ou 3 vezes por ano, se  necessário). ou 117fusio Erva­cIdreIri + Erva­moleIrínk? “ AlecrIM ‘@­ Váler18n8 * 2 pitadas de cada planta para 1 litro de água. Ferver e deixar em infusão  durante 15 minutos. * Tomar 3 ou 4 chávenas por dia 817/711OS* Banhos dos braços. Banhos dos pés, todos os dias. Alternadamente, com uma  decocção de.Erva­cídreíra ­@­ Lavinda + L ouro 2 pitadas de cada planta para 1 litro de água. Aquecer, sem ferver, durante 20  minutos e acrescentar 4 a 5 litros de água muito quente. Estes banhos fazem­se  alternadamente 5 minutos para os antebraços, 5 minutos para os pés. Terminam com  uma fricção fresca. 88/7/105 Oro assento *Banhos de assento frios ou *Banhos de assento com fricções, todos os dias. *De preferência, de manhã ao acordar, na condição de o corpo estar quente. Áganhos de mpor *

São um excelente meio de eliminação e de descontracção. 3 vezes por semana, seguidos de fricções frescas e vigorosas. (Beber água  durante os banhos.) Afusão completa, quente e de curta duração, seguida de uma fricção fresca e  vigorosa em todo o corpo com uma luva de crina ou um pano grosseiro. Depois de  alguns dias, estas afusões deverão ser menos quentes e depois frescas. Afusão  rectal. C­MiSO IlúMIdO Camisa embebida em água quente e espremida, que deve ser conservada no corpo  envol358

Depressão nervosa vida em cobertores. Fazer 2 vezes por semana. Banhos de or livre e de sol * Exercícios físicos indispensáveis: andar a pé todos os dias. O cansaço físico é  uma terapêutica excelente. E17dUfficimeIMO Andar de pés descalços na erva húmida ou dentro de água. Alimelmição Sóbria e variada, mas evitar todas as sobrecargas alimentares. Evitar: chá,  café, tabaco, especiarias, álcool, vinho, cerveja, chocolate, doces, pastelaria, charcutaria, salmoura, fritos, manteiga cozinhada,  carnes gordas, alimentos gelados ou muito quentes. ­ Alimentos privilegiados: levedura de cerveja, germe de trigo, mel, limão,  alface, toranjas, laranjas, cereais integrais, arroz, trigo, aveia, todos os  legumes verdes, saladas, endívias, frutos frescos e secos: amêndoas, nozes,  avelãs, ameixas, alperces, etc. jejum Muito aconselhado porque repousa e descontrai. 1 vez por semana, se possível. Cura de fruta fresca. CONSELLIOS ­ Cura de magnésio (20 g para 1 litro de água mineral Volvie, Mont Roucous): tomar meio copo de manhã em jejum, salvo em casos de insuficiência renal. ­ Vigiar o repouso, evitar as contrariedades, os ruídos, as luzes fortes e a excitação. 359

Descalcificação ­ Desmineralização Descalcificação ­ Desmineralização A descalcificação pode estar ligada ou surgir rio seguirriento de várias doenças:  tuberculose, diabetes, carência de fósforo, de magnésio, etc. 01wffoi ‘95 * C.714.7111717a ­ R.7bal70 SIM9SIrO ­ UrIlg.7 ­ De17te­d&­leão Fucus wsiculosus ­ Éntila­CaMPan9 ­ Ca14a111717a 1 ou 2 drageias de cada, 2 vezes ao dia. ou 117fusão * C914d&717a + UrtIga ­k DOnte­d0­1&ãO * Ráb3170­SilVOSMO * 1 pitada de cada planta em meio litro de água. Ferver durante 1 minuto e  deixar em infusão 15 minutos. * Tomar 3 ou 4 chávenas por dia. ó100.9 OSSOMIZIS LIMão 1 ou 3 gotas, 2 ou 3 vezes ao dia. fia/7/705 * Banhos completos quentes, com algas marinhas (pode comprar algas marinhas  prontas a usar nas lojas de dietética ou em farmácia). 2 por semana, seguidos de um duche fresco e de uma fricção vigorosa. Banhos de assento Banhos de assento frios ou Banhos de assento com fricção. 3 vezes por semana. SaMios de vapor * Preparar uma decocção de cavalinha: 8 a 10 pitadas para meio litro de água.  Ferver durante 10 minutos e acrescentar

5 ou 6 litros de água a ferver. Esta mistura é colocada debaixo de uma banco e  deve ser seguida de uma fricçã o fresca. 2 vezes por semana. DUCI1OS o afusies * Das coxas e dos braços, 2 vezes por semana. Fulgurante, 2 vezes por semana. 360

Diabetes e hipoglicemia Banhos de ar livro e de sol Aconselhados quando estiver bom tempo. AI1M017ffição A alimentação tem um papel preponclerante: a sobrealimentaçâo, o leite e os  queijos não preenchem obrigatoriamente as necessidades em cálcio do    organismo  (apesar de o leite de vaca conter 4 vezes mais cálcio do que o leite materno). É  preciso favorecer o consumo de cálcio assimilável através do consumo de tósforo,  magnésio, silício, etc. Evitar: álcool, vinho, cerveja, tabaco, óleos refinados, pão branco. Alimentos  privilegiados: cereais integrais, pão integral, aveia, tapioca, agrião, feijão­ verde, couve­flor, chucrute, cenouras, alcachofras, salsa, cerefólio, cebolas,  laranjas, limões, toranjas, morangos, germe de trigo, azeite, óleo de girassol  (1.1 pressão a frio), frutos secos (amêndoas, nozes, avelãs), etc. JejUI17 É aconselhado, se possível 1 vez por semana. 1 dia de frutos frescos e secos. Cura de fruta: uvas, alperces. Diabetes e hipoglicemia V igilância médica indispensável. Para os conselhos gerais, ver Alergias (doenças  ambientais), p. 207, Alimentaçã o ­ açúcar, p. 121. A taxa normal de glicose no sangue situa­se entre O,90 e 1,10 g por litro. Acima  destes números considera­se que existe hiperglicernia, e podem surgir vários  sintomas: sede, fome, emissões frequentes de urina, vertigens, impotência,  doenças da pele, perturbações do apetite, cansaço, doenças cardiovascu lares,  etc. A obesidade também constitui, com a idade, uma factor de agravamento. Manifestani­se frequentemente várias perturbações, directamente ligadas aos  nossos hábitos alimentares, muito depois da ingestão da substância responsável,  o que dificulta a identificação exacta das causas destas 361

Diabetes e hipoglicemia perturbações. Mais do que qualquer outra patologia, a desregulação da glicemia  está na origem, directa ou indirectamente, de uma parte importante das doenças  que existem actualmente. A arteriosclerose, as afecções card iovascu lares, a  diabetes, todas estas perturbações do metabolismo estão directamente ligadas aos  nossos hábitos alimentares. A diabetes é uma desregulação da glicernia. Antes do século xix esta doença era  ainda mal conhecida e mal repertoriada porque a sua manifestação era muito mais  rara do que nos nossos dias. Quais serão os factores que fazem com que se assista actualmente a uma tal  epidemía que acarreta severas complicações? Em primeiro lugar é útil relembrar alguns números: de acordo com as fontes consultadas, o consumo de açúcar, que já tinha aumentado em relação ao  século anterior, era em 1820 da ordem de 3 kg por ano e por pessoa; em 1990 o  consumo médio de um americano era de 75 a 90 kg. Observa­se aqui uma alteração  de hábitos que faz a fortuna das empresas de açúcar e dos laboratórios  farmacêuticos, mas que, simultaneamente, arruína a saúde dos consumidores. Por outro lado, a diabetes é frequentemente precedida por hipoglicemia  (insuficiência de glicose no sangue), que constitui um factor de cansaço, de  enxaquecas, etc. Esta reacção orgânica decorre do esforço exercido pelo  organismo para tentar livrar­se do excesso de açúcar, libertando a insulina. A insulina é uma hormona segregada pelo pâncreas e que fornece a  glicose às células, armazenada sob a forma de triglicéridos. Quando a alimentação é normal (e preenche as necessidades do organismo), esta operação  decorre normalmente e a insulina preenche a sua função. O açúcar e os alimentos refinados O problema torna­se crucial quando se ingere demasiado acúçar e alimentos refinados, que se transformam em glicose. A reacção orgânica toma­se  anárquica, e o corpo produz demasiada insulina. O excedente faz baixar a  glicemia para um nível inferior ao aceitável, e por conseguinte o nível de  glicose no sangue baixa e manifestam­se os sintomas de can362

Diabetes e hipoglicemia saço e uma maior procura de produtos doces por parte do organismo. É o início da engrenagem e a progressão do desequilíbrio, pois a única solução que  se apresenta para evitar as perturbações é o consumo de açúcar. Esta constatação é o resultado de um consumo de açúcar e de produtos refinados,  marcas de qualidade e de pureza veiculadas pela nossa sociedade. Com efeito, que  haverá de mais puro do que a brancura imaculada mais branca do que branca? A  brancura é sempre sinónimo de limpeza, por conseguinte é suposto ser protectora.  O branco está na moda: refina~ ­se tudo, desde a farinha até ao arroz, e desde o  pão até ao sal. As relações entre os alimentos e a saúde consideradas por Hipócrates e por todos  os seus sucessores como sendo fundamentais têm pouco eco actualmente entre os nossos médicos. (São efectivamente raros aqueles que dão  conselhos alimentares.) As perturbações da nutrição podem ser facilmente avaliadas se repararmos que os  povos que não consomem açúcar ou alimentos refinados só raramente contraem  doenças cardíacas e diabetes. Foi o caso dos Islandeses até aos anos 20, dos  lemenitas, dos Japoneses, de certas populações da ex­URSS, os Abkhazes. Curiosamente verificamos que a modificação dos hábitos alimentares dá origem a  perturbações, por vezes, só passados 20 ou 30 anos. O que significa que os  povos protegidos pela sua alimentação tradicional deixam de o ser quando  abandonam os seus hábitos ancestrais. É o caso dos japoneses imigrantes nos  Estados Unidos da América. Estes têm os mesmos problemas que os outros  americanos quando se alimentam como eles. A sua altura aumentou, passando de  1,60 m (altura média dos Japoneses do início do século) para 1,80 m actualmente,  comparável à altura dos outros americanos. As suas defesas imunitárias baixaram,  em grande parte em razão do consumo de açúcar, de alimentos refinados e de produtos lácteos. Realizaram­se inúmeras experiências sobre a glicemia, particularmente por Cohen,  que, em 1972, publicou um artigo numa revista especializada sobre o papel dos  factores genéticos e alimentares na diabetes. Este cientista demonstrou que era  possível alterar o património genético dos ratos através da alimentação. Todos  estes trabalhos foram confirmados por outras equipas de investigadores,  especialmente por Laube e Pfeiffer. Estes também realçaram o papel dos hidratos 

de carbono refinados (farinhas brancas, arroz descascado, etc.) neste tipo de  patologias, que, em 363

Diabetes e hipoglicernia resultado da refinação, são privados dos nutrientes essenciais e tornam­se  inassimiláveis. Os tratamentos tradicionais Nas perturbações da nutrição que gerarri este tipo de patologias (supostamente  incuráveis), é possível obter, através de uma alteração alimentar bem conduzida,  resultados interessantes. * Para o Prof. Bilz, esta doença só aparece rio seguimento de um estilo de vida específico: abusos alirrientares, consurno de bebidas alcoólicas e,  obviamente, abuso de doces. O essencial do seu tratamento consistia numa alteração dos hábitos alimentares,  na prática de exercícios físicos, bem como na aplicação de banhos de vapor e  massagens. * Para o padre Kneipp, a diabetes é simplesmente uma grave doença digestiva. Não é possível curá­la com tratamentos de rotina, e é necessário  proceder individualmente. Ele preconizava uma alimentação simples e variada,  semicúpios frios e curtos, banhos de vapor e banhos de assento. Aconselhava  também decocções de tormentilha (à razão de 2 ou 3 chávenas por dia). ó1005 OSSO17CIOIS * ZíMbro ­ Eucalípío ­ CeboIa ­ Gerânio 2 gotas alternadamente, 2 ou 3 vezes ao dia. B.61717os de OSSOIMO * ­ Todos os dias. EO/7h05 dO &WpOr * ­ 2 ou 3 vezes por semana, seguidos de uma loção fresca e de fricções vigorosas. ou Receito moli,45tico Foffias de noguelia + foffias de MIrtilo + foffias de Urilga + folhas de  Amoreir,7 ­@­ erva de AgrIpalma * erva de Morangos­silvastros + vagens de Febfão 

* erva de Galeça ErV.7 ale Galkga + bagas de Zímbro + erva a’& Pé­de­leão + t7ores de TílIa +  erva de Morangos­sílvestres + fOffiaS de UVa­UrSI@7a + foffias de MIrtIlo +  foffias de Vísco + Erva­de­São­pão + Cenlaurea grande 364

Diabetes e hipoglicemia Em infusão: misturar em partes iguais todas as plantas. 1 colher, de sopa, desta  mistura para 1 copo de água a ferver. Deixar em infusão durante 5 minutos. Tomar  2 copos por dia, entre as refeições. Afusio Fresca, das costas e das coxas, 2 ou 3 vezes por semana. câmiso húmid.9 Aconselhada. ReceIMS rItoter.10utic­es PIOMOS 817W~05 * Decocgão em 1 litro de água de 10 9 de raiz de bardana, 30 g de suco de urtiga, 30 9 de cevada, misturadas com  sumo de limão e de agrião (20 g de cada). * Tomar 2 ou 3 chávenas por dia. Abacate * Mencionamos este fruto porque é um alimento ideal para os diabéticos. Contém poucos glícidos e tem uma grande  percentagem de vitaminas e de proteínas. AÚ­ela­mirtílo * Mergulhar as folhas de airela­mirtilo em água morna e deixar repousar durante  24 horas. Filtrar. Beber um copo pequeno por dia. Segundo Jules Offner, as folhas de airela­mirtilo  são utilizadas com êxito contra a diabetes, bem como o gerânio, erva­de­são­ roberto, Geranium robertl;gnul­n (também utilizado para a cicatrização de  feridas). Alcac17ofra A decocção das folhas é hipogiicerniante, portanto aconselhada aos diabéticos. 

Tomar meio copo 2 vezes ao dia, antes das principais refeições. Esp117176­1r0 @S11V.7) Um punhado de planta fresca para 1 litro de água. Na  medicina popular grega utiliza­se a decocção das extremidades tenras, à razão de  um copo por dia, em jejum. Gal­­9.7 20 g de planta para 1 litro de água. Tomar 1 a 3 chávenas por dia. Esta planta  forrageira estimula os animais. É também fortemente hipoglicemiante e faz baixar  a taxa de açúcar no sangue. Noguelra Fazer uma decocção: 10 a 15 g de folhas para 1 litro de água. Tomar 2  ou 3 chávenas por dia. 011velra 10 a 15 g de folhas para 1 litro de água. Tomar 2 ou 3 chávenas por dia. 365

Diarreias * As folhas de oliveira têm propriedades hipoglicemiantes. 7remoço * 10 g de planta para 1 litro de água. * Tomar 2 chávenas por dia. * A infusão é hipoglicemiante (pela acção da lupanina). Pode­se também fazer café com as suas sementes. Tupi@7ambo * Beber a água da cozedura à razão de 1 ou 2 chávenas por dia. * Os tubérculos, muito ricos em insulina, são hipoglicemiantes. Também: EUCalipto ZIMbro S­7/14.7 01114e1;la, Ce17OUrZ7, COUVe, Espargos E: Cloreto de magnésio, zinco, selénio, vitaminas. Alimenfi?ção * Deve ser sóbria e variada. Evitar todos os excessos alimentares. * Evitar: álcool, cerveja, vinho, aperitivos, chá, café, chocolate, especiarias, sal, todos os doces, pastelaria,  manteiga cozinhada, carnes gordas, fritos, enchidos, charcutaria, alimentos  refinados, pratos com molhos, óleos refinados e, de uma forma geral, todo o tipo  de alimentos industriais. * Alimentos privilegiados: óleos

virgens de primeira pressão, especialmente o azeite, mas também alho, cebola,  saladas verdes, espargos, pepino, espinafres, alcachofras, couve (crua), dente­ de­leão, agrião, frutos frescos, mirtilo, groselha, amora, nozes, avelãs,  levedura de cerveja, etc. Diarreias 2 0% a 30% da população sofre, a vários títulos, de problemas digestivos: prisão  de ventre, diarreia, inchaços. Todas estas perturbações podem ter origens muito  diversas (alimentares, parasitárias, stress ou abuso de certas substâncias  medicamentosas) e serem passageiras ou crónicas. Poucas pessoas afectadas com este tipo de patologia consultam o médico, já que a  alteração do tipo de alimentação tem, na maioria das vezes, resultados  apreciáveis. 366

Diarreias Receitas fitolelaPêutic­es Alfarroba * As sementes são esmagadas e reduzidas a farinha. * Utilizam­se salpicadas nos alimentos, tal como as especiarias (o equivalente a  meia colher de café). Cássis * Beber o sumo extraído das bagas (sem açúcar). * 3 copos por dia, Carvaffio­comum * Tisana ou pó da casca, 1 g, 5 vezes ao dia. Ca valinha * Infusão de 20 g de planta para 1 litro de água a ferver. * Tomar 1 ou 2 chávenas por dia, antes das refeições. Cíl70glOSSO­oficínal * Infusão de 10 9 de ramos migados para 1 litro de água a ferver. Deixar repousar 15 minutos. * Beber 2 chávenas por dia. Erv.9­benta­w­num * Infusão de 10 g de raiz para 1 litro de água fria. Ferver e deixar repousar 10 minutos.

* Beber 3 chávenas por dia. Espính&iro (sílva) Tisana das folhas: 20 g para 1 litro de água a ferver. Tomar 3 chávenas por dia. Hortelã­p~nta Utiliza­se como para a falta de apetite: infusão de 15 g para 1 litro de água a  ferver. Tomar 2 ou 3 chávenas por dia, no final das refeições. “irNOS secos Um centena de mirtilos secos, previamente demolhados. Mor.7ngueiro Infusão de 15 g para 1 litro de água a ferver. Tomar 2 chávenas por dia. É  antidiarreico. Atribuía­se­lhe uma acção protectora contra a lepra, os humores e  a fecundidade das mulheres. As folhas servem para preparar uma tisana que acalma  a tosse dos fumadores. NOSPOreíra Infusão da casca: 10 g para 1 litro de água a ferver. Tomar 2 chávenas por dia. Pé­de­leão­COMUM e Pé­de­leão­dos,71POS 10 g de folhas para 1 litro de água fria. Ferver 2 minutos. O pé­de­leão­dos­alpes foi utilizado no século xvii pelo médico italiano  Allioni. 367

Disenteria Po te17 P717a ­ ans &rIna Decocção: 10 g para 1 litro de água fria. Ferver durante 10 minutos e deixar  repousar. Tomar 2 chávenas por dia. P0101711117a­r.7SIel,71710 Decocção de 20 g de planta para 1 litro de água. Tomar 2 chávenas por dia. SOMPr&­nolva 1 g de raiz seca e reduzida a pó, 3 vezes ao dia (com um pouco de água). As folhas tenras podem ser consumidas em  saladas. É uma das plantas várias vezes citadas por Alberto, o Grande. Está  também representada no célebre quadro de Roger van der WeycIen, no qual a Virgem  está rodeada por quatro santos, entre os quais dois são médicos, Côme e Damião. Tormentilha, GerânIo @èi­v.7­de­são­roberto) * Utilizar como para a boca (p. 261): 10 g em 1 litro de água fria. Ferver e deixar em infusão durante 10 minutos. * As folhas frescas podem ser mastigadas. Tom1117o erva­ursa e Orégão­ ­ Villgar * Utilizar como para as anginas (p. 233): infusão de 15 g de planta em 1 litro  de água a ferver. * A sua acção pode ser reforçada com t~11ho, camomila e salva. UlmeírO * Infusão da casca: 10 9 para 1 litro de água a ferver.

* Tomar 2 chávenas por dia. Disenteria ntigamente utilizava­se unia decocção de casca de castanheiro, que é muito rica  em taninos. CI9SC3 de Cas117nhoh­0 ­ Em decocção: 20 g de casca 368 para 1 litro de água. Ferver durante 20 minutos e deixar repousar 30 minutos. ­ Tomar meia chávena, 2 ou 3 vezes ao dia.

Dores e nevralgias Dores e nevralgias ReCeAt.95 Jr]:] rItotelopêutic­75 A Có17i10 Planta utilizada para as dores nevráigicas, especialmente as do trigémeo e para  as perturbações respiratórias, ATENÇA01 Esta planta é muito tõxica. Em cortas  doses pode até ser mortalill No século xvii observaram­se casos de pastores  mortos depois de terem adormecido perto do acónito (no seguimento da inalação  dos vapores). Esta planta deve ser prescrita por um especialista. Pertence à  categoria das plantas “mágicas”, pois dizia­se que as bruxas preparavam uma  pomada de acónito para friccionar o corpo antes de levantarem voo nas suas  vassouras. A cíência tenta explicar esta crença pela acção anestesiante do  acónito nas terminações nervosas. É por conseguinte possível que, ao perderem a  sua sensibilidade, “as bruxas” tivessem a impressão de voar. Alecrim Tintura­mãe: 40 g de flores para meio litro de álcool a 900. Deixar macerar num  frasco ao sol durante 2 semanas. Filtrar. * Friccionar as partes dolorosas. AnéM0173 * As anérnonas foram citadas por Dioscórides. Há 2300 anos o poeta grego Nicandro utilizava­as como antídoto  contra os venenos dos animais. Anémona­pulsát11 * Para as dores uterinas, a anémona pulsátil é eficaz. ATENÇA01 Esta planta é  perigosa. Deve ser preparada por especialistas. A Veia * Banho: 500 g de palha de aveia para 3 litros de água. Deixar de molho durante 3 horas, filtrar e acrescentar à 

água do banho. Caldo­morto (utiliza­se também a erva­de­sào­tiago). * Decocção para dores diversas e para as perturbações da menstruação. Erva­d&­são­joão­ofIcli7a1 * 80 g de folhas esmagadas em 1 litro de azeite. Deixar macerar durante 3 semanas ao sol numa garrafa bem  fechada. Filtrar. * Friccionar as partes dolorosas. 369

Dores e nevralgias Hei@g As folhas em uso externo são eficazes contra as dores e as úlceras. L a vaiwla Tintura­mãe: 40 g de flores para meio litro de álcool a 900. Deixar macerar num  frasco ao sol durante 2 semanas. Filtrar. Friccionar as partes dolorosas. MO1M91701r0 As folhas frescas utilizam­se em cataplasmas. ATENÇA01 Em uso interno esta planta é t6xica. Não utilizar sem consultar um  especialistalil Salguelro­bianco Infusão de 20 g de casca esmagada em 1 copo de água. Ferver 5 minutos e deixar  em infusão 15 minutos. Tomar 3 chávenas por dia. Tom1117o­crespo @é1­va­ursa) Utiliza­se imediatamente em compressas ou em loção. Alivia as dores nevrálgicas  e a ciática. 370

* Eczerna * Edema * Enfarte do miocárdio * Enjoo * Entorpecimentos * Entorses ­ Luxações * Enxaqueca (cefaleia, dores de cabeça) * Epilepsia * Erisipela * Escaldão (golpe de sol) * Escarlatina * Esclerose em placas * Escrófulas ­ Adenites ­ Alporcas * Espasmofilia (Tetania) * Esterilidade * Estomatite ­ Gengivite

Eczema Eczema Ver tanibém Alergias (p. 207), Impigens (p. 438), Pele (p. 506). V Pode recobrir todo o corpo ou, pelo contrário, estar disserninado aperias em  certas partes: mãos, costas, pernas, torso. Pode ser escamoso, húmido e dar  origem a febre e comichão. DM90A as * SalSapar1117a ­ ESCabIóS.7 Labaça ­Amor­perfeito ErVa­MOleIr117178 1 ou 2 drageias de cada, 1 vez ao dia, alternadamente, 2 a 4 drageias de  prõpolis durante 1 mês, ou em soluçã o: 10 a 20 gotas, 2 ou 3 vezes ao dia. ou 117fusio * SalSapar11173 + ESCabIOSa + Labaça + Amor­perfelto + Erva­ molelr11717a * 1 pitada de cada planta para 1 litro de água. Ferver e deixar em infusão  durante 15 minutos. * Tomar 3 chávenas por dia. compressas * Em uso externo: Escabiosa + Gamomíla *Fazer uma infusão: 2 pitadas de cada planta para meio litro de água. Ferver e deixar em infusão durante 20  minutos. *Aplicar em compressas ou cataplasmas de argila, de manhã e à noite e conservar se possível durante cerca de 20 minutos. Receitas rItotempêuticas Arístolóqtila­comum Infusão de 10 g de planta para 1  litro de água fria. Ferver 1 minuto e deixar repousar durante meia hora.  Utilizar em compressa, 1 ou 2 vezes ao dia, durante 10 a 15 minutos. Con.solda Infusão de 20 g de raiz descascada para 1 litro de água fria. Ferver 5 

minutos e deixar repousar 15 minutos. Beber 2 chávenas mornas por dia, fora das  refeições. NO ,queira 20 g de folhas secas para 1 litro de água fria. Ferver e deixar repousar 10  minutos. Tomar 2 chávenas por dia. Esta infusão pode ser aplicada em compressa,  conservada durante 10 a 20 minutos, 1 ou 2 vezes por dia. CONSELHOS Para a aplicação de afusões, banhos, banhos de assento, conselhos gerais,  alimentação, alimentos privilegiados, aplicações externas, ver: Impigens (p.  438), Comichão (p. 333) e Pele (p. 504). 372

Ederna Edema 1 nchaço de certas partes do corpo provocado pela acumulação de líquidos nos tecidos subcutâneos. Vigilância médica indispensável. Ál21wffoi ‘95 * Glêsta ­ Freíxo ­ Bélula ­ ZIMbro ­ Ortosíf017 1 ou 2 drageias por dia. ou Infusio * Gí,está + FrKvO + Bétula + ZIMbrO + OrtOS1f017 1 ou 2 pitadas de cada pIIant@ para 1 litro de água. Ferverdu rante 2 minutos e  deixar em infusão 10 minutos. Tomar 3 ou 4 chávenas por dia. COMP/w55.65 cícl~ * Utilizar os tubérculos esmagados em cataplasmas (também para o tratamento das  glândulas entupidas). * 50 g de planta para meio litro de água. Ferver durante  15 minutos e deixar em infusão 20 minutos. * Aplicar em compressas nas partes  atingidas. Repetir 2 ou 3 vezes ao dia. * A preparação pode também fazer­se em  cataplasmas, com meio copo de argila, à qual se acrescenta a preparação acima descrita. Mexer de modo a obter uma pasta untuosa. ­ Aplicar em compressas nas partes atingidas. Repetir 2 ou 3 vezes ao dia. óleos essenciais cebola 2 gotas, 3 vezes ao dia. @@I Duches e ?fusôés ­ Suaves e mornos, em função do doente. Alimentação * Regime alimentar indispensável. Contra­indicações: álcool, vinho, cerveja,  doces, pastelaria, sal, charcutaria, pratos com molhos, manteiga cozinhada, 

maionese, pimentos, queijos fortes, etc. Alimentos privilegiados: alcachofras,  cebola, alho, salsa, funcho, legumes, frutos frescos, etc. jejum   * ­ Recomendado. 373

Enfarte do miocárdio 1 Enjoo (de barco) 1 Enjoo (de automóvel, transportes) Enfarte do miocá'rdio v r Arteriosclerose (p. 242), Coração (p. 343). Enjoo (de barco) Bebida i­ Imão Receita grega: beber um copo de água do mar misturada com sumo de 2 limões. Enjoo (de automóvel, transportes) 190M4?   * Vinho de abalinto: macerar 25 g de absinto durante 2 ou 3 dias em 100 ml de álcool. Em seguida juntar esta mistura a uma garrafa de vinho tinto  (Bordéus). ­ Tomar 1 ou 2 colheres diluídas em meio copo de água, 1 hora antes da partida. CONSELHOS ­Para os casos díficeis, ver Náuseas, p. 472. 374

Entorpecimentos Entorpecimentos o   s tratamentos diferem em função da duração do entorpecimento. ­ Se o membro for passageiramente submetido a um entorpecimento, no seguimento de uma posição desconfortável: UU­ FlIcop­9 Fazer fricções frescas com massagem . Esta sensação cede ao fim de alguns  instantes, Se o entorpecimento for prolongado, acompanhado de formigueiro e picadas nas extremidades, consultar um médico de modo a identificar as causas. Para prevenir os entorpecimentos .4 filsão Afusões frescas dos braços e das coxas, 3 vezes por semana. ::(@11 ÁMO17hOS dO  V.~ * Banhos de vapor, 2 vezes por semana. A11k7entação ­ Alimentação variada, com diminuição de gorduras animais e, se  possível, supressão do álcool e do tabaco. 375

Entorses ­ Luxações Entorses ­ Luxações C ertificar­se de que não se trata de uma fractura. Em caso de entorse, existem  vários tratamentos que dão resultados muito bons e rápidos. Estes podem  acompanhar as receitas que damos abaixo e são os seguintes: * A acupunctura tem muitas vezes uma acção imediata na síndroma dolorosa. * As massagens, endireitamentos, quiroprática, osteopatia, etiopatia. Estes especialistas devem sempre ser consultados em caso de recaídas frequentes,  que podem ter uma causa postural. @ ÁOeCOCOO * T27si7elra + Verbona­oficli7a1 A decocção de tasneira alivia as entorses e as luxações: misturar 10 g de  verbena oficinal e 10 g de tasneira em 1 litro de água. * Aplicações quentes, repetidas. Agr~171,7, Murta, PIM&nIO, AlecrIm, T2w7elra, Wrbo17,9­comum, ArtemIslã, Boldo  G&17láUr0.7, P.7p0118­SlIV&Stre, Cravo­alé­defunto * Em infusão: misturar as plantas em partes iguais. 20 g da mistura para 1 litro de água a ferver. Deixar repousar  durante 10 minutos. * Tomar 2 chávenas por dia no momento das refeições. óleOS OSSOMIZIS M.717j6­MA9 Tratamento externo: 2 ou 3 gotas de óleo essencial  de manjerona, em aplicação por massagens suaves. COMPAISMOS*

* A agrlmõnla, misturada com a farinha de trigo, fervida durante vários minutos em vinho tinto, produz um  emplastro que cura as entorses e as luxações. * Cataplasmas de argila fria: aplicar após ter misturado a argila com água. A  preparação deve ter o aspecto de uma pasta untuosa. rMAIMOMO de C1;offiei * óleo de erva­de­são­jollo: 20 g de planta para meio litro de azeite (ou óleo de amêndoas doces), acrescentar 20  cabeças de camornila. Deixar macerar 8 376

Enxaqueca (cefaleias, dores de cabeça) dias ao sol (para acelerar a pre­     durante 20 minutos e filtrar). paração,  aquecer a mistura em         Misturar, em seguida, em partes banho­maria, em  lume brando,          iguais corri álcool canforado. CONSELHOS ­ Entorses na prática do esqui, ou consequência de um movimento em falso: pôr o pé ou a mão em contacto corri a neve, cubos de gelo, ou  alternativamente em água fria, continuando sempre a massajar. Estas aplicações dão muito bons resultados e suprimem a dor. ­ As pessoas sujeitas a entorses frequentes devem andar de pés descalços na erva húmida ou dentro de água e fazer exercícios para fortalecer as  canelas. Enxaqueca (cefaleias, dores de cabeça) V er eventualmente Hipertensão (p. 430), Prisão de ventre (p. 522). A enxaqueca  pode ser passageira, moderada ou persistente e até extremamente violenta. Pode  sofrer as mais variadas alterações, desde um pequeno mal­estar até à mais  insuportável dor de cabeça. Estas afecções podem durar muito pouco tempo e  persistir durante anos. As suas causas são variadas: choques, traumatismos, corpos estranhos nos ouvidos  ou no nariz, picadas de insectos, escaldões, luzes fortes, ruídos violentos,  prisão de ventre, emoções, stress, cólera, tristeza, alegria excessiva,  alimentação defeituosa, má ventilação dos quartos, dos locais de trabalho,  poluição atmosférica, abuso do álcool, do tabaco, falta de sono, doenças  intestinais, hepáticas, deslocação vertebral, etc. Devem tratar­se as causas iniciais (consultar eventualmente um acupunctor, um quiroprático, etc.). Mas se as enxaquecas não têm uma causa aparente e resistirem a todos os tratamentos, experimente os remédios  seguintes. 377

Enxaqueca (cefaleias, dores de cabeça) L7Mffoias * Valeríana ­ Primavera Erva­ursa ­ Cardo­berlo ­ Verbena 1 ou 2 drageias de cada, 1 vez ao dia. ou Infusão Absinto­oficil7.91 raiz de Pepíno­selvagem * Recelita do Dr. Chornei: ferver folhas de absinto com raiz de pepino selvagem (atençáo, esta planta é perigosa),  em 2 partes de água e 1 parte de azeite. * Tomar 1 chávena por dia. Sob receita médica. E também: Erva~cídreíra * lnfusào de 20 g de folhas em 1 litro de água a ferver. Deixar em infusão durante 15 minutos. * Beber 2 chávenas por dia, quentes e adoçadas com mel. * Tintura­mâ9 (utilizar em fricções na testa e nas têmporas). Utilizar também infusões de: R.71,717.7 dos pr.?dos (flores) Salguelro­bra17co (casca, C1781nada as01r117.7  178tUr3,@ V.710r7a179­OfIC117a1 (ra!Z), Lava17da ffiores), PrImavera (17or&s) * Fazer uma preparação com uma mistura de 10 g de cada planta. Deitar 2 ou 3 pitadas para 1 chávena de água,  ferver e deixar em infusão durante 10 minutos. * Beber 2 ou 3 chávenas por dia. Válerlana + Prímavera “ Erva~ursa 1 Cardo­bento ./­ Verb017a * 1 ou 2 pitadas de cada planta em 1 litro de água. Ferver durante 1 minuto e deixar em infusão 15 minutos. *  Tomar 2 ou 3 chávenas por dia. ó100,5 055017C1015

1@@ Ilav:7170a 3 gotas, 3 vezes ao dia. compressas * ­ Compressas frescas ou mornas na testa, nuca e têmporas. E.9171105 * * Quando os pés estiveram frios, proceder ao seu aquecimento por meio de banhos quentes dos pés e banhos de vapor  dos pés e paralelamente as loções frescas ou mornas na cabeça. * A fricção prolongada das têmporas, com as mãos previamente mergulhadas em água  fria, permite diminuir a intensidade das cefaleias. * Semicúpio curto e frio: 3 vezes por semana (de 10 segundos a 1 minuto). 80/7/105 dO 05501740 * Ou banhos de assento com fricções, 3 vezes por semana. LOVOgOJIS * Com uma infusão de Carnomila.378

Enxaqueca (cefaleias, dores de cabeça) Meio litro de água para 7 ou 8 cabeças de camomila. Ferver e aplicar quando a  preparação estiver morna. Conservar durante cerca de 20 minutos. Inúmeras dores  de cabeça persistentes foram aliviadas de forma notável graças a lavagens. @w  B217h05 dO V0POr * Banhos de vapor 3 vezes por semana. Duches e &fusões * Duches e afusões superiores: braços, tórax, nuca, cabeça, aiternadamente, dia  sim dia não, com uma afusão das coxas, seguida de fricções mornas dos pés e das  pernas. AlimenffiÇão * Muitas cefaleias são de origem alimentar, por isso deve vigiar os excessos. * Evitar: tabaco, álcool, vinho, cerveja, cidra, charcutaria, manteiga cozinhada, gorduras animais, fritos,  pratos com molhos, pastelaria, doces e todos os excessos alimentares. * Alimentos privilegiados: frutos, legumes verdes, saladas, etc. jejum Indispensável, dá frequentemente resultados inesperados. 1 dia por semana. Cura  de fruta (uvas). 1 dia, a fruta. O PADRE KNEIPP RECOMENDA *Uma infusão de cominhos + funcho: 2 pitadas de cada planta para 1 chávena de água. Ferver durante 2 minutos e deixar em infusão durante 15  minutos. *Tomar 2 ou 3 chávenas por dia. *Também: afusões, banhos, banhos de assento frios (seguidos de um duche muito quente), banhos quentes, banhos de vapor, fricções, etc.

A£ GUNS CONSELHOS DO OR. EW PARA O rRArAMEN7O DE VÃRIOS rIPOS DE ENXAQUECA * Dores de cabeça gãstricas: origem alimentar, indigestão. Sintomas, hálito  nauseabundo, opressão, fezes preguiçosas, enjoo, hemorróidas possíveis. * Evitar as causas e vigiar a alimentação. * Exercícios físicos e respiratórios. 379

Enxaqueca (cefaleias, dores de cabeça) Banhos de vapor seguidos de fricções. Camisa de Neptuno. Lavagens intestinais  diárias. Dores de cabeça reumatismais: não têm sintomas específicos. São  violentas e agravadas pelos movimentos, os esforços, a flexão, a tosse, os  espirros, uma sensação de tensão na nuca. Quanto à dor, esta piora com a pressão  (Ver Reumatismos, p. 538). Banhos de vapor, duche morno da cabeça (diários).  Fricções. Em caso de prisão de ventre, fazer lavagens intestinais. Dores de  cabeça nervosas: periódicas. Acompanham o período menstrual, as emoçõ es. A dor  é surda ou violenta, e aumenta geralmente com a pressão. Banhos de vapor dos pés  e das pernas, acompanhados de compressas frescas na cabeça e na nuca. Banhos  mornos com afusão fresca da cabeça e da nuca. Lavagens intestinais eventuais, em  caso de prisão de ventre. Dores de cabeça com sensação de frio: Afusôes quentes,  repetidas várias vezes por dia. Compressas quentes no pescoço. Dores de cabeça  opressivas: manifestam­se por fortes pulsações nas veias temporais e no pescoço.  Surgem após uma excitação, um golpe de sol, consumo de álcool. Banhos de assento  frios prolongados, acompanhados de um banho de vapor dos pés (ou de um banho  quente dos pés). A £ GUMA S RECEMA S A NMA S Sumo de hera tomado pelo nariz cura as enxaquecas  mais violentas (receita popular). As folhas de matricãrla em decocção, aplicadas  em cataplasmas na cabeça, são particularmente convenientes quando os doentes se  queixam de frio na cabeça (segundo Cheneau). A cataplasma de verbena em  decocçâo: 20 g de planta em 1 litro de água. Ferver durante 20 minutos e deixar  em infusão 10 minutos. Aplicar 2 ou 3 vezes ao dia, com uma compressa embebida  na mistura. Uma cebola cortada em duas metades iguais­ pôr de molho em álcool a  900 durante 15 minutos e aplicar durante algum tempo na testa e nas têmporas  (segundo Chomel). Cataplasmas com uma decocção de manjericão + lavanda.­ 3  pitadas de cada planta em meio litro de água. Ferver durante 20 minutos,  misturar em partes iguais com vinagre. Aplicar por meio de uma compressa ou de  um pano, 2 ou 3 vezes ao dia. 380

Epilepsia Epilepsia A epilepsia era chamada, antigamente, mal caduco, mal comicial, mal sagrado, etc.  Manifesta­se por uma inconsciência e uma insensibilidade súbitas, acompanhadas  de convulsões. Deve colocar­se o doente na cama, de modo a que este não possa  magoar­se. Coloca­se, se possível, um lenço na boca, de modo a evitar que o  doente morda a língua. Não se deve forçar o doente a abrir as mãos. Deve­se aliviar­lhe o colarinho e o cinto das calças. 0m90i às * Val&rIana ­ CardO­b&17t0 Tasneir.7 ­ Mil­folhas 1 ou 2 drageias de cada, 1 vez ao dia. OU IMUSiO Valeriâna + Cardo bento + Tasneíro ­k MíMolhas 1 pitada de cada planta em meio litro de água. Ferver e deixar em infusão  durante 15 minutos. Tomar 3 chávenas por dia. ó10OS OSSOIMi.VIS 23@ Erva­cIdreIr.7 2 gotas, 2 ou 3 vezes ao dia. (Essências aconselhadas: nardo, artemísia, mas só  sob receita médica). Sonhos * Banhos quentes adicionados de “flores de feno” em infusão, todos os dias. * Banhos de assento frios, 3 vezes por semana. LOMOgOM * As lavagens são recomendadas

com uma infusão de camomila: 10 cabeças de camomila em meio litro de água. Ferver e deixarem infusão durante  10 minutos. * Fazer a lavagem morna com uma 11 pêra”, de manhã em jejum. ÁSIânhos de vapor ­ 2 vezes por semana. @R MIMUI§O de NOPN170 2 vezes por semana. W¥ Aliment.7Ção Não excitante, pode fazer a doença evoluir de forma favorável. 381

Epilepsia Evitar: excitantes, café, chá, tabaco, álcool, vinho, cerveja, sobrealimentaçâo,  pratos com molhos, especiarias, manteiga cozinhada, charcutaria, fritos, aipo,  etc. Alimentos privilegiados: levedura de cerveja, fruta fresca, legumes verdes,  couve, beterraba, limão, alface, endívías, pepino, espinafres, uvas, alperces,  figos, cereais integrais, etc. jejum * Acalma e descontrai. * 1 dia por semana, se possível. * 1 dia, a fruta. * Cura  de fruta. CONSELHOS ­ Banhos de ar livre e de sol: são indispensáveis. ­ Praticar o endurecimento, andar de pés descalços na erva húmida, na água, na tijoleira, na pedra húmida, etc. Durante o ataque COMPIV5M5 Se a cabeça estiver fresca: compressas muito húmidas, mornas, em volta da  cabeça, da nuca, dos pés e no baixo­ventre, ao nível das partes genitais. Repetir frequentemente. Fazer também massagens no pescoço. Se a cabeça estiver  quente.compressas frias. Manter a cabeça alta, esfregar os pés com as mãos  previamente molhadas em água fria. Roceit,15 ArtemIsia­comum Certas fontes dizem que a raiz de artemísia reduzida a pó tem fortes  propriedades antiepilépticas. Polvilhar por cima dos alimentos, como condimento. Para evitar os ataques GalíUm Vorum A planta inteira ou as extremidades floridas em infusão: sob receita médica.

Nabo­do­dIabo ATENÇÃO1 Esta planta é muito perigosa, pode provocar acidentes  mortais. Deve ser receitada por um especialista. 382

Erisipela V.710r1a17a * As raízes da valeriana possuem propriedades antiespasmódicas que podem ser aproveitadas na epilepsia e também  nas neuroses, nas histerias e na coreia (dança de São Gui). Foi um médico  italiano, Fabio Colonna, que descobriu, no século xvii, a acçã o antiepiléptica  da valeriana. * Infusão: 20 g de raiz em 1 litro de água fria, durante 12 horas. * Tomar 1 ou 2 chávenas por dia. * Banho: 100 g de planta em infusão em 1 litro de água fria, durante 24 horas.  Acrescenta­se a preparação à água do banho. visco Esta planta foi venerada pelos Celtas. Utiliza­se há muito tempo para tratar a  epilepsia e as convulsões. Podem comprar­se preparações nas ervanárias ou nas  farmácias. Esta planta é utilizada em certos países como forragem, e observa­se  então um aumento da produção de leite nas vacas e nas ovelhas, daí a  possibilidade de ter uma acção hormonal. O PADRE KNEIPP RECOMENDA Andar de pés descalços todos os dias. Andar na água (no Inverno, ficar de pé na  banheira, ‘14 cheia de água fria) durante 5 a 10 minutos. Erisipela V er Eczerna (p. 372), Impigens (p. 438), Pele (p. 504). A erisipela manifesta­se  por vermelhidão na pele acompanhada de inchaços, precedidos de arrepios, febre,  sonolência, náuseas e eventualmente vómitos. A febre pode desaparecer logo que  surgem as primeiras vermelhidões, ou pelo contrário, persistir; também pode  haver sensação de calor, comichão, dores, a língua fica carregada e constata­se  uma perda de apetite. O hálito é fétido. A erisipela pode atacar todas as partes do corpo. 383

Erisipela OMPOi @@JJ/         ‘95 * Sabugueíro ­ Labaça ­ Erva­ursa ­ Tussíl,9~ (Passo­de­asno) 1 ou 2 drageias de cada 1 vez ao dia. OU ll7fUSãO sabugueli­O + labaça + Erva­ursa ­ Tussílagem 1 ou  2 pitadas de cada planta em 1 litro de água. Ferver durante 1 minuto e  deixar em infusão 15 minutos. Tomar 3 chávenas por dia. Erva­urs.7 1 ou 2 gotas, 3 vezes ao dia. COMP/M_9.95 * Alternadamente quentes e frias, de meia em meia hora. Repetir. * Na erisipela do rosto, molhar um pano em água morna (25 a 30OC) e aplicar. Repetir a partir do momento em que a  compressa aquece as partes tratadas (geralmente ao fim de 10 a 15 minutos). ÁMonhos de mpor Curtos, de 20 a 30 minutos, 3 vezes por semana. LOVOg0175 * * Fazer com água morna, todas as manhãs. MIMIUS *  MailloIsde corpo constituídos por uma camisa molhada morna, conservada durante 1 a 2 horas, se possível. Estes 

InalIlots devem ser repetidos até desaparecer a febre. Alimen~10 * Simples, exclusivamente composta de caldos de legumes e de sumos de fruta  (fresca). Beber líquidos suficientes e comer poucos alimentos sólidos. Em geral,  o doente não sente fome e não deve ser obrigado a comer. Evitar: todo o tipo de  álcool, vinho, cerveja, tabaco, chocolate, café, doces, pastelarias, carnes,  crustáceos, charcutarías, salmoura, pão, etc. A realimentação deve ser feita por  meio de pequenas refeições, essencialmente compostas de fruta e de legumes. 384

Escaldão (golpe de sol) 1 Escarlatina/ Esclerose em placas Escaldão (golpe de sol) v er Queimaduras (p. 534). Escarlatina r fundamentalmente uma doença infantil, geralmente epidérnica. A febre Epode  atingir os 400 ou mais, e surgem na pele mancliasi vermelhas escarlates que se  espalham rapidamente e provocam inflamações. Diminuiçã o da urina, náuseas,  vómitos, amígdalas inchadas. Tratamento idêntico ao do Sarampo (ver p. 554). Vigilância médica indispensável. Recoltas lf fitotempêuticas Borragem *No início da doença, fazer uma lavagem com uma infusão de flores de borragem.  *20 g de planta em 1 litro de água. Ferver durante 2 minutos e deixar em infusão  20 minutos. * Aplicar com uma “pêra”, de preferência de manhã, e conservar durante 20  minutos. * Os rebentos jovens podem ser consumidos em saladas e as folhas servem de aromatizante. * Esta planta também tem a fama de tratar a irritação e a congestão dos rins. Esclerose em placas v er Poluição electromagnética ­ Alergias e doenças ambientais (p. 207). 385

Escrófulas ­ Adenites ­ Alporcas Escrófulas ­ Adenites ­ Alporcas r das estas afecções estão ligadas aos gânglios linfáticos. vigilância médica  indispensável. ÁO/0 .90AOS * Cr.7vo­de­defu171o ­ Fraxínea ­ Salv.7 ­ Lúpulo ­ Fucus VeSICUIOSU$ 1 ou 2 drageias de cada, 1 vez ao dia. ou Infus#O Cr.?vo­de­defui7to ­@­ Fraxínea :^] , SaM7 ,<­ /_úPU/O 1 pitada de cada planta em meio litro de água. Ferver e deixar em infusão  durante 15 minutos. Tomar 3 chávenas por dia (+ drageias de Fticus veslculosus). MOSSO90M Com a seguinte preparação: meio litro de azeite (ou óleo de amêndoas doces + 30  g de erva­de­sâo­Joâo + 20 cabeças de camornila. Expor ao sol durante 8 dias ou  aquecer em banho­maria durante 30 minutos. Utilizar tal qual em fricções. OSIMIOS * Com algas marinhas (preparação pronta a utilizar que se encontra nas lojas de  dietética ou nas farmácias). Lave o corpo com água morna, envolva­se numa toalha  sem enxugar o corpo e deite­se. L.N~Ofi7 * Lavagem com água morna. Conservar durante 20 minutos. COMIS.MS Camisas de Mores de feno” quentes, com envolvimento, à noite. Ágonhos dlo vopor * Banhos de vapor seguidos de um banho quente, 3 vezes por semana. Alimentação *

Alimentação rigorosa, não excitante. A alimentação vegetariana é a mais  adaptada. Evitar: tabaco, álcool, vinho, cerveja, charcutaria, pratos com  molhos, manteiga cozinhada, doces, pastelaria, carnes gordas, queijos fortes,  caça, etc. 386

Espasmofilia (Tetania) Alimentos privilegiados: legumes verdes, levedura de cerveja, sopas de legumes,  papas de aveia, saladas, fruta, etc. ioiuln * Recomendado. * 1 dia, a fruta. Espasmofilia (Tetania) M anifesta­se por contracções musculares, de forma e intensidade variáveis. Diversas causas são possíveis. ÁO #13901 &9.9 * GaVal11717.7 ­ MIMOlhaS (Aquileía) ­ Urtíga Elouterococo ­ Fucus VeSI;5VI0SUS ­ 1 ou 2 drageias de cada, 1 vez por dia. Cura de dragelas: * 2 drageias de elouterococo + 2 drageias de Fucus wsIculosus. * Várias vezes por ano, especialmente na Primavera  e no Outono: geleia real (segundo indicação do apicultor) e cápsulas de onagra  (4 por dia). * Cura renovável de 1 mês. ou /MUSA0 * Gavalínha + MIl­folhas (4quilela) + Urtíga 1 pitada de cada planta em meio litro de água. Ferver e deixar em infusão  durante 10 minutos. Tomar 3 ou 4 chávenas por dia. óIOM OS5017C1015 Alpa 2 gotas, 3 vezes ao dia, alternadamente, dia sim dia não, com: &rva­cidreíra 2 ou 3 gotas, 3 vezes ao dia.

@@I]  88/7/108* Banhos completos quentes com preparações à base de algas marinhas (de manhã, de  preferência). 8,717hOS dO OSSOIMO Mornos e depois frios, com uma duração de 5 a 10 minutos, dia sim dia não. 387

Espasmofilia (Tetania) 8s17hos de vapor * 1 a 2 por semana, com uma duração de 20 a 30 minutos, seguidos de uma fricção  fresca. Duchos eafilsões * Diárias, dos braços, das coxas, do rosto e do pescoço. M       A1M7e17M0o * Atenção à sobrealimentação. Evitar: carnes vermelhas, açúcar e seus derivados,  pastelaria, sal, charcutaria, fritos, salmoura, maionese, álcool, cerveja,  vinho, especiarias, óleos refinados, pão branco, café, chá, tabaco, gorduras  animais, manteiga cozinhada, queijos fortes, etc. *  Alimentos privilegiados: levedura de cerveja, germen de trigo, óleos de  caroço de uva e de girassol, papas de aveia, trigo, pão integral, frutos e os  legumes frescos, couve, chucrute (sem charcutaria), aipo, cenouras, amêndoas,  nozes, avelãs, figos, tâmaras, cebolas, alho, alcachofras, espinafres, uvas  (secas e frescas), alperces, ameixas, salsa, saladas, limão, laranjas, toranjas,  ananás, etc. * Mastigue bem os alimentos. Jejum * Aconselhado 1 ou 2 dias por semana. * Cura de fruta. CONSELHOS ­Proceda a uma boa ventilação dos quartos. 388

Esterilidade 1 Estornatite ­ Gengivite Esterilidade c onsulta médica indispensável. RECEIM AN77GA ­Sementes de &mio, em pó. 3 ou 4 pitadas em infusão em leite ou vinho. Tomar esta infusão 4 ou 5 dias seguidos, 3 horas antes do jantar.  Durante o tratamento, abster­se de relações sexuais. ­ Esta receita é citada por Mathiole, Feitagius e Simon Pauli, que acrescentam que esta semente é o melhor tratamento para o corrimento branco. Estomatíte ­ Gengivite er Aftas (p. 198), Boca (p. 261), Dentes (p. 356). onsulte o dentista. 389

* Fadiga ­ Convalescença ­ Esgotamento ­ Fraqueza * Febre * Feridas * Feridas abertas * Fibroma uterino * Fígado * Fístulas anais * Flatulências ­ Gases intestinais * Flebite * Fracturas * Fragilidade capilar * Frieiras * Frigidez * Furúnculos

Fadiga ­ Convalescença ­ Esgotamento ­ Fraqueza Fadiga ­ Convalescença ­ Esgotamento ­ Fraqueza A fadiga pode decorrer de uma actividade física ou intelectual demasiado intensa  ou, pelo contrário, de uma inactividade prolongada. Em qualquer dos casos deve  procurar as causas: doenças, alimentação, etc. Nas crianças e nos adolescentes que se queixam de fadiga, atenção à música e aos  sons violentos (hardrock, músicas ditas “tecrio” ... ); suprimir os  auscultadores individuais extremamente nocivos para o equilíbrio nervoso, para  as faculdades de memorização e para a atenção. A música violenta pode também  predispor às perturbações cardíacas, auditivas, ete. Ver tarribém: Anemia (p.  231), Insónia (p. 446). ÁOM .VOA 465 * M27nj&ivi7a ­ Ar1@@1o1óqtií.9 M.7rroló ­ Segurelha * 1 ou 2 drageias por dia. * Fazer curas várias vezes por ano de ­. Fucus vosIctilosus @â1gas marIniws), ElouterOCOCO * 3 drageias de cada, durante períodos de 1 mês. ou Infusão Mai7jerona + ArístolóquIa Mal­roló + Seguroffia ­ 1 pitada de cada planta para 1 chávena de água. ó100,5 VS5VOCAVIS AlecrIm 2 gotas 3 vezes ao dia. 392 Massagem ErV.?­d&­SãO@1óãO + G.717701ník7 Com óleo de erva­de­são­joáo, segundo Chomei: Para meio litro de azeite (ou óleo  de amêndoas­doces), 30 g de erva­de­são­joâo e 20 cabeças de camomila. Deixar 

macerar durante 8 dias ao sol. Filtrar. Para acelerar a preparação: aquecer a  mistura em banho­maria durante 20 minutos. Filtrar. 2 massagens por semana. @33@ Banhos dos antebraços e dos pés com a seguinte  decocção: Eucaliplo ,, AlecrIM ­k S.?/va 2 ou 3 pitadas de cada planta

Fadiga ­ Convalescença ­ Esgotamento ­ Fraqueza para 1 litro de água. Ferver durante 5 minutos e acrescentar 4 ou 5 litros de  água quente. Tomar alternadamente durante 5 minutos banhos dos antebraços e dos  pés. Passar por água fresca. Friccionar. Repetir 3 vezes por semana. SOMIOS C0177.010t05 Com algas marinhas (preparaçâo pronta a utilizar que se pode comprar nas lojas  de dietética ou nas farmácias). 8M71105 dO V0POr * Durante uma hora, todos os dias, seguidos de uma fricção fresca total. COMISO qUOMO Molhada e espremida. Conservar durante 1 hora, 1 vez ao dia, e  terminar com uma fricçã o total. 9@ A1197701M900 Os excessos alimentares não resolvem de modo nenhum o problema da fadiga. Muito pelo contrário, a  mobilização anormal dos órgãos da digestão podem fazê­la aumentar. * Evitar: todos os excitantes, café, chá, tabaco, álcool, vinho, cerveja, charcutaria, pratos com molhos, enchidos,  salmoura, fritos, manteiga cozinhada, abuso de matérias gordas. * Alimentos privilegiados: levedura de cerveja, germe de trigo, geleia real,  mel, limão, laranjas, quivi, mirtilos, uvas, alperces, cássis, salsa, cerefólio,  legumes verdes, cereais integrais, flocos de aveia, papas de trigo, arroz  integral, pão integral, etc. Jejum Contrariamente ao que normalmente se pensa, o jejum combate eficazmente a  fadiga. Deve ser praticado, se possível, 1 dia por semana. 1 dia, a fruta. Crianças fracas S6J7h05 @avando Banhos de lavanda: 150 g de planta fresca para 2 litros de água. Ferver durante 

15 minutos e deixar repousar durante 20 minutos. Acrescentar à água do banho.  Duração do banho: 10 a 20 minutos, 2 ou 3 vezes por semana. Estes banhos também  são antiparasitários. 393

Febre Fadíga e fraqueza geral tinto: 10 g de cada planta maceCO/8                              rados em vinho  durante 8 dias. Marmelelro­COMUM                  Filtrar. Tomar um copo pequeno, de li­ ­ Infusão fria dos frutos em vinho       cor, 1 vez ao dia. CONSELHOS ­ Se a fraqueza for muscular e tiver por origem a exaustão física: repousar e descontrair­se. Ver Relaxamento, Exercícios respiratórios, p. 137. ­ Se a fadiga tiver por origem uma inactividade física prolongada, aconselham­se a marcha e os exercícios físicos. Quando surgirem melhoras: * Afusões frescas. * Endurecimentos, andar de pés descalços (ver p. 132) Febre A febre não é uma doença independente, mas sim o estado que resulta do esforço  extremo do organismo para se libertar de uma doença e restabelecer o estado normal. Ela traz um calor excessivo e um aumento do ritmo  cardíaco. Este calor alterna com sensações de frio e é acompanhado também de  sede persistente, dores, cefaleias, urina escura, etc. Harless dizia o seguinte: “Dêem­me os meios de provocar a febre e curarei todas as doenças. “ A transpiração nas doenças febris é útil e indispensável. 394

Febre Olveias * Bard.7178 ­ Cel7táUrOd Gênciana ­ Rai1717a­aos­prados ­ Carolo­ eslrelado ­ 1 ou 2 drageias de cada, 1 vez ao dia. ou Infusão Bard27na ­@­ Centáurea + Gênciana + Rainha­olos~prados + Cardo­ estrelado * 1 ou 2 pitadas de cada planta em 1 litro de água. Ferver e deixar em infusão  durante 15 minutos. * 4 chávenas ao longo do dia. ó10OS OSSORCAVIS Eucalipio 1 gota 3 vezcs ao dia. ­ óleos essenciais recomendados: tomilho, niauli, canela, Iavenda. 80171105 * Banhos dos antebraços e dos pés com a seguinte decocção: @aV.?nda + Sabugueiro Eucalipio 2 ou 3 pitadas de cada planta para meio litro de água, acrescentar 4 a 5 litros de água quente e tomar  alternadamente um banho dos braços e dos pés durante 5 minutos. Friccionar com  água morna. Deitar­se imediatamente. * Fricção morna total do corpo. * Banhos mornos acompanhados de um duche cuja temperatura deve ser inferior à do banho. Envolver­se num  roupão, sem secar o corpo, e colocar uma toalha em volta do pescoço. Deitar­se e  cobrir­se e permanecer assim, de 30 a 60 minutos. Colocar eventualmente nos pés  uma garrafa de água quente, envolvida num pano húmido. ÁILZ~607 * * Ver Prisão de ventre, p. 522.

* Com meio litro de água morna. Conservar durante 20 minutos. 8817h05 dO V8POr * Banhos de vapor dos pés, de 20 a 30 minutos, seguidos de uma fricção morna. Se a febre continuar AlIMOMOÇãO Um doente com febre tem pouco ou nenhum apetite. A alimentação fundamental deve consistir em caldos de legumes, alguma fruta e  sumos de fruta. 395

Feridas abertas O DR. 8IIIZ RECOMENDA E CONSIDERA COMO MUI7O EFICAZ *2, 3 ou até 4 envolvimentos do corpo húmidos mornos durante cerca de 15 a 30  minutos (no máximo), sendo os primeiros os mais curtos. *Em seguida, banhos  mornos acompanhados de duches. Secar o corpo, friccioná­lo bem, sobretudo os  pés, e ir para a cama. *Se os pés não aquecerem, aplicar uma garrafa bem quente  envolvida num pano muito húmido e quente. Feridas abertas D ependendo da importância da lesão, pode ser necessário executar uma sutura ou  proceder a uma intervençã o médica. Os tratamentos abaixo descritos deram provas  e podem ser utilizados em todo o tipo de feridas. Nã o esquecer que a supuração,  tal como a transpiração, é um meio utilizado pelo corpo para eliminar os detritos e os  venenos acumulados no organismo. ÁO 54.offoi ‘75 * @LfJJ Gardo­bento ­ Tanchagom 2 drageias, alternadamente, dia sim dia não, com: C.7Vali1717a ­ UrtIga * 2 drageias de cada, tomadas ao longo do dia. * Nas  feridas purulentas, que não cícatrizam: El&uterococo ­ Levedura de c&rveja * 2 a 4 drageias de cada por dia, em cura  prolongada. * Também uma cura de cioreto de magnésio: * 20 g para 1 litro de água (meio copo de manhã em jejum, durante 3  semanas, excepto em casos de insuficiência renal grave) ou 117fusão C3r0'0­ b&17t0 Ta17C173geM + CaVaffi717a Ul­t1 qa ­ 1 pitada de cada planta para 1

chávena de água. Ferver durante 3 minutos e deixar em infusão 15 minutos. 396

Feridas abertas Beber 3 a 5 chávenas por dia. OS.9enci óleos             ais (@@ “,;Ira Algumas gotas numa compressa. Aplicar. COMIPANSMOS 12 ou COMPfessas Compressas de: Cardo­bento + Cavalinha + foffia de Carva117o + M11­ _folhas *1 pitada de cada  planta para 2 chávenas de á gua, Ferver durante 20 minutos e deixar em infusão  meia hora. *Aplicar e repetir a compressa várias vezes ao dia. Ou cataplasmas  de: argila, misturada com a decocçâo anterior. *A couve também pode ser utilizada: folhas, lavadas e esmagadas, aplicam­se na  ferida. *Compressas com decocções de urtiga + tanchagem + erva­de­são4ourenço. *Chomei dá também a seguinte fórmula: Consolda­pr.7noe + Erva­ao­são­lourenço + Brune12? + Saxífraga + Erva­ao­são­ j@2àÓ + Wróníca + Salva + Oréqão + Híssopo + Monta * Artemh91a + Escrofulária * Betónica + ArIstolóquia *Esta preparação pode ser obtid em farmácia: para 1 litro de vinho branco, deitar 60 a 70 g de plantas  misturadas em partes iguais. Deixar esta mistura em infusão durante 3 dias,  perto de uma fonte de calor moderado. Em seguida aquecer em banho­maria de modo a reduzir  a mistura de ‘13. Filtrar e conservar num frasco bem fechado. Esta água  vulnerária utiliza­se sobre as feridas, inchaços, supurações, etc. 8,7/7/105 £0 MpOr 2 por semana, dependendo do estado da ferida. No início dar banhos de curta  duração: 20 a 30 minutos.

AlimelMaÇão * Tal como vimos acima, as feridas purulentas acentuam uma disfunção orgânica.  Deve­se portanto vigiar muito particularmente a alimentaçao. * Vegetariana, de preferência. * Contra­indicações: carnes gordas, charcutaria, caça, vinho, cerveja, álcool,  queijos fortes (came~rt 1Ivarot, brie), conservas, fritos, etc. * Alimentos privilegiados: cereais integrais, trigo sarraceno, aveia, frutos  frescos e secos, legumes, saladas, óleos virgens (azeitona, girassol, caroço de  uva), levedura de cerveja. W      jejum    * Praticado 1 dia por semana, acompanhado de uma cura de fruta, constitui um meio  excelente de purificação interna. 397

Fibroma uterino CONSELHOS Praticar: ­ Cinturão de Neptuno (p. 148.). ­Banhos de ar livre e de sol (p. 15 1).  ­Endurecimento (p. 132). Fibroma uterino gílância e consulta médicas indispensáveis. 2j aravelas * Argentina ­ Bolsa­ce­pastor ­ carva1170 (10117as) ­ 1 âmio­branco ­ Cr.7vo­de­defunto 1 ou 2 drageias de cada, 1 vez ao dia. OU Argentína , Bolsa­de­pasior @­ Carv.71170 (10N17as) + LâMIO­branco + Cr.?vo­ de­defunto 1 ou   2 pitadas de cada planta para   1 litro de água. Ferver durante 2 minutos  e deixar em infusão 15 minutos. Tomar 3 chávenas por dia. ó100.9 essenci­sis Cípr&ste (sob receita médica) 2 gotas, 2 a 3 vezes ao dia. Á9W17hVS dO OSSOMO * Banhos de assento mornos, com massagens suaves no ventre e no baixo­ventre.  Banhos de assento frios, 3 vezes por semana. MIMeIMIÇJ0 Deve vigiar a alimentação. Evitar: álcool, vinho, gorduras animais, manteiga  cozinhada, queijos fortes, charcutaria, enchidos, salmoura, carnes gordas,  conservas, sardinhas, peixes gordos, condimentos, especiarias, pimenta,  mostarda, vinagre. Diminuir substancialmente o consumo de sal, de açúcar e  suprimir pastelaria, Alimentos privilegiados: leve398

Fígado dura de cerveja, germe de trigo, cereais integrais, flocos de aveia, todos os  frutos frescos e secos, saladas, vegetais crus, legumes verdes. Jejun7 1 dia por semana, se possível. Cura de fruta (uvas). O PADRE KNEIPP RECOMENDA Entre outras coisas, a aplicação da camisa húmida, 2 vezes por semana. Fígado r também Cólicas hepáticas (p. 329), Flatulências (p. 403), Diarreias p. 366). Para descongestionar o fígado DIwffoi ‘os * Agrímóní& ­ Denté­de­1.9ão ­ Angélica ­ Ouelidónia Erva­moloírín17.7 1 ou 2 drageias de cada, 1 vez ao dia. ou Infusão Agrimónía + Dente~de­leão ­ Angélica + Quolídónia + Erva­moloírín17a * 1 ou   2 pitadas de cada planta para   1 litro de água. Ferver durante 2  minutos e deixar em infusão 20 minutos. * Tomar 3 chávenas por dia. ó*~ 055017c1.915 * Bétula (sob prescrição médica) ­ 1 gota, 2 vezes ao dia. ÁS:61711os dos ~ * Até meio da barriga da perna, com uma decocçâo de: Alocrim + louro L1@@J  MIMUI00 dO NO.Offi170 ­ 2 vezes por semana.

399

Fígado Receit,Ts 9f1 fitotempêuticlas A /C.? ch o fr.7 * Decocção: 30 g para 1 litro de água a ferver. * Tem uma acção diurética, depurativa, digestiva e estimulante das secreções  biliares. * Tomar 2 ou 3 chávenas por dia. * Também é possível beber a água da cozedura de alcachofra (à razão de meio copo, 2 vezes ao dia). solda Pela sua capacidade de fazer aumentar a formação de bílis e a sua fluidez, esta  planta é utilizada sob a forma de tintura­mãe, de extracto fluido ou de infusão  em diversas afecções do fígado. É originária do Chile. Gardo­bel710 * Infusão de 10 g de planta para 1 litro de água. Ferver e deixar macerar durante 20 minutos. * Tomar 3 chávenas por dia. Cardo­marí.7no * Infusão de 10 g de sementes para 1 litro de água a ferver. Deixar em infusão durante 20 minutos. * Tomar 3 chávenas por dia, meia hora antes das refeições, durante 1 mês. Erv.?­de­são­louren.ço * A infusão estimula a secreção biliar. * 10 g de planta para 1 litro de

água. * Tomar 2 chávenas por dia. Eupatóríg­can17amosa * Infusão de 10 g de planta para 1 litro de água a ferver. Deixar em infusão coberta, durante 20 minutos. * Tomar 3 chávenas por dia. * Ou macerar 40 g de folhas em 1 litro de vinho durante 1 semana. * Tomar 1 copo pequeno, de licor, 1 vez ao dia. Grain.7 * Tisana de 10 g de raiz para 1 litro de água, que deve ferver devagar. Pode­se acrescentar alcaçuz e cevada. * Tomar 2 ou 3 chávenas por dia. Híbisco * Esta planta regula a secreção da bílis. * Infusão de 20 g de planta para 1 litro de água. Ferver e deixar em infusão durante 10 minutos. * Tomar 2 ou 3 chávenas por dia. Perpétua * Infusão de 10 g de planta para 1 litro de água a ferver. Deixar em infusão 20 minutos. * Tomar 2 chávenas por dia. Vínhê? * Infusão de 20 g de folhas para 1 litro de água fria. Ferver e deixar em infusão 20 minutos. * Tomar 3 chávenas por dia, durante pelo menos 1 mês. 400

Fístulas anais Para: Afusões Banhos Banhos de vapor Alimentação Jejum CONSELHOS Ver Cólicas hepáticas, p. 329. Fístulas anais T rata­se de lesões húmidas que frequentemente ocasionam pruridos. Ver Alergias  (p. 207), Eczerna (p. 372), Pele (p. 504). DIw901 às * Centáuroq­poquena ­ 1,9baça ­ Esc.7b1osa ­ Ainor­perfolto * 1 ou 2 drageias de cada por dia. * Cura de  prõpolis em drageias ou em solução: * 3 drageias de cada por dia, durante 1 mês,  várias vezes por ano. OU 11MUSãO Gentáurw­pequena + La'@gÇ'q + Esc,9biosa + Amor­p&rfelto * 1 pitada  de cada planta para meio litro de água. Ferver e deixar em infusão durante 15  minutos. * Tomar 2 ou 3 chávenas por dia, fora das refeições. ó10OS OSSOMIOIS sassafrás 1 gota, 3 vezes ao dia. Aplicação externa: Lavanda 2 vezes por dia (diluída em óleo de amêndoas­doces). ÁRN/7h05 0f0 OSSeIMO * Banhos de assento quentes com uma infusão de cavalinha: 5 ou 6 pitadas para meio litro de água. Ferver e acrescentar à água do banho de  assento. Duração: 20 a 25 minutos. Passar por água morna. 3 vezes por semana.

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Fístulas anais L~g0175 * *Com uma infusão de cavalinha ou uma decocção de carvalho. *Para meio litro de água, 5 pitadas de uma ou de outra. *Fazer uma lavagem morna, 3 vezes por semana. * Dos braços e das coxas, alternadamente com uma afusão superior do peito e das  costas. * 3 vezes por semana. MWUffio de NO.Offil70 ou comisã d10 ffio/VS dO M170’” * ­ 2 ou 3 vezes por semana. 9@    AlIMOMOÇA0 * Como em todas as doenças da pele, o factor alimentar é determinante. * Evitar: gorduras animais, manteiga cozinhada, carnes gordas, carnes vermelhas,  excitantes, café, tabaco, chá, álcool, vinho, cerveja, pimenta, mostarda. Vigiar  o consumo de sal, açúcar, pão branco, queijos fortes, crustáceos, enchidos,  charcutaria, maionese, pratos com molhos, etc. * Alimentos privilegiados: agrião (macerado em iogurte, tomado de manhã em jejum: receita do Dr. Chornel), levedura de cerveja, fruta fresca,  laranjas, toranjas, ananás, legumes verdes, cenoura, saladas, cereais integrais,  papas de aveia, salsa, morangos, etc. J¥11177 Indispensável. É um meio curativo activo para resolver todos os problemas da  pele. Se possível, 1 dia por semana. Cura de fruta. CONSELHOS ­Atenção: usar roupa interior em fibras naturais e mudá­la todos os dias. Evitar o contacto de fibras sintéticas com a pele. ­ Para as aplicações complementares externas, ver em Impigens as

receitas úteis do Dr. Chornel, p. 440. ­Banhos de ar livre e de sol (ver p. 15 1 402

Flatulência ­ Gases intestinais Flatulência ­ Gases intestinais S ão sintomas isolados de perturbações da digestão. Estas emissões podem ser  passageiras ou persistentes. As diversas causas são as seguintes: mastigação  deficiente, ausência de actividade física, úlceras gástricas, consumo excessivo  de cerveja, de couve, de chucrute, etc. 0109ei as * Aipo ­ Zimbi­o ­ AngélIc.7 ­ Poejo­bravo 1 ou 2 drageias de cada, 1 vez ao dia. ou 117fusão Aipo + ZImbro + AngélIcz? + Po ejo ­ b r.? vo * 1 pitada de cada planta para 1 chávena de água. Ferver e deixar em infusão  durante 20 minutos. * Tomar 3 chávenas por dia. óleos asse/IC1,61.9 MOSC.7d27 * 1 gota, 2 vezes ao dia. ou Ma17jorona * 2 gotas, 2 vezes ao dia. SP/MIOS Oro assento Banhos de assento quentes com massagem do ventre e do baixo­ventre, seguidos de  um banho de assento frio curto. Lovapens *

COM ‘12 litro de água morna. Conservar durante 20 minutos. ouchos o ofusões * * Das coxas e do baixo­ventre, seguidas de uma fricção vigorosa. 3 vezes por semana. * Afusão rectal. cilituloo £f6 Noptulio * Praticar. ReceIffis A~líc­7­arcai7gffic.7 Infusão de 10 g de raiz para 1 litro de água fria. Ferver  durante 2 minutos e deixar em infusão durante 15 minutos. * Tomar 3 chávenas por dia. Anis verdé * Infusão de 10 9 de sementes esmagadas para 1 litro de água a ferver. Deixar em infusão durante 15 minutos. * Tomar 2 chávenas por dia. 403

Flebite Func17o * 15 g de frutos esmagados para 1 litro de água fria. Ferver. * Tomar 3 chávenas Rábal70­SlIVOStr& É aconselhado contra a preguiça do aparelho respiratório. É  diurético e antiescorbútico. Reduzido a papas, pode ser utilizado em cataplasmas para tratar a ciática. A11177e1M9~ Alimentos privilegiados: aipo, anis, alho, funcho, nozes, avelãs, gengibre,  pimenta (moderadamente), canela. ALGUMAS RECEI7A5 ÜrEIS * 150 g de nozes moídas e maceradas durante 1 noite inteira em 1 litro de vinho rosé curam os gases (segundo Chomel). Tomar 1 a 3 cálices por dia. * A infusão de anis + funcho é aconsethada por Kneipp: 1  pitada de cada planta para 1 chávena de água. Ferver 2 minutos e deixar em  infusão 10 minutos, Tomar 2 ou 3 chávenas por dia. CONSELHOS ­ Colocar uma garrafa de água quente sobre o baixo­ventre (eventualmente  envolvida numa toalha molhada em água quente). ­ Actividade física, indispensável. Flebite VI, ( r também Varizes (p. 598). Vigilância médica indispensável. 404

Flebite ÁOlogoi OS * Hamamélís ­ Zimbro Amor­perfeíto ­ Bólula ­ 1 ou 2 drageias de cada, 1 vez ao dia. OU IMUSiO hamamélis ­k Zimbro ,A morPeneito * B01u1.7 ff0117as) * 2 pitadas de  cada planta para 1 litro de água. Ferver e deixar em infusão durante 10 minutos.  * Tomar 3 ou 4 chávenas por dia. Também: hamamélIs, Consolda, T7evo­coroa­oe­rei * Infusão de 10 g de planta (à escolha) em 1 litro de água a ferver. Deixar em infusão durante 15 minutos. *Tomar 5 chávenas todos os dias. Rua­fétída (sob prescrição médica) *Infusão de 20 g de planta em 1 litro de água a ferver. Deixar em infusão durante 10 minutos. *Tomar 2 chávenas por dia. ATENÇA01 Esta planta é perigosa, pode provocar hemorragias o gastrenteritesi *Tem também propriedades vermífugas e regula o ritmo da menstruação. É conhecida pelas suas propriedades  abortivas. Está presente no “bagaço” italiano: a grappa. 2 ó1005 OSSOMIOIS ?111 Cípreste 2 gotas, 3 vezes ao dia (sob receita médica). ou Canela ­ 3 gotas, 3 vezes ao dia. MIMUI*O dO NOPtUI7O ­ 2 ou 3 vezes por semana.

AlimelMã.Ção * * Regime severo, com tendência vegetariana se possível. * Contra­indicações: os excitantes como chá, café, chocolate, tabaco, álcool,  vinho, cerveja, aperitivos, bem como charcutaria, carnes gordas, enchidos, caça,  carne de cavalo, fritos, conservas, açúcar, sal, pimenta, pimentos, mostarda,  queijos fortes, pratos com molhos, etc. * Alimentos privilegiados: germe de trigo, pão integral, legumes cozidos em água, saladas, vegetais crus,  levedura de cerveja, cenoura, beterraba, ananás, cerejas, mirtilos, maçãs,  tomates, toranjas, salsa, funcho, couve rôxa, espinafres, alho, limão, laranjas,  etc. Jejum 1 dia por semana, Cura de sumo de cenoura, de couve, de limão, de toranjas. 405

Fracturas CONSELHOS ­ Evitar ficar muito tempo de pé. ­ Lavagens contra a prisão de ventre, se necessário. ­ Banhos de pés (biquotidianos), mornos, seguidos de uma passagem por água  fresca. ­ Massagens (1 vez ao dia) assíduas, começando pelo meio das coxas ­ face interna ­, com os polegares previamente molhados em água fresca ou  em óleo de amêndoas­doces. Subir lentamente até ao baixo­ventre (segundo o Dr.  Bilz). Fracturas T ratamento médico indispensável. Ver também o capítulo sobre o Múmio, p. 167. Não  existe nenhum tratamento que possa reduzir as fracturas sem uma intervenção  médica. Desde sempre que os especialistas tiveram por dever intervir. Recorria­ se a um “endireita”. Durante muito tempo estes “endireitas” fizeram concorrência  aos médicos. Alguns tinham uma tal dexteridade que os períodos de consolidação  eram muito curtos. Outros, infelizmente, tinham falta de habilidade, e os  pacientes ficavam estropiados para o resto da vida. Poucos “ endireitas” correm  o risco (no Ocidente) de se dedicarem a tais práticas nos nossos dias. Devemos  dizer que, neste campo específico, certos médicos competem, em virtuosismo, com  os antigos praticantes tradicionais. Assinalamos, a título de pequena história, que na América do Sul,  particularmente no Peru, os xamãs “reparam os membros partidos” envolvendo­os  numa serpente que os mantém no lugar até à cura total. Os nossos conselhos limitar­se­ão, por conseguinte, a algumas receitas que têm  como finalidade activar a consolidação e, eventualmente, a cicatrização. 406

Fracturas CIMPIOS/7785 * As cataplasmas quentes de argila podem ser utilizadas depois de se retirar o  gesso (nos estados inflamatórios aplicam­se cataplasmas frias). A argila tem  propriedades descongestionantes descritas por inúmeros autores. Receitas fitotelaPêuticas As plantas remineralizantes são particularmente recomencladas­. C.7valínim? * 30 g de planta para 1 litro de água fria. Deixar repousar 6 horas e em seguida  ferver lentamente durante 30 minutos e deixar em infusão durante 10 minutos. *  Beber 4 chávenas por dia. ESP­7dana­de­á_qua * 30 g de raiz seca para 1 litro de água. Ferver durante 15 minutos e deixar em  infusão 10 minutos. * Tomar 1 chávena de manhã e à noite, durante 20 dias. Pulmonái­í2? * Ferver durante 20 minutos 30 g de raízes em 1 litro de água. * Tomar 1 chávena  todas as manhãs durante 1 mês. GeMOtOMPAI * Obtèm­se bons resultados com a gemoterapia, por meio de preparações à base de rebentos de abeto (Abíes),  cãssis @Rib&s) e sequõia. O seu farmacêutico poderá executar este tipo de  preparação. * Toma­se à razão de 30 a 40 gotas num pouco de água, 1 vez ao dia. Outras plantas que podem ser utilizadas: Urtíga, Rábano­sllvestro, Fucus vesiculosus

AlIMOIMOÇJ0 * Evitar: álcool, açúcar, café, pratos pesados e indigestos, charcutaria,  queijos fortes, carnes gordas, fritos e todos os excessos alimentares. * Alimentos privilegiados: couve, aipo, cenouras, rabanetes, agrião, aveia, grãos germinados, pólen, geleia real. * O sumo de nabo é também um remineralizante extraordinário. Prepara­se moendo 3 ou 4 nabos de tamanho médio  numa centrifugadora, de modo a obter cerca de  314 de copo. Prefira os nabos  novos. * Tomar essa dose 1 vez ao dia. 407

Fragilidade capilar Fragilidade capilar O comprimento da rede capilar no corpo humano é de 6300 metros. A resistência das  vénulas está adaptada à pressão sanguínea. As perturbações circulatórias, os  dedos dormentes e os hematomas frequentes são as suas consequências. Ver eventualmente Hemorróidas (p. 423), Sangue (p. 549). ‘01wffoi os * H.91namélis ­ Gardo~bento ­ Erva­de­São­10ão ­ Mil­foffias (AquIlela) ­ 1 ou 2 drageias de cada, 1 vez ao dia. 01/ Infusão H,gmamélIs @. Cardo­bento @, Erva­oe~sào@1oào Mil­f01173S (AqUil01.7)  * 1 ou   2 pitadas de cada planta para   1 litro de água. Ferver durante 2  minutos e deixar em infusão durante 15 minutos. * Tomar 3 chávenas por dia.  Também: GIni(­go bIloba ­ Em infusão ou tintura­mãe. óleos CIPresté 2 gotas, 3 vezes ao dia (sob receita médica). Áy817h05* Banhos do corpo quentes, com preparações à base de algas marinhas (prontas a utilizar, à venda nas lojas de  dietética ou nas farmácias), seguidos de uma loção fresca e de uma fricção  vigorosa.

SoMIOS de wPor * 2 banhos por semana, seguidos de 1 fricção fresca. J:ó@@ó@è 66 ô ­ Dos braços e das pernas, alternando com uma afusâo fulgurante. A11117017~O Evitar: álcool, vinho, cerveja, pratos com molhos, charcutaria, carnes gordas,  gorduras animais, manteiga cozinhada, enchidos, conservas, anxovas, peixes  gordos, açúcar, pastelaria. Atenção ao sal. 408

Frieiras Alimentos privilegiados: levedura de cerveja, fruta fresca, couve, chucrute,  legumes verdes, cereais integrais, pão integral, frutos secos, amêndoas, nozes,  avelãs, uvas, salsa, cerefólio, alho, cebola, saladas, espargos, mirtilos,  cássis, etc. jejum Descongestiona e melhora a flexibilidade dos vasos sanguíneos. 1 dia, a fruta, Cura de fruta. CONSELHOS ­Praticar os exercícios respiratórios e os endurecimentos. Frieiras C ontrariamente ao que habitualmente se pensa, o álcool não protege contra o frio  e as suas consequências. Só a sua acção analgésica permite suportá­lo  temporariamente. As pessoas sujeitas às frieiras podem fazer duas vezes por ano, na Primavera e  no Outono, as seguintes curas: 0m90i8.9 * Própolís ­ Levedura de cerveja ­ 2 drageias de cada, durante 1 mês. Prevenção das frieiras O Dr. Chomel preconiza fazer, no Verão, aplicações de morangos frescos esmagados  nas partes atingidas no Inverno. Estas aplicações fazem­se sob a forma de cataplasmas que se colocam durante 4 ou  5 noites sucessivas. 409

Frieiras Quanto às lesões, tratam­se da seguinte maneira: D0C0C00 Decocção de nabo aplicada nas lesões. Repetir. [o C~PIOSM85 De figos cozidos em mel, colocados nas feridas, aliviam rapidamente. De cenoura  ralada, aplicada directamente. Pode­se também misturar couve o cenoura com  argila, para fazer um emplastro. compresmS        * * Compressas húmidas e mornas que se conservam e renovam nos locais lesionados. Fric~ * Fazer fricções frescas (nunca aquecer um pé, uma mão, aproximando­os de uma fonte de calor) até o membro ficar  quente. * Ou fricções frescas parciais da parte superior do corpo. 881711OS * Banhos locais mornos, seguidos de fricções frescas. Quando os membros aquecerem,  podem aplicar­se compressas quentes. Fazer afusões frescas dos membros, da cabeça e do pescoço. &7difIVOAM0~ * Andar de pés descalços na Primavera e no Verão. AlIMO1M300 Evitar: álcool, pratos demasiado quentes ou gelados, alimentos difíceis de  digerir. Alimentos privilegiados: alho, cebola, nozes, avelãs, amêndoas, 

bananas, alperces, aipo, cenouras, azeitonas, agrião, alface, espinafres,  endívias, legumes secos, fruta fresca, cereais integrais, germe de trigo,  levedura de cerveja, tomate, salsa, figos, tâmaras, ananás, mel e os produtos da  colmeia, etc. Â9JUM Praticar como medida de prevenção. Cura de fruta, indispensável. 1 dia, a fruta: neste caso específico, as curas de fruta devem ser feitas na  Primavera, no fim do Verão e no Outono (especialmente aconselhada a cura de  uvas) . 410

Frigidez Frigidez r a incapacidade, na mulher, de atingir o orgasmo. A ausência de desejo, Eos  problemas afectivos e psicoló gicos e as lesões funcionais (raras), etc. estão  na sua origem. Vigiar: o álcool, a diabetes, a obesidade e as doenças nervosas. DIw901 os * LL(@JJ GInS&ng­VerMO1170 4 a 6 drageias por dia. Ou: Eleutêrococo ­ 4 a 8 drageias por dia. Complementos sinérgicos eventuais: Própolís, Gel&ia­leal Levedura do cerveja, Fucus vesículosus Em drageias ou qualquer outra forma de preparação. ó16M OSSOMASIS Gei7CI.9M 2 gotas, 3 vezes ao dia. ÁRO/7/105 dO OSSOIMO * * Banhos de assento quentes, seguidos de um banho de assento frio curto. * 3  vezes por semana. LLo=J Ág:Rnj>os de V.I.Dor * ­ 2 vezes por semana. Duches o ?fusões * Das coxas, do baixo­ventre e dos braços. MIMO/MOÇãO

Alimentação sóbria, evitar todos os excitantes e euforizantes que tenham efeitos  contrários aos pretendidos. Evitar: álcool, vinho, cerveja, tabaco, açúcar,  pastelaria. Atençâo aos excessos de chá e de café. Alimentos privilegiados:  alho, alcachofra, germe de trigo, levedura de cerveja, aipo, amêndoas, nozes,  avelãs, óleo de amendoins, canela, gengibre, açafrão, pimenta preta. JeAUM  * É recomendado como desintoxicante. Cura de fruta. 411

Furúnculos CONSELHOS ­ O relaxarnento e os exercícios respiratórios são indispensáveis (ver p. 137).  ­Andar de pés descalços, na erva húmida, e praticar o endurecimento são também  exercícios aconselhados (ver p. 132). Furúnculos O s furúnculos devem­se à infecção dos folículos pilosos por um estafilococo. Forma­se uma bolsa de pus que amadurece a acaba por rebentar. Ver Abcessos, p. 188. Aplica­se em compressas ou em cataplasmas, que se preparam da seguinte maneira:  Argila verde (meio copo) à qual se acrescenta uma parte da preparaçao anterior,  de modo a obter uma pasta untuosa. Aplicar 2 ou 3 vezes ao dia. TOM11170­OrV.7­Ursa ­ orégão­Vulg­7r ­ S­7nícula­&urop&1­7 10 g de folhas moídas para meio litro de água. Ferver durante 10 minutos e  deixar em infusão 20 minutos. Aplica­se em compressas ou em cataplasmas, que se  preparam da seguinte maneira: Argila verde (meio copo) à qual se acrescenta uma  parte da preparaçáo anterior, de modo a obter uma pasta untuosa, Aplicar 2 ou 3  vezes ao dia. =@jjr Receitas MotelaPêuticas F&no­gr&go ou Malva 10 g de planta para meio litro de água. Ferver durante 10 minutos. Aplicar em  compressas, 2 ou 3 vezes ao dia. L inária Em pomada para uso externo (utilizada também para as hemorróidas). selo­de­s19101não Utilizar o rizoma seco e reduzido a pó: 10 g para meio litro de água. Ferver  durante 10 minutos e deixar em infusão 20 minutos. 412

G ­ Gaguez ­Gangrena ­Gastrites ­Gengivas ­Gota ­Gretas ­Gripe

Gaguez Gaguez D efeito da fala, pode ocorrer a qualquer momento: a meio de uma palavra ou de uma  conversa. Apesar dos esforços, a palavra fica bloqueada. Na maioria dos casos  está presente uma respiração ofegante ou irregular. de loções frescas acompanhadas de fricções. OUCI7OS o &fusões * Diárias, do rosto e do peito, alternando com os braços e as coxas ­ afusão  rectal. AI1M0I7M00 Alimentação saudável, equilibrada, pouca ou nenhuma carne (sempre bem passada),  fruta fresca, iogurtes, lacticínios, frutos secos, amêndoas, nozes, avelãs, pão  integral. Alimentos privilegiados: cereais integrais, trigo germinado, levedura,  uvas, cenouras, ananás, alho, cebola. jejum Recomendado. Fazer também curas de frutos frescos. Lav.7nda ­ Prím~ra 2 ou 3 drageias de cada por dia. ou 117filsio * Lavand2? 3 pitadas para 1 chávena de água. Ferver durante 3 minutos e deixar em infusão  15 minutos. Tomar 3 ou 4 chá venas por dia (segundo Chomei, Abrégá d& IMSt01r0 ~  Pla171&S). ó10OS OSSOO7CAVIS Lav.7nda 1 ou 2 gotas, 2 vezes ao dia. @@3     ÁRRIMIOS dO OSSOMO Quentes, 1 vez por semana. Banhos de assento com fricções,

2 vezes por semana. @w      ÁRI/7/105 dO V8POr 2 vezes por semana, seguidos 414

Gangrena Gangrena T rata­se de uma mortificação local de uma parte do corpo que se torna insensível. As origens podem ser diversas: queimaduras, traumatismos, feridas,  etc. Vigilância médica indispensável. DIw90i w.9 * Cava11n17a ­ Urtga ­ ZImbro ­ Salsaparr1117.7 1 ou 2 drageias de cada, 1 vez ao dia. OU Cavalín17.7 + Urtiga + Zimbro + S,71saparr11178 1 ou 2 pitadas de cada planta para 1 litro de água. Ferver durante 2 minutos e  deixar em infusão durante 15 minutos. Tomar 3 chávenas por dia. ó/WS OMOMMIS Cravo­de­cabecínha 2 gotas, 3 vezes ao dia. Também os óleos essencias de oucalipto e de tomilho. @=L­U COMPrOSSOS * Aplicações externas: em decocção e em compressas de: casca de CarVI?1h0 Arístolóquí8 Aplicações de cataplasmas: Co~ ­ Argíla B017hOS dO V0POr

Locais, se forem suportáveis. ffl .411/no~00 * De preferência, vegetariana. Evitar: todos os excitantes, álcool, vinho,  cerveja, especiarias, carnes gordas, charcutaria, gorduras animais, manteiga  cozinhada, fritos, chocolate, chá, café, enchidos, crustáceos, moluscos, caça,  etc. Alimentos privilegiados: frutos frescos, legumes cozidos em água, cereais  integrais, levedura de cerveja, germe de trigo, etc. Ai      jejum    * Indispensável, 1 ou 2 dias por semana. ­ 1 dia de fruta. 415

Gastrites 1 Gengivas CON$EÁLHOS DO ÁUR RIÁLZ ­Uma higiene corporal perfeita. ­Compressas de cavalinha ou, alternativamente,  compressas de água morna frequentemente renovadas. Gastrites v er Inchaços (p. 443), Digestão difícil, Flatulências (p. 403), úlceras (p. 592),  etc. Gengivas v    r também Aftas (p. 198), Boca (p. 261), Dentes (p. 356). 3 Receitas f1 fitolefaPêuticas cai­V.71170 As folhas de carvalho em infusão em vinho tinto com mel, aplicadas sob a forma  de gargarejos, eram antigamente utilizadas com eficácia em casos de “relaxamento das gengivas”  (piorreia). M.?rm&lelro­coinum Utilizar sob a forma de gargarejos os frutos cortados em fatias e macerados em  vinho. SANGRAMENTO DAS GENGIVAS Recoltos lf fitoterãpdutlcas Agrião O agrião fortalece as gengivas enfraquecidas e sanguinolentas.

* Tintura­mãe: 80 g em meio litro de álcool a 700. Deixar macerar durante 3 semanas. * Utilizar com água destilada: lavar a boca várias vezes ao dia. 416

Gengivas Cardo morto (utiliza se também a Erva­de­são­liago) * Decocção recomendada para dores diversas (também para as perturbações da menstruação). * Infusão de 20 g de plantas em 1 litro de água fria. Ferver e apagar o lume. Deixar em infusão durante 20  minutos. * Tomar 3 chávenas por dia. Pimentoira­da~&mérica * A goma resinosa é a substância que se obtém depois de se entalhar a casca de uma árvore (como a bétula, o  choupo, etc.), quando sobe a seiva. * Aplicar massajando as gengivas durante alguns minutos, 1 vez ao dia. T&rOffi71ina * A resina, utilizada como goma para mastigar, fortalece as gengivas. GENGIVITES Receitas fitote~UtICOS Arníca~d,g­rnontanha * Tintura­mãe: 80 g de flores em llitro de álcool a 700. Deixar macerar durante 15 dias. Filtrar. * Deitar 2 colheradas num copo de água morna e lavar a boca durante 15 minutos todos os dias. * Utilizar a tintura não diluída para os locais inflamados.

Malva * Infusão de 10 g de folhas em 1 litro de água fria. Ferver durante 3 minutos e deixar em infusão 10 minutos. * Lavar a boca com esta mistura morna. Mirtílo * 20 g de bagas secas em meio litro de água fria. Ferver durante 10 minutos. * Lavar a boca com este líquido quente. Silva & Framboeselro * A infusão das folhas é utilizada como colutório (anti­séptico que age na faringe) + consumo de amoras de estação. * Infusão de 30 a 40 g por litro de água. Ferver durante 2 minutos e deixar em infusão durante 10 minutos. * Tomar 2 ou 3 chávenas por dia. * Pode ser utilizado por via oral, mas também na água de lavagem dos dentes. Tormontíffia * 20 g de raiz para 1 litro de água. Ferver 5 minutos e deixar em infusão 10 minutos. * Para lavagem da boca, depois de escovar os dentes. 417

Gota Gota C s candidatos à gota têm, muito antes do aparecimento dos primeiros ) sintomas  desagradáveis e precursores desta doença, hemorróidas, perturbações do sono,  palpitações, mau humor, perturbações digestivas, opressão, etc. A gota manifesta­se sob a forma de uma dor violenta no dedo grande do pé que  fica inchado e vermelho. A urina fica escura e surgem então diversos sintomas:  transpiração, sede intensa, febre, pulso rápido. Estas crises podem durar entre  4 e 9 dias e ser mais frequentes no fim do Inverno. A gota afecta sobretudo as pessoas que comem muito. ÁO/090/OS * Sétonic.7 ­ Enços ­ Zimbro ­ Cal­Val171n17a ­ Raíl7h8­dos­prados 1 ou 2 drageias de cada, 1 vez ao dia. OU 11MUSJ0 Betonica + Engos + Zimbro * Carva1171n17.7 + Raínha­dos­pr.7dos 2 ou  3 pitadas de cada planta para  1 litro de água. Ferver durante 2 minutos e  deixar em infusão 15 minutos. Tomar 3 chávenas por dia. ólws OSSO/7CI.TIS Sassafrás * 1 gota, 3 vezes por dia. N.8550g0177 * Massagem das partes gotosas 418 com óleo de erva­d"ão­joão (receita do Dr. Chomel): Para meio litro de azeite,  deitar 30 g de erva­d"ão­joão e 20 cabeças de cornornilo. Deixar macerar 8 dias ao sol  e filtrar. Para acelerar esta preparação, aquecer em banho­maria durante 20  minutos e acrescentar um quarto de álcool canforado. SOMIOS dO OSSOIMO *

Quentes com “flores de feno” ou palha de aveia, 3 vezes por semana. Banhos  completos quentes com infusã o de palha de aveia, 3 vezes por semana. OUC/105 e afusões * Loções totais frias (fulgurantes),

Gretas 3 vezes por semana, de manhã ao acordar. * Ou afusão dos joelhos, 3 vezes por semana e semicúpio frio, curto (30 segundos). * Afusâo rectal. AlIme17M0o A alimentação tem um papel determinante em todas as afec~ ções gotosas. Não  existe solução durável sem um regime ali~ mentar severo. Evitar: todos os  álcoois, vinho, cerveja, bebidas espirituosas, digestivos, aperitivos, carnes  gordas, enchidos, caça, charcutaria, salmoura, fritos, ovos, crustáceos, queijos  fortes, maionese, moluscos, manteiga, chocolate, chá, café, açúcar, pastelarias,  etc. Usar pouco sal. Afirrientos privilegiados: a alimentação vegetariana é de  longe superior a todos os regimes (não existe gota nas pes~ soas que praticam o  regime vegetariano há muito tempo), alho, cebola, couve, couve roxa, alho­porro,  saladas verdes, frutos frescos, maçãs, peras, ananás, limão, laranjas, toranjas,  morangos, cássis, mirtilos, salsa, cereais integrais, etc. jejum Indispensável, 1 dia por semana. Beber muita água. Cura de fruta. D~MOIMO KM1,pp ~0 gOtá * Envolver as partes inchadas com compressas de infusão de “fiores e feno * Repetir de 2 em 2 ou de 3 em 3 horas. Gretas v    r Frieiras (p. 409). 419

Gripe Gripe N ­as essoas idosas esta afecção pode ter um carácter grave. Os sintomas  ca'racterizam­se por arrepios, dificuldades respiratórias, cabeça pesada,  vertigens, febre, pieira, etc. Ver Bronquites (p. 264), Febre (p. 395), Rouquidão (p. 544) e eventualmente  Prisão de ventre (p. 522). D/0901 às * Verbasco­br,9nco ­ TUSSIl.Igem ­ Afarrolo ­ Ervzi­ursa ­ Veró171ci 1 ou 2 drageias de cada, 1 vez ao dia. OU Wffi.7sco­br.inco Tussilagem * «arrolo Erva­urs,9 , VerónIc.7 1 pitada de cada planta para meio litro de água. Ferver durante 2 minutos e  deixar em infusão um quarto de hora. Tomar 3 ou 4 chávenas por dia. 2 óleos essencimis @1] Pínho 3 gotas, 3 vezes ao dia. Em vaporização: os óleos essencíais de: Híssopo ~ Euc.711pto ­ Lavanda CONSELHOS Para os conselhos gerais, ver Bronquites, p. 264: ­Banhos dos braços e dos pés.  ­Banhos de vapor. ­ Tratamentos Kneípp. ­ Alimentação. ­ Jejum.

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H . Hálito (mau) ­ Hernofilia ­ Hemorragia ­ Hemorróidas ­ Hepatismo ­ Herpes ­ Zona ­ Hidropisia ­ Hipertensão ­ Hipocondria ­ Hipotensão ­ Histeria

Hálito (mau) 1 Hemofilia ­ Hemorragia Hálito (mau) D evem tratar­se as causas: o tabagismo, o abuso do álcool, as doenças biliares,  as afecções do estômago, da boca, as doenças digestivas, da dentição, etc. infusão * Alcaçuz ou Anis ­ Coei7tros Infusão à razão de 3 ou 4 pitadas de planta para 1 chávena de água. Ferver  durante 3 ou 4 minutos e deixar em infusão 10 minutos. Tomar 3 ou 4 chávenas por dia. ó1005 855817C10.1q * Hortelã­pirnonta Canel.7 ou ErV.?­C1dre1@­a 1 gota, 2 ou 4 vezes ao dia. Hemofilia ­ Hemorragia igilância médica para as hemorragias acidentais. Transporte imediato do doente  para o hospital mais próximo. Dw61 595 * ‘1:5111 Aqu1101a (MI­foffias) ­ T.717C17.7~ ­ TOrMO17t1117a ­ Bolsa­d&­pastor ­ Urtiga 1 ou 2 drageias de cada, 1 vez ao dia. ou IMUS90 * AquIlek? + T­717c17.79em ­k Torment1117.7 + BOIM­de­Pastor + Urtiga * 1 pitada de cada planta para meio litro de água. Ferver durante 2 minutos e  deixar em infusão durante 15 minutos. * Tomar 3 ou 4 chávenas por dia. 422

Hemorróidas Hemorróidas A s bemorróidas podem ocorrer devido a uma predisposição hereditária, mas também  doentia, de origem alimentar. Os homens são mais sujeitos a esta doença do que  as mulheres. Caracterizam­se por um inchaço do baixo­ventre, inapetência, prisão  de ventre, comichão. Dão origem a uma inflamação das mucosas rectais, com dor durante a evacuação. Ver Fragilidade capilar (p. 408), Sangue (p. 549), eventualmente Prisão de  ventre (p. 522). D12901 as * Verbasco­b1.7nco ­ Bolsa­de ­Pastor ­ Mírtílo ­ A quíleia (MIl­foffias) ­  hamamélis 1 ou 2 drageias de cada, 1 vez ao dia. ou Vorbasco­branco + Bolsa­de­pastor + Mírtílo + Aquíleía + Harnamélís * 1  pitada de cada planta para 1 litro de água. Ferver durante 3 minutos e deixar em  infusão durante 15 minutos. * Tomar 3 chávenas por dia. ó180.9 essenciais ZIMbro 2 gotas, 2 ou 3 vezes ao dia. c Apresentamos várias aplicações locais que deram resultados muito úteis ao longo  dos séculos: Figos esmagados, misturados com mel (segundo o Dr. Chomel). Cebola migada fina  misturada com manteiga fresca. Marroio misturado com mel. Verbasco­branco +  Alteia em decocção em leite fresco. ÁRV/71;05 * Banhos de assento quentes, todos os dias. N.B.: os banhos de assento quentes,  durante as crises, acalmam as dores. Logo que surjam melhoras, os banhos de 

assento devem ser tomados mornos e depois frios. “~8178 * dIUMUS A arlisto16quia em infusão e lavagem cura as hemorróidas internas (segundo o Dr.  Chomel): 3 ou 4 pitadas de planta para 423

Hemorróidas meio litro de água. Ferver durante 3 ou 4 minutos e deixar em infusão durante 10  minutos. * Fazer a lavagem com uma “pêra” e conservar durante cerca de 20 minutos. * Camomila em infusão e em lavagem (preparação idêntica à anterior). 8017hOS £fO Vã"r * * Banhos de vapor de assento durante 5 minutos, 2 vezes por semana. * Banhos de vapor dos pés, à noite, 2 vezes por semana. ÁOI/CI1OS e afilsões * Das coxas, 2 vezes por semana. * Afusão rectal. ffl   CIMUIO0 dO NOPtUM Dia sim dia não. Recolffis AqiMek? ­ Mil­foffias Banho de assento: fazer uma infusão com 50 g de flores em 1 litro de água a  ferver. Deixar em infusão 1 hora, filtrar e acrescentar à água do banho. 8011h79e/19 *Receita popular italiana. Fazer uma pomada com sumo de beringela cozida em azeite, à qual se acrescenta cera  virgem e sulfato de cobre. Esta mistura aplica­se nas partes doentes. GaMOMIla­p­9~17a *Em banhos de vapor de assento:

20 g de flores em água a ferver. Duração do banho: 15 minutos. H29m.imélIs *Infusão de 20 g de casca (eventualmente também de folhas) em 1 litro de água fria. Ferver durante 5 minutos e deixar em infusão durante 10  minutos. *Tomar 2 chávenas por dia. *Pode utilizar­se esta infusão sob a forma de compressa. Neste caso deve utilizar­se o dobro das plantas. *A hamamélis era conhecida das civilizações pré­colombianas. O extracto das folhas e da casca é vasoconstritor e adstringente. Marmelelro­comum *Utilizam­se os caroços do marmelo (fruto do marmeleiro­comum) e a casca,  fervidos em leite. Coloca­se esta mistura em pequenos sacos de pano e aplicam­se  (quentes) sobre as hemorróidas. Renovam­se estas cataplasmas de meia em meia  hora. * Também todas as plantas adstringentes. 424

Hepatismo * Infusão de 20 g de planta em 1 litro de água fria. Ferver e deixar em infusão durante 20 minutos. * Tomar 2 chávenas por dia. Potênti117a ansorina * Infusão de 20 g de planta em 1 litro de água fria. Ferver e deixar em infusão durante meia hora. * Fazer compressas. Alimentação Deve ser muito sóbria e ligeira. Evitar: especiarias, gorduras animais, fritos,  carnes gordas, manteiga cozinhada, peixes gordos, sardinhas, carapaus, caça,  carnes envelhecidas, álcool, vinho, cerveja, charcutaria, enchidos, queijos  fortes, crustáceos, chá, café, chocolate, açúcar e doces. Consumir pouco sal. ­ Alimentos privilegiados: fruta fresca, mirtilos, cássis, pêssegos, alperces, uvas, toranjas, ananás, legumes  verdes, cereais integrais, pão integral, levedura de cerveja, amêndoas, nozes,  avelãs. jejum * Aconselhado para descongestionar. * 1 dia, a fruta. CONSELHOS ­Vida regular, sem excitações. ­Exercícios físicos. ­ Praticar o endurecimento e andar de pés descalços (ver p. 132). Hepatísmo v  e r Cálculos biliares (p. 274), Cólicas hepáticas (p. 329), Prisão de ventre (p.  522), Diarreias (p. 366), Fígado (p. 399), etc. 425

Herpes ­ Zona Herpes ­ Zona A fecções cutâneas nas quais se formam pequenas bolhas. Podem ser precedidas de febre. Encontram­se principalmente no baixo­ventre, nas partes  genitais, no rosto, etc. Ver também Impigens (p. 438) e Eczema (p. 372). DIw901 os * Esc.7b10sa ­ Labaç.7 ­ Doce­am­9rYa ­ Amor­perf&íto 2 drageias de cada, 1 vez ao dia. ou Infusão Escabiosa + I­abaça + Doce­amarga + Amor­Perffiíto 1 pitada de cada planta para meio litro de água. Ferver e deixar em infusão  durante 15 minutos. Tomar 3 ou 4 chávenas por dia. Em aplicação externa: óleo de Erva­de~são­joão * Meio litro de azeite (ou óleo de amêndoas­doces) + 30 g de erva­d"ão­joão + 20 cabeças de carnomila. Expor  durante 8 dias ao sol e filtrar. Para acelerar a preparação, aquecer a mistura  em banho­maria durante 20 minutos. * Aplicar sobre as lesões. PessegueírO * As folhas, piladas e esmagadas, utilizam­se sob a forma de cataplasmas (também para casos de úlceras). 50/7/105 * 47u017t05 Seguidos de um duche morno, 2 vezes por semana.

B017h05 dO 35501M0 Banhos de assento mornos, seguidos de um banho de assento frio curto. Todos os  dias. ÁRanAios de va~ * 3 banhos de vapor por semana. Das coxas e dos braços, 3 vezes por semana. Afusão rectal. CIntuffio de Noptulio* AI/MO/MOÇOO Deve ser sóbria e ligeira. 426

Hidropisia Evitar: todos os abusos, álcool, vinho, cerveja, chocolate, café, chá, gorduras  animais, fritos, manteiga cozinhada, conservas, enchidos, maionese. Vigiar o sal  e o açúcar, etc. Alimentos privilegiados: alimentação vegetariana, de  preferência, sobretudo nos casos difíceis. Fruta fresca, legumes verdes,  saladas, couve, espargos, agrião, levedura de cerveja, ananás, toranja, cereais integrais, nozes, avelãs, figos,  uvas, alperces, etc. jejum   * 1 dia por semana. 1 dia, a fruta. Cura de fruta. Hidropisia A cumulação de líquidos nos tecidos e nas cavidades do corpo. Diversas doenças  podem dar origem a esta afecção: doenças do coração, dos pulmões, do fígado, dos  rins, do baço e a gota. Os poros da cara ficam inchados, os tecidos distendidos e as pernas incham. Esta doença,é acentuada pelos excessos de comida e de bebida. Devem tratar­se as  causas principais. Ver também Edema (p. 373). ÁO~01 495* sabugueíro ­ verônIca ­ Cardo bento ­ Zimbro ­ Salsaparríl17.7 1 ou  2 drageias, 1 vez ao dia. ou 117fusão * GíeSla Infusão de 10 g de flores em 1 litro de água a ferver. Deixar em infusão durante  20 minutos. Tomar 2 chávenas por dia.

* A giesta é também cardiotónica e diurética (utilizar, contudo, em doses fracas). Resta boi espinhosa * Infusão de 20 g de raiz em 1 litro de água a ferver.  Deixar em infusão durante 20 minutos. * Tomar 3 chávenas por dia. Sabugueíro + Veróníca + Cardo bento + Zimbro + Salsaparríl17.7 * 1 pitada de  cada para 1 litro de 427

Hidropisia água. Ferver durante 2 minutos e deixar em infusão 15 minutos. ­ Tomar 3 ou 4 chávenas por dia. Ou: salsa * Infusão de 15 g de sementes ou de raizes em 1 litro de água fria. Ferver e deixar em infusão durante 15  minutos. * Tomar 2 chávenas por dia. ó10OS O.95017C1,015 ZIMbro 2 gotas, 2 vezes ao dia. 80/7/705 * Banhos de pés (até ao meio da barriga da perna) com uma decocção de: Zimbro @. Giést.7 3 pitadas de cada planta para meio litro de água. Manter em lume brando durante  20 minutos. Acrescentar à água do banho de pés. Depois do banho, passar por água  fresca e friccionar. Duração do banho: 10 minutos, 3 vezes por semana, de preferência à noite. ÁRRIffiOS dO OSSOfitO * Banhos de assento mornos de 15 a 20 minutos, 2 vezes ao dia, seguidos de afusões frescas e de fricções. £8V27g0175 Lavagens todas as manhãs com água morna ou com uma infusão de camomila: 3 ou 4  pitadas de planta (cerca de 10 cabeças) para meio litro de água. Ferver durante  1 minutos e deixar em infusão durante 15 minutos. Fazer a lavagem com uma “pêra”  e conservar durante cerca de 20 minutos.

ÁRO17h05 dO VO~1­ * ­ (Se forem suportáveis), curtos, seguidos de uma fricção fresca. @@n C117tUI*O OFO NeptUI7O Dia sim dia não. H@     Alimentação Não deve de modo nenhum ser excitante. Evitar: álcool, vinho, cerveja, legumes  feculentos, charcutaria, pratos com molhos e, de uma maneira geral, uma  alimentação rica, fritos, manteiga cozinhada, açúcar, pastelaria. Atenção ao  sal, etc. 428

Hidropisia Alimentos privilegiados: fruta e legumes frescos, frutos secos, cebola, nozes,  avelãs, limão, toranja, agrião, rábano silvestre,   . 1 dia por semana, se  possível. cereais integrais, pão integral,     ­ 1 dia, a fruta. papas de aveia,  etc.                 ­ Cura de fruta fresca (uvas, alperces, pêssegos, etc.). O PADRE KNEIPP RECOMENDA ­ Semicúpios frios, curtos (30 segundos a 1 minuto), 4 vezes por semana. ­ Banhos de vapor, de assento, 3 vezes por semana, com uma decocção de “flores de feno”. E também: ­ Infusões de cavalinha + zimbro, alternando com infusões de absinto + aloés. ­ 1 de cada, 1 vez por dia. AILGUMAS RECEIMS ú7EIS ­ Vinho de qlesta: ramos de giesta reduzidos a cinza (ou então flores de giesta), misturados com vinho branco. Deixar repousar durante 1 ou 2  dias. ­Tomar 3 colheradas, de manhã e à noite (Dodonée). ­ Bagas de zlrnbro esmagadas e misturadas com vinho tinto (20 a 30 por litro). ­Tomar 3 colheradas, de manhã e à noite (Mathiole). ­ Vinho d alecrim: um punhado de alecrim pilado fino e misturado com vinho branco. Deixar repousar 12 horas. ­Tomar 3 colheradas, de manhã e à  noite (Kneipp). CONSELHOS Exercícios Físicos (ver p. 133). Endurecimento e andar de pés descalços (ver p.  132). Exercícios respiratórios (ver p. 137). Banhos de ar livre e de sol (ver p.  151). 429

Hipertensão Hipertensão A enção às perturbações persistentes, tais como dores de cabeça, zum­ `bidos nos  ouvidos, vertigens, insônia, fadiga, perturbações da visão, etc. Controlar  frequentemente a tensão arterial. Vigiar a exaustão física e intelectual, evitar  os ruídos, as contrariedades e a excitação. Ver também Prisão de ventre (p. 522), Colesterof (p. 321). DIw901 40.9 * Espinheiio­alvar ­ Erva­benta ­ Bolsa­de­pastor Oliveira (folhas) ­ Salva 1 ou 2 drageias de cada, 1 vez ao dia. ou Espin17eíro­alv,ar + Erva­benta + Bolsa­de­pastor Oliveira (f0117OS) + Salva 1 ou   2 pitadas de cada planta para   1 litro de água. Ferver durante 2 minutos  e deixar repousar durante 15 minutos. Tomar 3 chávenas por dia. ~ 2 gotas, 2 vezes ao dia (sob receita médica). 8817hOS dOS ~ Com uma infusão de: Cornomil,9 + Espinheiro­alvar + Salva 2 pitadas de cada planta para meio litro de água. Aquecer em lume brando durante 20 minutos. Acrescentar 4 ou 5 litros de água. * Este banho dos pés dura entre 10 ou 15 minutos. Em seguida passar os pés por água fria. * 3 vezes por semana. ÁRVIMIOS CtO OSSOIMO * Banhos de assento frios ou com

fricções, 3 vezes por semana. 1,0~017.9 * * Com uma infusão de alho: 5 ou 6 dentes de alho migado fino para meio litro de água. Ferver e deixar em infusão  durante 15 minutos. * Fazer esta lavagem, dia sim dia não. DUC/MS O.ofus~ * Dos braços e da cabeça, alternando com as coxas. * Afusão rectal. 430

Hipocondria AlimelMaÇão O factor alimentar tem um papel preponderante na tensão arterial. O regime  alimentar deve ser feito sob vigilá ricia médica. Evitar: todos os excitantes,  chá, café, chocolate, tabaco, álcool, vinho, cerveja, gorduras animais, manteiga  cozinhada, fritos, charcutaria, caça, carnes gordas, mostarda, maionese. Pouco  sal e pouco pão. Alimentos privilegiados: comer alho a todas as refeições  (sobretudo cru) e, caso seja insuportável, consumi­lo em drageias; legumes e  frutos frescos, limão, óleo de milho e de girassol, cereais integrais, arroz,  aveia, cebola, tomate, beterraba, aipo, dente­de­leão, cenoura, peras, maçãs,  couve, etc. jejum E indispensável. Produz bem­estar e favorece a eliminação. 1 dia por semana. Cura de fruta. CONSELHOS N.B.: deve praticar­se um regime severo até surgir uma melhoria substancial. ­ Vigiar continuamente a tensão arterial. ­ Exercícios fisicos moderados. ­ Importante: praticar o relaxamento (ver p. 137), estar calmo e descontraído. Evitar todas as contrariedades. Hipocondria O doente observa­­se e interpreta os sintomas. Anda silencioso, triste, gostada  solidão... anda atormentado pela angústia, por inquietações irrazoáveis e sofre  de dores, de calores e de suores frios. Para o tratamento, ver: Depressão nervosa (p. 357), Neurastenia (p. 477) e  eventualmente Prisão de ve;itre (p. 522). 431

Hipotensão MUITO ACONSELHADO PELO PADRE KNEW Banhos de assento frios ou com fricções, todos os dias, bem como loções e  fricções totais, frescas e diárias. CONSELHOS ­Exercícios físicos (ver p. 133). ­ Endurecimento, andar de pés descalços na água (ver p. 132). ­Exercícios  respiratórios (ver p. 13 7). Hipotensão V er também Fadiga, p. 392. A hipotensão pode provocar mal­estar, vertigens,  síncopes. É necessário fazer um exame médico para determinar a sua origem. Á0m961 ‘15 * Alecrim ­ Zímbro ­ Monta 2 drageias de cada, 1 vez ao dia. Golola rm71 ­ Eleuterococo Alternando com 4 a 6 drageias por dia, durante 1 mês. ou /IMUSSO * Alecrírn + Zimbro + Monta 1 pitada de cada planta para meio litro de água. Ferver durante 3 minutos e  deixar em infusão durante 15 minutos. Tomar 3 ou 4 chávenas por dia, entre as  refeições. 08/7/105 d05 PóS Alocrim + Lavanda 2 ou 3 pitadas de cada planta para meio litro de água. Aquecer durante 20  minutos e acrescentar 4 ou 5 litros de água. Duração do banho: 10 a 15 minutos.  Em seguida passar os pés por água fria e friccionar.

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Histeria 8617h05 dO 85501M0* Banhos de assento frios ou com fricções, dia sim dia não. B817h05 dO V0POr * ­ Curtos (sobretudo em caso de fadiga), 2 vezes por semana. Das coxas e dos braços, alternando com uma afusão fulgurante, dia sim dia não. Aliment.9p10 Evitar: todos os excitantes, chá, café, tabaco, álcool, vinho, cerveja.  Alimentos privilegiados: cereais integrais, germe de trigo, arroz integral,  nozes, avelãs, espinafres, beterraba, couves, salsa, cerefólio, alho, cebola,  laranjas, alperces, tâmaras, peras, maçãs, ameixas. jejum 1 dia de jejum, quando. Cura de fruta. de vez em CONSELHOS ­ Endurecimento, andar de pés descalços (ver p. 132). ­ Exercícios respiratórios (ver p. 137). Histeria O pressão, mal­estar, espasmos no estômago, vómitos, arrotos ácidos, boca amarga,  gases intestinais, dores violentas nos intestinos, pele seca, excesso de saliva,  choros, tristeza, emoção exagerada, gemidos, soluços sem causa aparente, risos  súbitos, sensibilidade excessiva ao sabor dos alimentos: são estas as  manifestações mais comuns. Ver também Nervosismo, p. 474 e, eventualmente, Prisão de ventre, p. 522.

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Histeria Z DIOgoi 4,5 * Aloás (socotrin.9) ­ Erva­ 1 ­cídroíra ­ Erw­do­são­joão ­ V.71ería17.7 1 ou 2 drageias de cada, 1 vez ao dia. Eleuterococo 4 a 6 drageias por dia, em curas de 1 mês. ou 1/7fi/são * Aloás + Erva­cIdroira + POMPOdo #. Erva~de­são­joão .,% Valeriana 1 pitada de cada planta para 1 litro de água. Ferver durante 2 minutos e deixar  em infusão durante 15 minutos. Tomar 2 ou 3 chávenas ao dia. Ranj>OS de OSS017to* Banhos de assento frios ou com fricções, dia sim dia não. ÁRI/7/105 OÇO V0POr2 vezes por semana, seguidos de uma loção fresca e de uma  fricção. Dos braços e das coxas, alternadamente, com uma afusão fulgurante. Afusão  rectal. CI1MU190 de Noptu170 AI1M01m300 Evitar: todas as sobrecargas alimentares, álcool, café, chá, tabaco, açúcar,  carnes gordas, gorduras animais, fritos, caça, charcutaria, etc. Alimentos  privilegiados: levedura de cerveja, cereais, fruta fresca, nozes, amêndoas,  alperces, espargos, alface, erva benta, dente­de­leão, o germe de trigo,  produtos da colmeia, feijões, frutos secos, legumes secos, etc. jejum

Aconselhado. 1 dia por semana. Cura de fruta. CONSELHOS ­Andar de pés descalços sobre pedras molhadas ou sobre a erva húmida, várias. vezes ao dia, vigiando constantemente o aquecimento dos pés.  ­Loção diária do corpo com água misturada com vinagre (recomendada por Kneipp). ­ Andar dentro de água. 434

1 ­ Icterícia ­ Impetigo ­ Impigens ­ Impotência ­ Inchaço (do ventre) ­ Acrofagia ­ Incontinência urinária ­ Insectos ­ Insónia ­ Insónia (sono dificil)

Icterícia Ileterícia A icterícia manifesta­se pelos sintomas seguintes: enfartamento, opressão, rnal­ estar, vómitos, perturbações digestivas, sede, obstruções e perda de apetite. Depois de alguns dias, a pele e a parte branca dos olhos ficam  amarelas e observa­se também um escurecimento da urina, etc. ÁOlogoi os * cr,19VO­de­defunto Alquequ0i7g& ­ C,?rdoro1.7i7do ­ Resla boi (r.?iz) ­ Erva­fnolelrínl?3 1 ou 2 drageias de cada, 1 vez ao dia. 01/ Infusão Cr.ivo­de­defunto ­” Alqueque17jé “ Cardo­ro­ 1.7120,O “’­ Rest.9­bo, (raIZ) ­I. &V,?­Moleirj;717,1 1 pitada de cada planta para 1 litro de água. Ferver durante    2 minutos e  deixar em infus o durante 15 minutos. Tomar 3 ou 4 chávenas por dia. Ou: LIMrIa Infusão de 10 9 de planta em 1 litro de água a ferver, Deixar em infusão  durante 15 minutos. Tomar 3 chávenas por dia. Utilizar também em caso de prisão  de ventre, angiocolite e perturbações das vias urinárias. Veró17ica Foi muito utilizada no passado para tratar a icterícia e a gravela. Também se  pensou que podia tratar a tuberculose. Durante muito tempo foi considerada como uma panaceia.  Agora deixou de estar na moda. Utiliza­se todavia para as digestões difíceis, as  enxaquecas e as febres. 20 g de flores secas para 1 litro de água. Tomar 3 chávenas por dia, entre as  refeições. COM~SSOS  *

Compressas quentes sobre a re­ 0o do fígado e envolvimentos quentes. Molhar um pano em água quente e aplicá­lo  protegendo­o com um cínturão em flanela. Repetir eventualmente de 3 em 3 horas, Áwn/708 * Semicúpios frios curtos (de 15 segundos a 1 minuto), 2 vezes por semana. Lavagem Com uma infusão de camomila: 10 cabeças de camomila para 436

Icterícia meio litro de água. Ferver e deixar em infusão durante 10 minutos. Fazer a  lavagem morna com uma 11 pêra” de lavagem, de manhã em jejum. Conservar durante cerca de 20 minutos. Ág317hos Com alecrim + verbena, em infusão: 2 ou 3 pitadas de cada planta para meio litro de água. Ferver e acrescentar 4 ou  5 litros de água quente. Passar os pés por água morna. Duração do banho: 10 a 15  mi~ nutos, à noite, 3 vezes por semana. ÁRMI#Os de assento Banhas de assento mornos: todos os dias, durante 20 minutos, com massagem suave  do ventre e do baixo­ventre, tendo mergulhado previamente as mãos em água fria. ÁRRIMios de vapor * Banhos de vapor, seguidos de uma fricção morna, 3 vezes por semana, OUCI1OS o Ofus~ * Das coxas, 2 vezes por semana. Superior, 2 vezes por semana. Fulgurante, 1 vez  por semana. Rectal. AlimenmÇão * * A alimentação deve ser magra e fácil de digerir, * Suprimir: álcool, vinho, cerveja, especiarias, pastelaria, fritos, gorduras animais, manteiga cozinhada, chá,  café, chocolate, maionese, enchidos e, de uma maneira geral, todos os alimentos  pesados e indigestos. * Alimentos privilegiados: alcachofra, caldos de legumes, sumos de fruta, limão,  laranjas. Quando surgirem melhoras, começar a comer progressivamente fruta,  legumes cozidos em água, cereais integrais, papas de aveia, ameixas, germe de  trigo, levedura de cerveja, etc. jejum

É necessário. 1 dia por semana, 1 dia, a fruta. CONSELHOS Quando surgirem melhoras: ­Endurecimentos (p. 132). 437

Impetigo / Impigens Impetigo v r Impigens (p. 438), Eczerna (p. 372), Pele (p. 504). Impigens r  uma inflamação da pele que surge em vários sítios. As impigens Efurfuráceas  ou a pitiríase surgem especialmente no pescoço, no peito, nas costas, nos braços  e nas mãos e formam pequenos pontos amarelos ou castanhos. Mais tarde surgem  grandes manchas amarelas, semelhantes ao farelo (do qual lhe vem o nome,  “furfur”). ­ Impigem com prurido (líquen): pequenos nódulos duros que provocam uma  comichão violenta. ­ Impígem purulenta: forma pequenas bolhas que deitam pus. ­ Impigem corrosiva (lúpus): nódulos que se espalham progressivamente, ficando o  centro com o aspecto de uma cicatriz. Ataca o rosto. ­ Impigem seca, impigem escamosa: tão frequente corno o eczema. Forma escamas pálidas que depois se tornam avermelhadas, sanguinolentas. Afecta  as articulações do pescoço, dos joelhos e atinge menos frequentemente as outras  partes do corpo. Ver também Eczerna (p. 372), Erisipela (p. 383), Herpes (p.  426) e Alergias (p. 207). Á~01 405 * L.7b.7ç.7 ­ Énula­campan,9 Escablosa ­ Erva­moleírlnha ­ Lúpulo 1 ou 2 drageias por dia, alternadamente, semana sim semana não, com: Fucus vesIculosus ­ Própolís 2 ou 3 drageias de cada, na semana seguinte. Recomeçar. 438

Impigens OU 117fUSãO * 1.7baÇa ‘ É17Ula­campana + Escabíosa + Erva­1n0101r11717.9 + LúpUlO 1 pitada de cada planta para 1 litro de água. Ferver e deixar em infusão durante  15 minutos. Tomar 3 ou 4 chávenas por dia, ÁRO/7/705 * Semicúpio frio ou fresco, curto, seguido de uma ligeira fricção. 2 vezes por semana. ÁMO17hos de 85501M0 Banhos de assento frios, ou Banhos de assento com fricções. 3 vezes por semana. So17hos de vapor* Banhos de vapor na cama ou em posição sentada, 2 vezes por semana, seguidos de  uma ligeira fricção. A fusão * Afusão diária das coxas e dos braços, alternando com uma afusâo superior. UM 401110t0.1 Ma1110t31,,: prepara­se como uma camisa de “flores de feno” humedecida com água morna, que se conserva até evaporar a água (caso seja  suportável e sem causar mal­estar). 3 vezes por semana. AlIMOIMIÇão * Quanto mais antiga for esta afecção, mais vigiada deverá ser a alimentação. * Evitar: álcool, vinhos, cerveja,

tabaco, açúcar, pastelaria, pão branco, ovos, queijos fortes, carnes gordas,  charcutaria, caça, salmoura, enchidos, maionese, Limitar o consumo de sal. * Alimentos prilvillegiados: agrião (macerado em iogurte, tomado de manhã em jejum: receita do Dr. Chornel), levedura de cerveja, frutos frescos,  ananás, laranjas, toranjas, cenouras, couves, legumes verdes, alface, dente­de­ leão, cereais integrais, aveia, salsa, cerefôlio, cebola, morangos, etc. jejum * útil e indispensável. * 1 dia por semana ou mais dá excelentes resultados.  Também se recomenda: * 1 dia, a fruta. * Cura de fruta. 439

Impigens ALGUMAS RECEIrAS úrEIS Aconselhadas por Chornei, Tragus e Paulli. * Aplicação externa: IlabaÇa + ÉMI.7 campana ­ 3 ou 4 pitadas de cada planta para meio litro de água, em decocção. Aquecer sem ferver (30 minutos), acrescentar 10 g de flores de enxofre  e deixar macerar durante 1 hora. ­Aplicar 2 ou 3 vezes por dia. * Escabilosa macerada em alcool canforado: ­ Para um frasco de 100 ci utilizar 15 g de planta. Deixar macerar durante 2 dias. Aplicação idêntica à anterior. * Erva­d"áo­João + buxo macerados em álcool: ­Para 100 ci de álcool macerar 15 g de cada planta durante 1 semana. Filtrar e aplicar. * Sobre o lúpus o Prof. Bilz preconizava aplicaçôes de cataplasmas de argila misturada com uma decocção de cavalinha. ­ Repetir 2 ou 3 vezes ao dia. CONSELHOS ­ Higiene minuciosa da pele com sabonete suave (sabonete preto). ­Ver também  Banhos de ar livre e de sol, p. 15 1. ­ Atenção, mude a roupa interior todos os dias, evite roupas em fibras sintéticas, prefira as roupas em fibras naturais (algodão, lã, seda,  etc.)

Impotência Impotência .mpotência atinge os homens e manifesta­se pelos seguintes sintoA mlras: pênis  flácido, em certos casos incapacidade de erecção ou tensão insuficiente apesar  do desejo. A ejaculação precoce, apesar de permitir o coito, pode ser considerada como uma  forma de impotência. As causas são diversas: alimentação incorrecta,  desentendimento entre os parceiros, abuso de certas substâncias medicamentosas,  exaustão física e intelectual, preocupações, desgostos, stress, mágoa,  nervosismo, lesões orgânicas (raras), diabetes, etc. Vigiar também a obesidade e a prisão de ventre. Ver também o capítulo sobre os  remédios universais de origem animal e vegetal, p. 89. DIZffoi 4,5 * EleutêrOCOCO 4 a 6 drageias, 1 vez ao dia. Espírulii7a ­ Seguro117.7 ­ AleCrIM 2 drageias de cada, 1 vez ao dia. Fazer também curas por períodos de 1 mês, de: G117Sffig­ VerMO1170 * 6 drageias por dia, alternando com: Própolís * 6 drageias por dia. ólWS OSSO17CATIS Alpo 2 gotas, 2 ou 3 vezes ao dia. 5617h05 * ­ Banhos de algas (preparação pronta a usar que se pode comprar nas lojas de dietética ou nas farmácias), 3  vezes por semana, seguidos de uma afusão fresca e de uma fricção vigorosa.

BO/7/705 dO JISSOIMO Banhos de assento frios ou com fricções, todos os dias. E banhos de assento  mornos com massagem do baixo­ventre, 3 vezes ao dia. 88/7/105 dO V.TpOr ­ 2 vezes por semana. Das coxas e do baixo­ventre, alternando com fulgurante, insis441

Impotência tindo nas nádegas e nas partes dorsais. Acabar com fricções vigorosas. ReceIffis Átotempéuticos * Pau­listado (RiC17eria gra17d15), casca originária das Antilhas, macerada em álcool. * 1 colher, de café, 1 ou 2 vezes ao dia. * loimbina (sob receita médica) em infusão ou tintura­mâe. * Esfbndílio em maceração em vinho ou álcool: 30 9 para 1 litro de vinho ou meio litro de álcool. * Orquídeas, pervinca, ylang­ylang, hortelã­pimenta, rinchão, gengibre, muira  puarna, cimicifuga: todas estas plantas podem ser tomadas em infusão, em álcool,  em vinho ou em tintura­mãe, etc. AffineIM?00 * Evitar todos os excessos alimentares. Efectivamente, a obesidade e a  sobrealimentação constituem a causa maior da impotência. * Evitar: álcool, vinho, cerveja, aperitivos, digestivos, gorduras, manteiga cozinhada, fritos, especiarias,  açúcar, pastelaria, etc. * Alimentos privilegiados: alcachofra, germe de trigo, cereais integrais,  amêndoas, nozes, avelãs, saladas, peras, abacates, azeitonas, beterraba, couves,  espinafres, alperces, uvas, frutos frescos, legumes frescos e secos, etc. JeJUM * Fortemente aconselhado. * 1 dia por semana. * Cura de fruta. * 1 dia, a fruta. RECEMAS úMIS Vinhos afrodisíacos: ZiMbrO ­@­ GW7ela @. Segure117a * Alocrím , Múscada , Cola

15 g de cada planta (5 ou 6 pitadas) para 1 litro de bom vinho tinto. Deixar em  repouso ao abrigo da luz durante cerca de 10 dias, filtrar, adoçar. Tomar 3 ou 4  colheres por dia. CONSELHOS De modo a permitir uma melhor regeneração, evitar a excitação sexual durante  algum tempo (variável segundo os indivíduos). 442

Inchaço (do ventre) ­ Aerofagia Inchaço (do ventre) ­ Aerofagia A   contece muito em pessoas que engolem as refeições, não importa onde, não importa como, que comem sem mastigar e bebem demasiado. Pode ser  acompanhado de gases intestinais. Quando surgirem melhoras, os banhos devem ser tomados cada vez menos quentes. ÁLOVOg0175 * Com uma infusão de camomila. 3 pitadas de camomila (cerca de 10 cabeças) para meio litro de água. Ferver, apagar o lume e deixar em infusão  durante 15 minutos. Filtrar. Fazer a lavagem morna (com uma “pêra”). 89/7h05 dO V0POr * 2 por semana, seguidos de loçôes frescas. LL(@j Á@1wg0I­as   * Enula­campa17a ­ GengIbre * 2 drageias de cada: 1.O dia. NogueIr­7 ­ Orégão * 2 drageias de cada: 2.O dia.  * Alternadamente, dia sim dia não. OU IMUSãO * ÉMIa­C~Pal73 + Gengibre + NógiíeIra + Orégãos 1 pitada de cada planta para 1 chávena de água. Ferver durante 3 minutos e  deixar em infusão durante 15 minutos. ­ Tomar 3 ou 4 chávenas por dia. ó10OS OSSO/MIRIS Alcaravia 1 gota, 2 vezes ao dia. Outros óleos essenciais: A17is­ verde, ManyérIcão, Ganela, LImão, Muria, orégãos, Estragão 5917h05 dO OSSO/MO * Banhos de assento quentes, com massagem do ventre e do baixo­ventre.

j DUCIles o afusões * Diários: coxas, alternando com fulgurante e afusão rectal. 1@@   Alimentação   * Mastigue bem os alimentos, de forma a ensalivá­los convenientemente. 443

Incontinência urinária * Contra­indicações: beber líquidos durante as refeições, pratos demasiado  quentes, bebidas geladas, álcool, vinho, cerveja, águas gaseificadas, tabaco,  chá e café. * AllimentaçAo aconselhada: pão integral, cereais integrais, fruta fresca, saladas, óleos vegetais, carnes bem  passadas e grelhadas, etc. Alimentos privilegiados: limão, marmelos, estragão, cravo­de­cabecinha, levedura  de cerveja. 11     Jejun? * É uma excelente terapêutica para todas as perturbações gástricas. Praticar 1 vez  por semana, alternando com 1 dia de fruta (curas de uvas durante a estação). CONSELHOS Ver também: ­ Exercícios fisicos, (p. 133). ­ Repouso (p. 134). ­ Cinturão de Neptuno (p. 148). o  Ir  00 Incontinência urinaria r também Próstata, p. 527. IMUMIO * LM!J Mil­folhas 3 ou 4 pitadas de planta para meio litro de água. Ferver durante 2 minutos e  deixar em infusão durante 15 minutos. ­ Tomar 1 chávena durante a tarde. N@@ 801717os de assento * ­ Banhos de assento mornos, de 10 a 15 minutos, seguidos de um banho de assento frio, curto e de fricções.  Semicúpio frio, de 5 a 10 segundos, de preferência de manhã ao acordar. Das coxas e dos joelhos, 3 vezes por semana.

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Insectos O PADRE KN, EW RECOMENÁ a4 VA ­Comer 10 bagas de zimbro todos os dias. 3 CONSELHOS 170 PROFESSOR BILZ Não beber à noite, comer pouco e abster­se de fruta fresca (sobretudo maçãs).  Urinar antes de ir para a cama. Fricções completas, mornas, 2 vezes por dia. CONSELHOS Atenção, nem vexames nem violência resolvem o problema. Devemos ser pacientes. Insectos orno protecção, para os afastar: Píretro Verdadeiro insecticida natural que substitui eficazmente (com poucos  inconvenientes) os produtos de síntese como o DDT Tas17eir.7 O odor forte e específico desta planta protege a roupa dos insectos. As  capítulas reduzidas a pó podem substituir certos insecticidas. É uma planta  anti~ parasitária, vermífuga, que por isso mesmo é chamada, normalmente, de  “planta dos vermes”, 445

Insónia Ins ônia A s causas das perturbações do sono são múltiplas e podern ter como origem uma  perturbação funcional. Só recentemente se constatou que o sono se divide em 5  ciclos: ­ A   primeira etapa chamada adormecimento é essencial. É de curta  duração e dá acesso ­ ao sono leve, durante o qual as funções cervicais abrandam. ­ Vem em seguida o sono profundo, que permite o repouso do corpo; é * momento em que se faz a recuperação das forças despendidas durante * dia. ­ Depois vem a fase 4, que é a do sono muito profundo. As nossas funções  vitais fazem­se ao ralenti. ­ O sono paradoxal que lhe sucede é muitas vezes  acompanhado de alterações de posição, agitação, aceleração do pulso, da  respiração: é o momento em que sonhamos. Cada período é importante, mas o mais crucíal é a fase de adormecimento, e a  maioria das insônias derivam das perturbações ligadas a esta etapa. Quando sofremos stress ou contrariedades, ou quando atravessamos períodos  de excitação, de sobrecarga de trabalho, quando temos maus hábitos alimentares, quando abusamos do cigarro, do álcool, das drogas, dos  medicamentos, sem por outro lado praticarmos actividades físicas, a fase de adorrnecimento não pode efectuar­se em condições óptimas. É por este  motivo que pretender agir sobre a insônia sem decidir mudar os hábitos que estão  na origem desta perturbação só pode ter efeitos ilusórios e, na pior das  hipóteses, com a utilização da panóplia de soníferos e de tranquilizantes químicos que têm efeitos catastróficos. As perturbações do sono não devem ser encaradas com ligeireza pois constituem,  tal como os outros sintomas, indicações extremamente significativas de que o  nosso corpo reclama de forma imperativa alterações no nosso modo de vida. Ver também Nervosismo (p. 474), Repouso (p. 134), Relaxamento (p. 13 7).

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Insónia DM90i8.9 * Trevo­coroa­de­roí ­ Erva­cídreir.7 ­ Wffiasco­br.Inco ­ Valería17a ­ 1 ou 2 drageias, 1 vez ao dia, conforme as necessidades. ou AnAUM~O * Trevo­coroa­do­r&1 ­ Erva­cldr&lra ­ Verbasco­br.?nco ­ V.710riân8 *1 pitada de cada planta para 1 chávena de água. *Tomar 2 ou 3 chávenas por dia  (pode­se acrescentar a esta preparação algumas gotas de flor de laranjeira). ó1005 OSSOMÁTIS 2 ou 3 gotas, 3 vezes ao dia. Também os óleos essenciais de: L ar­7niãs­amarg­7s, C~Mí/27, Iver0111, M­7n .1&ricão A medicina monãstica  preconiza: *A mistura de folhas de erva­cidreira + erva­de­aspérula aromática + erva­de­ trevo­coroa­de­rei + erva­de­agripalma + raiz de valeriana + Lúpulo + Artemísia  + flor de sabugueiro + flor de urze + erva­de­são­joão + erva­de­primavera. *Em proporções iguais, misturar 1 colher, de sopa, em infusão durante 3 horas e aquecer ligeiramente. *Tomar 3 chávenas por dia, 20 minutos antes das refeições. ÁRI/7h05 * * O padre Kneipp aconselha tomar 1 banho morno à noite, antes de ir para a cama. 80/7/705 dO 1550fitO * 3 vezes por semana. LIVOg0177 * * Com uma infusão de camomila: 10 cabeças de camomila para meio litro de água. Ferver e deixar em infusão 

durante 10 minutos. * Fazer esta lavagem morna com uma “pêra”, de manhã, em jejum. Conservar durante cerca de 20 minutos. E17du~MOIMO * Passear de pés descalços na erva húmida. Exercícios físicos. Muitas vezes o simples facto de andar a pé  antes de ir para a cama permite obter um sono reparador. COMIS0 húMida * Os efeitos relaxantes da camisa húmida fazem­se rapidamente sentir. 19@     AlIffielMação Contra­indicações: as refeições copiosas, excitantes tais como chá, café,  tabaco, álcool, vinhos, açúcar, gorduras animais, pratos com molhos, manteigas  cozinhadas, charcutaria, enchidos, 447

Insónia (sono difícil) caça, carnes envelhecidas, excessos de sal, de especiarias e, de uma maneira  geral, todos os alimentos pesados e indigestos. Alimentos prívilegiados: uma  alimentação ligeira é essencial para obter um sono reparador de boa qualidade.  Devem privilegiar­se todos os alimentos vegetais crus, acompanhados de óleo  vegetal de boa qualidade, se possível biológico e sempre de primeira pressão a  frio, em particular os óleos de azeitona, de cártamo, de girassol. Também se  devem consumir saladas, especialmente alface, agrião, erva­benta, legumes como couve, cenoura,  funcho, bem assim frutos tais como maçã, alperce, uvas e, mais especificamente,  fruta de estação e da terra. JeJUI77 É uma terapia essencial, particularmente nos indivíduos que sofrem de insônia de  origem alimentar. Curas de fruta fresca de estação: uvas, maçãs, alperces. Insônia (sono dificil) ratar sempre as causas. Ver também: Pesadelos (p. 517), Depressão nervosa (p.  357), etc. Á0/0901 ‘75 * Erva­cídrelra ­ Valeríana ­ Mla ­ Endro ­ Artêmi'slá 1 drageia de cada, 1 vez ao dia. ou Infusão * Erva­cídwIra + Valerlana Tília + Endro ­k Artemísia 1 pitada de cada planta para meio litro de água. Ferver durante 2 minutos e  deixar em infusão durante 15 minutos. Tomar 1 chávena à noite ao deitar  (eventualmente também 1 durante a tarde). 80/7h05 * Banhos dos antebraços e dos pés com uma infusão de: Louro + Erva­cidrelra + L a vanda ­ 3 ou 4 pitadas de cada planta para 1 litro de água. Ferver e acrescentar a 4 ou 5 litros de água quente.

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Insónia (sono difícil) * Mergulhar 5 minutos os braços e depois os pés e, passar em seguida por água fresca. 0817h05 de assento * Banhos de assento frios ou com fricções, 4 vezes por semana. Lavagem * * Lavagem morna com uma infusão de camomila: 10 cabeças para meio litro de água.  Ferver e deixar em infusão durante 10 minutos. * Fazer a lavagem morna com uma “pêra”, de manhã, em jejum. Conservar durante cerca de 20 minutos. * Fazer em seguida uma lavagem fresca. Sanhos de vapor * ­ 3 vezes por semana. L ,,: o, ‘1,4,, ó@ó @`óJ111õO@ Dos joelhos, ­ ou das coxas e do baixo­ventre. L@@J    cintulgo de Neptu170 3 vezes por semana. Recoltas lf fitotelaPêuticos Alf27co ­ Utilizar o látex de alface fresco (que se obtém por compressão ou numa trituradora eléctrica, seco ao abrigo da luz). * Tomar o equivalente a 1 colher,

de sopa, diluída num copo de água, ao deitar. Esc17sc17olizía­da­calífórnía * Infusão de 15 g de planta para 1 litro de água a ferver. Deixar em infusão durante 15 minutos. * Beber uma chávena à noite. Func17o, ou Anís­verde * 10 g de frutos esmagados em meio litro de água fria. Ferver durante 3 minutos e deixar em infusão durante 10  minutos. * Beber 2 chávenas por dia, 1 ao deitar. /_ úp UIO * Infusão de 20 g de cones em 1 litro de água. * Beber 1 chávena durante a tarde e outra ao deitar. M.717j­­ríCãO * Infusão de 15 g de folhas frescas para 1 litro de água. Ferver durante 2  minutos e deixar em infusão durante 15 minutos. * Beber 1 chávena durante a tarde e outra ao deitar. PassMor.7 * Infusão de 15 g de planta em 1 litro de água a ferver. Deixar em infusão durante 15 minutos. * Beber 1 chávena à noite. * Beber 1 chávena durante a tarde e outra ao deitar. Valoríana ofícInal * Infusão de 15 g de raiz em 1 litro de água fria. Aquecer lentamente até ferver, apagar o lume e deixar em infusão. * Tomar 1 chávena à noite ao deitar. * Pode também ser utilizada sob a 449

Insónia (sono difícil) forma de banhos: 40 g de planta para 2 litros de água. Ferver durante 5 minutos  e deixar em infusão durante 20 minutos. Acrescentar à água do banho. Tomar um  banho morno durante cerca de 10 minutos e terminar com uma loção fresca. Este  banho deve ser tomado, de preferência, durante a tarde. 2 ou 3 vezes por semana. Vorb017.7 É a pimenta dos monjes de Rabelais e de Arnauld de Villeneuve. A  planta é conhecida pelas suas capacidades anafrodisíacas e é citada por Plínio e  Dioscórides. É também aperitiva. Infusão de 20 g das folhas ou das extremidades  floridas para 1 litro de água a ferver. Allim917tição Deve ser sóbria e ligeira, sobretudo à noite; as sobrecargas alimentares  predispõem às insónias. Evitar: todos os excitantes, álcool, vinho, cerveja,  tabaco, café, chá, chocolate, fritos, charcutaria, manteiga cozinhada. Comer  pouco à noite. Alimentos privilegiados: alface, maçã, abóbora, fruta, legumes  verdes, cereais integrais, levedura de cerveja, etc. JeJUM * Predispõe ao relaxamento. * Cura de fruta. BANHOS KNEIPP ­ Os muito nervosos devem tomar banhos completos quentes durante 20 a 25  minutos, antes de ir para a cama. Estes banhos devem ser seguidos de aplicações  frescas. ­ Para os outros, a melhor forma (para Kneipp) de vencer a insônia é o semicúpio frio curto (de 10 segundos a 1 minuto). ­ou o banho de assento  frio (10 a 15 minutos). CONSELHOS Ver também: os exercícios respiratórios, o relaxamento (p. 137). ­ Evitar os espectáculos violentos, os ruídos, a música de forte intensidade, a cólera, a excitação, as contrariedades, etc.

­ Praticar o endurecimento: andar de pés descalços na erva húmida ou na água. 450

L@M * Lactação *Laringite *Litíases *Lombalgias (Lumbago) *Magreza *Melancolia *Memória (perdas de) *Menopausa *Menstruação *Metabolismo (perturbações do) *Micoses *Mucosas (inflamação das)

Lactação 1 Laringite Lactação Para favorecer a subida do leite ffiffiSiO *                     Também se po G.71e9.7 Infusão de 15 g de plantas em 1 litro de água fria. Ferver durante 5 minutos e deixar em infusão 10 minutos. Beber uma chávena à noite, ao deitar. dom utilizar as seguintes tisanas: Feno­gieço, Anís­verde, Alcaravia * Infusão de 10 g da mistura para 1 litro de água. Ferver durante 3 minutos e deixar em infusão 10 minutos. * Beber 3 chávenas por dia. Para parar a subida do leite utilizava­se: Mercuría1 annua (o suino fresco díluído em água) Unicamente sob prescrição  médica. ATENÇÃO1 É uma planta tõxica cuja acção é ainda mal conhocidal Laringite S urge por ocasião de um resfriamento, ataca as mucosas nasais e a laringe.  Manifesta­se por irritação da garganta, perda de voz, secreção de mucosidades,  etc. Ver também: Anginas (p. 234), Bronquites (p. 264), Gripe (p. 420). o 5m90i ‘15 *

­ Escabíos& ­ Agrimón1.7 ­ Espin1701r0 (SI/V.7) 1 ou 2 drageias de cada, 1 vez ao dia. OU IMUSãO * Énu1.7­C'yMpan,a @. EscaNosa + AgriMó17í8 EspInhoIro (silv.7) 1 pitada de cada planta para meio litro de água. Ferver du452

Laringite rante 2 minutos e deixar em infusão durante 15 minutos. * Tomar 2 a 4 chávenas por dia. * Em caso de laringites frequentes, fazer curas de drageias de própolis: 4 por  dia, por períodos de 1 mês. Gengibr­­ * Infusão de 15 g do rizoma em 1 litro de água fria. Ferver e deixar em infusão durante 15 minutos. * Beber 2 chávenas por dia. ól~$ 055017CA1IS pInho 2 gotas, 3 vezes ao dia. InstilaçÁo da esséncia de: Solva 11 EucalIpto Por meio de um difusor de aromas, instalado no quarto.  Alternativamente pode deitar algumas gotas num prato, previamente dissolvidas em  álcool, e dissolver esta mistura em 2 vezes o seu volume de água. COMPUSSOS * * Compressas no pescoço: alternadamente mornas e muito quentes. * Duração: 1 a 2 horas. Fazer em seguida uma fricção no corpo. Repetir. GRIMIVOS ReSta b01 “ ESP11717&1110 15 @S//V­?) Em decocçâo­. 2 ou 3 pitadas de cada planta para meio litro de água. Ferver durante 20 minutos e deixar em  infusão durante 10 minutos. * Fazer vários gargarejos por dia. Malvagrande ffiores e foffiss) ou Salva Oficinal (foffias) ou PIMPInela­pequena­dé­Saxífr&ga (raIZ) * Em infusão: 20 g de uma destas

plantas para 1 litro de água fria. Ferver durante 15 minutos (para a malva: 1  minuto). Deixar em infusão durante 10 minutos. * Fazer gargarejos 5 vezes ao dia. ÁSW171705 dOS ~ Lav.~27 * Sabugueiro + Eucalipto Em decocção: 2 pitadas de cada  planta para 1 litro de á gua. Aquecer durante 20 minutos. Acrescentar 4 ou 5  litros de água. * Duração do banho: 20 a 30 minutos. 0817h05 dO OSSOIMO * Banhos de assento frios ou com fricções, 3 vezes por semana. EsMios de m~ * Banhos de vapor seguidos de um duche morno, insistindo particularmente na região  em volta da laringe, da nuca e das costas. (0 banho de vapor pode ser 453

Litíases substituído por um banho muito quente). 8917/105 dO V3POr dos pós 3 vezes por semana, com uma duração de 20 minutos, seguidos de uma fricção  fresca. AI1M017ATÇão * Fresca, composta sobretudo de sopas, caldos de legumes, compotas, tisanas, fruta  fresca, laranjas, toranjas, limões, quivis, etc. O PADRE KNEIPP RECOMENDA ­ 1 loção total fresca todos os dias. ­ Cinturão de Neptuno com uma infusão de “flores de feno”, 2 vezes por semana. ­ 3 semicúpios frios por semana de 10 a 30 segundos. ­ Afusões no peito. ­ Gargarejos de: verbasco­branco + maiva, em infusão, várias vezes ao dia. CONSELHOS ­ Exercícios respiratórios (ver p. 137). ­ Quando surgirem melhoras: endurecimento, andar de pés descalços (ver p. 132).  ­Imperativo: supressão total do tabaco. Litiases r Cálculos (p. 334).

Lombalgias (Lumbago) Lombalgias (Lumbago) V er Costas (p. 349), Artrose (p. 247). Dores súbitas na região lombar. A  lombalgia surge no seguimento de esforços, de movimentos bruscos, etc. Nos lumbagos frequentes, principalmente na Primavera, vigiar o fígado e a  vesícula biliar. ÁVIOSS­690M * Com óleo de erva­de­s&<>Jc>âo (Chomel). * Para meio litro de azeite ou de óleo de amêndoas­doces, deitar 30 g de erya­d"&o@o&o e 20 cabeças de camornila. Deixar macerar durante 8 dias  ou, para acelerar a preparação, aquecer a mistura em banho­maria durante 20  minutos. Misturar em seguida em partes iguais com álcool canforado. * Massajar 2 ou 3 vezes ao dia. COMPANSMOS £0 0k. C1701n01 Mel e vinagre. Ferver sementes de feno­grego (4 ou 5 pitadas para 1 copo de vinagre e 5 ou 6 colheres de mel) até estarem perfeitamente  dissolvidas, mexendo de vez em quando. ­ Aplicar sobre as partes dolorosas, protegendo­as com um pano. 801717OS * Banhos quentes, aumentando progressivamente a temperatura da água. ÁRRI717OS £fO V0~ * * Banhos de vapor com compressas quentes e húmidas sobre os rins, seguidos de  uma fricção morna total. * Envolvimentos quentes. 455

Magreza 1 Melancolia Magreza P ode ser a consequência de várias perturbações hepáticas, gástricas, endócrinas,  de subnutriçào, de preocupaçõ es, de desgostos, de rejeição da alimentação, etc. É necessário tratar as causas. Ver também: Anemia (p. 231), Apetite ­ falta de, perda de (p. 237). AlimoIMP~* Alimentos privilegiados: levedura de cerveja, germe de trigo, frutos secos,  amêndoas, nozes, fruta fresca, uvas, figos, alperces, quivi, laranjas, limões, alho, cebola, mel,  cereais integrais, trigo sarraceno, aveia, trigo, etc. Melancolia 7,er Depressão nervosa, p. 357. v Sinais: abatimento, tristeza, mutismo,  depressão, desânimo, instabilidade anormal, ideias fixas. Pode ser acompanhada  de perturbações digestivas, náuseas, vertigens, etc. E Á2/29018.9 * 3    Erv.?­d&­são­joão ­ Valei­Iana ­ Er va­cIdroIra ­ PolIpodo ­ AlecrIm ­ 1 ou 2 drageias de cada, 1 vez ao dia. EleulerOCOCO Alternadamente, dia sim dia não, com,.

Própolís ­ 4 drageias de cada por dia durante 1 mês, ou em solução, à razão de 20 gotas, 2 ou 3 vezes ao dia. ou Infusão Erva­de­são­joão + Valeri.7na + Erv.9­cidreira + POMPOdo + Al&Crim 1 ou 2 pitadas de cada planta para 1 litro de água. Ferver durante 1 minuto e  deixar em infusão durante 15 minutos. Tomar 2 a 4 chávenas por dia. 456

Melancolia Decocção Gelrei­9 De acordo com fontes antigas (Fernel e Clément), a decocção de cerejas secas  cura a melancolia. 30 g de cerejas para 1 litro de água. Ferver durante cerca de 10 minutos e deixar em infusão durante 30 minutos. Beber 1 ou 2 chávenas por  dia. É também possível preparar um vinho de cerejas com 200 g de cerejas para 1 garrafa de vinho tinto de boa  qualidade. Deixar macerar durante cerca de 10 dias e filtrar. Tomar o  equivalente de um copo de licor por dia. 50/7/705 * Com uma preparação à base de algas rnarinhas (que se pode comprar pronta a  utilizar nas lojas de dietética ou nas farmácias), 3 vezes por semana. ÁMOMIOS Ofe OSSOIMO * Alternadamente, dia sim dia não: Banhos de assento frios. Banhos de assento com  fricções. ÁRI/MIOS dO Vã~ * Banhos de vapor 3 vezes por semana. DUCI1OS e ofus&5* Afusões quentes e curtas, seguidas de afusões frescas das coxas e dos braços,  dia sim dia não, alternando com afusões fulgurantes. C117~ drO NO.ON170 * Mergulhado em água quente e espremido, 2 vezes por semana. A111n01M000 * Evitar todas as sobrecargas alimentares, os excessos e os excitantes. Evitar:  café, álcool, chá, vinho, cerveja, açúcar, pastelaria, charcutaria, fritos,  manteiga cozinhada, carnes gordas, salmoura, pratos pesados e indigestos, etc.  E, obviamente, o tabaco. Aliiinentos privilegiados: levedura de cerveja, germe 

de trigo, limão, alho, cebola, erva­benta, salsa, cerefólio, toranja, laranjas,  quivi, alperces, cereais integrais, trigo, arroz, aveia, legumes verdes, fruta  fresca, frutos secos, saladas, legumes secos, etc. jejum Benéfico, 1 dia por semana. Cura de fruta. 1 dia, a fruta. 457

Memória (perdas de) CONSELHOS ­Banhos de ar livre e de sol (ver p. 15 1). ­Exercícios físicos indispensáveis e  diários (p. 133). ­ Exercícios respiratórios (p. 137). ­ Endurecimento, andar de pés descalços na erva húmida (ver p. 132). Memória (perdas de) A diminuição da memória pode ser devida ao cansaço, à exaustão, à falta de  exercício ou à ausência de capacidade de concentração. Se a falta de memória  ocorrer no seguimento de uma doença, é necessário tratar as causas. ­No caso de nervosismo e de excitabilidade excessiva, ver: Ansiedade (p. 23 6). 0/0901.95* * Cura de: Ginseng­ vermelho * 4 a 6 drageias por dia durante 1 mês. * Possível cura de: Eleuterococo ­ Gelel,7 re.91 ­ Própo1I@9 ­ G~90­b110b17 * Em drageias: 4 a 6 por dia, por períodos de 4 a 6 semanas, ou em tintura­mãe. AI1M0IMOÇãO * Evitar o álcool, os abusos de excitantes tais como o café, o chá, o tabaco. * Alimentos privilegiados: germe de trigo, levedura de cerveja, mel, cereais integrais, fruta e legumes frescos  em abundância. * Receita antiga: a eufrãsia pulverizada e fervida em vinho restabelece a  memória e a visão (segundo A. de Villeneuve). 458

Menopausa CONSELHOS ­Exercícios respiratórios seguidos de relaxamento (ver p. 137). ­ Actividade física indispensável, em função das possibilidades (ver p. 133). ­ Evitar os ruídos violentos e a excitação e procurar a tranquilidade que favorece a concentração. ­ Trabalhar diariamente a memória pela leitura, decorando pequenos textos,  números de telefone, datas, etc. ­ Existem diversos métodos para melhorar as faculdades de memorização, em  particular os do Dr. Lefebure; ver a sua obra Le mixage phosphénique en  pédagogie, ou o desenvolvimento da memória e da inteligência pela mistura dos  pensamentos com os fosfenos(*). (*) Os fosfenos são os círculos luminosos que se vêem de olhos fechados, depois  de se fixar previamente um ponto luminoso (lâmpadas, sol, etc.). Menopausa A nossa época adquiriu o péssimo hábito de considerar sistematicamente as etapas  da vida como doenças. Cada idade é assim desta feita medicada. Desta forma  trata­se a gravidez, o feto, a infância, a puberdade e, para finalizar, a  velhice, que mobilizam um grande número de especialistas. Com a esperança de  vida actual as mulheres têm, por conseguinte, um tempo de viver a menopausa  quase idêntico ao do seu período de fecundidade. A característica fundamental da menopausa é a paragem do período menstrual.  Certos efeitos acompanham todavia este fenômeno no seu início: afrontamentos, palpitações, náuseas, transpiração, dores lombares e  insônias. E a todas estas perturbaçõ es ligeiras podem associar­se certas  alterações do comportamento. 459

Menopausa A menopausa é vivida de forma distinta pelas mulheres. Para algumas mulheres  tudo se passa bem. E a cessação do período menstrual, em vez de as perturbar, livra­as de uma limitação. Mas existem outras, em  contrapartida, que aceitam menos bem esta passagem e consideram, erradamente,  que perderam a sua feminilidade. Com a idade os ovários perdem a sua sensibilidade às hormonas segregadas pela  hipófise. A vantagem de um tratamento à base de plantas é que ele se associa  plenamente à regulação orgânica. Então, e se a vida de uma mulher começasse na  menopausa? Ver Afrontamentos, página 196. 3@_k­                   “ CIprest& + Erva­pesseguelra­.?cre + f0117.7S de Vin17.7­ VIrgem * 1 pitada de cada planta para 1 chávena de água. Ferver durante 1 minuto e deixar em infusão durante 10  minutos. * Tomar 3 chávenas por dia. Agríp.71m.?­cardl,7ca * 1 colher, de café, de planta para 1 chávena de água a ferver. Deixar em infusão durante 10 minutos. * Tomar 1  chávena de manhã e outra à noite, durante 3 meses. Decocção de Pé­de­leão­ _COMUM (OU alpIno) * 2 colheres, de café, para 1  chávena. Ferver e deixar em infusão durante 15 minutos. * Tomar 1 chávena todas  as manhãs e à noite durante 3 meses. Salv27 Utilizar regularmente a salva em infusão. Pela sua riqueza em hormonas vegetais  esta planta tem o poder de regularizar as perturbações hormonais neste período da vida. * 1 pitada  de flores ou de folhas para 1 chávena de água a ferver. Deixar em infusão durante 15 minutos. * Tomar 1 chávena por dia, 21 dias por mês. @@3    ÁURMIOS dO OSSOMO Muito úteis, 1 vez ao dia.

ÁELMhOS dO V8POr * 1 vez por semana, seguido de uma loção fresca. L(@@j   antUI#O de NO.Oft1170 ­ 2 ou 3 vezes por semana. (@j    FOIMO~1.7 C11117OSO A raiz de Salva míffiorr17ízae ou a raiz de Reffina17níapraeparat8 460

Menopausa ou, ainda, a raiz de Scutellaria &?À@a1&nSh9. * Em decocção: 4 g de raiz (mesma proporção para todas as plantas) para meio  litro de água. Ferver durante 10 minutos e deixar em infusão durante 20 minutos. * Tomar 2 chávenas por dia. ROCOItos lf fitotempêutICOS Erva­de­são­joão * Infusão de 10 g de flores em 1 litro de água fria. Ferver e deixar em infusão durante 15 minutos. * Tomar 2 ou 3 chávenas por dia. Pé­de­leão­comum e pé­de­leão­dos­alpos * Infusão de 20 g de folhas em 1 litro de água fria. Ferver e deixar em infusão durante 15 minutos. Tomar 2 ou 3 chávenas por dia. AI1M017ffiÇãO Evitar: álcool, especiarias, todos os excitantes, café, chá, chocolate, tabaco,  pratos pesados e indigestos, charcutaria, enchidos, caça, carnes gordas, queijos  fortes, manteiga cozinhada, fritos, maionese. Vigiar o consumo de sal. Alimentos  privilegiados: todos os frutos de estação, especialmente uvas, pêssegos,  alperces, cerejas, cássis, amoras, toranjas, laranjas, quivis, legumes frescos,  saladas, agrião, endívias, alfaces, cenouras, cebolas, alho, etc. Utilizar óleos  de azeitona, de cártamo ou de sésamo virgens, de primeira pressão. Utilizar  também abundantemente a levedura de cerveja. Para os fenômenos psicológicos associados à nienopausa Irritabilidade e insônia Balota Em infusão: 3 pitadas de planta para 1 chávena de água a ferver. Deixar em infusão durante 15 minutos. Beber bem quente à noite,  ao deitar.

Para fazer face aos fenómenos depressivos Salgu­­1r1n178 Infusão de 4 pitadas de flores para 1 copo de água. Ferver durante 1 minuto e deixar em infusão durante 10 minutos. Tomar 2 chávenas por dia, ao  almoço e à noite. 461

Menopausa Para os afrontamentos (ver também Sangue, pág. 549) Vinha­ virgem (15g de folhas)    água. Ferver e de Balota (15g de Abies)          são durante 5 min ./é100.7 @1,5 g dO 110reS)­  Tomar 1 chávena, ­ Infusão da mistura à razão de 1        dia (entre as refei@ colherada para 1 chávena de ixar em infuutos. 3 vezes ao ões). Para as hemorragias (consulta médica necessária) G.9rdo­morto, 30 MIl­foffias, 20 g Artemísía, 20 g Bolsa­de­pqstor 1,f g * Absínio, lo g * Cravo­de­defunto, 20 g 1 colher, de café, da mistura para 1 chávena de água. Deixar em infusão durante 15 minutos. Tomar 3 chávenas por  dia, CONSELHOS Praticar actividades físicas, footing, caminhar de pés descalços, natação,  relaxamento, bicicleta, massagens e todas as formas de hidroterapía. Para evitar  os problemas decorrentes da disfunção hormonal e, em particular, a osteoporose  (ver o capítulo que lhe é dedicado, página 488) ou, pelo menos, para os limitar,  deve observar­se uma higiene de vida rigorosa e evitar imperativamente o álcool  e o tabaco. A medicina chinesa aconselha, para reequilibrar o interior do corpo  e eliminar o excesso de caloryang, a prática de actividades desportivas e evitar  o consumo de alimentos yang (fritos, carnes vermelhas e gordas). 462

Menstruação dolorosa e difícil (Dismenorreia) Menstruação dolorosa e difícil (Dismenorreia) Es tes remédios vão ajudar a suportar as dores na região renal, no ventre, no  baixo­ventre, as dores de cabeça, a opressão, os vómitos, etc. 0m901 46.9 * Monta ­ Camomila ­ AnIs Amiéh­o­preto ­ Espínheh­o (Sí/va) 1 ou 2 drageias de cada, 1 vez ao dia. ou Infusão Monta + Gamomíla + Anís + Amíeíro­preto + Espinheiro @S#Va) 1 pitada de cada planta para 1 litro de água. Ferver e deixar em infusão durante  10 a 15 minutos. Beber 2 ou 3 chávenas por dia, entre as refeições. ó/O« 055017CAVIS calepute 2 gotas, 3 vezes ao dia. 50/7/705 dO OSS~O Mornos, com massagem do ventre e do baixo­ventre. * 3 vezes por semana. ÁRwilos dos ~ * Com uma infusão de: Énula­campana + I­avanda * 1 pitada de cada planta para meio litro de água.  Ferver e acrescentar a 4 ou 5 litros de água quente. * Duração do banho de pés:  4 ou 5 minutos. * 3 ou 4 vezes por semana. ÁDUChes o afi/SÓ05 * * Das coxas e do baixo­ventre, dia sim dia não. * Afusões fulgurantes, 1 ou 2 vezes por semana. Recoltas lf fit040180uticos

U7NCáría * Infusão das capítulas: 10 g para 1 litro de água a ferver. Deixar em infusão durante 15 minutos. * Tomar 2 ou 3 chávenas por dia. Urtíga­branca * 30 g de planta em 1 litro de água fria. Ferver e deixar em infusão durante 10 minutos. * Tomar 3 chávenas por dia. * A infusão concentrada (120 g 463

Menstruação frequente para 1 litro de água) serve de loção de lavagem em casos de leucorreia  (corrimento branco) e para tratar feridas. AlIMORMO0 * Evitar: os excessos, especialmente álcool, vinho, uma alimentação demasiado rica  e o tabaco. Alimentos privilegiados: fruta fresca: laranjas, toranjas, morangos, alperces,  uvas, legumes frescos, salsa, cerefólio, saladas, cereais, couve, levedura de  cerveja, germe de trigo, trigo, tomates, etc. Jeil/M Día de fruta fresca e de sumos de legumes. CONSELHOS ­ Vigiar também a prisão de ventre (ver Prisão de ventre, p. 522). ­Equilíbrio  de vida indispensável e evitar as saídas nocturnas, os locais com fumo, as contrariedades, o stress, etc. ­ Exercícios respiratórios (ver p. 137). ­ Exercícios fisicos (ver p. 133). ­Repouso, relaxamento (ver p. 134­137). Menstruação frequente Á~Ma Receita grega: Peieim­selv,9gem Ferver as raízes desta árvore em vinho tinto. Utilizar esta decocção como café.  Torná­la sem açúcar, várias vezes ao dia. 464

Menstruação insuficiente (Amenorreia) Menstruação insuficiente (Amenorreia) A sua causa pode ter diversas origens: a obesidade, os choques emocionais, os  problemas afectivos, etc. ÁI2M901 ws * Énu127­camp.7na ­ ZImbro Sálva ­ Minjorona ­ 7omIlho 2 drageias de cada, 1 vez ao dia. OU Énu1.7 c.7mpon.7 , ZImbro + Salva + Manjerona TOMíl170 1 pitada de cada planta para meio litro de água. Ferver e deixar em infusão  durante 10 minutos. Tomar 3 chávenas por dia. EEI//ft] ólWS O~017C1015 Cípi­este 2 gotas, 3 vezes ao dia (sob receita médica). av/7h08 dos ~ * Até meio da barriga das pernas, com uma infusão de: Énu127­C8Mpana ­@­ Lovanda * 1 pequena pitada de cada planta para meio litro de água. Ferver e acrescentar 3 a 5 litros de água quente. Duração do banho: 5 minutos. Terminar  com uma fricção fresca dos pés e das barrigas das pernas. 00/7/IOS Ore ISSOnto Mornos, durante 5 a 10 minutos por dia, com uma ligeira massagem do baixo­ ventre. Aplicar compressas quentes sobre o baixo­ventre. OUC/105 o Ofusões * Das coxas, todos os dias. Ver eventualmente Prisão de ventre (p. 522), se for o 

caso. A111n017t000 Suprimir: tabaco, álcool, cerveja, vinho, excitantes tais como café, chá,  pimenta, chocolate, vigiar o consumo de açúcar e de sal, diminuir ou suprimir a  charcutaria, os pratos indigestos, 465

Menstruação demasiado abundante (Hipermenorreia) conservas, caça, fritos, manteigas cozinhadas, etc. ­  Alimentos privilegiados: cenouras, aipo, salsa, cerefólio, legumes frescos,  germe de trigo, levedura de cerveja, legumes verdes, chucrute (sem os  acompanhamentos), couves, saladas, endívias, limão, morangos, framboesas, etc. jejum  * 1 dia, a fruta. CONSELHOS ­ Exercícios fisicos. Menstruação demasiado abundante (Hipermenorreia) onsulta médica indispensável. Tomar 3 ou 4 dias antes e durante o período  menstrual: ÁDIWffoiãs * carv.71170 (casca) Tórmentiffia ­ Bolsa­de­pastor ­ cava11n17a 1 a 2 drageias de cada, 1 ­vez ao dia. ou Infusão Carv.71ho (casca) + 7õrmontilha + Bolsa­de­pastor + cavalin178 1 pitada de cada planta para meio litro de água. Ferver durante 3 minutos e  deixar em infusão durante 15 minutos. ­ Tomar 2 chávenas por dia. ó10OS Ggno1.7 2 gotas, 3 vezes ao dia. K@     ÁRRIMIOS dO 855017A0* Mornos, todos os dias. 466

Menstruação demasiado abundante (Hipermenorreia) Á9:017hOS dO V0POr * Tomar fora do período menstrual. 1 ou 2 vezes por semana. ÁQue*Os O &fusões ­ Das coxas e dos braços, todos os dias. @9jj  CI1MUI*O drO Recoltos Bolsa­de­pasíor Infusão de 20 g de planta num copo de água fria. Ferver durante 1 minuto e  deixar em infusão durante 15 minutos. Tomar 3 chávenas, todos os dias. Cardo morto (utiliza se t.?mbém a &rva­de­são­tiago) Infusão de 20 g de planta num copo de água fria. Ferver e deixar em infusão  durante 15 minutos. Tomar 2 chávenas todos os dias (sob receita médica). Cravo­de­defunto Infusão de 20 g de planta num copo de água fria. Ferver e deixar em infusão  durante 15 minutos. Tomar 2 chávenas todos os dias. Pé­de­leão­comum Infusão: 20 g de planta para 1 litro de água a ferver. Deixar em infusão durante  15 minutos. Tomar 2 chávenas por dia, 10 dias antes do início e até ao fim da  menstruação. Sab117.7 Planta utilizada na medicina popular nas regiões alpinas (também como planta  abortiva), sobretudo em Itália. Também é utilizada em uso externo para destruir  as verrugas. ATENÇÃO1 Esta planta é muito t6xica o em cortas doses é mortalili 

Evito utilizã­la, mesmo se lho for aconselhada. Lirtiga­branca Infusão de 20 g de planta num copo de água a ferver Deixar em infusão durante 15  minutos. AJA.11n00M0~ * A alimentação deve ser sóbria. * Suprimir: todos os excitantes tais como tabaco, café, chá, álcool, bem como charcutaria, especiarias, excesso  de sal, de açúcar, pastelaria, conservas, pratos com molhos, carnes vermelhas  (especialmente de cavalo), caça, etc. * Alimentos privilegiados: cereais integrais, creme de aveia, germe de trigo,  cerefólio, salsa, 467

Metabolismo (perturbações do) 1 Micoses cenoura, alho, couve, nabo, alho­porro, saladas, frutos secos, amêndoas, nozes,  azeite, levedura de cerveja, legumes secos, etc. JOJUJ77 Particularmente indicado, 1 dia por semana. Cura de fruta fresca e de legumes  crus. CONSELHOS ­ Dormir e repousar. ­ Exercícios respiratórios. Metabolismo (perturbações do) Recel~ 3f1 ROMIZOUticas Donto­de­leão Infusão de 10 g de raízes (eventualmente das folhas) em 1 litro de  água fria. Ferver 1 minuto e deixar em infusão durante 15 minutos. Beber 2  chávenas por dia, durante 1 mês. Grama Infusão de 20 g de rizomas em 1 litro de água fria. Ferver durante 3 minutos e deixar em infusão durante 15  minutos. Beber 2 chávenas por dia, durante várias semanas. Gramín1.7 aromátiw Banho: 200 g de flores para 3 litros de água fria. Ferver 3 minutos e deixar em  infusão 20 minutos. Filtrar e acrescentar à água do banho. Micoses v r Impigens (p. 438), Eczerna (p. 372). 468

Mucosas (inflamação das) Mucosas (inflamação das) SOMUO It SeMPI­e­noiv,? * Em vinho: 50 g de planta em 1 litro de vinho tinto: deixar macerar durante cerca de 10 dias e filtar. * Beber 2 ou 3 chávenas por dia, * Esta planta é citada inúmeras vezes por todos os autores e tem fama de ser excelente contra as hemorragias. É  citada por Dioscórides e Teofrasto, que a utilizavam contra a diarreia e o fluxo  sanguíneo. É também um bom remineralizante por causa do seu elevado teor de  silícia. 469

N@O ­ Náuseas ­Nefrite ­ Pielite ­Nervosismo ­Neurastenia ­Nevralgia ­Obesidade ­Odores ­Olhos (inflamação) ­ Oftalmia ­Osteoporose ­Otalgia ­Otite ­Ouvidos ­ Surdez

Náuseas Náuseas podem ser provocadas por certos odores, por perturbações digestivas, etc. Podem resultar em mal­estar e vómitos. Para tratar esta afecção é  necessário identificar as suas causas. Infusão Menta + Uva­OSPIM 2 pitadas de cada planta para 1 chávena de água. Ferver durante 2 minutos e  deixar em infusão durante 15 minutos. Tomar 3 chávenas por dia. Também: AIC.7c17ofi­a (f0117.7S) * Beber meio copo da água de cozedura de alcachofra, 2  ou 3 vezes ao dia. Erv.7­bon43­comum, Hortolã­pimei7t29 * 15 g de uma ou de outra para 1 litro de  água. Ferver durante 2 minutos e deixar em infusão durante 15 minutos. * Tomar 2  ou 3 chávenas por dia. O PADRE ANEW RECOMENDA ­ Loções frescas totais. ­ Semicúpios curtos e frios (10 a 30 segundos). ­Tomar 10 gotas de tintura de  absinto ou de genciana, desde o aparecimento das perturbações. CONSELHOS ­ Evitar os odores que provocam náuseas. ­Praticar uma alimentação muito  moderada, fácil de digerir. ­ Tomar banhos todos os dias, acompanhados de fricções totais frescas. 472

Nefrite ­ Pielite Nefrite ­, Pielite T rata­se de um ataque inflamatório dos rins. Vem acompanhado de febres altas ou  de arrepios, dores violentas na região renal e na bexiga e também de edemas, de  vómitos, de sede, de perturbações digestivas, de urina ensanguentada, etc. Vigilância médica indispensável. 2 Dw611 ‘es * @3]1 Erva­de­são­joão ­ Avenca ­ Bétul.7 ­ M.71va ­ 7õmiffio 1 ou 2 drageias de cada, 2 vezes ao dia. ou Infus#o Erva­dè­sãÓ@íoãÓ + Avenca + Sétula + Malva “ TOMIlho 1 ou 2 pitadas de cada planta para 1 litro de água. Ferver durante 2 minutos e  deixar em infusão durante 15 minutos. Tomar 3 chávenas por dia. óIOM OSSOMIOIS ZIMbro 2 gotas, 3 vezes ao dia. ÁRI/7/705 0f0 OSSOIMO * Banhos de assento mornos, diários, com um cântaro de vapor nos pés (ou um banho  quente dos pés). Ou banhos quentes ou frios dos pés com uma duração de 5 a 10  minutos. Ou banhos de assento com fricções, dia sim dia não. LO~0175 * Com uma infusão de carnomila­. 10 cabeças de camomila para meio litro de água. Ferver e deixar em infusão 

durante 15 minutos. Fazer a lavagem, morna. Conservar durante 20 minutos. 5917hOS £0 V0POr * Banhos de vapor acompanhados de compressas húmidas, localizadas na região dos  rins. Pode­se também acrescentar um maillothúmido e uma garrafa de água quente  envolvida num pano húmido nos pés. Terminar com uma fricção total. Fazer 3 vezes  por semana. AI1M01m800 A Alimentação ligeira. Contra­indicações: todos os alimentos demasiado salgados, 473

Nefrite ­ Pielite especialmente charcutaria, fritos, pratos com molhos, enchidos, álcool, vinho,  cerveja, condimentos, café, mostarda, vinagre, maionese, manteiga cozinhada,  carnes gordas, etc. ­ Alimentos privilegiados: toda a fruta fresca e legumes verdes: limôes, laranjas, quivis, toranjas, maçãs,  peras, alperces, uvas, feijão verde, couve, erva­benta, beterraba, germe de trigo, levedura de cerveja,  cogumelos, etc. jejum   * Recomendado, mas beber bastantes líquidos. 1 dia, a fruta. O PADRE KNEW RECOMEM4 ­ Afusões seguidas de fricções frescas totais, 2 ou 4 vezes por dia. ­ Semicúpios frios, curtos, 2 ou 3 vezes ao dia (se o doente estiver rte . ­Se houver febre: banhos mornos, 1 ou 2 vezes ao dia. CONSELHOS Quando houver melhoria do estado de saúde: ­ Endurecimentos, andar de pés descalços na erva húmida, dentro de água. ­ Afusões frescas: dos braços, das coxas e fulgurantes. Nervosismo O nervosismo manifesta­se por uma excitabilidade fácil, por empolgamentos seguidos  de fraqueza, de queixumes, de soluços, de medos frequentes, de palpitações, de  insônia, de transpiração excessiva, de tremores, de vertigens, de cãibras, etc. Ver eventualmente Ansiedade (p. 236), Depressão nervosa (p. 357).

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Nervosismo 0m90i os * Erva­cIdroín? @ Valeriana ­ Gamomíla ­ Erva­de­São­joão ­ Aspérula 1 a 2 drageias por dia. ou Infusão* Erva cídrelra + V.71erla17.7 + Camomíl27 + Erva­de­são­ @íóãó +  Aspórula Infusão: misturar as plantas e deitar 20 g da mistura em 1 litro de água. Ferver  durante 1 minuto e deixar em infusão durante 15 minutos. Beber 2 chávenas por dia. ó/O~ OSSOMISIS M.717jer017.7 3 gotas, 3 vezes ao dia. /_ a Vanda Em instilação num difusor de aromas: algumas  gotas de essência de lavanda nos quartos ou, alternativamente, algumas gotas num  prato, dissolvidas em álcool, diluídas no dobro de água. 8317h05 @@3 Ervg­cldreír& ffioffias) Infusão de 100 g de folhas de erva­clidreira em 2 litros de água a ferver.  Deixar em infusão durante 30 minutos. Acrescentar à água do banho. Duração do  banho: 15 a 20 minutos. * Banhos dos pés alternadamente com banhos de braços, com uma decocção de: Erva cídr&ira + Lavanda L ouro * 2 pitadas de cada planta para meio litro de água. Ferver durante 20 minutos e acrescentar a 4 ou 5 litros de  água. * Duração do banho: 10 a 20 minutos. * Terminar com afusôes frescas. ÁRanhos de assenio* * Banhos de assento quentes com

um cântaro de vapor nos pés (ou banho quente de pés). * Duração do banho: 15 a 20 minutos. * Terminar com um banho de assento frio, curto. Quando houver melhoria: * Banhos de assento frios. * Ou banhos de assento com fricçôes. * Todos os dias. Lo vagem * Morna, com uma infusão de carnomila em meio litro de água: 10 cabeças de camomila, ferver e deixar em infusão durante 15 minutos. * Conservar durante 20 minutos. @w      89/7/105 de voPor3 vezes por semana,  seguidos de uma fricção fresca. 475

Nervosismo Duches o ?fusões * Dos braços e da cabeça, alternando com as coxas, 3 vezes por semana. No início  estas afusões podem ser feitas mornas, e depois a temperatura será  progressivamente diminuída. Aliffiel~ão Alimentação sóbria. Mastigar bem os alimentos. Contra­indicações: todos os  excessos e os alimentos excitantes tais como café, chá, tabaco, álcool, vinho,  cerveja, mostarda, maionese, charcutaria, pratos com molhos, enchidos, salmoura,  pastelaria, etc. ­  Alimentos privilegiados: levedura de cerveja, germe de trigo, cereais  integrais, trigo, arroz, cevada, trigo sarraceno, nozes, amendoins, beterraba,  aveia, saladas (alface), espargos, couves, cebolas, cerejas, peras, tâmaras,  figos, legumes secos, ananás, tomates, espinafres, toranjas, alperces, mel,  salsa, etc. M Jeju/n       * É uma excelente terapêutica: 1 dia por semana. 1 dia, a fruta. ERArAMENAOS KNEIPP Durante 4 semanas: ­ Loção total diária. ­ 3 semicúpios curtos por semana. ­Afusões das coxas. ­Andar dentro de água  (pode ser feito numa banheira), de 30 segundos a 5 minutos. Para as pessoas vigorosas: ­Cinturão de Neptuno molhado em  água fresca com vinagre: 3 vezes por semana. ­ Infusão de absinto: 2 ou 3 pitadas de planta para 1 chávena de água. Ferver durante 1 minuto e deixar em infusão durante 10 minutos. Tomar 2  chávenas por dia.

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Neurastenia CONSELHOS Evitar os ruídos violentos, o stress, a música demasiado alta e síncopada, as  luzes vivas, as contrariedades, as discussões, etc. Fazer exercícios iFisicos  moderados. Praticar actividades de lazer, de acordo com as preferências  pessoais: jardinagem, bricolage, pesca, modelagem, etc. Exercícios respiratórios  diários seguidos de relaxamento. Eventualmente reeducação respiratória, halha­ yoga (ver p. 137). Endurecimento: andar de pés descalços (ver p. 132). PARA ACALMAR UMA CRISE DE NERVOS Infu., 9 @ fo * Camomila, ou Erv.7­cídrelra, ou Valeríana, ou Tíl1.7 2 ou 3 pitadas para 1 chávena. Ferver durante 1 minuto e deixar em infusão  durante 10 minutos. ­ Tomar 2 ou 3 chávenas por dia. Um duche quente, seguido de um duche frio. Neurastenia V er Ansiedade (p. 236), Depressão nervosa (p. 3 57), Nervosismo (p. 474) etc.  Para os conselhos gerais, ver Depressão nervosa. Infus#o * ArtemIsía   Erva­cídreir.7 LdranjeIm    Váleriana + TIlía 1 ou 2 pitadas de cada planta para 1 litro de água. Ferver durante 1 minuto e  deixar em infusão durante 15 minutos. 477

NevraIgia Nevralgia A nevralgia manifesta­se por dores frequentes e difusas, seguidas de intervalos  sem dor, e em seguida voltam novos acessos de dor. Pode provocar tremores  musculares involuntários. As mais frequentes são as dores faciais, no pescoço,  no occipício, nos braços, no peito, nas costas, no cóccix, nas ancas. É necessário, se possível, identificar as causas. Ver também: Dores (p. 369), Lombalgias (p. 455), Enxaqueca (p. 377), Reumatismos  (p. 538), etc. D~61 ws * @@jjI Harpagéfito 2 drageias, 3 vezes ao dia. ou /~ão HarpagófIto 3 pitadas da planta para 1 chávena de água. Ferver em lume brando durante 10  minutos e deixar em infusão durante 15 minutos. Tomar 3 ou 4 chávenas por dia. Ralnha­dos­prados Também tem propriedades antálgicas. 3 pitadas de planta para 1 chávena de água. Ferver durante 1 minuto e deixar em  infusão durante 15 minutos. Tomar 3 ou 4 chávenas por dia. Em aplicação externa:  óleo de erva­de­são­João do Dr. Chomel: para meio litro de azeite (ou óleo de  amèndoa"oces), 30 g de erva­de­são­joâo e 20 cabeças de camomila. Deixar macerar durante 8 dias  ao sol. Filtrar. Fazer penetrar a preparação por meio de massagens suaves. Para  acelerar a preparação, aquecer a mistura em banho­maria durante 20 minutos. AlIMOMOÇOO *

Contra­indicações: todos os excitantes: álcool, vinho, cerveja, especiarias, que  favorecem o aparecimento das dores e excitam a sensibilidade. Alimentos  privilegiados: alimentação sóbria e simples: legumes e fruta fresca. JOJU117 Sedativo, alivia as dores. 1 dia, a fruta. 478

Obesidade rRA M MEN 7 OS KNEW ­ Camisa de “flores de feno”, 2 vezes por semana. ­ Afusões mornas e suaves, seguidas de loções e de fricções. DE A COMO COM O DR. BILZ Todas as nevralgias se acalmam com compressas de vapor, seguidas de banhos a  301360 C. ­ De manhã e à tarde, uma loção total suave e morna. ­ Banhos de vapor seguidos de um envolvimento das partes doentes. ­Banhos de  vapor dos pés e das mãos, de 20 a 30 minutos, alternando com banhos de vapor na cama. Aplicar uma compressa húmida no baixo­ ventre (duração: 1 a 2 horas) seguida de fricções e de massagem suave do ventre  e do baixo­ventre, dos braços e das pernas. N.B.: Assinala­se que os exercícios  respiratórios acompanhados de relaxamento produzem calma e descontracção.  Praticar várias vezes ao dia. CONSELHOS ­Exercícios físicos moderados. Obesidade A sua origem tem vários factores A massa de gordura e o desenvolvimento excessivo de sobrecargas ponderais no  corpo decorrem em primeiro lugar do excesso de comida, que não permite, por esta  razão, a eliminação do excedente que se transforma em gordura. 479

Obesidade Modifique os seus hábitos alimentares A transformação dos nossos hábitos alimentares tem por objectivo fazer de nós  potenciais obesos. Esta doenç a encontra­se em todas as camadas da sociedade,  independentemente das origens étnicas. Pensar que se pode emagrecer sem alterar os hábitos é um contra­senso. Todos os  médicos milagrosos que propõem tratamentos que “funcionam” sem,  fundamentalmente, agirem no comportamento alimentar, têm por único objectivo  lançar o “isco” aos tolos para lhes ficarem com o dinheiro. Os excessos de peso são nocivos: predispõem a inúmeras perturbações e doenças  tais como a diabetes, o colesterol, as hemorróidas, as varizes, os reumatismos,  as doenças cardiovascu lares, o cancro, etc. Faça um balanço Perder peso é um processo que consiste em primeiro lugar em tomar consciência do  nosso estado. É importante conhecermo­nos bem e desta forma identificarmos os  agentes responsáveis destas sobrecargas. A primeira abordagem consiste, portanto, em fazer um balanço. Um meio muito  eficaz é anotar sistematicamente, durante cerca de 15 dias, tudo o que comemos,  sem alterar os nossos hábitos. Deve­se anotar tudo: desde a pequena guloseima  que se consome maquinalmente até ao depenicar de vários alimentos, pequenos  copos de sumo de fruta, álcool, açúcar, etc. As bebidas também devem ser  anotadas neste repertório. Para aperfeiçoar esta técnica, pode­se também anotar  o dia e a hora. Este método pode parecer fastidioso à primeira vista, mas é muito eficaz pois  permite ver muito rapidamente a quantidade de alimentos ingeridos ao longo do  dia e, por conseguinte, intervir sem brusquidão e progressivamente sobre alguns dos nossos maus hábitos. Neste repertório podemos também anotar o nosso peso, as nossas medidas, as  nossas alterações e os nossos progressos. Tenha cuidado com o stress...

Mas existem outros factores que podem condicionar a ingestão de alimentos. Com  efeito, o nervosismo, a educação, etc. podem ser factores indirectos da  obesidade. 480

Obesidade e com as misturas As misturas alimentares e as más combinações de alimentos são também  responsáveis por uma má assimilação (comer pratos com molhos, cozinhados com  manteiga, misturar muitos alimentos na mesma refeição, etc.). Não salte refeições Saltar uma refeição sem alterar os hábitos alimentares não serve de muito. A  eliminação não tem tempo de se fazer, e o pouco peso perdido é automaticamente  retomado na refeição seguinte. Obesidade inata e obesidade adquirida A obesidade pode ser inata ­ família obesa (raro), ou adquirida, que é a mais  vulgar. A nossa sociedade favorece as relações alimentos = satisfação; alimentos =  recompensa; alimentos = felicidade; alimentos = saúde. Este tipo de fenômeno  observa­se desde a mais tenra infância: a guloseima­recompensa oferecida à  criança de forma sistemática é o primeiro passo que predispõe a uma obesidade  futura e à dependência do açúcar. Mude os seus hábitos O problema que tem de ser resolvido é o da sensação de fome que sentimos quando  se aproxima a hora das refeições. A fome é teoricamente uma campainha de alarme  que nos avisa que o nosso corpo está a exigir que as reservas gastas sejam  reconstituídas. Mas esta definição é teórica porque a fome que sentimos não tem  estritamente nada a ver com as nossas necessidades reais. Ela é apenas desencadeada pelos nossos hábitos  alimentares. O refúgio, o reconforto e a segurança que procuramos nos alimentos é um processo  idêntico ao que se pode encontrar no tabaco, no álcool ou na droga. O processo é  semelhante, só muda o suporte de dependência. Para emagrecer só deve contar consigo A tomada de consciência é, portanto, a primeira coisa que podemos fazer e que 

nos pode conduzir a alterar progressivamente os erros que datam, por vezes, de  vários anos. 481

Obesidade Mas voltemos à nossa agenda: deve consultá­la frequentemente para tomar notas.  Para se motivar, peça que lhe tirem uma fotografia de frente, de perfil e em  fato de banho. Observe estas fotografias e imagine a sua futura transformação, a silhueta que terá com alguns quilos a menos. Depois, quando tiver começado a transformar os seus hábitos alimentares, olhe  para essas fotografias, compare e anime­se. Saiba que todos os programas de emagrecimento são tão eficazes como decepcionantes. Por paradoxal que possa parecer, o êxito ou a derrota só  dependem de si. Ver também Prisão de ventre (p. 522), Colesterol (p. 321), Diabetes (p. 361),  Nervosismo (p. 474), Tabagismo (p. 572). @ Infu u#o Erw­cidroIra ­ Espinheiro­alvar ­ Verbena ­ Camomíl27 2 pitadas de cada planta para 1 litro de água. Ferver durante 1 minuto e deixar em infusão durante 15 minutos. Se estiver ansioso(a) ou nervoso(a) ­ Tomar 4 ou 5 chávenas por dia. óleos essenci oÁs Tíntura de Lavanda 2 gotas, 2 ou 3 vezes ao dia.

Nos casos mais severos, se não conseguir deixar de comer aquilo de que gosta o ,woi ws * Sabugueiro ­ Cavalinha Fucus VOS/CU/Osas 2 drageias de cada, 1 vez ao dia. Alternadamente, dia sim dia não, com: Vínha Vírgem ­ Bétul.7 OrtOS1f017 2 drageias por dia. OU IMUS#O SabUgUeIrO + Ca Val11717a + Bétula + OrtosIfon + VInha­ ­ Vilgem 1 pitada de cada planta para 1 litro de água. Ferver durante 1 minuto e deixar em infusão durante 10 minutos.  Tomar 3 a 5 chávenas por dia. ó~ 1 imão 3 gotas, 2 ou 3 vezes ao dia. Alternando, dia sim dia não, com: Zimbro 2 gotas, 3 vezes ao dia. E também: Uva­oa­américa O pó da raiz, em infusão ou tintura­mãe. 482

Obesidade ­ 2 pitadas de pó de raiz para 1 chávena de água. Ferver durante 2 minutos e deixar em infusão durante 10  minutos. 80/71,05* * Banhos quentes com uma mistura de algas marinhas (que se podem comprar prontas  a usar nas lojas de dietética ou nas farmácias) 3 vezes por semana, seguidos de  um duche fresco e de uma fricção vigorosa. Lé~gen7 * * Com uma infusão de camornila, de preferência de manhã. * 10 cabeças de camomila para meio litro de água. Ferver e deixar em infusão durante 15 minutos. * Fazer a lavagem com uma “pêra” e conservar durante 20 minutos. 0017hos de 055017t0 * * Devem ser tomados mornos com massagem do baixo­ventre. SO/7/705 dO V0~ * 2 vezes por semana, seguidos de um duche fresco e de uma fricção vigorosa. @9  MIMUI*O de NOPN170 Morno (aproximadamente 250 C), conservar durante 1 a 2 horas, se for suportável. 2 ou 3 vezes por semana. Duchos e vfusies * Devem ser diários, das coxas e do baixo­ventre. AIAMO1M00o *

­ Como complemento alimentar: óleo de onagra (em cápsulas): 4 a 6 por dia, durante 1 mês. Repetir de 3 em 3 meses. * Evitar: sal e açúcar, pastelaria, bebidas doces, maionese, enchidos, pratos com molhos, charcutaria, gorduras  animais. * Diminuir o consumo de manteiga, compotas, carnes gordas, porco (incluindo o  presunto), aves, pato, peru, salsichas, rins, salmão, arenques, sardinhas em  óleo, queijos, farináceos, legumes secos, pratos apurados, fritos, produtos  lácteos, etc. * Alimentos privilegiados: todos os frutos frescos: toranjas, ananás, laranjas, limões, maçãs, peras, pêssegos,  framboesas, groselhas, cerejas, e também couve, chucrute (sem os  acompanhamentos), batatas cozidas, tomates, beterrabas, espinafres, espargos,  cenouras, alhos­porros, etc. * O chá, l'YÚnanI’ de China favorece a eliminação das gorduras. JOJUJ77 Se praticado 1 ou 2 dias por semana, é desintoxicante. Beber bastante água (Mont  Rouscous ou Volvic) 483

Odores OS CONSELHOS 00 PROF ÁRILZ Antes de mais abstenha­se de bebidas espirituosas: vinhos, cervejas, álcool,  licores, bem como de manteiga, gorduras, toucinho, ó o, carnes gordas, natas,  alimentos farináceos, açúcar, sal pastelarias. CONSELHOS Exercícios risicos diários. Fazer, conforme os gostos: passeios,footing,  bicicleta, natação, etc. Automassagem depois dos banhos. Odores P ara os maus odores libertados pela transpiração corporal, das axilas, dos pés,  etc., mantenha uma higiene corporal conveniente. Vigie especialmente a sua  alimentação: evite as charcutarias, os excessos de sal e de açúcar, etc. Ver eventualmente Aftas (p. 198), Boca (p. 261), Dentes (p. 356). Aplique o desodorizante seguinte: * 50 ci de álcool ao qual se acrescentam 50  gotas de essência de IIrnÁo, 10 gotas de patchuli, 10 gotas de sãndalo. Misturar  com água em partes iguais. * Em loção ou vaporização, 1 vez ao dia. ÁRN17h05 £0 OSSOMO * Diários, frios, ou banhos de assento com fricções. ÁRRI71;05 dO VZ~r 2 ou 3 vezes por semana. ‘è':ó Afusões diárias dos braços e das pernas, alternadamente, dia sim dia não. Afusão  fulgurante. 484

Olhos (inflamação) ­ Oftalmia Olhos (inflamação) ­ Oftalmia C aracteriza­se por vermelhidão, tumescências e, de manhã ao acordar, pelas  pálpebras coladas, secreção de lágrimas, uma sensibilidade ex­ cessiva à luz e  vermelhidão do globo ocular. Vigilância médica indispensável, em particular nas oftalmias purulentas. Para a aplicação de diversas formas de tratamento, ver Conjuntivite (p. 333). Recoltas fitotolwpâutlcos Algumas plantas podem ser utilizadas como colírio: cainom11.7 Bi­edo ­ Trevo­coroa­de­rei. ­ MaIV.7 ­ QU&lidól71.7 * 10 g de 1 das plantas para meio litro de água. Ferver durante 1 minuto e deixar em infusão durante 10 minutos. * Colocar 2 ou 3 gotas, 3 ou 4  vezes ao dia. CONSELHOS GERAIS DO PROF. BILZ Para os doentes dos olhos, uma alimentação não excitante, cuidados rigorosos com  a pele, fricções diárias, banhos, afusões, etc., são úteis. Para conservar uma  boa visão e melhorá­la, devem praticar­se lavagens de olhos todos os dias, de  manhã e à noite. Fazem­se unicamente com água e devem durar de 1 a 2 minutos. *  3 a 5 banhos de 200C para os pr»bitas. * Para os míop«: 25OC. Estes banhos devem ser seguidos de um repouso de 5 a 10 minutos, com os olhos  fechados. Evitar a exaustã o física e intelectual, as luzes insuficientes ou  demasiado fortes, a passagem brusca da obscuridade para a luz. Andar  frequentemente ao ar livre: nas planícies verdejantes, nos bosques, etc.  Massagem no pescoço, na nuca, nos ombros e nas têmporas. 485

Osteoporose Osteoporose v    r Descalcificação ­ Desmineralização (p. 360). Os riscos para a mulher e para o homem São inegáveis os riscos de fracturas na mulher, na menopausa, devidas à  osteoporose. Considera­se geralmente que 1 mulher em 4 pode ser afectada de descalcificação associada às alterações hormonais. A medicina alopática propõe exames da densidade óssea de modo a determinar as  eventuais perdas ósseas e a avaliar os riscos de fracturas. As medidas  terapêuticas propostas comportam estrogéneos e, por vezes, progestativos bem  como o consumo de cálcio, etc. Mas esta terapia hormonal não está isenta de inconvenientes. Certos  investigadores pensam que poderia mesmo favorecer o aparecimento de certos cancros. Considera­se geralmente que a osteoporose é acentuada por diversos factores: o  álcool, o tabaco, a ausência de actividades físicas. Além disso, o consumo de  certas substâncias medicamentosas tais como a cortisona, as hormonas  tiroidianas, etc., favorecem também a sua ocorrência. O factor genético pode  também influenciar esta patologia. A osteoporose atinge principalmente as mulheres, mas os homens também podem ser  atingidos, particularmente os diabéticos e os doentes com insuficiência renal. Ela é também responsável, independentemente das fracturas frequentes, por uma  compressão vertebral. Questionar os efeitos dos produtos lácteos Os partidários das medicinas alternativas questionam, cada vez mais, os produtos  lácteos como meio preventivo da osteoporose: apesar do consumo importante deste  tipo de produtos e subprodutos, esta patologia não está de modo algum em  regressão. Os comentários do Prof Kervran sobre este assunto são edificantes. Ele considera 

que a perda de silício é responsável pela desmineralização 486

Osteoporose e que o tratamento da artrose deve associar o magnésio sob a forma de cloreto ou  de carbonato, de silício e de carbonato de potássio. Para o Prof. Kervran, estes produtos são susceptíveis de fazer regredir a osteoporose. Terapêuticas de acompanhamento ­ A osteopatia, a quiroprática, a acupunctura, a mesoterapia, a electroterapia (de Võll), a moraterapia. ­ A estimulação eléctrica tem, muitas vezes, resultados interessantes no aspecto de atenuar e suprimir as dores. ­ A homeopatia utiliza em particular: Acte racemosa, Bryona, Camomilla, Hypericum, Thuya, Sepium, em diluições que variam de 5 a 15 CH. DIw9010.9 * Cássís ­ cavalín17.1 ­ Urtiga ­ Raínha­dos­prados 2 drageias de cada por dia, por períodos de 3 semanas. Fazer várias vezes ao  ano. OU IMUSfO * Cássis + Cávalínha + Urtiga @@ * Raínha­dos­prados 1 pitada de cada planta para 1 chávena de água. Ferver durante 2 minutos e  deixar em infusão durante 10 minutos. Tomar 2 ou 3 chávenas por dia, antes das  refeições. ó10OS OSSOMARIS Bétula 1 gota, 1 a 3 vezes ao dia. O u ­. 1 ímão 2 gotas, 2 vezes ao dia. @@3     ÁRIMIOS *

Banhos quentes com uma mistura de algas (Fucus vesiculosus), de cavalinha e de  urtiga, seguidos de fricções frescas. * 20 g de cada planta para 2 litros de  água. Ferver durante 5 minutos e deixar em infusão durante 20 minutos. Filtrar e acrescentar à água do banho. 08/717OS de OSSOIMO * Banhos de assento frios. * 2 ou 3 por semana. 88/7/705 £f0 V8POr * 1 ou 2 por semana, seguidos de loções frescas. 487

Osteoporose DUCI1OS O.Ofusão.9 * Frescas das pernas e das costas, várias vezes por semana. [@1      A.TIm.I~1.7  Ch117050 raiZ o& CffithUla OffiCinalíS Decocção de 10 g por litro de água. Deixar repousar meia hora. Tomar 2 chávenas  por dia durante 1 mês. Repetir várias vezes. ROCOM95 lf fitoffimpêutICOS Bambu­ce­labas171r ­ O extracto de bambu, comercializado sob o nome de bambullex, foi elaborado na  Alemanha pelo Prof. Hauschka. Ele age a vários níveis graças à sua composição:  harpagófito, cássis e bambu­de­tabashir. Este produto existe nas farmácias e nas  lojas de dietética especializadas. As outras plantas: Urtiga Luzerna sementes de Abóbora, Consoldamaior Alecrim Salva 10 g de uma das plantas para 1 litro de água. Ferver durante 2 minutos e deixar  em infusão durante 10 minutos. Tomar 3 ou 4 chávenas por dia. GOMOtOMPI­O Aiw127­verme117.7, Fruto da SI/V.7 Sequ01.7 cassis Esta preparação é feita em farmácia. Toma­se, à razão de 30 gotas por dia, num  pouco de água, durante 3 semanas. Repetir 4 ou 5 vezes por ano. AllInOIMOÇAO É um factor essencial: * Evitar: doces, pastelaria, álcool, produtos refinados, charcutaria, gorduras animais, manteiga cozinhada, fritos,  pratos com molhos, chá, café, chocolate, vinho (pode ser tomado em doses  moderadas), cerveja. * Alimentos privilegiados: cássis,

salsa, dente­de­leão, saladas verdes (ricas em magnésio), couve, cenouras,  aipos, cereais integrais, trigo, arroz, alperces, castanhas, fruta fresca e  seca, maçãs, peras, óleo de sementes de abóbora. 488

Otalgia RECEIM REMINERALIZANAE Esta receita é citada por inúmeros autores. Tem principalmente uma acção remineralizante e prepara­se da seguinte maneira: ­ Arranje uma casca de ovo, de preferência biológico. Depois de lhe retirar as aderências do interior, reduza­a a pó, esprema 2 limões e deixe toda  a noite a casca moída dentro do sumo de limão: esta dissolve­se. ­ Tomar 2 colheres, de sopa, por dia, se possível em jejum ou antes das refeições, durante 8 dias. Pare durante 4 dias e recomece. Pode fazer­se a  mesma preparação utilizando vinagre de cidra: o tempo de dissolução e a posologia são idênticos. CONSELHOS ­ Não desleixar: a actividade física que deve ser praticada de forma contínua; os seus efeitos para combater e atrasar o aparecimento da osteop(,rose  são inegáveis. ­Andar de pé s descalços na erva húmida. ­ Relaxamento (ver p. 139). Otalgia D   ores no ouvido, que podem ocorrer sem inflamação e ser um sintoma de diversas afecções: reumatismos, gota, doenças nervosas, resfriamentos. Aplicar os tratamentos para a Papeira (p. 495). 489

Otite 3 RECEMAS Ü7 EIS A parietãrla em decocção em azeite: 30 g de planta para 200 ml de azeite (’15 de  litro). Deixar macerar durante cerca de 10 dias. Filtrar e deitar algumas gotas  amornadas no ouvido, 2 ou 3 vezes ao dia; ou em óleo de amêndoas­doces e em  instilação no ouvido: alivia a dor. As folhas de nogueira fervidas em vinagre,  aplicadas no ouvido ou atrás da orelha produzem um alívio rápido (segundo  Chornel): 40 g de folhas para meio litro de água. Ferver durante 20 minutos (reduzir a 113  aproximadamente) e acrescentar o equivalente em vinagre de boa qualidade.  Aplicar em compressas, 2 ou 3 vezes ao dia. Otite 1 nflamação do ouvido externo, médio ou interno, a otite ataca as partes  cartilaginosas ou ósseas e, muitas vezes, também as membranas do tímpano. É  acompanhada de dores fortes, de vómitos, de febre, etc. Vigilância médica indispensável. MA7AMEN7OS DO PR. SIÁLZ ­ Compressas húmidas e mornas (22 a 250C), que devem ser mudadas quando aquecem  e renovadas até diminuir a inflamação. ­ Loções frequentes na região do ouvido, banho morno das orelhas. ­À noite:  malIlot húmido e morno, nas pernas e nos pés. ­ Lavagens da boca. 490

Ouvidos ­ Surdez ­Aspiração de água quente pelo nariz. ­ Lavagens diárias. ­ Em caso de febre: banhos mornos (30OC), esfregando vigorosamente a pele. RSCEM Ür111 ­óleo essencial de oucalipto diluído em óleo de améndoas­docos (5 gotas de óleo  essencial para 50 gotas de óleo de amêndoas­doces), por instilação no ouvido,  várias vezes ao dia. Ouvidos ­ Surdez r também Zumbidos nos ouvidos (p. 611). Rece~ fitotempêuticos A água que escorre das extremidades dos ramos de freixo, queimados, é boa para  curar a surdez. Deitar algumas gotas no ouvido ou num algodão que se coloca no  ouvido. A casca de freixo em decocção teria as mesmas virtudes (Lobel, citado  por Chomel): 20 g de casca para 1 litro de água. Ferver durante 15 minutos e  deixar em infusão durante 20 minutos. * Deitar algumas gotas no ouvido, 2 ou 3 vezes ao dia. * C. Hoffman aconselha para a surdez a instilação no ouvido, várias vezes ao fia, de algumas gotas de infusão  de cardo­bento: 20 g de planta para 1 litro de água. Ferver durante dois minutos  e deixar em infusão durante 10 minutos. * Deitar algumas gotas no ouvido, 2 ou 3 vezes ao dia. 491

Palpitações Papeira Paralisias Parasitas Parkinson (Doença de), Doenças degenerativas (Alzheimer, Esclerose em placas)  Pele Pernas pesadas Pés Pesadelos ­ Sono agitado Picadas de insectos Pneumonia Poliartrite Pólipos Prisão de ventre Próstata Prurido Psoríase 493

Palpitações Palpitações M anifestam­se por um aumento da actividade cardíaca, muitas vezes acompanhada de  dificuldades respiratórias. As causas são inúmeras: excitabilidade anormal,  exaustão, medo, des~ gosto, afecções nervosas, cardíacas, etc. Diagnóstico médico indispensável. DM901 Esplnheiro­alvar ­ V.71erlana ­ Erva­cídrelra ­ Marrolo 1 ou  2 drageias de cada, 1 vez ao dia. ou Infusão Espinhelro­olvar + Valeriana + Erva­CIdreíra + Marrolo 1 pitada de cada planta para meio litro de água. Ferver e deixar em infusão durante 10 minutos. ­ Tomar 3 ou 4 chávenas por dia. ó1M5 OSSOnc1.815 Flor de 1.7tanjelr& (Nero11) 1 ou 2 gotas, 2 ou 3 vezes ao dia. Ou: Lata/7j&ir8 ­ 3 gotas, 3 vezes ao dia. Nos casos agudos ou nos quais a causa está ligada a uma emoção, um stress, um medo, o abuso do alcool, de excitantes, de medicamentos, etc. ­ Banhos de pés mornos (30­C), seguidos de afusões frescas dos joelhos.

Nos casos COMP/M9M8 * Compressas calmantes. Preparam­se com um pano dobrado e molhado em água quente  ou mais graves numa infusão de camomila: 10 cabeças de camomila para meio litro de água. Ferver  durante 1 minuto e deixar em infusão durante 10 minutos. 494

Papeira ­ Aplicar sobre o peito, ao nível do coração, e na nuca. Assinalamos também: * Os envolvimentos dos pés e das barrigas das pernas em panos mornos e húmidos. ÁLOMOgOM * * Lavagens frescas: meio litro de água à temperatura ambiente Fazer a lavagem com uma “pêra e conservar durante  cerca de 10 minutos. Renovar 1 vez, se necessário. * As lavagens mornas com uma infusão de camornila têm uma acção calmante: 10 cabeças de camomila para meio  litro de água. Ferver e deixar em infusão durante 15 minutos. ­ Fazer a lavagem morna de manhã, de preferência em jejum. ,;24 6 A ­ Duches da nuca, mornos e frescos. LL@@1@?j1 AI1M017ffiÇãO * * Deve ser sóbria e ligeira. * Suprimir todos os excitantes. L@U Jejum        * ­ Cura de fruta fresca. Papeira Inflamação epidémica, raramente isolada, das glândulas parótidas. Geralmente  ataca as crianças e caracteriza­se por dificuldade em engolir, em mastigar,  dores de cabeça, insônia, perturbações do apetite e febre ligeira. Nos adultos podem ocorrer complicações (vigilância médica indispensável).

com Á@O/OSSOS * 101 Verbasco­br.?nco + Altela + Verbena + Feno­grego ­ Decocção: 2 pitadas de cada planta para meio litro de água. Ferver em lume brando durante 20 minutos. Aplicar em compressas atrás das orelhas. Repetir várias vezes ao  dia. 495

Paralisias ILOVOgOIM * Lavagens mornas, todos os dias. @w     ÁRY17hos de vapor * Com aplicação de compressas quentes no pescoço, seguidas de fricções mornas (250C). Fazer todos os dias. no AliMOIMOÇão Alimentação ligeira, não excitante. Ar fresco. Contra a inflamação da garganta Ver eventualmente Anginas (p. 236). compressos * Compressas mornas no pescoço com envolvimentos húmidos e quentes das pernas e  dos pés, seguidos de uma fricção total morna. ­ 1 ou 2 vezes ao dia. F*11 .4111melMoçOo Alimentos privilegiados: fruta e legumes frescos, germe de trigo, agrião, soja,  azeite, couve, limões, laranjas, toranjas, etc. RECEM Ü 7 X ­ Raizes de labaça fervidas em vinho e aplicadas atrás da orelha, em compressas, aliviam as dores. Paralísias P erturbações dos movimentos que podem surgir subitamente ou progressivamente. As  causas de uma paralisia são variadas: rutura de um vaso sanguíneo, comoção,  inflamação, tumores, emoções, hipertensão, colesterol, diabetes, obesidade.

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Paralisias ­ Se a causa for de origem cerebral, a paralisia atinge a metade do corpo oposta  ao hemisfério cerebral doente (hemiplegia). ­ Se a causa for uma doença da medula espinal, as partes do corpo situadas  abaixo do local doente ficam paralisadas, parcial ou totalmente. ­ Se a origem for muscular, a paralisia afecta sobretudo uma região específica,  geralmente próxima da afecçã o. Surge no seguimento de um resfriamento, de exaustão, de abuso de substâncias tóxicas, etc. Vigilância médica indispensável. D/w901 w.9 * Príma vera ­ Cardarnomo ­ BetónIca ­ (Brióní.?, sob receita médica) ­ 2 drageias de cada, 1 vez ao dia. OU Prímavera + Cárvamomo + Betóníw 1 ou 2 pitadas de cada planta para 1 litro de água. Ferver e deixar em infusão  durante 10 minutos. ­ Tomar 3 ou 4 chávenas por dia. As plantas seguintes têm uma acção favorável  sobre as paralisias: peónía ­ Mía ­ vísco de Carva117o (sob receita médica) ­ Salva ­ Lavanda ­ Louro 20 g de cada planta para 1 litro de água. Ferver durante 1 minuto e deixar em  infusão 10 minutos. Tomar 2 a 4 chávenas por dia. ~ essenciflis é 2 gotas, 2 vezes ao dia. ZIMbro 3 gotas, 2 vezes ao dia.

Nas sequelas das paralisias da lingua, com dificuldade de elocução Álcool a 900 + 10% de essência Licor de Erva­uma             de erva­ursa.  (Faraceiso)                   Tomar 10 a 30 gotas, 2 ou 3 vePode­se preparar da  seguinte maneira: zes ao dia, num pouco de água. Para as paralisias musculares FrIc~ o In­Os~gen­9 Fricções mornas frequentes (25OC) nas partes atingidas. * Compressas mornas. * Massagens, ginástica médica, etc. * Com óleo de erva­d~>João (Chomel): 30 g de erviiii­d~> 497

Paralisias ­João e 20 cabeças de camomila para meio litro de azeite. * Deixar macerar durante 8 dias e filtrar. * Para acelerar a preparação, aquecer a mistura em banho­maria durante 20 minutos e em seguida filtrar. * Aplica­se em fricções, 1 ou 2 vezes ao dia. 8017hOS dO V0POr * Banhos de vapor 3 vezes por semana, seguidos de fricções. L@@'J MIMUI*O dO NOptUnO ­ Aconselhado. AlIMOIMOÇãO Vigilância geral da alimentação. Contra­indicações: todos os abusos, as  sobrecargas alimentares, todos os excitantes (café, chá, chocolate, álcool,  tabaco), carnes gordas, charcutaria, crustáceos, alimentos pesados e indigestos,  queijos fortes, especiarias, maionese, pastelaria, excesso de açúcar, de sal,  peixes gordos: carapau, arenque, sardinha, salmão, atum, etc. Alimentos  privilegiados: couve, chucrute (sem os acompanhamentos), legumes, saladas, fruta  fresca, etc. jejum Cura de fruta fresca. KNEW ACONSELHA Banhos de vapor. Aplicações de compressas quentes de feno­grego em decocção: 40 g para 1 litro de água. Ferver durante 10 minutos e deixar em infusão durante  20 minutos. Aplicar em compressa durante 20 a 30 minutos. Repetir 2 ou 3 vezes ao dia. Afusões frias superiores, alternando: * com afusões dos joelhos e das coxas; * com uma camisa de “flores de feno”. Logo que sudam melhoras:

­ Semicúpio frio e curto (alguns segundos). 498

Parasitas Parasitas. S ão organismos que crescem, vivem e se desenvolvem no corpo do homem: ácaros,  oxiúros vermiculares, bicha­solitária, triquinose, etc. Em todos os casos  observe uma higiene corporal rigorosa: lave as partes sexuais e anais, escove as unhas, desinfecte a roupa de cama. Afaste os cães e os gatos. DM901 485 * Gravo­de­dofunto ­ Fraxínoa ­ Tasneira ­ AbsInto 1 ou 2 drageias de cada, 1 vez ao dia. ou Infusão Gravo­de­dofunto ­k Fraxínea + T27sneira + Absínto 1 ou 2 pitadas de cada planta para 1 litro de água. Ferver e deixar em infusão  durante 10 minutos. Tomar 4 chávenas por dia. 2jJ, ó10~ esse/ICIBIS EucalIpto 2 ou 3 gotas, 2 ou 3 vezes ao dia. Tuiã 3 gotas, 2 vezes ao dia (sob receita médica). LSWVO/75 * Ferver meio litro de leite com 5 ou 6 dentes de alho esmagado. Fazer a lavagem  de manhã, em jejum. Abóbora ou Abóbora­monIna 30 g de sementes. Retirar a casca das sementes, que se misturam a uma parte  igual de açúcar de cana. Faz­se em seguida uma pasta à qual se pode acrescentar 

um pouco de leite. * Tomar uma pequena porção durante 4 dias. * Terminar a cura com uma infusão de amieiro­p~. Absinto * Ferver absinto (50 g) em 1 litro de leite com alguns dentes de alho. * Fazer cataplasmas e aplicar no ventre, à noite ao deitar. Antigamente este método era sobretudo utilizado para  as crianças. Figueíra O látex desta árvore é um excelente vermífugo. Colhe­se na Primavera fazendo uma  incisão no tronco. Conserva­se em frascos de vidro. Utilizar algumas gotas (5 a  10), diluídas num pouco de água. Tomar 2 ou 3 vezes ao dia. 499

Parasitas * Se for aplicado imediatamente após uma picada de abelha, atenua os seus efeitos. * Também ajuda a extirpar os calos e as durezas. I­ IquídâMbal­ * A resina do tronco foi antigamente utilizada (sobretudo na medicina árabe)  para fazer pomadas a ntipa rasitá rias, especialmente contra a sarna. * Depois da extracção, este líquído utiliza­se em fricções e combate eficazmente os parasitas, os piolhos, por  exemplo. Quássia * Esta planta tem o nome de um escravo negro que a utilizou pela primeira vez. É também um insecticida natural  e estimula as secreções gástricas e biliares. A planta toma­se em infusão, à  razão de 1 ou 2 pitadas para 1 chávena de água. Ferver durante 1 minuto. Tomar 1 ou 2 chávenas por dia. RomanzeIr.7 A raiz tem uma acção paralisante sobre a ténia. 30 g de casca da raiz em meio litro de água. Deixar macerar durante 24 horas e  aquecer a uma temperatura baixa. Após 20 minutos aumentar a temperatura e deixar  ferver até ficar reduzido a metade. Dividir em 3 doses, que devem ser tomadas ao  longo do dia, acompanhadas de um purgante. Esta decocção (muito simples) é também eficaz contra as amibas. santolina 3 g de sementes de santolina, misturadas com 1 colher, de sopa, de mel, 1 vez ao  dia. pam 4? bICÃO 5011M1A1 gaenla ou M171.a).IMU5,10 * :01:1 Sá­nentes de abóbon?  (pevldes) 40 g de sementes para 1 litro de água. Ferver durante 4 minutos e deixar em  infusão durante 15 minutos. Beber 3 chávenas por dia. AMIRMMOÇOO

* A alimentação deve ser sóbria. * Contra­indicações: carnes de porco, de cavalo, carnes vermelhas, charcutaria. Comer apenas carnes cozidas,  muito bem passadas. Lavar cuidadosamente todos os legumes. * Alimentoai privilegiados: alho a todas as refeições, laranjas, limões, couve, chucrute, grão­de­bico, abóbora,  cenoura crua, salsa, rábano, batatas, óleo de nozes, ameixas. jejum   * Acompanhado de lavagens intestinais: dá bons resultados. 500

Parasitas REmÉmo FAmoso coNrRA A alcHA­sourÁRiA Durante muito tempo o remédio mais popular contra a bicha­solitária foi o  fét<>rnacho. Segundo o livro do Dr. Gilbert, era preparado da seguinte maneira  no século xvii: “A raiz de feto­macho é um medicamento cujas propriedades foram bem determinadas pelos Antigos e negligenciadas durante muito tempo pelos  Modernos. Foi preciso que um empírico suíço renovasse a utilização do feto  contra a bicha­solitária e disso guardasse segredo, para chamar a atenção do  público para as suas virtudes. Um tal Nousser percorreu toda a Europa e curou  uma multidão de pessoas atacadas pela bicha­solitária. A sua morte não suspendeu  a utilização desse remédio. A sua viúva vendeu o segredo ao célebre Poutau  filho, cirurgião genial, que o administrou até à morte com vantagens suficientes  que lhe aumentaram a fortuna e a reputação. Finalmente, a viúva Nousser vendeu o  segredo ao Governo francês, que o publicou em 1775.” Algum tempo antes, a  célebre fórmula de Henrrenfchward tinha também sido divulgada. Verificou­se,  também então, que estes dois remédios célebres eram conhecidos de Galiano e de  Andri, que tinha publicado o seu excelente Traíado da Geração dos Wermes 17o  Corpo Hurnano, e m 17 O 1. “A raiz de feto­macho forneceu purgantes mais ou  menos drásticos a todos os médicos em todos os tempos. Está na base do famoso remédio  de Nousser. Administrada sozinha, à razão de 3 ou 4 dracrnas, é suficiente para  matar a bicha­solitária, e a natureza provoca a sua expulsão alguns dias depois,  tal como observámos em três pacientes; noutros é necessário purgá­los com gorna­ guta, escamónia ou a panaceia mercurial. Nousser preparava as suas fórmulas com  12 sementes de panaceia mercurial, 12 sementes de escamónia e 5 sementes de  gorna­guta; mas várias pessoas sofreram cólicas horríveis e ardor nas entranhas  depois dos efeitos deste terrível purgante. Muitas vezes basta utilizar a  escamónia para expulsar a ténia, na condição de o doente ter tomado durante 8  dias uma dracrna de raiz de feto.” “As cinzas de fetos fornecem uma grande  quantidade de álcali, por isso servem para lavar a roupa e as loiças. Podem,

Parkinson (Doença de), Doenças degenerativas (Aizheimer, Escierose em placas) tal como as cinzas de giesta, ser prescritas a título diurético para a ascite e  os edemas. O pó desta raiz é um excelente curtume para preparar as peles de  cabra. As folhas podem servir de cama para os animais. Se a raiz seca for  cortada oblíqua, ela representa, talvez um tanto obscuramente, a águia  imperial.” N.B.: A raiz de feto só pode ser tomada sob receita médica. a Parkinson (Doença de), o Doenças degenerativas (Alzheimer, Esclerose em placas) A doença de Parkinson caracteriza­se por tremores, uma diminuição dos movimentos e  uma rigidez dos membros. A responsabilidade é atribuída a uma degenerescência  nervosa. A doença de Alzheimer caracteriza­se por uma atrofia generalizada pré­senil, com  aparecimento de demência progressiva. O doente perde pouco a pouco as suas  referências com o mundo exterior. A esclerose em placas, por sua vez, consiste numa afecção degenerativa da  espinal medula. Traduz­se por um défice motor, perturbações da sensibilidade,  tremores, etc. A sua causa permanece desconhecida até hoje. Contudo o Dr. Maschi, nos anos 60,  já suspeitava que as poluições eléctricas podiam estar na sua origem. Mas outros investigadores, entre os quais o Prof. Bill Huggins, põem em  causa as amálgamas dentárias à base de mercúrio neste tipo de patologias e em  certos casos de leucemia. Parece que em certos casos a sua eliminação teria  dados resultados significativos (maiores intervalos entre as crises). Não conseguimos encontrar nenhum tratamento credível para estas doenças, nem  entre os métodos naturais nem na medicina oficial. 502

Parkinson (Doença de), Doenças degenerativas (Aizheimer, Escierose em placas) Os mecanismos das doenças degenerativas do sistema nervoso permanecem obscuros.  Em contrapartida, certos trabalhos parecem demonstrar a importância dos factores  ambientais na gênese destas patologias. Pensamos que estes merecem uma reflexão  e novas investigações. A geografia da esclerose em placas mostra que a frequência da doença progride  nos dois hemisférios. Esta constatação implica a consideração dos factores  ambientais. Assim, a República Checa é um dos países mais atingidos por esta patologia. Os  investigadores checos conseguiram estabelecer uma cartografia da doença e  detectar os locais de alto risco que, tal como a região de Téplice, são os mais  poluídos do país. Contudo, é demasiado cedo para poder pormenorizar todos os  factores. Os investigadores escandinavos tentam demonstrar a relação entre o aparecimento da doença e a ausência de ácidos gordos não saturados na alimentação (o que poderia explicar a cartografia desta doença). R~Itos fitotelopêuticas Béladona * Dada a toxicidade desta planta, não fornecemos nenhuma receita. * Na Bulgária prepara­se um vinho no qual se dissolvem os princípios activos da  beladona para tratar a doença de Parkinson. * Também é utilizada no tratamento das dores e para aliviar a asma e a tosse  convulsa. * Em solução, é utilizada na oftalmologia para dilatar as pupilas e examinar o  fundo do olho. * Esta planta deve aliás o seu nome às damas do Renascimento que, para terem um olhar mais brilhante (graças ao  fenómeno de dilatação da pupila), se serviam dela com colírio. ATENÇÃO1 Esta plante em cortos dosas é muito tõxlca o até mortaliii 56 deve ser  tomada sob receita médica. * O seu nome latino Atropinum

indica bem a sua toxicidade, porque Atropos, uma das três Parcas era a que  presidia ao início e ao final da vida e lhe cortava o fio. CordIáli.9 * Experimentou­se e utilizou­se a cordiália com alguns resultados positivos no tratamento da doença de Parkinson e  na paralisia agitante. ATENÇA01 Esta plante é muito tõxlcal Em cortas doses pode  mesmo ser mortal (paralisia cardíaca ou respiratõrlai 111). Só deve ser tomado  sob receita médica. 503

Pele Pele V e  eventualmente Alergias (p. 207), Impigens (p. 438), Eczerna (p. 372), etc . A  pele é composta por três camadas sobrepostas: * a epiderme * a derme * e a membrana gorda A derme é formada por tecidos conjuntivos e celulares,  ricos em vasos sanguíneos e nervos. As glândulas sudoríparas situam­se, na sua maioria, nas camadas profundas e  atingem a superficie através de uma conduta excretora que permite a eliminação  do suor. As funções da pele têm uma importância capital: ­ eliminação dos detritos; ­ regulação do calor corporal; ­ funções endócrinas. A pele possui, além disso,  um metabolismo específico. Nela vivem 70 fermentos que produzem calor e  electricidade. A pele não é um elemento indissociável do nosso organismo. Ela faz parte dele. O  seu estado e a sua flexibilidade são o reflexo do nosso estado de saúde. Assim,  uma pele gordurosa, seca ou macilenta traduzem um estado doentio, abusos, uma má  alimentação e uma higiene de vida inadequada. Os inimigos da sua pele *0 álcool *0 tabaco *Os abusos alimentares *As carências *Os detergentes *A sedentaridade, a ausência de exercícios fisicos *A exposição prolongada ao sol, aos raios U.V. (bronzeamento artificial) *0 abuso da maquilhagem, etc. 504

Pele Para conservar uma pele flexível, sedosa e saudável ­ Afusões mornas, diárias. ­ Afusões frescas das coxas e dos braços, alternadamente, seguidas de afusões do peito (3 vezes por semana). ­Banhos de vapor, 3 vezes por semana. Ágonhos * Banhos quentes com uma infusão de folhas de: Noguelra >, Bétula * 3 ou 4 pitadas de cada planta para 2 litros de água. Ferver  durante 1 minuto e deixar em infusão durante 10 minutos. Filtrar e misturar com  a água do banho. * Este banho tem propriedades acistringentes e refirmantes. 80171705 dO V0POr * ­ 2 vezes por semana, seguidos de loções e fricções frescas. n(8   Aliffielitap#O ­ A alimentação deve ser sóbria. Contra­indicações: carnes gordas ou envelhecidas, manteiga cozinhada,  charcutaria, caça, queijos fortes, gruyèi­&, bleu ioqu&fort, mu17ster, cantál,  maionese, álcool, tabaco, pastelaria, doces, chá, café, etc. Alimentos  privilegiados: fruta fresca, alperces, pêssegos, ananás, maçãs, laranjas,  limões, cenouras, couves, nabos, alho, salsa, germe de trigo, levedura de  cerveja, etc. jejum É o método mais eficaz para o rejuvenescimento. Praticar o mais frequentemente  possível. Cura de fruta fresca. PELE SECA II@I máscara de argila

Argila verde esmagada (4 a 8 colheres, de sopa) + leite integral (cerca de meio  copo) ou iogurte. Fazer uma mistura untuosa, de fácil aplicação. Acrescentar  algumas gotas de essência de cenoura + patchuli. 1 ou 2 máscaras por semana. 505

Pele ó/00 d~77.8qUIMOMO O dO MODUMOÇãO óleo de Germe de trIgo ou de Amêndoas­doc&s para 1 frasco de so C/ óleo essencial de Cenoura (15 got­?S)1 óleo essencial de  Fatc17u4 (10 got­9s), óleo essencial de ZIMbro (15 gotas Utilizar algumas gotas desta mistura num algodão, 1 vez ao dia. L 56/7h0 dO V8POr L(@JJ d10 ffisto * Em 2 litros de água a ferver deitar algumas gotas de essência de cenoura + esséncia de patchuli (previamente  diluídas em álcool). * Colocar o rosto por cima de um recipiente com água quente e cobrir a cabeça com uma toalha. * Duração do banho: 10 minutos. Em seguida passar o rosto por água morna. * Fazer 2 ou 3 vezes por semana. PELE OLEOSA Evitar as maquilhagens. Máscam deargila * Argila esmagada verde (4 a 8 colheres de sopa) dissolvida em água morna, de  forma a obter uma pasta untuosa. Acrescentar 3 ou 4 gotas de essência de lavanda  + 3 ou 4 gotas de essência de toranja. * 1 ou 2 vezes por semana. LOMO OWSMOqUIM.RIMO Para 3 ou 4 colheres de leite integral ou de iogurte, acrescentar: ó/00 OSSOnCIal d& IlaVanCa @2goíàs), óléo essencial de Cenoura (2 gotas),

ol&o essenclal de Camornila (3 goiás), óleo essencial de Toranja (3 gotas).  Utilizar, de preferência, à noite. ó/00 dO M8I7UMI7ÇãO o de pro&~o óleo de grainhas de Uva num frasco de 50 C/ óleo essencial de Lavanda (15 gotas), óleo essencial de Cenoura  (15 gotas), óleo essencial de Toranja (1,5 got­7s). Aplica­se com um algodão depois da desmaquilhagem, à noite. 506

Pele 8917h0 dO V8POr @@JJ0 do Msto Em 2 a 3 litros de água a ferver deitar algumas gotas de essência de lavanda +  essência de Toranja (previamente diluídas em álcool). ­ 2 ou 3 vezes por semana. PELE NORMAL @@II Ráscalo demVA? Às 5 a 8 colheres de argila diluída em água morna acrescentar 3 gotas de óleo  essencial de cedro + 3 gotas de óleo essencial de bergamota, previamente  diluídas em 2 colheres, de sopa de óleo de amóndoae­doces: Misturar tudo de modo  a obter uma pasta homogénea e untuosa. Aplicar durante 20 minutos. Passar por água. Este tipo de máscara pode fazer­se  2 ou 3 vezes por semana. óleo de M.TI7UM17ÇãO o de ~~ óleo a,& Amênaloas­oloces num frasco o& 50 c1 óleo essencial de Cédro @10 got­ 9s), óleo essencial de Limã o (15 gotas), óleo eSS&nCIal de SalVa (15 goías), óleo essencial de Berpamo1.9 @lo gotas)Este  óleo pode utilizar­se depois da desmaquilhagem, à noite, antes de ir para a  cama. 03/7/10 de vapor @w ofo ~to Em 2 ou 3 litros de água a ferver deitar 2 gotas de óleo essencial de cedro + 2  gotas de óleo essencial de IlImIlio + 2 gotas de óleo essencial de bergarnota,  previamente diluídas num pouco do álcool a 900 (os óleos essenciais não são  hidrossolúveis). Acrescentar à água a ferver. * Colocar o rosto por cima do recipiente durante alguns minutos (3 a 5), e em  seguida passar o rosto por água fresca. * Pode fazer 2 ou 3 vezes por semana. 507

Pele RUGAS Ver também Queimaduras (p. 534), Velhice (p. 600). Para retardar os efeitos do  envelhecimento da pele e conservar durante o maior tempo possível a juventude e  a saúde, siga os conselhos seguintes: Aplicação interna 0f89011OS Fazer curas de 6 a 8 semanas de cápsulas de onagra (4 a 8 por dia) várias vezes  por ano. Alternando com drageias de eleuterococo (6 a 8 por dia). Alimelit~O Contra­indicações: evitar todos os abusos, especialmente álcool, cerveja, vinho,  café, chá, excesso de açúcar e derivados, pastelaria, bebidas açucaradas,  excesso de sal, charcutaria, pratos com molhos, manteiga cozinhada, sobrecargas  alimentares (a obesidade é um factor de envelhecimento), carnes gordas,  enchidos, fritos. Aplicação externa H        Máscafã de my/10 Para 5 colheres de argila verde, misturadas com água: 2 a 4 gotas o& óleo &ssoncial do P.71ma rosa Alirnentos privilegiados: todos os legumes e frutos frescos: alperces, uvas,  maçãs, peras, laranjas, limões, cenouras, couve, ananás, toranjas, salsa,  tomates, alho, cebola, germe de trigo e levedura de cerveja. Corno bebida, beber  água. jejum * É o meio mais seguro para conservar a juventude. * 1 ou 2 vezes por semana. *  1 dia de fruta fresca. * Cura de fruta fresca. * Evitar també m os cansaços  excessivos e repetidos, o stress, as contrariedades, etc., e também os abusos de  banhos de sol. 3 gotas de óleo essenclal de cenoura, 3 gotas de óleo essencial o& L8ra17j&lra.

Conservar até endurecer. Passar o rosto por água. 508

Pele A seguinte preparação devolve o tónus à sua pele: ­ Acrescentar a 50 ci de óleo de gerrno de trigo: 10 gotas de óleo essencíal de Falma­rosa, 15 gotas de ôleo essenci.71 do Cenotira, 20 gotas de ól&o ossenclal de LaranjeíZ.7. Fazer 1 ou 2 aplicações por dia. MANCHAS ­ PONTOS NEGROS ~0 Fazer uma loção com uma decocçâo de: Verónica + Bétula 3 ou 4 pitadas de cada planta para meio litro de água. Ferver durante 20 minutos e deixar em infusão durante  meia hora. ­ Em aplicação como loção, várias vezes ao dia. CICATRIZES A c ,em ‘01 Bétula A casca de bétula, queimada, reduzida a pó e misturada com azeite, faria  desaparecer as cícatrizes (Chomel). Aplicar com um algodão, 1 ou 2 vezes ao dia.  Talvez existam outras receitas, mas não demonstradas. Para esta utilizámos o  condicional, com todas as reservas que isso implica. óleo de Rosa­moscad27­do­chlle

Este óleo existe à venda nas lojas especializadas. Teria também a propriedade de  atenuar as rugas (e fazê­las desaparecer). Aplicar com um algodão, 1 ou 2 vezes  ao dia. MANCHAS DE NASCENÇA COMPffissas* Utilizar a raiz de borragem, da qual se conserva apenas o coração, macerado em  vinagre. Aplicado à noite, em compressas, faria desaparecer as manchas de nascença  (receita antiga). 509

Pele SARDAS infusão * A decocção de améndoas­amargas faria desaparecer as sardas: 20 g de planta para  1 litro de água. Ferver durante 3 minutos e deixar em infusão durante 10 minutos. * Por via oral: 2 ou 3 chávenas por dia. * Em loçâo externa: utilizar como desmaquilhante, à noite antes de ir  para a cama. ACÇÃO BENÉFICA DAS PLANTAS NA PELE As plantas seguintes têm uma acçâo benéfica sobre a pele: * Madressilva (uso externo). * Fumãrla (uso interno e externo). * Labeça (uso externo). * Persicãrla (uso interno, doenças da pele). * Salva (uso interno e externo). * Escabiosa (uso interno e externo). * VerõnIca (uso interno e externo). * 20 g de planta para 1 litro de água. Ferver durante 3 minutos e deixar em infusão durante 10 minutos. * Em uso interno: 2 ou 3 chávenas por dia. * Em uso externo: utilizar como água desmaquilhante ou em compressas, à noite antes de ir para a cama. ReceIffis Amor­perfoito Infusão de 10 g de planta em 1 litro de água a ferver. Deixar em infusão durante 15 minutos. Tomar 2 chávenas por dia. Pode também ser utilizada  em banhos (com folhas de saponãrla e de nogueira) ou se aplicam directamente as  folhas em cataplasmas.

A v&ía Ferver 500 g de palha de aveia em 2 litros de água durante 1 hora e acrescentar  à água do banho. Tomar 2 ou 3 banhos por semana, com uma duração de 10 a 15 minutos. Sétula­branca A água de bétula é um líquido que se colhe por entalhes (a cerca de 5 cm de  profundidade) efectuados no tronco da árvore na Primavera. Tomar 1 ou 2  colheres, de sopa, diluídas em meio copo de água, 1 vez ao dia. Este líquido também é benéfico para o aparelho urinário. Utiliza­ se, há muito tempo, para sio

Pele tratar os cálculos biliares. * Se se deixar fermentar, obtém­se “cerveja” (ou champanhe) de bétula. Esta  bebida foi muito apreciada no passado no Norte da Europa. Cavalwha­dos­prados * Infusão de 10 g de planta em 1 litro de água a ferver. Deixar em infusão durante 15 minutos. * Tomar 2 chávenas por dia. Cícut.7 * Na medicina grega esta planta era utilizada em cataplasmas aplicadas nas partes atingidas, para tratar a  psoríase e o cancro da pele. Atenção!! Esta planta é muito tõxlcal Em cortas  doses é mesmo mortalili 56 utlikar sob receita médica. Espadana­dãguo * Rizoma: ferver 20 g de planta em 1 litro de água durante 10 minutos. * Em caso de eczema crónico e outras dermatoses, tomar 2 ou 3 chávenas por dia. * Esta planta é também depurativa e útil no tratamento dos reumatismos. Gramé? * Fazer uma infusão: 10 g de rizoma em 1 litro de água fria. Ferver durante 3 minutos e deixar em infusão  durante 20 minutos. * Tomar 3 chávenas por dia. SálgUOir11717a * As extremidades das flores (antidiarreicas, hemostáticas), esmagadas e  utilizadas sob a forma de cataplasmas, curam os eczemas e as úlceras varicosas. Salgueirínha­oli­cInal * 10 g de raiz em 1 litro de água

fria. Deixar macerar durante 12 horas. * Tomar 2 chávenas por dia. Z~oço * A decocção serve para tratar as doenças da pele (também nos animais). * 20 g de planta para 1 litro de água. Ferver durante 10 minutos e deixar em infusão durante 20 minutos. * Tomar 1 ou 2 chávenas por dia. * Antigamente esta planta era utilizada (misturada com salitre) para pintar os  cabelos de louro. urtiga * Infusão de 20 g de planta em 1 litro de água a ferver. Deixar em infusão durante 15 minutos. * Tomar 2 chávenas por dia durante 1 mês. * (Pode também utilizar­se directamente o sumo obtido de plantas jovens.) 511

Pernas pesadas HEMATOMAS COMP~MSà As seguintes plantas reduzem os hematomas: Arnica­da­montanha, Tamíolro, Consolda, Erva­ ~d&­SãO@JOãO’ casc.1 Ole Mla,  sementes de Lwh@ça A planta (qualquer uma) deve ser recluzída a pó e misturada com água muito quente de modo a fazer uma pasta. * Aplicar nas feridas durante 10 a 20 minutos. Repetir se necessário. * Uma outra forma de proceder consiste em fazer uma mistura com argila, de modo a obter uma pasta homogénea. * Aplicar nas feridas durante 10 a 20 minutos. Repetir se necessário. 04V7M4S RECEITAS AN77M5 * Farinha de fava embebida em água, limpa e elimina as manchas na pele. * A raiz de lírio, em decocção, tem as mesmas propriedades. Pernas pesadas E m caso de perturbações prolongadas deve consultar o inédico. As mulheres, mais  do que os homens, são sujeitas a perturbações da circulação sanguínea pois têm,  como é suposto, as pernas frágeis. A responsabilidade incumbe a vários factores:  menstruação, menopausa, gravidez, saltos altos. Nas pemas são mais especificamente os tomozelos e as barrigas das pernas que dão  uma sensação de peso. Este fenômeno acentua­se com o

calor, o estar de pé, o álcool, o tabaco, a inactividade física e certos  medicamentos. Trata­se de uma afecção da circulação sanguínea que é’ fundamental  não negligenciar. 512

Pernas pesadas Um dos principais mecanismos consiste numa insuficiência venosa: o sangue  estagna, a oxigenação normal não pode efectuar­se, e os músculos tornam­se  dolorosos. A hereditariedade pode ser um dos factores que faz desencadear ou acentuar este fenômeno. As profissões mais atingidas são as que obrigam a pen­ rianecer de pé por períodos prolongados. Mas outros elementos podem também  favorecer o problema: o aquecimento pelo chão, os banhos de sol prolongados, os  banhos demasiado quentes, as roupas apertadas e a obesidade. Ver também Fragilidade capilar (p. 408), Flebite (p. 404), Varizes (p. 598),  Sangue (p. 549). 01290À ‘85* S.7bUgU&1r0 ­ G&râ17i0 ei­va­de~são­roberto Hamamélís ­ S&Iva 2 drageias de cada, 1 vez ao dia. ou &?bUgueiro + G&rânío, erva­de­são­roberto + H.9mamélis + S,91va 1 pitada de cada planta para 1 chávena de água. Ferver durante 1 minuto e deixar  em infusão durante 10 minutos. Tomar 3 chávenas por dia, fora das refeições. ~ OS5017C1,815* P/@7/50 2 gotas, 3 vezes ao dia. Nos casos sérios: cípreste 2 ou 3 gotas, 2 vezes ao dia (unicarnente sob receita módica). Outras plantas: ver Sangue (perturbações da circulação), p. 549. * Cura de  cápsulas de óleo de onagra: 4 por dia, durante 1 mês. Repetir. N.R~OfiS * A automassagem das pernas, das barrigas das pernas e dos pés permite aliviar  as pernas cansadas e pesadas. Faça a massagem com óleo de erva­de­são­João do 

Dr. Chomel, que se prepara da seguinte maneira: * 30 g de erva­de­são­João para  meio litro de azeite (ou de õleo de amèndoas­doces). Acrescentar 20 cabeças de  camomila e deixar macerar durante 8 dias ao sol ou aquecer a mistura em banho­ maria durante 30 minutos para acelerar a preparação. Deixar repousar 2 dias e  filtrar. Misturar em partes iguais com álcool canforado. * Fazer 1 ou 2  massagens por dia. 513

Pernas pesadas 0817h05 dOS ~ Banho dos pés morno com uma decocção de: Fucus vesiculosus Hamamélís + Vinha­virgem * 2 pitadas de cada planta para meio litro de água. Ferver durante 10 minutos. Acrescentar à água do banho. * Tomar este banho morno durante 5 a 10 minutos. Passar as barrigas das pernas, os pés e os tornozelos por água  fria e friccionar. * Banho dos pés frio (cerca de 10 litros de água num recipiente ao qual se acrescentam cubos de gelo). * Banho dos pés quentelfrio: este tipo de banho pode também fazer­se com 2 recipientes: um de água fria e  outro de água quente, alternadamente, o que tem por efeito uma vaso­constrição  pelo frio e uma vaso­dilatação pelo calor. Este banho melhora a circulação e a  resistência dos vasos sanguíneos. * Começa­se por tomar um banho dos pés quente durante 1 ou 2 minutos, e depois mergulham­se os pés no  recipiente com água fria durante alguns instantes. Recomeça­se esta operação  cerca de uma dezena de vezes. ­ É preferível fazer este tipo de banhos à noite, porque, para além da sua acção sobre a circulação sanguínea,  também tem efeitos relaxantes. Também se podem acrescentar ao recipiente de água quente 4 ou 5 colheres de sopa  de sal marinho grosso não refinado. 08/7/105 dO V8~ * 2 por semana, seguidos de um duche frio e de fricções vigorosas. AI1M0I7M00 * Evitar: açúcar, excesso de sal,

álcool, vinhos, cerveja, pratos com molhos, charcutaria, enchidos, gorduras  animais, manteiga cozinhada, fritos, chá, café, chocolate, tabaco, queijos  fortes. * Alimentos privilegiados: o alho é provavelmente um dos melhores remédios para todos os problemas sanguíneos.  Deveria fazer parte da alimentação diária de todos. E também agrião, salsa,  erva­benta, escarola, cebola, beterraba, cenoura, aipo, couve, pepino, funcho,  soja. Os óleos vegetais de primeira pressão a frio e especialmente o azeite, o  óleo de girassol, de sésamo, de cártamo, de germe de trigo e toda a fruta  fresca, especialmente laranja, toranja, limão, cá ssis, uvas, etc. JOJU177 * 1 dia por semana. * Cura de fruta: uvas, alperces, 1 dia por semana. 514

Pés 1 CONSELHOS Actividades físicas regulares: andar a pé, de bicicleta, natação, etc.  Endurecimento: andar de pés descalços, na Primavera, no orvalho, nas pedras  húmidas, à beira dos rios, das correntes de água, do mar. Dormir com os pés  ligeiramente sobreelevados por meio de uma almofada. Existem também nas  farmácias e nas lojas especializadas peúgas, meias ou collants de manutenção que  têm uma acção relaxante. Podem ser usados ocasionalmente mas nunca  permanentemente. Pés v r Entorses, Luxações (p. 376). PÉS FRIOS Ver Fragilidade capilar (p. 408), Sangue (p. 549). É sempre sinal de uma  circulação sanguínea perturbada. Se os sintomas persistirem, consulte o médico. ÁO wmf ‘75 * H27mamélIs ­ ZíMbro Tanchagem ­ AzevInho­pequeno 1 ou 2 drageias de cada, 1 vez ao dia. OU IMUSãO * Hamomélís ­@­ Zimbro Tanchagem + Azevínho­pequeno 1 pitada de cada planta para meio litro de água. Ferver durante 1 minuto e  deixar em infusão durante 10 minutos. Tomar 2 ou 3 chávenas por dia, entre as  refeições. ó1M5 055017CI.R.15* CIprosté (sob receita médica) 2 gotas, 3 vezes ao dia. 515

Pés Alternando, dia sim dia não com: canela 2 gotas, 3 vezes ao dia. ÁMO17h05 dros pós Mornos e frios, alternadamente (2 a 5 minutos), seguidos de uma massagem  vigorosa dos pés e das barrigas das pernas. Fazer à noite, de preferência ao  deitar. ÁRanhos d,O vapor * Dos pés, 2 ou 3 vezes por semana, seguidos de afusões frescas e de fricções  vigorosas. ÁoUches O offisões * Das coxas, dos joelhos e do baixo­ventre (todos os dias). Fulgurante, 2 ou 3  vezes por semana. Afusão rectal. cintUI*O de Noptu170 Envolvimentos húmidos dos pés e das pernas (até aos joelhos), 3 vezes por semana, na condição de aquecerem rapidamente. AI.1n701m000 Suprimir: tabaco, cozinha pesada, álcool, manteiga cozinhada. Alimentos  privilegiados: cebola, alho, salsa, levedura de cerveja, couve, mirtilos,  legumes verdes, cereais, etc. Jeil/m * 1 dia, a fruta. CONSELHOS ­Endurecimento (ver p. 132). ­ Exercícios fisicos: andar de pés descalços na areia, na tijoleira, na

erva húmida. ­ Os pés frios aquecem rapidamente se ficarmos em pontas dos pés durante 2 ou 3 minutos, e elevando­nos e abaixando­nos lentamente (repetir estes  exercícios várias vezes seguidas). 516

Pesadelos ­ Sono agitado PÉS INCHADOS Ver Edema (p. 373), Gota (p. 418). Pés inchados depois de uma longa caminhada,  cansaço, etc. ÁROMIOS * 10 g d& 17or&s dê AbsInto, 10 g do Lavand27, 10 g de Orégãos, 10 g do Tomíl17o (Tl?ymus vulgarís), 10 g de Salva, 10 g de Ale crím, 10 g de Híssopo. * Deitar estas plantas em 2 litros de água a ferver e deixar em infusão durante 4 horas. * Acrescentar 2 litros de vinho tinto e fazer um banho dos pés com esta mistura quente. ouches o afusões * * Das coxas e dos joelhos, de manhã ao acordar. * Andar dentro de água ou na erva húmida. * Banhos dos pés, mornos e frios, alternadamente, com uma duração de 3 a 5 minutos. Terminar com uma ligeira  massagem com óleo de amêndoas­doces. * Fazer à noite, ao deitar. TRANSPIRAÇÃO EXCESSIVA DOS PÉS Ver Transpiração (p. 586). Pesadelos ­ Sono agitado S

onhos oprimentes, com uma sensação de peso nos membros e no peito, acompanhados de uma sensação de incapacidade de movimentação. O acordar surge como uma libertação. Os pesadelos são, muitas vezes, seguidos de  medos, palpitações, dores de cabeça, dores musculares, exaustão, etc. 517

Pesadelos ­ Sono agitado a ra    as * ÇOI Erva­cidreira ­ Tília 2 drageias de cada. Primavera ­ SalgueÁro ­ ArtemísÂ9 2 drageias de cada. Alternadamente, dia sim dia não. OU IMUS#O * Erva­cidreÁra ,, Mía .@. PrImavel­a + salgu0íro + Artemísía * 1 pitada de cada planta para 1 chávena de água. Ferver durante 1 minuto e  deixar em infusão durante 15 minutos. * Tomar 2 ou 3 chávenas por dia (1 delas à  noite, 1 hora antes de ir para a cama). ó10~ essenciais Manjerona ­ 2 ou 3 gotas, 3 vezes ao dia. ÁMO/7/105 * * Banhos de assento frios, 4 vezes por semana. LIV.8g0J77* * 1 lavagem com uma infusão de C8M0M11a. * 8 a 10 cabeças de camomila para meio  litro de água. Ferver e deixar em infusão durante 15 minutos. ­ Fazer a lavagem, morna, 1 a 2 horas antes de ir para a cama. Á9:0/71105 dos ~ ÁRO/7/705 0f05 blOÇOS

Banhos com uma decocçâo de: Erva­cidroIra + Lavanda + L ouro * 2 pitadas de cada planta para meio litro de água. Ferver durante 20 minutos e  deixar em infusão durante meia hora. Acrescentar 4 ou 5 litros de água quente e  efectuar os banhos de pés durante 5 minutos. * Passar os pés por água fresca (ou  fria) e friccioná­los vigorosamente. 86/7/105 dO VOÁPOr * 3 banhos de vapor por semana. Da face, dos braços e das coxas. ClIMUI§O dO NO.OtU17O Eventualmente à noite, antes de ir para a cama. 518

Pesadelos ­ Sono agitado Alimentação* * Alimentação ligeira, especialmente à noite. Não ir para a cama imediatamente a  seguir à refeição da noite e, pelo contrário, andar um pouco a pé. * Contra­indicações: café, chá, chocolate, especiarias, pratos com molhos, maionese, charcutaria, manteiga  cozinhada, fritos, álcool, vinho, cerveja e todas as sobrecargas alimentares,  especialmente à noite. * Alimentos privilegiados: legumes crus, saladas (alface), cereais integrais,  trigo, aveia, levedura de cerveja, alperces, ameixas, pêssegos, uvas, etc.  Mastigar lenta e completamente os alimentos. Não engolir os alimentos antes de  estes estarem bem triturados. JeAVm * Permite sempre um melhor relaxamento e um sono mais profundo, reparador e  sempre agradável. * 1 dia, a fruta. CONSELHOS Não negligenciar: ­ o endurecimento e andar de pés descalços na erva húmida (p. 132); ­ os exercícios físicos e o relaxamento (p. 137). ­ Evitar: todos os ruídos violentos, as músicas demasiado altas, os walkmans, as contrariedades, a cólera, os espectáculos televisivos excitantes ou  stressantes. 519

Picadas de insectos 1 Pneumonia / Poliartrite Picadas de insectos T irar o ferrão e colocar: vinagre ou limão ou salsa ou gerânio ou cebola PARA AFASTAR OS INSECTOS (especialmente os mosquitos) ólws essenc1.71.9* @//ft   Lav.~21, ossêncía de Lavand,9, Erv.?­Cldr&lra,  EticalípIO Por vaporização com um difusor ou num prato. Misturar um dos óleos com álcool, acrescentar um pouco de água de  modo a evitar uma evaporação dema­ siado rápida. Pneumonia v    r Bronquites (p. 264). Poliartrite v 520 r Artrite (p. 245), Reumatismos (p. 538).

Pólipos P r o OUPOS O s pólipos alojam­se na laringe, no nariz, nos ouvidos ou no recto. Podem  ocasionar dores, mal­estar e eventualmente hemorragias. É, frequentemente,  necessário realizar uma intervenção cirúrgica. rRAMMEN70 DO DR. SILZ ­ Banhos de vapor. ­ MaMots completos ou parciais. ­ Banhos de assento mornos frequentes com uma decocção de casca de carvalho (especialmente para os pólipos da vagina): 20 g de casca para 1 litro de água. Ferver durante 10 minutos e deixar em  infusão 20 minutos. Acrescentar à água do banho, que deve ser tomado morno  durante 3 a 5 minutos, todas as manhãs, e depois mais espaçados quando surgir  uma melhoria. Passar o corpo por água fresca. PóLIPOS DO NARIZ Ilispiroção * Inspiração diária de água de cavalinha, que deve ser preparada da seguinte maneira: 3 ou 4 pitadas de cavalinha para 1 chávena de água. Ferver durante 2 minutos e deixar  em infusão durante 10 minutos. * Inspirar o líquido por cada uma das narinas várias vezes e expulsá­lo. Cileos, essenciais Essêncía de Tuía (sob recolta médica) ­ 2 gotas, 3 vezes ao dia. Recolffis lf MotempêutICOS Cipr&ste & Fi .gos fr&scos

* O cipreste triturado com figos frescos, em aplicação local elimina os pólipos (receita da Grécia antiga). * Algumas folhas de cipreste e 1 ou 2 figos frescos. Triturar tudo de modo a obter uma pasta homogénea. * Aplicar 1 ou 2 vezes por dia. Feto * O pó de feto aspirado pelo nariz curaria os pólipos do nariz (receita popular). 521

Prisão de ventre Prisão de ventre ­?@@T? século passado, o Prof. Bilz denunciava a utilização excessiva de @  ‘laxantes para combater esta afecção. Realçava que a prisão de ventre, incluindo  a prisão de ventre rebelde, provocada por um relaxamento e uma preguiça dos nervos, dos vasos e dos músculos do aparelho digestivo,  devem­se essencialmente a uma alimentação defeituosa. Cem anos depois, os mesmos erros alimentares, as mesmas causas, os mesmos  efeitos. Os comentários que ele fazia são ainda actuais. “As pessoas prestam pouca atenção às funções do seu corpo e não evacuam diariamente. Além disso, a posição sentada prolongada (em automóvel,  em transportes colectivos), a alimentação e a inactividade fisica são todos eles factores que predispõem a esta doença. Quando a situação se repete, as pessoas perdem a faculdade de regular as  suas evacuações. O mal torna­se crónico e acompanha­se de dores de cabeça, mal­ estar, inapetência, vontade de vomitar, etc. “ Note­se que as nossas sanitas de posição sentada são confortáveis, mas inadaptadas à defecação. Pelo contrário, as sanitas “à turca” preenchem  perfeitamente as condições de uma boa evacuação. Para prevenir a prisão de ventre, habitue­se, todos os dias, a evacuar, todas as  manhãs à mesma hora; se necessário, faça uma lavagem (ver página seguinte). Assinalamos também que a prisão de ventre é um sinal de alarme: ela indica que  deveríamos alterar os nossos hábitos alimentares. 522

Prisão de ventre Prisão de ventre ligeira e passageira Olagei às * LYJ Cer`láUrea ­ Hort;elã­pimeMa 2 drageias de cada, AlecrIm ­ A~íro­preto ­ Malva 2 drageias de cada. Alternadamente, dia sim dia não. ou Infusão * Contáuie.7 , Hortelã­pímentg ­,, Alecrim + AmÃeIro­preto Molv19 1 pitada de cada planta para 1 chávena grande de água. Ferver durante 3 minutos  e deixar em infusão durante 15 minutos. ó1005 OSSOMARIS Alecrím 2 gotas, 2 vezes ao dia. Prisão de ventre forte ÁO/w90A às * UY Genciar,.­? + Marrolo 2 drageias de cada. PiNte11­0 ­ Cássio Monjericão Alternadamente, dia sim dia não. OU IMUSfO * Genciana + Morroío + PlIrIteiro + Cássio + MonIárIcão 1 pitada de cada planta para 1 chávena de água. Ferver durante 3 minutos e  deixar em infusão durante 15 minutos. Tomar 3 ou 4 chávenas por dia. ólvos AlocrIm 2 gotas, 3 vezes ao dia.

88/7/705 dO 85501M0 * Quentes: muito aconselhados (sobretudo nos casos rebeldes), com massagem do  ventre e do baixo­ventre. Logo que surgirem melhoras, tomar banhos de assento  mornos e depois frios (todos os dias). Lavagem* Fazer uma infusão de camomilla: 10 cabeças para meio litro de água. Ferver e  deixar em infusão durante 15 a 20 minutos. Depois de evacuar, pode fazer uma  pequena lavagem morna (200C aproximadamente) com esta infusão, que deve  conservar (o equivalente a 1 copo). 523

Prisão de ventre ÁMO17hOS £0 V0POr * ­ Seguidos de uma loção fresca. Duches o efi/s&s * Dos braços e das coxas, todos os dias, insistindo no baixo­ventre. Terminar com  uma fricção vigorosa. Recoltas Motempêuticos AmIeIro­pr&tô Ferver 20 g de casca em 1 litro de água  durante 15 minutos e deixar arrefecer. Beber morna, à noite. cáqui * Os frutos são laxantes e reguladores do trânsito intestinal. São  particularmente aconselhados às pessoas idosas e às crianças. Cáscafa_sogarda * Infusão de 20 g de casca seca em 1 litro de água fria. Ferver durante 1 minuto e deixar em infusão durante 15  minutos. * Beber 1 chávena, à noite. * Esta planta foi utilizada pelos primeiros colonos hispano­americanos. cássis * Come­se em compota, que deve ser feita sem açúcar (também para as inflamações dos intestinos). Escambroeiro purgante * 20 bagas secas ou frescas, de manhã em jejum (podem servir­se com compota). * No século xvi Matthiole dava a seguinte receita de xarope de escambroeiro: esmagar 1 kg de bagas, deixá­las  repousar durante 4 dias num recipiente de vidro num local aquecido e acrescentar  250 g de mel, aquecendo, a seguir, em lume brando para obter uma consistência de 

xarope. Passar por uma peneira e aromatizar com 15 g de gengibre, 15 g de canela  em pó e 7 g de cravo­de­cabecinha. Guardar em garrafas bem fechadas. * Em certas regiões esta planta substitui o ruibarbo, daí o seu segundo nome corrente: “ruibarbo dos  camponeses”. * Pode­se também misturar com maiva. Funcho * Em infusão: 100 g de funcho para 1 litro e meio de água. Ferver durante 10 minutos e deixar em infusão durante  meia hora. * Beber 4 ou 5 chávenas por dia. Linhaça * Demolhar 10 g de sementes em meio litro de água fria durante 4 horas e engolir a mucilagem juntamente com as  sementes. marmelo @fruto do marmeleíro comuin) * Demolhar durante pelo menos 8 horas 10 g de caroços de marmelo. Engolir a mucilagem. Ruffiaffio * Esta planta é conhecida e utilizada há 5000 anos na China. Foi descrita  durante as viagens 524

Prisão de ventre de Marco Polo. Foi apreciada na Europa durante a Idade Média, mas só no século  xix passou a ser medicinal. Em pequenas doses o ruibarbo é tónico, adstringente  e estomacal; em doses mais elevadas é laxante; em doses ainda mais fortes é um  purgante forte. O ruibarbo, de França R17eum raponticum é nitidamente menos activo. Sena * Infusão de 10 g de folhas ou 5 a 6 dentes para 1 litro de água fria. Deixar repousar durante 12 horas. * Beber 1 chávena, à noite. Trep&deíra­de­c,ampain17a * A linhaça e a trepadeira­de­campainha têm uma acção purgante através do  aumento dos movimentos do intestino delgado. Têm também uma acção sobre o  intestino grosso. * Infusão de 6 folhas frescas em 1 chávena de água a ferver. * As folhas, secas à sombra e reduzidas a pó, misturadas com mel constituem um  bom purgante para as crianças (muitas vezes considerado como o “purgante menos  nocivo de todos”). Os farmacêuticos utilizam frequentemente uma espécie  asiática, Gonvolvulus scarnmoi7ía. .411menffipf0 Tal como vimos acima, os erros alimentares são uma das causas da prisão de ventre. Todos os tratamentos indicados visam favorecer a eliminação  dos detritos. Podem melhorar o trânsito intestinal de forma relevante ou  notável. Mas para que estes efeitos sejam duradouros, é indispensável agir sobre  a alimentação. Deve­se, em primeiro lugar, ter uma boa mastigação, de modo a que os alimentos  sejam ensalivados convenientemente e capazes de serem assimilados. *  Contra­indicações: o consumo de pão branco, de massas e arroz refinados, de salmouras, de conservas, de  manteigas cozinhadas, de charcutaria, de álcool (não tanto o vinho), de cerveja,  de tabaco, de chocolate, de café, de doces, de bebidas gaseificadas, de  pastelaria, de bombons, etc.

*  Alimentos privilegiados: pão integral, cereais integrais, aveia, arroz, trigo sarraceno, todos os legumes  verdes, frutos frescos, saladas (dente­de­leão), alcachofra, couves, ruibarbo,  ameixas, groselhas, sumos de fruta (ameixas) sem corantes nem conservantes. jejum Aconselhado com um consumo abundante de água e de lavagens intestinais. Cura de  fruta fresca (uvas, ameixas, etc.). 1 dia, a fruta. 525

Prisão de ventre RWE1J5A DO PROF. BIÁ£Z Uma receita excelente preconizada pelo Prof. Bilz consiste em preparar de  véspera ameixas socas (7 a 10) à s quais se acrescentam 2 boas colheres de  farello ou de farinha de centeio. Esta mistura deve macerar durante toda a noite  num pouco de água. Esta deliciosa marmelada deve ser tomada de manhã em jejum (e  a qualquer momento durante o dia). Favorece a eliminação. OU.05 fficoltas úteis 1 ­ ErV27­CIdMíra ­@­ C.?SC@? dO lí~ ­@­ NOZ­MOSWd8 ra18d8 + G0017MOS + GraVO­ d6­C8beCín17.7 + G.717e1.7 ­ 4 ou 5 pitadas de cada (cerca de 10 g de cada planta) em maceração em 1 litro de vinho branco + 113 de boa aguardente. ­ Deixar 3 dias esta mistura em “digestão”, ao abrigo da luz (cave, armários)  dentro de uma frasco tapado. Aquecer em seguida a mistura (retirando primeiro a rolha do frasco) em banho­maria durante  uma meia hora. Filtrar e conservar. Esta água, comparável à célebre receita da  “Rainha da Hungria”, para além de combater a prisão de ventre, era prescrita  contra a epilepsia, a apoplexia, os vapores e a insuficiência urinária. Toma­se  cerca de 1 colher, de sopa, de manhã em jejum, diluída num copo de água. 2    Hipócrates e Dioscórides recomendavam a seguinte fórmula: 3 boas pitadas de sabugueiro para 1 copo de vinho branco (aquecer em banho­ maria). Purgante potente. CONSELHOS Ver também: ­ O endurecimento e andar de pés descalços na erva húmida (p. 132) ­ Passeios a pé, actividades físicas, exercícios ao ar livre, etc. (p. 133).  ­Cinturão de Neptuno (p. 148). 526

Próstata Próstata A inflamação da próstata pode ter diversas origens, tais como uma inflamação da garganta, dos ouvidos ou um abcesso nos dentes. Traduz­se por  dificuldades de micção (com desejo frequente), evacuação dolorosa e ejaculação  difícil. Surge geralmente com a idade. Diagnóstico médico indispensável. A homeopatia preconiza Mercurius cor, Apis  mel, Hepar su@f, geralmente a 5 ou 15 CH. Ver eventualmente Prisão de ventre (p. 522), Incontinência urinária (p. 444). DM901 W., *                        rante 1 minuto e deixar em infuBétula ­ cipreste ­  BIStort.7        são durante 10 minutos. ­ UrZ& ­ AlqUOqUO171&              ­ 3 vezes por dia, durante 8 dias. * 1 a 2  drageias de cada, 1 vez ao          ­ Alternando com: dia.                                              Raínha­dos­pr.7dos + Pé­de~ *  Alternando de 8 em 8 dias com:                    ­1&ã o + VerónIca , Grarna R.7íning­aos­ptados ­ Pé­do­       ­ 1 pitada de cada planta para 1 ­/&ão ­  Veróníc8 ­ Grama             chávena de á gua. Ferver du­ * 1 ou 2 drageias de  cada, 1 vez              rante 1 minuto e deixar em infuao dia.  são durante 10 minutos. Váriffia ~rma ^r                            ­ 3 vezes ao dia. p Eleuterococo ou Gíns&ng (wrmoffio de preferêncía) 6 drageias por dia durante períodos de 4 a 6 semanas. Altemadamente, curas de: Própolis 3 drageias por dia, durante um período de 3 a 4 semanas. ou Infuj9J0 *

Bétula + CIprest,­ + Bístorta + Urze + Alquequenje 1 pitada de cada planta para 1 chávena de água. Ferver duóIOM OSSOMISIS 1@@ TUI.7 2 gotas, 3 vezes ao dia (sob receita médica). Ou: Murla ­ 2 gotas, 3 vezes ao dia. 0817h05 dO OSSOMO * Mornos, 2 vezes ao dia, com massagem do baixo­ventre. 527

Próstata 8017h05 de vapar * 2 por semana, seguidos de fricções frescas. OUChes e affisões * Das coxas e dos joelhos, todos os dias, com massagem do ventre e do baixo­ ventre. Afusão rectal morna. CilIffi~ dr& NO~170* 2 vezes por semana. Roce~ RoteI~Ut~ Cloreto de magnésio 1 saco de 20 g dissolvido em 1 litro de água de Mont Rouscous, ou Volvic. A  mistura deve, de preferência, ser feita numa garrafa de vidro. ­ Tomar 314 de copo, de manhã, em jejum. Salvo em caso de Insuficléncia renal. Mistura das seguintes plantas, em Infusão: Fr&ixo, Bétu127, Agr~17ia, Alquequenle * 15 g para 1 litro de água. * Tomar 2 ou  3 chávenas por dia. “.?/V.? (flores) * 20 g por litro de água. Ferver e deixar em infusão durante 10  minutos. * Tomar 2 ou 3 chávenas por dia. * Acção descongestionante. urze * 20 g por litro de água. Ferver e deixar em infusão durante 10 minutos. * Tomar  2 chávenas por dia. E QUAN70 AO ~ PALMEM? Trata­se, do Solonos re~ (Bartel) Smali, da família Ar~c~. É uma plante  alimentar bem conhecida dos índios. É também utilizada para aromatizar a  aguardente o é uma espécie de melífèra. Há muito tempo que se atribui às suas  folhas um poder antitumoral, rejuvenescedor, tónico, diurético e sedativo.  Verificou­se que tem uma acçã o sobre a próstata, mas também em casos de  atrofias tissulares e em inúmeras patologias femininas. Além disso, seria também 

afrodisíaca. No século xix os colonos americanos utilizavam­na para tratar as

Próstata úlceras, as bronquites crónicas e a asma. Verificaram­se bons resultados no  tratamento da diabetes. Os índios eram muito prudentes na sua utilização,  usando­a sobretudo para tratar a disenteria e as doenças de estômago. As  investigações modernas confirmam a sua acção estrogénica. Devido às suas  múltiplas aplicações e pelo seu carácter hormonal (presença de esteróis) e  segundo a opinião da Food and Drug AdmínIstraíion, que a classificou como an  17erb of undeli'~safety (planta cuja inocuidade não é garantida), podemos  considerar esta planta anticancerígena, realçando que é utilizada sobretudo para  perturbações da próstata e cistite crónica. A sua prescrição deve contudo ser  reservada a terapoutas competentes na matéria. AlIMOft~O * Vigie particularmente a qualidade dos alimentos. Contra­indicações: álcool, vinho, cerveja, aperitivos (vinho branco, champanhe),  charcutaria, enchidos, caça, carnes gordas, pratos com molhos, conservas, peixes  gordos (salmão, arenque, carapau, sardinha), queijos fortes, etc. Alimentos privilegiados: alho, cebola, morangos, frutos maduros, laranjas,  limões, toranjas, cerefólio, salsa, tomates, cenouras, pêssegos, alperces,  cerejas, cereais integrais, as sementes e o óleo de abóbora, etc. jejum 1 dia por semana. Cura de fruta (morangos, laranjas, toranjas, uvas). CONSELHOS Endurecimento: andar de pés descalços na erva húmida (ver p. 132). Exercícios  risicos, sem excesso. Exercícios respiratórios (ver p. 137). 529

Prurido Prurido O prurido aparece na pele formando pequenos nódulos e dá comichão. Pode atingir as  mãos, os dedos, os braç os, as articulações, o coro cabeludo, os órgãos genitais, o ânus, o nariz, os ouvidos, etc. Eliminar: a roupa demasiado apertada, a roupa de fibras sintéticas, sobretudo a  que fica em contacto directo com a pele. Prefira roupas amplas, de fibra  natural. Ver também Impigens (p. 438) e Alergias (p. 207). ÁO/2901 ‘15 * Bétul.7 ­ Fuináría ­ Énu127­campana ­ Amor­perf&íto 1 ou 2 drageias de cada, 1 vez ao dia. ou Bétula + Fumária + Énul&­campana + Amor­perfelto 1 pitada de cada planta para meio litro de água. Tomar 3 ou 4 chávenas por dia.  Alternando, semana sim semana não, com drageias de: Própolís ­ Fucus vesículosus 3 drageias de cada, 1 vez ao dia. ól~ OSSOMISIS ZíMbro 2 gotas, 3 vezes ao dia. ÁRIMIOS dO OSSOIMO * Frios ou banhos de assento com fricções. 2 ou 3 vezes por semana. Duchos o Ofusões * Diários, das coxas e dos braços, alternando com uma afusão superior. Maillot 314  prepara­se como uma camisa de “flores de feno” humedecida em água morna, que  deve ser conservada, se for suportável, até completa evaporação.

3 vezes por semana. Aliffielmoção Evitar todos os excessos, álcool, cerveja, charcutaria, excesso de sal.  Alimentos privilegiados: levedura de cerveja, legumes verdes, cenoura,  framboesa, limão, laranja, toranja, couve, aipo, salsa, agrião, cebola,  morangos, uvas. 530

Psoríase Agrião macerado toda a noite em iogurte teria a propriedade de curar as doenças  da pele (segundo o Dr. Chomel). JOJI/M  * 1 dia por mês. Cura de fruta. Psoriase A psoríase assemelha­se a uma impigem escamosa. Formam­se na pele camadas cómeas  secas, de cores diferentes, que podem atingir várias partes do corpo: o couro  cabeludo, o nariz, as orelhas, as mãos, etc. Pode dar comichão mais ou menos  violenta. Ver tambem Alergias (p. 207), Eczema (p. 372), Pele (p. 504). DIS vol 465 * Lavanda ­ Escabiosa ­ Fumária ­ labaÇa ­ G17rdo­bento 1 drageia de cada por dia durante 10 dia. Repetir se necessário. ou Infus#O * Lav.Inâ? + EscabíOsa :3@@j + Fumáría + Labaça + Gqrdo­bento 1 pitada de cada planta para 1 chávena de água. Ferver e deixar em infusão  durante 10 minutos. Tomar 3 ou 4 chávenas por dia. ó1805 O~017C1015* IVI?Ado 2 gotas, 3 vezes ao dia. COMPIOSMS * Em aplicaçáo externa, compressas com infusões de:

Énula­campana ­ EscaNOS8 * 10 g de cada planta para 1 litro de água. Ferver durante 2 minutos e deixar em  infusão durante 10 minutos. * Aplicar em compressas 2 ou 3 vezes por dia (acalma a comichão). ÁgW/7/705 dO .85S01M0* Mornos, frescos ou com fricções, 3 vezes por semana. 531

Psoríase Banhos de vapor 1 ou 2 por semana. *Dos braços, das coxas e dos joelhos, todos os dias. *Afusões fulgurantes, 2 vezes por semana. *Afusão rectal. MIMulgo de Noptuno * Maillots completos, seguidos de uma fricção morna. 3 vezes por semana. AlimenIaç#o * Uma alimentação com tendência vegetariana é indispensável. Evitar: álcool,  cerveja, vinho, charcutaria, carnes gordas, gorduras animais, caça, pratos com  molhos, manteiga cozinhada, fritos, maionese, conservas, açúcar, sal, etc.  Alimentos privilegiados: cenouras, laranjas, limões, toranjas, uvas, mirtilos,  salsa, tomates, groselhas, couves, cebolas, cássis, etc. jejum 1 dia ou 2 por semana. Cura de fruta. CONSELHOS ­ Banhos de ar livre e de sol (ver p. 15 1). ­Exercícios respiratórios (ver p.  137). 532

Q@R ­ Queimaduras ­ Raquitismo ­ Reconstituição (após fadiga ou doença prolongada) ­ Resfriamentos ­ Reumatismos ­ Rins ­ Rouquidão ­ Rugas

Queimaduras Queimaduras O Dr. Bilz preconizava mergulhar a parte queimada em água morna e depois fria, até  ao total desaparecimento da dor. (0 que podia demorar várias horas.) Quando as  partes queimadas não podiam ser mergulhadas em água, deviam então ser lavadas e  cobertas por compressas muito húmidas, regularmente mudadas. Para além das aplicações de água: aplicar uma batata crua ralada ou uma clara de  ovo. Para o padre Kneipp, o melhor remédio consiste em aplicar chucrute fresca e, de  meia em meia hora, aplicar argila misturada com água. Neste caso, a argila  diluída em água forma um líquido argiloso. Seguem­se algumas receitas que deram provas: ­Cebola esmagada com um pouco de  sal, aplicada sobre as queimaduras recentes, acalma as dores e impede a formação  de bolhas (segundo Chomel). ­Verbasco­branco em infusão aplicado em compressas (segundo Tragus). ­Azeite misturado com vinho tinto produz um bálsamo adequado às queimaduras  (Bálsamo do evangelho ou do samaritano). ­Camomila em infusão aplicada em compressas. ­Couve crua bem esmagada aplicada  e coberta por uma cataplasma de argila. Queimaduras do sol O sol é uma das causas mais frequentes das queimaduras. O abuso do sol é nocivo  e é responsável de inúmeras doenças da pele. Para além disso, predispõe a certas  formas de cancro, de doenças pulmonares, etc. Queimaduras solares ­Aplicação de óleo de amêndoas­doces adicionado de algumas gotas de essência de  lavanda. ­ Banhos de água fresca frequentes. ­ Alimentação fresca. Como é óbvio as queimaduras graves devem ser tratadas em 

centros hospitalares. 534

Queimaduras Queimaduras ligeiras e golpes de sol Recoltás fitoteMpêut­1c85 Altoía­ofIcínal * Compressas: 10 g de raízes (eventualmente de folhas), para 1 litro de água fria. Deixar macerar cerca de 7 horas e utilizar o líquido para  fazer compressas. Azeíte * Acrescentar uma clara de ovo a 20 ml de azeite e besuntar a parte queimada. * ou o “bãlsamo do samarftno”, que se prepara da seguinte maneira: azeite misturado com vinho ao que se junta  uma clara de ovo (facultativo). (Os papiros de Ebers já mencionavam a utilização  do azeite contra as rugas. Também é eficaz contra os eczemas (em fricções). Batata * Tubérculos ralados, aplicados em cataplasma. Carvalho­comum * Casca preparada como para as anginas (ver p. 233) As galhas que se formam na folha do carvalho ao ser picada  por insectos (que utilizam a folha para pôr os ovos) são muito ricas em taninos  e são por isso muito eficazes para as feridas sanguinolentas, para as  queimaduras e para as dermatites. Antigamente, eram utilizadas para produzir taninos e, na Idade Média, até para  preparar tintas. ceb0127s * Utilizar a polpa de cebolas cruas em cataplasmas (doloroso mais eficaz). clavo­de­defunto * Utiliza­se para fazer pensos em pequenas ulcerações. Em certos países esta planta é utilizada também para 

colorir a manteiga e alterar o aspecto do açafrão. Erva­benta­comum * 10 g do rizoma em infusão em 1 litro de água a ferver. * Utiliza­se fria, para lavagens. * A raiz também serve, em alguns países nórdicos, para aromatizar a cerveja. Marmeleíro­comum * Compressas: 20 g de sementes para 1 litro de água fria (deixar macerar durante  24 horas). * Utilizar o produto gelatinoso liberto pelas sementes aplicado em compressas. * São provavelmente as maçãs de ouro do jardim das Hespérides. Tor,770ntílha * Decocção de 20 g do rizoma (5 a 10 minutos) em 1 litro de água. * Aplicar em banhos ou compressas. Ulmelro­COMUM ou de M0,7tan17.7 * Infusão: 20 g de planta em 1 litro de água. * Aplica­se em banhos. 535

Raquitismo Raquitismo O raquitismo caracteriza­se por um atraso no crescimento e manifesta­se por:  ventre inchado, palidez, preguiça, dificuldades motoras, gritos e queixumes,  deformação do esqueleto, sensibilidades corporais e diarreia. D ‘wffoias * G.7v.711n17.7 ­ I úPU10 ­ ÉMIa­campana ­ Angélica 2 de   cada, 1 vez ao dia. OU IMUSãO * Cav.711n17a + Lúpulo ­k Énu127­C.7~17.7 + Angélica 1 pitada de cada planta para meio litro de água. Ferver e deixar em infusão  durante 5 a 10 minutos. Tomar 3 ou 4 chávenas ao dia. ó10OS OSSOMA1IS Menta & MOSC.7da 2 gotas, 3 vezes ao dia, alternando entre os dois. COMPIOSMOS* Envolvimentos em M.IfflotS 314 (conselhos do Dr. Biiz). Massagem do corpo, suave  e prolongada, com óleo de amándoas­doces, todos os dias. Áganhos * Cuidados diários da pele por meio de banhos frequentes mornos a 350C. ÁoUches e afusões * Das coxas, dos braços e do corpo todo. Affine17Mçjo * Deve ser saudável e variada. Alimentos privilegiados: trigo integral sob todas  as formas, sopa, papas de aveia, fruta fresca, toranja, laranjas, tangerinas,  groselhas, maçãs, peras, uvas, levedura de cerveja, germe de trigo, azeitonas,  alho, cebolas, cenouras, beterrabas, couves, legumes verdes, saladas, aipo,  salsa, sumos de frutos. CONSELHOS

­Banhos de ar livre e de sol. ­Estada na montanha aconselhada. ­ Exercícios risicos. 536

Reconstítuição (após fadiga ou doença prolongada) 1 Resfriamentos Reconstituição (após fadiga ou doença prolongada) Receltas lf MOMI~Uticas 1mperatór1à * Maceração durante 12 horas de 20 g de rizoma em meio litro de água fria. * Tomar 1 a 3 chávenas por dia, fora das refeições. Amoreíra­branc.7 & AmoreIr.7­Pret­7 (Receita da medicina popular grega). ­ 200 g de casca de amoreira, 50 g de quinquina, 100 g de açúcar de cana (ou o equivalente de xarope de bordo ou de  mel) e meio litro de vinho tinto de boa qualidade (Bordéus) Deixar macerar  durante 2 dias e beber um copo, de licor, todos os dias, antes das refeições. Se170­grãO Tomar o equivalente a 1 colher de sopa desta planta fresca moída, durante a  refeição, 1 vez ao dia. Resfriamentos v r também Gripe (p. 420). I R~Itos fl! fitotelwpdutlcos AzevInho Tisana: 20 g de folhas em 1 litro de água fria. Ferver durante 15 minutos e  deixar em infusão durante 10 minutos. Beber 2 ou 3 chávenas por dia. Esta planta  foi utilizada por Alberto, o Grand&. CorlIna

* 20 g de raiz em 1 litro de água fria. Ferver durante 4 ou 5 minutos e deixar  em infusão durante 15 minutos. * Tomar 2 ou 3 chávenas por dia. * As cabeças de carlina podem ser  consumidas tal como as folhas de alcachofra. Erva­de­são­joão (de foffias red017das b~0177 C178,7717d8 537

Reumatismos Vuln erària ­dos ­inonges ­de ­ _chartres) Em infusão ou tintura­mãe: 20 g para  1 litro de água. Ferver durante 1 minuto e deixar em infusão durante 10 minutos.  Tomar 2 ou 3 chávenas por dia. Esta planta faz parte da composiçao do célebre  licor dos monges de Chartres. O desenvolvimento desta espécie na serra de  Chartreuse fez supor a certos naturistas que ali teria sido introduzida, no  passado, pelos monges de Chartres. R.?in17a­dos­prados 10 g de flores para meio litro de água a ferver. Deixar em infusão durante 10  minutos. Beber 2 ou 3 chávenas ao dia. sabugueiro * 20 g de flores em meio litro de água a ferver. Deixar em infusão  durante 10 minutos. * Tomar 2 ou 3 chávenas por dia. Salgueiro­branco * Tisana da casca: 20 g para 1 litro de água. Ferver durante 3  minutos e deixar em infusão durante 10 minutos. * Tomar 2 ou 3 chávenas por dia. T1118 * 10 g de flores para 1 litro de água a ferver. Deixar em infusão durante  10 minutos. * Tomar 3 ou 4 chávenas por dia. VíOleta­aromática * 15 g de planta em 1 litro de água fria. Deixar em infusão. *  Tomar 2 ou 3 chávenas por dia. Reumatismos V r também Artrites (p. 245), Dores (p. 369), Alergias (p. 207). Os reumatismos  podem afectar diversas partes do corpo e produzir diversos sintomas: dores,  membros rígidos, articulações inchadas, deformações, impotência, etc. As causas e origens possíveis são inúmeras (clima, alimentação, etc.). o Á0/w901 ‘es * Glest.? ­ Salsaparr1117a ­ Buxo ­ Betóníca 1 ou 2 drageias, 1 vez ao dia. Cura na Primavera o no Outono: Harpagofito ­ Fucus vosiculosus ­ cápsulas de On.7gra

2 drageias de cada, durante 3 a 4 semanas. ou Infi/são * Gíest,9 ­ Salsaparríffia ­ Buxo ­ Betónica 1 pitada de cada planta para 1 538

Reumatismos chávena de água. Ferver durante 3 minutos e deixar em infusão durante 15  minutos. Tomar 3 ou 4 chávenas por dia. óleos essenciais sétula * 1 a 3 gotas, 2 ou 3 vezes ao dia. M.OSSOgOM * Suaves, com a mistura do Dr. Chomei: * Para meio litro de azeite deitar 30 g de er~~­João + 30 cabeças de camomila. Deixar macerar durante 8 a 10 dias  ao sol ou perto de uma fonte de calor. Para acelerar a preparação, aquecer a  mistura em banho­maria durante 30 a 40 minutos; depois, filtrar. * Este  linimento mistura­se em partes iguais com álcool canforado. ÁMO/7h05 * * Banhos quentes de algas. * 2 ou 3 vezes por semana. L.avapens * * Com uma infusão de carnornila: 10 cabeças de camomila para meio litro de água. Ferver durante 1 minuto e deixar  em infusão durante 10 minutos. Fazer a lavagem com uma “pêra” e conservar durante cerca de 20 minutos, se  possível. 8617h05 dO V,?~r * * De 30 a 60 minutos. * 3 ou 4 vezes por semana. C117~ dO NO.Offil70 Envolvimentos húmidos. Recoltis lf fitoffimpêuticas Abeto

* Nos casos de reumatismo, lumbago e tosse crónica, os habitantes dos Alpes  utilizam cataplasmas compostas de ‘13 de resina e 213 de cera virgem (esta  mistura estende­se sobre um pano). Alqu&qUenjo (Erva­n~ * Utilizar em decocção: 60 g de frutos secos para 1 litro de água. Ferver durante 10 minutos e deixar em infusão  durante 20 minutos. Filtrar. * Beber 2 ou 3 chávenas por dia. Bétula­branca * Deitar 1 litro de água a ferver sobre 20 g de folhas cortadas e deixar em infusão durante 20 minutos. * Beber 3 chávenas por dia, entre as refeições. 539

Reumatismos Gássiã *Infusão de 50 g de folhas secas num litro de água a ferver. Deixar em infusão durante 20 minutos. *Beber 3 ou 4 chávenas por dia. *Pode­se associar a folhas de freixo. *As folhas frescas têm pequenas glandes, na face interior, que podem ser utilizadas para aliviar as dores  provocadas por picadas de insectos. Dente­de­leão *Infusão de 20 g de raiz num copo de água fria. Ferver durante 2 minutos e deixar em infusão durante 15 minutos. Ergos *As folhas frescas são utilizadas como cataplasmas. *Deixar macerar em água fria durante 12 horas. *Aplicar a preparação com a ajuda de uma compressa na zona dorida e conservá­la  de 20 minutos a 1 hora. Repetir 2 vezes por dia. FreIxo­M.717á *Infusão: 30 g de folhas num litro de água fria. Deixar ferver e de infusão durante 20 minutos. *Beber 2 ou 3 chávenas por dia, entre as refeições. Gramíní.?­adorante ­Em cataplasmas e banhos: 10 g

de planta para 1 litro de água. * Beber 2 ou 3 chávenas por dia. Harpagoa/7ytum ou Griffo ou diablo * Infusão de 10 g de planta em meio litro de água fria. Ferver durante 1 minuto e deixar em infusão durante 12  horas. * Tomar 3 chávenas ao longo do dia, todos os dias, durante 1 mês. mostarda­preta * Cataplasma de uma pasta feita de 150 g de grãos e meia chávena de água morna. Pode também utilizar­se uma  mistura de mostarda e de linhaça para preparar estas cataplasmas. Moxa (devo ser p~esdo ~ OS~IIIII~O * Uma espécie próxima da artemísia vulgar serve para preparar as moxas, com as  quais os Chineses e os Japoneses fazem os cones ou charutos que queimam sobre  as partes do corpo afectadas pela gota e pelos reumatismos. PIMento­ vorme117o * Tintura­mãe: fazer fricções com um tampão embebido nesta tintura. * Eficaz também contra as nevralgias. 540

Reumatismos *Tomar 2 chávenas todos os dias. ROdOd&17drO *0 cogumelo Exobasídium ffiododendrí é um parasita do rododendro. Esta planta,  atacada pelo cogumelo, forma galhas. Estas galhas servem para fazer uma  preparação anti­reumatismal. *Nas regiões alpinas maceram­se em óleo de sementes de Prunus bi­íganti.?ca. Tem o mesmo nome e as mesmas  propriedades que a gordura de marmota. Utiliza­se em fricções. *0 rododendro também foi utilizado no passado sob a forma de uma infusão das  folhas para tratar as ciáticas e as artrites, mas a sua toxicidade dosaconselha  a sua utilização. sa/s.? *Infusão de 10 g de folhas cortadas ou de 10 g de raiz cortada para meio litro  de água a ferver. Ferver durante 1 minuto e deixar em infusão durante 10  minutos. *Tomar 2 ou 3 chávenas por dia. Tuía *As cataplasmas das folhas (também utilizadas contra as verrugas). Esta planta, originária da China, foi utilizada no passado como planta abortiva e vermífuga. Para alguns, é uma planta 11 mística”, porque na China esta espécie foi plantada para decorar os túmulos  imperiais e os templos budistas. * Ainda se encontram espécimes de grandes dimensões. A espécie americana, T17ujaplicata, foi uma das primeiras  árvores introduzidas na Europa (século xvi) e é utilizada pelos índios na construção dos totens. ATENÇÃO1 Esta planta é ligeiramente t6xica em uso Intemo. UIMárIa * Infusão das flores: 20 g para 1

litro de água. Ferver durante 2 minutos e deixar em infusão durante 20 minutos. * Tomar 2 ou 3 chávenas por dia. Urt19.7 * Decocção de 20 g de folhas em meio litro de água. Ferver durante 1 minuto. * Tomar 2 a 4 chávenas por dia. * Também se utiliza para a gota. UrtIga­­W_2717d0 * Infusão de 20 g de planta em 1 litro de água a ferver. Deixar em infusão durante 15 minutos. * Tomar 2 chávenas por dia. LIva,7n7erIcan.7 * Fazer uma decocção da raiz: 541

Reumatismos 10 g por litro de água. Ferver durante 10 minutos e deixar em infusão durante 20  minutos. Tomar 2 chávenas por dia. ZIMbro Em tisana, como para a falta de apetite (p. 237). .4111n01MOÇãO Alimentação de tendência vegetariana. Combater imperativamente o excesso de  peso. Evitar: todos os excessos alimentares, álcool, vinho, cerveja, aperitivos,  café, chá, chocolate, açúcar, pastelaria, charcutaria, enchidos, caça, carnes vermelhas, conservas, queijos fortes, lacticínios, pratos  com molhos, maionese, a cozinha rica confeccionada com manteiga, etc. Alimentos  privilegiados: alho, cebola, salsa, estragão, funcho, toranja, limão,  alcachofra, dente­de­leão, cerejas, uvas, alhos­porros, couves, tomates,  groselhas, aipo, legumes verdes, cenouras, etc. jejum É especialmente indicado, 1 ou 2 dias por semana. Cura de fruta, de legumes crus, 1 dia por semana. RECEI7AS ANnevis úrEIs Decocção de dente­de­leão: 20 g de folhas e raizes de dente­de­leão para 1 litro  de água. Ferver durante 10 minutos e deixar em infusão durante 20 minutos.  Misturar em partes iguais com leite. Tomar 1 chávena de manhã e outra à noite.  Um saquinho de aveia fervido em vinho tinto aplicado na parte dolorosa acalma e  alivia as dores reumatismais (Dr. Chornel). 542

Rins R o ins v   r Cálculos urinários (p. 276), Lombalgias (p. 415), Nefrites (p. 473). ROCOMOS lf fitoteIspêuticas Ananás * Infusão: cortar a pele de 1 ananás e fervê­la em 1 litro de água durante 5  minutos. Deixarem infusão durante meia hora. * Beber 3 chávenas por dia. 07à­de:Iáva * Infusão de 20 g de planta num copo de água a ferver. Deixar em infusão durante 15 minutos. * Tomar 2 chávenas todos os dias. Herniola­comum * Infusão: 15 g de planta num copo de água quente, durante 15 minutos. * Tomar 3 chávenas por dia. VírgáUr­­a * 30 g de planta em meio litro de água fria. Ferver e deixar em infusão durante 5 minutos. * Tomar 3 chávenas por dia. PlZIMOS dlUMtICWSPSrâ .8 rOtOflÇãO dO W117.8 paríetáría * 20 g para 1 litro de água. Ferver durante 1 minuto e deixar em infusão durante 15 minutos. * Tomar 2 ou 3 chávenas por dia. * Para além da sua utilização

motivada pela acção diurética (e também emoliente e refrescante), foi utilizada  para limpar os copos que torna brilhantes, e é daí que retira o seu nome: “erva  das garrafas”. É também uma excelente fonte de potássio. Resta­boi­&Spinhosa * Infusão: 20 g de raiz em 1 litro de água fria. Ferver durante 10 minutos e deixar em infusão durante 5 minutos. * Tomar 3 chávenas por dia. Várbené? (Antigamente utilizava­se o nome de verbena para outra planta: a Verbena  offícin.?1í@. * Infusão ou licor: 1 lítro de álcool a 701 + folhas de Verbena de tamanho MédIO + casca de 1 zímão + 1 kg de açúcar de cana ou o equIv.71ente do mel ou de xarope de bordo * Deixa­se macerar durante 1 mês e filtra­se. * Tomar 1 ou 2 pequenos copos de licor por dia, antes das refeições. 543

Rouquidão Rouquidão p ode ser variável e chegar até à ausência total de voz. Ver Anginas, p. 234. Infusão Alpo Em infusão­ 3 ou 4 ramos de aipo para 1’ litro de água. Ferver  durante 10 minutos e deixar em infusão durante 20 minutos. Tomar 4 ou 5 chávenas  mornas por dia. Tragus curava as extinções de voz com esta preparação. Passas de uvis (Coríntos) 4 a 6 pitadas para 1 chávena. Ferver e filtrar (as passas podem sem consumidas  depois), acrescentar meio limão e adoçar com mel. Tomar 2 ou 3 chávenas por dia. Tomíl17o 10 a 15 g de planta para 1 litro de água. Ferver durante 3 minutos e deixar em  infusão durante 10 minutos. Tomar 2 a 4 chávenas por dia (adoçar eventualmente com mel). Para o Dr. Chomei, beber aveia fervida com leite (consome­se como se fosse uma  sopa) é um remédio maravilhoso contra a rouquidão. Nabo