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Trabalho Doenças Providas da Siderugia

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Doenças Provindas de Empresas Siderúrgicas: SILICOSE

No Brasil, as doenças profissionais e os acidentes de trabalho constituem um grande problema de saúde pública. A silicose é a mais antiga e grave doença ocupacional conhecida, ocorre em indivíduos que inalaram pó de sílica durante muitos anos. A sílica é o principal constituinte da areia, e, por essa razão, a exposição a essa substância é comum entre os trabalhadores de mineração, os cortadores de arenito e de granito, os operários de fundições e os ceramistas. Normalmente, os sintomas manifestam-se somente após vinte a trinta anos de exposição ao pó. No entanto, em ocupações que envolvem a utilização de jatos de areia, a escavação de túneis e a produção de sabões abrasivos, que produzem em quantidades elevadas de pó de sílica, os sintomas podem ocorrer em menos de dez anos. Existem históricos registrados, a cerca de dois mil anos, do uso demáscaras por trabalhadores que buscavam proteção contra as poeiras de sílicas consideradas perigosas, foi observado que a mistura da poeira com o ar, ocasionava um comprometimento pulmonar. Assim, umidificação e ventilação no interior das minas diminuem a quantidade de poeira no ar, reconhecida como causas de doenças pulmonares, sendo comum em certas minas a tosse e dispnéia. Para BRASIL(1978) ³As operações de perfuração ou corte devem ser realizados por processos umidificados para evitar a dispersão da poeira no ambiente de trabalho´. Conforme a segurança e saúde ocupacional na mineração. Atualmente em países desenvolvidos, a legislação inclui severas regras de profilaxia atuando com fiscalização, as pneumoconioses mais estudadas são as dos minérios de carvão, principalmente na diminuição do teor de poeiras respiráveis.

Nestes ambientes são encontradas inúmeras substâncias ou produtos presentes destacando-se o cimento, a borracha, as madeiras, os derivados de petróleo, as resinas epóxi, o cromo e o níquel. Com aplicação de princípios de proteção respiratória e controles de medicina do trabalho podem reduzir esses riscos. É importante que haja avaliação do serviço de engenharia, segurança e medicina do trabalho (SESMT), determinando o grau de risco e os tipos de equipamentos de proteção individual (EPI) que o trabalhador necessita para cada local e função que ele venha exercer. Fazer o controle periódico da saúde do trabalhador, para realizar o remanejamento do mesmo se houver necessidade. Proporcionar treinamento quanto ao uso de EPI e salientar sua importância,³todo dispositivo ou produto, de uso individual utilizado pelo trabalhador, destinado à proteção de riscos suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde do trabalho´ (BRASIL, 1978). Estas ações seguramente requerem um trabalho multidisciplinar com intenso envolvimento do SESMT, para obter êxito operacional. Para Haag (2001, p.20) ³Aplicar os conhecimentos da engenharia de segurança e da medicina do trabalho e a todos os seus componentes, inclusive máquinas e equipamentos, visando eliminar ou reduzir os riscos à saúde do trabalhador´. Esta pesquisa tem por finalidade trazer mais informações sobre a silicose para profissionais de saúde, doença pulmonar ocupacional no trabalhador de mineração, a metodologia adotada foi à abordagem de pesquisa bibliográfica em revista, artigos, literaturas especializada na área e normas regulamentadoras (NR).

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
A silicose livre é resultante da exposição do quartzo especialmente nas minerações subterrâneas. A sílica livre pode ocorrer nas indústrias extrativas de minerais, britagem, moagem, lapidação, nas indústrias de transformação (cerâmicas, fundições, vidro, sabões, abrasivos, marmorarias), e em algumas atividades como os protéticos, jateadores de areia, trabalhos com rebocos ou esmeril de pedra, escavação de túneis, cavadores de poços e artistas plásticos com atividades de artesanato. Entre as patologias pulmonares relacionadas ao trabalho destaca-se a pneumoconiose dos trabalhadores do carvão, a asbestose provocada pela exposição ao amianto, a asma ocupacional, a bronquite crônica e o câncer de pulmão. A sílica cristalina é extremamente tóxica para o macrófago alveolar, devido as suas propriedades de superfície que levam a lise celular. Segundo Lemle (1994, p.168) ³a repercussão funcional pode ser mínima ou nula, de modo que pode haver alterações radiológicas significativas sem grande repercussão clínico-funcional. Um bom exemplo é a silicose, em seus estágios iniciais´.

são produzidas lesões nodulares por todo o pulmão. e o exame físico a maioria das vezes. os pacientes costumam ser assintomáticos ou apresentar sintomas que são precedidos pelas alterações radiológicas. este tipo de silicose pode ser observado nas indústrias de cerâmica. na avaliação da doença profissional a investigação radiológica é muito importante. que predominam nos terços superiores dos pulmões. porém seu desenvolvimento ocorre em estágios mais iniciais. data. como a formação de conglomerados e fibrose maciça. junto com o médico em local especifico. é a mais comum. respondido pelo indivíduo. constando um questionário objetivo. e com a persistência da exposição este acúmulo resultará na perda de elasticidade do pulmão e a respiração exige um maior esforço. os nódulos podem coalescer formando conglomerados maiores e substituindo o parênquima pulmonar por fibrose colágena. e ocorre após longo tempo do inicio da exposição. como prova de que ele realmente respondeu estas questões conforme a norma regulamentadora número sete (NR 7) Subitem 7. É caracterizada pela presença de pequenos nódulos difusos. semelhantes aos da forma crônica.4. são inaladas. com a progressão da doença.3 com redação dada pela Portaria número 8. espirometria. CLASSIFICAÇÃO DA SILICOSE Silicose crônica e também conhecida como forma nodular simples. que apresentam propriedades fibrogênicas.458) ³Quando as partículas de sílica. qual o equipamento de proteção individual (EPI) usado. constituindo parâmetros na documentação epidemiológica. com componente inflamatório intersticial intenso e descamação celular nos alvéolos. a repetição deste processo acaba provocando o endurecimento e ocasionando uma pequena formação de nódulos no tecido pulmonar. esta silicose e observada em cavadores de poços. com a identificação. a níveis relativamente baixos de poeira. Com o passar do tempo e a exposição contínua. que pode variar de dez a vinte anos. local de trabalho (atual e anterior) material ao qual está exposto. de 8-5-1996. sendo consideradas um corpo estranho no organismo. menores que um centímetro de diâmetro. As micro-partículas de sílica conseguem ultrapassar as paredes dos alvéolos. Os sintomas respiratórios costumam ser precoces e limitantes. os nódulos aumentam e coalescem´. com grande potencial de evolução para a forma complicada da doença. Exames complementares como Raio X de tórax com PA (Póstero Anterior). A histologia mostra nódulos com camadas concêntricas de colágeno e presença de estruturas polarizadas a luz. Silicose acelerada ou subaguda é caracterizada por apresentar alterações radiológicas mais precoces. normalmente após cinco a dez anos do inicio da exposição. então estas partículas com diâmetro inferior a dez micra atingem o interior do pulmão provocando uma reação dos tecidos de caráter inflamatório com cicatrização posterior. não mostra alterações significativas no aparelho respiratório.4. . é importante também que ele assine esta anamnese. A dispnéia aos esforços é o principal sintoma. tempo de exposição.De acordo com Brunner & Suddarth (1998. INVESTIGAÇÃO DA DOENÇA A investigação da doença pulmonar deve ocorrer em duas abordagens: Anamnese: Exames clínicos. Um raio X de tórax anormal é aceito como evidência legal. p. encontra-se nódulos silicóticos.

por períodos que podem variar de meses a anos. O espessamento e placas pleurais são os achados mais comuns radiologicamente. no meio da fibrose. pode também se desenvolver ate trinta anos mais tarde. que segue de uma alveolite descamativa e espessamento das paredes alveolares e obliteração de alvéolos por feixes de colágeno. o risco vai desde a extração. lonas de freio de carro. a crisotila (asbesto branco). também contendo placas de fibrose pleural. têxteis. dor torácica do tipo ventilatório dependente é relatada. são visíveis em 50% dos casos. crocidolita (asbesto azul) e amosita (asbesto marrom). ASBESTOSE A asbestose é a cicatrização disseminada do tecido pulmonar causada pela aspiração de pó de asbesto (amianto). hitológicamente é representada pela proteinose alveolar associada a infiltrado inflamatório intersticial. ocorre tosse seca e comprometimento do estado geral. mesmo na ausência de tumor a dispnéia e tosse improdutiva surgem. supõe-se que a fibra de asbesto é inalada e penetram no parênquima pulmonar desencadeando um edema das células alveolares. seguem o padrão reticular e costuma iniciar pelas metades inferiores dos pulmões. estertores subcrepitantes finos de bases pulmonares podem ser auscultados em estágios mais avançados. são muito resistente à destruição a agentes químicos e físicos. isolantes. produção de expectoração e dispnéia. p. São usados na construção civil. o padrão radiológico é bem diferente das outras formas. tintas. Ao exame físico auscultam-se crepitações difusas. A dispnéia pode ser incapacitante. sendo representados por infiltrações alveolares difusas e progressivas. aparecem como fibras de coloração marrom ou negra. O mecanismo de lesão não é bem conhecido. esta forma ocorre no jateamento de areia ou moagem de pedra. podendo evoluir para a morte por insuficiência respiratória. cianose e hipocratismo digital podem se manifestar quando há derrame pleural. plásticos. não tem dificuldade em respirar. Os corpos de asbestos. Este termo é usado para descrever seis variedades de silicatos minerais fibrosos. .Silicose aguda é a forma mais rara desta doença. pode causar doenças com exposição curtas de dois a seis meses. mas tem tosse e expectoração devida à irritação das grandes vias aéreas confundindo com bronquite. após vinte ou trinta anos de exposição à medida que a doença evolui estes sintomas progridem. A silicose conglomerada pode causar tosse. no princípio a dispnéia verifica-se só durante os momentos de atividades. DIAGNÓSTICO Os indivíduos com silicose nodular simples. Para Nettina (1998. ou corpos ferruginosos. está associada à exposição maciça à sílica livre.208) ³as pneumopatias ocupacionais se desenvolvem lentamente (durante mais de 20 a 30 anos) e são assintomáticas nos seus estágios iniciais´. são bilaterais com áreas calcificadas. mas acaba se manifestando também durante o repouso. muitas vezes acompanhadas por nodulações maldefinidas.

0 Radiografia de uma pessoa com Silicose. a história ocupacional baseia-se no Raio X de tórax compatível com inclusão de outras doenças ocasionando o aspecto radiográfico. os indivíduos com silicose exposto ao microorganismo causador da tuberculose (Mycobacterium tuberculosis). Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT). para avaliar a gravidade da doença.A respiração pode piorar depois de dois a cinco anos mesmo tendo deixado de trabalhar com a sílica. a qual pode evoluir para a morte. é utilizada uma classificação padronizada dos laudos. Imagens: Firgura 1. E necessário à prova de função respiratória e a determinação da capacidade laborativa. também são três vezes mais propensos a desenvolver a tuberculose. . o pulmão lesado submete o coração. nos que não estão afectados pela silicose. fornecida pela organização internacional do trabalho. Em alguns casos outros exames serão necessários para investigação mais elaborada à biópsia pulmonar raramente é necessária. sua interpretação deve ser realizada por três leitores. sempre comparando com as radiografias padrão. a um esforço excessivo e pode causar insuficiência cardíaca. A silicose diagnostica-se com uma radiografia ao tórax que mostra o padrão típico de cicatriz e nódulos.

Essas considerações têm importância quando se estudam os processos fisiopatogênicos subjacentes a essas doenças. como as alveolites alérgicas por exposição a poeiras orgânicas e outros agentes. por exemplo.Figura 1. o termo pneumoconiose ser á utilizado neste protocolo para designar genericamente todas as doenças pulmonares parenquimatosas causadas por inalação de poeiras independente do processo fisiopatogênico envolvido. PNEUMOCONIOSE Definições As pneumopatias relacionadas etiológicamente à inalação de poeiras em ambientes de trabalho são genericamente designadas como pneumoconioses (do grego. a doença pulmonar pelo berílio. no entanto. alguns autores apontam para o fato de que o termo pneumoconiose pode não ser adequado quando aplicado a determinadas pneumopatias mediadas por processos de hipersensibilidade atingindo o parênquima pulmonar. . Para fins práticos. ou a pneumopatia pelo cobalto. as reações de vias aéreas. Apesar de esse conceito englobar a maior parte das alterações pulmonares envolvendo o parênquima. conion = poeira). como asma e a bronquite. São excluídas dessa denominação as alterações neoplásicas.1 Uma pessoa com Silicose. e o enfisema.

apresenta uma lista de pneumoconioses com denominações mais específicas. abaixo. didaticamente. O Quadro 1. outros. existe a possibilidade fisiopatogênica de poeiras tidas como não fibrogênicas produzirem algum grau de fibrose dependendo da dose. das condições de exposição e da origem geológica do material. Ressalte -se que a lista não é exaustiva. poeiras causadoras e processos anatomopatológicos subjacentes . como a silicose e a asbestose.As pneumoconioses podem. de outro. ou ainda não contempladas pela literatura científica. Quadro 1 ± Pneumoconioses. Apesar de existirem tipos bastante polares de pneumoconioses fibrogênicas e não fibrogênicas. ser divididas em fibrogênicas e não fibrogênicas de acordo com o potencial da poeira em produzir fibrose reacional. e a baritose. de um lado. seus agentes etiológicos e sua apresentação anatomopatológica. não excluindo outras possibilidades etiológicas mais raras.

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auxita. rochas potássicas e fosfáticas. entre outros. zinco. construção civil (fabricação de materiais construtivos e operações de construção). algumas estimativas de número de expostos foram feitas baseadas em censos recentes. agricultura e indústria da madeira (poeiras orgânicas). cerâmica. metalurgia. manganê s. calcário. como mineração e transformação de minerais em geral. O ramo de mineração e garimpo expõe trabalhadores a poeiras diversas como ferro. vidros. asbesto. Epidemiologia As ocupações que expõem trabalhadores ao risco de inalação de poeiras causadoras de pneumoconiose estão relacionadas a diversos ramos de atividades. . Considerando-se estes ramos de atividade.Continuação.

Na indústria de transformação o IBGE. que recebe partículas livres ou fagocitadas por macrófagos alveolares. O transporte mucociliar é pr edominantemente realizado pelo sistema mucociliar ascendente (80%). em quantidade capaz de superar os mecanismos de depuração: o transporte mucociliar.953 trabalhadores vinculados a empregos formais estavam expostos à sílica por mais de 30% de sua jornada de trabalho. No mesmo ano. quartzito. produtos de cimento-amianto. O setor agrícola. através do sistema ciliar a partir dos bronquíolos terminais. com cerca de 43% deles potencialmente expostos a poeiras. feldspato. materiais de fricção. quartzo. a estimativa na construção civil era de 4. Cerca de 20% do transporte pulmonar é realizado pelo sistema linfático. contava com 16. em 1996.5 milhões de trabalhadores. A exposição ao asbesto envolve cerca de 20 mil trabalhadores empregados na extração e transformação do mineral (mineração de asbesto.granito. transporte linfático (conhecidos como clearence) e a fagocitose pelos macrófagos alveolares. papéis especiais.7 milhões de trabalhadores expostos a poeiras orgânicas principalmente. juntas e gaxetas e produtos têxteis). Este número caiu nos últimos quatro anos devido à perda de mercado e substituição do asbesto em alguns produtos industrializados. Dados de 1991 estimavam em 100 mil o número de mineiros ativos registradose cerca de 400 mil os trabalhadores en volvidos em atividades de garimpo. digeridos ou destruídos pela . diferentemente do que ocorre com microorganismos que podem ser fagocitados. 815. Patogenia e fisiopatologia Para que ocorra pneumoconiose é necessário que o material particulado seja inalado e atinja as vias respiratórias inferiores. por sua vez. estimava em 8. argilas e outros minerais contendo sílica livre. Entretanto. substâncias que o organismo pouco consegue combater com seus mecanismos de defesa imunológica e/ou leucocitária. calcula-se que outros 250 mil ± 300 mil trabalhadores estejam expostos de forma inadvertida nos setores de construção civil e manutenção mecânica. cerca de 1.5 milhões de trabalhadores em atividade. Dados recentes de estimativa de expostos à sílica no Brasil apontam que para o período de 1999 a 2000. As pneumoconioses são doenças por inalação de poeiras.

fibras mais finas e longas. com ausência ou discreta proliferação fibroblástica e de fibrose. podendo ser moduladas por fatores imunológicos individuais e em muitos casos pelo tabagismo. Geralmente aparece um aspecto nodular simples ou até mais complexos de acordo com o tipo de exposição. . se perpetuado pela inalação crônica e/ou em quantidade que supera as defesas. As reações pulmonares à deposição de poeiras inorgânicas no ulmão vão depender das características físico -químicas do aerossol (como por exemplo: partículas menores e recém-fraturadas de sílica. além de leve infiltrado inflamatório ao redor. pode levar à instalação das alterações pulmonares. DIAGNÒSTICO DAS PNEUMOCONIOSES 1 . presença de outras poeiras. também têm condição de se depositar nessas regiões e produzir doença. baritose (Ba). Pneumoconioses não-fibrogênicas: caracterizam-se.ação de anticorpos e de células de defesa por meio das enzimas lisossomais e outros mecanismos. no caso do asbesto.RADIOGRAFIA DE TÓRAX. É feita de acordo com o relato da função do trabalhador . do ponto de vista histopatológico. A fração respirável (<5 m) tem maior chance de se depositar no trato respira tório baixo (bronquíolos terminais e respiratórios e os alvéolos). embora em menor proporção. e dar início ao processo inflamatório que. entre outros. Partículas com diâmetros de 5 a 10 m. por lesão de tipo macular com deposição intersticial peribronquiolar de partículas. com nenhum ou discreto grau de desarranjo estrutural. estanose (Sn). são mais lesivas) da dose (que depende. a pneumoconiose leva denominação específica como siderose ( Fe). Na dependência do conhecimento do tipo de poeira inalada. de doenças pulmonares prévias. pois acima deste tamanho são retidas nas vias aéreas superiores. 2 . fagocitadas ou não. Para ter eficácia em atingir as vias respiratórias inferiores as partículas devem ter a mediana do diâmetro aerodinâmico inf erior a 10 m. do volume/minuto e do tempo de exposição). etc. agentes expostos e tempo de exposição. da concentração no ar inalado.HISTÓRIA DE EXPOSIÇÃO.

há dificuldades na caracterização morfológica da doença.EXAME DE ESCARRO. com exceção do achado de fibras ou CA no tecido pulmonar. As características clínicas e histopatológicas da fibrose são semelhantes a outras causas de fibrose intersticial.Na siderose pode mostrar a presença de micronódulos mal definidos e difusos. patológica e provas de função pulmonar. com SILÍCIO a retenção de pó dentro dos pulmões ocorre com ou sem fibrose. No caso do GRAFITE pode aparecer alvéolos cheios de macrófagos carre. 5 . em quantidades maiores que as comumente encontradas na população geral. 3 ± TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA A Tomografia pode ser necessária em alguns casos como na siderose . Na biopsia podemos observar alterações relacionadas aos diversos agentes causadores de pneumoconiose . radiológica. sobretudo para o patologista geral. Geralmente não há necessidade de biopsia para o diagnóstico. Outras alterações como faveolamento periféricos em campos periféricos massa conglomeradas . onde pode ser visto em uma localização centro -nodular ou aspecto de vidro fosco. A lesão patognomonica de silicose é o nódulo silicótico.EXAME IMUNOLÓGICO Pode ser necessário em alguns casos. como Grafite. ASBESTOSE A asbestose é definida como uma fibrose intersticial difusa dos pulmões como conseqüência da exposição ao asbesto . É feita quando não for possível elucidar o mesmo com os métodos já relacionados. Pode mostrar pigmento de carvão. Na rotina diagnóstica. sobretudo pela falta de critérios padronizados à microscopia óptica e necessidade de se . Sua abordagem deverá ser multidisciplinar e incluir avaliação epidemiológica. irregularidades pleurais e área s de empiema. 6 .FIBROSE MACIÇA PROGRESSIVA.gados de carbono. na SILICOSE pode ocorrer distorção da arquitetura pulmonar. clínica. 4 .BIOPSIA PULMONAR. Silício. Silica Amorfa. e outras.

e critérios radiológicos nem sempre serão preenchidos em casos de fibrose parenquimatosa detectada histologicamente. septal (alvéolos) e periférico (subpleural). . Todavia. pois poderão fornecer informações específicas sobre o tipo de exposição. Torna -se. Asbestose com altos níveis de exposição está geralmente associada com sinais radiológicos de fibrose parenquimatosa. o interstíc io axial (vias aéreas). A contagem do tipo e número de fibras por grama de pulmão seco. portanto. especialmente a presença de an fibólios e sua comparação com as populações não expostas. imperioso o conhecimento dos padrões morfológicos de apresentação da doença pulmonar e. entende -se por doença intersticial difusa o comprometimento inflamatório/fibrótico/remodelador do tecido conjuntivo de sustentação das estruturas parenquimatosas pulmonares. Do ponto de vista da anatomia patológica. é possível que fibrose leve possa ocorrer em baixos níveis de exposição. bem como a contagem do número de CA devem ser realizadas sempre que possível.realizar microscopia eletrônica para contagem e identificação d as fibras. sua correlação com a radiologia. a saber. sobretudo.

.22) A fim de padronizar o diagnóstico histológico e a graduação da asbestose.(22) preconizada por RoggliPratt.No Quadro abaixo é apresentada a classificação para as formas histoanatômicas de envolvimento pulmonar na exposição ao asbesto.(13) por ser mais abrangente e levar em consideração lesões precoces e avançadas. em nossa rotina temos utilizado a classificação modificada do College of American Pathologists and National Institute for Ocupational Safety and Health .13.CAP-NIOSH.(11.

A sistemática para o diagnóstico de asbestose pulmonar deverá incluir: biópsia pulmonar aberta. instala -se a obliteração fibrótica e remodelamento do ácino pulmonar. e dificuldades diagnósticas. . (11) de acordo com a extensão histoanatômica de envolvimento. o interstício de sustentação dos bronq uíolos respiratórios. citocinas. III e IV (13) ou. diagnóstico de asbestose pulmonar (correlação clínico-radiológica-funcional e grau de exposição). A interação macrófago/linfócito culmina com a liberação de substâncias ativadas. a doença progride para envolver o ácino pulmonar. ductos e alvéolos adjacentes. fibrose intersticial graus II. identificação e contagem de fibras e CA ao microscópio eletrônico. III e pneumonia intersticial usual. A fibrose intersticial grau IV(13) ou asbestose pulmonar (11) corresponde ao padrão histológico pneumonia intersticial usual . responsáveis pela digestão enzimática do citoesqueleto pulmonar e ativação de f ibroblastos.(13) Subseqüentemente. ou seja. numa seqüência progressiva envolvendo bronquíolos e tecido alveolado do ácino pulmonar (ductos. com conseqüente faveolamento e perda funcional das áreas de trocas gasosas. sacos e alvéolos). sendo por isso classificadas por alguns autores como bronquiolites associadas ao asbesto (11) ou fibrose intersticial grau I. histopatologia. que dão início ao remodelamento pulmonar.(23) O quadro histopatológico é inicialmente dominado por reação inflamatória rica em células linfóides e macrofágicas. respectivamente. que alargam e deformam o tecido conjuntivo intersticial. sendo então classificada como fibrose intersticial graus II. As fibras de asbesto depositam-se ao longo das bifurcações brônquicas.UIP. da Classificação Internacional das Pneumonias Intersticiais Idiopáticas proposta recentemente pela American Thoracic Society eEuropean Respiratory Society.Lesões precoces envolvem o interstício axial de sustentação das vias aéreas (bronquíolos terminais). Com o progredir da doença.

acima de 40%. de câncer de pulmão em portadores de asbestose. dentre outros fatores. (22) .(10-12) Figura: Câncer de Pulmão Os quatro tipos maiores de câncer de pulmão (escamoso. pequenas e grandes células) podem estar relacionados com a exposição ao asbesto. Entretanto sua ocorrência depende.12) Alguns estudos revelam altas freqüências.CÃNCER DE PULMÃO O risco de câncer de pulmão em populações expostas ao asbesto é sabidamente conhecido. Não há predileção para um tipo histológico ou outro. (11. sendo possível a ocorrência de qualquer um deles. (10) sendo que o risco relativo também parece aumentar em relação à gravidade da fibrose pulmonar e da carga de fibras no pulmão. Inúmeros estudos epidemiológicos demonstram essa correlação. (1.(22) enquanto outras pesquisas mostram proporções de até 18% em algumas coortes.13-14) O risco é maior ainda quando a asbestose está presente. e não há diferenças em relação aos cânceres atribuídos a outras causas. adenocarcinoma. da carga ou dose de exposição e do tipo de fibra envolvido.

em que estão presentes fumantes e não fumantes (30% ocorrem em não fumantes e não expostos ao amianto). mas sim pontos controversos. considera-se como melhor indicador para risco de câncer de pulmão a exposição cumulativa em fibras-ano e não a análise da carga de fibras no tecido pulmonar.ano) da exposição cumulativa. em função de seu clearance mais rápido. bem como a contagem de CA no tecido e lavado broncoalveolar. Devido à alta incidência de câncer de pulmão na população geral.000 a 15.Em qualquer circunstância é de fundamental importância estimar -se a carga ou dose de exposição. nas quais não se evidencia consenso. sempre que possível. mesmo quando a asbestose está presente. visto como um indivíduo. elementos vinculados a causas requerem conclusões médicas baseadas em análises probabilísticas para qu e se possa inferir ou imputar a determinada exposição o fator causal ou contribuinte . pois com pouco tempo de exposição em altas concentrações. ou menor biopersistência. Entretanto. Os achados de 5.000 CA por grama de pulmão seco ou de 5 a 10 CA por ml de lavado broncoalveolar são comparáveis à carga de fibras e quando essa concentração é menor que 10.000 CA/grama de pulmão seco.(1. o risco para seu aparecimento é duas ou mais vezes maior. não se acumula nos pulmões. (1. deva ser determinada a carga de tipos de fibras no tecido pulmonar. As estimativas do risco relativo de câncer de pulmão relacionado com a exposição ao asbesto são baseadas em diferentes estudos de bases populacionais. o risco de câncer de pulmão pode dobrar mesmo com exposições menore s que um ano. da mesma forma que os anfibólios.10) Esta é seguramente uma das principais razões para que. que no nível de 25 fibras -ano tem um risco estimado duas vezes maior de ocorrência deste tu mor. (1.5% a 4% para cada fibra por centímetro cúbico por ano (fibra . A carga pulmonar de 2 milhões de fibras de anfibólio maiores que 5 m por grama de pulmão seco ou de 5 milhões de fibras de anfibólio menores que 1 m pode correlacionar -se com o dobro do risco de aparecimento do câncer de pulmão. O risco relativo para esse tipo de tumor é estimado em 0. a análise de fibras por microscopia elet rônica é recomendada.10) Sabendo-se que a crisotila. Esta concentração de fibras guarda um paralelismo com a contagem de CA.10) Em exposições muito elevadas (sinais de asbesto na atividade ocupacional de isolamento térmico ou acústico). (22) não é possível provar com precisão determinística que o asbesto seja o fator causal para determinado paciente.

A presença de asbestose é um indicador de alta exposição ao asbesto e também pode ser considerada como risco adicional para o câncer de pulmão. alguns autores referem que a não ocorrência de asbestose não seja condição para excluir -se essa fibra como fator contribuinte para o aparecimento da neoplasia. a presença de placas pleurais é um indicador de exposição ao asbesto. podem ser associadas a exposições mais intensas. irritantes químicos. em bases probabilísticas. (12) Dessa forma. bilaterais. . estreitas. Quando muito ex pressivas. (10) No mesmo sentido. consideramos que em estudos epidemiológicos prospectivos os portadores de placas pleurais devem ser reavaliados. A inflamação torna as vias aéreas sensíveis a estímulos tais como alérgenos. Embora os efeitos do consumo tabágico nos casos de câncer de pulmão sejam conhecidos e estimados. Entretanto. Estes casos devem ser considerados como preditivos ou indicadores de morbidade e sua atribuição ao câncer deverá ter suporte consistente na história ocupacional. chiado. e dificuldade par a respirar. as vias aéreas ficam edemaciadas (inchadas). deve ser considerada um dos principais critérios para atribuição do risco para câncer de pulmão . A exposição cumulativa ao asbesto. ar frio ou exercícios´. com substancial exposição cumulativa e contagem de fibras e CA no tecido pulmonar. ³Quando expostos a estes estímulos. ou pouco expressivas podem ser correlacionadas a baixas exposições. (GINA ± Iniciativa Global para a Asma) Na definição acima. Em indivíduos susceptíveis esta inflamação causa episódios recorrentes de tosse. aperto no peito. especialmente conhecendo se suas ações sinérgicas multiplicativas ASMA ³A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas. temos algumas pistas importantes sobre esta doença: Doença inflamatória: ± significa que seu tratamento deve ser feito com um antiinflamatório. bilaterais ou não. ten do em vista estes fatores que atribuem maior risco de neoplasia. cheias de muco e excessivamente sensíveis aos estímulos´. extensas.para a doença. com espessamento pleural difuso. os efeitos do risco de exposição ao asbesto devem ser devidamente considerados. Quando isoladas. fumaça de cigarro.

determinam a presença da doença. Indivíduos susceptíveis: ± nem todas as pessoas têm asma. por exemplo. Nem toda a pessoa com alergia tem asma e nem todos os casos de asma podem ser explicados somente pela resposta alérgica do organismo a determinados estímulos. Episódios recorrentes de sintomas:. cheias de muco: . bronquite alérgica ou bronquite asmática. são as manifestações de uma piora da inflamação. O nome asma estava vinculado aos casos mais graves. Também difere da asma por apresentar um tempo de início definido e poder ser totalmente tratada.Doença crônica: ± a asma não tem cura. Os mecanismos que causam a asma são complexos e variam entre a população. O nome correto é simplesmente ASMA. se controlada. as vias aéreas se tornam edemaciadas. A inflamação torna as vias aéreas sensíveis a estímulos: é a inflamação que deixa as vias aéreas mais sensívei s. A presença destes estímulos. a asma pode ter um impacto significativo na qualidade de vida de uma pessoa. uma infecção por bactérias ou vírus.existem estímulos que desencadeiam as crises de asma. é preciso ter uma predisposição genética que. daí os sintomas da asma nos momentos de crise. a inflamação dos brônquios e diferente da asma pode ter sua causa bem definida. estreitas. No entanto. Quando expostos a estímulos. a asma era chamada de bronquite. é possível levar uma vida produtiva e ativa. mas pode ser controlada. esta sim presente cronicamente. o que confirma o importante papel da inflamação nesta doença. somada a fatores ambientais. Antigamente. 2004) . Se não for tratada. a presença de muco e o estreitamento das vias aéreas dificultando a passagem de ar.os sintomas não estão presentes o tempo todo. causa o inchaço. Classificação da intensidade da asma: (Global Initiative for Asthma. A bronquite é. na verdade. que também chamamos de desencadeadores.

as crises podem afetar as atividades diárias e o sono. menos de uma vez ao dia. o comprometimento de sua função pulmonar. crises de curta duração (leves). menos de uma vez por semana. provas de função pulmonar: pico do fluxo expiratório (PFE) ou volume expiratório forçado no primeiro segundo (VEF ¹) >60% e < 80% do esperado. porém.A asma pode ser classificada como intermitente ou persistente. Asma Intermitente: sintomas menos de uma vez por semana. sintomas noturnos esporádicos (não mais do que duas vezes ao mês). Asma Persistente Grave: sintomas diários. Asma Persistente Leve: presença de sintomas pelo menos uma vez por semana. provas de função pulmonar normal no período entre as crises. provas de função pulmonar normal no período entre as crises. Dentro dos quadros persistentes são definidos diferentes níveis de intensidade da doença: leve. sintomas noturnos freqüentes. crises freqüentes.porém. presença de sintomas noturnos mais de duas vezes ao mês. presença de sintomas noturnos pelo menos uma vez por semana. moderada ou grave. provas de função pulmonar: pico do fluxo expiratório (PFE) ou volume expiratório forçado no primeiro segundo (VEF ¹) > 60% do esperado. Asma Persistente Moderada: sintomas diários. . o quanto interfere no dia -a-dia do asmático e. Esta classificação se faz de acordo com a presença dos sintomas (freqüência e intensidade).

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