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Anomalias da visão

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05/26/2011

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Anomalias da visão

O olho pode apresentar anomalias. Algumas delas podem ser corrigidas com lentes de contato, óculos ou cirurgias. Vamos descrever as anomalias nessa seção e as correções das mesmas serão analisadas na próxima seção.

Emetropia

O olho é considerado emetrópico quando para o músculo ciliar completamente relaxado, os raios paralelos vindos dos objetos distantes estão focalizados (nítidos) na retina. Com o músculo ciliar relaxado o olho emetrópico vê objetos longínquos com clareza. O bjetos próximos requerem acomodação do cristalino através da contração do músculo ciliar.

Hipermetropia

A hipermetropia ocorre quando a imagem de um objeto a grande distância é formada depois da retina. O olho hipermétrope requerer acomodação mesmo para objetos no infinito. Como conseqüência, a distância mínima para visão distinta acaba se tornando maior pois o esforço de acomodação já começa numa situação que normalmente isso não seria exigido.

Miopia

Na miopia, a imagem de um ponto no infinito é for mada antes da retina. Não atinge, portanto, a retina. Perde, portanto, a visão distinta. Torna -se inútil um esforço de acomodação, pois a distância focal já é a máxima possível. Os míopes tem facilidade para ver de perto. Na miopia fica reduzida a distância mínima de visão distinta.

Presbiopia

A presbiopia é causada pela alteração da amplitude de acomodação. Ele acontece naturalmente com a idade. À medida que os indivíduos envelhecem, o cristalino perde sua elasticidade perdendo sua capacidade

de acomodação. O poder de acomodação se reduz de 14 dioptrias quando se é criança. Astigmatismo Um indivíduo que tem astigmatismo associa a um objet o puntiforme uma linha imagem (ao invés de um outro ponto). A habilidade de assumir uma forma esférica é perdida paulatinamente. conjuntiva. compostas de partes dos ossos frontal. músculos e aparelho lacrimal. a córnea ou o cristalino (mais raramente) não são perfeitamente simétricos. etmóide. portanto. Não se a presenta. VISÃO ANATOMIA DO OLHO Os globos oculares estão alojados dentro de cavidades ósseas denominadas órbitas. O raio de curvatura muda de acordo com a direção considerada. Ática. nesse caso. supercílios (sobrancelhas). Daniel. zigomático. Esta condição decorre do fato de que. . lacrimal e palatino. Ed.O Corpo Humano. São Paulo. Imagem: CRUZ. como uma calota esférica perfeita. Ao globo ocular encontramse associadas estruturas acessórias: pálpebras. esfenóide. maxilar. para duas dioptrias acima dos 50 anos. 2000.

É transparente e atua como uma lente convergente. estrutura formada por musculatura lisa e que envolve o cristalino. evitando sua reflexão.túnica intermédia vascular pigmentada: úvea. o corpo ciliar e a íris. modificando sua forma.túnica fibrosa externa: esclerótica (branco do olho). A parte anterior da esclerótica chama-se córnea. de acordo com a iluminação do ambiente ± a pupila. Compreende a coróide.Cada globo ocular compõe-se de três túnicas e de quatro meios transparentes: Túnicas: 1. Acha-se intensamente vascularizada e tem a função de nutrir a retina. Esses pigmentos absorvem a luz que chega à retina. onde estão inseridos os músculos extra-oculares que movem os globos oculares. A coróide está situada abaixo da esclerótica e é intensamente pigmentada. a qual é dotada de um orifício central cujo diâmetro varia. Túnica resistente de tecido fibroso e elástico que envolve externamente o olho (globo ocular) A maior parte da esclerótica é opaca e chama-se esclera. . 2. Possui uma estrutura muscular de cor variável ± a íris. dirigindo-os a seu objetivo visual. A coróide une-se na parte anterior do olho ao corpo ciliar.

Quando excitados pela energia luminosa. É a membrana mais interna e está debaixo da coróide. que fica opaca e espessa. É composta por várias camadas celulares. Os bastonetes não têm poder de resolução visual tão bom. a ação do sistema nervoso parassimpático acarreta diminuição do diâmetro da pupila e da entrada de luz. mas são mais sensíveis à luz que os cones. É a chamada visão noturna ou visão de penumbra. Na retina encontram-se dois tipos de células fotossensíveis: os cones e os bastonetes. A fóvea está no eixo óptico do olho. outro com luz verde e o terceiro. A deficiência alimentar dessa vitamina leva à cegueira noturna e à xeroftalmia (provoca ressecamento da córnea. e a imagem que nela se forma tem grande nitidez. a visão passa a depender exclusivamente dos bastonetes. . o diâmetro da pupila aumenta e permite a entrada de maior quantidade de luz. 3. que projeta axônios através do nervo óptico.túnica interna nervosa: retina. Acuidade visual A capacidade do olho de distinguir entre dois pontos próximos é chamada acuidade visual. na claridade (abaixo). A camada mais interna. contém os corpos celulares das células ganglionares. A fóvea contém apenas cones e permite que a luz atinja os fotorreceptores sem passar pelas demais camadas da retina. Esse mecanismo evita o ofuscamento e impede que a luz em excesso lese as delicadas células fotossensíveis da retina. São os cones as células capazes de distinguir cores. em que se projeta a imagem do objeto focalizado. Nos bastonetes existe uma substância sensível à luz ± a rodopsina ± produzida a partir da vitamina A. gerando um impulso nervoso que se propaga pelo nervo óptico. ela se contrai. com luz azul. Na penumbra (acima) a pupila se dilata. Em situações de pouca luminosidade. podendo levar à cegueira irreversível). denominada camada de células ganglionares. Há três tipos de cones: um que se excita com luz vermelha. a qual depende de diversos fatores. em especial do espaçamento dos fotorreceptores na retina e da precisão da refração do olho. por ação do sistema nervoso simpático. única fonte de sinais de saída da retina. Em locais muito claros. A imagem fornecida pelos cones é mais nítida e mais rica em detalhes.Em ambientes mal iluminados. estimulam as células nervosas adjacentes. maximizando a acuidade visual. Há duas regiões especiais na retina: a foveacentralis (ou fóvea ou mancha amarela) e o ponto cego. É a região da retina mais altamente especializada para a visão de alta resolução. designadas de acordo com sua relação ao centro do globo ocular.

Os bastonetes. Meios transparentes: . é circular no seu contorno e de espessura uniforme.Córnea: porção transparente da túnica externa (esclerótica). emergem o nervo óptico e os vasos sangüíneos da retina. em um raio de 10 graus a partir da fóvea. secretada pelas glândulas lacrimais e drenada para a cavidade nasal através de um orifício existente no canto interno do olho. . No ponto cego não há cones nem bastonetes. Do ponto cego.Os cones são encontrados principalmente na retina central. porém transmitem informação diretamente para as células ganglionares. são encontrados principalmente na retina periférica. insensível a luz. No fundo do olho está o ponto cego. ausentes na fóvea. Sua superfície é lubrificada pela lágrima.

os cílios. O cristalino fica mais espesso para a visão de objetos próximos e. que pode torna-lo mais delgado ou mais curvo. As glândulas lacrimais produzem lágrimas continuamente. Quando choramos. tornando-se opaco. Situa-se atrás da pupila e e orienta a passagem da luz até a retina. Também divide o interior do olho em dois compartimentos contendo fluidos ligeiramente diferentes: (1) a câmara anterior. A essa propriedade do cristalino dá-se o nome de acomodação visual. anexos: as pálpebras. permitindo que nossos olhos ajustem o foco para diferentes distâncias visuais. porque é preso ao músculo ciliar. Esse líquido. mais delgado para a visão de objetos mais distantes. preenchida pelo humor vítreo. ainda. preenchida pelo humor aquoso e (2) a câmara posterior. e as sobrancelhas impedem que o suor da testa entre neles. Os cílios ou pestanas impedem a entrada de poeira e de excesso de luz nos olhos. em direção ao exterior do nariz. as sobrancelhas ou supercílios. preenchendo a câmara posterior do olho. ao que chamamos catarata. As pálpebras são duas dobras de pele revestidas internamente por uma membrana chamada conjuntiva.. espalhado pelos movimentos das pálpebras. Sua pressão mantém o globo ocular esférico. Servem para proteger os olhos e espalhar sobre eles o líquido que conhecemos como lágrima.humor aquoso: fluido aquoso que se situa entre a córnea e o cristalino. o excesso de líquido desce pelo canal lacrimal e é despejado nas fossas nasais. . . o globo ocular apresenta. Pode ficar mais delgado ou mais espesso. Essas mudanças de forma ocorrem para desviar os raios luminosos na direção da mancha amarela. lava e lubrifica o olho. . as glândulas lacrimais e os músculos oculares.cristalino: lente biconvexa coberta por uma membrana transparente. Com o envelhecimento. o cristalino pode perder a transparência normal. Como já mencionado anteriormente. preenchendo a câmara anterior do olho.humor vítreo: fluido mais viscoso e gelatinoso que se situa entre o cristalino e a retina.

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