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Monografia filosofia - 2004

Monografia filosofia - 2004

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Publicado porLuizGilderlane
Neste trabalho monográfico pretendemos apresentar como Rousseau preparou a sociabilidade do homem que vivia no estado de natureza para conviver no estado civil.
Neste trabalho monográfico pretendemos apresentar como Rousseau preparou a sociabilidade do homem que vivia no estado de natureza para conviver no estado civil.

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Published by: LuizGilderlane on Aug 06, 2011
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Já confirmado que a força não faz o direito e que o homem não deve

obedecer a ninguém senão a Lei universal, então Rousseau começa por analisar

a palavra alienar que quer dizer segundo Rousseau “é dar ou vender”.

(ROUSSEAU;1983: 26) Vender sua liberdade à outra pessoa em particular, é

dar-se em serviços de servidão a uma pessoa que explora sua liberdade, é uma

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Etimologicamente, a palavra implica apenas uma definição metafísica e verbal: alienatus, aquele que não
se pertence (LALANDE, 43)

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coisa repudiada por Rousseau, que refuta, que não é aceitável na sociedade um

homem vender ou dar sua liberdade para um particular.

“Afirmar que um homem se dá gratuitamente constitui uma

afirmação absurda e inconcebível; (...) aquele que o pratica não se

encontra no seu completo domínio de seus sentidos. Afirmar a

mesma coisa de todo um povo, é (sic) supor um povo de loucos; a

loucura não cria direito”. (ROUSSEAU, 1983:27).

É deixar de viver sua própria liberdade, de ser sociável, para ser

submisso do homem. Rousseau não aceita de forma alguma que um homem

seja submisso de outro homem. Pois um homem que chega a idade da razão

não deve deixar ser dominado por um só homem, pois, a razão demonstra que

ele é um ser livre para viver e pensar, logo quem raciocina contribui para a

conquista de seus direitos. Para Rousseau o ato de renúncia é renunciar os

direitos da humanidade como também sua dignidade. “Renunciar à liberdade é

renunciar à qualidade de homem, aos direitos da humanidade, e até aos próprios

deveres”. (ROUSSEAU;1983:27) O homem sadio de seus sentidos e de sua

razão não teria coragem de se entregar a outro homem para ser escravo;

perdendo assim o direito de ser membro de uma sociedade; logo só é aceitável

um ser humano ser dependente de seu pai até quando não chega à idade da

razão. Ser escravo não é o fim ultimo do homem e sim sua liberdade na

sociedade e com outro.

Rousseau quando fala de escravidão, em relação ao direito da vida,

no qual todo homem tem direito, logo é um direito natural, inato, algo que já lhe

pertence desde o dia que nasce. Dá exemplo de um estado de guerra, um efeito

pela causa. As guerras não provêm do homem para com o homem, de um povo

para com um povo, mas por causa da ambição de um estado para com outro

estado; e quem sofre é o individuo, que não é povo, muito menos patriota, mas é

considerado como um soldado que é mandado por outra pessoa que não sofrerá

um pouco das dores desse soldado. Assim afirma Rousseau:

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“A guerra não representa, pois, de modo algum, uma relação de

homem para homem, mas uma relação de Estado para Estado, na

qual os particulares só acidentalmente se tornam inimigos, não o

sendo nem como homens nem como cidadãos, mas como

soldados, e não como membros da pátria, mas como seus

defensores”. (ROUSSEAU, 1983: 28).

Assim esses soldados que perdem a guerra, por si tornarem escravos

de um só, de um particular, perderam sua humanidade e serão tratados como

nada, ou seja, como individuo que não tem pátria; não terão direito à vida, pois

não são reconhecidos como membro de uma sociedade, mas como

guerrilheiros, em defesa de um só. Assim para demonstra seu repudio a

escravidão, considera Rousseau “assim, seja qual for o modo de encarar as

coisas, nulo é o direito da escravidão não por ser ilegítimo, mas por ser absurdo

e nada significar”. (ROUSSEAU, 1983:29) logo por mais difícil que seja a vida, e

tendo consciência que todo homem tem direito a propriedade e que a dignidade

do homem encontra-se também no trabalho, assim ninguém tem o dever de ser

escravo de outro, devemos apenas obedecer de forma geral a lei, e esta por ser

universal.

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