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Trabalho Cientifico(1)

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DAIANY TOUZO COELHO JÉSSICA BAGNARO GONÇALVES PINTO LETÍCIA ALMEIDA SANTOS MARIANA GONÇALVES DE CARVALHO

IDADE CONTEMPORÂNEA GUERRAS COMUNICAÇÃO TECNOLOGIA

NOVA ODESSA – SP 2008

DAIANY TOUZO COELHO JÉSSICA BAGNARO GONÇALVES PINTO LETÍCIA ALMEIDA SANTOS MARIANA GONÇALVES DE CARVALHO

IDADE CONTEMPORÂNEA GUERRAS COMUNICAÇÃO TECNOLOGIA

Trabalho Científico para a Feira do Conhecimento do colégio para o maior conhecimento dos alunos sobre a idade contemporânea. Orientadora: Professora Adriana F. Basso

NOVA ODESSA – SP 2008 2

SUMÁRIO 1. Introdução.....................................................................................................pág.04 2. Guerras.........................................................................................................pág.05 2.1 Primeira Guerra Mundial...............................................................................pág.05 2.2 Segunda Guerra Mundial..............................................................................pág. 2.3 Guerra entre Palestinos e Judeus................................................................pág. 2.4 Revolução chinesa.......................................................................................pág. 2.5 Revolução Cubana.......................................................................................pág. 2.6 Crise do petróleo..........................................................................................pág. 2.7 Guerra do Golfo...........................................................................................pág. 2.8 Fim da URSS...............................................................................................pág. 2.9 Guerra dos Seis dias....................................................................................pág. 2.10 Canal de Suez............................................................................................pág. 2.11 Guerra do Camboja ...................................................................................pág. 2.12 Guerra do Afeganistão...............................................................................pág. 2.13 Ataque 11 de Setembro.............................................................................pág. 2.14 Guerra Irã – Iraque.....................................................................................pág. 2.15 Revolução Xiita No Iraque..........................................................................pág. 2.16 Questão Basca...........................................................................................pág. 2.17 Questão da Irlanda.....................................................................................pág. 2.18 Doutrina Keynesiana..................................................................................pág. 3.Comunicação................................................................................................pág. 4.Tecnologia.....................................................................................................pág. 5.Conclusão.....................................................................................................pág. 5.1 Conclusão Daiany.........................................................................................pág. 5.2 Conclusão Jéssica........................................................................................pág. 5.3 Conclusão Letícia..........................................................................................pág. 5.4 Conclusão Mariana.......................................................................................pág. 6.Bibliografia....................................................................................................pág. 7. Participação do aluno..................................................................................pág.

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Introdução

A Idade Contemporânea, como o próprio nome já diz, é o período contemporâneo a nós, ou seja, o período em que estamos, que começou a partir da Revolução Francesa, em 1789. O início dessa nova era foi muito marcada pelo pensamento Filosófico iluminista, que fazia da razão, o elemento essencial para o cotidiano. Tempo em que a ciência vai descobrindo cada vez mais soluções para os problemas humanos e que a civilização avança a cada ano com seus novos conhecimentos. Mas como tudo tem seu preço, algumas nações não concordavam com as grandes transformações da nova era, os principais marcos são as duas guerras mundiais, os conflitos nacionais, a revolução na indústria, a transformação da estrutura social em sociedade e a busca por uma economia imbatível e território. Ascensão do Capitalismo e os valores do mundo é o que a Idade Contemporânea nos traz. Com os novos conhecimentos, as áreas de comunicação e tecnologia deram um longo passo para frente e é o que veremos neste trabalho. Boa Leitura!

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Primeira Guerra Mundial O período anterior à Guerra foi caracterizado por uma grande disputa política e por intensa corrida armamentista. As grandes potências imperialistas européias se envolviam em conflitos pelo controle das matérias-primas e dos mercados mundiais, principalmente sobre territórios Afro-asiáticos. As pretensões austríacas fez crescer os movimentos nacionalistas na região; várias sociedades secretas surgiram para agir contra a Áustria, como a Jovem Bósnia, que pretendiam a criação de um único Estado que envolvesse os povos eslavos da região e para isso julgavam necessário eliminar a política imperialista dos austríacos. Francisco Ferdinando, herdeiro do trono austríaco, resolveu ir à Bósnia no final de junho de 1914 e ao desfilar em locais públicos sem um esquema espacial de segurança, foi alvo fácil de um atentado minutos após sua esposa também sofrer um ataque que serviu para agudizar as tensões existentes, já que colocava o governo da Sérvia sob suspeita. O atentado de Sarajevo é considerado o estopim para o início da Grande Guerra, devido ao sistema de alianças que se havia formado no período anterior, pois, apoiada pela Alemanha, a Áustria deu um ultimato à Sérvia para que o incidente fosse por uma comissão mista. O sistema de alianças: Os países europeus começaram a fazer alianças políticas e militares desde o final do século XIX. Durante o conflito mundial estas alianças permaneceram. De um lado havia a Tríplice Aliança formada em 1882 por Itália, Império Austro-Húngaro e Alemanha ( a Itália passou para a outra aliança em 1915). Do outro lado a Tríplice Entente, formada em 1907, com a participação de França, Rússia e Reino Unido. A Guerra foi dividida em 3 fases. 1° (1914)Esse período caracterizou-se por movimentos rápidos envolvendo grandes exércitos. Certo de que venceria a guerra em pouco tempo, o exército alemão invadiu a Bélgica, e , depois de suplantá-la, penetrou no território francês até as proximidades de Paris. Os franceses contra-atacaram e, na Primeira Batalha do Marne, em setembro de 1914, conseguiram deter o avanço alemão. 2°(1915-1916) Na frente ocidental, essa fase foi marcada pela guerra de trincheiras: os exércitos defendiam suas posições utilizando-se de uma extensa rede de trincheiras que eles próprios cavavam. Enquanto isso, na frente oriental, o exército alemão impunha sucessivas derrotas ao mal-treinado e muito mal-armado exército russo. Apesar disso, entretanto, não teve fôlego para conquistar a Rússia. 3°(1917-1918) Ocorreram dois fatos decisivos para o desfecho da guerra: a entrada dos Estados Unidos no conflito e a saída da Rússia. Os Estados Unidos entraram na guerra ao lado da Inglaterra e da França. Esse apoio tem uma explicação simples: os americanos tinham feitos grandes investimentos nesses países e queriam assegurar o seu retorno. Outras nações também se envolveram na guerra. Turquia e Bulgária juntaram-se à Tríplice Aliança, enquanto Japão, Portugal, Romênia, Grécia, Brasil, Canadá e Argentina colocaram-se ao lado da Entente. A saída da Rússia da guerra está relacionada à revolução socialista ocorrida em seu território no final de 1917. O novo governo alegou que a guerra era imperialista e que o seu país tinha muitos problemas internos para resolver. A Alemanha, então, jogou sua última cartada, avançando sobre a França antes da chegado dos norte-americanos à Europa. Entretanto, os alemães foram novamente detidos na Segunda Batalha do Marne e forçados a recuar. A partir desse recuo, os 5

países da Entente foram impondo sucessivas derrotas aos seus inimigos. A Alemanha ainda resistia quando foi sacudida por uma rebelião interna, que forçou o imperador Guilherme II a abdicar em 9 de novembro de 1918. Dois dias depois rendeu-se, assinando um documento que declarava a guerra terminada.

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Segunda Guerra Mundial Iniciada setembro de 1939, foi a maior catástrofe provocada pelo homem em toda a sua longa história. Envolveu setenta e duas nações e foi travada em todos os continentes (direta ou indiretamente). A Segunda Guerra foi conseqüência de um conjunto de continuidades e questões mal resolvidas pelos tratados de paz estabelecidos após a Primeira Guerra Mundial. Os confrontos foram divididos entre duas grandes coalizões militares: os Aliados, liderados por Estados Unidos, Inglaterra, França e União Soviética; e o Eixo, composto pela Itália, Alemanha e Japão. O período de 1939 a 1941 foi marcado por vitórias do Eixo, lideradas pelas forças armadas da Alemanha, que conquistou o Norte da França, Iugoslávia, Polônia, Ucrânia, Noruega e territórios no norte da África. O Japão anexou a Manchúria, enquanto a Itália conquistava a Albânia e territórios da Líbia. Em 1941 o Japão ataca a base militar norte-americana de Pearl Harbor no Oceano Pacífico (Havaí). Após este fato, considerado uma traição pelos norteamericanos, os estados Unidos entraram no conflito ao lado das forças aliadas. De 1941 a 1945 ocorreram as derrotas do Eixo, iniciadas com as perdas sofridas pelos alemães no rigoroso inverno russo. Neste período, ocorre uma regressão das forças do Eixo que sofrem derrotas seguidas. Com a entrada dos EUA, os aliados ganharam força nas frentes de batalhas. Este importante e triste conflito terminou somente no ano de 1945 com a rendição da Alemanha e Itália. O Japão, último país a assinar o tratado de rendição, ainda sofreu um forte ataque dos Estados Unidos, que despejou bombas atômicas sobre as cidades de Hiroshima e Nagazaki. Uma ação desnecessária que provocou a morte de milhares de cidadãos japoneses inocentes, deixando um rastro de destruição nestas cidades. Os prejuízos foram enormes, principalmente para os países derrotados. Foram milhões de mortos e feridos, cidades destruídas, indústrias e zonas rurais arrasadas e dívidas incalculáveis. O racismo esteve presente e deixou uma ferida grave, principalmente na Alemanha, onde os nazistas mandaram para campos de concentração e mataram aproximadamente seis milhões de judeus. Em outubro de 1945, os países vencedores reuniram-se em Londres, a fim de decidir as condições de paz. Naquela ocasião, firmou-se entre eles a divisão da Alemanha e, posteriormente, de Berlim. Os nazistas foram julgados no Tribunal de Nuremberg e seu potencial industrial foi distribuído entre as partes envolvidas. O destino dos países satélites da Alemanha nazista também firmou-se por meio de tratado: Em 1947, estabeleceu-se a paz com a Itália, que perdeu suas colônias para os vencedores.

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Guerra entre Palestinos e Judeus Israelenses e palestinos travam conflito durante dezenas de anos, as divergências entre as duas nações estão ligadas às questões religiosas, nas quais envolvem judeus e mulçumanos. No século XIX, já existia um movimento que buscava a criação de um Estado independente na Palestina. Na década de 30, cresceu o número de judeus na palestina proveniente do Nazismo, promovendo um significativo aumento na comunidade judaica. Com o aumento do fluxo de judeus em direção à Palestina, a Inglaterra que controlava a região, a partir de 1937 limitou a entrada, surgindo um fenômeno de migração clandestina. A divisão do território imposta pela ONU foi questionada pelos árabes que por serem cerca de 67% da população se sentiram prejudicados pois ficaram com 42,9% das terras e os judeus que eram a minoria ficaram com cerca de 56,5% das terras.Esses conflitos envolvem não só esses países mais muitos outros como por exemplos: Líbano; Síria; Iraque entre outros.

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Revolução Chinesa Para exercer sua dominação, as nações imperialistas contavam com o apoio de uma propaganda massiva e a conivência dos imperadores chineses da dinastia Manchu, que dominavam o país desde o século XVII. Esse contexto marcado por privilégios e humilhações levou inúmeros chineses a organizaram atos de rebeldia. Em 1900 os Boxers, membros de uma sociedade secreta que praticava o boxe sagrado, iniciaram uma revolta nacional contra os estrangeiros, mas acabaram massacrados pelos exércitos das potências ocidentais que haviam se unido contra eles Aos poucos, as camadas populares foram se engajando na luta pela democracia. Finalmente, em 1911, o antigo império chinês desabou. A revolta que pôs fim à monarquia chinesa foi liderada por Sun Yat-sen, nomeado então presidente da República recém-proclamada. Sun Yat-sen, junto com seus seguidores, fundou o Kuomintag, Partido Nacional do Povo.

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Revolução Cubana Cuba conseguiu libertar-se da Espanha em 1898, com um exército comandado por José Martí composto em sua maioria por ex-escravos .Apesar de politicamente independente, o país passou a ser quase totalmente dominado pelos norte-americanos. Estes compravam a maior parte do açúcar cubano, o principal produto de exportação da ilha, e se aproveitavam disso para impor sua tutela. Essa dominação foi oficializada, através da imposição da Emenda Platt, por meio da qual os norte-americanos se reservavam o direito de instalar bases militares no país e de intervir militarmente toda vez que considerassem seus interesses ameaçados. Quase toda a riqueza de Cuba estava nas mãos de poucas famílias nativas e de empresas norte-americanas instaladas no país. Enquanto isso, milhões de cubanos alimentavam-se mal, moravam em barracos e viviam de empregos temporários. Foi nesse cenário marcado por intensa desigualdade social que um grupo de revolucionários, liderado pelo jovem advogado cubano Fidel Castro, iniciou uma luta sem tréguas contra o ditador Fulgêncio Batista (1934-1958). Depois de uma tentativa fracassada de chegar ao poder, os revolucionários embrenharam-se na Sierra Maestra e, apoiados pelos camponeses partiram para a guerra de guerrilhas. Em janeiro de 1959, Fidel e seus companheiros, entre os quais estava o médico argentino Ernesto “Che” Guevara, conseguiram conquistar o poder, obrigando Batista a fugir do país. As principais medidas do novo governo foram; • a reforma agrária com distribuição de terras a 200 mil famílias; • redução em 50% nos aluguéis, de 25% nos livros escolares e 30% das tarifas de eletricidade; • nacionalização de usinas, indústrias e refinarias. Os norte-americanos consideraram-se prejudicados por esta última medida. Como represaria, deixaram de comprar o açúcar cubano Os EUA reagiram rompendo relações diplomáticas com Cuba em janeiro de 1961. Três meses depois, 1.500 homens invadiram a baía dos Porcos, no litoral sul de Cuba, com o apoio aéreo dos Estados Unidos. A invasão da baía dos Porcos fracassou e centenas de norteamericanos foram presos. Em 1962, ocorreu a “Crise dos Mísseis”, quando o então presidente norte-americano John Kennedy bloqueou a ilha por mar, ameaçando invadi-la sob a alegação de que os soviéticos tinham ali instalado mísseis nucleares. O conflito foi resolvido por meio de um acordo entre os EUA e a URSS que determinava a retirada dos mísseis soviéticos, em troca do compromisso de os norte-americanos não invadirem a ilha. Neste mesmo ano, Cuba foi expulsa da OEA sob a alegação de que estava exportando os ideais socialistas para todo o continente. Nas décadas seguintes os países latino-americanos foram reatando pouco a pouco suas relações com Cuba.

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Crise do petróleo A crise do petróleo aconteceu em quatro fases, todas depois da Segunda Guerra Mundial provocada pelo embargo dos países membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e Golfo Pérsico de distribuição de petróleo para os Estados Unidos e países da Europa.A região petrolífera do Golfo Pérsico foi descoberta em 1908 no Irã, a partir daí, toda a região começou a ser visada estrategicamente e explorada. Em 1960, na cidade de Bagdá, os cinco principais produtores de petróleo (Arábia Saudita, Irã, Iraque, Kwait e Venezuela) fundaram a Organização dos Países Exportadores de Petróleo. A criação da OPEP foi uma forma de reivindicar perante uma política de achatamento de preços praticada pelo cartel das grandes empresas petroleiras ocidentais – as chamadas "sete irmãs" (Standard Oil, Royal Dutch Shell, Mobil, Gulf, BP e Standard Oil da California).A crise do petróleo foi desencadeada num contexto de déficit de oferta, com o início do processo de nacionalizações e de uma série de conflitos envolvendo os produtores árabes da OPEP, como a guerra dos Seis Dias (1967), a guerra do Yom Kipur (1973), a revolução islâmica no Irã (1979) e a guerra IrãIraque (a partir de 1980). Os preços do barril de petróleo atingiram valores altíssimos, chegando a aumentar até 400% em cinco meses (17/10/1973 – 18/3/1974)[1], o que provocou grande recessão nos Estados Unidos e na Europa e desestabilizou a economia ao redor do mundo.A primeira fase ocorreu em 1956 depois que o presidente do Egito na época Gamal Nasser nacionalizou o Canal de Suez até então propriedade de uma empresa Anglo-Francesa. A segunda fase aconteceu em 1973 em protesto pelo apoio prestado pelos Estados Unidos a Israel durante a Guerra do Yom Kippur, tendo os países países árabes organizados na OPEP aumentado o preço do petróleo em mais de 300%.A terceira fase, ocorreu durante a crise política no Irã e a consequente deposição de Xá Reza Pahlevi o que desorganizou todo o setor de produção no Irã, onde os preços aumentaram em mais de 1000%.A quarta fase foi a Guerra do Golfo em 1991, depois que o Iraque governado por Saddam Hussein ter invadido o país vizinho Kuwait, um dos maiores produtores de petróleo do mundo.

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Guerra do Golfo A Guerra do Golfo foi um conflito provocado pelo Iraque no território do Kuwait que se iniciou no dia 02 de agosto de 1990. O conflito envolveu ainda países como os Estados Unidos, Grã-Bretanha, Arábia Saudita e Egito que foram afetados diretamente. O conflito foi iniciado quando Sadddam Hussein, o presidente do Iraque instigou o Kuwait a provocar a diminuição dos preços do petróleo. Além de exigir que o Kuwait indenizasse o Iraque pelos prejuízos obtidos pelo petróleo em baixa, Saddam restaurou conflitos territoriais antigos entre os países. Com a rejeição do Kuwait às exigências, Saddam ordenou a invasão ao país objetivando tomar controle sobre seus campos de petróleo. A invasão iraquiana fez com que os preços do petróleo subissem consideravelmente fazendo com que os países reagissem contra o Iraque que fechou o Golfo Pérsico. Liderados pelos Estados Unidos, as nações reivindicavam que a ONU interferisse no conflito e determinasse a abertura do Golfo Pérsico. A ONU por sua vez, determinou um prazo para que o Kuwait fosse libertado das tropas iraquianas, o que foi contestado friamente por Saddam que impôs a condição da criação do Estado Palestino para o cumprimento da determinação. No dia 17 de janeiro de 1991, foi iniciado um grande ataque aéreo para forçar a retirada das tropas iraquianas. Em 27 de fevereiro, grande parte do Iraque já estava destruída, o que fez com que no dia posterior os Estados Unidos declarassem o cessar-fogo. Este, somente ocorreu no mês de abril quando o Iraque se rendeu. Ao se retirarem do Kuwait, as tropas iraquianas colocaram fogo nos poços de petróleo e ainda derramaram o mesmo por todo o Golfo Pérsico provocando a morte de inúmeras espécies.

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Fim da URSS Com o fim do governo de Stálin voltou à tona uma série de transformações que abriu portas para o fim da centralização política. No governo de Nikita Kruchev, várias das práticas corruptas e criminosas do regime stalinista foram denunciadas. Depois de seu governo, Leonid Brjnev firmou-se frente a URSS de 1964 a 1982. Depois desse período, Andropov e Constantin Tchernenko assumiram o governo russo. Os problemas gerados pela burocratização do governo soviético foram piorando a situação social, política e econômica do país. O fechamento do país para as nações não-socialistas forçou a União Soviética a sofrer um processo de atraso econômico que deixou a indústria soviética em situação de atraso. Além disso, os gastos gerados pela corrida armamentista da Guerra Fria impediam que a União Soviética fosse capaz de fazer frente às potências capitalistas. As promessas de prosperidade e igualdade, propagandeadas pelos veículos de comunicação estatais, fazia contraste com os privilégios a uma classe que vivia à custa da riqueza controlada pelo governo. Esse grupo privilegiado, chamado de nomenklatura, defendia a manutenção do sistema unipartidário e a centralização dos poderes políticos. No ano de 1985, o estadista Mikhail Gorbatchev assumiu o controle do Partido Comunista Soviético com idéias inovadoras, governamentais, Gorbatchev empreendeu duas medidas: a perestroika ( reestruturação) visava modernizar a economia russa com a adoção de medidas que diminuía a participação do Estado na economia, e a glasnost (transparência) tinha como objetivo abrandar o poder de intromissão do governo nas questões civis. A URSS buscou dar sinais para o fim da Guerra Fria. As tropas russas que ocupavam o Afeganistão se retiraram do país e novos acordos econômicos foram firmados junto aos Estados Unidos. Logo em seguida, as autoridades soviéticas pediram auxílio para que outras nações capitalistas fornecessem apoio financeiro para que a nação soviética superasse suas dificuldades internas. A ação renovadora de Gorbatchev criou uma cisão política no interior da União Soviética, à burocracia estatal e militar faziam forte oposição à abertura política e econômica do Estado soviético. Em contrapartida, um grupo de liberais liderados por Boris Ieltsin defendia o aprofundamento das mudanças com a promoção da economia de mercado e a privatização do setor industrial russo.

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Em agosto de 1991, um grupo de militares tentou dar um golpe político sitiando com tanques a cidade de Moscou.O golpe militar foi um fracasso e abriu portas para que os liberais tomassem o poder. No dia 29 de agosto de 1991, o Partido Comunista Soviético foi colocado na ilegalidade. Temendo maiores agitações políticas na Rússia, as nações que compunham a União Soviética começaram a exigir a autonomia política de seus territórios. . Letônia, Estônia e Lituânia foram os primeiros países a declararem sua independência. No final daquele mesmo ano, a União Soviética somente contava com a integração do Cazaquistão e do Turcomenistão. Em 1992, o governo foi passado para as mãos de Boris Ieltsin. Mesmo implementando diversas medidas modernizantes, o governo Ieltsin foi marcado por crises inflacionárias que colocavam o futuro da Rússia em questão. No ano de1998 a crise econômica russa atingiu patamares alarmantes. Sem condições de governar o governo, doente e sofrendo com o alcoolismo, Boris Ieltsin reiniciou ao governo. Somente a partir de 1999, com a valorização do petróleo no governo de Vladimir Putin, a Rússia deu sinais de recuperação.

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Guerra dos seis dias Envolveu Israel contra o Egito, a Jordânia e a Síria. A partir de 1959, com a criação do Al cresceram os ataques terroristas palestinos, Cada ataque era respondido com uma retaliação israelense, muitas vezes maior que a investida sofrida e nem sempre dirigida especificamente contra os atacantes. Quando a Síria passou a dar apoio aos guerrilheiros palestinos ao ataques atingiu altos níveis. Em abril de 1967, a Força Aérea israelense atacou a Jordânia e, no mês seguinte, o Egito colocou suas Forças Armadas em alerta. Nasser ordenou a retirada das tropas da ONU do Egito e as substituiu por divisões egípcias, ocupando o golfo de Ácaba e bloqueando o porto israelense de Eilat, que recebia suprimentos petrolíferos do Irã. No final de maio, Jordânia e Síria firmaram o Acordo de Defesa Mútua com o Egito. Em julho, Israel atacou sem declaração de guerra, dizimando a Força Aérea egípcia em terra. O exército egípcio foi derrotado, juntamente com o da Jordânia e o da Síria. Como resultado, Israel conquistou a península do Sinai (devolvida ao Egito em 1982), a Faixa de Gaza, a Cisjordânia e as colinas de Golã, aumentando sua área para 89.489 km2. O cessar-fogo, decretado pela ONU, foi atendido pelos árabes, mas Israel não retirou suas tropas dos territórios ocupados.

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Canal de Suez Com o objetico de garantir o acesso dos ocidentais (principalmente franceses e ingleses) ao comércio oriental, antes realizado pelo contorno do sul da África. O controle das operações realizadas no canal ficou sob o domínio inglês e continuou mesmo após a independência do Egito. No entanto, em 1952, um Golpe de Estado realizado pelo revolucionário Gamal Abdel Nasser pôs fim ao regime monárquico do rei Faruk. A liderança de Nasser no governo egípcio revelou uma política de caráter nacionalista, buscando a modernização do Estado por meio da reforma agrária, do desenvolvimento da indústria e de uma melhor distribuição de renda. A luta contra o Estado de Israel, entretanto, não deixou de ser alimentada. Nasser nacionalizou o Canal de Suez e proibiu a navegação de navios israelenses no local. A medida causou um grande impacto na Inglaterra, França e Israel que, então, iniciaram uma guerra contra o Egito. No desenrolar do conflito, os egípcios foram derrotados, mas os Estados Unidos e a União Soviética interferiram, obrigando os três países a retirarem-se dos territórios ocupados. Ao final, o Canal de Suez voltava, definitivamente, para o Egito, mas com o direito de navegação estendido a qualquer país.

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Guerra do Camboja O Camboja fica no sul da Ásia, no sudoeste do Vietnã. Essa região pertenceu à França, no contexto imperialista,e durante a Segunda Guerra foi dominada pelos japoneses. Em 1955, ela tornou-se independente, instalando-se em suas fronteiras uma Monarquia constitucional. A rebelião estendeu-se por grandes áreas do Camboja, onde se registrou interferência norteamericana, em maio de 1970. Entretanto, protestos realizados pela população norte-americana no interior do território de seu país obrigaram o invasor a abandonar o local. Contudo, a ajuda dos Estados Unidos continuou em forma de bombardeios às regiões ocupadas pelos guerrilheiros. Não obstante, em abril de 1975, o Khmer Vermelho (nome da oposição liberada por Sihanuk) tomou o poder, instalando a República Democrática da Kampuchea. O projeto político não se efetivou devida às diferentes facções, surgindo a liderança de Pol Pot em oposição à anterior. Novos e violentos conflitos, envolvendo a população urbana, trouxeram a morte de muitos e a aproximação da China à revolução. Em 1978, a Frente Unida para a Salvação de Kampuchea iniciou sua luta, culminando com a deposição de Pol Pot em 1979.

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Guerra do Afeganistão Com o término da Segunda Guerra Mundial as principais nações européias que eram potências mundiais na época ficaram destruídas, pois o conflito armado ocorreu na própria Europa, suas indústrias foram destruídas impedindo que essas abastecessem o mercado mundial. Foi a partir desse fato que os Estados Unidos despontaram, ao abastecer o mercado mundial e financiar a reconstrução da Europa, isso provocou no país uma ascensão industrial e econômica, doravante os Estados Unidos se consolidou como a maior potência mundial, econômica e militar.A condição de potência mundial norte-americana fez com que o país pensasse ser o “administrador” do mundo.Em 2001, foi empossado como presidente dos EUA o republicano conservador George W. Bush, filho do ex-presidente George Bush, com uma mentalidade não muito diplomática e que coloca acima de tudo os interesses econômicos norte-americanos. Nesse mesmo ano iniciou a guerra do Afeganistão que foi iniciada por uma série de atentados terroristas ocorridos em 11 de setembro de 2001, esse foi o estopim da guerra, pois atingiu profundamente os americanos. Esse ato terrorista foi visto simultaneamente no mundo inteiro, que aconteceu quando dois aviões cheios de gasolina atingiram as torres gêmeas, World Trade Center, em Nova York (símbolo do poder econômico e do capitalismo), um avião foi lançado no Pentágono (órgão responsável pela defesa americana), nas torres morreram 3.000 pessoas, no Pentágono houve mais de 100 mortos e milhares de feridos, além de um terceiro avião que caiu no Estado da Virgínia, esse provavelmente a própria força aérea americana deve ter abatido. Os atentados foram provocados pelo grupo terrorista Al-Qaed, financiado pelo bilionário Osama Bin Laden, um fundamentalista taliban. Após os atentados, o presidente George Bush adotou medidas ofensivas ao terrorismo e o alvo central era o Afeganistão, os EUA contaram com a participação da Grã-Bretanha, de inimigos do passado como a Rússia e o Paquistão. Em outubro de 2001 os EUA e o Reino Unido lançaram várias bombas em cidades.

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Atentados de 11 de Setembro Foram uma série de ataques suicidas, coordenados pela Al-Qaeda contra alvos civis nos Estados Unidos da América em 11 de Setembro de 2001. Na manhã deste dia, quatro aviões comerciais foram seqüestrados, sendo que dois deles colidiram contra as torres do World Trade Center em Manhattan, Nova York. Um terceiro avião, o American Airlines Flight 77, foi direcionado pelos seqüestradores para uma colisão contra o Pentágono, no Condado de Arlington, Virgínia. Os destroços do quarto avião, United Airlines Flight 93, foram encontrados espalhados num campo próximo de Shanksville, Pensilvânia. Só o ataque em si excedeu o saldo de aproximadamente 2400 militares norte-americanos mortos no ataque sem aviso prévio dos japoneses à base naval de Pearl Harbor em 1941; além disso, essa terrível demonstração de impunidade foi caprichosamente planejada e direcionada aos ícones americanos, praticada impunemente, e tendo como armas aviões comerciais. O ato agravou-se muito mais por ter sido transmitido ao vivo pelas cadeias de TV do mundo inteiro, com a própria tecnologia americana. Tal ataque, ainda sem precedentes em toda a história da humanidade, feriu profundamente o orgulho americano e superou, em muito, o efeito moral imposto às tropas americanas pela força aérea japonesa.

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Guerra Irã - Iraque Conflitos entre o Irã e o Iraque com fins de ganhos territorial e político no Oriente Médio, durando cerca de 10 anos, entre 1980 e 1990. Tudo começou em 1980 quando Saddam Hussein, líder iraquiano, revogou um tratado firmado em 1975, no qual cedia cerca de 518 quilômetros quadrados de sua área ao Irã e em troca o país cessaria a assistência militar à minoria curda no Iraque, que lutava pela independência. Saddan reconquistar seu território cedido ao Irã por meio do acordo, então invadiu três ilhas iranianas no estreito de Ormuz e em 22 de Setembro de 1980, invadiu a zona ocidental do Irã. Os interesses iraquianos eram claros: desestabilizar o governo islâmico iraniano de Teerã e anexar importantes territórios ricos em petróleo.Iraque não conseguia vencer as tropas iranianas e a ofensiva iraquiana encontrou forte resistência. Todas as vezes que o Iraque conquistava um território, o Irã recapturava-o. Vendo que era forte a resistência iraniana, o Iraque propôs um cessar-fogo, que não foi aceito pelo Irã. A sorte do Iraque foi o fato do país ter o apoio de todas as potências, como EUA e URSS. Isso foi muito importante para assegurar ao país, uma condição mínima de resistância à vontade de guerra iraniana. Porém esse apoio foi abalado quando em meados da década de 80, o país foi acusado de ter utilizado armas químicas contra as tropas iranianas. Conselho de Segurança da ONU exigiu um cessar-fogo. O Iraque, que desde antes já havia proposto, aceitou logicamente, porém o Irã contuinuava a retalização à ofensiva iraquiana. O principal fator que levou o Irã, depois de exaustivas negociações, a aceitar o cessar-fogo foi o fato de sua economia estar totalmente abalada. O acordo de paz se deu no dia 15 de agosto de 1988. Em 1990, o Iraque aceitou o acordo de Argel de 1975, que estabelecia as mesmas fronteiras com o Irã que já havia antes da guerra. O resultado da Guerra Irã-Iraque foi zero, pois não houveram vencedores, ambos os países perderam. Ambas economias foram completamente desestruturadas, os domínios territoriais e políticos continuaram iguais, além da morte de cerca de 1,5 milhão de vidas no conflito.

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Revolução Xiita no Irã Na década de 1950, o primeiro-ministro Mossadegh iniciou um plano de nacionalização da exploração do petróleo que era mal visto pelo governante do país, Reza Pahlevi, e pelo ocidente, extremamente dependente desse produto. Pahlevi chegou a ser derrubado, mas voltou ao poder com apoio dos EUA. Iniciou-se então um longo período de crise interna, repressão e perseguição a lideranças político-religiosas como o Aiatolá Khomeini, crítico da postura pró-ocidental do governo, exilado na França. A crise agravou-se na década de 1970 e terminou por derrubar o governo através de uma revolução religiosa xiita liderada por Khomeini, que voltou ao país em 1979 e instalou o atual sistema iraniano, uma república islâmica. Imediatamente o Irã suspendeu o fornecimento de petróleo aos EUA e seus aliados, gerando um grande aumento de preços conhecido como o “segundo choque do petróleo”.

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Questão Basca O surgimento de uma nação, em tese, envolve a definição de um território onde um grupo de pessoas dotado de um conjunto mínimo de características culturais e históricas consolidam certo sentimento de unidade entre si. No entanto, vemos que em diversos casos específicos, uma mesma nação pode agrupar grupos étnicos, culturais ou religiosos que não partilham dessa mesma sensação de pertencimento. Em geral, os grupos alheios à nação sofrem casos de discriminação ou, em outros casos, formam um movimento de independência. Na região ibérica, a questão do povo basco exemplifica esse tipo de inadequação de um povo frente um determinado Estado Nacional. Os bascos, encravados na fronteira entre a Espanha e a França, correspondem a um povo dotado de uma cultura e língua própria. Estabelecendo um movimento nacionalista desde o século XIX, os bascos começaram organizar um movimento de emancipação durante a ditadura militar do general espanhol Francisco Franco (1939 – 1975). Durante o governo de Franco os nacionalistas bascos sofreram forte opressão, sendo proibidos de expressar qualquer traço de sua cultura. Mediante tamanha opressão surgiu, em 1959, um movimento em prol da libertação do povo basco chamado Euskadi Ta Askatasuna (“Pátria Basca e Liberdade”), mais conhecido como ETA. Inicialmente buscando lutar contra a ditadura de Franco, o ETA foi desde sempre influenciado pelo socialismo. Com a queda do regime ditatorial, algumas conquistas políticas foram concedidas ao povo basco. No ano de 1979, o Tratado de Guernica concedeu algumas liberdades administrativas ao povo basco. Na década de 1990, diversos de seus líderes foram capturados pelas autoridades, o que acabou reduzindo o grupo a cerca de 200 integrantes. Mesmo assim, em 1999, alguns atentados fizeram do grupo uma ameaça à estabilidade naquela região. Em resposta, autoridades da França e da Espanha uniram-se contra os terroristas do ETA. No ano de 2003, o poder judiciário espanhol decretou a ilegalidade do Partido Batasuna. Em 2004, as novas eleições na Espanha e um grande atentado colocaram o ETA e a Questão Basca mais uma vez em evidência. Após a explosão de vários trens no dia 11 de março, o candidato conservador e então primeiro-mininstro José Maria Aznar responsabilizou o ETA pela autoria dos atentados. No entanto, logo em seguida, documentos comprovaram que as explosões eram de responsabilidade da Al Qaeda. Notando que Aznar utilizou dos atentados buscando promover sua candidatura, a população espanhola deu a vitória ao candidato socialista José Luís Zapatero.

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Questão da Irlanda Ao longo dos séculos, as desunidas tribos locais enfrentaram várias investidas estrangeiras, como as dos vikings. Em 1175, num ataque mais organizado, o rei anglo-normando Henrique II ocupou a região. Durante 300 anos, os anglo-normandos limitaram-se a controlar Dublin e suas cercanias. Após 1494, o rei da Inglaterra optou pela presença direta de um representante e subordinou o parlamento irlandês ao inglês. Em 1534, o rei Inglês Henrique VIII rompeu com a Santa Sé e tornou-se o chefe da Igreja Anglicana. Tal fato desagradou o sentimento irlandês, fortemente identificado com o catolicismo. Disso resultaram inúmeros embates entre irlandeses e ingleses, ou seja, entre católicos e protestantes. De um lado, os irlandeses lutavam pela autonomia política e religiosa; de outro, os ingleses lutavam pela manutenção da hegemonia sobre a Irlanda - e se apoderavam das melhores terras. 1916 Os ingleses esmagaram o movimento, mas era evidente que seu domínio na Irlanda chegava ao fim. Em 1919, surgiu o Exército Republicano Irlandês (Irish Republican Army IRA) que passou a utilizar-se da guerrilha e do terrorismo na luta pela independência. Em 1922, a maioria das províncias integrou o Estado Livre do Eire, autônomo, que em 1949 transformou-se numa república. As províncias nortistas do Ulster continuaram no Reino Unido - e o IRA prosseguiu na luta para unificar a Irlanda. Nas últimas três décadas, o IRA e os grupos protestantes do Ulster que defendem a permanência no Reino Unido foram responsáveis por vários atentados na região, principalmente na capital, Belfast. Em 1997, com a ascensão do Partido Trabalhista inglês ao poder, a criação do Euro e a nova ordem mundial, criaram-se novas condições de negociação política. E a Inglaterra tem uma nova preocupação: fortalecer-se dentro da Europa. O governo de Dublin, por sua vez, está preocupado em prosseguir com o "milagre irlandês", aproveitando ao máximo a conjuntura favorável ao desenvolvimento da economia. A suspensão dos atentados por ambos os lados foi fundamental para que as negociações pudessem existir, criando condições concretas para a pacificação da região.

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Doutrina keynesiana Keynesiana, doutrina, conjunto de idéias que propunham a intervenção estatal na vida econômica com o objetivo de conduzir a um regime de pleno emprego. As teorias de John Maynard Keynes tiveram enorme influência na renovação das teorias clássicas e na reformulação da política de livre mercado. Acreditava que a economia seguiria o caminho do pleno emprego, sendo o desemprego uma situação temporária que desapareceria graças às forças do mercado. O objetivo do keynesianismo era manter o crescimento da demanda em paridade com o aumento da capacidade produtiva da economia, de forma suficiente para garantir o pleno emprego, mas sem excesso, pois isto provocaria um aumento da inflação. Na década de 1970 o keynesianismo sofreu severa crítica por parte de uma nova doutrina econômica: o monetarismo. Em quase todos os países industrializados o pleno emprego e o nível de vida crescente alcançados nos 25 anos posteriores à II Guerra Mundial foram seguidos pela inflação. Os keynesianos admitiram que seria difícil conciliar o pleno emprego e o controle da inflação, considerando, sobretudo, as negociações dos sindicatos com os empresários por aumentos salariais. Por esta razão, foram tomadas medidas que evitassem o crescimento dos salários e preços, mas a partir da década de 1960 os índices de inflação foram acelerados de forma alarmante. Monetarismo, teoria macroeconômica que se ocupa de analisar a oferta monetária. Identificase com uma interpretação da forma como a oferta de dinheiro afeta outras variáveis, como os preços, a produção e o emprego, contrapondo-se ao keynesianismo. A ‘teoria quantitativa do dinheiro’ de Irving Fisher prevaleceu no monetarismo durante o século XX e formalizou-se em uma equação onde o nível geral de preços equivalia à quantidade de dinheiro multiplicada por sua ‘velocidade de circulação’ e dividida pelo volume de transações. Durante a década de 1970, analisava-se a demanda de dinheiro dos indivíduos da mesma forma que a de qualquer outro bem, dependendo da riqueza de cada indivíduo e do preço relativo do bem em questão. O monetarismo analisa em conjunto a demanda total de dinheiro e a oferta monetária. Os níveis desejados de saldos monetários reais tendem a variar com lentidão, enquanto a mudança dos saldos nominal é instantânea e dependem da atuação das autoridades monetárias. Esta afirmação implica que as variações dos preços ou as receitas nominais respondem, obrigatoriamente, a alterações na oferta de dinheiro, o que constitui o ponto de partida da tese de Milton Friedmam segundo a qual a inflação é apenas um fenômeno monetário.

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Comunicação Na Idade Contemporânea. Nascido próximo a Bolonha, Itália, o engenheiro elétrico Guglielmo Marconi, que inventou o primeiro sistema prático de comunicação sem fios, estudou na Universidade de Bolonha, onde fez suas primeiras experiências, usando ondas eletromagnéticas para as comunicações. Tanto o telégrafo (1838) como o telefone (1875) foram grandes saltos na evolução da tecnologia da comunicação. Uma enorme limitação dessas tecnologias era que as pessoas que as usavam tinham de estar ligadas por um fio. Se o fio se rompesse, ou se não pudesse ser passado, a comunicação seria impossível. Em 1887, o cientista alemão Heinrich Hertz (18571894) havia descoberto as ondas de rádio, mas foi Marconi quem as adaptou para o uso nas comunicações. O triunfo de Marconi ocorreu em 1895, quando ele conseguiu enviar uma mensagem eletrônica sem fio por uma distância de 2,4 quilômetros, nas proximidades de Bolonha. Três anos depois, Eugene Ducretet e Ernest Roger transmitiram uma mensagem sem fio pela cidade de Paris. E em 28 de março de 1899, Marconi enviou a primeira mensagem internacional, de Dover, na Inglaterra, para Wirnereux, na França, superando uma distância de 50 quilômetros. Em 12 de dezembro de 1901, ele conduziu com sucesso a primeira transmissão intercontinental sem fios, entre Poldhu, na Inglaterra, e uma estação receptora na região de Terra Nova, no Canadá, a 3.400 quilômetros de distância. Em 1903, Marconi criou uma estação de transmissão, chamada WCC, em South Wellmeet, Massachusetts. A cerimônia de inauguração da estação incluía uma troca de saudações entre o presidente americano Theodore Roosevelt e o rei Eduardo VII (1841-1910), da Inglaterra. Durante a Primeira Guerra Mundial (1914-1918), Marconi foi o encarregado das comunicações sem fio das forças militares italianas. E, depois de terminado o conflito, ele converteu seu iate, o Electra, num laboratório flutuante, no qual realizou outros experimentos em comunicação. Um fato curioso é que Marconi, em 1931, de Roma, na Itália, transmitiu um sinal que ligou o sistema de iluminação do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro.

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Tecnologia na Idade Contemporânea Damos o nome de Revolução Industrial ao conjunto de mudanças ocorridas na segunda metade do século XVIII, as quais marcaram o início da mecanização industrial. De fato, as mudanças sócio-políticas ocorridas nos século anteriores foram essenciais para o desencadeamento da Revolução Industrial e da modernização dos meios de produção. A constante ascensão da burguesia, que sempre ansiava por maiores lucros e menores custos, foi um destes fatores. Também podemos ressaltar o aumento populacional na Europa e a ampliação da demanda dos mercados consumidores. Diante destas situações, se iniciou na Inglaterra um processo marcado por significativos avanços tecnológicos. O pioneirismo inglês pode ser explicado a partir de muitos fatores. O primeiro deles é a enorme acumulação de recursos durante o capitalismo comercial. A presença abundante de carvão mineral em seu subsolo também foi algo decisivo, uma vez que esta era a principal fonte de energia na época. Além disso, podemos citar também a grande quantidade de mãode-obra disponível na Inglaterra, fato provocado pelas políticas dos cercamentos. Entre alguns exemplos de avanços tecnológicos registrados nesta época, podemos citar a máquina de fiar, o tear mecânico e hidráulico, e o barco e a locomotiva a vapor. Embora a Revolução Industrial tenha dado maior velocidade ao processo de transformações da matériaprima e aberto portas para o desenvolvimento do capitalismo, também resultou na ocorrência de sérios problemas sociais. Com o êxodo rural provocado pelos cercamentos, havia mão-de-obra em abundância nas cidades, o que levou à desvalorização do trabalho realizado nas fábricas. Para se ter uma idéia, os empregados tinham que trabalhar 18 horas por dia em péssimos ambientes de trabalho para receber um mísero salário no fim do mês. Esse paradoxo foi motivo para diversas manifestações e para a criação dos sindicatos. Posteriormente, o capitalismo industrial ganhou outras feições, o que muitos chamam de outras “fases” da Revolução Industrial. Na segunda metade do século XIX, surgiu a eletricidade, a ferrovia, o telégrafo e o motor a combustão (Segunda Revolução Industrial). Já na segunda metade do século XX, ocorreram novos e significativos avanços tecnológicos nas áreas da microeletrônica, robótica industrial, computadorização e biotecnologia, o que é chamado de Terceira Revolução Industrial.

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Conclusão

Daiany

[Conclusão]

Jéssica

[Conclusão]

Letícia

A Idade Contemporânea Possui uma marca de inúmeros conflitos como; crise do petróleo, guerra do golfo, fim da união soviética, guerra dos seis dias,entre outros. Teve varias evoluções quanto a tecnologia,comunicação. O desenvolvimento do capitalismo e a ascensão dos valores de um mundo em “progresso ininterrupto” figuram importantes fatos e correntes de pensamento do século XIX.

Mariana

A Idade Contemporânea foi um período de muitos conflitos, onde todas as nações estiveram envolvidas direta ou indiretamente. Os motivos são diversos, principalmente o poder econômico e político, além do preconceito. 27

As nações envolvidas, perderam muito nas guerras, mortes, e destruição nos próprios países. Foi marcada por avanços tecnológicos, e na área de comunicação, Além do desenvolvimento do Capitalismo.

Bibliografia

Guerras:
http://guerras.brasilescola.com/seculo-xxi/guerra-afeganistao.htm http://www.brasilescola.com/historiag/revolucao-chinesa.htm http://pt.wikipedia.org/wiki/Crise_do_petr%C3%B3leo http://mundoeducacao.uol.com.br/historiageral/guerra-golfo.htm http://www.brasilescola.com/historiag/urss.htm http://www.coladaweb.com/hisgeral/canalsuez.htm http://pt.wikipedia.org/wiki/Ataques_de_11_de_Setembro_de_2001 http://guerras.brasilescola.com/seculo-xx/guerra-irairaque.htm http://www.brasilescola.com/historiag/basca.htm http://www.brasilescola.com/historiag/a-questao-irlanda.htm http://www.brasilescola.com/historiag/doutrina-keynesiana.htm http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=57 http://www.suapesquisa.com/primeiraguerra/ http://www.brasilescola.com/historiag/primeira-guerra.htm http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/segunda_guerra.htm http://guerras.brasilescola.com/seculo-xx/a-segunda-guerra-mundial.htm

Comunicações http://www.meusestudos.com/biografias/guglielmo-marconi.html Tecnologia http://www.historiadetudo.com/revolucao-industrial.html 28

Participação do Aluno

Daiany

[Participação]

Jéssica

[Participação]

Letícia [Participação]

Mariana

[Participação]

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Questão da Irlanda Ao longo dos séculos, as desunidas tribos locais enfrentaram várias investidas estrangeiras, como as dos vikings. Em 1175, num ataque mais organizado, o rei anglo-normando Henrique II ocupou a região. Durante 300 anos, os anglo-normandos limitaram-se a controlar Dublin e suas cercanias. Após 1494, o rei da Inglaterra optou pela presença direta de um representante e subordinou o parlamento irlandês ao inglês. Em 1534, o rei Inglês Henrique VIII rompeu com a Santa Sé e tornou-se o chefe da Igreja Anglicana. Tal fato desagradou o sentimento irlandês, fortemente identificado com o catolicismo. Disso resultaram inúmeros embates entre irlandeses e ingleses, ou seja, entre católicos e protestantes. De um lado, os irlandeses lutavam pela autonomia política e religiosa; de outro, os ingleses lutavam pela manutenção da hegemonia sobre a Irlanda - e se apoderavam das melhores terras. 1916 Os ingleses esmagaram o movimento, mas era evidente que seu domínio na Irlanda chegava ao fim. Em 1919, surgiu o Exército Republicano Irlandês (Irish Republican Army IRA) que passou a utilizar-se da guerrilha e do terrorismo na luta pela independência. Em 1922, a maioria das províncias integrou o Estado Livre do Eire, autônomo, que em 1949 30

transformou-se numa república. As províncias nortistas do Ulster continuaram no Reino Unido - e o IRA prosseguiu na luta para unificar a Irlanda. Nas últimas três décadas, o IRA e os grupos protestantes do Ulster que defendem a permanência no Reino Unido foram responsáveis por vários atentados na região, principalmente na capital, Belfast. Em 1997, com a ascensão do Partido Trabalhista inglês ao poder, a criação do Euro e a nova ordem mundial, criaram-se novas condições de negociação política. E a Inglaterra tem uma nova preocupação: fortalecer-se dentro da Europa. O governo de Dublin, por sua vez, está preocupado em prosseguir com o "milagre irlandês", aproveitando ao máximo a conjuntura favorável ao desenvolvimento da economia. A suspensão dos atentados por ambos os lados foi fundamental para que as negociações pudessem existir, criando condições concretas para a pacificação da região.

Guerra Irã Iraque Conflito entre o Irã e o Iraque com fins de ganhos territorial e político no Oriente Médio, durando cerca de 10 anos, entre 1980 e 1990. Tudo começou em 1980 quando Saddam Hussein, líder iraquiano, revogou um tratado firmado em 1975, no qual cedia cerca de 518 quilômetros quadrados de sua área ao Irã e em troca o país cessaria a assistência militar à minoria curda no Iraque, que lutava pela independência. Saddan reconquistar seu território cedido ao Irã por meio do acordo, então invadiu três ilhas iranianas no estreito de Ormuz e em 22 de Setembro de 1980, invadiu a zona ocidental do Irã. Os interesses iraquianos eram claros: desestabilizar o governo islâmico iraniano de Teerã e anexar importantes territórios ricos em petróleo.Iraque não conseguia vencer as tropas iranianas e a ofensiva iraquiana encontrou forte resistência. Todas as vezes que o Iraque conquistava um território, o Irã recapturava-o. Vendo que era forte a resistência iraniana, o Iraque propôs um cessar-fogo, que não foi aceito pelo Irã. A sorte do Iraque foi o fato do país ter o apoio de todas as potências, como EUA e URSS. Isso foi muito importante para assegurar ao país, uma condição mínima de resistância à vontade de guerra iraniana. Porém esse apoio foi abalado quando em meados da década de 80, o país foi acusado de ter utilizado armas químicas contra as tropas iranianas. Conselho de Segurança da ONU exigiu um cessar-fogo. O Iraque, que desde antes já havia proposto, aceitou logicamente, porém o Irã contuinuava a retalização à ofensiva iraquiana. O 31

principal fator que levou o Irã, depois de exaustivas negociações, a aceitar o cessar-fogo foi o fato de sua economia estar totalmente abalada. O acordo de paz se deu no dia 15 de agosto de 1988. Em 1990, o Iraque aceitou o acordo de Argel de 1975, que estabelecia as mesmas fronteiras com o Irã que já havia antes da guerra. O resultado da Guerra Irã-Iraque foi zero, pois não houveram vencedores, ambos os países perderam. Ambas economias foram completamente desestruturadas, os domínios territoriais e políticos continuaram iguais, além da morte de cerca de 1,5 milhão de vidas no conflito.

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