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Tecidos Epiteliais e Tecidos Conjuntivos

Tecidos Epiteliais e Tecidos Conjuntivos

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Publicado porGerardo Furtado
Histologia: Tecidos Epiteliais e Conjuntivos
s organismos atualmente classificados no Reino Animalia (bem como os classificados no Reino Plantae) são pluricelulares, o que significa dizer que são formados por várias células. Diferentem ente de um simples agregado celular ou de uma colônia, contudo, animais e plantas apresentam clara (e complexa) diferenciação morfológica e fisiológica em suas células, que desta forma apresentam -se especializadas para o desempenho de diferentes funções em difere
Histologia: Tecidos Epiteliais e Conjuntivos
s organismos atualmente classificados no Reino Animalia (bem como os classificados no Reino Plantae) são pluricelulares, o que significa dizer que são formados por várias células. Diferentem ente de um simples agregado celular ou de uma colônia, contudo, animais e plantas apresentam clara (e complexa) diferenciação morfológica e fisiológica em suas células, que desta forma apresentam -se especializadas para o desempenho de diferentes funções em difere

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Histologia: Tecidos Epiteliais e Conjuntivos

s organismos atualmente classificados no Reino Animalia (bem como os classificados no Reino Plantae) são pluricelulares, o que significa dizer que são formados por várias células. Diferentem ente de um simples agregado celular ou de uma colônia, contudo, animais e plantas apresentam clara (e complexa) diferenciação morfológica e fisiológica em suas células, que desta forma apresentam -se especializadas para o desempenho de diferentes funções em diferentes posições no organismo. Os grupos celulares são classificados, de acordo com sua função e origem, em tecidos.

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TECIDOS EPITELIAIS
Os epitélios constituem u m grupo distinto de tecidos que recobrem toda a superfície corporal, cavidades e tubos, funcionando como interface entre os compartimentos biológicos. Por sua grande coesão celular, os tecidos epiteliais são principalmente tecidos de delimitação, separando meios e cavidades no organismo. Contudo, outras funções são desempenhadas pelos tecidos epiteliais. Desta forma, podemos citar co mo suas funções principais: Revestimento Proteção Absorção Secreção Recepção (neuroepitélios) Características das células epiteliais : 1 - Escassez substância intercelular: O contato entre as células é feito através do glicocálix. O glicocálix consiste de proteínas e fosfolipídeos conjugados com pequenos polissacarídeos, formando um revestimento celular externo. Aparentemente tem função de adesão entre as células, podendo simp lesmente promover a proteção mecân ica e química para a memb rana plasmát ica. 2 – Presença de Lâmina Basal: Todos os epitélios são mantidos por uma lâmina basal. Estas separam os epitélios dos tecidos conjuntivos subjacentes. 3 - Avascularização: os epitélios não são penetrados por vasos sanguíneos. A nutrição depende, portanto, da difusão de oxigênio e de metabólitos a partir dos tecidos subjacentes. 4 - Polaridade celu lar: a distribuição de organelas nas células obedece a uma polaridade. 0 pólo basal corresponde à região que "olha" para a lâmina basal e o pólo apical é a região que está oposta à lâmina basal. 5- Renovação constante pela atividade mitótica contínua das células, isto porque o tecido epitelial é constantemente esfoliado; apesar de as células epiteliais apresentarem intensa adesão mútua. Esta adesão é em parte devida ao glicocálix e reforçada por estruturas especiais. Nos tecidos epiteliais, há notoriamente uma grande coesão entre as células. Esta coesão é mantida basicamente pelas estruturas: Nexus: Junções tipo GAP ou de união. Amp las áreas de membranas intimamente opostas onde não ocorre fusão das memb ranas plasmáticas. Também permite a transferência de informação e de metabólitos de uma a outra célula adjacente. Co mplexo juncional: característica dos epitélios simples, formado s por três tipos de estruturas de adesão: a) Zônula de oclusão ou junção íntima: consistem de pequenas áreas nas quais a parte externa das membranas plasmáticas opostas acham-se fundidas umas às outras. Entre as áreas de fusão existem áreas às quais a fusão não ocorreu. A junção íntima isola o espaço intercelular da luz, impedindo a passagem de substância por entre as células. Tem efeito selador.

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b) Zona de adesão ou junção adesiva: Junção celular constituída por cinturões densos de material citoplasmático , u ma em cada célula adjacente. Situam-se mu ito pró ximas uma da outra e são unidas por feixes de proteínas especiais. c) Des mossomos: semelhantes à zona de adesão, diferenciam-se desta por serem descontínuos. Epitélios de Revestimento e Epi télios Glandul ares: Os epitélios que participam das funções de proteção e absorção são os epitélios de revestimento. Aqueles que tem funções secretoras estão geralmente dispostos em estruturas denominadas glândulas. Conceitualmente podemos dizer que o epitélio de revestimento constitui um tecido cujas células são justapostas, organizando uma ou mais camadas de revestimento contínuo, seja da superfície externa, co mo na epiderme, ou de superfície interna co mo no endotélio dos vasos. Classificação dos Epi télios de Revestimento: Os epitélios são classificados de acordo com três características morfológicas: - Nú mero de camadas celulares: u ma única camada de células epiteliais caracteriza u m epitélio simples, enquanto os epitélios compostos de mais de uma camada são denominados epitélios estratificados. - Forma das células: quando observadas em cortes obtidos perpendicularmente à superfície epitelial. A forma varia desde achatadas até cilíndricas altas. Nos epitélios estratificados a forma da camada das células mais externas determina a classificação. Exemp los de Epitélios de Revestimento: 1 - Epitélio Simp les: são definidos como epitélios superficiais constituídos de uma única camada de células. São quase sempre encontrados em superfícies absorventes ou secretoras e fornecem pequena proteção contra abrasão mecânica. As células que compreendem os epitélios simp les variam na forma, desde achatadas até cilíndricas altas, e disto depende sua função. Os epitélios simp les podem apresentar microvilosidades e cílios, que facilitam suas funções superficiais específicas. 1.1 - Ep itélio Pavimentoso Simp les: composto por células achatadas, de forma irregular, que constituem uma superfície contínua, geralmente comparada a u m pavimento. Encontrado revestindo superfícies envolvidas no transporte passivo de gases e líquidos como a superfície pulmonar e os capilares sanguíneos (endotélio). 1.2 - Epitélio Cúbico Simp les: nu m corte perpendicular à memb rana basal, as células epiteliais parecem quadradas. Geralmente reveste ductos e túbulos que podem ter função excretora, secretora ou absorvente, como os túbulos coletores do rim, glândulas salivares e pâncreas. 1.3 - Epitélio Cilíndrico (ou Pris mático) Simp les: é formado por células altas com núcleos elípticos, alongados, podendo se localizar na base, no centro e ocasionalmente no ápice do citoplasma. É encontrado geralmente em superfícies intensamente absorventes, como o intestino delgado e superfícies secretoras, como o esôfago. 1.4 - Epitélio Cilíndrico (ou Pris mático) Ciliado: Célu las cilíndricas que apresentam cílios, presentes no aparelho genital femin ino. 1.5 - Ep itélio Cilíndrico ou Prismát ico Pseudo-Estratificado Ciliado: Célu las cilíndricas altas, também ciliadas. 0 termo pseudo-estratificado se deve a aparência de que existe mais d e uma camada de células, quando observado em cortes. Entretanto, é um ep itélio simples porque todas as células repousam sobre a membrana basal. Estão presentes nas vias aéreas, traquéia e brônquios, dos mamíferos.

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2 - Epitélios Estratificados: Contém mais de u ma camada de células, tem principalmente função protetora e o grau e a natureza da estratificação se relacionam co m os tipos de desgastes físicos aos quais a superfície se expõe. A classificação dos epitélios estratificados geralmente se refere à estrutura das células da camada superficial. 2.1 Epitélio Pav imentoso Estratificado: Consiste em u m nú mero variável de camadas celulares que sofre transição morfo lógica e funcional desde as células cúbicas da base para as células superficiais achatadas. As células basais sofrem div isões mitóticas regulares dando origem a u ma sucessão de células que são progressivamente empurradas para a superfície livre. Durante a migração, as célu las passam por u m processo de maturação e depois de degeneração, na proporção em que se distanciam dos nutrientes, fornecidos pelo tecido conjuntivo subjacente. As células superficiais degeneradas são continuamente descamadas e substituídas pelas camadas mais profundas. Este epitélio constitui o revestimento da cavidade oral, faringe, esôfago, canal anal e vagina, lugares sujeitos à abrasão mecânica moderada e mantidos úmidos por secreções glandulares locais. 2.2 - Ep itélio Pavimentoso Estratificado Queratinizado: Constitui a superfície epitelial da pele e se acha adaptado a abrasão e dessecação constantes. Durante a maturação as células epiteliais sofrem u m processo denominado queratinização resultando na formação de uma camada superficial não celular que consiste de queratina, uma proteína fibrosa, e dos remanescentes das células epiteliais degeneradas. 2.3 - Epitélio de Transição: Ep itélio estratificado quase que unicamente presente nas vias urinárias de mamíferos. É especializado para sofrer distensões e a resistir à to xidez da urina. No órgão distendido o epitélio de transição ap arece com u ma ou três camadas celulares, como no epitélio cúbico estratificado; no órgão vazio parece ter quatro ou cinco camadas, como no epitélio pavimentoso estratificado. 2.4 - Epitélio Cilíndrico (ou Pris mático) Estratificado: contém várias camadas de células cilíndricas, encontra-se revestindo a conjuntiva do olho e sua função é de proteção. Classificação dos epi télios glandul ares: O epitélio que participa principalmente da secreção está geralmente disposto em estruturas denominadas glândulas. As substâncias sintetizadas e liberadas pelas células glandulares recebem denominação de produto de secreção e este varia quimicamente conforme a glândula considerada. As glândulas são invaginações de superfícies epiteliais que se formaram durante o desenvolvimento embrionário pela proliferação do epitélio no tecido conjuntivo subjacente. A classificação das glândulas é realizada segundo a liberação do produto de secreção. Algumas mantêm continuidade com a superfície epitelial, através de um canal, são denominad as glândulas exócrinas e secretam para a superfície livre. Em alguns casos, o canal degenera durante o desenvolvimento e deixa ilhas de tecido epitelial secretor profundamente isoladas dentro de outro tecido, são as glândulas endócrinas. Estas secretam diretamente na corrente sanguínea e suas secreções são conhecidas como hormônios. Glândulas Exócrinas: ou glândulas de secreção externa, são aquelas que possuem ductos que conduzem o produto de secreção para a superfície do corpo ou para a luz de órgãos. Nestas glândulas se distinguem 2 partes: - u ma porção secretora: célu las responsáveis pela secreção e/ou síntese do produto de secreção; - ductos glandulares ou excretores: são canais por onde a secreção é eliminada. Morfologia das Glândulas Exócrinas: com base na morfo logia da porção secretora as glândulas exócrinas, podem ser divididas em: - Tubulosas ou Tubular: a porção secretora assume a forma de tubo; - Acinosas ou Alveolares: a porção secretora assume a forma de u m cacho de uvas; - Co mposta túbulo-acinosa: quando se encontram na mesma glândula porções secretoras tubulosas e acinosas. Eliminação da secreção das glândulas exócrinas. Quanto à eliminação da secreção pela glândula, esta pode ser classificada em: - Merócrina: quando a secreção é eliminada sem perda do citoplasma. -Apócrina: quando a secreção eliminada contém produto de secreção mais parte do citoplasma das células secretoras. Exemplo : glândulas mamárias. -Holócrina: quando a secreção eliminada é constituída pelas próprias células secretoras, c ujo acúmulo de secreção determina sua morte. Exemplo : glândula sebácea. Glândulas Endócrinas: 3

Consistem em aglo merados ou cordões de células secretoras envoltos por rede de capilares sanguíneos. Em geral, todas as glândulas possuem uma taxa basal de secreção que é modulada por hormônios.As porções secretoras de algumas glândulas endócrinas são dotadas de células contráteis que se situam entre as células secretoras e a memb rana basal. Apresentam forma estrelada com núcleo central e citoplasma co m longos prolongamentos que envolvem a porção secretora da glândula. Classificação: As glândulas endócrinas são classificadas como: - Glândula tipo cordonal: células se arranjam em fileiras ou cordões maciços anastomosados e separados por capilares sanguíneos. Exe mp los: adrenal, paratireóide, ilhotas de Langerhans, hipófise. - Glândula tipo vesícular ou folicular: célu las agregadas formando vesícula ou folículos de uma única camada de células. O pólo apical das células está voltado para o interior do folículo e o pólo basal está relacionado com os capilares sanguíneos que banham o folículo. Exemp lo : tireóide.

TECIDOS CONJUNTIVOS
Os tecidos conjuntivos caracterizam-se pelo alto conteúdo de substâncias intercelulares. As suas células estão em maior ou menor grau distanciadas entre si. A estrutura deste tecido se adapta em cada caso às características ou exigências mecân icas próprias do órgão em que se encontra. O material intercelular é constituído por uma substância fundamental amorfa e por fibras protéicas diversas, que podem ser fixas ou móveis. Há vários tipos de Tecido Conjuntivo, dos quais citaremos os mais comuns. Os tecidos conjuntivos têm como componentes as células, a substância fundamental amorfa e as fibras protéicas intercelulares. Fibras A resistência à tração apresentada pelo tecido conjuntivo deve-se às fibras colágenas, reticulares e elásticas. Fibras Colágenas: as fibras colágenas são constituídas de uma denominada colágeno. São produzidas nos fibroblastos, células do próprio tecido, a partir de moléculas de tropocolágeno segregadas pela célula no espaço intercelular. Possuem uma espessura aproximada de 1 a 10 µm. Fibras Reticulares: as fibras ret iculares são feitas de um tipo particular de colágeno, são mais delicadas e freqüentemente formam retículos, ou redes, bastante delgadas. Elas podem também se anastomosar e se ramificar. São co muns em órgãos lin fáticos e na medula óssea. Fibras Elásticas: as fibras elásticas são constituídas pela proteína elastina, possuem uma estrutura filamentosa ramificada e formam rede tridimensional. Possuem elasticidade e se encontram em quase todos os tecidos conjuntivos. Ocorrem em maior quantidade nas artérias pró ximas ao coração e também nos pulmões. Substância fundamental amorfa Este material é produzido pelas células fib roblastos e consiste principalmente de glicosaminoglicanas associadas à proteínas, com maior proporção de açúcares do que proteínas, íons e água. As glicosaminoglicanas mais comuns são o ácido hialurônico e o ácido condroitinossulfúrico. O ácido h ialurônico, em solução aquosa, é muito v iscoso. Possui função de sustentação e impede a 4

dispersão de bactérias através dele, muito embora algumas contenham a enzima hialuronidase, que despolimeriza o ácido hialurônico. Tipos celulares Há vários tipos celulares no tecido conjuntivo frouxo, a saber: Fibroblastos: estas células possuem variadas formas, segundo sua atividade. Produzem a maior parte das fibras do tecido conjuntivo. O citoplasma se apresenta basófilo, resultado de um retículo endoplasmático granular bastante desenvolvido. O comp lexo de Golg i também se mostra muito ativo. Histiócitos ( macrófagos): são células grandes, de forma variável e núcleo periférico. Caracterizam-se pela grande capacidade de fagocitar partículas estranhas como, por exemp lo, bactérias. Possuem alto teor de fosfatase ácida e outras enzimas próprias dos lisossomos. Emitem pseudópodos. Mastócitos: células grandes, de forma variável, que se caracterizam por apresentar grânulos citoplasmáticos ricos em heparina e histamina. Adipócitos (células adiposas): são células globosas, especializadas no armazenamento de gordura que funciona como material de reserva. Podem aparecer outras células no tecido conjuntivo frouxo, cujas formas sempre estão relacionadas às respectivas localização e função. TECIDO CONJUN TIVO FROUXO O tecido conjuntivo frouxo encontra-se amplamente espalhado pelo organismo, preenchendo espaços, envolvendo vasos e nervos e servindo de conexão entre os diversos órgãos e partes destes órgãos. Contém u m emaranhado de fibr as sem direção. As substâncias fundamentais ocupam vasto espaço. TECIDO CONJUN TIVO DENSO (OU FIBROS O) No tecido conjuntivo denso, os elementos fibrosos predominam sobre os celulares e há poucas células. Ele se caracteriza por uma grande resistência mecânica e u ma escassa atividade metabólica. Há u m nít ido predomín io de fibras colágenas, que se podem d ispor de forma desordenada, como nas cápsulas fibrosas de muitos órgãos, por exemplo, os testículos, o baço, os rins, fígado e outros, ou então de forma o rien tada, co mo nos tendões e ligamentos. TECIDO ADIPOSO É constituído de células adiposas e possui várias funções; dentre elas, o armazena mento de material de reserva, pois a gordura pode ser rapidamente metabolizada e degradada, liberando energia. Serve co mo isolante térmico, pois se encontra na camada inferior (hipoderme) da pele, envolvendo todo o organismo de aves e mamíferos. TECIDO CA RTILA GINOSO O tecido cartilaginoso é uma forma de tecido conjuntivo cuja substância fundamental está transformada em massa homogênea, elástica e bastante consistente, com fibras colágenas. O crescimento da cartilagem ocorre por deposição de material novo, intercelu lar. As células cartilaginosas, também chamadas condrócitos, são células arredondadas ou elípticas que se reú nem em grupos, cujos elementos descendem de uma mes ma célu la por mitoses. Os condrócitos sintetizam a substância fundamental e as fib ras. As propriedades físicas da cartilagem, co mo elasticidade, resistência à tração e proteção nas articulações, variam se gundo as regiões do organismo e se modificam co m a ida de. Nos seres humanos, por exemplo, a cartilagem vai perdendo a consistência e a elasticidade co m o passar dos anos. Nos vertebrados, podem-se distinguir três tipos de cartilagem, cuja d iferenciação se faz sempre em relação à proporção de matriz e a abundância de fibras que contém: Cartilagem hialina: é a mais comu m; encontra-se no esqueleto embrionário, nas costelas, nas articulações, no nariz, na traquéia e nos brônquios. Cartilagem elástica: predominam fibras elásticas; ocorre no pavilhão auricular e na ep iglote. Cartilagem fibrosa: predomín io de fibras colágenas, pouca substância fundamental e poucos condrócitos; ocorre nos discos intervertebrais. TECIDO ÓSSEO O tecido ósseo é constituído de três tipos de células: osteócitos, osteoblastos e osteoclastos, mergulhados em u ma matriz sólida, com co mponentes orgânicos e inorgânicos. Os componentes orgânicos da matriz são as fibras colágenas (90%) e 5

a substância fundamental amorfa de glicoproteínas. A fração inorgânica é constituída de fosfatos e cálcio (como a hidro xiapatita), que representam em méd ia 65% do peso total. Os osteoblastos são as células que realizam a construção do tecido ósseo. Localizam-se na superfície e se organizam em conjuntos epitelióides, de onde produzem as fibras colágenas e as glicoproteínas da matriz amorfa. Sua estrutura corresponde a células de intensa atividade protéica, REG e co mplexo de Go lgi mu ito desenvolvidos, e grânulos de secreção com substâncias precursoras da matriz óssea. Durante a produção da matriz óssea, os osteoblastos terminam sendo envolvidos pela mes ma e se transformam em osteócitos. Os osteoblastos são abundantes em reg iões de formação de tecido ósseo. Os osteócitos são as células próprias dos indivíduos adultos e equivalem aos osteoblastos em repouso, “presos” na matriz, dentro de cavidades. Possuem nu merosos prolongamentos citoplasmáticos, que através de canalículos comunicam as células umas com as outras. Apresentam u ma estrutura que mostra atividade secretora diminuída. A função destas células relaciona-se com o transporte de substâncias através da matriz e co m a manutenção da própria matriz. Os osteoblastos são células grandes, que reabsorvem a matriz óssea calcificada. Sua estrutura mostra um citoplasma co m inú meros vacúolos e lisossomos, cujas enzimas se relacionam co m a reabsorção óssea. Nos ossos de indivíduos jovens, o tecido ósseo renova-se constantemente. Esta renovação compreende inicialmente uma reabsorção e em seguida a síntese de nova matriz. A matriz óssea, uma vez calcificada, torna impossível a difusão de nutrientes. Em conseqüência disto, a nutrição dos osteócitos ocorre através da extensa rede de canalículos que comunicam os vasos sangüíneos com os osteócitos. As fibras colágenas se dispõem em lamelas paralelas concêntricas, em torno de canais que contêm vasos sangüíneos e nervos, denominados canais de Havers. Estes se comunicam entre si mediante outros transversais - denominados canais de Volkmann - que também conduzem à superfície do osso e que contêm u m vaso sangüíneo. TECIDO CONJUNTIVO RETICULA R (HEMATOPOÉTICO) O tecido hematopoético é uma variedade de tecido conjuntivo especializado em produzir células sangüíneas. Denomina -se também tecido hematopoético mieló ide, pois se localiza na medula óssea. A medula óssea pode ser de dois tipos. medula óssea vermelha, que produz as célu las sangüíneas, e a medula amarela, rica em tecido adiposo. O tecido hematopoético mieló ide produz as seguintes células: - Eritrócitos (hemácias ou glóbulos vermelhos): são células bicôncavas, ricas em hemoglobina; quando adultas são anucleadas (nos mamíferos), e sua função é transportar oxigênio dos pulmões às células. - Leucócitos polimorfonucleares ou granulócitos: são glóbulos brancos que possuem núcleo de várias formas e o citoplasma com grânulos co m afinidade para corantes neutros, ácidos ou básicos. A saber: 1. Neutrófilo: núcleo tilobado; grânulos com afin idade para corantes neutros. Função: defesa, pois são muito ativos na fagocitose. 2. Eosinófilo: núcleo geralmente bilobado; grânulos maiores, co m afin idade para corantes ácidos. Função: defesa. 3. Basófilo: núcleo retorcido; grânulos maiores que todos os outros leucócitos e muitas vezes chegam a cobrir parcialmente o núcleo, com afinidade para corantes básicos . Função: defesa. São pouco ativos na fagocitose. - Leucócitos agranulócitos ou leucócitos mononucleados: Os linfócitos são células pequenas com núcleo bastante grande e citoplasma reduzido a uma pequena faixa ao redor do núcleo. Sua função é defesa, através da produção de anticorpos. Alguns podem se modificar em células rejeitadoras de transplantes,. invadindo e destruindo órgãos transplantados. Os monócitos são maio res do que os linfócitos, com núcleo em forma de rim e cito plasma abundante. Sua função é defesa, através da fagocitose. - Megacarióticos: são células grandes, com núcleo irregular, lobado. Orig inam os fragmentos celulares denominados plaquetas.

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