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Rawls responde a algumas questes.

- Qual foi o problema filosfico a que procurou responder? Como que se deve organizar uma sociedade para ser justa? Que princpios devem regular as instituies democrticas (polticas, sociais e econmicas) responsveis pela distribuio dos encargos e dos benefcios na sociedade? - Utilizou que procedimento para encontrar esses princpios? Uma experincia mental, a que dei o nome de a posio original. - Nessa situao hipottica, a quem cabe a escolha desses princpios? A seres racionais, livres e iguais (altrustas e no egostas). - Em que condies realizada essa escolha? Sob um vu de ignorncia e segundo a regra do maximin. - As pessoas, que pressupe serem razoveis e racionais, acabam por escolher que princpios ? O princpio da liberdade, princpio da igualdade de oportunidades e princpio da diferena. - Para que servem esses trs princpios? Para estabelecer os direitos e os deveres dos indivduos e das instituies (so gerais e universais). Retomo assim um conceito j utilizado por Hobbes: o de contrato social. Regulam o acesso aos bens sociais primrios, o modo como os benefcios (o acesso educao, segurana social e sade, por exemplo) e os encargos (os impostos) se devem distribuir para que exista justia social. - Que funes deve o Estado desempenhar na vida social e econmica? Ser interventivo para corrigir as desigualdades (naturais, sociais e econmicas) que resultam da lotaria social e no so da responsabilidade do indivduo. Proceder a uma redistribuio da riqueza, por via dos impostos (tributao fiscal), favorecendo os mais desfavorecidos (critrio de distribuio padronizado). - Mas existem outros filsofos que discordam do seu ponto de vista. Pode dar exemplo de duas crticas pertinentes sua teoria? Concerteza. Eis duas delas (h muitas outras): - A do meu colega Robert Nozick, ele considera que aplicar o padro distributivo (favorecer os desfavorecidos) imoral porque viola os direitos absolutos dos indivduos ( liberdade e propriedade, por exemplo). Por isso, a interveno do Estado na sociedade e na economia deve ser mnima e a justia o respeito pela posse dos bens adquiridos legitimamente. - Outros consideram que a minha teoria no permite compensar o esforo (responsabilizar as pessoas pelas suas opes) nem tem em conta fatores como doenas incapacitantes ou deficincias. Bom estudo! A professora: Sara Raposo.