Você está na página 1de 5

P2 Aula 3-PEA2412 - Cadernoteca Livre

P2 Aula 3-PEA2412

De Cadernoteca Livre

http://bighead.poli.usp.br/cadernoteca/index.php?title=P2_Aula_3-PE

Aula do prof. Senger, dia 05/10/2010 PEA2412

Tabela de conteúdo

1 Transformadores de instrumentação

1 Transformadores de instrumentação

2 Transformadores de corrente

2 Transformadores de corrente

3 Tipos construtivos

3 Tipos construtivos

4 Simbologia

4 Simbologia

5 Classificação do TC quanto à finalidade 5.1 TC de Proteção

5 Classificação do TC quanto à finalidade 5.1 TC de Proteção

5 Classificação do TC quanto à finalidade 5.1 TC de Proteção

Transformadores de instrumentação

1. Transformadores de corrente, TC

2. Transformadores de tensão, TP

Transformadores de corrente

Função: reduzem a magnitude da corrente que circula nos equipamentos primários para um valor compatível com os circuitos de entrada de corrente dos medidores e relés (normalmente corrente nominal de 5A)

Tipos construtivos

a) Tipo barra. O professor mostra um desenho esquematico com o retroprojetor, com as partes construtivas de dois tipos de transformadores de corrente tipo barra. Um ou mais núcleos separados podem coexistir no secundário. Por exemplo, um núcleo para medição e um núcleo para proteção, já que os projetos desses dois tipos de núcleo são diferentes.

b) TC de bucha. É um toroide que pode ser "encaixado" em volta de uma bucha de um equipamento. É um equipamento de menor custo que o TC tipo barra. Ele não tem isolamento (também por isso é mais barato), portanto pode ser usado, por exemplo, em um disjuntor "de tanque morto", que é um tipo de disjuntor que fica aterrado, com a carcaça no potencial da terra, e portanto pode-se usar um TC de bucha, que não tem isolamento. Neste caso, o TC fica dentro do equipamento. O TC de bucha também pode ser instalado em transformador. A isolação entre primário e secundário é necessária sempre que o primário não estiver no potencial da terra, pois no secundário será ligada instrumentação.

P2 Aula 3-PEA2412 - Cadernoteca Livre

http://bighead.poli.usp.br/cadernoteca/index.php?title=P2_Aula_3-PE

c) TC tipo enrolamento: usada apenas em TCs de classe de isolação até 15kV e em relações menores que

200-5A.

d) TCs com vários enrolamentos primários ou secundários. Os enrolamentos primários são colocados em

série ou paralelo para alterar a relação de trasnformação.

e) TC com enrolamento secundário em derivação. Permite selecionar a relação de transformação.

f) TC com vários núcleos secundários. Eventualmente, por exemplo, um pode ser dimensionado para

medição (mais preciso, mas satura em condições de corrente muito alta, por exemplo corrente de curto-

circuito) e um para proteção (menos preciso, mas permite uma faixa maior de medição sem saturar).

Simbologia

: (dois pontos) Separador para relação de transformação do TC. Por exemplo: 100:1. Em geral a corrente nominal do secundário é 5A (padrão ABNT).

- (hífen) Separador de corrente nominal de enrolamentos distintos. Exemplo: TC de 500-5 A (corresponde ao mesmo TC do exemplo anterior)

X (xis) Separador de correntes nominais obtidas pela ligação série ou paralelo de enrolamentos. Por exemplo, imagine um TC com 4 enrolamentos primários:

 

---3

p

---3

r

i

---3

E---

m

---3

E secundário

á

E

r

---3

E---

i

---3

o

 

---3

---3

Se por exemplo ligarmos os enrolamentos em série, e o transformador resultar 150-5 A, então ligando duas a duas em série, e depois os dois arranjos em paralelo, teremos 300-5A, e ligando todas as espiras em paralelo, teremos 600-5A. Então o transformador é 150x300x600-5A. Pode-se escolher entre 150, 300 ou 600 fazendo arranjos série ou paralelo.

/ (barra) separador de correntes nominais obtidas com a mudança no tap de derivação escolhido.

 

---3

p

3

primario em

primario em

r

3

serie

paralelo

i

3

E--- 400

500

m

---3

E secundário com taps

á

E

r

---3

E--- 300

600

i

3

E

o

3

E--- 200

800

3

---3

Então nota-se 250/300/400 x 500/600/800 - 5 A. Pode-se escolher um dos 3 taps no secundário e também pode-se escolher entre ligação série ou paralelo do primário. A corrente nominal do secundário é sempre 5A.

P2 Aula 3-PEA2412 - Cadernoteca Livre

http://bighead.poli.usp.br/cadernoteca/index.php?title=P2_Aula_3-PE

Classificação do TC quanto à finalidade

TC de Proteção : projeto para suportar correntes elevadas sem saturar.

TC de Medição : Pode saturar com corrente algumas vezes superior à corrente nominal (por ex. 3 a 4 vezes I nominal). Por outro lado, deve apresentar precisão elevada próximo da corrente nominal -- principalmente

se for para faturamento, em que a norma especifica precisão de algo como 0,3% ou 0,6%.

TC de Proteção

Circuito equivalente:

I1'

Zx1

->---[]----+----+

1:n

Zx2

E----[]------.--+

<--- Vb

| |

E

|

| 3

E

|

Zm'[ ]

3

E

[

]

Zb

| 3

E

|

| |

E

|

----------------+

E---------------|

n : relação nominal do TC

I1' }: correntes no primário e secundário do TC. I2 }

Zx1 }: impedancias série dos enrolamentos primários Zx2 }

Zm' : impedância de magnetização

Zb : "burden" = engloba a impedância da fiação entre TC e relé, mais a impedância de entrada do circuito

de corrente do relé. Entre o TC e o circuito de corrente na sala de comando, a impedância da fiação pode ser

significativa.

Podemos refletir tudo para o secundário. Desprezaremos Zx1, pois a queda de tensão nos terminais do primário do TC não é de importância, é uma queda pequena perto dos vários kV do circuito de potência. A corrente I1' refletida para o secundário será notada I1. Gostaríamos de ter I1 = I1'/n.

I1

Em

Zx2

I2

-->-------+-----------[]---->-+ Vb

|

|

|

|

[ ]Zm

[

]

Zb

|

|

v Im

|

----------+-------------------+

Temos Zm = Zm'.n²

P2 Aula 3-PEA2412 - Cadernoteca Livre

http://bighead.poli.usp.br/cadernoteca/index.php?title=P2_Aula_3-PE

Resolvendo o circuito (por exemplo, o professor fez com diagrama de fasores), temos: Em = Vb + Zx2.I2 Im = Em/Zb I1 = I2 + Im

Perceba que a corrente de magnetização (Im) será uma fonte de erro na medição. Vamos definir o erro de transformação de corrente:

Definição: epsilon = (I1-I2)/I1 = Im/I1 : Erro de transformação de corrente

Quanto menor Zb, menor Em (Em é a tensão sobre Zm) => menor Im => menor epsilon. Por isso é muito importante manter Zb baixo: manter baixas as impedâncias dos cabos, etc. O ideal seria operar o TC curto- circuitado.

Observação: Um epsilon de por exemplo 0,05 significa que |Im| = 0,05.|I1|, porém não significa que o erro na medição de I2 será de 5%, porque as correntes Im e I1 podem estar defasadas! O erro será menor ou igual a 5%. Fácil de ver em um diagrama de fasores das correntes.

É conveniente, portanto, definir o Fator de Correção da Relação (FCR) : é um fator que, multiplicado pela relação nominal, fornece a relação real.

epsilon = (I1 - I2) / I1

=> I2 = (1-epsilon).I1

=>

epsilon.I1 = I1 - I2

=> I1/I2 = 1/(1-epsilon) => I1'/n/I2 = 1/(1-epsilon)

I1'

1

=> ----

=

------------- . n

, onde o termo da esquerda é igual à relação real, e n é a relação nomina

I2

1 - epsilon

FCR =

1

------------- 1 - epsilon

Exemplo : TC com as seguintes caracteristicas:

500-5 => 100:1 n=100 Zx2 = 0,01 + j0,1 ohm Zb = 2,0 ohm (resistivo) Zm = 4 + j15 ohm

Hipótese: Zm é constante com Em (não é verdade na prática)

Resolução: desenha-se o circuito equivalente:

I1

(Em)

Zx2

I2

-->-------+-----------[]---->-+ (Vb)

|

|

|

|

[ ]Zm

[

]

Zb

|

|

v Im

|

----------+-------------------+

Os valores entre parênteses são as tensões nos nós correspondentes.

Resolvendo o circuito, obtemos Em e Im

Em = I1.(Zm // (Zx2+Zb) )

Im = Em/Zm = 0,1238|_-65,45° . I1

Dividindo por I1 dos dois lados obtemos epsilon do lado esquerdo, portanto:

P2 Aula 3-PEA2412 - Cadernoteca Livre

epsilon = 0,1238|_-65,45°

Logo,

FCR = 1/(1-epsilon) = 1,0468 |_ -6,75°

http://bighead.poli.usp.br/cadernoteca/index.php?title=P2_Aula_3-PE

OBSERVAÇÃO: A hipótese de Zm constante com Em é muito forte, e na prática usar o circuito equivalente como foi feito aqui para calcular TC não é um procedimento viável. Isso porque Im é não linear com a tensão Em no TC, devido ao saturamento do núcleo.

Em | | . . . | | | | | | | | |
Em
|
|
.
.
.
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|.
+------------------------------------------ Im
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.

PEA | Elétrica | Biênio | Poli

Obtida de "http://bighead.poli.usp.br/cadernoteca/index.php/P2_Aula_3-PEA2412" Categoria: Engenharia Elétrica

Esta página foi modificada pela última vez às 14h26min de 1 de fevereiro de 2012.Categoria: Engenharia Elétrica Esta página foi acessada 467 vezes. Conteúdo disponível

Esta página foi acessada 467 vezes.pela última vez às 14h26min de 1 de fevereiro de 2012. Conteúdo disponível sob Creative Commons

Conteúdo disponível sob Creative Commons Atribuition ShareAlike 3.0 or other free-content license explicitely stated in the wiki-article itself.1 de fevereiro de 2012. Esta página foi acessada 467 vezes. Política de privacidade Sobre Cadernoteca

Política de privacidadelicense explicitely stated in the wiki-article itself. Sobre Cadernoteca Livre Alerta de conteúdo 5 de 5

Sobre Cadernoteca Livreexplicitely stated in the wiki-article itself. Política de privacidade Alerta de conteúdo 5 de 5 01/04/2013

Alerta de conteúdoexplicitely stated in the wiki-article itself. Política de privacidade Sobre Cadernoteca Livre 5 de 5 01/04/2013