MA 12 - Unidade 1 N´ umeros Naturais Semana de 04/04 a 10/04

Os n´ umeros e o espa¸ co, juntamente com as figuras geom´ etricas neste contidas, s˜ ao os dois objetos principais de estudo da Matem´ atica. Nesta disciplina, nos dedicaremos ao estudo dos n´ umeros naturais e exploraremos algumas de suas propriedades aritm´ eticas; estudaremos certas fun¸ co ˜es sobre eles definidas, os relacionaremos com o processo de contagem dos elementos de determinados conjuntos, e faremos algumas aplica¸ co ˜es, como, por exemplo, ` a Matem´ atica Financeira e ` a Probabilidade. Os n´ umeros naturais s˜ ao os mais simples de todos os n´ umeros e a partir deles ´ e poss´ ıvel construir todos os outros n´ umeros, mas essa constru¸ c˜ ao escapa aos nossos objetivos aqui. Vocˆ e ver´ a na disciplina MA11 uma descri¸ c˜ ao dos n´ umeros reais a partir da no¸ c˜ ao de medida de segmentos de reta. Portanto, os n´ umeros naturais podem ser considerados o in´ ıcio de tudo. Para exprimir esta id´ eia, o grande matem´ atico do S´ eculo 19 Leopold Kronecker (1823-1891) cunhou a seguinte c´ elebre frase: Deus criou os n´ umeros naturais. O resto ´ e obra dos homens A abordagem que adotaremos aqui ser´ a a de enunciar os Axiomas de Peano, que s˜ ao quatro propriedades que caracterizam totalmente o conjunto dos n´ umeros naturais. Isto quer dizer que, a partir desses axiomas, podemos construir as suas opera¸ co ˜es e deduzir as suas propriedades. Em suma, eles sintetizam tudo que pode ser feito com esses n´ umeros. O principal destaque desse conjunto de axiomas ´ eou ´ltimo, o Axioma da Indu¸ c˜ ao, que ´ e essencialmente o Princ´ ıpio de Indu¸ c˜ ao Matem´ atica, que desenvolveremos na pr´ oxima unidade. Esse Princ´ ıpio ´ e um poderoso instrumento para provar propriedades que dizem respeito aos n´ umeros naturais como um todo. Leia atentamente todos os trechos relacionados com este assunto, pois ´ e a´ ı que reside uma das maiores sutilezas no trato desses n´ umeros. Nessa unidade, indicaremos ainda como, a partir do Axioma da Indu¸ c˜ ao, podem ser constru´ ıdas as opera¸ co ˜es de adi¸ c˜ ao e multiplica¸ c˜ ao nos naturais e como deduzir algumas de suas propriedades. A unidade se encerra apresentando o Princ´ ıpio da Boa-Ordena¸ c˜ ao dos naturais: Todo subconjunto n˜ ao vazio do conjunto dos n´ umeros naturais possui um menor elemento. Este princ´ ıpio ´ e uma reformula¸ c˜ ao do Axioma da Indu¸ c˜ ao (ao qual ´ e equivalente). O Exerc´ ıcio 3 prop˜ oe uma demonstra¸ c˜ ao do Princ´ ıpio da Boa-Ordena¸ c˜ ao, usando o Axioma da Indu¸ c˜ ao. Para completar essa equivalˆ encia, tente provar o Axioma da Indu¸ c˜ ao utilizando o Princ´ ıpio da Boa-Ordena¸ c˜ ao como hip´ otese. O Princ´ ıpio da Boa-Ordena¸ c˜ ao pode ser tamb´ em usado, com muito proveito, como instrumento de prova, como vocˆ e poder´ a observar no Exemplo 2 da presente unidade.

Nas pr´ oximas unidades, teremos muitas oportunidades de utilizar o Princ´ ıpio da Indu¸ c˜ ao Matem´ atica para provar os mais variados resultados. V´ ıdeo relacionado: PAPMEM - Livro A Matem´ atica do Ensino M´ edio, Volume 1: Conjunto dos N´ umeros Naturais. Prof. Elon Lages Lima, Janeiro 2010 - Volume 1. (Prof. Elon, Julho 2007 - Volume 1)

MA12 - Unidade 1 Números Naturais Semana de 04/04 a 10/04 

Deus criou os números naturais. O resto é obra dos homens.

Leopold Kronecker

1

Introdução
(O

Enquanto os conjuntos constituem um meio auxiliar, os números são um dos dois objetos principais de que se ocupa a Matemática. outro é o espaço, junto com as guras geométricas nele contidas.) Números são entes abstratos, desenvolvidos pelo homem como modelos que permitem contar e medir, portanto avaliar as diferentes quantidades de uma grandeza. Os compêndios tradicionais dizem o seguinte:

2

MA12 - Unidade 1 

Número é o resultado da comparação entre uma grandeza e a unidade. Se a grandeza é discreta, essa comparação chama-se uma

contagem e o resultado é um número inteiro; se a grandeza é contínua,

a comparação chama-se uma medição e o resultado é um número real. Nos padrões atuais de rigor matemático, o trecho acima não pode ser considerado como uma denição matemática, pois faz uso de ideias (como grandeza, unidade, discreta, contínua) e processos (como comparação) de signicado não estabelecido. Entretanto, todas as palavras que nela aparecem possuem um sentido bastante claro na linguagem do dia-a-dia. Por isso, embora não sirva para demonstrar teoremas a partir dela, a denição tradicional tem o grande mérito de nos revelar para que servem e por qual motivo foram inventados os números. Isto é muito mais do que se pode dizer sobre a denição que encontramos no nosso dicionário mais conhecido e festejado, conforme reproduzimos a seguir.

Número.

[Do lat. numeru.] S.m. 1. Mat. O conjunto de todos

os conjuntos equivalentes a um conjunto dado. Discutiremos este ponto logo mais, quando tratarmos de números cardinais. No momento, parece oportuno fazer uma pequena pausa

para uma observação.

2 Comentário: Denições, Axiomas, etc.
Conforme dissemos no Capítulo 1, uma denição matemática é uma convenção que consiste usar um nome, ou uma sentença breve, para designar um objeto ou uma propriedade, cuja descrição normalmente exigiria o emprego de uma sentença mais longa. denições, como exemplo: Vejamos algumas

Números Naturais

3

Ângulo é a gura formada por duas semi-retas que têm a mesma

origem.

Primos entre si são dois ou mais números naturais cujo único

divisor comum é a unidade. Mas nem sempre foi assim. Euclides, por exemplo, começa os 

Elementos com uma série de denições, das quais selecionamos as seguintes:

• • •

Linha é um comprimento sem largura. Superfície é o que possui comprimento e largura somente.

Quando uma reta corta outra formando ângulos adjacentes iguais, cada um desses ângulos chama-se reto e as retas se dizem perpendiculares .

As denições de ângulo e de números primos entre si, dadas acima, bem como as denições de ângulo reto e retas perpendiculares dadas por Euclides, são corretas. Elas atendem aos padrões atuais de precisão e objetividade. Por outro lado, nas denições de linha e superfície, Euclides visa apenas oferecer ao seu leitor uma imagem intuitiva desses conceitos. Elas podem servir para ilustrar o pensamento ge-

ométrico mas não são utilizáveis nos raciocínios matemáticos porque são formuladas em termos vagos e imprecisos. Na apresentação de uma teoria matemática, toda denição faz uso de termos especícos, os quais foram denidos usando outros termos, e assim sucessivamente. Este processo iterativo leva a três possibilidades: a) Continua indenidamente, cada denição dependendo de outras anteriores, sem nunca chegar ao m.

4

MA12 - Unidade 1

b) Conduz a uma circularidade, como nos dicionários. vê, por exemplo: compreender entender

(Onde se entender e

perceber, perceber

compreender.)

c) Termina numa palavra, ou num conjunto de palavras (de preferência dotadas de conotações intuitivas simples) que não são denidas, isto é, que são tomadas como representativas de conceitos primitivos. Exemplos: ponto, reta, conjunto. Evidentemente, as alternativas a) e b) acima citadas não convêm à Matemática. A alternativa c) é a adotada. Se prestarmos atenção, veremos que foi assim que aprendemos a falar. Numerosas palavras

nos foram apresentadas sem denição e permanecem até hoje em nosso vocabulário como conceitos primitivos, que aprendemos a usar por imitação e experiência. Para poder empregar os conceitos primitivos adequadamente, é necessário dispor de um conjunto de princípios ou regras que disciplinem sua utilização e estabeleçam suas propriedades. Tais princípios são

chamados axiomas ou postulados. Assim como os conceitos primitivos são objetos que não se denem, os axiomas são proposições que não se demonstram. Uma vez feita a lista dos conceitos primitivos e enunciados os axiomas de uma teoria matemática, todas as demais noções devem ser denidas e as armações seguintes devem ser demonstradas. Nisto consiste o chamado método axiomático . As proposições a

serem demonstradas chamam-se teoremas e suas consequências imediatas são denominadas corolários. Uma proposição auxiliar, usada na demonstração de um teorema, é chamada um lema.

Nunca dar explicações falsas sob o pretexto de que os alunos ainda não têm maturidade para entender a verdade. Do ponto de vista do ensino a nível do segundo grau. veremos um resumo da teoria matemática dos números naturais. 2. Não insistir em detalhes formais para justicar armações que.) Exemplo: innito é um número muito grande. págs. Uma linha de equilíbrio a ser seguida na sala de aula deve basear-se nos seguintes preceitos: 1. Exemplo: o segmento de reta que une um ponto interior a um ponto exterior de uma circunferência tem exatamente um ponto em comum com essa circunferência. Em contraposição. fatos importantes cuja veracidade não é evidente. Para outro exemplo. além de verdadeiras. . devem ser demonstrados (até mesmo de várias formas diferentes). uma determinada proposição pode ser adotada como axioma ou então provada como teorema. Na seção seguinte. a partir de outra proposição que a substituiu na lista dos axiomas. (Isto seria como dizer a uma criança que os bebés são trazidos pela cegonha. como o Teorema de Pitágoras ou a Fórmula de Euler para poliedros convexos. 13-19. vide RPM 29. onde os conceitos primitivos são número natural e sucessor e os axiomas são os de Peano. não tem cabimento expor a Matemática sob forma axiomática. Mas é necessário que o professor saiba que ela pode ser organizada sob a forma acima delineada. Dependendo da preferência de quem organiza a apresentação da teoria. são intuitivamente óbvias e aceitas por todos sem discussão nem dúvidas.Números Naturais 5 Ser um axioma ou ser um teorema não é uma característica intrínseca de uma proposição.

em que os acréscimos da função são proporcionais aos acréscimos da variável independente. a maturidade e ajudam a entender o encadeamento lógico das proposições matemáticas. naturalmente. formado por conceitos e proposições de natureza abstrata. quando objetivas e bem apresentadas.Unidade 1 Excetuam-se. o espírito crítico. de elevado padrão intelectual. demonstrações longas. Por outro lado. sua presença no currículo escolar não se deve apenas ao valor dos seus métodos para a formação mental dos jovens. números naturais são o modelo para contagem e números reais são o modelo para medida. como um todo coerente. funções ans servem de modelo para situações. contribuem para desenvolver o raciocínio. Ter sempre em mente que. como o movimento uniforme. 3.6 MA12 . E assim por diante. por exemplos. Para poder empregar estes modelos é necessário vericar. usar argumentos elegantes e convincentes para demonstrar resultados inesperados é uma maneira de exibir sua força e sua beleza. As demonstrações. do dia-a-dia e das Ciências. embora a Matemática possa ser cultivada por si mesma. conjuntos são o modelo para disciplinar o raciocínio lógico. A importância social da Matemática provém de que ela fornece modelos para analisar situações da vida real. por exemplo). . Assim. Todos os tópicos deste livro são abordados sob o seguinte lema: a Matemática fornece modelos abstratos para serem utilizados em situações concretas. em cada caso. que as hipóteses que lhe servem de base são satisfeitas. Provar o óbvio transmite a falsa impressão de que a Matemática é inútil. elaboradas ou que façam uso de noções e resultados acima do alcance dos estudantes desse nível (como o Teorema Fundamental da Álgebra.

N é um conjunto. n ∈ N. dois. abaixo enumeradas: a) Todo número natural tem um único sucessor.. quando n. Intuitivamente. conduziram. cujos elementos são chamados números naturais.Números Naturais 7 3 O Conjunto dos Números Naturais Lentamente. Seu uso e suas propriedades são regidos por algumas regras. três. quatro. A língua inglesa ainda guarda um resquício desse estágio na palavra thrice. através dos séculos. possíveis graças à disponibilidade de tempo trazida pelo progresso econômico. muitos . Foi uma evolução demorada. esta explicação apenas substitui sucessor por logo depois. b) Números naturais diferentes têm sucessores diferentes. . dois. não havendo outros números naturais entre n e n . dizer que n é o sucessor de n signica que n vem logo depois de n. a humanidade apoderouse desse modelo abstrato de contagem (um. portanto não é uma denição. Evidentemente. c) Existe um único número natural. valendo-nos da notável síntese feita pelo matemático italiano Giuseppe Peano no limiar do século 20. ao aperfeiçoamento do extraordinário instrumento de avaliação que é o conjunto dos números naturais. O termo primitivo sucessor não é denido explicitamente. As necessidades provocadas por um sistema social cada vez mais complexo e as longas reexões.. Decorridos muitos milênios. à medida em que se civilizava. podemos hoje descrever concisa e precisamente o conjunto N dos números naturais. As tribos mais rudimentares contam apenas um. chamado um e representado .) que são os números naturais. A essência da caracterização de N reside na palavra sucessor. que tanto pode signicar três vezes como muito ou extremamente.

os primeiros números naturais têm nomes: o sucessor do número um chama se dois. Um engenhoso processo. . (Na realidade. 1. Cada um desses objetos (um número natural) possui apenas um lugar determinado nesta sequência.} dos números natu- rais é uma sequência de objetos abstratos que. . são vazios de signicado. 2. esses nomes tornam-se muito complicados. Todo número tem um sucessor (único) e. . 8 e 9. 2. 3. 6. As armações a).8 MA12 . 2 é o segundo. os números muito grandes não possuem nomes. c) e d) acima são conhecidas como os axiomas de Peano. de X ainda pertence a X = N. além disso. o sucessor de todo elemento então X ⊂ N). Deve car claro que o conjunto N = {1. exemplo. o A partir de um certo ponto. que não é sucessor de nenhum outro. em princípio. 4. chamado sistema de numeração decima l. Nenhuma outra propriedade lhe serve de denição. etc. podemos dizer que os números naturais são números ordinais : 1 é o primeiro. Tudo o que se sabe sobre os números naturais pode ser demonstrado como consequência desses axiomas. um conjunto de números naturais (isto é. como se chamaria o número Por 10 1000 ?). 5. etc. com exceção de 1. permite representar todos os números naturais com o auxílio dos símbolos 0. tem também um único antecessor (número do qual é sucessor). . Além disso.Unidade 1 pelo símbolo 1. sendo preferível abrir mão deles e designar os grandes números por sua representação decimal. 1∈X e se. d) Seja Se X X. 3. 7. b). sucessor de dois chama-se três. Vistos desta maneira.

olhados como elementos do conjunto N. inglês e alemão. dois e três não são substantivos. dois meses e três dias. e o seu emprego como números cardinais. Pertencem a uma categoria gramatical que. Recomendação 1. Este segundo aspecto será abordado no capítulo seguinte. Nesta frase. difundido pelos árabes e adotado no ocidente. por exemplo) é chamada adjetivo numeral e que os gramáticos brasileiros e portugueses. há um par de décadas. dois e três são substantivos. não como um número e sim como um . (Vide Meu Professor de Matemática. pois são nomes de objetos. posteriormente pelos hindus. não adotamos esse ponto-de-vista. resolveram chamar de numeral apenas. o número dois ou o número três.) Praticamente todos os livros de Matemática usados nas escolas brasileiras consideram 0 como o primeiro número natural (consequentemente 1 é o segundo. Como se viu acima. 2 é o terceiro. Isto contrasta com o uso destas palavras em frases como um ano. etc). noutras línguas (como francês. 150. Este comentário visa salientar a diferença entre os números naturais. isto é. pág. como resultados de contagens. onde elas aparecem para dar a ideia de número cardinal. de uma questão de preferência. Trata-se. um.Números Naturais 9 Um Pequeno Comentário Gramatical Quando dizemos o número um. evidentemente. Não se deve dar muita importância à eterna questão de saber se 0 (zero) deve ou não ser incluído entre os números naturais. as palavras um. Deve-se lembrar que o símbolo 0 (sob diferentes formas grácas) foi empregado inicialmente pelos maias.

é o sucessor de n. Número é uma 4 Destaque para o Axioma da Indução O último dos axiomas de Peano é conhecido como o axioma da indução. Supo- nhamos que i) P (1) n é válida. e não 10. Ele é a base de um eciente método de demonstração de proposições referentes a números naturais (demonstrações por indução. ele se formula assim: Seja P (n) uma propriedade relativa ao número natural n. do mesmo modo que conhecemos e usamos o zero mas começamos os números naturais com 1. a validez de P (n) implica a validez de P (n ). Logo. segundo apresentada por Euclides. X o conjunto dos números naturais Então P (n) é válida qualquer que seja o número natural Com efeito. veremos que 1 ∈ X em virtude de i) e que n ∈ X ⇒ n ∈ X em virtude de ii). Nos Elementos. com o utilíssimo objetivo de preencher uma casa decimal vazia.10 MA12 . (No caso dos maias. Frequentemente esquecemos que. a opção do número natural para iniciar a sequência não se limita a escolher entre 0 e 1. a base do sistema de numeração era 20. multitude de unidades. n. concluímos que X = N. ii) Para todo onde n ∈ N.) De resto. n para os quais . se chamarmos de P (n) é válida. a Matemática grega. pelo axioma da indução. encontramos as seguintes denições: Unidade é aquilo pelo qual cada objeto é um.Unidade 1 algarismo. não considerava 1 como um número. Enunciado sob a forma de propriedades em vez de conjuntos. ou por recorrência).

.Números Naturais 11 Recomendação 2. Em particular. tem-se 2+2 = 4 simplesmente porque 4 é o sucessor do sucessor de 2. n + 1 é o sucessor de n. põe-se np é a soma de p parcelas n · 1 = n por denição e. iguais a n. Ele está presente (pelo menos de forma implícita) sempre que. esta última frase. vericamos que ela é verdadeira para e dizemos e assim por diante. No nal deste capítulo. Por exemplo. bem como alguns curiosos paradoxos que resultam do uso inadequado do axioma da indução. ao armarmos a veracidade de uma proposição referente aos números naturais... n = 1. A soma De agora em diante.. apresentamos como exercícios algumas proposições demonstráveis por recorrência. p ∈ N faz corresponder a soma n+p e a multiplicação . Quanto ao produto. o sucessor do número natural por n será designado n + 1. que lhes associa o produto np. n + 2 é o sucessor do sucessor de n. n = 3 para todo Mas é preciso ter cuidado com Ela pressupõe que P (n) ⇒ P (n ) n ∈ N. etc. que aos números n. 5 Adição e Multiplicação Entre os números naturais estão denidas duas operações fundamentais: a adição. O axioma da indução é uma forma sagaz e operacional de dizer que qualquer número natural n pode ser alcançado se partirmos de 1 e repetirmos sucientemente a operação de tomar o sucessor de um número. quando p = 1. n + p é o número natural que se obtém a partir de n aplicando-se p vezes seguidas a operação de tomar o sucessor. n = 2.

não tem sentido falar em  p vezes e  p parcelas. comutatividade e distributividade. Entretanto.) . (Voltaremos ao assunto na Unidade 5 de MA12.) 6 Ordem Entre os Números Naturais Nossa breve descrição do conjunto com a relação de ordem Dados N dos números naturais termina m < n.. Adição: n · 1 = n e n(p + 1) = np + n. onde mais detalhes seão apresentados. a soma n+p e o produto np têm mesmo os signicados que lhes são atribuídos pelas explicações dadas acima. Esta última igualdade diz que se sabemos somar p a todos os números naturais n. como se segue. E se sabemos multiplicar todos os números naturais n por p. para signicar que existe algum p ∈ N tal que (Isto quer dizer que é o sucessor do sucessor. Por indução. e escreve-se m < n. p ∈ N. n ∈ N. Por isso.12 MA12 . do n = m + p.Unidade 1 Em última análise. As demonstrações são feitas por indução. m é menor do que m. o ato de tomar o sucessor sendo iterado p vezes. Ou seja: multiplicar um número n por 1 não o altera. sabemos também somar p + 1: a soma n + (p + 1) é simplesmente o sucessor (n + p) + 1 de n + p . n diz-se que n. O axioma da indução garante que a soma n + p está denida para quaisquer n. Estas operações gozam das conhecidas Multiplicação: propriedades de associatividade. sabemos multiplicar todo n por qualquer p. as operações fundamentais devem ser denidas por indução.. n+1 = sucessor de n e n+(p+1) = (n+p)+1 . sabemos também multiplicá-los por p + 1: basta tomar n(p + 1) = np + n. até que saibamos utilizar os números naturais para efetuar contagens. sucessor de m.

. + (2n − 1) = n2 Usaremos indução. da igualdade P (n) : 1 + 3 + 5 + . . para qualquer p ∈ N. vale m = n. n ∈ N. Se então. Para Supondo n = 1. das Monotonicidade: m+p<n+p m < n mp < np. Por isso. . seguido de uma demonstração por boa-ordenação. Isto signica que existe um elemento m0 ∈ X que é menor do que todos os demais elementos de X . alternativas: m. P (1) se resume a armar que P (n) verdadeira para um certo valor de n. . ou seja: 1 + 3 + 5 + . tem-se X ⊂ N possui um menor elemento. 2n + 1 a ambos os membros da igualdade acima. Exemplo 1. . somamos 1 = 1. . + [2(n + 1) − 1] = (n + 1)2 . somente agora apresentamos um deles. + (2n − 1) + (2n + 1) = n2 + 2n + 1. . Dados e uma. São muito raros e pouco interessantes os exemplos de demonstração por indução que podem ser dados sem usar as operações fundamentais e as desigualdades. e somente uma. A boa-ordenação Boa-ordenação: Todo subconjunto não-vazio pode muitas vezes substituir com vantagem a indução como método de prova de resultados referentes a números naturais. Queremos provar a validez. m < n ou n < m.Números Naturais 13 A relação m<n tem as seguintes propriedades: Transitividade: Se Tricotomia: m<n e n<p então m < p. para todo número natural n. obtendo 1 + 3 + 5 + .

Isto será feito por redução ao absurdo (como sempre se dá Com efeito. Podemos então armar que a soma dos n primeiros números ímpares é igual ao quadrado de Exemplo 2. (Usando boa-ordenação. Um resultado fundamental em Aritmética diz que todo número natural é primo ou é um produto de fatores primos.14 MA12 . n não podem ser ambos menores do que p. Seja Y o comple- X. Sendo assim. Queremos provar que Y é vazio. Provaremos isto por boa ordenação. Mas mn = a. haveria um menor elemento Y não fosse a ∈ Y . Seja X o conjunto dos números naturais que são primos ou produtos de fatores primos. o que daria a ∈ X .) mero natural Lembremos que um nú- p chama-se primo quando não pode ser expresso como produto p = mn de dois números naturais. Exercícios 1. se nas demonstrações por boa-ordenação). Então todos os números menores do que a pertenceriam a X . logo m ∈ X e n ∈ X . Prove que Y contém . a menos que um deles seja igual a 1 (e o outro igual a p). Observemos que se pertencem a mentar de m e n X então o produto Assim. uma contradição.Unidade 1 Mas esta última igualdade é P (n + 1). P (n) vale para todo n ∈ N. n. Assim. Segue-se que Y = ∅ . Y é o conjunto dos números naturais que não são primos nem são produtos de fatores primos. isto equivale a dizer que os fatores m. mn pertence a X. seja Y ⊂ N um conjunto com as seguintes (1) a ∈ Y . mn ∈ X . com m < a e n < a. vazio. (2) n ∈ Y ⇒ n +1 ∈ Y . Dado o número natural propriedades: a. Logo P (n) ⇒ P (n + 1). Como a não é primo. ter-se-ia a = m · n. Usaremos a linguagem de conjuntos. concluindo a demonstração.

Portanto A é vazio. Logo. Observe que 1 ∈ X e. onde a. por indução.. 3 e. 6 . se n ∈ X então todos os elementos de A são n + 1. que 1 + 2 2 + 3 2 + · · · + n2 = n(n + 1)(2n + 1) . . n não pertencem a A. por indução. Prove. 5. n tais que 4. é decrescente a partir do terceiro termo. dos números 2... além disso. que n+1 n para todo n n n 3 e conclua daí que a sequência √ √ √ 3 4 1.Números Naturais 15 todos os números naturais maiores do que ou iguais a considere o conjunto naturais a. 4 . . 2. em seguida.) 2n + 1 n 5. e prove. 3. que Ia é o conjunto X = N. Use o exercício anterior para provar que 2n para todo n 3. . conclua que n + 1 ∈ X . que n2 < 2n para todo Complete os detalhes da seguinte demonstração do Princípio de Boa Ordenação: Seja elemento. por indução. A⊂N um conjunto que não possui um menor Considere o conjunto X formado pelos números naturais 1. segue-se que X = N. Prove. 2. Como n + 1 não pode ser o menor elemento de A. (Sugestão: X = Ia ∪ Y . por indução.

se todos os números naturais menores do que n pertencem a X então n ∈ X . P (n) uma propriedade relativa ao número natural n.Unidade 1 6. (Sugestão : boa Seja ordenação. P (2) são verdadeiras e que. Prove que P (n) é verdadeira para todo n ∈ N. a verdade de P (n) e P (n + 1) implica a verdade de P (n + 2). se n for pequeno. Seja 9. para qualquer n ∈ N. Use indução para provar que 1 13 + 23 + 33 + · · · + n3 = n2 (n + 1)2 . por indução. Critique a seguinte argumentação: Quer-se provar que todo número Evidentemente.16 MA12 . 7. Além natural é pequeno. 4 . pois não se torna grande um número pequeno simplesmente somando-lhe uma unidade.) 8. Suponha que P (1). X ⊂ N um conjunto não-vazio. disso. Prove que X = N. Use a distributividade para calcular diferentes e em seguida use a lei do (m + n)(1+1) de duas maneiras corte para concluir que m + n = n + m. n + 1 também o será. Logo. todo número natural é pequeno. 1 é um número pequeno. 10. com a seguinte propriedade: para qualquer n ∈ N.

que se encontra na ´ ıntegra em: http://www. Outra sutileza da Prova por Indu¸ c˜ ao Matem´ atica ´ e a sua pr´ opria estrutura l´ ogica.obmep. pode parecer ao leitor que este teorema serve apenas para validar f´ ormulas.MA 12 . que envolvem n´ umeros inteiros. especialmente no seu aspecto mais l´ udico. que ser´ a apresentado na pr´ oxima unidade. n˜ ao ´ e apresentado no Ensino M´ edio. n˜ ao t˜ ao intuitiva. mas poderia ser abordado. ∀k ≥ n0 ) =⇒ P (n) ∀ n ∈ N. dadas a priori. onde se prova algo que n˜ ao ´ e uma mera valida¸ c˜ ao de uma f´ ormula.pdf . Mas. pelo menos. al´ em de absorverem bem os conte´ udos. Preste tamb´ em aten¸ c˜ ao nos Exemplos 1 e 2. Hefez. A presente unidade foi retirada do livro Indu¸ c˜ ao Matem´ atica de A. veremos que a sua utilidade ´ e bem mais abrangente.br/export/sites/default/arquivos/apostilas_pic2008/Apostila4-Inducao. Esse t´ opico. Sobre os exerc´ ıcios. recomendamos que resolva o maior n´ umero que puder deles a fim de adquirir mais traquejo com as manipula¸ c˜ oes alg´ ebricas.Unidade 2 Indu¸ c˜ ao Matem´ atica Semana de 04/04 a 10/04 Esta unidade ´ e dedicada ` a utiliza¸ c˜ ao do Axioma da Indu¸ c˜ ao como t´ ecnica de demonstra¸ c˜ ao de resultados que envolvem subconjuntos infinitos do conjunto dos n´ umeros naturais (Veja o conceito de conjunto infinito na Unidade 2 de MA11). Os alunos participantes do Programa de Inicia¸ c˜ ao Cient´ ıfica (PIC) da OBMEP tˆ em sido expostos a esse tipo de material e tˆ em mostrado grande interesse e curiosidade. cujos conte´ udos ser˜ ao utilizados nas pr´ oximas unidades. que nada mais ´ e do que uma reformula¸ c˜ ao do Axioma da Indu¸ c˜ ao. que apresenta ”uma implica¸ c˜ ao dentro de outra”: P (n0 ) ∧ (P (k ) =⇒ P (k + 1). no decorrer do curso. em geral. de conjunto infinito e por isso mesmo ela ´ e sutil. Livro 4 do Programa de Inicia¸ c˜ ao Cient´ ıfica da OBMEP. A Indu¸ c˜ ao Matem´ atica nos coloca em contato direto com a no¸ c˜ ao. que v˜ ao praticamente at´ e a nossa Unidade 5. Lendo a presente unidade. O resultado central desta unidade ´ e o teorema ao qual damos o nome de Princ´ ıpio de Indu¸ c˜ ao Matem´ atica. um item de cada um dos Problemas 1 e 2 e dˆ e especial aten¸ c˜ ao ao Problema 4. Sobre este aspecto. Resolva. leia com aten¸ c˜ ao o coment´ ario que se inicia no meio da P´ agina 4 e se estende ` a P´ agina 5 (at´ e antes do Exemplo 1). Esta ´ e sem d´ uvida uma dificuldade para a compreens˜ ao do Princ´ ıpio de Indu¸ c˜ ao pelos estudantes.org.

. se {An . b) Seja {A1 . Mostre que A ∪ B ´ e enumer´ avel. ´ e poss´ ıvel concluir que. An } uma fam´ ılia finita de conjuntos enumer´ aveis. .Desafio a) Sejam A e B e dois conjuntos enumer´ aveis. . V´ ıdeo relacionado: Aulas do Professor Augusto C´ esar Morgado. Indu¸ c˜ ao Matem´ atica. n ∈ N} ´ e uma fam´ ılia enumer´ avel de conjuntos enumer´ aveis. . c) Com base no argumento do item anterior. julho 2004. Use um argumento de indu¸ c˜ ao para mostrar que A1 ∪ · · · ∪ An ´ e enumer´ avel. . ent˜ ao n∈N An ´ e enumer´ avel? Este resultado ´ e verdadeiro? Sugest˜ ao: repita o argumento considerando fam´ ılias de conjuntos finitos em lugar de enumer´ aveis.

Esse simples axioma nos fornece uma das mais poderosas técnicas de demonstração em Matemática. cujo enunciado reproduzimos a seguir. tem-se que X = N. Princípio de Indução Matemática Recorde o Axioma (d) de Peano. Axioma da Indução: Dado um subconjunto X do conjunto dos números naturais N. nos fornece um poderoso instrumento para provar afirmações que envolvem esses números. tal que 1 pertence a X e sempre que um número n pertence a X .MA12 .Unidade 2 Indução Matemática Semana de 04/04 a 10/04 Nesta unidade mostraremos como o Axioma da Indução. apresentado na Unidade 1. que foi apresentado na Unidade 1 como um dos axiomas pilares dos números naturais. o número n + 1 também pertence a X . a chamada Prova pelo Princípio de Indução .

para todo n ∈ N. após mais algumas tentativas. P (2). é possível ir além. Temos que P (1). ou simplesmente Prova por Indução. Ela significa: “A soma dos n primeiros números ímpares é igual a n2 ”. que 3.2 Unidade 2 Matemática. É fácil verificar que as sentenças P (1). P (3). verificando também que P (4). Suponha que seja dada uma sentença matemática P (n) que dependa de uma variável natural n. P (35) são verdadeiras. ou seja. Por outro lado. b) P (n) : n é múltiplo de 3. . Você consegue visualizar algum número natural m para o qual P (m) seja falsa? Bem. P (4). . . que P (1). apesar dos pontinhos na sua definição. Aqui sabemos precisamente o que significa a sentença aberta P (n). é plausível que tenhamos encontrado um polinômio cujos valores nos números inteiros sejam sempre números primos. P (n) é verdadeira para todo n ∈ N. . P (4) e P (5) são falsas. 5 e 9 são pares. A seguir damos alguns exemplos de sentenças abertas definidas sobre N: a) P (n) : n é par.. pois afirmam. a qual se torna verdadeira ou falsa toda vez que substituirmos n por um número natural dado. c) P (n) : 1 + 3 + 5 + 7 + · · · + (2n − 1) = n2 . você se convencerá de que esta fórmula tem grandes chances de ser verdadeira para todo número natural n. . P (3) são verdadeiras. P (5) e P (9) são falsas. P (2). pois ela diz que 1 é par. Tais sentenças serão ditas sentenças abertas definidas sobre o conjunto dos naturais. P (2). Portanto. d) P (n) : n2 − n + 41 é um número primo. P (5). Temos. por exemplo. Com algum trabalho. enquanto P (3) e P (6) são verdadeiras. 8 e 22 são pares. . P (10) são verdadeiras. 4. . pois 2. é também claro que P (2). É claro que a afirmação P (1) é falsa. respectivamente. P (4). P (8) e P (22) são verdadeiras. P (3). .

para satisfazer os mais céticos. mostrar que 1 pertence a V e que n + 1 pertence a V . Isso pode ser feito usando o Axioma da Indução. assim. o seguinte teorema: . P (n)}. P (41) é falsa! Para a sua informação. Provamos. Como provar então que uma sentença aberta definida sobre os naturais é sempre verdadeira? Você há de convir que não seria possível testar. pode-se provar que não existe nenhum polinômio em uma variável com coeficientes inteiros cujos valores nos naturais sejam sempre números primos. será preciso encontrar algum outro método. bastando. Podemos parar por aqui e nos sentir felizes com a nossa descoberta? Bom. Se quisermos mostrar que uma sentença aberta P (n) é verdadeira para todo n ∈ N. Logo. que resolverá esse nosso problema. P (38) e P (40) são verdadeiras. Note que 412 − 41 + 41 = 412 não é primo. denotaremos por V = {n ∈ N. Portanto. faremos só mais um teste com n = 41. toda vez que n pertence a V . o subconjunto dos elementos n ∈ N para os quais P (n) é verdadeira. para a nossa desilusão. P (36). não havia a priori nenhuma chance de P (n) ser verdadeira para todo número natural n. Vamos a seguir expor a técnica da Prova por Indução. temos que mostrar que V = N. para isto. pois eles são em número infinito. Portanto.Indução Matemática 3 Mais alguns testes para confirmar a nossa suspeita? Lá vai. todos os números naturais. P (37). um por um. Seja P (n) uma sentença aberta sobre os naturais.

Vejamos como usar esse método para mostrar a validez. toda vez que P (n) é verdadeira. Então. já que a fórmula é trivialmente válida para n = 1. obtemos a igualdade também verdadeira: 1 + 3 + · · · + (2n − 1) + (2n + 1) = n2 + (2n + 1) = (n + 1)2 . Somando 2n + 1. P (n) é verdadeira para todo n ∈ N. na demonstração acima. Observe que P (1) é verdadeira. poderia parecer que estamos usando o fato de P (n) ser verdadeira para deduzir que P (n + 1) é verdadeira para em seguida concluir que P (n) é verdadeira. Suponha que (i) P (1) é verdadeira. e (ii) qualquer que seja n ∈ N. Suponha agora que. para todo natural n. para algum n natural. sempre que P (n) é verdadeira. ou seja. o primeiro registro que se tem é de 1575 e foi realizada por Francesco Maurolycos. Queremos provar que P (n + 1) é verdadeira. Isso mostra que P (n + 1) é verdadeira. a ambos os lados da igualdade acima. da fórmula 1 + 3 + · · · + (2n − 1) = n2 . que 1 + 3 + · · · + (2n − 1) = n2 . Você tem idéia de quando foi feita pela primeira vez a demonstração acima? Bem. que é o próximo número ímpar após 2n − 1. Note que. P (n) seja verdadeira. Pelo Princípio de Indução Matemática. O que está ocorrendo? Estamos usando a tese para provar o teorema? .4 Unidade 2 Teorema 1(Princípio de Indução Matemática) Seja P (n) uma sentença aberta sobre N. a fórmula é válida para todo número natural n. segue-se que P (n + 1) é verdadeira.

não há lugar para afirmações verdadeiras até prova em contrário. temos duas possibilidades: (a) P (n) é verdadeira. No nonagésimo dia. até prova em contrário. enunciar leis gerais que governam o fenômeno em estudo. No centésimo dia. desconfiada. O que falha para que o Princípio de Indução nos garanta que P (n) é verdadeira para todo n é que a hipótese (i) não é verificada. A hipótese (ii) do Teorema não exige em absoluto que assumamos P (n) verdadeira para todo n ∈ N. após um certo número de experimentos. No primeiro dia. filósofo e grande humanista inglês do século passado. Essas leis são tidas como verdades. cheia de intimidade. não exigindo nada quando n pertencer à categoria (b). pois essa é a parte mais delicada de toda a história. com base na seguinte historinha: Havia uma galinha nova no quintal de uma velha senhora. podendo eventualmente ser falsa para algum valor de n. A indução empírica foi batizada. de modo irônico. em que é comum. ou (b) P (n) é falsa. a galinha. Por exemplo. já que nenhum n ∈ N pertence à categoria (a). a galinha. ou mesmo para todos os valores de n. ao entardecer.Indução Matemática 5 A resposta é não! Preste bem atenção. a sentença aberta P (n) : n = n + 1 satisfaz (por vacuidade) a hipótese (ii) do Teorema. prudentemente. então n + 1 também pertença a essa mesma categoria. Bertrand Russel (18721970). Na matemática. Dado um número natural n. esperou que a senhora se retirasse para se alimentar. pelo matemático. ao se aproximar a . Diariamente. necessariamente finito. a galinha. A Prova por Indução Matemática trata de estabelecer que determinada sentença aberta sobre os naturais é sempre verdadeira. foi se alimentando enquanto a senhora se retirava. já não fazia caso da velha senhora. pois P (1) : 1 = 2 é falsa! É preciso ter clareza que a Indução Matemática é diferente da indução empírica das ciências naturais. a boa senhora levava milho às galinhas. No segundo dia. O que a hipótese (ii) exige é que sempre que algum n pertença à categoria (a) acima. de indução galinácea.

Queremos determinar uma fórmula para a soma dos n primeiros números naturais. Qual não foi a sua surpresa quando. Gauss. 2 Vamos ser críticos com relação à prova acima. o menino deu a resposta: 5050. por indução. então. Somando a igualdade acima. com ela mesma. Na escola. o professor. quando ainda garoto.6 Unidade 2 senhora. Exemplo 1. Uma fórmula fechada para Sn . o objetivo é encontrar uma fórmula fechada2 para Sn . Para a maioria das pessoas. portanto. a galinha. Indagado como tinha descoberto tão rapidamente o resultado. foi ao encontro dela para reclamar o seu milho. Sendo Sn = 1 + 2 + · · · + n. mas se alguém nos perguntasse o que está Gauss é considerado um dos maiores gênios da matemática de todos os tempos. é uma função de n que permite calcular diretamente os valores de Sn fazendo um número pequeno de contas. pouco tempo depois. a grosso modo. essa prova parece impecável. descreveu o método a seguir. para aquietar a turma de Gauss. Qual não foi a sua surpresa quando a senhora pegou-a pelo pescoço com a intenção de pô-la na panela. porém com as parcelas do segundo membro em ordem invertida. Conta-se a seguinte história sobre o matemático alemão Carl Friedrich Gauss (1777-1855)1 . 2 1 . mandou os alunos calcularem a soma de todos os números naturais de 1 a 100. temos que Sn Sn = = 1 n + 2 + ··· + + (n − 1) + · · · + n 1 2Sn = (n + 1) + (n + 1) + · · · + (n + 1) Daí segue-se que 2Sn = n(n + 1) e. Sn = n(n + 1) . membro a membro.

isto é. Observe também que P (n + 1) : 1 + 2 + · · · + n + (n + 1) = (n + 1)(n + 2) . tenhamos P (n) verdadeira. 2 2 o que estabelece a veracidade de P (n + 1). 2 (1) Agora. temos que é verdadeira a igualdade 1 + 2 + · · · + n + (n + 1) = n(n + 1) +n+1= 2 n(n + 1) + 2(n + 1) (n + 1)(n + 2) = . vamos provar a fórmula utilizando o Princípio de Indução Matemática. 1(1 + 1)(2 + 1) 6 n(n + 1)(2n + 1) . Somando n + 1 a ambos os lados dessa igualdade. exatamente na imensa região coberta pelos pontinhos? Para não pairar nenhuma dúvida sobre o nosso resultado.Indução Matemática 7 escondido atrás dos pontinhos. Também. talvez nos sentíssemos embaraçados. Exemplo 2. como ter absoluta certeza de que nada acontece fora do nosso controle. suponhamos que para algum n ∈ N. Pelo Teorema. tem-se que a fórmula P (n) é verdadeira para todo n ∈ N. 6 (2) . Considere a sentença aberta sobre os naturais P (n) : 1 + 2 + · · · + n = Note que P (1) : é verdadeira. Queremos validar a fórmula P (n) : 12 + 22 + · · · + n2 = Note que P (1) : 12 = é verdadeira. 2 1= 1(1 + 1) 2 n(n + 1) . a fórmula (1) é válida para tal valor de n.

que P (n + 1) é verdadeira. 6 estabelecendo assim a veracidade de P (n + 1). a fórmula é válida para todo n ∈ N. . temos que a fórmula vale para todo n ∈ N.2 2. Exemplo 3. que a fórmula (3) seja verdadeira para esse valor de n.8 Unidade 2 Suponha que. para algum n ∈ N. pelo Princípio de Indução Matemática. (2) é válida.3 n(n + 1) (n + 1)(n + 2) n 1 n+1 + = . n + 1 (n + 1)(n + 2) n+2 mostrando. a fórmula: P (n) : 1 1 1 n + + ··· + = .2 2. para algum n. assim. Portanto. Vamos provar que é verdadeira. tem-se que P (n) é verdadeira. Somando (n + 1)2 a ambos os lados da igualdade (2). isto é.3 n(n + 1) n+1 (3) Observemos inicialmente que P (1) : 1 1 = 1. Suponhamos que. Somando a ambos os 1 lados dessa igualdade . para todo n ∈ N. temos que 12 + 22 + · · · + n2 + (n + 1)2 = n(n + 1)(2n + 1) + (n + 1)2 = 6 n(n + 1)(2n + 1) + 6(n + 1)2 (n + 1)[n(2n + 1) + 6(n + 1)] = = 6 6 (n + 1)[(n + 1) + 1][2(n + 1) + 1] .2 1+1 é verdadeira. 1. se tenha que P (n) é verdadeira. ou seja. Portanto. temos que (n + 1)(n + 2) 1 1 1 1 + + ··· + + = 1.

5 (2n − 1)(2n + 1) 2(2n + 1) 3 Demonstre. por indução.3 2. 1.2. que vale a fórmula: 1 · 2 · · · m + 2 · 3 · · · m(m + 1) + · · · + n(n + 1) · · · (n + m − 1) = 1 n(n + 1) · · · (n + m). 1.3 3.3. a validez das seguintes fórmulas: 1 1 n 1 + + ··· + = . 2 1 b) 12 + 32 + · · · + (2n − 1)2 = n(2n − 1)(2n + 1).3 3.5 (2n − 1)(2n + 1) 2n + 1 3 3 3 2 b) c) d) e) 1 1 1 1 n + + + ··· + = . 4 Mostre que a soma dos cubos de três números naturais consecutivos é sempre divisível por 9.Indução Matemática 9 Problemas 1 Demonstre.4 4. m+1 Sugestão: Fixe m arbitrário e proceda por indução sobre n. a) 1.7 7. por indução. .10 (3n − 2)(3n + 1) 3n + 1 1 1 1 1 n + + + ··· + = . que ela é verdadeira para todo n ∈ N.9 9. m ∈ N. 3 n(n + 1) c) 1 + 2 + · · · + n = . a validez das seguintes fórmulas: a) 1 − 22 + 32 − · · · + (−1)n−1 n2 = (−1)n−1 n(n + 1) . 1. 1. Sugestão: Considere a sentença aberta P (n) : n3 + (n + 1)3 + (n + 2)3 é divisível por 9. para n.5 5.4 n(n + 1)(n + 2) 4(n + 1)(n + 2) 12 22 n2 n(n + 1) + + ··· + = . 2 2 Demonstre.13 (4n − 3)(4n + 1) 4n + 1 1 1 1 n(n + 3) + + ··· + = . e demonstre. por indução.

Na aplica¸ c˜ ao Descobrindo a Moeda Falsa. No Exemplo 6. servindo para testar o entendimento do princ´ ıpio. Uma defini¸ c˜ ao. de modo a torn´ a-lo aplic´ avel em situa¸ c˜ oes em que uma propriedade vale para todos os n´ umeros naturais a partir de um determinado valor. utilizamos o Princ´ ıpio de Indu¸ c˜ ao para descrever quais n´ umeros naturais podem ser escritos como soma de um m´ ultiplo de 3 e de um m´ ultiplo de 5. ´ e um jogo interessante que se presta bem a ser explorado em sala de aula (veja v´ ıdeo associado ` a Unidade 2) e que conduz a uma sequˆ encia definida por recorrˆ encia (de primeira ordem. a Torre de Han´ oi. O segundo exemplo. e v´ arios outros. um modo importante atrav´ es do Princ´ ıpio de Indu¸ c˜ ao de definir certas sequˆ encias. ´ e feita uma pequena generaliza¸ c˜ ao do Princ´ ıpio de Indu¸ c˜ ao Matem´ atica. por sua pr´ opria natureza. Finalmente. usando este m´ etodo. ser´ a dita uma defini¸ c˜ ao por recorrˆ encia. Em seguida. nas Unidades 8 e 9 de MA12. s˜ ao apresentadas algumas aplica¸ co ˜es interessantes e l´ udicas do Princ´ ıpio de Indu¸ c˜ ao Matem´ atica. O Exemplo 5 ´ e um caso t´ ıpico. o u ´ltimo exemplo introduz a famosa sequˆ encia de Fibonacci como foi originalmente concebida: para resolver um problema pr´ atico de contagem de uma popula¸ c˜ ao de coelhos. nesta unidade. Isso ´ e um caso particular de um tipo importante de equa¸ c˜ oes. . o Enigma do Cavalo de Alexandre. as potˆ encias com expoentes naturais. Voltaremos a tratar de recorrˆ encias. A primeira.Unidade 3 Defini¸ c˜ ao por Recorrˆ encia. prestam-se bem a serem definidos por esse m´ etodo. Aplica¸ c˜ oes da Indu¸ c˜ ao Matem´ atica Semana de 11/04 a 17/04 Descreveremos. Esse ´ e um t´ ıpico caso de recorrˆ encias lineares de segunda ordem que ser˜ ao estudadas mais sistematicamente na Unidade 9.MA 12 . as progress˜ oes aritm´ eticas e geom´ etricas. trata na realidade de um mau uso do Princ´ ıpio de Indu¸ c˜ ao e que leva a uma conclus˜ ao absurda. Na segunda parte dessa unidade. o Princ´ ıpio de Indu¸ c˜ ao ´ e utilizado para tratar um problema t´ ıpico de pesagem. no Teorema 1. n˜ ao necessariamente igual a 1. V´ arios objetos. conforme ser´ a visto na Unidade 8). conhecendo-se alguns de seus termos iniciais e dando uma lei que permite obter um termo da sequˆ encia a partir de alguns dos termos anteriores a ele. Entre os objetos que s˜ ao definidos por recorrˆ encia nessa unidade est˜ ao os somat´ orios. fazendo um estudo mais sistem´ atico delas. A Pizza de Steiner ´ e uma aplica¸ c˜ ao do Princ´ ıpio de Indu¸ c˜ ao a um problema de geometria. os fatoriais. chamadas de equa¸ co ˜es diofantinas. onde ´ e necess´ ario aplicar essa generaliza¸ c˜ ao do Princ´ ıpio de Indu¸ c˜ ao Matem´ atica.

Denição por Recorrência Recorde que zemos objeções na unidade anterior ao uso dos pontinhos nas demonstrações de algumas fórmulas.MA12 . eles ajudam muito a representar situações em que há um número grande (eventualmente innito) de objetos a serem descritos e a visualizar propriedades desses objetos. Na primeira. não que sejamos contra. mostraremos como denir objetos matemáticos por recorrência e na segunda. 1 .Unidade 3 Denição por Recorrência Aplicações da Indução Semana de 11/04 a 17/04 Esta unidade está dividida em duas partes. A noção de recorrência será retomada mais sistematicamente nas Unidades 8 e 9 de MA12. discutiremos algumas aplicações lúdicas da indução.

pois a operação de adição de números é denida para um par de números. é claro. pois. e aqui temos inconveniente n números sendo somados de uma só vez. Para continuarmos a nossa discussão. Voltemos agora ao problema que queremos abordar. são corriqueiramente aceitos. . . a2 . um conselho: use o formalismo para ajudar e não para atrapalhar.2 Unidade 3 Nesse curso. basta denirobter sem ambiguidade En+1 a partir de En . primeiro vem a descoberta. . estamos tentando mostrar como se pode estabelecer um maior padrão de rigor no tratamento de certos problemas matemáticos. an . como En . . . . vamos ver como a Indução Matemática pode nos ajudar. Por exemplo. . Para denir uma expressão mos E1 e mostrar todo n ∈ N. Para dar um sentido preciso a esse tipo de expressão. isso formalmente ainda não faz sentido. nunca deixe ele se sobrepor à criatividade. para En foi Nesse caso. para todo número natural n. a partir do segundo. mas isso não deve ser tomado ao pé da letra. e depois. além do dos pontinhos. a formalização. . é igual ao anterior an−1 somado com um número constante Isso é o que se chama de Progressão Aritmética . signica uma expressão da forma O que realmente 1 + 3 + 5 + · · · + (2n − 1). que consideramos no início da unidade passada? Apesar de intuirmos o que se quer dizer. quando acompanhados de um raciocínio correto. uma sequência de números em que cada elemento an . Você sabe o que é uma sequência? Certamente voc e já foi apresentado à seguinte denição: Seja a1 . Certos argumentos informais. via de regra. dizemos que denido por recorrência . r. precisaremos de um conceito que não introduzimos ainda. mas do qual você certamente já ouviu falar. Portanto. Procure estimular sempre os seus alunos a serem criativos. o argumento utilizado por Gauss para somar os n primeiros números naturais é perfeitamente aceitável.

a(n). estaremos supondo que em A Quando dissermos que um conjunto está denida uma operação com propriedades semelhantes á correspondente operação nos reais. basta denir recorrentemente Pomos S1 = a1 e. ou ainda. Exemplo 1. Seja (an ) uma sequência de elementos de um conjunto munido de uma adição sujeita às leis básicas da aritmética. . A possui uma adição ou uma multiplicação satisfazendo às leis básicas da aritmética. Sn . . . . . . é uma coleção de elementos ordenados de natureza qualquer. denimos Sn+1 = Sn + an+1 . o que é uma sequência em geral? 3 Uma sequência. . . a Como uma função é dada quando se conhece a imagem de todos os elementos do seu domínio. Para dar sentido às somas Sn = a1 + a2 + · · · + an . verdade.Denição por Recorrência e Aplicações da Indução Mas. uma sequência pode ser representada como a(1). . . trata-se apenas de elementos de um conjunto etiquetados com os números naturais. denotando a(n) por an . podemos representá-la por (an ) : a1 . Etiquetar com os números naturais os elementos de um conjunto nica dar uma função A. a(2). . sig- a : N −→ A n → a(n) A denção formal de uma sequência em um conjunto função A é apenas uma a de N em A. a2 . an . . . . . . supondo Sn denido. como sugere o Na nome.

Demonstremos a propriedade por indução sobre Para n. a propriedade é válida. b ∈ A e m. (i) (ii) (iii) am · an = an+m . pois. Vamos denir as potências com an . e Demonstração: Fixemos a∈A m ∈ N. arbitrariamente. pelas denições. Provaremos (i). naturalmente. am · a1 = am · a = am+1 . por recorrência. as propriedades usuais das potências. n ∈ N.4 Unidade 3 Somas como Sn serão também denotadas com a notação de somatórios: n Sn = i=1 que se lê como somatório quando ai . Exemplo 2. Outro conceito que. Dene-se o fatorial n! de um número natural n como: e 1! = 1. Proposição. por meio de indução. 1 até i varia de n de ai . (a · b)n = an · bn . n ∈ N. n = 1. é denido por recorrência é o de potência. Então. dena an+1 = an · a. . Vamos estabelecer. (am )n = amn . Supondo an denido. (n + 1)! = n! · (n + 1). Exemplo 3. Um conceito que se dene naturalmente por recorrência é o fatorial de um número natural. deixando o restante como exercício. Sejam a. Ponhamos a1 = a. Seja a um elemento de um conjunto A munido de uma multi- plicação sujeita às leis básicas da aritmética.

Como proceder nesses casos? Por exemplo. Logo. para n = 1. Daí segue a igualdade 5n+1 + 2 · 11n+1 = 5 · 3a + 12 · 11n . prova a nossa propriedade. cujo segundo membro é divisível por Assim. temos 5 · 3a = 5n+1 + 5 · 2 · 11n = 5n+1 + 2 · 11 · 11n − 12 · 11n . vamos divide provar que 5n + 2 · 11n . 3 divide 3 divide 5n+1 + 2 · 11n+1 . Isso. nos inteiros. acarreta que 5 + 2 · 11 n n . para todo número natural Pode ocorrer que uma determinada propriedade seja válida para todos os números naturais a partir de um determinado valor a. saibamos que 3 divide 5 +2 · 11 . existe um número inteiro a tal que 3 5n + 2 · 11n = 3a. Mutiplicando por 5 ambos os lados da igualdade acima. supondo que 5 am · an = am+n . pelo Princípio de Indução Matemática (Teorema da Unidade 2). mas não necessaria- mente para valores menores. o que. 1 1 De fato. temos que 3 divide 5 + 2 · 11 = 27. que. por ser igual a 3(5a + 4 · 11n ). n n Suponha. provamos que 3. para todo n ∈ N. temos que am · an+1 = am · (an · a) = (am · an ) · a = am+n · a = am+n+1 .Denição por Recorrência e Aplicações da Indução Por outro lado. n. 2 Exemplo 4. Utilizando a noção de potência e de suas propriedades. para algum n ≥ 1. como provar que a desigualdade todo valor de 2n > n2 é verdadeira para n natural maior do que ou igual a 5? Fazemos isso baseados na seguinte pequena generalização do Princípio de Indução Matemática (Teorema 1 da Unidade 2): . agora. pelo Princípio de Indução Matemática (Teorema 1 da Unidade 2).

3x + 5y = 8 admite De fato. Multiplicando ambos os lados da desigualdade acima por 2. m ∈ S . obtemos 2n+1 > 2n2 . P (3) : 2 > 3 4 2 é falsa e P (4) : 2 > 4 é falsa. . pois tal desigualdade é n+1 equivalente a n(n − 2) > 1. temos que P (m + a − 1) P (m + 1 + a − 1) é verdadeira. deduzimos que 2 > (n + 1)2 . Tudo isso não importa. Note que 2n2 > (n + 1)2 . 1). segue-se que P (n + 1) é verdadeira. se Logo. P (n) é verdadeira para n ≥ a. o que signica que P (n + 1) é verdadeira. Portanto. estabelecendo o resultado em vista do é verdadeira. ela é verdadeira para a solução n = 8. pois a equação (x. Seja n ≥ 5 tal que 2n > n2 . se n ≥ 3. Suponha que (i) (ii) P (a) é verdadeira. todo Em vista do Princípio de Indução Matemática (Teorema 1 da Unidade 2). para todo número natural n 2 1 2 2 Teorema 2. Então. e seja a ∈ N. 5 2 De fato. 2 P (n) : Exemplo 5. P (2) : 2 > 2 é falsa.6 Unidade 3 Teorema 2 Seja P (n) uma sentença aberta sobre N. y ) = (1. com n ≥ a. m + 1 ∈ S. e qualquer que seja n ∈ N. Consequentemente. Por (i) temos que é verdadeira. pois queremos vericar a veracidade dessa desigualdade para n ≥ 5. temos que S = N. por (ii). Daí. Por outro lado. sempre que P (n) é verdadeira. solução em (N ∪ {0}) × (N ∪ {0}). Vamos mostrar que a sentença aberta: P(n): A equação é verdadeira 3x + 5y = n tem para todo n ≥ 8. P (m + a − 1) }. Exemplo 6. P (n) é verdadeira para todo número natural n ≥ a Demonstração: Dena o conjunto S = {m ∈ N. temos que P (5) : 2 > 5 é verdadeira. 2 3 2 Note que P (1) : 2 > 1 é verdadeira. Vamos mostrar que a desigualdade na sentença aberta 2 >n n ≥ 5. 1 ∈ S.

segue que 3(a + 2) + 5(b − 1) = 3a + 5b + 3 × 2 − 5 × 1 = 3a + 5b + 1 = n + 1.n! = (n + 1)! − 1. a validez das seguintes fórmulas: a) 1. sempre que a equação 3x + 5y = n. b−a . então. segue a conclusão desejada pelo Teorema 2. Sejam a e b números reais distintos. 1+ 1 1 1+ 1 2 2 b) ··· 1 + 1 n−1 n−1 = nn−1 . temos o que mostra que a equação em 3x + 5y = n + 1 admite a solução (a − 3. Se. é o menor valor de n para o qual a equação tem solução Problemas 1 Mostre. Note que para todo n0 = 8 n ≥ n0 . Mostre que. b) para algum n ≥ 8. Como o resultado vale para n = 8. a equação 3x + 5y = n + 1 admite solução. b = 0.2n−1 = 1 + (n − 1)2n . por indução. 3(a − 3) + 5 × 2 = 3a − 3 × 3 + 5 × 2 = 3a + 5b + 1 = n + 1. isto é.2! + 3. para algum n ≥ 8.3! + · · · + n. usando a igualdade −3 × 3 + 5 × 2 = 1. b). a ≥ 3.1! + 2.22 + · · · + n. b + 2) (N ∪ {0}) × (N ∪ {0}).20 + 2. devemos ter a ≥ 1 ou b ≥ 1. (n − 1)! c) 2 1. Mostramos assim que. em qualquer caso. 3a + 5b = n. Se b ≥ 1. para todo n ∈ N. para qualquer solução (a. observando que 3 × 2 − 5 × 1 = 1. vale a igualdade: bn + abn−1 + a2 bn−2 + · · · + an−1 b + an = bn+1 − an+1 . Note que. tenha solução. por acaso.21 + 3.Denição por Recorrência e Aplicações da Indução Suponha agora que a equação 7 3x + 5y = n tenha uma solução (a. o que mostra que a equação em 3x + 5y = n + 1 admite a solução (a + 2. b − 1) (N ∪ {0}) × (N ∪ {0}).

2 a equação 8 Mostre que possui solução n0 = 32 é o menor valor para o qual 2 em (N ∪ {0}) para todo n ≥ n0 . divide 32n + 7. mostraremos algumas aplicações da indução matemática no mundo material. n4n+1 − (n + 1)4n + 1. .8 Unidade 3 3 Se sen α = 0. vale a desigualdade: 2n − 1 1 1 3 5 · · ··· ≤√ . Prove que. 4 Para todo n ∈ N. 5x + 9y = n Indução e Mundo Material Nesta Seção. mostre que. b) d) a) c) 5 80 8 divide 34n − 1. se n ≥ 9. 2 4 6 2n 3n + 1 7 Mostre que o número de diagonais de um polígono convexo de n lados é dado por dn = n(n − 3) . se n ≥ 4. n! > 4n . Mostre que a) b) c) 6 n! > 2n . nos inteiros. vale a igualdade: cos α · cos 2α · cos 22 α · · · cos 2n α = Sugestão: Use a fórmula sen 2n+1 α 2n+1 sen α sen 2β = 2 sen β cos β . se n ≥ 7. mostre que. n! > 3n . para todo n ∈ N. para todo n natural. 9 9 divide divide 4n + 6n − 1.

a cada passo. . de modo que nenhum disco esteja sobre um outro de diâmetro menor (veja gura abaixo). qual é o número mínimo resolver o problema com n discos? Usando Indução Matemática. deduziremos jn . As perguntas naturais que surgem são as seguintes: 1. estão enados os discos. Em caso armativo. seu centro e uma base onde estão ncadas três hastes. Em seguida. a regra acima seja observada. deslocando um disco de cada vez. qualquer que seja o valor de uma fórmula que nos fornecerá o número Considere a sentença aberta n. P (n) : O jogo com n discos tem solução .Denição por Recorrência e Aplicações da Indução 1 A Torre de Hanói 9 Você provavelmente já conhece esse jogo. pois trata-se de um jogo bastante popular que pode ser facilmente fabricado ou ainda encontrado em lojas de brinquedos de madeira. O jogo é formado por n discos de diâmetros distintos com um furo no Numa das hastes. vamos ver que a resposta à primeira pergunta é armativa. O jogo tem solução para cada n ∈ N? jn de movimentos para 2. de modo que. £ £ ¢ £ ¢ £¢ £ ¢¢   ¡  ¡  ¡  ¡  ¡ O jogo consiste em transferir a pilha de discos para uma outra haste.

pois estamos admitindo que o problema com n discos possua solução): £ ¢   ¡ ££ ¢ £ ¢ £ ¢ £¢ ¢   ¡  ¡  ¡  ¡  ¡ Em seguida. P (1) é verdade. transferindo-os para a haste que contém o maior dos discos: . transra o disco que restou na pilha original (o maior dos discos) para a haste vazia: £ ¢   ¡ £ £¢ ££ ¢¢ £ ¢¢   ¡  ¡  ¡    ¡¡ Feito isto. ou seja.10 Unidade 3 Obviamente. Vamos provar que o jogo com n+1 discos tem solução. resolva novamente o problema para os n discos que estão juntos. que o jogo com n discos tem solução. Para ver isso. resolva inicialmente o problema para os n discos superiores da pilha. transferindo-os para uma das hastes livre (isso é possível. para algum n. Suponha que P (n) seja verdadeiro.

que. será estudado de modo sistemático nas Unidades U8 e U9. Pode-se mostrar. temos. o mundo acabaria. jn . necessariamente. respeitando as regras acima explicadas. a cada segundo. (Este tipo de sequências. em 1882. jn+1 = 2jn + 1. Obtemos. pois.Denição por Recorrência e Aplicações da Indução 11 ££ ¢ £ ¢ ££ ¢¢ £ ¢¢   ¡  ¡  ¡  ¡  ¡¡   Isso mostra que o problema com portanto. um sacerdote movesse um disco. as recorrências. n + 1 discos também possui solução. inventou a seguinte lenda: Na origem do tempo. para resolver o problema Para determinar uma fórmula para para n +1 discos com o menor número de passos. por Indução Matemática. sem diculdade. o tempo mínimo para que . que P (n) é verdadeira para todo n ∈ N. e. Você não deve se preocupar com a iminência do m do mundo. que seu termo geral é dado por jn = 2n − 1. se. para dar mais sabor à sua criação. Deus colocou 64 discos perfurados de ouro puro ao redor de uma de três colunas de diamante e ordenou a um grupo de sacerdotes que movessem os discos de uma coluna para outra. por indução. Temos. que (jn ) denida recorrentemente. Quando todos os 64 discos fossem transferidos para uma outra coluna. num templo oriental.) Esse jogo foi idealizado e publicado pelo matemático francês Edouard Lucas. veja que. que passar duas vezes pela solução mínima do problema com n discos. assim. uma sequência então.

Cn+1 } com n + 1 cavalos. a nossa demonstração por indução está terminada. . Assim. . Pela hipótese indutiva. . todo mundo sabe (você sabia?) que Marengo. . segue-se que os cavalos em ocorrendo o mesmo para os cavalos em C têm mesma cor. considere a sentença aberta: P (n) : Note que Num conjunto com n cavalos. . Bucéfalo. o Grande. Cn } ∪ {C2 . . o famoso cavalo de Napoleão. . . Como C2 ∈ C ∩ C . Inicialmente. Bucéfalo deveria ser branco. Decompomos o conjunto C numa união de dois conjuntos: C = C ∪ C = {C1 . . Cn . Cn+1 }. suponha o resultado P (1) é obviamente verdadeira. aproximadamente. ocorresse a fatalidade seria de um bilhão de séculos! 2 O Enigma do Cavalo de Alexandre Num mosaico romano. De fato. Logo. Nesse exemplo. . era branco. vamos provar que isso é uma falácia (uma grande mentira).12 Unidade 3 264 − 1 segundos e isto daria. válido para conjuntos contendo n cavalos. C2 . Agora. todos têm a mesma cor . segue-se que os cavalos de C têm a mesma cor dos cavalos de C . Considere um conjunto C = {C1 . . provando que P (n) é verdadeira para todo n ∈ N. . permitindo assim concluir que todos os cavalos em C têm a mesma cor. é representado como um fogoso corcel cor de bronze. cada um dos quais contém n cavalos. C . sugerimos que você tente P (1) é verdadeira. se Para achá-lo. provaremos que todos os cavalos têm mesma cor. . então P (2) é verdadeira. o cavalo de Alexandre. Onde está o erro nessa prova? provar que. Agora.

Vamos provar o resultado mostrando que. Coloca-se um grupo de 3n moedas em cada prato da balança. P (1) é claramente verdadeira. Agora. basta pôr uma moeda em cada prato da balança e descobre-se imediatamente qual é a moeda falsa.Denição por Recorrência e Aplicações da Indução 13 Esse problema foi inventado pelo matemático húngaro George Polya (18871985). que. Como n era igual a todos os naturais anteriores. isso é fácil de ver. Assim. obtemos n = n + 1. agora. perfazem o total de n pesagens. descobre-se a moeda falsa com efetuada. logo 3 Descobrindo a Moeda Falsa Têm-se 3n moedas de ouro. Problema 9 Ache o erro na prova do seguinte  Teorema Todos os números naturais são iguais . que o resultado seja válido para algum valor de se tenha que achar a moeda falsa dentre as n e que 3 n+1 moedas dadas. com peso menor do que as demais. n − 1 = n. n + 1 pesagens. sem nenhum peso. pela hipótese de indução. Suponha. Vamos mostrar. poderemos descobrir em que grupo de 3n moedas encontra-se a moeda falsa. (ii) Suponha que P (n) seja verdadeira. sendo uma delas falsa. Dispõe-se de uma balança de dois pratos. Separemos 3 n+1 moedas em 3 grupos de 3 n moedas cada. P (n) é vedadeira para todo n ∈ N . é verdadeira a sentença aberta P (n): (i) dado n ∈ N. para todo Demonstração: n∈ n N. segue que P (n + 1) é verdadeira. Portanto. que é possível achar a moeda falsa com n pesagens. dadas as três moedas. todos os número naturais menores ou iguais do que são iguais. Somando 1 a ambos os lados dessa igualdade. pois. junto com a pesagem já . por indução sobre n. Para n = 1.

Por outro lado. se o riores. ao encontrar o primeiro corte. 2 n. temos uma explicação para o nome do problema. Denotando o número máximo de pedaços com provar por indução a fórmula: n n cortes por pn . em 1826. para algum valor de correta. são obtidos n + 1 pedaços a mais dos que já existiam. com pn esteja pn+1 também está correta. ele produz (n + 1)-ésimo corte encontra todos os n cortes ante- n+1 novos pedaços: o corte começa em um determinado pedaço e. entrando em outro pedaço. ou seja. ele separa em dois o pedaço em que está. vamos pn = Para n(n + 1) + 1.14 Unidade 3 4 A Pizza de Steiner O grande geômetra alemão Jacob Steiner (1796-1863) propôs e resolveu. Vamos conseguir isso se o (n + 1)-ésimo corte encontrar cada um dos n cortes anteriores em pontos que não são de interseção de dois cortes (faça um desenho para se convencer disso). . a fórmula para Admitamos agora que. o seguinte problema: Qual é o maior número de partes em que se pode dividir o plano com cortes retos? Pensando o plano como se fosse uma grande pizza. pois p1 = 1(1 + 1) + 1 = 2. Portanto. Ao encontrar o segundo corte. de modo a obter o maior número possível de pedaços. Assim. 2 n = 1. n cortes. ele separa em dois o pedaço em que está. Vamos mostrar que a fórmula para Suponhamos que. e assim sucessivamente. obtivemos o número máximo n(n +1)/2+ 1 de pedaços e queremos fazer mais um corte. é claro que só podemos obter dois pedaços. até encontrar o n-ésimo corte separando o último pedaço em que entrar em dois. com apenas um corte. a fórmula está correta. entrando em outro pedaço.

Problema 10 (O queijo de Steiner) Para fazer a sua pizza. de 1202: Quot paria coniculorum in uno anno ex uno pario germinentur.Denição por Recorrência e Aplicações da Indução logo. O resultado segue então do Princípio de Indução Matemática (Teorema 1 da Unidade 2). 15 pn+1 = pn + n + 1 = n(n + 1) (n + 1)(n + 2) +1+n+1= + 1. você seria capaz de achar uma fórmula para o número máximo de pedaços que poderíamos obter ao cortá-lo por n planos? 5 Os Coelhos de Fibonacci Trata-se do seguinte problema proposto e resolvido pelo matemático italiano Leonardo de Pisa em seu livro Liber Abacci. aí vai uma explicação: um casal de coelhos recém-nascidos foi posto num lugar cercado. primeiro. Steiner teve que cortar. Como não se ensina mais latim nas escolas. o queijo. a cada mês. Determinar quantos casais de coelhos ter-se-ão após um ano. supondo que. Leonardo apresenta a seguinte solução: . 2 2 mostrando que a fórmula está correta para n+1 cortes. Imaginando que o espaço é um enorme queijo. um casal de coelhos produz outro casal e que um casal começa a procriar dois meses após o seu nascimento.

u1 = u2 = 1. que ainda turais. uma sequência de números na- sequência de Fibonacci . o número de casais de coelhos em um determinado mês é igual ao número total de casais do mês anterior acrescido do número de casais nascidos no mês em curso.16 Unidade 3 mês 1 2 3 4 5 6 7 8 9 número de casais do mês anterior 0 1 1 2 3 5 8 13 21 34 55 89 número de casais recém-nascidos 1 0 1 1 2 3 5 8 13 21 34 55 total 1 1 2 3 5 8 13 21 34 55 89 144 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 10 11 12 Portanto. cujos elementos. un = un−1 + un−2 . então. Se denotarmos o número de coelhos existentes no temos. que é igual ao número total de casais do mês anterior ao anterior. chamados de números de Fibonacci . Uma recorrência 1 do tipo xn = xn−1 + xn−2 1 Uma (1) recorrência é uma fórmula que dene um elemento de uma sequência a partir de termos anteriores. Essas relações denem. chamada de hoje são objeto de investigação. que n-ésimo mês por un . possuem propriedades aritméticas notáveis. por recorrência. .

tem-se que un = √ 1+ 5 2 n − √ 5 √ 1− 5 2 n É notável que seja necessário recorrer a fórmulas envolvendo números irracionais para representar os elementos da sequência de Fibonacci. A sequência de Fibonacci Quando é dada uma recorrência. não? Leonardo de Pisa (1170-1250). e por isso apelidado Fibonacci. univocamente denida a sequência quando são dados corresponde à recorrência (1). um problema importante é determinar uma fórmula fechada para o termo geral da sequência. Mais notável. isto é. teve um papel fundamental no desenvolvimento da Matemática no Ocidente. lho de Bonacci. é que o número seja a 2 √ 1− 5 ϕ que aparece nas artes. que. necessitam do conhecimento dos dois elementos anteriores. e que 2 seja o simétrico de seu −1 inverso −ϕ . que √ 1+ 5 são números naturais. Para todo n ∈ N. Esta obra foi responsável pela introdução na Europa do sistema de numeração indo-arábico e pelo posterior desenvolvimento da álgebra e da aritmética no mundo ocidental. chamada fórmula de Binet. Em 1202. que continha grande parte do conhecimento sobre números e álgebra da época. onde x1 e x2 . No caso da sequência de Fibonacci.Denição por Recorrência e Aplicações da Indução só permite determinar o elemento 17 xn se conhecermos os elementos anteriores xn−1 e xn−2 . ainda. existe uma tal fórmula. Intrigante essa inesperada relação entre criar coelhos e a propoção áurea divina proporção. Problemas 11 Mostre que a sequência de Fibonacci satisfaz às seguintes identidades: . que apresentamos a seguir e que será demonstrada em um contexto mais geral na Unidade 9. Fica. portanto. publicou o livro Liber Abacci. uma fórmula que não recorre aos termos anteriores. e assim por diante. x1 = x2 = 1. para serem calculados.

13 raiz da equação x2 = x + 1. v0 = 2 e v1 = 3 tem por solução vn = 2 + 1. 15 an+2 = 2an+1 + an . você de questão será resolvido Mostre que a recorrência vn = 3vn−1 − 2vn−2 . mostre que Prove que u3 + u6 + u9 + · · · + u3n = 14 Dada a recorrência conseguiria achar uma na Unidade 9. fórmula para an ? Esse tipo u3n+2 − 1 . u1 + u3 + · · · + u2n−1 = u2n . 2 com a1 = 1 e a2 = 3. a) b) c) d) 2 2 u2 1 + u2 + · · · + un = un un+1 . n .18 Unidade 3 u1 + u2 + · · · + un = un+2 − 1. √ 1+ 5 12 Sabendo que q = é 2 n q = un q + un−1 . u2 + u4 + · · · + u2n = u2n+1 − 1.

MA 12 . tente resolver o maior n´ umero que puder. essas somas s˜ ao reduzidas a algo facilmente calcul´ avel. sem levarmos em considera¸ c˜ ao a sua rela¸ c˜ ao com a Combinat´ oria. nesta unidade. como tantas outras. mostramos como ´ e poss´ ıvel lidar com somas do tipo: 1p + 2p + · · · + np . t´ ecnicas para se calcular alguns tipos de somas. Calcular uma soma como a acima significa encontrar uma f´ ormula em fun¸ c˜ ao de n para Sn que seja facilmente calcul´ avel ao substituir n por um n´ umero natural dado. Essa soma. Em seguida. onde p e n s˜ ao n´ umeros naturais dados. Quanto aos problemas. com um pouco de conhecimento sobre somat´ orios. No entanto. estudado do ponto de vista alg´ ebrico. tratamento esse que ser´ a dado na Unidade 16 de MA12. O segundo assunto dessa unidade ´ e o Binˆ omio de Newton. ´ e lan¸ cado o desafio de calcular a seguinte soma: Sn = 1 × 2 + 2 × 3 + 3 × 4 + · · · + n × (n + 1). No in´ ıcio da unidade. Observe que o Problema 5 generaliza algumas somas que apareceram anteriormente. s˜ ao dif´ ıceis de serem calculadas sem utilizar as propriedades dos somat´ orios.Unidade 4 Somat´ orios e Binˆ omio de Newton Semana de 11/04 a 17/04 Descreveremos. .

que de certa forma se relaciona com somatórios. Seja A um conjunto com duas operações satisfazendo às leis básicas da aritmética. que será apresentada aqui de modo puramente algébrico. é a fórmula do binômio de Newton. Se (an ) é uma sequência em A. deixando o estudo de suas relações com a Combinatória para a Unidade 16 de MA12. denimos o somatório dos seus n primeiros 1 . esse assunto será retomado em outras unidades.MA12 .Unidade 4 Somatórios e Binômio de Newton Semana de 11/04 a 17/04 Nesta unidade introduziremos a notação de somatório. mostrando como a sua manipulação pode sistematizar e facilitar o cálculo de somas. Somatórios Vamos recordar a noção de somatório que introduzimos na Unidade 2. Outro assunto abordado nesta unidade. Dada a importância de efetuar somas de elementos de várias sequências.

neste exato momento. dene-se ci = ai + bi . . (ii) i=1 n c · ai = c · i=1 ai . parabéns! Se não conseguiu. o problema é difícil. Se conseguiu. i=1 Para apreciar o poder do que iremos apresentar. onde. temos que Demonstração: 1 1 1 (ai + bi ) = a1 + b1 = i=1 i=1 ai + i=1 bi . Para n = 1. pois. Proposição 1 e seja Sejam (ai ). Provaremos a seguir alguns resultados bem simples sobre somatórios que irão nos ajudar a resolver este e muitos outros problemas do mesmo tipo. (bi ) n duas sequências de elementos do conjunto A c ∈ A. não desanime. (iii) i=1 n (ai+1 − ai ) = an+1 − a1 .2 Unidade 4 termos como sendo n ai = a1 + a2 + · · · + an . em algo fácil de calcular. c = nc i=1 (iv) (i) O que signica a soma n i=1 (ai + bi )? Signica que estamos somando os n primeiros termos da nova sequência (ci ). como num passe de mágica. com os instrumentos de que você dispõe até o momento. tente. Provemos o resultado por indução sobre n. n n (i) i=1 n (ai + bi ) = i=1 n ai + i=1 bi . Então. Veremos adiante como isso vai se transformar. calcular a soma: 1 · 2 + 2 · 3 + 3 · 4 + · · · + n(n + 1). para cada i ∈ N.

Temos então que n+1 i=1 (ai n i=1 n i=1 + bi ) = n i=1 bi n i=1 (ai + bi ) + (an+1 + bn+1 ) = ai + + (an+1 + bn+1 ) = n i=1 bi ai + an+1 + + bn+1 = n+1 i=1 ai + n+1 i=1 bi . temos que 1 (ai+1 − ai ) = a2 − a1 . com alguns exemplos. (ii) A prova também se faz por indução e a deixamos como exercício. temos que a fórmula é válida para todo n ∈ N. vale para todo n ∈ N. . é igual a nc. n+1 n (ai+1 − ai ) = i=1 i=1 (ai+1 − ai ) + (an+2 − an+1 ) = an+1 − a1 + an+2 − an+1 = an+2 − a1 . Vamos ao desao.Somatórios e Binômio de Newton 3 mostrando que a fórmula é válida nesse caso. como podemos tirar partido deste resultado. i=1 o que mostra a validez da fórmula neste caso. mostrando que a fórmula vale para n + 1 e. Exemplo 1. (iii) Vamos provar. esta fórmula. que lançamos acima. portanto. e. Suponha a fórmula válida para algum número natural n. Por Indução Matemática. de calcular a soma: Sn = 1 · 2 + 2 · 3 + 3 · 4 + · · · + n(n + 1). Para n = 1. mostrando assim que a fórmula é válida para n +1. Suponhamos que a fórmula seja válida para um número natural n. 2 Vejamos agora. portanto. também por indução sobre n. Logo. (iv) O somatório n i=1 c representa a soma de n parcelas iguais a c.

Ora. temos que pn = n(n + 1) (n − 1)n +n−1+2= + 1. obtemos n−1 n−1 (pi+1 − pi ) = i=1 i=1 (i + 1). 6 2 3 A fórmula do item (iii) da Proposição 1. pn+1 = pn + n + 1. temos que Sn = n(n + 1)(2n + 1) n(n + 1) n(n + 1)(n + 2) + = . Portanto. enquanto o segundo membro é por nós conhecido e vale n − 1.4 Unidade 4 Com a notação de somatório. Vamos deduzir a expressão do termo geral da recorrência da Pizza de Steiner: Exemplo 2. nos fornece um método para calcular termos gerais de certas recorrências e somas. podemos escrever n Sn = i=1 i(i + 1). como veremos nos dois exemplos a seguir. Tomando somatórios de ambos os lados. = n 2 i=1 i + n i=1 i= (12 + 22 + · · · + n2 ) + (1 + 2 + · · · + n). chamada de soma telescópica. 2 2 (n − 1)n + 2 . Portanto. O primeiro membro da igualdade acima é uma soma telescópica e vale pn − p1 . somas estas que já calculamos nos Exemplos 1 e 2 da Unidade 2. A expressão acima pode ser escrita do seguinte modo: pi+1 − pi = i + 1. temos Sn = n i=1 i(i + 1). p1 = 2. aplicando o item (i) da proposição acima.

da Unidade 2. a fórmula do Problema 1 (c). Tomando os somatórios de ambos os membros da igualdade acima e notando que o lado esquerdo é uma soma telescópica. que estudaremos em geral na próxima seção. Daí. segue-se que n 3 i=1 i = (n + 1)4 − 1 − n(n + 1)(2n + 1) − 2n(n + 1) − n = 4 n(n + 1) n4 + 2n3 + n2 = 4 2 2 . Usando agora as propriedades (i) e (ii) dos somatórios enunciados na Proposição 1 e as fórmulas obtidas nos Exemplos 1 e 2.Somatórios e Binômio de Newton Exemplo 3. é um caso particular da fórmula do binômio de Newton. obtemos n n (n + 1)4 − 1 = i=1 [(i + 1)4 − i4 ] = i=1 (4i3 + 6i2 + 4i + 1). assim. Daí. Unidade 1: n(n + 1) 1 + 2 + ··· + n = 2 3 3 3 1 Esta 2 . que pode ser vericada diretamente. . Obtemos. obtemos (n + 1)4 − 1 = 4 4 n 3 i=1 i n 3 i=1 i n 3 i=1 (4i n 2 i=1 i + 6i2 + 4i + 1) = n i=1 +6 +4 i+n= + n(n + 1)(2n + 1) + 2n(n + 1) + n. identidade. segue-se que (i + 1)4 − i4 = 4i3 + 6i2 + 4i + 1. 5 Seja i ∈ N e considere a seguinte identidade 1 : (i + 1)4 = i4 + 4i3 + 6i2 + 4i + 1.

6 Unidade 4 É possível generalizar este procedimento para obter fórmulas recorrentes para as somas
1p + 2p + · · · + np ,

quando p varia nos naturais (veja Problema 2).
Problemas

1

Calcule fórmulas fechadas para as seguintes somas:

a) 1 + (1 + 2) + (1 + 2 + 3) + · · · + (1 + 2 + · · · + n). b) 1 · 2 · 3 + 2 · 3 · 4 + 3 · 4 · 5 + · · · + n(n + 1)(n + 2). c) 1 · 3 + 3 · 5 + 5 · 7 + · · · + (2n − 1)(2n + 1). d) 1 + (1 + 22 ) + (1 + 22 + 32 ) + · · · + (1 + 22 + 32 + · · · + n2 ). e) 12 + 32 + 52 + · · · + (2n − 1)2 . f) 13 + 33 + · · · + (2n − 1)3 .
2

a) Considere, para i ∈ N, a seguinte identidade:
(i + 1)5 − i5 = 5i4 + 10i3 + 10i2 + 5i + 1.

Efetue o somatório de ambos os lados para i variando de 1 até n. Utilizando 4 problemas anteriormente resolvidos, determine uma fórmula para n i=1 i . b) Pense em um modo de calcular ralizado.
3 4
n 5 i=1 i

. Mostre como isto pode ser gene-

Demonstre a Propriedade (ii) na Proposição 1. Prove as desigualdades:
√ √ 1 1 1 2( n + 1 − 1) < 1 + √ + √ + · · · + √ < 2 n. n 2 3

Somatórios e Binômio de Newton
Sugestão:

7

Mostre inicialmente que
√ √ √ √ 1 2 n+1−2 n< √ <2 n−2 n−1 n

e em seguida use somas telescópicas.
5

Seja a1 , a2 , . . . , an+1 uma P.A. com de razão r. Calcule a soma
Sn = 1 1 1 + + ··· + . a1 a2 a2 a3 an an+1

Sugestão:

Mostre inicialmente que
1 1 1 1 =− − . ai ai+1 r ai+1 ai

Tome o somatório, para i variando de 1 até n, em ambos o lados da igualdade acima e note que o somatório do lado direito é um múltiplo de uma soma telescópica. Conclua que
Sn = − 1 1 1 n − = . r an+1 a1 a1 an+1

Binômio de Newton
Considere a expressão (1 + X )n , onde X é uma indeterminada e n é um número natural. É claro que o desenvolvimento dessa potência é um polinômio de grau n em X , cujos coecientes são números naturais (você pode provar esta armação por indução sobre n):
(1 + X )n = a0 + a1 X + a2 X 2 + · · · + an−1 X n−1 + an X n .

Os coecientes ai , i = 0, . . . , n, serão chamados de números binomiais n e denotados pelos símbolos ai = (usa-se indiferentemente também a
i
i notação Cn ). Se i > n, é cômodo denir

n i

= 0.

8 Unidade 4 Observe que, tomando X = 1 no desenvolvimento de (1 + X )n , obtemos a seguinte identidade:
2n = n n n + + ··· + . 0 1 n

Queremos determinar fórmulas explícitas para esses números binomiais. Como os coecientes do termo independente de X , do termo em X e do termo em X n no desenvolvimento de (1 + X )n são, respectivamente, 1, n e 1, temos que
n 0 = 1, n 1 =n e n n =1

Lema 1 (Relação de Stifel)
tem-se que

Para todo

n∈N

e todo

i∈N

com

0 ≤ i ≤ n,

n n + i i+1
Demonstração:

=

n+1 . i+1

Para i = n, a relação acima é trivialmente vericada. Para 0 ≤ i < n, as relações decorrem, imediatamente, das seguintes igualdades:
n+1 n+1 n+1 n+1 + X + ··· + Xn + X n+1 = 0 1 n n+1 (1 + X )n+1 = (1 + X ) n n n n + X + ··· + X n−1 + Xn = 0 1 n−1 n n n + n−1 n n X n+1 . n

n + 0

n n + 0 1

X + ··· +

Xn +

2
Lema 2
Para todos

n, i ∈ N,
i! n i

com

1 ≤ i ≤ n,

tem-se que

= n(n − 1) · · · (n − i + 1).

Somatórios e Binômio de Newton
Demonstração:

9

Vamos provar isto por indução sobre n. A igualdade é trivialmente vericada para n = 1. Suponha que as igualdades sejam válidas para algum n ∈ N e todo i com 1 ≤ i ≤ n. Pela relação de Stifel, temos, para i ≤ n, que
i! n+1 i = i(i − 1)! n n + i! i−1 i =

in(n − 1) · · · (n − i + 2) + n(n − 1) · · · (n − i + 1) = n(n − 1) · · · (n − i + 2)(i + n − i + 1) = (n + 1)n(n − 1) · · · (n + 1 − i + 1),

o que prova a igualdade para n + 1 e para todo i com 1 ≤ i ≤ n. Uma vericação direta mostra que a fórmula também vale para i = n+1. Portanto, a igualdade vale para todo n e todo i com 1 ≤ i ≤ n. 2 Segue-se do Lema 2 que, para n, i ∈ N, com 1 ≤ i ≤ n, vale a seguinte fórmula para os coecientes binomiais:
n i = n! n(n − 1) · · · (n − i + 1) = . i! i!(n − i)!

Note que os termos extremos nas igualdades acima têm sentido e são iguais quando i = 0. Da fórmula acima, decorre imediatamente, para todo n ∈ N e todo i com 0 ≤ i ≤ n, a seguinte identidade fundamental:
n i = n . n−i

Seja A um conjunto com duas operações, uma adição e uma multiplicação, sujeitas às leis básicas da aritmética.
Teorema (Binômio de Newton)
seja Sejam

a

e

b

elementos do conjunto

A

e

n ∈ N.

Tem-se que

(a + b)n = an +

n n−1 n n−2 2 n a b+ a b + ··· + abn−1 + bn . 1 2 n−1

10 Unidade 4 Se a = 0, o resultado é óbvio. Se a = 0, substitua X por b na expansão de (1 + X )n e multiplique ambos os lados por an . 2 a
(a + b)2 = a2 + 2ab + b2 . (a + b)3 = a3 + 3a2 b + 3ab2 + b3 . (a + b)4 = a4 + 4a3 b + 6a2 b2 + 4ab3 + b4 . (a + b)5 = a5 + 5a4 b + 10a3 b2 + 10a2 b3 + 5ab4 + b5 .

Demonstração:

Exemplo 4.

Problemas

6

Demonstre a

identidade das colunas

:
= n+1 . i+1

i i+1 n + + ··· + i i i
7

Demonstre a

identidade das diagonais

:
= n+m+1 . m

n n+1 n+2 n+m + + + ··· + 0 1 2 m
8

a) Demonstre, para todos n, m, k ∈ N, a
k i=0

identidade de Euler

:

m i

n k−i

=

n+m . k

b) Em particular, deduza a

identidade de Lagrange

:

n i=0

n i

2

=

2n . n

Somatórios e Binômio de Newton
9

11

a) Mostre que

de um conjunto com n elementos. b) Mostre que o conjunto das partes de um conjunto com n elementos tem 2n elementos. c) Usando os itens acima, dê uma outra prova para a igualdade:
n n n + + ··· + 0 1 n
10

n i

é o número de subconjuntos distintos com i elementos

= 2n .

Seja n ∈ N. Mostre que
< > n i+1 n i+1
, se

n i n i

0≤i< i>

n−1 ; 2

e que

,

se

n−1 2

Unidade 5 Atividade Especial (Revis˜ ao) Semana de 18/04 a 24/04 Esta unidade. que sintetiza e ao mesmo tempo complementa e detalha o que foi estudado at´ e o momento na disciplina MA12. Alguns desses problemas vocˆ e j´ a ter´ a encontrado ao longo das unidades anteriores. Use-o para refletir sobre os n´ umeros naturais. Vocˆ e tem ` a sua disposi¸ c˜ ao um texto de autoria do professor Elon. a ser desenvolvida ao longo da semana. Um professor de matem´ atica n˜ ao pode deixar de ter esses conceitos bem claros e assimilados e essas notas poder˜ ao ajud´ a-lo nessa tarefa. Vocˆ e tamb´ em encontrar´ a uma lista de 22 problemas para testar a habilidade adquirida.MA 12 . . de cunho te´ orico. ´ e um bom exerc´ ıcio tentar lembrar como vocˆ e os resolveu. bem como na Unidade 2 de MA11. ser´ a dedicada ` a revis˜ ao e ao aprofundamento dos conceitos introduzidos at´ e o presente momento. que s˜ ao objetos fundamentais em matem´ atica.

3. que nos permite a operação de contagem. Existe um único elemento 1 no conjunto N. 4. esse processo (a contagem) pressupõe portanto o conhecimento da sequência numérica. então X = N. o que acabamos de dizer só faz sentido quando já se sabe o que é um número natural. Depois de definirmos adição. Apresentamos abaixo uma breve exposição sobre os números naturais. n ∈ X ⇒ s(n) ∈ X). 2. A sequência desses números é uma livre e antiga criação do espírito humano. uma escala padrão. A notação s(n) é provisória. 2. conhecidos atualmente como os axiomas de Peano. 5… . Começaremos com o enunciado e a apreciação do significado dessas quatro proposições fundamentais a respeito dos números naturais. Evidentemente. 4. 2. que associa a cada n ∈ N um elemento s(n) ∈ N. 3. em sua linguagem direta e objetiva. A função s : N → N é injetiva. 5. é importante também conhecer seu significado e sua posição dentro do arcabouço da Matemática. A SEQUÊNCIA DOS NÚMEROS NATURAIS Os números naturais constituem um modelo matemático. Noutras palavras. o conjunto N dos números naturais possui quatro propriedades fundamentais. escreveremos n + 1 em vez de s(n).O PRINCÍPIO DA INDUÇÃO Elon Lages Lima INTRODUÇÃO O Princípio da Indução é um eficiente instrumento para a demonstração de fatos referentes aos números naturais. Por outro lado. Existe uma função s : N → N.… A totalidade desses números constitui um conjunto. a notação n ∈ N significa que n é um número natural. 1. B. Comparar conjuntos de objetos com essa escala abstrata ideal é o processo que torna mais precisa a noção de quantidade. Observe que. tal que 1 ≠ s(n) para todo n ∈ N. chamado o sucessor de n. Se um subconjunto X ⊂ N é tal que 1 ∈ N e s(X) ⊂ X (isto é. Por isso deve-se adquirir prática em sua utilização. Façamos de conta que esse conceito nos é desconhecido e procuremos investigar o que há de essencial na sequência 1. Portanto N = {1. Deve-se a Giussepe Peano (1858-1932) a constatação de que se pode elaborar toda a teoria dos números naturais a partir de quatro fatos básicos. C. D. 2. Sabemos que os números naturais são 1. diria que o conjunto N dos números naturais é caracterizado pelas seguintes propriedades: A. 5. OS AXIOMAS DE PEANO Um matemático profissional. como consequências lógicas. como estamos chamando de N o conjunto dos números naturais. que indicaremos com o símbolo N e que chamaremos de conjunto dos naturais.…}. 4. B. As afirmações A. 3. Entender o Princípio da Indução é praticamente o mesmo que entender os números naturais. onde o Princípio da Indução se insere adequadamente e mostra sua força teórica antes de ser utilizado na lista de exercícios propostos ao final. das quais resultam. . C e D são os axiomas de Peano. todas as afirmações verdadeiras que se podem fazer sobre esses números.

O significado informal do axioma D é que todo número natural pode ser obtido a partir de 1 por meio de repetidas aplicações da operação de tomar o sucessor. .…} mas a função s : N → N é modificada. pondo-se s(n) = n + 2. C'. a igualdade 2 = s(1) significa apenas que estamos usando o símbolo 2 para representar o sucessor de 1. 1. contém todos os números naturais. 2. 6. além disso. (Ou ainda: números que têm o mesmo sucessor são iguais. nossa linguagem também fornece nomes para os primeiros termos da sequência dos números naturais. (Números muito grandes não têm nomes específicos. Assim. acompanhada de comentários. o sucessor de dois chama-se "três". Faremos dele uma análise detida. por exemplo. no qual N = {1. mediante repetidas aplicações da operação de passar de k para s(k). Assim. etc. Então.Como concessão à fraqueza humana. s(5) = 7. mediante o uso apropriado dos símbolos 0. o nome do número de átomos do universo?) Voltando a usar a notação s(n) para o sucessor do número natural n. contém o sucessor de cada um de seus elementos. etc. todos os números naturais. Se um conjunto de números naturais contém o número 1 e. Nossa civilização progrediu ao ponto em que temos um sistema de numeração. O diagrama acima diz muito sobre a estrutura do conjunto N dos números naturais. Além disso. teremos então 2 = s(1). 3 é o sucessor do sucessor de 1. 3 = s(2). o diagrama s s s 1  → 3  → 5  → ⋅⋅⋅ s s s 2  → 4  → 6  →⋅⋅⋅ exibe uma função injetiva s : N → N para a qual não é verdade que todo número natural n pode ser obtido. possui claramente uma natureza mais elaborada do que os demais. etc. Ele é conhecido como o axioma da indução.) Existe um único número natural que não é sucessor de nenhum outro. A sequência dos números naturais pode ser indicada assim: s s s s s 1 → 2 → 3 → 4 → 5 → ⋅⋅⋅ As flechas ligam cada número ao seu sucessor. retomamos a palavra para dizer que o sucessor de 1 chama-se "dois". Para se entender melhor o axioma da indução é útil examinar o exemplo. por exemplo. o qual nos permite representar. se começarmos com 1 e a este número aplicarmos repetidamente a operação de tomar o "sucessor" (nesta nova acepção) obteremos s(1) = 3. o último. 4 = s(3). que também é um número natural. O AXIOMA DA INDUÇÃO Um dos axiomas de Peano. a partir de 1. 7. livre de notação matemática. 2. 5. Nenhuma flecha aponta para 1. nosso matemático nos faria a gentileza de reformular os axiomas de Peano em linguagem corrente. então esse conjunto coincide com N. e nunca chegaremos a qualquer número par. Quem sabe. s(3) = 5. D'. ao contrário dos menores como "mil novecentos e noventa e oito". B'. 4. pois este número não é sucessor de nenhum outro. 5 = s(4). A partir daí. isto é. 2 é o sucessor de 1. 3. 3. Este número é representado pelo símbolo 1 e chamado de "número um". Portanto. 3. etc. E nos diria então que as afirmações acima significam exatamente o mesmo que estas outras: A'. Todo número natural possui um único sucessor. 8 e 9.. Números naturais diferentes possuem sucessores diferentes. por exemplo.

Logo X = N. no caso particular em que o domínio da função é o conjunto N dos números naturais. Assim. 1 não é sucessor de si próprio. quando n ∈ X ⇒ s(n) ∈ X. são diferentes de seus sucessores. ou ainda. ou seja. todos os números naturais gozam da propriedade P. seja P a propriedade de um número natural n ser sucessor de outro número natural. a afirmação n ≠ s(n). O papel fundamental do axioma da indução na teoria dos números naturais e. pois 1 ≠ s(1). Comecemos com um exemplo bem simples. Basta que se tenha conhecimento dos seguintes dados: .Dentro de um ponto de vista estritamente matemático. O Princípio da Indução diz o seguinte: Princípio da Indução: Seja P uma propriedade referente a números naturais. a qual mostre como se deve associar a cada elemento x ∈ X um único elemento y = f(x) ∈ Y. Para se definir uma função f : X → Y exige-se em geral que seja dada uma regra bem determinada. Então 1 não goza da propriedade P. mais geralmente. Para ver que o Princípio da Indução é verdadeiro (uma vez admitidos os axiomas de Peano) basta observar que. chamado o Método de Indução Matemática. Por exemplo. Então P(1) é verdadeira. os números ímpares 1. todo número natural goza da propriedade P. … formam um conjunto indutivo que contém o elemento 1 mas não é igual a N. Se 1 goza de P e se. ou seja. então s(n) ≠ s(s(n)). Mas a afirmação s(n) ≠ s(s(n) significa que P(s(n)) é verdadeira. 5. em toda a Matemática. Entretanto. se admitimos que n ≠ s(n). Ele serve também para definir funções f: N → Y que têm como dominio o conjunto N dos números naturais. o fato de o número natural n gozar de P implica que seu sucessor s(n) também goza. Seja P uma propriedade que se refere a números naturais. No exemplo acima. quando o sucessor de qualquer elemento de X também pertence a X. dado o número natural n. o axioma da indução afirma que o único subconjunto indutivo de N que contém o número 1 é o proprio N. além disso. Entre os axiomas de Peano não consta explicitamente a afirmação de que todo número é diferente do seu sucessor. escrevamos P(n) para significar. ou Princípio da Indução Finita. pois a função s : N → N é injetiva. As propriedades básicas dos números naturais são demonstradas por indução. 3. resulta do fato de que ele pode ser visto como um método de demonstração. podemos reformular o axioma da indução do seguinte modo: Um subconjunto X ⊂ N chama-se indutivo quando s(X) ⊂ X. ou Princípio da Indução. Mais precisamente. já que 1 não é sucessor de número algum. se supusermos P(n) verdadeira. Dito isto. isto é. a hipótese de que a propriedade P é válida para o número natural n (da qual deve decorrer que P vale também para s(n)) chama-se hipótese de indução. a fim de definir uma função f : N → Y não é necessário dizer. Nas demonstrações por indução. a verdade de P(n) acarreta a verdade de P(s(n)). o conjunto X dos números naturais que gozam da propriedade P contém o número 1 e é indutivo. de uma só vez. abreviadamente. em particular. Um dado número natural pode gozar ou não da propriedade P. Pelo Princípio da Indução. Além disso. O Princípio da Indução não é utilizado somente como método de demonstração. então todos os números naturais gozam da propriedade P. Exemplo 1. mas todos os demais números gozam de P. qual é a receita que dá o valor f(n) para todo n ∈ N. conforme explicaremos agora. isto é. dada a propriedade P cumprindo as condições estipuladas no enunciado do Princípio. a qual provaremos agora. Seja P esta propriedade.

Usa-se indução para provar as propriedades básicas da adição e da multiplicação de números naturais.(1) O valor f (1). A multiplicação de números naturais se define de modo análogo à adição. p ∈ N: Associatividade: k + (n + p) = (k + n) + p e k ⋅ (n ⋅ p) = (k ⋅ n)⋅ p Comutatividade: k+n=n+k e k⋅n=n⋅k Lei do Corte: k+n=k+p⇒n=p e k⋅n=k⋅p⇒n=p Distributividade: k ( n + p) = k ⋅ n + k ⋅ p. Esses dois dados permitem que se conheça f (n) para todo número natural n. o sucessor de k. f(n) = k + n. etc. a correspondência n → k + n será uma função f: N→ N. definido por indução da seguinte maneira: (P1) 1⋅ k = k. Para definir a adição. as igualdades (S1) e (S2) ou. onde se usa yn em vez de f(n) para indicar o valor da função f no número n. (2) Uma regra que permita calcular f (s(n)) quando se conhece f (n). válidas para quaisquer k. Portanto. tem-se X = N. se chamarmos de X o conjunto dos números naturais n para os quais se pode determinar f (n). Usando as notações definitivas n + 1 em vez de s(n) e (k + n) + 1 em vez de s(k + n). Assim. ADIÇÃO E MULTIPLICAÇÃO DE NÚMEROS NATURAIS A adição e a multiplicação de números naturais são exemplos de funções definidas por recorrência.yn. a partir dos seguintes dados: (S1) k + 1 = s(k) (S2) k + s(n) = s(k + n).….) Com efeito. chamada "somar k". (P2) (n + 1) k = n⋅k + k. Fixado k. A notação usada para uma tal sequência é (y1. por definição. o dado (1) acima diz que 1 ∈ X e o dado (2) assegura que n ∈ X ⇒ s(n) ∈ X. (S1) e (S2') definem por recorrência a soma k + n de dois números naturais quaisquer k e n. O produto n⋅k escreve-se também nk e lê-se "n vezes k". k + 1 é. tem-se k + s(n) = s(k + n). : Uma função f : N → Y cujo domínio é o conjunto dos números naturais chamase uma sequência ou sucessão de elementos de Y. Entre elas. equivalentemente. se conhecermos k + n. n. Assim. a multiplicação por k associa a todo número mnatural n o produto n ⋅ k. 2 ⋅ k = k + k. destacam-se as seguintes. 4. a igualdade (S2) se escreve assim: (S2') k + (n + 1) = (k + n) +1. Logo. (Diz-se então que a função f foi definida por recorrência. Isto nos permite conhecer k + n para todo n ∈ N (e todo k ∈ N). A definição acima diz portanto que uma vez k é igual a k e n + 1 vezes k é igual a n vezes k mais (uma vez) k . Ela se define por recorrência. saberemos o valor de k + s(n): por definição. Fixado arbitrariamente um número natural k. . fixaremos um número natural arbitrário k e definiremos a soma k + n para todo n ∈ N. pelo axioma da indução. 3 ⋅ k = k + k + k. E. y2.…). Observação. por definição.

Teorema 2. p ∈ N. cortando m. donde m + 1 = m + p + 1 e. m < n ou n < m. um absurdo. logo n > 1. Teorema 3. dados dois números naturais diferentes m. como segue. n ∈ N. diz-se também que n é maior do que m e escreve-se n > m para exprimir que se tem m < n. e escreveremos m < n. O número 1 é comparável com qualquer outro número natural pois já sabemos que 1 < m para todo m ≠ 1. A primeira delas é a transitividade. que n + 1 também tem essa propriedade. Se for n < m então m = n + p. p = n + r. . Portanto m < n (e analogamente. Do mesmo modo. concluiríamos que 1 = p + 1. (Transitividade. pois sabemos que n < n + 1. a partir daí. portanto m < p. e daí m = (n + 1) + p' e concluímos que n + 1 < m. Mostremos.) Dados m. m = n. n. há duas possibilidades. ou seja. logo n + 1 = n + k + p + 1 e. n < p então n = m + k. Sabemos que se tem m < n. Demonstração: Se m < n. Dados os números naturais m. qualquer das afirmações m < n. A notação m ≤ n significa que m < n ou m = n. um absurdo. m = n ou n < m. n = m + 1 = 1 + m. ou então p > 1. Ou se tem p = 1. ou se tem m < n ou então n < m. Demonstração: Isto se prova por indução.) Se m < n e n < p. (Tricotomia. Por indução. Em particular. Examinemos cada uma dessas possibilidades: Se for m < n então m < n + 1 por transitividade. n diremos que m é menor do que n. Teorema 1. logo p = 1 + p'. Esta propriedade pode ser reformulada de outra maneira. Com efeito. pelo axioma C. seja m ∈ N tomado arbitrariamente. n.Omitiremos as demonstrações destes fatos. tem-se portanto m < m + p para quaisquer m. Suponhamos agora que o número n seja comparável com todos os números naturais. Diremos que os números naturais m. O leitor pode considerá-las como exercícios sobre o método da indução. Outra importante propriedade de relação de ordem é que. Com efeito. pois 1 não é sucessor de p. Podemos então enunciar o seguinte teorema. Demonstração: Se tivéssemos m < n e m = n. Assim. então m < n + 1. 1 é o menor dos números naturais. então seria m = m + p. ORDEM A adição de números naturais permite introduzir uma relação de ordem em N. então m < p. n ≠ 1 implica que n é sucessor de algum número natural m. Provaremos a seguir as propriedades básicas da relação de ordem m < n que definimos.) Todo número natural n é comparável com qualquer número natural m. concluiríamos que 1 = k + p + 1. Em qualquer hipótese. m < m + 1. donde m = n + 1. cortando n. vemos que n + 1 é comparável com qualquer número natural m. para significar que existe p ∈ N tal que n = m + p. fica provada a comparabilidade de quaisquer números naturais m. Neste caso. 5. se tivéssemos m < n e n < m. n são comparáveis quando se tem m = n. (Comparabilidade. do que resultaria n = n + k + p. Por definição. Se for m = n. n < m) é incompatível com m = n. n < m exclui as outras duas. então teríamos n = m + p e m = n + k. O teorema seguinte mostra que n e n + 1 são números consecutivos. Neste caso. logo p = (m + k) + r = m + (k + r). Segue-se também da definição que 1 < n para todo número natural n ≠ 1. A comparabilidade dos números naturais é complementada pela proposição abaixo.

demonstradas na seção anterior para os números naturais (exceto o Teorema 4 que vale apenas para números inteiros). Analogamente. (Princípio da Boa Ordenação. Por outro lado. In ⊂ N – A}. podemos admitir que 1 ∉ A. consideramos o conjunto X = {n ∈ N. I2 = {1. logo maiores do que 1. o que é absurdo. …. obteríamos 1 = k + r. O leitor poderá prová-la por absurdo. BOA ORDENAÇÃO Dado o subconjunto A ⊂ N. A conexão entre a relação de ordem e as operações de adição e multiplicação é dada pelo seguinte teorema: Teorema 5. diz-se que o número natural a é o menor (ou primeiro) elemento de a quando a ∈ A e. 6. pois já vimos que k ≠ 1 ⇒ k > 1. Por exemplo. além disso. como A não é vazio. Cortando n. Assim. Com esse objetivo. 2}. Não existem números naturais entre n e n + 1. todos os elementos de A são maiores do que n. Vejamos um exemplo. Portanto. quando X contém o sucessor de cada um dos seus elementos. concluímos que n + 1 pertence a A e é o menor elemento de A. m < n ⇒ n = m + k ⇒ np = mp + kp ⇒ np >mp. para todos os elementos x ∈ A. 1 é o menor elemento de N. teríamos p = n + k e n + 1 = p + r. O Princípio da Boa Ordenação pode muitas vezes ser usado em demonstrações. O . De agora em diante. Como estamos supondo que 1 ∉ A. As propriedades da relação de ordem m < n. Demonstração: Se fosse possível ter n < p < n + 1. dado n ∈ N.) Se m < n. deve existir algum n ∈ X tal que n + 1 ∉ X Isto significa que todos os elementos de A são maiores do que n mas nem todos são maiores do que n + 1. Existe. mais geralmente. deverá ser da forma n + 1. porém. X é o conjunto dos números naturais n tais que todos os elementos de A são maiores do que n. logo n + 1 = n + k + r. racionais e. isto significaria k < 1. 2. sabemos que 1 ∈ X. I3 = {1. Devemos pois encontrar um número natural n tal que n +1 ∈ A e. procuramos um número natural n tal que In ⊂ N – A e n + 1 ∈ A. ou seja. O menor elemento de A. são igualmente válidas para os números inteiros. vemos que o conjunto X não é indutivo. então m + p < n + p e mp < np. substituindo o Princípio da Indução.Teorema 4. uma propriedade de suma importância que é válida para a ordem entre os números naturais. mas sem equivalente para números inteiros. n. 2. a ≤ x. Demonstração: Sem perda de generalidade. indicaremos com In o conjunto dos números naturais p tais que 1 ≤ p ≤ n. nem todos os números naturais pertencem a X.) Todo subconjunto não-vazio A ⊂ N possui um menor elemento. racionais ou reais. Por definição. para números reais quaisquer. Noutras palavras. Pelo axioma D. Teorema 6. isto é. A recíproca da monotonicidade é a Lei do Corte para desigualdades: m + p < n + p ⇒ m < n e mp < np ⇒ m < n. usando a tricotomia e a própria monotonicidade. cuja existência queremos provar. Dissemos anteriormente que um subconjunto X ⊂ N chama-se indutivo quando n ∈ X ⇒ n + 1 ∈ X. temos que m < n ⇒ n = m + k ⇒ n + p = (m + k) + p ⇒ m + p < n + p. Demonstração: Usando a definição de <. além disso. temos X ≠ N. (Monotonicidade. I1 = {1}. Como não há números naturais entre n e n + 1. ou seja. 3} etc. pois caso contrário 1 seria evidentemente o menor elemento de A.

obteríamos uma função estritamente decrescente f : N → N. 2. onde. cumprindo as seguintes condições: (1) O número natural a goza da propriedade P.) Seja X ⊂ N um conjunto com a seguinte propriedade: . vale 52 < 25 pois 25 < 32. Como b > a. uma contradição. A proposição qua acabamos de demonstrar pode ser enunciada da seguinte forma: Teorema 7: (Princípio da Indução Generalizado. f(n). Então todos os números naturais maiores do que ou iguais a a gozam da propriedade P. podemos escrever b = c + 1. como ocorre em geral quando se usa a boa ordenação. ….) Demonstração: Seja n0 o menor elemento do conjunto X = {f(1). Esta afirmação. então X contém todos os números naturais maiores do que a. O teorema abaixo contém outra aplicação do Princípio da Boa Ordenação. podemos demonstrar que n2 < 2n para todo n ≥ 5. segue-se que P(n) vale para todo n ≥ 5. 2(n + 1) + 1 = (2n + 1) + 2 < 2n + 2 < 2n + 2n = 2n + 1. sentimos necessidade de admitir que a proposição valha não apenas para n e sim para todos os números naturais menores do que ou iguais a n. Supondo-a válida para um certo n ≥ 3. (que é falsa para n = 1 ou n = 2). 4. Vamos usar o Princípio da Boa Ordenação para provar que se um conjunto indutivo X contém o número a. Trata-se de provar que 2n + 1 < 2n. Toda função monótona não-crescente f: N → N é constante a partir de um certo ponto. Exemplo 2. daí segue-se que (n + 1)2 = n2 + 2n + 1 < 2n + 2n + 1 (pela hipótese de indução) < 2n + 2n (pelo exemplo anterior) = 2n + 1. Usando a desigualdade 2n + 1 < 2n. empregando novamente o Princípio da Indução Generalizado.) Seja P uma propriedade referente a números naturais. para todo n ≥ 3. maiores do que a. tem-se necessariamente c ∈ X. Portanto P(n) ⇒ P(n + 1). A prova desta afirmação se faz por absurdo. na passagem de n para n + 1. (Na primeira desigualdade. a desigualdade n2 < 2n é falsa para n = 1. A justificativa de um raciocínio desse tipo se encontra no Teorema 9: (Segundo Princípio da Indução. Corolário: Toda sequência decrescente n1 > n2 > … de números naturais é finita. do contrário. SEGUNDO PRINCÍPIO DA INDUÇÃO Em algumas situações. pondo f(k) = nk. como X é indutivo. Vejamos uma situação simples onde se emprega o Princípio da Indução Generalizado. isto obriga que b = c + 1 ∈ X. Supondo válida a desigualdade n2 < 2n para um certo valor de n ≥ 5. 3.Princípio da Indução afirma que se um conjunto indutivo X contém o número 1 então X contém todos os números naturais. vale quando n = 3. Então n > n0 ⇒ f(n) ≤ f(n0) (porque a função f é não-crescente) o que acarreta que f(n) = f(n0) (porque f(n0) é o menor elemento de X). existe n0 ∈ N tal que f(n) = f(n0). 7. Suponhamos então que existam números naturais. usamos a hipótese de indução.…}. não pertencentes ao conjunto indutivo X. Evidentemente. pela definição de b. para todo n ≥ n0. ao tentarmos fazer uma demonstração por indução. mostremos que daí decorre sua validez para n + 1. Teorema 8. que acabamos de provar para n ≥ 3. Com efeito. Seja b o menor desses números. f(2). Pelo Princípio de Indução Generalizado. ( Isto é.) Exemplo 3. Com efeito. (2) Se um número natural n goza da propriedade P então seu sucessor n + 1 também goza de P. Mas. Com efeito.

Exemplo 4. Demonstração: Com efeito. se todos os números naturais menores do que n pertencem a X. se n = 1. a hipótese 1 ∉ X não pode ser cumprida.) Sabe-se que. pag. que X ≠ N. para que um número natural n não pertencesse a X seria necessário que existisse algum número natural r < n tal que r ∉ X. em triângulos justapostos. Por isso. como não existe número natural menor do que 1. e P2.) Seja P uma propriedade referente a números naturais. Seja então dada uma decomposição do polígono P. o conjunto dos números naturais que gozam da propriedade P. Demonstração: Com efeito. a prova requer mais cuidados. Isto é evidente quando o polígono é convexo: basta fixar um vértice e traçar as diagonais a partir dele. "propriedade" e "conjunto" são noções equivalentes. por absurdo. pela propriedade (I). n pertence a X. (E reciprocamente. Se o polígono não é convexo. todo conjunto X ⊂ N define uma propriedade referente a números naturais. se a validade de P para todo número natural menor do que n implicar que P é verdadeira para n. Mas então. no qual usaremos o Segundo Princípio da Indução. logo a proposição vale para os polígonos P1 e P2. Segue-se que N – X = ∅ e X = N. .) Deste modo. logo X = N e P vale para todos os números naturais. seja n o menor elemento do conjunto N – X. Dado n ∈ N. Aplicaremos agora o Segundo Princípio da Indução para demonstrar um fato geométrico. Ela decompõe P como reunião de dois polígonos justapostos P1. (Vide seção 6. supondo. Com efeito. (Vide "Meu Professor de Matemática". é natural que o Segundo Princípio da Indução possua a formulação seguinte. mediante diagonais internas. nas condições do enunciado.) O leitor pode experimentar com um polígono não-convexo e verificar qua há muitas maneiras diferentes de decompô-lo em triângulos justapostos mediante diagonais internas. pois empregamos expressões do tipo um polígono de n lados". em triângulos justapostos por meio de diagonais internas que não se intersectam. então n ∈ X. pode-se decompor qualquer polígono em triângulos justapostos. Em particular. 109. : Se um conjunto X ⊂ N goza da propriedade (I). o menor número natural que não pertence a X. isto é. Mas vale o resultado seguinte. de n lados. isto é. Noutras palavras. Evidentemente. (I) Observação. usamos os números naturais como instrumento de contagem. No exemplo a seguir. não é preciso estipular que X contém o número 1.Dado n ∈ N. de n lados. então P é verdadeira para todos os números naturais. dado n. suponhamos que a proposição acima seja verdadeira para todo polígono com menos de n lados. de n2 lados. onde ele aparece como o Teorema 10: (Segundo método de demonstração por indução. a saber. como números cardinais. a saber. ou seja. Assim. onde n1 < n e n2 < n. uma contradição. Toda propriedade P que se refira a números naturais define um subconjunto X ⊂ N. O segundo Princípio da Indução afirma que um conjunto X ⊂ N com a propriedade (I) coincide com N. de n1 lados. Qualquer que seja a maneira de decompor um polígono P. Fixemos uma dessas diagonais. Isto quer dizer que todos os números naturais menores do que n pertencem a X. que N – X ≠ ∅. o conjunto X dos números naturais que gozam da propriedade P satisfaz a condição (I) do Segundo Princípio da Indução. (I) já contém implicitamente a afirmação de que 1 ∈ X. a propriedade de pertencer a X. o número de diagonais utilizadas é sempre n – 3. n1 + n2 = n + 2. ao utilizar o Segundo Princípio da Indução. traçando diagonais internas que não se cortam.

a expressão q(n) = n2 – 79n + 1601 fornece primos para n = 1. (Aqui o erro reside no uso inadequado da hipótese de indução. (O erro aqui consiste em que a noção "número pequeno" não é bem definida. 1. temos p(41) = 412 – 41 + 41 = 412 não é primo. Obtém-se X'' = X – {b} um conjunto com n elementos (entre os quais a). Embora isso seja verdadeiro para n = 0. Toda função f : X → Y. logo a afirmação não é verdadeira. Pratique também (com moderação) o exercício de descobrir o erro em paradoxos que resultam do uso inadequado do método de indução. mas q(80) = 802 – 79 ⋅ 80 + 1601 = 1681 não é primo. f é constante e igual a c em X''. f assume o mesmo valor c ∈ Y em todos os elementos de X'. A moral da história é: Só aceite que uma afirmação sobre os números naturais é realmente verdadeira para todos os naturais se isso houver de fato sido demonstrado! . Novamente pela hipótese de indução. n2 – 3 decompõem P2 e uma foi usada para separar P1 de P2. E se n é pequeno. é constante. 3. resulta que d = n – 3. Semelhantemente. 79. Observações: 1. Isto completa a demonstração. 1. Exemplo 5. 40. não vale a implicação P(1) ⇒P(2). n + 1 não vai subitamente tornar-se grande. Todo número natural é pequeno. Logo f (a) = c e daí f : X → Y é constante. Supondo a afirmação verdadeira para todos os conjuntos com n elementos. antes de demonstrá-lo para n + 1. O raciocínio empregado supõe implicitamente que X tem pelo menos 3 elementos. a fim de perder aquela vaga sensação de desonestidade que o principiante tem quando admite que o fato a ser provado é verdadeiro para n. pois é divisível por 41. …. Vejamos dois desses sofismas: 2. 2. Agora troque a por um outro elemento b ∈ X'.) Exemplo 6. Isto é obviamente verdadeiro se X tem apenas 1 elemento. …". Portanto d = n1 – 3 + n2 – 3 + 1 = n1 + n2 – 5. Ora. 1 certamente é pequeno. 2. Como X' = X – {a} tem n elementos.) O perigo de fazer generalizações apressadas relativamente a asserções sobre números naturais fica evidenciado com o seguinte exemplo: Exemplo 7. Na realidade. logo também é pequeno. cujo domínio é um conjunto finito X. Como n1 + n2 = n + 2. Considere o polinômio p(n) = n2 – n + 41 e a afirmação "o valor de p(n) é sempre um primo para n = 0. Considere um elemento a ∈ X.P1 P2 As d diagonais que efetuam a decomposição de P se agrupam assim: n1 – 3 delas decompõem P1. 2. seja f : X → Y definida num conjunto X com n + 1 elementos. Para habituar-se com o método de demonstração por indução é preciso praticá-lo muitas vezes. ….

De fato. Primeira: φ(m + 1) = n + 1. Um exemplo de conjunto infinito é o proprio conjunto N dos números naturais. dado o conjunto X. podem ser usados também como números cardinais. Então recaímos no caso anterior e novamente concluímos que m + 1 = n + 1. é necessário provar que todas as contagens de X fornecem o mesmo resultado."ou seja. Dados m. chamemos de X o conjunto dos números naturais n que têm a seguinte propriedade: só existe uma bijeção φ : Im → In quando m = n. ψ(a) = b e ψ(x) = φ(x) para os demais elementos x ∈ Im + 1.…. pondo ψ (m + 1) = n + 1. que todo subconjunto de um conjunto finito X é também finito e seu número de elementos é menor do que ou igual ao de X (Veja E.L. definimos uma bijeção h : Im+n → X ∪Y por h (x) = f (x) se 1 ≤ x ≤ m e h(x) = g(x) + m se m + 1 ≤ x ≤ m + n. Diz-se então que X possui n elementos.) . Começamos observando que se f e g são bijeções.8. Evidentemente. Neste caso. 2. portanto In = {1. dado n ∈ N. x2 = f(2). xn = f(n) e escrever X = {x1. Demonstração. por indução. Noutras palavras.…xn}. Basta portanto provar o seguinte: Teorema 11. se φ : Im → In é uma bijeção. Podemos pôr x1 = f(1). 5. Suponhamos agora que n ∈ X. não importa qual n se tome. duas coisas podem acontecer. tomamos k = f(1) + f(2) +…+ f(n) e vemos que k > f(x) para todo x ∈ In. pag. pois nenhuma função f : In → N pode ser sobrejetiva. Teorema 12: Sejam X. Dada uma bijeção φ: Im+1 → In+1. 1 ∈ X. Uma contagem dos elementos de um conjunto não-vazio X é uma bijeção f : In → X. Com efeito. n e as bijeções f : Im → X. g : In → X. consideramos a = φ –1(n + 1) e definimos uma nova bijeção ψ : Im + 1 → In + 1. logo k ∉ f(In). os números naturais m. Prova-se. A adição de números naturais se relaciona com a cardinalidade dos conjuntos por meio da seguinte proposição. Isto mostra que n ∈ X ⇒ n + 1 ∈ X. Y conjuntos finitos disjuntos. então m = n. escrevemos In = {p ∈ N. p ≤ n}. com b < n + 1. Demonstração: Com efeito. a função identidade f: In → In é uma contagem dos elementos de In. então φ = g–1 ο f : Im → In também é uma bijeção. NÚMEROS CARDINAIS Vamos agora mostrar como se usam os números naturais para contar os elementos de um conjunto finito. logo m = n. vol 1. logo X = N e a unicidade do número cardinal de um conjunto finito fica demonstrada. Se X tem m elementos e Y tem n elementos. mas servem também para responder perguntas do tipo "quantos elementos tem o conjunto X?. A fim de que não haja ambiguidade quando se falar do número de elementos de um conjunto finito X. a restrição φ|Im : Im → In é uma bijeção. então X ∪Y tem m + n elementos. Segunda: φ(m + 1) = b. "Análise Real". Agora os números naturais não são apenas elementos do conjunto-padrão N. o que conclui a demonstração. Lembremos que. …. donde m + 1 = n + 1. dada f.Lima. e f não é sobrejetiva. O conjunto X chama-se um conjunto finito quando existe n ∈ N tal que X possui n elementos. Um exemplo óbvio de conjunto finito é In. Neste caso. Evidentemente. x2. n ∈ N. O Princípio da Indução será essencial. devemos mostrar que se tem m = n. se f : Im → X e g : In → Y são bijeções. n}.

que 12 + 2 2 + . é decrescente a partir do terceiro termo. 2. 2 . por indução.. Exercícios: 1. Demonstre que a soma dos n primeiros números ímpares é n2. f (n) + 1. para todo x ∈ S. Mostre que S possui um maior elemento. ele passa a ser o número cardinal do conjunto vazio. por indução a desigualdade de Bernoulli: (1 + a)n > 1 + na quando 1 + a > 0.) 12. Use a distributividade de duas maneiras diferentes para calcular (m + n )(1 + 1) e aplique em seguida a Lei do Corte para obter uma nova prova de que m + n = n + m. tome X = N e defina s : X → X pondo s(n) = n + 2 se n não é divisível por 4.   n  n n 9.. o número de diagonais é maior do que n. Num polígono com n ≥ 6 lados. 5 5 . + n 2 = 6 6. n(n + 1)(2n + 1) . Prove. então x ≤ k. 4. . Mostre que existe a ∈ N tal que X = {n ∈ N. Defina. Os dez últimos exercícios foram sugeridos pelo Professor A.É conveniente incluir. (Sugestão: Observe que (n + 2)/(n + 1) < ( n + 1)/n e eleve ambos os membros desta desigualdade à potência n + 1. 13. os pares não divisíveis por 4 em ordem crescente. Construa um esquema de setas começando com os números ímpares. Dê uma fórmula explícita para f : N → N sabendo que f(1) = 1. por fim. uma função f : N → N estipulando que f (1) = 3 e f (n + 1) = 5.) Conclua daí que a sequência 1. para todo n ≥ 3. que a sequência de termo geral n +1 n  n + 2 ⋅ xn . por indução que se tem  n(n + 2)   n + 1  é crescente. Um conjunto S ⊂ N. se existe um natural k tal que para todo natural x ∈ S. 3. é limitado superiormente. =  ⋅  n +1  n + 3 3 Sugestão: observe que x n +1 10. existe m ∈ S tal que x ≤ m. 11. 5. f(2) = 5 e f (n + 2) = 3f (n + 1) – 2f (n). Para todo n ∈ N. Conclua. Seguem-se algumas proposições que devem ser demonstradas por indução ou boa ordenação. que 1 + 3 + 5 +…+ (2n – 1) = n2. C.. Prove. C mas não D. 4 4 . Embora zero não seja um número natural. Dê uma formula explícita para f (n). por recorrência. por definição. (Isto é. a partir daí. para todo número natural n par. Seja X ⊂ N um conjunto indutivo não-vazio. não-vazio. Noutras palavras. ou seja. B. n ≥ a}... 8. 7. Mostre que s : X → X cumpre os axiomas A. Prove que 2n – 1 é múltiplo de 3. Morgado. Prove. o conjunto vazio entre os conjuntos finitos e dizer que o seu número de elementos é zero. seguidos dos números pares divisíveis por 4 em ordem decrescente e. por indução que [(n + 1)/n]n < n. ponha xn < n+2 . s(n) = n – 2 se n for múltiplo de 4. 3 3 .  (n + 1) 2  xn =   e prove.

Demonstre que 2n < n!.. +  = . n .  p  p   p      p      Este resultado é comumente conhecido por Teorema das Colunas. (Por quê?). estão em ordem estritamente decrescente.. + 2 3 4 199 200 101 102 200 1 2  16. Demonstre que 2n3 > 3n2 + 3n + 1 para n ≥ 3. b) pn é o inteiro mais próximo de 2 4 19. Considere a sequência .c (pn. 20. para todo número natural n. B e C... Demonstre que. Considere n retas em um plano.. transferir todos os discos para o suporte B. . durante a operação. Mostre que o "mapa" determinado por elas pode ser colorido com apenas duas cores sem que duas regiões vizinhas tenham a mesma cor. usando o Princípio da Indução Finita. Determine An se A =    2 4   17. [A Torre de Hanói. que  p   p + 1  p + n   p + n + 1   +  + . + − + . No suporte A estão encaixados n discos cujos diâmetros. com 2n – 1 movimentos. para n ≥ 4. vale 1  1  1  1   1 + 1 + 1 + .1 +  ≤ n + 1.. de modo que jamais. . p 1 3 7 18. Demonstre que 1 − 1 1 1 1 1 1 1 1 ... usando o suporte C como auxiliar. + − = + + . 22.. onde qn 1 2 5 p n +1 = p n + 2q n e q n +1 = p n + q n . n 2  3    1  15. .. de baixo para cima. 21.. qn) = 1. Mostre que é possível. Demonstre que a) m.d..] São dados três suportes A.. (1 + 2 ) n 2 e qn é o inteiro mais próximo de (1 + 2 ) n . Demonstre..14.. um disco maior fique sobre um disco menor.

diferentes dos explorados na Unidade 4 de MA12.000 × 2% = 200 11.000 10. Elon Lages Lima. vocˆ e encontrar´ a tamb´ em a f´ ormula que fornece a soma dos n primeiros termos de uma PA. Assim temos a tabela: Mˆ es Valor Inicial 1 10. no c´ alculo de juros simples. Prof. em geral.200 10. terceira ordem.Livro A Matem´ atica do Ensino M´ edio.200 3 10.000 × 2% = 200 10.000 Juros Valor Final 10. mas coloca ` a sua disposi¸ c˜ ao.Unidade 6 Progress˜ oes Aritm´ eticas Semana de 25/04 a 01/05 Progress˜ oes Aritm´ eticas (PA) s˜ ao um dos exemplos mais simples de sequˆ encias definidas recorrentemente. V´ ıdeo relacionado: PAPMEM . introduzindo as PAs de segunda ordem. s˜ ao definidas generaliza¸ co ˜es do conceito de PA.Volume 1. Esse t´ opico.000 × 2% = 200 10. Janeiro 2008 .800 6 11. n˜ ao ´ e explorado no Ensino M´ edio.000 × 2% = 200 11. Nessa Se¸ c˜ ao. Em seguida.000 2 10.800 10.000 × 2% = 200 10. por exemplo. Volume 2: Progress˜ oes.400 4 10. mˆ es a mˆ es. . onde tivemos a oportunidade de introduzi-las.200 Note que na u ´ltima coluna a varia¸ c˜ ao do nosso capital. Unidade 3.600 5 10.MA 12 .600 10. Vejamos um exemplo: temos um capital de R$ 10.000. como mostrado no Exemplo 6 dessa Unidade. veja MA12. As progress˜ oes Aritm´ eticas s˜ ao comuns na vida real e sempre aparecem quando se apresentam grandezas que sofrem varia¸ co ˜es iguais em intervalos de tempos iguais como. f´ ormula que foi descoberta por Gauss aos sete anos de idade e que tivemos a oportunidade de apreciar na Unidade 2. 00. As PAs tamb´ em servem para descrever a desvaloriza¸ c˜ ao de um bem ao longo do tempo. m´ etodos poderosos para calcular somas.000 × 2% = 200 10. etc. ´ e constante igual a R$ 200. Professor. Esse ´ e um exemplo t´ ıpico de uma PA.400 10. 00 a ser aplicado a uma taxa de juros mensal de 2%.

Unidade 6 Progressões Aritméticas Semana de 25/04 a 01/05 ƒão ™omuns n— vid— re—lD gr—ndez—s que sofrem v—ri—ções igu—is em interv—los de tempos igu—isF Exemplo 1. €oderí—mos ter evit—do es™rever — produção mês — mêsD r—™ion—ndo do modo — seguirF ƒe — produção —ument— de QH veí™ulos por mêsD em S meses el— —ument— S × QH a ISH veí™ulosF im junhoD — fá˜ri™— produziu RHH C ISH a SSH veí™ulosF €rogressões —ritméti™—s são sequên™i—s n—s qu—is o —umento de I . …m— fá˜ri™— de —utomóveis produziu RHH veí™ulos em j—neiro e —umentou mens—lmente su— produção de QH veí™ulosF u—nE tos veí™ulos produziu em junhoc ys v—lores d— produção mens—lD — p—rtir de j—neiroD são RHHD RQHD RWHD SPHD SSHD F F F F im junhoD — fá˜ri™— produziu SSH veí™ulosF Solução.MA12 .

. = 34. y oit—vo termo v—le QRF 3 Solução. . a3 . . a20 = a5 + 15rD pois —o p—ss—r do quinto termo p—r— o 4 vigésimoD —v—nç—mos IS termosF vogoD 50 = 30+15r e r = . .P MA12 . im um— progressão —ritméti™— @ a1 .Unidade 6 ™—d— termo p—r— o seguinte é sempre o mesmoF e sequên™i— @RHHD RQHD RTHD RWHD SPHD SSHD FFFA é um exemplo de um— progressão —ritméti™—F y —umento ™onst—nte de ™—d— termo p—r— o seguinte é ™h—m—do de r—zão de progressãoF e r—zão dess— progressão é igu—l — QHF €ort—ntoD um— progressão aritmética é um— sequên™i— n— qu—l — diferenç— entre ™—d— termo e o termo —nterior é ™onst—nteF iss— diE ferenç— ™onst—nte é ™h—m—d— de razão d— progressão e represent—d— pel— letr— rF es sequên™i—s @SD VD IID FFFA e @UD SD QD ID FFFA são progressões —ritméti™—s ™uj—s r—zões v—lem respe™tiv—mente 3 e −2F Exemplo 2. a2 . en—log—E 3 4 menteD a8 = a5 + 3r = 30 + 3.AD p—r— —v—nç—r um termoD ˜—st— som—r — r—zãoY p—r— —v—nç—r dois termosD ˜—st— soE m—r du—s vezes — r—zãoD e —ssim por di—nteF essimD por exemploD a13 = a5 + 8rD poisD —o p—ss—r de a5 p—r— a13 D —v—nç—mos V termosY a12 = a7 + 5rD pois —v—nç—mos S termos —o p—ss—r de a7 p—r— a12 Y a4 = a17 − 13rD pois retro™edemos IQ termos —o p—ss—r de a17 p—r— a4 eD de modo ger—lD an = a1 + (n − 1)rD poisD —o p—ss—r de a1 p—r— an D —v—nç—mos n − 1 termosF im um— progressão —ritméti™—D o quinto termo v—le QH e o vigésimo termo v—le SHF u—nto v—le o oit—vo termo dess— progressãoc Exemplo 3.

y ™omet— r—lley visit— — „err— — ™—d— UT —nosF ƒu— últim— p—ss—gem por —qui foi em IWVTF u—nt—s vezes ele visitou — „err— desde o n—s™imento de gristoc im que —no foi su— primeir— p—ss—gem n— er— ™ristãc Exemplo 5. . . €oderí—mos t—m˜ém ter resolvido o pro˜lem— —proveit—ndo o f—to dos termos dess— progressão serem inteirosF im um— progressão —ritméti™— de termos inteiros e r—zão nãoEnul—D todos os termos dão o mesmo resto qu—ndo divididos pelo módulo d— r—zãoF gomo IWVT dividido por UT dá resto IHD todos os —nos em que o ™omet— por —qui p—ssou dão resto IH qu—ndo divididos por UTF e primeir— visit— o™orreu entre os —nos I e UTD in™lusiveF intre esses —nosD o úni™o que dividido por UT dá resto IH é o —no IHF €—r— des™o˜rir — ordem desse termoD us—mos an = a1 + (n − 1)rD isto éD 10 = 1986 − 76(n − 1)F h—íD n= 2062 = 27. ys —nos de p—ss—gem do ™omet— for—m IWVTD IWIHD IVQRDFFF e form—m um— progressão —ritméti™— de r—zão −76F y termo de ordem n dess— progressão é an = a1 + (n − 1)rD isto éD an = 1986 − 76(n − 2062 = 27. 76 .Progressões Aritméticas Q u—l é — r—zão d— progressão —ritméti™— que se o˜tém inserindo IH termos entre os números Q e PSc Exemplo 4. F 1) = 2062 − 76nF „emos an > 0 qu—ndo n < 76 €ort—ntoD os termos positivos dess— progressão são os PU primeirosD a1 . a2 . . . a3 . . a27 F vogoD ele nos visitou PU vezes n— er— ™ristã e su— primeir— p—ss—gem n— er— ™ristão foi no —no a27 = 2062 − 76 × 27 = 10F Solução. . „emos a1 = 3 e a12 = 25F gomo a12 = a1 + 11rD temos 25 = 3 + 11rF h—íD r = 2F Solução. 13 .

. x + rF isse é um ˜om truque p—r— f—™ilit—r —s ™ont—sY —o represent—r um— proE gressão —ritméti™— ™om um número ímp—r de termosD ™omeç—r pelo termo ™entr—lF gomo — progressão é ™res™enteD — hipotenus— é o último termoF €elo „eorem— de €itágor—sD (x + r)2 = (x − r)2 + x2 F h—íD x2 = 4rx eD já que x = 0 pois x é um dos ™—tetosD x = 4rF ys l—dos são então 3rD S 6r2 = r. gh—m—ndo o preço ™om n —nos de uso de an D temos a0 = 15000 e queremos ™—l™ul—r a4 F gomo — desv—loriz—ção —nu—l é ™onsE t—nteD (an ) é um— progressão —ritméti™—F vogoD a4 = a0 + 4r = 15000 + 4 × (−1000) = 11000F y preço será de ‚6II HHHDHHF ys l—dos de um triângulo retângulo form—m um— proE gressão —ritméti™— ™res™enteF wostre que — r—zão dess— progressão é igu—l —o r—io do ™ír™ulo ins™ritoF Exemplo 7. Solução. 4r e 5rF y perímetro é 2p = 3r +4r +5r = 12r e — áre— é = p 6r hetermine R números em progressão —ritméti™— ™resE ™enteD ™onhe™endo su— som— V e — som— de seus qu—dr—dos QTF Solução. x.R MA12 . gh—memos os l—dos do triângulo de x − r. Solução. …m ˜om truqueD p—r— represent—r progressões —ritméti™—s ™om um número p—r de termosD é ™h—m—r os dois termos ™entr—is de Exemplo 8.Unidade 6 wuit—s vezes é ™onveniente enumer—r os termos de um— progressão —ritméti™— — p—rtir de zeroD ™onforme mostr— o exemplo — seguirF y preço de um ™—rro novo é de ‚6 IS HHHDHH e diminui de ‚6I HHHDHH — ™—d— —no de usoF u—l será o preço ™om R —nos de usoc Exemplo 6.

1. 5F im um— progressão —ritméti™—D o termo ger—l é d—do por um polinômio em nD an = a1 + (n − 1)r = r . n + (a1 − r)F ƒe r = 0D ou sej—D se — progressão não for est—™ionári— @™onst—nteAD esse polinômio é de gr—u IF ƒe r = 0D isto éD se — progressão for est—™ionári—D esse polinômio é de gr—u menor que IF €or esse motivoD —s progressões —ritméti™—s de r—zão r = 0 são ™h—m—E d—s de progressões —ritméti™—s de primeir— ordemF ‚e™ipro™—menteD se em um— sequên™i— o termo de ordem n for d—do por um polinômio em nD de gr—u menor que ou igu—l — ID el— será um— progressão —ritméti™—F gom efeitoD se xn = an + bD (xn ) é um— proE gressão —ritméti™— n— qu—l a = r e b = a1 −rD ou sej—D r = a e a1 = a+bF Exemplo 9. gomo em um— progressão —ritméti™— an = a0 + nrD — função que —sso™i— — ™—d— n—tur—l n o v—lor de an é simplesmente — restrição —os n—tur—is d— função —(m a(x) = a(0) + rxF Exemplo 10. . 3.Progressões Aritméticas S x − y e x + y F ssso f—z ™om que — r—zão sej— (x + y ) − (x − y ) = 2y F e progressão então x − 3y D x − y D x + y D x + 3y F „emos (x − 3y ) + (x − y ) + (x + y ) + (x + 3y ) = 8 (x − 3y )2 + (x − y )2 + (x + y )2 + (x + 3y )2 = 36 4x = 8 4x2 + 20y 2 = 36 x=2 y = ±1 gomo — progressão é ™res™enteD y > 0F vogoD x = 2 e y = 1F ys números são −1.

a2 )D (3.Unidade 6 €ort—ntoD pens—ndo em um— progressão —ritméti™— ™omo um— função que —sso™i— — ™—d— número n—tur—l n o v—lor an D o grá(™o dess— função é form—do por um— sequên™i— de pontos ™oline—res no pl—noF im outr—s p—l—vr—sD (an ) é um— progressão —ritméti™— se e somente se os pontos do pl—no que têm ™oorden—d—s (1. a3 )D et™FFF estão em linh— ret—F pigur— IX u—ndo o gr—nde m—temáti™o —lemão g—rl pF q—uss @IUUU E IVSSA tinh— sete —nos de id—deD seu professor lhe pediu que ™—l™ul—sse — som— dos inteiros de I —té IHHF y professor (™ou surpreso qu—ndoD depois de pou™os minutosD o pequeno q—uss —nun™iou que o v—lor d— som— er— S HSHF e respost— est—v— ™orret— eD ™uriosoD o professor lhe perguntou ™omo ™onseguir— f—zer o ™ál™ulo tão r—pid—menteF q—uss expli™ouElhe que som—r— primeir—mente 1 + 100D 2 + 99D 3 + 98DF F F F essim o˜tiver— SH som—s igu—is — IHI e — respost— er— 50 × 101 = 5050F f—se—dos ness— idéi—D podemos ™—l™ul—r — som— dos n primeiros termos de um— progressão —ritméti™— qu—lquerF .T MA12 . a1 )D (2.

.) é Sn = (a1 + an )n . 2 Prova.. 2 . a2 . a20 = a1 + 19r = 2 + 19 × 4 = 78 S20 = (2 + 78)20 = 800.. „emos Sn = a1 + a2 + a3 + · · · + an−1 + an eD es™revendo — som— de trás p—r— frenteD Sn = an + an−1 + an−2 + · · · + a2 + a1 F h—íD 2Sn = (a1 + an )+(a2 + an−1 )+(a3 + an−2 )+ · · · +(an−1 + a2 )+(an + a1 ). a3 . n e Sn = ( a1 + an ) n . Solução. 2 u—l é o v—lor d— som— dos PH primeiros termos d— progressão —ritméti™— PD TD IHD FFFc Exemplo 11.Progressões Aritméticas U Fórmula da soma dos n primeiros termos de uma progressão aritmética e som— dos n primeiros termos d— progressão —ritméti™— (a1 . y˜serve queD —o p—ss—r de um p—rêntese p—r— o seguinteD — primeir— p—r™el— —ument— de r e — segund— p—r™el— diminui de rD o que não —lter— — som—F €ort—ntoD todos os p—rênteses são igu—is —o primeiroD (a1 + an )F gomo são n p—rêntesesD temos 2Sn = (a1 + an ) .

V MA12 . 2 y˜serve que Sn é um polinômio do segundo gr—u em nD sem termo independenteF Exemplo 14.Unidade 6 Exemplo 12. e som— dos n primeiros números inteiros e positivos é n k = 1 + 2 + 3 + ··· + n = k=1 n(n + 1) . 2 y˜serve que Sn é um polinômio do segundo gr—u em nD sem termo independenteF Exemplo 13. 2 2 2 2 y˜serve queD se r = 0D Sn é um polinômio do segundo gr—u em nD desprovido de termo independenteF ƒe r = 0D Sn é um polinômio de gr—u menor que PD sem termo independenteF ‚e™ipro™—menteD todo polinômio do segundo gr—u em nD desprovido de termo independenteD é o v—lor d— som— dos n primeiros termos de —lgum— progressão —ritméti™—F gom efeito P (n) = an2 + bn é — som— . e som— dos n primeiros termos de um— progressão —ritméti™— é Sn = (a1 + an )n [a1 + a1 + (n − 1)r]n r r = = n2 + a1 − n. e som— dos n primeiros números ímp—res é 1 + 3 + 5 + · · · + (2n − 1) = (1 + 2n − 1)n = n2 .

5.) é um— proE gressão —ritméti™— de segund— ordem porque — sequên™i— d—s diferenç—s entre ™—d— termo —nteriorD (bn ) = (∆n ) = (an+1 −an ) = (2. 10. . e t—˜el— —˜—ixo mostr— um— sequên™i— (an ) = (n3 − n) e su—s diferenç—s (∆an )D (∆2 an ) = (∆∆an )D (∆3 an ) = (∆∆2 an ) et™FFF n 0 1 2 3 4 5 6 7 an ∆an ∆2 an ∆3 an 0 0 6 6 0 6 12 6 6 18 18 6 24 36 24 6 60 60 30 2 120 90 2 210 2 2 . 6. e sequên™i— (an ) = (1. .Progressões Aritméticas W r dos n primeiros termos d— progressão —ritméti™— n— qu—l = a e 2 r a1 − = bD ou sej—D r = 2a e a1 = a + bF 2 he(neEse p—r— sequên™i—s o operador ∆D ™h—m—do de oper—dor diE ferenç—D por ∆an = an+1 − an F …m— sequên™i— (an ) é um— progressão —ritméti™— se e somente se (∆an ) = (an+1 − an ) é ™onst—nteF …m— progressão aritmética de segunda ordem é um— sequên™i— (an ) n— qu—l —s diferenç—s ∆an = an+1 − an D entre ™—d— termo e o termo —nteriorD form—m um— progressão —ritméti™— nãoEest—™ionári—F Exemplo 15. . 3. 6. 3. . 4. . 15. .) é um progressão —ritméti™— nãoEest—™ionári—F he modo ger—lD um— progressão aritmética de ordem k (k > 2) é um— sequên™i— n— qu—l —s diferenç—s entre ™—d— termo e o termo —nteE rior form—m um— progressão —ritméti™— de ordem k − 1F Exemplo 16. 21.

IH MA12 . 30+6 = 36.Unidade 6 ƒe (∆an )D ™omo p—re™eD for ™onst—nteD (∆2 an ) será um— progressão —ritméti™—D (∆an ) será um— progressão —ritméti™— de segund— ordem e (an ) será um— progressão —ritméti™— de ter™eir— ordemF ssso é verd—deD pois an = n 3 − n ∆an = an+1 − an = (n + 1)3 − (n + 1) − [n3 − n] = 3n2 + 3nD ∆2 an = 3(n + 1)2 + 3(n + 1) − [3n2 + 3n] = 6n + 6D ∆a3 n = 6(n + 1) + 6 − [6n + 6] = 6 e ∆3 an re—lmente é ™onst—nteF y˜serve queD nesse qu—droD — som— de de dois elementos l—do — l—do é igu—l —o elemento que está em˜—ixo do primeiro desses elementosF ssso nos permite ™—l™ul—r os elementos que estão —ssin—l—dos por 2F h— direit— p—r— — esquerd—D eles são igu—is — 6. que é do primeiro gr—u em nF he —™ordo ™om o exemplo WD (∆an ) é um— progressão —ritméti™— nãoEest—™ionári—F . 90+36 = 126 e 210 + 126 = 336F €ort—ntoD a7 = 336 e este foi o pro™esso m—is exóti™o que vo™ê já viu p—r— ™—l™ul—r a7 = 73 − 7F „od— sequên™i— n— qu—l o termo de ordem n é um polinômio em nD do segundo gr—uD é um— progressão —ritméti™— de segund— ordem eD re™ipro™—menteD se (an ) é um— pregressão —ritméti™— de segund— ordem então (an ) é um polinômio de segund— ordem em nF Exemplo 17. gom efeitoD se an = an2 + bn + cD ™om a = 0D temos ∆an = an+1 − an = a(n + 1)2 + b(n + 1) + c − (an2 + bn + c) = 2an + (a + b).

n 1 + 2 + ··· + n = k=1 2 2 2 k2 e pode ser ™—l™ul—d— do modo — seguirX n n n n n (k + 1) = k=1 k=1 3 k +3 k=1 3 k +3 k=1 2 k+ k=1 1. gomo n k = 1 + 2 + ··· + n = k=1 n(n + 1) 2 .Progressões Aritméticas II €or outro l—doD se (an ) é um— progressão —ritméti™— de segund— ordemD bn = ∆an = an+1 − an é um— progressão —ritméti™— ™om r—zão diferente de zero e b1 + b2 + b3 + · · · + bn−2 + bn−1 = (a2 − a1 ) + (a3 − a2 ) + (a4 − a3 ) + · · · + (an − an−1 ) + (an+1 − an ) = an+1 − a1 é um polinômio do segundo gr—u em nF im ™onsequên™i—D an t—m˜ém é um polinômio do segundo gr—u em nF e som— dos qu—dr—dos dos n primeiros números inE teiros e positivos é Exemplo 18. ys dois primeiros som—tórios têm vári—s p—r™el—s ™omunsD pois n (k + 1)3 = 23 + 33 + · · · + n3 + (n + 1)3 k=1 e n k 3 = 13 + 23 + 33 + · · · + n3 . k=1 ƒimpli(™—ndo —s p—r™el—s ™omuns —os dois mem˜rosD o˜temos n n n (n + 1) = 1 + 3 k=1 3 3 k +3 k=1 2 k+ k=1 1.

k 2 é um polinômio do ter™eiro k=1 ƒ—˜endo que n 1 + 2 + ··· + n = k=1 2 2 2 k2 é um polinômio do ter™eiro gr—u em nD poderí—mos ter determin—do o v—lor de p(n) = 12 + 22 + 32 + · · · + n2 pondo p(n) = an3 + bn2 + cn + dF „emos p(1) = 12 D p(2) = 12 + 22 D p(3) = 12 + 22 + 32 e p(4) = 12 + 22 + 32 + 42 F y˜temos o sistem— de equ—ções  a+b+c+d=1     8a + 4b + 2c + d = 5  27a + 9b + 3c + d = 14    64a + 16b + 4c + d = 30 1 1 1 ‚esolvendoD en™ontr—mos a = D b = D c = D d = 0F intão 3 2 6 1 1 1 n(n + 1)(2n + 1) 12 + 22 + 32 + · · · + n2 = n3 + n2 + n = . 2 h—íD n k2 = k=1 2 2 2n3 + 3n2 + n n(n + 1)(2n + 1) = . 3 2 6 6 . 6 6 n 2 y˜serve que 1 + 2 + · · · + n = gr—u em nF Exemplo 19.Unidade 6 n 1 = 1 + 1 + · · · + 1 = n. k=1 temos n (n + 1) = 1 + 3 k=1 3 3 k2 + 3 n(n + 1) + n.IP e MA12 .

1 + 2 + 3 + ··· + n = k=1 p p p p k p é um polinômio de gr—u p + 1 em nF Prova.Progressões Aritméticas IQ ys teorem—s — seguir gener—liz—m os últimos exemplosF n Teorema 1. . . onde F (n) é um polinômio de gr—u s + 1 em nD pel— hipótese d— induçãoF ƒimpli(™—ndo os termos ™omuns —os dois primeiros som—tóriosD o˜temos n (n + 1)s+2 = 1 + (s + 2) k=1 k s+1 + F (n). . †—mos pro™eder por indução so˜re pF €—r— p = 1D o teorem— já foi prov—do no exemplo IPF n ƒuponh—mos —gor— que k=1 k p sej— um polinômio de gr—u p + 1 n em nD p—r— todo p ∈ {1. . 2.D onde os termos que não for—m es™ritos expli™it—mente form—m um polinômio de gr—us s em k F „emos entãoD n n n (k + 1) k=1 s+2 = k=1 k s+2 + (s + 2) k=1 k s+1 + F (n). h—íD n k k=1 s+1 (n + 1)s+2 − 1 − F (n) = s+2 . . s}D wostr—remos que ess— —(rm—ção é verd—deir— p—r— p = s + 1D isto éD mostr—remos que polinômio de gr—u s + 2 em nF k=1 k s+1 é um y˜serve que (k + 1)s+2 = k s+2 + (s + 2)k s+1 + . .

IR MA12 . ƒe F é um polinômio de gr—u p então k=1 F (k ) é um polinômio de gr—u p + 1 em nF n Exemplo 20. 3. Prova. . . s}. . 2)D se †—mos pro™eder por indução so˜re pF €—r— p = 2 o teorem— foi prov—do no exemplo IUF ƒuponh—mos que o teorem— sej— verd—deiro p—r— todo p ∈ {2. . †—mos ™—l™ul—r Sn = k=1 k (k + 2)F €elo ™orolárioD s—˜emos que o v—lor dess— som— é um polinômio do ter™eiro gr—u em nF intão Sn = an3 + bn2 + cn + dF etri˜uindo — n os v—lores ID PD Q e R o˜temos —s equ—ções  a+b+c+d=3     8a + 4b + 2c + d = 11  27a + 9b + 3c + d = 26    64a + 16b + 4c + d = 50 3 7 1 ‚esolvendoD en™ontr—mos a = D b = D c = D d = 0F intãoD 3 2 6 1 3 7 2n3 + 9n2 + 7n n(n + 1)(2n + 7) S n = n3 + n2 + n = = . wostr—remos que ess— —(rm—ção é verd—deir— p—r— p = s + 1F ƒe (an ) é um— progressão —ritméti™— de ordem s +1D bn = ∆an = an+1 − an é um— progressão —ritméti™— de ordem s eD pel— hipótese d— induçãoD .Unidade 6 que é um polinômio de gr—u s + 2 em nD ™FqFdF n Corolário . 3 2 6 6 6 (an ) é um progressão —ritméti™— de ordem p (p e somente se an é um polinômio de gr—u p em nF Teorema 2.

n Solução. . wostre que k=1 ∆ak = an+1 − a1 . ∆ak = ∆a1 + ∆a2 + ∆a3 + · · · + ∆an−1 + ∆an = k=1 (a2 −a1 )+(a3 −a2 )+(a4 −a3 )+· · ·+(an −an−1 )+(an+1 −an ) = an+1 −a1 .Progressões Aritméticas n IS bn é um polinômio de gr—u s em nF intão k=1 bk = an+1 − a1 éD pelo ™orolário do teorem— ID um polinômio de gr—u s + 1 em nF ƒe an é um polinômio de gr—u s + 1 em nD ∆an é um polinômio de gr—u s em nD ™onforme vo™ê f—™ilmente veri(™—ráF €el— hipótese d— induçãoD (∆an ) é um— progressão —ritméti™— de ordem sD ou sej—D (an ) é um— progressão —ritméti™— de ordem s + 1F y exemplo — seguir é ™onhe™ido ™omo teorem— fund—ment—l d— soE m—ção e forne™e um— té™ni™— ˜—st—nte e(™iente p—r— o ™ál™ulo de som—sF n Exemplo 21. hetermin—remos ak t—l que ∆ak = k (k + 1) = k 2 + k D isto éD determin—remos ak = ∆−1 (k 2 + k )F gomo(∆ak ) é um— progressão —ritméti™— de segund— ordemD (ak ) é um— progressão —ritméti™— de ter™eir— ordemF vogoD ak é um polinômio de ter™eiro gr—uF ƒe ak = ak 3 + bk 2 + ck + d. g—l™ule k=1 k (k + 1) Solução. ∆ak = ak+1 − ak = a(k + 1)3 + b(k + 1)2 + c(k + 1) + d − [ak 3 + bk 2 + ck + d] = 3ak 2 + (3a + 2b)k + (a + b + c) = k 2 + k. n Exemplo 22.

IT MA12 . 3 3 = Exercícios Proceda como se não soubesse que há sugestões no nal dos enunciados. 3 3 3 n n k (k + 1) = k=1 k=1 ∆ak = an+1 − a1 (n + 1)3 − (n + 1) n(n + 1)(n + 2) +d−d= . √ ƒe 3 − xD −xD 9 − xD F F F é um— progressão —ritméti™—D determine x e ™—l™ule o quinto termoF . porm—mEse n triângulos ™om p—litosD ™onforme — (gur—F pigur— PX u—l o número de p—litos us—dos p—r— ™onstruir n triângulosc ys ângulos internos de um pentágono ™onvexo estão em progressão —ritméti™—F hetermine o ângulo medi—noF 2. 3.Unidade 6 1 hevemos ter 3a = 1D 3a + 2b = 1D a + b + c = 0F h—íD a = D b = 0D 3 1 1 3 1 c = − e d é —r˜itrárioF vogoD ak = k − k + d. 1.

…m qu—dr—do mági™o de ordem n é um— m—triz n × nD ™ujos elementos são os inteiros 1D 2D . he qu—ntos modos o número IHH pode ser represent—do ™omo um— som— de dois ou m—is inteiros ™onse™utivosc i ™omo som— de dois ou m—is n—tur—is ™onse™utivosc 9. . D n2 D sem repetir nenhumD t—l que tod—s —s linh—s e tod—s —s ™olun—s têm — mesm— som—F y v—lor dess— . 10. 7. (aq n−1 )c hetermine o m—ior v—lor que pode ter — r—zão de um— progressão —ritméti™— que —dmit— os números QPD PPU e WRP ™omo termos d— proE gressãoF 8. . .Progressões Aritméticas IU g—l™ule — som— dos termos d— progressão —ritméti™— PD SD VD IIDFFF o desde o 25o © —té o 41© termoD in™lusiveF 4. . u—ntos são os inteirosD ™ompreendidos entre IHH e SHHD que não são divisíveis nem por PD nem por Q e nem por Sc u—nto v—le — som— desses inteirosc 6. u—nto v—le o produto (a)(aq )(aq 2 )(aq 3 ) . g—l™ule — som— de todos os inteiros que divididos por II dão resto U e estão ™ompreendidos entre PHH e RHHF 5.

. . n}D — méE di— —ritméti™— dos elementos rest—ntes é ITDIF hetermine o v—lor de n e qu—l foi o elemento suprimidoF …m ˜emD ™ujo v—lor hoje é de ‚6 VHHHDHHD desv—loriz—Ese de t—l form— que seu v—lor d—qui — R —nos será de ‚6 PHHHDHHF ƒupondo ™onsE t—nte — desv—loriz—ção —nu—lD qu—l será o v—lor do ˜em d—qui — Q —nosc 14. €odem os números gressão —ritméti™—c 12.Unidade 6 som— é ™h—m—do de ™onst—nte mági™—F €or exemploD os  17 24 1       23 5 7 1 5 9 8 1 6       8 3 4   3 5 7  e   4 6 13  6 7 2 4 9 2  10 12 19 11 18 25 qu—dr—dos  8 15  14 16   20 22    21 3  2 9 são mági™osD ™om ™onst—ntes mági™—s respe™tiv—mente igu—is — ISD IS e TSF eliásD os dois últimos são hipermági™osD pois —s linh—sD ™olun—s e t—m˜ém —s di—gon—is têm — mesm— som—F g—l™ule — ™onst—nte mági™— de um qu—dr—do mági™o de ordem nF ys inteiros de I — IHHH são es™ritos orden—d—mente em torno de um ™ír™uloF €—rtindo de ID ris™—mos os números de IS em ISD isto éD ris™—mos ID ITD QIDFFF y pro™esso ™ontinu— —té se —tingir um número já previ—mente ris™—doF u—ntos números so˜r—m sem ris™osc 11. 15.IV MA12 . 2. …m ˜emD ™ujo v—lor hoje é de ‚6 VHHHDHHD desv—loriz—Ese de t—l . √ 2D √ 3D √ 5 perten™er — um— mesm— proE ƒuprimindo um dos elementos do ™onjunto {1. . 13. .

. . 7D 5 .. g—l™ule o v—lor d—s som—s dos n primeiros termos d—s sequênE ™i—sc —A13 D 23 D 33 D . 10D 7 . 17.0D no qu—l há n − 3 dígitos su˜linh—dos que são igu—is — W e n − 2 dígitos su˜linh—dos que são 21. 4D 3 . . . 13D . 20.. 19. u—l — m—ior potên™i— de U que divide IHHH3c im qu—ntos zeros termin— o número result—nte do ™ál™ulo de IHHH3c 18. . ˜A1 .95500.. .Progressões Aritméticas IW form— que seu v—lor d—qui — R —nos será de ‚6 PHHHDHHF ƒupondo que o v—lor do ˜em ™—i segundo um— linh— ret—D determine o v—lor do ˜em d—qui — Q —nosF p D g—l™ule — som— de tod—s —s fr—ções irredutíveisD d— form— 72 que pertenç—m —o interv—lo ‘RDU“F 16. €rove que — som— de todos os inteiros positivos de n dígitosD n > 2D é igu—l —o número 49499. ‚epresent—ndo por x — p—rte inteir— do re—l xD isto éD o m—ior número inteiro que é menor que ou igu—l — x e por {x} o inteiro m—is próximo do re—l xD determineX √ √ √ √ —A 1 + 2 + 3 + · · · + n2 − 1 √ √ √ √ ˜A 3 1 + 3 2 + 3 3 + · · · + 3 n3 − 1 1 1 1 1 ™A √ + √ + √ + · · · + √ {√1} {√ 2} { { 1000} √ 3} √ dA{ 1} + { 2} + { 3} + · · · + { 1000}.

. 6. ‚ef—ç— o exer™í™io —nterior p—r— o ™—so do ven™edor ser quem disser TRF 25. 23...PH MA12 . 7} e diz esse númeroF iiA es pesso—s jog—m —ltern—d—menteF iiiA g—d— pesso— —o jog—r es™olhe um elemento de AD som—Eo —o número dito pel— pesso— —nterior e diz — som—F ivA q—nh— quem disser TQF u—l dos jog—dores tem um— estr—tégi— ven™edor— e qu—l é ess— esE tr—tégi—c 24... .. 3.. . .Unidade 6 igu—is — HF hetermine o primeiro termo e — r—zão d— progressão —ritméti™— n— qu—l — som— dos n primeiros termos éD p—r— todo nX —ASn = 2n2 + n ˜ASn = n2 + n + 1 22... 4. 2. . 5.. —A o primeiro elemento d— 31— © linh—F ˜A — som— dos elementos d— 31— © linh—F gonsidere um jogo entre du—s pesso—s ™om —s seguintes regr—sX iA x— primeir— jog—d—D o primeiro jog—dor es™olhe um número no ™onE junto A = {1.. . .. hetermine no qu—dro —˜—ixoX 1 3 5 7 9 11 13 15 17 19 21 23 25 27 29 .

F im seguid— suprimemE se os ˜lo™os que ™ontêm um número p—r de elementosD form—ndoEse o qu—droX 30. 10) (11.. . ....3) (4. 7}D o segundo jog—dor tem — estr—tégi— que impede o primeiro jog—dor de g—nh—rF 27. …m— ˜o˜in— de p—pel tem r—io interno S™mD r—io externo IH™m e — espessur— do p—pel é HDHI™mF u—l é o ™omprimento d— ˜o˜in— desenrol—d—c 29..13. . 5. . x— primeir— f—se do ™—mpeon—to ˜r—sileiro de fute˜olD que é disE put—do por PR ™lu˜esD qu—isquer dois times jog—m entre si um— úni™— vezF u—ntos jogos hác 28. ‚ef—ç— o exer™í™io PRA p—r— o ™onjunto {3. . . hividemEse os números n—tur—is em ˜lo™os do modo seguinteX (1)D (2. 4. 6) (7... 6}F wostre que no exer™í™io PRAD se o ™onjunto fosse A = {3. hetermineX —A o primeiro elemento d— linh— k F ˜A o elemento ™entr—l d— linh— k F ™A — som— dos elementos d— linh— k F dA — som— dos elementos d—s k primeir—s linh—sF .14) .12. 6. 5. . 9.. 1 4 5 6 11 12 13 14 15 ...Progressões Aritméticas PI 26.. 8... .. 5.

37. e r—zão entre —s som—s dos n primeiros termos de du—s proE 2n + 3 gressões —ritméti™—s é D p—r— todo v—lor de nF u—nto v—le — 4n − 1 . u—l o número máximo de regiões em que n ret—s podem diE vidir o pl—noc €roveX se an é um polinômio de gr—u p então ∆an é um polinômio de gr—u p − 1F 32. . 17. . fenj—min ™omeçou — ™ole™ion—r ™—lendários em IWUWF rojeD su— ™oleção já tem —lgum—s dupli™—t—s E por exemploD o ™—lendário de IWVS é igu—l —o de IWWI E m—s —ind— não está ™omplet—F —A im que —no fenj—mim ™omplet—rá su— ™oleçãoc ˜A u—ndo — ™oleção estiver ™omplet—D qu—ntos ™—lendários diferentes nel— h—verác 36. 5. 33. 157)c 34. .PP MA12 . 8. .Unidade 6 31. . €rove o ™orolário do teorem— IF u—ntos são os termos ™omuns às progressões —ritméti™—s (2. . 22. . 332) e (7. rá dois tipos de —nos ˜issextosX os que são múltiplos de R m—s não de IHH e os que são múltiplos de RHHF —A u—ntos são os —nos ˜issextos entre IWWU e PRHIc o ˜A ƒe 1o © de j—neiro de IWWU foi qu—rt—Efeir—D que di— será 1© de j—neiro de PSHHc ™A is™olhido um —no —o —™—soD qu—l — pro˜—˜ilid—de dele ser ˜issextoc 35. 12. 11. .

F y número qu—dr—ngul—r Qn é de(nido ™omo — som— dos n primeiros termos d— progressão —ritE méti™— 1. . . 4. n —A k=1 n 3k F k .F en—log—mente são de(nidos números pent—gon—isD hex—gon—isD et™F e (gur— —˜—ixo justi(™— ess— denomin—çãoF 38. . . 3. 41. 2. 7. . k !F k=1 ˜A . . 3. hetermine o número j Egon—l de ordem nF pigur— QX wostre que ∆ak = ∆bk então ak − bk é ™onst—nteF ƒe a = 1D determine ∆ak F ƒe a = 1D determine ∆−1 ak F …se o teorem— fund—ment—l d— som—ção p—r— ™—l™ul—rX 39. 5.Progressões Aritméticas PQ r—zão entre seus termos de ordem nc y número tri—ngul—r Tn é de(nido ™omo — som— dos n primeiros termos d— progressão —ritméti™— 1. 42. 40.

11. A soma dos ângulos internos de um pentágono convexo é 3. temos e q 227 − 32 + pr e 942 = 32 + qr. A∪B∪C em relação ao universo X. 195 . etc. 2. o primeiro riscado na segunda volta é 6. q 910 Se para passar do 32 para o 227 e para o 942 avançamos respectivamente termos. Queremos determinar o número de elementos do complementar de 8. (inclusive) ao inteiro b−a+1 inteiros. X = {x ∈ Z : 100 x 500}.Unidade 6 n k=1 1 F k (k + 1) Sugestão aos exercícios 1. há 4. Como p e são inteiros positivos. Uma solução normal pode ser obtida observando que o último número riscado na primeira volta é 991. basta 100 = (a + 1) + (a + 2) + · · · + (a + n). p q p 195 = .. Uma solução muito bonita pode ser obtida pensando nos pontos riscados como vértices de um polígono. A = A = {x ∈ X : x {x ∈ X : x B = {x ∈ X : x é divisível por 3} e é divisível por 5}. Se p e q. Calcule a soma de todos os elementos da matriz. 9 − x − (−x) b (inclusive). 2 Daí se conclui que nquanto 2a + n + 1 devem ser divisores de 200. O aumento de um triângulo causa o aumento de 2 palitos. Para evitar muitas contas. Faça um diagrama para os conjuntos é divisível por 2}. . 100 = (2a + n + 1)n . (2a + n + 1)n = 200 e tanto n > 1. 10.PR ™A MA12 . é fácil descobrir todos os valores possíveis para descobrir todas as frações que são iguais a 9. Do inteiro 6a. 910 com Daí.. note também que sempre um dos números n e 2a + n + 1 é ímpar. O número de palitos constitui uma progressão aritmética de razão 2. −x − (3 − x) = a √ 540o .

k 1 1 1 k + . Para ter certeza de alcançar 63. 21. você deve antes alcançar 55. 0. 20c. Em algum momento o segundo jogador receberá a soma maior que ou igual a 49. n 19b. 23. A soma pedida é a soma de uma progressão aritmética de razão 1. Esse problema é igual ao anterior. 2 4 4 √ Há 2k inteiros positivos x tais que { x} = k . 1 + 2 + · · · + 30 termos. Você pode substituir 1000! = 1 × 2 × 3 × 4 × 5 × · · · × 1000 por 7 × 14 × 21 × · · · × 994 = 7 142 (1 × 2 × 3 × · · · × 142). 28. x A soma pedida é (2k + 1)k. Faça a soma de todas as frações e subtraia a soma das redutíveis. o primeiro dos times restantes jogam 22 partidas que ainda não foram contadas. se é um inteiro positivo. k k 2 2 0. ou seja. com primeiro termo igual a 10n−1 e último termo igual a 10n − 1. que são as que têm numeradores múltiplos de 2 ou 3. etc. k 2 − k + < x < k 2 + k + . x e somente x = k. Proceda como no problema 8. k x < k + 1. 1 + 2 + · · · + (n − 1) n−1 16. (2k − 1)(3k + 1) = k=1 k=1 (6k 2 − k − 1). Considere a bobina formada por círculos cujos raios formam uma progressão aritmética cuja razão é a espessura do papel. 29. Um diagrama de conjuntos ajuda. k=1 √ { x} = k .Progressões Aritméticas PS 12. 18. Parta de (k + 1)4 = k 4 + 4k 3 + 6k 2 + 4k + 1 n e proceda como no exemplo 18. O Botafogo joga 23 partidas. 27. 13. 16. 17. 2k + 1 √ x = k. . Você pode determinar a maior potência de 10 que divide 1000! Para isso basta determinar a maior potência de 5 que divide 1000! 19a. 1 2 + 3 + ··· + n . O primeiro elemento da 31 a linha é precedido por 24. se e somente se se. n−1 15.. k 0 se. Há portanto inteiros positivos para os quais √ n−1 x = k.. se e somente se k− ou ainda k2 − k + 1 1 √ < x< 2 x k2 + k. x < k + 2 k + 1. 20.

Os anos se repetem em ciclos de 400 anos. n n Se F (k ) = ap k p + ap−1 k p−1 + · · · + a1 k + a0 n n então F (k ) = ap k=1 k=1 kp + n ap−1 k=1 k p−1 + · · · + a1 k=1 k+ k=1 a0 . se x não é bissexto. n+1 . s = 3k − 1. p−1 são diferentes. Trata-se de uma progressão aritmética de terceira ordem. 42a. um ano bissexto tem 52 Logo. 30b. Use o exercício 40. relação ao ano x+1 começa um dia da semana adiantado em x. 31. 42b. Devemos ter 2 + 3t = 7 + 5s. 35d. bissextos. note que. k !. Mostre que a razão dada é igual à razão entre os termos de ordem 41. k. provavelmente a coleção cará completa quando Benjamim tiver todos os calendários de anos bissextos. 32. o ano semanas e 2 dias. ∆ = k k (k + 1) . 30c. Trata-se de uma progressão aritmética de quarta ordem.Unidade 6 30a. 0 t 110 e os da Daí. se x é bissexto. Use o exercício 41. Se t = 5k . 2 + 3t . 3t = 5(1 + s) 0 t 110 e e t deve ser múltiplo de 5. 34. 2 ∆k ! = k . Trata-se de uma progressão aritmética de segunda ordem. Os termos da primeira progressão são da forma segunda são da forma 7 + 5s. As limitações 0 s 30 dão origem a uma limitação para 35b. Trata-se de uma progressão aritmética de segunda ordem. Trata-se de uma progressão aritmética de segunda ordem. 0 s 30. 42c. Procure primeiramente entender porque os calendários de 1985 e 1991 são Em segundo lugar. 36.PT MA12 . e dois dias adiantado. como há mais anos não-bissextos do que iguais. Um ano não-bissexto tem 52 semanas e 1 dia. 37. Basta mostrar que an e an+1 são polinômios de grau p cujos termos de maior grau são idênticos e cujos termos de grau 33. −1 1 . 30d.

000 10.00.MA 12 .824. onde um capital de R$ 10. mas tamb´ em. 82 Valor Final 10.000 2 10.000. 08 4 10.000 Juros Valor Final 10. 32 × 2% = 216.612. 92 O que se nota nessa tabela ´ e que.404 10. 08 10. as PGs modelam fenˆ omenos como o aumento de um capital aplicado a uma taxa anual prefixada.000 10. O mais veross´ ımil ´ e que o juro incida sobre juros.612.612.200 10. 49 6 11. Da mesma forma. 32 11. Obtemos assim uma nova tabela (com arredondamento na segunda casa decimal): Mˆ es Valor Inicial Juros 1 10. 81 × 2% = 220. Isto motiva a seguinte defini¸ c˜ ao: Uma Progress˜ ao Geom´ etrica (PG) ´ e uma sequˆ encia num´ erica na qual a taxa de crescimento (ou decrescimento) de cada termo para o seguinte ´ e sempre a mesma.040.Unidade 7 Progress˜ oes Geom´ etricas Semana de 25/04 a 01/05 Retomemos o exemplo da unidade passada.600 5 10.200 Vocˆ e j´ a viu algu´ em aplicar dinheiro dessa forma? Pense na sua caderneta de poupan¸ ca. mas R$ 10.200.000 × 2% = 200 11. de acordo com o problema acima.200 3 10.000 × 2% = 200 10. logo ´ e esse capital que deve ser remunerado no segundo mˆ es. s˜ ao muito mais interessantes do que as progress˜ oes aritm´ eticas. 00 ´ e aplicado a uma taxa de juros mensal de 2%: Mˆ es Valor Inicial 1 10.000. em v´ arios contextos matem´ aticos e por isso. certamente. as PGs aparecem muito frequentemente n˜ ao s´ o nas aplica¸ c˜ oes. 24 5 10.200 10.800 10.000 × 2% = 200 10. pois j´ a no segundo mes o nosso capital n˜ ao ´ e mais R$ 10. 32 10.800 6 11.00.600 10. 81 11.040. 08 × 2% = 212.000 × 2% = 200 11.000 × 2% = 200 10. Portanto.400 4 10.260. 81 11. a menos das aproxima¸ c˜ oes feitas.040. o quociente entre o nosso capital em um mˆ es e o do mˆ es anterior ´ e constante igual a 1.000 × 2% = 200 2 10. 02.200 × 2% = 204 3 10.404 10. .824.200 10. Assim. o decaimento da radia¸ c˜ ao emitida por um material radioativo.400 10.404 × 2% = 208.824.000 × 2% = 200 10. ainda. as PGs modelam o crescimento de uma popula¸ c˜ ao a uma taxa anual fixa ou. 08 10.

ser´ a deduzida a f´ ormula da soma dos n primeiros termos de uma PG e o c´ alculo do limite da soma dos termos de uma PG decrescente. Prof.Volume 1. Volume 2: Progress˜ oes. que aumentar´ a o nosso arsenal de t´ ecnicas de soma¸ c˜ ao de sequˆ encias.Livro A Matem´ atica do Ensino M´ edio. . A unidade se encerra com mais uma t´ ecnica de soma¸ c˜ ao. Elon Lages Lima. permitindo. como no Exemplo 11. onde se pede para determinar quanto a popula¸ c˜ ao de um pa´ ıs crescer´ a em 25 anos se ela cresce a uma taxa de 2% ao ano. Em seguida. A semelhan¸ ca dessa f´ ormula com a f´ ormula de integra¸ c˜ ao por partes do C´ alculo Integral n˜ ao ´ e mera coincidˆ encia (a soma¸ c˜ ao corresponde ` a discretiza¸ c˜ ao da integra¸ c˜ ao) . em particular. vocˆ e encontrar´ a um grande leque de problemas em cuja solu¸ c˜ ao intervˆ em as PGs. somar sequˆ encias cujos termos s˜ ao obtidos multiplicando termos de uma PA com termos de uma PG. Janeiro 2008 . V´ ıdeo relacionado: PAPMEM .Nessa unidade. Alguns desses problemas s˜ ao resolvidos usando a muito u ´til f´ ormula das taxas equivalentes. a f´ ormula da soma¸ c˜ ao por partes: n n ak+1 ∆ bk = an+1 bn+1 − a1 b1 − k=1 k=1 bk ∆ ak+1 .

é o problema a seguir. podese armar que ela: A) ganha dinheiro.00. adaptado de um problema do exame nacional da MAA (Mathematical Association of America). B) não ganha dinheiro nem perde dinheiro. que costuma deixar os alunos intrigados e os professores desconados.00. C) perde R$27. Se ela ganha três e perde três dessas apostas.Unidade 7 Progressões Geométricas Semana de 25/04 a 01/05 Progressões Geométricas Um problema interessante.00.MA12 . Exemplo 1. E) ganha ou perde dinheiro. Uma pessoa. começando com R$ 64. faz seis apostas conse- cutivas. D)perde R$37. em cada ma das apostas das quais arrisca perder ou ganhar a metade do que possui na ocasião. dependendo da ordem em que ocorreram suas 1 .

cada vez 2 2 1 1 50%) e passa a valer 1 − = 2 2 Pensando assim. é concentrar a atenção. não na taxa de variação da grandeza.2 Unidade 7 vitórias e derrotas. Neste problema. e sim no valor da grandeza depois da variação. a evolução de seu capital se dá de acordo com o esquema: 64 → 64 · 3 3 3 3 3 3 3 3 3 1 → 64 · · → 64 · · · → 64 · · · · → 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 3 3 3 1 1 1 3 3 3 1 1 · · · · → 64 · · · · · · · 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 → 64 · .00.00 e terminou com R$27. o capital aumenta 1 2 (ou seja. Se ela começou com R$64. Sabemos agora que a resposta só poderá ser D) ou E). A melhor maneira de abordar problemas nos quais há uma gran- deza variável. essa é até uma boa estratégia. Alguns se dispõem a tentar todas as ordens possíveis. Em geral os alunos escolhem uma ordem para ver o que aconteceu. 50%) e passa a valer 1+ que perde. da qual é conhecida a taxa (porcentagem) de variação. por exemplo. o que permitiria concluir que a resposta é E). Por exemplo. mas logo desistem ao perceber que há 20 ordens possíveis. devemos pensar assim: Cada vez que ganha. Já houve um progresso.00 e permanecem na dúvida. Solução. aliás. Em seguida os alunos costumam experimentar uma outra ordem.00. Em seguida. torcendo para que a pessoa não termine com R$27. ganhando e perdendo alternadamente. o capital diminui de do que valia. Obtêm-se: 64 → 96 → 48 → 72 → 36 → 54 → 27. ca claro que se a pessoa vence as três primeiras apostas e perde as três últimas. Nessa ordem a pessoa também perdeu R$37. experimentam outra ordem. 1 2 (ou seja.00. se ela vence as três primeiras apostas e perde as últimas trÊs. 1 3 = do que valia. Comentário.00. ela perdeu R$37. o seu capital evoluiu de acordo com o esquema: 64 → 96 → 144 → 216 → 108 → 54 → 27. Infelizmente encontram que a pessoa novamente termina com R$27.

Sabemos que V − kr2 h. Portanto. 1. O volume é diretamente proporcional ao quadrado do raio e à altura. Além disso. Se a população cresce 2% ao ano. e a pessoa também terminaria com R$27. 2 do que valia e o que diminui de 30% passa a valer O novo volume será 70% = 0. k = π . Exemplo 4. Depois de n anos. Portanto. sem alterar o produto. a população sofre uma multiplicação de população será 102% = 1. a cada ano que passa. V = k (1. 8%V. 008 k r2 h = 100. Se ela começou com R$64. 2r)2 0. Qual será a população dese país daqui a n anos? Solução. 8%. 02. 7h = 1. em cada ano a população é de 102% da população do ano anterior. 7 do que valia. de quanto variará seu volume? Solução.00 ela perdeu R$37. os novos valores de 0. 02 n . 7h. A torcida de certo clube é hoje igual a P0 e decresce 5% ao ano. a P0 . Qual será a torcida desse clube daqui a n anos? . mas isso é irrelevante para o problema. ca Exemplo 2. pois o aumento de r e de h serão r = 1. 3 3 3 1 1 1 · · · · · · = 27 2 2 2 2 2 2 reias. A resposta é D). onde k é a constante de proporcionalidade.00 e terminou com R$27. Aumentando de 20% o raio da base de um cilindro e diminuindo de 30% sua altura.Progressões Geométricas Ela termina com 3 64 · claro também que se as vitórias e derrotas tivessem ocorrido em outra ordem. 20% passa a valer Depois da variação. 2r e h = 120% = 1. isso apenas mudaria a ordem dos fatores. P0 e cresce Exemplo 3.00. A população de um país é hoje igual a 2% ao ano.00. O volume aumenta de 0.

onde i é a taxa de crescimento constante de cada termo para o seguinte. uma progressão geométrica é uma sequência na qual é constante o quociente da divisão de cada termo pelo termo anterior. cada valor da grandeza é igual a (1 + i) i Exemplo 5. vezes O que deve ter cado claro nesses exemplos é que se uma grandeza tem taxa de crescimento igual a o valor anterior. 4 . . 2. 6. 1 q2 = . .) q1 = 3 e são progres- sões geométricas cujas razões valem respectivamente taxas de crescimento são respectivamente pois q = 1 + i. 95n . a torcida será P0 . . onde i é a taxa de crescimento dos termos. i. . 800. 16. . 18. Progressões geométricas são sequências nas quais a taxa de crescimento de cada termo para o seguinte é sempre a mesma. A taxa de termo para o seguinte é de −20%. A sequência gressão geométrica.4 Unidade 7 5% ao ano. multiplicação por Portanto. Esse quociente é chamado de razão da progressão e é representado pela letra q. Se a torcida decresce 95% da torcida anterior. . . 0. A sequência (1. 32. 512. em cada ano a torcida é de Solução. crescimento de cada (1000. . 54. 8. 32. 1+i de razão da progressão e representamos a razão por q.) é um exemplo de uma proAqui. É claro então que numa progressão geométrica cada termo é igual ao anterior multiplicado por Chamamos 1 + i. . . 95. a cada ano que passa. a torcida sofre uma Depois de 95% = 0. Exemplo 7. A razão q de uma progressão geométrica é simplesmente o valor de 1 + i. Suas 4 3 i1 = 2 = 200% e i2 = − = −75%. 4. o que faz com que cada termo seja igual a 200% do termo ante- Exemplo 6. Aqui a taxa de crescimento de cada termo para o seguinte é de rior. 640. 2. n anos. 8. cada termo é 80% do termo anterior.) e (128. . Portanto.) é um exemplo de uma pro- gressão geométrica. 100%. As sequências (2. .

para avançar dois termos. 5 Em muitos casos é mais natural numerar os termos a partir de zero. avançamos 3 2 2 Logo. pois ao passar do quinto termo para o oitavo. an = a1 q n−1 . Como a5 = a1 q 4 . pois avançamos n termos a0 para an . como foi feito nos exemplos 3 e 4. . 480 = 30q 4 . Analogamente. a4 = 13 . a12 = a7 q . Exemplo 8. nesse caso. Como em uma progressão geométrica an = a0 q n . a5 para a17 a13 . Quanto vale o sétimo termo dessa progressão? Solução. a2 . ao passar de a1 para an . . Por exemplo.Progressões Geométricas Em uma progressão geométrica 5 (a1 . associa a cada natural o gráco dessa função é formado por uma sequência de pontos pertencentes ao gráco de uma função exponencial. Exemplo 10. ao passar de an = a0 q n .). basta multiplicar duas vezes pela razão. pensando em uma progressão geomátrica como uma função que associa a cada número natural n o valor an . a função que n o valor de an é simplesmente a restrição aos naturais x da função exponencial a(x) = a(0)q . Em uma progressão geométrica. pois avançamos 8 termos ao passar de a13 = a5 q 8 . avançamos n − 1 termos. retrocedemos 13 termos. . para avançar um termo basta multiplicar pela razão. de modo geral. 3 termos. Um resultado importante é a fórmula que relaciona taxas de crescimento referidas a períodos de tempo diversos. a7 = a5 q = 5 . q 4 = 16 e q = ±3. Portanto. pois. Qual é a razão da progressão geométrica que se obtém in- serindo 3 termos entre os números 30 e 480? Solução. 135 = 5q e q = 3. e assim por diante. . q pois ao passar de a17 para a4 . o quinto termo vale 5 e o oitavo termo vale 135. Exemplo 9. Temos a1 = 30 e a5 = 480. O sétimo termo vale 45. a8 = a5 q 3 . pois avançamos 5 termos ao passar de a7 para a12 . a3 . 3 = 45.

(1 + 0. 3642 e I ∼ = −0. G0 (1 + i)1 = G0 (1 + i)n 3 1 + I = (1 + i)n . Depois de 50 sucções. 02 e n = 50. 1 + I = (1 + i)n = Uma bomba de vácuo retira. A quantidade de gás Solução. 02)5 0 ∼ = 0. Temos Exemplo 12. o valor da grandeza será também igual a G0 (1 + i)n . o valor da grandeza será G0 (1 + I ) . e se T = nt. Como um período de tempo T equivale a n períodos de tempo iguais a t. 02)2 5 ∼ = 1. 1 + I = (1 + i)n = (1 − 0. 2% ao ano. Logo. 6406 = 64. 6358 = −63. Apões um período de tempo T. Solução. 2% do gás existente em certo recipiente.6 Unidade 7 Figura 1: Fórmula das taxas equivalentes Se I é a taxa de crescimento de uma grandeza relativamente ao período de tempo então T e i é a taxa de 1 + I = (1 + i)n . Daí. G0 crescimento relativamente ao período t. quanto restará do gás inicialmente existente? i = −2% = −0. Prova. 06%. Seja o valor inicial da grandeza. quanto crescerá 1 Exemplo 11. 02 e n = 25. em cada sucção. Se a população de um país cresce em 25 anos? i = 2% = 0. cqd. 6406 e I ∼ = 0. 58%. Daí. Temos .

. . o número de grãos pedidos pelo inventor do jogo é a soma dos 64 primeiros termos da progressão geométrica O valor dessa soma é 1. sempre dobrando a quantidade a cada casa nova. isto é. Subtraindo. 1−q 1−2 Calculando.Progressões Geométricas diminuirá de aproximadamente do gás inicialmente existente. . sn − qSn = a1 − an+1 . 4 pela terceira e assim por diante. Diz a lenda que o inventor do xadrez pediu como recompensa 1 grão de trigo pela primeira casa. Multiplicando por q . 1−q e. S n = a1 1 − 264 1 − qn =1 = 264 − 1. ( an ) de razão Prova. Sn = a1 + a2 + a3 + · · · + an−1 + an . . é 1−q S n = a1 1−q primeiros termos de uma progressão geométrica n . Outro resultado importante é a: 7 63. 4. 2. 2 grãos pela segunda. Exemplo 13. Restarão aproximadamente 36. 58%. . nalmente. Como o tabukeiro de xadrez tem 64 casas. Sn (1 − q ) = a1 − a1 q n 1 − qn Sn = a1 . 42% Fórmula da soma nos n primeiros termos de uma progressão geométrica A soma nos n q = 1. obtemos qSn = a2 + a3 + a4 + · · · + an + an+1 . obtemos um estupendo número de dígitos: 18 446 744 073 709 551 615.

8 1 km. a n → ∞. 33333 · · · = . lim Sn = a1 n→∞ Exemplo 14. isto é. 1 km. 1−q soma dos nesse n primeiros n caso lim q = 0 n→∞ n→∞ isto é. ∆ak = an+1 −a1 . e assim por diante. 03+0. 2 4 8 2 Se n for grande. 003+ . essa soma será aproximadamente igual a 1km. 3 1 1 + + 2 4 somando um número muito grande de termos da progressão encontraremos aproximadamente a dízima periódica Exemplo 15. metade da distância restante. 3+0. O teorema da somação. 2 em seguida ele corre metade da depois. n Exemplo 16.. Depois de n etapas. quando o número de 0. isto é.. 8 16 Solução. 1 3 1 0. 1 = 1. 4 1 km. isto é. . . 1−q parcelas tende a innito é igual 0. n→∞ lim Sn = sante paráfrase. . O resultado é intuitivo pois 1 − 0. distância que falta. O resultado admite uma interes2 Suponha que Salvador deva correr 1km.8 Unidade 7 Nas progressões geométricas em que termos tem um limite nito quando temos |q | < 1. Como 1−0 . 3 1 a = . também nos per- k=1 mitiria determinar o valor da soma dos n primeiros termos de uma progressão . Inicialmente ele 1 q1 = 2 1−q 1− corre metade dessa distância. O limite da soma lim Sn = a1 . Salvador terá corrido 1 1 1 1 + + + · · · + n km. Calcule o limite da soma da progressão geométrica 1 1 + + .

obten n mos a fórmula de somação por partes: ak+1 ∆bk = an+1 bn+1 − a1 b1 − k=1 n Exemplo 17. 3 = ∆3k 2 k k k k k 3k = k=1 1 2 n k ∆3k . 3n+1 − 0 − 3k . 2 k=1 k=1 n . k=1 k 3k . k=1 e ak+1 = k (logo. Logo. q−1 1−q Encerramos esta seção com a chamada fórmula de somação por partes.Progressões Geométricas geométrica. 3 . Daí resulta ak+1 ∆bk = ∆(ak bk ) − bk ∆ak . Calcule ak ∆ak . ak = k − 1 1 k3 = 2 k=1 k n n e ∆ak = ak+1 − ak = 1) k bk = 3k . ∆3 = 3 k k+1 1 − 3 = 3 (3 − 1) = 2 . temos 1 k ∆3 = n . Supondo temos 9 q = 1 e observando que ∆q k−1 = q k −q k−1 = q k−1 (q −1). Somando. 1 . k=1 Aplicando a fórmula de somação por partes n n ak+1 ∆bk = an+1 bn+1 − a1 b1 − k=1 com bk ∆ak . k=1 n e Solução. Temos ∆(ak bk ) = ak+1 bk+1 − ak bk = ak+1 (bk+1 − bk ) + bk (ak+1 − ak ) = ak+1 ∆bk + bk ∆ak . n n n a1 + a2 + a3 + · · · + an = k=1 ak = k=1 a1 q k−1 a1 = q−1 ∆q k−1 k=1 a1 1 − qn = (q n+1−1 − q 0 ) = a1 .

a pressão de um gás perfeito é inver- samente proporcional a seu volume. Aumentos sucessivos de 10% 10% e 20% 20% equivalem a um aumento único de quanto? 2. Mantida constante a temperatura. com 4 anos de uso.00. Um carro novo custa R$18 000. mento para aumentar de 20% o período? 7. Os lados de um triângulo retângulo formam uma progressão geométrica . vale R$ 12 000. 10. 5% gera um decrescimento anual de quanto? De quanto devemos aumentar o compri- O período de um pêndulo simples é diretamente proporcional à raiz quadrada do seu comprimento. 2 4 4 4 4 Exercícios 1. De quanto aumenta a pressão quando reduzimos de 20% o volume? 8. determine o valor do carro com 1 ano de uso. Aumentando sua velocidade em 60%. Um aumento de 10% seguido de um desconto de 20% equivale a um des- conto único de quanto? 4. de quanto aumenta a área? 9. Descontos sucessivos de e equivalem a um desconto único de quanto? 3.00 e. Supondo que o valor decresça a uma taxa anual constante. Um decrescimento mensal de 6. de quanto você diminui o tempo de viagem? 5. Se a base de um retângulo aumenta de 10% e a altura diminui de 10%.10 Unidade 7 n Mas 3n+1 3 1 − 3n = − 3 =3 1−3 2 2 k=1 k n Daí resulta k 3k = k=1 2n − 1 n+1 3 n n+1 3n+1 3 3 − + = 3 + .

Determine sua raiz quadrada. 14. Forma-se uma pilha de folhas colocando-se uma folha na primeira vez e. Calcule o valor da soma de 18. formado por n dígitos iguais a 4. Retira-se um litro de vinho do garrafão e acrescenta-se um litro de água. 488 . A espessura de uma folha de estanho é 0. se 2p − 1 é um número primo. aproximadamente: a) a altura de um poste de luz.. Entre que valores pode variar a razão? 12.? 13. d) a distância Rio-São Paulo. 15. .. Prove que. n−1 dígitos iguais a 8 e um dígito igual a 9. Depois de 33 dessas operações. √ 3 2. Calcule-os. 11. 444 . em sada uma das vezes seguintes. Um garrafão contém p litros de vinho. os três últimos uma progressão geométrica e o primeiro número é igual ao quarto. √ 6 2. e) o comprimento do equador terrestre. 11 Os lados de um triângulo estão em progressão geométrica. c) o comprimento da praia de Copacabana. Determine três números em progressão geométrica. 1. 6 é perfeito pois a soma dos seus divisores é 1+2+3+6 = 12.Progressões Geométricas crescente. . . conhecendo sua soma 19 e a soma de seus quadrados 133. A soma de três números em progressão geométrica é 19. é um quadrado perfeito. obtendo-se uma mistura homogênea. . 17. Qual o quarto termo da progressão geométrica √ 2.. a altura da pilha será. . retira-se. Quatro números são tais que os três primeiros formam uma progressão aritmética de razão 6. 89. eles passam a formar um progressão aritmética. Mostre que o número n parcelas 1 + 11 + · · · + 111 . . Determine-os. tantas quantas já houveram sido colocadas anteriormente.1mm. 19. então 2p−1 . a seguir um litro da mistura e acrescenta-se um litro de . (2p − 1) é um número perfeito. 16. 20. Número perfeito é aquele que é igual à metade da soma dos seus divi- sores positivos. Subtraindo-se 1 ao primeiro. b) a altura de um prédio de 40 andares. Por exemplo. Determine a razão dessa progressão.

. . respectivamente. . b) 0. Qual a quantidade de vinho que restará no garrafão após n dessas operações? 21. b) o tempo gasto pela bola até parar.. 22. . 7 7 7 7 7 7 7 9 1 3 5 + + + + + .. os dois primeiros lados da poligonal.. 23. . Após cada choque com o solo. . 1 1 1 1 e) 1 − − + − − .. . 141414141 . Sendo a e b. Determine: a) a distância toral percorrida pela bola. . Calcule a soma dos divisores de 12. de lados ora perpendicu- lares a AB . 345454545 . Larga-se uma bola de uma altura de 5cm. d) 1. b) ímpares e positivos..600 que seja: a) positivos. . −1 < x < 1. b) o comprimento do n-ésimo lado da poligonal.12 Unidade 7 água e assim por diante. pede-se determinar: a) o comprimento da mesma.. .. Na gura abaixo temos uma linha poligonal. Determine os limites das somas abaixo: 2 2 2 + + + . 711111111 . c) 2 4 8 16 32 2 3 d) 1 + 2x + 3x + 4x + . 2 4 8 16 a) 24. . 3 9 1 2 1 2 1 2 b) + 2 + 3 + 4 + 5 + 6 + . c) 0. 999999999 . .. Determine as geratrizes das dízimas periódicas: a) 0. ela recupera apenas 4/9 da altura anterior. ora perpendiculares a AC . 25.

Na gura abaixo temos uma sequência de círculos tangentes a duas O raio do primeiro círculo é 1 e o raio do segundo é retas. determine: a) o comprimento da espiral. Se o raio do primeiro semicírculo é igual a 1 e o raio de cada semicírculo é igual à metade do raio do semicírculo anterior. . cada círculo tangencia externamente o círculo anterior.Progressões Geométricas 13 Figura 2: 26. Figura 3: 27. b) a abcissa do ponto P. r < 1. Na gura abaixo temos uma espiral formada por semicírculos cujos centros pertencem ao eixo das abcissas. raios dos Determine a soma dos n primeiros círculos. ponto assintótico da espiral.

obtendo dois segmentos de com- . 75.14 Unidade 7 Figura 4: 28. 30% dos alunos são reprovados no primeiro período e repetem o período no semestre seguinte. Calcule . calcule lim an e lim bn . 32. Sendo an e bn . = 1. 9.. Começando com um segmento de tamanho 1.. 2n 3 n=1 31.. b) x y √ x y. > 2. Uma faculdade recebe todos os anos 300 alunos novos no primeiro semestre e 200 alunos novos no segundo semestre. Sn Sn Sn Sn Sn Determine quais das armações abaixo são verdadeiras: Sn de modo que 2) É possível escolher Sn de modo que 3) É possível escolher Sn de modo que 4) É possível escolher Sn de modo que 5) É possível escolher Sn de modo que ∞ 2n − 1 30. Sendo x e y positivos. o número de alunos do primeiro período no primeiro e no segundo semestres do ano 29. > 2. 1. Seja n. Sn a soma das áreas dos n primeiros quadrados obtidos a partir de um quadrado Q1 de lado 1 pelo seguinte processo: os vértices do quadrado Qn+1 são os pontos médios dos lados de Qn . dividimo-lo em três partes iguais e retiramos o interior da parte central.. calcule: 1) É possível escolher > 1. respectivamente. a) x x √ x x. = 2.

Determine 38. dividindo cada lado em três Pn partes iguais. Se (an ) é uma progressão geométrica de termos positivos. 35. . Isso é verdade? 33. Sejam iguais a a = 111 . 1 (n dígitos iguais a 1) e b = 100 . A taxa de variação da massa é constante. Se (an ) é uma progressão aritmética. construindo externamente sobre a parte central um triângulo equilátero e suprimindo então a parte central (ver gura abaixo). 37. quadrada. ela é um triângulo equilátero de lado 1. determine: Sn . ao nal. Sendo restaram depois de a) O valor de b)O valor de Sn a soma dos comprimentos dos intervalos que n dessas operações. prove que (bn ) denida por bn = e n é uma progressão geométrica. a 34. Em quanto tempo a terça parte da massa inicialmente presente se desintegrará? 36. . . c) Certo livro.Progressões Geométricas 15 primento 1/3. Repetimos agora essa operação com cada um desses segmentos e assim por diante. arma que. . A curva de Koch é obtida em estágios pelo processo seguinte: i) No estágio 0. determine: a)Pn b)An c) lim Pn d) lim An . Seja A= . o conjunto dos pontos não retirados é vazio. Prove que ab + 1 é um quadrado perfeito e determine sua raiz 1 2 2 4 An . 05 (n − 1 dígitos 0). O rádio-226 tem meia-vida (período de tempo em que metade da massa inicialmente presente se desintegra) de 1600 anos. . Sendo e An respectivamente o perímetro e a área do n-ésimo estágio da curva de Koch. ii) O estágio n + 1 é obtido a partir do estágio n. muito citado em aulas de análise de erros de livros didáticos. prove que (bn ) denida por bn = log an é uma progressão aritmética. lim Sn .

b) a frequência do sinal de discar de um telefone. primeiro dó seguinte ao lá padrão. isto é.FÁ# . determine: a) a frequência desse dó. c) a nota cuja frequência é 186Hz. mais agudo. A frequência da nota lá-padrão (o lá central do piano) é 440Hz e a frequência do lá seguinte.LÁ# . A escala musical ocidental (de J. 1 Pitágoras. Sabendo que essas notas são LÁ . Hoje sabemos que a razão das frequências dos sons emitidos por essas cordas seria a razão inversa dos seus comprimentos.FÁ .DÓ# .SOL# .S.DÓ . é 880Hz (Hz é a abreviatura de hertz. que estudou a geração dos sons.RÉ# MI .16 Unidade 7 Figura 5: 39. Pitágoras 1 . cujos comprimentos estivessem na razão de 1 para 2. observou que duas cordas vibrantes. de 2 para 1 e que duas cordas vibram em uníssono se e só se a razão de seus comprimentos é uma potência inteira de 2.Bach pra cá). divide esse intervalo em doze semitons iguais. unidade de frequência que signica siclo por segundo). . matemático de Samos.RÉ . dita cromática. soariam em uníssono.SI .SOL . que é o primeiro sol anterior ao lá padrão. tais que a razão das frequências de notas consecutivas é constante. cerca de cinco séculos e meio antes de Cristo.LÁ. isto é.

1795-1878. x−r+1 x e β ∈ {0. Fechner (Gustav Theodor Fechner. x x+6 α p 2 . um homem. 2 a q4 = Comece pela progressão aritmética x − r . e a2 Determine a + aq + aq 2 = 19 + a2 q 2 + a1 . para resposta de seres humanos a estímulos físicos. declara que diferenças marcantes na resposta a um estímulo ocorrem para variações de intensidade do estímulo proporcionais ao próprio estímulo. onde L é a medida da decibéis (dB) e l é a intensidade sonora. 16. as medidas da resposta estímulo y e do x se relacionam por y = a + b log x. Duas bandas de heavy metal provocam um ruído quantos decibéis acima do ruído provocado por uma banda? 41. Os números são Temos (x − r + 1) + x + (x + r) = 19 e x − 6. . p − 1} x+r x = . medida em W/m2 . a0 = 18 e a4 = 12. que sai de um ambiente iluminado para outro. Ela é denida por sensação d e ruído em L = 120 + 10 log10 l. 1801-1887. A lei de Weber (Ernest Heinrich Weber. Por exemplo. . A progressão geométrica e na qual 13. propôs que enquanto os estímulos variassem em progressão geométrica. x. x + r . as medidas das respostas variassem em progressão aritmética. siologista alemão). O valor. x − r + 1 . em mil reais. só distingue entre soluções salinas se a variação da salinidade for superior a 25%. x + r . 1}. . Divida. 1. (2 − 1) como α ∈ {a. 2k k=1 Sugestões aos Exercícios 9. x. x + 6 . x − 6 Os divisores são da forma x+6 x−6 = . . x.Progressões Geométricas 17 40. 14. físico e lósofo alemão) propôs um método de construção de escalas baseado na lei de Weber. etc. do carro com n anos de uso forma a progressão geométrica 133.. Determine o valor de: ∞ a) k=1 k2 2k n b) k . . será 15. só percebe uma variação da luminosidade se esta for superior a 2%. a)Mostre que numa escala de Fechner.. b)Uma das mais conhecidas escalas de Fechner é a que mede a sensação de ruído.

4 Pn+1 = 3 √ e b = 10n + 5. Sendo Sendo 23b. o tempo gasto na subida é igual ao tempo da descida. .. S S a soma pedida. 23c. x4 . partindo do repouso. a = 1 + 10 + 102 + · · · + 10n−1 A2 = 5A. 37. x8 . p O número é São duas progressões geométricas. 26. para cair de uma altura é 2h/g e quando uma bola é lançada do chão verticalmente para cima. 30. A abcissa do ponto assintótico é 2−1+ Inspire-se no problema 23c). Cada operação dobra o número de folhas. . e e 41a. x2 . . 19. 23e. 10n + · · · + 4 . calcule a soma pedida. some separadamente os divisores de têm e os que têm 17. O tempo que uma bola gasta. Os triângulos são semelhantes e a razão de semelhança de cada um para o anterior é sempre a mesma. 20. 41b. 25. 10n + 4 . 1 Em cada operação. Somação por partes com Somação por partes com ak+1 = k 2 ak+1 = k ∆bk = 1 2 k ∆bk = 2k . 300 + 0. . 1 1 − + . 38. A expressão é igual a 31a. calcule S e subtraia. . 23c. parcela da soma é A k -ésima 1 + 10 + 102 + · · · + 10k−1 . a quantidade de vinho diminui de . 32c. 24b. 9 + 8 . 33 .18 Unidade 7 β=0 Para calcular a soma dos divisores. Use 210 = 1024 ∼ = 103 . 18. 200 + 0. 35. 1 1 1 . 200 + . 102 + · · · + 8 . An+1 + 3 4 12 9 n . 2 4 lim an = 300 + 0. 28. a massa existente no instante t é M (t) = M (0)0. e 36. 3 .. 102n−1 . β = 1. h São três progressões geométricas. 32 . . 2 xS e subtraia. 10 + 8 . 3 32 33 etc? 1 1 1 O que acontece com os pontos de abcissas Tomando 1600 anos como unidade de tempo. 5t .

ou pelo menos não substitui de modo eciente. a0 . 4?) Em uma progressão geométrica. Saber que. y . z . se estão em progressão aritmética. É certamente mais eciente saber que para avançar um termo basta somar r . a soma de dois termos equidistantes dos extremos é igual à soma dos extremos. calcular x. Entretanto é bom lembrar que o conhecimento apenas dessas fórmulas costuma atrapalhar muitos alunos quando a progressão começa e. Não encha a cabeça de seus alunos com casos particulares desnecessário. Realmente. quem se interessar em 1. cada termo é a média aritmética entre seu antecedente e seu consequente não só não substitui. y obterá Do mesmo modo são conhecimentos desnecessários: Em uma progressão aritmética com um número ímpar de termos. −1. numa progressão aritmética. o termo central é a média aritmética dos extremos. Em uma progressão aritmética. (Seria isso verdadeiro para a progressão x+z . Daí. o conhecimento de que uma progressão aritmética é uma sequência na qual a diferença entre cada termo e o termo anterior é constante. Isso só serve para obscurecer as idéias gerais e acaba dicultando as coisas.Progressões Geométricas 19 Sobre o Ensino de Progressões 1. Nada contra essas fórmulas. como é uma consequência imediata disso. o produto de dois termos equidistantes dos extremos é igual ao produto dos extremos. para progressões aritméticas e an = a1 q n−1 . o termo central é a média geométrica dos extremos (Seria isso verdadeiro para a progressão 1. y= 2 y − x = z − y. já que usualmente o que se conhece de uma progressão são o primeiro termo e a razão. para progressões geométricas. 2. Em uma progressão geométrica cada termo é a média geométrica entre seu antecedente e seu consequente. 4?) Em uma progressão geométrica com um número ímpar de termos. −1. Na maioria dos livros se encontram as fórmulas an = a1 + (n − 1)r.

Uma pergunta que devemos sempre nos fazer é a seguinte: Se meu professor de . Alguns livros trazem uma fórmula para o cálculo do produto dos primeiros termos de uma progressão geométrica. como no exemplo 4. n n−1 nas progressões aritméticas. 4)3 = 23 = 8. an = a1 + (n − 1)r. nas progressões cujos termos não são todos positivos.20 Unidade 7 ou multiplicar por q . Alguns livros chegam ao cúmulo de trazerem duas versões da (desnecessária) an − a1 . é muito simples determinar o produto dos termos de uma progressão geométrica. an − a1 an+2 − a1 e r = . n = 1+ . Moderação nos problemas. Depois nos queixamos que os alunos não sabem resolver equações do primeiro grau! Mais cedo ou mais tarde. r fórmula para o cálculo de r: r = usada quando a progressão e mais 5. além da fórmula para facilitar o cálculo. 4. essa fórmula está errada.. supostamente fórmulas como a1 = an − (n − 1)r . . a segunda para ser n−1 n+1 tiver n + 2 termos. Assim facilmente se conclui que an = a0 + nr e an = a1 + (n − 1)r. 1=n− 4. se corrigirmos essa fórmula obteremos 2 = (a1 an )n Pn e. Por ela. não são interessantes e não desenvolvem o raciocínio. Em quarto lugar. não há o menor interesse. dois termos extremos n termos entre eles. isto é. teremos algum trabalho em descobrir se Pn = (a1 an )n ou se Pn = −(a1 an )n . Problemas em que são dados a soma do 24 o termo com o 47 o e é pedida a diferença entre o 36 o e o 11 o não apare- cem na vida real. 6. seria √ ( 1 . √ P n = ( a1 an ) n . r = n−1 r 3. n Em primeiro lugar. an − a1 an − a1 . −2. em determinar o produto dos termos de uma progressão geométrica. . aparecerá um livro com uma fórmula para o cálculo do 1. isso já foi feito no exercício 7) da parte de progressões aritméticas. etc. o produto dos três primeiros termos da progressão 1. prático ou teórico. para avançar dois termos basta somar 2r ou multiplicar q 2 . Em segundo lugar.. Em alguns livros se encontram. nas progressões geométricas. Em terceiro lugar. . Com efeito. e que an = a0 q e an = a1 q .

os exemplos 14 e 15 de progressões geométricas são muito bons. mas infelizmente é comum. ao contrário do que ocorria com as progressões aritméticas. Entretanto. Se a primeira noção de limite aparece no limite da soma da progressão geométrica. Calculadoras são indispensáveis para a resolução de quase todos os pro- blemas de progressões geométrica da vida real. não há nenhuma vantagem. . 9. q xq em vez de chamá-los de x. não há grandes diculdades em falar intuitivamente de limite da soma dos termos de uma progressão geométrica pois. ensinar progressões geométricas e não relacioná-las à idéia de taxa de crescimento. Chamar três números em progressão geométrica de x . ao fazer os grácos das funções exponenciais e logarítmicas. Se você ensina exponenciais e logaritmos antes de progressões. A melhor maneira de resolver problemas com progressões com um número pequeno de termos é escrevê-las e esquecer completamente as fórmulas para calcular termos e somas de termos conforme zemos nos exemplos 7 e 8 de progressões aritméticas. Tenha sempre em mente que uma progressão geométrica é uma sequência na qual a taxa de crescimento de cada termo para o seguinte é sempre a mesma e esse instrumento matemático foi criado para descrever grandezas que variam com taxa de crescimento constante. xq . 10. você já deve ter comentado quais os limites de ax quando x tende para +∞ ou para −∞. em começar pelo termo central. ao escrever progressões aritméticas. 8. xq 2 . eu teria gostado de Matemática? 7. só serve para criar desnecessariamente denominadores e complicar as contas. x. É absurdo.Progressões Geométricas 21 Matemática tivesse feito estes problemas.

PGs. obtemos a sequˆ encia: a1 = 2. que n˜ ao representa o fatorial. diz-se que ela foi resolvida. Nesta unidade. introduzidas na Unidade 3. Quando se acha uma f´ ormula fechada para uma recorrˆ encia. como. onde f ´ e uma fun¸ c˜ ao com dom´ ınio o conjunto dos naturais e c ´ e uma constante. sem elev´ a-lo a um expoente maior do que 1. .MA 12 . onde. mas ´ e preciso dizer qual ´ e o seu primeiro termo. No caso (3).Unidade 8 Recorrˆ encias Lineares de Primeira Ordem Semana de 02/05 a 08/05 O assunto dessa unidade ´ e o estudo mais sistem´ atico das sequˆ encias num´ ericas definidas recursivamente (ou por recorrˆ encia). Esta unidade ´ e dedicada. por f´ ormula fechada. a3 = 12. Temos tamb´ em que (4) somente define as potˆ encias de a se tomarmos a1 = a. Vocˆ e aprender´ a como resolver recorrˆ encias do tipo an+1 = can + f (n). . Por exemplo. PAs. as exponenciais com expoentes n´ umeros naturais e a sequˆ encia de Fibonacci s˜ ao sequˆ encias definidas por recorrˆ encia. essencialmente. por exemplo: 1) Progress˜ oes Aritm´ eticas: an = an−1 + r 2) Progress˜ oes Geom´ etricas: an = an−1 q 3) Fatorial: an = nan−1 4) Exponencial com expoente natural: an = aan−1 Note que para definir uma sequˆ encia desse modo. ou seja. s˜ ao estudadas as recorrˆ encias lineares de primeira ordem. Se tomarmos a1 = 2. uma sequˆ encia ´ e definida recursivamente se ela for dada por uma regra (recorrˆ encia) que permite calcular um termo qualquer atrav´ es de um ou mais termos anteriores. sequˆ encias em que um termo qualquer ´ e definido por uma express˜ ao que envolve o termo anterior. a2 = 4. o fatorial. . obtemos o fatorial se tomarmos a1 = 1. Isto ´ eo ´bvio nos casos de PAs e PGs. . n˜ ao basta dar a recorrˆ encia. a4 = 48. . por exemplo. Conforme j´ a vimos anteriormente. a determinar f´ ormulas fechadas para algumas recorrˆ encias lineares de primeira ordem. entendemos uma express˜ ao an = φ(n) para an como fun¸ c˜ ao de n.

7.. por intermédio de uma regra que permite calcular qualquer termo em função do(s) antecessor(es) imediato(s).3..MA12 . 1 . Qualquer progressão aritmética (xn ) de razão r e primeiro termo a pode ser denida por xn+1 = xn +r (n 1). Exemplo 1.Unidade 8 Recorrências Lineares de primeira Ordem Semana 02/05 a 08/05 1 Sequências Denidas Recursivamente Muitas sequências são denidas recursivamente (isto é. A seqüência (xn ) dos números naturais ímpares 1. Exemplo 2. ou seja. pode ser denida por xn+1 = xn + 2 (n 1).. com x1 = a. por recorrência).5. com x1 = 1.

1. Quantas são as sequências de 10 termos. Mas isso é precisamente igual a xn+1 . i) o número de sequências de n + 2 termos que começam por 1 e não possuem dois zeros consecutivos. ou seja. para formar a sequência basta determinar os termos a partir do primeiro. Para que a sequência que perfeitamente determinada é necessário também o conhecimento do(s) primeiro(s) termo(s). Por exemplo. 5. com F0 = F1 = 1. mas por todas as progressões aritméticas de razão 2. . isto é. Qualquer progressão geométrica (xn ) de razão q e primeiro termo a pode ser denida por xn+1 = q . 2 e 3 temos recorrências de primeira ordem. A seqüência (Fn ). 1..2 MA12 . com x1 = a. 3. que não possuem dois termos consecutivos iguais a 0? Solução. Chamando de xn o número de sequências com n termos.. cujos termos são 1. 2}. por si só. xn (n 1). e na qual cada termo é a soma dos dois imediatamente anteriores. na qual cada termo é expresso em função dos dois antecessores imediatos. pertencentes a {0. o que pode ser feito de xn+1 modos. xn+1 = xn + 2. temos uma recorrência de segunda ordem. é satisfeita não apenas pela sequência dos números ímpares.. É fácil ver que uma recorrência. Exemplo 4. nas quais cada termo é expresso em função do antecessor imediato. é denida por Fn+2 = Fn+1 + Fn (n 0). no exemplo 4. o valor de xn+2 será a soma de: Exemplo 5. não dene a sequência.Unidade 8 Exemplo 3. dita de Fibonacci. Observe que. nos exemplos 1. pois se o primeiro termo é 1. 2. a recorrência do exemplo 1. e que.

. Há (n + 1) · Dn permutações no primeiro grupo. . Analogamente. o número de permutações simples de 1. Calculemos Dn+2 . Solução. Seja Dn o número de permutações caóticas de 1. n. temos 2 modos de escolher o segundo termo (1 ou 2) e. e. . se n 1. xn+2 = 2xn+1 + 2xn . Há. . Exemplo 6. x4 = 60. . É fácil ver que x1 = 3 e que x2 = 8. n + 2 nas quais nenhum elemento ocupa o seu lugar primitivo. . 2. . .Recorrências Lineares de primeira Ordem 3 ii) o número de sequências de n + 2 termos que começam por 2 e não possuem dois zeros consecutivos. temos de escolher . . x10 = 24 960. . iii) o número de sequências de n + 2 termos que começam por 0 e não possuem dois zeros consecutivos. . sem que nenhum desses elementos ocupe o seu lugar primitivo. Dn+2 = (n + 1)(Dn+1 + Dn ). nas quais nenhum elemento ocupa o seu lugar primitivo. As permutações podem ser divididas em dois grupos: aquelas nas quais o 1 ocupa o lugar do número que ocupa o primeiro lugar e aquelas nas quais isso não ocorre. Logo. Para formar uma permutação do segundo grupo. devemos arrumar os demais n elementos nos restantes n lugares. 2. 2. . . . n. temos xn modos de escolher os demais. escolhido o segundo termo. o que pode ser feito de n + 1 modos. Se o primeiro termo é zero. 2xn sequências começadas em 0. Pera formar uma permutação do primeiro grupo. o que pode ser feito de Dn modos. devemos escolher o número que trocará de lugar com o 1. isto é. Daí obtemos x3 = 2x2 + 2x1 = 22. . isso é igual a xn+1 . em seguida. pois. o número de permutações simples de 1. . Mostre que.

4. 6. o que pode ser feito de n + 1 modos. x0 = x1 = 1. em seguida devemos arrumar os restantes n + 1 elementos dos demais n + 1 lugares. Dn+2 = (n + 1)(Dn+1 + Dn ). Prove que uma recorrência de segunda ordem xn+2 = f (xn+1 . sem que o elemento k ocupe o primeiro lugar e sem que nenhum dos demais elementos ocupe o seu lugar primitivo. . Seja xn o número máximo de regiões em que n retas podem dividir o plano. 5. como queríamos demonstrar. e. com condições iniciais x1 = a e x2 = b. 1. com uma condição inicial x1 = a. determine xn . Se xn+1 = xn + 3 e x1 = 2. Se xn+1 = 2xn e x1 = 3. Caracterize xn recursivamente. tem sempre solução única. Portanto. o que pode ser feito de Dn+1 modos. xn+1 = f (xn ). xn ). 2. determine xn . Há (n + 1) · Dn+1 permutações no segundo grupo. 3. Prove que uma recorrência de primeira ordem. tem sempre uma e uma só solução. determine x5 . Exercícios Para a sequência denida por xn+2 = 2xn+2 + xn .4 MA12 .Unidade 8 o lugar que será ocupado pelo número 1 (chamemos esse lugar de k ).

8. ele cria uma região a mais após cada interseção dele com cada um dos n círculos que já existiam. ou seja. 5. Prove que o número de permutações caóticas de n elementos é n k=0 9. se há n retas. 2. k! Sugestões aos Exercícios Seja xn o número de regiões para n retas. Quando se acrescenta mais um círculo. Quando se acrescenta mais uma reta. se há n círcu7. 7. 3. 6. . Caracterize xn recursivamente. a colocação de mais uma reta acrescenta n + 1 regiões às regiões já existentes. Seja xn o número de regiões para n círculos.Recorrências Lineares de primeira Ordem 5 Seja xn o número máximo de regiões em que n círculos podem dividir o plano. ou seja. 4. ela começa criando uma região a mais e o mesmo acontece após cada interseção dela com cada uma das n retas já existentes. Indução! Indução! Observe que (xn ) é uma progressão geométrica. Determine o número de permutações caóticas de 5 elementos. Dn = n! (−1)n . Observe que (xn ) é uma progressão aritmética.

por não possuirem termo independente de xn . Exemplo 1. 8. Ela é dita linear se (e somente se) essa função for do primeiro grau. . com D1 = 0 e D2 = 1.Unidade 8 los. As duas últimas são ditas homogêneas. Basta provar que Dn+2 = (n + 1)(Dn+1 + Dn ). As recorrências xn+1 = 2xn − n2 e xn+1 = nxn são lineares e a recorrência xn+1 = x2 n não é linear. Exemplo 2. conforme mostram os exemplos a seguir. a colocação de mais um círculo acrescenta 2n regiões já existentes. Resolva xn+1 = nxn . 2 Recorrências Lineares de Primeira Ordem Uma recorrência de primeira ordem expressa xn+1 em função de xn . 9.6 MA12 . Não há grandes diculdades na resolução de uma recorrência linear homogênea de primeira ordem. x1 = 1. Dn+2 = (n + 1)(Dn+1 + Dn ). D1 = 0 e D2 = 1.

Exemplo 3. multiplicando.. Resolva xn+1 = 2xn . obtemos xn = (n − 1)!x1 . . xn = C · 2n−1 .... há uma innidade de soluções para a recorrência. .. temos xn = (n − 1)!. = Daí. onde C é uma constante arbitrária..... Como x1 = 1..Recorrências Lineares de primeira Ordem 7 Solução. = Daí. Solução. . As recorrências lineares não-homogêneas de primeira ordem que mais facilmente se resolvem são as da forma xn+1 = xn + f (n). . . obtemos xn = 2n−1 x1 .. multiplicando.. Temos x2 x3 x4 xn = = = 1 x1 2 x2 3 x3 (n − 1)xn−1 . É claro que como não foi prescrito o valor de x1 . Temos x2 x3 x4 xn = = = 2 x1 2 x2 2 x3 2xn−1 .

= Somando. temos x2 x3 x4 xn = = = x1 + f (1) x2 + f (2) x3 + f (3) xn−1 + f (n − 1) n−1 ...... . ..8 MA12 . . Temos x2 x3 x4 xn = = = x1 + 2 x2 + 2 2 x3 + 2 3 xn−1 + 2n−1 ... . Resolva xn+1 = xn + 2n .. = Somando.. obtemos xn = x1 + k=1 Exemplo 4.Unidade 8 Com efeito. f (k ). . resulta xn = x1 + (2 + 22 + 23 + · · · + 2n−1 ) = 1 + 2 + 22 + 23 + · · · + 2n−1 2n − 1 = 1 2−1 = 2n − 1.. x1 = 1.. Solução.

x1 = 0 Solução. Temos x2 x3 x4 xn = = = x1 + 1 x2 + 2 x3 + 3 xn−1 + (n − 1) . = Somando. .... = 2 O teorema a seguir mostra que qualquer recorrência linear nãohomogênea de primeira ordem pode ser transformada em uma da forma xn+1 = xn + f (n). resolva xn+1 = xn + n. Se an é uma solução não-nula de xn+1 = g (n)xn . Mas an+1 = g (n)an pois an é solução de xn+1 = g (n)xn .. . resulta xn = x1 + 1 + 2 + 3 + · · · + (n − 1) = 1 + 2 + 3 + · · · + (n − 1) n(n − 1) . Teorema 1. Prova.Recorrências Lineares de primeira Ordem 9 Exemplo 5. então a substituição xn = an yn transforma a recorrência xn+1 = g (n)xn + h(n) em yn+1= yn + h(n)[g (n) · an ]−1 .. A substituição xn = an yn transforma xn+1 = g (n)xn + h(n) em an+1 yn+1 = g (n)an yn + h(n). ..

Unidade 8 Portanto a equação se transforma em g (n)an yn+1 = g (n)an yn + h(n). x1 = 2.. = Somando. Façamos a substituição xn = 2n−1 yn . ou seja.. Daí se tem Exemplo 6. yn+1 = yn + 2−n . temos y1 = 2 e yn = 3 − 21−n . Resolva xn+1 = 3xn + 3n . .10 MA12 . Daí. y2 y3 y4 yn = = = y1 + 2−1 y2 + 2−2 y3 + 2−3 yn−1 + 2−(n−1) . Uma solução não-nula de xn+1 = 2xn é. Obtemos 2n yn+1 = 2n yn + 1.. resulta yn = y1 + 2−1 + 2−2 + 2−3 + · · · + 2−(n−1) (2−1 )n−1 − 1 = y1 + 2 −1 2−1 − 1 1−n = y1 − 2 + 1.. n−1 xn = 2 .. xn = 3 · 2n−1 − 1. . por exemplo. x1 = 2. Solução. ou seja. Resolva xn+1 = 2xn + 1. . yn+1 = yn + h(n)[g (n) · an ]−1 . Exemplo 7.. Como xn = 2n−1 yn e x1 = 2. conforme vimos no exemplo 3.

2}. Diz a lenda que havia em um tempo 3 estacas e n discos de ouro. Inicialmente os discos estavam enados na primeira estaca. Determine o número máximo de regiões em que n retas podem dividir o plano. Obtemos 3n yn+1 = 3n yn + 3n . de cima para baixo. n−1 xn = (n + 1)3n−1 . (Veja o exemplo 2 da seção recorrência). de diâmetros diferentes. ou seja. 2. 1. yn é uma progressão aritmética de razão 1. Daí. de uma estaca para a outra. temos y1 = 2 e yn = n + 1. Daí. No processo de transferência. Quantas são as sequências de n termos. .Recorrências Lineares de primeira Ordem 11 Uma solução não-nula de xn+1 = 3xn é. Ocupavam-se os sacerdotes em transferí-los para a terceira estaca. yn = y1 + (n − 1)1. Logo. e jamais um disco poderia ser colocado so4. Solução. todos pertencentes a {0. que possuem em número ímpar de termos iguais a 0? Quantas são as sequências de n termos. que possuem em número ímpar de termos iguais a 0? 3. Como xn = 3n−1 yn e x1 = 2. usando a segunda como estaca auxiliar. por exemplo. em ordem crescente de diâmetros. Façamos a substituição xn = 3n−1 yn . todos pertencentes a {0. Exercícios 1. xn = 3 (ou qualquer outra progressão geométrica de razão 3). de cada vez se movia apenas um disco. (A Torre de Hanói). yn+1 = yn + 1. 1}.

determine o número de torcedores daqui a n anos. 6. cada setor com uma só cor. Em cada partida. o mundo acabaria. Um círculo foi dividido em n (n 2) setores. Resolva a equação (n + 1)xn+1 + nxn = 2n − 3. Quando todos estivessem enados na terceira estaca. além disso.6 de ganhá-la e probabilidade 0. A taxa anual de natalidade é i.Unidade 8 bre um disco menor. qual é a probabilidade de Sheila ganhar a n-ésima partida? 5. A torcida está condenada a extinção? 11. . A torcida do Fluminense tem hoje p0 membros. De quantos modos podemos colorí-los. Cada partida é iniciada por quem venceu a partida anterior.12 MA12 . Se Helena iniciou a primeira partida. x1 = 1. Resolva a equação xn+1 − nxn = (n + 1)!. de uma estaca para a outra. Determine o número máximo de regiões em que n círculos podem dividir o plano.1). 9.4 de perdê-la. Se i > j . x1 = 1. 7. x1 = 1. (Veja o exemplo 7 da seção 3. se dispomos de k (k > 2) cores diferentes e setores adjacentes não devem ter a mesma cor? 10. devem ser feitas para colocá-las na terceira estaca? Sheila e Helena disputam uma série de partidas. quem iniciou tem probabilidade 0. Resolva a equação xn+1 = (n + 1)xn + n. Quantas transferências de discos. 8. todo ano um número xo de R torcedores desiste de vez. a mortalidade é j e.

5. 6. (n + 1)! (n + 1)! n! (n + 1)! Seja xn+1 o número de colorações para n + 1 setores. 11. Há k modos de colorir o primeiro setor e k − 1 modos de colorir cada um dos demais setores. x1 = 0. com x2 = k (k − 1). obtemos xn+1 = k (k − 1)n − xn . o que daria k · (k − 1)n modos de colorir os setores. Esse resultado inclui colorações nas quais o primeiro e o último setores recebem a mesma cor. Descontando o que se contou indevidamente. 2. já que setor não pode receber a mesma cor que o setor anterior. xn+1 = xn + (2n − xn ). isto é. xn+1 = 2xn + (3n − xn ). xn+1 = 2xn + 1. O número de sequências é a soma do número de sequências começadas por 1 com número de sequências começadas por 0. x0 = 1. 4(1 − xn ). 3. ou ela ganha a n-ésima partida e ganha a anterior. 6xn + 0. 10. n n+1−1 1 1 = = − . Obtém-se xn+1 = 0.Recorrências Lineares de primeira Ordem 13 Sugestões aos Exercícios 1. 4. . x1 = 1. pn+1 = (1 + i − j )pn − R. ou ganha a n-ésima e perde a anterior. x1 = 1. xn+1 = xn + n + 1. 4. Para Sheila ganhar a n-ésima partida.

Quando k = 0. com coeficientes constantes. Nesta unidade. g. de Carlos Gustavo Moreira. que o leitor encontrar´ a anexado ` a presente unidade. a recorrˆ encia ´ e dita homogˆ enea. ´ Essa t´ ecnica pode ser plenamente justificada usando Algebra Linear.Unidade 9 Recorrˆ encias Lineares de Segunda Ordem Semana de 02/05 a 08/05 Um exemplo de recorrˆ encia linear de segunda ordem ´ e a recorrˆ encia que define a sequˆ encia de Fibonacci: xn = xn−1 + xn−2 . Este material ´ e apenas complementar e n˜ ao ser´ a cobrado nas avalia¸ co ˜es. recomendamos a leitura do artigo Sequˆ encias Recorrentes. Para saber (bem) mais sobre sequˆ encias recorrentes. . Mais geralmente. ´ e preciso estipular os valores dos seus dois termos iniciais. ´ e apresentada uma t´ ecnica para resolver recorrˆ encias lineares homogˆ eneas de segunda ordem. h e k s˜ ao fun¸ c˜ oes cujo dom´ ınio ´ e o conjunto dos n´ umeros naturais e f (n) nunca se anula. as solu¸ c˜ oes de uma equa¸ c˜ ao com coeficientes constante se obtˆ em somando uma solu¸ c˜ ao particular da equa¸ c˜ ao dada ` as solu¸ c˜ oes da equa¸ c˜ ao homogˆ enea associada. Tal como na teoria das equa¸ co ˜es diferenciais. O termo geral da sequˆ encia ´ e ent˜ ao obtido como uma combina¸ c˜ ao linear dessas PGs com coeficientes determinados gra¸ cas aos valores fixados para x1 e x2 . Essa t´ ecnica consiste em encontrar PGs da forma q n que resolvem a recorrˆ encia e cujas raz˜ oes q s˜ ao ra´ ızes de uma equa¸ c˜ ao alg´ ebrica do segundo grau chamada equa¸ c˜ ao caracter´ ıstica da recorrˆ encia. o que ser´ a feito oportunamente no lugar apropriado. e que ´ e a mesma utilizada na resolu¸ c˜ ao de equa¸ co ˜es diferenciais lineares homogˆ eneas com coeficientes constantes. Para que uma recorrˆ encia do tipo acima nos defina uma sequˆ encia.MA 12 . onde as PGs s˜ ao substitu´ ıdas por fun¸ c˜ oes exponenciais. onde f. uma recorrˆ encia linear de segunda ordem ´ e uma recorrˆ encia do tipo f (n)xn + g (n)xn−1 + h(n)xn−2 + k (n) = 0.

A nossa suposição preliminar de ser q = 0 implica 0 não ser raiz da equação característica. na realidade. A recorrência xn+2 = xn+1 + xn 1 tem equação carac- . Exemplo 1. da forma xn+2 + pxn+1 + qxn = 0. a recorrência é. associaremos 2 uma equação do segundo grau.Unidade 9 Recorrências Lineares de segunda Ordem Semana 02/05 a 08/05 Inicialmente trataremos das recorrências lineares de segunda ordem homogêneas. com coecientes constantes. com coecientes constantes. chamada de equação característica. que são recorrências da forma xn+2 + pxn+1 + qxn = 0. Suporemos sempre q = 0. pois se q = 0. r + pr + q = 0. A cada recorrência linear de segunda ordem homogênea. uma recorrência de primeira ordem.MA12 .

Unidade 9 terística r 2 = r + 1. As raízes da equação característica são −4. Teorema 1. A equação xn+2 + 3xn+1 − 4xn = 0 1 e tem r 2 + 3r − 4 = 0 como equação característica. todas as sequências da forma C1 1 + C2 (−4) n n são soluções da recorrência. quaisquer que sejam os valores das constantes C1 e C2 . quaisquer que sejam os valores das constantes C1 e C2 . todas as soluções de recorrência têm a forma apontada no teorema 1. n 2 n 2 C1 r1 (r1 + pr1 + q ) + C2 r2 (r2 + pr2 + q ) n n = C1 r1 0 + C2 r2 0 = 0. obtemos. 2 O teorema a seguir mostra que se as raízes da equação característica são r1 e n n r2 . Substituindo an = C1 r1 + C2 r2 na recorrência xn+2 + pxn+1 + qxn = 0. com r1 = r2 . Exemplo 2. As raízes da equação característica são √ 1± 5 .2 MA12 . Se as raízes de r2 + pr + q = 0 são r1 e r2 . . n n Prova. an = De acordo com o teorema 1. se z1 = z2 = 0 r1 = r2 . O teorema a seguir mostra que. então qualquer sequência da forma an = C1 r1 + C2 r2 é solução da recorrência. então n n an = C 1 r 1 + C 2 r2 é solução da recorrência xn+2 + pxn+1 + qxn = 0. grupando convenientemente os termos. Se as raízes de r2 + pr + q = 0 são r1 e r2 . Teorema 2.

se zn+2 + pzn+1 + qzn = 0 e z1 = z2 = 0. Prova. então zn = 0 para todo n. Com efeito. Quais as soluções da recorrência xn+2 + 3xn+1 − 4xn = 0? . n n Armamos que yn = C1 r1 + C2 r2 para todo n natural. O primeiro parênteses é igual a zero porque yn é solução de xn+2 + pxn+1 + qxn = 0.Recorrências Lineares de segunda Ordem 3 então todas as soluções da recorrência forma xn+2 + pxn+1 + qxn = 0 são da an = n C1 r1 + n C 2 r2 . temos z1 = z2 = 0 Mas. os dois últimos parênteses são iguais a zero porque r1 e r2 são raízes de r2 + pr + q = 0. Determine constantes equações que sejam soluções do sistemas de C1 r1 + C2 r2 = y1 2 2 C1 r1 + C2 r2 = y2 isto é. 2 2 r2 y1 − r2 y2 r1 y2 − r1 y1 e C2 = . C1 C1 e C2 C2 constantes. Seja yn uma solução qualquer de e xn+2 + pxn+1 + qxn = 0. r1 r2 (r2 − r1 ) r1 r2 (r2 − r1 ) Isso é possível pois r1 = r2 e r1 = 0 e r2 = 0. Temos zn+2 + pzn+1 + qzn = (yn+2 + pyn+1 + qyn )− n 2 n 2 −C1 r1 (r1 + pr1 + q ) − C2 r2 (r2 + pr2 + q ). seja para todo n n zn = yn − C1 r1 − C 2 r2 . 2 2 Além disso. Então zn+2 + pzn+1 + qzn = 0. Mostraremos que zn = 0 n. C1 = o que provará o teorema. como C1 r1 + C2 r2 = y1 e C1 r1 + C2 r2 = y2 . Exemplo 3. cqd.

as soluções da recorrência são as sequências da forma onde an = C1 1n + C2 (−4)n . Determine o número de Fibonacci de Fibonacci é denida por Solução. Fn+2 = Fn+1 + Fn . A sequência com F0 = F1 = 1. De acordo com os teoremas 1 e 2. n+1 . Obtemos o sistema C1 + C2 = 1 √ √ C1 1+2 5 + C2 1−2 5 = 1 Logo. 2 A equação característica é r = r + 1. isto é. a solução n n an = C 1 r 1 + C2 r2 . Fn . −4. C1 e C2 F0 = F1 = 1. A equação característica r2 + 3r − 4 = 0. C1 e C2 constantes arbitrárias pode ser escrita . √ √ 5+1 1+ 5 Fn = √ 2 2 5 √ 1 1+ 5 Fn = √ 2 5 n √ 5−1 1− 5 + √ 2 2 5 √ 1 1− 5 −√ 2 5 n+1 √ n . Exemplo 4. 2 √ √ n 1− 5 1+ 5 + C2 2 2 basta usar n . C1 e C2 são constantes arbitrárias.4 MA12 . As raízes da equação característica são Então F n = C1 Para determinar √ 1± 5 . Se as raízes da equação característica forem complexas. an = C1 + C2 (−4)n .Unidade 9 Solução. cujas raízes são 1 e isto é.

A recorrência xn+2 + xn+1 + xn = 0 √ 1±i 3 2 tem equação carac- terística r2 + r + 1 = 0. Teorema 3. r1 = r2 = r. . então. As raízes da equação característica são que são complexos de módulo A solução é ρ=1 e argumento principal π θ=± .Recorrências Lineares de segunda Ordem 5 de modo a evitar cálculos com complexos. Se as raízes de r2 + pr + q = 0 são iguais. 3 xn = ρn [C1 cos nθ + C2 sen nθ] = C1 cos nπ nπ + C2 sen . 3 3 Que aconteceria se as raízes da equação característica fossem iguais? Os teoremas a seguir respondem essa pergunta. r2 = ρ(cos θ − i sen θ) n r2 = ρn (cos nθ − i sen nθ) n n C1 r1 + C2 r2 = ρn [(C1 + C2 ) cos nθ + i(C1 − C2 ) sen nθ] C1 + C2 e i(C1 − C2 ) são novas constantes arbitrárias e a solução pode an = ρn [C1 cos nθ + C2 sen nθ]. an = C1 r + C2 nr n n é solução da recorrência xn+2 + pxn+1 + qxn = 0. ser escrita Exemplo 5. teremos: r1 = ρ(cos θ + i sen θ). Pondo as raízes na forma trigonométrica. n r1 = ρn (cos nθ + i sen nθ).

C1 r + C2 r = y1 .6 MA12 . C1 rn (r2 + pr + q ) + C2 nrn (r2 + pr + q ) + C2 rn r(2r + p) = C1 rn 0 + C2 nrn 0 + C2 rn r0 = 0. isto é. Seja yn uma solução qualquer de xn+2 + pxn+1 + qxn = 0. Temos C1 = 2 zn+2 + pzn+1 + qzn = (yn+2 + pyn+1 + qyn )− − C1 rn (r2 + pr + q ) − C2 nrn (r2 + pr + q ) − C2 rn r(2r + p). 2 C1 e C2 . C1 e C2 constantes. xn+2 + pxn+1 + qxn = 0 obtemos. Determine constantes C1 e C2 que sejam soluções do sistema de equações. Se as raízes de r2 + pr + q = 0 são iguais. − 2 r r r2 Isso é possível pois r = 0. Mostraremos que zn = 0 para todo n. . C1 r 2 + 2 C2 r 2 = y 2 y1 y2 y2 − ry1 e C2 = . grupando convenientemente os termos. seja zn = yn − C1 r − C2 nr . r1 = r2 = r. então todas as soluções da recorrência xn+2 + pxn+1 + qxn = 0 são da n n forma C1 r + C2 nr . Teorema 4. Prova. Se as raízes são iguais então Substituindo an = C1 rn + C2 nrn na recorrência p r=− .Unidade 9 quaisquer que sejam os valores das constantes Prova. n n Armamos que yn = C1 r + C2 nr para todo n natural. Com efeito. o que n n provará o teorema.

. Então zn+2 + pzn+1 + qzn = 0 2 2 2 Além disso. se zn+2 + pzn+1 + qzn = 0 e z1 = z2 = 0 então zn = 0 para todo n. As raízes são r1 = r2 = 2 e a solução n n da recorrência é xn = C1 2 + C2 n2 .Recorrências Lineares de segunda Ordem 7 O primeiro parêntese é igual a zero porque yn é solução de xn+2 + pxn+1 + qxn = 0. xn+2 − 4xn+1 + 4xn = 0 tem equação característica r − 4r + 4 = 0. Exemplo 6. Logo. A recorrência 2 O teorema a seguir mostra um processo para resolver algumas recorrências não-homogêneas. o quarto é igual a zero porque 2r + p = p 0 já que. Teorema 5. Substituindo xn por an + y n na equação. a equação se transformou em yn+2 + pyn+1 + qyn = 0. Mas an+2 + pan+1 + qan = f (n) pois an é a solução da equação original. o segundo e o terceiro parênteses são iguais a zero 2 porque r é raiz de r + pr + q = 0. Mas. quando r1 = r2 = r. cqd. como C1 r + C2 r = y1 e C1 r + 2C2 r = y2 . Se an é uma solução da equação xn+2 pxn+1 + qxn = f (n) então a substituição x n = an + y n transforma a equação em yn+2 + pyn+1 + qyn = 0. temos z1 = z2 = 0. obtemos (an+2 + pan+1 + qan ) + (yn+2 + pyn+1 + qyn ) = f (n). Prova. r = − .

procuraremos por xn+2 − 6xn+1 + 8xn = n + 3n tem equação 2 característica r − 6r + 8 = 0. obtemos 3An + 3B − 4A − C 3n = n + 3n . A solução da homogênea. Substituindo em xn+2 − 6xn+1 + 8xn = n + 3n . de xn+2 − 6xn+1 + 8xn = 0 é hn = C1 + C2 4n . tentativas. 3 9 1 4 tn = n + − 3n . isto é. Que tipo de função deve ser tn ? É bastante razoável imaginar que tn seja a soma de um polinômio do primeiro grau com uma exponencial Exemplo 7. 1 4 A= . Uma solução da não-homogênea.Unidade 9 De acordo com o teorema 5. a solução de uma recorrência nãohomogênea é constituída de duas parcelas: uma solução qualquer da não-homogênea e a solução homogênea. a solução da homogênea. 3B − 4A = 0 e −C = 1. cujas raízes são r1 = 2 e r2 = 4. Tentaremos agora descobrir uma solução particular. B= e C = −1. . sabemos achar. Ora. se substituirmos tn em xn+2 − 6xn+1 + 8xn devemos encontrar n + 3n . 3 9 Logo. da recorn rência xn+2 − 6xn+1 + 8xn = n + 3 . tn . Portanto. tn terá solução se 3A = 1.8 MA12 . Tentaremos tn = An + B + C 3n . A recorrência de base 3. Daí.

substituído da equação. A recorrência base 2. obtemos 3A = 1 + 2n . Substituindo em xn+2 − 6xn+1 + 8xn = 1 + 2n . Vamos corrigir a nossa tentativa para tn = A + Bn2n . B 2n para gerar uma exponencial 2 n n . fazemos . Sempre que na nossa tentativa algum bloco não cumprir o seu papel. A recorrência não admite solução da forma tn = A + B 2n . Tentaremos agora descobrir uma solução particular. Tentaremos tn = A + B 2n . cujas raízes são r1 = 2 e r2 = 4. Ora. tn da recorn rência xn+2 − 6xn+1 + 8xn = 1 + 2 . isto é. se substituirmos tn em xn+2 − 6xn+1 + 8xn devemos encontrar 1 + 2n . a solução da equação homogênea. Que tipo de função deve ser tn ? É bastante razoável imaginar que tn seja a soma de um polinômio constante com uma exponencial de Exemplo 8.Recorrências Lineares de segunda Ordem 9 xn+2 − 6xn+1 + 8xn = 1 = 2n tem equação 2 característica r − 6r +8 = 0. Parando para pensar no que aconteceu. de xn+2 − 6xn+1 + 8xn = 0 é hn = C1 2n + C2 4n . É claro que o termo B 2n não poderia B2 é solução da homogênea (é a solução da homogênea que é obtida pondo C1 = B e C2 = 0 ) e. O espírito da nossa tentativa era tentar uma constante A para que obtivéssemos uma constante que igualaríamos a 1 e tentar que pudéssemos igualar a cumprir o seu papel. daria zero e não uma exponencial que pudéssemos igualar a 2n . Essa igualdade é impossível. Portanto. vericamos que era óbvio que a nossa tentativa não podia dar certo.

1 3 e 1 B=− . n n 3A = 1 e −4B = 1. xn+2 − 6xn+1 + 9xn = n − 3n . xn = C1 2n + C2 4n + 1 n2n − . Portanto. Resolva as equações a seguir: a) b) c) d) e) f) g) h) i) xn+2 + 5xn+1 + 6xn = 0. 3A − B 4B 2 = 1 + 2 . xn+2 − 5xn+1 + 6xn = n.Unidade 9 a correção aumentando o grau. xn+2 − 5xn+1 + 6xn = n + 3n .10 MA12 . xn+2 − 5xn+1 + 6xn = 2n . A= isto é. xn+2 + 6xn+1 + 9xn = 0. . xn+2 + xn = 1. xn+2 + 2xn+1 + 2xn = 0. 3 4 hn com A solução da recorrência é a soma de tn . 3 4 Exercícios 1. xn+2 − 5xn+1 + 6xn = 1 + 3 · 4n . 4 temos a solução tn = 1 n2n − . multiplicando o bloco por Agora. isto é. substituindo obtemos Se n.

que não possuem dois termos consecutivos iguais a 0. b)xn+2 c)xn+2 + xn+1 − 6xn = 6 − 8n. x1 = 6. todos pertencentes a {0. quantas sementes serão produzidas daqui a n anos? 7.? 4. 2}. . n 3. x1 = 4. Começando no mês 0 com um casal adulto (que terá prole apenas no mês 1). x0 = 1. a partir daí. Determine a renda de Carmelino no mês n. 44 novas sementes a cada ano. Sua renda mensal é formada pelo salário e pelos juros de suas aplicações nanceiras. O salário de Carmelino no mês n é Sn = a + bn. Ele poupa anualmente mensais de taxa 1/p de sua renda e investe sua poupança a juros i. 5. 2. 1. 21 novas sementes e. Se plantarmos hoje uma semente e se. Determine o número de modos de cobrir um tabuleiro 2×n com dominós 2×1 iguais. x1 = −6.Recorrências Lineares de segunda Ordem 11 j) xn+2 − 6xn+1 + 9xn = 1 + n3n . x0 = 3. − 4xn+1 + 4xn = 2n+3 . quantos casais serão gerados no mês n? 6. Uma planta é tal que cada uma de suas sementes produz. Quantas são as sequências de termos. que se tornam adultos dois meses após o nascimento. Resolva as equações a seguir: a) xn+2 + 5xn+1 + 6xn = 0. um ano após ter sido plantada. toda vez que uma semente for produzida ela for imediatamente plantada. x0 = 3. Um casal de coelhos adultos gera mensalmente um casal de co- elhos. Suponha os coelhos imortais.

3 2 n 1j. A solução particular é da forma An + B . Qual a probabilidade da taça não ser ganha nos n primeiros torneios? 9. Em um jogo. De quantos modos ele pode totalizar n pontos? 10. A solução particular é da forma An + BCn 3 .12 MA12 . Mostre que √ √ √ n 2 5−1 √ 2 5+1 √ (1 − 5) + √ (1 + 5)n 2 5 2 5 é. Mostre que a parte inteira de (1 + √ 3)2n+1 é sempre par.Unidade 9 8. n 1e. A solução particular é da forma An + B + Cn3n . o sequências começadas por 1 é igual a xn+1 . para todo natural n. 1i. Se o número de sequências de n + 2 termos é xn+2 . um número inteiro. 3. Uma taça será ganha pelo primeiro time que vencer três vezes consecutivas. Cinco times de igual força disputarão todo ano um torneio. A solução particular é da forma A. 2 n 1h. Sugestões aos Exercícios 1d. 11. 1g. A solução particular é da forma An + B + C 4 . n 1f. A solução particular é da forma A + (Bn + Cn )3 . o número de número de sequências . A solução particular é da forma An2 . em cada etapa Olavo pode fazer 1 ou 2 pontos.

Mostre que satisfaz a recorrência xn+2 − 2xn+1 − 4xn = 0. x1 = 3. 5. xn+2 = 21xn+1 + 44(xn + xn−1 + · · · + x1 + x0 ). x2 = 2. x1 = 1 xn = (1 + √ √ 3)2n+1 = (1 + 3)2n+1 + (1 − 3)2n+1 . o terceiro torneio terá que ser ganho por um time diferente e a partir daí nenhum time poderá ganhar três vezes consecutivas. 9. x0 = 2. 1 7. x0 = 2. x2 = 8. 8. yn = yn−1 + xn . determine xn+1 e subtraia. x1 = 1. Obtém-se a recorrência xn+2 = 2xn+1 + 2xn . Qualquer time pode ganhar o primeiro torneio. x1 = 1. Mostre que recorrência xn+2 − 8xn+1 + 4xn = 0. xn satisfaz a . x2 = 1. Tire o valor de y na primeira equação e substitua na segunda. √ 11.Recorrências Lineares de segunda Ordem 13 começadas por 2 é igual a por 0 é igual a xn+1 e o número de sequências começadas 2xn . 5 5 5 x1 = x2 = 1. onde yn é o montante da p poupança no m do mês n. 4 1 4 xn+2 = xn+1 + · xn . xn+2 = xn+1 + xn . 4. xn+2 = xn+1 + xn . basta que a partir daí nenhum time ganhe três vezes consecutivas. x1 = 21. x1 = 1. Olavo em sua primeira jogada ou faz 1 ponto ou faz 2 pontos. Se o segundo torneio for ganho pelo mesmo time que ganhou o primeiro. Para resolver. 6. x2 = 2. Se o segundo torneio foi ganho por um time diferente do que ganhou o primeiro. xn = Sn + iyn−1 . xn+2 = xn+1 + xn . x1 = 20. 10. x2 = 485.

O assunto principal de que tratamos ´ e o c´ alculo de juros em diversas situa¸ c˜ oes decorrentes da opera¸ c˜ ao de empr´ estimo. em quantas parcelas? Se devemos ou n˜ ao antecipar o pagamento de uma d´ ıvida. sendo submetido a um regime de juros compostos.Volume 2. Resolva quantos puder e transfira os que sobrarem para a Unidade 12. usando o d´ ecimo terceiro sal´ ario? Esses s˜ ao desafios que. onde ser˜ ao propostos outros dez problemas. Morgado. seja em compras a cr´ edito (quando tomamos emprestado). Prof. modelar corretamente cada problema. A ferramenta matem´ atica b´ asica que ´ e utilizada nesse tipo de quest˜ oes s˜ ao as progress˜ oes geom´ etricas. e deve fazer parte da bagagem cultural de todo cidad˜ ao que nelas vive para que saiba minimamente defender os seus interesses. se for o caso. nos auxiliam a tomar decis˜ oes que podem proporcionar uma boa economia. tais como se devemos ou n˜ ao parcelar uma compra e. se resolvidos corretamente. como a nossa. Esta unidade repousa sobre um resultado (teorema) fundamental que nos diz como se transforma um capital inicial quando aplicado por um per´ ıodo de tempo. cuja inspira¸ c˜ ao vem da vida real.Volume 2 . A unidade se encerra com uma lista de doze problemas.Livro A Matem´ atica do Ensino M´ edio . bastando. Janeiro 2008 . V´ ıdeo relacionado: PAPMEM . para resolvˆ e-las. estamos frente a problemas pr´ aticos. Matem´ atica Financeira.Unidade 10 Matem´ atica Financeira Semana de 09/05 a 15/05 Nesta unidade e na pr´ oxima ser˜ ao apresentados rudimentos de Matem´ atica Financeira.MA 12 . Quotidianamente. seja em aplica¸ co ˜es (quando emprestamos). Esse conhecimento ´ e fundamental em sociedades de consumo.

A operação básica da matemática nanceira é a operação de empréstimo. acrescido de uma remuneração é a taxa de crescimento do capital. Alguém que dispõe de um capital C (chamado de principal ). Essa remuneração é chamada de juro. C 1 . A soma C + J é J que chamada de montante e será representada por M . J pelo empréstimo.MA12 . e após esse período. A razão i = C recebe o seu capital e volta. em- presta-o a outrem por um certo período de tempo.Unidade 10 Matemática Financeira Semana 09/05 a 15/05 Uma das importantes aplicações de progressões geométricas é a Matemática Financeira. será sempre referida ao período da operação e chamada de taxa de juros.

As pessoas menos educadas matematicamente têm tendência a achar que juros de Note que juros de 10% ao mês dão em dois meses juros de 20%. pagou R$140. no regime de juros compostos . Basta observar que os valores do capital crescem a uma taxa i e. Exemplo 3. i. Manuel será acrescida passando a 110 reais. formam uma progressão geométrica de razão 1 + i. O principal.00. Dois meses após. 10 × 110 reais = 11 reais. os juros em cada período são calculados. sobre a dívida do início desse período.2 MA12 . é de R$140. Mais precisamente. portanto. constante depois de n períodos de tempo.00. Se Manuel e seu credor concordarem em adiar a liquidação da dívida por mais um mês. Os juros pagos por Lúcia são de R$40. 40 = 40% 100 ao bimestre. pois os juros relativos ao segundo mês serão de 0. conforme é natural.Unidade 10 Exemplo 1. Qual será o montante de Pedro três meses depois? . No regime de juros compostos de taxa C0 transforma-se. a juros de 40 = 0. que taxa de 10% ao mês.00. mantida a mesma taxa de juros. Após um mês. um principal Teorema 1. em um montante Prova. o empréstimo será quitado.00.00 e a taxa de juros é de é a dívida inicial de Lúcia. Esses juros assim calculados são chamados de juros compostos. Lúcia tomou um empréstimo de R$100. Manuel tomou um empréstimo de 100 reais. 10% ao mês dão em dois meses de juros de 21%. Pedro investe 150 reais a juros de 12% ao mês. por 121 reais. que é a dívida na época do pagamento. Cn = C0 (1 + i)n . é igual a R$100. a dívida de 0. Exemplo 2. o montante. 10 × 100 reais de juros (pois J = iC ). dois meses depois de contraído.

Qual o valor desse último pagamento? Solução.00 ou pagar R$110. só há um único problema de Matemática Financeira: deslocar quantias no tempo.00 daqui a um mês. um resumo de todos os problemas de Matemática Financeira. Cn = C0 (1 + i)n . Se eu consigo fazer com que meu dinheiro renda 10% ao mês. Para obter (1 + i)n . Dois meses após. O exemplo a seguir é. depois de n períodos de n tempo.00 daqui a um mês. Logo. .Matemática Financeira 3 Solução. é-me indiferente pagar agora R$100. Pedro tomou um emprétimo de 300 reais. Outro modo de ler o Teorema 1. No fundo. É mais vantajoso pagar R$100. basta dividir o futuro por Para (1 + i) n . na data 0. depois de n períodos de tempo. Pedro liquidou seu débito. mais um pagamento igual a P. um mês após esse pagamento. ajuros de 15% ao mês. C3 = C0 (1 + i)3 = 150(1 + 0. em uma quantia igual a C0 (1 + i) . basta multiplicar o atual por o valor atual. cujo valor atual é A. têm o mesmo valor de 150 reais dois meses após. Os esquemas de pagamento abaixo são equivalentes. Pedro pagou 150 reais e. transformar-se-á. 300 reais. uma quantia. É importante perceber que o valor de uma quantia depende da época à qual ela está referida. equivalerá no futuro. Exemplo 4. 12)3 = 210. pode-se dizer.00 daqui a um mês do que pagar R$100. é que uma quantia. Isto é. É mais vantajoso pagar R$105.00 agora do que pagar R$120. hoje igual a C0 . 74 reais. Essa é a fórmula fundamental da equivalência de capitais: obter o valor futuro. na data 3. n a F = A(1 + i) .00 agora.

. Exemplo 5. P = 283. qual a melhor opção que Pedro possui? Solução. Pedro tem duas opções de pagamento na compra de um televisor: i) três prestações mensais de R$160. determinaremos o valor dos dois conjuntos de pagamentos na mesma época. 2 (1 + 0.00 cada. Para comparar. dos pagamentos nos dois esquemas.Unidade 10 Figura 1: Igualando os valores.00 cada. 15)3 daí. 76. O último pagamento foi de R$283. ii) sete prestações mensais de R$70. por exemplo na época 2. por exemplo na época 2. Os esquemas de pagamentos são: Para comparar. obtemos 300 = 150 p = . Se o dinheiro vale 2% ao mês para Pedro.4 MA12 . 15) (1 + 0. a primeira prestação é paga no ato da compra. na mesma época (0. determinaremos o valor dos dois conjuntos de pagamentos na mesma época.76. por exemplo). Em ambos os casos.

i) à vista. sem desconto. 02)3 (1 + 0. iii) em três prestações mensais iguais. Exemplo 6. 77 (1 + 0. 02)4 Pedro deve preferir o pagamento em seis prestações. sem desconto.00 ao passo que no segundo esquema o total pago é de R$490. Qual a melhor opção para Pedro. 02 70 70 70 + + + = 480. Pedro tem três opções de pagamento na compra de vestuário.00. 02)2 + 160(1 + 0. 02)2 (1 + 0. vencendo a primeira no ato da compra. a = 60(1 + 0. 02)2 + 70(1 + 0. É um absurdo que muitas pessoas razoavelmente instruídas achem que o primeiro esquema é melhor pois o total pago é de R$480.Matemática Financeira 5 Figura 2: Temos. ii) em duas pretações mensais iguais. vencendo a primeira um mês após a compra. 02) + 160 = 489. 25% ao mês? . 66 70 b = 70(1 + 0. para ele. 02) + 70 + 1 + 0. se o dinheiro vale. com 30% de desconto.

25 (1 + 0. Fixando o preço do bem em 30. com 30% de desconto. a primeira prestação sendo paga no ato da compra.6 MA12 . Uma loja oferece duas opções de pagamento: i) à vista. Exemplo 7. obtemos: a = 21 15 15 + = 21. na época 0. por exemplo. 25)2 10 10 c = 10 + + = 24. ii) em duas prestações mensais iguais. 4 1 + 0. 25)2 b = A melhor alternativa é a primeira e a pior é a em três prestações. sem desconto.6 1 + 0. Qual a taxa mensal dos juros embutidos nas vendas a prazo? .Unidade 10 Solução. temos os três esquemas abaixo Figura 3: Comparando os valores. 25 (1 + 0.

08n = 2 e Daí. 08 Em aproximadamente nove meses você dobrará o seu capital inicial. na época 0 (a data usada nessas comparações é chamada de data focal). Temos C0 (1 + 0. 08)n = 2C0 . Investindo seu capital a juros mensais de 8%. Um importante resultado que já foi obtido na Unidade 7 e será repetido é a Fórmula das taxas equivalentes. em quanto tempo você dobrará o seu capital inicial? Solução. 1. Se a taxa de juros relativamente a um determinado período de tempo é igual a tivamente a n períodos de tempo é I tal que i.Matemática Financeira 7 Solução. A loja cobra 150% ao mês nas vendas a prazo. 5 = 150%. obtemos 70 = 50 + 50 . por exemplo. Exemplo 8. temos os esquemas de pagamentos abaixo: Figura 4: Igualando os valores. a taxa de juros 1 + I = (1 + i)n . Fixando o valor do bem em 100. Daí. rela- . n= log 2 ∼ =9 log 1. 1+i i = 1.

mas isso não é verdade. 290% ao ano. os juros são de Exemplo 11. com capitalização mensal é 12% ao mês.5% ao mês. Qual a taxa anual de juros à qual está investido o capital de Verônica? . As pessoas menos educadas matematicamente podem pensar que os juros sejam realmente de 144% ao ano. pois a razão entre elas é igual à razão dos períodos aos quais elas se referem. Verônica investe seu dinheiro a juros de 6% ao ano com capitalização mensal. a tradução da expressão 144% ao ano. Um erro muito comum é achar que juros de a juros anuais de 12% ao mês equivalem 12 × 12% = 144% ao ano. Exemplo 12. Taxas como 12% ao mês e 144% ao ano são chamadas de taxas proporcionais. Daí. 12) 12 . 90 = 290% ao ano. 1% ao mês com capitalização trimestral signica 3% ao trimestre e 6% ao ano com capitalização mensal signica 0. com capitalização mensal signica que a taxa usada na operação não é a taxa de 144% anunciada e sim a taxa mensal que lhe é proporcional.Unidade 10 Exemplo 9. 24% ao ano com capitalização semestral signica 12% ao semestre. Uma frase como 144% ao ano. Como vimo no exemplo 9. I∼ = 2. Taxas proporcionais não são equivalentes.8 MA12 . A taxa anual de juros equivalente a 12% ao mês é I tal que 1 + I = (1 + 0. Portanto. A taxa de 144% ao ano é chamada de taxa nominal e a taxa de 290% ao ano é chamada de taxa efetiva. Um (péssimo) hábito em Matemática Financeira é o de anunciar taxas proporcionais como se fossem equivalentes.

O dinheiro de Verônica está investido a juros de taxa i = 0.00 você retira. A taxa anual equivalente a I tal que 1+ I = (1+ i)12 . A taxa de 6% ao ano é nominal e a taxa de 6. capitalizados k vezes ao ano. b) 30% ao ano. I = 26. Daí.Matemática Financeira 9 Solução. com capitalização mensal. 17% ao ano. 0617 = 6. Qual o limite. Determine as taxas anuais equivalentes a 6% ao mês e a 12% ao trimestre. 4. da resposta ao item c) do problema anterior? Neste caso diz-se que os juros estão sendo capitalizados continuamente e ros. após 3 meses. ié chamado de taxa instantânea de ju- . 04)6 . I tal que 1 + I = (1 + 0. Investindo R$450. I = 0. Exercícios 1. Exemplo 13. 53% ao semestre. com capitalização trimestral. 3.00. A taxa efetiva semestral correspondente a 24% ao semestre com capitalização mensal é Daí. c) i ao ano. quando k tende para innito. A que taxa mensal de juros rendeu seu investimento? 2. Determine as taxas efetivas anuais equivalente a: a) 30% ao ano. R$600. 5% ao mês.17% ao ano é efetiva. Determine as taxas mensais equivalentes a 100% ao ano e a 39% ao trimestre. 5.

a oferta era 10. O desconto seria dado aos que pagassem. Determine a) a taxa efetiva trimestral equivalente a 12% ao trimestre com capitalização contínua. A Mesbla. Se os juros são de . b) a taxa instantânea anual equivalente à taxa efetiva anual de 60%. oferecendolhes em troca um desconto. 40% ou 50%. dois meses após a compra.00. duas ou três prestações.Unidade 10 6. b) pagamento em três prestações mensais iguais. Lúcia comprou um exaustor. ofereceu a seus clientes duas alter- nativas de pagamento: a) pagamento de uma só vez. c) a taxa instantânea semestral equivalente à taxa efetiva anual de 60%.00. 7. de uma só vez. vencendo a primeira no ato da compra. todas as prestações a vencer em mais de 30 dias. um mês após a compra e R$200. os seus clientes a liquidarem suas prestações mensais vincendas. pagando R$180. Se você fosse cliente da Mesbla. em vários natais. qual seria a sua opção? 9. um mês após a compra. conforme fossem pagas uma. vantajosa? Supondo que o dinheiro valia 27% ao mês. em dezembro de 1992. e seria de 30%. O Foto Studio Sonora convidou. 8.10 MA12 . Use a resposta do problema anterior para dar uma denição - nanceira do número e.

qual é o preço à vista? 11. Uma geladeira custa R$1 000. Ângela tomou um empréstimo de R$400. c) dois meses após a compra. determine o valor da prestação. .00. de 5% ao mês durante os cinco meses seguintes e de 9% ao mês no último mês. Se são cobrados juros de 6% ao mês sobre o saldo devedor. supondo que a primeira prestação é paga: a) no ato da compra.Matemática Financeira 11 25% sobre o saldo devedor. b) o montante pago.00 à vista e pode ser paga em três prestações mensais iguais. por dez meses. 12. Calcule: a) a taxa média de juros. Os juros foram de 3% ao mês durante os quatro primeiros meses. b) um mês após a compra.

Resolva o m´ aximo que puder e transfira o restante para a Unidade 13. O Teorema 3 permite calcular a cada mˆ es o valor da presta¸ c˜ ao especificando o valor da amortiza¸ c˜ ao (constante). a unidade se encerra com uma lista de cinco problemas. O segundo tipo de empr´ estimo estudado ´ e o Sistema de Amortiza¸ c˜ ao Constante (SAC). continuaremos o estudo de Matem´ atica Financeira iniciado na Unidade 10 e que se encerrar´ a na Unidade 13. chamada de amortiza¸ c˜ ao.MA 12 . O Teorema 4 fornece f´ ormulas para calcular. a parcela relativa ` a amortiza¸ c˜ ao do principal. O terceiro tipo de empr´ estimo ´ e o Sistema Francˆ es ou Tabela Price.Unidade 11 Matem´ atica Financeira – Problemas Semana de 09/05 a 15/05 Nesta unidade. geralmente de longo prazo como. Os principais resultados dessa unidade analisam essencialmente trˆ es tipos de empr´ estimos. em que as presta¸ co ˜es e a taxa de juros s˜ ao constantes. financiamentos da casa pr´ opria ou de bens dur´ aveis. por exemplo. o estado atual da d´ ıvida (no caso da pessoa querer quitar a d´ ıvida. a parcela relativa aos juros pagos e o estado atual da d´ ıvida. Os c´ alculos financeiros podem se complicar bastante em presen¸ ca de forte infla¸ c˜ ao. como foi o caso no Brasil alguns anos atr´ as. O Teorema 2 fornece uma f´ ormula que permite saber quanto da d´ ıvida foi pago ap´ os n pagamentos (amortiza¸ c˜ ao da d´ ıvida). . O primeiro tipo de empr´ estimo se refere ` a situa¸ c˜ ao em que a taxa de juros ´ e pr´ e-fixada e o valor da presta¸ c˜ ao tamb´ em. em que a parte da presta¸ c˜ ao que visa amortizar a d´ ıvida ´ e constante. finalmente. o valor da presta¸ c˜ ao (constante). onde ser˜ ao propostos mais sete problemas. Finalmente. por exemplo). o valor da parcela relativa aos juros (vari´ avel) e. mˆ es a mˆ es. Cada parcela paga de um empr´ estimo consiste de duas partes: uma se refere ao pagamento dos juros e a outra se refere ao abatimento do principal da d´ ıvida.

igual a A = P 1 − (1 + i)−n . a série é dita uniforme. um tempo antes do primeiro pagamento.MA12 . Teorema 2. i 1 . é. ainda. é chamada de série. O valor de uma série uniforme de n pagamentos iguais a P . ou de anuidade (apesar no nome. nada a ver com ano) ou. referidas a épocas diversas. renda. sendo i a taxa de juros.Unidade 11 Matemática Financeira Semana 09/05 a 15/05 Um conjunto de quantias (chamadas usualmente de pagamentos ou termos). Se esses pagamentos forem iguais e igualmente espaçados no tempo.

Figura 1: O valor da série na época 0 é A= P P P P + + + ··· + . o conjunto dos aluguéis constitui uma renda perpétua ou perpetuidade. quando se aluga um bem. i O corolário seguinte trata do valor de uma renda perpétua. é. . igual Corolário. O valor de uma perpetuidade de termos iguais a P . temos n A= P 1+i 1− 1− 1 1+i 1 1+i =P 1 − (1 + i)−n . i Prova. cede-se a posse do mesmo em troca de um aluguel. um tempo antes do primeiro pagamento. a P .2 MA12 .Unidade 11 Prova. mensal. 2 3 1 + i (1 + i) (1 + i) (1 + i)n que é a soma de n termos de uma progressão geométrica. Com efeito. digamos. sendo i a taxa de juros. Basta fazer n tender para innito no teorema. Rendas perpétuas aparecem em locações. Então.

é vendido em 8 prestações mensais iguais. Se os juros são de 10% ao mês. 08 P = 120 = 20. cujo preço à vista é R$120.00. 08)−8 0. 08−8 As prestações são de R$20. 88. determine o valor das prestações. cujo preço é R$120. 08 0. pois a primeira prestação só é paga um tempo depois da compra. a primeira sendo paga um mês após a compra. Exemplo 14.Matemática Financeira 3 Um bem. Solução. é vendido em 6 prestações mensais iguais. Exemplo 15.88. determine o valor das prestações. antecipadas (isto é. . Figura 2: Igualando os valores na época 0 (essa é a escolha natural da data de comparação: um tempo antes do primeiro termo da série). Se os juros são de 8% ao mês. obtemos: 120 = P 1 − (1 + 0. Um pequeno comentário: essas prestações são ditas postecipadas. a primeira é paga no ato da compra). Um bem.00. 1 − 0.

Unidade 11 Figura 3: Igualando os valores na época −1 (essa escolha. 1 0. é muito conveniente pois dispomos de uma fórmula que calcula diretamente o valor da série nessa época). que pode parecer exótica. você cede a posse do imóvel em troca de uma renda perpétua cujos termos são iguais ao valor do aluguel. 40 = P P = = 40 × 0. 1 P ∼ = 25. o valor do imóvel deve ser igual ao valor do conjunto de aluguéis.4 MA12 . i 0. Temos. Quando você aluga um imóvel. 01 = 0. Helena tem duas alternativas para obter uma copi- adora: . 01 Exemplo 17. Exemplo 16. obtemos: 120 1 − (1 + 0. 4 mil reais. de acordo com o corolário. Se o dinheiro vale 1% ao mês. Então. 05. por quanto deve ser alugado um imóvel que vale 40 mil reais? Solução. 1)−6 =P 1 + 0.

obtemos −150 − 5 5 8 8 12 1 − 1. O valor residual da copiadora após 5 anos é de 20. 07 1. nos anos seguintes. b) Comprá-la por 150. já que a vida econômica da copiadora é de 5 anos. Vamos tomar receitas como positivas e despesas como negativas. 07−5 − − − + = P . o uxo de caixa de Helena será: Figura 4: Vamos determinar o uxo uniforme equivalente. qual a melhor opção? Solução. As despesas de manutenção são de responsabilidade de Helena e são de 5 por ano. Figura 5: Igualando os valores na época 0. Se o dinheiro vale 7% ao ano. nos dois primeiros anos e de 8 por ano. Nesse caso.Matemática Financeira 5 a) Alugá-la por 35 ao ano. 074 1. 1. Nesse caso. Na segunda alternativa. Helena venderá a copiadora após 5 anos. 07 . 073 1. o locador se responsabiliza pelas despesas de manutenção. 075 0. 072 1.

2) = 76.6 MA12 .00. isto é. i = 0. Pedro receberá agora 76. que é chamada de valor de face da promissória. Quando um banco empresta dinheiro (crédito pessoal ou desconto de duplicatas). O banco então desconta a promissória para o cliente. Logo. Observe que anunciar a taxa de desconto e não a taxa de juros é um . A diferença F − A é chamada de desconto. t). Se i é a taxa mensal de juros à qual cresce a dívida de Pedro. 78. 1471 = 14. o tomador do empréstimo emite uma nota promissória. medido na unidade de tempo a que se refere a taxa. 12 . em um banco cuja taxa de desconto é de 12% ao mês. Pedro desconta uma promissória de valor 100. recebe a promissória de valor de face F e entrega ao cliente uma quantia A (menor que F . Comprar a copiadora é equivalente a ter um custo anual de 39. Exemplo 18. 71%. uma certa quantia. para pagar 100 em 60 dias. A = F (1 − dt) = 100(1 − 0. P = −39. Como o aluguel corresponde a um custo anual de 35. temos 100 = 76(1 + i)2 . que é um papel no qual o tomador se compromete a pagar ao banco. Ora.Unidade 11 Daí. onde d é uma taxa xada pelo banco e chamada de taxa de desconto bancário (ou taxa de desconto simples por fora) e t é o prazo da operação. Os bancos efetuam o desconto de acordo com a fórmula A = F (1 − d .78. a) Quanto Pedro receberá? b) Qual a taxa mensal de juros que Pedro está pagando? Solução. Daí. naturalmente). em uma data xada. a melhor alternativa para Helena é alugar. com vencimento em 60 dias.

olhe cada linha na ordem Ak . a parcela de amortização. pagando a cada mês os juros devidos e amortizando 30% da dívida no primeiro mês e 30% e 40% nos dois meses seguintes. Exemplo 19. a prestação e o estado da dívida (isto é. Uma parte do pagamento quita os juros e outra parte amortiza (abate) a dívida. Quando se paga parceladamente um débito. Quitou-o em três meses. em 5 meses. também chamado de Tabela Price (Richard Price foi um economista inglês). Os sistemas usuais de amortização são o sistema de amortização constante (SAC) e o sistema francês de amortização. Exemplo 20. com juros de 15% ao mês. k 0 1 2 3 Pk − 40 37 44 Ak Jk − − 30 10 30 7 40 4 Dk 100 70 40 − Para facilitar a compreensão. Pedro tomou um empréstimo de 100. Dk . Faça a planilha de amortização. Pk e Dk são. a juros mensais de taxa 10%. Ak . o valor da dívida após o pagamento da prestação) na época k . Na planilha abaixo. cada pagamento efetuado tem dupla nalidade. O sistema francês é caracterizado por prestações constantes. Uma dívida de 100 é paga. a parcela de juros.Matemática Financeira 7 modo sutil de fazer crer aos mais ingênuos estarem eles pagando juros menores que os que realmente lhes estão sendo cobrados. respectivamente. pelo SAC. Jk . . Jk e Pk .

cada amortização será de Para facilitar a compreensão. n Dk = Se a dívida D0 é amortizada em n quotas iguais. Jk = iDk−1 . Jk e Pk . 5 Como as amortizações são iguais. Faça a planilha de amortização. Exemplo 21. portanto: k 0 1 2 3 4 5 Pk − 35 32 29 26 23 Ak − 20 20 20 20 20 Jk − 15 12 9 6 3 Dk 100 80 60 40 20 − 1 da dívida inicial. sendo n o número de pagamentos e i a taxa de n−k D0 . n juros. Dk . A planilha é. é Dk = D0 − k D0 n−k = D0 .Unidade 11 Solução. Teorema 3. n n As duas últimas fórmulas são óbvias. em 4 meses. Pk = Ak + Jk . temos Ak = Prova.8 MA12 . olhe cada linha na ordem Ak . D0 . n O estado da dívida. Na SAC. pelo sistema francês. após k amortizações. cada quota é igual a Ak = D0 . . com juros de 8% ao mês. Uma dívida de 150 é paga.

novamente pelo teorema 2. 83 41. obteremos a segunda fórmula. olhe cada linha na ordem Pk . 76 41. 08 = 150 = 45. 29 Ak − 33. 00 9. por n − k pagamentos sucessivos a Pk . i .Matemática Financeira 9 No sistema francês. Pk = D0 Dk Jk Prova. Pelo teorema 2. cada prestação vale P = D0 i 0. 71 80. 00 116. 35 Dk 150. A = Pk − Jk . 29 35. 29 45. 1 − (1 + i)−n 1 − (1 + i)−(n−k) . i Substituindo o valor de Pk . = D0 1 − (1 + i)−n = iDk−1 . postecipadamente. 34 6. observe que Dk é a dívida que será liquidada. 29. . A primeira fórmula é simplesmente o teorema 2 e as duas últimas fórmulas são óbvias. 46 3. Quanto à segunda fórmula. Jk . temos Teorema 4. sendo n o número de pagamentos e i a taxa de juros. 93 Jk − 12. No sistema francês de amortização. 93 − Para mais fácil compreensão. 1 − (1 + n)−n 1 − 1. Ak e Dk . Portanto. 95 38. temos Dk = Pk 1 − (1 + i)−(n−k) . 29 45. 08−4 k 0 1 2 3 4 Pk − 45. as prestações são constantes. 29 45.

3C e o preço unitário passou a ser 1. Dizemos nesse caso que 30% ao mês é a taxa nominal de juros mensais de Paulo Jorge. . n 0 1 2 3 4 . ou seja. à qual cresceu o poder de compra de Paulo Jorge. é chamada de taxa real de juros. . embora a quantidade de reais de Paulo Jorge tenha crescido 30%. juros de mora) são usados juros simples e não juros compostos. No nosso exemplo. o capital C de Paulo Jorge pudesse comprar x artigos de preço unitário igual a p. Paulo Jorge poderá agora comprar 1. Essa taxa de 4% ao mês. Em algumas situações (prazos pequenos.10 MA12 . isso não signica que Paulo Jorge tenha aumentado seu poder de compra em 30%. Cn 100 110 120 130 140 .Unidade 11 Exemplo 22.. um principal igual a 100. Em um mês cuja inação foi de 25%. 10. Por exemplo. 25p O poder de compra de Paulo Jorge aumentou de 4% nesse mês. no início do referido mês. Paulo Jorge investiu seu capital a juros de 30% ao mês. Logo.. No regime de juros simples. pois. Não há diculdade em calcular juros simples pois a taxa incide sempre sobre o capital inicial. Evidentemente. o capital passou a ser 1. Suponhamos que. 25p. No m do mês. 3C = 1. os juros são sempre de 10% de 100. o valor do real sofreu uma redução. a juros simples de 10% ao mês evolui de acordo com a tabela abaixo: Exemplo 23. 1. os juros em cada época são calculados sobre o principal e não sobre o montante da época anterior. 04x artigos. .

é vendido em dez prestações mensais iguais. Olhando para os grácos de evolução de um mesmo principal C0 a juros de taxa i. É por isso que juros simples só são utilizados em cobranças de juros em prazos inferiores ao prazo ao qual se refere a taxa de juros combinada.00. Se são pagos juros de 6% ao mês sobre o saldo devedor. cujo preço à vista é de R$400. o que faz com que os valores de Cn formem uma progressão aritmética. Um televisor. determine o valor das prestações. . exceto se o prazo for menor que 1.Matemática Financeira 11 É claro então que. observamos que o montante a juros compostos é superior ao montante a juros simples. b) um mês após a compra. Cn = C0 + niC0 . Figura 6: Exercícios 1. a juros simples e a juros compostos. supondo a primeira prestação paga: a) no ato da compra.

Unidade 11 c) dois meses após a compra. durante 35 anos.00.00. quanto você deve investir mensalmente. para obter. Faça as planilhas de amortização de uma dívida de R$ 3 000. 4. Supondo juros de 0. durante 30 anos.6% ao mês.00? 3. .12 MA12 . por 30 anos.00. b) pelo SAC. Supondo juros de 0.5% ao mês. uma renda perpétua de R$100. quanto você deve investir mensalmente. ao m desse prazo. por quanto se aluga um imóvel cujo preço à vista é R$50 000. para obter ao m desse prazo. supondo: a) o aluguel mensal pago vencido? b) o aluguel mensal pago adiantadamente? 2.5% ao mês. em 8 pagamentos mensais. com juros de 10% ao mês: a) pela tabela Price. uma renda mensal de R$100. 5. Se a taxa corrente de juros é de 0.

MA 12 . . Acrescente a eles aqueles problemas que vocˆ e n˜ ao resolveu naquela unidade e redija com cuidado as suas solu¸ co ˜es.Unidade 12 Matem´ atica Financeira – Resolu¸ c˜ ao de Problemas Semana de 16/05 a 22/05 Esta lista se refere ao conte´ udo da Unidade 10 e consta de dez problemas.

MA12 . b) um mês após a compra. Laura quer comprar um violão em uma loja que oferece um des- conto de 30% nas compras à vista ou pagamento em três prestações mensais. Leigh investiu 30% do seu capital a juros de 10% ao mês e os 70% restantes a 18% ao mês.Unidade 12 Matemática Financeira Resolução de Problemas Semana 16/05 a 22/05 Exercícios 1. Qual a taxa média de juros obtidas? 2. supondo o primeiro pagamento: a) no ato da compra. Determine a taxa mensal de juros embutida nas vendas a prazo. sem juros e sem desconto. 1 .

deter- . Regina tem duas opções de pagamento: a) à vista. vencendo a primeira um mês após a compra. Qual a taxa mensal de juros cobrada pelo banco nas operações: a) de um mês? b) de dois meses? c) de três meses? 5. os juros ordinários produzidos em t dias são maiores que os exatos. com x% de desconto. a juros de 2% ao mês. 3. Se o dinheiro vale 5% ao mês. a) Mostre que. para que valores de x ela preferirá a segunda alternativa? 4.Unidade 12 c) dois meses após a compra. No cálculo de juros. considera-se sempre o ano comercial de 360 dias. Um banco efetua descontos à taxa de 6% ao mês.00 e juros de 12% ao ano. Essa é a chamada reciprocidade. Um banco efetua descontos à taxa de 6% ao mês.2 MA12 . dados o principal e a taxa anual. Qual a taxa mensal de juros paga pelos tomadores de empréstimo por dois meses? 6. mas exige que 20% do valor efetivamente liberado sejam aplicados no próprio banco. Os juros assim calculados são chamados de ordinários. b) Para um principal de R$1 000. b) em duas prestações mensais iguais. ou seja. Essa é a chamada regra dos banqueiros. ao passo que os juros calculados com o ano de 365 (ou 366) dias são chamados de exatos e não são usados em lugar nenhum. 12 meses de 30 dias. sem juros.

Resolução de Problemas 3 mine os juros simples. Quais os juros pagos.00 vencia no dia 25 de outubro de 1996 e foi paga em 5 de novembro de 1996. b) juros compostos de 15% ao mês.Matemática Financeira . Quando uma operação é pactuada por um número inteiro de períodos de tempo. Essa é a Evidentemente o processo a) se aplica quando os bancos pagam e. c) desconto bancário com taxa de desconto de 12% ao mês. Henrique vai emprestar dinheiro a Mário. Determine a melhor e a pior alternativa para tomar um empréstimo por três meses: a) juros simples de 16% ao mês. b) São pagos juros compostos durante todo o período. c) Refaça o item b) para juros compostos. produzidos em 16 dias. qual a taxa mensal de juros simples que Henrique deve cobrar? 10. chamada convenção exponencial. Uma conta de R$700. o . Essa é a chamada convenção linear. se os juros de mora são de 12% ao mês? 8. pretende pagar juros simples. 9. ordinários e exatos. c) São pagos juros compostos nos períodos inteiros e juros simples nas frações de períodos de tempo. há três modos de calcular os juros relativos a frações de períodos: a) Só são pagos juros nos períodos inteiros de tempo. por quatro meses e Como Mário só pretende receber juros compostos de 12% ao mês. 7.

o montante em 12 de abril de 1996. .Unidade 12 processo c). Em 5 de janeiro de 1996 foi feito um investimento de 300 reais. quando recebem.4 MA12 . pelos três processos. a juros de 15% ao mês. Determine.

Unidade 13 Matem´ atica Financeira– Resolu¸ c˜ ao de Problemas Semana de 16/05 a 22/05 Esta lista se refere ao conte´ udo da Unidade 11 e consta de sete problemas. Acrescente a eles aqueles que vocˆ e n˜ ao resolveu naquela unidade e redija com cuidado as suas solu¸ c˜ oes. .MA 12 .

Determine: a) o valor da centésima prestação. pelo sistema francês. 3. Considere a amortização de uma dívida em 150 meses. 2. pelo sistema francês. Refaça o problema anterior pelo SAC. b) o estado da dívida nessa época. com juros de 1% ao mês. em 180 meses.MA12 . 1.Unidade 13 Matemática Financeira Resolução de Problemas Semana 16/05 a 22/05 Exercícios Considere a amortização de uma dívida de R$ 35 000. com juros de 1% ao mês.00. 1 .

custa R$280.00 e tem vida útil de 5 anos. dobrando-se o prazo? b) Que fração da dívida já terá sido amortizada na época do 75 o pagamento? 4. Considere o valor do dinheiro de 1% ao mês.2 MA12 . dobrando-se o prazo? b) Que fração da dívida já terá sido amortizada na época do 75 o pagamento? Considere a amortização de uma dívida em 150 meses. com juros de 1% ao mês. Qual a rentabilidade real? 7.00. original. qual deve ser a decisão: comprar ou alugar? 6. Uma lanterna de Gol.00 mensais ou comprado por R$2 000. Se o equipamento for comprado. A vida útil do equipamento é de 30 meses e o valor residual ao m desse período é de R$300.00 e tem vida útil de 1 ano.Unidade 13 a) De quanto se reduzirá a prestação. a) De quanto se reduzirá a prestação inicial. Considere que o dinheiro vale 12% ao ano. pelo SAC. Um equipamento pode ser alugado por R$75. que lanterna ele deve preferir? 5.00.00 de manutenção. há um custo mensal de R$5. . As cadernetas de poupança renderam 1 416% em um ano cuja inação foi de 1 109%. Uma lanterna alternativa custa R$70. Gilmar precisa trocar a lanterna de seu Gol.

Prof. PAPMEM . etc. No Ensino M´ edio. PAPMEM M´ etodos de Contagem. ca´ oticas. Combinat´ oria Alg´ ebrica.Unidade 14 Combinat´ oria Semana de 30/05 a 05/06 Combinat´ oria ´ e um vasto e importante campo da matem´ atica. a parte da matem´ atica que se ocupa de contagem chama-se An´ alise Combinat´ oria e geralmente ela ´ e considerada uma mat´ eria dif´ ıcil. V´ ıdeos relacionados: 1. Paulo C´ esar Carvalho. Esse princ´ ıpio ´ e utilizado nas mais variadas situa¸ co ˜es. Volume 2 2. Combinat´ oria Extrema. permuta¸ co ˜es circulares.. que ´ e raciocinar! Ao inv´ es de apresentar um formul´ ario e pedir para que seja decorado. ´ e preciso adquirir certas atitudes e formas de pensar. com repeti¸ c˜ ao ou sem repeti¸ c˜ ao.MA 12 . que engloba temas como a Combinat´ oria Enumerativa. Janeiro 2009 . que ´ e essencialmente a arte da contagem. Ali se aprendem f´ ormulas para arranjos. temos uma lista de 9 problemas. se temos x modos de escolher um objeto e y modos de escolher outro. Para se ter sucesso no seu estudo. Teoria de Grafos e muito mais. As suas aplica¸ c˜ oes s˜ ao in´ umeras e v˜ ao desde Probabilidade e Estat´ ıstica e Teoria dos Jogos at´ e campos t˜ ao abstratos quanto a Computa¸ c˜ ao Te´ orica. A combinat´ oria foi respons´ avel pela introdu¸ c˜ ao de novos m´ etodos em matem´ atica e requereu o desenvolvimento de um modo pr´ oprio de racioc´ ınio.Volume 1. Morgado (Segunda Edi¸ c˜ ao) . o que se prop˜ oe aqui ´ e focar em alguns princ´ ıpios e t´ ecnicas b´ asicas e desenvolver um racioc´ ınio combinat´ orio pr´ oprio que permitir´ a resolver uma grande gama de problemas. Resolva quantos vocˆ e puder. Contar ´ e uma atividade b´ asica e saber fazˆ e-lo corretamente ´ e importante e de grande utilidade pr´ atica. Prof.Livro Temas e Problemas Elementares. permuta¸ c˜ oes. combina¸ co ˜es. Ao final da unidade. temos x × y modos de escolher os dois objetos.Julho 2006. Esta unidade baseia-se no Princ´ ıpio Fundamental da Contagem que diz simplesmente que. veremos apenas rudimentos de Combinat´ oria Enumerativa. . Combinat´ oria. No nosso curso. mas n˜ ao se aprende o essencial.

Unidade 14 Combinatória Semana 30/05 a 05/06 O princípio fundamental da contagem diz que se há uma decisão x modos de tomar D1 e.MA12 . tomada a decisão D1 . Formar um casal equivale a tomar as decisões: D1 : Escolha do homem (5 modos). D2 : Escolha da mulher (5 modos). Com 5 homens e 5 mulheres. então o número de modos de tomar sucessivamente as decisões D1 e D2 é xy . há y modos de tomar a decisão D2 . de quantos modos de pode formar um casal? Solução. Exemplo 1. Há 5 × 5 = 25 modos de formar casal. 1 .

2) Divisão. Formar um casal foi dividido em escolher o homem e escolher a mulher. No exemplo 3.2 MA12 . colorir a bandeira foi dividido . sempre que possível. Quantos são os números de três dígitos distintos? Solução. de quantos modos se pode colorir a bandeira? Solução. deve ter apenas uma cor e não se pode usar cores iguais em listras adjacentes. A resposta é 9 × 9 × 8 = 648. no exemplo 2. O terceiro dígito pode ser escolhido de 8 modos. O primeiro dígito pode ser escolhido de 9 modos. dividir as decisões a serem tomadas em decisões mais simples. Colorir a bandeira equivale a escolher a cor de cada listra. O segundo dígito pode ser escolhido de 9 modos. 2 modos de escolher a cor de cada uma das outras 6 listras. no exemplo 1. pois não pode ser igual nem ao primeiro nem ao segundo dígitos. a partir daí. pois ele não pode ser igual a 0. azul e cinza. Uma bandeira é formada por 7 listras que devem ser Se cada listra coloridas usando apenas as cores verde. nós nos colocamos no papel da pessoa que deveria colorir a bandeira. Há 3 modos de escolher a cor da primeira listra e. pois não pode ser igual ao primeiro dígito. A resposta é 3 × 26 = 192. Você deve ter percebido nesses exemplos qual é a estratégia para resolver problemas de Combinatória: 1) Postura. Devemos. Devemos sempre nos colocar no papel da pessoa que deve fazer a ação solicitada pelo problema e ver que decisões devemos tomar. nós nos colocamos no papel da pessoa que deveria formar o casal. Exemplo 3.Unidade 14 Exemplo 2. nós nos colocamos no papel da pessoa que deveria escrever o número de três dígitos.

. Em seguida. formar um número de três dígitos foi dividido em escolher cada um dos três dígitos. Essa é portanto a decisão que deve ser tomada em primeiro lugar e. O código Morse usa duas letras. Um passo importante na estratégia para resolver problemas de Combinatória é: 3) Não adiar diculdades. a escolha do primeiro dígito era uma decisão mais restrita do que as outras. conforme acabamos de ver. No exemplo 3. Pequenas diculdades adiadas costumam se transformar em imensas diculdades. Exemplo 4. haverá 8 modos de escolher o primeiro dígito.Combinatória 3 em colorir cada listra. tornar complicadas as coisas mais simples. se já tivermos usado o 0. postergá-la só serve para causar problemas. há 10 modos de escolher o último dígito. Começando a escolha dos dígitos pelo último dígito. por erros de estratégia. essa é a decisão que deve ser tomada em primeiro lugar. pois o primeiro dígito não pode ser igual a 0. ponto e traço. há 9 modos de escolher o Agora dígito central. Vamos voltar ao exemplo anterior três dígitos distintos? − Quantos são os números de − para ver como algumas pessoas conseguem. e as Quantas são as palavras do código palavras têm de 1 a 4 letras. Se uma das decisões a serem tomadas for mais restrita que as demais. temos um impasse: de quantos modos podemos escolher o primeiro dígito: A resposta é depende. Se não tivermos usado o 0. pois não poderemos usar nem o 0 nem os dois dígitos já usados nas demais casas. pois não podemos repetir o dígito já usado. haverá 7 modos de escolher o primeiro dígito.

Há 2 palavras de uma letra. 3} . os expoentes devem ser pares. 1. analogamente. Claro que poderíamos ter achado essa resposta subtraindo (a)-(b). O número total Exemplo 5. divisores pares. c) Para o divisor ser ímpar. perfeitos. b) Para o divisor ser par. Há α. Quantos divisores inteiros e positivos possui o número 360? Quantos divisores são pares? Quantos são ímpares? Quantos são quadrados perfeitos? Solução. a) são os 360 = 23 × 32 × 5.Unidade 14 Morse? Solução. 1. α. 2} e γ ∈ {0. α não pode ser 0. 2. Há 3 × 3 × 2 = 18 α dever ser 0. β e γ 2×2×1 = 4 divisores que são quadrados Exemplo 6. d) Para o divisor ser quadrado perfeito.4 MA12 . Os divisores inteiros e positivos de 360 α β γ números da forma 2 × 3 × 5 . Há 5 modos de escolher o último dígito. 1}. com α ∈ {0. Note que começamos . há de três letras e de palavras é 2×2×2=8 palavras 2 × 2 × 2 × 2 = 16 palavras de 4 letras. Há 2×2 = 4 palavras de duas letras. β e Há 4 × 3 = 24 maneiras de escolher os expoentes γ. pois há dois modos de escolher a primeira letra e dois modos de escolher a segunda letra. Há 1 × 3 × 2 = 6 divisores ímpares. Há 24 divisores. Quantos são os números pares de três dígitos distintos? Solução. 2 + 4 + 8 + 16 = 30. β ∈ {0.

9 modos de escolher o primeiro dígito (não podemos repetir o dígito usado na última casa. se tivermos usado o 0. 6 ou 8. Procedendo assim. Contaremos separadamente os números que terminam em 0 e os que não terminam em 0. O primeiro método consiste em voltar atrás e contar separadamente. que houver sido contado indevidamente. Primeiramente fazemos de conta que o 0 pode ser usado na primeira casa do número. note que estamos permitindo o uso do 0 na primeira casa) e 8 modos de escolher o dígito Depois descontaremos o . 9 modos de escolher o primeiro e 8 modos de escolher o dígito central. 2.Combinatória 5 pelo último dígito. Para os que não terminam em 0. o último dígito só pode ser 0. 8 modos de escolher o primeiro e 8 modos de escolher o dígito central. 2. há 5 modos de escolher o último dígito (só pode ser 0. Em seguida. vamos ao primeiro dígito. Há A resposta 4 × 8 × 8 = 256 números é 72 + 256 = 328. 6 ou 8). De quantos modos se pode escolher o primeiro dígito? A resposta é depende: se não tivermos usado o 0. 4. haverá 8 modos de escolher o primeiro dígito. pois não poderemos usar nem o 0 nem o dígito usado na última casa. 4. que é o mais restrito. que não terminam em 0. há 4 modos de escolher o último dígito. Para os que não terminam em 0. pois apenas o 0 não poderá ser usado na primeira casa. há 4 modos de escolher o último dígito. O segundo método consiste em ignorar uma das repetições do problema. Esse tipo de impasse é comum na resolução de problemas e há dois métodos de vencê-lo. haverá 9 modos de escolher o primeiro dígito. o que nos fará contar em demasia. Há 1 × 9 × 8 = 72 números que não terminam em 0.

6

MA12 - Unidade 14

central. Há 0.

5 × 9 × 8 = 360

números, aí inclusos os que começam por

Agora vamos determinar quantos desses números começam por zero; são esses os números que foram contados indevidamente. Há

1 modo de escolher o primeiro dígito (tem que ser 0), 4 modos de escolher o último dígito (só pode ser 2, 4, 6 ou 8

lembre-se que

os dígitos são distintos) e 8 modos de escolher o dígito central (não podemos repetir os dígitos já usados). começados por 0. A resposta é Há

1 × 4 × 8 = 32

números

360 − 32 = 328.

É claro que este problema poderia ter sido resolvido com um truque. Para determinar quantos são os números pares de três dígitos distintos, poderíamos fazer os números de três dígitos distintos menos os números ímpares de três números distintos. Para os números de três dígitos distintos, há 9 modos de escolher o primeiro dígito, 9 modos de escolher o segundo e 8 modos de escolher o último. Há

9 × 9 × 8 = 648

números de três dígitos distintos.

Para os números ímpares de três dígitos distintos, há 5 modos de escolher o último dígito, 8 modos de escolher o primeiro e 8 modos de escolher o dígito central. Há dígitos distintos. A resposta é

5 × 8 × 8 = 320

números ímpares de três

648 − 320 = 328.

Exercícios
1. Quantos são os gabaritos possíveis de um teste de 10 questões de

múltipla-escolha, com 5 alternativas por questão?

Combinatória

7

2. Quantos subconjuntos possui um conjunto que tem

n

elementos?

3. De quantos modos 3 pessoas podem se sentar em 5 cadeiras em la?

4.

De quantos modos 5 homens e 5 mulheres podem se sentar em

5 bancos de 2 lugares, se em cada banco deve haver um homem e uma mulher?

5.

De quantos modos podemos colocar 2 reis diferentes em casas

não-adjacentes de um tabuleiro

8 × 8?

E se os reis fossem iguais?

6.

De quantos modos podemos colocar 8 torres iguais em um ta-

buleiro

8 × 8,

de modo que não haja duas torres na mesma linha ou

na mesma coluna? E se as torres fossem diferentes?

7.

De um baralho comum de 52 cartas, sacam-se sucessivamente e

sem reposição duas cartas. De quantos modos isso pode ser feito se a primeira carta deve ser de copas e a segunda não deve ser um rei?

8.

O conjunto

Quantas

A possui 4 elementos e, o conjunto B , 7 elementos. funções f : A → B existem? Quantas delas são injetoras?

9. a) De quantos modos o número 720 pode ser decomposto em um

produto de dois inteiros positivos? Aqui consideramos, naturalmente,

8 × 90

como sendo o mesmo que

90 × 8.

b) E o número 144?

8

MA12 - Unidade 14

Sugestões aos Exercícios
2. Para formar um subconjunto você deve perguntar a cada elemento

do conjunto se ele deseja participar do subconjunto.

3.

A primeira pessoa pode escolher sua cadeira de 5 modos; a se-

gunda, de 4; a terceira, de 3.

4.

A primeira mulher pode escolher sua posição de 10 modos.

A

segunda, de 8 modos. As outras, de 6, de 4 e de 2 modos. O primeiro homem, de 5 modos. Os demais, de 4, de 3, de 2, de 1.

5.

O tabuleiro de 64 casas possui 4 casas de canto (vértices), 24

casas laterais que não são vértices e 36 casas centrais. Cada casa de canto possui 3 casas adjacentes; cada lateral possui 5 casas adjacentes e cada central possui 8 casas adjacentes. Conte separadamente conforme o rei negro ocupa uma casa de canto, lateral ou central. Se os reis fossem iguais, a resposta seria a metade da resposta anterior.

6. Haverá uma torre em cada linha. A torre da primeira linha pode

ser colocada de 8 modos. A da segunda linha, de 7 modos, pois não pode car na mesma coluna da anterior, etc. Se as torres são diferentes, devemos primeiramente escolher qual a torre que cará na primeira linha (8 modos) e depois escolher onde colocá-la na primeira linha (8 modos). Há torre da primeira linha; analogamente, há torre da segunda linha etc.

8×8 7×7

modos de colocar a modos de colocar a

7. Conte separadamente os casos em que a carta de copas é um rei e

Combinatória

9

em que a carta de copas não é um rei.

8. Para construir uma função, você deve perguntar a cada elemento

de

A

quem ele deseja echar em

B.

9a.

720 = 24 × 32 × 5

tem 30 divisores positivos.

9b. Note que

144 = 12 × 12.

MA 12 - Unidade 15 Combinat´ oria – Continua¸ c˜ ao Semana de 30/05 a 05/06

Nesta unidade, s˜ ao estudadas as permuta¸ co ˜es e as combina¸ co ˜es, desenvolvendo modos espec´ ıficos de contagem. N˜ ao h´ a f´ ormulas a decorar, mas, procedimentos de contagem a compreender. A unidade termina com uma lista de 10 problemas; resolva quantos puder, redigindo as suas solu¸ co ˜es. V´ ıdeos relacionados: 1. Aulas do Professor Augusto C´ esar Morgado - An´ alise Combinat´ oria, Julho de 2005. 2. PAPMEM - Livro Temas e Problemas. Combinat´ oria. Prof. Paulo C´ esar Carvalho. Janeiro 2007 - Volume 1.

MA12 - Unidade 15 Combinatória Semana 30/05 a 05/06

Há alguns (poucos) problemas de Combinatória que, embora sejam aplicações do princípio básico, aparecem com muita frequência. Para esses problemas, vale a pena saber de cor as suas respostas. O primeiro desses problemas é o:

Problema das permutações simples
De quantos modos podemos ordenar em la

n

objetos distintos?

A escolha do objeto que ocupará o primeiro lugar pode ser feita de

n

modos; a escolha do objeto que ocupará o segundo lugar pode ser

feita de pode

n − 1 modos; a escolha do objeto que ocupará o terceiro lugar ser feita de n − 2 modos, etc...; a escolha do objeto que ocupará

o último lugar pode ser feita de 1 modo.

1

2 MA12 . (cab) e (cba). 3 livros diferentes de Estatística e 2 livros diferentes de Física. Cada ordem que se dá aos obejtos é chamada de uma permutação simples dos objetos. Para formar um anagrama começado por consoante devemos primeiramente escolher a consoante (3 modos) e. Exemplo 2. Quantos são os anagramas da palavra calor? Quantos começam com consoantes? Solução. O número de anagramas é P5 = 5! = 120. Como as . arrumar as quatro letras restantes em seguida à consoante ( 4! = 24 modos).Unidade 15 A resposta é n(n − 1)(n − 2) . Exemplo 1. o número de permutações simples de é Pn = n!. b e c são (abc). Há 3 × 24 = 72 anagramas começados por consoante. Exemplo 3. De quantos modos podemos arrumar em la 5 livros diferentes de Matemática. (bca). . depois. Assim. (acb). 1 = n!. Podemos escolher a ordem das matérias de 3! modos. há 5! modos de colocar os livros de Matemática nos lugares que lhe foram destinados. 3! modos para os de Estatística e 2! modos para os de Física. cada anagrama corresponde a uma ordem de colocação dessas 5 letras. por exemplo. Se as letras fossem diferentes a resposta seria 8!. Quantos são os anagramas da palavra BOTAFOGO? Solução. n objetos distintos Portanto. A resposta é 3!5!3!2! = 6 × 120 × 6 × 2 = 8 640. . (bac). Feito isso. as permutações simples das letras a. de modo que livros de uma mesma matéria permaneçam juntos? Solução.

a C . 3! vezes precisamente. etc. Entretanto. 5!3! O segundo problema importante é o: Problema das combinações simples De quantos modos podemos selecionar p objetos distintos entre n . 3! A. .γ. Isso faz com que na nossa contagem de 8! tenhamos contado o mesmo anagrama várias vezes. n objetos. Cada divisão em grupos foi contada uma vez para cada ordem dos objetos dentro de cada grupo. Um processo de fazer a divisão é colocar os objetos em la. pois há 3! modos de trocar as letras O entre si.. o que aconteceria se fossem diferentes. Há 5!3! modos de arrumar os objetos em cada grupo. quando as trocamos entre si obtemos o mesmo anagrama e não um anagrama distinto. α !β !γ ! . Há 8! modos de colocar os objetos em la. é Pn = De quantos modos podemos dividir 8 objetos em um grupo de 5 objetos e um de 3 objetos? Solução.β. . A resposta é 8! = 56... os 5 primeiros formam o grupo de 5 e os 3 últimos formam o grupo de 3. Cada divisão em grupos foi contada 5!3! vezes.Combinatória 3 três letras O são iguais. note que las como abcde | f gh e badce | ghf são las diferentes e geram a mesma divisão de grupos. Exemplo 4. dos quais α. γ são iguais n! . o número de permutações de α são iguais a são iguais a B. β De modo geral. A resposta é 8! = 6 720.

{b. Esse é o problema de exemplo 4 e a resposta é p Cn = Exemplo 5. b. Há comissões com: 3 homens e 2 mulheres. d e são {a. d. e}. Com 5 homens e 4 mulheres. {a. c. d. por exemplo. n! . p!(n − p)! Com 5 homens e 4 mulheres. Tem-se 5 pontos sobre uma reta R e 8 pontos sobre uma reta R paralela a R. com pelo menos 3 homens. {a. Assim. A resposta é 2 2 4 1 5 C5 · C4 + C5 · C4 + C5 = 10 × 6 + 5 × 4 + 1 = 81. as combinações sim- ples de classe 3 dos objetos a. b. Assim. com exatamente 3 homens. Há 3 2 C5 · C4 = 10 × 6 = 60 comissões. p 3 Para resolver o problema das combinações simples basta notar que p entre os n objetos equivale a dividir os n objetos em um grupo de p objetos.4 MA12 . c. c. b. selecionar que são os não-selecionados. quantas comissões de 5 pessoas. que são selecionados. Representamos o número de combinações simples de classe p de n elementos n 5 p 3 por Cn ou . d}. c. c. {a. e um grupo de n − p objetos. e}. d}. d}. d. {b. {a. quantas comissões de 5 pessoas. 5 homens. e} e {c. {a. 4 homens e 1 mulher. podem ser formadas? Solução. C5 = = 10. Quantos triângulos e quantos quadriláteros convexos com vértices nesses pontos existem? . e}. Exemplo 6. e}. c}. e}. Exemplo 7. podem ser formadas? Solução. Para formar a comissão devemos escolher 3 dos homens e 2 das mulheres.Unidade 15 objetos distintos dados? Cada seleção de de classe p objetos é chamada de uma combinação simples p dos n objetos. b. {b.

o que poderia ser feito de 5! = 120 modos. ou toma um ponto em número de triângulos é R e dois pontos 2 2 5 · C8 + 8 · C5 = 140 + 80 = 220. pois na roda o que importa é a posição relativa das crianças entre si e a roda ABCDE pode ser virada na roda EABCD. Para formar um quadrilátero convexo. Também se poderia pensar em tomar 3 dos 13 pontos e excluir dessa contagem as escolhas de pontos colineares. Entretanto. o que pode ser feito de C5 modos. Exemplo 8. devemos tomar dois pontos em 2 3 = 10·28 = 280 · C8 R e dois pontos em R . Como . De quantos modos 5 crianças podem formar uma roda de ciranda? Figura 1: Solução. as rodas ABCDE e EABCD são iguais. À primeira vista parece que para formar uma roda com as cinco crianças basta escolher uma ordem para elas. Para formar um triângulo ou você toma um ponto em R e O dois pontos em R. em R. o que daria 3 3 3 C13 − C8 − C5 = 286 − 56 − 10 = 220.Combinatória 5 Solução.

devemos colocar as vogais U. Quantas são as soluções inteiras e não-negativas da Exemplo 10. colocar n objetos em cír- culo. O número de modos de arrumar em la as consoantes B. Como não podemos colocar duas vogais no mesmo espaço. apesar de inesperado. Temos três espaços que serão ocupados e vogais nos espaços escolhidos. Arrumadas as consoantes. a nossa contagem de 120 rodas contou cada roda 5 vezes e a resposta é De modo geral. Vamos primeiramente arrumar as consoantes e. depois. cada um com uma vogal e dois dos espaços carão vazios. A. G. Exemplo 9.6 MA12 . Quantos são os anagramas da palavra BÚLGARO que não possuem duas vogais adjacentes? Solução. 3 C5 = 10 modos de escolher P3 = 3! = 6 modos de colocar os as B A resposta é L G R 24 × 10 × 6 = 1440. O nos 5 espaços da gura.Unidade 15 cada roda pode ser virada de cinco modos. n O exemplo a seguir mostra um tipo de racíocinio que. isto é. de modo que disposições que possam coincidir por rotação sejam consideradas iguais. o número de modos de 120/5 = 24. R é P4 = 4! = 24. o número de permutações circulares de objetos é n n! (P C )n = = (n − 1)!. pode ser muito eciente. equação x1 + x2 + · · · + xn = p ? . L. va- mos entremear as vogais. três dos espaços serão ocupados. por exemplo na ordem BLGR.

Combinatória p CRn . cada solução seria representada por uma la com n − 1 barras (as barras são para separar as incógnitas. Para a equação x1 + x2 + · · · + xn = p. C6 C6 seria o número de modos de comprar três sorvetes diferentes. Por exemplo. usamos n − 1 barras) e p sinais +. Ora. 7 Solução. Exemplo 11. para a equação x + y + z = 5. 4. 3. Isso pode ser feito 3 3 de CR6 = C8 = 56 modos. para separar n incógnitas. . De quantos modos podemos comprar 3 sorvetes em um bar que os oferece em 6 sabores distintos? Solução. tais que x1 + x2 + · · · + x6 = 3. Portanto. basta escolher dos n + p − 1 lugares da la os p lugares onde serão colop cados os sinais +. Nossa representação. as Para determinar o valor de barras são usadas para separar as incógnitas e a quantidade de sinais + indica o valor de cada incógnita. Chamando de o número de sorvetes do xk Exercícios 1. A resposta deste problema é representada por p CRn . A resposta não é 3 3 = 20. o que pode ser feito de Cn+p−1 modos.2. 6. 2.0. as soluções (2. k -ésimo sabor que vamos comprar. para formar uma la com n − 1 barras e p sinais +.0) seriam representadas por + + | + +|+ e + + + + +||. devemos determinar valores inteiros e não-negativos para xk . p p = Cn CRn +p−1 .1) e (5. k = 1. 5. vamos representar cada solução da equação por uma la de sinais + e || . respectivamente. Quantos são os anagramas da palavra CAPÍTULO.

é sempre maior que k. a. Quantas são as permutações simples dos números 1. não quem juntas e duas outras. nas quais o elemento que ocupa o lugar de ordem a direita.Unidade 15 a) possíveis? b) que começam e terminam por vogal? c) que têm as vogais e as consoantes intercaladas? d) que têm as letras c. não quem juntas? 4. a. 3. . permaneçam juntas? 5. De quantos modos é possível colocar 8 pessoas em la de modo que duas dessas pessoas.8 MA12 . . 2. 10. De quantos modos é possível colocar 8 pessoas em la de modo que duas dessas pessoas. Helena e Pedro. p juntas nessa ordem? e) que têm as letras c. Vera e Paulo. De quantos modos é possível dividir 15 atletas em três times de 5 . da esquerda para k − 3? 6. . . Vera e Paulo. quantas são as funções 3. p juntas em qualquer ordem? f ) que têm a letra p em primeiro lugar e a letra a em segundo? g) que têm a letra p em primeiro lugar ou a letra a em segundo? h) que têm p em primeiro lugar ou a em segundo ou c em terceiro? i) nos quais a letra a é uma das letras à esquerda de p e a letra c é uma das letras à direita de p? A é um conjunto f : A → A bijetoras? 2. Se de n elementos.

1e. Tupi e Minas? 7.Combinatória 9 atletas. Escolha inicialmente a ordem das letras c.p. De quantos modos é possível dividir 15 atletas em três times de 5 atletas? 8. Tudo se passa como se cap fosse uma letra só. 7 e escrevem-se os números assim formados em ordem crescente. denominados Esporte. Ao somar os que têm p em primeiro com os que têm a em segundo. Um campeonato é disputados por 12 clubes em rodadas de 6 jogos cada. b) que número que ocupa o 66 c) qual o 166 o lugar. Permutam-se de todas as formas possíveis os algarismos 1. Os anagramas podem começar por vogal ou por consoante. 6. De quantos modos é possível selecionar os jogos da primeira rodada? 10. Determine: a) que lugar ocupa 62 417. 2. d) a soma dos números assim formados. De quantos modos é possível dividir 20 objetos em 4 grupos de 3 ou 2 grupos de 4? 9.a. 4. . 1d. 1g. o algarismo escrito. Sugestões aos Exercícios 1c. Recai-se no item anterior.

Antecedem-no todos os números começados em 1. O 166 o algarismo escrito é o 1 o algarismo do 34 o número. ponha os 15 jogadores em la: os 5 primeiros formam o Esporte. etc. As posições mais restritas são as últimas. 1h. trocando a ordem dentro de cada bloco. 6. a divisão é a mesma. em 4. 1 6 do Faça o total menos aquelas nas quais elas cam juntas. Note que. depois tenho 9 modos de escolher o adversário do primeiro (em ordem alfabética) time que sobrou. você muda a la mas não muda a divisão em times. pois agora. 5. Há 3! = 6 ordens possíveis para essas letras.. 10a. 3. Você também poderia pensar assim: Tenho 11 modos de escolher o adversário do Botafogo. Note que tro- car as linhas entre si. em 61. Um diagrama de conjuntos ajuda. Para descobrir o lugar do 62 417 você tem que contar quantos números o antecedem. Ou então. A resposta é a anterior dividida por 3!. 9. trocando os times entre si. 10c.10 MA12 . 4. os 5 últimos o Minas. Faça todas com Helena e Pedro juntos menos aquelas nas Helena e Pedro estão juntos e Vera e Paulo também estão juntos. os 5 seguintes o Tupi. depois escolher 5 dos que sobraram para o Tupi e formar o Minas com os restantes. ou trocar em uma linha a ordem dos elementos não altera a seleção dos jogos. 1i. Você pode colocar os 12 times em uma matriz 6×2 . . Você deve escolher 5 jogadores para o Esporte.Unidade 15 os que têm p em primeiro e a em segundo são contados duas vezes. 7. A resposta é total de anagramas.. depois tenho 7. Um diagrama de conjuntos ajuda. em 2. Não se esqueça que elas podem car juntas em 2! ordens possíveis.

2.Combinatória 11 10d. A soma das unidades dos números é (1 + 2 + 4 + 6 + 7) · 4!. 7 aparece como algarismo das unidades em 4! dezenas. mas truque. bonito. . Teremos 60 casais e a soma em cada casal é 88 888. Determine analogamente a soma das 5! = 120 números em 60 casais do seguinte modo: o cônjuge de cada número é o número que dele se obtém trocando a posição do 1 com o 7 e a posição do 2 com o 6. etc. Um truque. A resposta é 88 888 × 60. 4. é agrupar os números. 6. pois cada um dos algarismos 1.

f´ acil de construir e que permite obter de modo imediato os coeficientes n do desenvolvimento de (a + b) . ou seja. junto com Fermat. 1 1 1 1 1 1 1 ··· 6 ··· 5 15 4 10 20 ··· 3 6 10 15 ··· 2 3 4 5 6 1 1 1 1 1 1 ··· Esse triˆ angulo foi descoberto pelo matem´ atico chinˆ es Yang Hui (1238-1298) e suas propriedades aritm´ eticas foram estudadas pelo matem´ atico francˆ es Blaise Pascal (1623-1662). . Destacam-se tamb´ em o Teorema das linhas o Teorema das colunas. Essa rela¸ c˜ ao ´ e a base da constru¸ c˜ ao do triˆ angulo. a f´ ormula que fornece o desenvolvimento de (a + b)n de um modo diferente do que foi feito na Unidade 4. que ´ e uma tabela de formato triangular (n˜ ao limitada). pois permite determinar os elementos de uma linha conhecendo os elementos da linha anterior. foi o criador da An´ alise Combinat´ oria (assunto das Unidades 14-19) e da Teoria de Probabilidades.MA 12 . de n´ umeros naturais. raz˜ ao pela qual o triˆ angulo leva o seu nome. Dentre as propriedades not´ aveis do triangulo de Pascal. m = n! . m!(n − m)! n´ umero esse tamb´ em denotado por Cm n. publicado em 1654. ao inv´ es dos argumentos alg´ ebricos que foram utilizados l´ a. Este escreveu o livro Trait´ e du Triangle Arithm´ etique. A seguir.Unidade 16 Combinat´ oria – O Binˆ omio de Newton Semana de 06/06 a 12/06 A unidade se inicia com o triˆ angulo de Tartaglia-Pascal. que estudaremos nas Unidades 21-24. destacam-se a simetria axial com rela¸ c˜ ao ao eixo vertical central e a rela¸ c˜ ao de Stifel n−1 n−1 + m−1 m onde n m = n . Pascal. dentre muitas outras propriedades. ´ e apresentado o Binˆ omio de Newton. Aqui se utilizam argumentos combinat´ orios.

quando ∂f (0. iniciando o ramo da An´ alise Matem´ atica.O Binˆ omio de Newton era conhecido muito antes de Newton. se n for inteiro (fixado). que intrigou os matem´ aticos at´ e ser definitivamente esclarecido por Gauss. 0) = 0. Gauss fez o estudo completo da s´ erie hipergeom´ etrica. Por a´ ı pode-se ter uma no¸ c˜ ao da genialidade de Gauss. o que n˜ ao ´ e o caso se n for um n´ umero racional α que n˜ ao ´ e natural. ou seja. A igualdade s´ o vale se a s´ erie da direita for convergente. como explicado por Gauss. Portanto. v´ arias s´ eries conhecidas. Nessa situa¸ c˜ ao. que introduziu a no¸ c˜ ao de convergˆ encia para s´ eries. o desenvolvimento em s´ erie infinita (1 + X )α = 1 + αX + α(α − 1) 2 α(α − 1) · · · (α − m + 1) m X + ··· + X + ··· . m! n Note que. consiste em tratar somas infinitas como se fossem finitas. Infelizmente. ent˜ ao m se anula para m ≥ n + 1. em condi¸ co ˜es onde n˜ ao se aplica o teorema cl´ assico. ∂y Como s˜ ao definidos tais desenvolvimentos? Bem. formalmente. o coeficientes binomiais nunca se anulam. Y ) = 0. o que s´ o ocorre quando |X | < 1. que cont´ em. . Para finalizar. para n racional e m natural os coeficientes binomiais como de costume n m = n(n − 1) · · · (n − m + 1) . 0) = 0. a matem´ atica de Gauss ´ e muito pouco abordada no Ensino M´ edio. fazendo em (1) a substitui¸ c˜ ao X = −2 e α = −1. mas leva o seu nome porque ele teve a formid´ avel id´ eia de usar esse desenvolvimento com expoentes racionais para fazer uma generaliza¸ c˜ ao inesperada do cl´ assico Teorema da Fun¸ c˜ ao Impl´ ıcita para equa¸ c˜ oes polinomiais f (X. 2 m! (1) Essa s´ erie foi respons´ avel pelo famoso paradoxo do binˆ omio. como casos particulares. resolva a lista de problemas propostos e leia a se¸ c˜ ao “Sobre o Ensino de Combinat´ oria”. podemos definir. obtendo −1 = 1 + 2 + 22 + · · · A raz˜ ao do surgimento desse paradoxo. podemos escrever formalmente. e isso n˜ ao ´ e o caso quando X = −2. 0) = 0 e ∂x ∂f (0. onde f (0. por exemplo. como Newton fez. Esse paradoxo se obt´ em.

Blaise (1623-1662). formado com os diversos valores de Cn . 0 C0 0 C1 0 C2 0 C3 0 C4 0 C5 1 Tartaglia. 1 .MA12 . matemático. 1 C1 1 C2 1 C3 1 C4 1 C5 2 C2 2 C3 2 C4 2 C5 3 C3 3 4 C4 C4 3 4 5 C5 C5 C5 1 1 1 1 1 1 1 2 3 4 5 1 3 1 6 4 1 10 10 5 1 Nicolo Fontana (1500-1557). matemático italiano. 2 Pascal.Unidade 16 Combinatória Semana 06/06 a 12/06 1 O Triângulo Aritmético Chamamos de triângulo aritmético de Tartaglia 1 -Pascal2 ao quadro p abaixo. lósofo e físico francês.

Prova. etc. Basta observar que os dois membros são iguais ao número de subconjuntos de um conjunto com n elementos. C7 modos de abrir o palácio abrindo duas portas. 10 + 10 = 20. 5 + 1 = 6. O número de subconjuntos de A com p + 1 elementos é Cn +1 . Outra relação importante é o: Teorema das Linhas.2 MA12 . Assim. Cn gura. Michael (1487?-1567). p+1 p+1 p = Cn + Cn Cn +1 . . Um palácio tem 7 portas. Prova.Unidade 16 p Observe que. um dos quais é p+1 x. 0 1 2 n Cn + Cn + Cn + · · · + Cn = 2n . 3 Stifel. algebrista alemão. Cn Relação de Stifel. A propriedade que permite construir rapidamente o triângulo é a relação de Stifel3 . 1 2 7 0 C1 + C7 + · · · + C7 = 27 − C7 = 128 − 1 = 127. Há C7 modos de abrir o palácio abrindo uma só porta. Esse número é igual à soma do número de subconjuntos nos quais x não p p+1 . . 1 + 5 = 6. que diz que somando dois elementos lado a lado no triângulo obtém-se o elemento situado embaixo do da direita. a próxima linha do triângulo seria 1. com o número de subconjuntos nos quais x gura. A resposta é Exemplo 1. cqd. 5 + 10 = 15. numerando as linhas e colunas a partir de zero. Cn aparece na linha n e coluna p. 1. De quantos modos pode ser aberto o palácio? 1 2 Solução. Considere um conjunto A de n + 1 elementos. 10 + 5 = 15.

4 Newton. 2. . Isaac (1642-1727). 2 O Binômio de Newton A fórmula do binômio de Newton 4 é a fórmula que dá o desenvolvimento de (x + a)n . . a segunda parcela e tomando nos restantes n − p p fatores a primeira parcela. p objetos para usar é igual ao de escolher n − p objetos para não usar. p = 0.Combinatória 3 Finalmente. ax + Cn + Cn Exemplo 1. n . . Como isso pode ser feito de Cn modos. = Cn Cn Basta observar que o número de modos de escolher. em cada linha. . · (x + a). Determine o coeciente de x3 no desenvolvimento de 1 x − x 4 7 . n−p p . o p p n−p termo genérico do produto é Cn ax e n (x + a) n = = p p n−p Cn ax p=0 0 0 n Cn ax n n 0 1 1 n−1 2 2 n−2 ax + · · · + Cn a x. 1. O termo genérico do produto é obtido tomando em p dos fatores. elementos equidistantes dos extremos são iguais. Para obtê-la basta multiplicar (x + a) · (x + a) · . Prova. . matemático e físico inglês. entre n objetos. Relação das Combinações Complementares. a relação que declara que. . .

tp > tp−1 quando p 12 e tp < tp−1 quando p 13. O termo em x3 é obtido se 28 − 5p = 3. 5 (−1)5 x3 = −21x3 . t0 < t1 < · · · < t11 < t12 > t13 > t14 > · · · > t50 . se p = 5. p − 1 (p − 1)!(50 − p)!3 3p(51 − p) p p−1 Temos tp − tp−1 positivo. O termo genérico do desenvolvimento é p C7 −1 x p p (x4 )7−p = C7 (−1)p x28−5p .Unidade 16 Solução. tp > tp−1 quando 51 − 4p > 0 e temos tp < tp−1 quando 51 − 4p < 0. Para isso.4 MA12 . 312 . Solução. O termo genérico do desenvolvimento é tp = p p n−p Cn ax = p C50 1 3 p . Determine o termo máximo do desenvolvimento de 1 1+ 3 50 . O coeciente é −21. calculamos tp − tp−1 = = = = p C50 1 p−1 1 − C50 3 3 50! 50! − p p!(50 − p)!3 (p − 1)!(51 − p)!3p−1 1 50! 1 − p − 1 (p − 1)!(50 − p)!3 3p 51 − p 50! 51 − 4p . Portanto. ou seja. O termo máximo é 12 t12 = C50 . Vamos descobrir para que valores de p os termos crescem. Logo. isto é. O termo procurado é C7 Exemplo 2.

Determine o termo independente de x no desenvolvimento de x3 − 1 x2 10 3. determine o valor de: a) A0 + A1 + A2 + · · · + A2n b) A0 + A2 + A4 + · · · + A2n . 6. Determine o termo máximo do desenvolvimento de 1 1+ 2 100 . 2.Combinatória 5 Exercícios Com 7 vitaminas diferentes. . 5. quantos coquetéis de duas ou mais vitaminas podemos formar? 1. 0 1 2 n Determine o valor da soma Cn + 3 Cn + 3 2 Cn + · · · + 3 n Cn . Se (1 + x + x2 )n = A0 + A1 x + A2 x2 + · · · + A2n x2n . p b) C21 . 7. Determine p para que seja máximo: p a) C10 . . 4. Determine o coeciente de xn no desenvolvimento de (1 − x)2 · (x + 2)n .

8. analisar porque ela está errada. 6a. Aprenda e faça com que os alunos aprendam com os erros. Sugestões aos Exercícios 3. diante de uma solução errada. Faça x = −1. O melhor modo de mostrar que a > b é mostrar que a − b é positivo. Prove que 10150 > 9950 + 10050 . resista à tentação de em cada problema buscar solução mais elegante. Faça x = 1. Você quer mostrar que é o bom ou quer que seus alunos aprendam? Se você prefere a segunda alternativa. 3 Sobre o Ensino de Combinatória Não faça fórmulas demais ou casos particulares demais.Unidade 16 8. 5.6 MA12 . A soma pedida é o desenvolvimento de um binômio de Newton. . O que deve ser procurado é um método que permita resolver muitos problemas e não um truque 3. O termo independente de x é o termo em x0 . permutações e combinações tem diculdade de resolver até mesmo o nosso segundo exemplo (o das bandeiras). Isso obscurece as ideias gerais e torna as coisas mais complicadas. É importante. 101 = 100 + 1 e 99 = 100 − 1. Quem troca o princípio básico da contagem por fórmulas de arranjos. 1. 6b. 2.

Não se deve mostrar o truque antes de mostrar os métodos. raciocínios do tipo contar a mais e depois descontar o que não servia e foi contado indevidamente. a primeira solução apresentada é melhor do que a segunda para educar o raciocínio do aluno. os problemas dos exemplos 2. no exemplo 7 da parte de combinações. Os raciocínios que resolvem a maior parte dos problemas de Combinatória são essencialmente construtivos. A beleza de alguns truques só pode ser apreciada por quem tem domínio dos métodos.Combinatória 7 que resolva maravilhosamente um problema. para que servem arranjos? 4. 14. Sendo mais especíco: no exemplo 6. por exemplo. 17 e 19 da mesma seção? Aliás. da seção de princípios básicos. Não dê preferência a raciocínios destrutivos. 5. impossível é aprender alguma coisa apenas com truques em vez de métodos. Combinatória não é difícil. Por exemplo. . foram apresentados dois métodos e um truque. Um processo seguro de tornar as coisas complicadas é começar assim: esse é um problema de arranjos ou de combinações? Como se resolveriam. 3 e 5 da seção 2.1 e os problemas propostos números 10. Embora em certos casos seja melhor usar um raciocínio destrutivo. seus alunos só se sentirão seguros quando dominarem os raciocínios construtivos.

MA 12 . . redigindo as suas solu¸ c˜ oes com cuidado. Resolva o m´ aximo que puder.Unidade 17 Combinat´ oria – Resolu¸ c˜ ao de Problemas Semana de 06/06 a 12/06 Nesta unidade. vocˆ e ter´ a 12 exerc´ ıcios para resolver.

Unidade 17 Combinatória Problemas Semana 06/06 a 12/06 1. a pessoa de número 4 mexe nos armários de números 4. inicial- mente todos fechados. cada quadrante com uma só cor. Por exemplo.MA12 . abrindo os que encontra fechados e fechando os que encontra abertos. . Em um corredor há 900 armários. Ao nal. quais armários carão abertos? 2. 8. 1 . 12. De quantos modos podemos colorir os quatro quadrantes de um círculo. numeradas de 1 a 900. . . atravessam o corredor. . Dispomos de 5 cores distintas. 900 pessoas. A pessoa de número k reverte o estado de todos os ar- mários cujos números são múltiplos de k. numerados de 1 a 900.

sendo 5 de frente e 5 de costas. Em uma banca há 5 exemplares iguais da Veja. 6 exemplares Quantas iguais da Manchete e 4 exemplares iguais da Isto é. coleções não-vazias de revistas dessa banca podem ser formadas? 9. Quantos são os inteiros positivos de 4 dígitos nos quais o alga- rismo 5 gura? 8. De quantos modos eles podem se sentar. Um vagão do metrô tem 10 bancos individuais.2 MA12 . De 10 passageiros. 3 preferem sentar de costas e os demais não têm preferência. Quantas vezes o alga- rismo 0 é escrito? 7. 4 preferem sentar de frente. De quantos modos podemos formar uma palavra de 5 letras de um alfabeto de 26 letras.Unidade 17 se quadrantes cuja fronteira é uma cor? linha não podem receber a mesma 3. respeitadas as preferências? 6. As placas dos veículos são formadas por três letras (de um al- fabeto de 26) seguidas por 4 algarismos. Quantas placas poderão ser formadas? 5. se a letra A deve gurar na palavra mas não pode ser a primeira letra da palavra? E se a palavra devesse ter letras distintas? 4. Escrevem-se os inteiros de 1 até 2 222. de 13h às . Uma turma tem aulas as segundas. quartas e sextas.

Física e Química. As matérias são Matemática. de quantos modos se pode formar um casal? − foi resolvido por um aluno do modo a seguir: A primeira pessoa do casal pode ser escolhida de 10 modos. O problema do exemplo 1 − Com 5 homens e 5 mulheres. pois deve ser de sexo diferente da primeira pessoa. Escrevem-se números de 5 dígitos. em dias diferentes. De quantos modos pode ser feito o horário dessa turma? 10. Qual é o número mínimo de cartões para representar todos os números de 5 dígitos? 12. Lembre-se que o número de divisores positivos de 2α × 3β × 5γ × . a segunda pessoa só poderá ser escolhida de 5 modos. se transforma em 9 e vice-versa. . Há portanto 10 × 5 = 50 modos de formar um casal. Como 0. 1 e 8 não se alteram de cabeça para baixo e como 6.Combinatória . Qual a soma dos divisores positivos de 360? Sugestões aos Exercícios 1. um mesmo cartão pode representar dois números (por exemplo. . é .Problemas 3 14h e de 14h às 15h. Onde está o erro? 11. em cartões. cada uma com duas aulas semanais. inclusive os começados em 0. Escolhida a primeira pessoa. de cabeça para baixo. 06198 e 86190). O armário de número k é mexido pelas pessoas cujos números são divisores de k. pois ela pode ser homem ou mulher. Um armário cará aberto se for mexido um número ímpar de vezes.

pois ela pode gurar uma só vez. 2. No caso sem repetição. Conte quantas vezes o 0 aparece nas unidades. pois ele pode gurar uma só vez. há 2 modos de escolher o horário da aula de Matemática da segunda e 2 modos de escolher o horário da aula de Matemática da quarta.. ou duas. Note que no caso em que são permitidas repetições. . ou duas. etc.4 MA12 . a condição do 5 gurar no número é terrível. a condição da letra A gurar na palavra é terrível. Não esqueça de retirar da sua contagem a coleção vazia. 3. etc.. digamos segundas e quartas. etc. etc. etc. Para formar uma coleção.. Há 3 modos de escolher os dias de Matemática. some com o número de vezes que ele aparece nas dezenas. . 25 modos de escolher a letra da primeira casa restante. Note que como são permitidas repetições. É melhor fazer todos os números menos aqueles em que o 5 não gura.Unidade 17 igual a (α + 1)(β + 1)(γ + 1) . 6. Conte separadamente os casos em que os quadrantes 1 e 3 têm cores iguais e cores diferentes.. você poderia também contar diretamente: há 4 modos de escolher a posição A. escolhidos os dias. 24 para a segunda casa restante. Por isso é melhor contar todas as palavras do alfabeto e diminuir as que não têm A e as que começam por A. 7. Há 2 modos de escolher os dias da Física (não . 8. você deve decidir quantas Veja farão parte da coleção. 9.

Combinatória . Há três tipos de cartões: os que não podem ser virados de cabeça para baixo. Se há esses tipos.Problemas 5 podem ser os mesmos da Matemática senão a Química caria com as aulas no mesmo dia). etc. x. 11. os que virados de cabeça para baixo continuam representando o mesmo número e os que virados de cabeça para baixo passam a representar números diferentes. y e z cartões de cada um z é x + y + . z + y e x + y + z. respectivamente. a resposta y. É fácil calcular 2 .

Redija com cuidado as suas solu¸ c˜ oes.MA 12 . .Unidade 18 Combinat´ oria – Resolu¸ c˜ ao de Problemas Semana de 13/06 a 19/06 Nesta unidade. vocˆ e ter´ a mais quinze exerc´ ıcios relativo ` a mat´ eria da Unidade 15.

c) Suponha que as faces são iguais e que a soma dos pontos de faces opostas deva ser igual a 7. De quantos modos é possível colocar r rapazes e m moças em la de modo que as moças permaneçam juntas? 2. 1 . Quantos dados diferentes é possível formar gravando números de 1 a 6 sobre as faces de um cubo? a) Suponha uma face de cada cor.MA12 . b) Suponha faces iguais.Unidade 18 Combinatória Problemas Semana 13/06 a 19/06 1.

Quantos são os seus subconjun- tos com p elementos? 7. Por- tuguês. Qual é o erro da solução abaixo? Com 5 homens e 4 mulheres. com pelo menos 3 homens. O conjunto A possui n elementos. n 4. Este ano a divisão foi: Matemática. Resolva o problema anterior.Unidade 18 3. quantas comissões de 5 pessoas. Determine n para que k! k=1 seja um quadrado perfeito. homens ou mulheres. entre as 6 pessoas restantes. Biologia e Inglês no primeiro dia e Geograa. História. 9. para os outros 4 poliedros regulares. o que pode ser feito de 3 C5 = 10 modos. no caso b). 5. Agora devemos escolher mais duas pessoas para a comissão. podem ser formadas? Solução: Primeiramente vamos escolher 3 homens para a comissão.2 MA12 . endário de provas? De quantos modos pode ser feito o cal- 8. Física e Química no segundo dia. Quantas diagonais possui: a) um octaedro regular? b) um icosaedro regular? c) um dodecaedro regular? d) um cubo? . Uma faculdade realiza seu vestibular em dois dias de provas. Quantos são os anagramas da palavra ESTRELADA? 6. com 4 matérias em cada dia. A resposta é 10 × 15 = 150. o que pode ser feito de 2 C6 = 15.

cada um desses grupos aparecendo em 4 naipes: copas. 8. a2 . a) Quantas são as extrações possíveis? Quantas são as extrações nas quais se forma: b) um par (duas cartas em um mesmo grupo e as outras três em três outros grupos diferentes)? c) dois pares (duas cartas em um grupo. e a2 guram. dama. . . 2. m} e In = {1. . valete. a2 13. paus.Combinatória .Problemas 3 e) um prisma hexagonal regular? 10. 9. gura. ouros. an }. . a2 a1 e gura. . Sejam Quantas Im = {1. rei e ás. . . . Quantos são os subconjuntos de {a1 . sacam-se simultaneamente 5 cartas. não gura. . . d) pelo menos um dos elementos e) exatamente um dos elementos a1 . 2. nos quais: a) b) c) a1 a1 a1 gura. 10. com m são as funções f : Im → In estritamente crescentes? n. duas em outro grupo e uma em um terceiro grupo)? d) uma trinca (três cartas em um grupo e as outras duas em dois outros grupos diferentes)? e) um four (quatro cartas em um grupo e uma em outro grupo)? . com p elementos. Quantos são os números naturais de 7 dígitos nos quais o dígito 4 gura exatamente 3 vezes e o dígito 8 exatamente 2 vezes? 12. n}. De um baralho de pôquer (7. . . 11. espadas).

A resposta é a anterior . quando mudamos o cubo de posição obtemos o mesmo Por exemplo. Sabe-se que toda vez que 4 pontos de C são coplanares. Antes.Unidade 18 f ) um full hand (três cartas em um grupo e duas em outro grupo)? g) uma sequência (5 cartas de grupos consecutivos. era diferente de colocar o 6 em cima e o 1 embaixo. não sendo todas do mesmo naipe)? h) um ush (5 cartas do mesmo naipe. dama. b) p = n + 1. para: a) B possui n eleDetermine o número de funções f : A → B sobrejetoras p = n. Quantos são os planos que contêm pelo menos três pontos de C? Sugestões aos Exercícios 2a. é o mesmo dado de cabeça para baixo. Agora não. 2b. não sendo elas de 5 grupos consecutivos)? i) um straight ush (5 cartas de grupos consecutivos. possui elementos e o conjunto A p 15. rei e ás de um mesmo naipe)? 14. na face preta. na face branca. então eles são pontos de C1 . Devemos colocar 6 números em 6 lugares. e o 6 em baixo. Considere um conjunto C de 20 pontos do espaço que tem um subconjunto C1 formado por 8 pontos coplanares. todas do mesmo naipe)? j ) um royal straight ush (10. valete. c) p = n + 2. Agora. colocar o 1 em cima. um dado que tem o 1 e o 6 em faces opostas: dado.4 MA12 . A resposta é 6!. O conjunto mentos.

9. 10. . dos 8. Essas funções são bijetoras. Ignore o problema do 0 na primeira casa. Se k > 4.Problemas 5 dividida pelo número de posições de colocar um cubo. 14a. 13b. Desconte os números começados em 0. Há duas possibilidades: um elemento de B tem sua imagem inversa formada por três elementos e os demais têm imagens inversas unitárias ou dois elementos de B têm imagens inversas formadas por dois elementos e os demais têm imagens inversas unitárias. A função ca determinada quando se escolhem os m elementos de In que formarão a imagem. 14c. 43 Um elemento de B tem sua imagem inversa formada por dois elementos e os demais têm imagens inversas unitárias. Há 8 modos de escolher o grupo das suas cartas que formarão o par propriamente dito. arestas ou di- agonais de faces. Escolha os lugares dos 4. há 2 C4 modos de escolher os naipes dessas 3 cartas. preencha as casas restantes. 11. 14b. há C7 modos de escolher os grupos das outras três cartas e modos de escolher seus naipes. Os segmentos que ligam dois vértices são diagonais. Há 6 modos de escolher a face que ca em baixo e 4 modos de escolher nessa face a aresta que ca de frente. 4. k ! termina em 0.Combinatória .

Unidade 19 Combinat´ oria – Resolu¸ c˜ ao de Problemas Semana de 13/06 a 19/06 Nesta unidade. . redigindo as suas solu¸ c˜ oes com cuidado.MA 12 . Resolva o m´ aximo que puder. vocˆ e tem mais quinze exerc´ ıcios para resolver.

.MA12 . Uma la de cadeiras no cinema tem 10 poltronas. . De quantos mo- dos 3 casais podem se sentar nessas poltronas de modo que nenhum marido se sente separado de sua mulher? 2. n} sem selecionar dois números consecutivos? 1 . Quantos são os anagramas da palavra PARAGUAIO que não possuem consoantes adjacentes? 3. De quantos modos podemos selecionar p elementos do conjunto {1. .Unidade 19 Combinatória Problemas Semana 13/06 a 19/06 1. 2. .

os planos são guardados em um cofre protegido por muitos cadeados de modo que só é possível abri-los todos se houver pelo menos 5 cientistas presentes. Por questões de segurança. . a) Calcule x. De quantos modos ele pode fazer os convites se ele não deseja que um mesmo par de alunos compareça a mais de um jantar? 6.Unidade 19 4. . Onze cientistas trabalham num projeto sigiloso. quantas chaves cada cientista deve ter? 5. durante 7 dias consecutivos. . ocupa o 3 cente de índices. Quantas são as combinações nas quais o elemento a8 o lugar? 7. Em uma escola. a) Qual é o número mínimo possível de cadeados? b) Na situação do item a). . De quantos modos é possível colocar em la h homens e m mulhe- res. . Formam-se as combinações simples de classe 5 dos elementos as quais são escritas com os elementos em ordem cres- a1 . um professor resolve se despedir de seus 7 alunos oferecendo. 7 jantares para 3 alunos cada. Depois de ter dado um curso. todos de alturas diferentes. x professores se distribuem em 8 bancas exa- minadoras de modo que cada professor participa de exatamente duas bancas e cada duas bancas têm exatamente um professor em comum.2 MA12 . de modo que os homens entre si e as mulheres entre si quem em ordem crescente de alturas? 8. b) Determine quantos professores há em cada banca. a2 . a12 .

mulher à esquerda ou vice-versa). A partir de um conjunto de a atletas formam-se t times de k atletas cada. de modo que duas delas. Quantas são as soluções inteiras e positivas de x + y + z = 7? x+y+z 6? 14. Uma indústria fabrica 5 tipos de balas que são vendidas em caixas de 20 balas. Quantas são as soluções inteiras e não-negativas de 15. Determine: a) de quantos times cada atleta participa. Vera e Isadora. De quantos modos podemos formar uma roda de ciranda com 5 meninos e 5 meninas de modo que pessoas de mesmo sexo não quem juntas? 12. não quem juntas? 13. você tem que formar uma la . De quantos modos podemos formar uma roda de ciranda com 6 crianças. Quantos tipos de caixas podem ser montados? Sugestões aos Exercícios 1. 10. De quantos modos podemos formar uma mesa de buraco com 4 jogadores? 11. Todos os atletas participam de um mesmo número de times e cada par de atletas ca junto no mesmo time um mesmo número de vezes.Problemas 3 9. de um só tipo ou sortidas.Combinatória . b) em quantos times cada par de atletas ca junto. Escolhida a ordem em que cada casal vai se sentar (marido à di- reita.

para cada solução. Na situação do número mínimo de cadeados. − os elementos não com p sinais + e n − p − . A. B. Não pense mais nos cadeados e sim nos seus nomes. Um bom nome para o professor que pertence às bancas 1 e 2 é professor 1 − 2. sem que haja dois sinais + adjacentes. y de 1+b e minar soluções inteiras e não-negativas 1 + c. no conjunto {1. 3. y = 2. 2. Você tem que formar uma la sinais 4. Prove inicialmente que cada aluno comparece a exatamente 3 jantares. 8. Chamando 1 + a. é barrado por pelo menos um cadeado. com o sinal + os elementos selecionados para o subconjunto e com o sinal selecionados.Unidade 19 com 3 casais e 4 lugares vazios. n} . por exatamente um cadeado. . x de 13. a folga. 5. D não têm a chave desse cadeado e todos os outros cientistas a têm. ABCD. você tem para a + b + c = 4. a solução x = 1. máximo que poderia atingir e o valor que x+y+z .4 MA12 . . . que é a diferença entre o valor x + y + z realmente atinge. Arrume primeiramente apenas as vogais e depois entremeie as con- soantes. Cada solução da inequação x + y + z 6 corresponde a uma solução da equação x + y + z + f = 6 e vice-versa. Dena. Marque. C. Por exemplo. z = 1 tem folga 2. . 2. Batizemos esse cadeado de ABCD. de z de deter- 14. Um grupo de 4 cientistas.

Unidade 20 Atividade Especial Semana de 20/06 a 26/06 Esta unidade será dedicada a resolver um problema de combinatória com uma inesperada aplicação.MA12 . utilizando uma técnica que é empregada em muitas situações onde dois elementos de um conjunto são identificados quando são imagens um do outro por certas transformações dadas. Ele quer fabricar pulseiras com um determinado número fixado de contas cada uma. levando em consideração que a moda da estação dita que cada pulseira tenha que ser formada com um número primo p de contas e que nem todas as contas sejam de uma só cor. O problema que resolveremos é um típico problema de contagem em presença de simetrias. . Fabricando Pulseiras Um artesão possui contas coloridas de n cores distintas com grande quantidade de contas de cada cor.

O princípio fundamental da contagem nos diz que podemos formar np correntes distintas. Note que. ou seja. a segunda e a terceira corrente formam pulseiras iguais. elas são consideradas distintas. quantas correntes terá cada lote. pois é só girar uma de 180 graus para obter a outra. as n correntes correspondentes a cada uma das n cores. Ao vender cada lote de correntes. inicialmente. Portanto. com p contas de n cores. estritamente falando. o mesmo ocorrendo com a quarta. Note que. a primeira. para serem posteriormente fechadas amarrando as extremidades.2 Unidade 20 O seu processo de fabricação consiste em produzir lotes formados de todas as correntes distintas que podem ser feitas com p contas enfiadas em um cordão. para o nosso pouco perspicaz artesão. Vejamos. Dessas correntes. o lote de fabricação consiste das seguintes correntes: − − −P − − − − − P − − − − − B − −− − − −P − − − − − B − − − − − P − −− − − −B − − − − − P − − − − − P − −− − − −B − − − − − B − − − − − P − −− − − −B − − − − − P − − − − − B − −− − − −P − − − − − B − − − − − B − −− − − −P − − − − − P − − − − − P − −− − − −B − − − − − B − − − − − B − −− das quais ele descarta as duas últimas que são monocromáticas. com duas cores (n = 2): preto (P) e branco (B) e três contas em cada corrente (p = 3). são iguais entre si. Entretanto. ele quer embalar em pacotes separados cada conjunto de correntes que ao final produzem a mesma pulseira. de tal . formando assim as pulseiras. Vejamos agora como separar o conjunto C dessas np − n correntes em pacotes onde as correntes de cada pacote produzem pulseira iguais. Por exemplo. a primeira e a terceira corrente. bem como a quarta e a sexta. devemos retirar aquelas onde as p contas têm mesma cor. a quinta e a sexta corrente. como acima. o número total de correntes é np − n. no exemplo acima.

. Esta transformação nada mais é do que uma função de C em si mesmo. e com . para todo C em C . voltamos a ter a mesma corrente C . σ −2 = σ −1 ◦ σ −1 . obtemos uma corrente que produz uma pulseira igual à anterior.. De fato. 2) Dada uma corrente C . se repetirmos p vezes a operação σ em uma corrente qualquer C . pega a última conta de uma corrente e a coloca no início da fila. com duas cores (n = 2): preto (P) e branco (B). 4) Mostre que se 0 ≤ i < p. 5) Convença-se de que para C ∈ C . esta função é invertível cuja inversa σ −1 é a função que desfaz o que σ faz. . considere a corrente com p (= 3) contas − − −P − − − − − P − − − − − B − −− Ao efetuarmos a transformação acima nesta corrente. Façamos algumas observações sobre essa função σ : 1) A função σ é uma bijeção de C . Note que se em uma corrente pegarmos a primeira conta e a colocarmos no final da fila. onde Id é a função identidade de C 3) Convença-se de que σ p = Id. Define-se σ 1 = σ e σ 0 = Id. para todo i. Sugestão Mostre que se σ (C ) = C . que denotaremos por σ : C → C . σ 3 = σ 2 ◦ σ = σ ◦ σ ◦ σ.Atividade Especial 3 modo que dois pacotes distintos não possuam nenhuma pulseira em comum. ou seja. a corrente σ (C ) produz a mesma pulseira. isto é.. então σ i (C ) = C . quando se amarram as pontas. Podemos compor cada uma das funções σ e σ −1 consigo mesma quantas vezes quisermos: σ 2 = σ ◦ σ. obteremos a corrente − − −P − − − − − B − − − − − P − −− que produz uma pulseira igual à anterior. −3 −2 −1 −1 −1 −1 σ = σ ◦ σ = σ ◦ σ ◦ σ . tem-se que σ (C ) = C . Por exemplo.. . então σ −i (C ) = σ p−i (C ).

com 0 ≤ i ≤ j < p. σ r (C1 ) = C1 . pelas Observações 3 e 5. logo C1 = σ 0 (C1 ) = σ −i (σ i (C1 )) = σ −i (σ j (C1 )) = σ j −i (C1 ). Pegue uma corrente C1 de C ao acaso. possui p elementos distintos. então k = p. para alguns i e j . temos que p = kq .4 Unidade 20 algum argumento simples mostre que a corrente C seria necessariamente monocromática. Em seguida. temos necessariamente k = p. em virtude da minimalidade de p com a propriedade de que σ p (C1 ) = C1 . σ j −i (C1 ) = C1 e como 0 ≤ j − i < p. q vezes Portanto. Forme o pacote: C1 = C1 . Suponha que σ i (C1 ) = σ j (C1 ). σ (C1 ). Portanto. Vamos inicialmente mostrar que se k é o menor inteiro positivo tal que σ (C1 ) = C1 .. Sendo p um número primo e sendo k > 1. . Portanto. acima.. Vamos agora à preparação dos pacotes. o que implica que r = 0.. Pelo algoritmo da divisão euclidiana. temos que j = i. de (1). podemos escrever p = kq + r. logo C1 = σ p (C1 ) = σ r σ k ◦ · · · ◦ σ k (C1 ) = σ r (C1 ). vamos mostrar que o pacote C1 . pois k é o menor dos expoentes positivos para os quais σ k (C1 ) = C1 e r < k . temos que 1 < k ≤ p. σ 2 (C1 ). (1) . com 0 ≤ r < k. k De fato. σ p−1 (C1 ) .

Atividade Especial

5

Para gerar o segundo pacote, tomamos uma corrente C2 qualquer que não esteja no pacote C1 e formamos o pacote C2 = C2 , σ (C2 ), σ 2 (C2 ), ..., σ p−1 (C2 ) ,

que possui p elementos distintos, como verificado anteriormente para o pacote C1 . Vamos agora mostrar que C1 ∩ C2 = ∅. De fato, se σ i (C1 ) = σ j (C2 ), com 0 ≤ i < p e 0 ≤ j < p, então C2 = σ i−j (C1 ), se i ≥ j p−(j −i) σ (C1 ), se i < j,

o que mostraria que C2 ∈ C1 ; contradição. Para formar o terceiro pacote, tome C3 ∈ C1 ∪ C2 e tome C3 = C3 , σ (C3 ), σ 2 (C3 ), ..., σ p−1 (C3 ) ,

que possui p elementos distintos e não tem elementos em comum com os pacotes C1 e C2 (mesmo raciocínio que acima). Continuamos, desse modo, a formar pacotes até esgotarmos todos os elementos de C . Denotando por N o número de pacotes assim obtidos, temos então que N p = np − n. Portanto, chegamos à conclusão de que se p é um número primo, então, para todo número natural n, o número np − n é divisível por p. Assim, o número N de pacotes de pulseiras iguais que o artesão produz em cada lote de sua produção é dado por np − n N= . p

A Conexão Inesperada
A contagem que acabamos de realizar dá uma prova combinatorial de um dos teoremas mais notáveis da aritmética, o Pequeno Teorema de Fermat, cujo enunciado damos a seguir.

6 Unidade 20 Pequeno Teorema de Fermat Seja p um número primo. Dado um número natural n, qualquer, tem-se que p divide o número np − n. Este teorema foi divulgado por Fermat em uma de suas cartas de 1640, sem porém divulgar a sua demostração, que ele classificava como trabalhosa. As primeiras provas que se conhecem foram dadas por Leibniz (não publicada) e por Euler, cerca de um século mais tarde. Este teorema não para de surpreender pelas aplicações que tem encontrado na matemática e, mais recentemente, na criptografia, conforme teremos oportunidade de ver na disciplina Aritmética I, do póximo semestre. A prova combinatorial que demos acima é devida a S. W. Golomb1 . Só para apreciar o conteúdo aritmético desse resultado, vamos analisá-lo para p igual a 2, 3 e 5. Para p = 2, temos n2 − n = n(n − 1), e o resultado é óbvio, pois de dois inteiros consecutivos, um deles é par. Para p = 3, temos n3 − n = n(n2 − 1) = n(n − 1)(n + 1), e o resultado é também óbvio, pois de três inteiros consecutivos, um deles é múltiplo de três. Para p = 5, temos n5 − n = n(n − 1)(n + 1)(n2 + 1), e o argumento acima já não funciona mais. Pode-se provar o resultado, neste caso, supondo que se nenhum dos números n − 1, n, n + 1 é múltiplo de 5, então n2 + 1 é múltiplo de 5. Deixamos ao leitor a tarefa de tentar mostrar diretamente o caso p = 7. A prova aritmética do Pequeno teorema de Fermat será dada na disciplina Aritmética I, do próximo semestre.
publicada no artigo Combinatorial proof of Fermat’s little theorem. American Mathematical Monthly, 63(10) pag. 718, Dezembro de 1956. Reproduzido em http://www.math.upenn.edu/∼ kennardl/math170/reading/Golomb_F LT necklaces.pdf
1

MA 12 - Unidade 21 Probabilidade Semana de 27/06 a 03/07

Iniciamos, nesta unidade, o estudo de Probabilidade, uma das aplica¸ co ˜es da Combinat´ oria. A Teoria de Probabilidade, como diz o nome, ´ e o estudo de fenˆ omenos que envolvem a incerteza e se originou como instrumento para modelar jogos de azar, como cartas e dados. Probabilidade ´ e a base para a Estat´ ıstica, ciˆ encia utilizada nas mais diversas atividades humanas, sendo fundamental em v´ arias ´ areas, como Ciˆ encias Humanas, Ciˆ encias da Sa´ ude, Economia e Finan¸ cas, Ecologia e Teoria dos Jogos, entre muitos outros. Do ponto de vista te´ orico, atualmente, a Teoria de Probabilidade ´ e utilizada como ferramenta em algumas ´ areas da F´ ısica e, cada vez mais, em ´ areas da pr´ opria Matem´ atica. Por esse motivo, o ensino de Probabilidade no Ensino M´ edio ´ e importante e atual. Esse assunto ´ e muito vasto, mas aqui s´ o trataremos de alguns conceitos b´ asicos e suas aplica¸ c˜ oes. Definem-se o conjunto espa¸ co amostral e a no¸ c˜ ao de probabilidade como sendo uma fun¸ c˜ ao num´ erica com dom´ ınio no conjunto das partes desse espa¸ co. Os subconjuntos do espa¸ co amostral s˜ ao os chamados eventos. As propriedades b´ asicas da fun¸ c˜ ao probabilidade s˜ ao dadas no Teorema 1, que bastar˜ ao para resolver os problemas dessa unidade. No final dessa unidade, est˜ ao propostos 9 problemas; resolva quantos puder. V´ ıdeos associados: 1. PAPMEM. Livro Temas e Problemas Elementares. Probabilidade, Prof. Paulo Cezar Carvalho. Janeiro 2009, Volume 2 (n´ ıvel fundamental). 2. PAPMEM. Probabilidade, Prof. Paulo Cezar Carvalho. Segunda Edi¸ c˜ ao, Julho 2006, Volume 2 (n´ ıvel fundamental).

MA12 - Unidade 21 Probabilidade Semana 27/06 a 03/07

1 Conceitos Básicos
Experiências que repetidas sob as mesmas condições produzem geralmente resultados diferentes são chamadas de aleatórias. Por exemplo, retira-se uma carta de um baralho e verica-se se ela é ou não um curinga; compra-se uma lâmpada e verica-se se ela queima ou não antes de 100h de uso; joga-se um dado até se obter um seis e conta-se o número de lançamentos.

Chamaremos de espaço amostral o conjunto de todos os resultados possíveis de uma experiência aleatória. Representaremos o espaço amostral por

S

e só vamos considerar aqui o caso de

S

ser nito ou

1

2

MA12 - Unidade 21

innito enumerável. Os subconjuntos de

S

serão chamados de even-

tos. Diremos que um evento ocorre quando o resultado da experiência
pertence ao evento.

Exemplo 1.

Lança-se uma moeda e observa-se a face que cai voltada

S = {cara, coroa} e há 4 eventos: ∅, A = {cara}, B = {coroa} e S . ∅ é um evento que não ocorre nunca e é chamado de evento impossível. O evento A ocorre se e somente se o lançamento resulta em cara. S ocorre sempre e é chamado de evento
para cima. O espaço amostrai é certo.

Exemplo 2.

Lança-se um dado e observa-se a face que cai voltada

para cima. O espaço amostral é Alguns desses eventos são: sempre;

S = {1, 2, 3, 4, 5, 6}

e há 64 eventos.

∅,

que não ocorre nunca;

S,

que ocorre

A = {2, 4, 6}, que ocorre se e somente se o resultado do lança{6}, {5, 6},

mento for par, etc. Se o resultado do lançamento for seis, ocorrem os eventos

{2, 4, 6}

etc.

Exemplo 3.
S, A ∪ B

Se

A

e

B

são eventos em um mesmo espaço amostral

é o evento que ocorre se e somente se ocorre o evento

A
e

ou

ocorre o evento

B,

isto é, ocorre pelo menos um dos eventos

A

B;

A ∩ B é o evento que ocorre se e somente se ocorrem ambos os eventos A e B ; A − B é o evento que ocorre se e somente se ocorre o evento A mas não ocorre o evento B ; A, chamado de evento oposto a A, é o evento que ocorre se e somente se o evento A não ocorre.

Associaremos a cada evento um número, que chamaremos de pro-

Probabilidade

3

babilidade do evento e que traduzirá nossa conança na capacidade do evento ocorrer.

Denição.
evento

Uma probabilidade é uma função que associa a cada

A

um número

i) Para todo

P (A) de forma evento A, 0 P (A)

que:

1.

P (S ) = 1 iii)Se A e B
ii)

são eventos mutuamente excludentes , isto é, even-

tos que não podem ocorrer simultaneamente

(A ∩ B = ∅)

então

P (A ∪ B ) = P (A) + P (B ).

Exemplo 4.
para cima.

Lança-se uma moeda e observa-se a face que cai voltada

O espaço amostral é

S = {cara, coroa}

e há 4 eventos:

,

A = {cara}, B = {coroa}, S .

Uma probabilidade que pode ser

denida é

P1 (∅) = 0, P1 (A) = P1 {cara} = 0, 5, P1 (B ) = P1 {coroa} = 0, 5
e

P1 (S ) = 1.

Verique que as três condições da denição de probabi-

lidade são satisfeitas. Outra probabilidade que pode ser denida é

P2 (∅) = 0, P2 (A) = P2 {cara} = 0, 3, P2 (B ) = P2 {coroa} = 0, 7
e

P2 (S ) = 1.

Verique que as três condições da denição de probabi-

lidade são satisfeitas. É claro que se desejamos que a probabilidade traduza nossa conança na capacidade do evento ocorrer,

P1

constitui um modelo ade-

quado quando acreditamos ser o resultado cara tão provável quanto o resultado coroa.

P2 ,

por sua vez seria mais adequado se tivéssemos

2 Laplace. Não poderia ser de outra forma pois se S = {x1 . Se temos n elementos no espaço amostral e queremos que todos os eventos unitários tenham a mesma probabilidade. Pascal e Laplace no estudo dos jogos de azar. é fácil ver que. . .Unidade 21 lançado a moeda um número grande de vezes e obtido o resultado cara em 30% dos lançamentos. Encerrando o exemplo. x2 . Os modelos probabilísticos que usamos mais frequentemente são exatamente os apresentados no exemplo anterior. n Analogamente. Pierre Simon (1749-1827). xn } n P (x1 ) = P (x2 ) = · · · = P (xn ) = k . se um evento formado por e X é j elementos então de um evento é a razão entre o número de casos favoráveis ao evento e o número total de casos possíveis. Outro é o modelo frequencial. Entretanto. um breve comentário a respeito de notação. Um é o modelo equiprobabilístico. Jerônimo (1501-1576). A ocorreu em j dessas experiências. Se repetimos a experiência e o evento j P (X ) = . . por iii). xn } = P ({x1 } ∪ {x2 } ∪ · · · ∪ {xn }) = P ({x1 }) + P ({x2 }) + · · · + P ({xn }) 1 = k + k + · · · + k = nk e k = . matemático italiano. . quando não houver risco de confusão daremos preferência à notação mais simples. 1 = P (S ) = P {x1 . nesse modelo. a probabilidade 2 entre outros. n vezes adotamos para P (A) a 1 Cardano. matemático francês. . n 1 Ou seja. . . . Deveríamos ter escrito P ({cara}) e não P {cara}. devemos atribuir a cada evento unitário a probabilidade 1 . Foi esse o modelo adotado por vários matemáticos como Cardano . temos. x2 .4 MA12 . .

Vamos determinar a probabilidade disso não acontecer. dia? Em um grupo de r pessoas. iii) P (A) = P [(A − B ) ∪ (A ∩ B )] = P (A − B ) + P (A ∩ B ) pois A − B e A ∩ B são mutuamente excludentes. O . temos P (A) P (B ). A⊃B i) então v) Se P (A) P (B ). se A ⊂ B resulta P (A − B ) = P (A) − P (B ). Teorema 1. ii) P (S ) = P (S ∪ ∅) = P (S ) + P (∅). qual é a probabilidade de haver pelo menos duas pessoas que façam aniversário no mesmo Solução. Como P (A − B ) 0. i) ii) iii) iv) Se A e B são eventos. Daí. Exemplo 5. P (A − B ) = P (A) − P (A ∩ B ). resulta P (A ∪ B ) = P (A) + P (B ) − P (A ∩ B ). Daí. Prova. Como P (A − B ) = P (A) − P (A ∩ B ). pois S e ∅ são mutuamente excludentes. P (A ∪ B ) = P (A) + P (B ) − P (A ∩ B ). P (∅) = 0. 1 = P (S ) = P (A ∪ A) = P (A) + P (A). então: P (A) = 1 − P (A). o número de vezes que o evento ou A ocorreu dividido pelo número total de repetições da experiência. n O teorema a seguir contém as propriedades das probabilidades.Probabilidade 5 frequência relativa do evento A. isto é. j seja. v) Como P (A − B ) = P (A) − P (A ∩ B ). Daí. iv) P (A ∪ B ) = P [(A − B ) ∪ B ] = P (A − B ) + P (B ) pois A − B e B são mutuamente excludentes. P (A − B ) = P (A) − P (A ∩ B ). P (∅) = 0. P (A) = 1 − P (A). P (A) = .

é mais provável haver duas pessoas com o mesmo aniversário do que todas aniversariarem em dias diferentes. 12 0. r 5 10 15 20 23 25 30 40 45 50 Probabilidade 0.6 MA12 . . a probabilidade de A tabela abaixo dá. 25 0. 94 0. 03 0. 89 0. havendo r fatores nesse produto. Em um grupo de 23 pessoas. 97 O resultado é surpreendente. 41 0. O número de casos favoráveis a que todas aniversariem em dias diferentes é 365 × 364 × · · · × (366 − r). 57 0.Unidade 21 número de casos possíveis para os aniversários das r pessoas é 365r . a probabilidade de não haver pelo menos duas pessoas que façam aniversário no mesmo dia é de 365 × 364 × · · · × (366 − r) 365r e a de haver pelo menos duas pessoas que tenham o mesmo dia de aniversário é de 1− 365 × 364 × · · · × (366 − r) . Portanto. 51 0. 71 0. para alguns valores de haver coincidência de aniversários. 365r r.

Probabilidade 7 Exemplo 6. armamos que A prova dessa armação faz-se por indução. n N N ou. a probabilidade de Sílvio ganhar algum prêmio é 1− (N − 1)n . um para cada uma de n extrações. Sal- n (1 < n < N ) bilhetes para uma só extração e Sílvio n bilhetes. n 2 N N N N N N Se (N − 1)n n >1− n N N . Nn Logo. Nn Armamos que Salvador tem mais chance de ser premiado. N Nn n (N − 1)n >1− . armamos que n (N − 1)n >1− . N A probabilidade de Sílvio não ganhar nenhum prêmio é (N − 1)n . Para n=2 temos (N − 1)2 2 1 2 n (N − 1)n = =1− + 2 >1− =1− . vador compra compra Em uma loteria de N números há um só prêmio. equivalentemente. A probabilidade de Salvador ganhar algum prêmio é n . isto é. Qual dos dois jogadores tem mais chance de ganhar algum prêmio? Solução.

3. 3 9 2 . a) P (A ∪ B ) 3 2 5 b) P (A ∩ B ) . 2. Se 2 4 e P (B ) = . Qual é a probabilidade de dois desses times carem no mesmo grupo? Mostre que P (A ∪ B ∪ C ) = P (A) + P (B ) + P (C )− − P (A ∩ B ) − P (A ∩ C ) − P (B ∩ C ) + P (A ∩ B ∩ C ).Unidade 21 multiplicando por N −1 N obtemos (N − 1)n+1 n 1 n n+1 >1− − + 2 >1− . 9 9 P (A) = mostre que: 5. Qual a probabilidade da soma dos pontos ser igual a 7 ? 24 times são divididos em dois grupos de 12 times cada. Lançam-se dois dados não-tendenciosos. n +1 N N N N N cqd. 9 9 1 4 c) P (A ∩ B ) . Exercícios 1. Cinco dados são jogados simultaneamente. 4. Determine a proba- bilidade de se obter: .8 MA12 .

Em um grupo de 4 pessoas. formando um triângulo. e) uma quina. qual é a probabilidade de haver al- guma coincidência de signos zodiacais? Em um armário há 5 pares de sapatos. 9. Um polígono regular de 2n + 1 lados está inscrito em um círculo. isto é. uma trinca e um par. basta escolher os times do primeiro grupo. Para dividi-los. Escolhem-se 4 pés de sapatos. c) uma trinca. f ) uma sequência. Qual é a probabilidade de se formar exatamente um par de sapatos? Sugestões aos Exercícios 2. Há 12 C24 modos de formar o primeiro grupo.Probabilidade 9 a) um par. g) um full hand. Doze pessoas são divididas em três grupos de 4. Qual é a pro- babilidade de duas determinadas dessas pessoas carem no mesmo grupo? 8. b) dois pares. Determine a probabilidade do centro do círculo ser interior ao triângulo. d) uma quadra. Eles podem car juntos no . 7. 6. Escolhem-se três dos seus vértices.

depois quais dados formarão o par maior ( C5 2 modos).Unidade 21 10 C22 primeiro grupo de modos e outro tanto no segundo grupo. depois quais dados 2 formarão o par ( C5 modos) e nalmente os números que aparecerão nos outros dados ( 5 ×4×3 modos). e o outro tem número Inspire-se no problema 2. Para formar um par. inclusive. das quais 11 são favoráveis.10 MA12 . Há 23 posições possíveis para o segundo time. 5b. Calcule a probabilidade dos signos serem todos diferentes. 6. . primeiro se deve escolher que par será (6 modos). Para formar um caso favorável. 5a. 4. devemos escolher um par. 3. Use A ∩ (B ∪ C ) = (A ∩ B ) ∪ (A ∩ C ). 8. Há 4 C10 casos possíveis. Faça um diagrama de conjuntos. depois escolher dois outros pares e. dentro de cada um desses dois pares. 7. Uma solução mais simples é obtida começando o raciocínio depois do primeiro time ter sido colocado. 9. Para formar dois pares. escolher o pé direito ou o esquerdo. primeiro se deve escolher de que serão 2 2 os pares (C6 modos). quais dados formarão o par menor ( C3 modos) e nalmente o número que aparecerá no dado restante (4 modos). O número de resultados possíveis é 65 . Os casos favoráveis nos quais o vértice 1 é escolhido são aqueles nos quais um dos vértices é compreendido entre n+2 e j (1 < j n + 1) n + j .

V´ ıdeo associado: PAPMEM. 40 4 O resultado ´ e t˜ ao simples quanto mostrado no exemplo acima. Probabilidade. sabendo que ocorreu o evento A. com apenas um vencedor. Isto certamente vai influir no nosso modo de calcular a probabilidade do vencedor ser bil´ ıngue. . Por exemplo. resolva quantos puder. Suponhamos que um sorteio ´ e realizado. na presen¸ ca de uma informa¸ c˜ ao “privilegiada”. numa turma de 60 alunos. a chamada Probabilidade Condicional. e algu´ em nos sopra que o sorteado estuda inglˆ es.Unidade 22 Probabilidade Semana de 27/06 a 03/07 Nessa unidade.Volume2. Volume 2 (n´ ıvel m´ edio). 20 s´ o estudam espanhol e 10 estudam ambas as l´ ınguas. suponhamos que o sorteio ´ e realizado. resolve problemas incr´ ıveis! A unidade conta com 10 problemas. Paulo Cezar Carvalho. Livro A Matem´ atica do Ensino M´ edio . dos quais 10 tamb´ em estudam espanhol. Usa-se essa t´ ecnica quando queremos calcular a probabilidade de um evento. pois agora o espa¸ co amostral se reduz aos 40 alunos que estudam inglˆ es. se bem aplicado. ´ e uma maneira de calcular a probabilidade de ocorrer um evento B. ambos do mesmo espa¸ co amostral. Mais precisamente. mas. ´ e apresentada mais uma t´ ecnica b´ asica importante em probabilidades. 10 1 logo. A probabilidade de um aluno que estuda ambas as l´ ınguas ser sorteado ´ e igual a 10 1 n´ umero de alunos que estudam ambas as l´ ınguas = = . n´ umero total de alunos 60 6 Agora. 30 s´ o estudam inglˆ es. Janeiro 2008. Prof.MA 12 . a probabilidade passa a ser = .

isto é. B = {o dade de Consideremos a experiência que consiste em jogar um dado não-viciado e observar a face de cima. isto é. Nossa opinião sobre a ocorrência de resultado é diferente de 1 } B se modica com essa in- formação pois passamos a ter apenas 5 casos possíveis. 6 Essa é a probabiliSuponha- mos que. Consideremos o evento resultado é par }. Essa opinião é quanticada com a 1 . antes que a experiência se realize. Temos P (B ) = B a priori. alguém nos informe que o resultado não foi o número 1.MA12 .Unidade 22 Probabilidade Semana 27/06 a 03/07 1 Probabilidade Condicional Exemplo 1. A = {o 3 = 0. 5. que ocorreu. realizada a experiência. dos quais 3 são favoráveis à ocorrência de B.

Unidade 22 introdução de uma probabilidade na certeza de a posteriori. P (B |A) = 3 = 0. 5 Note que os casos possíveis não são mais todos os elementos do S e sim os elementos de A e que os casos favoráveis à ocorrência de B não são mais todos os elementos de B e sim os elementos de A ∩ B pois só os elementos que pertencem a A podem espaço amostral ocorrer. 30 3 1 3 = . respectivamente. Temos P (H ) = 10 1 = . 18 6 7 . é do sexo feminino. 10 P (H |M ) = P (H |F ) = P (F |H ) = . masculino cientíca humanística total feminino total 15 3 18 5 7 12 20 10 30 Escolhe-se ao acaso um aluno. ou probabilidade de B A. C e H os eventos. pretende uma carreira cientíca e pretende uma carreira humanística. o aluno selecionado é do sexo masculino. 6. por sexo e por carreira pretendida. Sejam M.2 MA12 . A tabela abaixo dá a distribuição dos alunos de uma turma. F. Exemplo 2. 12 7 .

P (A ∩ B ) = P (A) · P (B |A). sucessivamente e sem reposição. Temos P (B1 ∩ B2 ) = P (B1 ) · P (B2 |B1 ) = 4 3 2 · = . é fácil calcular probabilidades condicionais quando as coisas estão na ordem certa. Exemplo 4. é fácil calcular probabilidades de coisas futuras na certeza de coisas passadas. isto é. a urna está com 3 bolas brancas e 6 pretas. Determine a probabilidade da primeira bola ser branca sabendo que a . Usá-la-emos. poucas vezes usaremos a fórmula acima para calcular uma probabilidade condicional. duas bolas dessa urna. 10 9 15 Realmente. duas bolas dessa urna. é fácil calcular a probabilidade da segunda bola ser branca. De modo mais geral. para a segunda extração. Uma urna contém 4 bolas brancas e 6 bolas pretas. Sacam-se. condicional Dados dois eventos de B na certeza de A e B . Solução. Uma urna contém 4 bolas brancas e 6 bolas pretas. isto sim. para o cálculo de P (A ∩ B ). sucessivamente e sem reposição. a probabilidade A é o número P (A ∩ B ) . Determine a probabilidade de ambas serem brancas. P (A) P (B |A) = Na realidade.Probabilidade 3 Denição. pois. na Note que foi bastante simples o cálculo de P (B2 |B1 ). Sejam B1 = {a primeira bola é branca} e B2 = {a segunda bola é branca}. Exemplo 3. Sacam-se. certeza de que a primeira bola foi branca. com P (A) = 0.

ou a segunda é branca e a primeira foi branca. P (B1 |B2 ) = P (B1 ∩ B2 ) P (B1 ∩ B2 ) · P (B2 ) 2 . 15 P (B2 ). Aqui usamos a fórmula da denição de probabilidade condicional. Para calcular ramos todas as possibilidades quanto à primeira bola. B2 = {a Sejam B1 = {a primeira bola é branca } e segunda bola é branca }.4 MA12 . Queremos P (B1 |B2 ). Note que essa é uma probabilidade do passado na certeza do futuro. ou a segunda é branca e a primeira foi preta. P (B2 ) = P [(B1 ∩ B2 ) ∪ (P1 ∩ B2 )] = P (B1 ∩ B2 ) + (P1 ∩ B2 ) 2 = + P (P1 ) · P (B2 |P1 ) 15 2 6 4 = + · 15 10 9 2 = · 5 Logo. P (B1 |B2 ) = P (B1 ∩ B2 ) 2 2 1 = ÷ = . P (B2 ) 15 5 3 Uma maneira eciente de lidar com experiências que possuem vários estágios é o uso das árvores de probabilidade.Unidade 22 segunda bola é branca. Isto é. . conside- foi calculada no exemplo anterior e vale O cálculo de P (B2 ) não é imediato pois não sabemos como está a urna no momento da segunda extração. Solução. Para a segunda bola ser branca.

Assim. Qual é a probabilidade de ter sido selecionada a moeda de duas caras? . 10 9 15 4 3 6 4 2 · + · = · 10 9 10 9 5 Exemplo 5. lançada e é obtida uma cara. Escolhe-se uma entre três moedas. Para determinar uma probabilidade usando esse diagrama. Duas dessas moedas A moeda selecionada é são não-viciadas e a outra tem duas caras.Probabilidade 5 Figura 1: Nesses diagramas colocamos as probabilidades condicionais da extremidade de cada galho na certeza da origem do galho. multiplicando as probabilidades em cada caminho e somando os produtos ao longo dos vários caminhos. P (B1 ∩ B2 ) = P (B2 ) = 4 3 2 · = . basta percorrer todos os caminhos que levam ao evento cuja probabilidade é procurada. por exemplo.

6 MA12 . Em certa cidade. Determine a probabilidade do turista ter tomado os táxis que têm esses números e determine o valor de N para o qual essa probabilidade é máxima. um turista anotou os números de todos os táxis que pegou: 47. Exemplo 6. 33 e 25. . Para estimar o número N de táxis da cidade. os táxis são numerados de 1 a N.Unidade 22 Figura 2: P (V |C ) = P (V ∩ C ) · P (C ) 1 1 ·1= · 3 3 P (V ∩ C ) = P (C ) = 1 2 1 2 ·1+ · = · 3 3 2 3 1 1 2 ÷ = · 3 3 2 P (V |C ) = O exemplo a seguir mostra um dos mais poderosos métodos de estimação em Estatística. 12. o método da máxima verossimilhança.

o valor de N que torna máxima a verossimilhança é 47.Probabilidade 7 Solução. s é facils e mente estimado pela proporção de respostas sim obtidas nas entrevistas. etc. Daí. A probabilidade pedida é P (A ∩ B ∩ C ∩ D) = = P (A) · P (B |A) · P [C |(A ∩ B )] · P [D|(A ∩ B ∩ C )] 1 1 1 1 1 · · · · = 4· N N N N N N é mínimo. caso o entrevistado diga sim. . 5 · 0. Algumas pesquisas estatísticas podem causar constran- gimentos aos entrevistados com perguntas do tipo você usa drogas? e correm o risco de não obter respostas sinceras ou não obter respostas de espécie alguma. pede-se ao entrevistado que. Ora. A estimativa de máxima verossimilhança de N é 47. A relação entre p pode ser determinada pela árvore abaixo. 5. 5. responda a sua idade é um número par?. Essa probabilidade de ocorrer o que efetivamente ocorreu é chamada de verossimilhança. o entrevistador não saberá se ele é um usuário de drogas ou se apenas tem idade par. 5p + 0. jogue uma moeda: se o resultado for cara. longe das vistas do entrevistador. ela é máxima quando como N 47. responda a você usa drogas? e. No caso. Sejam A = {o primeiro táxi tem número 47 }. Assim. Exemplo 7. Para estimar a proporção p de usuários de drogas em certa comunidade. se o resultado for coroa. p = 2s − 0. s = P (sim) = 0. B ={o se- gundo táxi tem número 12}. Se s é a probabilidade de um entrevistado responder sim.

1] e y ∈ [0. você pode 10% a proporção de usuários de drogas. Exemplo 8. O exemplo a seguir é um interessante exemplo de probabilidade geométrica. Selecionam-se ao acaso dois pontos em um segmento de tamanho 1. x y. Quando selecionamos um ponto ao acaso em uma parte do plano é extremamente razoável supor que a probabilidade do ponto selecionado pertencer a uma certa região seja proporcional à área dessa região. Figura 4: .Unidade 22 Figura 3: Por exemplo. Sejam x ∈ [0. 1] os pontos escolhidos. se estimar em 30% dos entrevistados respondem sim. Determine a probabilidade de que se possa formar um triângulo com essas três partes. Solução. dividindo-o em três partes.8 MA12 .

Se A é o primeiro a jogar. o triângulo existirá se e somente se o ponto (x. Em suma. P (A) = P (S ) área sombreada área de T 1 = · 4 Exemplo 9. Para que exista um triângulo de lados Sendo A o evento as três partes formam um triângulo e sendo S o evento certo. 5. (x. 1]. 5 e y < x + 0. y ) for selecionado na parte sombreada do triângulo T . temos que P (A) é proporcional à área da parte sombreada e P (S ) = 1 P (A) = é proporcional à área de T.Probabilidade 9 Escolher um ponto x e y pertencentes a [0. o que dá x < 0. Logo. caso em que a disputa termina e o vencedor é o jogador que obteve soma 7. y − x e 1 − y devemos ter x < y − x + 1 − y e y − x < x + 1 − y e 1 − y < x + y − x. A e B lançam sucessivamente um par de dados até que um deles obtenha soma de pontos 7. 5 e y > 0. equivale a escolher Figura 5: x. y ) no triângulo T da gura abaixo. com x y . qual é a probabilidade de A ser o vencedor? .

6 de B 5 1 5 · = . o que ocorre com probabilidade 5 6 Para 1 · · 6 não pode obter soma 7 nas duas A ganhar na terceira mão. A primeiras mãos e B não pode obter soma 7 nas duas primeiras mãos e A deve obter soma 7 na terceira mão.10 MA12 . A probabilidade de ganhar uma mão é de A ganhar uma mão é de 1 . 6 7 na segunda mão. A não pode obter soma 7 na primeira mão e B não pode obter soma 7 na primeira mão e A deve obter soma 2 1 . 6 A ganhar é 1 + 6 5 6 2 · 1 + 6 5 6 4 · 1 + ··· = 6 1 6 2 = 1− 5 6 6 .Unidade 22 Solução. A probabilidade de 2 · 1 . A probabilidade de Para A ganhar na segunda mão. etc. 6 6 36 . 11 Uma solução mais elegante pode ser obtida ignorando as mãos sem vencedores. o que ocorre com probabilidade 5 6 etc. ou na terceira. A probabilidade de obter soma 7 é 6 1 = 36 6 e a de não ser soma 7 é 1− Para 1 5 = · 6 6 A ganhar na primeira mão é A ganhar. ou A ganha na primeira mão. ou na segunda.

11 Como. Em um jogo em que pode haver empates. P (A|A ∪ B ) = 1 P [A ∩ (A ∪ B )] P (A) 6 = = P (A ∪ B ) P (A ∪ B ) 1− 25 36 = 6 . isto é. como um dos dois ganha . para B ganhar. P (A ∪ B ) P (A) e P (B ). as probabilidades de vitória de tivamente de A e de B são respec- 1 6 e de 5 . Conhecendo o princípio. e é repetido até que alguém vença.Probabilidade 11 pois. poderíamos ter resolvido o problema do modo seguinte: Em uma mão. pois P (A|A ∪ B ) e P (B |A ∪ B ) é igual à razão P (A ∪ B ) é simplicado. Esse é o princí- pio de preservação das chances relativas. P (A|A ∪ B ) = observe que a razão entre entre P (B ) . para que ninguém ganhe. A probabilidade A não pode obter soma 7 e B A não pode A ganhar é a probabilidade ganhar em uma mão em que houve vencedor. 36 6 . A não pode obter soma 7 e B deve obter soma 7. 6 6 36 pois. a de ninguém ganhar é de 5 5 25 · = . obter soma 7. analogamente. 5 A razão das probabilidades de A razão dessas probabilidades é de vitória de A e de B no jogo é também de 6 5 e. a razão entre as probabilidades de vitória dos dois jogadores é igual à razão de suas probabilidades de vitória em uma única partida.

quando P (A∩B ) = P (A)·P (B ). P (B ∩ C ) = P (B ) · P (C ). essas probabilidades são iguais a 6 11 e 5 . 11 respectivamente. B = {o resultado do segundo lançamento é par} e C = {a soma dos resultados é par}. 2. Determine a probabilidade de obter ao menos: . Jogue um dado duas vezes. ele acerta. escolhe a resposta ao acaso. qual é a probabilidade de que tenha sido por acaso? A e B são independentes. por denição. Joga-se um dado não-viciado duas vezes. Exercícios 1.12 MA12 . B C são independentes? 4. quando não sabe. P (A ∩ C ) = P (A) · P (C ) e P (A ∩ B ∩ C ) = P (A) · P (B ) · P (C ). quando P (A ∩ B ) = P (A) · P (B ). Dois eventos a) b) c) d) 3. Um estudante resolve um teste de múltipla escolha de 10 questões. 60% da matéria do teste. e. Considere os eventos A = {o resultado do primeiro lançamento é par}. Se ele acerta uma questão. Ele sabe com 5 alternativas por questão. Determine a probabilidade condicional de obter 3 na primeira jogada sabendo que a soma dos resultados foi 7.Unidade 22 o jogo. Então. B e C são independentes. A A B e e e B C C e são independentes? são independentes? são independentes? A. a soma dessas probabilidades é 1. Quando ele sabe uma questão. Três eventos A. por denição.

9? Em uma cidade com n + 1 habitantes. 7. Entretanto o teste aponta um resultado falso-positivo para 1% das pessoas sadias testadas. por sua vez. conta o boato para uma terceira pessoa. Quantas vezes. uma pessoa conta um boato para outra pessoa.Probabilidade 13 a) um seis em 4 lançamentos de um dado. b) um duplo seis em 24 lançamentos de um par de dados. k vezes: 8. Evidentemente ninguém é distraído a ponto de contar o boato para quem lhe havia contado o boato. 5. 5% da população tem a doença. as pessoas falam a verdade com probabilidade Suponha que diz que 1 . Determine a probabilidade do boato ser contado a) sem retornar ao inventor do boato. Qual a probabilidade de A ter falado a verdade? 9. As urnas serão . b) sem repetir nenhuma pessoa. Em uma cidade. Um prisioneiro possui 50 bolas brancas. a qual. O prisioneiro deve colocar do modo que preferir as bolas nas urnas. Um exame de laboratório tem eciência de 95% para detectar uma doença quando ela de fato existe. Se 0. dado que o seu exame foi positivo? 6. no mínimo. 50 bolas pretas e duas urnas iguais. se deve lançar um dado para que a probabilidade de obter algum seis seja superior a 0. qual é a probabilidade de uma pessoa ter a doença. desde que nenhuma urna que vazia. 3 A faz uma armação e que D diz que C diz que B A falou a verdade. e assim por diante.

Se a bola for branca ele será libertado e. de olhos fechados. 8. nesta urna. Determine a probabilidade de não obter nenhum seis. Árvore! P (X = 3 e Y = 4) P (X = 3 e X + Y = 7) = P (X + Y = 7) P (X + Y = 7) . escolher uma bola. Árvore! 4a. escolher uma urna e. será condenado. se for preta. 5. Como deve agir o prisioneiro para maximizar a probabilidade de ser libertado? Sugestões aos Exercícios 1. P (X = 3|X +Y = 7) = 2. Árvore! 6. Determine a probabilidade de não obter nenhum seis.Unidade 22 embaralhadas e o prisioneiro deverá.14 MA12 .

MA 12 . Resolva quantos puder. redigindo as suas solu¸ co ˜es com cuidado. .Unidade 23 Probabilidade – Resolu¸ c˜ ao de Problemas Semana de 04/07 a 10/07 Nessa unidade. vocˆ e ter´ a 10 exerc´ ıcios para resolver.

Clara apostou em 8 dezenas. das quais 3 preferem creme.MA12 . a) 3 dezenas? 1 . qual é a probabilidade de todas saírem satisfeitas? 1. Qual a probabilidade de Clara acertar: 3.Unidade 23 Probabilidade Problemas Semana 04/07 a 10/07 Distribuindo ao acaso 5 sorvetes de creme e 5 de chocolate a 10 pessoas. Escolhem-se ao acaso duas peças de um dominó comum. No jogo da quina concorrem 80 dezenas e são sorteadas 5 dezenas. Qual é a probabilidade delas possuírem um número comum? 2. 2 preferem chocolate e as demais não têm preferência.

Se ela vai experimentando as chaves até acertar. 6. Em uma roda são colocadas n pessoas.60. Se P (A) = 0. 4. Entre que valores está compreendida a probabilidade de um aluno 8. P (B ) = 0. determine a probabilidade dela só acertar na tentativa de ordem k . 1.80. de assistir novela é 0. 7. Qual é a probabilidade de duas dessas pessoas carem juntas? 5. d) P [(A ∩ B ) ∪ C ]. P (A ∩ C ) = 0 e P (B ∩ C ) = 0. Em certa escola a probabilidade de um aluno ser torcedor do Flamengo é 0.Unidade 23 b) 4 dezenas? c) 5 dezenas? 4. Há 8 carros estacionados em 12 vagas em la. Uma pessoa tem um molho de n chaves. supondo: a) que a cada tentativa frustrada ela toma a sábia providência de descartar a chave que não serviu. Determine a probabilidade: a) das vagas vazias serem consecutivas.2 MA12 . b) supondo que ela não age como no item a). determine: a) P (A ∪ B ∪ C ). 3. P (C ) = P (A ∩ B ) = 0. 5. das quais apenas uma abre a porta. .70 e de gostar de praia é 0. b) P [A − (B ∪ C )]. b) de não haver duas vagas vazias adjacentes. c) P [A ∩ (B ∪ C )].

primeiro . Há C12 modos de escolher as vagas vazias. 9. b) mais de cinco testes. simultaneamente: a) assistir novela e gostar de praia. supondo a extração: a) sem reposição. 2 São 28 peças. Sugestões aos Exercícios 1. Para distribuir os sorvetes basta escolher quem recebe os de creme. c) menos de cinco testes. 5 C10 A resposta é 2.Probabilidade . 3a. 10. 4 6a. 2 C5 . determine a probabilidade de serem feitos: a) cinco testes. Devem ser sorteadas três entre as 8 dezenas jogadas e duas entre as 72 dezenas não-jogadas. 6b. Em 9 desses modos elas são consecutivas. Há C7 modos de tomar duas peças que tenham ambas o número seis. Determine a probabilidade do número de Laura ser maior que o de Telma. b) com reposição. Em uma gaveta há 10 pilhas.Problemas 3 dessa escola. Testando-se as pilhas uma a uma até serem identicadas as duas descarregadas. das quais duas estão descarregadas. Para formar uma la com 8 carros e 4 espaços vazios. b) torcer pelo Flamengo. Laura e Telma retiram cada uma um bilhete numerado de uma urna que contém bilhetes numerados de 1 a 100.

O número de pilhas descarregadas nos cinco primeiros testes deve ser no máximo igual a 1. 10b. Dos restantes. Nos quatro primeiros testes deve aparecer uma das pilhas descarregadas e a outra deve aparecer no quinto teste. 8b. Faça um diagrama de conjuntos para dois conjuntos: o primeiro. Há 8! modos de arrumar os carros. 10a. 9b. pelos que torcem pelo Flamengo. . Devemos em seguida escolher 4 dos 9 espaços entre os carros para botar as vagas vazias. Faça um diagrama de conjuntos. o segundo. 7. Conte os casos em que elas empatam.Unidade 23 arrume os carros e depois entremeie os espaços vazios. em uma metade Laura ganha e na outra metade Telma ganha. 8a.4 MA12 . 10c. formado pelos que assistem novela e gostam de praia. Nos quatro primeiros testes devem aparecer as duas pilhas descarregadas. Faça um diagrama de conjuntos.

vocˆ e ter´ a 11 exerc´ ıcios.MA 12 . Resolva quantos puder. redigindo as suas solu¸ co ˜es com cuidado.Unidade 24 Probabilidade – Resolu¸ c˜ ao de Problemas Semana de 04/07 a 10/07 Nessa unidade. .

Eles são divididos em grupos de 2. ao acaso. Em um torneio como o descrito no exercício anterior. dois jogadores Qual é a probabilidade de A e B se enfrentarem durante o torneio.Unidade 24 Probabilidade Problemas Semana 04/07 a 10/07 1. 2n jogadores de igual habilidade disputam um torneio. Qual é a pro- babilidade do jogador A jogar exatamente k partidas? 2.MA12 . os 16 jo- gadores têm habilidades diferentes e não há surpresas nos resultados 1 . Os perdedores são eliminados e os vencedores são divididos novamente em grupos de 2 e assim por diante até restar apenas um jogador que é proclamado campeão. e jogadores de um mesmo grupo jogam entre si.

Sacam-se suces- sivamente bolas dessa urna de acordo com o seguinte processo: cada vez que uma bola é sacada.Unidade 24 (se A é melhor que B. e pergunta ao candidato se ele quer car com a porta que escolheu ou se prefere trocá-la pela outra porta que ainda está fechada. A vence B ).2 MA12 . os candidatos devem esco- lher uma entre três portas. abre uma das outras portas. . Qual é a probabilidade de serem obtidas exatamente 5 caras em 10 lançamentos de uma moeda não-tendenciosa? 5. Uma urna contém 4 bolas brancas e 6 bolas pretas. Admitindo que. Determine a probabilidade de: a) a segunda bola sacada ser branca. quando o candidato escolhe a porta em que está o prêmio. Atrás de uma dessas portas há um prêmio e atrás de cada uma das outras duas portas há um bode. o apresentador escolha ao acaso uma porta para abrir. que sabe onde estão os bodes. não deve trocar ou que tanto faz? 4. a) Qual é a probabilidade do segundo melhor jogador ser vicecampeão do torneio? b) Qual é a probabilidade do quarto melhor jogador ser vicecampeão do torneio? c) Qual é o número máximo de partidas que o décimo melhor jogador consegue disputar? Qual é a probabilidade dele disputar esse número máximo de partidas? 3. o apresentador. você acha que o candidato deve trocar. Em um programa da televisão italiana. ela é devolvida à urna e são acrescentadas mais duas bolas da mesma cor que ela. atrás da qual se encontra um bode. Escolhida uma porta pelo candidato.

disputam um torneio. de 0. o juiz mostra um cartão. É necessariamente verdadeiro que cada uma das seis ordens possíveis de classicação dos três jogadores tem probabilidade 1 6 de ocorrer? Justique. sendo A ganhar uma partida e de 0.6 a probabilidade de lidade de favor de A é mais habilidoso do que B. B e 8.Problemas 3 b) a primeira bola sacada ter sido branca na certeza de que a segunda bola sacada foi preta. Se a face que o jogador vê é amarela. 9. Selecionam-se ao acaso dois pontos em uma circunferência. um cartão vermelho e um cartão com uma face amarela e uma face vermelha. qual é a probabilidade da face voltada para o juiz ser vermelha? 7. Qual é a probabilidade de A ganhar o prêmio? A. retirado do bolso ao acaso.4 a probabia B ganhar uma partida. Um juiz de futebol meio trapalhão tem no bolso um cartão amarelo. Seleciona-se ao acaso um ponto X em um diâmetro AB de uma . Os três têm probabilidades iguais de ganhar o torneio. para um atleta. Três jogadores. Qual a probabilidade da corda determinada por esses pontos ter comprimento maior do que o lado do triângulo equilátero inscrito na circunferência? 10. têm também probabilidades iguais de tirarem o segundo lugar e têm probabilidades iguais de tirarem o último lugar. Ganha um prêmio quem primeiro completar 10 vitórias. No momento o placar está 7 × 4 B .Probabilidade . C. Depois de uma jogada violenta. 6. A e B disputam uma série de partidas.

pertencer a um arco é proporcional ao comprimento do arco. Suponha que a probabilidade de um ponto. 9. 5. Cristina e Maria. Árvore! 6. Se cada uma delas chegará ao encontro em um instante qualquer entre 16 e 17 horas e se dispõe a esperar no máximo 10 minutos pela outra. nas próximas 8 partidas. B ganhar no máximo duas. Qual a probabilidade da corda que contém pendicular a X e é per- AB ter comprimento maior do que o lado do triângulo equilátero inscrito na circunferência? 11.Unidade 24 circunferência. 10. selecionado ao acaso. selecionado ao acaso em uma reta. y ) : 0 10}. A ganha o prêmio se e somente se. quem troca está trocando uma porta por duas. Contando o tempo em minutos a partir das 16 horas e sendo x e y os instantes de chegada de Cristina e de Maria. 0 60} y 60. Uma solução normal é obtida construindo uma árvore. a região possível é {(x.4 MA12 . pertencer a um segmento é proporcional ao comprimento do segmento. marcaram um encontro às 16 horas. . Suponha que a probabilidade de um ponto. |x − y | {(x. y ) : 0 e a região favorável é x 60. qual é a probabilidade delas se encontrarem? Sugestões aos Exercícios 3. na realidade. x 0 y 60. Uma solução elegante é obtida observando que. que não são pessoas muito pontuais. 11.

como aplica¸ c˜ ao de c´ alculo de m´ edias. ent˜ ao pelo menos uma gaveta recebe mais de um objeto. quadr´ aticas e ponderadas.Unidade 25 M´ edia e Princ´ ıpio das Gavetas Semana de 11/07 a 17/07 Nessa unidade. ´ e apresentado. Em seguida. como as m´ edias aritm´ eticas. tem in´ umeras aplica¸ c˜ oes. que possui in´ umeras aplica¸ co ˜es e que se enuncia como se segue: Se n + 1 ou mais objetos s˜ ao colocados em n ou menos gavetas. Resolva quantos desses puder. o importante Princ´ ıpio das Gavetas de Dirichlet. Vocˆ e achar´ a algumas delas na lista de 36 exerc´ ıcios propostos no final da unidade. Esse princ´ ıpio.MA 12 . tamb´ em chamado de Princ´ ıpio da Casa dos Pombos (consegue imaginar por quˆ e?). harmˆ onicas. geom´ etricas. algumas surpreendentes. s˜ ao apresentadas algumas no¸ c˜ oes de m´ edias. .

.+x ¯ = nx ¯.MA12 . . a média aritmética (simples) da lista de n números x1 . . Portanto. . xn é denida por x ¯= x1 + x2 + .Unidade 25 Médias e Princípio das Gavetas Semana 11/07 a 17/07 1 Médias Uma ideia bastante importante é a ideia de média. . n 1 média aritmética um valor x ¯ tal que . a média aritmética. . . . . x2 . Se essa característica é a soma dos elementos da lista. x2 . . xn é x1 + x2 + . . Uma média de uma lista de números é um valor que pode substituir todos os elementos da lista sem alterar uma certa característica da lista. + xn . . (simples) da lista de A n números x1 . . . + xn = x ¯+x ¯+. obtemos a mais simples de todas as médias.

. a média geométrica (simples) dos n números positivos x1 . Observe que só denimos a média geométrica para números positivos. A média harmônica é. . Por exemplo. qual seria a média geométrica entre 2 e −2?). x2 . . . xn = g · g . obteremos a média geométrica. xn é denida por g = G(x1 . 36 e 54 é 3 + 36 + 54 = 31. . . . a média geométrica dos números 3. . . . . . 36 e 54 é Se a característica for a soma dos inversos dos elementos da lista. Portanto. a média aritmética dos números 3. . obteremos a média harmônica. xn ) = √ n x 1 x 2 . . . . . a média harmônica (simples) dos n números positivos x1 . . g = g n . x1 x2 xn h h h h Portanto. x2 . o inverso da média aritmética dos inversos dos números. √ 3 3 · 36 · 54 = 18. x2 . .2 MA12 . . A dos média geométrica (simples) n números positivos x1 . xn é denida por h= 1 x1 + 1 x2 n + ··· + 1 xn . 3 Se a característica a ser considerada for o produto dos elementos da lista. números positivos A é x1 . Assim evitamos a possibilidade da média não existir (por exemplo. . xn é um valor positivo g tal que x1 x2 . pois. . xn . . x2 . . .Unidade 25 Por exemplo. xn média harmônica um valor h tal que (simples) dos n 1 1 1 1 1 1 n + + ··· + = + + ··· + = . x2 . . .

em janeiro. 36 e 54 é 3 1 3 + 1 36 + 1 54 = 3 36+3+2 108 = 324 ∼ 3 × 108 = = 7. 500. Você sempre corre o risco de um aluno perguntar porque não podia ter tirado a média geométrica. Em janeiro e em fevereiro. Resposta: 300. 9. Resista à tentação de tirar rapidamente a média arit- mética e ponto nal. trimes- 3M . Qual foi a taxa média de . Exemplo 2. Solução. fevereiro e março. Exemplo 1. a média harmônica dos números 3. Uma empresa aumentou sua produção durante o primeiro bimestre do ano passado. se a produção mensal fosse sempre igual a trimestral seria a mesma. M . Que média é essa que queremos? Queremos uma média M tal que. 200 e 200 unidades.Médias e Princípio das Gavetas 3 Por exemplo. Assim evitamos a possibilidade da média não existir (por exemplo. Qual foi a produção média mensal nesse trimestre? Comentário. as taxas de aumento foram de 21% e 8%. Logo. durante o primeiro trimestre do ano passado. respectivamente. a produção 3M = 500 + 200 + 200 e M= 500 + 200 + 200 = 300. A produção trimestral foi de Se em todos os meses a produção fosse igual a tral seria igual a M . 41 41 Observe que só denimos a média harmônica para números positivos. a produção 500+200+200. 3 A média desejada era a média aritmética. qual seria a média harmônica entre 2 e −2?). Uma empresa produziu. respectivamente.

08 = 130. 1 e 3 premiados. respectivamente. Um concurso anual distribui igualmente entre os vence- dores um prêmio total de R$ 1 800. Se em todos os meses tivéssemos um aumento de taxa i. Queremos uma taxa média de aumento fosse igual a i tal que. 08 ∼ = 1. 32%. é a média geométrica das taxas mensais aumentadas de uma unidade. Que média queremos? (21% + 8%) ÷ 2 = 14. Nos últimos três anos houve 2.Unidade 25 aumento mensal nesse bimestre? Comentário. se em todos os meses a taxa O i. 5%. 1432 i ∼ = 0. conforme mostra o esquema 100 −→ 100 · 1. 21 · 1. 21 · 1. Exemplo 3. 21 · 1.68%. 08 (1 + i)2 = 1. o aumento bimestral seria o mesmo. 21 −→ 100 · 1.4 MA12 . Mais precisamente: a taxa média.00. aumento bimestral foi de 30. aumentada de uma unidade. 08 1+i = 1. Então. A média procurada era uma média geométrica. Qual foi o prêmio médio desses ganhadores? . 68. 21 · 1. teríamos 100 −→ 100(1 + i) −→ 100(1 + i)2 . 100(1 + i)2 = 100 · 1. 1432 = 14. A resposta não é Solução.

a média quadrática dos 12 + 72 = 5. Embora o número médio de ganhadores tenha sido igual a 2. 1800 ÷ 1 = 1800 e 1800 ÷ 3 = 600. 1800. Essa é Queremos uma média tal que. Outra média importante é a média quadrática. 00 ÷2 = R$ 900. se todos os prêmios fos- sem iguais a essa média. o total distribuído seria o mesmo. (900 + 1800 + 600) ÷ 3 = 1100 reais. O prêmio médio foi de Observe que a média aritmética dos rateios é igual a 1 1800 × 1 + 1800 × 1 + 1800 × 2 3 1 3 = 1800 × = 1800 ÷ e que 1 2 1 2 1 +1 + 3 3 1 +1 + 1 3 1 3 3 1 2 1 +1 + 1 3 é a média harmônica dos números de ganhadores. O rateio médio é o rateio que corresponderia a uma quantidade de ganhadores igual à média harmónica dos números de ganhadores. o prêmio médio não foi de R$ Solução. a média quadrática é a raiz quadrada da média aritmética dos quadrados dos números. 00.Médias e Princípio das Gavetas 5 Comentário. x2 . dos números A média quadrática x1 . n isto é. . . . precisamente a média aritmética. 2 . Os prêmios foram de 1800 ÷ 2 = 900. . xn q= é denida por 2 2 x2 1 + x2 + · · · + xn . números 1 e 7 é Por exemplo.

7 por falta. 64. o que é absurdo.2). xn é maior que ou x1 < x ¯ . . x2 . . 2 (ou uma aproximação de 5. . 2. é a média aritmética dos quadrados dos erros. 8 Os erros médios quadráticos são respectivamente iguais a 12 + 0. .8 por excesso. x2 < x ¯ . teríamos x ¯. 39 é uma aproximação de 40 (erro igual a que é melhor do que a aproximação 42 (erro igual a 2).2 (também se diz uma aproximação de 3. xn é igual a igual a x1 . . .2) e 5. 42 = 0. que é o quadrado dessa média quadrática. n . 52 + 0. ou seja. se fosse x1 . Por exemplo. 6 S2 : 3. 4 é uma aproximação de 3. . 5. Abaixo temos duas listas de aproximações do número 4: S1 : 3. 2 S2 . . x1 + x2 + .Unidade 25 Exemplo 4. . Também se usa o −1) erro médio quadrático . 82 = 0. com erro de 0. + xn < nx ¯. que é a diferença entre o valor da aproximação e o valor real da grandeza. .8 com erro de 0. . pelo x ¯. . 82 + 0. com erro de 0. por exemplo. x ¯<x ¯. Uma é uma lista de aproximações de 4 que é melhor do que importante propriedade da média aritmética é: Se a média aritmética dos números menos um dos números efeito. . Assim. 3. quanto mais próximo de zero estiver o erro. Com x1 + x2 + . xn < x ¯. . 4. tanto melhor será a aproximação.5 é uma aproximação de 5. Mede-se a qualidade de uma lista de aproximações pela média quadrática dos seus erros. . x2 .7 com erro de −0. . 47 3 S1 e 0.6 MA12 . + xn <x ¯. A qualidade de uma aproximação é medida pelo seu erro. Evidentemente. 4.

. Prova. 11. em um grupo de 50 pessoas. n − 1. . (Princípio das Gavetas) Se n+1 ou mais objetos são colocados em n ou menos gavetas. matemático alemão. O número médio de pessoas por mês é 50 ÷ 12 = 4. 2.. Mostre que. é maior que ou igual a 5. . O Princípio das Gavetas assegura que alguma gaveta receberá mais de um objeto. . restos só podem ser iguais 0. há dois números na sequência que dão o mesmo resto quando divididos por 11 . Uma consequência imediata do exemplo 5 é o Princípio das Gavetas de Dirichlet : 1 Exemplo 6.. . Mostre que todo inteiro positivo n tem um múltiplo que se escreve apenas com os algarismos 0 e 1. O número médio de objetos por gaveta é maior que ou igual a de objetos maior que 1. . 1 (p algarismos) e 11 . digamos n e se escreve p < q . 1 ( q algarismos)... Divida-os por n e considere os restos dessas divisões... . 0. 1 Peter Gustav Lejeune Dirichlet (1805-1859). há sempre pelo menos 5 que nasceram no mesmo mês. 1. n Logo. 1 .. em alguma gaveta haverá um número Exemplo 7. . Solução. então pelo menos uma gaveta re- cebe mais de um objeto. com p q−p algarismos 1. isto é. temos mais objetos do que gavetas. n+1 . que é maior que 1. em algum mês o número de nascidos nesse mês (que é um inteiro) é maior que ou igual a 4. Esses Pensando nos números como objetos e nos restos como gavetas. Solução. . Logo. A diferença 11 . .. 10 . ou seja. Considere os 1. n + 1 primeiros números da sequência 111...Médias e Princípio das Gavetas 7 Exemplo 5. . desses números é um múltiplo de algarismos 0 e n.1. . .

. Solução. S0 = 0. . . 1 S1 < S2 < · · · < S77 . O Princípio das Gavetas assegura que alguma gaveta receberá mais de um objeto. . S77 joga mais de 12 partidas por semana. A distância entre esses pontos é no máximo igual √ ao comprimento da diagonal do quadrado. . S2 . S2 + 20. . que é possível Considere os 154 números S1 . Chamemos de 1. Cinco pontos são tomados sobre a superfície de um quadrado de lado 2. S1 + 20. inclusive. . inclusive. ligando os pontos médios dos lados opostos.8 MA12 . O Princípio das Gavetas assegura . Mostre que há dois desses pontos tais que a dis- √ tância entre eles é menor que ou igual a 2. temos o número de partidas jogadas desde o Sk . Pensando nos pontos como objetos e nos quadrados como gavetas. . Queremos mostrar modo que Sq − Sp−1 = 20. . . S77 + 20. 2. isto é. 2. . haverá dois pontos no mesmo quadrado de lado 1. joga pelos menos uma partida por dia mas não joga mais de 12 partidas por semana. Em 11 semanas temos 77 dias. Um enxadrista. 77. S77 . 152}. que é 2. Como ele joga pelo menos uma partida por dia. . Solução. Denindo dia a quantidade de partidas jogadas do dia p ao q. . k = primeiro até o k 132 pois ele não ésimo dia.Unidade 25 Exemplo 8. temos mais objetos do que gavetas. . . e Além disso. Mostre que é possível achar um conjunto de dias consecutivos durante os quais ele jogou exatamente 20 partidas. Exemplo 9. Divida o quadrado de lado 2 em quatro quadrados de lado 1. é igual a determinar p q de Sq − Sp−1 . Eles pertencem a {1. . durante 11 semanas.

respectivamente. x2 . . x2 . + pn pn xn . . .Médias e Princípio das Gavetas 9 que dois desses números são iguais. é bastante útil trabalhar com pesos relativos e considerar a média aritmética ponderada dos números iguais a x1 . xn é λ1 x1 + λ2 x2 + · · · + λn xn . . Então existem joga 20 partidas entre os m n tais que Sm = Sn + 20. . Aliás. p2 . . pn . os números iguais devem estar em metades diferentes dessa lista de 154 números. . p 2 são iguais a x2 . média aritmética ponderada dos números x1 . . p n são iguais a xn . . . como sendo p1 x1 p1 + p2 + . . . xn . . . . Como S1 < S2 < · · · < S77 .uma média aritmética ponderada dos números uma expressão da forma x1 . inclusive. . + pn p2 + x2 p1 + p2 + . . . com pesos p1 . +··· + p 1 + p2 + . . denimos médias ponderadas. . . p 1 + p2 + · · · + pn Embora a ideia primitiva seja que a média aritmética ponderada é uma média aritmética simples de uma lista de números dos quais são iguais a p1 x1 . não há problema em considerar pesos não inteiros. . . . . e A O enxadrista Finalmente. dias n + 1 e m. . pn é denida por p 1 x1 + p 2 x2 + · · · + p n xn . x2 . . . . . p2 . xn com pesos respectivamente iguais p1 . onde λ1 + λ2 + · · · + λn = 1. + pn Assim. .

7 × 70 + 0. Um conduz à liberdade em 3 ho- ras. aproximadamente. com pesos relativos de 0. Um carro tem velocidade v1 durante metade do tempo t de per- curso e tem velocidade sua velocidade média? v2 durante a outra metade do tempo. 3 × 40 = 61kg. A população de um país cresceu 44% em uma década e cresceu 21% na década seguinte. em 5 horas. A resposta é 0. Qual é. outro.7 e 0.10 MA12 . qual a taxa média anual de crescimento nesses 20 anos? 5. −25% e −25%. Qual a 3.3. Um carro percorre metade de certa distância d com velocidade v1 e percorre a outra metade com velocidade média? v2 . e o último conduz ao ponto de partida depois . É a média aritmética ponderada dos dois subgrupos. Qual a sua velocidade 2. Qual o peso médio do grupo? Solução. Exercícios 1. A valorização mensal das ações de certa empresa nos quatro pri- meiros meses do ano foi de +25%. No problema anterior. Em um grupo de pessoas. a taxa média decenal de crescimento nesses 20 anos? 4. O peso médio dos adultos é 70kg e o peso médio das crianças é de 40kg. Em uma cela há três túneis. +25%.Unidade 25 Exemplo 10. Qual a va- lorização total e qual a valorização média mensal nesse quadrimestre? 6. 70% das pessoas são adultos e 30% são crianças.

Suponha que.Médias e Princípio das Gavetas 11 de 9 horas. são respectivamente o menor e o maior dos números. escolhem para a próxima tentativa um entre os três túneis. onde m e M são respectivamente o menor e o maior dos números. os prisioneiros que entram pelo terceiro túnel. O resultado do concurso está no quadro abaixo. 8. Qual o tempo médio que os prisioneiros que descobrem os túneis gastam para escapar? 7. Prove que a média geométrica g e de uma lista de n números positi- vos satisfaz m g M. Prove que a média aritmética x ¯ de uma lista de números satis- faz m x ¯ M. onde m e M. havia apenas provas de Português e Matemática. não se lembram de qual foi o túnel em que entraram e. Prove que a média harmônica h de uma lista de n números posi- tivos satisfaz m h M. Candidato João Pedro José Paulo Port. 11. onde m M. Mat. quando voltam ao ponto de partida. Em um concurso. no problema anterior. 9. portanto. Classicação 5 6 2 4 7 4 5 1 2◦ 1◦ 4◦ 3◦ . 10. são respectivamente o menor e o maior dos números.

harmônica H e x2 . 16. Se dois desses números. quando usados nas rodas di- anteiras. Qual a característica conservada pela média quadrática? 15. Qual seria o problema de se medir a qualidade de uma lista . A geométrica G. para dois números positivos aritmética H G A. qual será a média aritmética dos números restantes? 14. A média aritmética de 50 números é 40. quantos quilômetros um carro pode rodar? Como? b) E com 5 pneus novos? Como? c) A resposta do item a) é uma média entre 40 000 km e 60 000 km. quando usados nas rodas traseiras. satisfazem e x1 Q. Qual? 13. 17.12 MA12 . Pneus novos duram 40 000 km. forem suprimidos. suas médias quadrática Q.Unidade 25 João achou que havia erro na classicação porque zera mais pontos que Pedro e classicara-se atrás dele. onde m M são respectivamente o menor e o maior dos números. e duram 60 000 km. 125 e 75. Houve necessariamente erro na classicação? 12. a) Com 4 pneus novos e fazendo um rodízio adequado entre eles. Prove também que duas quaisquer dessas médias são iguais se e somente se x1 = x2 . Prove que. Prove que a média quadrática q e de uma lista de n números posi- tivos satisfaz m q M.

xn . xn . eles sugeriram as retas y = 170x + 850 e y = 180x + 800. Eduardo observou que o consumo de energia elétrica em sua casa estava aumentando muito. tomando 1991 como ano 0. . ANO CONSUMO ( x) 0 1 2 3 4 (y ) 820 1000 1200 1350 1550 É fácil ver que os pontos encontrados não são colineares. Determine a es- x para a qual o erro médio quadrático é mínimo. Os resultados obtidos foram x1 x2 . . foram feitas x1 . Para determinar uma grandeza desconhecida medições. 20. b) Calcule os erros médios quadráticos e determine qual das duas retas mais se aproxima dos pontos. Fez então um gráco do consumo anual. . . . 19. respectivamente. Para determinar uma grandeza desconhecida várias medições. Os valores obtidos encontram-se no quadro abaixo e Eduardo achou que o gráco parecia-se com uma reta. Determine a estimativa de x. c) Entre todas as retas do plano. qual é a que mais se aproxima dos pontos? . Mostrando o gráco a seus amigos Augusto e Sérgio. x2 . . foram feitas várias x1 . como as retas que mais se aproximariam dos pontos. x2 . xn tais que x para a qual a média dos valores absolutos dos erros é mínima. a) Mostre que os pontos realmente não são colineares. . mas pode-se notar no gráco que é possível traçar retas que passem bem perto dos cinco pontos. . nos últimos 5 anos. Os resultados obtidos foram timativa de x..Médias e Princípio das Gavetas 13 de aproximações pela média aritmética dos erros? 18. em kWh..

27. 25. entre os dez segmentos determinados por esses pontos. Prove que se Nk + 1 objetos são colocados em N gavetas. uma taça de sorvete. qual a sua preferência. Mostre que. Qual é o número mínimo de pessoas que deve haver em um grupo para que possamos garantir que nele há pelo menos 7 pessoas nascidas no mesmo mês? 26. Mostre que em toda reunião de n pessoas há sempre duas pessoas com o mesmo número de conhecidos. 23. sem mexer nas crianças e fazendo apenas uma rotação da mesa. no plano. pelo menos uma gaveta recebe mais de k objetos. Mostre que existe um múltiplo de 1997 que tem todos os dígi- tos iguais a 1. 22. pelo menos um tem como ponto médio um ponto de coordenadas inteiras. Em uma festa há 20 crianças sentadas em torno de uma mesa Um garçom coloca diante de cada criança. .14 MA12 . Mostre que. 10 das crianças preferem creme e 10 preferem ocos. Alguns desses sorvetes são de creme e os outros são de ocos. é possível fazer com que pelo menos 10 crianças tenham suas preferências respeitadas. cinco pontos de coordenadas inteiras. 24. Mostre que em qualquer conjunto de 8 inteiros há sempre dois deles cuja diferença é um múltiplo de 7. São dados. sem perguntar circular.Unidade 25 21.

15}. Selecionam-se oito números distintos no conjunto {1. k para 29. Mostre que em qualquer momento há sempre dois times que disputaram o mesmo número de partidas. Determine o maior valor de k para o qual a armação é certamente verdadeira. Os pontos de uma reta são coloridos com 11 cores. Considere a armação: Pelo menos k candidatos responderão de modo idêntico às 4 primeiras questões da prova. Considere a armação: Pelo menos 4 candidatos responderão de modo idêntico às k primeiras questões da prova.Médias e Princípio das Gavetas 15 28. 2. . 40100 candidatos estão fazendo uma prova de 20 questões de Suponha que ne- múltipla escolha. 33. . . . nhum candidato deixe de responder a nenhuma questão. 31. com 5 alternativas por questão. Em um campeonato cada dois times jogam entre si uma única vez. 40100 candidatos estão fazendo uma prova de 20 questões de Suponha que ne- múltipla escolha. . Sete pontos são selecionados dentro de um retângulo 3 × 4. Determine o maior valor de o qual a armação é certamente verdadeira. 30. com 5 alternativas por questão. Prove que há dois desses pontos tais que a distância entre eles é no máximo igual a √ 5. Mostre que é possível achar dois pontos com a mesma cor tal que a distância entre eles é um número inteiro. nhum candidato deixe de responder a nenhuma questão. 32.

positivos. . . λ1 + λ2 + · · · + λn = 1.16 MA12 . . λn 36. . . . xn números reais. x1 < x2 . de x1 e x2 . de 1. (x1 . λ1 e λ2 positivos. λ2 . são médias aritméticas ponderadas. .67m. xn ). Essa representação é única? b) Mostre que os números reais x da forma x = λ1 x1 + λ2 x2 com λ1 + λ2 = 1. . Essa representação é única? b) Mostre que os números reais λ1 . . as mulheres.75m e. Os homens têm altura média de 1. Qual a altura média do grupo? . λ1 e λ2 positivos. isto é. n > 2. com n>2 positivos. x2 ). Em um grupo de pessoas há 30 homens e 10 mulheres. x1 < x2 < · · · < xn . a) Mostre que os números reais x tais que x1 < x < xn podem ser escritos na forma x = λ1 x1 + λ2 x2 + · · · + λn xn com 35. a) Mostre que os números reais x tais que x1 < x < x2 podem ser escritos na forma x = λ1 x1 + λ2 x2 com λ1 + λ2 = 1.Unidade 25 Mostre que há pelo menos três pares de números selecionados com a mesma diferença entre o maior e o menor número do par. λ2 . . . . λn x da forma x = λ1 x1 + λ2 x2 + · · · + λn xn λ1 + λ2 + · · · + λn = 1. c) Onde estão os pontos x = λ1 x1 + λ2 x2 . com pesos positivos. pertencem a (x1 . com λ1 + λ2 = 1 e λ1 > 1? d) E com λ1 + λ2 = 1 e λ1 < 0? 34. Sejam x1 . x2 . Sejam x1 e x2 números reais. pertencem a λ1 .

os aumentos de y não são iguais. 40 60 Para conseguir a rodagem máxima. 4. A−G 0 e que A − G é igual a x1 = x2 . A soma de todos os números é 16. 13. Se um pneu roda x mil quilômetros em uma roda dianteira e y mil quilômetros em uma roda traseira. a fração do pneu que é gasta vale teiramente todos os pneus. Para cada x. os pontos observados. 1 6 es- escapa em 9+5 horas.Médias e Princípio das Gavetas 17 Sugestões aos Exercícios 1. 19. 20a. 11. capa em 7. Aplique esse resultado aos inversos de x1 e x2 . Faça o gráco de f (x) = |x − x1 | + |x − x2 | + · · · + |x − xn |. Calcule x y + . 9+3 horas e Se x é o tempo médio procurado. x+9 horas para escapar. Considere a possibilidade das notas de Português e de Matemática terem pesos diferentes. deve-se gastar in- A−G e mostre que 50 × 40 = 2000. Mostre que. 3. 2 escapa em 5 horas. Sendo (xk . As distâncias percorridas são 3. 20c. embora os aumentos de x sejam iguais. Separe os casos n par e n ímpar. Finalmente. k = 0. determine . 20b. os prisioneiros que escolhem o 1 6 1 3 t d2 = v 2 . Os tempos gastos são t1 = d 2v1 e t2 = 2. considere o y da reta como uma aproximação do y zero se e somente se observado. Lembre-se que Q 0 e A 0. yk ). 12. terceiro túnel gastam em média. 2. d1 = v1 1 3 t 2 d . 2v2 e dos prisioneiros escapa em 3 horas. 1. calcule Q2 − A2 e mostre que Q2 − A2 0 e que Q2 − A2 = 0 se e somente se x1 = x2 .

I ). Calcule a média de x1 . P ). . 200. . Sejam x1 o número de crianças satisfeitas na primeira posição da mesa.18 MA12 . (P. . Use o Princípio das Gavetas. 24. . 3 3 S é mínimo quando a+ 21. I ). pode ser calculado observando que cada uma das 20 taças. considerando as n pessoas como os objetos e considerando o número de conhecidos como as gavetas. Use o exemplo 7. . 2 5 b S = 30 a + − 455 + (b − 822)2 + 510. x20 e use o fato de que pelo menos um dos números deve ser maior que ou igual a essa média. porque é impossível haver ao mesmo tempo pessoas com 0 conhecido e com n − 1 conhecidos. Esse valor. Embora haja n gavetas. 27. 23.. Considere 4 gavetas: (P. etc.. no máximo n − 1 gavetas são usadas. seja de creme ou de ocos. O número total de satisfações nas 20 posições da mesa é x1 + x2 + · · · + x20 . pois o número de conhecidos pode variar de 0 a n − 1. 22. Obtém-se S = 30a2 + 20ab + 5b2 − 27 300a − 11 840b + 7 337 400. P ) e (I. Há 20 posições para a mesa.Unidade 25 4 a e b para que S= k=0 (axk + b − yk )2 seja mínimo. Use o Princípio das Gavetas. satisfaz a criança à sua frente em exatamente 10 posições da mesa. 26. considerando os números como ob- b − 455 = 0 3 e b − 822 = 0. jetos e os restos de suas divisões por 7 como gavetas. x2 . (I. Determine o número médio de objetos por gaveta. conforme as coordenadas sejam pares ou ímpares. O maior grupo em que isso não acontece é um grupo onde haja 6 pessoas em cada mês. 25.

x + 2. 2. 1. para o qual não se poderia garantir a existência de pelo menos 4 candidatos com respostas idênticas. . Calcule o número médio de candidatos por modo de responder às 4 primeiras questões. Há 25 modos de responder às duas primeiras questões da prova. . Esses 12 pontos estarão coloridos com apenas 11 cores. O maior grupo de candidatos. Por exemplo. 13. pertence a (0. x − x1 Se x1 < x < x2 . 32. 31. Este exercício é igual ao exercício 23. 1 × 2. . . 1). 29. . 2. . ou seja. 14. seria um grupo onde houvesse 3 candidatos em cada uma das 25 alternativas. λ = x2 − x1 Pense apenas em x1 e x2 . seria um grupo de 75 candidatos. 30. Há pelo menos 27 diferenças que podem ter apenas 13 valores: 34a. Há As diferenças podem ter apenas 14 valores: 2 = 28 C8 diferenças. x + 1. . 1. . . das quais no máximo uma pode ter valor 14. Há 625 modos de responder às 4 primeiras questões. Divida em seis retângulos 33. .Médias e Princípio das Gavetas 19 28. . 35a. . x + 11. . Tome um ponto x qualquer e considere os pontos x. a armação é verdadeira para k = 2.

Leitura Complementar: A.OBMEP Vol 4.4 e 3.5. Resolva quantos puder.MA 12 . Hefez .Indu¸ c˜ ao Matem´ atica.Unidade 26 M´ edia e Princ´ ıpio das Gavetas Semana de 11/07 a 17/07 Nessa unidade. PIC . a m´ edia geom´ etrica e a m´ edia harmˆ onica. A unidade termina com 21 problemas propostos. resultando numa desigualdade fundamental entre a m´ edia aritm´ etica. Se¸ co ˜es 3. faz-se a compara¸ c˜ ao entre as v´ arias m´ edias. (material anexado) .

. Isto é. se positivos x1 . xn são números x1 + x2 + · · · + xn n Além disso. x2 . . .Unidade 26 Médias e Princípio das Gavetas Semana 11/07 a 17/07 1 A Desigualdade das Médias A desigualdade das médias arma que a média aritmética de n números positivos é maior que ou igual à sua média geométrica e só é igual se os números forem todos iguais. . √ n x1 x2 · · · xn . √ x1 + x2 + · · · + xn = n x1 x @ · · · xn n se e somente se x1 = x2 = · · · = xn . 1 .MA12 .

Para prová-la no caso n = 4. matemático francês. x2 ) − G(x1 . x1 + x2 + x3 + x4 4 x1 + x2 2 x3 + x4 2 a igualdade só sendo obtida quando x1 + x2 2 e x3 + x4 2 1 Cauchy. x2 ) = A(x1 . o que prova a aplicamos o resultado anterior aos x1 + x2 2 x1 +x2 2 e x3 + x4 .Unidade 26 Várias e interessantes demonstrações dessa desigualdade são encontradas em Meu Professor de Matemática de Elon Lages Lima.2 MA12 . Provaremos primeiramente a desigualdade no caso 1 A(x1 . 2 x1 + x2 2 x3 + x4 2 obtendo + 2 x3 + x4 2 ou seja. e números x1 + x2 √ − x1 x2 2 √ x1 + x2 − 2 x1 x2 = 2 √ √ ( x1 − x2 ) 2 = 0 2 a 0 quando x1 = x2 . Aqui faremos apenas um esboço da demonstração que foi feita por Cauchy . x2 ) só é igual desigualdade no caso n = 2. x2 ) G(x1 . Sendo x1 e x2 e sendo A(x1 . Louis (1789-1857). x2 ) − G(x1 . . temos n = 2. x2 ) a média aritmética dos números positivos sua média geométrica.

Provaremos agora a desigualdade para três números positivos.. e posteriormente para x3 e x4 . x3 e A. repetindo esse argumento. números positivos. A= . x2 . a desigualdade para n = 2k números positivos. x 1 = x2 e a igualdade sendo obtida apenas quando Portanto. 2 2 isto é. quando x1 = x2 = x3 . Aplicando agora duas vezes a desigualdade no caso n= 2. por indução. provaríamos a desigualdade das médias para 8. É claro que. x3 = x4 . 32. É claro que Aplicando a desigualdade das médias no caso n=4 aos números x1 . 16. x1 + x2 + x3 + x 4 4 √ 4 x1 x2 x3 x4 .. 4 4 G sua média geométrica. x2 e x3 números positivos e sejam A sua média aritmética x1 + x2 + x3 + A 3A + A = = A. A3 x1 x2 x3 . Esse argumento permite provar.. quando x1 = x2 = x3 = x4 . Sejam e x1 . obtemos x1 + x2 + x3 + A 4 x1 x2 x3 A. isto é. primeiramente para x1 e x2 . obtemos x1 + x2 x3 + x4 2 2 √ √ √ x1 x2 x3 x4 = 4 x1 x2 x3 x4 . x1 = x2 e a igualdade só sendo obtida quando x3 = x4 e x1 + x2 x3 + x 4 = . A 1 2 3 = G a igualdade só se vericando quando x1 = x2 = x3 = A. 4 √ 3 x x x A4 x1 x2 x3 A.Médias e Princípio das Gavetas 3 forem iguais.

se a desigualdade é verdadeira para n = k. e y. 4 Exemplo 2.4 MA12 . √ A= √ xy p x+y = 2 2 p2 4 x = y. O mesmo raciocínio pode mostrar que. A. o quadrado é o de maior área. x4 e x5 . entre todos os retângulos de área A. Se os lados do retângulo são média geométrica de x e y √ é igual a x A. temos A área do x + y = p. x2 . o quadrado é o de menor perímetro. Exemplo 1. o retângulo de p2 . isto é. entre todos os retângulos de perímetro 2p. Mostre que. Mostre que. x2 .Unidade 26 Se desejássemos provar a desigualdade para cinco números positivos x1 . temos xy = A. A e A. 2 x e y. x2 . aplicaríamos a desigualdade aos 8 números x1 . x4 e x5 . Se os lados do retângulo são a média aritmética Temos x e y é igual a p . x4 e x5 . então ela é também verdadeira para todo n < k. x3 . x3 . Temos 2(x + y ) = 4 x+y 2 √ √ 4 xy = 4 A . retângulo é A = xy . a O perímetro do retângulo é 2(x + y ). onde A é a média aritmética dos números x1 . isto é. Portanto. A e a igualdade só é obtida quando maior área é o quadrado de área Portanto. Solução. x3 . Solução.

. Prove que a soma de dois números positivos de produto cons- tante é mínima quando esses números são iguais. . . xn Q A G são números positivos e Q. . duas quaisquer dessas médias são iguais se e somente se x1 = x2 = · · · = xn . Prove que a média quadrática de n números positivos x1 . . . G e H são suas médias quadrática. . . 2(x + y ) √ 4 A e a igualdade só é obtida quando x = y. x2 . x2 . Exercícios 1. A desigualdade das médias pode ser generalizada. então H. 2 Desigualdade das Médias Generalizada Se x1 . xn . x2 . geométrica e harmônica. 2. . o retângulo de menor perímetro é o quadrado de perímetro √ 4 A. . A. aritmética. Prove que a média harmônica de n números positivos x1 . Prove que o produto de dois números de soma constante é máximo quando esses números são iguais.Médias e Princípio das Gavetas 5 Portanto. . Além disso. 4. Portanto. 3. . xn é sempre menor que ou igual a sua média geométrica e só é igual quando todos os números são iguais. respectivamente.

Um mágico se apresenta usando um paletó cintilante e uma calça colorida e não repete em suas apresentações o mesmo conjunto de calça e paletó. z reais. a2 . a3 a1 + a2 + a3 3 a1 a2 + a1 a3 + a2 a3 3 √ 3 a1 a2 a3 . . x. se positivos. 11. an são números positivos e b1 .6 MA12 . b2 . 7. bn é uma reordenação de a1 . 9. a2 . Prove que se a1 . . na qual a. y e 6. o equilátero é o de maior área. Prove que entre todos os triângulos de perímetro constante. se x é positivo. . . . Prove que x2 + y 2 + z 2 xy + yz + zx. x x 1 x 2. então x+ b) Qual o valor mínimo de x + 4 .Unidade 26 é sempre maior que ou igual a sua média aritmética e só é igual quando todos os números são iguais. 5. a2 . . . Mostre que se a equação números positivos possuir x3 − ax2 + bx − c = 0. 8. Para poder se apresentar em 500 espetáculos. b e c são 6 três raízes reais então a 27b3 729c2 . qual o menor número de peças de roupa que pode ter seu guarda-roupa? 10. a) Prove que. . positivo? . Prove que a1 . . an então b1 b2 bn + + ··· + a1 a2 an para quaisquer n. . . .

se 9 . y e z são números positivos tais que 3. qual é o conjunto de valores de xyz ? E de 17. x+y+z x. Se x. 3. Se x. prove que. y e z são números positivos tais que 3. qual é o conjunto de valores de xyz ? E de 18.Médias e Princípio das Gavetas 7 12. y e z são positivos. y e . x. y e z são números positivos tais que qual é o conjunto de valores de xyz ? E de 16. Prove que. y e z são números positivos tais que é o conjunto de valores de xyz ? E de 1 x+y+z xy + yz + zx? 1 xyz x + y + z? xyz = 8. qual 19. Se √ 9 3 xyz. Se x. Se x. y e z são números positivos tais que 1. isto é. y e z são números positivos tais que qual é o . para todo n n+1 inteiro e positivo 1 1+ n < 1 1+ n+1 x. 13. então √ √ √ ( x + y + z )2 15. Se x. Prove que. Prove que a sequência de termo geral an = n 1+ 1 n n é estri- tamente crescente. 1 xy + yz + zx x + y + z? xy + yz + zx x + y + z? xy + yz + zx x + y + z? 3. se z são positivos. então 1 1 1 + + x y z 14. qual é o conjunto de valores de xy + yz + zx? E de 20.

. z 2 ) a1 a2 . Aplique a desigualdade das médias aos números 6. o mágico formaria o número máximo de conjuntos diferentes se fossem 22 paletós e 22 calças. (y 2 . Mostre que a equação não pode ter raízes nulas ou negativas.Unidade 26 conjunto de valores de xy + yz + zx? E de x + y + z? m números 21. porque o produto .8 MA12 . Veja o exemplo 2. 5. x ). x2 .. o mágico consegue formar xy conjuntos diferentes. se a desigualdade das médias é válida para positivos. 3. . 9. m > 2. n n 2 xk = nA (xk −A) 0. . 4. 7. sitivos. Aplique a desigualdade das médias aos números 2 2 a2 a3 . 2. . Sejam as médias quadrática e aritmética de x1 . . y 2 ). Use o problema anterior. Use e Q A k=1 k=1 e que uma soma de quadrados é igual a 0 se e somente se todas as parcelas são nulas. então ela é válida também para m−1 números po- Sugestões aos Exercícios 1.. Se x + y = a. . Prove que. Com 44 peças. xn . Aplique a desigualdade das médias aos pares b1 b2 bn .. a1 a2 an (x2 . Use também o problema 6. Aplique a desigualdade das médias aos inversos dos números dados. xy = x(a − x) é um polinômio do segundo grau em x. Lembre-se de que respectivamente. . . a1 a3 e e (z . 8. Com x paletós e y calças.

do segundo século antes de Cristo. yz e zx √ xyz 1. 1 . A desigualdade das médias aplicada aos números √ y e z. basta tomar x=y= com 1 n e z = n. 14. como x. z = n. tomando √ 3 x=y=z= . Aplique a desigualdade das médias aos números 15a. Além disso x+y+z alcança o valor 3 quando Por outro lado.matemático de Alexandria. y e z são positivos. 44 peças não bastam. O problema 7 mostra que √ x+y+z 3. Use a fórmula de Heron . xy. Aplique a desigualdade das médias aos números x e x 12. 2 Heron. y e z. 3 x + y + z pode se tornar x=y= 1 n e arbitrariamente grande. com n natural arbitrariamente grande. √ x. S = p(p − a)(p − b)(p − c). Além disso é claro que xyz alcança o valor 1 quando x = y = z = 1. 15b. 2 10. Como Para S x2 = x3 · · · = xn+1 = 1 + 13. xyz > 0. n Aplique a desigualdade entre as médias aritmética e harmônica aos números x. 1 . Para mostrar que xyz consegue car arbitrariamente mostra que próximo de 0.Médias e Princípio das Gavetas 9 de dois números de soma constante é máximo quando esses números 22 × 22 = 484. (p − a)(p − b)(p − c) deve ser máximo. ser máxima. Aplique a desigualdade das médias aos números x1 = 1 e são iguais. √ n natural arbitrariamente grande. Por outro lado. 11a. .

Coordena¸ ca ˜o de Material Did´ atico 1 .A Coordena¸ ca ˜o Nacional de Material Did´ atico informa que as Atividades de Revis˜ ao previstas nesta unidade est˜ ao sob os cuidados de sua Coordena¸ c˜ ao Local. Cordiais sauda¸ c˜ oes.

Coordena¸ ca ˜o de Material Did´ atico 1 .A Coordena¸ ca ˜o Nacional de Material Did´ atico informa que as Atividades de Revis˜ ao previstas nesta unidade est˜ ao sob os cuidados de sua Coordena¸ c˜ ao Local. Cordiais sauda¸ c˜ oes.

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Questão 1. Considere a sequência ( an )n≥1 definida como indicado abaixo: a1 a2 a3 a4 ... (0.5) (a) O termo a10 é a soma de 10 inteiros consecutivos. Qual é o menor e o qual é o maior desses inteiros? (0.5) (b) Calcule a10 . (1.0) (c) Forneça uma expressão geral para o termo an .

= 1 = 2+3 = 4+5+6 = 7 + 8 + 9 + 10

UMA RESPOSTA (a) O primeiro inteiro da soma que define an é igual ao número de inteiros utilizados nos termos a1 , . . . , an−1 , isto
1 é, 1 + 2 + . . . + n − 1 mais um, isto é, é igual a 2 (n − 1)n + 1. O último inteiro é esse número mais n − 1. Portanto,

para n = 10, o primeiro inteiro é 46 e o último é 55. (b) a10 é a soma de uma progressão aritmética de 10 termos, sendo o primeiro igual a 46 e o último igual a 55. Então a10 =

(46 + 55) · 10 = 101 · 5 = 505 . 2

(c) No caso de an , trata-se da soma de uma progressão aritmética de n termos, sendo o primeiro igual a 1 2 n ( n − 1) + 1
1 e o último igual a 2 n(n − 1) + 1 + (n − 1), ou seja, 1 2 n ( n − 1) + n, como visto em (a). Então 1 2 n ( n − 1) + 1

+
2

an =

1 2 n ( n − 1) + n

·n =

( n − 1) n2 + ( n + 1) n n3 + n = . 2 2

1

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Questão 2. Um comerciante, para quem o dinheiro vale 5% ao mês, oferece determinado produto por 3 prestações mensais iguais a R$ 100,00, a primeira paga no ato da compra. (1.0) (a) Que valor o comerciante deve cobrar por esse produto, no caso de pagamento à vista? (1.0) (b) Se um consumidor desejar pagar o produto em três prestações mensais iguais, mas sendo a primeira paga um mês após a compra, qual deve ser o valor das parcelas? Utilize, se desejar, os seguintes valores para as potências de 1, 05: 1, 052 = 1, 1025; 1, 05−1 = 0, 9524; 1, 05−2 = 0, 9070.

UMA RESPOSTA (a) Trazendo os valores da segunda e da terceira prestações para o ato da compra, e somando, obtém-se 100 + 100 100 + = 100 + 95, 24 + 90, 70 = 285, 94 . 1, 05 1, 052

Então o comerciante poderá cobrar 285,94 reais, de forma que, se deixar seu dinheiro valorizar 5% ao mês, poderá dispor de 100 reais no ato da compra (tirando 100 reais dos 285,94), 100 reais ao final do primeiro mês (deixando 95,24 reais valorizarem 5% durante um mês) e 100 reais ao final do segundo mês (deixando 90,70 reais valorizarem 5% ao mês durante dois meses). (b) Para o parcelamento desejado pelo consumidor, as parcelas se deslocam um mês adiante. Então em cada uma das três parcelas de 100 reais devem incidir juros de 5%. Portanto, são 3 parcelas de 105 reais.

2

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Questão 3. Considere o conjunto dos números escritos apenas com os algarismos 1, 2 e 3, em que o algarismo 1 aparece uma quantidade par de vezes (por exemplo, 2322 e 12123). Seja an a quantidade desses números contendo exatamente n algarismos. (0.4) (a) Liste todos esses números para n = 1 e n = 2, indicando os valores de a1 e a2 . (0.8) (b) Explique por que an satisfaz a equação de recorrência an+1 = (3n − an ) + 2an , para n ≥ 1 (note que 3n é o número total de números com n algarismos iguais a 1, 2 ou 3). (0.8) (c) Resolva a equação de recorrência em (b).

UMA RESPOSTA (a) Para n = 1 só há três números possíveis: 1, 2 e 3. Somente os dois últimos têm um número par de algarismos iguais a 1 (neste caso, nenhum algarismo igual a 1). Então a1 = 2. Os números de 2 algarismos são: 11, 12, 13, 21, 22, 23, 31, 32, 33, num total de 9 = 32 . Cinco deles têm uma quantidade par de algarismos iguais a 1, então a2 = 5. (b) (Antes de fazer o exercício, pode-se verificar se a fórmula está correta para n = 1: 5 = a2 = (31 − a1 ) + 2a1 = 3 + a1 = 3 + 2 = 5.) Observa-se primeiro que a quantidade de números com n algarismos tendo uma quantidade ímpar de algarismos iguais a 1 é 3n − an , pois o número total de sequências é 3n . Para obter a relação de recorrência, observe que todo número de n + 1 algarismos é uma concatenação de um número de n algarismos com um número de 1 algarismo. Para que a quantidade de algarismos iguais a 1 do número de n + 1 algarismos seja par é preciso que: ou o número de algarismos iguais a 1 de cada um dos números concatenados seja ímpar ou o número de algarismos iguais a 1 de cada um dos números concatenados seja par. Então, para calcular an+1 , soma-se o número de concatenações do primeiro caso (ímpar-ímpar) com o número de concatenações do segundo caso (par-par). Isto dá an+1 = (3n − an ) · (31 − a1 ) + an · a1 , isto é, a fórmula do enunciado, já que a1 = 2. (c) Observa-se que an+1 = an + 3n , apenas simplificando-se a expressão. Isto implica an = a1 + 31 + 32 + . . . + 3n−1 = 1 + (1 + 3 + 32 + . . . + 3n−1 ) , em que a expressão entre parênteses é a soma dos n primeiros termos da progressão geométrica de termo inicial 1 e razão 3, que vale 3n − 1 . 3−1 an = 3n + 1 . 2

Portanto

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Questão 4. (1.0) (a) Mostre, por indução finita, que 1 · 30 + 2 · 31 + 3 · 32 + . . . + n · 3n−1 =

(2 n − 1 )3n + 1 . 4

(1.0) (b) Seja ( an )n≥1 progressão geométrica com termo inicial a1 positivo e razão r > 1, e Sn a soma dos n primeiros termos da progressão. Prove, por indução finita, que Sn ≤
r r −1 a n ,

para qualquer n ≥ 1.

UMA RESPOSTA (a) A equação é verdadeira para n = 1, pois 1 · 30 = 1 e

(2 · 1 − 1)31 + 1 = 1. 4
Supondo válida para n, vamos mostrar que vale para n + 1, isto é, vamos mostrar que, acrescentando o termo

(n + 1) · 3n , a soma resultará em (2 ( n + 1 ) − 1 )3n +1 + 1 . 4
Usando a hipótese de indução, 1 · 30 + 2 · 31 + 3 · 32 + . . . + n · 3n−1 + (n + 1)3n = Manipulando a expressão à direita,

(2 n − 1 )3n + 1 + ( n + 1 )3n . 4

(2 n − 1 )3n + 1 [2n − 1 + 4(n + 1)]3n + 1 (2 n + 1 )3n +1 + 1 (2 ( n + 1 ) − 1 )3n +1 + 1 + ( n + 1 )3n = = = , 4 4 4 4
como queríamos demonstrar.
r > 1; e como S1 = a1 > 0, então S1 = a1 < r− 1 a1 . r Suponha agora que a desigualdade vale para n, isto é, suponha que Sn ≤ r−1 an é verdadeira. Vamos provar que r ela vale para n + 1, isto é, vamos provar que Sn+1 ≤ r− 1 an+1 . Primeiro, escrevemos Sn+1 = Sn + an+1 , pois Sn+1 r é a soma dos primeiros n termos adicionada do termo n + 1. Usando a hipótese de indução, Sn+1 ≤ r− 1 a n + a n +1 . a n +1 Como se trata de uma progressão geométrica an+1 = ran , ou seja, podemos trocar an por r . Então Sn+1 ≤ a n +1 1 r r r −1 · r + an+1 , isto é, Sn+1 ≤ ( r −1 + 1) an+1 = r −1 an+1 , que é o que queríamos demonstrar.

(b) Para n = 1 a desigualdade é verdadeira: como r > 1, então

r r −1

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Questão 5. Seja ( xn )n≥0 sequência definida pela relação de recorrência xn+1 = 2xn + 1, com termo inicial x0 ∈ R. (0.5) (a) Encontre x0 tal que a sequência seja constante e igual a um número real a. (1.0) (b) Resolva a recorrência com a substituição xn = yn + a, em que a é valor encontrado em (a). (0.5) (c) Para que valores de x0 a sequência é crescente? Justifique.

UMA RESPOSTA (a) Basta achar a tal que 2a + 1 = a. Isto dá a = −1. Se x0 = a então x1 = 2x0 + 1 = 2a + 1 = a = x0 , e, da mesma forma, x2 = x1 , x3 = x2 , . . ., xn+1 = xn para qualquer n ≥ 0, ou seja, a sequência é constante. (b) Com a substituição sugerida, xn = yn − 1. Então yn+1 − 1 = 2(yn − 1) + 1, isto é, yn+1 = 2yn , com y0 = x0 + 1. Então yn = 2n y0 = 2n ( x0 + 1) e xn = yn − 1 = −1 + 2n ( x0 + 1). (c) Se x0 + 1 > 0, isto é, x0 > −1, então 2n ( x0 + 1) é crescente e xn = −1 + 2n ( x0 + 1) é crescente. Se x0 + 1 < 0, isto é x0 < −1, então xn = −1 + 2n ( x0 + 1) = −1 − 2n | x0 + 1| é descrescente. E se x0 = −1 então xn é constante. De onde se conclui que xn é crescente se, e somente se, x0 ∈ (−1, +∞).

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Questão 1. Considere os caminhos no plano iniciados no ponto (0, 0) com deslocamentos paralelos aos eixos coordenados, sempre de uma unidade e no sentido positivo dos eixos x e y (não se descarta a possibilidade de dois movimentos unitários seguidos na mesma direção, ver ilustração mostrando um caminho que termina em (5, 4)). y 4

x 5
m . (1,0) (a) Explique por que o número de caminhos que terminam no ponto (m, n) é Cm +n

(1,0) (b) Quantos são os caminhos que terminam no ponto (8, 7), passam por (2, 3) mas não passam por (5, 4)?

UMA SOLUÇÃO

(a) Chamaremos de horizontais os movimentos paralelos ao eixo x e de verticais os paralelos ao eixo y. Como todos os movimentos são positivos e unitários, são necessários m movimentos horizontais e n movimentos verticais para se chegar em (m, n), totalizando m + n movimentos. Um caminho fica totalmente determinado se dissermos quais desses m + n movimentos são, digamos, movimentos horizontais. Portanto, precisamos saber de quantas maneiras
m . podemos escolher m movimentos horizontais entre os m + n movimentos do caminho. Isso dá Cm +n

Evidentemente poderíamos ter determinado os caminhos dizendo quais são os n movimentos horizontais dentre
n n m os m + n movimentos. Esse raciocínio nos levaria a Cm +n . Mas Cm+n = Cm+n .

(b) Se um caminho até (8, 7) é obrigado a passar por (2, 3) então ele é a junção de um caminho que vai de (0, 0) a

(2, 3) com um caminho que vai de (2, 3) a (8, 7). No entanto, queremos que o caminho que vai de (2, 3) a (8, 7) não passe por (5, 4), ou seja, queremos que ele vá de (2, 3) a (8, 7) sem ser a junção de um caminho de (2, 3) a (5, 4) com um caminho de (5, 4) a (8, 7). Isso nos indica que precisamos calcular quantos caminhos temos de (0, 0) a (2, 3), quantos de (2, 3) a (5, 4) e quantos de (5, 4) a (8, 7). 2 2 3 3 Segundo o item anterior, há C2 +3 = C5 maneiras de ir de (0, 0) a (2, 3). Há C3+1 = C4 maneiras de se ir de (2, 3) a 3 3 (5, 4), pois são necessários 3 movimentos horizontais e 1 vertical. Há C3 +3 = C6 maneiras de se ir de (5, 4) a (8, 7), 6 pois são necessários 3 movimentos horizontais e 3 verticais. E há C10 maneiras de se ir de (2, 3) a (8, 7), pois são necessários 6 movimentos horizontais e 4 verticais. 3 · C3 maneiras de se ir de (2, 3) a (8, 7) passando por (5, 4). Então há C6 − C3 · C3 maneiras de se Há, portanto, C4 6 6 10 4 ir de (2, 3) a (8, 7) sem passar por (5, 4). E, por conseguinte, há
2 6 3 3 N = C5 · (C10 − C4 · C6 )

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calculamos essas combinações: C5 3 = C6 6! 3!3! 5! 3! 2! 6 = = 10. 7) passando por (2. C10 10! 4!6! = 10·9·8·7 4·3·2 3 = 4e = 210. C4 = 6·5·4 3·2 = 20. 4). 0) a (8.maneiras de se ir de (0. 3) mas não passando por (5. Então N = 10 · (210 − 4 · 20) = 1300 . 2 = Para termos um número. 2 .

Dessas 25. Escolhido esse dia.AV2 . Outra maneira de pensar: fixado o dia da prova de Matemática. 2 (ou 20%). Portanto há 5 · C6 deixar um dia livre. Os professores de seis disciplinas (entre as quais Português e Matemática) devem escolher um dia. Há 5 possibilidades para o dia de prova de Português e 5 possibilidades para o dia de prova de Matemática. certamente um dia terá duas provas e os demais dias terão apenas uma. Cada disciplina tem 5 escolhas. Então começamos escolhendo entre as 5 possibilidades para o dia da semana que terá duas provas. não é preciso olhar para as outras disciplinas. 1152 . apenas 5 são ocorrências de Português e Matemática no mesmo dia (uma ocorrência para cada dia da semana). e apenas uma delas é no mesmo dia que Matemática.MA 12 . ainda restam 4 duas das seis disciplinas para preenchê-lo. Então a probabilidade de não ficar um dia livre é o quociente 2 · 4! 5 · C6 5! · 15 72 · 16 1152 = = 4! · 354 = = = 0. (1. 3 . Suponha que cada professor escolha o seu dia de prova ao acaso. Agora precisamos do total de maneiras de se distribuir as 6 provas durante a semana. de segunda a sexta. (b) Vamos contar de quantas maneiras se distribuem 6 provas nos 5 dias da semana sem deixar um dia livre. Portanto. 6 6 10000 10000 5 5 ou 11. de uma única semana para a realização da prova de sua disciplina.52%. há 25 possibilidades para o par de provas Português e Matemática. temos que escolher 2 escolhas. Isso dá os mesmos 20% de chances. Temos C6 2 · 4! maneiras de se distribuir 6 provas em 5 dias sem para distribuir nos 4 dias: são 4! escolhas.2011 Questão 2. Escolhidas essas duas disciplinas. Então a probabilidade de que essas duas provas ocorram no mesmo dia é 5/25 = 0.0) (a) Qual é a probabilidade de que as provas de Português e Matemática sejam realizadas no mesmo dia? (1.0) (b) Qual é a probabilidade de que os alunos façam provas em todos os dias da semana? UMA SOLUÇÃO (a) Nesta questão. então são 56 possibilidades. sem combinar com os demais professores. há 5 possibilidades para o dia de Português. Com essa imposição.

o valor acumulado pelo jogador (linha do meio) e a probabilidade daquela sequência (linha inferior). uma moeda honesta é jogada seguidamente. ABA (1/8). AAB (1/8). basta somar as probabilidades dos nós em cinza que têm ganho de 4 reais.0) (c) Dado que o jogador ganhou exatamente 4 reais. Cada vez que sai cara. São eles AAAA (1/16). com probabilidade de 5/16.2011 Questão 3. o que dá 5 16 . A 1 1/2 AA 2 1/4 AAA 3 1/8 AAAA B 2 1/2 AB 3 1/4 BA 3 1/4 ABB 5 1/8 BAA 4 1/8 BAB 5 1/8 BB 4 1/4 AAB 4 1/8 ABA 4 1/8 AAAB 4 1/16 5 1/16 (a) Para ver a probabilidade de que o jogador termine com exatamente 4 reais.5) (b) Qual é a probabilidade de que no último lançamento saia cara? (1. BAA (1/8) e BB (1/4). 4 . convém fazer primeiro a árvore das possibilidades. Em um jogo.MA 12 . (b) O jogo termina com cara em todos os nós em cinza que terminam com a letra A. indicamos a sequência obtida (linha superior).5) (a) Qual é a probabilidade de que o jogador ganhe exatamente 4 reais? (0. O jogo termina quando o jogador tiver acumulado 4 ou mais reais. listadas em (a). o jogador ganha 1 real. A soma é 11 16 . qual é a probabilidade de que tenha saído cara no último lançamento? UMA SOLUÇÃO Nesta questão. Veja que a soma das probabilidades em cada nó pintado em cinza é igual a 1. ABA (1/8) e BAA (1/8).AV2 . São eles: AAAA (1/16). Então basta somar as probabilidades de cada caso. Então a probabilidade de se terminar com cara dado que o jogador terminou com 4 reais é 5/16 11/16 = 5 11 . cada vez que sai coroa. que têm probabilidade de 11/16 de ocorrer. Indicaremos “cara” por A e “coroa” por B. (0. Os nós em cinza são aqueles em que o jogo termina. ABA e BAA terminam com A (cara). e que a probabilidade indicada em cada um é a probabilidade de o jogo terminar com aquela sequência. apenas AAAA. Em cada nó da árvore. o jogador ganha 2 reais. (c) Das situações em que o jogador terminou com 4 reais.

O valor máximo de n tal que 4n ≤ 999 é 4 (pois 44 = 28 = 256 e 45 = 210 = 1024). mas se houver 2 · 45 + 1 = 2049 candidatos isso não é mais possível. (1.0) (b) Qual é o valor máximo de n para o qual é possível garantir que.MA 12 . 5 . Resposta: n = 4. pelo menos 2 darão as mesmas respostas nas primeiras n questões? UMA SOLUÇÃO (a) O conjunto de possibilidades de respostas para as 5 primeiras questões. (b) Considerando agora as n primeiras questões.2011 Questão 4. É possível distribuir as respostas de 2 · 45 = 2048 candidatos de forma que cada conjunto de respostas se repita exatamente duas vezes. é necessário que 1000 ≥ 4n + 1. com 4 alternativas por questão. há 4n possibilidades de resposta. Uma prova de concurso é formada por questões de múltipla escolha. Para garantir que em 1000 candidatos pelo menos 2 respondam de forma igual a essas primeiras n questões.AV2 . cada uma com 4 alternativas. isto é. Admita que nenhum candidato deixe questões sem responder. sempre haverá ao menos 3 provas iguais nas cinco primeiras questões.0) (a) Qual é o número mínimo de candidatos para que seja possível garantir que pelo menos 3 deles darão exatamente as mesmas respostas nas 5 primeiras questões? (1. 4n ≤ 999. em um concurso com 1000 candidatos. é 45 .

x. onde as linhas tracejadas indicam segmentos de arestas obstruídos por alguma face). 22 · (25 )2 = Supondo xyz = 32 (que é dado no problema). 6 . xy + 2xz + 2yz ≥ 48. y. (1. (0. Então. z x y UMA SOLUÇÃO (a) A área da caixa é igual a xy + 2xz + 2yz e seu volume é igual a xyz. Então. y e z (veja figura. Uma caixa retangular sem tampa tem arestas medindo x.AV2 . ou ainda x = 4. quando xy = 2xz = 2yz. resulta que cando por 3 dos dois lados. e da equação xy = 2yz tiramos z = 2 . Essa média é sempre maior do que ou igual à média geométrica dos mesmos termos. se o volume da caixa é igual a 32.5) (a) Exprima a área e o volume da caixa em função de x. Neste caso. 4 x 2 y2 z2 = 3 √ 3 212 = 16. em particular não nulos. y e z. x da equação 2xz = 2yz tiramos y = x. os termos são iguais. (0. Como o volume é positivo. multipli- (c) A igualdade entre as médias aritmética e geométrica ocorre se. z têm que ser positivos.MA 12 . e somente se. isto é 1 ( xy + 2xz + 2yz) ≥ 3 3 xy · 2xz · 2yz = 3 3 4 x 2 y2 z2 .2011 Questão 5. então sua área é maior ou igual a 48.0) (b) Use a desigualdade das médias para mostrar que. Então x = y = 4 e z = 2. (b) A soma xy + 2xz + 2yz é igual a 3 vezes a média aritmética simples de seus termos. x3 = 64 = 26 . Como xyz = 32 então x · x · x 2 = 32. isto é.5) (c) Determine as medidas das arestas da caixa de área mínima com volume igual a 32.

. a6 .5) (a) Qual é o centésimo termo dessa sequência? (0. 2 dá (c) Observe primeiro que se n é ímpar então an é múltiplo de 7. 14. Então os dois primeiros termos são iguais. dá 8575. 3. . 17. . .2011 Questão 1. e se n é par então an − 3 é múltiplo de 7 (de fato. 1 . Obs. Podemos agrupar a soma assim: ( a1 + a100 ) + ( a2 + a99 ) + ( a3 + a98 ) + . No segundo caso (pares). são 50 termos. valem as recíprocas. a5 . 10. os termos dessa sequência. mas não precisaremos disso). . a soma dá 50 · 346 = 17300. o segundo é 3 a mais que o primeiro. .0) (c) Algum termo desta sequência é igual a 2000? Por quê? UMA SOLUÇÃO (a) Chamemos de a1 . então 2000 não pode ser um an nem para n par nem para n ímpar. logo soma 50 · 0 + 343 = 25 · 343 = 8575 . E assim por diante. último termo igual a 343. A sequência dos termos com índices pares a2 . Então todos os termos entre parênteses são iguais ao primeiro. mas todos 3 unidades menores do que os termos da série par. . 7. o quarto é 3 a mais que o terceiro. 2 No primeiro caso (ímpares).5) (b) Qual é a soma dos 100 primeiros termos dessa sequência? (1. 21. a3 . a4 . Então a 50 · soma desses é 8725 subtraído de 50 · 3 = 150. a3 . O centésimo termo é o 50o da sequência dos pares. ficamos com 17300.AV3 . totalizando 50 termos. Juntando as duas. . o terceiro é 4 a mais que o segundo. Do segundo para o terceiro há um aumento e um decréscimo de 4. . isto é. são 50 termos da progressão aritmética de razão 7 começando em 3 e terminando em 346. logo o terceiro termo é igual ao segundo. Como nem 2000 = 7 · 285 + 5 nem 1997 = 7 · 285 + 2 são múltiplos de 7. . . a2 . isto é: o primeiro termo é 0. A sequência dos termos com índices ímpares a1 .MA 12 . pois a PA tem primeiro termo igual a 0. + ( a50 + a51 ) . Outro jeito de fazer é somar separadamente as sequências com índices ímpares e pares. Veja que de a1 para a2 há um acréscimo de 3 e de a99 para a100 também. (0. o quinto é 4 a mais que o quarto e assim sucessivamente. . A sequência 0. é uma progressão aritmética com termo inicial 0 e passo (ou razão) 7. é formada a partir do número 0 somando-se alternadamente 3 ou 4 ao termo anterior. A soma dessa progressão 3 + 346 = 25 · 349 = 8725 . Como são 50 termos. (b) Há maneiras diferentes de se fazer isso. . Então a100 = 3 + (50 − 1) · 7 = 3 + 343 = 346. Essa segunda soma também sairia da mesma forma como a outra. . é uma progressão aritmética com termo inicial 3 e passo 7. que vale 0 + 346 = 346.

AV3 . que é quando o círculo não intersecta nenhum dos círculos já desenhados). dever-se-ia mostrar que. que intersectará os círculos anteriores em um certo número de pontos. De fato. Para tanto. então ficam delimitadas 3 regiões (mesma coisa se apenas se tangenciam). se n círculos não podem dividir o plano em mais do que Rn regiões. .MA 12 . UMA SOLUÇÃO (a) Um único círculo no plano determina exatamente duas regiões (dentro e fora). ele terá no máximo 2n intersecções. ficam delimitadas 4 regiões. Pela fórmula. Agora imaginemos que n círculos já estão desenhados. para qualquer n ≥ 1. que serão no máximo 2n (e no mínimo 1. Isso acrescenta uma unidade na contagem de regiões. serão acrescentadas k regiões à contagem. incluindo as novas regiões formadas pela introdução do primeiro arco. acrescentando mais uma unidade na contagem.5) (b) Explique por que Rn+1 = Rn + 2n. em vista do que foi feito acima. A rigor. Então R1 = 2. No total. então são acrescentadas no máximo 2n regiões à contagem. contando qual é o máximo acréscimo de regiões em cada etapa. Observação. Então desenhamos um novo círculo (diferente dos anteriores. então R2 = 4. então n + 1 círculos não poderão dividir o plano em mais do que Rn + 2n regiões. (0. alguma configuração de círculos divide o plano em Rn regiões. O primeiro arco está inteiramente contido em uma das regiões previamente delimitadas. Essas intersecções dividirão o círculo em arcos de círculo. Esse é o máximo possível. e a divide em duas regiões. (iii) se eles se intersectam sem se tangenciarem. Chamemos de k o número de arcos de círculo obtidos. ele também está inteiramente contido em uma das regiões. . para se dizer que Rn é o máximo (e não apenas uma cota superior). Seja Rn o número máximo de regiões determinadas no plano por n círculos. . para todo n ≥ 1. para cada n. pois neste caso a divisão de regiões permaneceria a mesma). Portanto.0) (c) Mostre por indução que Rn = n2 − n + 2. basta achar uma lista de círculos C1 . Esse raciocínio pode ser repetido de forma indutiva até chegarmos no k-ésimo arco. e vamos desenhar o n + 1-ésimo círculo arco por arco. Isso define o valor de Rn+1 . Ele dividirá essa região em duas.2011 Questão 2. C3 . quando se passa de n círculos para n + 1 círculos.5) (a) Quais são os valores de R1 e R2 ? (0. Agora colocamos um segundo círculo no plano e olhamos para várias possibilidades: (i) se ele for idêntico ao primeiro. (ii) se um dos círculos está inteiramente contido numa das regiões delimitadas pelo outro. definindo um certo número de regiões. tal que. (1. Agora suponha que numeremos esses k arcos de círculo. deveríamos ter R2 = R1 + 2 · 1. Como o novo círculo só pode intersectar cada um dos outros círculos em no máximo 2 pontos. o círculo Cn+1 intersecta 2 . R1 + 2 · 1 = 2 + 2 = 4. continuamos com duas regiões. (b) Primeiro verifiquemos se a fórmula está compatível com a resposta anterior. C2 . Como k ≤ 2n. Como o segundo arco só pode intersectar os círculos anteriores e o primeiro arco em seus extremos.

cada círculo C1 . . produzindo ao todo 2n pontos de intersecção distintos entre si. 3. queremos mostrar que Rn+1 = (n + 1)2 − (n + 1) + 2. n. . isto é. . então R n +1 = R n + 2 n = ( n2 − n + 2) + 2n = n2 + n + 2 = [(n + 1)2 − 2n − 1] + n + 2 = ( n + 1)2 − n − 1 + 2 = ( n + 1)2 − ( n + 1) + 2 . supondo que ela vale para n. . . . 2. i isto é. Agora. os 2n pontos de intersecção são todos distintos entre si. . a relação de recorrência nos dá Rn+1 = Rn + 2n. Uma conta simples mostra que Cn+1 intersecta Ci nos dois pontos   2 1 1 1 1 1 1  . Ci é o círculo de raio 1 e centro em ( 1 i . 2. valendo a hipótese de que Rn = n2 − n + 1. + . supondo Rn = n2 − n + 2 verdadeira. . . queremos mostrar que também vale para n + 1. pois 12 − 1 + 2 = 2 = R1 . (c) A fórmula vale para n = 1. i = 1. 0). Cn em 2 pontos. ± 1− − 2 n+1 i 2 i n+1 Como os valores de 1 i são distintos para i = 1. 3 . Isso pode ser realizado por 1 Ci = {( x. y). . Ora. . ( x − )2 + y2 = 1} . . isto é.

= 4200 1 · . 12 1.0) (a) Se o comerciante deseja oferecer o produto para compra em duas prestações iguais.2011 Questão 3. qual deve ser o valor dessas prestações? (1.MA 12 . 1−2 + . ele quer x tal que x+ Ou seja. 1 1. (1. 1−1 + 1.110 1 − 1.1 1 1.. Suponha que o dinheiro valha 10% ao mês para um comerciante que vende determinado produto por R$ 4200. UMA SOLUÇÃO (a) Se x for o valor da prestação. + 1. 1−10 1 − 1. ele quer x + (b) Pelo mesmo raciocínio. a primeira no ato da compra. 1−1 = 4200 .1 = 4200.1 4 . x x x + +.0) (b) Suponha que ele deseja oferecer o produto em 10 prestações iguais..1 ) = 4200. x 1. 1. 11 1 − 110 1. . Isso dá x (1 + 1 1. Então x = 11×4200 21 = 2200. .00 à vista. 19 x 1 + 1.AV3 . a primeira no ato da compra. 1−9 = 4200 e x Logo x = 4200 · 1− 1− 1 1. Escreva uma expressão que permita calcular o valor da prestação.+ = 4200 .

(b) Há 10 possibilidades para o primeiro dígito. Temos C9 dígito repetido está determinado. Uma senha de banco é formada por 4 digítos de 0 a 9. temos 2 maneiras de colocar os outros dois dígitos. Escolhido esse dígito. Mais uma vez.0) (b) Quantas são as senhas em que não há dígitos consecutivos iguais? UMA SOLUÇÃO (a) Se há exatamente 3 dígitos diferentes. 5 . Primeiro escolhemos a disposição dos 2 possibilidades de escolha de duas entre quatro posições. diferentes dele e diferentes entre si.0) (a) Quantas são as senhas em que aparecem exatamente três dígitos diferentes? (1.2011 Questão 4.AV3 . precisamos de 2 dígitos 2 = 36 escolhas para os dígitos restantes. então há dois dígitos iguais e mais dois outros. na escolha dos dígitos em que o entre os 9 restantes. Falta agora ver de quantas maneiras diferentes eles podem ser dispostos. Fixada as posições dos dígitos repetidos. temos 360 possibilidades. Portanto. Então cada uma das 360 escolhas dos 3 dígitos (com o dígito que se repete determinado) pode ser arranjada de 12 maneiras distintas. o que dá um total de 360 × 12 = 4320 senhas com exatamente 3 dígitos diferentes. Como há C4 total de 6 disposições possíveis. Há 10 possibilidades para o dígito que aparece repetido. há 9 possibilidades para o segundo (para cada escolha do primeiro). há 9 possibilidades para o terceiro (para cada escolha dos dois primeiros) e 9 para o quarto (para cada escolha dos três primeiros). Como o segundo só não pode ser igual ao primeiro. temos um dois dígitos que não se repetem. (1. Então são 10 × 93 = 7290 possibilidades.MA 12 .

a probabilidade de que ele o tenha enviado é de 0. 1 × 0.AV3 . 7 = 0. (b) A probabilidade de a mãe não receber o cartão é igual a 1 − 0. 07. João.1. ficou de enviar um cartão postal para sua mãe. 37.0) (a) Qual é a probabilidade de que a mãe de João receba um cartão postal dele? (1. isto é 0. 3 e a probabilidade de a mãe não receber o cartão por ter se extraviado é 0. 7 = 0. a probabilidade de um cartão postal se extraviar é 0.MA 12 . dado que foi enviado. 63. Portanto. 9 × 0. ao partir para uma viagem. 9. 7 = 7/37. 07/0. 37 = 0. A probabilidade de a mãe não receber o cartão por não ter sido enviado é igual a 1 − 0.0) (b) Se ela não receber um cartão de João. (1. qual é a probabilidade de que ele o tenha enviado? UMA SOLUÇÃO (a) A probabilidade de que um cartão não extravie. 7/3. se for dado que ela não recebeu o cartão. é de 1 − 0. Portanto a probabilidade de que a mãe de João receba um cartão de seu filho é igual à probabilidade de que seja enviado e não seja extraviado (dado que foi enviado). 1 = 0.7. 7 = 0.2011 Questão 5. A probabilidade de que ele envie o cartão é igual a 0. 6 . 63 = 0. Por outro lado.

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