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REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL PROCURADORIA GERAL DA FAZENDA NACIONAL PROCURADORIA REGIONAL DA FAZENDA NACIONAL NA 5ª REGIÃO Av.

Agamenon Magalhães, 2864, Bairro Espinheiro, e-mail: prfnpe@fazenda.gov.br

Exmo. Sr. Desembargador Federal Presidente do Tribunal Regional Federal da 5 a Região. APELREEX / Apelante: FAZENDA NACIONAL Apelado:

RE-PRFN/PE nº

/2012 A FAZENDA NACIONAL, intimada em //2012, por seu Procurador

adiante

assinado,

interpõe

RECURSO

EXTRAORDINÁRIO,

o

que

faz

em

conformidade com o artigo 102, inciso III, alínea ‘a’ e ‘b’, da vigente Carta Magna de 1988, bem como nos artigos 541 a 543 do vigente Código de Processo Civil e no Regimento Interno do Colendo Supremo Tribunal Federal. Requer que, após o cumprimento das formalidades legais, digne-se esta Ilustre Presidência em admitir e encaminhar o presente Recurso, com as anexas razões, ao Colendo Supremo Tribunal Federal, a quem caberá a decisão final acerca da matéria. Nestes termos, pede deferimento. Recife, 27 de August de 2013.

Erickson Lopes Ferreira Procurador da Fazenda Nacional

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REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL PROCURADORIA GERAL DA FAZENDA NACIONAL PROCURADORIA REGIONAL DA FAZENDA NACIONAL NA 5ª REGIÃO Av. Agamenon Magalhães, 2864, Bairro Espinheiro, e-mail: prfnpe@fazenda.gov.br

RAZÕES DO RECURSO

Eminentes Ministros do Supremo Tribunal Federal,

Trata-se de acórdão que reconheceu a inexistência de relação jurídicotributária a ensejar a incidência da contribuição previdenciária sobre TERÇO CONSTITUCIONAL DE FÉRIAS, QUINZE PRIMEIROS DIAS DE AUXÍLIO-DOENÇA E AUXÍLIO-ACIDENTE. A decisão recorrida incide em diversas inconstitucionalidades, como demonstraremos a seguir. O acórdão recorrido deve ser reformado, com fundamento nos art. 105, III, a da Constituição, por haver contrariado o disposto nos arts. 7º, XVII; 97; 195, I, a e 201, §4º da Constituição Federal, bem como art. 5º, incs. XXXV e LV, e o art. 93, inc. IX, da CF/88 e arts. 2º e 5º, inc. XXXVI, também, da Constituição Federal. Acrescentese que a decisão começou por declarar a inconstitucionalidade do art. 4º da LC n. 118/05.

DA DEMONSTRAÇÃO DA REPERCUSSÃO GERAL Em atendimento à novel exigência legal, a FAZENDA NACIONAL vem demonstrar o cabimento da postulação (art. 541, II, do CPC), tendo em vista a repercussão geral que o presente caso recorrido possui . Assim dispõe expressamente o art. 543-A, §2o, do CPC:
“§ 2o O recorrente deverá demonstrar, em preliminar do recurso, para apreciação exclusiva do Supremo Tribunal Federal, a existência da repercussão geral.”

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e-mail: prfnpe@fazenda. Assim é a redação do §1o do mesmo artigo: § 1o Para efeito da repercussão geral. Presente assim a repercussão geral.REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL PROCURADORIA GERAL DA FAZENDA NACIONAL PROCURADORIA REGIONAL DA FAZENDA NACIONAL NA 5ª REGIÃO Av. o instituto da argüição de relevância. será considerada a existência. 2864. porque certamente a decisão a ser proferida por esse Supremo Tribunal Federal exercerá influência em julgamentos futuros e poderá até abrir caminho para a edição de uma súmula vinculante. Bairro Espinheiro. haja vista que. de questões relevantes do ponto de vista econômico. amoldando-se plenamente às exigências contidas nos §§1º e 2º. Nessa linha de raciocínio. tratando-se da Fazenda Nacional. no passado. sendo certo que a questão ora versada nos autos ainda NÃO FOI OBJETO DE APRECIAÇÃO PELA SUPREMA CORTE. ou não.br Mas o que vem a ser a tal repercussão geral que a citada Lei agora impõe como requisito de admissibilidade do recurso extraordinário? O próprio CPC traz nortes interpretativos para que seja preenchido esse conceito jurídico indeterminado diante das situações concretas. social ou jurídico. do CPC. cuja decisão não se confina à esfera subjetiva de direitos exclusivamente dos litigantes do presente processo. cuja 3 . Agamenon Magalhães. 543-A. Frise-se que a questão ora versada ultrapassa a esfera meramente subjetiva dos litigantes. político. portanto. tendo em vista que quando o tema discutido no recurso possui uma relevância que transcende aquele caso concreto. semelhantemente ao que já ocorria.gov. apresentando relevância geral sob o prisma econômico Acrescente-se o EFEITO MULTIPLICADOR. institucional. eis que se trata de caso de interesse geral. do art. revestindo-se de interesse geral. que ultrapassem os interesses subjetivos da causa . mas sim se revela útil a grupos inteiros ou a uma grande quantidade de pessoas. Justifica-se. a atuação do Supremo Tribunal Federal no caso presente. quando vigorava no sistema processual brasileiro. depreende-se que a hipótese versada nos autos encontra-se revestida de repercussão geral.

93. PRELIMINAR DE NULIDADE: VIOLAÇÃO AO ART. 102 da CF/88 insere entre as competências do Supremo Tribunal Federal. incs. ao deixar de se pronunciar sobre as questões suscitadas nos embargos de declaração opostos pela Fazenda Nacional. DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. XXXV E LV. c) julgar válida lei ou ato de governo local contestado em face desta Constituição. Isto porque 4 . da Carta Constitucional. Agamenon Magalhães. (Incluída pela Emenda Constitucional nº 45. que são discutidos em inúmeros processos. e-mail: prfnpe@fazenda. da Constituição Federal. envolve temas de grande relevância econômica e. CABIMENTO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO O art. Além disso. em regra. ficando imotivado nos pontos abordados. a guarda da Constituição. O r. precipuamente. IX.REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL PROCURADORIA GERAL DA FAZENDA NACIONAL PROCURADORIA REGIONAL DA FAZENDA NACIONAL NA 5ª REGIÃO Av.gov.br postulação. b) declarar a inconstitucionalidade de tratado ou lei federal. 5º. 5º. uma vez que foi proferido com violação frontal ao art. muito embora a recorrente tenha diligentemente requerido sua manifestação. que consagra a ampla defesa e o pleno acesso à jurisdição. XXXV e LV. quando a decisão recorrida: a) contrariar dispositivo desta Constituição. de 2004) Nos tópicos a seguir demonstraremos a contrariedade aos dispositivos constitucionais a ensejar a interposição de recurso extraordinário. E AO ART. acórdão regional merece ser declarado nulo. as causas decididas em única ou última instância. inciso IX. d) julgar válida lei local contestada em face de lei federal. INCS. Bairro Espinheiro. 93. cabendo-lhe: III . INC. 2864.julgar. mediante recurso extraordinário. restou afrontado o art. ainda.

grifou-se). DJ 20. Min. 9957.gov. que nada mais é do que o debate e a decisão prévios do tema. de. evidentemente. Vencido o Min. -PREQUESTIONAMENTO - Diz-se prequestionada determinada matéria quando o Órgão julgador haja adotado entendimento explícito a respeito. DJ 20. CF/88). 4. no que consubstanciam verdadeiro ônus processual. conforme se pode observar nas seguintes ementas: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO CONFIGURAÇÃO. 5º.º 92.704). Segunda Turma. decidindo-se pela nulidade do acórdão. Rel. a Turma. v. conforme demonstra a seguinte notícia extraída do Informativo de jurisprudência do próprio STF: “Devido Processo Legal e Prestação Jurisdicional Por ofensa ao princípio do devido processo legal (CF. pg. LIV. CF/88) e ao dever de fundamentar adequadamente as decisões judiciais (art. por maioria. que mantinha o acórdão 5 . Verificada a omissão. Acórdão que deixou de enfrentar um dos fundamentos aduzidos na apelação. 93. Impossível e atribuir aos declaratórios efeito que eles não tem.04. revelarem o prequestionamento. incumbe a parte protocolar embargos declaratórios. O STF tem admitido recurso extraordinário por violação ao princípio do devido processo legal (art. Primeira Turma.80. em que se pretendia obter entendimento explícito sobre a ilegitimidade da União para integrar o pólo passivo de ação relativa à correção monetária dos saldos das contas do FGTS. art. Conhecimento e provimento em parte do recurso extraordinário. Em casos semelhantes esse excelso STF teve oportunidade de se pronunciar. não propiciou à Fazenda Nacional o contraditório e a ampla defesa em sentido material e a prestação de integral jurisdição. Rel. p.CEF. conforme demonstrado no histórico supracitado. Bairro Espinheiro. Assim.” (AGRAG 161014/SC. Soares Munõz. Min.399. 5º. pelo simples conteúdo.br o acórdão recorrido não se manifestou sobre diversos pontos levantados pela Fazenda Nacional. Agamenon Magalhães. LIV). Omissão questionada em embargos declaratórios rejeitados. u. IX. não da matéria sobre a qual não chegou a haver a emissão de juízo.” (RE n. mas da transgressão ao devido processo legal com o pedido de declaração de nulidade do provimento. e-mail: prfnpe@fazenda. no extraordinário. Maurício Corrêa.95. para anular a decisão omissa.06. reportando-se simplesmente a precedentes. “ACÓRDÃO. Entendeu-se estar incompleta a prestação jurisdicional uma vez que o STJ deixara de apontar o fundamento que embasara a tese. NULIDADE. ou seja. deu provimento a recurso extraordinário para anular acórdão do STJ que rejeitara embargos declaratórios opostos pela Caixa Econômica Federal . 2864. A persistência do Órgao julgador no erro de proceder desafia a veiculação. Marco Aurélio.REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL PROCURADORIA GERAL DA FAZENDA NACIONAL PROCURADORIA REGIONAL DA FAZENDA NACIONAL NA 5ª REGIÃO Av..

2000. rel. Agamenon Magalhães. o STF tem acolhido o RE com a finalidade de anular o acórdão viciado. com procedência.PRINCÍPIOS DA LEGALIDADE E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL . muito embora se torne necessário. como demonstramos nas razões do recurso extraordinário.CABIMENTO. Segunda Turma. 14.064SC. sem assentar os fundamentos normativos (folha 79) e.br recorrido por considerar que a ofensa.036/91. seria reflexa ou indireta. A intangibilidade do preceito constitucional que assegura o devido processo legal direciona ao exame da legislação comum. 2864. com exclusividade. Entendimento diverso implica relegar à inocuidade dois princípios básicos em um Estado Democrático de Direito: o da legalidade e do devido processo legal. versando sobre a regência da matéria considerados os artigos 6º. Ministro MARCO AURÉLIO no voto proferido no acórdão retromencionado: “(. mesmo havendo a Caixa transcrito aresto desta Turma 6 . até mesmo. Caso a caso. 7º e 13 da Lei nº 8. RE provido. sempre a pressuporem a consideração de normas estritamente legais. p.NORMAS LEGAIS . Não lançou uma única linha sobre o dispositivo que estaria a levar à conclusão sobre ser a Caixa parte legítima para.” (RE 242064/SC.08.. Min.gov.RE 242. Ao prolatar o acórdão alusivo ao recurso especial. Marco Aurélio. não dando margem ao cabimento de recurso extraordinário.) Na espécie dos autos. em casos especiais. reportara-se simplesmente a precedentes. Min. com a garantia da ampla defesa. a transgressão a texto constitucional.2001.(RE-242064)” (Informativo STF. apesar do alerta posto em embargos de declaração.11..REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL PROCURADORIA GERAL DA FAZENDA NACIONAL PROCURADORIA REGIONAL DA FAZENDA NACIONAL NA 5ª REGIÃO Av. em que pese à interposição de embargos declaratórios. deixou o Superior Tribunal de Justiça de apontar o fundamento legal da decisão referente a esse tema. distinguindo os recursos protelatórios daqueles em que versada. compete ao Supremo Tribunal Federal apreciar a matéria. Nota-se que. determinando-se a remessa dos autos ao STJ a fim de que emita entendimento expresso sobre a matéria contida nos embargos. protocolados os declaratórios. Bairro Espinheiro. 13 a 17 de novembro de 2000. figurar no pólo passivo da relação jurídico-processual.) Eis a ementa do acórdão citado: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO .63). DJ 24. Marco Aurélio. na espécie. Brasília. o vício do acórdão recorrido é tamanho que chega a impedir a defesa da Fazenda Nacional e. e-mail: prfnpe@fazenda. partir-se do que previsto na legislação comum. No caso ora em exame. Rel.Nº210. Daí a insubsistência da tese de que a ofensa à Carta Política da República suficiente a ensejar o conhecimento de extraordinário há de ser direta e frontal. Importante ressaltar o fundamento adotado pelo Exmo. quando o vício na prestação jurisdicional impede o direito de defesa da parte.

declarando incidentalmente a inconstitucionalidade do art. acórdão. 97 da CF e os embargos de declaração interpostos pela Fazenda Nacional. Bairro Espinheiro. com a finalidade única de sanar tal vício.” A eg. Tribunal Regional rejeitou os embargos sem sequer se pronunciar sobre as omissões apontadas. ou o acórdão é declarado nulo quanto aos pontos omitidos e volta ao Tribunal para que se profira novo julgamento e para que as omissões sejam sanadas. anulado o acórdão de folha 97 a 101. Ministro MARCO AURÉLIO. a Turma desproveu-os. 2864. 4º da Lei Complementar nº 118/2005. analisando a questão da prescrição da ação de repetição de indébito. IX. não obedeceu à regra do art. DA VIOLAÇÃO AO ART. proferido por força dos declaratórios. Agamenon Magalhães. recusando-se a enfrentar as questões postas nos mesmos. Está claro que a Turma rejeitou os embargos quando havia efetivamente omissão no acórdão. o que se admite apenas para argumentar. Como enfatizado anteriormente. donde se impõe uma de duas conclusões: 1.gov.REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL PROCURADORIA GERAL DA FAZENDA NACIONAL PROCURADORIA REGIONAL DA FAZENDA NACIONAL NA 5ª REGIÃO Av. foram rejeitados. por seu v. ou seja. DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. da CF/88. o v. Turma do TRF/5ª Região repetiu. Caso não se acolha a preliminar acima. acórdão recorrido adotou a tese de que em se 7 . ou é considerado suprido o requisito do prequestionamento das matérias e admitido o recurso para que o acórdão. INC. Ressalte-se que o E. seja reformado. 2. Ao rejeitá-los. e-mail: prfnpe@fazenda. em linhas gerais. a fim de que o Superior Tribunal de Justiça. contrariou o já mencionado artigo 93. XXXVI. inc. conheço do recurso pela transgressão ao devido processo legal. Assim. quanto às matérias em questão. O acórdão está indubitavelmente eivado de nulidade. no mérito indica a Fazenda Nacional a contrariedade a outros dispositivos constitucionais. 5º. o TRF/5ª Região.br sobre a prestação jurisdicional e a inteireza que deve revelar. o acórdão recorrido. emita entendimento sobre a articulação neles contida. o mesmo inadmissível procedimento descrito pelo Exmo.

art. seja qual for a modalidade do seu pagamento. uma vez que este último.162. I) ao art. ART.cobrança ou pagamento espontâneo de tributo indevido ou maior que o devido em face da legislação tributária aplicável. 5º. por aplicá-los onde não cabia. I. tem início na data da homologação – expressa ou tácita – do lançamento (art. 168 do CTN. do CTN) e não do pagamento do tributo (arts. previsto no art.Extinguem o crédito tributário: I . § 4º. 150. inc. opera-se pelo ato em que a 8 . por ter ele conferido natureza interpretativa (e.168 . ART. 4º da Lei Complementar 118/2005. Inicialmente. teria natureza modificativa. ofendendo ao princípio constitucional da segurança jurídica e da garantia do direito adquirido.REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL PROCURADORIA GERAL DA FAZENDA NACIONAL PROCURADORIA REGIONAL DA FAZENDA NACIONAL NA 5ª REGIÃO Av.150 . cumpre transcrever os dispositivos do Código Tributário Nacional pertinentes ao tema: “ART. Considerou parcialmente inconstitucional o art. 156 e 165. portanto. ressalvado o disposto no § 4º do art.br tratando de tributo sujeito a lançamento por homologação. da data da extinção do crédito tributário. nos seguintes casos: I .156 . o v. do ato jurídico perfeito e da coisa julgada (CF.O sujeito passivo tem direito. Bairro Espinheiro. do CTN). retroagir. Agamenon Magalhães. ou da natureza ou circunstâncias materiais do fato gerador efetivamente ocorrido. acórdão acabou por violar tais dispositivos constitucionais.gov.o pagamento. que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa. independentemente de prévio protesto. desse modo.O direito de pleitear a restituição extingue-se com o decurso do prazo de 5 (cinco) anos. retroativa – CTN 106. e-mail: prfnpe@fazenda. ART.nas hipóteses dos incisos I e II do art. 3º da mesma lei. o prazo de cinco anos.165. a pretexto de ser meramente interpretativo. Consoante restará demonstrado ao final. à restituição total ou parcial do tributo . XXXVI). 2864. não podendo. contados: I .O lançamento por homologação.165 .

§ 1º O pagamento antecipado pelo obrigado nos termos deste artigo extingue o crédito. A legislação transcrita acima. que. que o crédito tributário extingue-se com o pagamento (CTN 5. § 1º). tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado. os atos ou negócios jurídicos condicionais reputam-se perfeitos e acabados: (. 3. desde o momento da prática do ato ou da celebração do negócio.gov. que o direito à restituição do indébito extingue-se em cinco anos. ainda que sob condição resolutória. é clara ao estabelecer o seguinte: 1.REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL PROCURADORIA GERAL DA FAZENDA NACIONAL PROCURADORIA REGIONAL DA FAZENDA NACIONAL NA 5ª REGIÃO Av. isto é. I). existente antes mesmo da edição da Lei Complementar 118/2005. os atos ou negócios jurídicos condicionais reputam-se perfeitos e acabados desde o momento da prática do ato ou da celebração do negócio.. I). mesmo antes da introdução ao mundo jurídico das alterações constantes na Lei Complementar 118/2005.br referida autoridade. sob condição resolutória da ulterior homologação do lançamento. também nos casos de lançamento por homologação. de modo a não deixar dúvidas quanto à questão. “Art. desde o pagamento antecipado (CTN 117. e-mail: prfnpe@fazenda. 117. de ulterior homologação. mesmo na sistemática do lançamento por homologação. Por sua vez. isto é. É importante observar que. não havendo falar em 9 . esse direito se extingue em cinco anos. Agamenon Magalhães. no caso de pagamento de tributo indevido (CTN 165. que sempre ocorrerá. expressa ou tacitamente (CTN 150. havendo condição resolutória. o crédito tributário se extingue com o pagamento . a legislação de regência da matéria atinente à restituição do indébito tributário e sua prescrição sempre foi completamente regida pelos artigos do CTN referidos anteriormente. Para os efeitos do inciso II do artigo anterior e salvo disposição de lei em contrário. contados da extinção do crédito tributário . 2. no caso em tela. II). ainda que antecipado e sob condição resolutória.) II – sendo resolutória a condição. 2864. para efeitos do Código Tributário Nacional. I). contados da extinção do crédito tributário (CTN 168. o direito à restituição do indébito. Bairro Espinheiro. expressamente a homologa.. uma vez reconhecido o direito à restituição do indébito relativo a pagamento de tributo indevido. 4. 156. o pagamento antecipado extingue o crédito.

e-mail: prfnpe@fazenda. a leitura do art. 150. Foi o que se convencionou chamar de “regra dos cinco mais cinco”. na sistemática do lançamento por homologação.br entendimento distinto do ora esposado. 168. o próprio Código Tributário Nacional a define. porque referida no § 1º do art. autoriza a vigência do respectivo negócio jurídico. 168 do CTN. 150 do CTN. Agamenon Magalhães. Bairro Espinheiro. em seguida. § 1º. nasce com o pagamento indevido. pois. por força do § 1º do art. do CTN).gov. a jurisprudência do E. sendo este o termo inicial do prazo previsto no art. consolidou-se no sentido de que. do CTN. caput. STJ. Portanto. mas na data da homologação – expressa ou tácita – do lançamento (art. No mesmo sentido. após infindáveis debates. para os casos de tributos sujeitos a lançamento por homologação. 2864. totalizando. teria início. do CTN). podendo exercer-se desde a conclusão deste o direito por ele estabelecido (art. I. Recorde-se. o prazo de cinco anos. do CTN. enquanto não realizada. ocasião em que poder-se-ia cogitar em extinção do crédito tributário. determinar a matéria tributável. a noção de “condição resolutória”. II. o próprio sujeito passivo tem as incumbências de “verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente. do CTN retrata com clareza que. o pagamento antecipado extingue o crédito tributário. calcular o montante do tributo devido” (vide art. mesmo no caso de tributo lançado por homologação. sendo que esse pagamento antecipado. Ora. 150. 117. 142 do CTN) e. ainda. 127 do CC/02). antecipadamente ao exame da autoridade administrativa. em seu art. de sorte que o respectivo prazo prescricional inicia-se desta data. já proceder ao recolhimento do tributo assim calculado (art. força do art. 10 . previsto no art. como sendo aquela que. Dessa mercê. 168. como não poderia deixar de ser. a pretensão de repetir o indébito. 150. No entanto. não na data do recolhimento do tributo indevido. sob condição resolutória de sua ulterior homologação. inc. 150.REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL PROCURADORIA GERAL DA FAZENDA NACIONAL PROCURADORIA REGIONAL DA FAZENDA NACIONAL NA 5ª REGIÃO Av. § 4º. I. extingue o crédito tributário . o dobro do prazo fixado pelo legislador .

extingue-se em cinco anos. 3º. Veja-se que essa interpretação em nada difere daquela já propiciada pela legislação de regência do direito à restituição do indébito e sua prescrição . Agamenon Magalhães. I.” “Art. litteris: “Art. e existentes no ordenamento jurídico muito antes da edição da Lei Complementar 118/2005. ocorre no momento do pagamento antecipado. I. de que trata o CTN 150. 3º da LC 118/2005 é límpida e cristalina. 150 da referida Lei. de 25 de outubro de 1966 – Código Tributário Nacional.em qualquer caso. § 1º e 11 . 4º. 168 da Lei no 5. 106.” Assim preceitua o art. I.gov. ainda quando se trate de tributo sujeito a lançamento por homologação. 156. e-mail: prfnpe@fazenda. § 1º. do Código Tributário Nacional.br Entretanto. 106. isto é. quando seja expressamente interpretativa. da Lei no 5. Advieram. os arts.172. Não por outra razão. o disposto no art. I. 2864. 106.” A exegese dos art. Bairro Espinheiro. no caso de tributo sujeito a lançamento por homologação. 3º e 4º da Lei Complementar 118/2005 com as seguintes redações: “Art. 168. no momento do pagamento antecipado de que trata o § 1o do art.172. contados da extinção do crédito tributário. podendo ser sintetizada do seguinte modo: o direito à restituição do indébito a que alude o CTN 165. sendo certo que essa extinção. quanto ao art. 150. Esta Lei entra em vigor 120 (cento e vinte) dias após sua publicação. 3º Para efeito de interpretação do inciso I do art. a extinção do crédito tributário ocorre. observado.REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL PROCURADORIA GERAL DA FAZENDA NACIONAL PROCURADORIA REGIONAL DA FAZENDA NACIONAL NA 5ª REGIÃO Av. de 25 de outubro de 1966 – Código Tributário Nacional. excluída a aplicação de penalidade à infração dos dispositivos interpretados. nunca tendo deixado de se insurgir contra tal prazo prescricional que sempre considerou ilegalmente dilargado. justamente porque art. com esse entendimento a União jamais se conformou. inciso I. I. 3º da LC 118/2005 não admite interpretação divergente daquela trazida pelos artigos do Código Tributário Nacional existentes antes mesmo de sua edição (CTN 165. de que cuidam os artigos do CTN anteriormente transcritos e comentados. pois. A lei aplica-se a ato ou fato pretérito: I .

4º de referida lei complementar. 4º de aludida lei que. a possibilidade de retroação do ali disposto.LEIS INTERPRETATIVAS E APLICAÇÃO RETROATIVA . I. e-mail: prfnpe@fazenda. tecer algumas considerações acerca da possibilidade de sua aplicação imediata e retroativa.PLAUSIBILIDADE JURÍDICA . consubstanciada na ementa do acórdão proferido na ADI 605 MC/DF.br 117.1993. j. 118/2005. por ser expressamente interpretativo. E isto. Agamenon Magalhães. inovar no ordenamento jurídico-positivo. Bairro Espinheiro. é que o legislador complementar dispôs no art. I. 2864.1991. de forma absoluta.REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL PROCURADORIA GERAL DA FAZENDA NACIONAL PROCURADORIA REGIONAL DA FAZENDA NACIONAL NA 5ª REGIÃO Av.LEIS INTERPRETATIVAS . 3º da Lei Complementar nº 118/2005. o reconhecimento da admissibilidade das leis interpretativas. II). conclui-se facilmente que o teor do art. por força do disposto no art. Relator o Eminente Ministro Celso de Mello: “AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE . é puramente interpretativo.A QUESTÃO DA INTERPRETAÇÃO DE LEIS DE CONVERSÃO POR MEDIDA PROVISÓRIA PRINCÍPIO DA IRRETROATIVIDADE . tal como determinado pelo art. quanto ao disposto no seu art. 3º da Lei Complementar n. Firmada a premissa acerca da natureza meramente interpretativa do art.03. 4º dessa mesma lei.AUSÊNCIA DO "PERICULUM IN MORA" .gov. uma vez que o sentido e o alcance do ali disposto já se extraía dos artigos do próprio CTN que cuidam do direito à restituição do indébito e de sua prescrição. em 23. ou seja.MEDIDA PROVISÓRIA DE CARÁTER INTERPRETATIVO . agora.CARÁTER RELATIVO . que configuram 12 . De todo o exposto. sem.REITERAÇÃO DE MEDIDA PROVISÓRIA SOBRE MATÉRIA APRECIADA E REJEITADA PELO CONGRESSO NACIONAL .É plausível. deve-se aplicar o disposto no CTN 106. contudo. 3º. cumpre. É importante perceber o equívoco da idéia de que. “ao legislador não foi atribuído o poder de legislar para o passado” .INDEFERIMENTO DA CAUTELAR. . DJU de 05.10. tanto pelo que se extrai da mais abalizada doutrina sobre a matéria. do Código Tributário Nacional. conferindo interpretação autêntica ao art. 168. não trazendo nenhuma inovação para o mundo jurídico que já não fosse extraída do CTN então vigente. em face do ordenamento constitucional brasileiro. quanto pela própria jurisprudência consolidada do Excelso Pretório.

5o.A questão da retroatividade das leis interpretativas . .Na medida em que a retroprojeção normativa da lei não gere e nem produza os gravames referidos. dispor para o futuro. em seu art. XXXVI). 5º. 2864. em conseqüência. em face do caráter prospectivo de que se revestem. o legislador constituinte admitiu. o princípio da irretroatividade. e-mail: prfnpe@fazenda. III. Bairro Espinheiro. 5º. por implicitude.Mesmo as leis interpretativas expõem-se ao exame e à interpretação dos juízes e tribunais. . art.gov. contudo. destacam-se os seguintes excertos do voto então proferido pelo Eminente Ministro Relator: “Cumpre assinalar. o princípio da irretroatividade.br instrumento juridicamente idôneo de veiculação da denominada interpretação autêntica. A Constituição Federal de 1988. de modo absoluto e incondicional.A questão da interpretação de leis de conversão por medida provisória editada pelo Presidente da República. art.As leis. 150.. .” (o grifo em negrito não consta do original) Por oportuno. não ofendem o postulado fundamental da divisão funcional do poder. ordinariamente. assim. (b) ao "status subjectionis" do contribuinte em matéria tributária (CF.. em ordem a inibir a ação do poder público eventualmente configuradora de restrição gravosa (a) ao "status libertatis" da pessoa (CF. que os sucessivos ordenamentos constitucionais brasileiros – com a ressalva da Carta Política do Império do Brasil e da Constituição Republicana de 1891 – jamais proclamaram.As leis interpretativas . desde logo.. norma de sobredireito. . Ao tornar intangíveis à ação normativa do Estado apenas as situações jurídicas definitivamente consolidadas – tais as emergentes da coisa julgada.desde que reconhecida a sua existência em nosso sistema de direito positivo . em nosso sistema jurídico.REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL PROCURADORIA GERAL DA FAZENDA NACIONAL PROCURADORIA REGIONAL DA FAZENDA NACIONAL NA 5ª REGIÃO Av. art. . O sistema jurídico. devem. .O princípio da irretroatividade somente condiciona a atividade jurídica do Estado nas hipóteses expressamente previstas pela Constituição. . nada impede que o Estado edite e prescreva atos normativos com efeito retroativo. ainda que em caráter excepcional. do direito adquirido e do ato jurídico perfeito -. XXXVI. fiel à tradição surgida com a Constituição de 1934 – só rompida com a Carta autoritária de 1937 – institucionalizou. incondicional e inderrogável. . Agamenon Magalhães. a projeção retroeficaz das leis.constitucional brasileiro. 13 . espécies normativas imunes ao controle jurisdicional. . como postulado absoluto. "a") e (c) à "segurança" jurídica no domínio das relações sociais (CF. destinada a compor regra de solução dos conflitos de leis no tempo. não assentou. Xl)..não traduzem usurpação das atribuições institucionais do Judiciário e. Não se revelam.

. da retroatividade do art. o ato jurídico perfeito e a coisa julgada . Mas.. no sentido de que a lei interpretativa é compatível com o ordenamento constitucional e não 14 . . 2864.” Pelo exposto. portanto. 3 o da Lei Complementar n. é possível ser retroativa a lei. revela-se dissociado do melhor entendimento a ser dado à matéria... que é o nosso. Quando do julgamento ADI 605 MC/DF. 118/05.. pelo menos na aparência. ato jurídico perfeito e direito adquirido. O que implica dizer que. na realidade. É o Princípio da Retroatividade. porque diz a Constituição que a lei nova não prejudicará o direito adquirido.. afastar a aplicação. Agamenon Magalhães. e-mail: prfnpe@fazenda. a retroatividade das normas. sob o fundamento da inadmissibilidade de leis retroativas em nosso Direito. que o efeito retroativo dos atos emanados do Poder Público vulnere a coisa julgada. em reforço a essa noção de que o nosso Direito admite. levando-se em conta. Não questiono a afirmação de que. nada impede que o Estado edite e prescreva atos normativos com efeito retroativo. determinada pela última parte do art.br ‘. 4º desse mesmo diploma. Bairro Espinheiro. não havendo um desses três freios. especialmente. em conferência proferida no dia 29 de novembro de 2000. A partir de 1934 a matéria sofreu uma relativa alteração. o princípio é justamente o inverso. intérprete maior de nossa Constituição.. em princípio. o posicionamento firmado pelo Excelso Pretório. Abandona-se a condenação incondicionada e absoluta à retroatividade das leis e passam-se a cristalizar sob o manto tutelar da irretroatividade as situações jurídicas qualificáveis como: coisa julgada. promovido pelo Centro de Estudos Victor Nunes Leal em Brasília: “Nesse sistema constitucional. que a Constituição não impede que o Estado prescreva leis retroativas. foram supra transcritos.. as leis devem sempre dispor para o futuro. Na medida em que a retroprojeção normativa da lei não gere e nem produza os gravames referidos – com o que romperia a estabilidade e a segurança que devem reger as relações jurídicas no domínio social -. da lavra do Ministro Celso de Mello. nós temos um princípio que normalmente se diz o princípio da irretroatividade. . o ato jurídico perfeito e o direito adquirido..gov.. no Simpósio de Advocacia Pública. ao caso. traz-se à baila a claríssima lição proferida pelo Eminente Ministro José Carlos Moreira Alves.REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL PROCURADORIA GERAL DA FAZENDA NACIONAL PROCURADORIA REGIONAL DA FAZENDA NACIONAL NA 5ª REGIÃO Av.’ É de observar. Veda. apenas. sim.” Ainda. cuja ementa e excertos do voto condutor do julgado.

2006). ou seja.br usurpa as atribuições institucionais do Judiciário nem afeta o princípio da separação funcional dos Poderes. 15 . A primeira conclusão a que se chega. XXXVI). considerando que o direito adquirido é aquele que emana diretamente da lei em favor de um titular. e-mail: prfnpe@fazenda. Alexandre de Moraes. art. art. 6ª Edição. não fere a autonomia e a independência dos Poderes (art. não se cuida de ato jurídico perfeito e acabado. também não há falar em ofensa à coisa julgada. 3º e 4º da Lei Complementar nº 118/2005 também não ofendem tal postulado. segundo a qual “a lei não prejudicará o direito adquirido. pois. posto que de coisa julgada não se trata. Na coisa julgada. in casu. Por fim. uma vez satisfeitos todos os requisitos exigidos na norma jurídica considerada. 3º e 4º da Lei Complementar 118/2005 não ofendem o ato jurídico perfeito. tem-se que os arts. Atlas. 2864. é a de que o art. desde que não afetem a garantia constitucional da segurança jurídica (CF/88. 4º da Lei Complementar nº 118/2005. a decisão judicial de que já não caiba recurso (LICC. se aperfeiçoado sob a égide da lei velha. que é perfeitamente possível a coexistência no nosso ordenamento jurídico de leis interpretativas retroativas. o direito incorpora-se ao patrimônio de seu titular por força da proteção que recebe da imutabilidade da decisão judicial ” (v. trata-se de eventual direito subjetivo regido diretamente por lei. No presente caso. o ato jurídico perfeito e a coisa julgada”. Agamenon Magalhães. 2º da Constituição Federal de 1988). em havendo alteração legislativa por lei nova. Por óbvio. posto que. haja vista a sua natureza meramente interpretativa. Bairro Espinheiro. apto a gerar eventual direito adquirido. os arts. § 3º). Percebe-se. 3º contido nessa mesma lei. ao conferir eficácia retroativa ao art. em face de um direito subjetivo que a lei lhe conferiu diretamente. assim entendida como sendo “ a decisão judicial transitada em julgado. portanto. in Constituição do Brasil Interpretada.REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL PROCURADORIA GERAL DA FAZENDA NACIONAL PROCURADORIA REGIONAL DA FAZENDA NACIONAL NA 5ª REGIÃO Av. Por certo. 5º.gov. 6º.

sempre foi muito controvertida e oscilante. da Constituição Federal. assim. Natureza Remuneratória. inc. XXXVI. REMUNERAÇÃO DEVIDA NOS PRIMEIROS QUINZE DIAS DE AFASTAMENTO POR MOTIVO DE DOENÇA.REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL PROCURADORIA GERAL DA FAZENDA NACIONAL PROCURADORIA REGIONAL DA FAZENDA NACIONAL NA 5ª REGIÃO Av. mesmo porque a Fazenda Nacional nunca deixou de combater a denominada tese dos “cinco mais cinco”. do ato jurídico perfeito e da coisa julgada. iii) férias e iv) 16 . mas tão-somente interpretativa.gov. Agamenon Magalhães. Defende. da garantia do direito adquirido. da CF/88. do art. 4º da Lei Complementar n. através de interpretação fragmentada do art. constitucional. 22 da lei 8. que: i) remuneração paga pela empresa nos 15 primeiros dias de afastamento do empregado incapacitado. e-mail: prfnpe@fazenda. muito menos em ofensa aos princípios constitucionais da autonomia dos poderes. mesmo no âmbito aquele Tribunal. Conclusivamente. não havendo falar em natureza modificativa. XXXVI. que a contribuição previdenciária devida pelo empregador em relação a seus empregados incidiria somente sobre a remuneração paga em RETRIBUIÇÃO A SERVIÇO EFETIVAMENTE PRESTADO. 5º. em face de suas constantes e recentes oscilações no âmbito do próprio Superior Tribunal de Justiça Entendimento contrário implica vulneração frontal e direta do art. determinada tese jurisprudencial construída no seio do Superior Tribunal de Justiça. FÉRIAS E ADICIONAL DE FÉRIAS. sim. INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA Sustenta o agravante. no julgamento de um certo caso concreto. de ver aplicado pelo Poder Judiciário. bem assim não há falar em firme jurisprudência ou jurisprudência consolidada sobre o tema. 3º de referida lei. 5º. por se afirmar que tal tese se encontra ali consolidada notadamente levando-se em conta que tal entendimento jurisprudencial sempre foi combatido pela Fazenda Nacional e. Bairro Espinheiro. o art. 2864.212/91.br É que não existe direito adquirido a ser garantido pelo art. 118/2005 é. ii) salário maternidade.

verbis: “Art. aos segurados empregados e trabalhadores avulsos que lhe prestem serviços. destinadas a retribuir o trabalho.876. os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial. TODAS as verbas que POSSAM SER CLASSIFICADAS COMO REMUNERATÓRIAS. 2864. não se enquadrariam na hipótese de incidência inscrita no art. Agamenon Magalhães. assim. dentre as quais.gov.212/91. ainda...REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL PROCURADORIA GERAL DA FAZENDA NACIONAL PROCURADORIA REGIONAL DA FAZENDA NACIONAL NA 5ª REGIÃO Av.br adicional constitucional de férias (1/3 do salário). 22 da Lei 8. é de: I . de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa. à pessoa física que lhe preste serviço. nos termos da lei ou do contrato ou. quer pelos serviços efetivamente prestados. quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços. I. a qualquer título. assim como o abono constitucional de férias e as férias . qualquer que seja a sua forma. de 26. nos moldes do texto constitucional. O artigo 195. por afastamento em razão de doença. é a REMUNERAÇÃO PAGA A QUALQUER TÍTULO. Bairro Espinheiro. 22. devidas ou creditadas a qualquer título . 22 da Lei nº 8. pagos aos empregados 17 . PAGA A QUALQUER TÍTULO. AO EMPREGADO OU TRABALHADOR AVULSO.99) (.vinte por cento sobre o total das remunerações pagas. abrangendo. mesmo sem vinculo empregatício. “a” da Constituição Federal prevê a contribuição sobre a “folha de salários e demais rendimentos do trabalho pagos ou creditados. além do disposto no art. e-mail: prfnpe@fazenda. 23.)”.11. estabelece a AMPLA incidência da contribuição previdenciária sobre o TOTAL DA REMUNERAÇÃO.” Já o art. (Redação dada pela Lei nº 9. durante o mês. inclusive as gorjetas.212/91. a hipótese de incidência da contribuição previdenciária. destinada à Seguridade Social. prevista pelo texto constitucional em primeira ordem. sustentando que não se tratam de verbas que retribuam serviços efetivamente prestados Vejamos o suporte constitucional e legal da contribuição previdenciária em discussão.(grifamos) Ao contrário do que defendido na inicial recursal. A contribuição a cargo da empresa.

br das pessoas jurídicas. respeitados. em regra. pela Constituição Federal. 195. DESTAQUE-SE QUE O PRÓPRIO agravante. 194 da Constituição. que é objetivo da Seguridade Social a “ diversidade da base de financiamento” do sistema. 110. salvo as exceções legais e as verbas de caráter indenizatório. para definir ou limitar competências tributárias. com a redação anterior à EC n. os princípios constitucionais tributários e o campo de incidência tributário delimitado pelo próprio art. é claro. Recorde-se. o conteúdo e o alcance de institutos.Os ganhos habituais do empregado. Essa norma indica a possibilidade da legislação ordinária incluir. analisado sob a égide da legislação trabalhista. 2864. SOB PENA DE OFENSA AO ART.CLT: 18 . trata-se de quantia incluída no conceito de folha de salários das empresas.REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL PROCURADORIA GERAL DA FAZENDA NACIONAL PROCURADORIA REGIONAL DA FAZENDA NACIONAL NA 5ª REGIÃO Av. também.” A interpretação do art. nos casos e na forma da lei. a qualquer título. 20/98: “§ 4º . 110 DO CTN: “Art. em suas razões de recurso. pelas Constituições dos Estados. como nos mostra o inciso VI do art. CUJO CONCEITO NÃO PODE SER DESVIRTUADO PELA LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA.”(grifamos) Vejamos o que dispõem os artigos 457 e 458 da Consolidação das Leis do Trabalho . em conseqüência. expressa ou implicitamente. e-mail: prfnpe@fazenda. Tal espírito constitucional ampliador do financiamento da Seguridade Social encontra forte ressonância na norma do § 4 o do art. como decorrência do próprio contrato de trabalho e. Bairro Espinheiro. RECONHECE a natureza salarial das mesmas!! O que se paga ao empregado tem .gov. como fato gerador das contribuições sociais. natureza salarial. eis que estas verbas não perdem sua natureza salarial pelo fato de serem pagas eventualmente ou apenas uma vez a cada ano. 201 da Carta Política. Agamenon Magalhães. 22 da lei 8.212/91 defendida pelo agravante extrapola o conceito de REMUNERAÇÃO. serão incorporados ao salário para efeito de contribuição previdenciária e conseqüente repercussão em benefícios. o maior número possível de atos ou fatos. conceitos e formas de direito privado . utilizados. ou pelas Leis Orgânicas do Distrito Federal ou dos Municípios. A lei tributária não pode alterar a definição.

os vestuários. diárias para viagens e abonos pagos pelo empregador. para todos os efeitos legais. vestuário ou outras prestações in natura que a empresa. revela-se apartada do conteúdo e do alcance definido pela CLT quanto à 19 . assim como as diárias para viagem que não excedam de 50% (cinqüenta por cento) do salário percebido pelo empregado. Não serão considerados como salário. § 2º Não se incluem nos salários as ajudas de custo. a 25% (vinte e cinco por cento) e 20% (vinte por cento) do salário contratual. § 1º Os valores atribuídos às prestações in natura deverão ser justos e razoáveis. Além do pagamento em dinheiro. diferencia as verbas pagas diretamente pelo empregador daquelas que não são desembolsadas por ele. no tocante ao art. tem o intuito de dar relevo ao caráter salarial das verbas remuneratórias. e-mail: prfnpe@fazenda. os dos percentuais das parcelas componentes do salário mínimo (arts. as gorjetas que receber.br "Art. Agamenon Magalhães. compreendem-se no salário. a qualquer título. como adicional nas contas. delineando nitidamente a dessemelhança com outras figuras de natureza indenizatória." Nos moldes da CLT. como contraprestação do serviço. A exegese estrita defendida pela agravante. § 1º Integram o salário. Essa distinção. 81 e 82). em cada caso. § 3º Considera-se gorjeta não só a importância espontaneamente dada pelo cliente ao empregado. A habitação e a alimentação fornecidas como salário-utilidade deverão atender aos fins a que se destinam e não poderão exceder. percentagens. 22 da lei 8. 458. por força do contrato ou do costume. 2864. Compreendem-se na remuneração do empregado.REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL PROCURADORIA GERAL DA FAZENDA NACIONAL PROCURADORIA REGIONAL DA FAZENDA NACIONAL NA 5ª REGIÃO Av. não podendo exceder. como também as comissões. Bairro Espinheiro. A legislação trabalhista.212/91. ao utilizar os termos salário e remuneração. e destinada à distribuição aos empregados. no âmbito da relação contratual. embora sejam resultado do trabalho realizado pelo empregado. mesmo as que não consistem em salário propriamente dito. não só a importância fixa estipulada. equipamentos e outros acessórios fornecidos ao empregado e utilizados no local de trabalho para a prestação dos respectivos serviços§ 3º. habitação. alem do salário devido e pago diretamente pelo empregador. para todos os efeitos legais. a alimentação. a remuneração envolve todas as parcelas de natureza salarial recebidas pelo empregado. fornecer habitualmente ao empregado.gov. tais como as gorjetas. para os efeitos previstos neste artigo. 457. como também aquela que for cobrada pela empresa ao cliente. Art. gratificações ajustadas. respectivamente. no entanto. § 2º.

a norma contida no art. AI 338. da Constituição envolve todas as verbas alcançadas pelo empregador. nos termos da EC 20/98.REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL PROCURADORIA GERAL DA FAZENDA NACIONAL PROCURADORIA REGIONAL DA FAZENDA NACIONAL NA 5ª REGIÃO Av. de 20 . Moreira Alves.721-AgR/PE) Ademais. Min. Rel.212/91 elenca. sobre a natureza dos valores que estão sujeitos à incidência da contribuição previdenciária: “O SENHOR MINISTRO CARLOS AYRES BRITTO . 201 (em sua redação originária) da mesma Carta de Outubro determina que “os ganhos habituais do empregado.” 7. Vejamos o entendimento do STF em caso análogo. Ellen Gracie.br contraprestação recebida pelo empregado. Isso porque a primeira parte do § 4º do art. Importa verificar a natureza dos pagamentos feitos ao empregado. 2864. da Magna Carta. CONSIDERAM-SE TACITAMENTE CONVENCIONADAS. RE 397. nego provimento ao presente agravo regimental.212/91. a título de remuneração. INTEGRANDO O SALÁRIO. INCLUSIVE A DE NATAL. Agamenon Magalhães. ao empregado que lhe presta serviços. da Constituição Federal de 1988. Assim. A prescrição constitucional restou observada na Lei nº 8. in verbis: “AS GRATIFICAÇÕES HABITUAIS. como foi ressaltado. a qualquer título. tanto na CLT quanto na legislação de custeio vigente. sendo arrolados os casos em que não está presente a natureza salarial no § 9º do art. inciso I. Bairro Espinheiro. ainda.569-AgR.(Relator): O agravo regimental não merece acolhida. 28. Rel. serão incorporados ao salário para efeito de contribuição previdenciária ”. o fato gerador referido no art.212/91. Min. o art. 28. I. compreendendo todas as verbas de cunho salarial. É que a decisão agravada se encontra em perfeita consonância com o entendimento desta colenda Corte. inciso I. da Lei nº 8. em específico no art. Min. 28 da Lei nº 8. 6. a qual. no sentido de que a contribuição previdenciária sobre o décimo terceiro salário não é ofensiva ao art. como visto. § 9º da Lei 8. Rel. Carlos Velloso. 195.RE 400. § 9º.” (Supremo Tribunal Federal .687-ED.gov. e-mail: prfnpe@fazenda.207-AgR. Ofende. a decisão agravada atende ao disposto na Súmula 207 desta colenda Corte. Ante o exposto. Precedentes: AI 208. não se limita ao salário propriamente dito. As VERBAS que não têm caráter REMUNERATÓRIO foram expressamente mencionadas. 195.212/91. excluindo-se a incidência da contribuição previdenciária APENAS sobre tais verbas. 195. De mais a mais.

fato que enseja a aplicação do disposto no art. da Lei 8. conforme antes já disposto. Bairro Espinheiro.br forma expressa. 97 da CF/88.” É certo que não poderá a Colenda Turma Julgadora declarar a inconstitucionalidade da referida lei sem submeter à matéria ao exame do egrégio Colegiado ou mesmo declarar a inconstitucionalidade referida sem a invocação do eventual precedente do Pleno. 97 da CF/88.212/91 apenas poderia ser afastada se declarada a inconstitucionalidade do mesmo. pois que estará em evidente confronto com o aludido art. 2864. Natureza Salarial. 97. Deve-se ter em mente que a aplicabilidade dos dispositivos do art. razão pela qual a pretensão da empresa agravante encontra não apenas óbice constitucional. Não se encontram neste rol as verbas ora discutidas. § 9º. quanto pela definição contida no art. tanto pela clara redação do art. ainda que. Demonstrado o fundamento constitucional e legal que definem a incidência da contribuição previdenciária sobre a REMUNERAÇÃO INTEGRAL.212/91. 22 da lei 8. § 9º. ADMITINDO A CONDIÇÃO DAS MESMAS DE INTEGRANTES DA REMUNERAÇÃO DOS EMPREGADOS. não apenas sobre os valores que pretende a empresa classificar como retributivos de serviços efetivamente prestados. da mesma lei. Agamenon Magalhães. acórdão. 28.REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL PROCURADORIA GERAL DA FAZENDA NACIONAL PROCURADORIA REGIONAL DA FAZENDA NACIONAL NA 5ª REGIÃO Av. 28. sob pena de nulidade do v.gov. as parcelas pagas pelo empregador que não integram o conceito de remuneração para fins de incidência da contribuição previdenciária. 21 . mas legal. in verbis: “Art. e-mail: prfnpe@fazenda. REMUNERAÇÃO NOS 15 PRIMEIROS DIAS DE AFASTAMENTO POR DOENÇA. a empresa agravante NÃO NEGUE a natureza salarial de todas as verbas discutidas. Somente pelo voto da maioria absoluta de seus membros ou dos membros do respectivo órgão especial poderão os tribunais declarar a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do poder público. vejamos pontualmente cada uma das verbas em discussão.

TOTALMENTE. como claramente dispõe a Lei 8.. § 2º (Revogado pela Lei nº 9.213/91. a contar da data do início da incapacidade e enquanto ele permanecer incapaz. 60. nos quinze primeiros dias de afastamento em função de doença. Em última análise.11. e-mail: prfnpe@fazenda. ab initio. quando for o caso. O auxílio-doença será devido ao segurado que.11.gov. verificada a natureza salarial da verba. Não será devido auxílio-doença ao segurado que se filiar ao Regime Geral de Previdência Social já portador da doença ou da lesão invocada como causa para o benefício. que regula o auxílio-doença. ser equivocado.4. (Redação dada pela Lei nº 9. 22 . o auxílio-doença será devido a contar da data da entrada do requerimento. durante os primeiros quinze dias de afastamento DO EMPREGO. e. a conseqüência lógica a será o reconhecimento da incidência tributária sobre a mesma. no caso dos demais segurados. em razão de doença. Auxílio-doença é benefício previdenciário pago justamente APÓS os quinze primeiros dias de afastamento. havendo cumprido. Art.99)” (. (Redação dada pela Lei nº 9. O auxílio-doença será devido ao segurado empregado a contar do décimo sexto dia do afastamento da atividade.REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL PROCURADORIA GERAL DA FAZENDA NACIONAL PROCURADORIA REGIONAL DA FAZENDA NACIONAL NA 5ª REGIÃO Av.876. Bairro Espinheiro. incumbirá à empresa pagar ao segurado empregado o seu salário integral. Parágrafo único.032. 59. salvo quando a incapacidade sobrevier por motivo de progressão ou agravamento dessa doença ou lesão. o período de carência exigido nesta Lei. de 26. ficar incapacitado para o seu trabalho ou para a sua atividade habitual por mais de 15 (quinze) dias consecutivos.876.br A questão em julgamento diz com a verificação da natureza jurídica dos valores pagos pelo empregador.99 ) § 1º Quando requerido por segurado afastado da atividade por mais de 30 (trinta) dias. Veja-se.95) § 3o Durante os primeiros quinze dias consecutivos ao do afastamento da atividade por motivo de doença. pertinentes ao exame da matéria: “Art. classificar como “AUXÍLIO-DOENÇA” a verba paga pelo EMPREGADOR ao seu empregado. de 28..)”. 2864. de 26. Agamenon Magalhães.

Como bem esclarece o professor Sérgio Pinto Martins. Não prevalece. Direito do Trabalho. atinente à relação de emprego.br O contrato de trabalho. Desta forma. é devida a prestação de salário no período respectivo. Atlas. O afastamento nos 15 dias iniciais configura hipótese de interrupção do contrato de trabalho. pelo empregador. 2864. pág. sem prejuízo do salário . embora não preste serviços. Apenas se persistir a incapacidade. 13ª Edição. da Lei 8. o entendimento de que a falta de prestação de trabalho no período afastaria o caráter retributivo dos valores pagos pelo empregador.213/91. a primeira quinzena de afastamento será remunerada pela empresa. à prestação do trabalho. pelo empregador. tem nítido caráter sinalagmático. nos primeiros quinze dias de afastamento do trabalhador. forçoso reconhecer a natureza "salarial" dos valores desembolsados pelo empregador. passará o INSS a efetuar o pagamento do auxílio-doença. estabelece situações excepcionais em que. mostrando a existência de uma cessação provisória e parcial dos efeitos do contrato de trabalho. contando-se também seu tempo de serviço. § 3º. por expressa disposição de lei. corresponde o pagamento do salário. restando patente que a remuneração em questão tem 23 . 2001.REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL PROCURADORIA GERAL DA FAZENDA NACIONAL PROCURADORIA REGIONAL DA FAZENDA NACIONAL NA 5ª REGIÃO Av.gov. De acordo com a doutrina especializada em Direito do Trabalho. portanto. a exemplo do que ocorre com as férias e o descanso semanal remunerado. A legislação trabalhista. entretanto. e-mail: prfnpe@fazenda. consoante dispõe expressamente o art. mostrando-se cabível a incidência da contribuição ao INSS. O benefício em questão será pago ao segurado que ficar incapacitado para o trabalho ou para suas atividades habituais por mais de 15 dias. 60. Bairro Espinheiro.” (in . os primeiros quinze dias de afastamento por motivo de doença do empregado são considerados como causa de interrupção do contrato. “haverá interrupção quando o empregado for remunerado normalmente. Agamenon Magalhães. Tratando-se de segurado empregado. 292). a partir o décimo sexto dia. a despeito da inocorrência de trabalho no período. A partir desse raciocínio.

1. o salário dos dias de repouso ou de inatividade é devido pelo empregador. AUXÍLIO-DOENÇA O afastamento do empregado. É um traço peculiar ao contrato de trabalho. PAGAMENTO DA EMPRESA. que o distingue claramente dos demais contratos de atividade. 4. 736) "CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. tem natureza salarial e integra a base de cálculo para fins de incidência de contribuição previdenciária. unânime. 2. inclusive.4ª Região. ficando a cargo do empregador e permanecendo o empregado na folha de salários na primeira quinzena de afastamento. nos termos do art.gov. Auxílio-doença é apenas aquela prestação a cargo da entidade previdenciária. devida a partir de quinze dias de incapacidade do segurado. INSS. CONTRIBUIÇÃO AO INSS DEVIDA. LEI 8. p.04. Apelação e remessa oficial providas." 24 . considerando.022592-8/RS. 3. 25.br natureza salarial. Portanto. é causa de interrupção da prestação de serviços.01. a remuneração desse período. LEI 3." (TRF . DOENÇA. Em certos casos em que não há trabalho por motivos independentes da vontade do empregado. de 26 de agosto de 1.807/60 ART.213/91 que reprisa o art. A jurisprudência dos Tribunais Regionais Federais tem-se inclinado no sentido de considerar remuneratória a natureza dos valores pagos pelo próprio empregador. Bairro Espinheiro. 25 da Lei nº 3. NATUREZA SALARIAL. Relator Juiz Alcides Vettorazzi. EMBARGOS. por motivo de saúde. PRIMEIROS 15 DIAS DE AFASTAMENTO. à empresa. Assim. há expressa disposição legal estabelecendo que durante os primeiros 15 (quinze) dias consecutivos do afastamento da atividade por motivo de doença. e-mail: prfnpe@fazenda. 2864. 5.807. Essas prestações (sejam consideradas indenizatórias ou salariais) recebem da lei um tratamento jurídico idêntico ao salário. AC nº 2001. devida a exação. 2ª Turma. que o benefício previdenciário propriamente dito somente começaria a correr a partir do décimo sexto dia de afastamento: "EXECUÇÃO FISCAL. Honorários pela embargante.960. a cargo do empregador.213/91ART 59. pagar ao segurado empregado o seu salário integral. No caso em apreço.REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL PROCURADORIA GERAL DA FAZENDA NACIONAL PROCURADORIA REGIONAL DA FAZENDA NACIONAL NA 5ª REGIÃO Av. incumbirá. até o décimo quinto dia. DJ 26/02/2003. Agamenon Magalhães. e não de suspensão do contrato de trabalho. deve a mesma integrar a base de cálculo para fins de incidência da contribuição previdenciária. em 10% sobre o valor da causa. 59 da Lei 8.

mas sim indenizadas . Quanto ao adicional de 1/3 (um terço) das férias. unânime. 7º. 1ª Turma.12802-6/SC. 25 . Na hipótese de efetivo gozo das férias. portanto. CF/88 ART. p.. pelo menos. AC nº 90. essa verba possui natureza salarial e deverá receber a incidência da contribuição previdenciária. da Constituição Federal: “Art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais.br (TRF . não se admite afastar a incidência da contribuição previdenciária sobre o salário percebido pelo empregado quando em FÉRIAS. da CF/88.. paga nos 15 primeiros dias de afastamento do empregado incapacitado.REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL PROCURADORIA GERAL DA FAZENDA NACIONAL PROCURADORIA REGIONAL DA FAZENDA NACIONAL NA 5ª REGIÃO Av. 2864. assim como sobre o ADICIONAL CONSTITUCIONAL DE FÉRIAS. sujeitando. Bairro Espinheiro. o v.gov.gozo de férias anuais remuneradas com. quando as mesmas não são gozadas. a natureza do adicional é salarial.)”.04. 542) Assim. 201. A natureza REMUNERATÓRIA das verbas é expressamente ratificada no art. § 4º. acórdão recorrido. aplica-se a regra de que o acessório segue o principal. Ocorrendo o efetivo gozo das férias. 97. assim como a disposição do art. um terço a mais do que o salário normal.(grifo nosso) Somente não há a incidência de contribuição previdenciária sobre as férias e seu adicional. além de outros que visem à melhoria de sua condição social: (.) XVII . (. à incidência de contribuição previdenciária. também-se.. regularmente fruídas.4ª Região. restaria malferido o supra referido dispositivo constitucional. como no caso dos autos. Agamenon Magalhães. Relator Juiz Vladimir Freitas. XVIII. inserta na folha de salários. FÉRIAS E ADICIONAL DE FÉRIAS Nos mesmos moldes. considerar indevida a incidência da referida contribuição sobre a verba salarial. e-mail: prfnpe@fazenda. inc. DJ 18/03/1998. VIOLAÇÃO À CLÁUSULA DE RESERVA DE PLENÁRIO.. É de ser reformado.

DO PEDIDO Pelo exposto. pede deferimento.REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL PROCURADORIA GERAL DA FAZENDA NACIONAL PROCURADORIA REGIONAL DA FAZENDA NACIONAL NA 5ª REGIÃO Av. julgados pelo Plenário do TRF da 5ª Região. 27 de August de 2013. Erickson Lopes Ferreira Procurador da Fazenda Nacional 26 . Portanto.gov. Assim. 2864. que foram utilizados para afastar a aplicação de todos os dispositivos destacados nesta petição. restabelecendo-se a exigibilidade da contribuição previdenciária incidente sobre as verbas discutidas. que trata da cláusula de reserva de plenário. Bairro Espinheiro. pela qual órgão fracionário de tribunal não pode declarar a inconstitucionalidade de norma legal. nos termos do enunciado n. 97 da CF. e-mail: prfnpe@fazenda. EMBORA NÃO DECLARE EXPRESSAMENTE A INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI OU ATO NORMATIVO DO PODER PÚBLICO. Nestes termos. 97 da CF. se espera a anulação do acórdão em face da pura e simples inobservância do art. AFASTA SUA INCIDÊNCIA. Como não houve divulgação dos acórdãos paradigmas. 10 da súmula vinculante do STF: VIOLA A CLÁUSULA DE RESERVA DE PLENÁRIO (CF. NO TODO OU EM PARTE. houve violação ao art. Desta forma. não há fundamento no voto que negue a existência da referida violação. Recife.br Houve reconhecimento da inconstitucionalidade de dispositivos legais que estabelecem a incidência da contribuição previdenciária nas verbas discutidas. Agamenon Magalhães. ARTIGO 97) A DECISÃO DE ÓRGÃO FRACIONÁRIO DE TRIBUNAL QUE. a merecer reforma deste tribunal superior. requer a FAZENDA NACIONAL o conhecimento e provimento do presente recurso extraordinário.

e-mail: prfnpe@fazenda.br 27 . Agamenon Magalhães. 2864.REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL PROCURADORIA GERAL DA FAZENDA NACIONAL PROCURADORIA REGIONAL DA FAZENDA NACIONAL NA 5ª REGIÃO Av.gov. Bairro Espinheiro.