Boletim setorial d0

Recife, maio de 2011

Apicultura

Boletim setorial d0 Apicultura Recife. maio de 2011 .

adequando esforços e ações às perspectivas observadas. regional e em Pernambuco. brasileiro. de 13 de abril de 1990. através de seu Conselho Deliberativo.Pernambuco Banco do Brasil – BB Banco do Nordeste do Brasil – BNB Caixa Econômica Federal – CEF Federação da Agricultura do Estado de Pernambuco – Faepe Federação das Associações Comerciais e Empresariais de Pernambuco – Facep Federação do Comércio de Bens. é o objetivo deste boletim. Os dados traduzem a realidade do segmento e permitem visualizar tendências para os próximos anos. Conselho Deliberativo . .Entidade civil sem fins lucrativos.zdizain. mantida e administrada pela iniciativa privada.com. além de importantes informações sobre o consumo de mel. Serviços e Turismo do Estado de Pernambuco – Fecomércio Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco – Fiepe Instituto Euvaldo Lodi – IEL/PE Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas – Sebrae Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado de Pernambuco – SDE Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial do Estado de Pernambuco – Senac/PE Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do Estado de Pernambuco – Senai/PE Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Estado de Pernambuco – Senar/PE Sociedade Auxiliadora da Agricultura do Estado de Pernambuco Universidade de Pernambuco – UPE Presidente do Conselho Deliberativo Estadual Pio Guerra Júnior Diretor-superintendente Roberto Castelo Branco Diretor técnico Aloísio Ferraz Diretora administrativo-financeira Maria Cândida Moreira Supervisão editorial Unidade de Comunicação e Imprensa – Sebrae Janete Lopes (gerente) Comissão de Editoração Sebrae 2011 Ângela Miki Carla Almeida Eduardo Maciel Janete Lopes Jussara Leite Roberta Amaral Roberta Correia Silvana Salomão Tereza Nelma Alves Boletim Setorial do Agronegócio – Apicultura Equipe técnica responsável Alexandre Alves (gerente da Unidade de Agronegócios do Sebrae em Pernambuco) Carmem Marinho (trainee) Érika Raposo (analista) Vítor Abreu (trainee) Projeto gráfico e diagramação Z.000 exemplares Tiragem Gráfica JB Apresentação Apresentar os dados da apicultura no contexto mundial.029. As informações podem apoiar a tomada de decisões para os que se interessam pelo setor. A Região Nordeste e o Estado de Pernambuco ganham atenção especial ao detalharmos o consumo e a distribuição da produção nos seus municípios e mesorregiões. constituída como serviço autônomo e criada pela Lei 8.diZain Comunicação | www.br Revisão Betânia Jerônimo Impressão 1.

Sumário 7 8 10 12 13 15 18 20 21 23 A produção de mel no mundo A realidade do mel no Brasil A produção de mel no Nordeste Principais Estados na atividade apícola Principais municípios na produção nacional de mel Caracterização da aquisição de mel no Nordeste Detalhamento da produção e do consumo de mel em Pernambuco Municípios pernambucanos com maior produção de mel O consumo de mel em Pernambuco Perspectivas .

219(1) 82. fornecem até 35 kg/ano e 100 kg/ano. considerando tal ranking. segundo colocado com pouco mais de 82 mil toneladas do produto.764 29.003 81. As colmeias argentinas e chinesas. Na Tabela 1. 2011. uma diferença relevante na produtividade alcançada. a China lidera o ranking mundial de produtores de mel. respectivamente. enquanto no Brasil este volume fica em torno de 15 kg/ano.000(1) 74. com algumas disparidades observadas no Brasil (96%) e Estados Unidos (-30%). por exemplo. maio de 2011 7 A produção de mel no mundo Com 367 mil toneladas produzidas em 2009.000 65. foi da ordem de 22%.000 38.387 Fonte: FAO/IBGE. Estudos da rede Apis/Sebrae indicam.366 65.000 53. entre os países citados. A superioridade fica mais evidente se compararmos este país com a Turquia. de acordo com estimativas da FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação). o crescimento médio da produção. . (1) Dados estimados Entre 1999 e 2009. podemos conferir os dez maiores produtores do mundo. 2011 – Elaboração: Sebrae/PE. Tabela 1 – Maiores produtores de mel do mundo (2009) Posição 1º 2º 3º 4º 5º 6º 7º 8º 9º 10º País China Turquia Argentina Ucrânia Estados Unidos Índia Rússia Etiópia Brasil Canadá Produção (t) 367.Boletim setorial do agronegócio | Apicultura Recife.598 42.

02% 77. antibióticos e acaricidas.501 toneladas de mel. tornando desnecessária a utilização de defensivos. em 2008. uma vez que o país possui uma abelha bastante resistente a doenças.764.84% Fonte: IBGE.60% 13.26% 343. 19. 2011 – Elaboração: Sebrae/PE.751 185 2.764 821 14.80% Participação na produção nacional 2009 Taxa de crescimento da produção em dez anos 1999-2009 96. com 16. o país alcançou 38 mil toneladas de mel em 2009. havendo aumentos expressivos no Norte e Nordeste com 343% e 435%. maio de 2011 Boletim setorial do agronegócio | Apicultura Recife.12% 38. representando a retomada na participação de um mercado de 12 bilhões de euros.291 11.Boletim setorial do agronegócio | Apicultura Recife.084 2.097 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 Fonte: IBGE. maio de 2011 8 9 A realidade do mel no Brasil Segundo dados do IBGE. indicando um potencial ainda maior da atividade nos próximos anos. 2011.393 16. Gráfico 1 – Evolução da produção de mel no Brasil de 1999 a 2009 (kg) 38. respectivamente. .795 4.963 5.27% 435.36% 25.57% 2. que contou ainda com o fim do embargo para o mel brasileiro pela Comunidade Europeia.869 609 Produção de mel 2009 (t) 38. Um dos estímulos para o avanço da atividade pode ter sido o aumento da demanda advinda do exterior.91% 42.231 Apesar da expansão. A Região Sul aparece como maior produtora.501 1. suficientemente para figurar entre os dez maiores do mundo. o volume total da sua produção quase dobrou entre 1999 e 2009 (Gráfico 1). 2011. A preferência desse público por produtos orgânicos coloca o Brasil em posição de vantagem em relação aos demais concorrentes.751. um levantamento da Apis aponta a pouca utilização tecnológica e o baixo nível de organização como barreiras para um melhor aproveitamento na apicultura. registra-se uma expansão em todas as regiões (Tabela 2). Consequência ou não da necessidade externa. Ao detalhar os dados nacionais. 2011 – Elaboração: Sebrae/PE. Tabela 2 – Produção de mel no Brasil e por região geográfica Brasil e regiões Brasil Norte Nordeste Sudeste Sul Centro-Oeste Produção de mel 1999 (t) 19.68% 39.

temos a mudança na participação em relação ao total brasileiro.457% 1. Tabela 3 – Evolução da produção nos Estados do Nordeste Posição 2009 1º 2º 3º 4º 5º Estados 1999 Ceará Piauí Bahia Pernambuco Rio Grande do Norte Maranhão Paraíba Alagoas Sergipe 521 1.457% em dez anos.586 354 101 158 21 17. porém com resultados bem abaixo dos atuais.594 1.734 4. Gráfico 2 – Evolução da participação do Nordeste na produção nacional de 1999 a 2009 Na análise por Estados (Tabela 3). 2009 .491% 883% 700% Taxa de crescimento 1999 a 2009 14% 39% 6º 7º 8º 9º Fonte: IBGE. maio de 2011 Boletim setorial do agronegócio | Apicultura Recife. 2011.922 1.278 1.Elaboração: Sebrae/PE. a quantidade produzida saiu de 17 toneladas para 136. Comparando com o mel produzido nacionalmente. o Ceará ocupa a liderança no quadro regional com 4. 2009 . 2011. 1999 2009 Fonte: IBGE. último colocado.478% 601% 3. É observado um crescimento expressivo em todos os Estados. maio de 2011 10 11 A produção de mel no Nordeste No último levantamento do IBGE.Elaboração: Sebrae/PE. Ambos já estavam na dianteira desde 1999. significando um aumento de 700%.2 17. No Gráfico 2. O Maranhão registrou a maior evolução: 3. a região representava 14% em 1999. . O Piauí vem logo atrás com números também expressivos.Boletim setorial do agronegócio | Apicultura Recife.1 17. Mesmo em Sergipe.0 Evolução da produção (t) 2009 4.107 747 272 169 136 809% 170% 443% 1. passando para 39% em 2009.734 toneladas de mel em 2009. a produção no Nordeste girou em torno de 14 mil toneladas.

278 2.Elaboração: Sebrae/PE. maio de 2011 12 13 Principais Estados na atividade apícola Na visualização dos dez maiores produtores. cinco são do Nordeste e três do Sul.922 1. 2009 .Boletim setorial do agronegócio | Apicultura Recife. no Ceará.107 Principais municípios na produção nacional de mel Em relação aos municípios brasileiros com atividade apícola relevante. Estes detalhes podem ser visualizados na Tabela 5. Outra presença pernambucana relevante é o município sertanejo de Ibimirim.155 4. aparece em segundo lugar com 580 toneladas. Tabela 5 – Os 20 municípios brasileiros com maior produção de mel em 2009 Classificação 1º 2º 3º 4º 5º 6º 7º 8º 9º 10º 11º 12º 13º 14º Município Limoeiro do Norte (CE) Araripina (PE) Apodi (RN) Içara (SC) Bom Retiro (SC) Picos (PI) Tabuleiro do Norte (CE) Santana do Cariri (CE) Morada Nova (CE) Alto Santo (CE) Sant’Ana do Livramento (RS) Itamarandiba (MG) Botucatu (SP) Itainópolis (PI) Produção (t) 600 580 506 440 430 421 420 409 380 350 350 300 300 Fonte: IBGE.831 4. Araripina.605 2. com 7.103 1. Os detalhes são exibidos na Tabela 4. 2011. Tabela 4 – Maiores produtores do país Ranking 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Estados Rio Grande do Sul Paraná Ceará Santa Catarina Piauí Minas Gerais São Paulo Bahia Pernambuco Rio Grande do Norte Produção (t) 2009 7.514 4. assume a liderança com uma certa folga. oito estão localizados na Região Nordeste e dois na Região Sul. reforçando a supremacia destas regiões. em 20ª posição. 296 .594 1.734 4. apresenta o maior volume. Na distribuição geográfica dos dez maiores produtores. O Rio Grande do Sul. a cidade de Limoeiro do Norte. maio de 2011 Boletim setorial do agronegócio | Apicultura Recife.155 toneladas de mel. com 600 toneladas de mel em 2009. no Sertão pernambucano.

em termos de quantidade.035kg/ ano em 2002. Gráfico 3 – Aquisição domiciliar per capita de mel em 2002 e 2008 (kg) 0. maio de 2011 14 15 15º 16º 17º 18º 19º 20º Santa Luzia do Paruá (MA) Cambará do Sul (RS) Prudentópolis (PR) Pio IX (PI) Mombaça (CE) Ibimirim (PE) 280 276 265 253 252 250 Caracterização da aquisição de mel no Nordeste As estimativas do IBGE apontam para uma produção nacional de mel. com uma grande participação do mercado nordestino na absorção do que foi produzido. maio de 2011 Boletim setorial do agronegócio | Apicultura Recife. De acordo com a mesma instituição. uma vez comparado com a média do país. da ordem de 220 milhões de reais. em 2009.048kg/ano em 2008. em valores. 2008/2009. 2011.048 0. 2008 . 2002 Fonte: IBGE.035 Fonte: IBGE.Boletim setorial do agronegócio | Apicultura Recife. que era de 0. a aquisição domiciliar per capita. subiu para 0. 2009 .Elaboração: Sebrae/PE. O padrão é o mesmo.

010 0.100 0.250 0.060 0. 2011.043 0.037 0.047 0. Ao subdividir a obtenção do mel entre as áreas urbana e rural.012 0. com aumento da aquisição do produto na zona urbana e queda no meio rural.020 2008 2002 Urbana Rural Fonte: IBGE.225 a 1.300 Rendimento até 830 Mais de 830 Mais de 1.Elaboração: Sebrae/PE. Detalhando o perfil da aquisição do mel sob uma visão econômica.078 0.Elaboração: Sebrae/PE.2008 (em R$) 0.042 0.073 0. 2008 .038 0.030 0. na Região Nordeste ocorre o inverso (Gráfico 5). a quantidade por domicílio decresce.028 0. além de grande produtor. já que o produto pode ser consumido também fora dos domicílios.100 0. maio de 2011 Boletim setorial do agronegócio | Apicultura Recife.000 0.200 0.034 0. identificamos tendências inversas na comparação dos cenários nacional e regional. não existindo porém um crescimento constante.018 0.030 0.245 Mais de 2.113 Gráfico 5 .Aquisição domiciliar per capita de mel (kg) por rendimento .Boletim setorial do agronegócio | Apicultura Recife.045 0.245 a 2.154 Brasil Nordeste 0. 2011. não significando o consumo total por família.040 0. Isto significa um comportamento superior aos demais Estados do Nordeste e de quase o dobro em relação ao cenário nacional. demonstra ser um importante consumidor. maio de 2011 16 17 É válido reforçar que esse tipo de obtenção do produto é referente apenas às residências. O menor índice é o de Alagoas: 0.Elaboração: Sebrae/PE.032 0. .035 0. 2008 .036 0. Como fica demonstrado no Gráfico 4. mesmo havendo aumento financeiro.150 a 6. Enquanto o país apresenta sinais de “urbanização”.150 Mais de 6. 2008 . Gráfico 4 .490 Mais de 4.Aquisição domiciliar per capita de mel (kg) por Estados do Nordeste em 2008 0.150 0. obtendo uma média domiciliar de 0.225 Fonte: IBGE. conforme a evolução da renda familiar.063 0.2kg/ano.040 0. 2002 2008 Na análise por Estados.139 BR NE 0.Aquisição domiciliar per capita de mel (kg) por área 0. Gráfico 6 . o Piauí. os dados sinalizam para um volume maior.254 0.050 0. Fonte: IBGE. existe faixa de rendimento em que.040 0.490 a 4. 2011.010kg/ano.

Elaboração: Sebrae/PE.66% do mel produzido pela Região Nordeste. 2011. 2009 .428 17. 10. O Sertão pernambucano se sobressaiu com 1. respondendo por cerca de 10.740% 95% 242% 181% Fonte: IBGE. Em 1999.1 35.Elaboração: Sebrae/PE.Produção de mel por mesorregião 1% 4% 1% 4% Participação das mesorregiões pernambucanas: Sertão São Francisco Agreste Zona da Mata Região Metropolitana 90% 2009 1999 Fonte: IBGE.1 24. 2009 . Em 1999.66% 3. em 2009.5 68. Este percentual subiu para 90%. o volume produzido na região sertaneja equivalia a 36% do total estadual. Um aspecto melhor visualizado na segmentação dos números é o crescimento dos volumes em todas as mesorregiões do Estado. o que significa um crescimento de 3.Elaboração: Sebrae/PE. 2009 .9 2009 1.668% 1. conforme o Gráfico 8.668% no intervalo analisado (Tabela 6). 2011. Fonte: IBGE.Participação de Pernambuco na produção do Nordeste de 1999 a 2009 Tabela 6 – Evolução da produção por mesorregião Mesorregião Sertão São Francisco Agreste Zona da Mata Região Metropolitana Produção (t) 1999 37.63% Gráfico 8 .Boletim setorial do agronegócio | Apicultura Recife.6 70 Variação 3.2 3.9 0. .63% do total. maio de 2011 Boletim setorial do agronegócio | Apicultura Recife. maio de 2011 18 19 Detalhamento da produção e do consumo de mel em Pernambuco Pernambuco foi um dos Estados a apresentar maior crescimento na atividade. Esta evolução pode ser vista no Gráfico 7. com 3.5 10. Gráfico 7 . 2011. a participação era bem menor.428 toneladas de mel.

1 80 30 28. 2008 .035 0.018kg. que vem crescendo nos últimos anos. há um caminho inverso em relação à produção. bem como a situação contrária na comparação com a região.Boletim setorial do agronegócio | Apicultura Recife. Sabe-se que a aquisição domiciliar caiu de 0. maio de 2011 20 21 Municípios pernambucanos com maior produção de mel Na análise por municípios.018 2002 2008 Fonte: IBGE. Tabela 7 – Ranking dos 20 municípios pernambucanos de maior produção de mel Classificação 1º 2º 3º 4º 5º 6º 7º 8º 9º 10º 11º 12º 13º 14º 15º 16º 17º 18º 19º 20º Município Araripina Ibimirim Ipubi Ouricuri Trindade Exu Jaboatão dos Guararapes Passira Moreilândia Custódia Bodocó São José do Belmonte Igarassu Serra Talhada Santa Filomena Abreu e Lima Bezerros Parnamirim Petrolândia Afogados da Ingazeira Granito Santa Cruz Produção (t) 580 250 142 120 98. 2011. com larga vantagem em relação às demais. O Gráfico 9 mostra essa diminuição. Fonte: IBGE. O total alcançado em 2009 é mais do que o dobro da produção de Ibimirim.5 5 O consumo de mel em Pernambuco Na aquisição do produto pelas residências pernambucanas.5 28. segundo lugar no levantamento estadual.084kg.7 8 7.084 PE NE 0. em 2008.5 24 20 18 15 14 13 12 11.Elaboração: Sebrae/PE. Gráfico 9 – Evolução da aquisição domiciliar per capita anual (kg) em Pernambuco e no Nordeste 0. em 2002. 2011. maio de 2011 Boletim setorial do agronegócio | Apicultura Recife. a cidade de Araripina aparece como maior produtora. para 0. 2009 – Elaboração: Sebrae/PE.048 0. segundo o IBGE. .

Além disso.117kg e 0.300kg.505. alcança-se o volume de 45 toneladas de mel adquirido somente por essas residências.018kg por domicílio). quase 15 vezes maior. abrindo um novo horizonte na comercialização do produto e propiciando o alcance de mercados mais sólidos. O diferencial no tipo de abelha utilizada no país tende a permanecer beneficiando os produtores brasileiros. há necessidade de incentivo ao consumo de mel e de diversificação do produto ou embalagem.Boletim setorial do agronegócio | Apicultura Recife. Um aspecto que chama atenção e deve ser melhor abordado é a queda na aquisição do produto pelos domicílios. aponta para a existência de cerca de 2.480 domicílios particulares ocupados no Estado. Em relação ao consumo por pessoa. maio de 2011 22 23 O censo mais recente do IBGE.254kg por domicílio). grandes desafios devem ser enfrentados na busca pelo fortalecimento da atividade. mesmo com a expansão da produção. Em Pernambuco. A mudança de hábitos alimentares. principalmente para pequenos produtores. . Perspectivas Com uma tendência de crescimento. talvez o maior desafio seja a formalização da cadeia produtiva. porém com grande consistência e de fundamental importância na consolidação da atividade. em 2008. A introdução do mel em programas governamentais como o da merenda escolar sinaliza para um formato de comercialização ainda pouco utilizado.5kg. referente a 2010. bem abaixo de alguns países da Europa. a apicultura brasileira deve permanecer entre as mais produtivas do mundo nos próximos anos. representada nos últimos levantamentos do IBGE até 2009. Outro ponto a ser observado. Ao multiplicarmos esta quantidade pela média de aquisição domiciliar pernambucana (0. inclusive no exterior. sugerindo inclusive novas maneiras de preparo alimentício com utilização do mel como ingrediente. os volumes totais subiriam para 636 toneladas. A agregação de valor ao produto através de embalagens que facilitem o consumo também deve ser melhor explorada. onde o volume chega a 1. maio de 2011 Boletim setorial do agronegócio | Apicultura Recife. tendência natural da globalização. Assim como no quadro nacional. Em uma situação hipotética que o igualasse ao padrão de aquisição do Piauí. o maior do Nordeste (0. é a diminuição na aquisição de mel pelas residências do meio rural. no caso do cenário nacional. pode ser um dos fatores responsáveis por tal comportamento. levantamentos apontam para uma média nacional entre 0. Campanhas como “Meu dia pede mel” buscam estimular o aumento do consumo pela população.

apesar da evolução dos últimos anos. As dificuldades expostas tendem a elevar o preço praticado devido à falta de produto no mercado. . tendo como principal razão as alterações climáticas ocorridas em todo o mundo. maio de 2011 24 O processo de formalização pode e deve vir acompanhado de uma maior organização dos produtores. algo ainda sem explicação e solução definida. além do clima existe o crescente fenômeno mundial conhecido como “colapso das abelhas”. a fim de permitir o aumento da produtividade e a otimização dos recursos utilizados. Por fim. Um cenário de mais dificuldades é esperado. quando comparado a janeiro de 2010. Em uma visão internacional. gerando poder de barganha junto a fornecedores e permitindo a comercialização em grandes quantidades para mercados diferenciados. não só no Brasil como também nos demais países produtores. A capacitação constante e o aprimoramento nas técnicas de produção também devem ser sempre almejados.Boletim setorial do agronegócio | Apicultura Recife. respeitados os limites ambientais de cada localidade.7% maior. em janeiro deste ano o valor médio pago pelo mel exportado foi 37. a estiagem no Norte e Nordeste e o excesso de chuvas no Sul e Sudeste podem interferir diretamente no volume produzido. por vezes desfavoráveis. Assim. Junte-se a isso o desmatamento excessivo identificado em algumas regiões. Para se ter uma ideia. que impede a expansão ou mesmo a sobrevivência dos enxames. No âmbito nacional. mas que vem acarretando um sumiço delas de forma repentina. a atividade está sujeita a condições naturais. o melhor caminho a ser seguido é a busca constante pelo aperfeiçoamento da atividade.

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