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Crónica Nº 164 – A Austrália foi descoberta por portugueses.

Série «Portugal no mundo comentado por estrangeiros» – 4

Por Henrique de Almeida Cayolla

Crónica Nº 164 – A Austrália foi descoberta por portugueses. Série «Portugal no mundo comentado porhttp://pt.scribd.com/doc/117646305 Deste mesmo livro , elaborei outra crónica, que foi a – “Portugal no mundo” comentado por estrangeiros – 2 «A idade de ouro em Lisboa» Link http://pt.scribd.com/doc/141814113/Cronica-N%C2%BA- 125-Portugal-no-mundo-comentado-por-estrangeiros-2 Depois, editei a crónica que se segue: Crónica Nº 126 – “Portugal no mundo” comentado por estrangeiros – 3 «Feitos Heróicos dos Portugueses nos Descobrimentos» Link http://pt.scribd.com/doc/143318039/Cronica-N %C2%BA-126 O autor do 2º Livro escolhido para este tipo de crónicas chama- se RAINER DAEHNHARDT , um reconhecido pesquisador, nascido a 7 de Dezembro de 1941, descendente de uma família de diplomatas e militares alemães, radicados em Portugal, desde 1706. Estudou na Alemanha e em Portugal, especializando-se no “estudo da evolução do Homem através da arma e " id="pdf-obj-0-8" src="pdf-obj-0-8.jpg">

29 de Janeiro 2014

INTRODUÇÃO – Em 21 de Dezembro de 2012 iniciei uma série a que dei o nome “Portugal no mundo, comentado por estrangeiros”. Dessa série, que muitos leitores desconhecerão, por estarem só há pouco tempo conectados comigo, passo a fazer uma sinopse, para os inteirar do que foi editado, e veementemente os convidar a lerem cada uma delas, porque vão ficar entusiasmados, como eu fiquei ao preparar essas crónicas.

Crónica Nº 164 – A Austrália foi descoberta por portugueses. Série «Portugal no mundo comentado porhttp://pt.scribd.com/doc/117646305 Deste mesmo livro , elaborei outra crónica, que foi a – “Portugal no mundo” comentado por estrangeiros – 2 «A idade de ouro em Lisboa» Link http://pt.scribd.com/doc/141814113/Cronica-N%C2%BA- 125-Portugal-no-mundo-comentado-por-estrangeiros-2 Depois, editei a crónica que se segue: Crónica Nº 126 – “Portugal no mundo” comentado por estrangeiros – 3 «Feitos Heróicos dos Portugueses nos Descobrimentos» Link http://pt.scribd.com/doc/143318039/Cronica-N %C2%BA-126 O autor do 2º Livro escolhido para este tipo de crónicas chama- se RAINER DAEHNHARDT , um reconhecido pesquisador, nascido a 7 de Dezembro de 1941, descendente de uma família de diplomatas e militares alemães, radicados em Portugal, desde 1706. Estudou na Alemanha e em Portugal, especializando-se no “estudo da evolução do Homem através da arma e " id="pdf-obj-0-15" src="pdf-obj-0-15.jpg">

Crónica Nº 125

Crónica Nº 96

– “Portugal no mundo” comentado por

estrangeiros – 1 Livro Nº 1 – «A PRIMEIRA ALDEIA GLOBAL» – «Como Portugal mudou o mundo» – MARTIN PAGE – casa das letras – 2008

Link

Deste mesmo livro, elaborei outra crónica, que foi a “Portugal no mundo” comentado por estrangeiros – 2

«A idade de ouro em Lisboa»

Crónica Nº 164 – A Austrália foi descoberta por portugueses. Série «Portugal no mundo comentado porhttp://pt.scribd.com/doc/117646305 Deste mesmo livro , elaborei outra crónica, que foi a – “Portugal no mundo” comentado por estrangeiros – 2 «A idade de ouro em Lisboa» Link http://pt.scribd.com/doc/141814113/Cronica-N%C2%BA- 125-Portugal-no-mundo-comentado-por-estrangeiros-2 Depois, editei a crónica que se segue: Crónica Nº 126 – “Portugal no mundo” comentado por estrangeiros – 3 «Feitos Heróicos dos Portugueses nos Descobrimentos» Link http://pt.scribd.com/doc/143318039/Cronica-N %C2%BA-126 O autor do 2º Livro escolhido para este tipo de crónicas chama- se RAINER DAEHNHARDT , um reconhecido pesquisador, nascido a 7 de Dezembro de 1941, descendente de uma família de diplomatas e militares alemães, radicados em Portugal, desde 1706. Estudou na Alemanha e em Portugal, especializando-se no “estudo da evolução do Homem através da arma e " id="pdf-obj-0-45" src="pdf-obj-0-45.jpg">

Depois, editei a crónica que se segue:

Crónica Nº 126

– “Portugal no mundo” comentado por

estrangeiros – 3

«Feitos Heróicos dos Portugueses nos Descobrimentos»

Link

O autor do 2º Livro escolhido para este tipo de crónicas chama- se RAINER DAEHNHARDT, um reconhecido pesquisador, nascido a 7 de Dezembro de 1941, descendente de uma família de diplomatas e militares alemães, radicados em Portugal, desde 1706. Estudou na Alemanha e em Portugal, especializando-se no “estudo da evolução do Homem através da arma e

utilização”. Do seu PREFÁCIO, na página 18, escrito pelo Arquitecto e Tenente- coronel do Exército Português, Armando Canelhas, em 20 de Fevereiro de 1996, retiro umas pequenas passagens:

[…] é mais uma vez um historiador de origem estrangeira a divulgar, com tanto interesse, os nossos feitos históricos. Bem-haja! O autor teve a louvável preocupação de escrever num estilo, simples e claro, por vezes

até vernacular […] E na parte final lê-se: […] esta leitura, feita certamente sem esforço, com agrado e reflexão, vai devolver salutarmente a muitos de nós mais um pouco de fundada esperança neste povo “ que deu novos mundos ao mundo” e que ainda não acabou, nem vai com certeza ser fácil de destruir. A Natureza tem muita força, e tudo manda. E assim queira Deus.».

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utilização”. Do seu PREFÁCIO , na página 18, escrito pelo Arquitecto e Tenente- coronel do Exército

Terminada esta sinopse, esclareço que esta quarta crónica começou a ganhar forma, quando chegou às minhas mãos a publicação que passarei a apresentar, pertencente ao mesmo amigo que me facultou os dois livros anteriores, Engº Jorge

Malheiro, tendo este 3º livro o nome de «Para além de Capricórnio». Como os navegadores portugueses descobriram e cartografaram secretamente a costa da Austrália e da Nova Zelândia 250 anos antes da chegada do Capitão Cook.

O autor deste livro é PETER TRICKETT, jornalista australiano e repórter de investigação especializado em temas de ciência e história. Os seus artigos são publicados em vários jornais e revistas na Austrália, Nova Zelândia e Grã-Bretanha.

Foi editor na Australian National University em Camberra e Senior Officer no Ministério dos Negócios Estrangeiros e Comércio, responsável pela elaboração de programas de ajuda ao Exterior.

Irei fazer apenas uma abordagem a este livro, interessantíssima achega à grandeza de Portugal no mundo, e, dizia eu, apenas abordagem, porque, como será óbvio, não posso nem devo estar a copiar o livro. No entanto, irei dar pistas para vos entusiasmar a

adquirir esta obra para a vossa biblioteca de uso pessoal, ou no caso de pessoas que se disponibilizem, a ajudar comunidades locais a adquirir o livro, para, nesse caso, uso público. Esta obra tem 391 páginas e o autor dedicou-se a ela de corpo e alma, elaborando-a com grande cuidado e pormenor, num trabalho de grande riqueza histórica. Da parte final do livro constam:

-- Lista de mapas e ilustrações -- Notas dos capítulos (11), escritas em letra pequena e condensada. São 8 páginas -- Bibliografia: São 220 obras consultadas -- Índice remissivo (7 páginas) Referi estes dados, pois quem está habituado a ler livros, saberá interpretar o que isto significa. No seguimento das pistas que mais acima referi, passo a apresentar a INTRODUÇÃO do livro:

INTRODUÇÃO

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A história encontra-se recheada de surpresas: com demasiada frequência subestimamos as capacidades das pessoas que viveram em épocas passadas, Até à segunda metade do século xx, quase ninguém se dispunha a conceber que os Viquingues poderiam ter chegado à América do Norte séculos antes de Colombo, mesmo que tal descoberta pareça estar descrita em pormenor nas sagas viquingues. Mas, na verdade, tal como o arqueólogo norueguês Helge Ingstad revelou ao mundo na década de 1960, as provas arqueológicas conclusivas da presença dos Viquingues na América do Norte mil anos antes estiveram sempre nos campos da Terra Nova, à espera de serem desenterradas. O mesmo se passa com a descoberta portuguesa da Austrália. Os mapas que provam que os exploradores portugueses velejaram até e cartografaram as costas da Austrália 250 anos antes do capitão Cook estão à vista de todos (desde há séculos), mas a maior parte dos académicos australianos ignoram-nos considerando-os falsos, ou produtos da imaginação. Também as provas arqueológicas da descoberta portuguesa viram a luz do dia nos últimos anos. Contudo, e ao contrário da aceitação universal da presença viquingue na América, as provas da presença portuguesa nas costas australianas são ainda negadas pelos círculos académicos ortodoxos.

página 10

Este livro deve a sua origem a uma combinação de oportunidade e de coincidência. A sua génese foi uma exposição de mapas antigos com a qual por acaso me deparei, na National Library of Australia, em Carnberra. Um dos objectos expostos acabou por me chamar a atenção em particular. Era um mapa do mundo da autoria de um teólogo alemão, Heinrich Bunting, publicado em Magdeburgo, em 1581. A linha costeira de

uma terra chamada India Meridionalis, que Bunting situara no Sul do oceano

Índico, parecia estranhamente familiar: decerto teria de ser a costa ocidental da Austrália. Mas corno poderia ser se, tal como dizia a legenda, o mapa antecedia o primeiro registo do conhecimento europeu da Austrália? Com efeito, nao era possível negar o facto de que o mapa de Bunting Cora impresso pelo menos duas décadas antes de os capitães holandeses terem começado a navegar ao largo das costas ocidentais da Austrália, a caminho da sua base nas Índias Orientais em Batávia, a actual Jacarta. Como poderia um cartógrafo alemão conhecer a forma da suposta costa australiana e, mais precisamente, quem a poderia ter cartografado e com tamanha precisão? Tudo isto não passava de meras conjecturas minhas quando, ao vasculhar uma mesa com «fundos de catálogo» numa livraria de Camberra, um ou dois anos mais tarde, me deparei com um conjunto de reproduções de uma colecção de mapas do mundo do século XVI, com origem em França. Enquanto exemplos de cartografia antiga, eram claramente de uma qualidade espantosa. Chamaram-me a atenção dois mapas que representavam um continente austral de aspecto estranho, com o nome «Terra Java». Poderia ser uma chave para o enigma que era a origem do mapa de Bunting? Uma análise inicial aos nomes desses mapas «franceses» em breve deixava pouca dúvida de que, na verdade, tinham origens portuguesas. Mas como descobrir o que estava por trás deles? A história da «Idade de Ouro» de Portugal no século XVI fora registada em grande pormenor por uma sucessão de cronistas oficiais, portanto esse parecia o lugar óbvio para começar. Devido a um golpe de sorte inesperado, não houve necessidade de contemplar uma viagem a Lisboa para ler o trabalho dos cronistas. Havia

uma cópia de quase todos eles na colecção da National Library of Austrália, localizada mesmo à minha porta, em Camberra.

página 11

Muitas destas obras de referência essenciais estavam disponíveis graças à aquisição pela biblioteca em 1966 da Colecção Braga, que consistia em cerca de 6000 livros, imagens e outros documentos laboriosamente coleccionados por José Maria Braga, um empresário, professor e estudioso que vivia na então colónia portuguesa de Macau. Alguns desses trabalhos históricos são reedições publicadas pelo governo português entre as décadas de 1920 e 1940. Mas quem poderia pensar que a biblioteca também era dona de uma cópia com 300 anos do trabalho exaustivo, em três volumes, de Manuel de

Faria e Sousa, Ásia Portuguesa, que apresenta um relato pormenorizado e

minucioso do destino do vasto império ultramarino português até à data da morte do autor, em 1649? Não era uma reedição do século xx, mas sim uma crónica encadernada em pele com gravações em ouro publicada em Lisboa entre 1674 e 1703, ou seja, quase um século antes de o capitão Cook ter avistado a costa australiana pela primeira vez! O conjunto encontrava-se em condições excelentes, tendo ainda ilustrações e um brasão elaborado no frontispício. No entanto, em termos de antiguidade, até mesmo os trabalhos de Faria e Sousa são facilmente ofuscados por outro volume encadernado, um estudo sobre os feitos asiáticos de Portugal escrito em latim por um jesuíta italiano, Giovanni Pietro Maffei. Intitulado Historiarum Indicarum, os capítulos deste grosso volume começam todos com letras do alfabeto elaboradas, iluminadas ao estilo monástico. Foi publicado em Roma em 1585, ou seja, três anos antes da Armada Espanhola e numa altura em que William Shakespeare começava a sua carreira como dramaturgo. De destaque, entre muitos outros livros raros incluídos na colecção da National Library, estava um volume

magnificamente preservado do cronista português Diogo do Couto, Décadas da

Ásia, impresso em 1736. No seu todo, as inúmeras crónicas portuguesas abrangem a globalidade do império

ultramarino desse país, cobrindo uma vasta região que se estendia da África Ocidental ao Brasil e de Moçambique à Índia, ao golfo Pérsico, ao Sudeste Asiático, à China e às Ilhas das Especiarias. As viagens nas redondezas da Austrália eram apenas uma parte ínfima do todo. Para mim, o maior problema era que as crónicas (logicamente) estavam escritas em português e, ainda por cima, no português antigo

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do tempo de Shakespeare. Nessa altura, eu mal sabia uma palavra de português, quer antigo quer moderno! Ao início consegui ter nos meus esforços de transcrição a ajuda de um aluno brasileiro de pós-graduação que estudava na Australian National University, mas, quando no final do primeiro ano ele teve de se mudar para Sydney, voltei a ser obrigado a trabalhar sozinho. Felizmente, por volta dessa altura a universidade apresentou um curso nocturno de português. Graças ao curso, e a um dicionário de português-inglês, conse – segui avançar, acabando por me adaptar à fraseologia por vezes rebuscada do cronista.

Foi o princípio de uma longa viagem de descoberta. Ao início, julguei que o projecto seria bastante fácil, mas essa noção veio a revelar-se ingénua1. Tal como acontece quando se atira a pedra proverbial a um lago calmo, as ondas foram crescendo cada vez mais. Por vezes, quase me parecia uma história de detectives: as provas iam surgindo

constantemente e exigiam que fossem seguidas. O que tinham, verdadeiramente, feito os portugueses? Um dos trajectos de investigação levou ao campo da tradição aborígene e da arte rupestre australianas; outro à Normandia, em França. As batalhas dos portugueses contra o sultão da Malásia intrometeram-se na cena, bem como uma viagem misteriosa na vastidão do Pacífico.

Durante a tarefa central de tentar fazer sentido dos muitos topónimos que adornavam o que, obviamente, eram as costas australianas nos primeiros mapas em que trabalhei, recebi uma ajuda inestimável do Dr.Inácio Rebello de Andrade, antigo embaixador português na Austrália, que agora reside em Camberra. As suas sugestões quanto ao significado destes topónimos, por vezes enigmáticos, foram de grande ajuda na confirmação de que foram, com efeito, marinheiros portugueses que empreenderam as viagens espantosas testemunhadas por estes mapas.

Não sou um historiador académico, mas talvez tenha sido pelo melhor pois, se o fosse, provavelmente não me teria atrevido a encetar este projecto. Em breve descobrimos que, nos círculos académicos ortodoxos, defender a descoberta da Austrália pelos portugueses anda perto da heresia. O tema nem sequer parecia merecedor de uma discussão séria. As descobertas cruciais, apoiadas por uma pesquisa científica rigorosa, que confirmam a presença marítima portuguesa nas costas da

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Austrália no século XVI, têm sido, regra geral, ignoradas ou denegridas pela grande maioria de historiadores e arqueólogos marítimos australianos. Basicamente, trata-se de uma cultura de negação. Até mesmo a National Library of Australia, apesar de possuir nos seus arquivos uma cópia de um mapa de origem portuguesa do início do século XVI, catalogado como «Primeiro Mapa da Austrália», continua a insistir de forma obstinada nas suas publicações que foi apenas no século XVII, quando os holandeses entraram em cena, que se deu início ao mapeamento da Austrália.

Infelizmente, a maior parte dos arquivos e mapas importantes de Portugal perdeu-se no grande terramoto, maremoto e incêndio que devastou Lisboa em 1755. A Casa da Índia, que albergava os arquivos estatais, foi um dos inúmeros edifícios completamente destruídos. Os detractores argumentam que esta perda é «conveniente') para os que defendem a história das viagens portuguesas à Austrália, algo que insistem nunca ter acontecido. Com efeito, a verdade é o oposto. Não fosse pela catástrofe referida, e talvez tivesse vindo à luz algum registo escrito da espantosa viagem ou viagens que resultaram no mapeamento do litoral australiano.

Quanto ao meu ponto de vista pessoal, ao ter descoberto tanto sobre os desconhecidos feitos de coragem e ele marinharia que rivalizavam com os do grande capitão Cook, comecei a sentir, de urna forma absurdamente quixotesca, que era meu dever perante a memória destes corajosos marinheiros dar a conhecer a história de como arriscaram (e por vezes perderam) as suas vidas em viagens intrépidas de exploração nos cantos mais recônditos do planeta.

Ao escrever este livro, tive consciência do perigo de, ao identificar ponto a ponto as características costeiras australianas no contexto das viagens portuguesas, poder, ocasionalmente, forçar a paciência de alguns leitores. Contudo, para o bem ou para o mal, este processo minucioso de identificação é inevitável pois, em última análise, é a única forma de provar a correcção dos mapas. À falta de relatos em primeira-mão das

expedições portuguesas, tentei dar vida aos pormenores banais de nomes e lugares, apresentando, onde tal se justificava, descrições dos mesmos locais nas costas australianas realizadas por marinheiros posteriores como Cook, Dampier, Flinders e o capitão francês, Nicolas Baudin.

Pag 14

Alguns dos últimos vestígios do grande império comercial português ficam apenas a uma curta viagem de avião da mais setentrional cidade australiana, Darwin, mas, no entanto, são quase desconhecidos da maioria dos australianos. De igual forma, enquanto tema de análise histórica, a presença portuguesa, ao longo de vários séculos, nas ilhas hoje em dia conhecidas como Indonésia é, em grande medida, ignorada pelas institu- ições académicas australianas. A história indonésia ensinada na Austrália tende a concentrar-se na luta pela independência do século xx e acontecimentos subsequentes. As influências europeias são, em grande parte, vistas em termos dos impérios coloniais holandês e britânico, sendo que os portugueses, caso sejam sequer mencionados, regra geral recebem o estatuto de nota de rodapé histórica.

Actualmente, a única excepção a este caso é Timor-Leste, dada a conhecer à Austrália pela política internacional e por uma série de acontecimentos dramáticos na sequência da abrupta saída de Portugal da sua antiga colónia. Na verdade, o drama da guerra civil, da invasão indonésia e da eventual libertação desenrolada em Timor-Leste, durante as últimas duas décadas do século xx, foi nada mais, nada menos do que o último acto da história de quase 500 anos da presença portuguesa no Oriente.

Como conseguiu um minúsculo país europeu, com menos de dois milhões de habitantes, criar e manter, embora de forma precária, um dos maiores impérios ultramarinos do mundo? Por que se aprestaram tantos, aventureiros portugueses a arriscar as suas vidas em viagens longas c perigosas, em terras varridas pela febre e em batalhas onde não poucas vezes se encontravam em muito menor número? Os seus motivos e acções parecem, muitas vezes, estranhamente contraditórios: por um lado, professam a piedade e a devoção cristãs; por outro, não exibem qualquer escrúpulo cm infligir castigos cruéis e mesmo, a espaços, em cometer atrocidades recíprocas sobre os inimigos de outros credos religiosos.

Por fim, o que dizer quanto aos portugueses e à Austrália? Será que os navegadores portugueses, mestres na sua arte e tão próximos das costas australianas durante tanto tempo, nunca se aventuraram nessa direcção? Poderemos acreditar que nunca se sentiram tentados a explorar a atraente linha costeira australiana? Dado o seu entusiasmo pela exploração c pelo lucro, e em especial pelo fascínio exercido pela fabulosa «Ilha do Ouro», tal suposição parece totalmente insustentável.

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A conclusão deste livro é que os navegadores portugueses exploraram e mapearam efectivamente as costas australianas, bem como parte substancial das neozelandesas. As suas viagens foram classificadas como segredo de Estado, sendo qualquer violação do sigilo punível com a morte, outra razão para a não existência de relatos satisfatórios dessas aventuras. Contudo, durante as suas viagens ao longo da costa australiana, estes marinheiros acabaram por deixar inadvertidamente na sua esteira marcas da sua presença, muitas das quais apresentadas pela primeira vez nesta obra. Quanto aos mapas antigos, estes mostram claramente que não apenas algumas, mas, na verdade, a maioria das principais características topográficas das costas leste, oeste e sul da Austrália foi

cartografada e baptizada com nomes portugueses quase um século antes da chegada dos holandeses e cerca de dois séculos e meio antes da vinda do capitão Cook.

Devo confessar os meus antecedentes: sou um anglo-australiano, nascido não muito longe do condado natal do capitão Cook, Yorkshire, por isso não posso ser acusado ele qualquer preconceito antibritânico. James Cook foi um grande navegador e comandante de homens e nada pode minimizar a sua reputação. Todavia, não é de grande valia fechar os olhos a acontecimentos demonstráveis, sendo o mais central o facto de que foram os marinheiros portugueses os primeiros a cartografar a Austrália.

Em última análise, o julgamento caberá ao leitor. Este livro não foi escrito enquanto tratado académico. Dirige-se a uma audiência mais vasta e o objectivo foi torná-lo o mais agradável possível à leitura. Isso não significa, no entanto, que a verdade tenha sido sacrificada em prol do sensacionalismo. Avaliaram-se cuidadosamente as provas controversas das viagens portuguesas nas vizinhanças da Austrália, numa tentativa de constatar o que na verdade aconteceu. Durante este processo foram descartadas inúmeras hipóteses que não se mostraram à altura de uma avaliação crítica. Mesmo assim, existem lacunas nos registos históricos que apenas podem ser preenchidas pela conjectura. Essa é uma abordagem razoável, contanto que a conjectura seja claramente descrita como tal, e desde que se mantenha dentro dos limites dos factos conhecidos.

NOTA DO AUTOR

Mapas

pag. 17

e 18

Os mapas presentes neste livro, que comparam as costas no Atlas de Vallard com a verdadeira linha costeira australiana, foram compilados dando especial atenção à correcção. A metodologia seguida foi reproduzir uma secção do mapa de Vallard relevante e colocá-la ao lado do que supõe, tendo como base as características cartográficas, ser a mesma extensão de costa exibida num mapa moderno. Dada a escala reduzida dos mapas, e de modo a formar uma base razoável de comparação, foi inevitável a ocasional simplificação de alguns pormenores irrelevantes mapa moderno. Contudo, deverá frisar-se que não houve distorção das linhas costeiras, quer antigas quer modernas, para que estas se adequassem a uma qualquer teoria preconcebida.

Distâncias náuticas

Neste livro, as distâncias marítimas são, regra geral, expressas em termos de milhas náuticas, uma unidade de medida ainda em uso corrente. Uma milha náutica tem pouco mais de 1,85 quilómetros, sendo mais longa do que a milha utilizada para distâncias terrestres, que mede pouco mais de 1,6 quilómetros. Neste livro, o termo «milhas» refere-se a «milhas náuticas» quando utilizado no contexto de distância marítima. Em terra, as distâncias foram expressas em quilómetros, excepto nas referências a relatos de séculos passados, quando eram as milhas, e não os quilómetros, a medida padrão. No século XVI, os navegadores calculavam as distâncias em léguas. Hoje em dia, considera-se que uma légua mede aproximadamente três milhas náuticas, mas nem sempre foi assim. No século XVI, as léguas portuguesas, italianas, holandesas e inglesas eram todas diferentes. Nesse tempo, uma légua era apenas a distância que um navio médio conseguia navegar no espaço de urna hora, em condições normais. Daí

decorre a extensão diferente: quanto mais rápido o navio «médio”, conseguisse navegar, mais longa seria a légua. No século XVI , os navios portugueses encontravam-se entre os mais rápidos, e talvez por esse motivo a légua portuguesa da altura parecia consideravelmente mais longa do que o seu equivalente moderno. Os registos dos cronistas portugueses sugerem que urna légua portuguesa era o equivalente a cerca de cinco milhas terrestres (mais ou menos oito quilómetros). A braça, uma antiga unidade de medida da profundidade do mar, era igual a seis pés (1,8 metros).

Peter Ttrickett

CAPÍTULO 1

Início da Pag. 19

A TERRA DOURADA

DE MARCO POLO

A idade de ouro das descobertas foi a época em que a impossibilidade de navegar pelos vastos e, até então, misteriosos oceanos do mundo desapareceu subitamente, como se tocada por uma varinha mágica recém-descoberta ciência náutica abriu os portões dourados dos caminhos marítimos que levavam à América, à Índia e ao Pacífico.

...

a

ARMANDO CORTESÃO, LISBOA, 1939

.

ARMADA de capitaisqvev

logo a seguir à página 192

1. A grande Armada Portuguesa ele 1519 parte para o Oriente. Neste desenho contemporâneo, cada navio

1. A grande Armada Portuguesa ele 1519 parte para o Oriente. Neste desenho contemporâneo, cada navio é identificado pelo nome do seu capitão. A nau de Cristóvão

de Mendonça pode ser vista no lado esquerdo da fila do meio (Medosa» é a grafia em português antigo de Mendonça). Foi arrancada uma tira da borda esquerda da página. (Pormenor de The Book of Lisuarte de Abreu. The Morgan Library and Museum, Nova Iorque. MS M. 525. F. 37v, Livro de Lizuarte de Abreu Part. 2)

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EPÍLOGO

pág. 355 e 356

Marco Polo estava certo, claro está. A Austrália acabou mesmo por se revelar a Ilha do Ouro, embora não da forma que os aventureiros portugueses do século XVI imaginavam. Hoje em dia, a Austrália surge como o terceiro maior produtor mundial de ouro, com uma produção do metal precioso que ascende a mais de 3 mil milhões de dólares por ano. Urna vez que o ouro foi descoberto pela primeira vez em meados do século XIX, a produção total das minas de ouro australianas possui um valor de quase l50 mil milhões de dólares em valores do ano de 2006.

Mas Terra do Ouro ou não, é uma pena que quase todos os historiadores ortodoxos e arqueólogos marinhos australianos, decididos a defender a todo o custo a sua opinião de que nunca existiu qualquer descoberta portuguesa da Austrália, tenham rejeitado todas as provas de tais descobertas, considerando-as ficção, ou que as tenham simplesmente ignorado, talvez na esperança de que, de alguma forma, elas desapareçam.

De que outra forma se explica, por exemplo, a total falta de interesse mostrada pelos académicos de renome na descoberta extraordinária, pormenorizada neste livro, de um peso de chumbo português do século XVI nas areias de Fraser Island? Foi por mero acaso que o Dr. Bill Ward e a sua equipa científica desenterraram este artefacto com 500 anos. Alguns centímetros mais para um lado ou para o outro, e a sua verruma não o teria encontrado. A rede de pesca a que o peso deveria estar preso há muito que se teria desintegrado, mas é altamente improvável que estivesse equipada com um só peso. Sendo esse o caso, poderão existir outros pesos semelhantes à espera de serem desenterrados nas areias de Hook Point. Podemos sentir-nos gratos pelo facto de o único peso até agora descoberto se encontrar em segurança, guardado no Anthropology Museum na Universidade de Queensland. Contudo, não deixa de ser irónico que esta mesma universidade continue a recusar reconhecer o facto de que este artefacto, conservado no seu próprio museu, constitui uma prova inegável de que uma viagem portuguesa de descoberta ao longo da costa de

Queensland realmente aconteceu. Assim sendo, o próprio artefacto certamente merece um destino melhor do que ficar trancado na obscuridade, num museu académico com horas de abertura limitadas. Então e a pesca igualmente extraordinária de pelo menos um, ou mais provavelmente, dois potes de cerâmica portugueses do início do século XVI do fundo do mar, ao largo da costa sudeste da Austrália? A data de cerca de 1500 d.C., atribuída ao primeiro pote e obtida através de técnicas laboratoriais reconhecidas por um cientista universitário de renome, foi ignorada ou rejeitada como sendo «impossível» pelos defensores da ortodoxia. Mas se a data está errada, por que motivo nenhum destes críticos tentou realizar os seus próprios testes científicos, provando assim aquilo que afirmam?

E por que razão os arqueólogos marítimos australianos não demonstraram um mínimo de interesse em investigar a perspectiva empolgante de os potes poderem até constituir uma prova de um barco naufragado português, do século XVI, no fundo do mar? Isto não constitui de forma alguma uma certeza, mas é, pelo menos, uma possibilidade. Se viesse a provar-se existir um barco naufragado português do século XVI nestas águas, de certeza que originaria uma comoção internacional. A pergunta tem de ser feita: será que uma costa australiana repleta de barcos naufragados com 500 anos não merece sequer uma pesquisa preliminar?

Felizmente, os dois potes recuperados quase intactos do possível local de naufrágio não se perderam. O primeiro encontra-se na posse de um oceanógrafo de Sydney, enquanto o outro está sob a guarda do Eden Killer Whale Museum.

pag.358 e 359

Quanto aos históricos canhões portugueses do século XVI encontrados pela Royal Australian Navy em Carronade Island, em Napier Broome Bay, são possivelmente os artefactos europeus mais antigos alguma vez encontrados na Austrália. Contudo, não se encontram expostos ao público, estando há imensos anos encarcerados num armazém naval em Spectacle Island, no porto de Sydney. A Marinha afirmou que, ao longo deste tempo, sofreram alguma deterioração, o que não é de admirar, e que precisam de restauro.

Poderia afirmar-se que, ao retirarem estes artefactos de um local sagrado aborígene, ainda que com intenções honestas mas sem autorização aborígene, a Marinha não possui qualquer direito legal ou moral sobre eles. A coisa mais acertada a fazer talvez fosse devolvê-los aos seus donos tradicionais em Napier Broome Bay ou, melhor ainda, com o consentimento da população aborígene, expô-los ao público num museu nacional de renome, talvez no National Maritime Museum, ou no National Museum of Australia.

Decerto que as enigmáticas ruínas de pedra em Bittangabee (Pettungerbee) também merecem uma investigação arqueológica. A declaração oficial de que este local «nunca foi habitado» e que, por isso, não merece ser investigado, é enganadora e incorrecta. O viajante incansável George Augustus Robinson relatou inequivocamente que, durante a sua visita em 1844, o local se encontrava habitado (por tripulações de baleeiros aborígenes) e que até existiam hortas e árvores de fruto. Seria este o local de uma paliçada de pedra erigida por marinheiros portugueses? Uma investigação arqueológica meticulosa das ruínas de pedra seria uma tarefa de grande importância, dado o estado negligenciado de grande parte do sítio, mas, contudo, talvez viesse a ter como resultado descobertas fascinantes.

Outra questão intrigante continua por responder. Foi Cristóvão de Mendonça quem também cartografou a costa ocidental da Austrália? Este autor acredita que quase de certeza que sim, e que a pretensão do cronista oficial Barros de que a sua frota foi desviada para Sumatra, a fim de ajudar a construir um forte, não passa de uma mentira maquinada para camuflar a viagem A partida de Malaca da frota de Mendonça, e o seu regresso subsequente em Janeiro de 1522, não podiam ser escondidos de olhos indiscretos, mas onde esteve no período de permeio podia ser ocultado sem grandes dificuldades. Esta hipótese também explicaria a «outra» misteriosa viagem intencional à Terra Australis, a que faz referência o cartógrafo flamengo Cornelius Wytfliet.

A perícia com que as perigosas linhas costeiras da Austrália ocidental foram cartografadas assemelha-se bastante à obra de Mendonça, tal como o registo cuidadoso de descobertas minerais sob a forma de magnetite e (possivelmente) de prata. Com base nisto, podemos formular a teoria de que Mendonça navegou até ao extremo sudoeste da Austrália, viu que se abria um canal enorme em direcção a leste e depois regressou a Malaca, ou talvez até tenha rumado directamente à índia para relatar pessoalmente a sua importante descoberta ao governador Lopes de Sequeira.

O corolário terá sido que, na sua segunda expedição, quando as embarcações chegaram ao início da Grande Baía Australiana, Mendonça teve quase a certeza absoluta de que este era o extremo do canal que avistara na viagem anterior. Por outras palavras, a Terra Java revelara-se não ser uma extensão das regiões polares, como a maior parte dos cartógrafos do século XVI erradamente acreditavam. Era um continente-ilha de direito próprio.

ABA DA CONTRACAPA

Cristóvão de Mendonça partiu de Malaca, uma praça-forte que era prolongamento da nossa chegada a Goa com Vasco da Gama. A sua expedição procurava ouro e o seu secretismo mostrava que não era acaso. Pelo contrário, era a execução de um desígnio, de uma política. Mendonça cartografou a sua viagem – Portugal, em 1522, era a ciência desenvolvida e aplicada por sábios, não era mera aventura de corajosos.

DIÁRIO DE NOTÍCIAS

Um livro fascinante e esclarecedor.

THE ADELAIDE REVIEW

A descoberta de Trickett poderá resolver um outro grande mistério, o dos artefactos de origem portuguesa encontrados ao longo da costa da Austrália e Nova Zelândia. Até hoje ninguém foi capaz de fornecer uma explicação cabal para a sua existência.

LA REPUBBLICA

Uma nova abordagem a mapas do século XVI prova que uma pequena frota portuguesa cartografou grande parte da costa australiana em 1522.

THE DAILY TELEGRAPH

CONTRACAPA

ABA DA CONTRACAPA Cristóvão de Mendonça partiu de Malaca, uma praça-forte que era prolongamento da nossa
ABA DA CONTRACAPA Cristóvão de Mendonça partiu de Malaca, uma praça-forte que era prolongamento da nossa
OBSERVAÇÃO DO AUTOR DESTA CRÓNICA Nº 164 TERMINADA QUE ESTÁ A APRESENTAÇÃO DO LIVRO « PARAAustrália descoberta por portugueses em 1522 por Fernando Tavares " id="pdf-obj-12-2" src="pdf-obj-12-2.jpg">

OBSERVAÇÃO DO AUTOR DESTA CRÓNICA Nº 164

TERMINADA QUE ESTÁ A APRESENTAÇÃO DO LIVRO «PARA ALÉM DE CAPRICÓRNIO» VEM MUITO A PROPÓSITO REFERIR QUE, NUMAS PESQUISAS QUE FIZ SOBRE O ASSUNTO, DEPAREI COM UM TEXTO QUE PASSO ABAIXO A TRANSCREVER, INDICANDO NO FIM DO MESMO A FONTE ONDE O FUI BUSCAR.

ESSE TEXTO TEM INCLUÍDAS DUAS “ADENDAS”, UMA DE “VIRIATO DE VISEU”, E OUTRA DE “DEANA BARROQUEIRO”, NAS QUAIS FAZEM REFERÊNCIA AO LIVRO DE PETER TRICKETT.

FAÇO NOTAR AINDA QUE NA SEGUNDA ADENDA, NA PARTE FINAL DO TEXTO, A AUTORA ESCREVEU SOB A FORMA DE LINK, A COR VERDE, “OS ATLAS DE VALLARD” PARA OS LEITORES OS PODEREM CONSULTAR.

07/12/2013

por Fernando Tavares

<a href=A ustrália descoberta por navegadores portugueses. Segundo a agência de notícias Reuters, foi encontrado um novo mapa que prova que não foram os ingleses nem holandeses que descobriram a Austrália antes navegadores portugueses! ... Mas Este mapa do século XVI, com referências e informação pertinentes escrito em português, foi encontrado numa biblioteca de Los Angeles e prova que foram navegadores portugueses os primeiros europeus a descobrir a Austrália. O mapa assinala com detalhe e acuidade, várias referências da costa Este Australiana, tudo relatado em português, provando que foi a frota de quatro barcos liderada pelo explorador «Cristóvão de Mendonça» quem efectivamente descobriu a Austrália no longínquo ano de 1522. Desta forma, os factos são agora invertidos, pois foi o navegador português a fazer tão importante descoberta, cerca de 250 anos antes do Capitão James Cook a ter reclamado junto da coroa inglesa, em 1770. Na altura a descoberta de Cristóvão de Mendonça, agora suportada por um rol de historiadores, graças aos vários descobrimentos lusos que ocorreram ao longo das costas Neozelandesa e Australiana durante o século XVI, foi mantida em segredo como forma de prevenir e impedir que outras potências europeias alcançassem e se apoderassem deste novo e fantástico pedaço de terra. Muita coisa O que pode significar esta nova descoberta? Mas, acima de tudo, prova que os aborígenes Australianos e os ... portugueses têm muito em comum, uma paixão feroz pelo Oceano. " id="pdf-obj-13-2" src="pdf-obj-13-2.jpg">

Austrália descoberta

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Segundo a agência de notícias Reuters, foi encontrado um novo mapa que prova

que não foram os ingleses nem holandeses que descobriram a Austrália antes navegadores portugueses!

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O mapa assinala com detalhe e acuidade, várias referências da costa Este Australiana, tudo relatado em português, provando que foi a frota de quatro barcos liderada pelo explorador «Cristóvão de Mendonça» quem efectivamente descobriu a Austrália no longínquo ano de 1522.

Desta forma, os factos são agora invertidos, pois foi o navegador português a fazer tão importante descoberta, cerca de 250 anos antes do Capitão James Cook a ter reclamado junto da coroa inglesa, em 1770. Na altura a descoberta de Cristóvão de Mendonça, agora suportada por um rol de historiadores, graças aos vários descobrimentos lusos que ocorreram ao longo das costas Neozelandesa e Australiana durante o século XVI, foi mantida em segredo como forma de prevenir e impedir que outras potências europeias alcançassem e se apoderassem deste novo e fantástico pedaço de terra.

<a href=A ustrália descoberta por navegadores portugueses. Segundo a agência de notícias Reuters, foi encontrado um novo mapa que prova que não foram os ingleses nem holandeses que descobriram a Austrália antes navegadores portugueses! ... Mas Este mapa do século XVI, com referências e informação pertinentes escrito em português, foi encontrado numa biblioteca de Los Angeles e prova que foram navegadores portugueses os primeiros europeus a descobrir a Austrália. O mapa assinala com detalhe e acuidade, várias referências da costa Este Australiana, tudo relatado em português, provando que foi a frota de quatro barcos liderada pelo explorador «Cristóvão de Mendonça» quem efectivamente descobriu a Austrália no longínquo ano de 1522. Desta forma, os factos são agora invertidos, pois foi o navegador português a fazer tão importante descoberta, cerca de 250 anos antes do Capitão James Cook a ter reclamado junto da coroa inglesa, em 1770. Na altura a descoberta de Cristóvão de Mendonça, agora suportada por um rol de historiadores, graças aos vários descobrimentos lusos que ocorreram ao longo das costas Neozelandesa e Australiana durante o século XVI, foi mantida em segredo como forma de prevenir e impedir que outras potências europeias alcançassem e se apoderassem deste novo e fantástico pedaço de terra. Muita coisa O que pode significar esta nova descoberta? Mas, acima de tudo, prova que os aborígenes Australianos e os ... portugueses têm muito em comum, uma paixão feroz pelo Oceano. " id="pdf-obj-13-23" src="pdf-obj-13-23.jpg">

Muita coisa

O que pode significar esta nova descoberta? Mas, acima de tudo, prova que os aborígenes Australianos e os

... portugueses têm muito em comum, uma paixão feroz pelo Oceano.

Recordemos que os aborígenes da Austrália descendem de emigrantes africanos

que povoaram a Ásia há 60 mil anos, cruzando o mar utilizando canoas e toscas embarcações. Gente que demonstrou muita coragem ao enfrentar o imenso desconhecido, uma similitude com os navegadores portugueses. A verdade descobre-se e aqui está, mais uma prova que os Portugueses deram efectivamente novos mundos ao Mundo. Hoje, infelizmente, andamos de mão estendida a esmolar uns euros pela Europa!

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Adenda: por Viriato de Viseu O livro com o titulo; PARA ALÉM DO CAPRICÓRNIO da autoria de Peter Trickett, jornalista australiano e repórter de investigação especializado em temas de ciência e história, que li em dois dias tão grande foi o interesse que me despertou, recomendo a leitura do mesmo, pois o autor explica de uma maneira muito simples, vários achados e danças cerimoniais que estão enraizadas nos aborígenes, que provam a passagem do Capitão Cristóvão de Mendonça que cartografou a costa da Austrália.

Nesses achados consta um canhão encontrado em local sagrado aborígene em Carronade Island, na costa de Kimberley, que é comparado a uma réplica de um canhão Português do Século XVI (o livro mostra as fotos e são mesmo idênticos).

Foi encontrado também um pote de cerâmica de estilo Português (também há foto do pote) que foi pescado do leito do oceano ao largo de Gabo Island, e foi datado cientificamente como sendo do ano 1.500 e que provavelmente conteria vinho ou azeitonas.

Encontrados também artefactos de pesca numa praia de Fraser Island, Queensland, contendo um peso de chumbo que foi datado cientificamente como sendo de cerca de 1.500 e o chumbo identificado como sendo originário de uma mina de Portugal ou no sul de França. Os nomes "aportuguesados" que Cristóvão Mendonça deu a vários pontos da costa, explicados e traduzidos pelo autor do livro é fascinante. Até a fisionomia de alguns aborígenes, com alguns traços europeus, são por ele explicadas.

Já em 1512, um dos barcos de uma pequena armada de António Abreu, teria navegado por aqueles mares da costa Australiana, mas disso sabe-se pouco, até porque com medo da cobiça, os nossos Reis impunham segredo e silêncio.

Adenda:

Imagem e comentário de Deana Barroqueiro

<a href=Deana Barroqueiro · Seguir · Autora na empresa Escritora independente "Não sei se o mapa aqui referido é uma recente descoberta ou se se estão a referir ao Atlas Vallard, na posse dos franceses e que contem as costas da Austrália com muitos nomes em português ou adaptados da nossa língua ao Francês. A ilustração que está neste post é do livro do Peter Trickett que fez uma reorganização dos mapas do Atlas em computador e virando o "bico", que aqui está à esquerda, para sul, fica-se costa Oriental da Austrália quase igual à de hoje. Mas não foi apenas o Cristóvão de Mendonça que andou por lá a mapear as costas, ainda antes dele, em 1511 após a conquista de Malaca, foram António Abreu, Simão Afonso Bisagudo, Francisco Serrão ("acharam Timor em 1512, embora só tenham começado a mercar sândalo 2 anos depois). Com estes três capitães ia Francisco Rodrigues, um dos nossos maiores cartógrafos, para desenhar os mapas (presume-se que o Atlas Vallard seria feito a partir dos seus mapas, comprados ou roubados. Houve ainda João Lopes Alvim, Diogo Pacheco (2 viagens), Gomes Sequeira, etc., na 2ª década do Séc. XVI. Narrei, com muito pormenor, essa odisseia da procura da Ilha do Ouro no meu romance "O Corsário dos Sete Mares - Fernão Mendes Pinto". Os mapas do Atlas Vallard podem ver-se nas minhas página e há muita informação sobre este tema no g ru p o do Facebook com o mesmo nome do romance." Deana Barroqueiro: Fantásticas histórias da nossa História FONTE: site PORTUGAL GLORIOSO. " id="pdf-obj-15-2" src="pdf-obj-15-2.jpg">

Deana Barroqueiro · Seguir · Autora na empresa Escritora independente "Não sei se o mapa aqui referido é uma recente descoberta ou se se estão a referir ao Atlas Vallard, na posse dos franceses e que contem as costas da Austrália com muitos nomes em português ou adaptados da nossa língua ao Francês. A ilustração que está neste post é do

livro do Peter Trickett que fez uma reorganização dos mapas do Atlas em computador e virando o "bico", que aqui está à esquerda, para sul, fica-se costa Oriental da

Austrália quase igual à de hoje. Mas não foi apenas o Cristóvão de Mendonça que andou por lá a mapear as costas, ainda antes dele, em 1511 após a conquista de Malaca, foram António Abreu, Simão Afonso Bisagudo, Francisco Serrão ("acharam Timor em 1512, embora só tenham começado a mercar sândalo 2 anos depois). Com estes três capitães ia Francisco Rodrigues, um dos nossos maiores cartógrafos, para desenhar os mapas (presume-se que o Atlas Vallard seria feito a partir dos seus mapas, comprados ou roubados. Houve ainda João Lopes Alvim, Diogo Pacheco (2 viagens), Gomes Sequeira, etc., na 2ª década do Séc. XVI. Narrei, com muito pormenor, essa odisseia da procura da Ilha do Ouro no meu romance "O Corsário dos Sete Mares - Fernão Mendes Pinto". Os mapas do Atlas Vallard podem ver-se nas minhas página e há muita informação sobre este tema no grupo do Facebook com o mesmo nome do romance."

FONTE: site PORTUGAL GLORIOSO.