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PROCESSOS DE TRANSFORMAÇÃO DE PLÁSTICOS
PROCESSOS DE
TRANSFORMAÇÃO
DE PLÁSTICOS
PRODUÇÃO - Extrusão • FILMES  Extrusão Tubular  Resfriamento ( ar )  Extrusão

PRODUÇÃO - Extrusão

FILMES

Extrusão Tubular

Resfriamento (ar)

Extrusão Plana

Resfriamento ( banho água, cilindros refrigerados)

Co-extrusão

RECIPIENTES

Injeção

Sopro

Injeção -sopro

Injeção-estiragem-sopro

Termoformação

Compressão

LAMINADOS Via seca Via úmida Extrusão

METALIZADOS

PRODUÇÃO

EXTRUSÃO

O filme extrusado é definido como o material proveniente da extrusão de resinas, que apresenta espessura menor que 0.25

mm.

A extrusora é o equipamento responsável pelo amolecimento

da resina, através de temperatura e pressão, que é então forçada por uma fenda na outra extremidade.

EXTRUSORA

EXTRUSORA

EXTRUSORA

EXTRUSÃO

PLANA

Maior controle de espessura

Maior transparência

Menores cristais

Maior produtividade

EXTRUSÃO PLANA • Maior controle de espessura • Maior transparência • Menores cristais • Maior produtividade

EXTRUSÃO

TUBULAR

Melhores propriedades mecânicas

Menor transparência

Maior variação da

espessura

EXTRUSÃO TUBULAR • Melhores propriedades mecânicas • Menor transparência • Maior variação da espessura

Coextrusão

Coextrusão

Injeção

Injeção

SOPRO

Processo contínuo de produção de recipientes.

A extrusora injeta o parison dentro do próprio molde onde será soprado a peça final.

Após resfriamento a peça é ejetada

Peça necessita de acabamento

A espessura das paredes é mais desuniforme

INJEÇÃO-SOPRO

Processo similar ao utilizado na produção dos recipientes

de vidros

Processo não contínuo

Parison é formado e transferido ainda aquecido para o molde final

Neste molde é soprado para tomar a forma do molde

Após o resfriamento, o molde se abre e a peça é ejetada

INJEÇÃO- ESTIRAMENTO-SOPRO

Parison produzido por extrusão sopro ou extrusão injeção e

estocado em temp. ambiente até o uso.

Posteriormente, o Parison é reaquecido 90-110 o C no molde final e soprado para ganhar a forma da peça desejada.

Não ocorre estiramento no fundo ou no gargalo, que já foram moldados durante a produção do Parison.

Ocorre orientação transversal e longitudinal responsáveis pela

melhoria nas características da embalagem.

Injeção estiramento sopro

Injeção – estiramento – sopro PET
Injeção – estiramento – sopro PET

PET

TERMOFORMAÇÃO

No processo de termoformação, uma chapa ou lâmina

termoplástica amolecida pelo calor é forçada contra um molde

por meio de pressão ou por vácuo adquirindo o seu formato.

Este molde também possui controle de temperatura.

Existem três técnicas principais de termoformação: Reverse

draw forming, Drape forming e cavity forming

APLICAÇÃO DA TERMOFORMAÇÃO NA LINHA

DE PRODUÇÃO

APLICAÇÃO DA TERMOFORMAÇÃO NA LINHA DE PRODUÇÃO

Moldagem por compressão

Único processo que pode moldar materiais termofixos devido as

sua ligações cruzadas;

A resina é fundida diretamente no molde;

Pressão e calor provocam o amolecimento da resina e a moldagem;

Após resfriamento a peça é ejetada;

Usado para tampas e peças para bandejas que vão diretamente do

freezer ao forno;

Plásticos

moldados

por

compressão

propriedades elétrica-isolante.

possuem

excelentes

Laminação

Laminação
Laminação

Laminação via seca

Laminação via seca

Laminação via úmida

Laminação via úmida

Laminação via extrusão

Laminação via extrusão

PROCESSO DE METALIZACAO

Consiste na deposição de metais na superfície de filmes.

Aumenta as características de barreira a vapor de água e oxigênio do filme metalizado.

Papel tem sofrer envernizamento antes da metalização.

Processo é realizado em câmaras sob vácuo.

Metalização

Metalização

EFEITO DA METALIZAÇÃO NA

PERMEABILIDADE

EFEITO DA METALIZAÇÃO NA PERMEABILIDADE

PLÁSTICOS MAIS USADOS PARA ALIMENTOS

PEBD Polietileno de baixa densidade

PEBDL Polietileno de baixa densidade linear

PEAD Polietileno de alta

densidade

PP Polipropileno

OPP Polipropileno

orientado

BOPP Polipropileno biorientado

PC Policarbonato

PVC Policloreto de vinila

PVdC Policloreto de vinilideno

PET Polietileno tereftalato

PA Poliamida (Náilon)

PS Poliestireno

EVOH Copolímero de etileno + álcool vinílico

 

Estrutura

     

Polímero

Química

Identificação

Propriedades

Exemplo

 
  Resistência mecânica, e quím. Transparente, barreira a gases  
  Resistência mecânica, e quím. Transparente, barreira a gases  

Resistência mecânica, e quím. Transparente, barreira a gases

 

Poli(etilenotera

ftalato) PET

e aromas mas baixa a vapor de

água. Boa estabilidade térmica (-70 a 150°C)

Garrafas de refrigerante, café,

laminados para

biscoitos.

Polietileno de alta densidade PEAD

Polietileno de alta densidade – PEAD Resistente (maior que o PEBD), alto custo, disponível, baixa transparência,
Polietileno de alta densidade – PEAD Resistente (maior que o PEBD), alto custo, disponível, baixa transparência,

Resistente (maior que o PEBD), alto custo, disponível, baixa transparência, boa barreira a óleos. Alta barreira a umidade e a gases.

Para produtos desidratados, cereais

Poli(cloreto de

Poli(cloreto de Ampla variação de forma e resistência (presença de grande variedade e quantidade Filme encolhíveis
Poli(cloreto de Ampla variação de forma e resistência (presença de grande variedade e quantidade Filme encolhíveis

Ampla variação de forma e resistência (presença de grande variedade e quantidade

Filme encolhíveis e esticáveis, emb.

vinila) PVC

de aditivos). Alta barreira a

Termoformadas,

umidade e baixa a gases, baixa resistência química.

frascos, canos.

Polietileno de baixa densidade PEBD

Polietileno de baixa densidade – PEBD Resistente, baixo custo, alta transparência, termossoldáveis, bom desempenho a
Polietileno de baixa densidade – PEBD Resistente, baixo custo, alta transparência, termossoldáveis, bom desempenho a

Resistente, baixo custo, alta transparência, termossoldáveis, bom desempenho a baixas temperaturas. Ótima barreira a umidade e baixa a gases. Permeável a óleos e gorduras.

Saquinho de leite

Estrutura

Química

Polímero

Identificação

Propriedades

Exemplo

Polipropileno PP

Identificação Propriedades Exemplo Polipropileno – PP Resistente, rígido, leve, pouco termossoldável, apresenta
Identificação Propriedades Exemplo Polipropileno – PP Resistente, rígido, leve, pouco termossoldável, apresenta

Resistente, rígido, leve, pouco termossoldável, apresenta maior claridade e brilho. Barreira a vapor de água, mas

não a gases. Barreira a

gordura e boa resistência química.

Emb. de macarrão margarinas, emb. sopradas para

água etc. Pára-

choque de carro

Poliestireno

PS

para água etc. Pára- choque de carro Poliestireno – PS PS Cristal-Alta rigidez, transparência e baixa
para água etc. Pára- choque de carro Poliestireno – PS PS Cristal-Alta rigidez, transparência e baixa

PS Cristal-Alta rigidez, transparência e baixa resistencia ao impacto. PS Espandido (isopor) Elevada resistência ao impacto e pouca rigidez, baixa condutividade térmica.

Janelas para emb. e copos descartáveis Copinho de iogurte, isopor.

Demais resinas ou compostos

condutividade térmica. Janelas para emb. e copos descartáveis Copinho de iogurte, isopor. Demais resinas ou compostos

-

POLIETILENO
POLIETILENO
POLIETILENO
POLIETILENO
POLIETILENO
POLIETILENO

POLIETILENO

Classificado de acordo com a densidade

Polímeros

Densidade (g/cm 3 )

PEBD

0,915 - 0,927

PEMD

0,926 - 0,940

PEAD

0,940 - 0,965

PELBD

0,916 - 0,940

CARACTERÍSTICAS DO POLIETILENO DE BAIXA DENSIDADE (PEBD)
CARACTERÍSTICAS DO POLIETILENO DE
BAIXA DENSIDADE (PEBD)

Trata-se do termoplástico mais comum e de maior consumo em todo o mundo.CARACTERÍSTICAS DO POLIETILENO DE BAIXA DENSIDADE (PEBD) Apresenta bom desempenho a baixas temperaturas, baixa

Apresenta bom desempenho a baixas temperaturas, baixa permeabilidade as vapor de água e alta permeabilidade a gases . baixa permeabilidade as vapor de água e alta permeabilidade a gases.

Excelente resistência química a ácidos, bases e soluções

inorgânicas. É permeável a óleos e gorduras , inerte, apresenta boa termosoldabilidade e ótimo desempenho em equipamentos permeável a óleos e gorduras, inerte, apresenta boa termosoldabilidade e ótimo desempenho em equipamentos de transformação, conversão e acondicionamento. É transparente.

Usado em sacos de maneira geral, como: grãos, açúcar, sal, produtos de panificação, leite pasteurizado. Em potes e frascos para sorvetes, achocolatados e outros.e ótimo desempenho em equipamentos de transformação, conversão e acondicionamento. É transparente.

CARACTERÍSTICAS DO POLIETILENO DE BAIXA DENSIDADE LINEAR (PEBDL)

DO POLIETILENO DE BAIXA DENSIDADE LINEAR (PEBDL) Quando comparado com o PEBD, o linear apresenta maior

Quando comparado com o PEBD, o linear apresenta maiorDO POLIETILENO DE BAIXA DENSIDADE LINEAR (PEBDL) resistência à tração, perfuração, rasgamento, impacto.

resistência à tração, perfuração, rasgamento, impacto. O PEBDL apresenta maior temperatura de amolecimento, maior transparência e brilho, melhor desempenho mecânico a baixas temperaturas, melhor soldabilidade e

“hot tack”.

As aplicações do PEBDL estão voltadas em sua maioriabaixas temperaturas, melhor soldabilidade e “hot tack”. para filmes esticáveis e encolhíveis para envolver

para filmes esticáveis e encolhíveis para envolver paletes, sacolas de supermercados, sacolas para produtos pesados

e tampas injetadas para produtos com alto teor de

gordura.

Uma das utilizações de maior volume é em filmes encolhíveis para embalagens tipo “multipacks” e em encolhíveis para embalagens tipo “multipacks” e em

misturas (blendas) com PEBD.

CARACTERÍSTICAS DO POLIETILENO DE ALTA DENSIDADE
CARACTERÍSTICAS DO POLIETILENO DE
ALTA DENSIDADE

A maioria das boas características do PEAD deriva do seu elevado grau de cristalinidade (aproximadamente 90%), que confere menor transparência ao plástico.CARACTERÍSTICAS DO POLIETILENO DE ALTA DENSIDADE O PEAD apresenta melhores propriedades de barreira , maior

O PEAD apresenta melhores propriedades de barreira , maior temperatura de amolecimento, menor resistência ao impacto e ao melhores propriedades de barreira, maior temperatura de amolecimento, menor resistência ao impacto e ao rasgamento.

Suas aplicações em embalagens estão sobretudoamolecimento, menor resistência ao impacto e ao rasgamento. direcionadas para alimentos sensíveis à umidade, ou seja,

direcionadas para alimentos sensíveis à umidade, ou seja,

produtos desidratados, cereais para desjejum, arroz tipo “boil-in-bag” e outros.

POLIPROPILENO (PP)
POLIPROPILENO (PP)
POLIPROPILENO (PP) SINDIOSTÁTICO ISOSTÁTICO Isotático (95%)
POLIPROPILENO (PP) SINDIOSTÁTICO ISOSTÁTICO Isotático (95%)
POLIPROPILENO (PP) SINDIOSTÁTICO ISOSTÁTICO Isotático (95%)
POLIPROPILENO (PP) SINDIOSTÁTICO ISOSTÁTICO Isotático (95%)
SINDIOSTÁTICO ISOSTÁTICO
SINDIOSTÁTICO
ISOSTÁTICO

Isotático (95%)

POLIPROPILENO BIORIENTADO (BOPP)
POLIPROPILENO BIORIENTADO
(BOPP)

A biorientação ocorre no processo de produção.

A biorientação melhora as características de barreira ao vapor de água e a gases, o desempenho mecânico, a transparência e brilho (proporciona ótima superfície para

impressão), aumenta a resistência ao rasgamento no caso

de filmes e proporciona filmes perolados.

APLICAÇÕES DO POLIPROPILENO (PP)
APLICAÇÕES DO POLIPROPILENO
(PP)

Laminados de uma maneira geral para doces, biscoitos,APLICAÇÕES DO POLIPROPILENO (PP) massas, snacks , etc. Garrafas sopradas para águas minerais, sucos de frutas

massas, snacks, etc.

Garrafas sopradas para águas minerais, sucos de frutas e outras bebidas.maneira geral para doces, biscoitos, massas, snacks , etc. Embalagens coextrusadas sopradas para molhos de tomate,

Embalagens coextrusadas sopradas para molhos depara águas minerais, sucos de frutas e outras bebidas. tomate, maionese, mostarda, etc. Embalagens sopradas e

tomate, maionese, mostarda, etc.

Embalagens sopradas e biorientadas para diversos segmentos de produtos desidratados.sopradas para molhos de tomate, maionese, mostarda, etc. Embalagens termoformadas para água, margarinas,

Embalagens termoformadas para água, margarinas, condimentos, queijos, etc.para diversos segmentos de produtos desidratados. Embalagens coextrusadas termoformadas para pratos prontos e

Embalagens coextrusadas termoformadas para pratosdesidratados. Embalagens termoformadas para água, margarinas, condimentos, queijos, etc. prontos e tampas injetadas.

prontos e tampas injetadas.

POLIESTIRENO (PS)
POLIESTIRENO (PS)
POLIESTIRENO (PS) Tipos: • Poliestireno comum • Poliestireno alto impacto • Poliestireno expandido •
POLIESTIRENO (PS) Tipos: • Poliestireno comum • Poliestireno alto impacto • Poliestireno expandido •

Tipos:

Poliestireno comum

Poliestireno alto impacto

Poliestireno expandido

Poliestireno cristal

POLIESTIRENO

O monômero residual de

ou

copolímero pode provocar

problemas de alteração de sabor

em produtos acondicionados (“off-

estireno no

polímero

flavour”).

Poliestireno Cristal
Poliestireno Cristal
Poliestireno Cristal O tipo PS cristal é um homopolímero que apresenta alta rigidez e transparência e

O tipo PS cristal é um homopolímero que apresenta

alta rigidez e transparência e baixa resistência ao

impacto(quebradiço).

Esse

tipo

é

mais

utilizado

como

janelas

em

embalagens e copos para aviação. (atático)

Poliestireno de Alto Impacto
Poliestireno de Alto Impacto
Poliestireno de Alto Impacto O PS de alto impacto é um copolímero de estireno com o

O PS de alto impacto é um copolímero de estireno com o butadieno. Apresenta maior resistência ao impacto e menor rigidez. É opaco, possui alta permeabilidade a gases e ao vapor de água e baixa resistência térmica.

As aplicações do PS de alto impacto são em bandejas

termoformadas para alimentos congelados e biscoitos e em

embalagens termoformadas para água, iogurte, queijo, manteiga e outros.

Poliestireno Expandido
Poliestireno Expandido
Poliestireno Expandido Na fabricação do PS expandido aplica-se um agente expansor (éter, hexano). Trata-se do

Na fabricação do PS expandido aplica-se um agente expansor (éter, hexano). Trata-se do conhecido isopor, que apresenta elevada resistência ao impacto. É leve, não poroso, de baixa condutividade térmica, quimicamente inerte, resistente a óleos, gorduras, água e ácidos.

As aplicações do PS expandido são mais significativas em bandejas para carnes frescas e congeladas e para frutas, legumes, verduras, etc. Uma importante utilização é em embalagem para ovos, acolchoamento, isolante térmico e em embalagens descartáveis em geral.

POLI(VINILCLORETO)-PVC

Os polímeros obtidos a partir de derivados do eteno ou etileno contendo o radical vinil H 2 C=CH· são chamados de polímeros vinílicos.

Suas propriedades dependem da formulação, ou seja, da presença de plastificantes, estabilizantes, modificadores de impacto e outros aditivos.

O PVC plastificado apresenta alto teor de plastificantes, boas

propriedades a baixas temperaturas,baixa resistência química e baixa propriedade de barreira.

APLICAÇÕES DO PVC

As aplicações do PVC são em embalagens termoformadas

(“blisters”) para água, geléia, doces em pasta, etc. Em forma

de frascos e garrafas para água, óleo vegetal, maionese, vinagre e outros.

Na forma de filmes para envoltórios de balas e doces, janelas de cartuchos.

Outra importante utilização é em filmes encolhíveis e

esticáveis, este último para frutas, carnes,queijos, vegetais e outros.

POLI(VINIL) CLORETO -PVC

POLI(VINIL) CLORETO -PVC
POLI(VINIL) CLORETO -PVC

POLI(CLORETO DE VINILIDENO) - PVdC

O PVdC é dito polimero vinilidênico, pois são obtidos, a partir do eteno ou etileno contendo o radical vinilideno ( duas valências livres no mesmo átomo de carbono) H 2 C=C:

Possui alta barreira a gases,vapores e aromas. Apresenta boa capacidade de termoselagem de retração quando exposto ao calor.

POLI(CLORETO DE VINILIDENO)-

PVdC

Cl
Cl

APLICAÇÕES DO PVdC

É utilizado como revestimento em outros filmes plásticos para

melhorar a barreira a gases e vapores. Em geral, seu uso como

embalagens é na forma de copolímeros com o cloreto de vinila em diferentes %, dependendo da aplicação, geralmente 13% de cloreto de vinilideno e 20% de cloreto de vinila

Em graus especiais possui ótimo encolhimento, filme conhecido como SARAN , nesse caso, utilizado em embalagens tipo “cry-o-vac”.

Possui fortes características de termosoldabilidade. Sua aplicação é em filmes coextrusados para queijos, carnes, aves e outros. Em

bandejas

coextrusadas para uso em pratos prontos.

POLIAMIDAS

NYLON

Os polímeros sintéticos termoplásticos caracterizados pelo nome de poliamidas são conhecidos como náilons (NYLON) . Pode se obtida por 2 processos:

Polímero resultante da condensação do 1,6-diamino hexano com o ácido adípico. Por exemplo, o composto chamado de náilon 6,6 que deriva do número de átomos de carbono iguais nos reagentes.

Poliamidas preparadas pela condensação de certos tipos de aminoácidos. As poliamidas preparadas por este método são designadas com um único número, que deriva do número de átomos de carbono do aminoácido. Por exemplo, o náilon 6.

NYLON 6,6

NYLON 6,6 +
NYLON 6,6 +

+

NYLON 6,6 +
NYLON 6
NYLON 6

NYLON 6

NYLON 6

APLICAÇÕES DO NYLON

Possuem baixa barreira ao vapor de água, alterando suas propriedades de barreira a gases e a resistência mecânica. Possuem elevada barreira a gases, resiste a altas temperaturas, superior a 140°C, a baixas temperaturas, ótimas propriedades mecânicas: tração e impacto. Boa resistência a óleos e gorduras, boa resistência química, não

solda com calor.

NYLON MXD6

Possui características particulares de maior barreira ao oxigênio que nylon 6, PET e o copolímero de etileno com álcool vinílico (EVOH), menor sensibilidade ao vapor de água que o EVOH.

Antimicrobiano

POLIESTER

Poliéster é o nome usado para descrever um grupo de materiais que se obtem por meio de uma reação de condensação.

Polietelieno tereftalato -PET

Policarbonato

POLIETILENO TEREFTALATO (PET OR

PETE) :

Ácido tereftálico + etileno glicol

TEREFTALATO (PET OR PETE) : Ácido tereftálico + etileno glicol polietileno tereftalato + metanol (CH 3

polietileno tereftalato + metanol (CH 3 OH)

TEREFTALATO (PET OR PETE) : Ácido tereftálico + etileno glicol polietileno tereftalato + metanol (CH 3
TEREFTALATO (PET OR PETE) : Ácido tereftálico + etileno glicol polietileno tereftalato + metanol (CH 3

APLICAÇÕES DO PET

Os filmes de PET, possuem boa transparência, brilho, boa

resistência à perfuração, boa rigidez, resistência química e à

gordura. Apresenta boa barreira a gases e aromas, baixa barreira

vapor de água, boa estabilidade térmica (faixa entre 70 a 150°C ). Utilizado em “boil-in-bag”.

ao

Pode ser aplicado nos processos de coextrusão e revestimentos para melhorar a barreira e a característica de termoselagem.

A metalização do filme de PET melhora significativamente a barreira a gases, vapores e aromas. Aplicado para café, biscoitos,

laminados flexíveis esterilizáveis, bag-in-box.

APLICAÇÕES DO PET

A utilização mais significativa da resina de PET semicristalina é no

processo de injeção-estiramento- sopro de garrafas de diferentes volumes para o segmento de bebidas carbonatadas, águas minerais, óleos comestíveis, molhos, temperos.

Embalagens termoformadas utiliza-se o CPET que é o PET cristalizado. A cristalização do PET é cerca de 28 a 30%, proporciona excelente

resistênciaa óleos e gorduras e resistência térmica na faixa de 40 a

220°C. Suas aplicações estão voltadas para bandejas e potes para uso em forno de microondas e convencional.

CERVEJA EM GARRAFA PET SUÉCIA

CERVEJA EM GARRAFA PET SUÉCIA
CERVEJA EM GARRAFA PET SUÉCIA
CERVEJA EM GARRAFA PET SUÉCIA

POLIESTER-FORMAÇÃO DO

POLICARBONATO

POLIESTER-FORMAÇÃO DO POLICARBONATO

APLICAÇÕES DO POLICARBONATO

É um plástico inerte, de baixo peso e elevada resistência mecânica. As aplicações ocorrem em garrafões para águas minerais e frascos e potes. São de fácil limpeza e

durabilidade

como embalagem retornável.

Outras aplicações são em mamadeiras infantis pela

resistência ao calor e frascos, potes recipientes, pratos e utensílios domésticos, seringas, aplicadores automáticos,etc.

COPOLÍMERO ETILENO VINIL ÁLCOOL-

EVOH

O EVOH é um copolímero originado da reação entre os compostos etileno (H 2 C=CH 2 ) e álcool vinílico (H 2 C=CHOH).

As características do EVOH variam de acordo com as quantidades

relativas de seus dois componentes. À medida que aumenta a %

de etileno, ocorre aumento de permeabilidade e a barreira é menos afetada pela umidade. É uma excelente barreira a gases, aromas e solventes

O EVOH possui baixa aderência a poliolefinas que são apolares. necessitando de adesivos, exceto com as poliamidas.

APLICAÇÕES DO EVOH

As aplicações da resina de EVOH basicamente são em filmes

coextrusados para carnes e produtos de carne; em bandejas coextrusadas para pratos prontos e garrafas coextrusadas para diversas aplicações, tais como: molhos, maionese, sucos

de frutas, geléias, bebidas carbonatadas e cervejas.

Cerca de 80% da resina de EVOH é utilizada em combinação com PE e PP, por ser hidrofílico .

COPOLÍMERO ETILENO VINIL ACETATO

O copolímero de EVA é um termoplástico resultante da reação entre os compostos etileno ( -CH=CH-) e acetato de vinila (-OOC-CH3). As propriedades variam em função da porcentagem de cada composto na estrutura do copolímero.

COPOLÍMERO ETILENO VINIL ACETATO

Quando a porcentagem de acetato de vinila varia, temos as seguintes situações:

1. Porcentagem menor ou igual a 5% - Utiliza-se para filmes finos que apresentam maior transparência e resistência mecânica

moderada;

2. Para porcentagens entre 6 e 12% - Melhora as propriedades de resistência ao impacto, as propriedades a baixas temperaturas e

desempenho como filme esticável;

3. Porcentagens de 15-18% - Uso em filmes termoselantes para estruturas coextrusadas e blendas (mistura de polímeros).

4. Para porcentagens entre 18-30% - O emprego da resina é como adesivos.

APLICAÇÕES ETILENO VINIL

ACETATO

A aplicação do copolímero de EVA mais importante é em filmes

termoselantes em estruturas coextrusadas (embalagens à vácuo, produtos congelados, “bag-in-box”); filmes esticáveis e adesivos para a formulação de “hot melts”.

As propriedades de barreira dos copolímeros de EVA são mais pobres quando comparadas com o PEBD.

O uso como revestimentos termoselantes é crescente, tendo em vista o mercado de embalagens flexíveis para alimentos

congelados, sorvetes, manteiga e margarina.

IONÔMEROS

IONÔMEROS

COPOLÍMERO SURLYN

Copolímeros de etileno e ácido metacrílico com sódio e zinco, formando ligações iônicas entre as cadeias, são chamados de ionômeros.

O nome comercial do ionômero mais comum para utilização em

embalagens é o SURLYN ® ( DU PONT).

Apresenta excelentes características de termoselagem, boas

propriedades mecânicas, excelente resistência química, resistência

a óleos e gorduras (superior ao PEBD), excelente transparência e boas características de adesão a outros termoplásticos.

COPOLÍMERO SURLYN

Suas aplicações estão voltadas para filmes termoselantes e em

laminados flexíveis para embalagens tetrapak, especialmente nos laminados para sucos de laranja.

Uma das propriedades importantes do ionômero é a ampla faixa de termoselagem e a maior resistência da solda, porque apresenta baixa temperatura de selagem. Essa característica é

importante na embalagem de muitos produtos pesados e

volumosos, onde as tensões na área de selagem são maiores durante o envase.

PLÁSTICOS EM CONTATO COM OS

ALIMENTOS

PLÁSTICOS EM CONTATO COM OS ALIMENTOS

MIGRAÇÃO E SCALPING

MONÔMEROS - da embalagem p ara o produto monômeros, plastificantes

SCALPING- do produto apra a embalagem flavor, substâncias aromáticas

MIGRAÇÃO GLOBAL

Simulante

Relação volume simulante/área

Limite máximo migração global: 50 mg/kg ou 8 mg/dm 2

Tolerância:10%

CLASSIFICAÇÃO DE ALIMENTOS

Tipo I:

alimentos aquosos não ácidos (pH > 5);

Tipo II:

alimentos aquosos ácidos (pH <5);

Tipo III:

a. alimentos aquosos não ácidos contendo óleo ou gordura;

b. alimentos aquosos ácidos contendo óleo ou gordura;

Tipo IV:

alimentos oleosos ou gordurosos;

Tipo V :

alimentos alcoólicos (conteúdo em álcool superior a 5%

Tipo VI:

(v/v); alimentos sólidos secos ou de ação extrativa pouco significativa.

SIMULANTE

A

SIMULANTE

B

SIMULANTE

C

SIMULANTE

D

SIMULANTES

água destilada

solução de ácido acético em água destilada a

3%(m/v)

solução de etanol em água destilada a 15% ou na

concentração mais próxima da real de uso

azeite de oliva refinado; n-heptano (1)

TIPO DE ALIMENTO X SIMULANTE

ALIMENTO

SIMULANTE

TIPO I

A

TIPO II

B

TIPO IIIa

A,D

TIPO IIIb

B,D

TIPO IV

D

TIPO V

C

TIPO VI

Nenhum, ou ocasionalmente A, B, C ou D,

dependendo do tipo de alimento.

TESTES DE MIGRAÇÃO

   

CONDIÇÕES DE ENSAIO

 
 

CONDIÇÕES DE

Simulante A

Simulante B

Simulante C

 

Simulante D

CONTATO NO USO REAL

Água destilada

Ácido acético a

Etanol a 15%

Heptano**

Azeite de Oliva *

 

3%

A. Conservação

         

(contato prolongado, t >

24h)

T

< 5 ºC

5 ºC/10 dias 40 ºC/10 dias

5 ºC/10 dias 40 ºC/10 dias

5 ºC/10 dias 40 ºC/10 dias

5 ºC/30 min

5 ºC/10 dias

5 ºC < T < 40 ºC

20

ºC/30 min

40 ºC/10 dias

B.

Contato Momentâneo

         

(2h < t < 24h)

40 ºC/24h

40 ºC/24h

40 ºC/24h

20 ºC/15 min

40 ºC/24h

à

temperatura ambiente

C.

Contato momentâneo

         

(t < 2h)

40

ºC/2h

40

ºC/2h

40

ºC/2h

20

ºC/15 min

40

ºC/2h

à temperatura ambiente

         

D.

Elaboração

         

40 ºC < T = 80 ºC 80 ºC < T = 100 ºC

80

ºC/2h

80

ºC/2h

80

ºC/2h

40

ºC/15 min

80

ºC/2h

100

ºC/30 min

100

ºC/30 min

 

50

ºC/15 min

100

ºC/30 min

T

> 100 ºC

120

ºC/30 min

120

ºC/30 min

60

ºC/15 min

120

ºC/30 min

PS

Bisphenol A

Formados em garrafas de PC quando são lavadas

(detergentes, sanitizantes) e, ou aquecidas;

Perigo: similar ao hormônio estrogênio (câncer).

quando são lavadas (detergentes, sanitizantes) e, ou aquecidas; • Perigo: similar ao hormônio estrogênio (câncer).
Bisphenol A a) Mamadeiras contendo suco de maçã, temperatura de refrigeração (5 o C)/72 horas

Bisphenol A

a) Mamadeiras contendo suco de maçã, temperatura de refrigeração (5

o C)/72 horas : nenhuma detecção ( limite de detecção : 100 ppb)

b) Pedaços do policarbonato foram imersos em álcool (10%) , aquecido a

121 0 C/30 e refrigerado ( 5 O C/72 horas): 0.002 micrograms BPA/cm 2 foi

observado. Os autores calcularam que seria equiavelente a um nível de 2

ppb.

c) Dentro do limite de detecção d e 2 ppb, nenhuma migração ou

hidrólise foi detectada.

Biles, J.A., T.P. McNeal, T.H. Begley and H.C. Hollifield, 1997, Journal of Agricultural and Food Chemistry, vol. 45, pages 3541-

3544

Situação do Bisfenol A

2011 - Janeiro: A Comissão Europeia publica a Directiva que proíbe o uso

do BPA nos mamadeiras princípio da preocupação (provisório)

2011 - Março: A China propõe banir o BPA. (provisório)

2011 - Abril: Publicação de um estudo da Sociedade Alemã de Toxicologia.

conclui que, de acordo com os dados actualmente disponíveis, a exposição

ao BPA não representa riscos para a saúde humana, incluindo recém-

nascidos e bebés

2011 - Junho: Piracicaba é primeira cidade do Brasil a proibir o bisfenol-A.