Você está na página 1de 62

COPYRIGHT 2012, Associação Brasileira de Cimento Portland

Todos os direitos de reprodução ou tradução reservados pela Associação Brasileira de Cimento Portland.

Autor: Alberto Casado Lordsleem Júnior

Coordenação geral: Eng. Glécia Vieira (ABCP)

Coordenação técnica: Eng. Michelli G. Silvestre (ABCP)

Colaboração: Eng. Cláudio Oliveira (ABCP)

Eng. Gabriela Saraiva (ABCP-BA)

Eng. Luiza Neves (Comunidade da Construção-PE)

Eng. Rubia Sousa (Comunidade da Construção-PE)

Eng. Emanuelle Pontes (ABCP-PE)

Comunidade da Construção – BA

Revisão: Cidadela Comunicação

Capa e projeto gráfico: Victrine Comunicação e Marketing

Impressão: Cill Press

Victrine Comunicação e Marketing Impressão: Cill Press Endereço para correspondência: Associação Brasileira de

Endereço para correspondência:

Associação Brasileira de Cimento Portland

Av. Torres de Oliveira, 76 – CEP 05347-902 Jaguaré, São Paulo/ SP

Tel./ Fax: 11 3760-5300

e-mail: publicacoes@abcp.org.br | www.abcp.org.br

3
3

Conheça a Comunidade da Construção

A Comunidade da Construção é um movimento nacional que busca integrar a cadeia produtiva com o objetivo de melhorar a competitividade e desempenho dos sistemas construtivos à base de cimento que constituem a maioria das edificações construídas no país.

Ela reúne construtoras, fabricantes de ma- teriais, projetistas, prestadores de serviço, universidades, entidades e consultores. Lan- çada pela Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) em 2002, a Comunidade da Construção conta com participação dos Sin- duscons nas cidades onde atua.

Missão

Fortalecer técnica e gerencialmente os siste- mas à base de cimento, enfatizando a produ- tividade, a qualidade e a tecnologia.

Ações

Capacitar os agentes da cadeia produtiva, promover a troca de experiências, organizar e divulgar o conhecimento e os resultados obtidos.

Atuação em 13 polos:

Belo Horizonte

Brasília

Curitiba

Fortaleza

Goiânia

Natal

Porto Alegre

Recife

Rio de Janeiro

Salvador

São Paulo

Vale do Paraíba

Vitória

5
5

1

Introdução

08

2 A racionalização das vedações verticais em alvenaria

3 Alvenaria de vedação tradicional x racionalizada

4 A alvenaria de vedação com blocos de concreto

4.1 Argamassa de assentamento

4.2 Bloco de concreto

4.3 Recebimento e armazenamento

4.4 Processamento e transporte

5 Projeto para produção

5.1 Desenvolvimento do projeto para produção da alvenaria de vedação

5.2 Elementos do projeto para produção da alvenaria de vedação

5.2.1 Plantas de marcação de 1ª e 2ª fiadas e de modulação vertical

5.2.2 Plantas de passagens de elétrica e hidrossanitária

5.2.3 Caderno de elevações

5.2.4 Caderno de detalhes construtivos

5.2.5 Quantificação de elementos

5.2.6 Planta de logística

Quantificação de elementos 5.2.6 Planta de logística 6 Preparação da execução 6.1 Diretrizes para a

6 Preparação da execução

6.1 Diretrizes para a organização da documentação

6.2 Diretrizes para a organização do processo de projeto

6.3 Diretrizes para a organização do processo de suprimentos

6.4 Diretrizes para a organização do processo de recursos humanos

6.5 Diretrizes para a organização do processo de produção

7 Método construtivo

7.1 Condições de segurança

7.2 Preparação para o início dos serviços

7.2.1 Verificação Preliminar

7.2.2 Limpeza do pavimento

7.2.3 Preparo de Estrutura

7.2.4 Eixos de referência

7.3 Locação da 1ª fiada

7.4

7.5

Elevação

Fixação

8 Controle da qualidade da execução

9 Monitoramento de indicadores

9.1 Perda de blocos

9.2 Perda de argamassa industrializada

9.3 Produtividade da mão-de-obra

10 Bibliografia

Anexos

10

12

14

15

15

16

18

20

21

22

22

23

24

25

25

25

26

27

27

28

28

29

30

31

31

31

33

33

33

34

36

37

40

44

45

46

47

50

52

7
7

A s recentes transformações da cons-

trução aliadas à necessidade de racionali- zação dos métodos construtivos têm exigido a atenção permanente de todo o meio técnico para as boas práticas da engenharia, visando principalmente garantir a qualidade, o desem- penho, os prazos e a melhor relação custo/

benefício dos empreendimentos.

Esta publicação foi desenvolvida dentro desse contexto, objetivando promover a capaci- tação técnica em alvenaria de vedação com blocos de concreto por meio da apresentação das principais ações necessárias voltadas à racionalização da tecnologia construtiva.

Inicialmente, são destacadas as funções de- sempenhadas pelas vedações verticais e a sua influência no desempenho da edificação para, logo em seguida, estabelecer as característi- cas que distinguem as alvenarias de vedação tradicional e racionalizada. Na sequência, apresentam-se os componentes básicos para

a produção das alvenarias de vedação, res-

saltando-se a normalização pertinente à arga-

massa de assentamento e ao bloco de con- creto; além do recebimento, armazenamento, processamento e transporte.

O projeto para produção é descrito detalhada-

mente visando facilitar o entendimento dos ele- mentos constituintes e a aplicação em obra. Destacam-se as plantas de 1ª e 2ª fiadas, a modulação vertical, as plantas de passagens elétricas e hidrossanitárias, os cadernos de ele- vações e de detalhes construtivos; além do quantitativo, através do qual se tem elemen- tos da alvenaria para a aquisição e a organi- zação da logística do canteiro.

Visando orientar mais racionalmente a tran- sição entre o projeto para produção e a reali- zação do serviço em obra, são apresentadas

as diretrizes mais importantes concernentes à

preparação da execução.

A sequência e o controle da qualidade de

execução da alvenaria de vedação racionali- zada com blocos de concreto são amplamente ilustrados, garantindo a melhor compreensão

dos detalhes a serem observados durante a produção do serviço.

Finalmente, são descritas as metodologias para o monitoramento de indicadores de per- das de blocos e argamassa, assim como da produtividade da mão-de-obra. Espera-se as- sim, contribuir com a capacitação dos envolvi- dos com a execução da alvenaria de vedação com blocos de concreto, promovendo a dis- seminação do conhecimento.

Prof. Dr. Alberto Casado Lordsleem Jr.

Recife, junho de 2012

9
9

A vedação vertical pode ser entendida

como sendo um subsistema do edifício cons- tituído por elementos que compartimentam e definem os ambientes internos, controlando a ação de agentes indesejáveis, entre os quais:

intrusos, animais, vento, poeira e ruído.

Além das funções citadas acima, as vedações verticais servem também de suporte e pro- teção para as instalações do edifício, quando embutidas, e criam as condições de habitabi- lidade para o edifício.

Fazem parte das vedações verticais as paredes, as esquadrias e os revestimentos.

Fazem parte das vedações verticais as paredes, as esquadrias e os revestimentos.

As paredes de alvenaria empregadas apenas com a função de vedação, portanto não di- mensionadas para resistir a cargas além de seu peso próprio, são denominadas de vedação. São exemplos deste tipo as paredes de alve- naria utilizadas para o fechamento de vãos da

maioria dos edifícios construídos pelo proces-

so

construtivo tradicional, ou seja, aquele que

se

caracteriza pelo emprego de estrutura re-

ticulada de concreto armado moldada no local

com fôrmas de madeira e vedações de blocos cerâmicos ou de concreto, comuns na maioria das cidades brasileiras.

A racionalização da construção, particular-

mente através das alvenarias de vedação do edifício, pode significar um diferencial relevante para que as empresas alcancem êxito sustentável ao longo da vida útil dos empreendimentos, conforme justificam os seguintes fatos relacionados às paredes de alvenaria:

são os elementos mais frequentemente e tradicionalmente empregados na construção,

sendo muitas vezes responsáveis por parce- la expressiva do desperdício em obra;

possuem profunda relação com a ocorrên- cia de patologias: são os elementos mais susceptíveis à fissuração e, não raras ve- zes, verificam-se em edifícios concluídos ou não as recuperações das alvenarias, seja por aspectos estéticos, psicológicos ou de desempenho;

podem influenciar de 20% a 40% do custo total da obra, considerando-se as inter- relações com o conjunto das esquadrias, das impermeabilizações, das instalações elé- tricas e hidrossanitárias e dos revestimentos;

as paredes de vedação em alvenaria deter- minam grande parte do desempenho do edi- fício como um todo, por serem responsáveis pelos aspectos relativos ao conforto, à hi- giene, à saúde e à segurança de utilização.

A alvenaria racionalizada é um dos exemplos

de aplicação da racionalização às atividades

de construção ou, como é mais comum se falar, racionalização construtiva.

Entende-se por racionalização construtiva todas as ações que objetivam otimizar o uso dos recursos disponíveis na construção em

todas as suas fases. Em outras palavras, se-

ria a aplicação mais eficiente dos recursos em

todas as atividades que se desenvolvem para

a

construção do edifício.

O

desenvolvimento da alvenaria dita “racio-

nalizada” se deu em contraponto à alvenaria empregada até então, denominada de “tradi- cional”. Ambas são caracterizadas a seguir.

11
11

A figura 1 reúne as principais caracterís-

ticas que diferenciam a alvenaria de vedação

tradicional daquela racionalizada.

Alvenaria

X

Alvenaria

TRADICIONAL

RACIONALIZADA

Soluções no canteiro

 

Projeto para produção

Elevados

Padronização

desperdícios

da execução

Ausência de fiscalização

Controle da qualidade

Deficiente padronização

Treinamento contínuo

Ausência

Responsabilidades

de planejamento

 

definidas

 

Figura 1: Características das alvenarias de vedação tradicional e racionalizada

A seguir, nas figuras 2, 3, 4 e 5 são ilustrados

alguns dos problemas que podem ser evitados

quando do emprego da alvenaria de vedação

racionalizada.

quando do emprego da alvenaria de vedação racionalizada. a) tradicional b) racionalizada Figura 2: Alvenaria de

a) tradicional

b) racionalizada

Figura 2: Alvenaria de vedação: desperdícios e sub- módulos do bloco

SEGUE PELA LAJE 9 9 4 19 9 19 19 4 19 19 V92 4
SEGUE PELA LAJE
9
9 4
19
9
19
19
4
19
19
V92
4
19
4
4
19
4
19
9
4
VER DT. 03
4
4
9
4
19
4
4
4
9
4
19
4
INTT
M+INT
4
4
9
4
19
4
4
4
9
4
19
4
4
4
68
37
18
PAR 116
PAR 117
PAR 87A
PAREDE 31
12439214
218
38 12228

a) tradicional

b) racionalizada

Figura 3: Alvenaria de vedação: soluções e projeto para produção da alvenaria

vedação: soluções e projeto para produção da alvenaria a) tradicional b) racionalizada Figura 4: Alvenaria de

a) tradicional

b) racionalizada

Figura 4: Alvenaria de vedação: qualidade dos materiais e da execução

de vedação: qualidade dos materiais e da execução a) tradicional b) racionalizada Figura 5: Alvenaria de

a) tradicional

b) racionalizada

Figura 5: Alvenaria de vedação: soluções para as insta- lações elétricas

Como ilustrado nas figuras 1 a 5, o emprego

da alvenaria de vedação racionalizada reúne

diversos benefícios em termos de qualidade,

desempenho, prazo e custo/benefício, cujas

principais ações necessárias para se alcançar

esses resultados são destacadas nos capítu-

los seguintes.

13
13

À aplicação do conceito de racionali-

zação construtiva à alvenaria de vedação deu-

se o nome de alvenaria de vedação racionali-

zada, o que se pode entender por todas as

ações que objetivam otimizar o uso de todos

os recursos envolvidos com a produção das

alvenarias de vedação, desde a concepção do

empreendimento até a utilização.

A seguir, são apresentados os principais

componentes constituintes da alvenaria de vedação racionalizada com blocos de con- creto, além dos cuidados relativos ao rece- bimento, armazenamento, processamento e transporte dos mesmos.

4.1 Argamassa de assentamento

A argamassa para assentamento de blocos de

concreto na alvenaria de vedação deve seguir

a recomendação do projetista, sendo a arga-

massa industrializada a mais recomendada, pois é um produto mais uniforme e homogê- neo (figura 6).

pois é um produto mais uniforme e homogê- neo (figura 6). Figura 6: Argamassa industrializada em

Figura 6: Argamassa industrializada em sacos

A aquisição de argamassa industrializada

deve atender pelo menos às especificações constantes na tabela 1.

As

argamassas industrializadas são entregues

na

obra em sacos ou a granel, devendo ser

misturadas em equipamentos apropriados.

O tipo de misturador, o tempo de mistura e a

quantidade de água a ser adicionada devem ser os especificados pelo fabricante.

Tabela 1: Especificação de argamassa industrializada

Material

Especificação

 

Identificação (resistência

à compressão aos 28 dias, capacidade de retenção de água, teor de ar incorporado)

Argamassa

Industrializada

Tipo (assentamento)

Outras condições

específicas (cor, local de aplicação, avisos, atendi- mento à norma, laudo)

As argamassas industrializadas para assentamento devem atender às dis- posições da norma da ABNT NBR

As argamassas industrializadas para assentamento devem atender às dis- posições da norma da ABNT NBR 13281 – Argamassa industrializada para assen- tamento de paredes e revestimentos de paredes e tetos – Requisitos.

4.2 Bloco de concreto

O bloco de concreto é um componente indus-

trializado, produzido em equipamentos que realizam a vibração e prensagem do concreto utilizado na sua fabricação (figura 7).

realizam a vibração e prensagem do concreto utilizado na sua fabricação (figura 7). Figura 7: Blocos

Figura 7: Blocos de concreto

15
15

Tabela 2: Especificação de bloco de concreto para vedação

Material

Especificação

 

Local da entrega

Classe D

Bloco de

Resistência característica à compresão (fbk ≥2,0 MPa)

Concreto

Dimensões

Absorção ≤ 10%

Outras condições específicas

(aparente ou não, paletizado ou não, formato especial), avisos, atendimen- to à norma, laudo, absorção, retração na secagem

Os principais blocos de concreto sem função

estrutural atualmente comercializados apre-

sentam as dimensões descritas na tabela 3.

Tabela 3: Principais famílias de blocos de concreto Dimensões (mm) Designação Alt. Larg. Compr. Amarração
Tabela 3: Principais famílias de blocos de concreto
Dimensões (mm)
Designação
Alt.
Larg.
Compr.
Amarração
Módulo M-20
390
190
(largura nominal
190
190
90
de 20 cm)
40
390
340
(em L)
190
Módulo M-15
90
540
(em T)
(largura nominal
140
190
40
de 15 cm)
290
440
(em T)
140
390
190
90
40
Módulo M-10
(largura nominal
90
190
290
190
290
(em T)
de 10 cm)
90
190
290
(em T)
90
Os blocos de concreto simples para alvenaria de vedação devem cumprir as disposições da norma

Os blocos de concreto simples para

alvenaria de vedação devem cumprir as

disposições da norma da ABNT NBR

6136 – Blocos vazados de concreto sim-

ples para alvenaria – Requisitos.

16
16

4.3 Recebimento e armazenamento

Os componentes devem passar por um pro-

cesso de verificação antes de sua liberação

para a produção, conforme ilustra a tabela 4.

Tabela 4: Verificações no recebimento de blocos de con- creto e argamassa industrializada

Aspecto Geral 100% dos blocos não devem apresentar trincas, fraturas, arestas irregulares ou qualquer outro
Aspecto Geral
100% dos blocos não devem
apresentar trincas, fraturas,
arestas irregulares ou qualquer
outro defeito. Segregar as
peças defeituosas.
±
2 mm de tolerância em
relação à largura, ± 3 mm de
tolerância em relação à altura
Dimensão mé-
dia dos blocos
e ao comprimento (tolerância
relativa à medida individual
dos blocos, com paquímetro).
A
medição corresponde à
média das dimensões através
da disposição dos blocos
dispostos em fila. Rejeitar o
lote em caso contrário.
Os ensaios de resistência à
compressão e absorção de
água devem ser realizados
por laboratório de controle
tecnológico contratado para
Resistência à
cada lote de compra de acor-
do com a norma NBR 6136.
compressão,
O
critério de aceitação deve
retração e
seguir esta mesma norma. A
absorção
aceitação ou rejeição deve
ser informada pelo labo-
ratório contratado.
O
ensaio de retração dos
blocos deve ser solicitado ao
fabricante não necessitando
ensaiar a cada lote.
O
lote entregue na obra deverá
Aspecto Geral
ser aceito se os sacos não
estiverem rasgados, molhados
ou manchados ou com prazo
de validade vencido.
Resistência à
compressão e à
tração, retenção
de água, teor de
ar incorporado,
capilaridade,
densidade e
aderência
O
laudo de ensaio deve com-
provar a conformidade do
produto em relação à norma
NBR 13281.
Argamassa
industrializada
Componente
Bloco de Concreto
para assentamento
Verificação
Descrição

O tamanho da amostra deve ser aquele es-

pecificado pelas normas técnicas pertinentes.

As principais verificações dimensionais são

ilustradas na figura 8.

verificações dimensionais são ilustradas na figura 8. a) largura b) altura c) comprimento Figura 8:

a) largura

dimensionais são ilustradas na figura 8. a) largura b) altura c) comprimento Figura 8: Verificações

b) altura

são ilustradas na figura 8. a) largura b) altura c) comprimento Figura 8: Verificações dimensionais de

c) comprimento

Figura 8: Verificações dimensionais de blocos de con- creto

Os materiais devem ser armazenados de acordo

com recomendações constantes na tabela 5.

Tabela 5: Orientações para o armazenamento de blocos de concreto e argamassa industrializada

Orientações de armazenamento e manuseio • Armazenar os blocos sobre terreno plano e separados por
Orientações de
armazenamento
e manuseio
• Armazenar os blocos sobre terreno plano
e separados por tipo, sem contato direto
com o solo, por meio de um lastro de brita
ou qualquer outro material semelhante.
• Em caso de chuva intensa cobrir as pilhas
com lonas plásticas.
• No caso de recebimento de blocos pale-
tizados, somente é permitido o empilha-
mento máximo de dois paletes.
• Pilhas não superiores a 7 fiadas ou até
1,50m ou conforme orientação do for-
necedor.
• Local apropriado para evitar ação da água
ou umidade, extravio ou roubo, sobre
estrado de madeira (pontaletes e tábuas
ou chapas de compensado).
• As pilhas não devem ter contato com as
paredes do depósito.
• Garantir que os sacos mais velhos
sejam utilizados antes dos sacos recém-
entregues, atentando para que nunca se
ultrapasse a data de validade do produto
(na embalagem).
• Separar por tipo de material.
• Em regiões litorâneas, prever proteção
contra umidade, cobrindo-se o lote com
uma lona plástica (não hermeticamente),
para garantir a durabilidade.
• Armazenamento de argamassa indus-
trializada para revestimento em pilhas
de 15 sacos ou conforme orientação do
fornecedor.
17
Argamassa
industrializada
Componente
Bloco de Concreto
para assentamento

As figuras 9 e 10 ilustram o armazenamento de blocos de concreto por tipo e de argamassa industrializada.

a) minipalete

com fita

b) compensadores

c) palete

grande com

filme plástico

fita b) compensadores c) palete grande com filme plástico Figura 9: Armazenamento de blocos por tipo
fita b) compensadores c) palete grande com filme plástico Figura 9: Armazenamento de blocos por tipo
fita b) compensadores c) palete grande com filme plástico Figura 9: Armazenamento de blocos por tipo

Figura 9: Armazenamento de blocos por tipo

Figura 10: Armazena- mento de argamassa em paletes por tipo de produto.

18
18
mento de argamassa em paletes por tipo de produto. 18 4.4 Processamento e transporte As atividades

4.4 Processamento e transporte

As atividades de processamento do bloco de concreto devem ser realizadas em central de produção, local apropriado e devidamente lo- cado no canteiro de obras para o corte, quan- do necessário (figura 11).

de obras para o corte, quan- do necessário (figura 11). Figura 11: Corte de blocos para
de obras para o corte, quan- do necessário (figura 11). Figura 11: Corte de blocos para
de obras para o corte, quan- do necessário (figura 11). Figura 11: Corte de blocos para

Figura 11: Corte de blocos para a fixação de caixa de elétrica em central de produção

A figura 12 ilustra carrinhos específicos para o transporte de blocos de concreto.

carrinhos específicos para o transporte de blocos de concreto. Figura 12: Transporte de bloco com carrinho
carrinhos específicos para o transporte de blocos de concreto. Figura 12: Transporte de bloco com carrinho

Figura 12: Transporte de bloco com carrinho apropriado

5.1 Desenvolvimento do projeto para produção da alvenaria de vedação

O projeto para produção se constitui de

um conjunto de elementos de projeto elaborado

segundo características e recursos próprios da

empresa construtora, para utilização no âmbito

das atividades de produção em obra, contendo

as definições dos itens essenciais à realização

de uma atividade ou serviço e, em particular:

especificação dos detalhes e técnicas construti-

vas a serem empregados, disposição e sequên-

cia de atividades de obra e frentes de serviço e

uso e características de equipamentos.

O projeto para produção tem o propósito de

detalhar tecnicamente o produto, detalhar

todo o processo produtivo e definir indica-

dores de tolerância e de controle, subsidiando

as informações de suporte técnico e organiza-

cional da obra, tornando-se assim uma ferra-

menta de gestão da produção e da qualidade.

Deve-se destacar que o projeto para produção

contempla as decisões tomadas durante o de-

senvolvimento dos projetos, a partir do qual

foram compatibilizados os projetos de ar-

quitetura, estrutura e instalações (elétrica, hi-

dráulica, sanitária, telefonia, entre outros).

Para um melhor aproveitamento do projeto para produção ele deverá ser elaborado e voltado à

Para um melhor aproveitamento do

projeto para produção ele deverá ser

elaborado e voltado à capacidade téc-

nica da construtora e, eventualmente,

ser um canal para a introdução de ino-

vações tecnológicas.

De modo geral, as seguintes premissas de-

vem ser contempladas na elaboração do pro-

jeto para produção:

ter início simultâneo às demais especiali-

dades de projeto e com o apoio da coorde-

nação, não se constituindo em mais uma

disciplina isolada do contexto da produção;

conter elementos suficientes para orientar a

execução, definindo materiais, sequência de

execução, equipes de serviço, entre outros;

não se constituindo em mais uma disciplina

do projeto com o foco apenas no produto;

permitir uma fácil comunicação entre o pro-

jeto e a execução (obra), com linguagem

adequada e objetiva. Para tanto, recomen-

da-se o envolvimento dos agentes ligados

à fase de execução, adicionando ao projeto

considerações relativas à construtibilidade;

as definições mais conceituais dos projetos

para produção devem ocorrer em integração

com as definições do produto, ou seja, na

sua interface com os demais projetistas;

as soluções para a execução devem ser

detalhadas em integração com as decisões

tomadas pela equipe de obra quanto aos

equipamentos, frentes de serviço, gestão

do armazenamento de materiais, logística,

entre outras, podendo ser definidas segun-

do a etapa de obra, permitindo os ajustes

necessários para a devida integração com

as demais ações voltadas à produção;

desenvolver um sistema de comunicação

escritório/obra que permita que projetistas e

construtores interajam, impedindo que de-

cisões sejam tomadas de forma isolada pela

equipe de produção nos canteiros de obras.

Recomenda-se a participação dos projetistas

durante a execução (na obra) e dos respon-

sáveis pela execução nas reuniões de projeto;

implementar indicadores de qualidade de

projeto e ao processo produtivo capaz de

retroalimentar o sistema de gestão, permitin-

do a verificação da validade das soluções

de projeto, tanto do produto quanto para a

execução, visando a adoção de melhorias.

21
21
Antes de iniciar a execução da al- venaria de vedação, as equipes de produção devem

Antes de iniciar a execução da al-

venaria de vedação, as equipes de

produção devem estar familiarizadas

com o projeto para produção da alve-

naria. O projeto para produção deve es-

tar sempre à mão durante a execução

da alvenaria de vedação.

A seguir, são apresentados os principais ele-

mentos do projeto para produção da alvenaria

de vedação racionalizada.

5.2 Elementos do projeto para produção da alvenaria de vedação

5.2.1 Plantas de marcação de 1ª e 2ª fiadas

e de modulação vertical

As plantas de marcação, também denomina-

das de plantas de modulação, contêm a dis-

tribuição horizontal dos blocos nas 1ª e 2ª fi-

adas, conforme ilustra o exemplo da figura 13.

236 P11 19 19 9 4 9 30X3 5 19 9 9 9 19 19
236
P11
19 19 9
4
9
30X3 5
19
9
9
9
19 19
20
111
11
12
70
10
03
563
127
07
07
sala
APTº02
J
20 6 x 12 8
02
97
647
hall de circulação
13
14
87
5
19 9
19 4
4
9
4 4
19
19
241
04
04
01
01
19
P13
9
383
9
307
9
38X4 2
coz. e área
de serv.
P15
246
60X2 0
81
APTº01
J
01
01
19
4
19
9
9
4
19
19
9
19
03
97 x156 128
9
212
9
16
603
08
08
18
04
04
w.c.
J
66
x 68
6
77
5 5
77
70
06
14
9
4 4
4
19
4
19
9
19
542
9
9
19
445
04
04
J
sala
04
97 x106 128
19
309
243
254
01
01
qt.01
qt.02
772
04
04
193
07
07
J
116
x 12 8
05
97
J
10
6 x 12 8
07
07
04
97
20
19
4
4
9
19
9
19
P17
P18
40X2 0
40X2 0
Figura 13: Exemplo de planta de 1ª fiada
19
9
9
9
21
04
04
9
199
01
01
243
142
161
23
253
838
4 919
419
9
19
67
10
25
25
5
04
04
9
9
19
687
02
02
04
0
27
789
517
19
419
1099
292
93
161
502
04
04
687
07
07
04
04
69
9
199
19
19
30
9
199
34
25
5
9
564
9
253
04
0
07
07
19
19
419
9
8720
9
3837
419
9
1919
9
115
2
4
05
05
517
03
0
1919
07
07
19

As seguintes informações são contempladas

nessas plantas:

todas as paredes;

 

o

tipo de amarração entre paredes e com a

a

indicação de vazios, pilares e vigas da es-

estrutura;

trutura;

 
 

a

numeração das paredes;

os eixos de locação da alvenaria;

 
 

os enchimentos totais e parciais de elétrica

a

marcação horizontal de 1ª e 2ª fiadas de

e

hidráulica;

22
22

as cotas de vãos de portas e bonecas / es- paletas;

as cotas acumuladas em relação aos eixos;

os reforços e detalhes específicos da alve- naria;

a legenda da representação gráfica.

Comumente, também consta na planta de 1ª e 2ª fiadas as diversas modulações verticais existentes no pavimento, sem e com aber- turas (janelas), conforme ilustra o exemplo da figura 14.

turas (janelas), conforme ilustra o exemplo da figura 14. Figura 14: Exemplo de planta de modulação

Figura 14: Exemplo de planta de modulação vertical

5.2.2 Plantas de passagens de elétrica e hi- drossanitária

As plantas de passagens de elétrica e hidros- sanitária, também denominadas de plantas de furações, contêm a indicação e a locação de todos os pontos de elétrica e hidrossanitários que estão furando ou passando pelas vigas e/ ou lajes.

A figura 15 ilustra o exemplo de uma planta de SALA APTº02 363.9 2Ø40x(38,48) 508.4
A figura 15 ilustra o exemplo de uma planta de
SALA
APTº02
363.9
2Ø40x(38,48)
508.4
FUROS EM VIGA
343.9
ELETRODUTOS
605.7
324.4
Ø40x(38)
284.2
FUROS EM VIGA
ELETRODUTOS
TM
ANT
TM
TA
TB TB
TM
INT
4 9
4 19
444.9
77.9 3
19
13
7
P13
COZINHA E
ÁREA DE SERVIÇO
17
38X42
P15
60X20
APTº01
19
4
19
9
9
19
9
TB
WC
4 4
4
19 9
19
9
SALA
ANT
QUARTO 01
TB
QUARTO 02
548.5
TA
4 19
9
P17
P18
40X20
40X20
9
1094.5
4 919
9
9
9
9
9
199
521.5
4
419
497
487
477
457
928.9
727.5909.4
419
447
437
9
9

passagens de elétrica. Além disso, também pode ser observado na figura 15 o detalha- mento da locação de bengalas em vigas.

A locação desses pontos está associada à distribuição horizontal dos blocos, permitindo que os eletrodutos / tubos passem dentro dos furos sem quebras ou rasgos na alvenaria.

As seguintes informações são contempladas nessas plantas:

ELETRODUTO APARENTE FORRO BENGALA ALVENARIA SOB VIGA OBS: -Em pontos de elétrica onde for necessario
ELETRODUTO
APARENTE
FORRO
BENGALA
ALVENARIA
SOB VIGA
OBS:
-Em pontos de elétrica onde
for necessario furar a viga
locar bengalas para permitir
a passagem dos eletrodutos
do forro para as alvenarias.
225
70

CHAPA FIXADA NA FORMA

Detalhe de locação das "Bengalas"

Figura 15: Exemplo de planta de passagens de elétrica

e detalhe de bengalas

23
23

12439214

a

indicação de vazios, pilares e vigas da es-

todos os pontos hidrossanitários e de en-

trutura;

chimentos;

os eixos de locação de alvenaria;

a

legenda de representação.

a projeção da alvenaria (marcação de 1ª fiada);

5.2.3 Caderno de elevações

as cotas acumuladas dos pontos elétricos e hidrossanitários em relação aos eixos;

Neste caderno são encontradas as plantas de elevações de todas as paredes indicadas nas plantas de marcação, conforme ilustra a figura 16.

os pontos de elétrica e a indicação de dis- tribuição dos eletrodutos na laje;

SEGUEPELALAJE

9 4 19 9 19 19 4 19 19 V92 4 19 4 4 19
9
4
19
9
19
19
4
19
19
V92
4
19
4
4
19
4
19
9
4
4
4
9
4
19
4
4
4
9
4
19
4
INT
TM+INT
4
4
9
4
19
4
4
4
9
4
19
4
4
4
68
37
18
PAR 116
PAR 117
PAR 87A
9
218
1238228

As seguintes informações são contempladas nessas plantas:

travergas;

Figura 16: Exemplo de elevação de uma parede

o

nome / código da parede e sua espessura;

os enchimentos totais ou parciais de elé- trica e/ou hidrossanitários;

as dimensões dos vãos de estrutura e ar-

os eletrodutos, as caixas de elétrica, as

quitetura;

caixas hidrossanitárias;

os nomes das paredes com as quais faz

o

tipo de amarração entre as alvenarias e a

amarração;

estrutura e os reforços metálicos;

o

posicionamento dos blocos, vergas e con-

as juntas (de dilatação e trabalho);

24
24

os vãos e a indicação da esquadria, além das dimensões e reforços previstos para quadros elétricos e hidráulicos.

5.2.4 Caderno de detalhes construtivos

Neste caderno são encontrados os detalhes específicos e genéricos, considerando as par- ticularidades de cada projeto e processo cons- trutivo adotado.

Os seguintes detalhes construtivos são fre- quentemente encontrados no caderno:

detalhe de modulação vertical em relação à estrutura;

detalhe de modulação vertical em relação aos peitoris;

detalhe genérico de portas;

detalhes de vergas e contravergas;

detalhes de amarração (junto ao pilar, entre paredes);

detalhe de cotas de pontos elétricos e hi- drossanitários;

detalhe de enchimento de hidráulica;

quadro resumo de quantificação de elemen- tos das alvenarias (blocos, compensadores, vergas, contravergas, telas).

5.2.5 Quantificação de elementos

A quantificação de elementos das alvenarias de vedação é encontrada em planilhas especí- ficas que contemplam cada uma das pare- des numeradas nas plantas de marcação. Os seguintes elementos fazem parte do levanta- mento de quantitativos: blocos (inteiro, meio, elétrico, canaleta / calha, compensador), blo- cos elétricos, blocos cortados, telas metálicas, vergas, contravergas e áreas de paredes.

5.2.6 Planta de logística

A planta de logística contempla o fluxo (cami- nho) a ser adotado no transporte de materiais para o abastecimento do pavimento e a dis- tribuição dos paletes de blocos próximos às áreas onde será realizado o serviço de alvenaria (figura 17). O quantitativo de blocos / tipo tam- bém é apresentado na planta de logística, defi- nido conforme o plano de ataque da sequência de execução estabelecida para o pavimento.

C 9 BL BL 1 P4 04 05 10 10 C 9 1 2 B
C 9
BL
BL
1 P4
04
05
10 10
C
9
1 2 B
3
2
BL
8
P9
BL
BL
C
4
8
10
P8
8
1
1 2 B
BL
C
9
2
8
2
1
P10
2 B
1
16
P14
1 2 B
1
BL
19 BL
3
8
BL
8
P16
21
1 2 B
2
P17
Figura 17: Exemplo de planta de logística
25
2223
25
24
33
32
36

A s ações listadas a seguir, relativas à

preparação da execução da alvenaria de

vedação, objetivam orientar a transição en-

tre o projeto para produção e a realização do

serviço em obra, visando organizar e planejar

as principais atividades, definir quais os agen-

tes envolvidos e as suas responsabilidades.

A apresentação das ações está subdividida

em função dos processos de trabalho de uma

empresa construtora: documentação, projeto,

produção, recursos humanos e suprimentos.

6.1 Diretrizes para a organização da documentação

O principal agente envolvido neste processo é

o coordenador do sistema de gestão da quali-

dade - SGQ da empresa construtora, respon-

sável por controlar o desenvolvimento das

ações propostas.

As seguintes ações são recomendadas para a

organização da documentação:

apresentar todos os documentos do siste-

ma de gestão da qualidade relacionados à

alvenaria de vedação aos demais agentes

envolvidos;

disponibilizar os documentos para os de-

mais agentes, proporcionando a leitura dos

mesmos;

avaliar os documentos referentes ao pro-

cedimento de execução da alvenaria de

vedação, incluindo os materiais / equipamen-

tos, as condições para início dos serviços,

o método de execução propriamente dito

ou seja, clareza e fácil entendimento;

deixar claro de quem é a responsabili-

dade de executar e verificar o resultado do

serviço, principalmente, em caso de sub-

contratação da mão-de-obra;

alterar as documentações, caso necessário.

6.2 Diretrizes para a organização do processo de projeto

Os principais agentes envolvidos neste proces-

so são o coordenador de projetos e o projetista

da alvenaria de vedação, responsáveis por con-

trolar o desenvolvimento das ações propostas.

As seguintes ações são recomendadas para a

organização do processo de projeto:

apresentar o projeto para produção aos de-

mais agentes envolvidos;

realizar a leitura dos documentos do siste-

ma de gestão da qualidade;

apresentar o escopo do trabalho do projeto

de alvenaria aos demais agentes;

identificar as especificações disponíveis e

não disponíveis dos materiais e equipamen-

tos através do projeto para produção;

determinar prazo para atualização do pro-

jeto para produção, caso necessário;

levantar as interfaces entre o projeto para

produção e a obra;

planejar as visitas ao canteiro de obra com

(acrescentando as sugestões dos demais

o

objetivo de transmitir o que foi decidido

envolvidos) e os documentos de controle da

e

planejado àqueles que executarão o em-

qualidade da execução (acrescentando as

sugestões dos demais envolvidos);

avaliação da linguagem dos documentos,

preendimento;

acompanhar de perto a execução do pro-

jeto na obra.

27
27

6.3 Diretrizes para a organização do processo de suprimentos

Os principais agentes envolvidos neste pro-

cesso são o coordenador de suprimentos e

os fornecedores de materiais e equipamentos,

responsáveis por controlar o desenvolvimento

das ações propostas.

As seguintes ações são recomendadas para a

organização do processo de suprimentos:

realizar a leitura dos documentos do sistema

de gestão da qualidade;

apresentar aos agentes o critério de seleção

e avaliação dos fornecedores;

avaliar as especificações técnicas previstas

no projeto para produção;

levantar as especificações dos materiais da

alvenaria de vedação;

solicitar algumas amostras aos fornecedores

que serão utilizados na execução;

definir a forma de entrega dos materiais

no canteiro de obra, ou seja, como serão

descarregados;

elaborar um cronograma de aquisição dos

materiais utilizados na alvenaria;

os fornecedores devem apresentar as áreas

necessárias a serem disponibilizadas no

canteiro de obras;

definir a forma de recebimento dos materiais

utilizados na alvenaria de vedação;

definir a aprovação dos materiais recebidos;

definir a movimentação dos materiais no

canteiro de obras, de maneira a conseguir

28
28

reduzir a distância percorrida e o esforço hu-

mano;

definir as áreas para armazenamento dos

materiais;

apresentar todas as recomendações técni-

cas dos materiais e equipamentos, como,

por exemplo, da argamassa de assenta-

mento: qual o tipo de misturador, o tempo

de mistura e a quantidade de água que será

adicionada.

6.4 Diretrizes para a organização do processo de recursos humanos

Os principais agentes envolvidos neste pro-

cesso são o engenheiro residente, o coorde-

nador de obra e o representante da produção,

responsáveis por controlar o desenvolvimento

das ações propostas.

As seguintes ações são recomendadas para

a organização do processo de recursos hu-

manos:

realizar a leitura dos documentos do sistema

de gestão da qualidade;

apresentar a forma de contratação, própria

ou subcontratada, e o contrato de modo

a proporcionar um maior tempo para dis-

cussão dos itens considerados;

definir a forma de pagamento à mão-de-obra

pela execução da alvenaria;

definir uma estratégia de envolvimento, moti-

vação e capacitação dos recursos humanos,

segundo as suas características organizacio-

nais e recursos disponíveis;

estabelecer um programa de treinamento de

modo a promover um melhor conhecimento

do processo construtivo da empresa, asse-

gurando que o projeto e os serviços a serem

executados estejam em conformidade com o

que será exigido pela empresa construtora,

incluindo a definição do local, das técnicas,

métodos e ferramentas para realização do

treinamento;

efetuar o treinamento da equipe de produção.

6.5 Diretrizes para a organização do processo de produção

Os principais agentes envolvidos neste pro-

cesso são o engenheiro residente, o coorde-

nador de obra e o representante da produção,

responsáveis por controlar o desenvolvimento

das ações propostas.

As seguintes ações são recomendadas para a

organização do processo de produção:

realizar a leitura dos documentos do sistema

de gestão da qualidade;

definir a sequência de execução da alvenaria

de vedação, ou seja, quais os serviços e pra-

zos que antecederão a sua execução;

definir a sequência das atividades no pavi-

mento;

quantificar todos os materiais e equipamen-

tos utilizados na alvenaria;

verificar a disponibilidade dos equipamentos

de produção;

elaborar o projeto do canteiro, incluindo

as necessidades apresentadas por cada

agente, com relação ao acesso, descarga e

estocagem dos materiais, posicionamento

dos equipamentos e impactos ambientais,

por profissional especializado;

elaborar o cronograma físico detalhado da

execução, incluindo data de entrega de ma-

teriais, componentes e equipamentos e pe-

ríodo de execução de serviço,

apresentação e aprovação de amostra por

parte dos fornecedores;

supervisionar a previsão de compra;

determinar os responsáveis por efetuar o

controle da qualidade da execução dos

serviços e tomar as providências necessári-

as em caso de não-conformidade;

aprovar as amostras apresentadas pelos for-

necedores;

planejar as visitas do projetista de alvenaria

ao canteiro de obra;

elaborar o planejamento de distribuição dos

materiais no pavimento, baseado nos dados

de entrada;

garantir as condições de segurança, higiene

e saúde dos trabalhadores, por meio da atu-

ação do técnico de segurança, através de

sua participação no planejamento do serviço;

definir o critério que será adotado para o iní-

cio da execução da parede de alvenaria;

dimensionar as equipes de produção;

auxiliar a mão-de-obra na compreensão do

projeto para produção e dos procedimentos

executivos;

definir a forma de exposição / disponibili-

zação do projeto para produção no pavimen-

to em execução.

29
29

7.1 Condições de segurança

A s condições de segurança devem ser

verificadas sempre antes do início de qualquer

serviço nos canteiros de obras. Utilizar sem-

pre os equipamentos de proteção individual e

verificar a existência e condições dos equipa-

mentos de proteção coletiva.

As figuras 18 e 19 ilustram os cuidados a

serem respeitados com relação à segurança

no canteiro e os principais Equipamentos de

Proteção Individual – EPI do oficial pedreiro,

respectivamente.

Individual – EPI do oficial pedreiro, respectivamente. Figura 18: Riscos da falta de atenção Figura 19:

Figura 18: Riscos da falta de atenção

respectivamente. Figura 18: Riscos da falta de atenção Figura 19: Equipamentos de proteção individual Para as

Figura 19: Equipamentos de proteção individual

Para as atividades exercidas pelo oficial pe-

dreiro num canteiro de obras, os seguintes

EPI’s devem ser providenciados, quando

aplicáveis: capacete, protetor solar, protetor

auricular, cinto de segurança, capa de chuva,

óculos, máscara facial, botina com dorso me-

tálico, luva de borracha, luva de raspa e bota

de borracha.

7.2 Preparação para o início dos serviços

Ao se executar uma vedação em alvenaria,

busca-se obter uma parede que atenda ade-

quadamente aos requisitos exigidos pelas

funções que a mesma deverá desempenhar

durante sua vida útil, sem que apresente pro-

blemas patológicos.

7.2.1 Verificação Preliminar

Em outras palavras, o que se procura obter

são paredes que tenham locação, planeza,

prumo e nivelamento com tolerâncias ade-

quadas ao revestimento que será empregado,

juntas e fixação corretamente executadas e

compatíveis com o projeto.

Deve-se verificar a disponibilidade das ferra-

mentas e dos equipamentos de produção no

pavimento de trabalho, conforme ilustram a

figura 20 e a tabela 6.

Antes de efetivamente dar início à execução das paredes de alvenaria do edifício é necessário

Antes de efetivamente dar início à

execução das paredes de alvenaria do

edifício é necessário realizar um levan-

tamento das características da estrutu-

ra, visando verificar a ocorrência de

desvios no que se refere ao posiciona-

mento, alinhamento e planeza dos seus

elementos.

31
31

Recomenda-se ainda, ao dar início à produção da alvenaria, respeitar os prazos mínimos de produção da estrutura, quais sejam: concreta- gem do pavimento executada há pelo menos 45 dias, retirada total do escoramento da laje do pavimento há pelo menos 15 dias, ter sido retirado completamente o escoramento da laje do pavimento superior e a realização do cha- pisco há pelo menos 3 dias.

Na sequência, devem-se realizar as atividades de preparo da superfície da estrutura, as quais podem ser divididas em 4 etapas: a limpeza do local, a melhoria da aderência estrutura / alvenaria, a definição das galgas e a fixação das alvenarias aos pilares.

Espuma para limpeza

Linha de náilon

Colher

Luva

Protetor

Fio de prumo

Óculos

Pistola e pólvora

Andaime

Protetor Fio de prumo Óculos Pistola e pólvora Andaime Figura 20: Principais ferramentas e equipamentos básicos

Figura 20: Principais ferramentas e equipamentos básicos

Capacete

Caixa de argamassa

Bisnaga

Suporte para caixote

Escantilhão

Balde graduado

Tabela 6: Principais ferramentas e equipamentos por etapa de execução da alvenaria

Ferramentas Alvenaria e Equipamentos Marcação Elevação Colher de X X pedreiro Palheta X Bisnaga X
Ferramentas
Alvenaria
e Equipamentos
Marcação
Elevação
Colher de
X
X
pedreiro
Palheta
X
Bisnaga
X
X
Brocha
X
32

Ferramentas

Alvenaria

e Equipamentos

Marcação

Elevação

Esticador    
Esticador    
Esticador    
Esticador    

Esticador

   

de linha

X

X

Caixote

para ar-

X

gamassa

e suporte

Trena de

X

30m

Trena de

5m

X

X

Ferramentas Alvenaria e Equipamentos Marcação Elevação Nível (alemão X ou laser) Régua técnica X X
Ferramentas
Alvenaria
e Equipamentos
Marcação
Elevação
Nível
(alemão
X
ou laser)
Régua
técnica
X
X
com prumo
e nível
Esquadro
metálico
X
(60x80x100
cm)
Escantilhão
X
Cavalete /
X
Andaime

7.2.2 Limpeza do pavimento

Realizar a desobstrução, limpeza e lavagem

do pavimento, conforme a figura 21.

limpeza e lavagem do pavimento, conforme a figura 21. Figura 21: Limpeza do pavimento 7.2.3 Preparo

Figura 21: Limpeza do pavimento

7.2.3 Preparo da Estrutura

Logo após, deve-se realizar o preparo da es-

trutura que ficará em contato com a alvenaria,

através da aplicação do chapisco nas faces de

pilares e nos fundos de vigas e lajes, conforme

a figura 22.

pilares e nos fundos de vigas e lajes, conforme a figura 22. a) rolado b) aplicado

a) rolado

fundos de vigas e lajes, conforme a figura 22. a) rolado b) aplicado com desempenadeira dentada

b) aplicado com desempenadeira dentada

Figura 22: Aplicação do chapisco no contato da estrutura com a alvenaria

7.2.4 Eixos de referência

Os eixos de referência para a locação da 1ª

fiada estão devidamente identificados no pro-

jeto para produção, na planta de modulação

horizontal de 1ª fiada e, preferencialmente,

devem ser materializados na laje ou no con-

trapiso do pavimento (figura 23).

na laje ou no con- trapiso do pavimento (figura 23). a) contínuo b) fio traçante Figura

a) contínuo

ou no con- trapiso do pavimento (figura 23). a) contínuo b) fio traçante Figura 23: Materialização

b) fio traçante

Figura 23: Materialização dos eixos de referência

33
33

7.3 Locação da 1ª fiada

A locação - ou, como alguns costumam

chamar, a marcação da alvenaria - é a opera- ção que vai garantir a qualidade dos serviços

seguintes. É necessária a consulta ao projeto para produção da alvenaria, a fim de executá-

la corretamente.

produção da alvenaria, a fim de executá- la corretamente. Figura 25: Argamassadeira Na locação da 1ª

Figura 25: Argamassadeira

fim de executá- la corretamente. Figura 25: Argamassadeira Na locação da 1ª fiada da alvenaria devem

Na

locação da 1ª fiada da alvenaria devem ser-

A

locação deve ser iniciada pelas paredes de

vir

como referência os eixos materializados e

fachada, considerando-se o prumo do conjun-

a

posição dos elementos estruturais. Definir

to

de pavimentos que estejam executados. Os

a referência de nível através do nível de man- gueira ou do aparelho de nível (figura 24).

nível de man- gueira ou do aparelho de nível (figura 24). Figura 24: Referência de nível

Figura 24: Referência de nível pintada

Caso sejam identificados pontos com desnive-

lamento superior a 2 cm em relação ao projeto, estes locais deverão ser previamente corrigi- dos. Duas situações podem ocorrer: no caso

de

uma depressão, deverá ser feita a aplicação

de

uma camada de argamassa um dia antes

do

assentamento dos blocos; caso seja uma

saliência, esta deverá ser removida.

A argamassa deve ser produzida com a utilização de um misturador adequado (argamassadeira), com o

A argamassa deve ser produzida com

a utilização de um misturador adequado

(argamassadeira), com o qual se garante uma maior homogeneidade da mistura e

a obtenção das propriedades especifi- cadas pelo fornecedor (figura 25).

34
34

primeiros blocos a serem assentados devem ser aqueles que definem totalmente a posição da parede, quais sejam: ao lado dos pilares, no cruzamento de paredes e nas laterais das portas.

Inicialmente, marcam-se as faces das paredes

a partir dos eixos ortogonais de referência,

usando-se sempre os valores das cotas acu- muladas, materializando-os pelo posiciona- mento dos blocos de extremidade. Recomen- da-se fazer a verificação da distribuição dos blocos nesta fiada.

a verificação da distribuição dos blocos nesta fiada. Figura 26: Umedecer a su- perfície para o

Figura 26: Umedecer a su- perfície para o assentamento dos blocos da primeira fiada

Antes de iniciar o assentamento, a superfície deve ser umedecida (figura 26). A colher de pedreiro deve ser utilizada no espa- lhamento da arga- massa da primeira fiada (figura 27), a formação dos cordões verticais e para a retirada do excesso de arga- massa da parede após o assenta- mento dos blocos.

Figura 27: Distribuir a arga- massa para o assentamento da 1ª fiada Deve-se locar o

Figura 27: Distribuir a arga- massa para o assentamento da 1ª fiada

Deve-se locar o bloco na posição segundo o projeto, nivelá-lo em relação à referência de nível, aprumá-lo e mantê-lo no alinhamento da futura parede, conforme ilustra a figura 28.

alinhamento da futura parede, conforme ilustra a figura 28. Figura 28: Posicionar o blo- co da

Figura 28: Posicionar o blo- co da extremidade da parede

Com os dois blocos externos devidamente posicionados, passa-se uma linha unindo suas faces externas, determinando o alinhamento daquela primeira fiada, que deverá ser com- pletada (figuras 29 e 30). Alternativamente, podem-se esticar duas linhas, garantindo o ali- nhamento e o prumo da fiada.

duas linhas, garantindo o ali- nhamento e o prumo da fiada. Figura 29: Dois cordões de

Figura 29: Dois cordões de argamassa na junta vertical de assentamento

Dois cordões de argamassa na junta vertical de assentamento Figura 30: Assentamento dos demais blocos da

Figura 30: Assentamento dos demais blocos da 1ª fiada

Promover a verificação da posição dos eletro- dutos e proceder à liberação.

Nos casos em que os elementos de ligação alvenaria / estrutura estiverem previstos em projeto, deve-se realizá-la através de tela me- tálica eletrossoldada de malha 15x15 mm e fio de 1,65 mm.

Essas amarrações deverão ser posicionadas na altura das juntas ímpares, a partir da ter- ceira junta, considerando-se que a primeira seja a de assentamento da fiada de locação. As telas devem possuir pelo menos 30 cm de seu comprimento assentados na junta de ar- gamassa e 5 cm na fixação ao pilar e largura igual à da parede de alvenaria menos 1 cm (figura 31).

ao pilar e largura igual à da parede de alvenaria menos 1 cm (figura 31). Figura

Figura 31: Fixação das telas metálicas

35
35

As paredes internas deverão ser locadas em seguida, sendo seu posicionamento dado em função da locação das paredes de fachada e das características geométricas das peças es- truturais que as contornam.

Atentar para a marcação das galgas de porta, podendo-se utilizar para essa tarefa gabaritos (figura 32) que possibilitam a locação precisa e a regularidade das laterais, abolindo o uso de argamassa para regularização dos vãos. Este gabarito também serve como escanti- lhão, delimitando o alinhamento das fiadas de alvenaria.

lhão, delimitando o alinhamento das fiadas de alvenaria. Figura 32: Uso de gabaritos para a máxima
lhão, delimitando o alinhamento das fiadas de alvenaria. Figura 32: Uso de gabaritos para a máxima
lhão, delimitando o alinhamento das fiadas de alvenaria. Figura 32: Uso de gabaritos para a máxima

Figura 32: Uso de gabaritos para a máxima precisão de vãos

Após a conclusão da locação das alvenarias, realiza-se o controle desta fase de trabalho com

Após a conclusão da locação das alvenarias, realiza-se o controle desta fase de trabalho com o objetivo de im- pedir que erros mais grosseiros venham a prejudicar etapas posteriores.

36
36

7.4 Elevação

Para o assentamento da segunda fiada de alvenaria e das demais, recomenda-se a utili- zação dos escantilhões (figura 33).

recomenda-se a utili- zação dos escantilhões (figura 33). Figura 33: Posicionamento do escantilhão Deve ser
recomenda-se a utili- zação dos escantilhões (figura 33). Figura 33: Posicionamento do escantilhão Deve ser

Figura 33: Posicionamento do escantilhão

Deve ser utilizada a palheta (preferencial- mente), a bisnaga ou a meia-cana para a apli- cação do cordão de argamassa de assenta- mento nas paredes longitudinais dos blocos por meio do movimento vertical e horizontal ao mesmo tempo, conforme ilustra a figura 34.

A escolha da ferramenta de assentamento de- pende da trabalhabilidade adequada da arga- massa.

de- pende da trabalhabilidade adequada da arga- massa. Figura 34: Palheta utilizada para a aplicação dos

Figura 34: Palheta utilizada para a aplicação dos cordões de argamassa

Ao atingir a sétima fiada, deve-se montar o andaime e prosseguir com o assentamento (figura 35).

Figura 35: Andaime metálico e suporte para caixote de ar- gamassa Atentar para os detalhes

Figura 35: Andaime metálico e suporte para caixote de ar- gamassa

Atentar para os detalhes construtivos e as par- ticularidades de cada projeto. Por exemplo, as vergas e contravergas devem ser utiliza- das como reforços acima de portas e acima e abaixo de janelas. Atentar para o peso e a facilidade de transporte até o local de assen- tamento (figura 36).

de transporte até o local de assen- tamento (figura 36). Figura 36: Vergas e contravergas: dimensões

Figura 36: Vergas e contravergas: dimensões e peso com- patíveis para o transporte

Realizar o embutimento dos eletrodutos através dos blocos vazados ou com furos na direção vertical. Pode-se racionalizar o serviço fixando as caixas de elétrica na central de produção (figura 37). Caso sejam necessários, os cortes devem ser realizados com equipa- mentos adequados.

os cortes devem ser realizados com equipa- mentos adequados. Figura 37: Cortes com equipamentos adequados para
os cortes devem ser realizados com equipa- mentos adequados. Figura 37: Cortes com equipamentos adequados para

Figura 37: Cortes com equipamentos adequados para em- butimento prévio de caixas elétricas

Para o embutimento das instalações recomen- da-se o emprego de shafts (figura 38), técnica mais racional que a tradicionalmente empre- gada. Nas situações em que as instalações hi- dráulicas estão distribuídas por uma superfície, seria recomendável a construção de paredes duplas, utilizando-se componentes de peque- na espessura. Duas outras alternativas são possíveis: a utilização de fechamentos de fibra (figura 38) e a execução do corte da alvenaria.

de fibra (figura 38) e a execução do corte da alvenaria. a) shaft b) fechamento de

a) shaft

(figura 38) e a execução do corte da alvenaria. a) shaft b) fechamento de fibra Figura

b) fechamento de fibra

Figura 38: Instalações hidráulicas

7.5 Fixação

Executar a fixação da alvenaria à viga ou à laje

de concreto conforme as especificações esta-

belecidas no projeto para produção da alvenaria.

Ao final da elevação da alvenaria tem início a

etapa de fixação, que tem por objetivo prendê-

la à estrutura, de maneira que não venha a ter

37
37

o seu desempenho prejudicado quando solici-

tada.

Em função da solicitação e da concepção do projeto, é possível a ocorrência de três situ- ações para a fixação da alvenaria:

a alvenaria é de contraventamento, sendo a solução o tradicional aperto;

a alvenaria não é de contraventamento e tem estrutura deformável, sendo a solução

a utilização de argamassa com elevada ca- pacidade de deformação;

a alvenaria não é de contraventamento e tem

estrutura pouco deformável, sendo a solução

a própria argamassa de assentamento.

Atualmente, considerando as estruturas mais deformáveis, deve-se deixar um espaço entre

2 e 3 cm para a fixação da alvenaria, conforme

a figura 39.

e 3 cm para a fixação da alvenaria, conforme a figura 39. Figura 39: Espaço deixado

Figura 39: Espaço deixado para fixação da alvenaria à estrutura

A bisnaga de argamassa deve ser utilizada para o adequado preenchimento do espaço deixado entre a alvenaria e a estrutura.

A argamassa deve ter plasticidade adequada para ser aplicada com a bisnaga e preencher o espaço entre alvenaria e estrutura.

38
38

Por fim, as etapas do serviço de execução de- vem ser respeitadas e concluídas para que as novas sejam iniciadas, evitando interferên- cias e obstáculos na execução da alvenaria de vedação. O ambiente de trabalho deve per- manecer constantemente limpo e organizado, propiciando um local de fácil acesso, livre cir- culação, seguro e produtivo. A avaliação do serviço realizada pela empresa construtora deve ser comunicada à equipe de produção, in- formando os resultados positivos e negativos,

para a melhoria da qualidade dos serviços.

A partir da padronização da execução da

alvenaria de vedação é possível o estabele-

cimento de itens de controle para cada uma

das etapas deste serviço, desde as condições

para início da locação da 1ª fiada até a fixa-

ção da alvenaria.

Além do controle exercido pelo pe- dreiro durante a execução da alvenaria, a cada etapa

Além do controle exercido pelo pe-

dreiro durante a execução da alvenaria,

a cada etapa será exercido um controle

com caráter de inspeção, ou seja, os

itens a serem verificados em cada etapa

servirão para liberação da realização da

etapa seguinte.

Para a efetiva implementação do controle de

produção da alvenaria devem ser levadas em

consideração as seguintes premissas: definição

das responsabilidades de cada elemento no

processo de produção, diretrizes de como os

serviços serão acompanhados, mecanismos

de recebimento de cada atividade, tolerâncias,

correção dos problemas (não-conformidades) e

circulação das informações entre os envolvidos

com a produção.

A seguir são apresentadas nas tabelas 7, 8, 9 e

10 as propostas de controle para cada uma das

etapas de execução da alvenaria de vedação.

Tabela 7: Controle das condições para início da locação da 1ª fiada de alvenaria

Itens de

   

Verificação

Tolerâncias

 

Metodologia

Planeza, dis-

 

Verificar a necessi- dade de alteração no posicionamento das

torcimentos e

-

alvenarias devido às condições apresen- tadas pelas peças estruturais.

abaulamentos

Chapisco

72 horas

Checar a execução do chapisco com 72 horas de antecedên- cia.

Verificar se estão

 

Galgas

-

 

marcadas.

Verificar se estão

 

Telas

-

 

metálicas

posicionadas e fixa- das.

Tabela 8: Controle da locação da 1ª fiada da alvenaria

Verificação

Tolerância

Metodologia

Alinhamento

5 mm e 10 mm

Deverá ser conferido com o alinhamento das faces das vigas e o posicionamento dos pilares. A tolerância ad- mitida é de no máximo 5 mm para o desloca- mento relativo entre os eixos da alvenaria e das vigas internas e 10 mm para o mesmo deslo- camento em relação às vigas externas.

Verificar o esquadro dos ambientes com um esquadro de alumínio

Esquadro

2

mm

(60 x 80 x 100 cm), admitindo um desvio máximo de 2 mm na ponta do lado maior.

 

Averiguar o nivelamen- to da fiada de mar-

Nivelamento

3

mm

cação com uma régua de alumínio com nível de bolha acoplado.

Vão de Porta

± 5 mm

Verificar a abertura do vão conforme o projeto.

 
41
41

Tabela 9: Controle da elevação da alvenaria

Verificação Tolerância Metodologia Avaliar observando a regularidade da parede, limpeza de rebar- bas de
Verificação
Tolerância
Metodologia
Avaliar observando a
regularidade da parede,
limpeza de rebar-
bas de argamassa;
preenchimento das
Aspecto
juntas verticais, quando
-
geral
necessário; colocação
de reforços metálicos
nos locais previstos e
possíveis falhas nas
juntas horizontais.
Verificar a aplicação da
argamassa nas duas
laterais dos blocos e a
Aplicação da
-
argamassa
espessura das juntas
horizontais, conforme o
projeto de alvenaria.
Verificar o nivelamento
com uma régua de
Nivelamento
-
alumínio com nível de
bolha acoplado.
Verificar com a eleva-
ção à meia altura e
após a retirada do an-
Prumo e
-
planicidade
daime, utilizando uma
régua de alumínio com
nível de bolha.
Verificar se os
acabamentos de canto
Amarração
-
estão sendo executa-
dos conforme descrito
no procedimento.
Vãos de
portas e
± 5 mm
janelas
Verificar a abertura
do vão com o projeto.
Averiguar o assen-
tamento de vergas e
contravergas.
Fixação
± 10 mm
Abertura com 25 mm de
valor médio de espes-
sura.
Tabela 10: Controle da fixação da alvenaria
Verificação
Tolerância
Metodologia
Fixação das
Checar o total
paredes
-
internas e
de fachada
preenchimento do vão
que deve cobrir toda a
largura do bloco.
42
Checar o total paredes - internas e de fachada preenchimento do vão que deve cobrir toda

A seguir são descritas as metodologias

para a determinação dos indicadores mais

frequentemente utilizados em obras acom-

panhadas / monitoradas da Comunidade da

Construção (ABCP). Os anexos indicados no

texto contêm as planilhas desenvolvidas para

auxiliar na apropriação dos indicadores.

9.1 Perda de blocos

Os blocos inteiros devem ser selecionados

para a apropriação de perdas, cujas atividades

devem seguir a sequência listada adiante:

1) marcação com um “X” nas duas faces

maiores dos blocos, com giz de cera, perfa-

zendo um total de 500 blocos;

2) a marcação deve ser realizada no primeiro

dia da semana, antes do início do expediente

de trabalho;

3) a duração de cada período de estudo deve

ser de uma semana;

Tabela 11: Valores de referência de perda de blocos

4) determinação da quantidade de blocos

marcados com “X” nas paredes executadas

no período de estudo;

5) determinação da quantidade de blocos mar-

cados com “X” ainda em estoque no período

de estudo;

6) cálculo do indicador de perdas, através da

utilização da equação 1.

IP (%) = [ (500 - N1 - N2) ÷ (500 - N1) ] x 100

Onde:

IP = indicador de perdas N1 = blocos marcados restantes no estoque N2 = blocos marcados assentados

Equação 1 : Fórmula utilizada para o cálculo de perda de blocos

Os anexos 01 e 02 contêm as planilhas de

auxílio para a apropriação dos blocos marca-

dos com “X” assentados nas paredes e das

perdas no transporte interno e assentamento.

A tabela 11 reúne alguns valores de referência

para a análise da perda de blocos.

Valor de referênca Autoria Tipo de componente Obras Média Mediana Mínimo Máximo Agopyan et Tijolos
Valor de referênca
Autoria
Tipo de componente
Obras
Média
Mediana
Mínimo
Máximo
Agopyan et
Tijolos e blocos
37
17,0%
13,0%
3,0%
48,0%
al. (1998)
Tijolo cerâmico furado
-
5,0%
-
-
-
TCPO 13
(2010)
Blocos
-
3,0%
-
-
-
Gusmão et al.
Tijolo cerâmico furado
04
13,9%
14,7%
9,3%
17,3%
(2006)
Lordsleem Jr.
Bloco de concreto
01
2,5%
2,0%
1,0%
4,9%
(2008)
Lordsleem
Jr. e Pinho
Bloco cerâmico
01
3,6%
3,5%
1,0%
7,0%
(2009)
Lordsleem Jr.
Bloco de concreto
01
2,2%
2,3%
0,2%
4,8%
(2010)
45

Na análise dos valores de referência citados

na tabela 11 devem-se considerar os fatores

existentes (dimensões dos componentes, equi-

pamentos de transporte, entre outros) em cada

situação, cujas características influenciaram

nos resultados apresentados.

9.2 Perda de argamassa industrializada

A apropriação de perdas de argamassa deve

considerar a informação do fabricante rela-

tiva ao Consumo Unitário do Material teórico

(CUMt em kg/m 2 ), cujas atividades devem

seguir a sequência listada adiante:

1) mensuração da quantidade total de arga-

massa em kg (ARG) utilizada no período de

estudo, através da verificação no estoque dos

sacos existentes no primeiro dia da semana

(verificação inicial: VI), a entrada em sacos re-

cebida do fornecedor no período de estudo e

quanto restou no último dia da semana (verifi-

cação final: VF);

2) mensuração da quantidade de serviço em

m² executada durante o período de estudo

(QS), através da verificação da quantidade de

serviço no primeiro horário da semana, antes

do início do serviço (VI), e no último horário da

semana, após o término do serviço de alve-

naria (VF);

3) a duração de cada período de estudo deve

ser de uma semana;

4) o consumo real deve ser obtido através da

divisão da quantidade de argamassa em kg

(item 1) pela quantidade de serviço executado

no período de estudo em m² (item 2);

5) cálculo do indicador de perdas, através da

utilização da equação 2.

IP (%) = {[ARG (kg) / (CUMt x QS)] -1} x 100 Onde:

IP = percentual de perdas ARG = quantidade total de argamassa em kg CUMt = consumo unitário de material teórico QS = quantidade de serviço em m²

Equação 2 : Percentual de perdas da argamassa industrializada

Os anexos 03, 04 e 05 contêm as planilhas de

auxílio para a apropriação da quantidade de ar-

gamassa utilizada, da quantidade de alvenaria

executada e para o cálculo da perda no período.

A tabela 12 reúne alguns valores de referência

para a análise da perda de argamassa indus- Tabela 12: Valores de referência de perda
para a análise da perda de argamassa indus-
Tabela 12: Valores de referência de perda (%) e consumo
(kg/m 2 ) de argamassa industrializada
trializada.
Valor de referênca
Autoria
Obras
Média
Mediana
Mínimo
Máximo
Agopyan et al. (1998)
02
115,5%
115,5%
26,0%
205%
Votorantim (2009)
-
-
- 17,0 kg/m 2
25,0 kg/m 2
Parex (2009)
-
-
- 17,0 kg/m 2
27,0 kg/m 2
Cimpor (2000-2005)
-
-
- 12,0 kg/m 2
18,0 kg/m 2
Lordsleem Jr. (2008)
01
8,5%
6,2%
0,4%
19,6%
Ângulo (2009)
-
42,0%
-
-
-
Lordsleem Jr. e Pinho (2009)
01
18,3 kg/m 2
17,2 kg/m 2
13,5 kg/m 2
25,6 kg/m 2
Lordsleem Jr. (2010)
01
14,5 kg/m 2
-
-
-
46

Na análise dos valores de referência citados

na tabela 12 devem-se considerar os fatores

existentes (ferramenta de assentamento, di-

mensões dos componentes, preenchimento

das juntas verticais, entre outros) em cada si-

tuação, cujas características influenciaram nos

resultados apresentados.

9.3 Produtividade da mão-de-obra

A metodologia adotada para a apropriação

da produtividade da mão-de-obra considera

como indicador a Razão Unitária de Produção

- RUP, cuja razão entre entradas e saídas é

expressa como Homens-hora (Hh) por quanti-

dade de serviço realizado (m 2 ).

As atividades de apropriação devem seguir a

sequência listada adiante:

1) apropriar a quantidade de operários (H: Ho-

mens) que se dedicaram ao serviço de alve-

naria e por quanto tempo (h: horas) se dedi-

caram em cada tarefa (marcação, elevação e

fixação). As horas trabalhadas devem consi-

derar as horas efetivamente trabalhadas pelos

operários; excluindo-se horas-prêmio e hora

de almoço;

2) deve-se estabelecer as funções ou equipes

que entram no cálculo das horas trabalhadas:

em produção direta incluem-se os funcionári-

os diretamente envolvidos na produção da

alvenaria, ou seja, pedreiros e serventes (pre-

sente nos andares onde se está executando a

alvenaria); o apoio à produção compõe-se dos

operários envolvidos em tarefas auxiliares à

produção, como preparo de argamassa, trans-

porte de blocos etc.;

3) mensurar a quantidade de serviço (QS) no

primeiro horário de trabalho do dia, antes do

início do serviço (VI), e no último horário de

trabalho do dia, após o término do serviço de

alvenaria (VF);

4) cálculo da QS, através da utilização da

equação 3.

QS (m²) = ((∑ Fc x Comp. Fc)+(∑blocos Fi x Comp. Fi) x 0,2) – Aa

Onde:

QS = quantidade de serviço ∑ Fc = quantidade de fiadas completas Comp. Fc = Comprimento de fiadas completas

∑ blocos Fi = Quantidade de blocos na fiada incompleta

Comp. Fi =

Comprimento de fiadas

incompletas Aa = Área da abertura

Equação 3: Cálculo da QS

5) cálculo da RUP, através da utilização da

equação 4.

RUP = Hh/QS

Equação 4: Cálculo da RUP

6) podem-se ter diferentes tipos de RUP em

função do período de tempo ao qual se rela-

cionam as medidas de entrada e saída:

6.1) RUP diária: calculada a partir dos valores

de homens-hora e quantidade de serviços

relativos ao dia de trabalho em análise;

6.2) RUP cumulativa: calculada a partir

dos valores de homens-hora e quantidade

de serviços relativos ao período que vai do

primeiro dia em que se estudou a produtivi-

dade até o dia em questão;

6.3) RUP potencial: produtividade conside-

rada representativa de um bom desempe-

nho e passível de ser repetida muitas vezes

na obra que esteja sendo avaliada. É defi-

nida, matematicamente, como a mediana

das RUP’s diárias cujos valores estejam

abaixo do valor da RUP cumulativa ao final

do período de estudo.

47
47

Os anexos 06, 07, 08 e 09 contêm as planilhas de auxílio para a apropriação das horas trabalhadas, das anormalidades, da quantidade de serviço diária e para o cálculo da RUP de elevação.

A tabela 13 reúne alguns valores de referência para a análise da produtividade da mão-de-obra no serviço de elevação da alvenaria de vedação.

Na análise dos valores de referência citados na tabela 13 devem-se considerar os fatores existentes (preenchimento de juntas verticais, altura das paredes, densidade de paredes, peso dos componentes, rotatividade, entre outros) em cada situação, cujas características influencia- ram nos resultados apresentados.

Tabela 13: Valores de referência de RUP para alvenaria de vedação Valor de referência (Hh/m
Tabela 13: Valores de referência de RUP para alvenaria de
vedação
Valor de referência (Hh/m 2 )
Autoria
Componente
Função
Média
Mediana
Mínimo
Máximo
Pedreiro
- 0,67
0,51
0,74
Tijolo cerâmico
furado
Servente
- 0,34
0,26
0,37
TCPO 12 (2003)
Pedreiro
- 0,74
0,51
0,98
Blocos
Servente
- 0,37
0,26
0,49
Comunidade da
Bloco de
-
Construção (2007)
Concreto
0,80 até 1,10
Lordsleem Jr. (2008)
Bloco de
Pedreiro (RUP
0,84
Concreto
potencial)
48

10 Bibliografia

AGOPYAN, V.; SOUZA, U.E.L.; PALIARI, J.C.; ANDRADE, A.C. Alternativas para redução do desperdício de materiais nos canteiros de obra. Disponível em: http://habitare.

infohab.org.br/pdf/publicacoes/arquiv-

os/104.pdf. Acesso em: 01 fev. 2009.

ANGULO, S. Desperdício de blocos. Revista

Téchne, São Paulo, v.17, n.142, p. 29, jan.

2009.

ARAÚJO, L.O.C. Método para a previsão e con- trole da produtividade da mão-de-obra na execução de fôrmas, armação, concreta- gem e alvenaria. São Paulo, 2000. 385p. Dissertação (Mestrado) – Escola Politéc- nica da Universidade de São Paulo, 2000.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6136: Blocos vazados de concreto simples para alvenaria – re- quisitos. Rio de Janeiro, 2007.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 13281: Argamassa in- dustrializada para assentamento de pare- des e revestimentos de paredes e tetos – requisitos. Rio de Janeiro, 2005.

CARRARO, F. Produtividade da mão-de-obra no serviço de alvenaria. São Paulo, 1998. 226p. Dissertação (Mestrado) – Escola Politécnica, Universidade de São Paulo,

1998.

CIMPOR BRASIL. Catálogo de produtos. [en- tre 2000-2005]

COMUNIDADE DA CONSTRUÇÃO. Progra- ma obras acompanhadas: alvenaria de vedação. São Paulo: Comunidade da Con- strução/ABCP, 2007.

50
50

DUEÑAS, P.M. Método para a elaboração de projetos para produção de vedações verticais em alvenaria. São Paulo, 2003. 160p. Dissertação (Mestrado) - Escola Politécnica, Universidade de São Paulo.

EQUIPAOBRA. Apresenta equipamentos e fer- ramentas para a racionalização da cons- trução. Disponível em: <http://www.equi- paobra.com.br/>. Acesso em: 22 set. 2008.

FARIA, M.S.; DEANA, D.F. Alvenaria estrutural com blocos de concreto: curso de for- mação de equipes de produção. Caderno do instrutor. São Paulo: Associação Bra- sileira de Cimento Portland, 2003. 76p.

FARIA, M.S. Alvenaria com blocos de concre- to: ferramentas para melhorar a qualidade e a produtividade da sua obra. Prática recomendada 2 – PR-2. São Paulo: Asso- ciação Brasileira de Cimento Portland. 8p.

GUIMARÃES, F.; FONTANINI, P.S. Manual de procedimentos para recebimento, arma- zenagem e movimentação no canteiro em conformidade com o projeto executivo e as normas vigentes. Campinas: ABCP/ Grupo de trabalho de logística, 2006.

LORDSLEEM JR., A.C. Alvenaria de vedação com blocos de concreto: capacitação de equipes de produção. Recife: ABCP, 2010. Cartilha da Comunidade da Construção Recife/PE, da ABCP.

LORDSLEEM JR., A.C. Projeto e execução da alvenaria de vedação com blocos de concreto. Salvador: ABCP, 2009. Apostila para curso da Comunidade da Construção Salvador/BA, da ABCP.

LORDSLEEM JR., A.C. Adequação, implan- tação e acompanhamento de programa de monitoramento de obra com alvenaria de vedação racionalizada com blocos de concreto – continuidade 2007: relatório geral de atividades 2008. Recife: ABCP/ SEBRAE, 2008.

LORDSLEEM JR., A.C. Execução e inspeção de alvenaria racionalizada. São Paulo: O Nome da Rosa, 2000.

LORDSLEEM JR., A.C.; FALCÃO, E.P. Ra- tionalized masonry sealing with concrete

blocks: professional qualification through the Construction Community/ABCP. In:

15th Internation Brick and Block Masonry Conference. Proceedings. Florianópolis,

2012.

LORDSLEEM JR., A.C.; PINHO, S. A. C. Ava- liação de perdas de blocos e argamassas da alvenaria de vedação: estudo de caso. In: VI Simpósio Brasileiro de Gestão e Economia da Construção. Anais. João Pessoa: ANTAC, 2009. CD-ROM

PAREX BRASIL. Qualimassa. Disponível em:

<http://www.portokoll.com.br/produtos_ qualimassa.htm>. Acesso em: 04 mar. 2009.

SCANMETAL. São Paulo. Apresenta equi- pamentos e ferramentas para a raciona- lização da construção. Disponível em:

<http://www.scanmetal.com.br/>. Acesso em: 22 set. 2008.

SILVA, R.C.; GONÇALVES, M.O.; ALVAREN- GA, R.C. Alvenaria racionalizada. Revista Téchne, n.133, p.76-80, 2008.

SOUSA, R.V.R. Interface projeto-obra: dire- trizes para a preparação da execução de vedação em obras de edifícios verticais. Recife. 174p. Dissertação (Mestrado) – Escola Politécnica, Universidade de Per- nambuco.

SOUZA, R.; TAMAKI, M.R. Gestão de mate- riais de construção. São Paulo: O Nome da Rosa, 2004.

SOUZA, U.E.L. Produtividade e custos dos sistemas de vedação vertical. In: Semi- nário de tecnologia e gestão na produção de edifícios: vedações verticais. PCC- EPUSP, São Paulo, p. 237-48. 1998.

TCPO 13. Tabelas de composição de preços para orçamentos. São Paulo, PINI, 2010.

VOTORANTIM.

Votomassa.

Disponível

em:

<http://www.votorantimcimentos.com.br/ hotsites/argamassa/base.htm/>. Acesso em: 04 mar. 2009.

51
51

Anexo 1

Anexo 1 Indicador de perda - tijolos / blocos Empresa: Pavimento: Obra: Data de início Responsável:

Indicador de perda - tijolos / blocos

Empresa:

Pavimento:

Obra:

Data de início

Responsável:

Horário de início

Quantidade de tijolos / blocos marcados assentados

Material Tijolo / Bloco inteiro n˚ parede Qnt. de tij / blocos marcados com “X”
Material
Tijolo / Bloco inteiro
n˚ parede
Qnt. de tij / blocos marcados com “X” na parede
Parede em execução (n˚ de fiadas e n˚ de tij / blocos
Total
53

Anexo 2

Anexo 2 Indicador de perda - tijolos / blocos Empresa: Pavimento: Obra: Data de início Responsável:

Indicador de perda - tijolos / blocos

Empresa:

Pavimento:

Obra:

Data de início

Responsável:

Horário de início

Perdas no Transporte Interno e Assentamento

QUADRO RESUMO - Tijolo / bloco Inteiro Material Qnd. total de tij / blocos marcados
QUADRO RESUMO - Tijolo / bloco Inteiro
Material
Qnd. total de tij / blocos marcados com
“X” no estoque (N1)
Qnd. total de tij / blocos marcados com
“X” no pavimento (N2)
Indicador
Data
de Perdas
/
/
/
/
/
/
/
/
/
/
/
/
/
/
/
/
/
/
/
/
/
/
/
/
/
/
/
/
/
/
/
/
/
/
/
/
/
/
/
/
/
/
/
/
/
/
54

Anexo 3

Anexo 3 Indicador - Argamassa industrializada Empresa: Obra: Responsável: Quantidade de argamassa em kg Material Data

Indicador - Argamassa industrializada

Empresa:

Obra:

Responsável:

Quantidade de argamassa em kg

Material Data
Material
Data

Qnd. total de sacos no estoque inicial (VI)

Qnd. total de sacos recebidos entre VI e VF

Qnd. total de sacos no estoque final (VF)

Qnd. total de sa- cos de argamassa indistrualizada

/

/

/

/

/

/

/

/

/

/

/

/

/

/

/

/

/

/

/

/

/

/

/

/

/

/

/

/

/

/

/

/

/

/

/

/

/

/

/

/

/

/

/

/

/

/

Qnd. total de ar- gamassa industri- alizada em kg