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Caldeiras abastecidas por lenha Conforme a norma reguladora sobre caldeiras (NR-13, 13.1.

1), “Caldeiras a vapor são equipamentos destinados a produzir e acumular vapor sob pressão superior à atmosfera, utilizando qualquer fonte de energia”. Há caldeiras que utilizam biomassa em forma de lenha e derivados da madeira para a sua queima. DE acordo com [1], esses equipamentos estão cada vez mais sendo utilizados por conta de suas vantagens com relação a outros combustíveis. Como pontos positivos desse tipo de material podem citar: Baixo custo de aquisição da matéria prima, a não emissão de dióxido de enxofre, as cinzas são menos agressivas ao meio ambiente que as provenientes de combustíveis fósseis e a menor corrosão dos equipamentos. Além disso, é um recurso renovável e suas emissões não contribuem para o efeito estufa. Também se pode citar como positivo o fato de algumas indústrias que possuem madeira como sua matéria prima (como madeireiras), de utilizarem seus resíduos para a própria produção de energia, reduzindo assim seus resíduos. Entretanto, a madeira possui uma certa quantidade de calorias com base em seu material de constituição e em sua umidade. Dependendo da idade tecnológica da caldeira, ela terá maior ou menor eficiência de recuperar esse calor potencial que existe na madeira. Por isso como desvantagens encontradas nesse materia estao: a geração de material particulado para a atmosfera, um menor poder calorífico se comparado a outros materiais e dificuldades no estoque e armazenamento. Segundo Brito (1986), o fator que mais influencia o uso da madeira como energia é a umidade, visto que uma parte da energia liberada é consumida na vaporização, devido ao poder negativo representado pela presença da água e, por outro lado, se o teor de umidade variar, poderá dificultar o processo de combustão havendo assim a necessidade de ajuste no sistema, constantemente. Conforme Mesny (1967), o poder calorífico (kcal.kg-1) de um combustível é afetado pela umidade que está contida nele. Para ele, o poder calorífico da lenha varia de 2.400 a 3.700 kcal.kg-1. De acordo com Mitamura (2006), o poder calorífico inferior da lenha, para um teor de umidade de 40% é de 2.400 kcal.kg-1, para 12% de água, esse valor é de 3.680 kcal.kg-1. Algumas das desvantagens podem ser compensadas através de monitoramento de parâmetros do processo como o excesso de ar, CO e, para instalações de grande porte, também, deve existir o monitoramento da densidade colorimétrica da fumaça por um sistema on-line instalado na chaminé. Esses controles do processo de combustão são medidas para impedir a geração de poluentes. Outros fatores que devem ser levados quanto à escolha desse tipo de caldeira é a questão de armazenamento do material, visto que este sofre influencias negativas se exposto a umidade, portanto deve ser bem armazenado. A questão de mão-de-obra para o processo também deve ser levado em consideração na hora da escolha.

Caldeiras a Gás Outro material que pode ser utilizado para a alimentação da caldeira é o Gás GLP. O gás liquefeito de petróleo (GLP) pode ser obtido de duas formas: nas refinarias de petróleo ou nas Unidades de Processamento de Gás Natural. O GLP comercializado é composto pela combinação dos gases propano (50%) e butano (50%), (INMETRO, 2009; ANP, 2004). Esse tipo de caldeira, segundo [2], apresenta um alto poder calorífico, possuindo uma eficiência de aproximadamente 11500 kCal para 1 kg de GLP. Se comparado com a lenha, são necessários 4,5 Kg de lenha para equivaler a 1 kg de GLP. De acordo com [3], a sua combustão completa é extremamente limpa do ponto de vista ambiental. No entanto, o fato de no estado gasoso ser mais denso que o ar, faz com que, em caso de fuga ou derrame, se acumule em locais baixos. Também a combustão incompleta, num espaço confinado, pode produzir monóxido de carbono. Possuindo um processo de queima totalmente computadorizado, o GLP necessita obrigatoriamente de um reservatório para armazenamento do mesmo, sendo que este deverá obedecer a todas as normas de segurança vigentes.

html [2] http://www.ed. MESNY. Londrina: 01 de mar. Treinamento de segurança na operação de caldeira. (Apostila).Buenos Aires: Librería y Editorial Alsina. v. Sivicutura. Referencias [1]http://ambientes. aspx?mc1=290&mc2=3804&mc3=3876 BRITO. 3. 1986. Quanto ao custo do produto.sanitop. Madeira para a floresta: a verdadeira realidade do uso de recursos florestais. M.com. o GLP apresenta custo maior se comparado ao gás natural.br/granel/gas-energiaeletrica [3]http://www. Caldera de vapor.com. .fogas. teoria. o fornecimento desse produto é feito através de carros tanques. decripcion. 1967.S. O.Com alta disponibilidade. Notas de aula. Realização Mitamura Engenharia S/S Ltda.ambientebrasil.br/energia/biomassa/vantagens_da_biomassa_na_pro ducao_de_energia. de 2005. n. 41. J. 11. 269 p MITAMURA.pt/ins_contents. S.à 05 de abr. manejo y mantenimiento.