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Aula 02 O Violino

Há vários tamanhos de violinos. Para criança e adultos. O violino deve ser comprado de acordo com as características da pessoa.

As cravelhas são muito importantes, como também seus ajustes. Quando o movimento das cravelhas estiver duro, pode-se passar sabão nas mesmas; quando o movimento está mole, passa-se giz ou breu.

A altura do cavalete é muito importante. Se o mesmo estiver alto, o som do violino não

será bom e dificultará a colocação dos dedos nas cordas. Se o cavalete estive r baixo, o som sairá ruim e com barulho.

O arco tem tamanhos diferentes: maior, três quartos e meio. O peso do arco também

tem diferença. O arco tem que ser escolhido de acordo com a pessoa.

CUIDADO: Se o arco e o violino não forem adequados ao aluno, este terá dificuldades nos estudos e adquirirá hábitos que não poderão ser retirados depois.

Se a curvatura do arco for maior, ou menor que o normal, esse não poderá ser ajustado depois. Para que isso não aconteça, sua curvatura deve ser certa.

Quando ajustado, o arco não pode ficar nem apertado nem frouxo demais, isto é, na posição certa. Para tanto, virar o botão somente um pouco para a direita.

Depois de utilizado, o arco deve ser afrouxado para não perder a sua pressão. Quando a crina partir-se ou não segurar mais breu, deverá ser trocada.

Há vários tipos e tamanhos de queixeiras. Se a queixeira não for bem escolhida, o aluno não poderá segurar bem o violino.

Depois de usar o violino, limpá-lo e guardá-lo na caixa. O violino não pode pegar calor nem umidade

Há cordas de vários tipos de fabricação. Estas devem ser compradas todas do mesmo tipo, para que o som saia bom.

O violino é composto por quatro cordas - de tripa, metal ou náilon. A cordas fixadas no

estandarte, são passadas sobre o cavalete, alongando-se até as cravelhas. O cavalete impede as cordas de tocarem a parte principal do corpo do instrumento, deixando - as assim livres para

vibrar. A durabilidade das cordas depende de que o talão não toque as mesmas.

A parte principal do arco, com uma curvatura, é a vareta de madeira. A crina é feita de

pelos do pescoço ou do rabo de cavalo, embora alguns arcos usem fios de nylon em substituição da crina animal. Na crina é preciso passar breu a fim de que o som saia. Quando

for utilizado, colocar a crina sobre a corda e pressioná-lo com o dedo indicador. A crina não pode encostar-se à madeira enquanto toca.

Quando o arco não for usado, frouxa-se a crina, virando-se o botão para o lado esquerdo, até a crina encostar-se à madeira.

COMO PEGAR NO ARCO

1) Deixar a posição do braço direito solto, como se fosse andando. Pegar no arco com a mão livre, sem modificar sua posição. Isto facilitará a movimentação do arco nas cordas.

2) Forma igual à anterior, com as duas falanges do polegar um pouco curvadas. A extremidade do polegar deve estar na extremidade do talão, deixando o polegar metade para o arco e metade para o talão. O pelegar deve estar a 90 graus em relação ao arco.

3) O arco deve ser segurado entre a 1ª e 2ª falanges do i ndicador, 1ª falange do médio; deixar

o dedo mínimo na forma arredondada e na ponta do botão do arco. O dedo anular é deixado

naturalmente

POSIÇÃO DO CORPO E VIOLINO

Se o corpo não ficar na posição correta, o aluno não será um bom violinista e não irá aprender a técnica do violino com perfeição. A posição é esta:

1) Corpo ereto e busto para frente. As pernas devem ficar um poucos abertas, para não se cansar. A perna direita pode ser recuada um pouco para trás. Motivo: quando o movimento do arco for rápido, o braço direito terá maior facilidade em exercer as notas. O peso do corpo fica mais apoiado na perna esquerda.

2) O violino deve ser colocado em cima da clavícula esquerda e levemente apoiado no ombro esquerdo.

3) O braço do violino deve estar na mesma direção da ponta do pé esquerdo

4) O violino deve estar inclinado para o lado direito. Puxar a queixeira para trás e encostá -la no queixo, para manter o violino horizontalmente.

5) O ombro esquerdo não pode ser erguido nem abaixado (livre)

A técnica do violino é muito delicada. Se o ombro esquerdo for forçado, o movimento dos braços será impedido.

Se o ombro for baixo, usa-se a espalheira, a qual é para não forçar o queixo, e também

o ombro.

A ESPALHEIRA FOI FEITA PARA ADAPTAR O CORPO DO ALUNO AO INSTRUMENTO. Há

pessoas que não precisam usar espalheira, pois seu corpo já é adequado ao violino.

A queixeira deve ser adequada a cada pessoa; se não, para segurar o violino será difícil.

Para segurar o violino, a posição do corpo tem que ser natural, isto é , sentir o violino como se fosse uma parte do corpo.

Observadas as posições acima mencionadas, e o arco tocado 90 graus em relação à corda, é mais fácil de se tocar.

MANEIRA DE MOVIMENTAR O COTOVELO, OMBRO E PULSO

Para se obter uma boa sonoridade, o cotovelo, o ombro e o pulso e todas as juntas do braço devem estar relaxadas.

Movimentar o arco sempre paralelo ao cavalete. Para conseguir isso, o aluno sempre deve estudar em frente a um espelho. O espelho mostra ao aluno se o arco está ou não paralelo ao cavalete.

1) Por causa da força do talão, o pulso deve ficar um pouco curvado e o arco deve ficar um pouco inclinado para a frente.

2) No meio do arco, o pulso deve estar reto

3) Na ponta do arco, o pulso deve estar baixo.

4) Ao se pegar o arco, o pulso deve estar virado para fora

ATENÇÃO: Na descida até o meio do arco,o pulso deve ficar na mesma direção do cotovelo; e do meio à ponta, movimentar só do cotovelo ao pulso.

Exercício para ser executado com cordas soltas:

Tocando-se o talão, o pulso deve ficar inclinado para cima.

Colocar a ponta do dedo mínimo em cima do arco.

O polegar deve estar arredondado e perpendicular com o arco.

À medida que o arco vai descendo, o pulso vai se estendendo.

No meio do arco, o pulso fica reto com o cotovelo.

Na ponta do arco o pulso deve estar inclinado para baixo.

O dedo mínimo, naturalmente, desencosta-se do arco e o polegar se estende.

Nota-se que durante este exercício, o aluno procura traçar uma linha reta horizontal,

porém encontra muita dificuldade em descer o arco corretamente, ou seja, paralelo ao cavalete. O professor pode ajudar o aluno a guiar o arco, apoiando o arco pelo pino rosqueado

e, com sua mão esquerda, apoiar sobre o cotovelo do aluno, o qual obrigará o aluno tocar com

o cotovelo fixado ao lado do corpo, e elevar o pulso ligeiramente ao subir o arco, na medida que o mesmo se aproxima do talão.

Pouco a pouco o aluno deixa de guiar o arco com rigidez e vai conseguindo conduzir o arco por toda sua extensão ganhando mais firmeza e estabili dade, permitindo assim que toque sem ajuda.

Ao passar da corda SOL para a corda RÉ, o aluno deve abaixar um pouco todo o braço (principalmente o cotovelo e antebraço). Conforme vai passando da corda RÉ para a LÁ e a MI, o cotovelo vai ficando mais próximo do lado (tronco), mas o mesmo não precisa ficar encostado.

ROPRIEDADES DO SOM

Todo som se origina de uma vibração: de uma coluna de ar, de uma lâmina, de uma corda esticada, do próprio corpo, etc. Porém, nem todo som pode ser qualificado com som musical.

Do ponto de vista físico, os chamados sons musicais são os que possuem freqüência de vibração definida, formando um desenho de ondas regulares e constantes. Estes são diferentes do som de um motor ou de um fenômeno natural, como o quebrar das ondas do mar, que produzem um feixe irregular de ondas sonoras do qual identificamos como ruído.

As notas representam os sons musicais. são maneiras de dividir e registrar os sons musicais, dando-lhes denominação e operacionalidade. As sete notas principais, denominadas naturais, são:

Do,

Ré,

Mi,

Fá,

Sol,

Lá,

Si.

As notas se organizam em ordem gradual de altura (Escala), tanto na ordem ascendente ou descendente. A escala completa abrange uma oitava.

Do,

Ré,

Mi,

Fá,

Sol,

Lá,

Si,

Do

Obs.: As figuras representam o valor das notas. Elas têm duração indeterminada, isto é, não tem valor fixo.

Deduz-se que uma semibreve vale 2 mínimas, 4 semínimas, 8 colcheias, etc.

Uma semínima vale 2 mínimas, 4 colcheias, 8 fusas, etc.

Em um compasso quaternário simples (marcado pelo sinal C ou tempos, a mínima 2 e a semínima 1.

), a semibreve valerá 4

A colcheia valerá meio tempo, a semicolcheia um quarto de tempo, a fusa um oitavo e a semifusa um décimo sexto de tempo.

FIGURAS DE PAUSAS

As pausas servem para exprimir os silêncios correspondentes às notas. São representadas por sinais especiais e tem o mesmo nome e a mesma duração que as figuras de notas.

ACIDENTES

Os sons podem ser elevados ou abaixados por meio de acidentes:

SUSTENIDO, que faz elevar a nota meio grau / meio tom.

BEMOL, que faz abaixar a nota meio grau / meio tom.

BEQUADRO, que restitui à nota o seu estado primitivo (natural).

Dentro do violino, à direita do cavalete, tem um pilar roliço chamado alma. A alma tem várias funções:

1ª - Aguentar o peso das cordas. Se ela entortar, mudará a altura e o timbre do som, por exemplo: se quero tocar “DO”, este sairá com timbre diferente e desafinado. Se a alma cair, a tampa lateral descolará na altura do botão.

2ª - Transmitir a vibração do som, da tampa da frente para a tampa de trás.

Dentro do violino, ao lado esquerdo do espelho, tem uma barra retangular, chamado barra harmônica. Esta tem função de fortalecer a tampa da frente do violino e tornar o som mais enérgico.

De fora, não dá para se ver toda a estrutura dentro do violino, mas dá para se ver através dos “S” parte da barra harmônica e da alma.

COMO USAR A MAP ESQUERDA

1) O cotovelo esquerdo deve ser posto no entro do corpo (TAMPA TRASEIRA) do vio lino. Para facilitar a movimentação dos dedos esquerdos, o pulso deve esta na mesma direção do antebraço.

2) A juntura dos dedos esquerdos devem estar na altura das cordas. Os 4 dedos (indicador, médio, anular e mínimo) devem estar arredondados. Colocá-los na direção da corda para depois os apertar.

3) O polegar deve estar apoiado de leve no braço do violino, um pouco acima da 1ª falange do mesmo. O polegar deve estar assim para que os 4 dedos restantes se apoiem com a mesma força nas cordas. Se alguém tiver o polegar maior, este sobressairá para cima do braço do violino ao se apertar a CORDA SOL.

1) O cotovelo esquerdo deve ser posto no entro do corpo (TAMPA TRASEIRA) do violino. Para facilitar a movimentação dos dedos esquerdos, o pulso deve esta na mes ma direção do antebraço.

2) A juntura dos dedos esquerdos devem estar na altura das cordas. Os 4 dedos (indicador, médio, anular e mínimo) devem estar arredondados. Colocá-los na direção da corda para depois os apertar.

3) O polegar deve estar apoiado de leve no braço do violino, um pouco acima da 1ª falange do mesmo. O polegar deve estar assim para que os 4 dedos restantes se apoiem com a mesma

força nas cordas. Se alguém tiver o polegar maior, este sobressairá para cima do braço do violino ao se apertar a CORDA SOL.

COMO PRESSIONAR OS DEDOS NO ARCO

Tocar com o arco sempre na mesma velocidade, para conseguir uma boa sonoridade. DEIXAR O POLEGAR FLEXÍVEL, POIS ELE CONTROLA A PRESSÃO DO ARCO.

QUANDO SE TOCA NO TALÃO DO ARCO:

O som é mais forte porque o talão é mais pesado.

Não forçar o dedo indicador e segurar com firmeza o dedo médio no arco.

QUANDO SE TOCA NA PONTA DO ARCO

O som é mais fraco porque a ponta é mais leve

Usar mais força no dedo indicador e soltar o dedo mínimo.

IMPORTANTE: O VIOLINO É UM INSTRUMENTO DIFÍCIL DE SE APRENDER; PORTANTO, NO INÍCIO SÃO NECESSÁRIAS REPETIDAS INSTRUÇÕES DO PROFESSOR.