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Quando há uma necessidade de mudança de desempenho dos colaboradores é comum pensar que a solução mais

adequada é o treinamento. Sendo assim, contrata-se uma empresa ou ministra-se internamente um curso, para
atualizar e “motivar” os funcionários. O psicólogo organizacional e do trabalho aplica princípios e métodos oriundos
da psicologia a questões relacionadas ao trabalho humano, com o objetivo de promover o desenvolvimento integral
do trabalhador, a sua satisfação em relação ao trabalho que realiza e, por conseguinte, desenvolver também a
organização (através das pessoas). No âmbito da Psicologia Organizacional, anteriormente conhecida como
Psicologia Industrial, uma boa intervenção para melhor gestão dos recursos humanos é desenvolvida a partir de uma
compreensão do clima e da cultura organizacional. Esses são fatores a serem identificados por entrevistas e
questionários em uma amostra representativa dos diversos segmentos da empresa. O levantamento do clima
organizacional é útil para esquadrinhar o momento atual vivido numa empresa e a percepção dele pelos seus
funcionários, antes de levar adiante uma intervenção. Ela pode antecipar problemas ou indicar pontos fortes a serem
explorados. De maneira semelhante, ocorrerá a verificação da cultura organizacional. Ela fornece indicativos, por
exemplo, da forma tradicional de resolução de problemas ou de relações de liderança ou comunicação dentro da
organização. E, assim, apontará mais claramente que outros elementos devem ser alterados para favorecer uma
intervenção bem sucedida. Pouco adiantará promover esforços para aumentar a segurança no trabalho, se a cultura
compactua com os indivíduos que mantém o ritmo da produção, mesmo que para isso procedimentos de segurança
sejam afrouxados. Por fim, com tantos elementos assim a serem considerados, seria justo pensar que uma consultoria
organizacional em gestão de pessoas é algo dispendioso. A relação custo X benefício deve ser analisada em relação
aos efeitos da intervenção no curto e longo prazo, em fatores tangíveis, como melhoria de produção, e intangíveis,
como melhoria de relações entre pares e superiores e subordinados ou até mesmo com o cliente. Nunca é demais
lembrar que o elemento humano é fator diferencial numa organização, ao gerar soluções, movimentar o negócio e
tornar mais próximas as relações com seu cliente. A função do Psicólogo Organizacional é atuar como facilitador e
conscientizador do papel dos vários grupos que compõem a instituição, considerando a subjetividade dos indivíduos,
sem perder de vista sua inserção no contexto mais amplo da organização.
REFERENCIA BIBLIOGRÁFICA
FIORELLI, J.O . Psicologia para administradores: integrando teoria e prática. ed. São Paulo: Atlas, 2001.
GOULART, I. B & SAMPAIO, J. R. Psicologia do trabalho e gestão de recursos humanos: estudos contemporâneos.
São Paulo: Casa do Psicólogo, 1998

O FATOR HUMANO NAS ORGANIZAÇÕES


Pessoas como pessoas e pessoas como recursos Comportamento;
Valores hereditários.

Personalidade e individualidade, Tratamento


Como pessoal e
pessoas aspirações, valores, atitudes,
individualiza

do
Pessoas

Habilidades, capacidades, Tratamento


pela média,
Como experiências, destrezas e igual e
recursos conhecimentos necessários genérico
Fatores internos e fatores externos que influenciam o comportamento humano.
Fatores internos Fatores externos
• Personalidade • Ambiente
organizacional
• Aprendizagem • Regras e
A pessoa regulamento Comportamento
na • Motivação • Cultura da pessoa
Organização • Políticas dentro da
• Percepção • Métodos e organização
processos
• Valores • Recompensas e
punições
• Grau de
confiança

(RH II) FATORES EXTERNOS QUE INFLUENCIAM O COMPORTAMENTO DAS


PESSOAS NAS ORGANIZAÇÕES

Pressões
do superior

Estados de
energia Influência dos
interna colegas

Condições Indivíduo
Sistemas
ambientais na pessoais
organização

Programa de
treinamento e
Mudanças
desenvolviment
na
o
tecnologia

Demandas
da
família

”A coragem não é a ausência do medo,


mas a constatação de que há algo
mais importante do que o medo.
Ambrose Redmoon
RESUMO:
Não importa onde você vá trabalhar, e o que você fará nesse ou em quaisquer outros trabalhos, o fator
humano sempre terá que ser levado em conta.Um dos detalhes de trabalhar na área de Administração , e que eu
sempre me surpreende, é a facilidade com que as pessoas falam de ferramentas, processos, meios, instrumentos,
softwares, e das múltiplas possibilidades de se fazer isso, aquilo e aquilo outro.Todas aquelas afirmações e
instrumentalizações são discutidas e debatidas à exaustão, e não tocam, com a devida importância, num ponto
principal: O Fator Humano.Aliás, este título foi “roubado” de um livro do Graham Greene, um dos meus autores
prediletos, onde ele demonstra que os serviços secretos, onde ele trabalhou, esquecem-se, em suas estratégias e ações,
do imponderável trazido pelo fator humano.O fator humano é o maior, melhor, mais difícil e o único meio de se
alcançar resultados, em todos e quaisquer empreendimentos humanos.Toda e qualquer organização é feita por
pessoas, e seus objetivos e propósitos destinam-se, principalmente, às pessoas. São, em essência, pessoas trabalhando
para pessoas.Para que pessoas trabalhem bem entre si, e obtenham resultados que sirvam às pessoas, é necessário um
profundo conhecimento de como se trabalha com pessoas e para pessoas, seus desejos e as suas necessidades.As
perguntas básicas, que todas e quaisquer organizações precisam responder, são: - A efetividade da oferta da
organização: Como entregar ao meu mercado alvo o que ele deseja, necessita, almeja? - A efetividade da
organização: C omo organizar as pessoas para que elas tenham produtividade crescente, com maior valor entregue
ao mercado pelo menor custo interno? As respostas a estas perguntas passam necessária e obrigatoriamente por um
profundo conhecimento e entendimento da natureza humana, da psicologia, da antropologia, da biologia evolutiva,
da sociologia, da teoria dos jogos, etc. As respostas a estas perguntas, ao longo da história, apresentam-nos a
evolução da administração, a sua história. Isto quer dizer que se uma empresa não conhecer a natureza humana ela
está fadada ao insucesso? Não, mas quer dizer que nenhuma empresa terá sucesso perene se não se dedicar a aplicar e
permitir o pleno desenvolvimento das capacidades humanas, dos seus clientes, fornecedores, empregados, acionistas
e da sociedade em torno da vizinhança da sua atuação. O que queremos dizer é que toda e quaisquer empresas só
progridem e sobrevivem se e quando elas, constantemente, agregam valor aos diversos participantes envolvidos no
empreendimento. Esta constatação é interessante quando vemos os diversos aspectos da administração tratados como
se fossem “coisas”, independentes das pessoas que as fazem ou produzem e, em diversas ocasiões, independentes
também, do conhecimento das necessidades das pessoas para os quais são dirigidos. Essa figura acima lembra muito
o filme “Tempos Modernos”, do Charles Chaplin. Eu vejo raramente evidenciadas as habilidades de: - tratar bem as
pessoas e ter um ótimo relacionamento interpessoal, como qualidades necessárias aos empregados e
empreendedores, nas mais diversas atividades humanas. Isso é muito diferente de ser “bonzinho”, E essas
habilidades estão profundamente conectadas ao caminho do sucesso pessoal e profissional, de quaisquer
trabalhadores modernos, os trabalhadores do conhecimento. Somente se constrói empresas de perenes e de sucesso
com empregados cidadãos atuantes no seu mundo. E o líder ou empresário precisam ver isso. O custo da não
percepção dessa verdade, quando muito, é o sucesso rápido, pois não dá para construir e manter empresas de sucesso
com empregados ‘meia boca’. E a sua empresa, ela tem empregados cidadões do mundo? Cônscios de sua
responsabilidade? O Fator Humano é pré-requisito para a construção da sua empresa, o controle externo do
empregado, nestes casos, é internalizado, e o empregado, em qualquer nível, é senhor do seu desempenho. Em
empresas que trabalham adequadamente com o Fator Humano, Carlos, o próprio trabalho é o meio do cidadão-
empregado participar da construção de um mundo melhor, no seu dia a dia. Se a sua empresa não utiliza o Fator
Humano, para trabalhar com a mais alta efetividade – fazer o que deve ser feito, com qualidade – e aos menores
custos, algum dia os seus concorrentes estarão trilhando este caminho.

CARLOS ALBERTO DE FARIA CARLOS ALBERTO DE F


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