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Universidade Federal de Santa Catarina Centro de Ciências Agrárias Departamento de Fitotecnia Disciplina de Fruticultura CITRICULTURA
Universidade Federal de Santa Catarina
Centro de Ciências Agrárias
Departamento de Fitotecnia
Disciplina de Fruticultura
CITRICULTURA – Aula 1
Prof. Miguel Pedro Guerra
 

Citros

Origem: leste asiático - Índia, China, Butão, Birmânia e Malásia.

Da Ásia para o norte da África e de lá para o sul da Europa, onde teriam chegado na Idade Média. Da Europa foi trazida para as Américas por volta de 1500.

4/26/2005

4/26/2005

4/26/2005

A laranja espalhou-se pelo mundo sofrendo mutações e dando origem a novas Cvs.

As pesquisas e experimentos para aprimorar variedades de laranja começaram a ser desenvolvidos no século XIX, na Europa.

Já antes do século XX, os Estados Unidos passaram a liderar os esforços técnicos nessa área. Todos os estudos sempre estiveram voltados não apenas para o melhoramento do aspecto, tamanho e sabor dos frutos, como também visavam ao aprimoramento genético para a obtenção de árvores mais resistentes às doenças e variações climáticas.

Atualmente, os pomares mais produtivos, estão nas regiões de clima tropical e sub- tropical, destacando-se o Brasil, Estados Unidos, México, China e África do Sul. Quarenta ou cinqüenta séculos depois da sua presumível domesticação, a laranja tem seu maior volume de produção nas Américas, onde foi introduzida há 500 anos.

São Paulo, no Brasil, e Flórida (EUA), são as principais regiões produtoras do mundo.

Não é possível precisar a data, nem tampouco o responsável, mas foi a partir da laranja Bahia que a citricultura tornou- se um ramo peculiar da agricultura, no Brasil. Em 1873, aproveitando os serviços diplomáticos instalados no Brasil, os técnicos em citricultura de Riverside, na Califórnia, receberam 3 mudas de laranja Bahia. Delas saíram as mudas que, posteriormente, se espalharam pelos EUA e outras partes do mundo com o nome de Washington Navel.

Universidade Federal de Santa Catarina Centro de Ciências Agrárias Departamento de Fitotecnia Disciplina de Fruticultura CITRICULTURA

Suco: exportação brasileira supera 1 mi/t e sobe 7,63% em 2004/05

As exportações brasileiras de suco de laranja concentrado e congelado superaram, em março, 1 milhão de toneladas na safra 2004/2005, alta acumulada de 7,63% ante à safra passada.

O volume exportado para o maior cliente do suco de laranja brasileiro, a União Européia, caiu 29,41% em março deste ano ante o mesmo período de 2004, de 96.469 toneladas para 68.090 toneladas. No acumulado da safra 2004/2005, no entanto, as exportações para o bloco econômico seguem em alta de 2,86% em comparação a 2003/2004. De julho de 2004 a março deste ano, as exportações de suco de laranja para a União Européia foram de 740.127 toneladas, ante 719.486 em igual período da safra passada.

As exportações para os países do Nafta (Acordo de Livre Comércio da América do Norte), basicamente os Estados Unidos, seguem em alta, atingiram 29.073 toneladas em março e somam 174.378 toneladas na safra.

O mercado asiático recebeu 22.308 toneladas de suco brasileiro no mês passado e 110.195 toneladas até agora em 2004/2005.

Universidade Federal de Santa Catarina Centro de Ciências Agrárias Departamento de Fitotecnia Disciplina de Fruticultura CITRICULTURA

CLASSIFICAÇÃO BOTÂNICA

Ordem Geraniales Fam. Rutaceae, com 1600 sp. Generos mais importantes: Citrus, Fortunela, Poncirus

  • a) Citrus sinensis – Lar. doces: folhas alternas, aletas pouco

pronunciadas, porte elevado;

  • b) Citrus aurantium – Lar. azedas: frutos ácidos, casca

rugosa, albedo espesso, aletas pronunciadas;

  • c) Citrus reticulata – Tangerineiras: folhas alternas ou

opostas, pequenas, pecíolos desprovidos de aletas, plantas de

porte médio. Classificação comercial:

Deliciosas – muitas sementes, suco abundante: mexerica, montenegrina. Satsumas – Polpa e epiderme vermelho intenso, poucas sementes: Ponkan, Cravo.

  • d) Citrus limon – Limões verdadeiros: folhas

sem aletas, bordos serrilhados, brotações botões florais com coloração roxa – siciliano.

  • e) C. limonia – limão cravo;

  • f) C. aurantifolia – limeira da pérsia: frutos

desprovidos de acidez, exceto para limão galego;

  • g) C. latifolia – Limeira ácida Tahiti;

h) C. paradisi – Pomeleiro (grape-fruit) – florescimento em panícula, frutos grandes, polpa sanguinea, folhas grandes com aletas, arvores de grande porte, brotações pubescentes;

  • i) C. grandis – Toranjas: frutos grandes, albedo espesso, folhas grandes, aletas pronunciadas. Produção de doces cristalizados;

  • j) C. medica – Cidras: árvores pequenas, frutos grandes, albedo comestível.

Gen. Fortunela:

- Kunquateiros: porte pequeno, frutos pequenos, acidulados, casca com sabor doce, ornamental.

  • a) F. margarita – oval ou comum

  • b) F. polyandra – malaio

  • c) F. japonica – redondo ou marron

  • d) F. hindsii – selvagem de Hong Kong

CLASSIFICAÇÃO BOTÂNICA Ordem Geraniales Fam. Rutaceae, com 1600 sp. Generos mais importantes: Ci trus, Fortunela, Poncirus

CULTIVARES RECOMENDADOS PARA SC

-Laranja Açúcar

 

-

Tangerina Ponkan

-Laranja Lima

 

- Tangerina Montenegrina

-

Limão Siciliano (B)

-Laranja Hamlin (B)

 

-

Limão Eureca (B)

-Laranja Baianinha EEI (B) -Laranja Jaffa -Laranja Shamouti

- Tangerina Mexerica

-Laranja Rubi (B)

- Tangerina Okitsu

 

-

Tangor Murcott (B)

-Laranja Tobias

-Laranja Valência

- Laranja Folha Murcha

Observações:

  • (A) Desaconselha-se o plantio de limão Tahiti, laranja Pêra e de um modo geral as laranjas

Bahia em escala comercial, porque as várias tentativas de plantio realizadas em Santa Catarina resultaram em baixa frutificação.

  • (B) Estas cultivares não devem ser plantadas no Oeste Catarinense, em áreas contaminadas

pelo cancro cítrico, por apresentarem alta suscetibilidade à doença.

Variedade Lue Gim Gong

Clima quente - SP Clima frio - RS
Clima quente - SP
Clima frio - RS
SP RS
SP
RS
Variedade melhorada Variedade tradicional
Variedade melhorada
Variedade tradicional
Variedade Lue Gim Gong Clima quente - SP Clima frio - RS SP RS Variedade melhorada
Variedade Lue Gim Gong Clima quente - SP Clima frio - RS SP RS Variedade melhorada
‘Nova’ ‘Salustiana’
‘Nova’
‘Salustiana’
Valência Late Laranjas Salustiana Lane Late Navelina Navelate
Valência Late
Laranjas
Salustiana
Lane Late
Navelina
Navelate
Okitsu Marisol Clemenules Tangerinas
Okitsu
Marisol
Clemenules
Tangerinas
Nova Ortanique
Nova
Ortanique

Híbridos

MUDAS CERTIFICADAS MUDAS BÁSICO EE CERTIFICADAS PRODUÇÃO MATERIAL BÁSICO PRODUÇÃO DEDE MATERIAL
MUDAS CERTIFICADAS
MUDAS
BÁSICO EE
CERTIFICADAS
PRODUÇÃO
MATERIAL BÁSICO
PRODUÇÃO DEDE MATERIAL
Valência Late Laranjas Salustiana Lane Late Navelina Navelate Okitsu Marisol Clemenules Tangerinas Nova Ortanique Híbridos MUDAS
Valência Late Laranjas Salustiana Lane Late Navelina Navelate Okitsu Marisol Clemenules Tangerinas Nova Ortanique Híbridos MUDAS

Detalhes do viveiro-telado

Detalhes do viveiro-telado

Ante-câmara

Ante-câmara

Pedilúvio

Pedilúvio
Ante-câmara Pedilúvio Micro-enxertia em citros: lateral e topo Bancadas 5
Micro-enxertia em citros: lateral e topo

Micro-enxertia em citros: lateral e topo

Ante-câmara Pedilúvio Micro-enxertia em citros: lateral e topo Bancadas 5

Bancadas

Bancadas
Porta-enxertos em fase de transplantio Porta-enxertos após transplantio 6

Porta-enxertos em fase de transplantio

Porta-enxertos em fase de transplantio

Porta-enxertos

após transplantio

Porta-enxertos após transplantio
Porta-enxertos em fase de transplantio Porta-enxertos após transplantio 6
Porta-enxertos em fase de transplantio Porta-enxertos após transplantio 6
Porta-enxertos em fase de transplantio Porta-enxertos após transplantio 6
Matriz de Satsuma ‘Okitsu’ Borbulhas certificadas Brotação dos enxertos Brotação da cultivar copa 7

Matriz de Satsuma ‘Okitsu’

Matriz de Satsuma ‘Okitsu’

Borbulhas

certificadas

Borbulhas certificadas
Matriz de Satsuma ‘Okitsu’ Borbulhas certificadas Brotação dos enxertos Brotação da cultivar copa 7

Brotação dos enxertos

Brotação dos enxertos
Brotação da cultivar copa
Brotação da
cultivar copa

Qualidade da raiz

Qualidade da raiz
 

Muda certificada

Muda certificada

de citros

Qualidade da raiz Muda certificada de citros CARACTERÍSTICAS DOS PRINCIPAIS PORTA-ENXERTOS DE CITROS (Epagri/Koller et al.)
Qualidade da raiz Muda certificada de citros CARACTERÍSTICAS DOS PRINCIPAIS PORTA-ENXERTOS DE CITROS (Epagri/Koller et al.)
Qualidade da raiz Muda certificada de citros CARACTERÍSTICAS DOS PRINCIPAIS PORTA-ENXERTOS DE CITROS (Epagri/Koller et al.)
CARACTERÍSTICAS DOS PRINCIPAIS PORTA-ENXERTOS DE CITROS (Epagri/Koller et al.) PORTA ENXERTO MATURAÇÃO SEM/FRUTO SEM/KG VIABILIDADE (%)
CARACTERÍSTICAS DOS PRINCIPAIS PORTA-ENXERTOS DE CITROS (Epagri/Koller
et al.)
PORTA ENXERTO
MATURAÇÃO
SEM/FRUTO
SEM/KG
VIABILIDADE (%)
(8meses a8 o C)
Limão Cravo
Abr-Set
12
15.000
97
Limão Volkameriano
Abr-Ago
10
12.000
-
Poncirus trifoliata
Mar-Jun
40
5.000
90
Lar. Caipira
Jun-Set
13
6.000
85
Lar. Azeda
Mai-Jun
25
6.500
85
Citrange Troyer
Abr-Jun
15
5.000
90
 

Porta-Enxertos

 
 

Porta-Enxerto

Vigor

Prod. até 10 anos

Prod. após 10 anos

Qualidade da Fruta

 

limão cravo

++++

++++

+++

 

+

volkameriana

++++

++++

+++

 

++

cleópatra

++++

++

+++

 

+++

sunki

++++

+++

++++

 

+++

citrumelo sw

+++

+++

++++

 

++++

P. trifoliata

++

+++

+++

 

++++

Porta-Enxerto

 

Resistência

 
 

Seca

Gomose

Nematóides

Declínio

Morte Súbita

limão cravo

 

++++

++

 

++

+

----

volkameriana

 

++++

++

 

++

+

?

cleópatra

 

++

++

 

++

+++

++++

sunki

 

+++

+

 

++

++++

++++

citrumelo sw

 

++

++++

 

++++

++++

++++

trifoliata

 

++

++++

 

++++

++

++++

 
Porta-Enxertos Porta-Enxerto Vigor Prod. até 10 anos Prod. após 10 anos Qualidade da Fruta limão cravo

Lima

Tangerina Limão Tangerina Loose Jacket IAC 515 Tangerina Satsuma Miyagawa IAC 537 Tangerina Shewwasha X Tizon
Tangerina
Limão
Tangerina Loose Jacket IAC 515
Tangerina Satsuma Miyagawa IAC 537
Tangerina Shewwasha X Tizon IAC 542
Tangerina Fremont IAC 543
Tangerina De Wildt IAC 545
Tangerina Ladu X Szinkon IAC 552
Tangerina Szuwinkon X Szinkon - Tizon IAC 560
Mexerica Tardia IAC 589
Mexerica Mogi-das-Cruzes IAC 606
Tangerina Ponkan IAC 224
Tangor Murcott IAC 221
Tangerina África do Sul IAC 557
Tangerina Muscia IAC 607
Tangerina Ponkan Span Precoce IAC 595
Tangerina Empress IAC 565
Tangerina Cravo IAC 182
Limão Siciliano IAC 262
Limão Eureca IAC 644
Limão Rigoni IAC 1365
Limão Femminello Santa Tereza IAC 2272
Limão Cravo Comum IAC 297
Limão Tahiti IAC 304
Lima Vermelha de Goiás IAC 308
Lima de Umbigo IAC 310
Limão Cravo Limeira IAC 871

CARACTERÍSTICAS DE PORTA-ENXERTOS DE CITROS RECOMENDADOS PARA SC

 

Característica Limão Laranja Tangerina Poncirus

 

Citrange Citrange Citrumelo Laranja

 

Cravo Caipira Cleópatra trifoliata Troyer C-13 Swingle Azeda

Copas Indicadas 1,2,3 a 1,2,3 1,2

 

1,3

1,3

 

1,4

 

4

4

Solo

leve

leve

leve

leve a

 

leve a

leve a

leve a

 

leve a

 

pesado

médio

médio

médio

pesado

Tolerância a viroses

 

Tristeza

sim

sim

sim

sim

 

sim

 

sim

média

 

não

Exocorte

não

sim

sim

não

não

não

não

sim

Xiloporose

não

sim

sim

sim

sim

sim

não

sim

Resistência à

 

Gomose

média baixa

alta

alta

 

alta

 

alta

alta

alta

Verrugose

não

média média

alta

alta

alta

alta

-

Geada

média

alta

alta

muito alta

alta

alta

alta

alta

Seca

alta média média

baixa

 

baixa

baixa

 

baixa

média

Início produção

precoce médio tardio

médio

médio

médio

médio

médio

Produção

alta

alta

média

alta

alta

alta

alta

alta

Qualidade frutos média

alta

alta

muito alta

 

alta

alta

 

alta

alta

Tamanho planta

médio

grande médio

pequeno

 

médio

 

médio

médio

grande

a - 1. Laranja. 2. Tangerina. 3. Limas. 4. Limões verdadeiros

 
 
 

Principais variedades cultivadas no Brasil.

 
 

Cidra e Toranja

 

Toranja Siamesa IAC 357

 

Gêneros afins

Feroniela IAC 410 Kunquat Meiwa IAC 424

 

Híbrido

Tangor Ortanique IAC 554

 

Laranja

Laranja Baía Cabula IAC 20 Laranja Seleta Vermelha IAC 70 Laranja Valência Folha Murcha IAC 489 Laranja Rubi IAC 52 Laranja Westin IAC 115 Laranja Lima Verde IAC 13 Laranja Barão IAC 92 Laranja Hamlin IAC 73 Laranja Lima de Sorocaba IAC 417 Laranja Natalima IAC 1534 Laranja Champagne IAC 03 Laranja Parnazo de Goiás IAC 51 Laranja Baía Cara Cara IAC 486 Laranja Pêra IAC 2000 Laranja Natal Folha Murcha IAC 490 Laranja Sangüínea Mombuca IAC 429

 
 

Laranjas

J

F

M

A

M

J

 

J

A

S

O

N

D

Lima (M)

     

X

X

X

 

X

X

       

Hamlin (I)

         

X

 

X

X

       

Bahia (M)

       

X

X

 

X

X

       

Baianinha (M)

       

X

X

 

X

X

       

Westin (M,I)

         

X

 

X

X

       

Rubi (M,I)

         

X

 

X

X

       

Americana (M,I)

           

X

 

X

X

       

Pera (M,I)

         

X

 

X

X

X

X

   

Lima Verde (M)

               

X

X

X

X

   

Valência (M,I)

                 

X

X

X

 

Natal (M,I)

                   

X

X

X

Folha Murcha (M,I)

 

X

X

                 

X

X

Tangerinas

                         

Cravo (M)

   

X

X

X

X

             

Ponkan (M)

     

X

X

X

 

X

         

Mexerica do Rio (M)

         

X

X

 

X

X

       

Murcote (M,I)

             

X

X

X

X

   

Limas e Limões

                           

Tahiti (M,I)

X

X

X

X

               

X

Siciliano (M,I)

X

X

X

                 

X

Lima da Pérsia (M)

 

X

X

X

X

               

X

CARACTERÍSTICAS DE PORTA-ENXERTOS DE CITROS RECOMENDADOS PARA SC

Característica Limão Laranja Tangerina Poncirus

Citrange Citrange Citrumelo Laranja

Cravo Caipira Cleópatra trifoliata Troyer C-13 Swingle Azeda

Copas Indicadas 1,2,3 a 1,2,3 1,2

1,3

1,3

1,4

4

4

Solo

leve

leve

leve

leve a

leve a

leve a

leve a

leve a

 

pesado

médio

médio

médio

pesado

Tolerância a viroses

 

Tristeza

sim

sim

sim

sim

sim

sim

média

não

Exocorte

não

sim

sim

não

não

não

não

sim

Xiloporose

não

sim

sim

sim

sim

sim

não

sim

Resistência à

Gomose

média baixa

alta

alta

alta

alta

alta

alta

Verrugose

não

média média

alta

alta

alta

alta

-

Geada

média

alta

alta

muito alta

alta

alta

alta

alta

Seca

alta média média

baixa

baixa

baixa

baixa

média

Início produção

precoce médio tardio

médio

médio

médio

médio

médio

Produção

alta

alta

média

alta

alta

alta

alta

alta

Qualidade frutos média

alta

alta

muito alta

alta

alta

alta

alta

Tamanho planta

médio

grande médio

pequeno

médio

médio

médio

grande

a - 1. Laranja. 2. Tangerina. 3. Limas. 4. Limões verdadeiros

Principais variedades cultivadas no Brasil.

Cidra e Toranja

Toranja Siamesa IAC 357

Gêneros afins

Feroniela IAC 410 Kunquat Meiwa IAC 424

Híbrido

Tangor Ortanique IAC 554

Principais variedades cultivadas no Brasil

Laranja

Laranja Baía Cabula IAC 20

Laranja Seleta Vermelha IAC 70

Laranja Valência Folha Murcha IAC 489

Laranja Rubi IAC 52

Laranja Westin IAC 115

Laranja Lima Verde IAC 13

Laranja Barão IAC 92

Laranja Hamlin IAC 73

Laranja Lima de Sorocaba IAC 417

Laranja Natalima IAC 1534

Laranja Champagne IAC 03

Laranja Parnazo de Goiás IAC 51

Laranja Baía Cara Cara IAC 486

Laranja Pêra IAC 2000

Laranja Natal Folha Murcha IAC 490

Laranja Sangüínea Mombuca IAC 429

Lima

 

Limão Cravo Comum IAC 297 Limão Tahiti IAC 304 Lima Vermelha de Goiás IAC 308 Lima de Umbigo IAC 310 Limão Cravo Limeira IAC 871

Limão

Limão Siciliano IAC 262 Limão Eureca IAC 644 Limão Rigoni IAC 1365 Limão Femminello Santa Tereza IAC 2272

Tangerina

Tangerina Loose Jacket IAC 515

Tangerina Satsuma Miyagawa IAC 537

Tangerina Shewwasha X Tizon IAC 542

Tangerina Fremont IAC 543

Tangerina De Wildt IAC 545

Tangerina Ladu X Szinkon IAC 552

Tangerina Szuwinkon X Szinkon - Tizon IAC 560

Mexerica Tardia IAC 589

Mexerica Mogi-das-Cruzes IAC 606

Tangerina Ponkan IAC 224

Tangor Murcott IAC 221

Tangerina África do Sul IAC 557

Tangerina Muscia IAC 607

Tangerina Ponkan Span Precoce IAC 595

Tangerina Empress IAC 565

Tangerina Cravo IAC 182

Laranjas

J

F

  • M A

 

M

J

J

A

S

O

N

D

Lima (M)

     

X

X

X

X

X

       

Hamlin (I)

         

X

X

X

       

Bahia (M)

       

X

X

X

X

       

Baianinha (M)

       

X

X

X

X

       

Westin (M,I)

         

X

X

X

       

Rubi (M,I)

         

X

X

X

       

Americana (M,I)

         

X

X

X

       

Pera (M,I)

         

X

X

X

X

X

   

Lima Verde (M)

           

X

X

X

X

   

Valência (M,I)

               

X

X

X

 

Natal (M,I)

                 

X

X

X

Folha Murcha (M,I)

X

X

               

X

X

Tangerinas

                       

Cravo (M)

     
  • X X

X

 

X

           

Ponkan (M)

     

X

X

X

X

         

Mexerica do Rio (M)

       

X

X

X

X

       

Murcote (M,I)

           

X

X

X

X

   

Limas e Limões

                       

Tahiti (M,I)

X

X

 

X

   
  • X X

         

Siciliano (M,I)

X

X

       
  • X X

         

Lima da Pérsia (M)

X

X

 

X

   
  • X X

         
BORBULHEIRAS VARIEDADES COPA CLONES MICROENXERTADOS PRÉ-IMUNIZADOS IAC Laranjas doces Tangerinas, Mexericas e Híbridos Pêra IAC-2 Pêra
BORBULHEIRAS VARIEDADES COPA
CLONES MICROENXERTADOS PRÉ-IMUNIZADOS
IAC
Laranjas doces
Tangerinas, Mexericas e Híbridos
Pêra IAC-2
Pêra Bianchi IAC 2
Pêra Ipiguá IAC 2
Pêra Olímpia IAC 2
Pêra 2000 IAC 2
Tangerina Ponkan Tangerina IAC-2
Tangerina Cravo Tardia IAC-2
Tangerina Dancy IAC-2
Mexerica Do Rio IAC-2
Tangor Murcote IAC-2
Tangor Temple IAC-2
Natal IAC-2
Valência IAC-2
Lima ácida
Hamlin IAC-2
Tahiti IAC 5-1
Galego IAC-2
Baianinha IAC-2
Baia Cabula IAC-2
Westin IAC-2
Rubi IAC-2
Folha Murcha IAC-2
Lima Verde IAC-2
Lima Sorocaba IAC-2
Pomelo
Star Ruby IAC 2
BORBULHEIRAS VARIEDADES COPA CLONES MICROENXERTADOS PRÉ-IMUNIZADOS IAC Laranjas doces Tangerinas, Mexericas e Híbridos Pêra IAC-2 Pêra

Preparo do solo

• O solo deve ter o pH corrigido para valores entre 5,5 e 5,8, e a saturação de bases para cerca de 60%.

• Deve-se prestar muita atenção aos níveis de fósforo, cálcio, magnésio e micronutrientes. Aplicações corretivas destes elementos são recomendáveis.

• Os adubos e corretivos devem ser incorporados até pelo menos 40 cm de profundidade, preferencialmente em área total. É um trabalho caro e difícil mas altamente benéfico para o pomar. A prevenção da erosão através de terraços é essencial.

Espaçamentos

Variações de mais ou menos 1 m entre ruas e 0,5 m entre plantas são comuns)

   

Espaçamento em Metros

 

Variedades

 

Porta-Enxertos

 

Mais

Menos Vigorosos

Vigorosos

Laranjas

   

Pera, Folha

   

Murcha, Lima

7,0 X 3,0

6,5 X 2,75

Verde

Demais

   

variedades

7,5 X 3,75

7,0 X 3,0

Tangerinas

   

Todas as

   

variedades

7,0 X 3,0

6,5 X 2,75

Limões e

   

Limas

Tahiti e limas

8,0 X 4,0

7,0 X 3,5

Limões

   

Verdadeiros

8,5 X 4,0

7,5 X3,5

Obs. Solos mais ricos, áreas virgens,e pomares irrigados requerem espaçamentos maiores. Áreas em que se repete citros após a erradicação de pomares velhos permitem espaçamentos menores.

Alinhamentos de Plantio - O plantio de citros deve ser planejado, quando possível, em talhões de cerca de 2000 a 4000 plantas. As alternativas mais comuns para alinhamento das plantas nos talhões são o esquadro, em que as ruas e plantas são dispostas como num tabuleiro de xadrez, ou o plantio em curvas de nível. É preciso consultar especialistas ou citricultores experientes para os detalhes de cada método.

Comparação entre os Métodos de Alinhamento de Plantio

Método

Vantagens

Desvantagens

Esquadro

Melhor controle técnico Melhor controle administrativo Melhor aproveitamento da área Maior eficiência operacional Irrigação mais fácil

Mais técnico e caro Linhas atravessam terraços Trânsito atravessa terraços Plantio intercalar difícil Maior desgaste em equipamentos Controle de erosão mais exigente Limitado a áreas até 8% de declive

Curvas de nível

Simples e barato Permite plantio intercalar Controle de erosão mais fácil Permite plantios em declives maiores

Controle técnico menos eficiente Controle administrativo menos eficiente Menor aproveitamento da área Irrigação mais difícil

Como Plantar

• As covas individuais ou sulcos ao longo das linhas de plantio. Com o terreno corrigido, não é preciso adubar o local de plantio.

• A adição de esterco curtido e adubos químicos nas covas, entretanto, pode ajudar no desenvolvimento inicial das mudas. •0,5 kg de superfosfato simples, 1 kg de calcário e 3 kg de cama de frango ou 0,5 kg de torta de mamona por cova são comuns.

• As mudas são plantadas na profundidade em que se encontram nos torrões. É importante não enterrar o colo da planta, que é a região de transição entre tronco e raiz. Traz-se solo destorroado para dentro da cova e pressiona-se muito bem ao redor do torrão.

• Não pisar em cima ou em volta do torrão, uma vez que isto pode entortar as raízes. É muito importante não entortar as raízes da muda durante o plantio.

•Fazer uma coroa de terra em volta da muda para pelo menos 30 litros de água e enchê-la imediatamente após o plantio. Repetir a operação pelo menos 2 vezes por semana caso não chova, até o início da brotação, quando então as irrigações podem ser mais espaçadas.

ADUBAÇÃO EM CITROS

1.Correção

2. Crescimento:

Ano 1: 90g N/Pl. em três parcelas – 20g, 30g e 40g

Ano 2: 120g em 3 parcelas – 30g, 40g e 50g

Ano 3: 180g em 3 parcelas – 45g, 60g e 75g 100g P 2 O 5 ; 100g K 2 O – em 2 parcelas iguais

Ano 4: 250g N em 3 parcelas – 60g, 80g e 110g 140g P 2 O 5; 100g K 2 O

  • 4. Manutenção:

Do 5 0 ao 12 0 ano acrescer ao ano anterior:

N – 90g; P 2 O 5 15 g; K 2 O – 70g Aos 12 anos a adubação será estabilizada em:

970g N; 260g P 2 O 5; 710g K 2 O.

  • 5. Época de aplicação: O total do P, 50% do K e

25% do N aplicados em agosto (antes do florescimento); 33% do N em novembro, 42% do

N e 50% do K em fevereiro.

  • 6. Modo de aplicação: Na área da projeção da

copa até os 10-12 anos, a partir daí em toda a área.

Nitrogênio: Folhas novas verde-pálidas, tornando-se amarelo- esverdeadas quando crescem; vegetação rala; ausência ou poucos frutos de

Nitrogênio: Folhas novas verde-pálidas, tornando-se amarelo- esverdeadas quando crescem; vegetação rala; ausência ou poucos frutos de cor pálida.

Fósforo: A folha toma uma cor verde escura e depois amarelo- laranja; em casos extremos podem

Fósforo: A folha toma uma cor verde escura e depois amarelo- laranja; em casos extremos podem aparecer pontas ou manchas queimadas; frutos ásperos, esponjosos, com o centro oco e excessivamente ácidos

Potássio: A clorofila começa a desaparecer em manchas na metade distal da folha; as manchas inicialmente

Potássio: A clorofila começa a desaparecer em manchas na metade distal da folha; as manchas inicialmente amarelo-pálidas tornam-se bronzeadas à medida que se espalham e coalescem; as folhas podem se enrolar; as pontas das folhas podem ficar pardas; as folhas velhas são persistentes, ao contrário das deficientes em cálcio, com as quais podem se assemelhar; folhagem sem brilho, a planta parece seca; frutos de tamanho muito diminuído, porém de boa qualidade; queda excessiva de frutos; rachaduras e sulcos nos frutos, menor resistência à seca.

Cálcio: O desaparecimento da clorofila começa ao longo das margens laterais, progredindo para dentro até alcançar

Cálcio: O desaparecimento da clorofila começa ao longo das margens laterais, progredindo para dentro até alcançar a metade da distância até a nervura principal, com uma frente irregular; a planta é extremamente pequena, com sistema radicular mal desenvolvido.

Magnésio: A clorofila começa a desaparecer na parte basal da folha entre a nervura principal e

Magnésio: A clorofila começa a desaparecer na parte basal da folha entre a nervura principal e a margem; a progressão é usualmente para fora, deixando a figura de uma "cunha" na base da folha; pode, entretanto, dar-se para dentro e causar o aparecimento de uma cunha amarela; a folha inteira pode tomar uma cor bronze dourada e cair prematuramente, causando morte descendente de ramos novos.

Manganês: Malha verde-pálido na folha toda; a malha pode ter o formato de ferradura com a

Manganês: Malha verde-pálido na folha toda; a malha pode ter o formato de ferradura com a parte aberta voltada para a nervura principal ou pode mostrar-se como um reticulado grosso (as nervuras e uma faixa de tecido ao longo das mesmas permanecem verdes).

Zinco: Folhas de tamanho reduzido, estreitas e pontudas (lanceoladas), com malhas amarelo-brilhantes que contrastam com o

Zinco: Folhas de tamanho reduzido, estreitas e pontudas (lanceoladas), com malhas amarelo-brilhantes que contrastam com o fundo verde; frutos pequenos e pálidos.

A Figura mostra as folhas que devem ser analisadas. Trata-se, de modo geral, da 3ª ou

A Figura mostra as folhas que devem ser analisadas. Trata-se, de modo geral, da 3ª ou 4ª folha a partir do fruto, gerada na primavera, com cerca de 6 meses de idade, quando o fruto tem 2-4 cm de diâmetro, o que, nas condições do Estado de São Paulo, ocorre entre fevereiro e abril.

Valores padrões para a análise foliar em citros

Valores padrões para a análise foliar em citros
Magnésio: A clorofila começa a desaparecer na parte basal da folha entre a nervura principal e
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