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Evolução biológica – parte 2

NEODARWINISMO
-
TEORIA SINTÉTICA DA EVOLUÇÃO
NEODARWINISMO
NEODARWINISMO

Explica a variabilidade fenotípica de cada


população com a variabilidade genética
resultante de mutações e recombinações
génicas
Neodarwinismo ou Teoria Sintética da Evolução

População mendeliana
Conjunto de indivíduos que se
cruzam entre si e que partilham
um determinado fundo genético.

Fundo genético
Constituído por todos os alelos
presentes numa população.
Neodarwinismo ou Teoria Sintética da Evolução

A variabilidade genética deve-se ao conjunto de


variantes alélicas dos genes que fazem parte do
fundo genético e deve-se a dois fenómenos:

Mutações
Recombinação génica (meiose e fecundação)
Neodarwinismo ou Teoria Sintética da Evolução

Microevolução
ocorrem alterações
nas frequências de
alelos ou nos tipos
de genótipos
numa população,
ao longo de
gerações.
Neodarwinismo ou Teoria Sintética da Evolução

Seleção natural

Mutações

Fatores de
Deriva genética
microevolução

Migrações

Cruzamentos não ao
acaso
Neodarwinismo ou Teoria Sintética da Evolução

Seleção natural

Baseia-se no sucesso diferencial, no que respeita à sobrevivência e à


reprodução.

Existe 3 tipos de seleção natural:

• Estabilizadora

• Direcional

• Disruptiva
Neodarwinismo ou Teoria Sintética da Evolução

Tipos de seleção natural


Neodarwinismo ou Teoria Sintética da Evolução

Seleção natural estabilizadora


A população é homogénea, os fenótipos extremos são eliminados e a
população está bem adaptada ao meio.

Antes da seleção Depois da seleção


Neodarwinismo ou Teoria Sintética da Evolução

Seleção natural direcional


Favorece um dos fenótipos extremos.

Antes da seleção Depois da seleção


Neodarwinismo ou Teoria Sintética da Evolução

Seleção natural disruptiva


Ocorre a eliminação do fenótipo intermédio que se encontra fora do ponto de
ajuste (favorecendo os extremos). Pode originar polimorfismo.

Antes da seleção Depois da seleção


Neodarwinismo ou Teoria Sintética da Evolução

Mutações

Alterações raras no material


genético, e a maioria não
confere vantagens evolutivas
ao indivíduo. Em alguns casos
trazem benefícios aos seus
portadores e são transmitidas
às gerações seguintes.
Neodarwinismo ou Teoria Sintética da Evolução

Deriva genética

Processo que pode causar alteração na frequência dos alelos de populações


de pequeno tamanho, provocando um efeito substancial no fundo genético.

Podem considerar-se :

Efeito fundador
Efeito gargalo
Neodarwinismo ou Teoria Sintética da Evolução

Efeito fundador

Ocorre quando alguns


indivíduos se isolam,
aleatoriamente, de uma
grande população,
estabelecendo uma
nova.
Neodarwinismo ou Teoria Sintética da Evolução

Efeito gargalo

Consiste em mudanças
repentinas no ambiente,
que podem reduzir
drasticamente o
tamanho de uma
população.
Neodarwinismo ou Teoria Sintética da Evolução

Migrações

Consistem num fluxo


genético resultante da
movimentação de indivíduos
de uma população para outra
da mesma espécie.
Podem ser de:
• entrada – imigração
• saída – emigração
Neodarwinismo ou Teoria Sintética da Evolução

Cruzamentos não ao
acaso

Selecionam determinadas
características nos
indivíduos, alterando o
fundo genético da
população.
Neodarwinismo ou Teoria Sintética da Evolução

Seleção sexual
Forma de seleção
natural em que os
indivíduos com certas
características
herdadas obtêm
parceiros mais
facilmente.
FORMAÇÃO DE NOVAS ESPÉCIES
-
ESPECIAÇÃO
Neodarwinismo ou Teoria Sintética da Evolução

Seleção sexual

Depende de barreiras como o isolamento reprodutivo.

Os dois mecanismos mais comuns que podem conduzir à especiação são:

• Especiação alopátrica (ou geográfica)

• Especiação simpátrica
Neodarwinismo ou Teoria Sintética da Evolução

Especiação alopátrica
(ou geográfica)

Ocorre devido ao surgimento de


barreiras geográficas entre populações
Neodarwinismo ou Teoria Sintética da Evolução

Especiação simpátrica

Ocorre em populações da mesma área


geográfica e resulta da diferenciação de
habitats, da seleção sexual ou a
poliploidia.
ORIGEM DAS
CÉLULAS EUCARIÓTICAS
Origem das células eucarióticas

Os primeiros fósseis são de seres


procariontes.

Durante mais de 1000 Ma só há registo


fóssil de arqueas e de bactérias.

Os fósseis de eucariontes surgem há


cerca 1800 Ma.

Estromatólitos
Características dos eucariontes que os diferenciam dos procariontes

Compartimentação DNA linear, associado a


endomembranar e núcleo histonas
Características dos eucariontes que os diferenciam dos procariontes

Citoesqueleto bem Maior tamanho


desenvolvido
CONSEQUÊNCIAS DO APARECIMENTO
DE CÉLULAS EUCARIÓTICAS
Consequências do aparecimento de células eucarióticas

reprodução sexuada
Consequências do aparecimento de células eucarióticas

multicelularidade
Consequências do aparecimento de células eucarióticas

Diferenciação em
tecidos e órgãos
Consequências do aparecimento de células eucarióticas

novas formas de
interação com o ambiente
ORIGEM DA CÉLULA EUCARIÓTICA
Origem da célula eucariótica

Modelo autogénico

Modelo endossimbiótico

Ambos defendem que o núcleo, o retículo endoplasmático, o complexo


de Golgi e os vacúolos tiveram origem na invaginação da membrana
celular de um procarionte ancestral.
Origem da célula eucariótica

Modelo autogénico

Modelo endossimbiótico
Modelo autogénico
Modelo
autogénico
Origem da célula eucariótica

Modelo autogénico

Modelo endossimbiótico
Modelo endossimbiótico
Modelo endossimbiótico

Modelo
endossimbiótico
O modelo aceite pela comunidade científica
para a origem de mitocôndrias e cloroplastos
é o modelo endossimbiótico.
Fundamentação

Modelo autogénico Modelo endossimbiótico

• As células eucarióticas podem invaginar a • As mitocôndrias e os cloroplastos partilham


sua membrana durante processos de com procariontes de vida livre:
endocitose. • processos de síntese proteica, replicação
e divisão;
• Muitas bactérias possuem endomembranas. • a estrutura do DNA e dos ribossomas;
• uma grande diversidade de genes.

• Existem relações de simbiose intracelular


em seres vivos atuais.
Críticas

Modelo autogénico Modelo endossimbiótico

• Não explica as diferenças existentes • Ainda está por esclarecer como


entre o DNA do núcleo e o DNA de ocorre a transferência de genes
mitocôndrias e cloroplastos. entre os simbiontes e o núcleo das
células hospedeiras.

• Não apresenta explicação para a


migração dos genes do núcleo para
os organelos celulares.
TRANSFERÊNCIA HORIZONTAL
DE GENES
A transferência horizontal de genes (HGT) é a passagem de material
genético entre espécies diferentes, sem envolver a reprodução.

• constitui uma fonte de variabilidade genética (base do processo evolutivo);

• é comum entre procariontes e não ocorre apenas em processos de


endossimbiose;

• abre novas possibilidades de exploração de recursos e ambientes.


Bom trabalho!

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