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Universidade Federal de Itajubá – Campus Itabira

Graduação em Engenharia de Controle e Automação
Aluno: Caio Meschiatti dos Santos Escobar Matrícula: 21803

Transformadores Trifásicos

São de vasta utilização no cenário atual, são amplamente utilizados quando se
tratando de linhas de transmissão de energia elétrica. São eles que aumentam significamente
a tensão nas linhas de transmissão, com o fim de diminuir as perdas por efeito Joule. Mas
devemos conhecer alguns ensaios que nos ajudam a compreender dados internos do
transformador.
Ensaio de curto-circuito
É feito no transformador, com o intuito de descobrirmos os valores de resistência
interna das bobinas primária e secundária do transformador e também uma indutância interna
parasita criada no núcleo. O ensaio consiste em curto-circuitar o secundário do transformador,
e aplicar uma corrente alternada que chegue ao valor nominal da potência do transformador
para uma tensão de 110 V. Ao atingir a corrente, medimos os valores de tensão, corrente e
potência ativa. Ao obtermos tais dados, podemos calcular valores de resistência e indutância
internas.




Figura 1. – Modelo que representa o ensaio de curto-circuito
Ensaio a vazio
Este, com intuito de descobrirmos valores internos de perdas no núcleo, tanto
resistivos quanto indutivas, como perdas por histerese, e correntes parasitas entre as placas
de material ferromagnético do mesmo. Deixa-se o secundário do transformador aberto, e
aplica-se a tensão nominal do transformador no primário, e mede-se no secundário os valores
de tensão, corrente e potência ativa.

Figura 2. – Modelo que representa o ensaio de circuito aberto


Objetivos
Familiarização dos graduandos com os ensaios em transformadores, a fim de
obtermos, experimentalmente, dados e valores internos dos transformadores, em relação à
uma fase, e assim termos um modelo equivalente trifásico do transformadores.
Equipamento
Foi utilizado em laboratório um transformador elétrico trifásico com valor nominal de
1kVA, um alicate wattímetro, um varivolt trifásico e cabos flexíveis para as conexões.
Procedimentos
Experimento nº 1: Ensaio de circuito aberto
O varivolt foi ligado na energia elétrica e regulado para 0 V na saída, com o auxílio do
alicate wattímetro. Conectaram-se as três fases da saída do varivolt à bobina primária do
transformador. As bobinas do primário foram todas interligadas para formar ligação “estrela”.
O varivolt foi sendo gradativamente aumentado até que alcançasse uma medição de tensão de
fase de 110 V. Foi feita a medição nº 1.
Experimento nº 2: Ensaio de curto-circuito
O varivolt foi zerado novamente. A ligação em “estrela” na bobina primária
permaneceu desse modo para o ensaio de nº 2. As bobinas do secundário referentes às três
fases foram todas curto-circuitadas. O valor nominal de corrente a ser atingido, foi obtido
através do valor de potência aparente nominal do transformador, onde nesse caso, é de 1,51
A. Gradativamente, foi sendo aumentada a tensão até a corrente atingir aproximadamente 1,5
A. Foi feita a medição nº 2.
Resultados e Conclusões
Medição # Tensão Corrente Potência Ativa
1 110,6 V 0,44 A 7,22 W
2 4 V 1,5 A 6, 06 W

Dos dados da medição 1, podemos extrair algumas informações úteis como Fp = 0,45.
E obtemos também que Z
θ
= cos
-1
0,45 e Z
φ
= 110,6/0,44. Onde temos: Z
eq
= 250 ∠ 63,25° Ω.
Dos dados da medição 2, temos: Fp = 0,99, Z
θ
= cos
-1
0,99 e Z
φ
= 4/1,5. Logo, teremos
Z
eq
= 2,6 ∠ 8,1° Ω.
Assim, obtemos valores experimentais dos valores de impedâncias internos de entrada
do transformador para cada fase.