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Matéria - Trabalhista FÉRIAS COLETIVAS Sumário 1. Introdução 2. Requisitos para Concessão 2.1.

Matéria - Trabalhista

FÉRIAS COLETIVAS

Sumário

1.

Introdução

2.

Requisitos para Concessão

2.1.

Comunicação

2.2.

Modelo de Comunicação

3.

Empregados Menores de 18 Anos e Maiores de 50 Anos

4.

Critérios Específicos

4.1.

Empregados com o contrato interrompido ou suspenso

4.2.

Contrato de trabalho regido pelo regime de tempo parcial

5.

Empregados Contratados Há Menos de Um Ano

5.1.

Férias proporcionais inferiores às férias coletivas

5.2.

Férias proporcionais superiores às férias coletivas

6.

Empregados Contratados Há Mais de Um Ano

7.

Anotação no Registro de Empregados e na Carteira de Trabalho

7.1.

Modelo – Aposição de carimbo ou etiqueta gomada

8.

Contagem e Início das Férias Coletivas

9.

Remuneração

9.1.

Exemplos

9.2.

Adicionais – Integração na base de cálculo

10.

Conversão das Férias Coletivas em Abono Pecuniário

10.1.

Valor do abono – Terço constitucional

11.

Pagamento – Prazo

12.

Multas Administrativas

13.

Contribuição Previdenciária

13.1.

Abono pecuniário

14.

FGTS

15.

IRRF

16.

Recibo de Férias

17.

Modelos

17.1.

Aviso aos empregados e ao sindicado

17.2.

Comunicado ao Delegado Regional do Trabalho

1. Introdução

Férias coletivas são aquelas em que o empregador concede não apenas a um empregado, mas a todos os empregados, de um ou vários setores ou de determinados estabelecimentos da empresa. Normalmente as férias coletivas coincidem com o final do ano, Natal e Ano Novo e, em muitos casos, quando há uma diminuição na sua produção, por exemplo, o setor de produção entra em férias coletivas em virtude de poucas vendas, mantendo o trabalho normal nos demais setores ou departamentos da empresa.

Resenha Diária

Observamos que as férias coletivas são concedidas de maneira simultânea e deverão abranger, necessariamente, a todos os empregados de uma empresa, ou apenas aos empregados de determinados estabelecimentos ou setores de uma empresa, independentemente de terem sido completados ou não os respectivos períodos aquisitivos, conforme estabelece o art. 139 da CLT.

Por não ser permitido conceder férias coletivas para apenas parte de um setor, a empresa deverá optar pela concessão das férias individuais, de acordo com o art. 129 e seguintes da CLT, quando não for possível a concessão a todos os trabalhadores.

2. Requisitos para Concessão

As férias coletivas podem ser gozadas em dois períodos anuais, desde que nenhum deles seja inferior a 10 dias corridos.

As férias coletivas serão gozadas na época fixada em acordo coletivo entre a empresa e a entidade sindical que representa os empregados, convenção coletiva entre sindicatos das categorias econômica e profissional, como dita o art. 611 da CLT ou dissídio coletivo de trabalho. Não havendo essa previsão, cabe ao empregador a adoção do regime e a determinação da melhor época de sua concessão.

2.1. Comunicação

A concessão de férias coletivas está condicionada à adoção dos seguintes procedimentos:

a) comunicação ao órgão local do Ministério do Trabalho e Emprego, com no mínimo 15 dias de

antecedência, as datas de início e fim das férias, bem como quais serão os estabeleci-mentos/setores que serão abrangidos pela medida;

b) envio de cópia da comunicação referida na letra “a” ao sindicato da respectiva categoria profissional,

também com antecedência mínima de 15 dias;

c) em igual prazo, deve-se fixar o aviso de férias coletivas nos locais de trabalho para que os

trabalhadores tomem conhecimento.

A empresa não irá solicitar autorização do sindicato ou da DRT para a concessão das férias coletivas e,

sim, fará a comunicação que irá concedê-las.

Se o empregador não comunicar à DRT e aos sindicatos dos trabalhadores até 15 dias antes da concessão das férias coletivas, estará sujeito à multa administrativa quando da visita do Auditor-Fiscal do Trabalho.

Salientamos que a falta de comunicação não descaracteriza a concessão das férias coletivas pois, se trata de mera comunicação e, não de requisito essencial para sua validade.

2.1.1. Dispensa da comunicação – Microempresa (ME) e Empresa de Pequeno Porte (EPP)

O art. 51 da Lei Complementar nº 123/06, que instituiu o novo Estatuto Nacional da Microempresa e da

Empresa de Pequeno Porte determina que as MEs e as EPPs são dispensadas de comunicar ao Ministério do

Trabalho e Emprego a concessão de férias coletivas. Porém, esclarecemos que as mesmas conti-nuam obrigadas a efetuar a comunicação para o respectivo sindicato da categoria.

Modelo de Comunicação

Resenha Diária

Local e Data. Ilmo.Sr (responsável pelo órgão local do MTE) REF.: Concessão de Férias Coletivas
Local e Data.
Ilmo.Sr
(responsável pelo órgão local do MTE)
REF.: Concessão de Férias Coletivas
Tudo Bem Ltda, estabelecida na Rua Tapicuru, nº 100, Vila Sônia, nesta cidade, inscrita no CNPJ nº 22.111.131/0001-
11, Incrição Estadual nº 333.22222, em cumprimento ao disposto no art. 139, § 2º, da CLT, vem comunicar a V.Sª que no período
de
/
/ a
/
/
concederá férias coletivas a todos os empregados do seu setor de manutenção, localizado no endereço
já referido.
Atenciosamente,
Tudo Bem Ltda
Nome:
Cargo:

3.

Empregados Menores de 18 Anos e Maiores de 50 Anos

O

art.134, § 2º, da CLT estabelece que aos menores de 18 anos e aos maiores de 50 anos de idade as

férias serão sempre concedidas de uma só vez.

Assim, na impossibilidade de fracionar e dividir em dois períodos, as férias coletivas dos trabalhadores que estejam nessa faixa etária somente poderão ser concedidas em um período.

Nos casos de férias coletivas inferiores aos direitos desses empregados, o empregador deverá conceder integralmente as férias, ou, na sua impossibilidade, considerar as férias coletivas como licença remunerada. Caso a opção seja pela licença remunerada, as férias individuais serão gozadas em época própria.

Assim, por exemplo, empregado com idade de 17 anos, tem direito à férias de 30 dias. A empresa irá conceder férias coletivas de 20 dias. Neste caso, gozará as férias que tiver direito, ou seja, 30 dias.

Vale lembrar que o empregado estudante menor de 18 anos, terá direito a fazer coincidir suas férias com as férias escolares (art.136, § 2º, da CLT).

4. Critérios Específicos

4.1. Empregados com o contrato interrompido ou suspenso

O empregado que estiver afastado da empresa na época das férias coletivas por motivo de suspensão ou

interrupção do contrato de trabalho, como por exemplo, auxílio-doença, licença-maternidade, serviço militar, entre outros, não gozarão férias coletivas ante a impossibilidade jurídica causada pelo próprio afastamento. Caso o empregado esteja liberado para o trabalho e a empresa ainda permaneça com suas atividades paralisadas, não havendo possibilidade dele retornar a empresa antes dos demais empregados, o entendimento é que deverá ser concedida uma licença remunerada até o retorno das atividades pela empresa.

4.2. Contrato de trabalho regido pelo regime de tempo parcial

A Medida Provisória nº 1.709-3/98, que acrescentou os arts. 58-A, 130-A e 476-A à CLT, faculta às

empresas contratar empregados pelo regime de tempo parcial cuja jornada semanal não pode exceder a 25

horas de trabalho.

Após cada período de 12 meses de vigência do contrato de trabalho, na modalidade prevista na citada Medida Provisória o empregado terá direito às férias, numa proporção inferior aos empregados contratados

Resenha Diária

para trabalhar em tempo normal, e não poderão ser excluídos das férias coletivas em face da paralisação da empresa.

Assim, não há impedimento legal para a concessão de férias coletivas aos empregados contratados em regime de tempo parcial, com os demais empregados contratados em jornada integral (normalmente 44 horas semanais). No entanto, o empregador deve ficar atento ao cálculo do gozo e da remuneração que obedece à seguinte tabela proporcional de férias, de acordo com o art. 130-A da CLT:

Jornada de Trabalho Semanal

 

Férias – Duração

 

Superior a

Até

Até 7 Faltas Injustificadas

8

ou

mais

Faltas

Injustificadas

22

horas

25

horas

18

dias

9

dias

20

horas

22

horas

16

dias

8

dias

15

horas

20

horas

14

dias

7

dias

10

horas

15

horas

12

dias

6

dias

05

horas

10

horas

10

dias

5

dias

Igual ou inferior a 5 horas

 

8 dias

4

dias

O empregado contratado sob o regime de tempo parcial que tiver mais de sete faltas injustificadas ao

longo do período aquisitivo terá o seu período de férias reduzido à metade.

Se o período de férias coletivas for superior ao período adquirido pelo empregado nessas condições, a empresa pagará os dias excedentes como licença remunerada, em folha de pagamento.

Exemplo:

Empregado, com jornada de 22 horas semanais, tem seis meses na empresa (6/12 avos) e nesse período teve três faltas não justificadas, então, as férias proporcionais, de acordo com a tabela anterior correspondem a 9 dias (18 dias ÷ 12 x 6 = 9 dias).

Nessa situação, se a empresa conceder 20 dias de férias coletivas, ele receberá 9 dias como férias coletivas e os 11 dias restantes como licença remunerada.

5. Empregados Contratados Há Menos de Um Ano

O empregado terá direito às férias após cada período completo de 12 meses de vigência do contrato de

trabalho. Quando se tratar de férias coletivas, que acarrete paralisação das atividades da empresa ou de determinados estabelecimentos ou setores dela, os empregados que não completaram ainda o período aquisitivo ficam impedidos de prestar serviços.

Assim, o art. 140 da CLT estabelece que os empregados contratados há menos de 12 meses gozarão, na oportunidade, férias proporcionais ao tempo de serviço, calculadas na proporção de 1/12 avos por mês de serviço ou fração superior a 14 dias, de 30, 24, 18, 12 dias, conforme as faltas injustificadas, iniciando-se, então, novo período aquisitivo.

Caso as condições de trabalho não permitam o retorno antecipado do empregado ao serviço em relação aos demais, o período excedente ao direito adquirido será considerado licença remunerada.

Para melhor visualização e com base no art. 130 da CLT, segue tabela prática para determinar quais os dias de direito a férias que o empregado faz jus, se tiver um período aquisitivo de férias inferior a um ano.

Proporcionalidade de

30

dias (até 5 faltas)

24

dias (de

6

a

14

18

dias (de

15

a

23

12

dias (de

24

a

32

férias

injustificadas)

faltas injustificadas)

faltas injustificadas)

faltas injustificadas)

1/12

2,5 dias

2

dias ou 1

 

1,5 dia

 

1 dia

 

2/12

5 dias

4

dias

 

3

dias

 

2 dias

 

3/12

7,5 dias

6

dias

 

4,5 dias

 

3 dias

 

4/12

10

dias

8

dias

 

6

dias

 

4 dias

 

5/12

12,5 dias

10

dias

7,5 dias

 

5 dias

 

6/12

15

dias

12

dias

9

dias

 

6 dias

 

7/12

17,5 dias

14

dias

10,5 dias

 

7 dias

 

8/12

20

dias

16

dias

12

dias

8 dias

 

9/12

22,5 dias

18

dias

13,5 dias

 

9 dias

 

10/12

25

dias

20

dias

15

dias

10 dias

 

11/12

27,5 dias

22

dias

16,5 dias

 

11 dias

 

12/12

30

dias

24

dias

18

dias

12 dias

 

Mais de 32 faltas injustificadas no curso do período aquisitivo implica na perda do direito às férias correspondentes.

Resenha Diária

5.1. Férias proporcionais inferiores às férias coletivas

Exemplo:

Empregado admitido em 10/07/2009. A empresa concederá férias coletivas de 15 dias, a partir 21/12/2009 até 04/01/2010. Naquela oportunidade terá 5/12 avos de férias proporcionais que corresponde a 12,5 dias. Dessa forma, a empresa deve remunerar como férias coletivas 12,5 dias, acrescido do terço constitucional, quitando o respectivo período aquisitivo e, o restante dos dias que faltarem para completar os 15 dias de paralisação da empresa (2,5 dias) será remunerado como licença remunerada. Um novo período aquisitivo será iniciado a partir de 21/12/2009, devendo o mesmo ser anotado em sua CTPS.

Visualizando:

Admissão

Férias Proporcionais

Férias Coletivas

Início do Novo Período Aquisitivo

Observação

10/07/2009

10/07/2009

21/12/2009

21/12/2009

O

empregado receberá

a

a

12,5 dias de férias com +

21/12/2009 = 5/12 ou 12,5 dias

04/01/2010

1/3

e 2,5 dias de licença

(15 dias)

remunerada

Concedidas férias coletivas em dois períodos para o empregado com menos de um ano de serviço, deve ser observado que no 2º período as férias serão proporcionais relativamente ao período compreendido entre a concessão do 1º período de férias coletivas e o 2º período, podendo haver ou não o pagamento da licença remunerada.

Caso ocorra rescisão contratual do empregado que tenha menos de um ano de empresa e que foi beneficiado com as férias coletivas, o valor pago pelo empregador a título de licença remunerada não poderá ser descontado dos valores pagos na rescisão.

5.2. Férias proporcionais superiores às férias coletivas

No caso de o empregado ter direito às férias proporcionais superiores ao período de férias coletivas, o empregador deverá conceder o período de férias coletivas e completar os dias restantes em outra época (no período dos 12 meses subsequentes ao gozo das férias coletivas) ou, poderá ainda conceder ao empregado, integralmente, o período de férias adquiridos, para que haja quitação total, quitando, dessa forma, este período aquisitivo. Neste caso, o empregado retornará ao trabalho depois dos demais.

Exemplo

Para o empregado contratado em 02/03/2009, o empregador irá conceder a partir do dia 21/12/2009 até o dia 09/01/2010 férias coletivas, retornando as atividades em 11/01/2010.

– o direito adquirido do empregado constitui 10/12 avos, o que corresponde a 25 dias;

– as férias coletivas de 21/12/2009 a 09/01/2010 = 20 dias.

Serão pagos como férias coletivas 20 dias e os 5 dias restantes deverão ser concedidos posteriormente, dentro do período concessivo, ou, se o empregador preferir, poderão ser concedidas na sequência das férias coletivas. Neste caso, esse empregado retorna a atividade após os demais empregados.

O novo período aquisitivo desse empregado inicia-se no dia 21/12/2009, devendo ser anotado em sua

CTPS.

6. Empregados Contratados Há Mais de Um Ano

Quando o empregado tem período igual ou superior a 12 meses de serviço na empresa, faz jus a férias integrais.

Salientamos que não haverá alteração do período aquisitivo, mantendo-se, dessa forma, o anterior.

Assim, se o empregador, por exemplo, concede 15 dias de férias coletivas e o empregado tem direito a 30 dias, pode-se optar por uma das seguintes alternativas:

a) o empregado goza integralmente o período de férias (30 dias) como férias individuais; ou

Resenha Diária

b) o empregado goza apenas os 15 dias de férias coletivas, ficando o restante (15 dias) para ser gozado oportunamente, a critério do empregador, desde que dentro do período concessivo.

7. Anotação no Registro de Empregados e na Carteira de Trabalho

As férias normais concedidas, como também as férias coletivas, serão anotadas no livro ou nas fichas de registro de empregados, lembrando que as Microempresas e a Empresas de Pequeno Porte estão desobrigadas dessa formalidade.

Com relação à carteira de trabalho, o art. 135, § 1º, da CLT dispõe que o empregado não poderá entrar em férias sem que apresente a CTPS para as devidas anotações. Assim, o empregado antes do gozo das férias coletivas deverá apresentar a carteira de trabalho para as devidas anotações. Cabe lembrar que as anotações poderão ser feitas com o uso de etiquetas gomadas, autenticadas pelo empregador.

As Microempresas e a Empresas de Pequeno Porte também deverão fazer as anotações pertinentes na carteira de trabalho.

O art. 141 da CLT estabelece que quando o número de empregados abrangidos pelas férias coletivas for superior a 300, a empresa poderá promover, mediante carimbo, anotações dessas férias. Adotado o procedimento indicado, caberá à empresa fornecer ao empregado cópia visada do recibo correspondente à quitação do pagamento do respectivo valor.

Quando da cessação do contrato de trabalho, o empregador que utilizar carimbo deverá anotar na CTPS as datas dos períodos aquisitivos correspondentes às férias coletivas gozadas pelo empregado.

7.1. Modelo – Aposição de carimbo ou etiqueta gomada

FÉRIAS COLETIVAS

Início:

/

/

Término:

/

/

Estabelecimento:

Setor:

carimbo e assinatura da empresa

8. Contagem e Início das Férias Coletivas

No Capítulo IV da CLT que trata do direito e concessão de férias (arts. 129 a 153 da CLT), inexiste dispositivo expresso discipli-nando a forma de contagem do gozo de férias. Dessa forma considera-se dias corridos, ainda que no mês de sua concessão tenha feriado.

Alguns sindicatos de determinadas categorias profissionais, por intermédio do documento coletivo, principalmente em virtude das festas de fim de ano (Natal e Ano Novo) estabelecem que, caso ocorra a concessão de férias coletivas no mês de dezembro, a empresa não deve considerar na contagem os dias 25 de dezembro e 1º de janeiro.

Assim, orientamos para que seja consultado o respectivo documento coletivo para se certificar quanto a inclusão ou não desses dias. Se, por ventura, houver a previsão de exclusão da contagem das férias coletivas desses dias, estes deverão ser remunerados em folha de pagamento, juntamente com o salário do respectivo mês.

Quanto ao início das férias, por intermédio do Precedente Normativo nº 100, o Tribunal Superior do Trabalho firmou entendimento no sentido de que o início das férias coletivas ou individuais não poderá coincidir com sábado, domingo, feriado ou dia de compensação de repouso semanal.

9. Remuneração

Resenha Diária

O empregado perceberá durante as férias a remuneração que lhe for devida na data da sua concessão

(art. 142 da CLT).

A remuneração das férias será calculada da seguinte forma:

a) para os que recebem por dia, semana, quinzena ou mês, com base na remuneração que for devida

por tal critério na data de concessão, acrescida de 1/3 constitucional;

b) os que recebem por hora, com jornadas variáveis, apura-se a média mensal do período aquisitivo,

aplicando-se o valor do salário-hora vigente na data da concessão das férias, acrescido de 1/3 constitucional;

c) para os que recebem por tarefa, toma-se por base a média mensal da produção no período aquisitivo

do direto às férias, aplicando-se o valor da remuneração da tarefa na data da concessão das férias, acrescido

de 1/3 constitucional;

d) para os que recebem percentagem, comissão ou viagem, apura-se a média mensal percebida pelo

empregado nos 12 meses que precederem a concessão das férias, acrescida de 1/3 constitucional.

Ressalvados os casos de cláusula prevista em acordo cole-tivo mais benéfica para o empregado.

9.1. Exemplos

a) Salário fixo + anuênio

Empregado com mais de um ano de serviço, salário mensal de R$ 700,00 e anuênio de R$ 80,00, gozará 20 dias de férias coletivas em novembro/2009, sua remuneração de férias será:

Salário mensal: R$ 700,00

Anuênio: R$ 80,00

Remuneração/dia: R$ 780,00 ÷ 30 = R$ 26,00

Período de gozo das férias: 20 dias

Remuneração das férias: 20 x R$ 26,00 = R$ 520,00

Adicional de 1/3 CF = R$ 520,00 ÷ 3 = R$ 173,33

Total bruto: R$ 693,33

INSS - R$ 693,33 x 8% = R$ 55,47

Total líquido: R$ 693,33 - R$ 55,47 = R$ 637,86

b) horista com jornada variável

Empregado com mais de um ano de serviço, recebe salário-hora de R$ 3,45. Dentro do período aquisitivo, a média mensal de horas são de 196 horas e, gozará 10 dias de férias coletivas em novembro/2009. Sua remuneração de férias será apurada da seguinte forma:

– Período aquisitivo: 18/08/2008 a 17/08/2009

– Apuração da Quantidade de horas trabalhadas

 
 

Mês

Quantidade de Horas

Setembro/2008

200

Outubro/2008

198

Novembro/2008

192

Dezembro/2008

198

Janeiro/2009

200

Fevereiro/2009

180

Março/2009

200

Abril/2009

200

Maio/2009

192

Junho/2009

198

Julho/2009

202

Agosto/2009

192

Total

2.352

Resenha Diária

Salário hora: R$ 3,45

Média de horas: 196

Remuneração para cálculo de férias: R$ 3,45 x 196 = R$ 676,20

Remuneração/dia: R$ 676,20 ÷ 30 = R$ 22,54

Período de gozo das férias: 10 dias

Remuneração das férias: R$ 22,54 x 10 = R$ 225,40

Adicional de 1/3 CF de R$ 225,40 ÷ 3 = R$ 75,13

Total bruto: R$ 300,53

INSS = R$ 300,53 x 8% = R$ 24,04

Total líquido: R$ 300,53 - R$ 24,04 = R$ 276,49

c) Comissionista puro

Empregado com mais de um ano de serviço, recebe comissões sem salário fixo, sendo a média dos 12 últimos meses de comissões R$ 4.620,00 (esse valor inclui o RSR), gozará 15 dias de férias coletivas em novembro/2009, sua remuneração de férias será:

Média das comissões: R$ 4.620,00

Remuneração para cálculo de férias: R$ 4.620,00

Remuneração/dia: R$ 4.620,00 ÷ 30 = R$ 154,00

Período de gozo das férias: 15 dias

Remuneração das férias: R$ 154,00 x 15 = R$ 2.310,00

Adicional de 1/3 CF = R$ 2.310,00 ÷ 3 = R$ 770,00

Total bruto: R$ 3.080,00

INSS = R$ 3.080,00 x 11% = R$ 338,80

IRRF – não há dependente = R$ 142,34

Cálculo de IRRF

R$ 3.080,00

(-) R$ 338,80 (INSS)

R$ 2.741,20 (base de cálculo)

(x)15%

R$ 411,18

(-)R$ 268,84 (parcela a deduzir)

R$ 142,34

Total líquido: R$ 3.080,00 - R$ 338,80 - R$ 142,34 = R$ 2.598,86

d) Salário fixo + comissões

Caso o empregado receba fixo mais comissão, o empregador também apurará a média das comissões, adicionando a média encontrada ao salário fixo, chegando ao valor para calcular as férias coletivas.

Exemplo

Uma empresa irá conceder férias coletivas de 30 dias, no mês de novembro/2009.

Resenha Diária

O empregado recebeu nos últimos 12 meses um valor de comissão de R$ 20.820,00 (esse valor inclui o

RSR) além das comissões, recebe um salário fixo de R$ 1.220,00. O cálculo das férias será efetuado da seguinte maneira:

Média das comissões + RSR: R$ 20.820,00 ÷ 12 = R$ 1.735,00

Salário fixo no mês da concessão: R$ 1.220,00

Cálculo da remuneração de 30 dias de férias

Salário fixo + média das comissões = R$ 1.220,00 + R$ 1.735,00 = = R$ 2.955,00

Adicional de 1/3 CF = R$ 2.955,00 ÷ 3 = R$ 985,00

Total bruto: R$ 3.940,00

INSS (limitado ao teto máximo) = R$ 3.218,90 x 11% = R$ 354,08

IRRF – não há dependente = R$ 323,19

Cálculo do IRRF

R$ 3.940,00

(-) R$ 354,08 (INSS)

R$ 3.585,92 (base de cálculo)

(X) 27,5%

R$ 986,13

(-)R$ 662,94 (parcela a deduzir)

R$ 323,19

Total líquido: R$ 3.940,00 - R$ 354,08 - R$ 323,19 = R$ 3.262,73

e) Salário-utilidade

O art. 458 da CLT estabelece que além do pagamento em dinheiro, compreende-se ao salário, para

todos os efeitos legais, a alimentação, a habitação, o vestuário ou outras prestações in natura que a empresa, por força do contrato ou do costume, fornece habitualmente ao empregado.

Assim, caso parte do salário do empregado seja paga em utilidade, o valor correspondente será integrado para fins de cálculo das férias.

9.2. Adicionais – Integração na base de cálculo

Os adicionais por trabalho extraordinário noturno, insalubre ou perigoso serão computados no salário que servirá de base ao cálculo da remuneração das férias.

Se no momento das férias o empregado não estiver percebendo o mesmo adicional do período aquisitivo, ou quando o valor deste não tiver sido uniforme, será computada a média duodecimal recebida naquele período.

O Tribunal Superior do Trabalho (TST), por intermédio da Súmula TST nº 347 firmou entendimento no

sentido de que o cálculo do valor das horas extras habituais, para efeito de reflexos em verbas trabalhistas,

observará o número de horas efetivamente prestadas e a ele aplica-se o valor do salário-hora da época do pagamento daquelas verbas.

Salientamos ainda que se em decorrência do documento coletivo da categoria houver previsão para o pagamento de adicionais de horas extras variáveis (por exemplo, 60%, 70%, 100%, etc.), deve ser calculada a média em separado para cada percentual pago.

Exemplo

Resenha Diária

Um empregado tem um salário fixo mensal de R$ 1.820,00 e realizou dentro do período aquisitivo um total de 528 horas extras.

Média das horas extras no período aquisitivo: 528 ÷ 12 = 44 horas.

Salário/hora: R$ 1.820,00 ÷ 220 horas = R$ 8,27

Salário/hora atual, com o acréscimo de 50%: R$ 8,27 x 1,50 = = R$ 12,40

Valor da média das horas extras: R$ 12,40 x 44 horas = R$ 545,60

Salário + média HE = R$ 1.820,00 + R$ 545,60 = R$ 2.365,60

Período de gozo das férias: 15 dias

Remuneração das férias: R$ 2.365,60 ÷ 30 = R$ 78,85

R$ 78,85 x 15 = R$ 1.182,75

Adicional de 1/3 CF: R$ 1.182,75 ÷ 3 =R$ 394,25

Total bruto: R$ 1.577,00

INSS = R$ 1.577,00 x 9% = R$ 141,93

IRRF – 1 dependente – Isento

Cálculo do IRRF

R$ 1.577,00

(-) R$ 141,93 (INSS)

(-) R$ 144,20 (dependente)

R$ 1.290,87(base de cálculo) – isento do IRRF

Total líquido: R$ 1.577,00 - R$ 141,93 = R$ 1.435,07

10. Conversão das Férias Coletivas em Abono Pecuniário

O art. 143, § 1º, da CLT é facultado ao empregado converter 1/3 do período de férias a que tiver direito em abono pecuniário, no valor da remuneração que lhe seria devida nos dias correspondentes, desde que o requeira até 15 dias antes do término do período aquisitivo.

Em caso de férias coletivas, a conversão de 1/3 em abono pecuniário será objeto de acordo coletivo entre o empregador e o sindicato representativo da respectiva categoria profissional, não dependendo da vontade individual do empregado ou do empregador, não existindo anuência do sindicato não será permitida a conversão de 1/3 em abono pecuniário.

Os empregados que estiverem sob o regime de trabalho a tempo parcial não têm direito à opção pelo abono pecuniário segundo o § 3º do art. 143 da CLT.

10.1. Valor do abono – Terço constitucional

Tendo em vista os direitos sociais assegurados aos trabalhadores urbanos e rurais, conforme o art. 7º da CF/1988, o Secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Trabalho por intermédio da Instrução Normativa SRT nº 1/88, estabeleceu normas concernentes à ação fiscal a ser desenvolvida pelos Auditores- Fiscais do Trabalho), em face da CF/1988.

Entre outros, a citada instrução normativa determina que o abono pecuniário previsto no art. 143 da CLT deve ser calculado “sobre a remuneração das férias, já acrescida de um terço”, conforme estipulado no art. 7º, XVII, da CF/1988.

Salienta-se, inclusive, que a Orientação Normativa SPS nº 8/97, subitem 13.13 estabelece que na base de cálculo do abono pecuniário inclui-se o adicional do terço constitucional de férias.

Resenha Diária

11. Pagamento – Prazo

O pagamento da remuneração das férias coletivas ou individuais e se for o caso, o abono pecuniário,

serão efetuados até dois dias antes do início do respectivo período conforme estabelece o art. 145 da CLT.

O pagamento será efetuado por meio de depósito bancário, em conta aberta em estabelecimento

próximo ao local de trabalho, ou por cheque emitido em favor do empregado.

12. Multas Administrativas

Os infratores aos dispositivos relativos a férias, nos termos da Portaria MTb nº 290/97 são punidos com multa de R$ 170,26 por empregado em situação irregular.

Aplica-se multa em dobro nos casos de reincidência, embaraço ou resistência à fiscalização ou emprego de artifício ou simulação objetivando fraudar a lei (art. 153, caput e parágrafo único, da CLT).

13. Contribuição Previdenciária

Incide o INSS, observadas as alíquotas devidas pelos segurados empregados de 8%, 9% ou 11%, conforme o salário-de-contribuição, respeitando o limite máximo mensal, atualmente de R$ 3.218,90 (veja tabela, a seguir). A empresa assume encargos patronais, além da contribuição devida a terceiros e acidente de trabalho, incidentes sobre o valor total bruto da folha de salários dos empregados, sem limitação ao teto máximo.

Tabela Vigente para Fatos Geradores a Contar de 01/02/2009

(Portaria MF/MPS nº 48/09 – DOU 13/02/2009)

Salário-de-Contribuição

(R$)

Alíquota para Fins de Recolhimento ao INSS

até 965,67

8%

de 965,68 até 1.609,45

9%

de 1.609,46 até 3.218,90

11%

13.1. Abono pecuniário

Havendo acordo coletivo entre o empregador e o sindicato da respectiva categoria profissional para conversão de 1/3 do respectivo período de férias coletivas em abono pecuniário, este valor, nos termos do art. 72, inciso VI, alínea “i”, da Instrução Normativa MPS/SRP nº 3/05 não sofrerá incidência de contribuição previdenciária, bem como não integrará a base de cálculo dos depósitos do FGTS.

14. FGTS

Deve ser depositado até o dia 7 de cada mês, em conta vinculada com o FGTS, a importância de 8% da remuneração devida ou paga, no mês anterior a cada trabalhador.

15. IRRF

O IRRF incidente sobre o valor das férias e do adicional de 1/3 da CF deve ser recolhido por meio do

Documento de Arrecadação de Receitas Federais (DARF) incidindo separadamente da soma do salário recebido no mês.

Quando ocorrer a conversão das férias em abono pecuniário, sobre este último, não há incidência do IRRF (ADI RFB nº 28/09).

Tabela Progressiva Mensal – Período de 01/01/2009 a 31/12/2009

Base de Cálculo (R$)

Alíquota (%)

Parcela

a

Deduzir

do

Imposto

(R$)

Até 1.434,59

De 1.434,60 até 2.150,00

7,5

107,59

De 2.150,01 até 2.866,70

15

268,84

De 2.866,71 até 3.582,00

22,5

483,84

Acima de 3.582,00

27,5

662,94

Valor da dedução por dependente: R$ 144,20

Resenha Diária

Tabela Progressiva Mensal – Período de 01/01/2010 a 31/12/2010

Base de Cálculo (R$)

Alíquota (%)

Parcela

a

Deduzir

do

Imposto

(R$)

Até 1.499,15

De 1.499,16até 2.246,75

7,5

112,43

De 2.246,76 até 2.995,70

15

280,94

De 2.995,71 até 3.743,19

22,5

505,62

Acima de 3.743,19

27,5

692,78

Valor da dedução por dependente: R$ 150,69

Exemplo

Cálculo das férias de um empregado que gozou parte das férias em um mês e outra parte em outro mês.

Neste exemplo vamos demonstrar o cálculo do INSS, FGTS e IRRF.

O empregado João Pedro Silva, com salário de R$ 4.300,00 no mês de dezembro/2009 vai gozar férias de 21/12/2008 a 04/01/2009, sendo seu período aquisitivo de férias 01/04/2007 a 30/03/2008. Informamos que ele tem dois dependentes para fins de IRRF, e por dependente o valor é de R$ 144,20.

a) Cálculo das Férias Coletivas pagas de dezembro/2009

R$ 4.300,00 ÷ 31 dias x 11 dias (21 a 31/12/2009) = R$ 4.300,00 ÷ 31dias x 04 dias (01 a 04/01/2010) =

R$ 1.525,81 R$ 554.84

Valor total = Adicional de 1/3 (R$ 2.080,65 ÷ 3) = Total bruto de férias =

R$ 2.080,65 R$ 693,55 (*) R$ 2.774,20

 

Descontos:

(-)

INSS – R$ 2.774,20 x 11%

R$ 305,16

Cálculo do IRRF Valor bruto de férias

R$ 2.774,20

(-)

INSS

R$ 305,16

(-)

Dependente (2 x R$ 144,20) =

R$ 288,40

Base de Cálculo =

R$ 2.180,64

(x) Alíquota

15%

 

R$ 327,10

(-)Parcela a deduzir

R$ 268,84

Valor do IRRF

R$ 58,26

Total líquido a receber

R$ 2.410,78

b) Cálculo do saldo de salário de dezembro/2009

No dia 05/01/2010, no pagamento do saldo de salário do mês de dezembro/2009, a empresa calcula o IRRF com base na tabela de janeiro/2010 e recalcula o INSS.

Saldo de Salário = R$ 4.300,00 ÷ 31dias x 20 dias (01 a 20/12)= R$ 2.774,20

Férias de 11 dias no mês de dezembro/2009 (21 a 31/12) = R$ 4.300,00 ÷ 31 x 11 + 1/3 = R$ 2.034,41

Total = R$ 4.808,61

Como o valor das férias referente ao mês de dezembro/2009 não atingiu o limite máximo previdenciário, haverá diferença de INSS a ser retida sobre o saldo de salário.

A contribuição previdenciária descontada sobre as férias no valor de R$ 305,16 corresponde a 11 dias de férias de dezembro/2009 e 4 dias de férias de janeiro/2010. A contribuição tem de ser rateada entre os dois meses, para que se possa apurar a contribuição que venha corresponder aos dias de dezembro/2009 e

janeiro/2010.

Rateio do INSS = R$ 305,16 ÷ 15 dias de férias = R$ 20,34

INSS sobre as férias de 11 dias de dezembro/2009 = 11 dias x R$ 20,34 = R$ 223,78

INSS, sobre as férias de 4 dias de janeiro/2010 = 4 dias x R$ 20,34 = R$ 81,38

Resenha Diária

Neste cálculo ocorreu um arredondamento de valores, pois R$ 305,16 ÷ 15 = R$ 20,344. Assim, consideramos duas casas após a vírgula.

Considerando que o saldo de salário, mais as férias do mês de dezembro/2009 é superior ao limite máximo de salário-de-contribuição, a contribuição nesse mês será de R$ 354,08 (11% de R$ 3.218,90). Como nas férias já foi descontado o valor de R$ 223,78 sobre o saldo de salário será descontado o valor de R$ 130,30 (R$ 354,08 - R$ 223,78).

IRRF

Saldo de salário – R$ 2.774,20

INSS – R$ 130,30

IRRF – 2 dependentes – R$ 301,38

R$ 2.774,20

(-)

R$ 130,30 (INSS)

(-)

R$ 301,38 (dependentes)

R$ 2.342,52 (base de cálculo)

(x) 15%

R$ 351,38

(-) R$ 280,94 (parcela a deduzir)

R$ 70,44

Visualizando

Descrição

Proventos

Descontos

Saldo de salário – 20 dias

R$ 2.774,20

 

Férias 11 dias (21 a 31/01)

R$ 1.525,81

 

Adicional de 1/3

R$

508,60

 

INSS s/saldo de salário

 

R$

130,30

IRRF s/saldo de salário

 

R$

70,44

Férias de 11 dias

 

R$ 1.525,81

Adicional de 1/3

 

R$

508,60

Total

R$ 4.808,61

R$ 2.235,15

Valor líquido a receber

 

R$ 2.573,46

c) Cálculo do saldo de salário de janeiro/2010

Em 05/02/2010, no pagamento do saldo de salário do mês de janeiro/2010 será efetuado o desconto da contribuição previdenciária (a diferença) sobre o saldo de salário (11% de R$ 3.218,90 = = R$ 354,08), ou seja, R$ 354,08 - R$ 81,38 = R$ 272,70.

Saldo de salário – R$ 4.300,00 ÷ 31 x 27 = R$ 3.745,16

Férias 4 dias (01 a 04/01) – R$ 4.300,00 ÷ 31 x 4 = R$ 554,84

Adicional de 1/3 = R$ 554,84 ÷ 3 = R$ 184,95

IRRF

Saldo de salário – R$ 3.745,16

INSS – R$ 272,70

IRRF – 2 dependentes – R$ 301,38

 

R$ 3.745,16

(-)

R$ 272,70 (INSS)

(-)

R$ 301,38 (dependentes)

Resenha Diária

R$ 3.171,08 (base de cálculo)

(x) 22,5%

R$ 713,49

(-) R$ 505,62 (parcela a deduzir)

R$ 207,87

Visualizando:

Descrição

Proventos

Descontos

Saldo de salário – 27 dias

R$ 3.745,16

 

Férias 4 dias (01 a 04/01)

R$ 554,84

 

Adicional 1/3

R$ 184,95

 

INSS s/ saldo de salário

 

R$ 272,70

IRRF s/saldo de salário

 

R$ 207,87

Férias de 04dias

 

R$

554,84

Adicional de 1/3

 

R$

184,95

Total

R$ 4.484,95

R$ 1.220,36

Valor líquido a receber

 

R$ 3.264,59

(*) O art. 7º, inciso XVII, da CF/88 estabelece que as férias têm que ser remuneradas com pelo menos,

1/3 a mais do que o salário normal. Cabe lembrar que o salário em nosso exemplo é de R$ 4.300,00.

16. Recibo de Férias

Empresa: Tudo Bem Ltda.

Endereço: Rua Tapicuru nº 100 – Vila Sônia – São Paulo-SP

Empregado João Silva

Data de Admissão: 01/04/2002

Função: Assistente Administrativo

CTPS nº/série: 15.526/011

Férias de 21/12/2009 a 04/01/2010

Valor das férias (15 dias) – R$ 2.080,65

Adicional 1/3 s/valor de férias – R$ 693,55

Total Bruto – R$ 2.774,20

Descontos

INSS (11%) – R$ 305,16

Imposto de Renda Retido na Fonte (15%) – R$ 58,26

Líquido a Pagar – R$ 2.410,78 (dois mil, quatrocentos e dez reais e setenta e oito centavos)

Recebi a importância discriminada, correspondente às férias coletivas acima.

Data

Assinatura do empregado

17. Modelos

Inexiste modelo oficial para aviso de férias e comunicação ao sindicato da categoria, reproduzimos a seguir modelos a título de sugestão:

17.1. Aviso aos empregados e ao sindicado

Em atendimento ao disposto no § 3º do art. 139 da CLT, comunicamos que a empresa concederá férias

coletivas a (discriminar quem está abrangido pela medida) no período de

/

/

a

/

/

Resenha Diária

Local e data

carimbo e assinatura da empresa

17.2. Comunicado ao Delegado Regional do Trabalho

Comunicado ao Delegado Regional do Trabalho

Ilmo. Sr.

Delegado Regional do Trabalho no Estado de

Ref.: Concessão de Férias Coletivas

nº(

139, § 2º, da CLT, comunica que no período de ( setores abrangidos pela medida).

Empresa “X”, com sede na Rua (

)

Local e Data

nesta cidade, inscrita no CNPJ nº (

)

)/(

)/(

)

a (

)/(

)/(

)

)

em consonância ao art.

concederá férias coletivas a (informar quais os estabelecimentos ou

Inscrição Estadual nº (

),

Carimbo e assinatura da empresa