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FACULDADE ANHANGUERA DE VALINHOS CURSO: ADMINISTRAÇÃO DISCIPLINA: GESTÃO DE NEGÓCIOS INTERNACIONAIS ATIVIDADE PRÁTICA SUPERVISIONADA Charles Luis

FACULDADE ANHANGUERA DE VALINHOS CURSO: ADMINISTRAÇÃO DISCIPLINA: GESTÃO DE NEGÓCIOS INTERNACIONAIS

ATIVIDADE PRÁTICA SUPERVISIONADA

Charles Luis Chabloz R.A.:3813665065 Daniel Nunes R.A.:4916874981

Tutor à distância: Andreliza Mila Rosa de Oliveira

Valinhos, 02 de Junho de 2014

SUMÁRIO

Introdução...................................................................................................................3

Etapa 1.........................................................................................................................4

Etapa 2

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Etapa 3 .........................................................................................................................7

Consideração Final

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Referências Bibliográficas

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INTRODUÇÃO

A criação de um produto e uma empresa requer muita pesquisa e criatividade de seus membros ou sócios envolvidos para o sucesso do empreendimento.

A empresa escolhida para esta atividade é uma empresa fictícia, do ramo da Construção Civil, mas que possui um diferencial: o desenvolvimento sustentável e a consciência de preservar a natureza, através da reutilização de papelão, misturado com pequena quantidade de cimento e resina, que garante a sua durabilidade, com baixa condutividade, com uma densidade e resistência térmica superiores, mais um alto coeficiente de resistência à compressão e dada a sua densidade muito baixa, tem uma boa resistência sísmica.

Para a aquisição de matéria-prima, como o papelão, no qual é o principal componente dos tijolos, a empresa fecharia parcerias com outras empresas para o recolhimento de embalagens de papelão não utilizadas.

Acredita-se que é um produto com perfil internacional, devido ao grande potencial como produto ecologicamente correto, e ao fato de diversos países já terem demostrado aumento do interesse por produtos deste segmento.

ETAPA 1

Empresa: CHABLOZ TIJOLOS (Empresa Fictícia)

Produto: Tijolos confeccionados com uma porcentagem de papelão reciclado.

Ramo de Atividade: Construção Civil

Matéria-prima: caixas de papelão que foram descartadas após uso, cimento e resina.

Preço de mercado interno sem IPI: R$ 3,50

Preço de custo: R$2,00

Preço de venda: R$ 3,50

Componentes do Preço do Mercado Interno: R$2,80

Preço em moeda nacional: R$ 3,05

Dólares Americanos: US$ 2,16

O produto no qual se estaria investindo no mercado internacional é o tijolo ecológico, feito de papelão descartado, com pequena porcentagem de cimento e resina.

O produto possui perfil internacional devido ao alto interesse de diversos países em economia sustentável na área da construção civil.

Ao realizar uma pesquisa na internet sobre outras possíveis empresas que já comercializam um produto parecido, obteve-se a informação de que a empresa Krafterra fabrica tijolos e blocos utilizando esta matéria prima.

ETAPA 2

Percebe-se, de acordo com a pesquisa na internet, que existe um público-alvo de países que se interessam na reciclagem de diversos materiais e na sustentabilidade, conforme mencionado na introdução deste trabalho. Para uma melhor compreensão, temos a seguinte definição de mercados específicos para compra dos nossos tijolos ecológicos:

A expressão/palavra que melhor se adequa à condição do país moderno é Sustentável: o conceito foi apresentado pela primeira vez em 1987, através do Informe Bruntland, da ONU Organização das Nações Unidas, que definiu Desenvolvimento Sustentável como “aquele que permite fazer uso dos recursos naturais sem esgotá-los, preservando-os para as gerações futuras”. Aplicando o mesmo conceito, a definição mais correta para a construção com perfil moderno, urbano e industrial é Construção Sustentável.

Os eco produtos se caracterizam como:

  • - Matérias-primas (origem e natureza);

  • - Insumos (entram para composição final do produto). Agentes químicos voláteis, resinas etc.;

  • - Utilidade/finalidade;

  • - Processo de fabricação/beneficiamento;

  • - Ciclo de vida (do “berço ao túmulo”);

Legislação Não no Brasil. Só ANVISA (Associação Nacional de Vigilância Sanitária) não permite uso de expressões como “ecologicamente correto” em produtos farmacêuticos/ cosméticos;

  • - Rotulagem ambiental (quando existe);

  • - Nome/nomenclatura (nem sempre o produto é identificado por seus benefícios ambientais).

Detalhes adicionais:

A tarifação média de exportação do papel utilizado para produção do tijolo, chega a torno de

7,64%.

De acordo com a pesquisa realizada, a eficiência com a qual as entradas são transformadas em produtos finais é uma medida da produtividade do processo. Produzindo de acordo com a capacidade máxima de produção das máquinas da empresa, que é de 1500 unidades diárias, não há ociosidade de maquinário e podemos dizer que estamos operando com 100% de produtividade. Falhas em produtos prontos, muitas vezes ocasionadas por manuseio incorreto antes

do período de cura do produto, podem resultar em trincas ou quebra do tijolo. Essas unidades defeituosas serão trituradas e juntas aos resíduos podem compor um novo produto, portanto, o índice de sucata e perda de material foi considerado próximo ao nulo. O meio de transportar os tijolos são feitos por carretas ou caminhões que utilizam biodiesel como combustível, preocupando com o meio ambiente e a qualidade nos nossos serviços. Pesquisa promovida pelo Instituto Akatu Pelo Consumo Consciente mostra que 80% dos brasileiros estão dispostos a pagar mais para empresas que realizam projetos em favor do meio-ambiente. 40% dizem ter adotado o chamado consumo consciente.

O mercado é estimado pelas empresas envolvidas neste processo em torno de 120 milhões de reais para os próximos 10 anos, atendendo principalmente as regiões Norte, Nordeste e Centro Oeste do Brasil. Ainda segundo estudos da Alcoa/Tetra Park, esses valores podem atingir o patamar de R$ 1 Bilhão de Reais, caso espalhasse esse tipo de tecnologia no Brasil. Os preços de tijolos recicláveis variam de acordo com a formulação e marca, por isso é importante fazer uma pesquisa geral. O custo da barra por unidade não é o mais importante, mas sim o preço total das peças compradas para montar a estrutura da casa, tornando acessíveis aos nossos clientes. Em todo o caso o milheiro do tijolo reciclável custa entre R$ 300 a R$ 500. Segundo pesquisa realizada para esta atividade, as empresas Construvan, Tijol-ECO e Enrico Rio são algumas das fabricantes mais conhecidas do país. A construção com tijolos

ecológicos resulta em economia de até 25% comparado as peças convencionais. Além disso, as cimenteiras gastam ainda 12% com mão-de-obra e 28% com outros custos, como matéria prima. Tirando a mão da massa, fazendo-se as somas, revelamos não só suas fórmulas, mas as dos “concorrentes” também. “O clínquer – cimento puro, feito de argila e calcário, aquecido a 1.500o C custa pelo menos R$ 80 a tonelada. A escória é muito mais barata. As cimenteiras então fazem o quê? Tiram até 70% de clínquer e no seu lugar adicionam a escória moída, cuja tonelada custa R$ 12. Para nós, pobres mortais que compramos o cimento

no varejo, o saco de 50 kg sai a R$ 12,00, ou seja, R$ 240,00 a tonelada”.

Devido à demanda da construção civil e exportações, o setor de produção de tijolos recicláveis está crescendo em algumas regiões do Brasil. Porém, no mundo, destacamos a rápida urbanização de Bangladesh, que decorre de um crescimento econômico constante de 5- 6% nos últimos 15 anos e tem gerado uma rápida urbanização e expansão da construção civil. Como consequência, a demanda interna por tijolos acompanhou esse ritmo e cresceu a uma taxa semelhante, na casa de 6% ao ano.

Prazo de entrega: Ótimo rendimento, rigidez no prazo de entrega, excelente acabamento. Não precisa embolsar. O Tijolo Reciclável é acústico e térmico. Garantimos entrega segura, sem risco de danificar ou trincar os tijolos. Concorrência e Líderes de Mercado: Ecomat, da Itália (tijolos ecológicos de plástico do tipo LEGO); Eco Solutions, do Brasil (tijolos ecológicos com cimento e alguns componentes) e a alemã Homag-Weinmann, líder mundial no segmento de wood framing.

ETAPA 3

Identificando um país potencial para exportação

Como o ramo da Construção Civil é exigente na qualidade dos materiais a serem utilizados para erguer algum prédio ou qualquer outra estrutura no mundo, analisamos nesta etapa como é feita a oferta, promoção, o traslado e a logística do nosso tijolo reciclável a um dos países que visam a sustentabilidade e a conservação de seus bens naturais, além da preservação ao meio ambiente para as futuras gerações. Neste caso, escolhemos a Suíça por ser o primeiro do ranking mundial em países mais sustentáveis, principalmente pela redução de uso de combustíveis nucleares, sendo ainda recordista em usinas geotérmicas. O país também se destaca pela qualidade do ar, políticas ambientais e projetos de redução de emissão de dióxido de carbono.

Fazendo o comparativo com a leitura do livro “O Exportador”, que fora orientado para estudo

e conclusão deste trabalho, acreditamos que as feiras internacionais são a melhor forma de divulgação do nosso produto em questão, para torná-lo visível e ao conhecimento do público- alvo que almejamos, os países da Europa, especialmente Suíça. De acordo com a nossa pesquisa, o país tem muitas obras e ideais sustentáveis. Existe uma demanda para todos os tipos de material reciclável, incluindo entulho de construções e até estrume de elefante. O que importa é saber se a sua remoção de um lugar para outro é uma atividade rentável. O Ministério suíço do Meio Ambiente tem um papel fundamental na elevação das taxas de reciclagem no setor da construção civil e demolição na última década. A força do sistema helvético de gestão de resíduos está no fato da legislação ser baseado em consulta. "Como resultado, ela é bastante equilibrada e permite também sua aplicação de forma eficiente", afirma Robin Quartier, funcionário no ministério. Um regulamento importante é a exigência de separar os materiais no local de demolição. "Na Suíça você não pode simplesmente derrubar um prédio, criar uma pilha enorme de entulho e despejar no aterro mais próximo. Você tem de separar os resíduos da demolição que são combustíveis e não combustíveis", explica. As construtoras também têm um grande incentivo para despejar o menos possível de material nos aterros, pois os encargos são relativamente elevados. Fragmentos de concreto podem ser triturados de forma eficiente e utilizados para a

fabricação de concreto novo. As autoridades concentraram seus esforços nos últimos dez anos para criar uma demanda para esses tipos de materiais reciclados. "Construir com materiais reciclados já é tecnicamente possível há muito tempo, mas as pessoas que estão construindo uma casa ou algo parecido preferem escolher materiais novos. Havia muito trabalho a ser feito como introduzir normas técnicas para engenheiros que trabalham com esse tipo de material e facilitar o acesso ao mercado", lembra Quartier.

A Suíça e o interesse pelo tijolo reciclado.

O tijolo ecológico hoje se destaca e já está causando dúvidas na hora de construir. Além de vários benefícios o tijolo já possui um isolamento termo-acústico. E a cada 1000 tijolos fabricados evita a derrubada de 9 árvores. Não utiliza queima no processo e ainda são 4x mais resistentes do que os convencionais. Para as paredes internas e externas, não necessita de revestimento, é feito com rejuntamento dos tijolos. Então evita gasto com excesso de cimento, areia, tinta, madeira, arames pregos e principalmente mão-de-obra e desperdício. Para completar e preservar o meio ambiente, a dica é utilizar cola de assentamento ao invés de cimento.

Antigamente faltava tecnologia para a produção do tijolo ecológico, mas hoje em dia temos equipamentos que atendem a qualidade de fabricação. Por isso a demanda tem aumentado. Ainda podemos citar a preocupação crescente com o meio ambiente. E o marketing verde, muito lucrativo para as corporações. Existem muitas empresas sérias que vendem o maquinário para a construção de uma mini usina. E pelas pesquisas realizadas, é muito lucrativa essa prática, além de fazer bem ao meio ambiente.

O custo da casa construída cai bastante, pois utiliza menos ferragens e você economiza e muito na mão-de-obra. Além da economia dos recursos naturais. O ideal seria instalar mini fábricas de tijolos, principalmente em locais onde se usa muito. Exemplo são as grandes construtoras. Deveria ter alguém investindo nessa prática e revertendo os resíduos das obras para a produção de tijolos ou para uma futura obra. As cidades também poderiam investir. Pois as reformas e obras públicas parecem não acabar, nem devem. Mas existem diversos tipos de tijolos ecológicos. Que devem ser levados em

conta. Além do meio ambiente o bolso também agradece.

Promoção dos tijolos

Uma rápida visão de mercado mostra que grande parte dos fabricantes está oferecendo no mercado o tijolo 25 x 12,5 x 6,25 cm. Poucos fabricantes estão oferecendo os de 30 x 15 x 7,5 cm. Esse último oferece, entre outras vantagens, a maior resistência nas paredes, melhor conforto térmico e acústico e, maior rapidez na execução da obra, consequentemente, redução de custo e aumento no giro do capital empregado na obra.

Oferta

Os canais de distribuição são os meios utilizados pelas empresas para escoar sua produção. A importância dos canais de distribuição é fundamental e seu custo pode representar uma parcela considerável do preço final do produto vendido ao consumidor; os canais não só satisfazem a demanda através de produtos e serviços no local, em quantidade, qualidade e preço corretos, mas, também, têm papel fundamental no estímulo à demanda, através das atividades promocionais dos componentes ou equipamentos atacadistas, varejistas, representantes ou outros. O canal de distribuição é a própria fábrica de tijolos ecológicos. O desenvolvimento de um site na internet proporciona a oportunidade de divulgação dos itens colocados à venda, fotografia de modelos, tamanhos, preços e um espaço para depoimento e relatos de clientes, etc. A internet é uma opção de contato com o cliente muito importante nos dias atuais e que pode ser um canal vigoroso de vendas, desde que possua uma boa estrutura e design adequado.

Logística de venda dos tijolos recicláveis

Logística - É a área da gestão responsável por prover recursos, equipamentos e informações para a execução de todas as atividades de uma empresa. Entre as atividades da logística estão o transporte, movimentação de materiais, armazenagem, processamento de pedidos e gerenciamento de informações. Uma tendência cada vez mais presente nas empresas que buscam o sucesso é automatizar as

diversas atividades desenvolvidas. A automação melhora o dinamismo dos serviços oferecidos, reduzindo filas, tempo de espera, agilizando a emissão de notas fiscais, entre outros. Existem muitas opções que possibilitam essa facilidade: caixas eletrônicas isoladas ou integradas, impressoras para preenchimento automático de cheques, impressoras de notas fiscais nos caixas, código de barras nos produtos, banco de dados sobre cada produto ou serviço e cadastro de clientes. Nesta atividade produtiva, o nível de automação é relativamente baixa, já que a área produtiva envolve processos artesanais. No que se refere ao processo de cura e secagem pode-se citar o uso de secadores automáticos, os quais permitem que se tenha maior controle sobre os parâmetros de temperatura e umidade, fundamentais para garantir a qualidade dos produtos. A automação no processo de vendas, controle de estoques e administrativo financeiro é necessária, porém não é obrigatória. Assim entende-se que inicialmente com um ou dois microcomputadores será possível viabilizar uma gestão automatizada. Para este processo automatizado o ideal é a aquisição de um software para auxiliar na gestão. Caso o empreendedor queira deixar esta opção para um segundo momento será necessário que tais controles sejam executados provisoriamente em planilhas eletrônicas construídas segundo as necessidades existentes.

Posteriormente o empresário deve identificar no mercado um sistema integrado capaz de auxiliar em todo o processo administrativo-financeiro, comercial e operacional. Há no mercado uma boa oferta de sistemas para gerenciamento de pequenos negócios. Para uma produtividade adequada, devem ser adquiridos sistemas que integrem as compras, as vendas e o financeiro. Os softwares possibilitam o cadastro de clientes e fornecedores, serviço de mala-direta para clientes e potenciais clientes, cadastro de móveis e equipamentos, controle de contas a pagar e a receber, fornecedores, folha de pagamento, fluxo de caixa, fechamento de caixa etc. Deve-se procurar softwares de custo acessível e compatível com uma pequena empresa. O ideal inclusive que procure apoio de profissionais qualificados para prestar uma assessoria na definição de um software amigável e de fácil manuseio para tirar o máximo de produtividade

da ferramenta.

Pode-se utilizar o transporte aéreo para o transporte do produto, porém, constatamos que os custos logísticos e de armazenamento saíram mais caros e assim, resolvemos utilizar outro sistema modal de transportar nosso produto, que é o marítimo, ou seja, através de navios com os containers e, é possível chegar ao destino sem nenhuma avaria ou peça danificada durante a viagem. Existem boas empresas que oferecem serviços logísticos integrados, os operadores logísticos. Eles oferecem serviços integrados de gestão de estoque, transporte, armazenagem, consolidação e desconsolidação de cargas. São serviços que agregam valor ao cliente. Mas infelizmente, para transporte nacional, 60% das cargas utilizam as rodovias, mesmo quando elas devem ser enviadas de norte a sul, viajando mais de 3000 km. Isto é economicamente inviável, e outros modais de transporte seriam mais vantajosos, se estivessem disponíveis. Na Rússia, concorrente direto do Brasil no cenário internacional, cerca de 80% das cargas viajam de trem, que é mais barato para as longas distâncias e mais seguro.

Problemas da logística no Brasil

O principal problema do ponto de vista logístico é a infraestrutura. Pouco mais de 10% das nossas estradas são pavimentadas, o que soma menos de 250 mil km. Não adianta tentar comparar esta situação com países desenvolvidos. Ainda assim, se quisermos comparar esta situação com os outros membros do BRIC, o Brasil está muito atrás.

A Rússia tem mais de 600 mil km de estradas pavimentadas enquanto a China e a Índia tem cada uma, em torno de 1,5 milhão de km de estradas asfaltadas. E vale lembrar que as

rodovias são nosso “ponto forte”. O Brasil tem apenas 30 mil km de ferrovias contra 63 mil

km da Índia, 77 mil km da China e 87 mil km da Rússia. Apenas para colocar estes números

em perspectiva, os EUA tem mais de 220 mil km de trilhos. Com relação aos navios a situação não é diferente. Temos 14 mil km de hidrovias. Rússia e China têm mais de 100 mil km cada uma. Nos portos brasileiros, estima-se que o custo de movimentação por tonelada seja de US$ 13 enquanto a média mundial é de US$ 7.

Some isso tudo ao fato de que as rodovias são o principal meio de transporte de cargas no Brasil, e você têm a receita para uma distribuição cara, ineficiente e inconsistente, ajudando a aumentar o chamado Custo Brasil. Além da infraestrutura viária existem ainda problemas relacionados à tecnologia utilizada:

baixo índice de rastreamento de cargas, nem sempre se tem integração de sistemas e muitas vezes os modelos de previsão de demanda são inapropriados ou inexistentes. A melhoria do processo logística global depende da solução de cada um destes elementos.

Como os problemas afetam a produtividade

Estes números que citamos fazem com que os produtos brasileiros percam competitividade e o consumidor pague um preço alto. Se as estradas não estão em boas condições, aumenta o custo de transporte, que é inevitavelmente transferido ao consumidor. O frete é um dos principais componentes dos custos logísticos. O roubo de cargas ainda é um problema presente no Brasil. Em 2012 foram registrados mais de 1 bilhão de Reais em prejuízos com roubo de cargas. Este custo também é repassado ao consumidor final, tornando o roubo de cargas um problema de todos nós. Além disso, se as empresas não fazem a gestão da demanda de maneira correta, acabam com estoques elevados, que custam caro. Com a quantidade de dados disponíveis hoje é possível fazer uma excelente previsão de demanda, mantendo níveis de estoques mais baixos sem causar rupturas.Estes dois elementos, transporte e estoque, são os principais componentes do que chamamos de custos logísticos.

A infraestrutura e o crescimento econômico

Caminhamos para o colapso logístico. A crise mundial diminuiu as demandas e deu sobrevida à nossa infraestrutura, mas os números já mostram que estamos voltando aos patamares anteriores. O crescimento do Brasil está maior que o crescimento da oferta de transporte (rodoviário), que tende para o apagão. A economia está crescendo, mais famílias tem acesso aos diferentes bens de consumo, mas não vemos investimentos substanciais em infraestrutura. Sem investimentos maciços nos portos, aumentando a capacidade e a eficiência, o transporte no Brasil continuará caro e

altamente dependente dos caminhões.

Situação do transporte rodoviário

Não somente temos poucas estradas asfaltadas, como o estado de conservação deixa a desejar. Isto acarreta atrasos, maiores custos de manutenção da frota e preços maiores para os consumidores. Os pneus dos caminhões duram em média 250 mil km no Brasil, metade do que dura nos EUA e 100 mil km a menos do que na vizinha Argentina. Os amortecedores dos caminhões no Brasil duram em média 80 a 150 mil km enquanto que em estradas adequadas, este número sobe para 200 mil km. O custo do transporte rodoviário é muito grande no Brasil, especialmente para longas distâncias, para as quais deveríamos utilizar outros meios de transporte. Veja o exemplo de um frete de pouco mais de 1000 km, entre Goiás e o Porto de Paranaguá, no Paraná feito por caminhões: custam 75 dólares por tonelada. A mesma distância se fosse percorrida nas hidrovias americanas custaria 18 dólares por tonelada. Nos sistemas de transporte, é através do que chamamos de roteamento de veículos: trata-se de encontrar a forma mais eficiente de enviar os caminhões para fazer a distribuição dos produtos. As pesquisas nesta área têm mais de 50 anos e continuam a avançar, encontrando soluções melhores e em menos tempo. É uma área em que as pesquisas científicas são transferidas para o meio empresarial muito rapidamente. Nos sistemas de previsão de demanda, utilizamos dados históricos de vendas e cruzamos com outras informações relevantes para prever, com segurança, qual deve ser o estoque mantido e quando devem ser feitos novos pedidos. Há ainda muitas outras tecnologias interessantes que se aplicam neste setor, como a precificação: qual deve ser o preço cobrado por um produto? As companhias aéreas usam esta tecnologia há muitos anos e aos poucos ela começa a aparecer no varejo também.

Para a conclusão deste trabalho, informamos os seguintes dados solicitados no passo 4 da Etapa 3:

A Empresa: Chabloz Tijolos Reciclados Ltda. (Empresa fictícia)

Localização: Estrada velha, s/n, Bairro das Flores, Valinhos-SP

Porte: Empresa de Pequeno Porte EPP

Segmento: Sustentabilidade, Construção Civil

Missão: Ser referência na região de Valinhos e região Metropolitana de Campinas e no exterior em oferecer tijolos de excelente qualidade para generosas e seguras estruturas ecologicamente corretas.

Visão: Tornar uma grande empresa, com liderança no exterior no fornecimento de tijolos recicláveis e ampliando a atuação em outros setores da Construção Civil.

B Tijolos ecológicos, feitos de papelão descartado, com pequena porcentagem de cimento e resina.

C Mostra em feiras internacionais, internet.

D Dentre os 10 países mais sustentáveis do mundo, a Suíça é o que mais tem propensão ao interesse de adquirir nosso produto, devido a outras ações de preservação ao meio ambiente que ela participa e promove a consciência ecológica, desde a estrutura de uma casa ecologicamente correta, até a economia do consumo de energia. No entanto, outros países também são nosso alvo, como Letônia, Luxemburgo, França e outros.

E Suíça é um país rico e mais desenvolvido do mundo. Além de possuir um bom PIB, coloca em prática as Políticas Públicas de Reciclagem e Desenvolvimento Sustentável, pois

ela visa as futuras gerações que irão usufruir do habitat do país, mas eles não pensam somente naquela região, mas também o resto do mundo, para que possam seguir o exemplo deste país.

F- Não haverá embalagens para distribuição, mas serão armazenadas, no caso de modal marítimo, em containers para melhor conservação e não ter riscos de impactos para sua efetiva entrega. Na região de Campinas, a entrega é feita por caminhões que utilizam como combustível o biodiesel.

G Promoções: ofertar o custo-benefício do tijolo reciclado, pois gastará bem menos que o convencional e divulgar as vantagens de montar uma casa com este material, que garante a sua durabilidade, com baixa condutividade, com uma densidade e resistência térmica superiores, mais um alto coeficiente de resistência à compressão e dada a sua densidade muito baixa, tem uma boa resistência sísmica.

H Preço nacional: R$ 3,50 Preço Internacional: US$2,16 (Dólar ) Formas de pagamento: à vista, cartão de crédito, débito ou crediário, pois visamos a flexibilidade em negociar bem com a clientela.

CONSIDERAÇÃO FINAL

Esta ATPS proporcionou a oportunidade desenvolvimento de uma análise sobre o crescimento do setor externo da economia brasileira através da exportação de tijolos reciclados, mesmo se tratando de um produto e uma empresa fictícia.

Há de se observar que mesmo com o esforço adotado pelos governos nas últimas décadas, o Brasil apresenta um reduzido grau de abertura comercial, quando comparado a outros países. O setor externo é fator determinante das fases de crescimento e recessão do País e tem capacidade efetiva de resposta ao sucesso ou insucesso da política econômica.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Multinacionais Brasileiras com fábricas no exterior: desafios para a Gestão Internacional de manufatura. Disponível em:

VASCONCELLOS, Marco A. S. Manual de Economia e Negócios Internacionais. São Paulo:

Saraiva, 2011.

MINERVINI, Nicola. O exportador. 5. ed. São Paulo: Pearson Brasil, 2008