ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA

I.

Economia de Mercado

O termo “economia de mercado” começou a ser usado nos Estados Unidos, durante a
Guerra Fria, para designar sistemas econômicos baseados na propriedade privada e no livre
mercado.
A Economia de Mercado é um sistema económico elaborado no seio do desenvolvimento do
capitalismo e tem como premissa básica a centralidade do mercado na economia, através da
redução dos papéis exercidos pelo Estado. Trata-se, portanto, de uma filiação dos ideais
preconizados pelo liberalismo económico, que apregoa o chamado Estado mínimo. Para
regular a economia, segundo as orientações da Economia de Mercado, não há necessidade de
intervenção do Estado, pois o mercado autorregula-se.

II.

Doutrina de Truman

No dia 12 de março de 1947, o presidente norte-americano Harry Truman, num discurso no
Congresso, afirmou que os Estados Unidos se posicionariam a favor das nações livres que
desejassem resistir às tentativas de dominação. A meta de Truman era combater o comunismo
e a influência soviética, oficializando a Guerra Fria. Estava lançada a Doutrina Truman.
Desta forma, a Doutrina Truman é lançada em 1947 como o primeiro pilar da Guerra Fria que
se estenderia ainda por mais dois anos. Nesse ano (1947) a Grécia e a Turquia passavam por
uma guerra civil entre comunistas e monarquistas, o que constituiu a desculpa perfeita que
Truman precisava para assumir de vez sua posição contra a URSS. E, para consolidar de vez a
polarização do mundo em “à favor” e “anti” comunistas, os EUA lançam o Plano Marshall. A
partir daí os EUA passariam a intervir em qualquer guerra a fim de obedecer a Doutrina Truman
e auxiliar os países a derrotar os insurgentes comunistas.

III.

Plano Marshall

A fragilização das nações europeias, após uma guerra violenta, permitiu que os Estados Unidos
estendessem uma série de apoios econômicos à Europa aliada, para que estes países
pudessem se reerguer e mostrar as vantagens do capitalismo. Assim, o Secretário de Estado
americanos, George Marshall, propõe a criação de um amplo plano econômico, que veio a ser
conhecido como Plano Marshall. Tratava-se da concessão de uma série de empréstimos a
baixos juros e investimentos públicos para facilitar o fim da crise na Europa Ocidental e repelir
a ameaça do socialismo entre a população descontente. Durante os primeiros anos da Guerra
Fria, principalmente, os Estados Unidos fizeram substanciais investimentos nos países aliados,
com notável destaque para o Reino Unido, a França e a Alemanha Ocidental.

IV.

Corrida ao armamento

A Guerra Fria incentivou como nunca a pesquisa, e o desenvolvimento de armas. Quase ao
mesmo tempo em que um dos dois países lançava um novo armamento, o seu adversário logo
respondia à altura. Tal prática de constante atualização do arsenal das superpotências assumiu
proporções absurdas com o tempo, dando origem a material bélico de uma capacidade de
destruição muito maior a qual o planeta Terra poderia suportar. Essa constante "atualização"
ficaria conhecida como corrida armamentista.
É considerado como o ponto inicial desta competição o lançamento pelos americanos, em
1945, das duas bombas atômicas em solo japonês. Quatro anos depois, em 1949, foi a vez
da União Soviética anunciar a conquista da tecnologia nuclear. O poder de destruição
constatado pelo terrível armamento desencadeou o pesadelo da chamada "hecatombe
nuclear", que passou a assombrar a vida dos habitantes do globo. Acreditava-se que o ataque
de um dos lados, num momento qualquer, desencadearia uma guerra que poria fim à vida

humana na Terra. Surgiria assim um jogo político-diplomático macabro conhecido como "o
equilíbrio do terror", que se transformou num dos elementos principais do jogo de poder entre
EUA e URSS. Os dois buscavam produzir cada vez mais armamentos de destruição em massa,
como forma de ameaçar o inimigo.
Esta competição insana duraria décadas, somente terminando de fato com a assinatura dos
Tratados de Redução de Armas Estratégicas (Start) I e II, em 1972 e 1993. Eles previam a
extinção gradual dos arsenais dos EUA e de países integrantes da ex- URSS que detinham
essas armas no seu território (Federação Russa, Ucrânia, Bielorrússia e Cazaquistão). Outro
tratado relacionado com as armas nucleares foi o Tratado para a Proibição Completa dos
Testes Nucleares (CTBT), data de 1996. Para entrar em vigor, necessita da ratificação de todos
os 44 países com capacidade conhecida de produzir armas nucleares.

V.

NATO

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO na sigla original), uma aliança políticomilitar, foi criada, em 1949. A NATO tinha por objetivos inibir o avanço do bloco socialista no
continente europeu, fazendo frente a União Soviética e seus aliados da Europa oriental e
fornecer ajuda mútua a todos os países membros.
Doze países assinaram inicialmente o tratado de sua formação: Estados Unidos, Canadá,
Reino Unido, França, Bélgica, Islândia, Países Baixos, Luxemburgo, Dinamarca, Noruega,
Finlândia, Portugal e Itália. Mais tarde, aderiram à organização a Grécia, Turquia, Alemanha
Ocidental e Espanha.

VI.

Conflito Ideológico

As duas superpotências fizeram grandes esforços de propaganda política no intuito de
conquistar o apoio mundial. Tanto os Estados Unidos como a União Soviética concentravam a
sua propaganda política-ideológica em duas frentes: desacreditar a ideologia e as ações do
adversário e, ao mesmo tempo, convencer a opinião internacional de que seu sistema político,
econômico e sociocultural era superior. Principalmente, os sectores da tecnologia (corrida
espacial) e do desporto (Boicote aos Jogos Olímpicos de Verão de 1980 e Jogos Olímpicos de
Verão de 1984) eram usados para fins de propaganda.
Os EUA liderou uma forte política de combate ao comunismo no seu território e no mundo.
Usando o cinema, a televisão, os jornais, as propagandas e até mesmo as histórias de banda
desenhada, divulgou uma campanha valorizando o american way of life. Vários cidadãos
americanos foram presos ou marginalizados por defenderem ideias próximas ao socialismo. O
Macartismo (é o termo que descreve um período de intensa patrulha anticomunista, perseguição política
e desrespeito aos direitos civis nos Estados Unidos) comandado pelo senador republicano Joseph
McCarthy perseguiu muitas pessoas nos EUA. Essa ideologia também chegava aos países
aliados dos EUA, como uma forma de identificar o socialismo com tudo que havia de ruim no
planeta.

VII.

Corrida Espacial

Ao tentarem encontrar os todos os argumentos possíveis para defender sua posição política, o
desenvolvimento das ciências astronômicas transformou-se num dos mais agitados campos em
que essa competição se desenvolveu. Fruto do desenvolvimento da tecnologia militar, a
conquista do espaço só foi possível na medida em que foram projetados foguetes capazes de
superarem a órbita terrestre.

A conquista do espaço poderia abrir portas para o controle de tecnologias que poderiam influir
na economia socialista e comunista. O lançamento de satélites e a exploração dos astros eram
sinônimos de descobertas científicas inimagináveis. Talvez, a exploração espacial poderia
determinar a hegemonia de algum dos blocos integrantes da ordem bipolar.

Pressionados com a vitória comunista, os estadunidenses lançaram o Explorer I, em 31 de
janeiro de 1958.
Com a equiparação dos feitos espaciais, os dois países viabilizaram meios para decidir quem
seria realmente capaz de dar um passo adiante. De um lado, os soviéticos deram início ao
Projeto Vostok, do outro, os Estados Unidos organizaram o Projeto Mercury. Apesar de
representarem lados antagónicos, as duas nações ambicionavam a realização da primeira
viagem espacial com tripulação humana.
Novamente alarmados com a vantagem soviética, os EUA responderam no mês seguinte ao
colocarem o astronauta Alan Shepard para uma rápida viagem de quinze minutos em torno da
Terra. Apesar da intenção, o feito norte-americano era bem menos expressivo que a conquista
dos soviéticos.
Para decidir o impasse, as duas nações se voltaram para estudos que permitissem o pouso de
uma espaço-nave tripulada em solo lunar. Dessa vez, os norte-americanos conseguiram
realizar um projeto de maior eficiência. Enquanto isso, os russos lançavam satélites que
alcançavam a órbita lunar e acumulavam várias horas de voo em torno do círculo terrestre. De
fato, em 1969, a corrida espacial chegava ao seu fim quando o foguete estadunidense Apolo 11
levou os primeiros astronautas à Lua., Neil Armstrong.
A partir de então, com o desfecho da competição, russos e estadunidenses passaram a unir
esforços para que a exploração espacial fosse ampliada em projetos de cooperação.

Principais consequências da Guerra Fria no mundo
1) Formação de alianças militares. NATO E Pacto de Varsóvia
2) Aumento da produção de armamentos no mundo, principalmente de
armas nucleares pelas grandes potências.
3) Aumento de conflitos políticos e diplomáticos envolvendo Estados Unidos
e União Soviética.
4) Desenvolvimento de redes de espionagem militar e política.
5) Apoio indireto, principalmente militar, por parte de Estados Unidos e
URSS à golpes militares em países da África e América.
6) Extinção das relações econômicas, culturais e até esportivas entre os
países do bloco capitalista e os do socialista.
7) Corrida Armamentista e Espacial entre Estados Unidos e União Soviética.
Era uma forma de provar para o mundo a superioridade de um ou de
outro sistema político-económico.
8) Aumento da propaganda anticomunista nos países capitalistas e de
anticapitalista nos socialistas.
9) Desenvolvimento de um clima de medo, em muitos casos de pânico,
entre as pessoas do mundo todo, relacionado à possibilidade de um
conflito nuclear de proporções mundiais que poderia significar a
destruição do planeta.

10)Existência de guerras e revoluções em vários países, que tinham como
pano de fundo a Guerra Fria. Exemplos: Guerra da Coreia, Guerra do
Vietname e Revolução Cubana.
11)Perseguição política aos defensores do socialismo em alguns países
capitalistas. E perseguição política aos defensores do capitalismo nos
países socialistas.

12) A falta de democracia, o atraso econômico e a crise nas repúblicas soviéticas
acabaram por acelerar a crise do socialismo no final da década de 1980.
Em 1989 cai o Muro de Berlim e as duas Alemanhas são reunificadas.
No começo da década de 1990, o então presidente da União Soviética
Gorbachev começou a acelerar o fim do socialismo naquele país e nos aliados.
Com reformas econômicas, acordos com os EUA e mudanças políticas, o
sistema foi enfraquecendo.
Foi o fim de um período de embates políticos, ideológicos e militares. O
capitalismo vitorioso, aos poucos, iria sendo implantado nos países socialistas.

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