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ECONOMIA

1º Capítulo - 10 princípios da Economia

A economia é a ciência que estuda a forma como as pessoas e a sociedade escolhem

(comportamento) o destino dos seus recursos escassos, que podem ter usos alternativos, para

satisfazer as suas necessidades que são ilimitadas. É a ciência que tenta maximizar a produção

de bens e serviços feita com recursos que são escassos (limitados).

Escassez - Limite de recursos na sociedade

Eficiência - significa que se está a tirar o melhor proveito dos recursos escassos.

Equalidade - Significa que o proveito retirado é distribuído uniformemente por toda a

sociedade

Macro economia - comportamento de economia como um todo (distribuição do rendimento)

Lei dos rendimentos decrescentes - diz que com dois fatores de produção, um fator fixo e outro

variável, a lei só se verifica com, por exemplo, o capital (K) fisico, nomeadamente, máquinas e

ferramentas, e o trabalho (L) qualificado e não qualificado, sendo o factor fixo a Terra.

Bem - é algo que satisfaz uma necessidade humana

Bem económico - é algo escasso com custo de oportunidade

Bem livre - é algo que não é escasso nem apresenta custo de oportunidade

Recursos - aquilo que não satisfaz diretamente una necessidade humana mas que serve para a

produção de bens (terra, máquina, trabalho)

Consumo - é a utilização de bens para a satisfação das necessidades

Custo de oportunidade - verdadeiro valor das coisas pois é aquele pelo qual fazemos uma

escolha que nos satisfaça e esteja dentro das possibilidades de escolha.

O problema económico trata-se de uma escolha, de uma decisão, num ambiente de escassez.

De facto, as sociedade têm que tomar muitas e importantes decisões:

O que produzir? (que produtos, que quantidades e quando?)

Como produzir? (por quem, de que forma e com que recursos?)

Para quem produzir? (quem beneficia com a produção e como se divide a produção nacional

entre as várias famílias?)

A racionalidade significa que cada agente, no caso geral, vai tentar minimizar o esforço e

o tempo despendido para obter o seu fim. O principio da racionalidade implica optimização e

coerência. Os agentes procuram o que melhor satisfaz os seus objetivos e, nas mesmas

circunstâncias, tomam as mesmas decisões.

Postulado do equilibrio - os mercados tendem a fazer as coisas de modo rápido e equilibrado

(mão invisível)

10 princípios da economia

A. Tomada de decisões

1º princípio - Os agentes enfrentam trade-offs (não há almoços grátis)

Micro - decisão de afectação do tempo, do rendimento

Macro - Eficiência vs equalidade; Ambiente vs nível de PIB; Inflação vs Desemprego

2º princípio - O custo de algo é o que se tem de sacrificar para o obter

Custo de oportunidade (CO) - é o valor que se dá para a obtenção de um produto/serviço

(custo implícito)

Custo económico (CE) - custo explicito + custo implícito

Custo contabilístico (CC)- custo explicito

13º CAPITULO:

LUCRO (PI) - RECEITA TOTAL (RT) + CUSTOS TOTAIS (CT) RECEITA TOTAL - PREÇO X QUANTIDADE CUSTOS TOTAIS - CUSTO ECONÓMICO OU CUSTO CONTABILÍSTICO

LUCRO ECONÓMICO (PI ECO ) - RECEITA TOTAL (RT) - CUSTO ECONÓMICO (CE) LUCRO CONTABILÍSTICO (PI CONT ) - RECEITA TOTAL (RT) - CUSTO CONTABILÍSTICO (CC) > LUCRO ECONÓMICO (PI ECO )

3º princípio - Os agentes racionais decidem “na margem”. Ex: valor a cobrar pelo preço do bilhete de avião.

Ajustes marginais - pequenas alterações a um plano de ação

Benefícios marginais - aumento dos benefícios que tenho, face à situação em que já estava.

Sunk cost - custo que já foi “comprometido”/gasto e que já não se recupera. É um custo que,

independentemente da nossa escolha, não pode ser evitado.

Geralmente, os agentes conseguem tomar melhores decisões se pensarem na margem .

Ou seja, comparam os custos marginais e os benefícios de uma determinada opção e

escolhem-na se e só se os benefícios marginais forem maiores que os custos marginais.

4º princípio - Os agentes reagem a incentivos. Ex: salários, preços.

Pelo facto das pessoas tomarem decisões comparando os benefícios e o custos

marginais, o sei comportamento pode alterar-se quando os custos ou benefícios se alteram. Ou

seja, as pessoas reagem ao incentivo.

B. Como interagem os Agentes

5º princípio - O comércio pode ser vantajoso para todos os agente envolvidos.

Especialização - produção daquilo em que tem maior vantagem relativa ou absoluta e consumo

do que mais se gosta. Garante também mais eficiência, ou seja, produzir mais em menos tempo

e com maior qualidade

Divisão internacional do trabalho - consistem em cada país se especializar na produção de

alguns bens ou prestação de determinados serviços e obter outros no mercado externo (trocas)

É através da troca que se atinge a harmonia do sistema económico.

6º princípio - Os mercados são, normalmente, uma boa forma de organizar a actividade económica (Economia de mercado)

Economia de mercado - é uma economia em que os recursos são distribuídos através das

decisões descentralizadas das várias empresas e famílias que integrem nos mercados de bens e

serviços

Com o resultado as decisões tomadas pelos vendedores e consumidores, o preço do

mercado reflete em ambos os custos que um bem tem para a sociedade e os custos que a

sociedade teve para fabricar esse bem.

7º princípio - O governo pode, por vezes melhorar a solução de mercado. (Falhas de mercado, externalidade e poder de mercado)

Embora os mercados sejam m+normalmente uma boa forma de organizar a atividade

econômica, existem exceções à regra. O estado intervém para garantir a eficiência, a equidade

e a estabilidade.

Direitos de propriedade - a habilidade de um cidadão possuir e controlar os seus próprios

recursos.

Falha de Mercado - situação em que o mercado, por si só, não consegue uma distribuição

eficiente dos recursos sendo estas a externalidade, os bens públicos e os monopólios naturais.

Externalidade - é um impacto, que a ação de um agente econômico tem sobre o bem-estar de

terceiros que não participaram na ação, no qual nenhum deles paga nem recebe nenhuma

compensação por esse efeito.

Bens Públicos - são bens ou serviços dos quais ninguém pode ser impedido de usufruir e que

ao ser utilizado por um, a utilidade que tem para o outro não diminui. Os bens são classificados

segundo duas características:

   

Rivalidade no consumo

   

SIM

NÃO

Capacidade de excluir consumidores

SIM

Bem privado

Monopólios naturais

NÃO

Recursos comuns

Bens públicos

Monopólios Naturais (poder de mercado) - surge quando uma única empresa consegue

fornecer um determinado bem ou serviço, ao mercado, a um custo menor do que conseguiram

duas ou três.

C. Como a economia funciona como um todo

8º princípio - O nível de vida de uma sociedade depende da sua capacidade de produzir bens e serviços

Quase toda a variação do nível de vida entre países deve-se à sua capacidade produtiva -

produtividade.

A produção de grandes quantidades de bens e serviços por unidade de tempo levam a

um melhoramento no nível de vida da sociedade.

Produtividade - a quantidade de bens e serviços produzidos por um trabalhador, por unidade

de tempo.

Taxa de crescimento da produtividade - determina a taxa de crescimento do rendimento médio

desse país.

9º princípio - Os preços sobem quando o governo imprime demasiada moeda

Inflação - subida sustentada e generalizada dos preços numa economia.

A principal causa da inflação é o aumento da moeda em circulação. Quando isso

acontece, o valor da moeda cai e os preços sobem para compensar essa desvalorização.

10º princípio - A sociedade enfrenta um trade-off, a curto prazo, entre desemprego e inflação

Este trade-off a curto prazo existe porque alguns preços demoram a ajustar-se.

Por exemplo, se a quantidade de moeda em circulação diminuir, a consequência a longo prazo

será descida generalizada dos preços (deflação). Contudo, nem todos os preços se ajustam de

imediato. A curto prazo, ao reduzir a moeda, as pessoas gastam menos. Isto é associado a

preços que ainda se mantêm muito elevados e consequentemente reduz a quantidade de bens

e serviços que as empresas vendem (despedimento).

Em suma, a redução da quantidade de moeda em circulação, eleva temporariamente

(pode durar vários anos) o desemprego, até os preços terem sido ajustados completamente à

mudança.

Ciclo de negócios - flutuações na atividade económica, tais como o emprego e a produção.

2º Capítulo - A pensar como um economista

O que faz da economia uma ciência é o seu método de estudo. Tal como todas as

ciências, existe um desenvolvimento e uma análise das teorias formadas e é assim que a

economia se estuda também.

Experimentação - através do recurso à história

Observação direta dos fenómenos

Análise critica - formulação e teste de teorias económicas, através da matemática e da

estatística

A economia enquanto ciencia

Fatores de produção - aquilo que é utilizado no processo produtivo, mas que não é

incorporado no produto final, mas que se vai desgastando com o uso. São eles: o capital fisico

(K), o trabalho (L) qualificado (capital humano) e não qualificado e a Terra.

Despesas - o que cada cidadão gasta para sobreviver e pagar outros tipos de luxurias.

Rendimento - o que cada cidadão ganha ao longo de cada mês ou ano.

Produção - o que é produzido ao longo de cada hora, mês ou ano.

Hipótese coeteris paribus

“o resto fica igual” permite isolar uma parte do problema, reduzindo-o a dimensões

tratáveis e permitindo obter conclusões claras.

Fronteira de Possibilidade de Produção (FPP)

Neste caso, considera-se que a economia produz apenas 2 bens e que as industrias

produtoras desses bens utilizam apenas todos os fatores produtivos dessa economia

A economia pode produzir a qualquer ponto dentro (pontos ineficientes) ou na linha

(pontos eficientes) de fronteira de possibilidade de produção, mas não pode produzir a

qualquer ponto fora dessa linha (pontos impossíveis), pois os recursos são escassos e como tal

não dispõe de factores produtivos nem da tecnologia suficientes que suportem esse nível de

produção.

Os pontos impossíveis não têm de ser sempre impossíveis de produzir. Se houver

crescimento económico, potenciado por uma evolução nas tecnologias existentes ou um

aumentados recursos disponíveis posso passar a ter capacidade para atingir os níveis de

produção relativos a esse ponto. A linha FPP só se deslocará para fora depois de um desastre

natural ou uma guerra.

Para a produção de bens A e B são necessários dois fatores. Os mais utilizados são os

fatores capital e trabalho (K e L) :

mais utilizados são os fatores capital e trabalho (K e L) : Quando há um crescimento

Quando há um crescimento económico proporcional à linha FPP, devido a um fator, diz-

se que esse fator é neutro.

Quando há um favoritismo do capital em relação à linha de FPP, devido ao mesmo fator

utilizado anteriormente, diz-se que esse fator é Labour Saving.

Quando há um favoritismo do trabalho em relação linha de FPP, devido ao mesmo fator

utilizado anteriormente, diz-se que esse fator é Capital Saving.

O facto da linda FPP ser côncava tem a ver com a lei dos custos relativos decrescentes e

da lei dos rendimentos marginais decrescentes. Os bens não são produzidos nos extremos pois

o custo de oportunidade é elevado e os fatores de produção heterogéneos.

Lei dos Rendimentos Marginais Decrescentes

À medida que for adicionando unidades sucessivas de um fator variável a um fator fixo, a

partir de determinada altura, os acréscimos de produção começam a ser menores (embora a

produção total possa continuar a aumentar)

Quando a FPP é uma reta, haverá deslocação até ser produzido apenas um bem. O

custo de oportunidade é constante e os fatores de produção são homogêneos.

Microeconomia e Macroeconomia

A microeconomia estuda a forma como as famílias e as empresas tomam decisões e

como interagem nos mercados.

A macroeconomia estuda fenómenos da economia como um todo, incluindo a inflação,

desemprego e crescimento económico. Estuda as forças e tendências que afetam a economia

como um todo.

Análise positiva vs Análise normativa

A grande diferença entre economia positiva e economia normativa é que a economia

positiva apresenta o que é realmente a economia e a economia normativa apresenta o que

devia ser a economia.

Declarações positivas - afirmações que pretendem descrever o mundo como ele é (descritivas)

Declarações normativas - tentam dizer como é que o mundo deveria ser (prescritivas)

Economistas

Os economistas muitas das vezes não concordam uns com os outros por duas razões

básicas:

Podem discordar sobre a validade de teorias positivas alternativas acerca de como o mundo

funciona;

Podem ter valores diferentes e, por isso, visões normativas diferentes sobre que política deve

ser conseguida.

3º Capítulo - Interdependência e ganhos do comércio

Se cada país se especializar na produção dos bens e serviços que melhor sabem fazer

(na qual são mais eficientes) e entrarem em comércio internacional, todos têm potencialidade

para ficar a ganhar pois assim podem usufruir de uma maior quantidade e variedade de bens e

serviços.

Hipoteses do modelo

Dois países, dois bens e um fator de produção;

Os bens são homogêneos, divisíveis e são produzidos, em autarcia, nos dois países

(isolamento);

O único fator de produção é o trabalho (L) é homogêneo, pode circular livremente dentro do

país mas não pode passar as fronteiras de cada país. Consequências: salário igual em todos

os locais para todas as profissões;

Teoria do valor do trabalho;

Todos os mercados são de concorrência perfeita. Atomicidade: existência de vários

compradores e produtores que juntos determinam o preço mas individualmente não

conseguem influenciar o preço;

Não existem custos de transporte nem quaisquer outras barreiras ao comercio;

A balança comercial está sempre equilibrada.

Teoria de Adam Smith - Vantagem absoluta

Um país tem vantagem absoluta no bem que consegue produzir, em autarcia, de forma

mais eficiente do que o outro país.

Cada país deve especializar-se na produção do bem em que tem vantagem absoluta;

exporta esse bem e importa o outro bem.

Ganhos do comercio - aumento da produção global decorrente da especialização tornada

possível pela divisão internacional do trabalho

Matriz de custos - trabalhadores necessários por unidade

Matriz de produção - unidades produzidas por trabalhador

Com apenas um trabalhador

Bem 1

Bem 2

País A

 

15

30 - VA

País B

20 - VA

10

Ganhos de comércio

 

País A

País B

Ganhos

Bem 1

 

-15

+20

+5 bem 1

Bem 2

 

+30

-10

+20 bem 2

Se um país tiver vantagem absoluta nos dois produtos não existe comercio internacional.

Teoria de David Ricardo - Vantagem Comparativa

Cada país deve especializar-se no bem em que tem vantagem comparativa, exportar

este bem e exportar outro.

A vantagem comparativa na produção de um bem existe quando, em autarcia, o custo

relativo de produzir um bem num dado país é menor do que no outro país.

CR 1 =

Custo de produção (1 unid do bem 1)

Custo de produção (1 unid do bem 2)

Matriz de custos

País A

País B

Bem 1

10 - VA

27

Bem 2

5 - VA

9

Segundo Ricardo, tem que se calcular o custo relativo pois de acordo com a teoria de

Adam, não iria existir comercio internacional pois o país A tem vantagem absoluta em ambos os

bens produzidos.

País A

País B

CR 1 = 10/5 = 2 bem 2 - VC

CR 1 = 27/9 = 3 bem 2

CR 2 = 5/10 = 1/2 bem 1

CR 2 = 9/27 = 1/3 bem 1 - VC

Logo, como o país A tem vantagem comparativa no bem 1 e o país B tem vantagem

comparativa no bem 2 há comércio internacional.

Custo de oportunidade = custo relativo = produtividade relativa

Nota: Se a matriz apresentada for de produção, não posso comparar custos relativos em

isolamento (a não ser que inverta numa matriz de custos), apenas a produtividade, que é o

inverso dos custos. Por isso, em vez do custo relativo, cálculo o custo de oportunidade dos bens

(CO = quantidade produzida de y/quantidade produzida de x)

4º Capítulo - Forças do mercado na procura e na oferta

Procura, as suas características e gráficos da procura

A curva da procura é a representação gráfica da quantidade procurada de um

determinado bem, para cada nível de preço. Representa quanto o consumidor está disposto e

capaz de dar para adquirir um bem, dado o seu preço.

Sobre a procura, podemos ter:

Representação gráfica - gráfico que representa a relação entre o preço de um bem e a

quantidade procurada.

Escala da procura - tabela que relaciona o preço de um bem e a quantidade procurada.

que relaciona o preço de um bem e a quantidade procurada. • Expressão analítica da procura

Expressão analítica da procura - Y=mX+b

(X,Y) - coordenadas do ponto

m=

Y

1 -Y 2

- declive da reta

X

1 -X 2

b - ordenada na origem

Procura global - é a soma das quantidades procuradas, para cada nível de preço, de todos os

segmentos do mercado.

cada nível de preço, de todos os segmentos do mercado. Deslocação da curva da procura -

Deslocação da curva da procura - sempre que um dos determinantes da procura, para alem do

preço, varia, vai haver um deslocamento na curva da procura. Qualquer alteração que provoque

o aumento da quantidade procurada da curva da procura, desloca a curva para a direita. Pelo

contrario, qualquer alteração que provoque a diminuição da quantidade procurada para cada

preço, desloca a curva da procura para a esquerda.

cada preço, desloca a curva da procura para a esquerda. Em suma, a curva da procura

Em suma, a curva da procura mostra o que acontece à quantidade procurada de um

determinado bem quando o preço varia, coeteris paribus, ou seja, mantendo constante todas as

outras determinantes da quantidade procurada. Quando um destes outros determinantes varia,

há um deslocamento da curva.

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Se o preço de outro bem aumentar e os bens forem complementares, a quantidade procurada vai diminuir, pelo que a curva desloca-se para dentro. Se os bens forem substituídos, a curva desloca-se para fora, pois a quantidade procurada para cada nível de preço aumenta.

a quantidade procurada para cada nível de preço aumenta. Elasticidade da procura Elasticidade - mede a

Elasticidade da procura

Elasticidade - mede a reação da quantidade procurada em relação a um dos seus determinantes. Mede a reação, em termos percentuais, de uma variável em relação a uma variação unitária percentual de outra variável.

Elasticidade preço da procura ou elasticidade procura preço - é a variação percentual da quantidade procurada, quando o preço varia 1%. Mede quanto a quantidade procurada de um bem responde a uma variação no preço desse bem, calculada como a relação entre a variação percentual na quantidade e a variação percentual no preço.

Elasticidade (E) =

Variação da Quantidade

Quantidade

Variação do Preço

Preço

Se E=0, a curva é rígida (o preço pode aumentar ou diminuir, mas a quantidade procurada mantém-se constante);

diminuir, mas a quantidade procurada mantém-se constante); • Se 0<E<1, a curva é inelástica (o preço

Se 0<E<1, a curva é inelástica (o preço varia mais proporcionalmente que a quantidade procurada - se o preço é baixo e este aumenta um bocado, a quantidade procurada não vai sofrer uma grande variação)

quantidade procurada não vai sofrer uma grande variação) • Se E=1, a curva é unitária (preço

Se E=1, a curva é unitária (preço e quantidade variam na mesma posição)

variação) • Se E=1, a curva é unitária (preço e quantidade variam na mesma posição) Página

Se 1<E<+œ, a curva é elástica (a quantidade procurada varia mais proporcionalmente que o preço - se o preço é elevado e ainda sobre mais um bocado, a minha reação vai ser mais drástica, deixando de consumir mais unidades)

vai ser mais drástica, deixando de consumir mais unidades) • Se E=+œ, a curva é perfeitamente

Se E=+œ, a curva é perfeitamente elástica (seja qual foi a quantidade consumida, só consomem àquele preço)

foi a quantidade consumida, só consomem àquele preço) Receita total - valor pago pelos consumidores e

Receita total - valor pago pelos consumidores e recebido pelos produtores de um bem ou serviço (preço do bem x quantidade vendida) - PxQ= área do retângulo

produtores de um bem ou serviço (preço do bem x quantidade vendida) - PxQ= área do

Oferta, suas características e gráficos da oferta

Quantidade oferecida - quantidade de um bem que os vendedores estão dispostos e têm capacidade para vender.

A quantidade oferecida depende do preço do próprio bem, do preço de outros bens, do preço dos input, da tecnologia e das expectativas. Determinantes da quantidade oferecida:

Preço - quando o preço de um bem/serviço é elevado, vender esse produto é lucrativo e, por isso, a quantidade oferecida é grande. Pelo contrario, se o preço de um bem esta baixo, o negócio torna-se menos lucrativo, pelo que a empresa vai produzir menos quantidade.

Uma vez que a quantidade oferecida aumenta à medida que o preço aumenta e diminui à medida que o preço diminui, diz-se que a quantidade oferecida é diretamente relacionada com o preço do bem. A relação entre o preço e a quantidade oferecida designa-se por lei da oferta - coeteris paribus, à medida que o preço aumenta, a quantidade oferecida também aumenta.

Preço dos inputs - quando o preço de um ou mais inputs aumenta, a produção torna-se menos lucrativa, pelo que a oferta diminui. Se o preço dos inputs sob substancialmente, a empresa pode chegar a encerrar e deixar de produzir. Assim, a oferta de um bem está negativamente relacionada com os preços dos inputs usados na sua produção.

Tecnologia - tecnologias mais avançadas permitem reduzir custos, pelo que um avanço tecnológico vai fazer aumentar a oferta de um bem.

Expectativas - a quantidade oferecida hoje pode depender das expectativas da empresa. Por exemplo, se é esperado que o preço do bem aumente no futuro, vai-se poupar na produção de hoje e oferecer menos ao mercado.

Escala da oferta - tabela que relaciona o preço de um bem com a quantidade oferecida.

• Escala da oferta - tabela que relaciona o preço de um bem com a quantidade

Curva da oferta - é a representação gráfica da quantidade oferecida de um bem, para cada

nível de preço. Representa a quantidade de um bem que o vendedor está disposto a colocar

no mercado, para cada nível de preço. Representa a relação entre o preço de um bem e a

quantidade oferecida.

relação entre o preço de um bem e a quantidade oferecida. • Expressão analítica da oferta

Expressão analítica da oferta - Y=mX+b

(X,Y) - coordenadas do ponto

m=

Y

1 -Y 2

- declive da reta

X

1 -X 2

b - ordenada na origem

Oferta global do mercado - é a soma das quantidade oferecidas, para cada nível de preço, de

todos os segmentos do mercado

é a soma das quantidade oferecidas, para cada nível de preço, de todos os segmentos do

Deslocação da curva da oferta - sempre que qualquer um dos determinantes da oferta variar, que não seja o preço, vai haver uma deslocação da curva da procura. Qualquer variação que aumente a quantidade oferecida para cada nível de preço, faz deslocar a curva da oferta para a direita. Contrariamente, qualquer variação que diminua a quantidade oferecida para cada nível de preço, faz deslocar a curva da oferta para a esquerda.

de preço, faz deslocar a curva da oferta para a esquerda. Elasticidade da oferta Elasticidade preço

Elasticidade da oferta

Elasticidade preço da oferta - é a variação percentual da oferta de um bem, quando o preço varia em 1%. Mede quanto a quantidade oferecida de um bem reage a uma variação do preço desse bem. Relaciona a variação percentual da quantidade oferecida com a variação percentual do preço.

Elasticidade (E) =

Variação da Quantidade Oferecida Quantidade Oferecida Variação do Preço Preço

Se E=0, a curva é rígida (independentemente do preço, a quantidade oferecida mantém-se sempre constante);

preço, a quantidade oferecida mantém-se sempre constante); • Se 0<E<1, a curva é inelástica (a

Se 0<E<1, a curva é inelástica (a quantidade varia menos proporcionalmente que o preço)

(a quantidade varia menos proporcionalmente que o preço) • Se E=1, a curva é unitária (quantidade

Se E=1, a curva é unitária (quantidade e preço variam proporcionalmente)

que o preço) • Se E=1, a curva é unitária (quantidade e preço variam proporcionalmente) Página

Se 1<E<+œ, a curva é elástica (a quantidade aumenta mais proporcionalmente que o preço)

(a quantidade aumenta mais proporcionalmente que o preço) • Se E=+œ, a curva é perfeitamente elástica

Se E=+œ, a curva é perfeitamente elástica (para aquele preço, os vendedores fornecem qualquer quantidade)

aquele preço, os vendedores fornecem qualquer quantidade) Em alguns mercados, a elasticidade preço da oferta não

Em alguns mercados, a elasticidade preço da oferta não é constante e varia ao longo da curva da oferta

Equilibrio de mercado

Representando as curvas da procura e da oferta globais do mercado juntas, existe um ponto onde as duas curvas intersectam, designado ponto de equilíbrio.

Ponto de equilíbrio - ponto em que o preço faz com que a quantidade procurada seja exatamente igual à quantidade oferecida. Preço de equilíbrio - preço para o qual a quantidade procurada e oferecida são iguais. No preço de equilíbrio, a quantidade do bem que os consumidores estão dispostos e capazes de

comprar é exatamente igual à quantidade que os produtores estão dispostos e capazes de vender. Quantidade de equilíbrio - quantidade procurada e quantidade oferecida quando o preço se ajusta de forma a equilibrar a procura e a oferta.

preço se ajusta de forma a equilibrar a procura e a oferta. Excesso de oferta ou

Excesso de oferta ou défice de procura - situação em que a quantidade oferecida é superior à quantidade procurada (diminuem o preço para poderem escoar a produção). Os preços descem até o mercado atingir o equilíbrio. Excesso de procura ou défice de oferta - situação em que a quantidade procurada é superior à quantidade oferecida (aumentam o preço, pois podem fazê-lo sem diminuir as vendas). Os preços sobem até o mercado atingir o equilíbrio. Lei da oferta e da procura - o preço de qualquer bem ajusta-se de forma a pôr a procura e a oferta desse bem em equilíbrio.

o preço de qualquer bem ajusta-se de forma a pôr a procura e a oferta desse
o preço de qualquer bem ajusta-se de forma a pôr a procura e a oferta desse

Quando um fenómeno qualquer faz deslocar uma das curvas, o equilíbrio do mercado muda.

 

Oferta mantém-se

Aumento da oferta

Diminuição da oferta

 

P

mantém-se

P

diminui

P

aumenta

Procura mantém-se

Q

mantém-se

Q

aumenta

Q

diminui

Aumento da procura

 

P

aumenta

P ambíguo

P

aumenta

Q

aumenta

Q

aumenta

Q ambígua

Diminuição da

 

P

diminui

P

diminui

P

ambíguo

procura

Q

diminui

Q

ambígua

Q

diminui