Você está na página 1de 6

FÍSICA GERAL E EXPERIMENTAL 3

UNISO 2015

Prof. Me.Salvador Mangini Filho.

EXPERIMENTAL 3 UNISO 2015 Prof. Me.Salvador Mangini Filho . Componente Curricular – Física Geral e Experimental

Componente Curricular Física Geral e Experimental 3

Conteúdo Programático

1. Equilíbrio e elasticidade

2. Mecânica dos Fluídos

3. Temperatura e Dilatação Térmica

4. Calor e Primeira Lei da Termodinâmica

5. A Teoria Cinética dos Gases

6. Entropia e a Segunda Lei da Termodinâmica

7. Gravitação

8. Oscilações e Ondas

Termodinâmica 7. Gravitação 8. Oscilações e Ondas Prof. Salvador  Serão realizadas duas provas escritas

Prof. Salvador

7. Gravitação 8. Oscilações e Ondas Prof. Salvador  Serão realizadas duas provas escritas individuais com

Serão realizadas duas provas escritas individuais com questões dissertativas,

As atividades experimentais realizadas no laboratório serão avaliadas por meio de relatórios (cálculo de uma média, com base nas notas de todos os relatórios entregues ao professor de laboratório) + prova.

Será considerado aprovado na disciplina, o aluno que tiver uma média final maior ou igual a seis (6,0).

Provas (Terças-feiras) Avaliações de provas P1 e P2 :

PREVISÃO para 01/09 e 24/11 SUBSTITUTIVA: 01/12

e P2 : PREVISÃO para 01/09 e 24/11 SUBSTITUTIVA: 01/12 Obs. Avaliação P3 – Laboratório: a

Obs. Avaliação P3 Laboratório: a ser combinado com o Professor

Autores:

Editora:

Bibliografia Básica:

Halliday, D.; Resnic, R. e Walker, J. Fundamentos de Física, Vol. 2 Livros Técnicos e Científicos Editora S.A: Rio de Janeiro (1994/2009)

Bibliografia Complementar:

KELLER, Frederick J., Física, Vol. 1, São Paulo: Makron Books, 1997 ALONSO, Marcelo; FINN, Edward J. Fisica um curso universitario. São Paulo:

Edgard Blücher, 1972. TIPLER, Paul Allen. Fisica: para cientistas e engenheiros. 4. ed. Rio de Janeiro:

LTC, 1999 PARKER, Steve. Newton e a gravitação. 2. ed. São Paulo: Scipione, 1997. SONNTAG, Richard Edwin; BORGNAKKE, C.; VAN WYLEN, Gordon John. Fundamentos da termodinâmica. São Paulo: Edgard Blücher, 2003

da termodinâmica. São Paulo: Edgard Blücher, 2003 Prof. Salvador  Serão realizadas duas provas escritas

Prof. Salvador

São Paulo: Edgard Blücher, 2003 Prof. Salvador  Serão realizadas duas provas escritas individuais com

Serão realizadas duas provas escritas individuais com questões dissertativas,

As atividades experimentais realizadas no laboratório serão avaliadas por meio de relatórios (cálculo de uma média, com base nas notas de todos os relatórios entregues ao professor de laboratório) + prova.

Será considerado aprovado na disciplina, o aluno que tiver uma média final maior ou igual a seis (6,0).

Provas (2as feiras) Avaliações de provas P1 e P2 :

PREVISÃO para 14/09 e 30/11 SUBSTITUTIVA: 07/12

e P2 : PREVISÃO para 14/09 e 30/11 SUBSTITUTIVA: 07/12 Obs. Avaliação P3 – Laboratório: a

Obs. Avaliação P3 Laboratório: a ser combinado com o Professor

P3 – Laboratório: a ser combinado com o Professor  A composição da nota será na

A composição da nota será na escala de 0,0 a 10,0 ;

A nota final (NF) mínima para aprovação é de 6,0 pontos;

A NF será calculada utilizando-se da relação abaixo:

NF = 0,7xMP + 0,3xML, Onde MP = Média aritmética de 2 provas individuais realizadas ao longo do semestre;ML = Média de Atividades de Laboratório [(Média dos Relatórios + Nota da Prova de Laboratório)/2];

será dada uma prova substitutiva (avaliação escrita e individual), mantendo as demais notas de laboratório (ML). Uma nova média de provas MP2 será calculada substituindo a menor nota entre as 2 primeiras provas pela substitutiva . A NF será conforme a relação abaixo:

NF= 0,7xMP2 + 0,3xML, Onde MP2 = média considerando a Prova substitutiva; ML = Média de Atividades de Laboratório

MP2 = média considerando a Prova substitutiva; ML = Média de Atividades de Laboratório (Relatórios ou

(Relatórios ou Trabalhos)

Aula 1 Equilíbrio Mecânico de Corpos Rígidos

Aula 1 Equilíbrio Mecânico de Corpos Rígidos Aula 1 E q u i l í b

Aula 1

Equilíbrio Mecânico de Corpos Rígidos

i c o d e C o r p o s R í g i d
i c o d e C o r p o s R í g i d
Tipos de movimento Translação = movimentos em linha reta ou aproximadamente reta (curvas suaves). Ex:
Tipos de movimento
Translação = movimentos em linha reta ou aproximadamente
reta (curvas suaves). Ex: carro em movimento, tiro (projétil em
movimento), Terra em torno do Sol
Rotação = movimentos em torno de um eixo que está localizado no objeto. Ex: carrossel,
Rotação = movimentos
em torno de um eixo
que está localizado no
objeto. Ex: carrossel,
rotação da Terra,
disco de vinil e CD,
roda da bicicleta

Aula 1 Equilíbrio Mecânico de Corpos Rígidos

bicicleta Aula 1 Equilíbrio Mecânico de Corpos Rígidos Corpo rígido = objetos que têm massa (real)
bicicleta Aula 1 Equilíbrio Mecânico de Corpos Rígidos Corpo rígido = objetos que têm massa (real)
Corpo rígido = objetos que têm massa (real) Ponto material = desprezamos a massa (não
Corpo rígido = objetos que têm massa (real)
Ponto material = desprezamos a massa (não real)
(real) Ponto material = desprezamos a massa (não real) Corpo rígido = forças atuam em diferentes

Corpo rígido = forças atuam em diferentes pontos do objeto

Ponto material = forças atuam em um único ponto e massa do objeto é desprezada

atuam em um único ponto e massa do objeto é desprezada “Do ponto de vista mecânico,

“Do ponto de vista mecânico, diz- se que um corpo está em equilíbrio quando diversas forças que agem sobre o corpo estão em direções opostas e se anulam”

corpo está em equilíbrio quando diversas forças que agem sobre o corpo estão em direções opostas

Equilíbrio Estático

Um corpo está em equilíbrio estático quando a

resultante das forças e o momento da

resultante de todas as forças que atuam sobre

ele for igual a zero.

1ª Condição ∑ Fr = 0 garante ausência de rotação
1ª Condição
∑ Fr = 0
garante ausência de rotação

garante ausência de translação

2ª Condição ∑ Mf = 0
2ª Condição
∑ Mf = 0
garante ausência de translação 2ª Condição ∑ Mf = 0 O centro de massa de um

O centro de massa de um corpo ou de um sistema de corpos é o ponto que se move como se toda a massa estivesse concentrada nele e como se todas as forças externas fossem aplicadas neste ponto.

m x  m x  1 1 2 2 X cm m 1 
m x  m x
1
1
2
2
X cm
m 1
 m
2

Cálculo do Centro de Massa para um sistema de partículas: A figura mostra duas partículas de massas m 1 e m 2 localizadas nas posições x 1 e x 2 . O centro de massa deste sistema é um ponto que está situado a uma distância X cm da origem. Está

distância pode ser obtida fazendo-se

a média ponderada das coordenadas

das partículas, tomando como “peso” nesta média ponderada, a massa de cada partícula.

Prof. Salvador

média ponderada, a massa de cada partícula. Prof. Salvador Definição de Quantidade de Movimento Linear ou

Definição de Quantidade de Movimento Linear ou Momento Linear: A quantidade de movimento linear é um vetor p definido como:

p  m v
p  m v

sendo: m a massa da partícula e v o seu vetor velocidade. A unidade no SI é: (Kg m/s)

O momento linear tem uma importância histórica, pois Newton ao enunciar suas leis da dinâmica,
O momento linear tem uma importância histórica, pois Newton ao
enunciar suas leis da dinâmica, expressou a 2º lei do movimento em
termos desta quantidade, veja:
“A taxa de variação com o tempo da quantidade de movimento
de uma partícula é igual à força resultante que atua sobre a
partícula e possui a mesma direção e o mesmo sentido dessa
força”. Utilizando a notação do cálculo, isso pode ser escrito como:
d p d
d
v
(
mv m
) 
 ma
Que conduz
a
lei de
F res. 
dt dt
dt
Newton. Na dedução ao lado
consideremos m=cte.
dt dt dt Newton. Na dedução ao lado consideremos m=cte.  Determine as trações nas cordas

Determine as trações nas cordas inextensíveis do sistema abaixo:

as trações nas cordas inextensíveis do sistema abaixo: Massa do vaso=6kg g = 9,8m/s 2 Prof.

Massa do vaso=6kg g = 9,8m/s 2

Prof. Salvador

Para um sistema formado por n partículas distribuídas no espaço as coordenadas que localizam o centro de massa são:

   

X

 

m

1

x

1

m x

2

2



m x

n

n

1

n

m x

M

i

 

cm

m

1

m

2



m

n

 

i

 

i 1

Y

m y

1

1

m y

2

2



m y

n

n

1

n

i

1

n

y

M

1

m

i

i

cm

Z

m

1

m 1 m

2

z

1

m z

2

2



m

n



m z

n

n

cm

 

m 1 m

2



m

n

m

z

M

i

1

i

i

1 r   n m r cm M i i i  1
1
r
n
m r
cm
M
i
i
i  1
 1 i i 1 r   n m r cm M i i i

Usando a notação vetorial, estas três equações escalares podem ser agrupadas em uma única equação

vetorial, dada por:

ser agrupadas em uma única equação vetorial, dada por:  Para partículas que se movem com

Para partículas que se movem com velocidades próximas da luz

por:  Para partículas que se movem com velocidades próximas da luz Onde c é a

Onde c é a velocidade da luz

por:  Para partículas que se movem com velocidades próximas da luz Onde c é a

Prof. Salvador

Centro de Massa (CM) é a posição média de toda a massa do corpo ou sistema. Num corpo homogêneo e simétrico o centro de massa está no centro geométrico.

e simétrico o centro de massa está no centro geométrico . Foram injetadas quase cem toneladas
e simétrico o centro de massa está no centro geométrico . Foram injetadas quase cem toneladas

Foram injetadas quase cem toneladas de argamassa no solo e o que se viu foi uma inclinação ainda maior.

A solução encontrada foi acrescentar massa extra na base da torre para deslocar o centro de massa e o centro de gravidade.

para deslocar o centro de massa e o centro de gravidade. Prof. Salvador Torre de Pisa
para deslocar o centro de massa e o centro de gravidade. Prof. Salvador Torre de Pisa
Prof. Salvador
Prof. Salvador
Torre de Pisa A torre foi erguida entre sobre um solo
Torre de Pisa
A torre foi
erguida entre
sobre um solo

1173 e o final do século XIII,

instável chamado Campo dos Milagres.

Prof. Salvador

Centro de gravidade (CG) de um corpo é a posição onde pode ser considerada a aplicação da força de gravidade resultante equivalente de todo o corpo.

força de gravidade resultante equivalente de todo o corpo. Observação: se a aceleração da gravidade é
força de gravidade resultante equivalente de todo o corpo. Observação: se a aceleração da gravidade é

Observação:

se a aceleração da gravidade é constante para toda extensão do corpo, então o CM coincide com o CG.

Prof. Salvador

Para que um objeto tenha equilíbrio é necessário que a projeção de seu centro de massa intercepte a sua base de apoio.

de seu centro de massa intercepte a sua base de apoio. Por isso abrimos mais as

Por isso abrimos mais as pernas

quando andamos

de ônibus

Projeção do centro de massa Projeção da base
Projeção do
centro de
massa
Projeção da base
de apoio. Por isso abrimos mais as pernas quando andamos de ônibus Projeção do centro de

ELASTICIDADE

O que é Elasticidade ?

ELASTICIDADE  O que é Elasticidade ? Exercício de Aprendizagem Um objeto de 10kg, em equilíbrio,
Exercício de Aprendizagem
Exercício de Aprendizagem

Um objeto de 10kg, em equilíbrio, está preso à

extremidade de uma mola, cuja constante elástica é

150N/m. Considerando g=10m/s², qual será a

deformação da mola?

F  P equilíbrio ( ) P  m g .  10.10  100
F
P equilíbrio
(
)
P
m g
.
10.10
100
N
F
K . x
100
 150. x
100
x 
150
Prof. Salvador
x
 0,67
m

ELASTICIDADE

Relação entre as forças e as deformações para vários casos.

Introduziremos uma grandeza chamada TENSÃO (T) Força por unidade de área e a DEFORMAÇÃO (x) descreve a deformação resultante do objeto.

T

F

A

A tensão caracteriza intensidade das forças que produzem:

Dilatação,

Compressão



Torção.

Lei de Hooke: corpos rígidos sujeitos a trações podem ter um comportamento ligeiramente

elástico (0,05 a 0,2% de deformação). Se a

tensão (força deformadora) for menor que o limite elástico (Sy), é válida a Lei de Hooke,

pois não ocorre a deformação permanente.

a Lei de Hooke, pois não ocorre a deformação permanente . F  K x .

F



K x

.

K

c

onstanteelástica do

corpo rígido (mola)

deformação sofrida

x 
x 

(em metros)

Elasticidade
Elasticidade

Se a tensão é maior ou igual ao limite elástico (Sy), a deformação é permanente. Se a tensão aumentar além do limite de ruptura (Sµ), o corpo se rompe.

aumentar além do limite de ruptura (Sµ), o corpo se rompe. ELASTICIDADE Tensão e deformação são
aumentar além do limite de ruptura (Sµ), o corpo se rompe. ELASTICIDADE Tensão e deformação são
aumentar além do limite de ruptura (Sµ), o corpo se rompe. ELASTICIDADE Tensão e deformação são

ELASTICIDADE

Tensão e deformação são suficientemente pequenas.

T Tensão

x deformação

módulo de elásticida de ( k )

A constante de proporcionalidade entre tensão e deformação denomina-se LEI DE HOOKE.

S.I: Newton/metro (N/m)

k ) A constante de proporcionalidade entre tensão e deformação denomina-se LEI DE HOOKE . S.I:
k ) A constante de proporcionalidade entre tensão e deformação denomina-se LEI DE HOOKE . S.I:
Calculando F  L Tração ou compressão   E . A L o F
Calculando
F
L
Tração ou compressão
E .
A
L
o
F
 x
Cisalhamento
G .
A
L
o
F
 V
Volumétrica
B .
A
V
F força aplicada
A área onde a força é aplicada
comprimento inicial
L o
L
 alongament o (variação do comp.)
E
 módulo de Young (tabelado)
G
 módulo de cisalhamen to (tabelado)
B
 módulo hidrostático (tabelado)
x 
variação na direção perpendicular ao comprimento
V
 volume
Prof. Salvador
V
variação do volume
volume Prof. Salvador  V  variação do volume Brass = latão Copper = cobre Steel

Brass = latão Copper = cobre Steel = aço Brick = tijolo Glass = vidro Iron - ferro

= tijolo Glass = vidro I r o n - f e r r o Prof.

Prof. Salvador

Exercício de Aprendizagem
Exercício de Aprendizagem

Uma haste de aço cilíndrica possui um raio de 9,5mm e comprimento 81cm. Uma força de 62KN a estica ao longo de seu comprimento. Calcule os valores da tensão trativa, da deformação e do alongamento. Dado: E aço =2.10 11 N/m 2 (tabela p.14 Halliday)

a ç o =2.10 1 1 N/m 2 (tabela p.14 Halliday) F A F A 

F

A

F

A

tensão

E .

L

L

o

alongament o

62000

.0,0095

2

2,187.10

8

N

2

m

 

L

F

A

.

L

o

E

8

2,187.10 .0,81

2.10

11

0,89 mm

 L 8,9.10 deformação   L o
 L
8,9.10
deformação 
L
o

4

m

0,81 m

0,0011

0,11%

  L o  4 m 0,81 m  0,0011  0,11% Exercício de Aprendizagem
Exercício de Aprendizagem
Exercício de Aprendizagem

Uma haste de aço cilindrica possui um raio de 9,5mm e comprimento 81cm. Uma força de 62KN a estica ao longo de seu comprimento. Calcule os valores da tensão trativa, da deformação e do alongamento. Dado: E aço =2.10 11 N/m 2 (tabela p.14 Halliday)

F  tensão   A F  L  E . A L o
F
tensão 
A
F
 L
E .
A
L o
 F 
. L o
A
alongament
o
 
L
E
 L
deformação 
L
o